Você está na página 1de 20
RICARDO BIELSCHOWSKY 196 EL cNneAue we jntegrar a diretoria do Banco @ fol com ele solidario em suas intengdes de pro- mover 0 desenvolvimento nordestino, antes mesmo que Furtado fosse convl- dado por Kubitschek para deslanchar a Operagiio Nordeste. Encerramos aqui, finalmente, a resenha sobre 0 pensamento de Campos. )s que iniciaram a leitura notando a consonancia da visio do autor, no inicio dlos anos 50, com posicdes tedricas tipicamente nacionalistas, e que entdo sur preenderam-se com a énfase que ele deu a estabilizagdo monetaria ¢ a atragao de capital estrangeiro a partir de meados da década, resta lembrar uma vez mais que Campos nao chegou a ser propriamente incoerente com seu pensamento original. A alteragdo da natureza politica dos seus textos foi compativel com 4 propria transformagao da vida econémica e politica brasileira e com o proprio percurso do envolvimento pessoal do autor como personagem desse process de transformagao. Isso ficara claro, esperamos, na parte II do presente trabalho, ‘onde procuramos associar nossa hist6ria das idéias a hist6ria real. 5.4 O SETOR PUBLICO: DESENVOLVIMENTISMO NACIONALISTA 5.4.1 INTRODUGAO As transformagées econémicas que se seguiram no Brasil 4 crise dos anos 30 introduziram uma violenta mudanga no quadro de instituigdes brasileiras. A centralizagao de poder comandada por Vargas gerou um conjunto de agéneias planejadoras, como o Departamento Administrativo do Servigo Publico, o Con- selho Federal do Comércio Exterior, o Conselho Nacional do Petréleo, 0 Conse- Iho Nacional de Aguas e Energia e tantas outras. Nessas instituigdes, voltadas para a solugdo de problemas de ambito nacional, constituiam-se naturalmen- te, por forca das atribuigdes, equipes de técnicos civis militares preocupados com 0 problema do desenvolvimento industrial brasileiro. Homens como Bar- bosa Carneiro, Horta Barbosa, Macedo Soares, Anapio Gomes e Aldo Franco for- maram o embriao da corrente desenvolvimentista nacionalista, que seria, nos anos 50, ao lado dos neoliberais, a linha de pensamento de maior militancia intelectual do pais. Naquele passado originario, alguns desenvolvimentistas na- cionalistas que viriam a destacar-se nos anos 50 fizeram o seu aprendizado junto aos pioneiros. Foi o caso, por exemplo, de Romulo de Almeida, Jesus Soares Pe~ reira, Américo Barbosa de Oliveira e Tomés P. Accioly Borges. Os desenvolvimentistas nacionalistas defendiam, como os démais desenvol- vimentistas, a constituicdo de um capitalismo industrial moderno no pais, Ti- nham, como principal traco distintivo, uma decidida inclinacao por ampliar a intervengao do Estado na economia, através de politicas de apoio a industrializa- ao, integradas, na medida do possivel, num sistema de planejamento abrangen- te e incluindo investimentos estatais em setores basicos. Tratava-se de um con- WSR Weere WOWONIITTT junto de técnicos de 6rgdos do governo que pautavam seu exerciclo profissional pela ideologia da industrializagao planejada como solugao histérica para o atraso da economia e da sociedade brasileiras. Consideravam que a acumulacado de ca- Pital nos setores estratégicos nao podia aguardar a iniciativa ¢ o arbitrio do capi- tal estrangeiro, necessitando de controle e comando interno de agentes capitalis- tas nacionais. Vale dizer, do Estado, j que era consensual que a debilidade do empresariado nacional inviabilizava solugdes privadas. Eram céticos quanto as possibilidades de contribuigo do capital estrangeiro na fundacao dos alicerces da estrutura industrial a ser formada. Particularmente no que dizia respeito aos setores historicamente dominados pelo grande capital estrangeiro, como trans- Porte ¢ energia elétrica, ou por ele cobigados, como petrleo e mineracdo em geral, a ideologia da industrializacao ganhava conotacao fortemente nacionalis- ta e estatizante. O mesmo se dava com o caso de setores industriais basicos, em Particular com a grande indiistria quimica e com a siderurgia. Por exemplo, 0 sistematico boicote de Percival Farkhar s aspiragdes mineiras de implantar uma indiistria sidertrgica no pais e a recusa da U.S. Steel ao convite de Vargas para que investisse no Brasil integravam a meméria nacionalista no que dizia respeito 4s possibilidades de se contar com o capital estrangeiro para a industrializagao. A lentidao da expansao dos servigos de energia ¢ transportes, que os liberais atri buiam ao congelamento de tarifas, mas que os nacionalistas avaliavam como Prova da necessidade de intervengao e planejamento estatal, adicionava argu- mentos 4 concepgao de que uma estratégia de invers6es estatais nesses setores tornava-se condicdo indispensavel do processo de industrializacao. Nos demais setores industriais, porém, o capital estrangeiro era bem-vindo pelos desenvolvimentistas nacionalistas. Esse é um ponto nem sempre com- preendido pelos estudiosos da industrializagao brasileira. Explica, por exemplo, como o comandante Lucio Meira, um desenvolvimentista nacionalista, foi o grande articulador do Plano de Metas no que se refere a industria automobilisti- a, trazendo para o pais as grandes empresas internacionais. A restricao que fa- ziam, nesses casos, dizia respeito A necessidade de controles, sobretudo na ques- tao das remessas de lucros, que consideravam uma séria ameaga ao equilibrio do balango de pagamentos e, portanto, ao prosseguimento da industrializacao. Em resumo, a preocupacao dos desenvolvimentistas nacionalistas era garan- tir 0 processo de industrializagao. Dessa maneira, tanto podiam entusiasmar-se com invers6es estatais em setores que consideravam estratégicos quanto com inversdes estrangeiras em setores cuja implantacao poderia seguir, em sua opi nido, 0 curso privado, sem prejuizo do processo como um todo. Ainda assim, pensavam, mesmo 0s investimentos privados deveriam dbed cer 4 ordenagao de um planejamento econémico. A indistria automobilistica, por exemplo, foi montada sob a orientagdo do Plano de Metas, num estilo de Programagao saudado pelos desenvolvimentistas nacionalistas como um pro- leira, O Plano de so em termos de orlentagho & controle da economia nee seh ealtep ress cortespondia, contudo, em sua opinidio, a uma see eee eres nao tinha a abrangéncla que imaginara TEE a ci en x , ar Américo Barbosa de Oliveira, Romulo de pee ea ee i ¢ os demais desenvolvimentistas nacionalistas. Foi Cel Tae is ania de apresentar a0 pais a técnica cepalina de Efe ead as a m modelo de planejamento abrangente, ao gosto dos ect tulaw " corrente, Voltaremos ao assunto mais adiante. mY O desenvolvimentismo nacionalista — ee uuida, a0 eri 930-45. Sobreviveu, em segt a: be Eat Pc do imediato pés-guerra, atraves de alguns nucleos a sa aesiot esvaziamento ¢ a jmentista que contra-arrestaram © e a eee gas. Fol 0 aso, por exemplo, da Cexim, no a as ram Aldo Franco e Anapio Gomes, € 0 pray ee i Oliveira, Accioly it é 1952 Américo Barbosa de jetiilio Vargas, onde até 19: oe pasa es i SintoHl editaram a revista Conjuntura so ae Ta aie 6 iado por Rol s ico da CNI, cria o Departamento Econom! jean 7 Sah a Romulo de Almeida. Na revista an si a ti é possivel dis , i departamento, i ic artir de 1950 por esse asce ea blicada a uma orientagdo que representou uma pene ee enue ideias dos desenvolvimentistas nacionalistas e by is 7 eee ees industrial da NI. Foi nesse departamento que nn ecu lie como Ewaldo Correia Lima e Heltor Lima Roel ee Saat i so na lideranga de novas instituigdes pablicas que Vv" gress conforme observamos, NO dese agencias criadas por Val Brasil, onde permanece! ‘A meida criou, em 1951, a Assessoria Econémica de Vargas, formando uma gndcio Rangel, Otholmy Stravch e outros. Nos equipe com Jesus Soares Pereita, era outs pose AN ubli ‘inda, esctitorios do presidente da Republica estavam au i io Meira. Cleantho de Paiva Leite € ae a onenelel fibli imentista do pais — inci ancia publica desenvolvimen ite técnica da principal agéncia p' ‘ ae ea Sane o governo Kubitschek, Paiva Leite € Oe ae ee andes ia do Banco, onde também esteve, em cargo provisorio on i abhi f i ene da Sudene © cepalino Celso Furtado, se tag do para a a A eae aba nos escritorios do Banco, no Semen SO vimentist : ande encontro dos desenvol te ae " aes uando Furtado e Barbosa Oliveira fundaram ° oo eae ai 8 ic ‘ ue reuniu algumas dezenas de técnicos nacionalistas pbs oe i ixou sua gral ee e sgeiis desenvolvimentistas do setor privado. Deixou sua §} leral evista Econéi rasileira, que entre 1955 e 0 inicio dos registrada na Revista Econémica Brasileira, qu circulou enti gist 1 anos 60 e foi a principal 1 difusora das idéias cepalinas no Brasil nesse periodo, sessoria, ‘Varios desses nomes compuseram, Warr 7 Um segundo im, ren ene o Nana das idélas desenvolvimentistas 6 nos do Nosso Temy Se ; ; a 4 ipo, editada pelo Institut \- Pee ee Sociologia e Politica (Ibesp) entre 1953 e 1956.0 the pe oe , 56. sp € sel sapere daal tuto Superior de Estudos Brasileiros (seb), foram jam Hic ae ae difusao da ideologia nacionalista entre 1953 ¢ 1964. Reunld piace ns lestacados socidlogos, filésofos e historiadores, coun Helio oe es ae De Roland Corbisier, Vieira Pinto, Candido Mende: ck Sodré. Na area de refl ; a exo sobre a economi Serene N omia brasileira, nao tive- sae pee do Clube dos Economistas, limitando-se a abrir es] . eee . Hi ‘ i An como as dos estruturalistas Ewaldo Correia Lima val a. A militancia intelectus is i oan jal mais imports orga eae portante nesse 6rgao, por — as coube a Rangel pensador independente e membro ene primeira hora, 0 “grupo de Itatiai : a fatiaia”, fe 16 i6 LiksmrayD 2 » que fez reunides periddi sapadea cd es © Ibesp no ano seguinte. Deve-se observar, a ate a pregado também de forma positiva, como, por exemplo, na argumentagio de que 0 advento do trabalho assalariado na economia cafeeira representara a C01» digo basica para que o impulso externo pusesse em. marcha um efeito cumuli tivo de expansao da produgao e da renda. Dito de outra forma, Furtado aered! tava — como, alias, bom niimero de analistas do subdesenvolvimento = quilt # dinamica de crescimento econémico nos paises periféricos era dada por presi da demanda, diferentemente do modelo classico ou do schumpeteriano, Uma outra dimensio do pensamento de Furtado, que reforga umd (ert “aura keynesiana” em sua obra, é seu posicionamento diante da questa do planejamento, que defendia com entusiasmo, como alias, faziam os demals Hi tores cepalinos. Nesse sentido, como € dbvio, 0 termo “keynesiano” ei} Mit sentido apenas simbélico, aplicando-se com o significado de que, come 5 1 guidores de Keynes, os estruturalistas desafiavam a idéia de que 0 némico tende a um equilibrio automatico e a eficiéncia maxima, ma do desenvolvimento de A economia brasileira, por exemplo, apé Principais elementos constituintes das Schumpeteriana e da perspectiva keynesi PENGAMENTO REGNOMIGO BRAKILEINO bo QuADRO © TRATAMENTO DE ELEMENTOS FUNDAMENTA wa. ANALITICO ESTRUTURALISTA Sara uma avaliagao do estruturalismo de Furtado, convém tomarmos por base a sistematizagao (feita pouco atras, no capitulo 2, segao 2.3) da teoria de Prebisch © da Cepal. De acordo com aquela sistematizacao, ha cinco elementos basicos no enfoque cepalino: a) conceituacao do subdesenvolvimento periférico; b) identificagao da industrializagao espontanea, compreensao de seu signifi- cado e da sua dinamica basica; ©) visio da industrializagao periférica como processo histérico sem prece- dentes e problematico; ) teorizagao sobre inflagao; e e) teorizacao em favor da industrializac4o, protecionismo e planejamento. No caso da obra de Furtado, torna-se desnecessario um exame em separado das questdes da teorizagao sobre inflacao e da teorizagao em favor de uma medi- da favordvel a uma estratégia de planejamento, como fizemos naquela se¢ao, sendo suficiente consideré-las em conjunto com a questao da visdo cepalina, . segundo a qual a industrializagao periférica € problematica, Furtado fazia anali- ses estruturalistas da inflacdo, com grande independéncia da sistematizagao do tipo que seria produzida por autores como Noyola Vasquez, Sunkel e Pinto, mas ndo se pode dizer que 0 assunto tenha merecido de sua parte um esforgo de teorizacdo semelhante ao que se verifica no caso desses autores. Tampouco teo- rizou, como Prebisch, sobre termos de troca e protecionismo, e sua defesa do planejamento aparece como um corolério da anélise da “industrializacao pro- blematica”. Restringimo-nos por isto, no que se segue, aos trés primeiros desses pontos. ao da periferia a) A caracterizacao do subdesenvolvimento como condi Como vimos, 0 subdesenvolvimento, na acepgao dos textos pioneiros de Pre- bisch e da Cepal, corresponde a existéncia de uma estrutura econdmica hetero- génea na periferia. Por forca de sua relago com as economias desenvolvidas, coexistem nos paises periféricos setores modernos, dedicados essencialmente a atividades de exportacdo, e um extenso setor de subsisténcia que opera em ni- veis de produtividade muito inferiores aos observados nos primeiros. Em conseqiiéncia, 0 desenvolvimento dos paises periféricos pode ser enten- dido como um processo de homogeneizacao dos niveis de produtividade em todo o sistema econdmico. Em vista de uma expansdo absolutamente insufi- ciente dos mercados de exportacao, tal homogeneizacao sé seria vidvel median- te um processo de industrializacao. ‘A obra de Furtado contém um esforgo sistematico de refinamento dessa pro- posi¢o estruturalista central da interpretacao cepalina, feito através de um tra- (cgi “d ‘qrg6t ‘opeung) ‘owuauNtAoattas -ap op so}ayaung soe erauze vlaise opSeindod wns ap sued apuesg anb 9 “east “ndeo-gad aquaurestdy jeuorednso emnynsyso eum aquasaide ‘soprajoauasp sasred wa epeaiasqo ep anitunisip as oanod anb omnpoid ou ogSedropzed eum uay a opseagtsiaarp ap ne opeaaa nosuroze vl tesnput ovSnpord e apuo ‘eyurouoda ewn ‘opyua ‘jaatsuaarduro as-eur0, ‘opSezzeMsnpUt ap ossevo1d os d sou feuojednso winynaysa e 109 epeaiduta ovyu9 ur seaisuaqtt se anb ap oyey o Wa OLISAUT ‘soprAfoAtlasapans sasye seaayqe ra apepmnoytp vy anb ap ovseunye v ered aseq o 9 PIQPI V ‘sepesuvae steur seyOUOI2 seu sepeSaidura qeydeo “yuga) seuusaun sep ‘syeooy sougsardu sojad ‘ovSope v eondurt anb 0 ‘sousayxa u eusnpur e anus opspaduios aquaueutrad ap ossaooud anu oxou o anb ap eigp! ep sgaene e-eZneyUd 3 opzped 0 stznpoudas e apuay voastied ¥ OIAT] assau LUTOJAI JOE O ‘opdezijeusnp owisaut ‘oyuaumTajoauasapans rapt e ouD19} BEYER anb wa ‘uiguod *9 pf ‘eunDe astiyue os saroynpoad so 9 feuope qn opeuoy 9 [eWAsNpUT OF: “plajoauasep eLnsnpUT ep OI1BoloUuDa: opdeztqenasnpuy e anb ap ‘ydsiqaid ep Osta Wo op opdemadiad ¢ epuapuas ap erstunssad seu © uvspoure-oure] oruaumtsfoauasop op asey euuN 9p © eyuasoide anb ‘ojtauajoauasapqns 0 ojuatusjoauasocT “owSeztTeLISMPU! 2P “gaooid 0 aqueipout sepHIqry semynnse sessap opSeziauaRoULoY ap ossaooid tn oui09 opeung 10d o3s{A 9 ojUaUITAfoAuasap O ‘Teda EP SoIXAr SOU OWOD ef ‘opeyng) “onmmuajoauasap ap 1oVadns nex8 wrereSue>ye ‘qquoureessaaau ‘urequay yenb vad edeya eum ov. ‘oquvyiod ‘9 ojuauNTAyoauasapqns O ‘gquauresyy}oadsa ‘14 (e214 ‘qT961 anb sejiouora se opessed » fowoUgINe odOIsIY Oss2d0rd UN ‘oauyioduryu0d oytiaUTtAoAuasepgns op OUaLEgUDS jsuion ejsiqenp efurouo.a ap odp assq “aquaysrxoaid wangninsa ep OUAP 28-19) “uwur v ‘exino v ‘eystpentdeo euaysis tun OWOD as-seYOduIOD v eYuDI sen sep auied eum ‘sepiqgyy semynysa ap ovSern v auduzas asenb toy aqureyinsas e ‘opm “yop eysop apep{suaiuT ep a eystjerideo ovsenaued ap odn op ‘stB901 SeMuED -sunoxqp ap aoges or ‘opias exed op/8a1 ap nowea svoyeore sesngnuaso se 24408 wysitendes opsuedxa ep osedury op owaya O “sTeUISMPUT Sosa? SOU PPS pmooid eno ‘seud-seugieu ap odnpoid v reyuaut0} ap olasap 0 ‘OPJut O apsap ‘aanoy ‘soxno wry “of919WO) ap SeUUTT eP pinploge & as-NOWUN] assa10} uy o “ose sunSje Ug “aULTOyTUN exISUEUT ap 22} 28 OBL OESEZTUO|O? egpue ap sagiar sesso Wor seystfeqideo serurouosa SPSOIOBIA SEP OFEIUOI GO “PISTIED “jdva-pid wzoimeu ap sopoy seur ‘sodn sopetsea ap soze]nas SO>HtUOD? Sell -ajsis snas wo ‘sepeoaod ayuouresuap sejap sewing ‘sepednoo vf s orsar se OpSoutp wo Jo ejadoma yeusnpuT eywIOUOD® ep OysUEdXD ap EYL EHO! V sopsuayxe ens P Epo} Wa oyuawindie ) ‘seprayoauasapans seajuouona seanynayse sep oVSeUHOL ysnpuy OUs|pMdea OP OYEUUTATOAUaseP OP eyuty © ayznpoidar w9auor wu epeyynsar nadomne [ey oularigvuec@RNONMREOANAHYONSS ~Po19] P ‘oWUaTUTeUTY “sory ayUeyseq epual a 9} eur anb srermeu sosm3ai ap eiouepunge v. 9 Al -RsuOd ap sorq IqeY SO 2 eoTUD; Sepia 132} &,, PIZeN Peplannpoid ap sjaayu wenrunad eHUOIUa apuo a ‘,edomng ep our 4 ques Tuy .e1gdoma femsnpur epuouoss ru opSeindod e apuo ered sagig -0} ‘asey ejanbeu « 4 Pjanbeu ‘serurouoa seins “ 1S, OPIs wel rouloy souaur NO SteUl Opeuro} e191 anb “e>189]0ud9} csi Opo} oauas : JOA B ‘ODISSePD oF ISSBo O}UOUT “Alauasep oN ‘sonaurud soe ajuaureaneyar MMJOAUASap ON ‘sorauTLd soe aqual i PoRuQUODa eINNASA eUIN ap ORSEULIOS LU EN “N89 a1gQos nadomna oursy{ey1de9 op oywaUt Sa argos 9 Op OWUAUIA| _ here Nas e oyuodenuoD ap waaras anb 051 Od op yey: oyuauttajoa nB odenu b ft P Waares anb ooIssp[> ody op yeinsnpu TAI _ -UdS9P ap sortseq si zey opeyn 1 Fd SOOTUIBUIP soyUaUtaTS so argos ovSepaide vur r M zey Opeyng 4 a wesHo werap ay] anb sosju9U0D9 seua: HSIP ayuaurer}ay 8 Y] anb soryw9UO>a seu: : 5 SIP ayuaUTer}a}UI se> i ; osted Sassou ‘eUNsTp ayuaLaTero) INSAI sepesene seoiugUODd sein) [OAUASAP Op 011959 0 anb ap ouaut ® men ovSnjoaay & apsap jerpul [sar wn ev ‘e 0 per astrendes euraysis op “Faloauasapqns o anb ap vrapt v 9 4 “vq OVUOd & ‘ota MAJOALASAPANS a 0} Biresiiisi ussitl HOUNATOAUASACT WO SOptUnaL SOB} Ae ap ata ia ; 2) 1 cy oH ui AlssardNa speur oypeqery o “9 Ghee itiieg VURIPE speur soWAre;UaLOD anb poquiguod ‘0109 HHOISTY agos Opmisa op WOLY “waHIOISTY asITyUL a P oUreG ni Inu eWO’O29 EP OFSNIOA9 Up ooL64 nHepied ep eoypadsa opstpuos eum 19 eum v apuodsaii0> ovu oat ) ee “{SspJ9 OJOUUTATOAUASAp Op ‘ULISsE “ELIAS sreyodurt ap apeppedes ep eiqanb vyiqns sod opeapeauasep a epueurap ap eININIWsSa epEdHsHOS CUT aydns e opeu ap sop suaq ap 1220] opSnpord ap ossanod wnu eETsTSUOD ‘FeBN] OPUNBaS UH ‘oureqen — aquepunge osinoai op O1IP sindsop 9 Jaaruodstp eSuednod esseosa ep osn neur eMASUOD anb o ‘{eyide> wa SaysuauT svorud9y ap ovSope vjad as-eavztse eurayqord O "eDUDISTsANs ap S21 “owas sou epr8oiduragns opSeindod ep ejaazed e assoy rove! oyENb syeut OVE) ‘pSuednod ap apepioedes esseosa eumn WOD opyewoidurod et-as-1e]OTUAsap 9189 ‘ossagord op epried ap oyuod o semnynso sessap opeplouasosyay © OpUas ‘oL5 spodxa ap sapeptane wa ordezrTepadso ap oporied ou sepextios ‘srenp se>rut -guooa sesnynyse ap apeprarnpord ap sjaaru sop ovsezauaouoy ap ossarord WNL OpHs{suod eL1) aa ‘ejoosa ejanbe Wod Opr0de ep “‘ae8nq onaud wy sonnurayqoad ossaz0ad wm ouros a ‘Tesr9ayun eLOsTY eu sayUEpadud Was ossonoid win owos vouayuad ovSezyemsnput ep eurjedas ovseradsayut & OF odsou pyzqp wistfemnynase e109) ep 1oLAyUe oRdeTTRAR Esso ap OO OM120121 O ooupuiayqoud 2 021101 “sj omiaparatd wos omnaunayoanasop ap ossaroud owio2 v2uajued ovsvzypussnpul V (> ad “xX oyNd9s OP apeyaut BIA) yp wnjayseiq voqurquose euorsty ep astyue ep eUIR|pered ap apgdso euNU NOU! ssoysueny as anb ‘,o2ureurp oxUa Op OyAUTEDO[SAP,, AP OH O ‘re ‘preyurs) ‘yeynsnpur erumouod9 ewn ezed ogS1sue ep eanestdxo ensour-elapr PUN OUI yiadaredvar asyyur essa ‘estoptsesq vorWUQUODa opseuOY B 2IQOS OIA] ON (g¢ “4 ‘os61 ‘opering) ‘ousa}ut opeorour nas saAjoauasap ap apeprunuodo es -jpyyseiq vqwiouora e ‘wysse ‘nap eUsa}xe asd Bjad opesne> anboyp O "[e1U0}09 yuiouoda ap 1019s OU S9QsIOAUT se OWE OUISA OU WAsENUTUOD ap aPePIL -4qyssodury e (q) a ‘separ sete a seIpgUI ap sassepp sep sagSeyodurt ap ayuatoyy 909 op opSnpar e (e) :9yUaSiaati09 eUTIO} ap WEIN ‘asayUS WO ‘S9101E} STOCL :9sv) PAOU PU OWUDUEDSAID Op sayNEUTUUIAIaP sop 01104) son v opSeiordiayut ens aumnsar oyne oLdosd © “sagSeoduny se ayuaUIONSNI Ayznpai ap apeprssadou ejad opep ‘,,euzyUT orSnpoid pe oapniysqns osindilt}, tun Jod opejnupsa opis eva} Oy“AUeUOPaTpal assy “OUTAUY oproiaut Op sot -ojas vied sopeyodxa 10as Op kI-9s-12d0]$aP SPOSIAAUT AP PSseUT e jenb ep spued © ‘eyayyserq efUIOUODa ep RABNIOAd asey LUIN ap [UY OP ODxEUE CULO GOT MP 9s[19 & as-a1ajor JOIN O apUO ‘,,oUIaIUT OPEdIAL OP OPaUTATOAtUAsap > OVUAIULY 4019 op ati, epeUTTOLIAP ORSas LIN Wig ]UOD ‘TISeIG| OP EDTUIQUOIA ORIEL ® a1qOs LOIN OP SOpNasa SOP gosinoaid ‘o1xa} assy “peda ep PUuyHT IAP HP op ugU09 opnysy O vALR[NAIp as anb Wi OUR OUISAUE ‘OST WO pnuouory ap HAAN pig, DISHAaY KU OPRI|ANA OFEsUa LUN ‘WZAANIP O/T OI ‘uigiod ‘aoauvde (sit OU BAIOLUASAP as aNb OOO TY ossan0id Op HoTMUpUTP BONE OP OYSUAIT ¥ ei WONGOS GANBWY “wouresed ap oSurjeq o argos ops od ‘, ebugyodury apues’ ap wsmb 1eq 0 ax T a P ® a691Y sIEIEIS sequie [eUOIDEN Bainiapie erp PLD-wH9901 sejad epexapy] OpiUa— ode tre w9quUIE pp opmso oulsauU ¢ ISS2D9U Se 19z2ISHI, e pou! ap epel ttu09 & anb ap ogSeuniye e opsua s-91 +000 at MUQUOI® OWDUNIAjOAUASap op sapep) IP Opuas eavisa sagseurodun sep ovsisod (961 “d ‘6r6r T ‘tedap) ‘euzaquy oes) 1 OBSnpoud 9} 2a sonnosmnsansvopeiuige sous TULIP ap sagseyodurt 5 1 SPU OWUIDSa a 1sBI9v sens “P[!WIS sug 20d sopeyroduut su 10} [Seg 0 ‘suaq ap sodyy sope -esse oduiny owisaut ov 2 onqip “osind ouald wx: Op eorueurp ev sapuay 1d wa ovsezierysny eur 4 ‘ qeasnpul “ANY ap soytIOsa ae ah i ® “eles no ‘onuazayrp o8fe besutionien oe ee -aury-ouney oysaqn ‘urwopard anb o ‘ayuaureunsip ‘soda ace r ‘ sy Ps < JIUPIN,, 8D ‘6H6I ap “YDstqa1g ap oresua o one eerie F nade uel enb opnuas assau 4 J ‘ovloid ojdwe wn urYosay . ®P esajap ap [e138 of - Pruas 0 Iso1109 ouauNAjoa ie i — ,ezaiqod ep oso1ia ojnoup, ap o1asuos op apepueindod eu ‘ojduiaxa sod ‘essaidxa — vSuednod ap eynjosqe zasseose ap eIgpt BU asezuQ e anb eavr -9pistio> owisaut o anb amjsuo> ayiunsad so7x9} snas ap eINI!3] Y “JOINe Op PIN] -eue e[Zo]opojaul ep ORsuaaidurod e JeI[EXNe apuayaid anb opssais1p eum inbe- eunyiodo 9 ‘esuednod ap ogjsanb essap oyuaueyey Ov OpSeTaz WOD epuTY ‘onyiadns Ounsuod Wd as-opuda}aAU0) ‘efWIOUODa ep epeald vary eu Op -eStpiadsap eia ‘eaesuad opungas ‘onb opSernuinoe ap [epuarod op oyuaUEH9A -orde ap PUTIOJ OUTOS ‘ste}L}S9 SOJUDUTTSAAUT-ORdEINGIY Ep ORIEAI|A OTWOUIG O ‘eysodoid owt ‘opjua noyuasaide 4 “sepeyseqe sfeur sasse[d sep onyagdns OWNS -UO) 0 SOJUAWIOUT S9}UAIDJIP Wa NOIUD OpeyN, ‘ayUEIpe seu PIAA as OWIOD, (1-oF€ “d ‘6961 ‘opeimg) “aep apod sou anb op5t] s0yjaur v 9 vysa ‘aUaUIEPAD ‘9 Oa YSU apIoUT OLU asyNN 1Ossayord © “XIX O[ND9s op eDIdy ‘vaugyUOdsa eSuRdnod ap seUTOY se PUD v 1A soULpod |IseIg OU anb sesUad eysteauT ayUaUIEy|duIOD y -eusmnduios eSuednod op eursoy eun$je 10d epeydes sas eyapod anb ‘eS -uednod ap yefouajod wra8zeur eydure uray fIserq 0 owtoD syed up) “eSuRdnod ep ewa]qord ov euxeur apepyolid 19paou0s sowlaaap ‘ojUDUILAJOAUAsEP dp opeiqy nba syeur a ro;eur nes reSuesje sourelasap ag “eSuednod ap jaaru op -paaja wn ayuatueaue;uodse reSued|e ‘OUaWIA[OAUAsap ap asey aqUAsaId ens wa ‘efouoda essou ered [YIP aUaLEWIDIAXs as-PUAOI ‘9sYINN IOssajoxd © votjdxa ayuatueprony ov; owoD ‘sepeSueae steur seruDoUODa sejad eonesd wo soysod ‘oumsuoo ov sojnuinsa sosozapod sop eys1a wig “s1ey1de9 ap opeosaUt op ovSezjue8i0 sajdwys v anb op opunjord stews oynuL 9 eua{qosd Q “wednod ered seut ‘Insaaut exed soanuasuy ops opt eftOUODa essou UTD BITey AND CO ‘opipuayua [ew epule 9 ‘apepyenje eu orTWQUOD2 OJUAWIJA;OAUAsap OP Tejuaa eurayqord o elas ays9 exoquig “soprafoauasapqns sasted sou eSuednod B WIOD [easy eINITOd B eUOIDEIaZ aNb WO) Opour O elas ZaAje} SeDUQIBZUOD sens wa asyinN Jossajord op ayueyodurt seus ovSnquyUOD k ‘apepr|ea1 PN wey “oyuautTa| pci Toauosopans ©P sewaiqord sop sosoypnysa sop euoreu vu eavaros ee ep aquazayIp ‘sere ‘exa opu sagsedns0aid ap ovdezmbreraiy eng a Tedndoa: “ i es ae oe ee seu anb 0 ‘e>18oj0uDa} epeprouagoiajay vB seperoosse 3> ‘fos oitounajoauasapans op opsemadrad ep euiajqord 6 “stenp aquour 9P e513 Bd , Seas|[e}Ided-g1d, sa10}9s sou vy edn30 w1go-ap-o1 a I In pI 'Q0-ap-ovul P axjua ovSejar od tape Pld pep ‘apeplouagormay essap epipaur eumn our0d ,,0} rm «OWBUTTAJOAUasapqns ap a8, eTUYap vl (ATO6T opejing sajue seur ‘soured: 01 a , [eda sazoyne sono a oyuTg Pqruy 10d 09 sour sop sopra ap snued e epesardura eyias os ovssaudxa y «v9 “F910UD9) apeprouagorai9y, ®P ovisanb ep ojuaurezen nas op oses o assa soreur wren soa iESUEP 2b sp tun aquaueysn{ 10) opeung ‘sourfeda> sazoinv pans eo ms 'BEZHOAI BP OSD 0 Jo} OLHOD ‘opeguoe steuT [eunoy 0} au pmanhaaga nue Se anb wi ‘elas no ‘408 sorew woo sopeuiquios > oer azeabe anb ws ‘atenput‘soxaowou annoy eouaqiad owners 1 Iaoid So 21gos ssoSeiaidzayuy sens sep o2tseq oanyteue oxpenb ee SPONSHO} eID — seurayUT sTeLIOJaS sagsiodoid “Sap a sou. ssard ; ps WD}Xa souasbosop SPAPIADUE 9p sgaene Ureavssaidxo 2s seuuaqqord ula{qord OWLOd ‘wnsse ‘0,5; r 1A 198 eLapod opoy um our Peat 109 ossazoid 6 a 2 9p oPeprpedvo v waquiey eavjaye anb ‘orqureazaytn ap sourray eos Pe ‘puns ura ‘9 eyayyad ep opseyiodxa ap suaq sojad eu i 1 P EP ovsuedxa equal ep “se8ny ; : | OuTatHd ura ‘eaeyins eo aINsar eDUaID a asin a apeproedes ep erougroynsut sod a eSuednod ap siaaru r Pd epeztnsesqo vavsy ‘ezan i 1210 oe i nyeu sod eorueurp ayuaurper eee ovSezyemisnpur e ‘sagsypuod SessaNn ‘seumtd-senayeur a a a a nid-serra juaun os ee PU SOAISUATUT SOTHAWISIAUT SoS}>eUT ap saaene ‘eannpord — ti Purro}sue) [eoqper ap apepyssadou v eavontdun o9s| ‘feyuozto, rors eSeaBovUT Wsse9s9 WOD 9 epeditsiantp oonod earinpord eiminnse eu yout ‘ass : sh ae assodwuy 40d epure as-eavzuajoer09 ‘epueurap ap oviped Ri ctrccre ariel Pioseu vf anb ‘eopayuad ovdezijerysnpuy y “oannpoid Bisptivecs i as S051PU0D sean OP 9 09799) OSsarROId OP auaUaTePUAssa: PSO OP vOHMPUID & 9 epuRWAD Up wMNASa Y anb wa ‘op Ay — :OWINSUOD O a1GOs ORSEINGUY ep eIA jad sreyide> ap ovSeutsos e ovSejar WoDd asyiNN ap oRdedndoa1d v nolode opeyn| ‘qIse1q op 0 oW1O> sose> v epeysnte oonod e[-e1apisuod sod ‘,,opeo19ur op zuaNily -ad,, ep ewiajqoid op zay soyne 0 anb oeSezijeauas ep nopsoosIp anb wha ‘1g6| wo ‘orurf ap ony Op asyMN ap seDUgIAZUOD sesoUIRy se LIND ap ONAL WIN ‘ojduiaxa 10g “}epuazod eduednod ep ovdezi[iqou a1gos ovssnosip vlad vy -Ysqns Jas eyaaap eSuednod ap eynjosqe zassedsa argos Ogssnos|p v ‘apeplAyitipy -oid ap jaapsuadsipuy ouusws reueyed wn opiSune e119) vl anb ‘oxayisesg Os) ou ‘anb ela ‘seoqpise a seURILYe SeTWIOUODa sep sOso[pNysa sop O anb op WLAN [ned ap anboyua o syeur arquiay zaayey anb ‘eysta ap oyuod nag “eyya|serq WU -ou02a bu [eDUAIod ayuapadxa O]duIe WN ap EPUAISIXe BU PALYUOD OPEMN “RySTUITO ‘Wu9I0d ‘4d HE -JayIseaq eTMIOUODA P ORSEIAI UIOD ORSISOd Eng ‘sopesearY sasted sop eSULdNOd aft apeppedes exyeq ep opisanb v ‘sesadse os ap via Outod ‘varede ound osouIdl a1 epuewrop ap winynnsa exajduio> eumn ap seisugatxo se eperissioatp oonod gyajo ap emynysa wun /aVaUULYGNS ‘TePOWIODe 2p APEPINUTP PP POP! selZ-012 4 Q1961 ‘opeung) sagsiaaut ap ovSua}UOD ap SoXOPOHO seuronbsa vied as-mnred ap sgaur oe ‘sagseyodury ap oedimansqns e xeuresBord oxressa0au 9 ‘zone 0 opunBas ‘ose> assay “0>1UIUOD? OTURUILATOAUASEP OP SED -ua8pxo se woo opiode ap apurdxo as opu reyodury exed apeplyedeo v anb 2aa eum ‘opseyut ep Sopepossip soUIaIxa SHDYEP ap BPDUaHODD e jeULIOU 9 ‘oad -urasap odure wiod seprayoatuasapqns semninayso wo ‘anb ogyue nowwsuNBIy -soquat|saaut ap exe} ep oRSNpas ep vtA vlad >yaP O 1@}U0 WEP suayaid ‘opSernuuioy essou sepeiode ‘anb seysiuoIsenuod seypiauoU! sesnHod se Uejnogued wa ‘nosery “eSuednod aigos sowuaumnsaaut ap eayss9oxo ayuaUt -gquateutiad ogssaid ep epniedenuos eumn e epuodsorzoo soptafoauasapans ss qed ula ows2}x9 Yap OP ePULIsUOD v anb ap IaPI B ‘IUAUITEIDads9 “NOINJeRL -ouRUOPLIUT Ossad0id OU sesNed sens WIPIHUAP! anb seiioa) se ‘9 03SI ‘OUIa}x9 ouqytinbasap auqos steuoruaauos sagSeiaidaaqut se nowsaqU0D ‘eines wy (coz “d ‘qt96t ‘opeung) “oruowTas919 nas reDyTSUDIUT uequay ‘exno ap no eU1I0} eUIN ap ‘anb ‘soprafoauiasapans sasted so spor uo epeaiosqo ‘sojtauresed ap oSuejeq op ouayt|nbasap ov eDuEPUa} EUOIOU 2 ‘oxo 40d ‘soqugoap SoU Sou ‘SepLAfoAuasapgns seIWOUODI SEP CYP} sreut oyuauntasars o ‘ope| win sod “eat|dxa oyey a4sg “seprayoauasapqns seu and op sepiajoauasap semnynzis9 Seu Opeaaya sfeur Oyu 9 CUI>IUL apePHTTAers p wo> fpanedutoo oiwaUTTOsa19 ap ONE 0 ‘TeIpuNUU oFsIQUIOD Op OyUAUIAIIUE ap exe) epeuruuayap exed ‘onb suasut sowiopod soperuasaide sojduroxa soc saquingas e 9 oalereduso> o1D1D10x9 Nas ap oRsN|UOD y *Se[OI}18e sO. -uauunsaaut e aquauTeAneper ‘sepeyodut sewstsd-sers9yeUI a soyuaUTediNba WP op -ppistuayuy soreut ead ezyaioere> as anb jeqoy owuaumnsaaut op ejoozed ep ove -ajo ve opueyuedwsore ‘9 ors ‘soyUaUTIsaAUT sop [eHOIRS oRS|SodwIOD PU oZSEIDA|e vanspap v opuequeduiose ‘opSeaaya v eHapUa af ‘w9i0d ‘sextoud SEN “13941 9s anb 10d ‘o1dpuyd ura “eyay opu ajua!sya0d o ‘seySON “seplafoauEsep 2UAUL! “vonayodry seoruiguoda semmnayse Ura seus ‘oper9faoe ayuaLUTeNay OUAUTTISAID OP ajueyqnsas ajanbe woo ‘opSezijemsnpuy ap seta wa seplayoauiasapans seInyns9 seonpodry wa ‘operayaoe opfuquoz® oyUaUT|DsaI9 IN ap ‘saQSeyoduuy ap ayU9}9 -jyao9 0 a1qos ‘o>eduty 0 exeduuoo anb wa os19UMU ojduiaxd wn euO\ seHOM un vied apepiredeo e zerjdure ap apeprssazeu & BLD soprafoauasopans sasted he ovSeztreuisnput ap osso201d 0 outoo ap opSeanidxa v opiUA aparord roynE © (6-861 “4 ‘1961 ‘operng) “orpaUt ov 104 -adns sazaa san ap stews agud!oy909 ui eUyWUDI9p anb o ‘o339) WIN ap v4? W ‘gepnbyl soosiaaut sep so[ea ou ‘sooSeuoduyy sep orsedionied v ‘ejwOU “uve 199 ap sagdwuiodt -099 ep o}UN{UOD ov auapuodsa1s09 ‘OVD 0d Zap 9p ap aquapyao) win exed ‘anb royput ‘oauaso1 opessed Ou “esjo|yse1q ePoUDHIEd oxo y year eydeo wo eduednod ep. opswunoysunay @ wos tied soyeu YPUYP eo ee -uadap eun ap “ Paes Suen en cies OP SPIpaUayUT sasey seu ‘epeyurduroze “eSuednod ap ovseuo v v ; Sed y eyadsar anb ou “e euiie 1 Quapuadopu Bes yee Oura4x9 10328 oF wavs as [exIde> ap ovdeu0} ea 0 anb esuednod ep opet ojed owes mote ex oFu of sor279 wo “were “pus sexed 9889p SOUI9} so ‘oqtoUITafoatasapans op sozouadns > serp 18e189 So opueSuEr[e 10) worurQuOd9 eangnso v anb wo eprpaut a aera :nounye soyne 0 ‘reyodury rane ep opsuedxa v io ogu a ‘seSuednod ap opstaoad v wo 36 -euo1epo1 10119}x9 OFDIgUIOD ou [Erde 9 p19 deo ap opSewioy ep eouapuadap e 4 ‘ate ouapuadap e “feRsny made ‘an sea1asqo sody “sevodutt vied apepisedeo ap elouataynsth Ido2d op opSetjeae ens ap oruauiou Wo win 9 aUINBDds Wa8essed y as “eSuednod ay gun rbusted syuor4ns wo seprayosuosapans seams wr esuad Eben aid 0 syeur anb ajanbe seus 1 aiqoad sassap opunfas 0 9 ‘9 ae 2 ‘oquauepHIN be eerie ered apep)sede> ap 9 esuednod ap ejsuarounsuy ep sorefa1s09 euotgoud so 9 seprajoauosopqns serwouod9 seu ontinposd ouparede op 0&5 “POTISIOAT v ) oe 0 pt aP a [eunynys9 apeprouaforayay ap s9oStpu0d sep oyladsaz v 1s0d v ’9 ost ‘opdas ayuasaid v1 ) 1 2 0Vs1 1u edn90 sou'anb anb oxo} 0 wigquiey ex ee 9 t1ODU9 2s O1AN] aISONI “opUoU on 1 uajoauosapqns a oyu aq ‘elas no ‘ot via saad 2a bs no “ouseamns9 aos 9 eo¥orsostpuE ap eRojoporera1g0 edd ; 10a} ens auna1 anb vauyyajo vu our ; é n e 109 urag “— pyapsv: poder yaqpsvuq vjuuou0s. Wn '9 O10 muon oesmuung ep ruta oppo eu eapunptide, ors unN © NIP 2p ons ot sessoxdaa ‘seFojoporn saoseiapistio> sens Tenb eed oeztv eno 9 oe -,owourajosuosp ap ousu20U ap eavureys doa aja anb ¢ : 3 NF Op astigue e ex opeung op oo15¥q assaraqUT o ‘oWaya WOD (Sze “d ‘6961 ‘opeung) ~~ EU ten opusge fea anb 0 ‘emooud & Stk 3 fa ue 25280 ‘epepiannpoud e euouine anb eprpou y nun # eropu OWE eo 28 ossnond ou sous» soxnda sop anes uuoduse enous Sunde 2p rende> ap eprnbyt orSew0s eun wowed anb apepiannpord ma ca anaieuco eRWOUODA v as ‘sey “eduoNDIUT 3s JULIA Betting re osono aapaoud 9 ‘apeprannpoud ap o1paur jaasu o oxreq IMU 9 pure opueNb apepinuNUos ap og5nIOs aujos oUsaIxa OsIndU O ag ztlseag op vorurguose a {ws aa0s outegen nos 0 opos utouoUanb o>nyreue anbotus a ‘oSiie 35 a “ i 3 ham is eaeaset opeorewt op oyUaUITD9]e1I0} Op saaene OyUdUTTISAI ap TA[oAuasapqns oudoxd op opSeiadns ap no ‘ ee , P No ‘s0M1a}x9 oDIQUIOD p pe 2 es Nociteio ap seaqurputp sapeprtiqyssod sep wouorsty asiqeue a Ming ‘O8pae owdoad ou sapua; sip wn} ' , Ua ¥ YP OWLOD ‘ossIp 108 Opyey 4 Ip ae8ny we PHO! CUPL OSINN & LOD ap OBpe ou eyo|dut we8esuow vu ae _OWOUFATOAUASAPAHY OP UFOUOD vp astipuL e ‘yuauayueNnbagy *eparqoduta } ae iia ie in be sli’ col ” bre, Como se ve, o raclocinio do autor 7 ‘terno. O mesmo se dé no caso da 40 com o problema da inadequacao clareza, por , Por exemplo, num ; , cui que se lé: ee be anilise da inflagao, A relagdo da int ; , estrutura produtiva vem expressa saio de anilise da inflacao brasileira, « meu ver, a causa basica da ten la economia brasileira reside e1 global se diversifica de maneira déncia crOni dete Gronica a0 desequiibrio inflacionsrio 7 apas de crescimen ue, nas to, a A a procur muito mols mobi nanel@ mito mals répida que a oferta glob Peta Sea oa jo lado da procura que do lado da oferta te ee ndémeno especifico de economi ae ipidamente em condigoes di cae le desenv ait olvin a Permanente de seu coeficiente de importayoes, el ae As ec economias subdesenvolvidas se cara‘ ida, que cres- grau de diversificaga ¢0, em uma a i 'm setores produti i lexi. om outros rudimentarese rigid, (Furtado, 1958, p eo oe 5 , p. 69-70) A oferta relativamente rij ‘ontrasta cot a pro ativamente rigida contrasta com uma procur: a mobilidade” , que acarreta “ a lue acarreta “permanente e répida modificacai “ A discrepancia tem efeitos diversos, Sat seja ou nao acompanh 1 ‘ado por uma ai nS no aan 1 expansao da petspectiva estruturalista do autor vem enti gem, bastante expressiva: “dotada de grande 10 no aparelho pr fO- Conforme o desenvolvimento capacidade para importar’’ io resumida na seguinte passa- Ea tal situagao [de dificuldade d lesequilibrio inflacionario result oferta, que da existéncia de faixa: faixas de oferta sem contrapartida de procura luz a procura ferta 2 Sem contrapartida de procura. Quando se red gl ‘i com medidas deflacionarias, o excedente de capacidade produtiva au- menta rapidamente. © equilibrio entre oferta e procura co 1c ‘anto, ferta e proc ci ura coincidird, portant com ampla margem de subutilizacao de capacidade produti iva, € sO se mante- ri 7 S a aim ritmo de crescimento nulo ou muito reduzido. Sempre que o sistema : osis ‘olte a on ages idade, tendéncia ao desequilibrio novamente se le a ca amit i giants dinamica da oferta a procural, 0 10s do excesso de procura global sobre a yaks seqiiéncia a essa afirmacao, o autor co; a ‘0 central do projeto desenvolvin Programagao do desenvolviment Lat. mae com © que constitui 0 ele- ‘epalino, ou seja, , 1 10 econdmico: NAD SEOSH adquira maior flexibilidade ¢ se adapte letivo dificilmente poderia ser alcancad Sy lo, em ce i da, em condigdes de crescimento espontinco. Por urn Inte eee ntans 10. Por um lado, seria necessario jdentificar, com a devida antecipagao, s Hinks gerals de modificagho da es trutura da procura; por outro, seria preciso eriar as condigdes para que a oferta pudesse satisfazer a uma procura que cresce © se transforma rapidamente, fesse um dos objetivos fundamentals da programagao do desenvolvimento. (Furtado, 1958, p. 71) im outras palavras, a solugdo para a inflacdo consiste na propria superagao ilo subdesenvolvimento, ¢ a via dessa superacdo € o planejamento, que figura, ele mesmo, como um instrumento basico de combate a inflacao: A estabilidade 6 o objetivo fundamental, embora se deva subordinar a outro mais amplo, que ¢ 0 desenvolvimento. Uma inflagdo de natureza estrutural, como a brasileira, para set eliminada, sem prejudicar o ritmo do desenvolvic mento, requer cuidadosa programagao desse iltimo, (Furtado, 1958, p. 71) Como reforco a idéia de programagao, 0 autor salienta que as caracteristicas do empresariado nacional impedem que se espere uma soluugdo automatica para 0 problema dos desequilibrios setoriais. A coexisténcia de setores “diversificas dJos e flexiveis” com outros “rudimentares e rigidos” seria explicada, em grande parte, pela inexperiéncia dos empresérios nacionais, os quals “relutam em pe hetrar nos setores novos para eles”. Esta situagao estaria agravada pelo problema do controle das patentes, da dificuldade de acesso certos equipamentos ¢ técnicas, do prestigio das marcas de fabricas, do temor a sti bita concorréncia de grupos internacionais de forte posigao financeira, (Fur- tado, 1958, p. 70) A conclusdo a que nos leva nosso exame dos elementos estruturalistas Dist: cos dos textos de Furtado é de que o autor moveu-se de forma admiravel dentro do quadro analitico cepalino para a apresentacao de suas propostas desenvolvi- mentistas, O planejamento surge como indispensavel para a eficiéncia da in- dustrializagao num pats periférico, em fungdo dos problemas gerados pela sua heterogeneidade estrutural e pela rigidez e reduzida diversificacao de seu apare- tho produtivo. Justifica-se como solugao alternativa as politicas tradicionais, de natureza predominantemente monetéria, porque as condicoes periféricas con- ferem a tais problemas — desemprego, déficit externo ¢ inflagdo — uma espe cificidade que nao € captada na andlise convencional, especificidade esta que, ademais, implica solugdes de politica econdmica igualmente especificas, Passaremos, em seguida, as idéias desenvolvimentistas de Furtado, que fo- ram expressas no contexto de suas andlises da economia brasileira, tal como e apresentava nos anos 50 e inicio dos 60. No final, concluiremos a ava: do enfoque analitico do autor, inde obra: Formacao econdmica essa SK liagdo das caracteristicas estruturalistas basicas através de um exame do que constitui sua grai do Brasil. Atmado do estruturalismo, Furtado ao: que nas frentes de argumentagao que, ; ‘ em co! ii i senvolvimentismo nacionalista e as d li a mente Ga que, a essa altura do presente texto, sobre politica monetaria. : 5.4.2.3. A 1 SUBORDINAGAO DA PoLitica MON: DESENVOLVIMENTISTA ETARIA A POLitica eS estes tos). Vimos que, con He enti ts que 0 processo da industrializagao A = oni Substituigao de importacoes, tomava d ra sa 7 le surpresa suas estruturas produtivas hete: ‘0 diversificac ressdes de 's heterogéneas e pouco diversificadas, gerando presso. iva parcela da economi. a mia que sua posi¢ao fundamental era a de que 4 importantes, devem ficar subordina- nao sofre de rigidez de oferta. Em suma, 4 Preocupagdes com estabilidade, embor IS a0 Objetivo i i é f Serc rf va ee a €, ao desenvolvimento econdmico. Dad ee 2 ©, @ formula para obter-se alguma estabilidade Hoes © seria, segundo o autor, uma cuidadosa mage programacao, $ POUCOS tornoU-se o intelectual de deste emais-correntes de pensamento que dis vEnun are ‘Ao longo de toda a década de $0, Furtado reafirmou e aprimorou o ponto de Visti estruturalista, assumindo a lideranga dos economistas nacionalistas na ar- jummentagilo contra as posigdes consideradas contracionistas. No inicio dos anos A), quando foi levado a redigir um plano de contengao da inflacao (Brasil, Presi- séncia da Republica, 1963), foi obrigado a conciliar o discurso desenvolvimen- jist © estruturalista com propostas de natureza contencionista. Premido pela elicadeza politica de redigir um programa de governo conciliador de imensos \nteresses conflitantes, em meio a crise politica e a inflagdo galopante de fins de 1962, quando foi convocado por Jodo Goulart para o Ministério do Planejamen- Jo, que entdo se criava, e desconhecendo que a economia estava entrando em fase recessiva, Furtado elaborou um plano que se propunha a dificil tarefa de conciliar trés dimensoes do planejamento: a estabilizagao monetéria, a conti- juildade dos investimentos e do crescimento, e as reformas institucionais. Com vistas a estabilizago dos precos, o Plano Trienal previu uma queda da inflacdo, om 1963, para o nivel de 25%, através de dois expedientes bisicos: contencao do crédito e contencdo do déficit piblico, incluindo corte de cerca de 26% nos ispéndios pablicos previstos na Lei Orgamentéria de 1963 — prevendo-se, as- sim, manté-los em nivel compativel com a taxa historica de participagao no PIB (cerca de 14%). O Plano era, por isto, na pratica, perigosamente contracionista: bastaria que, no decorrer de 1963, se frustrasse, como se frustrou, a queda de pprecos prevista, para que os cortes nos dispéndios publicos viessem a representar uma queda a um nivel inferior a referida taxa de 14% e para que a contencao do crédito tivesse sérias repercussées recessivas. Desse modo, o fato de as proposigdes basicas de natureza co! tarem revestidas por uma linguagem estruturalista por varias secdes dedicadas a diagnésticos setoriais sobre perspectivas de crescimento e de investimento, ¢ por proposigées genéricas de cunho reformista (reforma agraria, inclusive), nao elimina a natureza basica do texto: independentemente da vontade de Furtado, © Plano Trienal tornou-se, essencialmente, um instrumento recessivo. Isto no significa, porém, que o Plano Trienal represente uma quebra na coeréncia de Furtado, relativamente as andlises anteriores. A contengao de cré- dito e de despesas ptiblicas vem recoberta de ressalvas de que a redugao da pres- sao inflacionéria esta planejada de modo a nao comprometer o crescimento da economia. E, contrastando com a decisao de, entre as medidas objetivando 0 equilibrio orgamentario pablico, cortar as despesas do governo — que nao estao discriminadas, a nao ser no tocante a intengao de reduzir subsidios ao trigo e ao petrdleo—, 0 texto procura demonstrat, ainda que nao seja perfeitamente claro a respeito, a intencdo de elevar as despesas de investimentos, reduzindo apenas as de consumo. O Plano Trienal defende, também, a revisdo e atualizagao do visando a torné-lo compativel com a atual estrutura econd- ntencionista es sistema tributario, mica brasileira, bem como a defesa da VS. necessidade de utili : izar a tribut et ago como inst eran nico) ernanio Possivel, através dela, car Send 7 ¢ ee la economia nacional. (Brasil, P bs Investimentos se- residéncia da Republi Além dissi ‘0, se, em termos de proposi¢des concret, as, © temor 4 recessa oes eae Os estruturalistas vinham ap: a ‘el da andlise econémi: b n Ser visto, por exemplo, sblegeat © texto contrastava com ee Preservava-se nallse econdmica;a o io estruturali Seguinte diagnéstico da inflagao: mento, constituiu- , ise em foco prima tou ainda maior em razao do ses oa tanta exportador, lacionéria, a qual resul- renda em favor do setor vette x terd sido a causa pri aa is modes, do “quantum” das exppttardes ie io do setor fiscal, pois as diferencas de le cipal da recuperacao, ain- mas foi feita, em boa parte, cambio chegaram a ser im- mente com o c © comportamento do setor externo, brio no ulti éni it 10 Ultimo decénio, (Brasil, Presidéncia da evibiles, 1968 aa Evidentemente, falt sere ant * Faltava a0 governo Jodo Goulart forca politic: forca ‘a para fazer et pensdvel a proposta de cresci- " irso do Plano, sem que, contudo, se leses antes de redigir o Plano Trienal, ja |, que constituiria condi¢a 4 au condigao indi mene com estabilidade, defendida no dis ae ostrasse como atingir o crescimento, em 1962, Furtado escrevia: : " Ainda sem 0 peso politico do Cargo que viria a ocupar, nesse livro, para expressar sua visio Politica do problema: © autor sentia-se livre, O fato de que o Parlamento no capacite a adm itra¢do para coletar os im- © Parlament pacite a administraca: Postos de que necessita, e a0 mesmo tempo amplie todos os di gast ias os gastos do 7 er postulado como objetivo supremo ¢ votam as verbas e os plan: 10s de obras S. 'penas uma fra¢ao da opiniao piblica clar a ie . que o desenvolvimento deve si ‘oda politica econdmica, e por isso s: i , ‘mo 0 Parlamento representa aj nacional — aquela economicament] mais bem armada para vencer nas lel goes, dentro do sistema eleitoral vigente —, 0 Investimento publico é inane tiado nado com o estorgo daqueles que se beneficiam clos frutos do desenvolvl- mento, € sim com 0 sacrificlo daqueles que ndo tém acesso a esses frutos, (Furtado, 1962, p. 43) §:4.2.9.2 © PAPEL DO ESTADO E A QUESTAO DO CAPITAL ESTRANGEIRO Vurtado acreditava que o sucesso da industrializacao brasileira dependia forte- mente do controle que os agentes nacionais pudessem ter sobre as decisdes fun- damentais a economia do pais. Pensava, por isso, ser indispensavel uma ampla participacdo estatal na captagdo e alocagio de recursos, através de um sistema de planejamento abrangente ¢ de pesados investimentos estatais. Consideraya também necessario um controle do capital estrangeiro. Custou, porém, a expressar claramente seus pontos de vista. A énfase na ne- cessidade de investimentos estatais ficou por muito tempo a Cargo de outros nacionalistas que tinham idéntica visdo desenvolvimentista, como Romulo de Almeida, Jesus Soares Pereira e Américo Barbosa de Oliveira. £ provavel que entre as razdes que o levaram a optar pela discricdo, no tratamento da polémica questo, encontre-se sua intima relagao com a Cepal, organismo internacional que enfatizava continuamente a necessidade de colaboragao do capital estran- geiro no processo do desenvolvimento latino-americano. Furtado esperou até 1962 para esclarecer sua posicao. Afirmou entao considerar enganosa a conce gio de que 0 desenvolvimento brasileiro carece de entrada de poupanga exter ha, lembrando que “a entrada de capitais externos significa a criagio de um fluxo permanente de renda de dentro para fora do pais”. Afirmou também que para que possamos auferir os auténticos beneficios do capital estrangelro aqueles derivados do influxo da tecnologia em permanente renovagdo "ne cessitamos de uma politica disciplinadora da entrada desses capitals. 4 posigdo nacionalista da corrente de desen- E postulou, de forma expressiva, volvimentistas da area estatal: al firmado no mercado interno tornou possivel plano das decisbes que comandam a mia poderia haver sido cortada, caso 0s houvessem sido subordinados, desde nal. O desenvolvimento industri um grau crescente de autonomia no vida econémica nacional. Essa autono setores basicos da atividade econdmica 9 inicio, aos grupos concorrentes que dominam o mercado interac Entretanto, acertadas e oportunas decisdes dotaram o pais de autonomla em setores que, por sua posigio estratégica, condicionam o processo do desen- volvimento econdmico nacional, tais como a siderurgia ea industria petroli- Tera. A conjugacio destes dois fatores — deslocamento do setor dinamico das exportagdes de produttos primarios para os investimentos industriais, € a au tonomia de alguns setores basicos da producao industrial — criou condigoes para que os centros de decisoes de maior transcedéncia no plano econdmico Se a fossem conqui istados © po: Postos a servico de uma Politica de desenvolvimento nacional. (Furtado, 1962, p. 111-2) Um enunciado tao cl cate ue Waees een we Custou a ser feito pelo autor, ‘ento brasileiro. i eee a €m toda sua obra, confian Paul ae a ine) ‘desenvolvimento autossustentadafs 6 a Poin ptancp og aya false relativamente menor a questo do i eee. 20 problema de garantir, através di jamea ai ne 80 de industrializacao, Ca Patrono da concepeao de ; mas é expressa, sobre 0 processo de desenvolu . Como os conferiu a questo uma legitimi Em primeiro lugar, das anilises de deseq obra do periodo que e: ca do Brasil — corres uilibrios estrutu ais da economia brasilei ‘stamos examinando — inclusiv ee pee ae a uma vasta e coerente a a P eracao do subd i in i ( areneaa planificadora por parte do fee na ni ‘ado. ai is sao Ss ee menos importante, foi o at rasil, como subsidi liste ne io a seu pl: & ‘Pal-BNDE, 1957a). © estudo tea ‘apa de trabalhos da Cepal, i © 0 seu Formagao econémi- rgumentacdo convergente ento requer uma decidida tutor do principal estudo cepalino a cemente econdmico (Grupo Misto forcos correspondentes a segunda fe se seguiu, por volta de 1952-53, 3 lane} da Cepal e co ntrasta com ira © governo Kubitschek, no Plano ‘© Campos de planejamento do tipo a fs : ‘etodologia que viria a ser adotada de Metas, baseado na concepeao de R seccional” ou “setorial”. ee PENSAMENTO TOOWOW Como vimos na segdo anterior, 6 planejamento “seccional” corresponde & Jocalizagao de alguns setores que constituem “pontos de estrangulamento” e/ou “pontos de germinagio” da economia e a definigao de objetivos setoriais, dle modo que o Estado, através de uma série de mecanismos, promova uma Po- \itiea econdmica visando garantir as taxas de investimento necessirias, Estas, porém, sdo calculadas de forma relativamente independente de projegdes glo~ ais © de estimativas das demandas intersetoriais da economia. Ja método da Cepal, utilizado por Furtado, pretende-se muito mais abrangente. O objetivo subjacente aos trabalhos do 6rgao é 0 planejamento global da economia. Parte- se de uma meta macroeconémica de crescimento, pré-definida de acordo com Jevantamento das possibilidades de expansdo do sistema como um todo ¢ cal culada com base em estimativas da relagdo capital-produto, da taxa de poupan- fe troca. As projegdes setoriais sio entao feitas de acordo com as ga e dos termos di do em consideragao a dindmica da procul taxas de crescimento previstas e levan ra final e das relagGes intersetoriais. Este método constitui, como € Obvio, a contrapartida técnica da proposta cepalina de planejamento integral. Os desenvolvimentistas nacionalistas ¢m geral, e os cepalinos em particular, consideravam este tipo de planejamento perfeitamente compativel com a hegemonia da iniciativa privada, e insistiam hnesse ponto para evitar ataques conservadores. Este ndo € 0 lugar adequado para discutirmos a factibilidade de planejamentos do tipo cepalino para eco» homias de mercado. © que queremos destacar aqui € 0 fato de que, na concep» ¢ao de Furtado e dos desenvolvimentistas nacionalistas brasileiros, o Estado nos paises subdesenvolvidos deveria ter um papel central no processo de inves» timentos da economia como um todo, bem além da orientacao parcial contl: da, por exemplo, no Plano de Metas. © estudo de Furtado foi, no debate inte» lectual ¢ ideolégico dos anos 50 em torno das questdes da presenga do Estado ‘oso instrumento de fortalecimento da corrente desen> de transformar a retorica ce eiro de subsidio a na economia, um vali volvimentista nacionalista, porque teve a fungao palina de planejamento ert um primeiro documento brasil pratica do planejamento que o 6rgao preconizava. Uma terceira contribuicao relevante de Furtado para a difusdo e consolida- cao do conceito de planejamento no Brasil diz respeito ao seu trabalho sobre 0 Nordeste brasileiro. Sua anilise do planejamento regional, formulada nos Galt: mos anos da década de 50, ja continha, de forma explicita, a inclinagio refor- mista que pautaria a coloracao politica de seus textos na década subseqiiente, Dada a relacdo do tema com as questdes distributivas, ¢ adequado aborda-lo na que trata da visdo do autor sobre essas questoes. Jantagdo de uma pratica de plane|a~ formulado por Goulart e San ro extraordinario do Planejar segdo seguinte, esforgo de Furtado no sentido da imp mento no pais foi premiado pelo convite a ele Thiago Dantas, em 1962, para o cargo de minist wrerwue orev eye mento, que entao ” se criava, Infeli de Furtado } Infelizmente, 0 resultad pelo mii ‘ado tinico da e f muito mais um ‘ais foi seu Plano Trienal — que, Rigs pl ee cumento politi. COMO ViMoS, Constit declaracao de pri politico inspirado pela , constitu le principios deser pela conjuntura de ‘ nvolvimenti crise e uma conciliadores com lentistas e reformi:s roposi¢d " istas te i sonalladores com proposigbes que podlam condi asiedonmiey" Storeo'confitadirae le planejamento minimamente capaz de lo que pro- cata Dacian invers6es no sistema econémico. A cri le orientar um i 2A cri 2 que, sob a orientacao de Furtado, o Sue a ” alho do planeja- mento econémi: ico alcangasse no pai ‘ no pais vimentistas nacionalistas, pais a relevancia preconizada pelos desenvol: 5.4.2.3.: 6 3 AS QUESTOES DiSTRIBUTIVAS A obra int felectual e ex ir iat a iecnaGAle de Furtado nos anos 50 € inicio dos 60 40. com os Toul temente para Caen ps ‘ociais e incl - eee ens de reformas. Refletia, porém, o pens cantonal oe ia, if amento i sales rs sneblien ' © processo de industrializacao constituis accra pyc : ise a grande ees isicos e, além disso, di arreira a tesco earner = 4 ascensao politica no interior aaa atl ‘ |, segundo 0 projets fans industrializaca paces ae nte, para iza into, Prom, pore me, esa pense, ee ne eouania ann ‘olvimentistas nacionalistas, a asteaat ates ae lativas ao desenvolvimento industrial. ete inda assim, qui ve , quatro des distri qi quest6es distributivas basicas séo discutid: utidas em sua obra anterior a 19% }64: primeiro, e d rene é . , € desde cedo, hi \da através de tributacao sobre as classes ric: ‘4 a proposta de redistribuigao de “ como no le politica nacional e os investi s, de fort i esti ‘ , ‘ma a amy so sobre acao fiscal mentos estatais; segundo, e fortemente nada ae ee , encontram-se, ai ociadas a di lado entr se, ainda nos ani iscus- concentragao d 10s 50, observacoi le renda e cresci Ses sobre a re- teses posterios crescimento émi i. res a 1964; tercei econémico, precur 7 ‘iro, a partir di x bP Tsoras das ma das desiguald: partir de 1957, ha a disc idestteptenal hd a discuss es regionas,ligada a defesa de uma solugie pane oreo lugdo para a questa ‘stdo nordestina; quarto, encontra-se todo um posicionamento em 0 } quarto, en 'm posicion: Pe apoio a realizacao Convém observar, contudo, de questdes, que elas nao tém a tee con a um breve comentario sobre ess; tivos teriam nz rtdncia analiticé : as a obra do aut ; "a que os proble: eee : ‘or depois dk ‘mas distribu- estagnacionista Pois de 1964. A partir dai, como na pos-est: ae ‘ir dai, tanto em s tachb dinate p6s-estagnacionista, o , ua fase sidir na idéi , © peso maior di ‘eisit Souttoeaweal ist de que a reestruturagao agraria e a sata argumen- mea ta eam senvolvimento das fo! pensaveis para a reorientagéo do prop istribuicdo de eae ¢as produtivas brasileras. Hé, na obra antenier x toc 1 i renunciam essa " f ra anterior a 196: tha kiiieiae argumentagao, mas as 4, stavam basicamente orientadas por tal mrbbicidacee do autor lematica. Ce clos finaneelros que julgava necessirios para a tarela xtos de Furtado, uma preocupagdo iderava que as Classes dominantes brasileiras no ty 4 fora tema de um texto do autor, no qual ele assinalava que a mentalidade de lucro facil, historicamente enraizada no em presariado brasileiro, constituia um obstaculo basico ao desenvolvimento naclor nal (Furtado, 1950). A tradugao dessa posigao em termos de captagao de recursos: nciar o desenvolvimento era, naturalmente, a defesa da elevagio da trl: se a poupanga potencial da economia brasileira para o, o Estado. Essa defesa encontra-se, Por exemplo, no texto de critica as conferéncias brasileiras de Ragnar Nurkse, acima menclo- nado, onde Furtado elogiou nesse autor “0 modo com que relaciona politica fiscal com poupanga nos paises subdesenvolvidos”, e afirmou que “um pais mo o Brasil tem ampla margem potencial de poupanga compulséria”. No estu- Cepal-BNDE, em 1954-55, assinalou que teria 7-53, acompanhada de wm sta-empresario”. E afirmous Dotar o Estado dos m desenvolvimentista fol, desde os primelros te dominante, Furtado consi ham mentalidade empresarial. Isto j para fina utag’o, para que se carreass o agente capitalista dinamic cor do elaborado para 0 Grupo Misto havido uma concentracao de renda no periodo 194 excepcional impulso” de consumo do setor “capital Supoe-se cor 10 coeficiente de poupanga margl- nal dos grupos de altas rendas, essa concentragao um eficiente mecanismo propulsor de acumulagio nas etapas de rapida elevacao de renda, A experiéns cia estaria indicando, entretanto, que 0 comportamento dos grupos de altas rendas pode ser idéntico ao das classes populares, nivelando-se 0 coeficiente de poupanga marginal com o coeficiente médio... A inoperancia do referido mecanismo de acumulacio espontanea torna indispensavel a agio fiscal, se se pretende aproveitar as etapas favordvels para acelerar 0 processo acummulativo. Dado um baixo coeficiente de poupanca dos grupos de rendas elevadas, s¢ nao operar firmemente o setor pablico, como instrumento de acumulagao, © ritmo de crescimento teré que ser reduzido. Demals, s¢ 08 estimulos a0 consti- reram com a mesma efetividade entre todos 0s BTuPOS sociais, a concen ‘a operar principalmente como um mecanismo con: (Grupo Misto Cepal-BNDE, 1957a, p- 23) rrentemente que, dado o elevad mo op tragao de renda passa centrador de consumo. e A. Magalhaes, da GNI, com ostravam ser impossivel que 0 Coe fosse igual ou inferior a0 das clas este estava subestimando @ O texto de Furtado foi criticado por Joao Paulo d nto de que os estudos existentes m o argume'! | da classe rica ficiente de poupanga marginal ses populares, como afirmara Furtado; além disso, capacidade empresarial do setor privado brasileiro (Magalhaes, 1955, p. 44-6), Furtado replicou, afirmando que Magalhaes tinha razio sobre a questo dos coeficientes de poupanga apenas no que dizia respeito aos comportamentos de longo prazo, mas que, nos curto ¢ médio prazos, podiam ocorrer oscilagoes de sentido contrario, como a que se passara no caso prasileiro recente. Sobre questio do papel do setor privado, afirmou: aonb sasa: np By ORN “TIS ‘© anb ap eumngye eplan 9 oqustfouiP opsinquistp ap exmynuyse euUN ULOD PLL BO ual ep [aaru O AeA eISy SOP vydvo Ad 5p R Seayuad 9 poaord 2 281% ae ‘ou adaqeaaid anb v owiod epuas geile SINGUIS|P BU OB: ea eae anb cues Seatuy eas Poa w8 ON eee: uaustayoaurasap 0 anb operysuoulsp 1 . : Re .. 99 sour sop o1>Jur op AHTed B eHAPUD} U 0 ura ‘zey 10k O junuaid anb orsearssqo & ‘taessed exm yy) SB RI: sang) ““owmnsuod ap sorry sou soanesou auauF ms ‘so50120-[tUas NO SOsO1DO ap [PIIOS EPP! me ‘eyo epuad ap ORSeIIUZDUO apULIB PUI!) °O. jyoaur 19s puapod [eu Opernsar O a EPEAT OLSEINP F sod OF1a59 aSS9 np pray oaTyisod epeyuty ‘janpol, ‘eduednod ap exey eu aqUDUTPADI sod aynoiedas epuar PP ee yoo kasnaq euin anb apepi: uednod ap exe) B AjUAUNe ap Zed O/T eSuednod ap ext i nb apepiar ‘Ogu epuar ep oRSeNUaDUOD e “PUIBEUTT Os ‘pyuaur[e1a8 anb op OLPHUOD OV ts 9 opu epuar (44 “d ‘gS6r ‘ope & :eSuednod ep ogdewtos ep ovsnpar SolemMASPAU] Sop 2 eSuednod ep opSeoyIsuD}Ut ap oWIsTUeDoU oWL09 rsexg, ou reuoTuny eLapod anb 9 ‘sepuar ap orSexjuaouoD e Oeu a ‘opseinquy e anb Parjuaunsie aja Tequad as-reuroy e ema anb ‘oorur “Quod? OWLIAUITISAID 9 epUdI ap ORSNUASTp a1)Ua ORSE|aI B 2190S opxayjar y (std 961 ‘operng) “SPEPIANO[O) & ePO} ap OUTeqeA Op o1nUy 9 anb opuaUAAJoauasap ofad sopeny “2494 Opuias oFIs9 ayuaUTeANaya anb sa10}9s sajonbeU so} soquaosaio sojuauinsoaut sas reDueUNy v andede> o a un ap ouzaA08 0 IeJ0p a so3ard sop ovSeaaza vjad o eipoud eum ap ofnurysa nb [eos oyuaunsut ‘soupusered sodruf sop eanepas opSerunuiai ep 9 eu a sreydeD ap a eoTUI9 ap oPSiosqe vjad aiUadsa1> ov sapuodsax ap zede> eanynouge eum op sted o 2F2OP ‘soUTTURU Soanialgo stop s0ys9 wiareSuBDpe aiuaUTeAH9}9 95 PDEOYa OpIDy SIUDUIOS 28Eq 9p SPUIOJD1 se ‘OoqUIQUOD® BISIA ap OI Op “tITSSy “ooyjqnd FoascoP S2aeHe opezitea1 OWuaUINsOAU ap 0510359 apuesB o eIDUEUY as oltloD P eisodso1 ap apepioedes epentury ep Miowzo22P seas anb soureunp ‘oyuasaid ou ertuouoda wssou ap stesmininss sas "NOT SEP Sterouassa soauod so sezapjed seanod wa reznaqus ap souasspan ag reanalqo eur 30} @P essa1dx9 urysse 10} 09 sou sop o[>tuT Op asts> ep oBSeradns v ered soyne OP oFSepuautodar y ,7',SoImuy s9ssa e Ossaoe Wg) Op anb sajanbep o191 HIDES uO US 9 ‘oWWaWHLAJOaUasap Op soynyy sop uNeIDyDUDq 2s anb sajanbep o510ysa woo ovu, as-ueavziear 9 ovse ‘Bur ep ojsuT sod sopejsueUT opuas ureAeqese Somriqnd soquaumsaauy so ‘erp ‘opeyinsar oo; “orseinqin ep orserdure eum 2104 B as-tazsNJOI ‘— BH SIPUI e— ,eUOIDeU voHIqnd ogruTdo ep ovSey,, owt03 ‘onb ‘ossaz8u09 op oursueuorear op ‘2961 wa ‘e-as-rex!nb opeyng “sowna oUuroD ‘sted op oonyjod eur o ‘sey[e ‘noyuedurooe anb ou ‘eonpuia|qoad essap Opdezntiod ayuaosex9 eum rod opeuing ap soyxaa sou as-niyayor ‘soonqnd soyse8 SOU sa}URjsuOD seSeauue Pe 2 ov5e| ‘DUI P Olu WO ‘seIsHUaUTATOAUASap seyarey St Jeueuy exed sosinar rod oprysy op xou1uT ou eany ep sapepinaysp sy oe) or ered zeaya oft WIN assoj LIANPUI O asap 9 ‘OUINSUOD O 11ZNP: ‘ 09 Nas IePNUTS? -undnod ap 10a0y Wh ‘nojeurssy ‘ounsu! 94 “uigiod Zeng 8 ne sur orspond go sod 02 Ox 2P 6 4 sassap PUIAIUT OF. w opou op ‘594 nb nopuauiosas 10omne O ap opdeyoduy e a1qos SRE ore i me nea cere aaeieeesuneep onsen sndontn nono pen set 80 ica ince ey ysanb 8 WwO09 asearndnooaid ap s9aut 01 racy ssoauy sep oqUaLURIUBUY OP OF nda osina ou noypunuosd anb mR "86 a ep ese. 0 or onan tt 0 RU. twa ‘wosty OV: eee BANE NV OND (101 “d “eg6r ‘opermng) “eduednod ap exe) exreq ens ap ovzer Mb 252189 anb ap sopuny Wo opeatid 10198 0 sudns ap ‘ootuigUOD4 oyuaua “loauasaq op [euoDeN Osueg op OpSeLD ep ose) OU 10} 0 ourod ‘ora umn Jas Pod oun1ospine asso ‘210 ‘seonand sesadsap sep oyumluoo ou x Sop wofeiuaaied ep ourpsziov o opuas eSuednod ap exe v qejusuro.5u} ered opr onno eiuode opu oistyy odnip)'o anb oon o euuyy “na oWuaUTD9y catalan oe Savion; sooS:puo9 1euD ‘epeatad eaneroqur e reqnunso pentios Canalqo outo 19 apod teasty opSe y “owusuntajoausap ou qeyuadurasap aaap oPeaud 10198 0 onb jaded ov ovjadso1 woo owsjurssad woridiu oyu savut “PRE. EPIOUITY SITY ZY) © OWLIOD — [easy] Opse op apepyssaoou ev JaoayUOroy, ey OWWAWSOAUT redistribuigho. ‘Ti . Todavia, ha fi rn hd fatores instit eran entorpecer 0 ddbervaltnetn ttt ntracao de renda, Em alguns paises d Is que podem im, pedir ou pe. Hiei NO sentido de mana imérica Latina o re; gime de pro- lesses fatores institucionais, A on cdo da propriedade de terra é pre- Picia © surgimento de estruturas sociais desligadas c do proceso produtivo e inclinadas a altos padi (0s padrdes de con- Sumo. (Furtado, 1958, p. 49) volvidas. Segundo, afirmavam que a regido sofria uma ‘gundo, 8! fr Cursos, que estariam fluindo em direcao ao Centro-Sul deterioracdo dos termos de troca frente ao Centro-Sul. ‘drenagem” em seus re- Uma das vias seria a de © mecanismo operava, rare ges, estaria onerando: relativamente mals o Nordeste, por seu malor coeficlens externa, A compensagio para esses fatores adversos seria uma 0 de capitais na regido, através da ampliagio as externas, da implantago de uma reforma da e instituisse um sistema de ine fe de abertura politica governamental de fixaga dle crédito, da criagdo de economi: {iyeal que eliminasse a regressividade aponta contivos, ede uma politica de garantia de importagoes. sem sua abordagem da problema furtado incorporou todos esses elemento: ciada com um amplo diagndéstico {ica nordestina. A Operagdo Nordeste foi ini eallzado pelo Grupo de Trabatho para o Desenvolvimento do Nordeste (GIPN, 19§9), que serviu como suporte basico para definir as diretrizes da Sudene. como haviam feito Singer ¢ Almeida, tanto as disparidades taxas de crescimento, como 0 fluxo de recur » sos para o Centro-Sul, aprofundando as andlises desses temas. Nao foi esta, con tudo, a grande virtude do trabalho do grupo coordenado por Furtado, mas a apresentacao de uma sistémica da problematica econémica da regio, acompar hada da definigao das grandes linhas de agao.”* ‘As analises de Furtado partiam freqtientemente de uma critica a tradigho assistencialista de combate as secas. O autor argumentava entdo que também se Jobreestimava a importancia do problema das secas, relativamente as dificulda: 0 como um todo. Além disso, dizia, estaria sendo dado Segundo Purtado, nente, a ser devida- © GDN realgou, soglonais nos niveis de renda e nas des econdmicas da regia um tratamento equivocado ao proprio combate as secas. cescassez de gua deveria ser encarada como situacao perma mente enfrentada: |Ainda nao se pensou em criar uma economia da caatinga, Explora-se de modo rudimentar 0 algodaio-mocé e algumas outras xerdfilas. Mas a caatinga encerra ainda muitas possibilidades e pode proporcionar forragens arbdreas, resisten- tes a seca, Alguns idealistas tm procurado contornar a falta de estudos in- troduzindo plantas exticas, como a algaroba, que esté penetrando no sertio, |A verdade, porém, € que, apés cingienta anos de lutas contra as secas, conti: rnuamos sem saber qual 0 tipo de economia que pode subsistir na caatinga. ‘Nao obstante se tenha realizado, nos primeiros decénios deste século, no- tével esforco no sentido de alcangar methor conhecimento da regido, prevale- ceu entre os dirigentes dos Orgdos responsiveis, quase sempre engenheiros competentes, o principio de que o grande problema do Nordeste € a limitagio da disponibilidade de agua. Dai a concentragao de esforgos no represamento da Agua. Ora, hoje sabemos que a escassez de agua € apenas um dos com ponentes do problema. Sabemos que se chovesse 0 dobro, a regio possivel- tnente ainda seria mais pobre —a erosio tudo destruiria, inclusive a caatinga. © componente solo ¢ igualmente fundamental. Este € que muitas vezes dif: culta ou encarece extremamente o uso da gua. Explica-se, assim, que tenha- mos avancado tanto na acumulagdo de agua e to pouco no seu aproveltax mento econdmico. (Furtado, 1960, p. 42) 0 problema Principal i ; ‘a resolve) fini Jon na regido semb-arida serla, portanto, 2 sendo Pobre a base agri gticola da Para ampliar essa base, con envidar esforgo: rais da regiao, economia do Nordeste, devemi ae s hecendo m a lediante persistente estudo do ra ert inet , do desenv 85 adaptadas as regides tropicais, teria sic ossivel criar no 2 vi id 7 lo possi lar n va economia de mais alta Com uma grande densidade ts da caatinga criaré exced ae sass Dal a necessidade de i a agro Parade ea ns a5 20 Nordeste, de deslocar ce Produtividade, na caatinga, nao ser: ipative| 18a, ndo sera comy demogréfica. Assim, a Teorganizagao da scons na regiao semi-ai “nm os ido semi-drida, uma s i tmp ae industrializacdo apresenta- ento agricola é fi 3 fator re tts ge eee relativamente escasso, € que ja alcan ia normal de seu desenvolviment Industria, 1959, p. 188) i em essencialmente ao cultivo da cana: Pal era a pecudria; e o sertao, tres areas: a zona imida, seis: que era destinada “4 : eral an: agreste, cuja atividade princi- a, €m que o algodao era o prin: seu me~ rida, Furtad oon i , Furtado pre- Fale ae ria, através de um destonet VENER aya ¢ipal cultivo, Recomendou, para a primeira regido, um programa de modern: yagio do cultivo do agiear, que penalizaria os latifundiarios que mio © seguis: jem com uma partilha de suas terras para fins de produgo de alimentos, Para () ayreste, recomendou uma ampla reforma da estrutura agraria, que liberasse us terras ocupadas pelos latifandios pecuaristas, de modo a ampliar a econo: ila camponesa, até entao dedicada ao cultivo de alimentos, em condigoes de jbwoluta escassez de terras (e de capital) e, conseqientemente, de baixissima produtividade, Finalmente, para a zona semi-érida recomendou, como ViMos, \uma adaptagao da produgao as condigdes ecolégicas da caatinga.”” ‘A equagdo da problematica nordestina apresentada em torno da criagio da Sudene reforcou, com extraordinaria forca de argumentagao, a discussie sobre 4 questdo da reforma agraria no Nordeste,"° Em defesa dessa reforma nao faltou, m reforgo ao argumento econdmico principal — barateamento da mio-des obra —, quem levantasse o argumento de que a mesma permitiria uma elevago da produtividade agricola condizente com a necessidade de ampliagio do mer cado para os produtos industrials da regiao."" Furtado considerava a reforma agraria uma condi¢ao indispensavel & solu Ao do problema da expansao da oferta de alimentos no Nordeste, mas essa visio nao se estendia ao Centro-Sul com a mesma énfase. Dispunha-se, afinal, de dados que mostravam que a produgdo brasileira de alimentos estava se eX: pandindo; nao correspondia, por isso, a um ponto de estrangulamento — dif rindo, por exemplo, do caso chileno. A associagao que Furtado fazia entre refor~ ma agraria e ampliag4o da oferta agricola era, por isso, algo menos dramatica, Acestrutura agraria era vista como uma dificuldade, ou limitagio, do proceso global de desenvolvimento, mas nao como barreira estrutural. A argumentagao de Furtado, nos textos anteriores a 1964, pode ser resumida da seguinte maneira: (a) 0 arcaismo da estrutura fundiaria € a apropriagio ¢ 0 uso improdutivo do excedente rural pelos grandes proprietarios Jatifundidrios impediam a introducao do progress técnico e a elevacio da produtividade no campo; (b) conseqiientemente, impediam que o mundo rural se incorporasse a0 desenvolvimento e 0 fortalecesse, obstruiam a ampliaco do excedente ¢ sua transferéncia, via queda de pregos, aos outros setores, mantinham os salarlos reais baixos e a renda concentrada e dificultavam a ampliagéo do mercado inter» no para produtos industriais; ¢ (c) representavam, ademais, uma forma de pre= servacdo do consumo supérfluo, em detrimento do consumo essencial, orien« tando o processo de formagao da estrutura industrial num sentido perverso. De resto, a discussao do problema esteve associada a questao da justiga diss tributiva. A passagem seguinte, por exemplo, é de uma discussdo que © autor fez sobre 0s custos sociais em que se incorria no processo de desenvolvimento brasileiro — o qual estaria transcorrendo sobre uma forte base de concentrago de rendas: Endo somente no que respeita a concentragio de renda desenvolvimento vem apresentando aspectos sociais extremamente negativos, Com efeito, a causa do anacronismo da estrutura agraria, esse desenvolvimento Provocou, em muitas partes, um aumento relativo da renda da terra, premiando grupos Parasitarios. (Furtado, 1962, p. 14) Presenta¢do politica da populacao no Congresso: Parlamentares que somente poderao sobreviver Se forem instrumentos déceis de seus financiadores. (Furtado, 1962,,p. 15)