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Caro(a) aluno(a),

Aprender é uma operação que não se resume a adquirir noções, mas consiste em
reter o que foi lido, reproduzir, reconhecer e relacionar uma série de experiências e
pensamentos. Portanto, é imprescindível educar a memória.
Para facilitar o aprendizado e fixar na memória os conteúdos aprendidos, basta
proceder a uma série de operações sucessivas e gradativas no tempo. Repetir é impor-
tante, mas não só isso. Saber de cor nem sempre vai além de um papaguear mecânico.
Veja algumas dicas:
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t $PODFOUSFBBUFOÎÍPFNBTQFDUPTFTQFDÓmDPTOPNFT EBUBT BNCJFOUFTFUD
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– quando se tratar de leitura, não basta sublinhar no livro; faça anotações no
caderno de estudos;
– não rabisque em folhas soltas e não escreva no caderno tudo que ouve, lê ou vê;
anotações não são resumos, mas registros de dados essenciais; aprenda a apagar
mentalmente palavras e trechos menos importantes, para anotar somente pala-
vras e conceitos fundamentais;
– jamais anote dados conhecidos a ponto de serem óbvios;
– faça fichas com esquemas que incluam, de um lado, a sequência das noções prin-
cipais e, do outro, detalhes importantes referentes a cada uma delas.
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dificuldade.

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Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

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Geografia - 3a série - Volume 2

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SItuação de aprendIzaGem 1
Choque de CIVILIzaçõeS?

Leia as Fichas I e II:

FICHA I
Os atentados ao World Trade Center (11/9/2001)
e a ocupação norte-americana do Iraque (2003)
© angelo hornak/Corbis-Latinstock

© Szenes Jason/Corbis Sygma-Latinstock


as torres gêmeas do World Trade Center, em manhattan, nova Iorque, um dos principais símbolos do poderio econômico dos estados unidos, antes e no
momento do atentado de 11/9/2001. pela primeira vez em sua história em tempos de paz, os estados unidos foram vítimas de ataques a seu território
continental. ao mesmo tempo, outro avião também sequestrado iria se chocar com o edifício do pentágono, próximo de Washington, d.C., atingindo o
principal símbolo militar da superpotência. ao todo, os atentados resultaram na morte de mais de 3 mil pessoas.
© oleg nikishin/Getty Images

aspecto da ocupação militar norte-americana no Iraque em 2003,


com soldados hasteando a bandeira dos estados unidos em uma das
ruas de Bagdá.

“o estranhamento que separa o ocidente do Islã é fruto de séculos de história. os aviões que destruíram
as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, e a marcha das tropas americanas sobre
Bagdá refletem tragicamente esse estranhamento e introduzem, na política mundial, o espectro do ‘choque
de civilizações’. o antídoto existe, mas depende de um diálogo entre o ocidente e o Islã, centrado nos valores
da reforma e do Iluminismo. entre árabes e muçulmanos, há incontáveis interessados nesse diálogo e há
uma tradição modernista que resiste ao fundamentalismo. o obstáculo é o ruído ensurdecedor das bombas
e a humilhação da ocupação.”
maGnoLI, demétrio; SenISe, elaine. por um diálogo entre o ocidente e o Islã. Folha de S.Paulo, São paulo, 20 abr. 2003.

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FICHA II
A revolta dos jovens na França (2005)
© Thomas Coen/aFp/Getty Images

manifestação de jovens dos subúrbios de paris, capi-


tal da França, contra a discriminação e a violência
dirigida aos imigrantes e seus descendentes no país,
nov. de 2005.

em 2005, vários especialistas não concordaram com uma interpretação largamente divul-
gada em jornais televisivos e impressos sobre a realidade francesa, segundo a qual os protestos
dos jovens imigrantes nos subúrbios de paris e outras cidades estariam vinculados com mo-
vimentos religiosos e fundamentalistas. em vez de associá-los de maneira apressada com os
“movimentos terroristas internacionais”, considerando-os como mais uma etapa do avanço do
“choque de civilizações”, argumentaram que as manifestações tiveram o estado francês como
alvo principal ou, mais precisamente, a ausência dele na vida dos jovens residentes em bairros
socialmente desfavorecidos. ao contrário das notícias, portanto, os estudiosos chamaram a
atenção para o fato de que se tratava de um movimento político – quase caótico, é verdade, mas
essencialmente político – questionador da exclusão social e do neoliberalismo intolerante.

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Com base nas fichas responda:

a) qual a intenção dos autores ao afirmarem que “os aviões que destruíram as torres gêmeas do
World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, e a marcha das tropas americanas sobre Bagdá
refletem tragicamente esse estranhamento e introduzem, na política mundial, o espectro do
‘choque de civilizações’”?

b) qual a relação entre os atentados de 11 de setembro de 2001 e os protestos desencadeados por


jovens imigrantes ocorridos na França em 2005?

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observe atentamente o mapa a seguir:

A distribuição das civilizações de acordo com Huntington


0º OCEANO GLACIAL ÁRTICO

Círculo Polar Ártico

OCEANO
Trópico de Câncer ATLÂNTICO
OCEANO

Meridiano de Greenwich
PACÍFICO
Equador OCEANO

PACÍFICO
OCEANO
ÍNDICO
Trópico de Capricórnio

OCEANO
ATLÂNTICO

N OCEANO GLACIAL ANTÁRTICO


Círculo Polar Antártico

0 2 588 km

Legenda

oCIdentaL: segundo o autor, esta civilização te- África pertence à civilização muçulmana). afir-
ria surgido após o final do Império romano, tendo ma que o estado-núcleo dessa civilização será a
conhecido períodos de separação na Idade das tre- república da África do Sul.
vas e, depois, na era medieval (alta Idade média),
tomando forma por volta dos anos 700 ou 800 d.C. ISLÂmICa: abrangendo várias culturas distin-
É associada à civilização europeia e é a única indi- tas (como a árabe, turca, persa e malaia), o autor
cada por uma direção geográfica ainda que vaga (o identifica a origem dessa civilização na península
ocidente) e não por um nome de um povo, por arábica no século VII d.C., indicando que se es-
uma religião ou, ainda, por uma área geográfica palhou pelo norte da África, pela Ásia Central e
particular. huntington afirma que, atualmente, a pelo sudeste asiático, pela malásia ou Indonésia.
civilização ocidental é a europa, Canadá e estados
unidos, cujos descendentes são austrália e nova SÍnICa: esta civilização foi inicialmente definida
zelândia (o autor emprega, ainda, as expressões civi- por huntington como “confuciana”, mas depois
lização euro-americana ou do Atlântico Norte). fixada como “sínica”. Isso porque o autor entende
que ela possui a China como seu estado-núcleo
aFrICana (possivelmente): ao contrário da (muito embora reconheça que é mais do que a
maioria dos autores, com exceção de Fernand China ou o confucionismo, pois abrange, pelo
Braudel, huntington reconhece a África como menos, as comunidades chinesas no sudeste asiá-
uma possível civilização emergente, pelo menos tico, a Coreia e, marginalmente, o Vietnã, além de
na África Subsaariana (uma vez que o norte da incluir outras religiões que não o confucionismo).

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hIndu: de acordo com huntington, tal como a ao domínio tártaro, forjaram na rússia uma
sínica, o termo “hindu” também separa o nome da realidade muito distinta da ocidental.
civilização do nome de seu estado-núcleo, o que é
desejável quando a cultura se estende para além do JaponeSa: de maneira semelhante a outros es-
estado-núcleo, abrangendo neste caso, por exem- tudiosos, huntington entende que o Japão emer-
plo, o Camboja. giu da civilização chinesa por volta do ano 400
a.C., tornando-se uma realidade distinta em cerca
ortodoXa: embora o socialismo real te- de 100 anos antes da nossa era. Considera essa
nha deixado de existir, huntington mantém civilização como derivada, porém autônoma.
a diferença entre o ocidente e a rússia, tan-
to em função do nível ideológico-religioso BudISta: considera o autor que, apesar de
como também por reconhecer a existência do ser uma religião importante, o budismo não
cristianismo ortodoxo, cujo estado-núcleo é a foi a base de uma civilização expressiva dada a
rússia, o que representa algo muito diverso do sua “virtual” extinção na Índia e sua adaptação
cristianismo católico ou protestante (e, portan- e incorporação às culturas existentes na China
to, ocidental). argumenta o autor que isso é e no Japão, sendo verificada, atualmente, no Sri
reconhecido pela maioria dos estudiosos, além Lanka, mianmar, tailândia, Laos e Camboja,
de lembrar que os russos são os primeiros que além do tibete, mongólia, Butão (variante la-
defendem ser o limite do ocidente, mas tam- maísta do Budismo maaiana).
bém algo diverso. Como outros autores, hun-
tington estabelece a diferenciação traçando a LatIno-amerICana: o autor afirma que a
origem da ortodoxia no Império Bizantino, américa Latina pode ser considerada como uma
que foi o romano do oriente, mas que depois subcivilização pertencente à civilização ocidental
deixou de ser romano para ter especificidade ou, em outras palavras, uma “civilização separa-
própria. diz ainda que a falta de renascimen- da”, intimamente com ela afiliada e dividida com
to, Iluminismo e a exposição, durante séculos, relação se o seu lugar é, ou não, no ocidente.

a distribuição das civilizações de acordo com huntington. Fonte: Baseado em huntInGton, Samuel p. O choque de civilizações e a recomposição
da ordem mundial. rio de Janeiro: objetiva, 1997. p. 26-27.

após a análise da imagem, elabore uma síntese destacando a distribuição das civilizações de
acordo com as ideias defendidas por Samuel huntington.

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o crítico literário e ativista da causa palestina edward Said critica a tese de “choque de civi-
lizações” defendida por huntington. para ele, esta ideia deve ser considerada como uma política
de estado que visa reestruturar a estratégia ocidental com vistas a afirmar sua autoridade sobre o
oriente, envolvendo interesses de dominação.

a) Considerando as medidas tomadas por George W. Bush após o 11 de setembro de 2001,


quais interesses os eua teriam ao incentivar a ideia de “choque de civilizações” defendida por
huntington?

b) Considerando os argumentos implícitos defendidos por edward Said, quais seriam os interesses
que os países do ocidente teriam com relação ao oriente médio?

1. o sociólogo anglo-americano michael mann, professor da universidade da Califórnia, em seu


livro O Império da Incoerência, afirma que o mundo deveria saber que o governo de George W.
Bush adota o novo imperialismo. para ele, as políticas norte-americanas quanto a Kyoto, minas
terrestres, Guerras nas estrelas, Iraque e Irã não são ocasionais e isoladas. todas elas fazem parte
de uma estratégia desencadeada pela nova direita americana, desde os anos 1970, para que se
construa o Império americano Global, vislumbrado primeiramente como teoria e, depois de
11 de setembro, e durante todo o governo de Bush, como realidade.
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a) qual a intenção do autor ao afirmar que o mundo deveria saber que o governo de George
W. Bush adotou o novo imperialismo?

b) Considerando os argumentos defendidos por michael mann, ele seria favorável ou desfavo-
rável à tese do “choque de civilizações” de huntington? Justifique a sua resposta.

2. observe o esquema a seguir e responda:

A política mundial das civilizações: alinhamentos emergentes

a política mundial das civilizações: alinhamentos emergentes. Fonte: huntInGton, Samuel p. O Choque de civilizações e a recomposição da
ordem mundial. rio de Janeiro: objetiva, 1997. p. 310.

de acordo com o esquema apresentado por Samuel huntington em seu livro O choque de civilizações e a
recomposição da ordem mundial, é possível considerar, respectivamente, como mais conflituosa e menos
conflituosa as civilizações:
a) islâmica e ocidente.
b) sínica e ocidente.
c) ocidente e africana.
d) islâmica e latino-americana.
e) hinduísta e africana.
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SItuação de aprendIzaGem 2
GeoGraFIa daS reLIGIõeS

analise as imagens a seguir e responda às questões:


© ricardo Cavalcanti/Kino

© michele Falzone/JaI/Corbis-Latinstock

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© atlantide phototravel/Corbis-Latinstock

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3

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© martin harvey/Corbis-Latinstock © Kazuyoshi nomachi/Corbis-Latinstock

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1. numere as legendas abaixo, de acordo com a foto à qual cada uma delas parece pertencer:

( ) Fiéis diante do muro das Lamentações em Jerusalém, fev. 1997.

( ) estátua de Buda na tailândia, dez. 2004.

( ) hinduístas no rio Ganges, Índia, 2006.

( ) Cristo redentor. rio de Janeiro (rJ), Brasil, 2002.

( ) Grande mesquita de meca, na arábia Saudita, com peregrinos muçulmanos em torno da


Caaba, o símbolo do monoteísmo islâmico, 25 fev. 1995.

2. Localize no mapa os países aos quais se referem as imagens, colocando os respectivos números.

Oficina de cartografia da Sciences Po

Projeção Bertin 1953

projeção Bertin. Fonte: durand, m.-F. et al. Atlas de la mondialisation. Édition 2008. paris: presses de Sciences po, 2008. p. 136.

3. Considerando as três maiores religiões do mundo, é possível afirmar que a maior diversidade
religiosa ocorre na Ásia. Consulte seu livro didático e argumente por que isto acontece.

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4. por que a difusão do cristianismo ocorreu de forma muito significativa no continente americano?
Justifique a sua resposta.

observe os mapas e os gráficos das próximas páginas e responda:

1. de acordo com os dados expressos nos gráficos, identifique três países com maior concentração
de protestantes, católicos e cristãos ortodoxos.

2. que fatores histórico-geográficos podem ser considerados para explicar a maior concentração de
protestantes nos eua, católicos no Brasil e cristãos ortodoxos na rússia?

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Diversidade do Cristianismo, 2005


Protestantes (em % da população)
100

70

35

Católicos (em % da população)


100

70

35

Ortodoxos (em % da população)


100

70

35

0
Benoît MARTIN, dezembro de 2005

Método estatístico: limites observados

Fonte: CIA Factbook 2005, http://www.cia.gov/

diversidade do cristianismo e os dez primeiros países cristãos, 2005 – em % da população e milhões de pessoas, respectivamente. Fonte: durand,
m.-F. et al. Atlas de la mondialisation. 2. ed. paris: presses de Sciences po, 2008. p. 78, 79.

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Geografia - 3a série - Volume 2

Os 10 primeiros países cristãos, 2005


em milhões de pessoas
Protestantes
Estados Unidos 158,0
Reino Unido 35,6
Alemanha 28,1
Brasil 27,2
África do Sul 17,1
Quênia 14,7
Canadá 13,9
Indonésia 10,9
RDC 10,8
Uganda 8,9

Católicos
Brasil 134,2
México 92,8
Estados Unidos 70,2
Filipinas 64,9
França 51,0
Itália 48,3
Colômbia 39,8
Espanha 39,6
Argentina 35,0
Polônia 34,7

Ortodoxos
Rússia 79,5
Etiópia 29,5
Ucrânia 22,3
Romênia 19,0
Benoît MARTIN, dezembro 2005

Grécia 10,9
Belarus 7,9
Sérvia e Mont. 7,2
Casaquistão 6,6
Bulgária 6,5
Moldávia 4,1

Fonte: CIA Factbook 2005, http:// www.cia.gov/

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Geografia - 3a série - Volume 2

agora observe estes outros mapas e o gráfico a seguir e responda:

Os muçulmanos, 2006
MÁXIMA
Indonésia 215,9
Índia 146,7
Paquistão 127,6
Rússia Bangladesh 122,3
Síria Iraque Egito 70,9
Turquia Uzbequistão Turquia 70,2
Irã 67,3
Afeganistão
Paquistão Nigéria 65,9
Egito
Argélia
Marrocos China
Bangladesh
Índia
Níger Malásia
Mali Indonésia
Senegal Irã
Arábia S.
Iêmen

Nigéria
Sudão
Etiópia Efetivos
Tanzânia (em milhões)
215
125
65
20 Estimativas CIA, início de 2006
10
Estão indicados os nomes dos países 3 Estão representados apenas os
com valor superior a 10 milhões.
de 0,1 a 0,5 valores superiores a 10 000.

Parcela (em %
da população)
100
90
60
30
10
1
0
Benoît MARTIN, janeiro 2005

MÁXIMA
Arábia S. 100
Iêmen 100
Somália 100
Mauritânia 100
Ilhas do Caribe
Maldivas 100
Antígua e Barbuda, Saara Ocid. 100
Trinidad e Tobago
Turquia 99,8 Ilhas do Pacífico
Fiji, Nova Caledônia
Fontes: compilação de Robert GIMENO a partir de:
CIA, The World Factbook, http://www.cia.gov/cia/publications/factbook/
2005 Annual Report on International Religious Freedom, http://www.state.gov/g/drl/rls/irf/2005/
Europe: http://news.bbc.co.uk/2/hi/europe/4385768.stm

os muçulmanos, 2006. Fonte: durand, m.-F. et al. Atlas de la mondialisation. 2. ed. paris: presses de Sciences po, 2008.
p. 77.

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Principais lugares sagrados do Islã
Mar Negro GEÓRGIA
Tbilissi
Istambul ARM. Baku
Geografia - 3 série - Volume 2 a Erevan AZER.
Ancara
Mar
Izmir TURQUIA Cáspio
Tabriz

Tig
Principais lugares sagrados do Islã

re
Mossul
Nicósia Teerã
SÍRIA IRAQUE
Mar Negro GEÓRGIA CHIPRE u fr

E
Tbilissi Beyrouth ates
Istambul ARM. Baku Damas 3 Bagdá
Erevan AZER. Jerusalém Kerbala Ispaã
Ancara
Mar 3
Izmir TURQUIA Cáspio Suez JORDÂNIA
Najaf Bassorá Abadã
Cairo
Tabriz 2 KUWAIT

Tig
re
Mossul Golfo
Teerã

Ni
Nicósia SÍRIA EGITO ARÁBIA BAHREIN
IRAQUE

lo
CHIPRE u fr SAUDITA
2
E

Beyrouth ates Doha


Damas 3 Bagdá Assuã Mar Medina Riad CATAR
Jerusalém Kerbala Ispaã
3
Najaf Abadã
Suez Bassorá
Meca

Benoît MARTIN, janeiro de 2007


Cairo JORDÂNIA Jeddah
2 SUDÃO
KUWAIT 1 1
Golfo
Abha
Tunis
Ni

EGITO ARÁBIA BAHREIN Vermelho


lo

2 SAUDITA
Doha
Kassala IÊMEN
Assuã Mar Medina Riad CATAR Khartoum ERITREIA Sanaa

Cairuã
El Obeid 4 Aden
Meca
Benoît MARTIN, janeiro de 2007

Jeddah TUNÍSIA Djibuti 500 km


SUDÃO 200 km
1 1
Abha
Tunis Cidade
Vermelho santa: sunita xiita outra
Kassala
Khartoum ERITREIA Sanaa IÊMEN 11 Os números indicam a importância
da cidade para os fiéis.
Cairuã
El Obeid 4 Aden
TUNÍSIA a partir de Questions Internationales, islã, islãs, nº 21,
Djibuti 500 km La Documentation française, Paris, setembro-outubro 2006.
200 km

Principais
Cidade lugares sagrados do Islã. Fonte: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. 2. ed. Paris: Presses de Sciences Po, 2008, p. 76.
santa: sunita xiita outra

11 Os números indicam a importância


da cidade para os fiéis.
Peregrinos à Meca, 1935-2006
a partir de Questions Internationales, islã, islãs, nº 21,
La Documentation
em milhares française, Paris, setembro-outubro
de participantes por ano 2006. 2 378

Do total de 2 378 636 peregrinos no ano de 2006, 70% eram 2 000


internacionais, um terço dos quais provenientes do Sudeste Asiático.

A Arábia Saudita fixa cotas por país para definir o número de 1 500
Benoît MARTIN, janeiro de 2007

peregrinos autorizados a participar da peregrinação.

1 000

500

1935 1940 1945 1950 1955 1960 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 2006

Fonte: a partir de infográfico publicado no Le Monde de 29 de dezembro de 2006, ministério saudita da Peregrinação

Peregrinos à Meca, 1935-2006, em milhares de participantes por ano. Fonte: DURAND, M.-F. et al. Atlas de la mondialisation. 2. ed.
Paris: Presses de Sciences Po, 2008, p. 76.

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Geografia - 3a série - Volume 2

1. Com base no mapa “os muçulmanos, 2006”, quais os quatro países em que há o maior número
de muçulmanos?

2. Com base no mapa “os muçulmanos, 2006” e em um mapa-múndi do atlas escolar, identifique
quatro países com maior percentual de muçulmanos em sua população.

3. por que os quatro países com maior número de muçulmanos não são os mesmos quando se
considera a porcentagem de muçulmanos na população?

4. Com base no mapa “principais lugares sagrados do Islã”, identifique os lugares considerados
mais sagrados para os muçulmanos.

5. quais hipóteses podem ser consideradas para explicar o contínuo crescimento do número de
fiéis em peregrinação à cidade de meca após 1990, conforme demonstra o gráfico “peregrinos à
meca, 1935-2006”?

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Geografia - 3a série - Volume 2

Palavras Cruzadas
Vertical Horizontal
1. Corrente religiosa que prega a obediência literal 5. Religião monoteísta fundada pelo profeta
a um conjunto de preceitos religiosos. (15). Maomé (9).
2. Corrente muçulmana que reconhece a auto- 7. Principal centro da fé islâmica (4).
ridade dos quatro primeiros califas (6).
8. Meteorito negro localizado no centro da
3. Profeta fundador do islamismo (5). grande mesquita de Meca (5).
4. Corrente muçulmana majoritária no Irã (5).
6. Peregrinação à cidade de Meca (4).
9. Livro sagrado da religião islâmica (7).
1

2 3

6 7

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Geografia - 3a série - Volume 2

Mundo: população judaica, 1970-2020


População judaica
Regiões e países
1970 2006 Projeções para 2020
Israel 2 582 000 5 308 000 6 228 000
américa do norte 5 686 000 5 648 000 5 581 000
estados unidos 5 400 000 5 275 000 5 200 000
Canadá 286 000 373 000 381 000
américa Latina 514 000 394 000 364 000
argentina 282 000 184 000 162 000
Brasil 90 000 96 000 90 000
méxico 35 000 40 000 42 000
outros países 107 000 74 000 70 000
europaa 1 331 000 1 160 000 1 030 000
França 530 000 492 000 482 000
reino unido 390 000 297 000 238 000
alemanha 30 000 118 000 108 000
hungria 70 000 50 000 34 000
outros países-membros da
171 000 150 000 134 000
união europeia (ue)b
outros países fora da uec 140 000 53 000 34 000
CeI (Comunidade dos
2 151 000 366 000 173 000
estados Independentes)d
rússia 808 000 228 000 130 000
ucrânia 777 000 80 000 25 000
Ásiae 104 000 20 000 21 000
África 195 000 78 000 60 000
África do Sul 118 000 72 000 57 000
oceania 70 000 110 000 101 000
austrália 65 000 103 000 95 000
Conjunto do mundo 12 633 000 13 084 000 13 558 000
mundo: população judaica, 1970-2020. a – Sem países da CeI; b – Sem países bálticos; c – Incluindo a turquia; d – Com países bálticos;
e – Sem Israel, países asiáticos da CeI e turquia. Fonte: Institut de Planification d’une Politique pour le Peuple Juif. rapport annuel du JPPPI
2005/2006. Le peuple juif em 2005/2006: entre renaissance et déclin. Jerusalém: JpppI, 2006, p. 25.

20

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Geografia - 3a série - Volume 2

Com base na tabela “mundo: população judaica, 1970-2020”, responda:

1. excetuando-se os países do Leste europeu e da CeI, em quais países do mundo encontram-se


as maiores comunidades judaicas? Como você justificaria esses dados?

2. em qual país ocorreu o maior crescimento da comunidade judaica entre os anos de 1970 e
2006? quais motivações explicam esse crescimento?

Caça-palavras
encontre as palavras com os seguintes significados:

●● estado fundado pela onu em 1948. ●● Compêndio de leis judaicas.


●● Judeus originários da europa Central. ●● templo sagrado do judaísmo.
●● Judeus com raízes na espanha e oriente médio. ●● escrituras sagradas do judaísmo.
●● mais antiga religião monoteísta.

S n X o B K m h t m t m t
p z q S q F K W t o r Á a
e V r h Y a X J F L u I S
r u L p I t S h Y S S d K
V I I J n a K Y r d e K e
V B d u G L S Y V z F r n
K t h d u m n r u Y a X a
t z G a o u B Y L m r t z
X Y W Í F d a u K X d C e
C B K S I S r a e L I G S
W W r m z r J q V q t J u
h C L o S a a I d d a B a
S I n a G o G a K z S e o

21

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Geografia - 3a série - Volume 2

Leia o texto a seguir e responda:


por tolerância entende-se a capacidade de admitir modos de pensar, de agir e de sentir
diferentes dos de um indivíduo ou de grupos determinados, sejam grupos políticos ou religio-
sos. tolerância é a capacidade de aceitar o outro, sobretudo quando este é estranho, exótico,
diferente daquilo que conhecemos e aceitamos como certo, normal ou verdadeiro.
mas para que haja a tolerância, é fundamental o conhecimento do outro que é diferente
de nós. Geralmente, a intolerância é a expressão do preconceito em relação ao outro que é
diferente. o preconceito também é fruto do desconhecimento ou de um deturpado ou falso
conhecimento da realidade do outro.
[...] etnocentrismo (etno: cultura; centrismo: ter como centro) é a tendência ou a atitude
de considerar a nossa cultura ou religião como a medida de todas as demais. quando subesti-
mamos ou menosprezamos a cultura ou a religião do outro e, sobretudo, quando avaliamos
a cultura ou a religião do outro a partir da nossa, supostamente superior, estamos praticando
etnocentrismo.
SantoS, alberto pereira dos. Introdução à geografia das religiões.
revista GEOUSP, Espaço e Tempo, São paulo: uSp, n. 11, 2002. p. 22.

tomando por base o texto, elabore um glossário com a definição dos seguintes conceitos:

1. tolerância

2. Intolerância

3. preconceito

4. etnocentrismo

22

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Geografia - 3a série - Volume 2

?
!
SItuação de aprendIzaGem 3
a queStão ÉtnICo-CuLturaL

observe o mapa da próxima página e identifique três países que apresentaram os seguintes tipos
de conflitos:

a) Litígio fronteiriço na américa do Sul:

b) movimentos de independência na europa:

c) Continentes que apresentaram o maior número de conflitos no século XX:

23

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As principais áreas de conflito no final do século XX

GEO_CAA_2bi_3s.indd 24
la r Ártico
Círculo Po

REINO UNIDO RÚSSIA


OSSÉTIA OCEANO
ULSTER
CROÁCIA CHECHÊNIA
BÓSNIA- MOLDÁVIA INGUCHÉTIA KURILAS PACÍFICO
HERZEGOVINA ALTO
PAÍS BASCO GEÓRGIA KARABAKH COREIA
KOSOVO TADJIQUISTÃO XINJIANG DO NORTE
AZERBAIJÃO
ALBÂNIA ARMÊNIA COREIA
TURQUIA CAXEMIRA
GRÉCIA CURDOS CHINA DO SUL
IRAQUE IRÃ TIBET
CHIPRE AFEGANISTÃO
ASSAM
ARGÉLIA PAQUISTÃO TAIWAN cer
EGITO ISRAEL - KUWAIT PUNJAB Trópico de Cân
MÉXICO SAARA MINORIA XIITA
PALESTINA
OCIDENTAL TUAREG NO SUL
CHIAPAS HAITI ÎLHAS
HANISH DO IRAQUE ÍNDIA BIRMÂNIA lS.
GUERRERO HONDURAS MAURITÂNIA IÊMEN
MALI CHADE CAMBOJA SPRATLY FILIPINAS
SENEGAL NÍGER ERITRÉIA
GUATEMALA NICARÁGUA DJIBUTI
CASAMANCE SUDÃO
NIGÉRIA
VENEZUELA GUIANA SOMALILÂNDIA IS. MINDANAO
EL SALVADOR
SURINAME SERRA LEOA
COLÔMBIA REP. CENTRO SOMÁLIA

24
SRI LANKA
LIBÉRIA AFRICANA UGANDA SUMATRA Equador
EQUADOR RUANDA I N D O N É S I A
CONGO
REP. DEM. BURUNDI
DO CONGO
COMORES IRIAN PAPUA
OCEANO PERU OCEANO OCEANO
TIMOR NOVA GUINÉ
ANGOLA
PACÍFICO ATLÂNTICO ÍNDICO
MOÇAMBIQUE
Geografia - 3a série - Volume 2

Trópico de
REP. DA ÁFRICA
DO SUL Capricórnio

CHILE ARGENTINA

ILHAS
MALVINAS

Principais conflitos em 90 anos

Conflitos entre Estados: Conflitos internacionais:


0 3 000 km
Litígio fronteiriço Graves tumultos internos Movimento de independência
Escala no Equador
Crise grave Guerra civil Negociações de paz em curso ou terminadas

as principais áreas de conflito no final do século XX. Fonte: Le monde diplomatique. edición española. Geopolitica del caos. madrid: editorial debak, 1999. p. 193.

8/5/2009 07:48:14
Geografia - 3a série - Volume 2

Observe os mapas a seguir e responda às questões:

1947 1949
A divisão da Após a primeira
ONU LÍBANO Guerra israelo-árabe LÍBANO

SÍRIA SÍRIA
Haïfa
MAR MEDITERRÂNEO Haïfa MAR MEDITERRÂNEO
Roberto GIMENO et Atelier de cartographie de Sciences Po, julho de 2007

Nabulus Nabulus
Tel-Aviv
Tel-Aviv

Porto Said Porto Said Jerusalém


Gaza Hebron Gaza

Beersheba Beersheba

JORDÂNIA

TRANS-JORDÂNIA Suez
Suez

Eilat Eilat

E G I T O E G I T O

ARÁBIA SAUDITA ARÁBIA SAUDITA

100 km 100 km
MAR VERMELHO MAR VERMELHO

Proposição de Estado judeu Estado de Israel

Proposição de Estado árabe Anexação da Cisjordânia pela Jordânia em 1960

Zona internacional (Jerusalém) Administração militar egípcia em Gaza

Zona militar britânica de 1938 a 1954 Jerusalém dividida em Israel e a Jordânia

Países árabes Países árabes

1967 1973-2007
Após a guerra Após a guerra
dos Seis Dias LÍBANO do Kippour LÍBANO

Sul do Líbano SÍRIA


SÍRIA
Golan Golan
Haïfa Haïfa
MAR MEDITERRÂNEO MAR MEDITERRÂNEO
Roberto GIMENO et Atelier de cartographie de Sciences Po, julho de 2007

Nabulus Nabulus
Tel-Aviv Tel-Aviv

Porto Said Gaza Hebron Porto Said Gaza Hebron

Beersheba
Beersheba

JORDÂNIA JORDÂNIA
Suez Suez

Sinai Eilat Sinai Eilat

EGITO
EGITO

ARÁBIA SAUDITA ARÁBIA SAUDITA

100 km 100 km
MAR VERMELHO MAR VERMELHO

Estado Territórios ocupados Anexação de


Estado de Israel de Israel por Israel em 2007 Jerusalém Leste

Linha de armistício em outubro de 1973


Territórios ocupados por Israel

Anexação de Jerusalém Leste Territórios ocupados em 1967,


restituídos em 1974, 1982 e 2000

Países árabes Territórios palestinos

Territórios ocupados em 1978


Fonte: F. W. Putzger, Historischer Weltatlas, Cornelsen, Berlin, 1992. e restituídos em 2000

As fronteiras de Israel. Fonte: Questions internationales no 28, 2007, La Documentation française.

25

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Geografia - 3a série - Volume 2

1. Com base no mapa “1947 – a divisão da onu”, quais foram os estados criados pela onu na
partilha da palestina em 1947?

2. quais as modificações ocorridas na região da palestina após a 1a Guerra entre árabes e israelenses,
em 1948-49?

3. de acordo com o mapa “1967 – após a guerra dos Seis dias”, identifique os territórios tomados
por Israel na Guerra dos Seis dias.

26

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Geografia - 3a série - Volume 2

4. pesquise em livros ou internet os acordos de paz entre palestinos e israelenses, principalmente os


tratados de oslo I e II. após a pesquisa, elabore um pequeno texto destacando a atual situação
da comunidade palestina nos territórios ocupados por Israel.

Europa: ETA e IRA


as identidades coletivas que singularizam as nações da europa são fortemente arraigadas em
alguns países, como Irlanda e espanha, criando até mesmo conflitos étnico-regionais. pesquise
as ocorrências mais significativas de conflitos étnico-regionais nesses países e elabore um resumo
das causas desses conflitos expondo os resultados de seu trabalho para a sala.

27

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Geografia - 3a série - Volume 2

Leia o relato da jornalista e escritora norueguesa Asne Seierstad, em seu livro Crianças de
Grosny, e os mapas a seguir e responda:

Europa: conflitos no Cáucaso


Há duas palavras que definem o que significa ser russo. Um é rossianin, que se usa para
designar o cidadão russo, e a outra é russki, que se refere à etnicidade. Apenas um eslavo pode ser
russki – “um de nós”. Em seus discursos à população, o presidente Vladimir Putin evidentemente
usa a palavra correta, rossianin, que inclui todos os cidadãos, sejam eles ortodoxos, muçulmanos,
budistas ou judeus. Timur é rossianin, mas não é russki. É cidadão da Rússia, mas não russo.
Timur é checheno. Além de russo, fala sua língua materna, o checheno, mas nunca foi alfa-
betizado nessa língua. Conhece sua cultura por meio de lendas e mitos, mas nunca aprendeu
a história. Sabe que é muçulmano, mas nunca aprendeu a rezar. Procura ter orgulho, mas não
sabe muito bem do que se orgulhar. Sabe que quer lutar e sabe contra quem.
SEIERSTAD,
G eo _ 3a Asne. Crianças
_2 b i_m 011de Grosny. Tradução de Kristin Garrubo. Rio de Janeiro: Record, 2008. p. 16.

Cáucaso: rotas de gasodutos e oleodutos, 2007


Oleodutos e Gasodutos

Krasnodar

Federação Russa
Kropotkin

Krasnodar Anmavir Stavropol Stavropol


Novorossiisk
Budyonnovsk Neftekumsk
Maikop Nevinnomysk
Jubga
Adyghea
Mineralnye
Tuapse Vody Komsomolsk
Sochi Karachai
Cherkessia Chechênia Aktau
Kabardino
Abkhazia Ingushetia
Balkaria
Grozny
Sokhumi
Ossetia Vladikavkaz Makhachkala
Mar Negro do Norte
Zugdidi Mar Cáspio
Daghestan
Kulevi Kutaisi Ossetia
NSGP

Poti do Sul Derbent


Supsa GEÓRGIA Telavi
Akhatskhe
Ajaria Tbilisi Rustavi
Batumi Sartichala
Samsun Sheki
Reservatório
Gyumri Mingechevir
Dilijan AZERBAIJÃO Sumgalt
Dyubendi
Oleodutos ARMÊNIA Gyanja
Existentes Lago
BTC

Sevan Sangachaly Baku


Rotas Alternativas Armavir Nagorno-
Yerevan Karabakh
Portos petrolíferos Ali - Bairamly
Turquia Stepanakert
Refinarias Lachin
Para Ankara
Oleodutos fechados Nakhchevan
(AZ) Kapan
Gasodutos Para Ceyhan Nakhchevan
Existentes
Agaran Lenkoran
Projetados ou
Lago Van
em construção IRÃ N

NSGP – Rota norte-sul


BTC – Baku-Tbilisi-Ceihan 0 0 716
580km
km
Para Teerã

Cáucaso: rotas de gasodutos e oleodutos, 2007. Fonte: Le Monde Diplomatique. Disponível em: <http://www.
monde-diplomatique.fr/cartes/projetsgazpetrole>. Acesso em: 12 nov 2008.

28

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Geografia - 3a série - Volume 2

Geo_3a_2bi_m012

Federação Russa: etnias

Anadyr
OCEANO GLACIAL ÁRTICO TCHUVACHES

KORIAKS

Murmansk Nova
Zemlya

CARÉLIA
São Petersburgo Petrozavodsk TAIMIR Kamchatka
Novgorod NENIETS
Doudinka
IAKUTYA OCEANO
KOMIS Salekhard
Moscou Syktyvkar Iakutsk PACÍFICO
TCHUVACHES LAMAIO- EVENKIS
KHANTI- NENIETS
MARI MANSYS Toura
MORDÓVIA OURMOURTIE
Saran sk Sacalina
MAR Kazan
TATARSTAN Ekaterimburgo
NEGRO Oula
KALMUKIA BACHKORSTÃO Kabaroski
ADIGES
KARATCHAI Omski
TCHERKES Kemerovo BURIATYA BURIATAS DE
KABARDINO OSSÉTIA DO NORTE Novossibirsk INGHYSKOIE
Abakan BOURIATIE REGIÃO AUTÔNOMA
BALKÁRIA INGUCHEA TOUYA
Groznyi Machackala CHECHÊNIA KAKHÁSSIA Ulan-Ude DOS JUDEUS
Irkutsk
DAGUESTÃO KIRYL
MAR ALTAI Vladivostok
DE ARAL

Federação Russa Eslavos: Caucasianos: Uranianos: Baixa densidade


Superfície: 17 075 400 km Russos Fino-Ugrianos demográfica
População: 147 000 000 hab. Ucranianos Samoiedas RA Região Autônoma
Siberianos: DN
Russos: 81% Tártaros: 41% Persas: Distritos Nacionais
Altaicos: N
Ucranianos: 3% Tchuvaches: 12%
Ossetos Turcos
Backtis: 1% Moldovos: 1%
Bielorussos: 0,8% Chechenos: 0,6% Mongóis 00 560km
597 km
Alemães: 0,5% Tongouses

Federação Russa: etnias. Fonte: Le Monde Diplomatique. Disponível em: <http://www.monde-diplomatique.fr/cartes/russieethniquemdv1997>.


Acesso em: 12 nov. 2008.

1. Com base na observação da legenda do mapa “Federação Russa: etnias” e no texto “Europa:
conflitos no Cáucaso”, qual explicação para a afirmação da autora de que “Timur é rossianin,
mas não é russki. É cidadão da Rússia, mas não russo.”?

2. Com base em seus conhecimentos de geografia e no mapa “Cáucaso: rotas de gasodutos e oleo-
dutos”, quais hipóteses podem explicar o grande interesse da Rússia em manter o controle sobre a
Chechênia?

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Geografia - 3a série - Volume 2

Desafio!

Conflitos na África: Ruanda


“o coração das trevas”, foi assim que o escritor Joseph Conrad definiu ruanda, país da
África Central que sofreu uma avassaladora guerra civil no ano de 1994. não muito distante
dessa região, no mesmo continente, ainda hoje, outros focos de tensão e destruição se intensifi-
cam e muitos países africanos enfrentam sérios problemas políticos que redundam em violentas
guerras tribais de difícil solução.

a) uma das políticas coloniais adotadas por países europeus na África foi a artificialização das fron-
teiras. estabeleça relações entre essa política e a situação dos países africanos na atualidade.

b) analise os dados dos gráficos a seguir, considerando as consequências socioeconômicas e a


situação política de ruanda na década de 1990.

EVOLUÇÃO DO PNB POR HABITANTE EVOLUÇÃO DA PRODUÇÃO ALIMENTAR


DÓLARES POR HABITANTE BASE 100 EM 1989
280 130
260 120
240 110
220 100
200 90
180 80
160 70
140 60
120 50
100 40
1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997

evolução do produto nacional Bruto e da produção alimentar de ruanda – década de 1990. Fonte: Le Monde
Diplomatique. disponível em: <http://www.monde-diplomatique.fr/cartes/>. acesso em: 12 nov. 2008.

30

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Geografia - 3a série - Volume 2

1. Leia o texto a seguir e responda às questões:

Hamas é principal alvo de Israel em Gaza


Angela Corrêa da Silva
Especialmente para o São Paulo faz escola

Em dezembro de 2008, Israel iniciou fer- Gaza, o que lhe rendeu apoio nas eleições
renho ataque à Faixa de Gaza, tendo como de 2006. Os interesses políticos e a disputa
principal objetivo desmantelar as bases de entre lideranças do Hamas e da Fatah, orga-
sustentação do Movimento de Resistência Is- nização palestina fundada por Yasser Arafat,
lâmica, grupo fundamentalista conhecido como em 1964, têm provocado enormes dificuldades
Hamas. para se negociar a existência de um Estado
Palestino de fato, na região. Como resultado,
O Hamas foi criado em 1987, tendo como
desde junho de 2007, o presidente da Autori-
principal líder o xeque Ahmed Yassin, assas-
dade Palestina, Mahmoud Abbas, decretou a
sinado em 2004. Em sua carta fundamental, assi-
ilegalidade do Hamas.
nada em agosto de 1988, o Movimento não aceita
a existência de um estado judeu na Palestina e Com intuito de coibir o fortalecimento e
exorta o fim do Estado de Israel e o estabeleci- os avanços das forças do Movimento, Israel
mento de um único Estado em todo território passou a controlar o espaço aéreo e o acesso
palestino. Em seus ataques contra Israel, o marítimo à Gaza, da mesma forma que cercou
Hamas utiliza ações suicidas tendo como alvo
Gaza com enormes muralhas, tanto do lado
a população civil israelense, além de direcionar
egípcio quanto israelense. Esta estreita faixa
mísseis contra os territórios fronteiriços entre
de terras, situada às margens do mar Mediter-
Israel e Gaza.
râneo, faz fronteira com o Egito e Israel. Em
Financiado por fundamentalistas exter- seus 367 km2 vivem mais de 1,4 milhão de ha-
nos, além das ações terroristas, a organização bitantes, o que representa uma das maiores
desenvolveu uma ampla rede de assistên- concentrações populacionais do mundo, com
cia social à população palestina na Faixa de cerca de 3 800 habitantes por km2.

a) por que Israel considera o hamas uma organização terrorista?

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Geografia - 3a série - Volume 2

b) qual a relação entre o hamas e a população palestina?

2. na espanha, no Cáucaso e na Índia ocorrem conflitos políticos separatistas motivados:

a) pela dominação colonial.

b) por antagonismos étnicos.

c) por ocupação estrangeira.

d) por problemas econômicos.

e) pela religião.

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Geografia - 3a série - Volume 2

?
!
SItuação de aprendIzaGem 4
amÉrICa LatIna?

analise os dados da tabela a seguir e, com o auxílio de um mapa político da américa Latina,
responda às questões:
População indígena estimada na América Latina
(das cifras, aproximadamente 50% são mulheres)
Países segundo % de População indígena
País
população indígena Milhões % População total
Bolívia 4,9 71
Grupo 1 Guatemala 5,3 66
40% → peru 9,3 47
equador 4,1 43
Belize 0,029 19
honduras 0,7 15
méxico 12 14
Chile 1 8
Grupo 2
el Salvador 0,4 7
5% – 20%
Guiana 0,045 6
panamá 0,14 6
Suriname 0,03 6
nicarágua 16 5
Guiana Francesa 0,014 4
paraguai 0,1 3
Colômbia 0,6 2
Grupo 3 Venezuela 0,4 2
1% – 4% Jamaica 0,048 2
porto rico 0,072 2
Costa rica 0,03 1
argentina 0,05 1
Grupo 4
Brasil 0,3 0,2
→ 1%
população indígena estimada na américa Latina (das cifras, aproximadamente 50% são mulheres). Fonte primária: meentzen, a.
Estratégias de desenvolvimento culturalmente adequadas para mulheres indígenas. Washington: Banco de desenvolvimento, 2000;
quadro publicado em Equidade em saúde: a partir da perspectiva étnica. Washington: organização pan-americana de Saúde, 2001. p. 16.
Fonte secundária: Sader, emir (Coord.). Latino-americana. Enciclopédia contemporânea da América Latina e do Caribe. rio de Janeiro:
Laboratório de políticas públicas da uerJ; São paulo: Boitempo editorial, 2006. p. 580.

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Geografia - 3a série - Volume 2

1. Com base na tabela “população indígena estimada na américa Latina”, localize no mapa os cinco
países com maior presença indígena no total da população. Como a localização geográfica desses
países e o que você sabe sobre a colonização dessas regiões explica esses dados?

2. Com base na tabela “população indígena estimada na américa Latina”, localize no mapa os cinco
países com menor percentual de indígenas no total da população. Como a localização geográfica
desses países e o que você sabe sobre a colonização dessas regiões explica esses dados?

3. quais motivos explicam a baixa presença de indígenas no total da população brasileira?

34

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Círc
u
lo P
ola
Árr
co

ti
Geografia - 3a série - Volume 2

CANADÁ

Observe o mapa a seguir:

América Latina: guerras e zonas de tensão

Tróp
ico d
e Câncer
MÉXICO

HAITI

GUERRERO
CHIAPAS

GUATEMALA ILHA DE SAN ANDRÉS OCEANO ATLÂNTICO


EL SALVADOR
NICARÁGUA
GUIANA
VENEZUELA
SURINAME

COLÔMBIA
Equador
EQUADOR

PERU

OCEANO PACÍFICO BOLÍVIA

CHILE

io
órn
a pric
eC
od
rópic
T

Guerras e zonas de tensão


Guerra civil
Graves distúrbios internos N
N
Disputas fronteiriças
Ilhas Malvinas
Acordos de paz ou negociação
em curso 00 760
936km
km

América Latina: guerras e zonas de tensão. Fonte: El Atlas de Le Monde Diplomatique. Buenos Aires: Capital Intelectual S.A., 2006. p. 41. Mapa
elaborado a partir do original, com as seguintes adaptações para fins didáticos: recorte do mapa-múndi para destaque da América Latina; supressão
de itens da legenda não representados no recorte; acréscimo de cotas.

Elaboração de mural
Com base no mapa “América Latina: guerras e zonas de tensão”, escolham um dos principais
focos ou zonas de tensão na América Latina e elaborem uma pesquisa para ser socializada no mural
de sala de aula. O material a ser afixado deve expressar uma síntese dos resultados obtidos pelo gru-
po. O objetivo deste trabalho é expor em sala de aula e discutir os diferentes conflitos, de modo que
cada grupo socialize seus conhecimentos com os demais.
35

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Geografia - 3a série - Volume 2

Observe o mapa “Colômbia: guerrilhas e paramilitares”.

(ANTILHAS)
MAR DO CARIBE GUAJIRA
Riohacha
Santa Marta

ATLANTICO

BOLIVAR

PANAMÁ Monteria SUCRE

CÓRDOBA
VENEZUELA
SANTANDER

ANTIOQUIA

SANTANDER ARAUCA

Quibdo Puerto Carreno


BOYACA CASANARE
OCEANO CHOCO CALDAS Tunja
PACÍFICO Yopal
Bogotá
VICHADA

Puerto
VALLE META Inírida
TOLIMA
Cali

Neiva
GUAINIA
Popayán

HUILA

NARIO Florencia
GUAVIARE Mitu
Pasto
PUTUMAYO VAUPES
CAQUETA

EQUADOR
AMAZONAS

PERU
BRASIL
FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia)

ELN (Exército de Libertação Nacional)

Paramilitares antes da desmobilização

Zona com elevada concentração de pessoas desalojadas 0 200 km


(entre 2,5 a 3 milhões em toda a Colômbia)

Fonte: Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), 2005.

Colômbia: guerrilhas e paramilitares. Fonte: El Atlas de Le Monde Diplomatique. Buenos Aires: Capital Intelectual S.A., 2006. p. 153.

36

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Geografia - 3a série - Volume 2

Faça uma pesquisa a respeito dos grupos de guerrilha e paramilitares que agem na Colômbia
considerando os aspectos a seguir:

a) Como surgiram?

b) Como agem?

c) quais são seus interesses?

37

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Geografia - 3a série - Volume 2

Com base no mapa a seguir, responda:


Colômbia: um território sob intensa vigilância
ESTADOS Virginia
Radar com detecção além
UNIDOS do horizonte (ROTHR)
Texas OCEANO
Rede de radares da Bacia do Caribe
ATLÂNTICO
Sistema de Vigilância da Amazônia
(SIVAM): luta contra o desmatamento,
Trópico produção e tráfico de drogas,
d e Câncer
exploração ilegal de metais
Porto Rico preciosos (ouro eOCEANO
prata).
CUBA
(Estados Unidos) Sistema de vigilância e controle antidrogas
MÉXICO ATLÂNTICO
Radares instalados pelos
Estados Unidos
Radares instalados pelas forças
San Andrés nacionais de luta antidrogas
Radares móveis
Bases aéreas
VENEZUELA

OCEANO
PACÍFICO COLÔMBIA
Equador

EQUADOR

BRASIL
PERU
N

BOLÍVIA
00 677 km
632 km

Colômbia: um território sob intensa vigilância. Fonte: Federation of american Scientists (FaS); transnational Institute, Briefing series –
2003. El Atlas de Le Monde Diplomatique. Buenos aires: Capital Intelectual S.a., 2006. p. 152. adaptado.

1. Identifique no mapa “Colômbia: um território sob intensa vigilância” os países responsáveis


pelos sistemas de vigilância do território colombiano.

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2. quais são os interesses do Brasil ao instalar o Sistema de Vigilância da amazônia?

3. moisés naím, autor do livro Ilícito, acerca das redes de crime organizado no mundo, afirma que,
apesar da natureza global do comércio, a maior demanda provém dos estados unidos, enquanto
Colômbia, méxico, afeganistão e alguns outros são responsáveis pela oferta. Considerando esta
afirmação, e as informações apresentadas no mapa, por que os eua não conseguem conter o
avanço do narcotráfico? e, ainda, quais outros interesses os eua têm ao instalar uma rede de
segurança na porção sul do continente americano?

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1. Leia o texto e observe a imagem que o acompanha.

em 30 de setembro de 2005, o jornal dinamarquês Jyllands-Posten publicou 12 charges


associando maomé ao terrorismo. em seguida, outros 50 jornais em todo o mundo republi-
caram os desenhos. não tardou para que fortes polêmicas e reações eclodissem nas comuni-
dades muçulmanas, adentrando o ano de 2006, causando, em alguns casos, ofensivos ataques
motivados pela indignação diante da forma irônica como a cultura muçulmana e o profeta
maomé foram retratados. em todo o mundo, as principais agências de notícias publicaram
os inúmeros efeitos que se seguiram à larga divulgação daquelas imagens: a saída da arábia
Saudita de embaixadores da dinamarca, os boicotes por parte dos últimos aos produ-
tos dinamarqueses, os protestos, incêndios e problemas diplomáticos nos quatro cantos da
europa, como na dinamarca, Suécia, noruega, Áustria, como também em países de outros
continentes, como nova zelândia, egito, Indonésia, turquia e tailândia. em 13 de fevereiro
de 2008, cinco grandes jornais dinamarqueses voltaram a publicar as charges depois que foi
descoberto um plano para assassinar um de seus desenhistas; novamente, não faltaram reações
em meio à comunidade muçulmana espalhada pelo mundo.
elaborado por Sérgio adas especialmente para o São Paulo faz escola.
© Bernard Bisson/epa/Corbis-Latinstock

protestos diante da embaixada dinamarquesa em Berlim, alemanha, em função da publicação das charges de maomé pelo jornal dina-
marquês Jyllands-Posten (2005).

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Com base no texto e na imagem anteriores:

a) discorra sobre o contexto de surgimento e o significado da expressão “choque de civilizações”.

b) aponte, ao menos, duas críticas que são dirigidas à teoria do “choque de civilizações”.

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2. enem/2003 – Segundo Samuel huntington (autor do livro O choque de civilizações e a recom-


posição da ordem mundial), o mundo está dividido em nove “civilizações”, conforme o mapa
adiante.

o mundo das civilizações pós-1990. Fonte: enem-2003.

na opinião do autor, o ideal seria que cada civilização principal tivesse pelo menos um assento
no Conselho de Segurança das nações unidas. Sabendo-se que apenas eua, China, rússia,
França e Inglaterra são membros permanentes do Conselho de Segurança, e analisando o mapa,
pode-se concluir que:

a) atualmente, apenas três civilizações possuem membros permanentes no Conselho de Segurança.

b) o poder no Conselho de Segurança está concentrado em torno de apenas dois terços das
civilizações citadas pelo autor.

c) o poder no Conselho de Segurança está desequilibrado, porque seus membros pertencem


apenas à civilização ocidental.

d) existe uma concentração de poder, já que apenas um continente está representado no Con-
selho de Segurança.

e) o poder está diluído entre as civilizações, de forma que apenas a África não possui represen-
tante no Conselho de Segurança.

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3. Leia o texto a seguir:

Com apenas 11 anos, o estudante ahmad amame, na época aluno da 6a série, alertou os
colegas de classe que havia erros na apostila de história. muçulmano, ele percebeu que as infor-
mações sobre o islamismo estavam distorcidas. “a apostila dizia algumas coisas diferentes do que
aprendi em casa”, explicou ahmad, hoje com 13 anos, estudante da escola Islâmica Brasileira,
na Vila Carrão (zona leste de São paulo).
o episódio, que aconteceu há dois anos, não é restrito à escola de ahmad. uma disserta-
ção de mestrado feita na uSp analisou 53 livros didáticos de história do ensino fundamental
publicados entre 1985 e 2004 e mostrou que todos continham erros no conteúdo sobre o isla-
mismo.
um dos erros mais comuns, por exemplo, é dizer que jihad significa guerra santa. a tradução
de jihad é esforço. Segundo a pesquisa, os erros levam a uma imagem negativa dos muçulmanos.
pelo menos 9 das 53 obras analisadas fazem parte do pnLd (programa nacional do Livro
didático) do governo federal e são distribuídas em toda a rede pública.
em São paulo, tanto o estado como a prefeitura escolhem seu material didático de acordo
com a lista recomendada pelo governo federal. outros livros da lista são usados por grandes escolas
particulares da capital paulista. “algumas informações equivocadas podem gerar preconceito no
leitor ou até aumentar estereótipos”, diz a professora ana Gomes, autora da dissertação [...].
BrIto, Luisa. Livros didáticos distorcem o islamismo. Folha de S.Paulo, 29 mar. 2006. Caderno Cotidiano.

de acordo com sua interpretação do texto e com base em seus conhecimentos, explique isla-
mismo e fundamentalismo islâmico, ressaltando por que é importante diferenciar o significado
dessas expressões.

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4. Leia atentamente o texto a seguir:

a Checheno-Inguchétia reunia dois povos que lhe davam o nome e era uma república
autônoma antes da desintegração da união Soviética. posteriormente à desagregação deste país,
em 1991, os líderes políticos da Chechênia não aceitaram assinar o tratado de adesão à Federa-
ção russa e proclamaram sua independência. Como o governo de moscou não reconheceu essa
iniciativa, a partir de dezembro de 1994 passou a enviar tropas militares à Chechênia, acirrando
os conflitos nessa antiga república soviética.
elaborado por Sérgio adas especialmente para o São Paulo faz escola.

quais os interesses russos na região da Chechênia?

5. território montanhoso, com cerca de 220 mil km², situado ao norte do subcontinente indiano.
a região, compartilhada pela Índia (cerca de 100 mil km²), paquistão (cerca de 80 mil km²) e
China (cerca de 40 mil km²), tem sido alvo de disputas territoriais entre esses três países desde
o final da década de 1940. a origem do conflito remonta à partilha da Índia britânica, que deu
origem, em 1947, a dois países: o paquistão, com maioria da população muçulmana, e a Índia,
majoritariamente hindu.
a região que motivou conflitos entre Índia e paquistão em 1999 é:

a) o punjab.

b) o Sri Lanka.

c) a Caxemira.

d) a malásia.

e) n.d.a.
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6. Com base no trabalho de pesquisa que realizou junto ao seu grupo e a partir da apresentação e
exposição do mural formado com a colaboração dos demais, comente:

a) as informações e conhecimentos que aprendeu sobre o tema pesquisado pelo seu grupo.

b) Como os outros grupos colaboraram para que você compreendesse melhor os principais fo-
cos ou zonas de tensão pesquisados. apresente conceitos e informações importantes ou que
chamaram a sua atenção.

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7. Leia o texto:

o surgimento de poderosos cartéis do narcotráfico levou o país nas últimas décadas a um pro-
cesso de desagregação, com a criação de grupos armados fora do controle do estado. nem mesmo
o conflito do exército com os remanescentes da guerrilha de esquerda dos anos 1960 – as FarC e
o exército de Libertação nacional – é tão grave quanto as milícias de extrema-direita patrocinadas
por latifundiários, comerciantes e barões da droga. muitos consideram que estes representam o
principal obstáculo às negociações de paz iniciadas pelo presidente andrés pastrana, em janeiro
de 1999. posteriormente, quando Álvaro uribe assumiu a presidência da república (2002),
estimava-se que a guerrilha detivesse o controle de 40% do território do país. em muitas vilas e
cidadezinhas do interior, os representantes do estado só podiam entrar escoltados pelo exército.
desde a subida ao poder do presidente, perto de 140 guerrilheiros foram mortos e, somente em
2005, 70 sindicalistas foram assassinados, vítimas da política protagonizada pelo presidente que
mantém fortes alianças com os estados unidos. a situação humanitária é calamitosa, com mais
de 3 milhões de deslocados e milhares de prisioneiros políticos. a tortura tornou-se uma prática
comum e permanecem na impunidade todos os crimes contra a humanidade e de genocídio em
grande parte praticados pelos paramilitares e o estado.
elaborado por Sérgio adas especialmente para o São Paulo faz escola.

a realidade descrita acima refere-se:


a) ao peru. c) à Colômbia. e) n.d.a.

b) à Venezuela. d) à argentina.

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Filmes

●● Arena da morte (Zirat Ha’Rezach/The Arena of Murder). direção: amos Gitai. Israel, 1996.
95min. em 4 de novembro de 1995, o primeiro-ministro de Israel, Yitzhak rabin, foi assas-
sinado em tel aviv pelas mãos de um jovem radical judeu. este documentário foi o primeiro
a ser feito sobre o assunto, analisando as repercussões do assassinato. as incertezas sobre o
futuro do país, as dificuldades do processo de paz com os palestinos e os demais vizinhos
árabes e as memórias das guerras dos anos 1960 e 1970 são discutidas por personalidades
de Israel. além disso, Gitai retrata uma nação em luto, de haifa a Gaza, de Golan a tel
aviv, onde cada imagem é plena de conteúdo político.

●● Domingo Sangrento (The Bloody Sunday). direção: paul Greengrass. Inglaterra, 2002.
107min. Baseado no livro de don mullan, o filme apresenta os fatos que marcaram o dia
30 de janeiro de 1972 na cidade de derry (Irlanda do norte), quando soldados britânicos
atiraram e mataram 13 participantes de uma passeata por direitos humanos. esse fato ficou
conhecido como “domingo Sangrento” e deu origem ao filme.
●● Hotel Ruanda (Hotel Rwanda). direção: terry George. estados unidos, 2004. 121min.
Baseado numa história real, o filme apresenta os horrores da guerra étnica entre tutsis e
hutus em ruanda, ocorrida em 1994. o filme conta a história de paul rusesabagina, gerente
do luxuoso hotel milles Collines, localizado na capital do país, que de forma heroica
conseguiu abrigar mais de 1 200 pessoas durante o conflito.

Livros

●● BaCIC oLIC, nelson; Canepa, Beatriz. Geopolítica da América Latina. 2. ed. São pau-
lo: moderna, 2003. (polêmica). o livro trata da evolução geopolítica das principais nações
latino-americanas, tendo como pano de fundo a permanente ingerência dos estados uni-
dos nos destinos dos países da região. discute o futuro dessa região no contexto mundial
oferecendo, ao mesmo tempo, um panorama didático e rigoroso sobre os graves problemas
que afligem os países latino-americanos.
●● ________. Oriente Médio e a Questão Palestina. 2. ed. São paulo: moderna, 2003. (polêmica).
o livro analisa as questões geopolíticas do oriente médio, uma das mais conturbadas
regiões do planeta. Sem perder o tom didático, os autores discutem as causas desses confli-
tos por intermédio da conjunção de fatores históricos, geográficos, religiosos, estratégicos,
culturais, sociais, étnicos e econômicos, o que torna este trabalho uma boa fonte de pes-
quisa e leitura para os alunos.

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Sites

●● Conselho Indigenista Missionário, acesse: <http://www.cimi.org.br>. Criado em 1972, o


CImI é um organismo vinculado à Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CnBB),
cuja atuação missionária conferiu um novo sentido ao trabalho da Igreja Católica junto aos
povos indígenas. neste site, podem ser consultados artigos e notícias atuais sobre a situa-
ção dos povos indígenas no Brasil e na américa Latina, como, por exemplo, o movimento
indígena na Bolívia e a questão dos impactos socioambientais dos projetos de oleodutos e
gasodutos nas comunidades indígenas do país.
●● Instituto da Cultura Árabe, acesse: <http://www.icarabe.org/default.asp>. o site proporcio-
na a leitura e consulta de artigos, reportagens e entrevistas sobre a cultura árabe, discutindo
questões fundamentais do mundo contemporâneo e de interesse para as aulas de Geografia.
o marco histórico de proposição do Instituto da Cultura Árabe se deu com a crescente inves-
tida dos eua sobre o oriente médio e a morte do intelectual palestino edward Said.
●● Laboratório de Estudos do Tempo Presente/TEMPO, acesse: <http://www.tempopresente.
org/index.php>. Criado em 1994 e localizado no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais,
como parte da universidade do Brasil (uFrJ), esse centro de estudos disponibiliza em seu
site inúmeros artigos, mapas e notícias sobre vários assuntos abordados neste Caderno do
professor. em particular, nas seções “américa do Sul” e “terrorismo e conflitos” poderão
ser encontrados materiais para discussão em sala de aula. Vale insistir para que os alunos o
visitem com frequência.

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