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ATEÍSMO

Entrevista realizada para complemento do seminário da disciplina Introdução ao Pensamento Teológico, do


1º semestre da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, feita pela aluna do curso de licenciatura e
bacharelado em História, Gabriela Munin. Os entrevistados para este trabalho foram Pedro Carvalho
(brasileiro, jornalista, 31 anos), Felipe Madureira (brasileiro, editor de vídeo, 34 anos) e Gregory Flores
(americano, designer gráfico, 26 anos).

Gabriela Munin: Quando e como se tornou ateu?

Pedro Carvalho: Não sei especificar o momento exato em que eu me tornei ateu. Nunca fui religioso, mas
fui batizado na igreja católica e meus pais sempre manifestaram algum tipo de crença em Deus, mesmo
que de maneira não tradicional e definindo Deus mais como um "princípio" do que como a figura
personalista e antropomórfica da bíblia.
Mas aos 13 ou 14 anos, acho que em 1992, eu concluí que mesmo as definições "alternativas" de Deus não
me satisfaziam intelectualmente, além de serem desnecessárias para mim em qualquer nível e passei a
me identificar como ateu. Acho que uma grande influência veio do anarquismo clássico que me fascinava
na época e é marcado por posições materialistas e anticlericais.

Felipe Madureira: Acho que aos 23, 24 anos. Desencanei, somente. Eu sempre via o estrago que a religião
fazia na cabeça nas pessoas, principalmente em alguns parentes meus.

Gregory Flores: Meu verdadeiro ateísmo veio no fim da minha adolescência, apesar de não ter existido
algum ponto em minha vida em que eu realmente acreditasse em Deus ou deuses. Eu sou como qualquer
outra pessoa em minhas tentativas de achar um sentido para a vida. É uma longa estrada, que raramente
te dá respostas. Eu cheguei à conclusão de que a religião é a primeira e a mais fácil parada que as pessoas
fazem quando começam a procurar significados. Parece prover respostas em simples parábolas (ou o
equivalente) e o que não consegue responder, sugere o “apenas crendo”. Isso não foi o bastante para mim.
A vida, pelo que eu já tinha visto, era muito mais complexa e aleatória para ser explicada com “apenas
crendo”. Eu não estava cansado de fazer perguntas. Eu estava em cima do muro por algum tempo,
pensando algo como “Se existisse um Deus, nós, humanos, não seríamos capazes de compreendê-lo, de
qualquer maneira”. Eu me pendurei no agnosticismo por pouco mais de meia década, até que decidi parar
de ser passivo e admitir a mim mesmo que não havia nenhum Deus em quem acreditar.

GM: Qual a relação da família/trabalho com a sua corrente filosófica?

PC: Minha família não se importa e em alguns casos tem até simpatia, mesmo que não concordando
comigo totalmente, por se identificarem em algum nível com a crítica a certas visões de Deus ou da
religião e valorizarem o questionamento intelectual. Outros lados mais católicos da minha família ou não
se manifestam ou não sabem que eu sou ateu.

FM: Minha mãe não gosta muito da ideia e eu já tive vários “quebra paus” com ela por causa disso. Por
isso, ela chega a ignorar isso e me diz constantemente que preciso acreditar em Deus, agradecê-lo, etc.
Se eu fico doente, ela diz que é por causa da minha falta de fé (risos). Mas ultimamente ela está mais
desencanada.

GF: Eu acredito que minha filosofia se estende nos aspectos práticos da minha vida, de forma pragmática.
Para mim, o ateísmo é hiper-racional e essa racionalidade é algo que pretendo aplicar em todos os
aspectos da minha vida, inclusive na minha família e trabalho.

GM: Já sofreu algum tipo de preconceito?

PC: Preconceito eu imagino que sim. Muita gente religiosa ainda pensa que ateus são seres amorais,
egoístas e niilistas. Mas discriminação eu nunca sofri, até porque não ando por aí com parafernália ateísta
e não sou um ateu muito militante.

FM: Só quando ando com camisas e patches (retalho de tecido que se fixa a roupa e, geralmente, leva
algum logo ou frase) de ateu. Mas nunca fui discriminado ou insultado por isso. No trabalho, alguns
querem comprar camisetas também, perguntam onde comprei as minhas. Outros falam "Que agressivo!".
Como assim agressivo? Eu estou usando um patch, dizendo que eu sou feliz e isso é agressivo? Exército de
Jesus tudo bem, né?

GF: Que eu saiba, não.

GM: Já frequentou alguma religião? Qual?

PC: Sou oficialmente "católico", mas nunca fui praticante em nenhum nível, fora rezar quando era criança
em momentos de desespero ou muita vontade de algo.

FM: Quando eu tinha uns 23, 24 anos, pensei bastante nessas histórias de Deus, principalmente porque
estava frequentando uns grupos de auto-ajuda por causa de depressão. Mas aí eu caí na real e tudo isso
ficou pra trás, porém quando eu era criança, fui fazer catecismo e logo na primeira reza, achei ridículo e
não fui mais (risos). Mas nunca frequentei nenhuma religião, mesmo quando acreditava, eu tinha o meu
próprio Deus.

GF: Eu fui criado em um lar não-religioso. Minha única exposição a religião está vinculada a minha avó
japonesa e seu budismo. Mas nunca fui praticante de nenhuma religião.

GM: Em sua opinião, só o ateu é verdadeiramente livre?

PC: Não diria isso. Inclusive, eu não sou necessariamente contrário a certas definições de Deus. Tem gente
que diz acreditar em Deus e que o apresenta mais como uma metáfora para certos princípios metafísicos,
morais ou mesmo físicos com os quais eu não tenho muito problema. Vira e mexe eu leio alguma coisa em
que o autor se refere a Deus de uma maneira em que se eu substituísse esse nome por outro, eu estaria de
acordo.
É aquela coisa: se querem chamar de Deus, de abacate, de abacaxi ou do que for, fiquem à vontade. E
como cada um tem sua definição de Deus, fica complicado fazer categorizações tão claras. E eu também
não acho que ateus não possam ter suas próprias armadilhas e prisões mentais de outra natureza.
O que eu posso dizer é que não mentir para si mesmo e não se satisfazer com explicações fáceis e
raciocínio desejoso como ocorre com a religião em geral, é uma condição necessária, mas não suficiente,
para quem quer ter algum tipo de "liberdade" intelectual, se é que isso existe. O que eu não acho é que
essa liberdade de pensamento tenha necessariamente que conduzir ao ateísmo puro e simples. A essência
do ateísmo é a não satisfação com explicações vagabundas e o questionamento. E, portanto, um ateísmo
"fácil" e automático é um certo contrassenso.

FM: Não acho que exista alguém realmente livre. Estamos sempre presos em alguma coisa. Não clamo essa
liberdade dos ateus e nem vejo isso como uma coisa superior.

GF: A liberdade é muito subjetiva para se dizer que um grupo é mais livre do que o outro. Nós todos
estamos à mercê da morte. Mas, na minha mente, a liberdade que vem do ateísmo é que minha vida é
baseada em coisas reais: eu mesmo e minhas decisões, aqueles em volta de mim e das frias,
desconhecidas e reais forças do universos. Não está nas mãos de um Deus imaginário.

GM: Pedro, você diz que acha que os ateus também podem ter suas próprias armadilhas e prisões mentais.
A que tipos de prisões mentais os ateus estão suscetíveis?

PC: Algumas das prisões mentais podem ser coisas ideológicas e culturais que a gente tem como verdades,
como fatos objetivos, mas que na realidade não são. Esses vícios e "prisões mentais" não precisam ser
baseados num ser sobrenatural, a gente tem muitos preconceitos e mistificações e Deus é uma delas, mas
não é nem de longe é a única.
GM: Você divulga o ateísmo? Como?

PC: Ativamente não, mas me expresso sobre isso e explico minhas razões.

FM: Eu não gosto muito de pregar para as pessoas sobre meu ateísmo. Se alguém pergunta minha opinião,
eu dou. Divulgo apenas usando camiseta, bottons (espécie de broche), patches, essas coisas.

GF: Se alguém me pergunta, eu adoro discutir minha filosofia, isso ajuda a reforçar minhas visões. Caso
contrário, eu guardo para mim.

GM: Em sua opinião, as religiões são uma necessidade histórica ou um peso no desenvolvimento humano?
Você acredita que um dos motivos da lentidão intelectual do mundo é devido a fé?

PC: Em determinado momento da história, a religião de fato precisou surgir e teve um papel importante,
como uma ritualização do pensamento mitológico que funcionava na altura e um tipo de ferramenta para
dar coesão social e identidade aos grupos que iam ficando mais complexos. Não digo que isso seja bom ou
ruim, mas é compreensível. O que aconteceu depois do iluminismo, no entanto, é que a religião começou
a se sentir ameaçada por outras narrativas que foram aparecendo e começou a se meter em assuntos que
antes disso não tinham muita relevância. Foi quando se popularizaram as interpretações literais da bíblia
e coisas do tipo. De outro lado, o poder político das igrejas também se tornou um problema quando
apareceram outras forças. E hoje em dia, eu diria que, nesse sentido, a religião é uma força conservadora
residual que não consegue se compatibilizar com a vida atual e compensa isso criando espécies de refúgios
para quem quer ou precisa de sentido num mundo que dificilmente faz sentido e que cada vez mais isola
as pessoas.
Acho que Marx expressou isso bem quando disse que "A religião é o suspiro da criatura aflita, o estado de
ânimo de um mundo sem coração, porque é o espírito da situação sem espírito". Ou seja, a fé, neste
sentido, de fato é um entrave para o desenvolvimento intelectual, mas ela tem espaço justamente porque
vivemos num mundo que, em grande parte, não faz sentido e que tira das pessoas qualquer tipo de
controle ou entendimento das próprias vidas e do seu papel no todo. Posso imaginar que em um mundo
diferente em que as pessoas não precisassem da fé no transcendente, haveria menos "lentidão
intelectual", sim. Diria também que a barreira entre o que chamam de espiritualidade, a intelectualidade
"profana" e a vida cotidiana não existiria mais.

FM: Antigamente, as religiões ajudaram muito as pessoas a tentarem entender as forças da natureza e isso
era uma relativa fonte de conforto, mas depois, isso virou puro e simples instrumento de controle. Apesar
de esse controle até ajudar às vezes. Por exemplo, o costume de cortar o prepúcio dos judeus ajudou
muita gente a não ter infecções no pênis (já que não lavavam mesmo), o de não comer carne de porco dos
muçulmanos impediu muita gente de comer carne mal cozida e contrair outras doenças. Mas atualmente,
não precisamos mais disso. Eu não diria que atrasa a intelectualidade do mundo, mas sim suas aplicações
práticas, como pesquisas com células-tronco, a legalização do aborto... Existem diversos impedimentos
controlados por religiosos infiltrados no estado, pior ainda são estados teocratas.

GF: Resumindo, acredito que seja uma necessidade para uns e um peso para outros. Como a vida e a
morte e as outras coisas ruins que acontecem.
Eu acredito que tenha um efeito no progresso mental. Existe uma rica história de repressões e guerras
vinculadas à religião.

GM: A morte é algo inevitável. Os cristãos se conformam com isso através da crença na vida eterna. Como
você encara a morte?

PC: Como uma grande desconhecida. Ateísmo para mim também é a coragem de dizer "eu não sei" e de se
jogar de peito aberto diante do intangível. Não tenho medo da morte nem fetiche por ela como as
religiões costumam ter.

FM: Acho que ninguém quer morrer, né? É triste, mas se rolar, paciência. Só quero fazer o melhor para
mim e para as pessoas de quem eu gosto enquanto estou vivo.
Nós, humanos, nos achamos muito importantes, mas não somos. Na escala de tempo e tamanho do
universo, não somos nada.
GF: Eu digo da morte a mesma coisa que digo do pré-natal: Eu não consigo me lembrar e eu não vou me
lembrar. Com a morte, as luzes se apagam e, ali, para você, tudo se acaba. Você sabe como era antes de
você nascer?
Mas é impressionante o fato de que você pode deixar um legado. Nós sabemos detalhes pessoais de faraós
egípcios que governaram 4 mil anos atrás. É normal querer fazer algo da sua vida, de forma que, quando
você partir, alguém vai lembrar que você existiu. Eu tenho apenas uma chance para fazer isso e isso pode
acabar no segundo em que eu terminar essa frase. Posso também fazer isso a maior parte do meu tempo.
E quando acabar, eu não vou me lembrar de nada. Esperançosamente alguém, vivo, lembrará.

GM: Há uma diferença entre ser contra as religiões e não acreditar na existência de Deus?

PC: Com certeza. Existe gente profundamente anti-religiosa, no sentido de serem contra ritos,
denominações e estruturas políticas em torno da fé que no entanto acreditam profundamente numa força
sobrenatural por trás do universo. Da mesma maneira, existem ateus que veem uma força positiva e
civilizatória nas religiões. E existem até religiões fundamentalmente ateístas, ou pelo menos não-teístas,
como alguns tipos de budismo. Então, sim, são coisas diferentes.

FM: Para mim, sim. Muita gente simplesmente não acredita, mas não critica a religião em si. Eu critico as
coisas erradas, como evangélicos que fazem lavagem cerebral nas pessoas, mas se a igreja fosse apenas
um lugar onde a pessoa fosse encontrar conforto, um ombro amigo, pessoas que se solidarizem com ela,
não seria ruim, não.

GF: Eu imagino que existam muitas pessoas que acreditam em Deus, mas que se opõem às organizações
religiosas.

GM: Como você encara o fato de alguns cientistas serem deístas e utilizarem da transcendência para a
explicação da criação do universo?

PC: Não vejo muito problema nessa tradição de deísmo que se difere do teísmo judaico-cristão por
acreditar em algum tipo de criação divina primordial, mas acha que a partir daí o universo segue suas
próprias regras sem que o criador mexa os pauzinhos. Grandes pensadores liberais como David Hume,
Thomas Jefferson, Rosseau e outros seguiam mais ou menos essa linha, que de certa maneira abriu as
portas para o ateísmo moderno. Acho isso razoável para um cientista, mesmo hoje em dia.
O que eu acho problemático são cientistas que trabalham no sentido de confirmar uma doutrina religiosa,
como biólogos criacionistas sustentados por igrejas e coisas do gênero. Mas ninguém respeitável leva isso a
sério mesmo.

FM: Nenhuma explicação sobrenatural me convence. Acho o cúmulo professores que querem ensinar
criacionismo nas escolas. Eu li uma entrevista com uma geóloga que afirmava piamente que a Terra só tem
cinco mil anos. Se o cara quer acreditar nisso, por mim OK, mas não venha me empurrar suas crenças.

GF: Eu não tenho muita opinião sobre isso. Parece-me hipócrita se chamar de cientista, mas acreditar no
criacionismo, mas eu não conheço nenhum cientista teísta, então eu não sei adivinhar quais são suas
crenças.

GM: Já influenciou alguém? Acredita que pode mudar as crenças de uma pessoa?

PC: Já influenciei gente próxima de mim, sim. Muitas vezes as pessoas acreditam em certas coisas
simplesmente por tradição e porque nunca precisaram ou quiseram pensar muito sobre o assunto. A
maioria das pessoas não aprende desde cedo a questionar tudo e ter curiosidade sobre o funcionamento
das coisas. Então questões óbvias para alguns, de repente, não são assim tão evidentes para outras
pessoas. E, nesse sentido, a convivência com um ateu às vezes muda a maneira de pensar das pessoas.

FM: Acho que influenciei minha mulher nesse sentido. Ela era meio reticente quando me conheceu e hoje
mudou de ideia. Todo sistema de crenças é tão volúvel quanto nós, humanos.

GF: É indiscutivelmente ao critério do sujeito decidir em que acredita. Mas eu fui influenciado pelos
trabalhos de Albert Camus. Foi, no entanto, mais um reforço de minhas ideias do que uma mudança de
crença.

GM: O tom de alguns ateus pode ser muito agressivo, em algumas situações. Há o risco de o ateísmo se
tornar tão dogmático quanto a religião?

PC: Certamente. Como eu disse acima, eu não acredito num ateísmo fácil e que se acha capaz de
responder tudo. O ateísmo funciona pela negativa e serve para nos proteger de explicações sem sentido e
de verdades pré-fabricadas. Um ateísmo que se proponha a funcionar pela positiva e que diz justamente
que "sabe" certas coisas e que te obrigue a assinar embaixo de certos princípios inquestionáveis acaba
virando uma bobagem. Também acho que, acima de tudo, é importante entender a lógica do pensamento
religioso, não só no nível mais rasteiro, mas também nos níveis mais sutis e inteligentes da coisa. É muito
fácil destruir uma teologia evangélica de quinta, literalista e ultra dogmática que se mete em ciência. Mas
isso está longe de ser a única forma de pensamento religioso ou teísta e acho que isso é uma questão que
muitos ateus evitam um pouco.

FM: Sim. Qualquer crença pode se tornar uma obsessão, seja ela crença no real ou no irreal. Só não
suporto gente chata, seja ateu, crente, vegetariano, etc. Eu tenho minhas (des)crenças, mas quero que as
pessoas tenham as sua próprias. Se elas forem parecidas com as minhas, melhor, vou ter mais assunto.

GF: Absolutamente. Eu tive que superar isso, antes de me chamar de ateu. Eu afirmo conhecer minha
verdade, tanto quanto um cristão. Mas eu confio no meu processo de pensamento e eu não cheguei a essa
conclusão sem pensar muito sobre isso, então eu sei que devo me levantar pelo que acredito ser a verdade
para mim.

GM: Como você analisa a situação do ateísmo no Brasil?

PC: Acho que nos últimos cinco anos o ateísmo tem ficado mais visível e aceito. O Brasil tem um certo
problema com coisas consideradas "radicais" de maneira geral, então muitas vezes as pessoas têm mais
problema com a ideia de que um ateu está tomando uma postura definida e rígida do que com o fato de
ele ir contra alguma coisa específica. Se dizer agnóstico não tem tanto problema, porque, de alguma
maneira, você é visto como alguém que está em cima do muro, mas se dizer ateu aqui ainda é algo visto
como uma agressão. De qualquer maneira, essa nova onda de ateísmo vinda dos EUA e da Inglaterra tem
se refletido aqui, da mesma maneira que as reações aos devaneios criacionistas e obscurantistas das
aladas políticas das igrejas têm gerado reações contrárias. Eu apostaria que nesta próxima década o
ateísmo vai crescer em popularidade como uma opção aceita e respeitável no Brasil.

FM: Brasil é complicado, principalmente pelos evangélicos infiltrados na política, o que tira toda a ideia
de um estado laico, como consta na constituição. Mas, pelo menos, a situação aqui não é tão ruim quanto
nos EUA. Deveria existir alguma resposta em oposição a esses caras, apesar disso ser muito difícil pois o
apoio popular também não seria muito grande.

GM: Como você analisa a situação do ateísmo nos EUA?

GF: Eu acho que os EUA poderiam usar uma forte comunidade de ateus para ajudar na luta contra a
legislação puritana. Infelizmente, muita da nossa lei é escrita sob uma visão totalmente cristã.