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ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA

SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES


DE EDUCAÇÃO INFANTIL
ORIENTAÇÕES DA VIGILÂNCIA
SANITÁRIA PARA INSTITUIÇÕES
DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Prefeito Municipal
Marcio Lacerda
Secretário Municipal de Saúde
Marcelo Gouvêa Teixeira
Secretário Municipal de Educação Interino
Afonso Celso Renan Barbosa
Secretário Municipal Adjunto de Saúde
Fabiano Pimenta Júnior

Coordenação
Mara Machado Guimarães Corradi
Mirian Cunha Araújo Oliveira

Elaboração Colaboradores
Ana Cristina Mafuz Rodrigues Alexandra Silva Velloso
Danuza Inácio de Castro Andrea da Silva Queiroz
Elayne Marques Soares Elaine Vieira
Elisabeth Cordeiro Andrade Gisele Nacur
Jaqueline Camilo de Sousa Felício Leandro Esteves de Vasconcellos
Maria Clarete Esteves Ferreira Lúcia Maria Miana Mattos Paixão
Sônia Lúcia de Oliveira Amorim Mara Machado Guimarães Corradi
Tânia Maria Cury Pereira Márcia Parizzi Rocha
Maria Helena Ribeiro Padrão
Revisão Maria Tereza da Costa Oliveira
Elizete Munhoz Ribeiro Maria Rita Teixeira Dutra
Mayrce Terezinha da Silva Freitas

Projeto Gráfico
Produção Visual - Gerência de Comunicação Social
Secretaria Municipal de Saúde

Belo Horizonte
2013
Sumário 1 INTRODUÇÃO

1 INTRODUÇÃO................................................................................................................................ 3
2 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O FUNCIONAMENTO DE UMA Estas orientações têm como objetivo assegurar aos profissionais envolvidos nas
INSTITUIÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL......................................................................................... 3 instituições de Educação Infantil informações de forma abrangente sobre o tema
2.1 Quais são os documentos solicitados pela Vigilância Sanitária quando é Vigilância Sanitária, visando qualificar os serviços prestados.
realizada inspeção EM uma instituição de educação infantil? .............................3 Nela você encontrará recomendações importantes para garantir um serviço de
2.2 Como deve ser a estrutura física de uma instituição de educação infantil?....... 3
boa qualidade, protegendo a saúde das crianças e dos profissionais envolvidos.
2.3 Como deve ser o berçário?............................................................................................... 4
2.4 Como devem ser a cozinha, o lactário e O refeitório?..............................................6 Leia as orientações e faça sua parte.
2.5 QUAIS medidas de segurança devem ser adotadas para o funcionamento de Vigilância Sanitária Municipal de Belo Horizonte.
uma instituição de educação infantil?......................................................................... 8
2.6 Quais medidas devem ser adotadas para prevenir doenças?....................................8

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2.7 Qual a maneira mais segura para administrar medicamento a uma criança,
na instituição?.................................................................................................................. 10 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE ORIENTAÇÕES GERAIS
2.8 Quais os cuidados a serem adotados para a preparação de alimentos PARA O FUNCIONAMENTO DE UMA INSTITUIÇÃO DE
seguros?............................................................................................................................. 11
2.9 Quais os cuidados que os funcionários devem ter?................................................13
EDUCAÇÃO INFANTIL
2.10 Quais medidas adotar para diminuir o risco de dengue?......................................13

3 ROTINAS DE LIMPEZA DE AMBIENTES........................................................................................ 14 2.1 Quais são os documentos solicitados pela Vigilância Sanitária
3.1 Introdução........................................................................................................................14 quando é realizada inspeção EM uma instituição de educação
3.2 Objetivos.............................................................................................................................15 infantil?
3.3 Recomendações................................................................................................................. 15
3.4 Operações de limpeza....................................................................................................... 15 • Alvará de Localização e Funcionamento;
4 CUIDADOS COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)...........................................21 • Alvará de Autorização Sanitária;
• Caderneta de Inspeção Sanitária autenticada pela Vigilância, quando houver
5 CONTROLE DE VETORES.............................................................................................................. 21 manipulação de alimentos;
• Autorização de Funcionamento da Secretaria Municipal de Educação;
6 RECOMENDAÇÕES GERAIS.......................................................................................................... 22
• Pastas individuais contendo ficha de matrícula, cópia do cartão de vacinas;
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................................................... 22 • Ficha contendo informações sobre a saúde da criança e outros;
ANEXOS....................................................................................................................................... 25 • Laudo técnico de segurança emitido pelo Corpo de Bombeiros.
anexo I CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA......................................................25
anexo II CARTILHA DE ALIMENTOS............................................................................................ 26
anexo III CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS NA TROCA DE FRALDAS......................................30 2.2 Como deve ser a estrutura física de uma instituição de educação
anexo IV COMO HIGIENIZAR AS MÃOS...................................................................................... 31
infantil?
anexo V ORIENTAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS.......................................................... 32
anexo VI PRECAUÇÕES QUANTO À SAÚDE DO TRABALHADOR................................................ 37
anexo VII DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA............................................................. 39 O estabelecimento deve apresentar boas condições de limpeza e conservação
anexo VIII SAÚDE BUCAL............................................................................................................40 geral e ainda:
anexo IX TABELA I - PREPARO DE SOLUÇÃO CLORADA.............................................................. 41 • Piso impermeável, antiderrapante e de fácil limpeza;
GLOSSÁRIO................................................................................................................................. 42
• Paredes e tetos impermeáveis, de fácil limpeza e livres de infiltrações e mofo;
• Boa iluminação, ser bem ventilado e ter locais para banhos de sol das crianças;
TELEFONES ÚTEIS....................................................................................................................... 43 • Áreas cobertas e descobertas para recreio;

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• Instalações elétricas embutidas ou protegidas;
• Recinto ou armário para a guarda de material de limpeza utilizado na ins-
tituição fora do alcance das crianças;
• Janelas e aberturas com grades, redes ou outra condição que ofereça se-
gurança às crianças;
• Áreas internas e externas do estabelecimento livres de objetos e equipa-
mentos em desuso;
• Sistema de abastecimento de água ligado à rede pública e os reservató-
rios de água bem conservados e mantidos tampados;
• Instalações sanitárias, obrigatoriamente, separadas para crianças e adul-
tos. As instalações infantis deverão ser separadas por sexo, contendo va-
sos e pias com altura adaptada para a educação infantil. As pias devem 50cm 50cm

ter água corrente e estar abastecidas com sabão líquido e papel-toalha


descartáveis. Os vasos sanitários e as lixeiras devem ter tampas. As lixeiras
com tampa devem possuir sacos plásticos e as tampas devem ser aciona-
das por pedal. A descarga deverá estar em perfeito funcionamento, e os
ralos deverão possuir sistema de fechamento;
• No caso de haver lavanderia, possuir compartimento fechado para arma-
zenar roupa suja, áreas separadas para lavar, secar e passar e armários com
porta para armazenar a roupa limpa. Os ralos internos deverão possuir
sistema de fechamento e os externos, telas milimétricas.

50c
50c
2.3 Como deve ser o berçário?

m
• Deve existir bancada alta para a troca de roupa e fraldas tendo ao lado
lixeiras revestidas de saco plástico com tampa acionadas por pedais, bem
como pias com água corrente, sabão líquido e papel-toalha. É imprescin-
dível a higienização das mãos antes e após a troca de fraldas;
• O berçário deverá possuir área mínima que permita livre circulação entre
os berços; o espaço entre berços deverá ser idealmente de um metro, no
mínimo 50 cm, e entre estes e as paredes, no mínimo 50 cm;
• Um berçário pode acomodar, em um mesmo recinto, no máximo, 15
(quinze) crianças da faixa etária estabelecida, respeitando o espaçamento
mínimo entre os berços;
• Cada berço deve destinar-se ao uso de uma única criança por vez;
• As janelas do berçário e sala de repouso devem ter telas milimétricas à prova
de insetos, instaladas de forma a permitir a fácil retirada para limpeza.

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2.4 Como devem ser a cozinha, o lactário e O refeitório?
• As janelas da lavanderia, cozinha e lactário devem ter telas milimétricas à
prova de insetos, instaladas de forma a permitir a fácil retirada para limpeza;
• Todas as pias devem possuir sifão;
• As pias e lavabos devem possuir sabonete líquido inodoro antisséptico ou sabo-
nete líquido inodoro e produto antisséptico e toalha de papel não reciclado;
• As mesas de manipulação devem ser constituídas somente de pés e tam-
pos, sendo estes tampos constituídos de material liso e impermeável;
• O acabamento das áreas físicas do lactário, cozinha, refeitório e dispensa
deve ser isento de frestas, saliências, cantos e aberturas que possam abri-
gar insetos, roedores e sujeiras;
• O vasilhame para preparo, uso e transporte de alimentos deve ser de ma-
terial inócuo, inatacável e sem ranhuras ou fragmentações;
• Devem possuir equipamentos de congelamento e/ou refrigeração em
número compatível ao volume de alimentos e serem mantidos em per-
feito estado de conservação e funcionamento;
• Devem possuir armários com portas, construídos com material liso e
impermeável;
• Devem possuir fogão com coifa e exaustor;
• A superfície dos equipamentos, móveis e utensílios deve ser lisa, imper-
meável e lavável;
• Os bebedouros devem ser lavados diariamente com água e sabão e de-
sinfetados com solução de hipoclorito de sódio a 1% (ver Tabela I) ou ál-
cool 70% ou, ainda, conforme indicação do fabricante;
• Devem possuir local exclusivo destinado à limpeza, preparo, esterilização,
guarda e distribuição das mamadeiras;
• As mamadeiras devem ser devidamente identificadas e preparadas no
momento de serem servidas;
• As mamadeiras que chegam prontas da casa da criança devem ser recebi-
das e imediatamente armazenadas no refrigerador, com protetor para bico;
• Devem possuir Procedimento Operacional Padrão – POP, para limpeza
das instalações, dos utensílios e equipamentos e para acondicionamento
dos alimentos.

OBS.: O LACTÁRIO PODE SER NO MESMO ESPAÇO DA COZINHA.

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2.5 Quais medidas de segurança devem ser adotadas para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) sejam aplicadas de acordo com a
funcionamento de uma instituição de Educação Infantil? idade, conforme ANEXO I, evitando a contaminação das crianças e dissemi-
nação de doenças contagiosas;
• As portas de cômodos onde houver atividade com crianças não devem • As crianças doentes com febre, vômito, diarreia e prostração devem ser
possuir chaves e/ou trincos; encaminhadas ao serviço de saúde para serem avaliadas;
• Os móveis, equipamentos e brinquedos não devem possuir quinas ou estas • Devem existir medidas de controle das doenças nas instituições, de acordo
devem ser protegidas com silicone ou outro material com esta finalidade; com os modos de transmissão das diagnosticadas, visando diminuir a sua
• As tomadas devem possuir tampas de proteção para evitar acidentes com propagação na instituição, segundo orientações do serviço de saúde;
as crianças; • Em caso de doenças transmissíveis, a criança deverá trazer atestado médi-
• As portas com vidros devem ser evitadas, mas havendo uso deste material co autorizando seu retorno às atividades;
ele deve ser do tipo não estilhaçável. • Diante da ocorrência de mais de um caso de uma doença transmissível na
instituição, no mesmo período, o responsável pelo estabelecimento deve
comunicar ao Centro de Saúde de Referência;
• A rotina padronizada e escrita de trocas de fraldas deve ser afixada em
local próximo à área de troca;
• A área de trocas de fraldas deve situar-se ao lado de pia, dotada de sabo-
nete líquido e papel-toalha;
• A área de troca deve ser afastada das áreas de preparo de alimentos;
• Fraldas descartáveis usadas devem ser depositadas em recipientes exclusivos,
com identificação, separados do restante do lixo e próximos da área de troca;
• Os lenços, se necessária sua utilização, devem ser de material descartável;
• O professor/educador deve lavar rigorosamente as mãos antes e depois
de efetuar a troca de fraldas;
• Os colchões e travesseiros devem estar em bom estado de conservação,
ser encapados com material impermeável e higienizados após sua utiliza-
ção ou quando necessário;
• As caixas de areia, quando fora de uso, devem ser cobertas com material
impermeável que impeça o depósito de dejetos de animais;
• A área para armazenamento do lixo deve ser isolada e permitir limpeza
frequente;
• Programa formalmente instituído de controle de pragas urbanas deve ser
realizado periodicamente por empresas autorizadas, com apresentação
dos comprovantes;
2.6 Quais medidas devem ser adotadas para prevenir doenças? • O responsável pelo estabelecimento deve cumprir a obrigação de notifi-
car à autoridade sanitária local a ocorrência, comprovada ou presumida,
• Na admissão de uma criança na instituição, seu cartão de vacinas deve ser de casos de doença transmissível. A relação das doenças de notificação
apresentado, conferido e cópia arquivada na pasta individual do aluno. O compulsória encontra-se anexa;
cartão deve ser conferido a cada seis meses. Caso a criança tenha restrição • Os talheres, pratos e copos, quando não descartáveis, devem ser utiliza-
ao uso de alguma vacina, a família deve apresentar justificativa por escri- dos individualmente, não podendo servir a mais de um usuário antes de
to. Caso as vacinas não estejam atualizadas, a família deve ser orientada a serem higienizados adequadamente.
levar a criança ao Centro de Saúde para que as vacinas preconizadas pelo

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2.7 Qual a maneira mais segura de administrar medicamento a 2.8 Quais os cuidados a serem adotados para a preparação de
uma criança, na instituição? alimentos seguros?

• A medicação deve ser feita somente com apresentação da receita médica • Os alimentos, produtos, substâncias, insumos e outros devem apresentar-
atualizada ou de sua cópia, constando na embalagem do medicamento se em perfeitas condições para consumo;
o nome da criança, a dose e horário; • O leite utilizado para a preparação das mamadeiras deve ser esterilizado
• Os medicamentos devem ser armazenados em local seguro, devidamen- (UHT) e/ ou em pó, acondicionado em recipiente tampado;
te identificados e mantidos fora do alcance das crianças. • Os alimentos, produtos, substâncias, insumos e outros devem ser oriundos
de fontes aprovadas ou autorizadas pela autoridade sanitária competente;
• Os gêneros alimentícios devem estar, obrigatoriamente, protegidos por invó-
lucros próprios e adequados para armazenamento, transporte e exposição;
• Para conservação a quente, os alimentos devem ser submetidos à tempe-
ratura superior a 60 ºC;
• Os alimentos devem ser conservados sob refrigeração a temperaturas in-
feriores a 10 ºC;
• Os alimentos devem ser conservados congelados de acordo com a orien-
tação do fabricante;
• Os alimentos devem ser descongelados sob refrigeração e não podem ser
recongelados;

HIPOCLORITO

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• Durante a preparação dos alimentos, devem ser adotadas medidas para 2.9 Quais cuidados os funcionários devem ter?
minimizar o risco de contaminação cruzada;
• O preparo de quaisquer alimentos para as crianças (mamadeiras, sopa, • Os funcionários devem manter rigoroso asseio corporal e do vestuário;
sucos, papinhas e frutas) deve ser realizado exclusivamente nos espaços • Os manipuladores de alimentos devem manter os cabelos presos e usar
da cozinha e lactário; proteção para os cabelos;
• Todo alimento a ser oferecido às crianças deverá ser encaminhado em • Os manipuladores devem manter bons hábitos higiênicos durante a ma-
vasilhas com tampa, conforme a orientação 2.4; nipulação - não fumar, não tossir, não espirrar, não falar desnecessaria-
• Deve ser respeitado o prazo de validade constante na embalagem das mente sobre os alimentos, não manipular dinheiro, não comer, manter
matérias-primas e ingredientes; unhas curtas e limpas, sem esmalte ou base e retirar todos os objetos de
• As matérias-primas e os ingredientes, quando não utilizados em sua totalidade, adorno pessoais;
devem ser adequadamente acondicionados e identificados com, no mínimo, • Os manipuladores que apresentem lesões e ou sintomas que evidenciem
as seguintes informações: designação do produto, data de fracionamento e doenças contagiosas devem ser afastados das suas atividades, só retor-
prazo de validade após a abertura ou retirada da embalagem original; nando após eliminar possibilidade de contágio, comprovado por meio de
• Alimentos a serem consumidos crus e/ou in natura devem ser submetidos a atestado médico;
processo de higienização adequada e com produtos registrados no Ministério • Cartazes destinados aos manipuladores devem ser afixados em locais
da Saúde e/ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA; apropriados, orientando sobre hábitos de higiene e a correta lavagem das
• Os produtos usados na higienização dos alimentos devem estar regulari- mãos, principalmente após qualquer interrupção no processo produtivo
zados no órgão competente do Ministério da Saúde; e após o uso das instalações sanitárias;
• O refeitório deve possuir área mínima de 1,2m² por criança e comunica- • Os funcionários responsáveis pela limpeza devem fazer uso supervisiona-
ção direta com a cozinha. do de EPI (Equipamento de Proteção Individual): luvas de borracha, aven-
tal impermeável e botas.

2.10 Quais medidas adotar para diminuir o risco de dengue?

Não devem existir condições que propiciem alimentação, proliferação ou abrigo


de animais sinantrópicos (baratas, ratos, formigas, moscas, dentre outros) tais como:

• Pratinhos de vasos de plantas;


• Latinhas, embalagens, descartáveis, pneus ou material em desuso em
condições de acumular água;
• Caixas d’água ou depósitos de água sem tampa;
• Piscinas, lagos ou espelhos d’água decorativos com água sem tratamento;
• Ralos com entupimento ou em desuso;
• Vasos sanitários em desuso sem tampa;
• Cacos de vidro nos muros que possam acumular água;
• Bandeja externa de geladeira e ar condicionado com acúmulo de água;
• Suporte de água mineral sem higienização na troca do galão;
• Área externa, inclusive canaletas, com lixo.

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3 ROTINAS DE LIMPEZA DE AMBIENTES 3.2 Objetivos
• Promover segurança e conforto aos usuários e funcionários;
• Oferecer um ambiente agradável e seguro para a realização das atividades;
3.1 Introdução • Contribuir com a boa imagem da instituição;
• Desenvolver e aprimorar a realização de técnicas corretas de higienização;
A limpeza é o cartão de visita de uma instituição; por meio dela os usuários jul- • Manter integração com os demais serviços.
gam se a instituição desempenha bem suas tarefas. Além do mais, um ambiente
limpo estimula a higiene de uma forma global, facilitando a adesão de todos os
profissionais às rotinas gerais preconizadas pela instituição. 3.3 Recomendações
Para desempenhar as atividades inerentes à limpeza, são recomendadas as se-
guintes normas de conduta e higiene:

• Retirar todos os adornos pessoais;


• Vestir uniforme próprio e limpo;
• Manter os cabelos presos;
• Usar calçados limpos e fechados;
• Usar equipamentos de proteção individual, quando recomendado, tais
como luvas, botas, máscaras, etc;
• Higienizar as mãos após procedimento de limpeza, após utilizar o banheiro,
ao tossir, ao assoar o nariz e ao terminar o dia de trabalho e sempre que
necessário.

3.4 Operações de limpeza


A frequência da limpeza será determinada pela necessidade do local, garantindo
que estejam constantemente limpos. Realizar as atividades utilizando EPI adequa-
do: uniforme, calçado fechado impermeável ou botas e luvas de segurança. Todo
material usado na limpeza e desinfecção (baldes, panos, etc.) e EPI passível de reu-
tilização (luvas de segurança, óculos, etc) devem ser higienizados e guardados em
local apropriado, ao término das atividades.

3.4.1 Limpeza de pisos

Lavar / passar pano


Após varrer o local:

• Usar dois baldes de cores diferentes, um com água limpa e outro com
água e sabão;

14 15
• Retirar os detritos (lixo em geral); 3.4.3.2 Limpeza do vaso sanitário (bacia sanitária)
• Molhar o local com solução de água e sabão;
• Esfregar o chão; • Colocar água até a metade dos baldes, um somente com água e outro
• Remover a solução com o rodo, do fundo para a saída; com água e detergente neutro;
• Secar com pano úmido embebido em água limpa; • Dar descarga no vaso sanitário com a tampa fechada;
• Limpar e guardar os utensílios utilizados; • Esfregar a tampa, a parte externa e o assento do vaso sanitário com bucha
• Higienizar as mãos com água e sabão líquido, secar com papel-toalha. ou esponja embebida em solução detergente;
• Enxaguar a tampa, o assento e a parte externa do vaso sanitário;
3.4.2 Limpeza de paredes e tetos • Jogar a solução de detergente dentro do vaso sanitário, esfregando-o
com a escova para vaso sanitário, iniciando pela borda interna do vaso e
• Colocar um pano de chão embebido em água e sabão em um rodo; terminando na saída de água;
• Limpar primeiro o teto; • Dar descarga no vaso sanitário continuando a esfregar a parte interna
• Limpar as paredes com movimentos de cima para baixo; com a escova até a água ficar limpa;
• Passar o pano embebido em água limpa; • Lavar a alavanca ou botão de descarga com bucha ou esponja embebida
• Guardar os utensílios utilizados; em solução de detergente;
• Higienizar as mãos com água e sabão líquido; secar com papel-toalha. • Enxaguar;
• Secar a alavanca ou botão de descarga, a tampa e vaso sanitário com pano;
3.4.3 Limpeza das instalações sanitárias • Higienizar as mãos com água e sabão líquido, secá-las com papel-toalha;
• Se houver presença de matéria orgânica, após a limpeza:
• Higienizar as mãos com água e sabão líquido, secar com papel-toalha; - aplicar o hipoclorito de sódio 1% (Tabela I) na superfície onde havia pre-
• Recolher o lixo/resíduos; sença de matéria orgânica utilizando pano seco embebido com o produto
• Iniciar a limpeza começando pelos tetos, paredes, janelas e portas, como e deixar agir por 10 minutos. Retirar o hipoclorito com água;
acima descrito; após, fazer a limpeza das pias, vaso sanitário e piso. - no caso de as superfícies serem metálicas (torneira, registro, etc.) utilizar
álcool 70%. Embeber pano seco com o produto, friccionar na superfície,
3.4.3.1 Limpeza da pia esperar secar e repetir três vezes a aplicação.

• Limpar as torneiras, as superfícies interna e externa das pias e encanamentos Obs.: Todo material usado na limpeza e desinfecção (baldes, panos, etc.) e
sob a pia utilizando bucha ou esponja umedecida com detergente líquido; EPI passível de reutilização (luvas de segurança, óculos, etc.) devem ser hi-
• Enxaguar; gienizados e guardados em local apropriado, ao término das atividades.
• Secar a pia com pano;
• Se houver presença de matéria orgânica, após a limpeza: 3.4.4 Limpeza das superfícies
- aplicar o hipoclorito de sódio 1% (Tabela I) na superfície onde havia
presença de matéria orgânica, utilizando pano seco embebido com o A limpeza com água e sabão deve sempre preceder os processos de desinfecção,
produto e deixar agir por 10 minutos. Retirar o hipoclorito com água; pois a maioria dos germicidas são inativados na presença de matéria orgânica.
- no caso de as superfícies serem metálicas (torneira, registro, etc.) utilizar O álcool etílico tem atividade germicida e sua atividade bactericida é ideal na
álcool 70%. Embeber pano seco com o produto, friccionar na superfície, concentração de 70%;
esperar secar e repetir três vezes a aplicação.
• Bancadas de manipulação/trocador de fraldas: a higienização deve ser
feita após cada uso, utilizando água e sabão e com álcool 70% por três
vezes, 30 segundos cada vez, com papel-toalha em sentido único.

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• Colchões e travesseiros: colchões e travesseiros devem ter revestimento • Higienizar as mãos com água e sabão; secar com papel-toalha;
impermeável que facilite a limpeza e desinfecção por fricção de álcool a Obs.: Esse processo deve ser repetido entre um banho e outro.
70% por 30s, repetidos por três vezes, após cada turno. Havendo fluidos
corpóreos (fezes, urina ou vômito), devem ser limpos logo após a conta- 3.4.5.3 Escovas de dentes
minação, retirando o excesso da matéria orgânica com papel-toalha, se-
guido de limpeza com água e sabão e, finalizar com a desinfecção. • As escovas devem estar identificadas, limpas e secas antes de serem arma-
Os colchonetes para atividades no chão devem ser limpos com álcool a zenadas. Utilizar recipiente preferencialmente individual, com tampa para
70% diariamente. proteção de fácil higienização e que permita ventilação; deve estar sempre
Obs.: O conjunto de lençol, fronha e toalha é destinado a cada criança e limpo, seco e ser trocado periodicamente ou sempre que apresentar indí-
sua utilização por outra só sera permitida após a higienização. cios de mofo ou sujidades.

3.4.5.4 Brinquedos
• Armários: os armários e mobiliários devem ser de material que facilite a
limpeza. Devem ser limpos com água e sabão semanalmente ou sempre • Os brinquedos devem possuir selo de certificação do INMETRO, serem cons-
que necessário. tituídos de material atóxico, inquebráveis, sem pontas, peças pequenas ou
desmontáveis e disponibilizadas às crianças de faixa etária especificada;
3.4.5 Limpeza de utensílios • Os brinquedos devem ser de material de fácil limpeza e desinfecção;
• No final das brincadeiras, os brinquedos devem ser colocados em local re-
3.4.5.1 Mamadeiras e bicos servado para brinquedos sujos. Somente após serem higienizados é que
poderão ser utilizados novamente;
• Higienizar as mãos com água e sabão; secar com papel-toalha; • Devem ser lavados com sabão neutro e escova de uso exclusivo;
• Lavar a mamadeira/bico com água e sabão imediatamente após o uso; • Após serem lavados com a escova, devem ser expostos à secagem e acon-
• Enxaguar bem; dicionados (depois de estarem bem secos) em caixas plásticas com tampa;
• Deixar secar em local adequado; • Higienizar as mãos com água e sabão líquido; secar com papel-toalha;
• Mergulhar em solução de hipoclorito de sódio conforme Tabela I anexa ou • Os brinquedos que tiveram contato com mucosas e secreções de alguma
ferver por 5 minutos; criança não devem ficar disponíveis para outras brincarem, devido ao ris-
• Escorrer bem; co de transmissão de agentes infecciosos.
• Guardar em recipiente limpo e devidamente tampado;
• Higienizar as mãos com água e sabão; secar com papel-toalha; 3.4.5.5 Utensílios de cozinha
Obs.: esse procedimento deve ser feito a cada uso, podendo ser coletivo. A
solução de hipoclorito de sódio deve ser acondicionada em recipiente opaco • Pratos e talheres: lavar com água e sabão e proceder à desinfecção (con-
com tampa, devido às suas características de fotossensibilização e volatilida- forme Tabela I para mamadeiras e acessórios).
de. Compostos clorados são altamente instáveis, por isso deve–se utilizá-los • Liquidificador, batedeira, moedor de carne e outros equipamentos: des-
imediatamente após o preparo da solução e desprezá-los a cada uso. ligar o aparelho. Lavar com água, detergente e esponja. Enxaguar bem e
desinfetar com solução clorada (conforme Tabela I, bancadas, mesas e equi-
3.4.5.2 Banheiras pamentos). A secagem poderá ser ao natural ou com toalha de papel de pri-
meiro uso. Higienizar as mãos com água e sabão; secar com papel-toalha.
• Lavar com água e sabão; • Coifa: a limpeza deverá ser quinzenalmente; é recomendável a utiliza-
• Enxugar; ção de produto desincrustante para auxiliar a limpeza. Higienizar as mãos
• Friccionar com álcool 70% 3 vezes durante 30 segundos por vez com com água e sabão líquido; secar com papel-toalha.
papel-toalha;

18 19
3.4.6 Limpeza dos recipientes de lixo utilizar sempre copos descartáveis ou de uso pessoal, tomando cuidado
para não encostá-lo no dispositivo de água.
• Remover o saco de lixo e retirar resíduos, se houver;
• Lavar com água e sabão utilizando escova ou bucha de uso exclusivo para

4
esse fim; CUIDADOS COM EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO
• Enxaguar;
INDIVIDUAL (EPI)
• Utilizar sacos plásticos resistentes e manter os recipientes de lixo tampados;
• Higienizar as mãos com sabão líquido e secar com papel-toalha.
O trabalhador do serviço de limpeza deve utilizar os equipamentos de proteção
3.4.7 Lavanderia individual, tais como luvas de borracha e sapatos fechados, sempre que executar
a limpeza das instalações. Após os procedimentos, retirar as luvas a fim de evitar
• Manusear o mínimo possível as roupas sujas; o contato com artigos limpos, sendo que as luvas devem ser lavadas com água e
• Todas as roupas sujas deverão ser transportadas em sacos fechados e ínte- sabão e guardadas secas em local adequado. Caso haja contato com matéria orgâ-
gros ou em compartimentos com tampa de uso exclusivo para este fim; nica, fazer a desinfecção com solução clorada.
• O profissional deverá usar luvas de borracha no recolhimento e transporte
da roupa suja;

5
• As roupas sujas com dejetos (vômitos, fezes e urina) devem passar por CONTROLE DE VETORES
pré-lavagem com desinfecção;
• Lavar a roupa com água e sabão;
• Enxaguar bem;
• Deve haver um local exclusivo para guarda de roupas limpas. O que é: são cuidados com o ambiente para evitar o aparecimento de vetores
(baratas, formigas, mosquitos, ratos, etc.).
3.4.8 Limpeza da caixa d água Objetivo: manter o ambiente em condições necessárias à boa qualidade de vida
e promoção à saúde.
• A limpeza e desinfecção das caixas d’água e reservatórios deve ser realiza-
da de seis em seis meses, no mínimo; Medidas preventivas:
• Os gestores da instituição têm a responsabilidade de supervisionar a exe- • Manter lixeiras com saco plástico e tampa em todos os setores, sempre
cução da rotina de limpeza e desinfecção das caixas, reservatórios e pon- fechadas;
tos de coleta de água, como bebedouros, torneiras e filtros; • Manter vedadas caixas de esgoto e ralos sifonados;
• Todos os produtos de limpeza e desinfecção devem possuir registro no • Telar as grelhas de água pluvial;
Ministério da Saúde e/ou Autorização da ANVISA (Agência Nacional de • Recolher o lixo regularmente;
Vigilância Sanitária). (Anexo Procedimento Operacional Padrão – POP - de • Evitar alimentar-se fora do refeitório;
higienização de reservatórios de água). • Dar ao lixo o destino adequado;
• Evitar frestas nas paredes e tetos, azulejos soltos e quebrados, que permi-
3.4.9 Limpeza de bebedouros tam a entrada de insetos;
• Manter a área externa sempre limpa e isenta de acúmulo de lixo, entulhos e água;
• A instituição deve seguir e manter registro dos procedimentos; ex.: guar- • Manter a área de acondicionamento do lixo sempre limpa, com janelas
dar nota fiscal das velas, que não poderão ser lavadas mas obrigatoria- teladas e manter portas fechadas;
mente substituídas no prazo mínimo de 6 meses; • Fiscalizar cuidadosamente todas as mercadorias que entram no estabeleci-
• Higienizar as mãos com água e sabão líquido; secar com papel-toalha; mento, pois suas embalagens podem trazer insetos e roedores escondidos;
• Ao usuário cabe evitar lavar as mãos ou outros objetos no bebedouro, • Proteger alimentos para impedir o acesso de moscas;

20 21
• Armazenar adequadamente os produtos alimentícios sobre estrados lavá- TRUBRO DE 2010. Institui em todo o território nacional, o Calendário Bá-
veis e distanciados da parede; sico de Vacinação da Criança, o Calendário do Adolescente e o Calendário
• Manter sempre um bom nível de limpeza e higiene; do Adulto e Idoso. Diário Oficial da União, Brasília, n.º 208, p. 105, 29 out.
• Manter contato com firma especializada em desinsetização e que possua 2010. Seção.
Alvará de Autorização Sanitária vigente. • Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria 3214, 08 de junho de
1978. Aprova as Normas Regulamentadoras – NR – do Capítulo V, Título II,
da Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à Segurança e Medicina do

6 RECOMENDAÇÕES GERAIS Trabalhado. Diário Oficial da União, Brasília, 6 jul. 1978. Suplemento.
• Brasil. Ministério da Saúde. Protocolo de exposição a material biológico.
COSAT, 2005.
• Brasília. PORTARIA FEDERAL N.º 321, DE 26 DE MAIO DE 1988. Aprova
• Manter o controle de vacinação das crianças e das pessoas que trabalham as normas e os padrões mínimos destinados a disciplinar a construção,
no local (interação com o Posto de Saúde); instalação e o funcionamento de creches, em todo o território nacional.
• Aplicar avaliação pré-admissional; • Brasília. RESOLUÇÃO RDC N.º 216, DE 16 DE SETEMBRO DE 2004. Dispõe
• Participar do programa de capacitação dos trabalhadores sobre mani- sobre regulamento técnico de Boas Práticas para serviços de alimentação.
festação de sinais e sintomas de infecções nas crianças: febre, exantema, • Cartilha Alimentos: verificando a qualidade. Secretaria Municipal de Saú-
diarreia, problemas respiratórios, icterícia, etc; de, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.
• Participar do programa de capacitação dos trabalhadores sobre postura • Cartilha Educação Infantil em Belo Horizonte: tempo de mudança. GA-
corporal e normas de biossegurança; FESC, Secretaria Municipal de Educação, Prefeitura Municipal de Belo Ho-
• Orientar a equipe a formar na criança o hábito de escovar os dentes e hi- rizonte. Junho de 2007.
gienizar as mãos, especialmente após sair do banheiro, após as atividades • Cartilha do manipulador de alimentos. 2.ª ed. Rio de Janeiro: SENAC, 2006. 32p.
recreativas e antes das refeições; • Cartilha sobre Boas Práticas para Serviços de Alimentação: resolução RDC
• Usar Equipamentos de Proteção Individual – EPI. n.º 216/2004. Brasília, 3.ª ed. Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
• COUTO, R.C.; PEDROSA, T.M.G.; NOGUEIRA, J.M. Infecção Hospitalar: Epi-
demiologia e Controle. 1 ed. Rio de Janeiro: Medsi Editora Médica e Cien-
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS tífica Ltda. 1997.
• Decreto 44.270, de 31/03/2006, que regulamenta a Lei 14.130, de 19 de
dezembro de 2001.
• FERNANDES, A.T.; RIBEIRO FILHO, N. Infecção Hospitalar e suas Interfaces
• Belo Horizonte. DECRETO MUNICIPAL Nº 5616, DE 15 DE MAIO DE na Área da Saúde. São Paulo: Atheneu, 2000. 1956p.
1987. Aprova o Regulamento da Lei 4323/86. • MARTINS, M. A. Manual de infecção hospitalar. 2 ed. Rio de Janeiro: Medsi
• LEI MUNICIPAL 7031, DE 12 DE JANEIRO DE 1996. Dispõe sobre a norma- Editora Médica e Científica Ltda, 2001. 1116p.
tização complementar dos procedimentos relativos à saúde pelo Código • Ministério da Saúde – Coordenação de Controle de Infecção Hospitalar.
Sanitário Municipal e dá outras providências. Processamento de artigos e superfícies em estabelecimentos de saú-
• Belo Horizonte. Manual de Prevenção de Acidentes e Doenças do Tra- de, 2 ed. Brasília, 1994.
balho. Ministério Público do Trabalho e Secretaria Municipal de Saúde. • PASSOS, Isabela Albuquerque et.al. Avaliação das condições físicas e do
Prefeitura Municipal de Belo Horizonte. 2006. acondicionamento de escovas dentais em creches de João Pessoa. Revis-
• Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente ta de Odontologia da UNESP, Paraíba, 35(4), 299-303, 2006. Disponível em:
em Serviços de Saúde: Higienização das mãos. Brasília: ANVISA, 2009. http://rou.hostcentral.com.br/PDF/v35n4a11.pdf. Acesso em: 28 jun. 2011.
105p. Brasil. Lei n.º 6.514, de 22 de dezembro de 1977. • STARLING, C.E.F.; URBANO SILVA, E. Antimicrobianos e síndromes infec-
• Brasil. Ministério da Saúde. PORTARIA GM/MS N.º 3.318 DE 28 DE OU- ciosas: guia prático. 2 ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2004. 536p.

22 23
• TADDEI, J.A.A.C. et al. Manual crecheficiente: guia prático para educado- ANEXOS
res e gerentes. 2 ed. Barueri, SP: Manole, 2009.
• Red Book: Reporto f the Commttee on Infectious Diseases. 24th ed. Elk
Grove Village, IL: American Academy of Pediatrics; 1997.
anexo I CALENDÁRIO BÁSICO DE VACINAÇÃO DA CRIANÇA

IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS


Formas graves da tuberculose
BCG-ID vacina BCG Dose única (principalmente nas formas miliar
Ao nascer meningea)
Hepatite B
1ª dose Hepatite B
vacina hepatite B (recombinante)
1 mês Hepatite B vacina hepatite B (recombinante) 2ª dose Hepatite B
Tetravalente (DTP+Hib) Difteria, tétano, coqueluche, meningite
vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e e outras infecções por Haemophilus
Haemophilus influenzae b (conjugada) influenzae tipo b
Vacina Oral Poliomielite (VOP)
Poliomielite ou paralisia infantil
2 meses vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada) 1ª dose
Vacina Oral de Rotavírus Humano (VORH)
Diarreia por rotavírus
vacina rotavírus humano G1P1 (atenuada)
Pneumonia, otite, meningite e outras
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada)
doenças causadas pelo Pneumococo
Vacina Meningocócica C (conjugada) Doença invasiva causada por Neisseria
3 meses 1ª dose
Vacina Meningocócica C (conjugada) meningitidis do sorogrupo C
Tetravalente (DTP+Hib) Difteria, tétano, coqueluche, meningite
vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e e outras infecções por Haemophilus
Haemophilus influenzae b (conjugada) influenzae tipo b
Vacina Oral Poliomielite (VOP)
Poliomielite ou paralisia infantil
4 meses vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada) 2ª dose
Vacina Oral de Rotavírus Humano (VORH)
Diarreia por rotavírus
vacina rotavírus humano G1P1 (atenuada)
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) Pneumonia, otite, meningite e outras
Vacina Pneumocócica 10 -valente (conjugada) doenças causadas pelo Pneumococo
Vacina Meningocócica C (conjugada) Doença invasiva causada por Neisseria
5 meses 2ª dose
Vacina Meningocócica C (conjugada) meningitidis do sorogrupo C
Hepatite B
Hepatite B
vacina hepatite B (recombinante)
Vacina Oral Poliomielite (VOP)
Poliomielite ou paralisia infantil
vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada)
6 meses Tetravalente (DTP+Hib) 3ª dose Difteria, tétano, coqueluche, meningite
vacina adsorvida difteria, tétano, pertussis e e outras infecções por Haemophilus
Haemophilus influenzae b (conjugada) influenzae tipo b
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada) Pneumonia, otite, meningite e outras
Vacina Pneumocócica 10 -valente (conjugada) doenças causadas pelo Pneumococo
Febre amarela
9 meses Dose inicial Febre amarela
vacina febre amarela (atenuada)
continuação

24 25
IDADE VACINA DOSE DOENÇAS EVITADAS 1.2 O QUE É TER BOA HIGIENE CORPORAL?
Tríplice viral (SCR)
vacina sarampo, caxumba e rubéola 1ª dose Sarampo, caxumba e rubéola
12 meses (atenuada) • Tomar banho diariamente e enxugar-se com toalha limpa;
Vacina Pneumocócica 10 (conjugada)
Reforço
Pneumonia, otite, meningite e outras • Escovar os dentes após as refeições e sempre que necessário;
Vacina Pneumocócica 10 -valente (conjugada) doenças causadas pelo Pneumococo
• Manter unhas curtas e sem esmalte;
Tríplice bacteriana (DTP)
vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis
1º Reforço Difteria, tétano, coqueluche • Evitar o uso de adornos (anéis, brincos, pulseiras, alianças, colares e relógios);
Vacina Oral Poliomielite (VOP) • Manter uniformes limpos e em cor clara, sapatos fechados e antiderrapantes;
15 meses Poliomielite ou paralisia infantil
vacina poliomielite 1, 2 e 3 (atenuada)
Reforço
• Evitar secar as mãos no uniforme;
Vacina Meningocócica C (conjugada) Doença invasiva causada por Neisseria • Usar o uniforme somente na área de preparo dos alimentos;
Vacina Meningocócica C (conjugada) meningitidis do sorogrupo C
• Proteger os cabelos com touca, rede, etc.
Tríplice bacteriana (DTP)
2º Reforço Difteria, tétano, coqueluche
vacina adsorvida difteria, tétano e pertussis
4 anos Tríplice viral (SCR) 1.3 O MANIPULADOR DEVE HIGIENIZAR AS MÃOS COM FREQUÊNCIA
vacina sarampo, caxumba e rubéola 2ª dose Sarampo, caxumba e rubéola
(atenuada)
• Ao chegar ao trabalho e entrar no setor;
Febre amarela uma dose a
10 anos
vacina febre amarela (atenuada) cada dez anos
Febre amarela • Iniciar um novo serviço ou trocar de atividade;
• Depois de utilizar o sanitário, tossir, espirrar ou assoar o nariz;
• Depois de manipular panos ou materiais de limpeza ou de limpar o chão;
• Sempre que tocar em sacarias, caixas, garrafas, sapatos, etc;
anexo II CARTILHA DE ALIMENTOS • Depois de manusear alimentos crus ou não higienizados;
• Depois de recolher o lixo e outros resíduos;
1 Procedimento Operacional Padrão - POP MANIPULADOR • Depois de manusear dinheiro;
• Enfim, antes de iniciar ou reiniciar qualquer trabalho ou a toda hora!
O manipulador é essencial na produção do alimento. Ele deve ter boa saúde e
hábitos higiênicos para não se tornar um grande agente de contaminação desses
alimentos. Por isso, deverá fazer exames médicos periódicos e, sempre que apre- 2 Procedimento Operacional Padrão - POP
sentar feridas, corte nas mãos, quadros infecciosos ou distúrbios gastrintestinais, PARA CONSERVAÇÃO DOS ALIMENTOS
deve ser afastado até o seu restabelecimento.
• A temperatura é um dos fatores de maior importância para manter os
1.1 COMPORTAMENTOS QUE PODEM LEVAR À CONTAMINAÇÃO alimentos livres de micro-organismos e deterioração;
• Os alimentos que precisam ser conservados sob refrigeração devem estar
• Provar alimentos com talheres e colocá-los novamente na panela antes abaixo de + 10º C, o que impede o crescimento da maior parte das bactérias;
de serem lavados; • Os alimentos que necessitam ser conservados a quente devem estar aci-
• Guardar alimentos no vestuário; ma de + 60º C, pois essa temperatura mata os micro-organismos;
• Coçar-se, falar, tossir ou espirrar quando estiver manipulando alimentos; • Os alimentos que são conservados congelados devem estar em tempera-
• Fumar nos locais de preparo e armazenamento de alimentos; tura igual / inferior a – 18ºC ou conforme orientação do fabricante;
• Colocar dedo no nariz, na orelha ou na boca; • O prazo de validade das matérias-primas, ingredientes e embalagens de-
• Cuspir no chão no local de trabalho; vem ser verificados e obedecidos;
• Mascar chicletes, palitos etc; • Os alimentos devem ser adquiridos de fontes aprovadas ou autorizadas
• Pentear ou passar as mãos no cabelo durante a preparação dos alimentos. pela Autoridade Sanitária competente (com registro);
• Cozinhar bem os alimentos;

26 27
• Evitar descongelar os alimentos em temperatura ambiente e nunca re- 4 Procedimento Operacional Padrão - POP
congelá-los; PARA ARMAZENAMENTO DOS ALIMENTOS
• Manter os alimentos sempre em recipientes limpos, durante a manipula-
ção e nunca colocá-los em contato direto com o bojo da pia; • Organizar os produtos nas prateleiras da despensa de acordo com suas
• Proteger todos os alimentos crus e cozidos obrigatoriamente por invó- características: farináceos, grãos, enlatados, etc;
lucros próprios e adequados (vasilhames com tampa ou plásticos de pri- • Manter os produtos afastados da parede e do chão para evitar umidade e
meiro uso) para o armazenamento, transporte e exposição; facilitar a ventilação;
• Acondicionar e identificar as matérias-primas e os alimentos prontos • Organizar os alimentos com prazo de validade menor, na parte da frente
quando não utilizados em sua totalidade com no mínimo as seguintes in- das prateleiras, para que sejam consumidos primeiro;
formações: data do fracionamento e validade após a abertura ou retirada • Retirar os alimentos deteriorados e/ou vencidos das prateleiras e fazer a
da embalagem original, como no caso dos enlatados; limpeza dos locais caso seja necessário, para que não haja contaminação
OBS.: Os produtos cujas embalagens foram abertas devem seguir as reco- de outros produtos;
mendações do fabricante. • Verificar a vedação total da geladeira, observando se existem borrachas
• Consumir os alimentos prontos em, no máximo, 2 horas, quando manti- gastas ou frestas, visando manter a boa conservação dos alimentos;
dos em temperatura ambiente. • Abrir a geladeira o menor número de vezes possível a fim de assegurar a tem-
peratura de refrigeração no seu interior, principalmente nos dias quentes.
2.1 Como minimizar o risco de contaminação cruzada

• Utilizar água de boa qualidade; 5 Procedimento Operacional Padrão - POP


• Higienizar as mãos constantemente; PARA HIGIENIZAÇÃO DE CAIXA D’ÁGUA
• Manter limpos os utensílios, equipamentos e todas as superfícies da cozinha;
• Evitar o contato dos alimentos crus e cozidos; 5.1 Como limpar sua caixa d água
• Estar sempre atento à higienização das bancadas e utensílios para evitar a
contaminação cruzada, no momento da manipulação; Material necessário:
• Manter alimentos fora do alcance de insetos e roedores. • Pazinha;
• Escova;
• Esponja;
3 Procedimento Operacional Padrão - POP • Balde;
PARA HIGIENIZAÇÃO DAS FRUTAS, LEGUMES E VERDURAS • Panos;
• Água sanitária com registro no Ministério da Saúde / ANVISA.
• Lavar vegetais folhosos, folha a folha, frutas e legumes cuidadosamente;
• Colocar de molho por 15 minutos em água clorada, utilizando produto Passo a passo:
adequado à base de cloro para este fim (ver rótulo do produto), na dilui- • Feche o registro de entrada de água ou amarre a bóia;
ção de 200 PPM (01 colher de sopa para 01 litro de água), ou de acordo • Esvazie a caixa d água sem agitar a sujeira, abrindo as torneiras e registros
com recomendações do fabricante; e acionando as descargas;
• Enxaguar novamente em água corrente, um a um, após este período; • Tampe a saída de água para que a sujeira da caixa não entre pela tubulação;
• Fazer o corte dos alimentos para a montagem dos pratos utilizando uten- • Comece a limpeza esfregando as paredes da caixa com escovas ou panos;
sílios bem lavados;
• Manter sob refrigeração até a hora de servir. Atenção: não use sabão ou detergente, caso a caixa d’água seja de ma-
terial absorvente, como cimento ou amianto;não use escova de aço, caso

28 29
ela seja plástico, para não danificar suas paredes; anexo IV COMO HIGIENIZAR AS MÃOS
• Retire a sujeira com o auxílio de panos, baldes e uma pá de lixo;
• Após concluir a limpeza faça a desinfecção utilizando para cada mil litros A higienização simples das mãos tem a finalidade de remover os micro-organismos
de água, 1 litro de água sanitária; que colonizam as camadas superficiais da pele, assim como o suor, a oleosidade, as
Obs.: com uma brocha ou pano espalhe a mistura no fundo e nas paredes células mortas e sujidades, interrompendo a propagação de micro-organismos, que
da caixa. podem se transferir de uma superfície para outra, por meio de contato direto (pele
• Aguarde 30 minutos para a água sanitária agir sobre a superfície aplicada; com pele), ou indireto, por meio do contato com objetos e superfícies contaminados.
• Lave novamente a caixa com um jato forte de água pura, deixando-a to- Ao iniciar o procedimento, deve-se molhar as mãos e aplicar sabonete líquido na
talmente vazia; palma. Em seguida, ensaboar vigorosamente todas as faces por 40 a 60 segundos,
• Lembre-se de lavar a tampa da caixa d água que não poderá ter nenhum conforme técnica abaixo:
tipo de rachadura ou frestas;
• Agora é só encher a caixa com água potável para sua utilização;
• Feche bem a caixa d água para evitar a contaminação da água com mate-
riais indesejáveis, pequenos animais e insetos, principalmente o mosquito
transmissor da dengue;
• Anote a data da limpeza e programe a próxima que deve ocorrer no prazo
máximo de 6 meses.

anexo III CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS NA TROCA DE FRALDAS

• O profissional responsável deve fazer uso de avental impermeável duran-


te a troca de fraldas;
• O profissional responsável deve higienizar as mãos antes e depois de cada
troca e sempre que necessário;
• A troca de fraldas deve ser feita em uma bancada alta, provida de trocador,
localizada ao lado do chuveiro;
• A bancada, o trocador e o avental devem ser higienizados após cada uso
com água, sabão e álcool 70%, usando papel-toalha em sentido único,
por três vezes seguidas. Na presença de fluidos corpóreos (fezes e urina),
deve-se retirar o excesso da matéria orgânica com papel-toalha, seguido
de limpeza com água e sabão, finalizando com a desinfecção;
• As fraldas devem ser descartadas em lixeiras exclusivas, providas de tampa
e pedal, forradas com saco de lixo resistente;
• As fraldas usadas devem ser recolhidas no mínimo duas vezes ao dia.

Lembre-se: As mãos devem ser higienizadas com água e sabão líquido quan-
do estiverem visivelmente sujas ou contaminadas com sangue e outros fluidos
corporais (ex: urina, fezes, secreção nasal, dentre outros), caso contrário, pode
ser feita com preparação alcoólica, sob a forma de gel ou líquida.

30 31
anexo V ORIENTAÇÕES PARA PREVENÇÃO DE DOENÇAS Medidas de prevenção:

As instituições de Educação Infantil que atendem a crianças e bebês são reco- • Informar aos pais sobre a suspeita da criança doente;
nhecidas como ambientes com características epidemiológicas especiais, por abrigar • Orientar a família para procurar a equipe de saúde para tratamento específico;
população com perfil característico e sob risco específico para a transmissão de do- • Utilizar apenas água tratada tanto para a higiene quanto para lavar utensí-
enças infecciosas: crianças aglomeradas recebendo atendimento de forma coletiva. lios; usar água tratada e filtrada para preparar os alimentos ou beber;
A prevenção e o controle das infecções estão diretamente relacionados com a higiene • Destinar adequadamente o lixo e dejetos;
dos profissionais, instalações sanitárias do local, condições dos alimentos, idade das crianças, • Controlar vetores;
número de crianças por profissional e qualidade das instalações. As instituições que aten- • Implementar medidas de educação em saúde, visando à higiene pessoal
dem a bebês precisam de maior atenção no controle das infecções, pois eles usam fraldas, e alimentar;
exploram o ambiente com a boca e têm contato com as suas secreções constantemente. • Desinfetar os objetos que tiveram contato com as fezes;
Diante disso, descrevemos a seguir os principais agravos ocorridos na infância, • Utilizar luvas e aventais para manipular material contaminado, inclusive
para facilitar a sua compreensão e fornecer orientações oportunas que garantam a para trocar as fraldas;
segurança das crianças. • Lavar cuidadosamente as mãos após troca de fraldas ou cuidados dispen-
Quando uma criança doente for identificada, deverá ficar em observação com um sados à criança;
responsável em ambiente separado. • Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.

1 Varicela (catapora) 3 Doença exantemática

É uma infecção viral altamente contagiosa. É transmitida pessoa a pessoa, por As doenças exantemáticas são síndromes clínicas diferentes, causadas por etio-
meio de contato direto ou respiratório, e indiretamente, no uso de objetos conta- logias variadas. As crianças que apresentam exantemas (manchas avermelhadas na
minados. É transmissível dois dias antes de aparecer a erupção (manchas vermelhas pele) e febre podem estar doentes. Conforme sua etiologia, são muito comuns na
e vesículas) até a cicatrização das vesículas (evolução para crostas). infância e facilmente transmissíveis.

Medidas de prevenção: Medidas de prevenção:

• Manter a criança em sala separada quando suspeitar da doença e contatar • Manter a criança em sala separada quando suspeitar da doença e contatar
seu responsável para buscá-la; seu responsável para buscá-la;
• Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico; • Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico;
• Higienizar as mãos após tocar a criança doente; • Desinfetar os objetos contaminados, manipulados pela criança doente;
• Desinfetar os objetos contaminados, manipulados pela criança doente; • Notificar o caso ao Centro de Saúde de Referência;
• Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde; • Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.
• Notificar o caso ao Centro de Saúde de Referência.
4 Doenças respiratórias agudas
2 Diarreia aguda
São doenças causadas por diversos vírus altamente transmissíveis, tanto direta-
Pode ser causada por bactérias, vírus ou parasitas, que são eliminados nas fezes mente, nas secreções respiratórias, no contato próximo de pessoa a pessoa, quanto
e no vômito. Pode durar de dois a 14 dias. É transmitida por via oral ou fecal-oral, de forma indireta, no contato com objetos contaminados. A criança doente pode
de pessoa a pessoa, por meio de mãos contaminadas, e indiretamente, na ingestão transmitir o vírus desde dois dias antes do início dos sintomas até, em média, cinco
de água e alimentos contaminados e contato com objetos contaminados, como dias após.
utensílios de cozinha e acessórios de banheiro.

32 33
Medidas de prevenção: Medidas de prevenção:

• Manter a criança a um metro, no mínimo, de distância das outras, quando • Informar aos pais sobre a suspeita da criança infestada;
suspeitar da doença e contatar seu responsável para buscá-la; • Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico;
• Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico; • Orientar os outros pais sobre a ocorrência do caso, para que avaliem seus filhos;
• Higienizar as mãos, após tossir ou espirrar e após manipular crianças doentes; • Implementar medidas de educação em saúde, visando à higiene pessoal;
• Evitar tocar olhos, nariz ou boca; • Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.
• Proteger a boca e o nariz com lenço descartável, ao tossir ou espirrar;
• Lavar os objetos potencialmente contaminados com secreções respiratórias; ATENÇÃO: Não utilizar qualquer medicamento ou produto sem indica-
• Dar atenção especial aos brinquedos, que devem ser laváveis; ção médica, pois pode ser tóxico e até fatal.
• Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.
7 Escabiose (sarna)
5 Hepatite A
A escabiose é causada por ácaros que, ao perfurar a pele, provocam prurido inten-
É uma doença viral aguda, com manifestações clínicas variadas, desde formas so, que prejudica o sono e o aprendizado das crianças. Esta irá se coçar fortemente
subclínicas a um quadro clássico de colúria (urina escura), hipocolia fecal (fezes e as escoriações podem ser a porta de entrada de bactérias, causando o impetigo. A
esbranquiçadas) e icterícia (pele amarela). É transmitida pela via fecal-oral, princi- transmissão se dá pelo contato direto.
palmente na água ou alimentos, mas também mãos e objetos contaminados. A
criança doente pode transmitir o vírus desde a segunda semana antes do início dos Medidas de prevenção:
sintomas até o final da segunda semana de doença.
• Informar aos pais sobre a suspeita da criança infestada;
Medidas de prevenção: • Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico;
• Orientar os outros pais sobre a ocorrência do caso, para que avaliem seus filhos;
• Informar aos pais sobre a suspeita da criança doente; • Implementar medidas de educação em saúde, visando à higiene pessoal;
• Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico; • Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.
• Usar água tratada e filtrada para preparar os alimentos e beber; ATENÇÃO: Não utilizar qualquer medicamento ou produto sem indica-
• Destinar adequadamente o lixo e dejetos; ção médica, pois pode ser tóxico e até fatal.
• Implementar medidas de educação em saúde, visando à higiene pessoal
e alimentar; 8 Conjuntivite
• Desinfetar os objetos que tiveram contato com excretas ou saliva;
• Utilizar luvas e aventais para manipular material contaminado, inclusive Infecção da conjuntiva (parte branca dos olhos), de etiologia viral ou bacteriana,
troca de fraldas; transmitida de forma direta, no contato com mãos e objetos contaminados. A criança
• Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde; doente pode transmitir a infecção durante todo o período sintomático.
• Notificar o caso ao Centro de Saúde de Referência.
Medidas de prevenção:
6 Pediculose (piolho)
• Informar aos pais sobre a suspeita da criança doente;
A infestação de piolhos no couro cabeludo leva a prurido (coceira) intenso, que • Orientar a família para procurar serviço de saúde para o tratamento específico;
prejudica o sono e o aprendizado das crianças, e pode provocar anemia. Além disso, • Higienizar as mãos após tocar a criança doente;
os piolhos são transmissores de doenças bacterianas que podem acometer o ho- • Fazer a desinfecção dos objetos contaminados, manipulados pela criança doente;
mem. São transmitidos por contato (aperto de mão, beijo facial e abraço). • Evitar tocar olhos;

34 35
• Individualizar roupas de cama e toalhas; 11 Estomatite
• Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.
São vesículas e úlceras orais, causadas por vírus, que levam a dificuldade de deglu-
9 Impetigo tir devido a dor intensa. É transmitida através do contato direto com a mucosa oral ou
através de objetos contaminados com secreções da criança doente.
Impetigo é uma ferida contaminada por bactérias. As escoriações provocadas na
pele pelas unhas no ato de coçar podem ser contaminadas e tornarem-se purulentas Medidas de prevenção:
(vesículas com pus).
• Informar aos pais sobre a suspeita da criança doente;
Medidas de prevenção: • Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico;
• Fazer a desinfecção dos objetos contaminados, manipulados pela criança doente;
• Informar aos pais sobre a suspeita da criança doente; • Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde.
• Orientar a família para procurar serviço de saúde para o tratamento específico;
• Higienizar as mãos após tocar a criança doente;
• Fazer a desinfecção dos objetos contaminados, manipulados pela criança doente; anexo Vi PRECAUÇÕES QUANTO À SAÚDE DO TRABALHADOR
• Implementar medidas de educação em saúde, visando à higiene pessoal
(manter as unhas curtas e limpas); • Observar obrigatoriamente as Normas Regulamentadoras - NR, relativas à
• Controlar vetores; segurança e medicina do trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego;
• Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde. • Informar aos trabalhadores os riscos que possam originar-se nos locais de
ATENÇÃO: Não utilizar qualquer medicamento ou produto sem indica- trabalho; os meios para prevenir e limitar tais riscos e as medidas adotadas
ção médica, pois pode ser tóxico e até fatal. pela empresa; os resultados dos exames médicos e de exames complemen-
tares de diagnóstico aos quais os próprios trabalhadores forem submetidos;
10 Dor de garganta (amigdalite ou faringite) os resultados das avaliações ambientais realizadas nos locais de trabalho;
• Realizar exames ocupacionais (admissional, demissional, mudança de
É uma infecção causada por bactéria ou vírus, muito comum na infância, que cau- função, retorno ao trabalho, periódico) às custas da empresa conforme
sa dor na garganta, dificuldade para deglutir e febre. É altamente transmissível, tanto legislação pertinente;
diretamente, nas secreções respiratórias, no contato próximo de pessoa a pessoa, • Adotar as medidas de proteção a partir do resultado da avaliação, previstas no
quanto de forma indireta, no contato com objetos contaminados. PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais);
• Elaborar protocolo de imunização, com prévia avaliação sorológica dos tra-
Medidas de prevenção: balhadores expostos a doenças passíveis de proteção por meio de vacina-
ção (hepatites, tétano, difteria, entre outras). A vacinação deve obedecer às
• Manter a criança a um metro, no mínimo, de distância das outras, quando recomendações do Ministério da Saúde. Sempre que houver vacinas efica-
suspeitar da doença e contatar seu responsável para buscá-la; zes contra outros agentes biológicos a que os trabalhadores estão, ou po-
• Orientar a família para procurar a equipe de saúde para o tratamento específico; derão estar expostos, o empregador deve fornecê-las gratuitamente. A va-
• Fazer a desinfecção dos objetos contaminados, manipulados pela criança doente; cinação deve ser registrada no prontuário clínico individual do trabalhador;
• Permitir o retorno da criança após avaliação do serviço de saúde. • Informar sobre as principais doenças da infância aos trabalhadores, prin-
ATENÇÃO: Não utilizar qualquer medicamento sem indicação médica, cipalmente sobre meios de transmissão e medidas para evitar contágio;
pois a amigdalite bacteriana não tratada adequadamente pode provo- • Avaliar as condições de conforto com relação ao frio, vento, chuva, calor,
car doenças graves. ruído, entre outros;
• Fornecer Equipamentos de Proteção Individual – EPI – adequados à função e
às características físicas do trabalhador;

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• Fornecer uniformes adequados; anexo Vii DOENÇAS DE NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA
• Orientar sobre a higienização adequada dos uniformes;
• Fornecer local adequado para guarda dos pertences dos trabalhadores 1. Acidentes por animais peçonhentos;
bem como dos equipamentos de proteção individual; 2. Atendimento antirrábico;
• Orientar que os trabalhadores não devem deixar o local de trabalho com 3. Botulismo;
os equipamentos de proteção individual e as vestimentas utilizadas em 4. Carbúnculo ou Antraz;
suas atividades laborais; 5. Caxumba;
• Propiciar condições adequadas para higiene pessoal, incluindo sanitário 6. Cólera;
em boas condições; 7. Coqueluche;
• Adequar os pisos dos locais de trabalho (antiderrapantes, de fácil higieni- 8. Dengue;
zação), de forma a eliminar irregularidades que possam constituir riscos 9. Difteria;
aos trabalhadores; 10. Doença de Creutzfeldt - Jacob;
• Sinalizar adequadamente os locais de trabalho; 11. Doença Meningocócica e outras Meningites;
• Propiciar local adequado para refeições; 12. Doenças de Chagas Aguda;
• Encaminhar à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de referência o traba- 13. Esquistossomose;
lhador acidentado com material biológico de risco, imediatamente após la- 14. Eventos Adversos Pós-Vacinação;
var a lesão com água e sabão. O material fonte do acidente deverá ser levado 15. Febre Amarela;
juntamente com o trabalhador acidentado à UPA; 16. Febre do Nilo Ocidental;
• Emitir Comunicação de Acidente de Trabalho – CAT – em 4 vias, para to- 17. Febre Maculosa;
dos os acidentes ou doenças do trabalho, inclusive acidentes com ma- 18. Febre Tifóide;
terial biológico de risco, mesmo sem afastamento do trabalho no prazo 19. Hanseníase;
máximo de 24 horas; 20. Hantavirose;
• Responsabilizar-se pela orientação dos trabalhadores que utilizam obje- 21. Hepatites Virais;
tos pérfuro-cortantes que devem ser descartados em locais adequados 22. Infecção pelo vírus da imunodeficiência humana - HIV em gestantes e
após a sua utilização; crianças expostas ao risco de transmissão vertical;
• Manter todos os produtos químicos com rótulos que descrevam a com- 23. Influenza humana por novo subtipo;
posição, riscos e cuidados, mesmo que este seja fracionado a partir de 24. Intoxicações Exógenas (por substâncias químicas, incluindo agrotóxicos,
embalagens maiores. Não reutilizar embalagens de produtos químicos; gases tóxicos e metais pesados);
• Permitir manuseio de produtos químicos somente por pessoas previa- 25. Leishmaniose Tegumentar Americana;
mente treinadas, com uso de EPI adequado; 26. Leishmaniose Visceral;
• Promover rotatividade de tarefas e pausas em trabalhos com repetitividade 27. Leptospirose;
e monotonia; 28. Malária;
• Proporcionar número adequado de trabalhadores às tarefas existentes, 29. Paralisia Flácida Aguda;
sem sobrecarga de poucos; 30. Peste;
• Proporcionar meios adequados (carrinhos, entre outros) para carregamen- 31. Poliomielite;
to de cargas pesadas, reduzindo-se a sobrecarga física do trabalhador; 32. Raiva Humana;
• Evitar que trabalhadores com doenças infectocontagiosas entrem em 33. Rubéola;
contato com demais pessoas no trabalho, inclusive as crianças, durante 34. Sarampo;
o período de transmissibilidade, se possível com o afastamento do traba- 35. Sífilis Adquirida;
lhador, conforme orientações do Serviço Especializado em Engenharia de 36. Sífilis Congênita;
Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) da empresa. 37. Sífilis em Gestante;

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38. Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS; um dentista deve ser consultado o mais rápido possível, para que a extensão do
39. Síndrome da Rubéola Congênita; dano seja avaliado. No caso de fratura ou saída do dente do osso (avulsão), o dente
40. Síndrome do Corrimento Uretral Masculino; ou fragmento deve ser colocado em um recipiente com água limpa, soro ou leite
41. Síndrome Respiratória Aguda Grave associada ao Coronavírus (SARS-CoV); até que a criança chegue ao centro de saúde mais próximo ou unidade de pronto
42. Tétano; atendimento. De uma maneira geral, quanto menor o tempo gasto neste encami-
43. Tuberculose; nhamento, maior a probabilidade de sucesso do tratamento. No traumatismo com
44. Tularemia; sangramento intenso, lavar a região, fazer pressão local e encaminhar a criança com
45. Varicela; urgência ao Centro de Saúde mais próximo.
46. Varíola.

anexo IX TABELA i - PREPARO DE SOLUÇÃO CLORADA


anexo Viii SAÚDE BUCAL
PREPARO DE SOLUÇÃO CLORADA (receitas para preparar 5 litros de solução)*
A introdução da educação em saúde e cuidados com a higiene bucal nos pri- Item / local a ser desinfectado
Produto a ser utilizado
meiros anos de vida escolar é imprescindível, porque neste momento as crianças Hipoclorito de sódio a 1%
estão se descobrindo e descobrindo suas sensações. 75 mI ou 1 e 1/2 copinho de café do produto.
Alimentos crus
Estimular bons hábitos de higiene é essencial para desenvolver esta consciência Acrescentar água até completar 5 L.
(frutas, legumes e verduras)
Deixar agir por 15 minutos. Enxaguar.
ainda na infância, contribuindo para a prevenção de doenças, sendo os professores
100 mI ou 2 copinhos de café.
e educadores atores importantes na promoção desses hábitos saudáveis.
Mamadeiras e acessórios Acrescentar água até completar 5 L.
No período em que a criança permanecer na instituição, a higiene bucal deve Deixar agir por 15 minutos.
ocorrer (no mínimo) na jornada integral duas vezes e na jornada parcial uma vez ao 125 mI ou 2 e 1/2 copinhos de café.
dia. A escovação deve ser sempre supervisionada. O professor / educador deve ter um Bancadas, mesas e equipamentos Acrescentar água até completar 5 L.
cuidado especial no uso do flúor (medicamento contido na pasta dental), garantindo Deixar agir por 2 minutos.
uma pequena quantidade (o equivalente ao tamanho de um grão de arroz) na escova. 500 mI ou 2 e 1/2 copos comuns (de água).
A criança não deve engolir o creme dental. A partir de 3 anos de idade, no momento Paredes e pisos Acrescentar água até completar 5 L.
da escovação, deverá ser ofertado para a criança aproximadamente 30cm de fio den- Deixar agir por 2 minutos.
tal para ser utilizado, sempre sob supervisão do professor/educador. 500 mI ou 2 e 1/2 copos comuns (de água).
Orientações e informações complementares devem ser adquiridas junto à equi- Roupas Acrescentar água até completar 5 L.
Deixar agir por 15 minutos.
pe de saúde bucal do Centro de Saúde mais próximo da instituição de ensino.
Produto puro, sem acréscimo de água.
Para garantir a eficácia da escovação, é necessário que as escovas estejam em Sanitários (pia / vaso sanitário)
Deixar agir por 2 minutos.
bom estado de uso. É indicado que a troca de escovas seja realizada a cada dois ou
* Obs.: a solução deve ser usada preferencialmente no mesmo dia em que for feita a diluição, para
três meses ou à medida que as cerdas fiquem divergentes. evitar a perda do poder germicida do cloro.
As escovas devem estar identificadas, limpas e secas antes de serem armazenadas.
Utilizar recipiente preferencialmente individual, com tampa para proteção de
fácil higienização e que permita ventilação; deve estar sempre limpo, seco e ser
trocado periodicamente ou sempre que apresentar indícios de mofo.
Se o recipiente permitir o armazenamento de mais de uma escova, estas não
devem ter contato umas com as outras.
No caso de traumatismo dentário e/ou ferimento bucal, observar o contexto
em que o acidente ocorreu. Estas informações, quando repassadas ao profissional
de saúde bucal, contribuem para o tratamento adequado. Em traumas maiores,

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GLOSSÁRIO • Manipulação de alimentos: operações efetuadas sobre a matéria-prima
para obtenção e entrega ao consumo do alimento preparado, envolven-
do as etapas de preparação, embalagem, armazenamento, transporte,
distribuição e exposição à venda.
• Animais sinantrópicos: são aqueles que se adaptaram a viver junto ao • Micro-organismo: organismos visíveis com auxílio de microscópios.
homem, a despeito da vontade deste. Difere dos animais domésticos, os • Procedimento operacional padronizado (POP): procedimento escrito de
quais o homem cria e cuida com as finalidades de companhia (cães, gatos, forma objetiva que estabelece instruções sequenciais para a realização de
pássaros, etc.), produção de alimentos ou transporte (galinha, boi, cavalo, operações rotineiras e específicas na manipulação de alimentos.
porcos, etc.). Destacamos dentre os animais sinantrópicos aqueles que • Volatilidade: propriedade que certas substâncias sólidas ou líquidas têm
podem transmitir doenças ou causar agravos à saúde do homem ou ou- de se transformar em vapor.
tros animais e que estão presentes na nossa cidade, como: rato, pombo,
morcego, barata, mosca, mosquito, pulga, carrapato, formiga, escorpião,
aranha, taturana, lacraia, abelha, vespa e marimbondo. TELEFONES ÚTEIS
• Boas práticas: procedimentos que devem ser adotados por serviços de
alimentação a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária e a confor-
midade dos alimentos com a legislação sanitária.
• Contaminação cruzada: Transferência de micro-organismos de um ali- Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
mento ou superfície por meio de utensílios, equipamentos ou do próprio 3277-5687 / 3277-5685
manipulador. Pode ocorrer pelo contato entre alimentos crus, semipre-
parados e prontos, ou ainda pelo contato de carnes de espécies animais Conselhos Tutelares
diferentes (aves, peixes, bovines, suinos). Barreiro: 3277-8925 / 3277-9115
• Contaminantes: substâncias ou agentes de origem biológica, química ou Centro-Sul: 3277-4757
física, estranhos ao alimento, que sejam considerados nocivos à saúde Leste: 3277-4407 / 3277-4604
humana ou que comprometam a sua integridade. Nordeste: 3277-5674 / 3277-5679
• Controle integrado de vetores e pragas urbanas: sistema que incorpora Noroeste: 3277-9267 / 3277-0390 / 3411-7836
ações preventivas e corretivas destinadas a impedir a atração, o abrigo, o Norte: 3277-6658
acesso e ou a proliferação de vetores e pragas urbanas que comprome- Oeste: 3277-7056 / 3277-7008
tam a qualidade higiênico-sanitária do alimento. Pampulha: 3277-7970 / 3277-7950
• Desinfecção: É a eliminação ou redução de micro-organismos patogê- Venda Nova: 3277-5512 / 3277-9487
nicos por processos físicos e/ou químicos. Deve ser feita depois que a
superfície e/ou objeto estiver limpa. Promotoria da Infância e da Juventude: 3272-2930
• Equipamento de proteção individual (EPI): todo dispositivo ou produto,
de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de ris- Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC): 156
cos suscetíveis de ameaça à segurança e à saúde no trabalho.
• Fotossensibilização: Propriedade que os corpos têm de sofrer alterações Secretaria Municipal de Educação: 3277-8639 / 3277-8606 / 3277-8593
sob a ação da luz.
• Germicida: produto que destrói micro-organismos, especialmente os pa- Gerência de Autorização de Funcionamento Escolar (GAFESC): 3277-8622
togênicos.
• Higienização: operação que se divide em duas etapas, limpeza e desinfecção. Secretaria Municipal de Saúde: 3277-5246
• Limpeza: operação de remoção de terra, resíduos de alimentos, sujidades
e ou outras substâncias indesejáveis.

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ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES

44 45
ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES

46 47
ANOTAÇÕES

Os seis capítulos desta cartilha, no todo ou em partes, podem ser reproduzidos


para fins educacionais e de pesquisa, desde que sejam dados os devidos créditos
aos autores. Porém, é vedada sua comercialização, nos termos da Lei dos Direitos
Autorais, Lei 9.610/98.

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