Você está na página 1de 27

FACULDADE ANCHIETA – TECNOLOGIA EM PROCESSOS GERENCIAIS

DANIELA ACETO BRAZILE – RGM 911649


EMÍLIO CARPANEZ FILHO – RGM 910203
FERNANDO SANTOS ROMAN – RGM 911661
GILDINETE EUFRASINA DA SILVA – RGM 910227
MAYARA DE CONTI LOURENÇO – RGM 911563
ROSIVÂNIA FIGUEIRÊDO ALVES – RGM 910191

MÃO-DE-OBRA FEMININA: SUCESSO EM TODOS OS NEGÓCIOS

SÃO BERNARDO DO CAMPO

2009

FACULDADE ANCHIETA
DANIELA ACETO BRAZILE – RGM 911649
EMÍLIO CARPANEZ FILHO – RGM 910203
FERNANDO SANTOS ROMAN – RGM 911661
GILDINETE EUFRASINA DA SILVA – RGM 910227
MAYARA DE CONTI LOURENÇO – RGM 911563
ROSIVÂNIA FIGUEIRÊDO ALVES – RGM 910191

MÃO-DE-OBRA FEMININA: SUCESSO EM TODOS OS NEGÓCIOS

Trabalho acadêmico apresentado à


Faculdade Anchieta, como exigência
parcial para avaliação do módulo RH
e Vendas
do curso de Processo Gerenciais.
Professor Marcos Morais

São Bernardo do Campo

2009

RESUMO

Com este trabalho vamos analisar a participação da mulher na força de trabalho;


fator que tem crescido em todo o mundo e tem grande presença em diversos
setores, onde chega muitas vezes, a disputar com o universo masculino.
As mulheres ganharam espaço no mercado de trabalho e se tornaram um público
importante para negócios.
Hoje muitas empresas tem optado por proporcionar esse crescimento do gênero
feminino, instituições oferecem cursos profissionalizantes em áreas mais
comumente ocupadas por homens, como a mecânica de automóveis; tema central
do trabalho.
Forte característica das mulheres é a atenção aos detalhes e consequentemente
maior percepção emocional e melhor entendimento da real necessidade do dos
clientes.
Abordaremos desde questões legislativas até o resultado final da criação e
funcionamento de uma oficina mecânica dirigida por mulheres e com a principal
mão-de-obra sendo feminina.

Palavras-chave: oficina mecânica, mão-de-obra feminina, destaque no


mercado, atendimento feminino.
Sumário

INTRODUÇÃO........................................................................................................................4
1.1 Contexto histórico..........................................................................................................6
1.2 Inclusão da mulher no mercado de trabalho................................................................7
1.3Legislação Trabalhista....................................................................................................8
1.4 Cultura Organizacional.................................................................................................10
2.1 Crescimento da mulher no mercado de trabalho.......................................................12
3.1 Oficina Mecânica...........................................................................................................14
4.1 Identificando a necessidade do cliente.......................................................................20
4.2 Serviços oferecidos e diferenciados...........................................................................21
5.Considerações Finais......................................................................................................23
6.Referências.......................................................................................................................24
8. Anexos.............................................................................................................................26

INTRODUÇÃO

O objetivo do projeto é afirmar que, de forma simples, que é possível criar uma
empresa que atenda diversos públicos. A idéia central é mostrar que o mercado
feminino, e sua atuação no mesmo, tem sido tema de muitas pesquisas, estudos e
até mesmo foco para criação e desenvolvimento de empresas. Queremos explorar
os dois universos, criar um serviço diferenciado e ampliar a área de atuação das
mulheres. Acreditamos que com essa ênfase, pode-se diminuir o preconceito que
ainda existe em algumas empresas e até mesmo diariamente na vida da mulher.
Sendo que nosso principal objetivo é expandir o canal de vendas de uma Oficina
Mecânica, aumentando o número de serviços para o público masculino e feminino,
trabalhando com diferenciais, e alta qualidade em todos os processos. Ao longo
deste estudo, que abordará aspectos atuais do mercado da mulher, mostraremos
com que neste mercado de acirrada modernidade é inevitável que haja
diferenciação, seja nos produtos, ou nos serviços. Dessa forma queremos explorar o
mercado dominado atualmente pelos homens. Para isso vamos fazer alguns
trabalhos de formas experimentais, como pesquisas. Teremos como base
instituições que apóiam a causa de incluir a mulher no mercado masculino, que
oferecem cursos especializados. Ao longo do trabalho o leitor poderá conhecer e
analisar nosso ponto de vista.

1. ANÁLISE EXPLICATIVA E CONTEXTO


Neste capítulo procuramos fazer uma análise explicativa da situação da mulher no
meio trabalhista, buscando os fatores históricos, que são dados importantes para
salientar a evolução do seu papel no mundo moderno. Também mostraremos a
parte legislativa, quesito primordial para afirmar conceitos.

1.1 Contexto histórico

Ao fazer algumas pesquisas para montar o trabalho sobre a mulher, a partir da


década de 40, vamos analisar seu contexto desde as civilizações antigas, a fim de
obter um maior redirecionamento para desenvolver nossa idéia de canal de vendas.

A reprodução da espécie humana só pode acontecer com a participação desses dois


seres: o ser masculino e o ser feminino. Para perpetuar a espécie, os homens e as
mulheres foram criando uma relação de convivência permanente e constante.
Surgindo assim a sociedade, o conjunto de pessoas com necessidades e desejos.

Sabe-se que o ser humano se adapta conforme o padrão de desenvolvimento da


produção, dos valores e normas sociais. Assim, desde que o homem começou a
produzir seus alimentos, nas sociedades agrícolas do período neolítico (entre 8.000
a 4.000 anos atrás), começaram a definir papéis para os homens e para as
mulheres. Nas sociedades agrícolas já havia a divisão sexual do trabalho, marcada
desde sempre pela figura materna. A atividade de cuidar do lar e da família foi sendo
desenvolvida como uma tarefa da mulher, embora ela também participasse do
cultivo, plantações e da criação e alimentação dos animais.

Desse modo, surgem as sociedades, divididas em clãs, em tribos e aldeias. Assim, a


sexualidade da mulher foi sendo cada vez mais submetida aos interesses do
homem, tanto no repasse dos bens materiais, através da herança, como na
continuidade da família.

Ao ser incorporada ao mundo do trabalho fabril, a mulher passou a ter uma dupla
jornada de trabalho. A ela cabia cuidar da família, da casa e também do trabalho
remunerado, porém a dificuldade de manter um equilíbrio entre lar e trabalho, levou
as mulheres a reivindicarem por escolas, creches e pelo direito da maternidade.
Na sociedade capitalista persistiu o argumento da diferença biológica como base
para a desigualdade entre homens e mulheres.

Araújo mostra como esse processo de conquistas começou bem antes do que
costumamos pensar.

A conquista da mulher por um espaço no mercado de trabalho


começou de fato com a I e II Guerras Mundiais (1914-1918 e 1939-
1945), quando os homens foram para as frentes de batalha e as
mulheres passaram a assumir os negócios da família e a posição dos
homens no mercado de trabalho. Alguns dos que sobreviveram ao
conflito foram mutilados e impossibilitados de voltar ao trabalho. Foi
nesse momento que as mulheres sentiram-se na obrigação de deixar
a casa e os filhos para levar adiante os projetos e o trabalho que
eram realizados pelos seus maridos (ARAÚJO, 2004).

No século XX as mulheres começaram uma luta organizada em defesa de seus


direitos. No final dos anos 1970 surgem movimentos sindicais e movimentos
feministas no Brasil. A desigualdade de classe juntou os dois sexos na luta por
melhores condições de vida. O movimento sindical começou a assumir a luta pelos
direitos da mulher. Na década de 1980, quando nasceu a CUT, ( Central Única dos
Trabalhadores) a bandeira das mulheres ganhou mais visibilidade dentro do
movimento sindical. Surgiu na década de 1980 a Comissão Nacional da Mulher
Trabalhadora, na CUT.

1.2 Inclusão da mulher no mercado de trabalho

Com a Revolução Industrial a mulher começou a participar mais do mercado de


trabalho. Seu trabalho no mundo da fábrica separou sua participação no lar do
trabalho remunerado.
A produção incorporava a mão-de-obra feminina junto à masculina, em tempos de
crise substituía-se o trabalho feito por homens pelo trabalho realizado por mulheres,
pois o valor pago pelo serviço da mulher era mais barato.

Mesmo com grandes dificuldades muitas mulheres conseguiram transpor as


barreiras de serem apenas mãe e donas do lar.

A mulher, de acordo com Shinyaschiki (2006), está cada vez mais assumindo cargos
estratégicos nas organizações, além de atuar como administradora do lar e
educadora dos seus filhos.

A partir da década de 70 as mulheres conseguiram conquistar um espaço maior no


mercado de trabalho. Teixeira (2005) mostra como as relações se formaram.

As desigualdades vividas no cotidiano da sociedade, no que se


refere às relações de gênero, não se definiram a partir do econômico,
mas, especialmente a partir do cultural e do social, formando daí as
"representações sociais" sobre as funções da mulher e do homem
dentro dos variados espaços de convivência, ou seja: na família, na
escola, na igreja, na prática desportiva, nos movimentos sociais,
enfim, na vida em sociedade. (TEIXEIRA, 2005).

Pode-se perceber que a força de trabalho feminina tem aumentado


progressivamente. O diretor geral do SENAI, (Serviço Nacional de Aprendizagem
Industrial) José Martins, ressalta valores significativos: “Em 1976, 28 em cada 100
mulheres trabalhavam. Entramos o novo milênio com a metade delas empregadas
ou procurando um trabalho” (MARTINS, 2005).

1.3 Legislação Trabalhista

Embora a Constituição Federal relate sobre a “... proibição de diferenças de salários,


de exercício de funções e critérios de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou
estado civil" (Constituição Federal, artigo 7–xxx), na prática existem alguns
questionamentos em relação ao cumprimento da lei. Desde o século XVII, quando o
movimento feminista começou a adquirir características de ação política, as
mulheres vêm tentando colocar em prática essa lei.

Recebe o nome de relação trabalhista o relacionamento entre organização,


funcionários e os sindicatos. Em outras palavras, esse relacionamento baseia-se em
representações dos anseios, aspirações e necessidades dos funcionários juntos as
organizações.

Antigamente a mediação dos conflitos entre organização e funcionários era definida


como relação entre capital e trabalho, hoje esse relacionamento pode até dar-se
livremente, porém ambos os lados tem que criar condições de entendimento
recíproco e favorável, permitindo o alinhamento dos objetivos e interesses das
partes envolvidas.

Chiavenato (2009) separa alguns tópicos de suma importância:

1º Política de Relações Trabalhistas é ou pode ser definida pelo relacionamento


com os sindicatos, espelhando diretamente na cultura na ideologia e nos valores
assumidos pela organização, pode-se definir quatro tipos de políticas de relação:

a) Política paternalista – Aceitação rápida e fácil das reivindicações.


b) Política autocrática – postura rígida e impositiva.
c) Política da reciprocidade – baseia-se na reciprocidade entre organização e
sindicato
d) Política participativa – considera o envolvimento da organização, sindicato e
funcionários, propiciando uma visão ampla e objetiva de casa situação.
2º Legislação Trabalhista, o principal objetivo da legislação trabalhista e de
limitar a autonomia contratual, mediante a normas e condições estipuladas em
negociações coletivas.

Até o início do século passado nosso país era subdesenvolvido, o ingresso da


industrialização obrigou o país a legislar direitos trabalhistas, em 1943 foi criada a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A criação das leis trabalhistas originou os
sindicatos, fatos contrário aos exemplos de outros países, onde a evolução material
criava o sindicato, essa inversão trouxe uma série de efeitos negativos.
Segundo Chiavenato (2009, p.187) a heterogeneidade, a complexidade, aliado ao
sindicato e aos interesses dos funcionários mostram claramente as limitações da
CLT, nos seguintes aspectos; Organização Sindical, poder de intervenção do Estado
nas entidades Sindicais, legislação ampla e detalhada e conflitos coletivos.

Com a Constituição de 1988, desaparece o poder de intervenção do Estado nas


entidades sindicais, e os conflitos trabalhistas passam a ser um problema interno e
particular de cada empresa.

1.4 Cultura Organizacional

Cultura Organizacional, por definição, é o conjunto de crenças, valores e hábitos que


determinam a personalidade da organização, podendo ser determinada
normalmente pelo fundador.

Segundo Chiavenato (2005, p. 122) cada sociedade possui uma cultura própria que
influencia no comportamento das pessoas e das organizações, ele afirma que a
cultura organizacional é o conjunto de valores de conduta, hábitos, usos e costumes,
tradições e objetivos, que são passados de geração a gerações, bem como cada
individuo desde seu nascimento vai gradativamente acumulando efeito de cultura.
Esses efeitos podem ocorrer por meio de socialização ou processo.

A cultura organizacional é como um espelho que reflete exatamente como a


empresa é; como realiza suas tarefas, como administra seu produto e como se
mantém no mercado. Outra forma de identificar a cultura de uma organização é por
meio dos hábitos dos funcionários.

As desigualdades vividas no cotidiano da sociedade, no que se refere às relações de


gênero, não se definiram a partir do ambiente econômico, mas, especialmente a
partir do cultural e do social, formando as representações sociais. Tendo diferenças
entre homem e mulher dentro dos variados espaços de convivência, ou seja: na
família, na escola, na igreja, na prática desportiva, nos movimentos sociais, enfim,
na vida em sociedade.
A imagem que as pessoas normalmente tem de uma oficina mecânica é um
ambiente sujo, com pôsteres de mulheres nas paredes, som alto, homens
conversando sobre futebol, etc.

Nossa intenção com esse projeto é quebrar esse paradigma já conhecido por todos.
Percebemos que as mulheres estão lutando para conquistar cada vez mais espaço
na sociedade e agora estão se aperfeiçoando para ingressar no ramo da mecânica,
mesmo que essa profissão ainda não seja muito comum, devido a muitos
preconceitos, a presença feminina em uma oficina já é um fator de confiança.

As mulheres são mais pacientes, flexíveis, se preocupam com os detalhes do


automóvel, que muitas vezes passam despercebidos pelos homens.
2. A MULHER E O MERCADO DE TRABALHO

Este capítulo aborda o desenvolvimento da mulher no contexto social, focando em


suas habilidades no mercado de trabalho atual. Exporemos como o trabalho
feminino é notável e muito conveniente.

2.1 Crescimento da mulher no mercado de trabalho

Com Base em pesquisas realizadas pelo Sistema Estadual de Análise de Dados


(Seade), é possível constatar que cresce demasiadamente o número de mulheres
em diversos postos nas empresas, a mão-de-obra feminina está em todas as partes,
as mulheres ocupam postos nos tribunais superiores, nos ministérios, na direção de
grandes empresas, em organizações de pesquisa de tecnologia de ponta, pilotam
jatos, comandam tropas, perfuram poços de petróleo, entre outras.

Estatísticas mostram que nos últimos anos a mulher está cada vez mais presente no
mercado de trabalho tanto em países desenvolvidos quanto em países emergentes.
No Brasil, as mulheres representam 41% da força de trabalho, mas ocupam apenas
24% dos cargos de gerência. A parcela de mulheres em cargos executivos das 300
maiores empresas brasileiras subiu de 8%, em 1990, para 13%, em 2000, de acordo
com o balanço anual da Gazeta Mercantil.

Segundo pesquisa feita recentemente pelo Grupo Catho, empresa de recrutamento


e seleção, as mulheres conquistam cargos de direção mais cedo, conseguem
ocupar cargos mais altos da empresa, em média, aos 36 anos de idade, sendo que
os homens chegam lá após os 40 anos. Por outro lado, essas executivas ganham,
em média, 22,8% menos que seus competidores de colarinho e gravata.

As mulheres vêm se destacando em novas funções e ampliando seus espaços,


como por exemplo, mulheres frentistas de postos de gasolina e taxistas, a política é
outra área onde as mulheres atuam hoje em número crescente, apesar de em outros
países suas atividades já estarem presentes há bastante tempo, no Brasil isso está
acontecendo em ritmo acelerado, além de termos tido recentemente ministras de
estado e senadoras, tivemos duas mulheres na prefeitura da maior cidade do país,
São Paulo.

Com base nos últimos anos, podemos citar ótimos exemplos da competência
feminina em postos de direção nas grandes empresas como, Marluce Dias, que foi
superintendente executiva da Rede Globo, (LEITE, 1997) e Maria Sílvia Bastos
Marques, diretora da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).

É notável que a mulher tenha se desenvolvido de forma honrosa e ao mesmo tempo


um pouco dolorida, como descore Teixeira.

A população brasileira, segundo dados do IBGE/CENSO 2000, é de


169.799.170 milhões de habitantes, com participação de 51,31% de
mulheres. Não há dúvida de que há uma estreita relação entre o
trabalho e a educação no processo de desenvolvimento dos grupos e
da sociedade como um todo. Segundo dados do IBGE/2000, a PEA
brasileira, em 2001, tinha uma média de escolaridade de 6,1 anos,
sendo que a escolaridade média das mulheres ocupadas era de 7,3
anos e a dos homens de 6,3 anos. (TEIXEIRA, 2005).

No Brasil, no final da década de 80 foi verificada uma alavancada presença de


mulheres em ocupações de nível superior como odontologia, arquitetura, medicina,
veterinária e engenharia, que por longo período foram consideradas como
ocupações exclusivamente masculinas. Esse crescimento ocorreu devido à elevação
do padrão da escolaridade feminina, sendo assim superior ao dos homens, fato
observado também em diversos países.

As mulheres são a maioria dos alunos matriculados da 8a série do ensino


fundamental em diante. Elas também são maioria em cursos superiores, são 54%
dos estudantes (MEC/INEP, 1988). Os reflexos de todo processo se manifestam por
meio da População Economicamente Ativa (PEA) no país: 23,2% das mulheres têm
11 anos ou mais de escolaridade, enquanto entre os homens essa proporção é de
apenas 16,3% (IBGE/PNAD, 1999).
A mulher dos dias atuais deixou de ser apenas uma parte da família para se tornar o
comandante em algumas situações. Por isso, seu ingresso e crescimento no
mercado de trabalho não é apenas questão de sorte ou evolução do mundo é uma
história de esforço, lutas, conquistas e vitórias.

3. DESENVOLVIMENTO DO NOVO CANAL DE VENDAS

Nesta parte explicamos a escolha do canal de vendas, Oficina Mecânica com


mulheres, considerando um mercado promissor e inovador. Mostraremos o processo
de planejamento para criação e abordagem de missão, valores e objetivos de uma
organização. Igualmente, esclareceremos alguns passos para captação de
profissionais.

3.1 Oficina Mecânica

Segundo dicionário Caldas Aulete podemos definir oficina como “lugar próprio para o
fabrico e/ou conserto de automóveis, máquinas, etc” (CALDAS, 2007, p.717).
Também se define mecânica como “atividade relativa a máquinas e motores e a seu
conserto” (CALDAS, 2007, p.661).

Podemos concluir então, que oficina mecânica é o local onde se estuda a correção
de possíveis falhas na produção ou transmissão de energia para movimentos de
veículos.

O mercado consumidor de serviços de oficina mecânica passa por um processo de


seleção, a concorrência acirrada esta levando as organizações, antes praticamente
sem estrutura, a montar verdadeiras máquinas de atendimento ao público, vários
fatores contribuíram para esse processo; vinda de novas franquias, novo
comportamento de consumidores, carros importados, novas tecnologias, etc.

Conhecer e entender nossos clientes e antever suas necessidades, não é mais um


diferencial, são princípios básicos de atendimento, o cliente consumidor está atento
a tudo e a todos, portanto ele espera um pacote completo, o empresário de hoje
precisa estar atento.
Verificamos que existem muitas empresas que encontram adversidades no seu
caminho, é nesse momento que surgem também novas idéias e oportunidades,
basta que não tenhamos resistências e nos preparemos para as mudanças. Uma
boa dica para alcançar os objetivos é ter um olhar crítico sobre o futuro de sua
organização, analisá-lo, e definir o objetivo a ser atingido.

Ao analisar os componentes estruturais de uma oficina mecânica, podemos


perceber que os itens abaixo são de extrema importância para a harmonia do
funcionamento de nossos serviços.

a) Investimento inicial: levando em consideração os maquinários, as


ferramentas, serviços e equipamentos necessários para a estrutura da oficina
o valor estimado é de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).

b) Pessoal: selecionar bons profissionais para todos os processos que envolvem


o funcionamento da oficina é fundamental, conforme detalharemos no
capítulo IV.

c) Fornecedores: contar com bons parceiros, de preferência com qualificação de


ISO, é de vital importância para as garantias oferecidas.

d) Localização: um local de bastante movimento é determinante para o


desenvolvimento da oficina, facilidade de acesso e regresso é importante
para quem deixa seu veículo, lembrando que atividades econômicas na
maioria das cidades são regulamentadas com um Plano Diretor Urbano
(PDU).

e) Diversificação: a concorrência no setor exige do empreendedor algo a mais,


criatividade e empreendedorismo são fundamentais para satisfazer os
clientes, portanto ter serviços diferenciados transforma a oficina em ponto de
referência.

Basicamente, quando temos um problema mecânico buscamos o melhor para nossa


satisfação, locais adequados, bons equipamentos para atender nossas expectativas
nos trazem tranqüilidade, afinal estamos falando de bem adquirido, independente do
valor investido.
Atualmente um grande problema das oficinas vem sendo corrigido, antigamente era
comum levarmos o automóvel a oficina e sermos mal atendidos ou com várias
dúvidas, por não termos a orientação necessária. Entendimento e boa comunicação
passam a ser rotineiras nesse tipo de serviço, havendo maior necessidade de
mecânicos qualificados e articulados. Devido essa necessidade algumas
organizações passaram a apostar no perfil feminino de atender, devido a sua
sutileza, ficou mais fácil o diálogo entre cliente e prestador de serviço.

Essa necessidade das empresas levou as mulheres a aperfeiçoarem seus


conhecimentos em mecânica. Atualmente é comum ver mulheres disputando espaço
numa sala de aula no curso de mecânica, quebrando preconceitos e paradigmas,
contribuindo ainda mais com as estatísticas de aumentos de mulheres disputando
posições que anteriormente eram só de homens.

Numa oficina mecânica, 80% dos clientes são mulheres. Um grande exemplo de
crescimento é a presença feminina no escritório da oficina, que contribui para que as
clientes, mulheres, tenham mais confiança em deixar o carro no local.
É preciso entender que para se iniciar um negócio próprio, temos que ter em mente
as dificuldades iniciais, os trâmites legais, bem como as arquiteturas de mercado,
pois de uma forma planejada e controlada, o empreendedor pode começar a trilhar
seu caminho, desde que sabido os meios e devidamente conscientizado das
obrigações pertinentes.

3.1.1 Inovação do conceito

Como dito anteriormente, oficina mecânica não era um ambiente para a mulher, com
a inclusão da mulher no mercado, esse mito vem sendo derrubado.

Com o crescimento da participação da mulher no mercado de trabalho, e a disputa


pela igualdade em seu sentido mais amplo, a mulher hoje é vista como cliente
altamente consumidor, sua participação em todos os mercados levou a novas
análises de conceitos.
A mulher hoje domina várias profissões, e com a mecânica não é diferente,
atualmente algumas oficinas se preparam para atender a mulher, outras vão mais
longe, estão admitindo ou sendo administradas por mulheres, esse processo está
levando a uma verdadeira revolução.

A partir das décadas de 60 e 70, ela deixou de ser somente a rainha do lar. Aos
poucos, conquistou educação, maior participação no mercado de trabalho e poder
econômico. Um quarto dos lares brasileiros tem chefia feminina. Elas decidem desde
a compra de um carro, de eletrodomésticos até a reforma da casa e as preferências
e atitudes das mulheres são diferentes das dos homens. Por isso, as empresas se
esforçam para oferecer produtos e serviços que atendam estas decididas
consumidoras.

Um dos indícios desse crescimento no assunto em questão é a criação cursos de


noções básicas de mecânica, e o ingresso de mulheres em conceituados cursos
técnicos em mecânica geral, suspensão, freios, embreagem e funilaria. O Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) percebendo o grande movimento
resolveu investir, apostando no público feminino. Outro indício é o número de
mulheres com certificado da Automotive Service Excelence (ASE), companhia
internacionalmente conhecida pela qualidade de seus diplomados na setor
automotivo.

A frase abaixo demonstra como a inovação é importante para o crescimento e


desenvolvimento do ser humano.

“A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.”

Albert Einstein

3.2 Processo de planejamento

Philip KOTLER (1975), um dos defensores utilização do Planejamento estratégico,


afirma que: “O Planejamento Estratégico é uma metodologia gerencial que permite
estabelecer a direção a ser seguida pela Organização, visando maior grau de
interação com o ambiente”.
Neste contexto podemos salientar que é importante para vendas, pois é o processo
administrativo que proporciona a melhor direção a ser seguida pela empresa, ajuda
a atuar de forma inovadora e diferenciada e como é um processo gerencial contínuo,
que diz respeito à formulação de objetivos para a seleção de planos de ação, facilita
o canal de vendas e seu resultado promissor. E como é elaborado normalmente
pelos níveis mais altos da empresa, promove um controle das ações estabelecidas,
conseguindo lidar com as ações esperadas ou não esperadas; sabendo diagnosticá-
las e como tratar.

3.1.2 Definição de valores, missão e objetivo da organização

A visão consiste em definir o objetivo que a empresa deseja obter no futuro,


representa como a organização quer ser.
A missão da empresa, que são os propósitos de existência da empresa que
corresponde aos setores que a empresa irá atuar, aos cenários que serão
encontrados, uma visão futura de mercado. São as orientações que o administrador
terá durante o processo de planejamento também são definidas nesta etapa. Já os
valores, é o conjunto de crenças e princípios que orientam as atividades da
empresa, são os padrões de conduta.

Visão: ser ícone no segmento de Oficina Mecânica, utilizando mão-de-obra feminina


e estimular uma grande fatia do mercado a buscar nossos serviços.

Missão: garantir uma alta qualidade dos serviços, responsabilidade, credibilidade


aos nossos colaboradores, sempre suprindo as reais necessidades dos clientes,
cumprindo com nossos prazos pré-estabelecidos referentes aos serviços prestados.

Valores

a. Integridade: atuar com ética, respeito e transparência.

b. Pessoas: respeitar e valorizar todos que participam sejam direta ou


indiretamente de nossos serviços, manter um ambiente adequado e saudável.
c. Clientes: queremos a preferência dos clientes, onde suas expectativas
orientam nosso objetivo final.

d. Tecnologia e informação: ser referência permanente no nosso ramo.

3.2 Captação de profissionais


O departamento de Relações Humanas, juntamente com a parte de Gestão de
Pessoas é serve para orientar o comportamento humano, a fim de maximizar o
potencial do capital humano no local de trabalho.

Mooney, (2009) afirma que o principal tributo para qualquer funcionário é a atitude.
Fator que pode determinar o crescimento e a evolução de uma empresa. Com isso,
podemos identificar que ao contratar um grupo de mulheres, capacitadas,
devidamente treinadas e com atitude, a chance de haver progresso é grande e
satisfatória.
O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) alerta para
alguns detalhes importantes e fundamentais.

Dependendo do tipo e da forma que os serviços forem


prestados, terá que contratar estes auxiliares e
colaboradores sob o regime da CLT (Consolidação das Leis
Trabalhistas), isto é, com carteira de trabalho assinada.
Neste caso, será preciso registrá-los com o salário mensal
combinado - não podendo ser inferior ao piso salarial
previsto pela Convenção Coletiva de Trabalho da respectiva
categoria sindical, pagando o FGTS, férias, 13º salário,
descanso semanal

É preciso estabelecer um compromisso com a força de trabalho, baseado em


respeito mútuo em uma comunicação aberta, ou seja, com o envolvimento dos
clientes internos e externos. Colaborando assim para o sucesso e crescimento das
vendas na organização.
4. A NECESSIDADE DO CLIENTE E NOSSOS DIFERENCIAIS
Este capítulo descreve como identificar a necessidade do cliente. Além disso,
mostraremos os serviços que nossa empresa irá oferecer e como será desde a
divulgação do material até a análise da satisfação do cliente.

4.1 Identificando a necessidade do cliente

A necessidade do indivíduo nasce em sua mente e para ser satisfeita é necessária


sua concretização.

Todas as necessidades de clientes podem ser satisfeitas de diferentes maneiras e


quando o cliente tem a opção de escolher, escolherá o produto que percebe lhe
oferecer os maiores benefícios, por qualquer que seja o preço, estando preparado
para pagar.

Atualmente, cerca de 90% das mulheres ainda ficam inibidas ao chegarem sozinhas
para conversar com um mecânico, mesmo que muitos estabelecimentos já estejam
preparados para recebê-las (com ambientes mais limpos e sem calendários
insinuantes nas paredes), elas raramente se sentem seguras para enfrentar os
orçamentos dos profissionais da manutenção automotiva.
Isso acontece principalmente porque poucas entendem de mecânica e ficam com
medo de serem enganadas.

Vantagens e sensibilidade de mercado:


o Comodidade e ambiente agradável, esteticamente
o Interesse em satisfazer as reais necessidades dos clientes
o Diferenciação em serviços e atendimento
o Personalização, remetendo a idéia do cliente ser especial
o Confiança e credibilidade
o Higiene
o Valorização do cliente
o Flexibilidade e adaptabilidade
o Inovação

Segundo o presidente da ASE¹ no Brasil, Geraldo Santos Mauro, as mulheres


costumam se mostrar mais interessadas na obtenção do certificado. “Elas são mais
atentas aos enunciados e mais dispostas a aprender, pois se sentem na obrigação
de ser tão competentes quanto os homens”, diz Mauro.

Demonstrar atenção quando o cliente estiver externando os seus problemas e não


interromper tentando oferecer soluções imediatas.

4.2 Serviços oferecidos e diferenciados

Há pouco mais de um ano, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai),


conceituado por seus cursos técnicos em suspensão, freios, embreagem e funilaria,
decidiu apostar no público feminino. “A procura do curso pelas mulheres aumentava
a cada ano e resolvemos investir nesse filão”, explica Carlos Anderson, instrutor-
orientador da unidade do SENAI Conde José Vicente de Azevedo, no bairro do
Ipiranga, em São Paulo.
Diferente de um lava rápido, por exemplo, numa oficina mecânica, dificilmente, o
serviço fica pronto em alguns minutos. O carro permanece por um dia inteiro ou até
mais. Para isso criamos serviços na própria oficina que além de facilitar a vida do
cliente, ajuda na percepção de tempo, fazendo com que o cliente se sinta
confortável.

__________________

¹ Adaptive Server Enterprise (ASE) é um sistema gerenciador de banco de dados tido como produto oficial da
Sybase. A estrutura do produto é muito similar ao SQL Server da Microsoft,o que se verifica até ao nível do
núcleo do gerenciador. Semelhanças incluem estruturas de procedimentos de sistema (System-Procedures),
estuturas de banco de dados, estruturas de tabelas de sistema (SystemTables). Até mesmo na linguagem
estendida ao SQL, a Transact-SQL, os dois SGBD são iguais.

Veja alguns cuidados básicos que serão ministrados nos cursos rápidos na Oficina:

Embreagem - É um item de uso contínuo e por isso se desgasta com o tempo. Não
use a embreagem para controlar o carro nas rampas.

Cambagem – (correção da inclinação da roda) só costuma ser necessária em caso


de algum impacto forte causado por um buraco ou batida na guia.

Pneu - Calibre os pneus a cada 15 dias e faça isso com o veículo frio.

Líquidos - Ao abrir o capô do motor, observe que todos os reservatórios dos


líquidos que devem ser verificados têm tampas amarelas ou vermelhas. Faça o
acompanhamento constante.

Direção - Evite manter o volante esterçado, no final de curso da direção, por muito
tempo. Nesta posição a bomba está sendo exigida ao máximo e sua vida útil será
reduzida.
Óleo - Verifique com frequência o óleo do motor. Com o motor frio, retire a vareta de
verificação, limpe a ponta e coloque-a novamente no reservatório, até o final. Então
verifique a quantidade de óleo.

Risco - O reservatório do líquido de arrefecimento do motor, ao ser aberto, pode


provocar queimaduras em quem está manipulando-o porque o líquido atinge alta
temperatura e pressão com o motor aquecido.

Atenção - Cuidado com pessoas mal intencionadas em postos de combustíveis que


induzem o motorista a completar o óleo do motor sem necessidade.

5. Considerações Finais

Com este trabalho pudemos perceber que a mulher tem se destacado em vários
setores de nossa sociedade. O crescente ingresso das mulheres no mercado de
trabalho ocorre de maneira periférica seja em situações mal remuneradas e
banalizadas ou em grandes centros comerciais, ocupando posição de destaque.

Observamos que a mulher ao longo do tempo além de ter se preparado mais e


buscado mais conhecimento – a fim de poder competir com os homens – se adaptou
a situação de mantenedora do lar e de funcionária em alguma empresa.

A contribuição da mulher é notável e abrangente para o progresso da humanidade.


Mesmo sendo considerada uma mão-de-obra inferior à do homem, a mulher soube
lutar por seus direitos enfrentando dificuldades e superando as desigualdades.
Sabemos que o cliente busca confiabilidade, satisfação e custo-benefício, dessa
forma criamos uma Oficina Mecânica com serviços especializados e diferenciados
para atender as reais necessidades dos clientes. Nossos serviços são realizados por
mulheres e dirigidos por mulheres.

6. Referências

ARAUJO, Luis César G. de. As mulheres no controle do mundo – elas têm influência
em todas as esferas, da política à comunicação. Forbes Brasil, São Paulo, set. 2004.

CALDAS, Aulete. Dicionário Caldas Aulete de língua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon
Editora Digital, 2008. 2ªedição. 1022p.

CHIAVENATTO, Idalberto. Comportamento organizacional: a dinâmica do sucesso das


organizações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2005. 2ªedição. 585p.

CHIAVENATO, Idalberto. Remuneração, benefícios e relações de trabalho. São Paulo:


Manoele, 2009. 6ª ed. 246p.
HITT, Michael A. et al. Administração Estratégica. 2ª ed. revisada e ampliada. São Paulo:
Thomson, 2007. 365p

IBGE/PNAD. As desigualdades do sexo no mercado de trabalho. São Paulo. 23 set.


1999. <http://www.ibge.gov.br>. Acesso em 17 nov.2009.

LEITE, Virginie. Marluce Dias – A executiva que os Marinho escolheram para exercer o
poder na Rede Globo. São Paulo, abr.1997. <http://veja.abril.com.br/241297/p_112.html>.
Acesso em 17 nov.2009, às 17h30min.

MARTINS, José Manuel de Aguiar. Crescimento da mulher no mercado. São Paulo, 20


ago.2007. <http://www.senai.br/sb/sb106/Editorial.pdf>. Acesso em 25 nov.2009, às
17h45min.

MEC/INEP. Brasília, ago. 1988. <http://www.mec.com.br>. Acesso em 14 nov.2009,


às 13h40min.

MOONEY, Allison. Aperte a tecla SAP. São Paulo: Editora Gente, 2009. 188p.

TEIXEIRA, Zuleide Araújo. As mulheres e o mercado de trabalho. São Paulo, 9 set.2005.


Disponível em: <http://www.universia.com.br/universitario/materia.jsp?materia=3010>.
Acesso em 10 out.2009, às 14h50min.

SEBRAE. Oficina Mecânica. São Paulo, 14 nov.2009.<http://www.sebrae-


sc.com.br/produtos/produto.asp?vcdtexto=2542&^^>. Acesso em 14 nov.2009, às 16h30min.

SHIINYASHIKI, Roberto. A Mulher e o Mercado de Trabalho. Disponível em:

http://www.shinyashiki.com.br/roberto/web1/destaque_roberto.jsp?
ModId=152&CId=487, acessado em 24 abril 2007.
8. Anexos

Nas páginas que seguem, colocamos nosso material de estudo. Fizemos pesquisa
de campo para perceber e dignosticar as possíveis variáveis referentes à mão-de-
obra feminina.

A partir de algumas respostas dos entrevistados, pudemos analisar com mais


objetividade e discernimento, focando no que as pessoas esperam de uma Oficina,
serviços diferenciados