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Artes dos astecas

O Calendário Asteca, também conhecido como Pedra do Sol, é o calendário utilizado pelos astecas,
povo que habitou a região do México até meados do século XVI. Este calendário era baseado no ano
solar, assim possuíndo 365 dias.

O SEGREDO DOs Astecas


Pedra do Sol: o monólito mais célebre da civilização

Assim como os seus antecessores incas, Os Astecas fascinam a arqueologia e despertam suposições em
torno do seu desaparecimento. Comunidade marcada pelo trabalho e pelas crenças religiosas, Os Astecas
habitavam a região de Astlán, a noroeste do México. Sucessores diretos da linhagem dos toltecas, Os
Astecas inicialmente formavam uma pequena tribo de caçadores e coletores que, em 1325, se deslocou em
direção à zona central mexicana e desenvolveu uma agricultura moderna e de subsistência. Entre as
invenções dOs Astecas, constam a irrigação da terra e a construção dos "jardins flutuantes" - cultivo de
vegetais em terrenos retirados do fundo dos lagos. A construção das chinampas (nome dado a esses jardins)
era feita nos lugares mais rasos dos lagos. Os Astecas demarcavam o local das futuras chinampas com
estacas e juncos, enchiam-nos com lodo extraído do fundo do lago e misturavam com um tipo de vegetação
aquática que flutuava no lago. Esta vegetação formava uma massa espessa sobre a qual se podia caminhar.
Estas tecnologias foram essenciais para a fundação e sobrevivência de Tenochtitlán.

Tenochtitlán, capital do império asteca, era bela e bem maior que qualquer cidade da Europa na época. Esta
metrópole teve seu apogeu de 400-700 d.C. Com suas enormes pirâmides do Sol e da Lua (63 e 43m de
altura, respectivamente), sua Avenida dos Mortos (1.700m de comprimento, seus templos de deuses agrários
e da Serpente Plumada, suas máscaras de pedra dura, sua magnífica cerâmica, ela parece ter sido uma
metrópole teocrática e pacífica, cuja influência se irradiou até a Guatemala.

Sua aristocracia sacerdotal era sem dúvida originária da zona dos Olmecas e de El Tajín, enquanto a
população camponesa devia ser composta por indígenas Otomis e outras tribos rústicas. A religião
compreendia o culto do deus da água e da chuva (Tlaloc), da serpente plumada (Quetzalcoatl) símbolo da
fecundidade agrária e da deusa da água (Chalchiuhtlicue). Acreditavam na vida após a morte, em um paraíso
onde os bem-aventurados cantariam sua felicidade resguadardos por Tlaloc.

Ascensão e derrocada
Hernan Cortes

O império inca foi construído em apenas um século (XIV). A derrocada veio tão rapidamente quanto a sua
ascensão. Em nome da Igreja Católica e da Monarquia do Velho Mundo, os conquistadores espanhóis
Hernández de Córdoba, Grijalva e Hernán Cortés, chegaram em 1517 no México, conquistaram e destruíram
a civilização Asteca, erguendo sobre as ruínas do templo de seu deus mais importante, uma catedral cristã. A
prisão do Príncipe Montezuma e sua submissão direta a Hernán Cortés e Fernán Pizarro. Humilhado e
submetido aos favores dos espanhóis, Montezuma foi decepado.

Por incrível que possa parecer, a civilização asteca simplesmente desapareceu. Várias são as hipóteses para
sua "fuga". Uma delas alega que o massacre dOs Astecas teria impelido os membros da civilização a
debandarem para a Floresta da América Central. Outra hipótese, coadunada por ufólogos e fanáticos em
discos voadores, afirma que Os Astecas eram seres extraterrestres ou produtos híbridos, que teriam
retornado aos seus planetas de origem, assim que a missão tivesse sido concretizada. Poucos indícios
revelam o paradeiro desse povo misterioso. Entretanto, por volta de 1988 uma equipe de reportagem de uma
TV de El Salvador encontrou um achado um tanto desconcertante. Incrustadas na parede de um templo
estavam escritas, em náuatle (língua tradiocional dOs Astecas), as palavras: "Nós voltaremos no dia 24 de
dezembro de 2.010".

A ARTE ASTECA
As ruínas astecas indicam muito mais grandeza do que qualidade. Sua arquitetura era menos refinada que a
dos maias. Milhares de artesãos trabalhavam continuamente para construir e manter os templos e palácios.
Pequenos templos se elevavam no topo de altas pirâmides de terra e pedra, com escadaria levando aos seus
portais. Imagens de pedra dos deuses, em geral de forma monstruosa, e relevos com desenhos simbólicos,
eram colocados nos templos e nas praças.

A mais famosa escultura asteca é a Pedra do Sol, erradamente conhecida como Calendário de Pedra Asteca.
Está no Museu Nacional de Antropologia da Cidade do México. Com 3,7 m de diâmetro, a pedra tem no
centro a imagem do deus sol, mostrando os dias da semana asteca e versões astecas da história mundial,
além de mitos e profecias.

Os Astecas eram artesãos hábeis. Tingiam algodão, faziam cerâmica e ornamentos de ouro e prata e
esculpiam muitas jóias finas em jade.

Cultura e Religião de um povo místico

Dezoito deuses. O politeísmo dOs Astecas estava configurado na crença em divindades representativas para
cada uma das funções. Acreditavam em um deus que monitorava o vento, outro que monitorava o sol, outro
que cuidava das plantações e assim por diante. A religião e o Estado estavam tão unidos na sociedade asteca
que as leis civis tinham por trás de si a força da crença religiosa. Quando entravam em guerra, Os Astecas
lutavam não só por vantagens políticas e econômicas, como também pela captura de prisioneiros. Estes eram
sacrificados aos muitos deuses. A mais importante forma de sacrifício consistia em arrancar o coração da
vítima com uma faca feita de obsidiana, ou vidro vulcânico. Às vezes, os sacerdotes e guerreiros comiam a
carne da vítima.

Huitzilopochtli, a divindade asteca favorita, era o deus da guerra e do sol. Exigia o sacrifício de sangue e de
corações humanos para que o sol nascesse a cada manhã. Outros deuses importantes eram Tlatoc, da
chuva; Tezcatlipoca, "o espelho fumegante", do vento; e Quetzalcoatl, "a serpente de plumas", deus do
conhecimento e do sacerdócio. Segundo as lendas astecas, Quetzalcoatl havia atravessado o mar velejando,
mas um dia voltaria. Os deuses exigiam cerimônias especiais, orações e sacrifícios a intervalos determinados
ao longo do ano e em ocasiões especiais.

Após as guerras, o mais bravo dos prisioneiros era sacrificado. Para isso, caminhava até o altar do templo
tocando uma flauta e acompanhado de belas mulheres.

História e cultura do povo do Sol

Os Astecas, de acordo com sua própria história lendária, surgiram de sete cavernas a noroeste da Cidade do
México. Na verdade, esta lenda diz respeito apenas aos tenochca, um dos grupOs Astecas. Esta tribo
dominou o Vale do México e fundou Tenoochtitlán, que se tornaria a capital do império asteca, por volta do
ano 1325 d.C. Conta a lenda que o deus Huitzilopochtli conduziu o povo a uma ilha no Lago Texcoco. Ali
viram uma águia, empoleirada num cacto, comendo uma serpente. Segundo uma profeciam, este seria o sinal
divino para o local da construção de sua cidade.

Os tenochca começaram com um pequeno templo e logo tornaram-se os líderes da grande nação asteca. A
primeira parte da história asteca é lendária. Mas o resultado das escavações arqueológicas e os livrOs
Astecas servem de base para um relato histórico verídico. A história possui um registro bastante autêntico da
linhagem dos reis astecas, desde Acamapichtli, em 1375, a Montezuma II, que era o imperador quando
Hernán Cortés entrou na capital asteca em 1519.
O Homem de Jade, uma das misteriosas relíquias dOs Astecas

Montezuma de início acolheu os espanhóis, mas depois conspirou contra eles. Cortés então aprisionou o
imperador.

Os Astecas rebelaram-se contra os invasores e Montezuma foi morto no levante. Cortés, com quase mil
soldados espanhóis e a ajuda de milhares de aliados indígenas (tribos inimigas dOs Astecas), finalmente
conquistou Os Astecas em 1521. Sua vitória foi fácil.

Enqüanto os espanhóis possuíam armas de fogo, cavalos e armas de ferro, Os Astecas praticamente lutavam
com as mãos. Outro fator que propiciou o domínio por parte dos espanhóis foi crença, evidentemente
equivocada, de que os espanhóis seriam na verdade o deus Quetzalcoatl e seus seguidores, regressando,
como rezava a lenda.

O império asteca caiu imediatamente após a conquista. As doenças européias terminaram por assolar a
população e dizimar milhares de pessoas.

Os espanhóis arrasaram completamente o centro cerimonial de Tenochtitlán e usaram a área para seus
prédios públicos. Derrubaram templOs Astecas e erigiram igrejas católicas.

COTIDIANO

A maioria dOs Astecas vivia como os índios de hoje, nas mais remotas aldeias do México. A família morava
numa casa simples, feita de adobe ou pau-a-pique e coberta de sapê. O pai trabalhava nos campos com os
filhos mais velhos. A mãe cuidava da casa e treinava as filhas nos afazeres domésticos. As mulheres
passavam a maior parte do tempo moendo milho numa pedra chata, a metate, e fazendo bolos sem fermento,
as tortillas. Também fiavam e teciam. Os alimentos preferidos eram a pimenta, o milho e o feijão - que
produziam em larga escala para consumo. As roupas eram feitas de algodão ou de fibras das folhas de sisal.
Os homens usavam tanga, capa e sandálias. As mulheres trajavam saias e blusas sem mangas. Desenhos
coloridos nas roupas revelavam a posição social de cada asteca. Os chefes de aldeia usavam uma manta
branca e os embaixadores carregavam um leque. Em geral, os sacerdotes se vestiam de negro.

EDUCAÇÃO

Os sacerdotes tinham controle total sobre a educação. O império asteca era provido de escolas especiais, as
calmecas, que treinavam os meninos e meninas para as tarefas religiosas oficiais. As escolas para as
crianças menos disciplinadas eram chamadas de telpuchcalli, ou "casas da juventude", onde elas aprendiam
história, tradições astecas, artesanatos e normas religiosas.
Os Astecas registravam os acontecimentos mais importantes em livros feitos de papel preparados com folhas
de sisal. Estes livros eram enrolados como pergaminhos ou dobrados como mapas. Os Astecas não
possuíam um alfabeto. Criaram uma espécie de escrita em logogrifo, usando imagens e caracteres
simbólicos.

Fonte: www2.opopular.com.br

OS ASTECAS
São os antigos indígenas habitantes do México. Dominavam o país quando os espanhóis ali aportaram. Os
Astecas viviam sobre os restos de uma cultura muito mais antiga, os Toltecas. As pirâmides de Teotihuacan,
de Cholula, são consideradas muito mais importantes do que as egípcias; contudo, os Toltecas de diziam
descendentes de uma civilização muito mais perfeita: a dos Maias.

O povo asteca era compreendido de lavradores e artesãos; cada clã se dedicava a atividades específicas. Os
escravos e os criados ocupavam o último degrau da escada social. Os jovens, além dos ofícios e da guerra,
tinham acesso ao comércio. Os comerciantes constituíam classe à parte. Havia dois tipos de escolas: uma
para a nobreza (carreira sacerdotal) e outra para o povo, abrangendo os lavradores e artesãos.

Os Astecas conheciam a agricultura e cultivavam, além do milho, grande variedade de feijões, tomates,
cacau, pimenta, melão e algodão. O tabaco era somente para fins religiosos. Quanto à arte, era
essencialmente de caráter religioso, sobretudo as pinturas e esculturas notáveis.

A religião dOs Astecas admitia divindades para cada mês, dia e noite. O calendário literúrgico regia a vida
cerimonial e o calendário solar regia as atividades rurais. Uma das mais importantes relíquias mexicanas é a
grande pedra do calendário; ali, Os Astecas descreviam com sinais a sua concepção do mundo, suas quatro
idades que procederam a nossa era e que por efeito de cataclismas desapareceram. Montezuma II, imperador
asteca, foi escolhido, em 1503, por morte de seu tio, antigo imperador. Sob seu domínio, o reino asteca se
estendeu desde as costas do Atlântico até o Pacífico. A sede do seu governo era Tenochtitlan, capital da
confederação asteca, que após a conquista dos espanhóis se tornou a cidade do México. Montezuma era
extremamente religioso e estava sempre cercado de sacerdotes. A predição de que seu reino terminaria com
a chegada do grande deus branco e barbudo muito o preocupava. Com a chegada de Cortez, tentou dissuadi-
lo de conquistar seu reino, sem resultado. Foi preso como refém e mais tarde morreu, com seu reino sob o
domínio dos espanhóis.

Os Astecas eram um povo guerreiro, mas muito religioso, embora sua religião consistisse inclusive em
sacrifícios humanos. Apesar disso, alcançaram um alto nível de civilização.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Astecas, Aztecas ou Méxicas

Os índiOs Astecas, ou Méxica, foram dos povos mais civilizados e poderosos da América pré-colombiana.
Ocuparam como se autodenominaram os habitantes do Vale do México (em uma ilha do Lago Texcoco),
vieram para essa região, depois de uma longa e lenta migração. Chegaram de um lugar chamado Aztlán,
situado no sudoeste do atal Estados unidos, onde viviam como tribos guerreiras nômades. Desde a Era
Cristã, existiam civilizações urbanas, sedentárias e agrícolas na região e exemplo dos toltecas.

Os últimos a chegar ao refinado mundo do planalto mexicano foram Os Astecas sedentarizaram-se e


mesclaram-se com os toltecas e a partir da aliança feita entre as cidades de Texcoco e Tlacopan, surgiu o
"Império Asteca", tendo como centro a cidade asteca de Tenochtetlán. Cada uma das cidades-estados
possuía o seu próprio rei, mas Os Astecas tinham o comando militar na época em que ocorreu a ocupação
espanhola, os indígenas do imenso império só reconheciam um chefe: Montezuma, o imperador asteca.
A partir de sua capital, Tenochtitleán (hoje a cidade do México), Os Astecas controlavam um grande império
que incluia quase todo o centro e sul do México. Foram guerreiros famosos, com uma organização militar
muito desenvolvida.

Eles eram fortes, de pele escura, cabelos curtos e grossos, e rostos redondos. Assemelhavam-se a alguns
grupos de indígenas que hoje vivem em pequenas aldeias perto da Cidade do México.

Curiosidade

Quase todos falavam a língua Náuatle, que em determinadas palavras assemelha-se ao português, por
exemplo; tomate e chocolate, que em Náuatle é tomatl, chocolete.

Governo

O sistema governamental dOs Astecas era monárquico, onde o Conselho do Imperador, era quem elegia seu
sucessor, escolhido entre os membros da linhagem governante, e chamada Casa Real.

O coração político e espiritual dOs Astecas, era a cidade de Tenochtítlan na ilha de Tlatelolco ( Lugar do
Cacto Espinhoso ), capital do Império Asteca.

Era o Conselho do Imperador, que elegia o sucessor do Imperador, que era escolhido entre os membros de
linhagem governante, a chamada Casa Real.

O poder do Imperador era hereditário, e considerado de origem divina e ele governava auxiliado pelo "Grande
Conselho", as suas principais obrigações eram proteger o Povo e homenagear os Deuses.

Os Astecas tinham pouca liberdade de ação e pouca voz no governo devido a forma de governo ser a
Autocrácia.

Sociedade

A sociedade era bastante flexível, ocorrendo mobilidade social dentro do Império.

Alguns membros das baixas camadas livres poderiam ascender à categoria de dignitários graças à bravura
nos combates, era possível galagar postos militares e chegar a fazer parte da Aristrocracia militar. Poderiam
também, dedicar-se aos serviços religiosos e até, mesmo chegar a ser supremo Sacerdote.

Ela se organizava como uma pirâmide Deste os indígena: na base Escravos (bem tratados), Servo ( que
trabalhavam nas terras privadas da nobreza ), já a maioria da população era composta pelos Comuns
( Macehualtin ), que viviam e trabalhavam nas terras comunitárias, por direito de usufruto. Os Comuns
pertenciam a grupos familiares Capulli ( Casas Grande ), que possuíam terra, um chefe de clã e um templo.
Acima de todas as categorias anteriores, estava a Nobreza Hereditária ( Pipiltin ), de onde saíam os
burocratas para o sistema, e de cujas fileiras se formava o Conselho do Imperador.

Religião

Desde os indígenas do México, Os Astecas foram os que mais cultuaram seus Deuses. À época da chegado
dos Espanhóis, a religião Asteca era uma síntese de crenças e cultos. Os Deuses agrários dos povos
agrícolas do centro do México fundiram-se com os Deuses astrais dos povos guerreiros bárbaros.
Um dos tipos de Cerimônia de Sacrifício Humano era: Que o mais bravo dos prisioneiros de guerra era
sacrificado a cada ano. No dia de sua morte, ele tocava flauta no cortejo. Sacerdotes e quatro belas moças
acompanhavam-no.

Cultura

Embora fossem herdeiros culturais de outras grandes civilizações, Os Astecas conseguiram desenvolver
técnicas e conhecimentos bastante elevados.

A arquitetura sobressaiu na construção de monumentos, diques e aquedutos. Na arte da ourivesaria eram


mestres. Os sacerdotes, astrônomos e astrólogOs Astecas tinham com um de seus deveres contemplação do
céu e o estudo do movimento dos astros.

Os livros eram importantíssimos, os colégios dos nobres e os palácio possuíam volumosas bibliotecas. a
escrita era uma mistura de ideografia com a escrita fonética, pois alguns caracteres derrotaram idéias e
objetos, e outros, designavam sons.

O Calendário

No Calendário se encontram representadas a cosmogonia e a cronologia dos antigos mexicanos. Ao centro


destaca-se o Sol (Deus Tonatiuh) sedento de sangue com o signo nauiollin, símbolo do nosso universo. Os
quatro braços da Cruz de Santo André, correspondentes ao signo Ollin, contêm os símbolos dos quatro
antigos Sóis. Em torno destes hieróglifos, círculos concêntricos mostram os signos dos dias (vide abaixo), os
anos, representados pelo glifo xiuitl composto de 5 pontos, sendo 4 em cruz e mais outro no meio e, enfim,
duas "serpentes de turquesa", isto é, os dois períodos de 52 anos que correspondem aos 65 anos do planeta
Vênus, os dois constituindo o ciclo de 104 anos denominado ueuetiliztli ("velhice").

Os Astecas tinham conhecimento precisos sobre a duração do ano, a determinação dos solstícios, as fases e
eclipses da Lua, a revolução do planeta Vênus e diversas constelações, como as Plêiades e a Grande Ursa.
Eles atribuíam uma atenção especial à mensuração do tempo, numa aritmética que tinha como base o
número 20.

Ao fim de cada período de 52 anos, acendia-se o "Fogo Novo" no cimo da montanha de Uixachtecatl. Isto era
denominado "liga dos anos". Era comemorado como um verdadeiro "Reveillon" místico com sacrifícios,
danças, renovação de utensílio domésticos, etc.
O Calendário Asteca possuía 18 meses com 20 dias, estes últimos a saber:

Coatl - Cobra
Cuetzpallin - Leopardo
Calli - Casa
Ehecatl - Vento
Cipactli - Crocodilo
Xochitl - Flor
Quiahuitl - Chuva
Tecpatl - Pedra
Ollin - Tempo
Cozcacuauhtli - Abutre
Cuauhtle - Águia
Ocelotl - Jaguar
Acatl - Bastão
Malinalli - Erva
Ozomatli - Macaco
Itzquintli - Cão Careca
Atl - Água
Tochtli - Coelho
Mazatl - Cervo
Miquiztli - Caveira
Agricultura e Subsistência

Alimentavam-se essencialmente de milho (era tão importante que existia até um Deus-Milho), feijão, abóbora,
pimenta e tomate. Os grãos de amaranto e sálvia eram usados em mingaus. Em torno do lago, consumiam-se
peixes, crustáceos, batráquios e até insetos aquáticos. Aliás, os peixes e crustáceos só chegavam ao Planalto
para serem consumidos pelas mais altas camadas da sociedade.

O Fim do Império

Em 1519, Hermán Cortés partiu da ilha de Cuba com o objetivo de saquear a civilização Asteca.

Os Astecas tomaram conhecimento dos estrangeiros pela descrição de seus informantes. Montezuma e seus
conselheiros concluíram que Quetzalcoatl estava retornando para tomar o que era seu. Os Astecas enviaram
mensageiros com presentes para Cortés, imaginando ser ele seu Deus.

Os presentes em vestimentas, jóias e ouro despertaram a cobiça de Cortés. O conquistador Europeu,


percebeu, que havia alguns povos dominados pelOs Astecas que lhe tinham ódio: aliou-se, então, a esses
povos que recebiam os Espanhóis como libertadores.

A destruição do Império Asteca foi possível, em parte, pela superioridade em armamentos dos Europeus. Os
canhões, os cavalos, os arcabuzes e as espadas de ferro aterrorizavam os homens a pé e armados de arcos
e flechas. Não podemos esquecer também o papel desempenhado pela diplomacia de Cortés na conquista.
Esse Espanhol semi-analfabeto, sedento de ouro e sangue, soube utilizar os povos nativos dominados pelOs
Astecas, para obter seus intentos.

Era atuação do sistema capitalista Europeu, que não poupava nem mesmo vidas humanas para impor suas
regras pré-estabelecidas na política mercantilista vigente.

Fonte: www.pegue.com

OS ASTECAS
A data de 1168 é tida como aquela em que Os Astecas, uma pequena tribo de caçadores, deixam a sua
região de origem, Astlán no noroeste do México. Depois da queda dos Toltecas no Vale do México, Os
Astecas foram uma das últimas tribos a chegar às margens do lago Texcoco. Os Astecas chegaram às
margens do lago Texcoco, no Vale do México, em 1325 d. C. Eles formavam inicialmente uma tribo de
caçadores e coletores que se deslocou dos platôs áridos do norte do México em direção à zona central fértil e
mais civilizada, ocupada por povos que praticavam agricultura desenvolvida. Neste deslocamento, que se
estendeu do início do século XII ao início do século XIII, Os Astecas lutaram, mas também conviveram com
outros povos com os quais enriqueceram sua cultura e aperfeiçoaram o seu conhecimento tecnológico,
especialmente sobre a agricultura. Aprenderam a irrigarar a terra com o cultivo e a construir "jardins
flutuantes", chamados de chinampas. As chinampas são porções de terreno que os indígenas recuperavam
do fundo do lago para formar e estender a terra firme tanto para construir como para o cultivo agrícola
intensivo. A construçõa das chinampas se dá nos lugares mais rasos do lago onde se podia colocar as
diversas camadas vegetais para a formação deste tipo de terreno exclusivo do Vale do México. Os Astecas
demarcavam o local das futuras chinampas com estacas e juncos, emchiam com lodo extraído do fundo do
lago e misturavam com um tipo de vegetação aquática que flutuava no lago. Esta vegetação formava uma
massa espessa sobre a qual se podia caminhar. Estas tecnologias foram essenciais para a fundação e
sobrevivência de Tenochtitlán. Aos poucos, com sua arte guerreira e sua habilidade de aprender com os
povos entre os quais viviam, tornaram-se ricos e poderosos, se tornando um grande império. Sua capital
Tenochtitlán, era maior que qualquer cidade da Europa na época. A partir de Tenochtitlán Os Astecas
conquistaram através de guerras um território tão vasto que corresponde hoje ao México e ao norte da
América Central ( Guatemala e Nicarágua ). Este império foi construído em um século ( do início do século
XIV ao início do século XV ). A partir de 1517, expedições espanholas lideradas por Hernández de Córdoba,
Grijalva e Hernán Cortés, conquistaram e destruíram a civilização Asteca, erguendo sobre as ruínas do templo
de seu deus mais importante, uma catedral cristã.

ARTE ARQUITETURA DOS TEMPLOS E SANTUÁRIOS

Os templOs Astecas foram edificados com enormes blocos de pedras das montanhas que rodeavam o Vale
do México. Os templos eram erguidos o mais alto possível para que Os Astecas podecem ficar perto dos seus
deuses do céu. No topo havia uma plataforma onde eram sacrificadas as pessoas, geralmente prisioneiros,
escolhidas como oferendas aos deuses. Os Astecas acreditavam que deviam costruir um novo templo a cada
52 anos para agradecer aos deuses o fato de o mundo não ter ainda acabado. Em vez de demolir o velho
templo, eles construíam outro em cima daquele. Assim, cada templo era maior e mais importante do que o
anterior. Em Tenochtitlán o grande templo foi aumentado cinco vezes.

ESCULTURA

Como a arquitetura, a escultura asteca é maciça e imponente. Muitas obras mostram a influência artística dos
Toltecas, Mixtecas e dos povos da costa do golfo, porém a estatuária religiosa possui traços típicos que
expressam o caráter primitivo e violento dOs Astecas. Algumas vezes os artistas revelam uma concepção
mais naturalista, criando figuras serenas, desprovidas de elementos grotescos. É o que se verifica em certas
estátuas de Quetzalcoatl, divindade protetora das artes e das ciências, e nas de Xochipili, o senhor das flores,
divindade da alegria, da música e da dança.

PINTURA

A pintura dOs Astecas é uma arte intermediária entre a escrita e a iluminura, manifestada através da
execução minuciosa de caracteres pictográficos e da figuração de cenas históricas ou mitológicas. Os objetos
são representados de frente ou de perfil e, às vezes, as duas posições são sobrepostas, resultando numa
imagem irreal, mas sempre compreensível. Não conhecem a perspectiva e o colorido não tem nuances,
porém há sempre contornos negros delimitando cada forma e realçando a vivacidade das cores. Em certos
aspectos, essas obras lembram um dos estágios mais antigos da pintura egípcia.

ARTE PLUMÁRIA

A arte plumária, trabalho com penas, era uma produção familiar. Enquanto as crianças preparavam cola de
excremento de morcego, a mulher escilhia e tingia as penas. Para fazer um escudo, o artesão primeiro fazia o
desenho e um molde. Com ele, transferia o desenho para um pedaço de pano colado a fibras de cacto.
Cortava as penas tingidas de acordo com o desenho e enfiava-as no tecido. Depois colava o pano num
pedaço de madeira. Quando a cola secava, ele aplicava a camada final de penas, delineando o desenho com
finas faixas de ouro. As penas, mais caras eram as do sagrado pássaro verde quetzal e as do colibri de cor
turquesa.

ARTESANATO

Os Astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos Toltecas, cuja civilização
desaparecera muito antes de Os Astecas chegarem ao Vale do México. Os artesãos moravam em bairros
separados na cidade, adorando seus próprios deuses e ensinando sua arte apenas aos seus filhos. Grande
parte de seus trabalhos era para o rei. Com os tributos enviados pelas cidades conquistadas, faziam tiaras,
mantas e jóias. O rei então recompensava os grandes guerriros com esses presentes. Um escultor levava
muito tempo pata esculpir uma peça em jade, cristal ou obsidiana, devido à precaridade dos seus
instrumentos. Dava a primeira forma à matéria bruta esfregando na pedra uma tira de couro cru com areia e
água. Trabalhava apenas com uma faca de cobre macio e pó de sílex. Para finalizar e dar os últimos
retoques, polia a peça com areia, depois usava o junco para dar brillho.
OURIVESARIA

O ourives usava o metodo da cera deretida para fazer objetos. Fazia um molde em argila, enchia-o com cera
e recobria com mais argila. Depois, aquecia o molde para que a cera derretesse e escorresse por uma
abertura . Derramava o ouro derretido dentro do molde, deixava esfriar, quebrava a proteção de argila e
estava moldada a peça.

A URBANIZAÇÃO DE TENOCHTITLÁN

Tenochtitlán se localiza numa ilha no interior do lago de Texcoco. Este lugar desabitano tinha uma enorme
riqueza ecológica que foi se tranfor -mando até alcançar o florescimento que os conquistadores observaram
200 anos depois. O controle político e econômico da cidade Asteca

( Tenochtitlán) abarcava uma extensa zona da Mesoamérica com um grande número de povos subjulgados
que abasteciam a cidade de numerosos produtos naturais e manufaturados.

O TRAÇADO URBANO

O traçado das principais avenidas e a organização do centro ceremonial se realizou com relação à localização
dos pontos periféricos da paisagem, pricipalmente os topos dos morros e o percurso do sol a cidade e seus
arredores contavam com obras hidráulicas e estradas. Estudos indicam que o complexo de obras foi realizado
para evitar as enchentes na cidade, melhorar a qualidade das águas permitindo a entrada de água doce
proveniente dos lagos Xochimilco e Chalco, e comunicar a ilha com a terra firme. O centro cívico-religioso se
localiza mais ou menos no centro da ilha de Tenochtitlán. O conjunto urbano se estrutura a partir de três
caminhos principais que atravesam a ilha e continuam além dela para uní-la à terra firme: ao norte, o caminho
de Tepeyacac; a oeste, o caminho de Tlacopan, e ao sul, o caminho de Iztapalapa. Quanto à distribuição e ao
tipo de edifícios que se encontravam no centro, sabe-se que ali se localizavam as residências dos principais
senhores, os templos pirâmides dedicados a Huitzilopochtli, Tláloc e Tezcatlipoca, edifícios para a educação e
outros ofícios rituais. Nas zonas não cerimoniais dentro da ilha se utilizava um traçado quadriculado regular,
quando assim permitiam as condições ecológicas do terreno; e se utilizavam outras disposições de acordo
com a adaptação das áreas residenciais às obras hidráulicas para o controle lacustre do sítio. É interessante
observar que os caminhos eram estreitos e relativamente frágeis; Os Astecas construíram sua cidade para o
tráfego de pedestres, já que na época não havia cavalos na Mesoamérica. O trânsito era preferentemente
aquático e com canoas, que permitiam o deslocamento a qualquer lugar dentro ou fora da cidade, pela
complexa e eficiente rede de canais de que dispunha a cidade de Tenochtitlán. Os caminhos amplos e com
pontes uniam a ilha com a terra firme.

AS HABITAÇÕES INDÍGENAS

A maioria dos prédios é regular e o loteamento segue um esquema em que cada prédio ou unidade
habitacional se integra diretamente aos caminhos para circulação de pessoas e aos canais para circulação de
canoas. Cada unidade habitacional corresponde a um prédio e se compõe dos seguintes elementos: um
conjunto de chinampas, canais para irrigar as chinampas, um terreno onde se localiza a casa, e um terreno
entre a casa e as chinampas. Os limites das habitações são caminhos e canais em seus quatro lados e
facilitam sua integração ao contexto urbano tanto por terra firme como em canoas pela água. Todas as
moradias na Planta Maguey aparecem com seus acessos principais voltados para o sul. As moradias
indígenas eram projetadas para responder a necessidades culturais própias: havia compartimentos com
grande variedade de formas destinados a dormitórios, pátios internos e externos, terrenos e chinampas para
cultivo, corredores e currais. A integração espacial da casa era independente do exterior, de costas para os
caminhos e espaços públicos. Mas se ligava de várias maneiras com o entorno imediato e com o resto da
cidade através de circulação por terra e por água. As habitações indígenas tinham, em geral, paredes de
adobe e telhado de materiais vegetais, constituindo-se em cargas leves sobre terreno frágil, sujeito a
afundamentos, quase flutuando sobre as águas do lago. Apesar dos materiais de construção serem
perecíveis esta habitação adequava-se muito bem às condições climáticas e de integração ecológica. As
casas eram baixas e com pouca iluminação. A única abertura era a da porta. Isto era assim porque os
indígenas realizavam a maioria das suas atividades cotidianas nos espaços externos. As habitações serviam
para dormir e para o descanso total através do isolamento da luz e de outros agentes externos ( ruído,
chuva, ... ).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Quando os espanhóis entraram no México e lhe conquistaram as terras, Os Astecas já se encontravam em


decadência, divididos por ódios de clãs e rivalidades de famílias. Foram derrotados pelos invasores europeus,
com relativa facilidade. E nunca mais se reergueram. Imediatamente após a conquista os espanhois
construiram sua cidade em cima de Tenochtitlán.

A Verdadeira Origem da Vida na Terra!

Para podermos entender essa teoria primeiro temos que saber como se é feito uma colonia de bactérias,e
como se deu a origem da vida na Terra, pela Bíblia.

Primeiro vamos ver como é feito uma colonia de bactérias .

Em um recepiente de vidro, chamado placa de testes, é colocado uma bactéria com condições de
sobrevivência. Então essa bactéria começa a se reproduzir, até se transformar em uma colonia de bactérias
clones da bactéria primária, aquela que deu origem a toda essa colonia. Quando todo o espaço do vidro for
ocupado as bactérias então começarão a se destruirem, ficando somente as mais fortes, ou seja, restando
somente as bactérias que evoluiram.

Já na Bíblia, diz-se que Deus criou o Homem da lama e de sua custela fez a mulher.

Agora vamos supor que a Terra seja a placa de testes da bactéria citada acima; e que a raça uma seja essa
bactéria, uma bactéria ou talvez um virus em mutação de outra raça, de outra civilização. Suponhamos
também que essa civilização com medo desse novo virus, dessa "nova raça", levasse-o para um lugar com as
mesmas condições de vida de seu planeta de origem, e que o mantivesse nesse lugar para realizar
experiencias e testes, que seriam realizados em visitas frequentes, isso explicaria as frequentes aparições de
OVIN's.

Durante o ínicio essas visitas eram encaradas como vindas de deuses à Terra. Os egipicios como sabemos,
adoravam o Deus Rá e acreditavam que seus faraó eram próprios deuses, talvez sim, os antigos faraó serem
"Deuses", ou quem sabe eram apenas seres de outras civilizações, uma espécie de encarregado de verificar
e relatar como estava sendo a evolução dessa nova raça. Como se explica a construçào das piramides, feita
toda em pedras de aproximadamente 2 toneladas, nem mesmo mil homens poderiam carregar tal pedra, sem
contar um fato muito importante as montanhas mais próximas das piramides esta a alguns kilometros de
distância, como pode também as piramides serem tão parecidas com os templos Maias, Incas e Astecas?

A cinco mil anos atrás os egípicios já tinham o conhecimento da escrita, mesmo sendo em desenhos,
hierógrifos, da matemática, do calendário de 365 dias do manuseio do cobre e etc.

Já os Incas com suas construções, sem o uso de argamassas, eram perfeitas. Possuiam o conhecimento da
arquitetura, engenharia, matemática, astronomia, porém não sabiam como escrever, e como os egípicios
adoravam o sol e diziam que seu imperador, Inca, era o deus filho do sol.

Algumas lendas Maias contavam que homens-cobra vindos do céu, lugar onde também habitavam seus
deuses, haviam ensinado-os a cultivar a terra. Os Maias tinham conhecimentos em matemática, astronomia e
como os egípicios tinham o conhecimento da escrita. Enquanto que Os Astecas com seus edificios altos e de
pedras brilhantes possuia o conhecimento da escrita através de figuras e da astrologia, adoravam varios
deuses .
E cada um desses povos, mais desenvolvidos recebiam essas visitas mais frequentementes, talvez por seu
grande grau de desenvolvimento.

Com a evolução da raça humana e a invenção das máquinas essas visitas começaram a "diminuir", e
começaram outros tipos de visitas, as visitas de "sequestros"!

Muitas pessoas já relataram terem sido sequestradas por seres de outros planetas , ou pessoas que
desaparecem e nunca mais se tem sinal delas. Em algumas partes do mundo, animais foram encontrados
mortos, faltendo olhos, ou paryes do corpo, ou orgãos, mas o mais intrigante é que são tirados com tamanha
destresa, sensibilidade, e perfeição que jamais poderiam ser feitas com equipamentos e materias disponiveis
na Terra.

Fica então a pergunta no ar:

Seria a raça Humana uma mutação de uma raça alienígena?

Somente o tempo poderá diser.

Fonte: campus.fortunecity.com

OS ASTECAS
As primeiras evidências dos povOs Astecas no México Central datam do século XIII. Entretanto, antes
mesmo deste período há evidências de outros povos nesta mesma região, como é o caso dos Toltecas.

A civilização Tolteca propriamente dita desenvolve-se, a partir do século XI. Contudo, a partir do século XII, a
principais cidades construídas pelos Toltecas entram em declínio. Tribos bárbaras de territórios próximos
surgem então para se estabelecerem nessas cidades recentemente abandonadas pelos Toltecas. A nova
organização dessas tribos nestas cidades é que resultará na civilização Asteca.

A última grande civilização mesoamericana foi a dOs Astecas, uma tribo “bárbara” primitiva que habitou nas
pequenas ilhas do lago Texcoco na metade do século XIV, e, em poucas décadas chegou a dominar a maior
parte do México. Este crescimento vertiginoso é um indicio de perícia estratégica e organização militar. Os
Astecas conquistaram seu imenso império através de guerras.

Os Astecas e a organização da cidade

A cidade era composta por vários clãs, e cada um tinha seu templo e sua escola. O clã era administrado pelo
Capulli, expressão que também servia para denominar o clã. O Capulli era o administrador das terras da
região e dava aos homens lotes para serem cultivados quando estes se casavam. Os que não pertenciam a
um clã trabalhavam nas terras dos nobres. Cada clã tinha um conselho para julgar crimes menores, coletar
impostos para o governo e organizar grupos para fazer canais. Os canais teriam a função de estradas, usados
como vias de comunicação.

A praça principal era o centro da vida da cidade. Nela eram realizados o mercado (de quatro em quatro dias),
bem como os festivais (mensalmente). Nestes festivais Os Astecas, cantavam, dançavam e ofereciam
sacrifício aos deuses, enquanto no mercado, para vender seus produtos, cada comerciante pagava uma taxa
ao supervisor. Caso a taxa não fosse paga, as mercadorias eram confiscadas pelos fiscais. A venda e compra
se dava através da troca de produtos. As pessoas utilizavam grãos de cacau para compensar as diferenças
no valor dos objetos trocados.
No mercado eram vendidos legumes, verduras, animais, machados, panelas, objetos de plumas, joalheria, e
ervas. Havia também a venda de escravos, que eram prisioneiros de guerra, criminosos ou homens que
tinham perdido tudo no jogo.

Organização Social

O rei dividia o governo do Estado com a Mulher serpente, que era um homem. Havia um conselho de chefes
(comandantes militares) para orientar o rei e a Mulher Serpente. Para conseguir um título de nobreza era
preciso demonstrar bravura nas guerras, condição imposta tanto para os filhos de nobres quanto para os
filhos de camponeses. Oficiais graduados eram juízes e grandes generais, enquanto os menos graduados
governavam o povo. Artesãos e comerciantes passavam suas profissões a seus filhos. Em maior número na
sociedade estavam os cidadãos comuns (aqueles que recebiam terras do clã para cultivar), camponeses
(camponeses sem terra trabalhavam na terra dos nobres) e escravos. Nota-se uma sociedade bastante
estratificada; hierarquizada. As roupas eram um meio de demonstrar a posição social da pessoa, havendo leis
severas para o uso de certas peças.

Alimentação

Fazia parte da alimentação Asteca o milho (do qual eram feitos cozidos, bolos e pães), feijão abóbora, tomate
além de animais domesticados como coelho, peru, patos, cachorros e aves. Uma das famosas iguarias
Astecas é o chocolate. Diferente do conhecido atualmente, era mais amargo e um líquido grosso, sendo
bebido após as refeições principalmente no inverno. Contudo, o consumo de carne entre outros alimentos
considerados mais nobres não estavam ao alcance de toda a população. Por serem de grande valor não
faziam parte da alimentação das classes mais baixas.

Educação

Depois que a criança nascia, o astrólogo escolhia um dia de sorte para dar nome à criança e para predizer o
seu futuro. Os Astecas acreditavam que o caráter da pessoa era influenciado pelo dia em que ela nascia. As
crianças frequentavam a escola até completarem 8 anos. Na escola aprendiam o básico da escrita asteca e
as tradições (tanto os meninos quanto as meninas). Uma outra metade do ensino era dividida: meninas
aprendiam a tecer, costurar, cozinhar e cuidar das crianças, enquanto os meninos aprendiam a guerrear. Ao
completarem 21 anos, os estudos estavam concluídos: as meninas iam viver para o casamento e os meninos
tornavam-se guerreiros. Os melhores guerreiros se juntavam aos guerreiros águia e jaguar, que
representavam os cargos mais altos na carreira militar.

Sacerdote e o templo

Os meninos mais inteligentes, iam aos oito anos para o calmecac ou escola de sacerdotes. Lá rezavam e
jejuavam durante dias. Os sacerdotes ensinavam os meninos a ler e escrever, fazer remédios com ervas,
canções, preces própria a cada um dos deuses e a prever eclipses. Com 20 anos ele podia deixar o calmecac
para se casar, podendo exercer a função de escriba no palácio, dar nome às crianças e predizer o futuro. O
sacerdote cuidava dos templos e fazia sacrifícios. Os templos eram erguidos o mais alto possível, pois assim
Os Astecas acreditavam estarem mais próximos dos deuses celestes, e em sua plataforma eram realizados
os sacrifícios. Os Astecas acreditavam que os deuses haviam se sacrificado para criar o sol, e por isso era
dever deles alimentar os deuses com a “água sagrada” (sangue). Para isso havia a necessidade de capturar
prisioneiros de guerra constantemente.
Somente alguns sacerdotes tinham o conhecimento de astrologia e podiam interpretar o calendário sagrado.
Havia também um calendário solar. Todos consultavam os sacerdotes antes de tomar decisões importantes,
pois acreditavam em dias de sorte e dias de azar.

Jogos
O tlachtli era um jogo asteca muito parecido com o jogo dos Maias (aquele com a bola de borracha). Os
Astecas passavam o tempo jogando “jogos de azar”.

Arte Asteca

A arte asteca se caracteriza principalmente por sua arte plumária (trabalho com penas) e pela ourivesaria
(trabalho com ouro). Os Astecas aprenderam a fazer seus artesanatos com os descendentes dos toltecas.
Grande parte do trabalho dos artesão era para o rei, que utilizava os tributos para fazerem tiaras, mantas e
jóias. O rei recompensavam os guerreiros com esses presentes. Um escultor levava muito tempo para
produzir uma peça, devido à simplicidade de seus instrumentos.

Os Deuses

Os Astecas tinham muitos deuses, e cada um deles era responsável por uma fase da vida. Entre eles estão o
deus do sol do meio-dia ( Uitzilopochtli), filho de Coatepec e Tezcatlipoca, que era deus da noite. Acreditavam
que os deuses observavam suas vidas constantemente. Sendo assim, procuravam não desobedecer os
deuses, agradando-os com os sacrifícios.

Ao morrer, Os Astecas acreditavam que cada um ia para direções diferentes: guerreiros para o leste (paraíso
do Sol), as mulheres para o oeste (paraíso da deusa Terrra), os afogados iam para o paraíso de Tlaloc a
oeste e os outros iam para o norte onde governava o Senhor e a Serpente da Morte.

Escrita

A escrita Asteca, assim como a escrita Maia, era representada por glifos. Esta escrita pode ser encontrada em
códices, feitos em casca de figueira batida, ficando bem fina como um papel, e revestidas por uma espécie de
verniz.

SOUSTELLE, Jacques. A Civilização Asteca. Rio de Janeiro: Zahar, 1987.


CROSHER, Judith. Os Astecas. .São Paulo: Melhoramentos, 1988.
Transposição didática: Joana Vieira Borges e Maise Caroline Zucco.

Fonte: www.ca.ufsc.br

OS ASTECAS
São precedidos pelos olmecas e toltecas.

Os olmecas são assimilados pelos toltecas, que estendem seu domínio pelo México, onde se encontram os
maias.

Há indícios de que os astecas vivem como servos dos toltecas desde o século IX. Mantêm, porém, sua
organização tribal e no século XIV fundam cidades-Estado próprias.

Praticam a agricultura, intensificam o comércio e constroem templos e pirâmides. Fundam e expandem seu
primeiro reino durante o século XVI, submetendo outras tribos e cidades-Estado.

Quando os espanhóis invadem o México, em 1519, conseguem a adesão dos povos dominados para destruir
o reino asteca.
Conquista da América

Fernando e Isabel financiam as viagens de Cristóvão Colombo, que descobre a América em 1492 e dá início
a um vasto império colonial espanhol no Novo Mundo. Hernán Cortés conquista o México dos astecas em
1521 e Francisco Pizarro derrota os incas no Peru e em 1532.

O rei Carlos I (1516-1556), da família dos Habsburgos, herda o reino e se torna, decorrência de casamentos
dinásticos, o governante mais poderoso da Europa: senhor da Holanda (Países Baixos), Áustria, Sardenha,
Sicília e Nápoles e imperador do Sacro Império Romano-Germânico, com o título de Carlos V.

Cultura

O artista pré-hispânico é regido principalmente por conceitos religiosos, mesmo que anônimos e,
reproduzindo o imaginário coletivo, muito mais que o individual. Na sociedade asteca possuía lugar de
destaque e importância.

É necessário que nos desvencilhemos dos "pré-conceitos" ocidentais e em termos artísticos ainda
impregnados dos conceitos renascentistas, para podermos compreender a dimensão que as artes visuais, a
música, o teatro e a poesia (oral e escrita), representavam para a cultura asteca.

As artes constituíam seu principal meio de comunicação e de relato histórico, através das formas é que os
astecas expressavam sua mentalidade, sua visão de mundo. A arte é uma referência da própria vida, seja
terrena ou cósmica. Todas as formas possuem seus signos próprios, a arte asteca assume o principal
significado de evocar o sagrado, expressando-o em termos visuais.

A arte assume o papel preponderante de representação do mundo simbólico-religioso, toda essa visão
cósmica que permeia a sociedade asteca como um todo, se reflete no modo como o espaço é representado
no simbolismo poético, em seus monumentos arquitetônicos, em suas esculturas, em seu fazer artístico de
modo geral.

A estética pré-hispânica esta vinculada ao sagrado, existe um imaginário coletivo, porém nem por isso
deixamos de reconhecer o artista em seus traços individuais, como aquele que transforma todo esse
simbolismo sagrado em imagem. A arte asteca foi de grande importância dentro do contexto histórico desse
povo, tendo sido admirada pelo próprio conquistador e a Europa, em matéria de estética e técnica.

Para a compreensão de qualquer imagem é necessário considerar-se o plano individual e o coletivo. O


individual é o próprio artista, o sujeito que cria o objeto que será apreciado por uma coletividade. Essa
compreensão está sujeita ainda a alguns fatores como: o suporte utilizado pelo artista, o material, o objeto ou
a "idéia" a ser reproduzida, e para quem (qual o público) aquela imagem foi produzida. O artista pré-hispânico
encontra em seu meio ambiente o barro (argila) para a cerâmica e a escultura; as pedras para a escultura,
alguns artefatos e para a arquitetura; e os metais. Porém está limitado pelo tema.

Na arquitetura, destaca-se a grandiosidade de seus templos e outras construções que provocam admiração
pelo tamanho e falta de tecnologia. Os monumentos arquitetônicos e as esculturas astecas tem como
principal regra o princípio horizontal. As esculturas são trabalhadas de todos os lados. A pintura mural era
utilizada em seus templos e palácios, sendo que as figuras normalmente não eram personalizadas, sendo
identificadas através de pictogramas. A pintura foi utilizada principalmente nos códices (pequenos livros,
semelhantes aos manuscritos europeus), responsáveis pela transmissão do conhecimento.

A pintura destaca-se pelas formas figurativas , como também formas abstratas e geométricas . A cerâmica
constituiu-se de artefatos como jarras, potes e louças em geral. Muitos desses utensílios domésticos
constituíam-se de verdadeiros objetos de arte, com pinturas policromadas.

A imagem asteca assume pois, a função de representação visual e plástica do sagrado. Imagem que lhe é
atribuída pelo artista, à partir de suas vivências, das vivências de sua sociedade, das técnicas que distingue
sua arte e , fundamentalmente de sua "mente" criadora, de sua fantasia. O artista pode ser o artesão sim, pois
ele utiliza a técnica tanto quanto aquele, porém, esta técnica está a serviço de sua fantasia, do imaginário de
sua coletividade.

O historiador Gombrich destaca em uma de suas obras: " o teste da imagem não é a semelhança com o
natural, mas a sua eficácia dentro de um contexto de ação" (Gombrich, E.H. Arte e Ilusão).

O artista asteca criou dentro dessa eficácia, as obras que hoje nos ajudam a compreender a sua cultura, a
sua concepção do sagrado, e o seu povo.

Fonte: www.geocities.com

OS ASTECAS

As origens do Império Asteca

A pirâmide do Sol, nos arredores da cidade do México

Certas civilizações do passado costumam exercer grande fascínio nos dias de hoje, atraindo o interesse do
público e despertando a nossa imaginação. Exemplo desse fascínio é o fato dessas civilizações continuarem
servindo de inspiração para autores de diversas obras de ficção (filmes, livros, histórias em quadrinhos etc.).

É o caso, por exemplo, do Império Asteca, geralmente associado a sacrifícios humanos feitos com o objetivo
de satisfazer deuses sedentos de sangue. Essa sede por sangue que caracterizava os deuses cultuados
pelos astecas inspirou até os cineastas Quentin Tarantino e Robert Rodriguez a realizarem o filme "Um Drink
no Inferno", que conta a história de pessoas que são obrigadas a enfrentar vampiros num bar em algum lugar
do México.

Numa das cenas finais do filme, quando os únicos sobreviventes do massacre promovido pelos vampiros
saem do bar, vemos que o estabelecimento foi construído próximo ao local onde estavam as ruínas de um
templo asteca, o que nos leva a concluir que, segundo o filme, os deuses astecas eram vampiros.

Além dos sacrifícios humanos, porém, há muitos outros aspectos interessantes da civilização asteca, que era
muito mais complexa do que se imaginava. Nesta entrevista, o historiador Túlio Vilela responde algumas das
perguntas e dúvidas desses habitantes do México anteriormente à chegada dos espanhóis.
Quais são as principais diferenças entre as pirâmides astecas e as pirâmides
egípcias?

No Egito Antigo, as pirâmides foram construídas para guardar as tumbas com as múmias e os objetos de
valor dos mortos. No Império Asteca, as pirâmides tinham função bem diferente: eram templos com altares
onde eram realizadas cerimônias religiosas, sacrifícios humanos especialmente. Daí uma das características
que diferenciam as pirâmides astecas das egípcias: a presença de grandes escadarias. Por exemplo, a
pirâmide de Tenochtlán, cidade que era a capital do Império Asteca, tinha 114 degraus, todos caiados de
branco.

De que época data essa pirâmide, ou melhor, quando ela foi construída?

Também conhecida como Templo Maior, essa pirâmide começou a ser construída no ano de 1375. Desde sua
construção, a Pirâmide de Tenochtlán foi ampliada diversas vezes, a última delas em 1487, quando, durante
quase uma semana, milhares de pessoas foram sacrificadas como oferenda aos deuses. As fontes divergem
quanto ao número exato, algumas falam em 3 mil pessoas enquanto outras falam que teriam sido mais de 80
mil. A maior parte dessa obra foi destruída em 1521, após a chegada dos conquistadores espanhóis liderados
por Hernán Cortéz.

Onde precisamente se localiza essa pirâmide?

Suas ruínas, foram descobertas, por acaso, em 1978, na Cidade do México, quando trabalhadores da
companhia de energia elétrica encontraram um relevo com a imagem de uma deusa asteca. No topo dessa
pirâmide, viam-se dois altares, um em homenagem a Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra, o outro em
homenagem a Tláloc, deus da chuva e da fertilidade.

Os astecas eram descendentes dos egípcios?

Para a maioria dos arqueólogos e historiadores, as semelhanças entre as civilizações asteca e do Antigo
Egito não passam de meras coincidências. Ou seja, o fato de que essas duas civilizações construíram
pirâmides e cultuaram deuses ligados ao Sol - Rá, no caso dos egípcios, e Huitizilopchtli, no caso dos astecas
- não podem ser entendidas como provas de uma suposta ligação entre essas culturas.

Mas o que explica essas semelhanças?

Essas semelhanças são resultado de paralelismo, um fenômeno bastante comum na evolução cultural de
diferentes civilizações: povos que jamais mantiveram contato entre si podem desenvolver características
semelhantes, desenvolvendo soluções semelhantes para problemas semelhantes. Por exemplo, a maioria das
civilizações antigas dependia muito da agricultura, que estava sujeita às mudanças climáticas, períodos de
seca, de chuvas etc. Por isso, em várias culturas de diferentes épocas e lugares, encontramos divindades
ligadas à chuva, aos trovões e à fertilidade: Zeus, na mitologia grega, Thor, na mitologia nórdica, Tláloc, na
mitologia asteca...

Também há uma grande diferença entre as épocas em que essas civilizações


floresceram...

Claro, egípcios e astecas estavam muito separados no tempo e no espaço: enquanto a civilização egípcia
surgiu no norte da África milênios antes de Cristo, o Império Asteca localizava-se na América do Norte e
existiu do século 14 ao 16 da nossa Era. O que não impede que escritores de ficção e de livros
sensacionalistas aproveitem essas semelhanças para lançar novas obras apresentando a idéia de que os
astecas teriam alguma ligação com os antigos egípcios. O que é menos conhecido do grande público são as
semelhanças entre a arte - pinturas, esculturas, templos com relevos, colunas com inscrições... - produzida
pelos astecas e outras civilizações pré-colombianas, como são chamadas as culturas que já existiam na
América antes da chegada de Colombo, com arte produzida por antigas civilizações no Extremo Oriente,
especialmente na China e na Índia.

É verdade que os astecas tinham conhecimentos de astronomia?

Sim. Por meio desses conhecimentos que os astecas puderam elaborar um calendário solar. Esse calendário
era tão preciso que os historiadores, ao lerem textos astecas escritos antes da chegada dos espanhóis,
podem saber em que ano exatamente ocorreu determinado fato. Por exemplo, sabemos que Tenochtlán,
capital do Império Asteca, foi fundada ano do calendário asteca que corresponde ao nosso ano de 1325. No
entanto, os conhecimentos astronômicos dos astecas estavam muito mais ligados ao que hoje chamamos de
astrologia (a crença de que os astros influenciam no destino das pessoas) do que com a astronomia
propriamente dita (o estudo científico dos astros).

A que isso se deve?

Isso se deve ao fato de que a religião dos astecas era astral, isto é, baseava-se nos astros. Vale lembrar que
os astecas entraram em contato com outros povos vizinhos e absorveram muitos elementos das culturas
desses povos. Os maias, por exemplo, que viveram na península de Iucatã [região que hoje corresponde à
Guatemala, Honduras e Belize], tinham astrônomos que previam com precisão os eclipses do Sol, descreviam
as fases do planeta Vênus e elaboravam calendários. Embora os maias tenham, por razões que ainda
permanecem misteriosas, abandonado suas cidades a partir do ano 900, muito antes do surgimento do
Império Asteca, eles influenciaram os povos da região, espalhando seus conhecimentos.

Por que os astecas realizavam sacrifícios humanos?

Para compreender os sacrifícios humanos na religião asteca, é preciso conhecer a visão que os astecas
tinham do mundo. Eles acreditavam que antes da criação deste mundo, existiram outros quatro, que foram
destruídos em catástrofes como dilúvios, terremotos e "chuvas de fogo". Segundo essa crença, este mundo
também estaria fadado a ser destruído e substituído por outro. Para os astecas, portanto, tudo acontecia em
ciclos que se repetiam: tudo o que acontece é uma repetição do que já aconteceu antes e se repetirá no
futuro, este mundo foi criado e será destruído como aconteceu com os mundos anteriores e acontecerá com
os mundos que surgirão depois deste. Para evitar esse destino, os astecas acreditavam que era necessário
oferecer sangue humano para os deuses. Afinal, segundo a crença dos astecas, os deuses também deram o
sangue deles.

Você pode dar um exemplo...

O mito de Quetzacoatl, deus com a aparência de uma serpente de plumas. Segundo o mito, no passado,
Quetzacoatl tirou ossos do inferno e regou-os com o seu próprio sangue concedendo-lhes vida. Assim, para
os astecas, os seres humanos descendiam desses ossos que foram regados pelo sangue de Quetzacoatl.
Quem teria imposto os sacrifícios humanos foi Tezcatlipoca, deus da noite, que teria expulso Quetzacoatl da
cidade de Teotihuacán.

As guerras também tinham um aspecto religioso para os astecas?

As guerras desempenhavam importante papel na religião dos astecas, pois os prisioneiros de guerra eram
sacrificados nas cerimônias religiosas. Por isso, do ponto de vista dos astecas, era mais interessante
aprisionar os inimigos para sacrificá-los depois, do que matá-los em combate. Com as conquistas de novos
territórios pelos astecas, as guerras se tornaram mais raras. Para resolver o problema e obter novos
prisioneiros de guerra para os sacrifícios, a solução encontrada pelos sacerdotes astecas foi a "guerra florida":
torneios organizados com regras a serem cumpridas por todos os participantes. O resultado dos combates era
interpretado como a expressão da vontade dos deuses: aqueles que fossem derrotados deveriam ser
sacrificados para o deus Huitizilopchtli, deus do Sol e da guerra.

É de se supor que isso tudo chocou os espanhóis na sua chegada...

O costume asteca de realizar sacrifícios humanos revoltou os conquistadores espanhóis. No entanto, vale
lembrar, a violência não era exclusiva dos astecas: os espanhóis que se revoltaram com os sacrifícios
humanos tinham vindo da Espanha na mesma época em que os tribunais da Inquisição ordenavam torturas e
condenaram pessoas à fogueira.

Fonte: educacao.uol.com.br