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dia é algo que nos

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Por isso, nós, equipe do Direito Esquematizado, reunimos todo o nosso conhecimento e produzimos um conteúdo fácil, esquematizado e rápido de aprender

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“O conhecimento quando compartilhado é muito melhor, pois, todos são beneficiados com novas formas de enxergar o mundo”

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DIREITO PENAL

No início deste E-Book serão tratados alguns pontos da Parte Geral do Direito Penal, como forma de relembrar/revisar temas necessários que serão muito utilizados nos delitos em espécie

Em especial, serão tratados Crimes contra a Pessoa, mais especificamente os Crimes contra a Vida:

Homicídio em todas suas espécies

Induzimento, Instigação ou Auxílio ao Suicídio

Infanticídio

Aborto

Parte Especial do Código Penal

NORMAS PENAIS

Na parte especial do Código Penal, existem basicamente TRÊS MODALIDADES de normas penais:

1 INCRIMINADORAS
1
INCRIMINADORAS
2 PERMISSIVAS
2
PERMISSIVAS
3 EXPLICATIVAS
3
EXPLICATIVAS

INCRIMINADORA Definem as infrações penais e fixam as respectivas penas. São as chamadas tipos penais, que se subdividem-se em:

Primário: Descreve a conduta típica, ou seja, os elementos necessários para que o fato seja considerado criminoso. Ex.: Art. 121: Matar Alguém

o

Elementos Requisitos que compõem o tipo penal:

 
  • Objetivos São os verbos constantes dos tipos penais. Não requer explicação nenhuma para ser entendido, sua descrição é chamada de tipos normais. Ex.: Matar, ato libidinoso, vantagem

  • Subjetivos Expressões dentro do tipo penal que faz menção a intenção do agente, chamados de tipos anormais. Ex.: Subtrair coisa móvel para si ou para outrem, sendo assim diz respeito a intenção do agente obter vantagem

  • Normativos Palavras que dependem de uma interpretação jurídica e que irá se socorrer de outro dispositivo, chamados também de tipos anormais

Secundário: Encontra a sanção penal, prevê a quantidade da pena a ser aplicada. Ex.: Art. 121: Pena reclusão, de seis a vinte anos

PERMISSIVA Prevê a licitude ou a impunidade de determinados comportamentos, apesar de se enquadrarem na descrição típica. Está disposto tanto na parte geral quanto na parte especial do Código. Ex.:

Legítima Defesa (parte geral), Aborto possível no caso de salvar a gestante (parte especial)

EXPLICATIVA O próprio legislador escreve no texto da lei o que ele quis dizer ao utilizar determinada expressão (Interpretação Autêntica). Encontra um parágrafo explicando o artigo da lei. Ex.: Art. 150, §4º e 5º do CP esclarece o que está e o que não está contido no significado da palavra “casa”

OBS.: Alguns temas já foram abordados na primeira parte do estudo da parte geral do Direito Penal. Entretanto são temas necessários para estudar os delitos em espécie, previstos na parte especial do Código. Então, vamos revê-los:

OBJETOS JURÍDICOS

Quando o legislador incrimina determinada conduta, a intenção é evitar que ela se realize. Sendo assim ao tipificar determinada conduta, tem por objetivo proteger algum ou alguns bens jurídicos, essa finalidade de proteção é chamada de objetividade jurídica. O Objeto Jurídico é dividido em:

Simples

Crime cujo tipo penal tutela um único bem jurídico, como ocorre no homicídio, em que a vida humana é o único bem tutelado

Complexo

Crime cujo tipo penal tutela mais de um bem jurídico, como o latrocínio que tutela o patrimônio e a vida

A CONDUTA E SUAS CLASSIFICAÇÕES

Crimes Comissivos

Praticados por meio de uma ação,

ou seja,

a

partir de um comportamento positivo em que o

agente faz ou realiza algo.

Nesses

casos

a

lei

determina um NÃO fazer e o agente comete o crime exatamente por fazer aquilo que a lei proíbe

Crimes Omissivos

Subdivididos em:

Próprios: Descreve como ilícito um NÃO FAZER, o sujeito está em situação que deve agir, ou seja, estabelece certas situações em que a pessoa deve

agir

e,

caso

não

o

faça,

incorre no delito

Ex.:

Omissão de socorro, em que uma pessoa vislumbra outra em situação de perigo, e podendo ajuda-la, nada faz

Impróprios ou Comissivos por Omissão: Não está previsto na Parte Especial do CP como delitos autônomos. Sua verificação decorre da norma do

art. 13, §2º, do CP, que estabelece hipóteses que

o

sujeito

tem

o

dever

jurídico

de

evitar

o

resultado e, caso não o faça, responde pelo crime.

Ex.: Pais devem zelar pelos filhos,

responsabilidade da

babá

cuidar

da

criança,

quando o agente deu causa aquele perigo

Crimes de Ação Livre

Não exige nenhuma forma especifica de praticar a conduta, pode executar por qualquer meio. Ex.:

O homicídio pode ser cometido por meio de disparo de arma de fogo, afogamento, golpe de faca, etc

Crimes de Ação Vinculada

Descreve a forma de execução. Ex.: Art. 136 CP,

crimes de maus tratos só se configura quando há

privação

de

alimentação

ou

de cuidados

indispensáveis

 

Crimes de Ação Múltipla

Possuem vários verbos separados pela partícula “ou”. Tem vários verbos dentro do mesmo tipo penal. Ex.: Crime de tráfico, art. 36 da Lei de Drogas

Crimes Habituais

Configuram pela reiteração de atos da mesma espécie, como os crimes de curandeirismo (art. 284 CP) e casa de prostituição (art. 229 CP)

Crimes Comuns

São aqueles que podem ser cometidos por qualquer pessoa pelo simples fato do tipo penal não exigir qualquer condição especial

De Mão Própria
De Mão Própria

A conduta só pode ser praticada por uma única pessoa, razão pela qual NÃO é possível coautoria, mas ADMITE participação. Ex.: Auto aborto, ninguém além da gestante pode praticar o aborto, porém o namorado dela pode incentiva-la a tomar um medicamento abortivo

Crimes Próprios

Só podem ser cometidos por determinada categoria de pessoas, por exigir do tipo penal certa qualidade ou característica no sujeito ativo. Entretanto a pessoa que não se reveste da referida qualidade também pode ser responsabilizada pelo crime próprio, caso tenha, dolosamente, colaborado para sua prática (Art. 30 CP). Sendo assim ADMITE coautoria e participação. Ex.:

Crime de corrupção passiva

Crimes Unissubjetivos

Crimes

que

podem

ser

praticados

por

uma

pessoa ou por

duas

ou

mais.

Não exige

pluralidade de agentes, chamados de concurso eventual

Crimes Plurissubjetivos

Crimes que só podem ser praticados por duas ou mais pessoas em concurso. Exige a pluralidade de agentes, chamados de concurso necessário, divididos em:

Condutas Paralelas Os agentes auxiliam-se mutuamente, visando um resultado comum. Ex.:

Crime de associação criminosa (Art. 288 CP)

Condutas Convergentes As condutas se encontram gerando imediatamente o resultado, como ocorre no crime de bigamia (Art. 235 CP)

Condutas Contrapostas Os envolvidos agem uns contra os outros, como ocorre no crime de rixa (Art. 137 CP)

MODALIDADES DE SUJEITO

SUJEITO ATIVO

Este tópico diz respeito ao sujeito ativo do crime, ou seja, quem pode cometer determinada infração penal, e, ainda, se é possível que duas ou mais pessoa o pratiquem em conjunto

Diante disto há várias denominações para cada um desses aspectos:

o

Autor Quem executa a conduta típica descrita na lei, realiza o verbo contido no tipo penal.

o

Coautoria Duas ou mais pessoas, conjuntamente, realizam o ato executório.

o

Participação Forma de concurso de agentes em que o envolvido não realiza quaisquer das condutas típicas, mas, de alguma outra forma, concorre para o delito.

SUJEITO PASSIVO

É a pessoa ou entidade que sofre os efeitos do delito, é a vítima do crime

Existem alguns crimes em que o sujeito passivo é uma entidade sem personalidade jurídica, como a família, a sociedade, etc. Esses delitos são chamados de crime vagos

CONSUMAÇÃO E CLASSIFICAÇÕES DOS CRIMES

Um crime se considera consumado quando se reúnem todos os elementos de sua definição legal. Consumado o delito, estará o Juiz autorizado a aplicar por completo a pena prevista em abstrato na norma penal incriminadora

Para se verificar se um delito se consumou, faz-se necessário analisar quais os elementos componentes de sua descrição típica e à existência de quais deles a lei vinculou a aplicação da pena prevista na Parte Especial

Refere-se ao RESULTADO do crime como condição para se consumar:

CRIMES MATERIAIS – A lei descreve uma ação e um resultado e exige a ocorrência desta
CRIMES MATERIAIS – A lei descreve uma ação e um resultado e exige a ocorrência desta ação e
resultado para considerar o crime consumado, Ex.: Morte no homicídio
CRIMES FORMAIS – A lei descreve uma ação e um resultado, mas a redação do dispositivo deixa
evidenciado que a consumação se dá no momento da ação, sendo assim não exige o resultado para
ser considerado crime, Ex.: Extorsão mediante sequestro, quando é sequestrada já se consuma, não é
necessário receber o resgate
CRIMES DE MERA CONDUTA – A lei descreve apenas uma ação e, portanto, consumam-se no exato
instante em que esta é realizada, Ex.: Violação de domicílio

Refere-se à DURAÇÃO no momento da consumação:

CRIMES INSTANTÂNEOS – O momento da consumação ocorre no mesmo instante, não se prolonga no tempo.
CRIMES INSTANTÂNEOS – O momento da consumação ocorre no mesmo instante, não se prolonga
no tempo. Ex.: Crime de lesões corporais
CRIMES PERMANENTES – O momento da consumação se estende no tempo por vontade do
agente. Ex.: Crime de sequestro
CRIMES INSTANTÂNEO DE EFEITOS PERMANENTES – Ocorre no mesmo instante, mas que seus
efeitos se prolongam permanente. Ex.: Homicídio

ELEMENTOS SUBJETIVOS

CRIMES DOLOSOS

São aqueles em que o agente QUER o resultado (dolo direto) ou ASSUME o RISCO de produzi-lo (dolo eventual ou alternativo). O dolo pode ser:

DIRETO O agente quer o resultado

INDIRETO O agente assume o risco de produzir o resultado. (É o foda-se!!). Dividido em:

Dolo Eventual Quando o agente assume o risco de produzir o resultado, sendo indiferente a sua vontade em cometer o crime ou não comete-lo

Dolo alternativo Tanto faz para o agente cometer um crime ou outro crime

CRIMES CULPOSOS

São aqueles em que o resultado ilícito decorre de imprudência, negligência ou imperícia. A existência da modalidade culposa de determinada infração penal pressupõe expressa previsão no texto legal

CULPA CONSCIENTE

Ocorre quando o agente prevê o resultado, mas diferente do dolo indireto, o agente não aceita de qualquer maneira aquele resultado. (É o fudeu!!)

CRIMES PRETERDOLOSOS

São considerados crimes híbridos, em que a lei descreve uma conduta inicial dolosa agravada por um resultado culposo. Ocorre dolo no antecedente e culpa no consequente. Ex.: Dar

um murro para apenas machucar, mas a vítima cai

no chão bate a cabeça e morre.

Neste caso irá

responder pelo dolo antecedente em uma

modalidade mais grave

CRIMES DE PROGRESSÃO CRIMINOSA

A primeira e a segunda conduta criminosa são na modalidade dolosa, porém a primeira conduta é menos grave que a segunda. Desta forma a mais grave absorve o crime menos grave

DOS CRIMES CONTRA A VIDA

A vida é o bem jurídico mais valioso de que dispõe o ser humano, de modo que o primeiro crime previsto na Parte Especial do Código Penal é o homicídio. Além dele, prevê a punição do infanticídio, a punição de quem instiga ou auxilia o suicídio e a punição da provocação dolosa do aborto

Os crimes previstos neste Capítulo, com exceção da modalidade culposa de homicídio, são julgados pelo Tribunal do Júri, na medida em que o art. 5º, XXXVIII, d, da CF, confere ao Tribunal Popular competência para julgar os crimes dolosos contra a vida

O Tribunal de Júri competente para julgar será aonde ocorreu a morte, quando for consumado, e no local de onde ocorreu o crime, quando for tentado

Em relação a Justiça Competente para julgar os crimes contra a vida,

a regra é o Tribunal do Júri da

Justiça Estadual, porém tem casos que é da Justiça Federal (art. 89, VI e IX CF Homicídio praticado contra um servidor federal no exercício de sua função)

Obs.: Só responde pelo homicídio perante a Justiça Militar quando um militar matar outro militar. Se um militar matar um civil é atribuição da Justiça Estadual

HOMICÍDIO

O homicídio pode ser: DOLOSO ou CULPOSO O Homicídio Doloso subdivide-se em 3 Modalidades:

SIMPLES - Art. 121, caput CP PRIVILEGIADO - Art. 121, §1º CP QUALIFICADO - Art. 121, §2º CP

DOS CRIMES CONTRA A VIDA A vida é o bem jurídico mais valioso de que dispõe
DOS CRIMES CONTRA A VIDA A vida é o bem jurídico mais valioso de que dispõe
DOS CRIMES CONTRA A VIDA A vida é o bem jurídico mais valioso de que dispõe
CONCEITO
CONCEITO

O homicídio consiste na eliminação da vida humana extrauterina provocada por outra pessoa. A vítima deixa de existir em decorrência da conduta do agente. Desta forma como é tutelado um único bem jurídico é classificado como crime simples (Não vamos confundir crime simples com homicídio simples, pois até homicídio qualificado é classificado como crime simples, afinal tutela apenas um bem jurídico)

O ato homicida pode ser realizado pessoalmente, atiçado por algum animal feroz, ou até mesmo se valendo de um inimputável

O texto legal não define quando um homicídio é considerado simples. O legislador preferiu definir expressamente apenas as hipóteses em que o crime é privilegiado ou qualificado

Vida humana intrauterina é tutelada pelo Aborto, para saber se o bebe nasceu com vida, retira o pulmão da criança e coloca na agua, se boiar nasceu com vida, se afundar não nasceu com vida

MEIOS DE EXECUÇÃO

Alguns meios

de

execução

tornam

o

crime

de alimenta-lo.

Neste

caso

ocorre

um

crime

qualificado, como, por exemplo, o fogo, asfixia,

 

comissivo por omissão, em que a mãe tinha o

explosão etc.

Desta

forma

o

fato

de

admitir

dever jurídico de evitar o resultado, sendo a autora

qualquer meio de execução faz com

que

o

do crime

homicídio seja classificado como crime de ação

livre

É

possível até

que

o

crime de homicídio seja

praticado por omissão, como, por exemplo, no caso da mãe querer a morte do seu bebê e deixa

Entretanto pode acontecer também a participação por omissão, como no caso de um policial ver uma pessoa estrangulando a outra, porém permite que o homicídio aconteça, deixando o dever jurídico de agir de lado

ABSOLUTA INEFICÁCIA DO MEIO

Quando o agente

realiza um ato agressivo

visando matar a vítima, mas esta sobrevive, ele

pode

ser

responsabilizado

por

tentativa de

homicídio

 

se

ficar

demonstrado

que

o

meio

executório por ele empregado poderia ter

causado a morte e que isso só não ocorreu por

circunstancias alheias à sua vontade

Para entender melhor, vamos citar um exemplo:

Se uma pessoa diz a outra que quer cometer um homicídio e pede a ela uma arma emprestada e esta última entrega uma arma de brinquedo, dizendo ao executor que ela é verdadeira, mas este se aproxima da vítima e aperta o gatilho, sem conseguir, evidentemente, causar-lhe qualquer

arranhão, não responde por qualquer ilícito penal, muito embora tenha apertado o gatilho da arma de brinquedo querendo matar a vítima

Desta forma arma de brinquedo simulado é absoluta ineficácia do meio, pois se trata de crime impossível, não irá responder contra a vida

Outra modalidade é a arma descarregada ou quebrada, que também serão casos de crime impossível

a

arma

ou

munição

que

falha

uma

ineficácia relativa,

nesses

casos

não

são

considerados

crimes

impossíveis,

portanto

o

agente irá responder por tentativa de homicídio

Esquematizando:

Arma ou projétil que falha

Arma ou projétil que falha

Arma de brinquedo, descarregada ou defeituose

Arma de brinquedo, descarregada ou defeituose

Meio relativamente ineficaz

Meio absolutamente ineficaz

Tentativa de homicídio

Tentativa de homicídio

Crime impossível Conduta atípica

Crime impossível Conduta atípica

SUJEITOS DO CRIME

O homicídio é classificado como crime comum, pois qualquer pessoa pode praticar esse crime

Sujeito Ativo
Sujeito Ativo

Pode ser qualquer um, não havendo nenhuma condição especial para a autoria, salvo o infanticídio Admite também coautoria e participação. COAUTORIA ocorre quando duas pessoas realizam os atos executórios do homicídio, sendo uma intenção só dos dois agentes. PARTICIPAÇÃO ocorre quando a pessoa não realizar ato executório do homicídio, mas, de alguma forma, colaborar para o delito

AUTORIA COLATERAL

AUTORIA INCERTA

AUTORIA MEDIATA

Ocorre quando duas pessoas

Ocorre

quando

estiverem

O

autor

se

serve

de

uma

querem matar a mesma vítima

presentes os

requisitos da

 

pessoa

 

que

não

tem

e realizam o ato executório

autoria colateral, mas NÃO for

consciência

 

do

que

está

ao mesmo tempo, sem que

possível estabelecer qual

fazendo

ou

 

se serve

de uma

uma saiba da intenção da

dos envolvidos deu causa à

pessoa que não tem vontade,

outra

morte

desta forma não há coautoria pois não tem culpabilidade, sendo o executor apenas um mero instrumento

ESQUEMATIZANDO

COAUTORIA OU

Um sabe da intenção do

Ambos causam a morte

Ambos respondem pelo

PARTICIPAÇÃO

outro

homicídio consumado

AUTORIA

Ambos ignoram a intenção

Sabe-se qual causou a morte

Um responde por

COLATERAL

do outro

consumado e outro por homicídio tentado

AUTORIA INCERTA

Ambos ignoram a intenção do outro

Não se consegue saber qual causou a morte

Ambos respondem pela tentativa

Sujeito Passivo

Pode ser qualquer ser humano. Após o nascimento toda e qualquer pessoa que tenha vida pode ser vítima do crime de homicídio

Todavia, dependendo de certas características do sujeito passivo, haverá um deslocamento do crime de homicídio para outros previstos em Leis Especiais

Por exemplo, quem mata dolosamente o Presidente da República, do Senado Federal, da Câmara dos Deputados ou do Supremo Tribunal Federal, comete o crime do art. 29 da Lei de Segurança Nacional (Lei nº 7.170/83)

Comete o Crime de Genocídio quem mata, com intenção de destruir, no todo ou em parte, Grupo Racional, Étnico, Racial ou Religioso Previsto no art. 1º da Lei nº 2.889/56 O cara é tipo Hitlerzão

OBS¹.: O Sujeito passivo no crime de homicídio tem que estar vivo no momento do homicídio. Estando já morto é considerado crime impossível por absoluta impropriedade do objeto

OBS².: No caso de Carta Bomba em que foi enviada antes da vítima morrer por outra causa, irá responder por tentativa de homicídio

OBS³.:

No

caso do agente dar

um

tiro em

uma

pessoa, sem saber que ela já está morta, não irá responder por nada, nem por desrespeito ao cadáver, pois não tinha o dolo de desrespeito, mas sim o dolo de matar, o que foi impossível,

isso acontece porque o Código não prevê a modalidade culposa na destruição de cadáveres

CONSUMAÇÃO

A consumação do homicídio, por óbvio, se dá no momento da morte decorrente da conduta dolosa do agente. Desta forma o homicídio é um crime instantâneo de efeitos permanentes

A morte é um processo que envolve várias etapas (circulação, musculatura, batimento cardíaco). Sendo assim só acontece a morte com a cessação da atividade encefálica (feita a leitura zerada de eletroencefalograma, devem os médicos

manter a circulação e respiração para ser feita a doação de órgãos Lei nº 9.434/97)

A materialidade do homicídio é demonstrada pelo exame necroscópico. Se não for possível o exame de corpo por ter desaparecido, a materialidade do homicídio pode ser demonstrada por prova testemunhal (Art. 167 CPP), na qual o condenado irá ser condenado por homicídio sem o corpo, como foi o caso do goleiro frangueiro Bruno

TENTATIVA
TENTATIVA

É plenamente possível a tentativa de homicídio, para tanto exigem 3 Elementos para ser considerado:

1) Prova inequívoca que o agente pretendia matar Leva em conta o elemento subjetivo do agente, pois é o que diferencia do crime de lesão corporal e da tentativa de homicídio 2) Efetivo início de execução Só é possível reconhecer a existência de tentativa se o agente já deu início à execução do crime, antes disso, eventuais atos perpetrados pelo agente são meramente preparatórios e ainda não constituem infração penal

3)

Inocorrência do resultado Precisa se dar por circunstância alheia a vontade do agente

É possível que uma pessoa responda por 2 tentativas de homicídio contra a mesma vítima, desde que os atos agressivos que visavam a sua morte tenham sido realizados em contexto fáticos diferentes

Se o agente tenta matar a vítima em uma oportunidade e, cessada a execução deste crime, em outro contexto fático, realiza novo ato agressivo conseguindo matá-la, responde por dois crimes, um tentado e outro consumado

A tentativa pode ser: TENTATIVA BRANCA A vítima sai ilesa, não atinge o corpo e não sofre sequer alguma lesão; ou TENTATIVA CRUENTA A vítima sofre lesão corporal

DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA

Configura desistência voluntária quando o agente desiste voluntariamente de prosseguir na execução do assassinato, sendo assim responde somente pelos atos já praticados

Elementos da Desistência voluntária:

1)

Efetivo início de execução

2)

Possibilidade de prosseguimento na execução

3)

Omissão no prosseguimento por vontade própria

ARREPENDIMENTO EFICAZ

Ocorre nos casos em que o sujeito já tenha realizado os atos executórios ao seu alcance, que, como decorrência causal, já seriam suficientes para ocasionar a morte, porém, se arrepende e pratica novo ato para salvar a vida da vítima

Elementos do Arrependimento eficaz:

1)

Término na execução

2)

Possibilidade de consumação

3)

Impede o resultado

A consequência é a mesma que a desistência voluntária, não responde por tentativa de homicídio, apenas pelos atos praticados

HOMICÍDIO SIMPLES

Art. 121, caput Matar alguém:

Pena Reclusão, de 6 a 20 anos

Se o assassino cometer um homicídio simplão, sem utilizar nenhum tipo de meio cruel, sem nenhuma

ferramenta, escolher um zé ninguém para matar nenhuma qualificação, majoração etc

...

Ele cometerá um homicídio simples, ou seja, não terá

Esse tipo de homicídio é muito difícil de acontecer, pois, sempre há algum tipo de “detalhe mais sangrento”

HOMICÍDIO PRIVILEGIADO

Art. 121, §1º - Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço

Se o agente cometer o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço

Situações de homicídio privilegiado:

RELEVANTE VALOR

SOCIAL
SOCIAL

A pessoa comete o homicídio pensando causar um benefício a coletividade

MORAL
MORAL

Diz

respeito

a

um

vingança, eutanásia

sentimento

pessoal,

ex.:

OBS.: Ortotanásia o médico não vai dar causa a morte da pessoa, ele simplesmente vai deixar de

aplicar

um

tratamento

 

que

só prolongaria até

acontecer

o

resultado,

não

é

considerado

homicídio

Sob o DOMÍNIO DE VIOLENTA EMOÇÃO à INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA

A injusta provocação pode ser a vítima que sofre uma agressão e em legitima defesa acaba fazendo em excesso ou não atual/iminente.

Quanto a violenta emoção exige domínio (não mera influência) e deve ser logo em seguida, de reação imediata (no mesmo contexto fático ou no máximo minutos depois, não mais do que isso) a provocação. OBS.: O adultério é uma provocação

OBS.:

A atenuante

do

art.

65,

III,

c,

CP

não

necessita ser logo em seguida

Ambos as minorantes tem caráter subjetivo. Por serem apenas circunstâncias de caráter pessoal não se comunicam - Art. 30 CP

HOMICÍDIO QUALIFICADO

Existem 21 Qualificadoras de Homicídio Qualificado, hipótese em que o Legislador entendeu que o agente deve ter uma pena maior. A primeira separação será dividida em dois grupos, que serão subdivididos em quatro modalidades:

Qualificadoras Subjetivas

Conexão do Homicídio com outro Crime

Qualificadoras quanto ao Meio de Execução

Qualificadoras quanto ao Modo de Execução

QUALIFICADORAS SUBJETIVAS

Essas qualificadoras subjetivas podem se dar por conta dos:

MOTIVOS DO CRIME

Nesta modalidade o delito é considerado mais grave em decorrência do motivo do crime ser considerado imoral ou desproporcional

Paga Assassino mercenário, o que faz agir é simplesmente o interesse financeiro

QUALIFICADORAS SUBJETIVAS Essas qualificadoras subjetivas podem se dar por conta dos: MOTIVOS DO CRIME Nesta modalidade

Promessa de Recompensa

OBS.:

Tanto

o

motivo

da

paga

quanto

da

promessa de recompensa

são

os

casos

excepcionais em que é necessário o homicídio

ser plurissubjetivo, pois precisa de alguém que pague e outro que execute

2 Correntes que falam sobre a comunicação da qualificadora:

Diante do art. 30 CP, vários doutrinadores dizem que as qualificadoras da paga ou da promessa de recompensa não se comunicam entre o executor e o mandante, pois a qualificadora do homicídio é uma circunstância e não uma elementar do crime Já outros doutrinadores, como Damásio e Mirabete, dizem que devido a peculiaridade da plurissubjetividade, é para ser considerado como um crime especial de homicídio, sendo assim a qualificadora se comunica entre o executor e o mandante

Motivo Torpe É o motivo que mais vivamente ofende a moralidade média ou o sentimento ético social comum. Desta forma é o motivo abjeto, ignóbil, repugnante, que imprime ao crime um caráter de extrema vileza ou imoralidade. Ex.:

Matar o chefe para assumir o cargo, matar por prazer, vingança por ato justo (matar o Juiz que condenou), morte de policiais de civis e militares por fação criminosa etc

QUALIFICADORAS SUBJETIVAS Essas qualificadoras subjetivas podem se dar por conta dos: MOTIVOS DO CRIME Nesta modalidade

Motivo Fútil

É aquele

que pela

sua

mínima

importância

não

é

causa

suficiente

para

o

crime. É um motivo banal em que manifesta desproporcionalmente à gravidade do fato. Pode- se considerar motivo fútil uma modalidade de motivo torpe, que tem uma importância pequena. Ex.: Patrão mata o empregado porque ele errou ao efetuar um serviço, mata o dono do bar porque

recusou servir uma bebida, mata porque perdeu uma partida de futebol etc.

OBS.: Uma briga de transito poder ser considerado motivo fútil, entretanto se começar com futilidade e já matar será considerado, mas se começar com um motivo fútil e for esquentando cada vez mais a discussão até acontecer a morte, não será considerado motivo fútil

CONEXÃO DO HOMICÍDIO COM OUTRO CRIME

Decorre também da motivação do agente, ou seja, do fato dele matar a vítima com a finalidade de viabilizar a prática de outro crime, ou assegurar a ocultação, imunidade ou vantagem de um delito anterior

o

Garantir a execução de outro crime

o

Garantir a ocultação

o

Garantir a impunidade

o

Garantir a vantagem obtida com outro crime

Conexão Consequencial é garantir a ocultação, impunidade ou vantagem, entretanto primeiro é cometido o outro crime e posteriormente o homicídio

Conexão Teleológica é praticado em razão de assegurar a execução de outro crime, o homicídio vem antes do outro crime

Ocultação Outro crime acontece e a morte posterior se dá para evitar que o fato criminoso anterior seja descoberto. Ex.: Funcionário do banco que há muitos anos pega dinheiro do caixa, num certo dia é feito uma auditoria e o funcionário mata o auditor para ocultar todo o dinheiro que havia pegado

Impunidade A prática do crime anterior já é sabida, o que evita é ser punido por aquele crime que já é conhecido. Ex.: Matar a única testemunha que irá testemunhar o crime

A Vantagem pode ser:

Produto do crime O produto é o objeto material do próprio crime anterior, Ex.: Crime contra o

patrimônio, é a própria coisa subtraída em caso de roubo. Visando não perder o produto, mata alguém Preço do crime Dinheiro que se paga para alguém cometer um crime

Proveito de crime Vantagem auferida indiretamente, Ex.: Casa comprada com dinheiro roubado

QUALIFICADORAS QUANTO AO MEIO DE EXECUÇÃO

Praticados por meios cruéis ou dissimulados e executados de uma maneira que a vítima tem uma dificuldade muito grande em se defender. Essas qualificadoras são divididas por:

MEIOS UTILIZADOS

Veneno

   

Fogo

   

Explosivo

Pode ser químico ou biológico

Crueldade

e

o

perigo

em

Qualquer tipo de explosivo,

comum

causando perigo em comum

Asfixia
Asfixia

Há várias modalidades:

Mecânica
Mecânica

Esganadura Com as próprias mãos aperta o pescoço da vítima com muita força, de modo a impedir que o ar passe

Estrangulamento Não usa o próprio corpo, mas sim algum objeto para apertar o pescoço da vítima

Enforcamento Utiliza algum objeto junto com a ação da gravidade

Sufocação Utiliza um objeto para de outra forma obstruir as vias respiratórias (interna e externa), como utilizar um travesseiro, colocar coisas na garganta da vítima e até mesmo com a própria mão tapar o nariz e a boca

Afogamento Pode ser em agua ou em outro liquido qualquer (álcool, gasolina). Ocorre a substituição do ar pelo liquido

Soterramento Aterrar a vítima viva, obstruindo as vias aéreas

Sufocação Indireta Não ocorre o trancamento das vias aéreas, mas por estar soterrada, o pulmão não consegue se expandir

Tóxica
Tóxica

Confinamento Ambiente completamente lacrado, aonde não ocorre a entrada de oxigênio. A vítima morre por respirar outro gás que não seja o oxigênio

Gás Asfixiante Esses gases asfixiantes não são necessariamente o veneno, porém com a respiração constante leva a vítima a morte. Ex.:

Garagem fechada com veículo ligado

Tortura
Tortura

Provocar sofrimento físico ou mental na vítima. A tortura costuma ser devagarzinho, se prolonga no tempo. Há duas modalidades:

Crime de Tortura simples O agente quer torturar e matar

Crime de Tortura qualificado pelo resultado

morte Modalidade exclusivamente preterdolosa (dolo no antecedente e culpa no consequente), o agente não quer matar, mas somente torturar, porém ocorre a morte

OBS.: Se o agente tortura uma pessoa, depois leva a um outro local para ocultar a tortura e a executa com um tiro na cabeça, o agente irá responder por homicídio qualificado não pela qualificadora da tortura, mas sim pela qualificadora de ocultação de outro crime

Insidioso
Insidioso

Dissimulado na sua eficiência maléfica, ao qual a vítima não tem ciência. Ex.: Armadilha, sabotagem, cortar freio do carro

Cruel
Cruel

Provoca forte sofrimento físico na vítima

Que possa causar perigo comum

Não precisa resultar, mas que possa resultar um perigo comum. Perigo a um número elevado e indeterminado de pessoas

QUALIFICADORAS QUANTO AO MODO DE EXECUÇÃO

Recursos que inviabilizam a defesa da vítima Traição

Só pode configurar-se quando há quebra de fidelidade e lealdade entre a vítima e o agente, fazendo com que dificulte ou impossibilite a defesa. OBS.: O ataque brusco e de surpresa.

Emboscada

É a tocaia. No caso, o agente se oculta com o fim

de

aguardar

a

passagem

da

vítima

(agente

escondido)

 

Dissimulação

O agente oculta sua intenção ofensiva e se utiliza de meio fraudulento para enganar a vítima. Pode ocorrer de 2 formas:

Quando o agente esconde o seu propósito delituoso, sendo a vítima de surpresa

Quando há emprego de aparato ou disfarce para a prática do crime

OBS.: Premeditação não considera qualificadora

Aplicação das Qualificadoras

Diante dos motivos qualificados do art. 121 §2º, só poderá usar UMA QUALIFICADORA, para não ferir o princípio do bis in iden. Entretanto o art. 61, II é uma cópia das qualificadoras do art. 121 §2º, desta forma quando se encontrar várias modalidades de qualificadoras, usa uma como qualificadora e as demais usa como agravante genérica. Salvo asfixia, pois não é repetida na agravante genérica

OBS.: É impossível ter a figura privilegiada e qualificadoras subjetivas, mas é possível ter a figura privilegiada e qualificadoras objetivas

O homicídio será CRIME HEDIONDO em 2 Situações (Lei nº 8.072/90):

a) Quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só
a)
Quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que cometido por um só agente
b)
Quando se tratar de homicídio qualificado

Consequências dos Crimes Hediondos:

 Não pode se beneficiar por anistia, graça e indulto O regime inicial será sempre o
Não pode se beneficiar por anistia, graça e indulto
O regime inicial será sempre o fechado
Para progredir de regime não será suficiente 1/6 como no crime comum, precisa cumprir 2/5 se for
primário e 3/5 se for reincidente
 O livramento condicional só será concedido quando cumprido 2/3 da pena, se for reincidente em crime
hediondo não haverá livramento condicional em qualquer hipótese

Em caso de homicídio privilegiado com qualificadora objetiva não é considerado crime hediondo, pois a solução que se encontrou for interpretar o art. 67 CP, sendo que, como a minorante tem caráter subjetivo ela deve pesar mais do que a qualificadora que é objetiva

OBS.: Se forem coautores as circunstâncias de comunicam

OBS².: Se for partícipe presente na cena dificilmente irá ignorar o meio ou modo de execução, ainda que não execute, sendo assim as circunstâncias se comunicam. Caso não soubesse não se comunica

Desta forma se for partícipe ausente na cena deve verificar se sabia ou não sabia do meio ou do modo de execução. Se sabia as circunstâncias se comunicam. Se não sabia as circunstâncias não se comunicam

CAUSA DE AUMENTO de pena em homicídio doloso (Art. 121, §4º, 2ª parte) - É uma majorante, sendo que o limite máximo pode passar do previsto pelo legislador, ocorre se a vítima é menor de 14 anos ou maior de 60 anos

OBS³.: Para aplicar a majorante considera-se o tempo da ação, e não do resultado

HOMICÍDIO CULPOSO

Art. 121, §3º - Se o homicídio é culposo:

Pena Detenção de um a três anos

Ocorre pela não observância dos deveres e cuidados objetivos. Todo mundo deve ter um cuidado em relação ao proceder no dia a dia que o Legislador toma como referência o cuidado do homem médio

O legislador quis dizer como homem médio uma pessoa equilibrada, cuidadosa, gente boa

É possível que alguém cause a morte de outra pessoa, observando os cuidados que o homem médio tomaria, nesse caso o fato é impunível, sendo uma fatalidade

Os CASOS de não tomar os cuidados que um homem médio deve ter, são:

Imprudência Uma ação, um fazer irresponsável Negligência É uma omissão, uma ausência de precaução. Ex.: Não fazer a manutenção de uma máquina, não fazer a manutenção dos freios do carro Imperícia Tem a qualificação técnica, porém não observa os preparos da sua qualificação

O resultado do homicídio culposo é o aspecto mais importante, sendo assim não existe tentativa de homicídio culposo. Mesmo que o agente tenha imaginado o resultado, chamado de culpa consciente, é considerado ainda assim crime culposo

Concorrência de Culpas Não há concurso de pessoas em homicídio culposo, pois não há liame subjetivo, porém, pode haver a pluralidade de agentes no homicídio culposo

Não existe compensação de culpas, se 2 pessoas agem com culpa e uma machuca a outra, não será compensado uma por uma, serão ambos responsabilizados pelos danos causados

A consumação sempre é com a morte da vítima

Aumento de Pena no Homicídio Culposo

1ª parte do §4º do Art. 121 Aumento de pena no homicídio culposo

“No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3, se o crime resulta de inobservância de regra técnica de

profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as

consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante (

...

)

O autor do crime culposo tem obrigação de agir, pois, senão, irá responder pelo homicídio culposo

qualificado, caso haja outros no local do crime culposo, também terão a obrigação de agir, pois senão irão

responder por omissão de socorro

Fugir para evitar o flagrante é diferente de não socorrer. Segundo o art. 68, não é possível utilizar duas

majorantes, sendo aplicado a que mais aumente, sendo assim se fugir e omitir socorro, irá ser utilizado

apenas uma majorante

Perdão judicial Art. 121, §5º CP

A aplicação do perdão judicial decorre do sofrimento percebido pelo próprio agente em face de sua

conduta culposa

Sendo assim no caso de homicídio culposo, se o fato já atingiu o autor de uma maneira tão grave, que deixa

de ter razão a própria pena, o juiz irá conceder essa causa de extinção de punibilidade, chamado de

perdão judicial. O perdão pode ser moral (pai que mata filho) ou material (explode a máquina por falta de

manutenção, mata um e fere o que não fez a manutenção)

O perdão judicial não se comunica (art. 30 CP)

O perdão judicial deve ser concedido na sentença, momento após que o Juiz iria condenar. Para alguns a

natureza dessa sentença é condenatória, para outros é declaratória. O art. 120 diz que a sentença que

conceder o perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência

Homicídio Culposo no Código de Trânsito Brasileiro

Homicídio culposo na direção de transito acontece geralmente por alguma infração de trânsito, porém, nem

sempre é possível que tenha culpa mesmo respeitando todas as regras

Crimes de trânsitos somente ocorre nas vias terrestres na direção de veículo automotor, metrôs (trens

não entram, mas trólebus sim, que são ônibus elétricos)

Previsto no Art. 302 do CTB

CAUSA DE AUMENTO DE PENA - Aumenta a pena de um terço até a metade, isso ocorre nos casos em

que o agente não possui Permissão para dirigir ou Carteira de Habilitação, se o crime é praticado em

faixa de pedestre ou sobre a calçada, se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima ou no exercício

de sua profissão ou atividade, dirigindo veículo de transporte de passageiros

INDUZIMENTO, INSTIGAÇÃO OU AUXÍLIO AO SUICÍDIO

Art. 122 Induzir ou instigar alguém a suicidar-se ou prestar-lhe auxílio para que o faça:

Pena Reclusão, de dois a seis anos, se o suicídio se consuma; ou reclusão, de um a três anos, se da

tentativa de suicídio resulta lesão corporal de natureza grave

Quando estudamos concurso de agentes, se alguém induz, instiga ou auxilia, essa pessoa é chamada de

partícipe e responde pelo mesmo crime, em alguns casos de maneira até mais severa.

Chamamos informalmente esse crime de participação em suicídio”, porque pune quem colabora com o

suicídio alheio

Entretanto o verdadeiro partícipe leva a mesma pena do autor do crime, porém quem se suicida não

comete crime, pois suicídio não é crime, por isso que o correto é não usar essa nomenclatura, afinal das

contas quem induz, instiga ou auxilio é autor e não partícipe, pois configura o verbo do tipo penal

Não tem como falar simplesmente em tentativa deste crime por induzimento, instigação ou auxílio. Sendo

necessário resultar lesão corporal grave ou se consumar

Induzimento
Induzimento

O agente faz surgir a ideia do

suicídio na vítima, sugerindo

a ela tal ato e a incentivando

a realizá-lo

Instigação
Instigação

Consiste em

reforçar a

intenção suicida já presente

na vítima.

Desta forma a

pessoa já estava pensando em

ceifar

a

própria

vida,

e

o

agente, ciente disso, a estimula

a fazê-lo

 

Auxílio

   

É

possível

o

AUXÍLIO

POR

Chamado

também

de

OMISSÃO, nos casos em que

 

a

pessoa

tenha

a

participação

material,

pois

consiste

em

colaborar

de

 

responsabilidade

 

alguma forma com o ato

Entre o auxílio ao suicídio deve

executório

do

suicídio.

A

ter um nexo causal, se auxiliar

vítima já está convicta de que

com uma corda, e a pessoa se

quer

se matar,

e

o

agente a

matar

com

uma

arma,

não

ajuda a concretizar o ato

responderá

por

auxilio

ao

O auxilio pode ser material ou

suicídio

intelectual, como transmitir os

OBS.:

Roleta

russa

quem

conhecimentos necessários

participar

responde

pelo

art.

para que a pessoa se suicide

122

Mas para essa modalidade o

OBS².:

Não

existe

a

ato letal deve ser cometido

modalidade

 

culposa

pela própria vítima

AUMENTO DE PENA

Ocorre nos casos:

Se o crime é praticado por motivo egoístico A intenção do agente é auferir algum tipo de

vantagem em decorrência da morte da pessoa

Se a vítima é menor ou tem diminuída, por qualquer causa, a capacidade de resistência

INFANTICÍDIO

Art. 123 Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:

Pena Detenção, de dois a seis anos

O fenômeno do parto, em razão da intensa dor que provoca, da perda de sangue, do esforço necessário,

dentre outros fatores decorrentes da grande alteração hormonal que passa o organismo feminino, pode

levar a mãe a um breve período de alteração psíquica que acarrete forte rejeição àquele que está nascendo

ou recém-nascido, visto como responsável por todo aquele sofrimento

Em razão dessa perturbação, a mãe matar o filho, incorrerá no crime de infanticídio, em que a pena a ser

aplicada é muito mais branda do que a de um homicídio

Trata-se de um crime sui generis porque a perturbação psíquica decorrente do estado puerperal reduz

apenas temporariamente a capacidade de discernimento da mãe, não se enquadrando no conceito de semi

imputabilidade

O crime de infanticídio pode ocorrer no momento em que o filho está nascendo ou logo após o

nascimento. Sendo assim a circunstância temporal constitui elemento normativo do tipo do infanticídio, pois

a morte do feto, antes do início do trabalho de parto, constitui crime de autoaborto

A consumação ocorre no momento da morte

A tentativa é possível, pois se trata de crime plurissubsistente

OBS.: Não existe modalidade culposa de infanticídio

Possibilidade de coautoria e participação

A Doutrina Majoritária diz que, caso alguma outra pessoa tenha também tomado parte no ato executório, isto

é, se a mãe e o terceiro mataram o recém-nascido, serão considerados COAUTORES do crime.

Se apenas a mãe cometer ato executório, tendo sido estimulada a fazê-lo por terceiro, este será

PARTÍCIPE do infanticídio

ABORTO

Art. 124 Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:

Pena Detenção, de um a três anos

Aborto é a interrupção da gravidez com a morte do produto da concepção Arts. 124 ao 127 CP

Os crimes de aborto tutelam a vida humana intrauterina, diferentemente dos outros crimes até aqui

estudados

A gravidez passa por várias fases, sendo chamado de ovo nos dois primeiros meses, de embrião nos dois

meses seguintes e, finalmente, de feto no período restante

O aborto é possível desde o início da gravidez, porém o início da gravidez tem uma divergência em relação

ao momento que se inicia, sendo para alguns no Momento da Fecundação, para outros no Momento da

Nidação

Momento da Fecundação ocorre quando o espermatozóide é recepcionado pelo óvulo

Momento da Nidação ocorre quando acontece a implantação do óvulo é fecundado no útero

Uma questão polêmica é a pílula do dia seguinte que ocorre justo no momento entre a fecundação e a

nidação. Todavia a pílula do dia seguinte é lícita no Brasil, conforme esse entendimento, para aqueles que a

gestação se inicia na nidação não se pune a pílula por ser tratar de fato atípico, para aqueles que a gestação

se inicia na fecundação não se pune o aborto com fundamento na excludente de ilicitude do exercício regular

do direito

No caso das primeiras etapas (fecundação do óvulo com o espermatozóide) serem feitas em vidro, para ser

implantado depois na mulher, não há no que se falar em aborto, caso ocorra qualquer coisa será considerado

um fato atípico

MODALIDADES DE ABORTO

  • Aborto Natural A gravidez é interrompida e o produto da concepção morre por motivos naturais. Ex.: Doenças, má formação, dentre outros

  • Aborto Acidental Ocorre por algum tipo de acidente. Ex.: Acidente de carro, queda, atropelamento

  • Aborto Criminoso Aborto provocado (Nem todos os abortos provocados são criminosos)

  • Aborto Legal Situações em que o Legislador autoriza o aborto

SITUAÇÕES DE ABORTO CRIMINOSO

AUTO ABORTO Art. 214 CP

Refere justamente a gestante, ela mesma efetua as práticas abortivas visando interromper a gestação,

necessita de dolo ou dolo eventual

Pune também quando a gestante consentir com o aborto

O auto aborto é crime próprio e de mão própria, não tem como um terceiro praticar esses verbos do art.

214 CP

Na tentativa de suicídio, se a gestação permanece, não será punida a tentativa de aborto, porque não se

pune a autolesão, mas se ocorrer o aborto, alguns doutrinadores entendem que o fato é atípico, porque o

dolo dela não era matar o filho e sim matar a si mesma, outros doutrinadores entendem que agiu com dolo

eventual e que portanto responde pelo auto aborto

OBS.:

Não há coautor nesse artigo porque se alguém

auxilia

cai

no

art.

126, sendo praticados crimes

diferentes

OBS².: É possível partícipe no auto aborto. Ex.: Fornecer o medicamento para o aborto

ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO SEM O CONSENTIMENTO DA GESTANTE Art. 125

Esta é a modalidade mais grave do crime de aborto e pode se caracterizar em duas hipóteses:

Quando não houve, no plano fático, qualquer autorização por parte da gestante

Quando houve, no plano físico, uma autorização da gestante, mas tal anuência carece de valor

jurídico em razão do que dispõe o próprio texto legal Emprego de fraude, obtido com grave

ameaça, obtido com violência, menor de 14 anos e sem capacidade mental de consentir

ABORTO PROVOCADO POR TERCEIRO COM O CONSENTIMENTO DA GESTANTE Art. 126

Une o que pratica o aborto com o consentimento da gestante. Entretanto quem provoca o aborto tem

uma pena maior do que a gestante que consentiu

O consentimento da gestante deve ser até o momento da consumação do ato, caso a gestante se arrependa,

quem praticar o aborto irá responder pelo art. 125 CP

O consentimento deve ser também, obtido de forma livre e espontânea

No caso da gestante ser menor de 14 anos, alienada ou débil mental o consentimento dela não é válido,

sendo o autor do aborto punido pelo art. 125 CP

OBS 1 .: No caso de aborto com o consentimento da gestante NÃO É CONSIDERADO PLURISSUBJETIVO,

pois a gestante responde pelo art. 124 e o autor do aborto pelo art. 126, então NÃO HÁ CONCURSO DE

PESSOAS

OBS 2 .: A tentativa cabe em todas as figuras de aborto criminoso

Em caso de absoluta impropriedade do objeto

(art.

17 CP)

o

crime é impossível. Ex.: Feto morto,

gravidez psicológica

OBS 3 .: NÃO EXISTE ABORTO CULPOSO, responde por lesão corporal culposa somente o terceiro que for

imprudente, imperito ou negligente, se for a própria gestante o fato é atípico

OBS 4 .: Anunciar algum meio abortivo pune somente com pena de multa, sendo uma contravenção penal

CAUSA DE AUMENTO DE PENA

Art. 127 CP O correto é definir como forma majorada e não forma qualificada, pois NÃO traz novos

limites de penalidade.

Essas majorantes são aplicadas somente ao terceiro.

Não se aplica a gestante porque na seguida de morte a gestante morreu. No caso de lesão corporal grave

ela não pode ser autor e vítima

OBS¹.: O caso do participe do art. 124 CP não pode ser aplicada essa majorante

OBS.²: Pode ocorrer a majoração do art. 127 da tentativa de aborto e a minorante do art. 14, § único, ex.:

tenta abortar a criança, mas mata a gestante e a criança se salva

SITUAÇÕES DE ABORTO LEGAL

São excludentes de antijuridicidade específicas

Ocorrem em 2 SITUAÇÕES:

Aborto Necessário Não há outro meio de salvar a vida da gestante. Justifica pelo risco de vida da

gestante, o próprio médico que vai verificar esta necessidade. Quando o perigo não é atual ocorre a

excludente de ilicitude do inciso I do art. 128 CP, sendo feito somente por médico. Se estiver o perigo

atual, não precisa ser feito necessariamente por médico, estando a excludente de ilicitude amparado

pelo estado de necessidade de terceiro

Aborto Sentimental Necessita de três requisitos:

o

Gravidez resultante de estupro Mesmo que não seja identificado o estuprador pode ser feito o

estupro

o

Haja consentimento da gestante ou de seu representante legal se ela for incapaz

o

Seja realizado por médico

Portaria nº 1145/05 do Ministério da Saúde Se trata do procedimento de justificação e autorização do

aborto sentimental. Ouvida por 2 médicos, se estiverem de acordo, deve ser colhida a assinatura da própria

gestante ou de seu representante legal e procede-se o aborto. Se esse procedimento dos 2 profissionais da

saúde não for seguido, mas for produto de estupro, o médico não vai responder pelo crime de aborto, mas

somente administrativamente.

Quem irá analisar se a gravidez foi por estupro é o médico

Induzir o médico a erro, o médico não responde porque o inciso II do art. 128 é uma excludente de ilicitude,

sendo assim ocorre a excludente putativa, a gestante que enganou responde pelo crime de consentimento

para pratica do aborto, segunda parte do art. 124, e pela falsa comunicação de crime

O conteúdo de Direito Penal sobre Crimes contra a Vida encerra por aqui

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“O conhecimento quando compartilhado é muito melhor, pois, todos são beneficiados com novas formas de enxergar o mundo”

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