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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ

ADRIANO BALDUINO DOS SANTOS GABRIEL AUGUSTO MEYER MACHADO LEONARDO BISPO CARVALHO

CRIAÇÃO DE UMA FERRAMENTA PARA OBTENÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE CUSTOS A PARTIR DA LEITURA DE PROJETOS E LEVANTAMENTO DE QUANTIDADES EM UM MODELO BIM (ARQUITETÔNICO, ESTRUTURAL, HIDRÁULICO E ELÉTRICO)

CURITIBA

2013

ADRIANO BALDUINO DOS SANTOS GABRIEL AUGUSTO MEYER MACHADO LEONARDO BISPO CARVALHO

CRIAÇÃO DE UMA FERRAMENTA PARA OBTENÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE CUSTOS A PARTIR DA LEITURA DE PROJETOS E LEVANTAMENTO DE QUANTIDADES EM UM MODELO BIM (ARQUITETÔNICO, ESTRUTURAL, HIDRÁULICO E ELÉTRICO)

Trabalho Final de Curso apresentado ao curso de Engenharia da Construção Civil, Setor de Tecnologia, da Universidade Federal do Paraná.

Orientadora: Prof.ª M. Sc. Helena Fernanda Graf

CURITIBA

2013

TERMO DE APROVAÇÃO

ADRIANO BALDUINO DOS SANTOS GABRIEL AUGUSTO MEYER MACHADO LEONARDO BISPO CARVALHO

CRIAÇÃO DE UMA FERRAMENTA PARA OBTENÇÃO DE COMPOSIÇÕES DE CUSTOS A PARTIR DA LEITURA DE PROJETOS E LEVANTAMENTO DE QUANTIDADES EM UM MODELO BIM (ARQUITETÔNICO, ESTRUTURAL, HIDRÁULICO E ELÉTRICO)

Trabalho Final de Curso aprovado como requisito parcial para obtenção do grau de Engenheiro no curso de graduação de Engenharia da Construção Civil, Setor de Tecnologia, da Universidade Federal do Paraná, pela seguinte banca examinadora:

Orientadora:

Prof.ª M.Sc. Helena Fernanda Graf

Examinadores:

Prof. Dr. Sérgio Scheer

Prof.ª M.Sc. Marina Figueiredo Müller

05/12/2013

AGRADECIMENTOS

Aos nossos familiares e amigos.

À orientadora, professora Helena Fernanda Graf, pela paciência e motivação

ao longo da realização desse trabalho.

À Camila Fernanda, arquiteta, pelo fornecimento dos projetos para realização

do modelo virtual BIM. Ao Maycon Kopp, da empresa UCS, pelo fornecimento de biblioteca de instalações hidro-sanitárias. Ao professor doutor Sergio Scheer e ao engenheiro Leandro Brito Gouvêa, por despertar o interesse do uso e aplicação da tecnologia da informação na construção civil e a todos que de certa maneira, colaboraram na realização desse trabalho.

RESUMO

Dentre todas as disciplinas envolvidas em um projeto de engenharia, uma das que recebem menos impacto com a aplicação da tecnologia da informação é a orçamentação, sendo esta, uma área com bastante trabalho manual e repetitivo. Isso se deve pela segregação das informações no decorrer de uma obra e pela falta de um padrão/modelo no qual todas as disciplinas possam atuar de maneira colaborativa. O conceito BIM (Building Information Modeling) vem como uma solução ao problema, não somente pela criação de um modelo virtual integrado, mas, também, pela representatividade desse modelo e similaridade com o produto final (obra 3D, mundo 3D). Visando atender a essa necessidade, o presente trabalho consiste na criação de uma ferramenta de integração entre um modelo BIM 3D e composições de custos, a fim de oferecer subsídios para criação de um orçamento e planejamento de prazo (cronograma). Para tal, foi utilizado um modelo 3D criado no Autodesk Revit 2014 e composições de custos provenientes dos relatórios mensais do SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil). Posteriormente, foi feita a aplicação dessa ferramenta em uma edificação real na cidade de Curitiba.

Palavras-chave: Projetos; Orçamentação; Composição de custos; Building Information Modeling; Planejamento; Simulação 5D.

LISTA DE FIGURAS

Figura

1

- CUB Jun/2013

23

Figura

2 EAP

32

Figura 3: Fatores que podem alterar diretamente a duração de uma atividade

33

Figura 4: Portal do SINAPI

37

Figura 5: Índices por estado

39

Figura 6: Célula que permite a mudança do estado de interesse

40

Figura 7: Procedimento para atualização mensal dos custos

41

Figura 8: Localização do sobrado

41

Figura 9: Foto da obra no dia 15/10/2013

42

Figura 10: Composição de paredes

43

Figura 11: Pasta de trabalho responsável pela organização das tabelas provenientes

do modelo

Figura 12: Parâmetros escolhidos para armazenar códigos que representam o prazo

46

e

custo

47

Figura 13: Padrão de exportação de tabelas adotado

47

Figura 14: Entrada do número de tabelas na ferramenta

48

Figura 15: Exemplo de composição de custo unitária

49

Figura 16: Composição de custo unitária com sua respectiva quantidade

49

Figura 17: Procedimento adotado para o correto funcionamento da ferramenta desenvolvida

50

Figura

18: Modelo

54

Figura

19: Modelo

estrutural

55

Figura 20: Modelo de instalações de água fria e água

55

Figura 21: Modelo de instalações pluviais e de esgoto

56

Figura 22: Modelo de instalações

57

Figura 23: Parte inicial do orçamento

58

Figura 24: Curva

59

LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: Evolução do processo de projeto

17

Gráfico 2: Ciclo de Vida do Projeto

28

Gráfico 3: Exemplo Cronograma de Gantt

35

Gráfico 4: Exemplo Cronograma Gantt-PERT/COM

35

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: CUB exemplo: descrições siglas

24

Tabela 2: Taxa de aço e fôrma

44

LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Extensões de arquivos mais utilizados

18

Quadro 2: Características por tipo de orçamento

23

TABELA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

AEC Arquitetura, engenharia e construção

BIM Building Information Modeling

CAD Computer-Aided Design

CUB Custo Unitário Básico

EAP Estrutura Analítica de Projeto

ERP Enterprise Resource Planning

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IFC Industry Foundation Classes

MS Microsoft

NIBS National Institute for Building Sciences

PDF Portable Document Format

PMBOK - Project Management Body of Knowledge

SINAPI Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil

VBA Visual Basic for Applications

WBS Work Breakdown Structure

1 INTRODUÇÃO

SUMÁRIO

13

1.1 JUSTIFICATIVA

13

1.2 OBJETIVOS DO TRABALHO

14

1.2.1 OBJETIVO GERAL

14

1.2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

14

1.3 LIMITAÇÕES DO TRABALHO

14

1.4 ESTRUTURA DO TABALHO

14

2

REVISÃO DA LITERATURA

2.1 BIM BUILDING INFORMATION MODELING

2.1.1 CONCEITO BIM

2.1.2 PARAMETRICIDADE

2.1.3 DIFERENÇAS ENTRE CAD E BIM

2.1.4 EVOLUÇÃO DO PROCESSO DE PROJETO

2.1.5 INTEROPERABILIDADE

2.1.6 MODELAGEM 4D

2.1.7 MODELAGEM 5D

2.2 ORÇAMENTO

2.2.1 COMPOSIÇÃO DE ORÇAMENTOS

2.2.2 TIPOS DE ORÇAMENTO

2.2.3 CURVA ABC

2.3 PLANEJAMENTO DE PRAZO

2.3.1 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO

2.3.2 CICLO DE VIDA DE PROJETO

2.3.3 ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETO (EAP)

2.3.4 DURAÇÃO DAS ATIVIDADES

2.3.5 PRECEDÊNCIAS

2.3.6 CRONOGRAMA DE GANTT

2.3.7

ERP

3 METODOLOGIA

3.1 COLETA E ORGANIZACAÇÃO DOS DADOS

3.2 METODOLOGIA DE MODELAGEM

3.2.1 ARQUITETÔNICO

3.2.2 ESTRUTURAL

3.2.3 INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS

3.2.4 INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

3.3 REALIZAÇÃO DO ORÇAMENTO

3.3.1 LEVANTAMENTO DE QUANTITATIVOS

3.3.2 INTEGRAÇÃO DO MODELO E COMPOSIÇÕES

3.3.3 CONSIDERAÇÃO DE ITENS NÃO MODELADOS

3.3.4 CURVA ABC

3.4 PLANEJAMENTO DE PRAZO

3.5 SIMULAÇÃO 5D

4 RESULTADOS

15

15

15

16

16

16

17

18

20

20

21

23

25

25

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37

37

41

42

43

44

44

45

45

48

50

51

51

52

53

4.1 PLANILHA

53

4.2 ESTUDO DE CASO

53

4.2.1 MODELO ARQUITETÔNICO

54

4.2.2 MODELO ESTRUTURAL

54

4.2.3 MODELO DE INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIOS

4.2.4 MODELO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

55

57

4.2.7

PLANEJAMENTO DE PRAZO

58

4.2.6

CURVA ABC

59

4.2.8

SIMULAÇÃO 5D

59

5

CONCLUSÕES

60

5.1

SUGESTÕES PARATRABALHOS FUTUROS

61

6.

REFERÊNCIAS

BIBLIOGRÁFICAS

62

7.

APÊNDICES

65

7.1 CÓDIGO FONTE

7.1.1 MACRO RESPONSÁVEL PELA CONVERSÃO DE TEXTOS EM NÚMEROS

7.1.2 MACRO RESPONSÁVEL PELA CRIAÇÃO DO VETOR COM TODOS OS

INSUMOS

7.1.3 MACRO RESPONSÁVEL PELA CRIAÇÃO DA MATRIZ DE CUSTOS

7.1.4 MACRO RESPONSÁVEL POR RECEBER AS TABELAS PROVENIENTES DO

MODELO, ARRUMÁ-LAS EM ORDEM DE EXECUÇÃO E BUSCAR O CUSTO NO BANCO DE DADOS

7.1.5 ROTINAS AUXILIARES

7.2 ORÇAMENTO

7.3 CURVA ABC

7.4 SIMULAÇÃO 5D

ANEXOS

66

66

67

68

69

72

77

78

79

80

13

1 INTRODUÇÃO

Dentre todas as disciplinas envolvidas em um projeto de engenharia, uma das que recebem menos impacto com a aplicação da tecnologia da informação é a orçamentação. Isso se deve pela segregação das informações no decorrer de uma obra e pela falta de um padrão/modelo no qual todas as disciplinas possam atuar de maneira colaborativa. Dentro desse contexto, o conceito BIM (Building Information Modeling) ou Modelagem da Informação da Construção (nomenclatura adotada pela ABNT) (ABNT, 2010) vem como uma solução ao problema, não somente pela criação de um modelo virtual integrado, mas, também, pela representatividade desse modelo e similaridade com o produto final (obra 3D, mundo 3D).

A possibilidade de retirada de quantitativos exatos a partir de um modelo virtual

elimina uma das etapas que exige mais atenção do orçamentista: levantamento de quantidades a partir da leitura de projeto (áreas e volumes), evitando o erro humano, que, apesar de difícil dimensionamento, pode muitas vezes custar caro (MATTOS, 2006). Segundo Sabol (2008), esta etapa representa cerca de 50% a 80% do tempo para a realização de uma estimativa. Devido a esse fato, são necessários sistema de

informação para o auxílio e instrumentalização desse trabalho (SILVA, 2005).

A partir do contexto apresentado, o presente trabalho consiste na criação de

uma ferramenta de integração entre um modelo 3D e composições de custos, a fim de oferecer subsídios para criação de um orçamento e planejamento de prazo (cronograma). Para tal, foi utilizado um modelo 3D criado no Autodesk Revit 2014 e composições de custos provenientes dos relatórios mensais do SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil). Posteriormente, foi feita a aplicação dessa ferramenta em uma edificação real na cidade de Curitiba.

1.1 JUSTIFICATIVA

O trabalho se justifica pela indisponibilidade de uma ferramenta nacional para

realização de orçamentos que receba informações diretas de um modelo virtual BIM. O mercado nacional se difere de outros mercados como o americano nos métodos construtivos e, consequentemente, na forma como são processadas as informações. Enquanto no nosso país o concreto armado é predominante como elemento estrutural, em outros países, o uso do aço e da madeira é muito mais abrangente. Portanto, além

14

dos próprios custos serem diferentes, os métodos construtivos também são, o que exige uma solução específica para o nosso território do ponto de vista da obtenção e uso das informações de, porém não somente, custo.

1.2 OBJETIVOS DO TRABALHO

1.2.1 OBJETIVO GERAL

Criação de uma ferramenta de integração entre um modelo BIM 3D e composições de custos, com o objetivo de oferecer subsídios para a realização do planejamento de prazo e custo.

1.2.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

- Aplicação da ferramenta criada em um empreendimento real, criando o modelo virtual BIM de um projeto; - Desenvolver uma estimativa de custos para itens não modelados.

1.3 LIMITAÇÕES DO TRABALHO

O trabalho se limitou a encontrar os custos diretos de um projeto de engenharia, ou seja, não foi considerado o cálculo do BDI (despesas indiretas e lucro). No caso do SINAPI, os encargos já estão diluídos nos preços dos insumos. Faz parte do escopo do trabalho os custos referentes ao levantamento de quantidades oriundos dos projetos arquitetônico, estrutural e de instalações hidráulicas, bem como, suas especificações e memoriais.

1.4 ESTRUTURA DO TABALHO

O presente trabalho é composto por cinco capítulos. No primeiro deles é apresentada a introdução ao tema, descrição do problema, objetivos do trabalho, justificativas e limitações (escopo). Já o segundo capítulo trata da revisão bibliográfica referente aos temas principais abordados: BIM (Building Information Modeling),

15

orçamento e planejamento. No terceiro e quarto capítulos, respectivamente, é apresentada a metodologia adotada na criação da ferramenta e na modelagem. No quinto são apresentados os resultados obtidos e no sexto e último capítulo são feitas as análises dos resultados e a conclusão.

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 BIM BUILDING INFORMATION MODELING

As edificações construídas pelo homem estão cada vez mais complexas se comparadas com as existentes a partir da revolução industrial. Essa complexidade exige melhores meios para lidar com a informação Projetos mais complexos envolvem muitas disciplinas e a melhor maneira para atingir prazos mais curtos com uma qualidade adequada é através de uma equipe multidisciplinar que trabalhe de maneira colaborativa (FLORIO, 2007).

2.1.1 CONCEITO BIM

BIM (Building Information Modeling), ou em português, Modelagem da Informação da Construção, consiste na criação de um modelo virtual integrado da edificação que abrange todo o seu ciclo de vida. Suas principais características são a parametricidade a interoperabilidade (AZEVEDO, 2009). Segundo o NIBS, alguns interpretam o BIM apenas como uma visualização 3D, entretanto esta é uma visão limitada. Um conceito mais correto é a inclusão de todo e qualquer tipo de informação gráfica e não gráfica, tornando o modelo como um objeto preliminar a construção com o intuito de evitar retrabalho e desperdícios (ARSENAULT, 2009). Portanto, BIM é um processo integrado que armazena e dinamiza a troca de informação de projeto e construção entre as partes interessadas, criando modelos tridimensionais que representam as características físicas e funcionais do edifício e que tem um grande potencial no suporte da tomada de decisão em vários estágios do projeto (MOTA-ENGIL,2013). Este processo permite a compatibilização dos projetos de maneira muito mais eficaz, mas para isso, todas as disciplinas devem estar modeladas (CICHINELLI, 2011).

16

2.1.2 PARAMETRICIDADE

Os modelos BIM são baseados em parâmetros, que definem como serão representados os elementos geométricos. A mudança desses parâmetros provocam alterações em pranchas, visualizações 3D e quantitativos de maneira automática. Essa propriedade é definida como parametricidade (AZEVEDO, 2009).

2.1.3 DIFERENÇAS ENTRE CAD E BIM

Os desenhos realizados na plataforma CAD são constituídos de entidades isoladas como linhas círculos e polígonos, elementos que muitas vezes não apresentam informações úteis para quantificação e uso em outras disciplinas. Mesmo modelos 3D que não trabalham com BIM, são apenas uma representação tridimensional do projeto. Neste contexto, a modelagem BIM se sobressai devido a criação de um banco de dados com diversos dados de forma e volume reaproveitáveis através de elementos paramétricos. Os elementos são representados em três dimensões, portanto, mais precisos e menos sujeito a distorções do que o CAD (FLORIO, 2007). Em ferramentas CAD, ao se desenhar uma parede, por exemplo, desenha-se primeiramente uma linha e com um espaçamento adequado, uma outra linha e tem-se uma parede. Ferramentas de modelagem BIM, por outro lado, são capazes de entender que o elemento geométrico em questão é uma parede.

2.1.4 EVOLUÇÃO DO PROCESSO DE PROJETO

17

17 Gráfico 1: Evolução do processo de projeto. Fonte: Patrick MacLeamy, AIA / HOK. Embora os

Gráfico 1: Evolução do processo de projeto. Fonte: Patrick MacLeamy, AIA / HOK.

Embora os desenhos em CAD não mudaram significativamente a maneira de criação de um projeto, somente houve uma adoção de uma prancheta digital e facilitação do processo através do uso do computador, o BIM apresenta diversas mudanças culturais (BIRX, 2007). No processo tradicional do projeto, grande parte do esforço ocorre na etapa de documentação. Entretanto, com a introdução do conceito BIM, reduz-se significativamente o esforço gasto nesta etapa, visto que pranchas, cortes e elevações são extraídas de maneira automatizada do modelo geométrico. Esse novo processo de modelagem da informação permite que mais esforço seja empregado nas etapas iniciais dos projetos. Etapas na qual a habilidade de impactar custos é maior e os reflexos de uma possível mudança são bem menos significativos (EASTMAN, 2008). Isso permite, por exemplo, a criação de diversos cenários e a análise de seu respectivo impacto, proporcionando melhores soluções para o empreendimento em questão.

18

Outro item fundamental do modelo BIM é a interoperabilidade, que segundo o Institute of Electrical Engineers, pode ser definida como: “A capacidade de dois ou mais sistemas componentes trocarem informações e usar as informações que forem trocadas”. Na verdade, como uma obra de engenharia requer muitas especialidades distintas, é de se esperar que a informação seja proveniente de muitas fontes, que não atendem padrões na troca de informações. Assim, há muita perda de informação ao longo do projeto, o que ocasiona muito retrabalho (AZEVEDO, 2009). Segundo Eastman, a interoperabilidade elimina a necessidade de reproduzir dados previamente criados e facilita o fluxo de informações e automatização de processos. Abaixo, está presente uma tabela com as extensões de arquivos mais utilizadas na arquitetura, engenharia e construção (EASTMAN, 2008).

IMAGEM

JPG, GIF, TIF, BMP, PIC, PNG, RAW, TGA, RLE

2D

DXF, DWG, AI, CGM, EMF, IGS, WMF, DGN

3D

3DS, WRL, STL, IGS, SAT, DXF, DWG, OBJ, DGN, PDF(3D), XGL, DWF, U3D, IPT, PTS

Quadro 1: Extensões de arquivos mais utilizados Fonte: EASTMAN, 2008

Como pode ser observado, a quantidade de extensões é bastante grande, o que torna a comunicação entre os agentes bastante complexa.O IFC (Industry Foundation Classes) foi criado para suprir essa demanda, sendo desenvolvido para se tornar um padrão na troca de informações na indústria de AEC. O IFC é capaz de representar uma gama muito grande de informações a respeito do projeto e a cada nova versão, suas possibilidades aumentam (EASTMAN, 2008). Apesar disso, na data de realização desse trabalho, é um formato que ainda sofre com problemas de interoperabilidade entre diferentes ferramentas.

19

A partir da década de 1990, iniciou-se o conceito de modelagem 4D, o qual permitiu aos construtores um melhor controle de prazos e execução de obras, através da simulação das etapas de construção, o que proporcionou também um menor retrabalho (FLORIO, 2007). Chamou-se modelagem 4D por ser a combinação da modelagem 3D com a quarta dimensão do tempo, proporcionando uma melhor visualização do processo por parte dos envolvidos no empreendimento. Sendo a modelagem BIM 4D uma nova opção de ferramenta que auxilia na tomada de decisões (MATTOS, 2010) Segundo Clayton (2008) e Azevedo (2009), algumas das vantagens da modelagem 4D são:

Melhor gestão de materiais, reduzindo o desperdício de no canteiro de obras;

Melhor gestão de programação de obras através da eliminação de erros no levantamento de quantitativos;

Cronogramas de obras mais precisos;

Possibilidade de gerir e simular as etapas da construção, assim como analisar melhor a possibilidade de construção antes da execução;

Visualizar o andamento da obra em terceira dimensão (3D) ao longo do tempo;

Aprimorar o processo de obtenção das quantificações dos elementos desenhados a partir do modelo digital 4D;

Melhor precisão nos levantamento de custos e prazos para a execução;

Simulações de atividades críticas antes da execução.

Um bom entendimento do cronograma das atividades que serão executadas no canteiro de obras trazem como vantagem a antecipação de decisões e o melhor gerenciamento de tempo, materiais e recursos (SANTOS, 2010). A modelagem 4D pode ser aplicada como uma ferramenta de integração e de análise. Proporcionando aos projetistas e construtores o uso do modelo 4D para formalizar as informações de projeto e construção, e também realizar análises adicionais sobre a produtividade, custos e questões de segurança ou alocação de recursos na obra.Através da integração temporal e dos aspectos espaciais da informação de planejamento, é possível extrair uma visão mais realista do projeto e um cronograma mais viável. No entanto é necessário que o usuário seja capaz de criar e visualizar alternativas para cenários de sequência de construção e de permitir que demais participantes possam visualizar o modelo de vários níveis de detalhamento, sendo assim uma ferramenta eficaz (KOO e FISCHER, 1998).

20

2.1.7 MODELAGEM 5D

O uso do BIM proporciona uma quantificação automática e precisa. Tal

característica permite uma redução na variabilidade de custos e ainda o estudo de diferentes cenários que atendam a preços mais acessíveis (WITICOVSKI, 2011). Muitos dos benefícios da quantificação presente em modelos BIM são citados por Alder (2006):

Visualização e compreensão do escopo do projeto visão tridimensional;

Atributos dimensionais a partir de objetos sem qualquer problemas de escala errada exibir os itens a serem quantificados;

Como um modelo é criado, a lista de materiais ou lista parametricamente

tornam-se disponíveis e são ligadas aos objetos do modelo. Estas listas podem ser modificadas para mostrar os parâmetros dos objetos no modelo, tais como

as quantidades e dimensões atualizadas automaticamente;

É possível isolar os objetos na visão tridimensional para verificar a correta quantificação. O orçamento é desenvolvido com detalhe significante (detalhadas pelo sistema);

É possível fornecer um entendimento de onde está a variância e a importância;

A comparação com os dados iniciais é possível;

A estrutura de custos é disponível para as partes fundamentais para avaliação das áreas onde são possíveis grandes melhorias.

2.2 ORÇAMENTO

Orçamento é a estimativa de custo, que busca ver a viabilidade econômica baseada no preço de venda do empreendimento, que conta com varias variáveis, baseadas, por exemplo, na descrição e também na quantificação dos materiais entre outros (MATTOS, 1965) Orçar não é apenas soma de valores e sim estudo de vários itens, que para uma boa elaboração exige um conhecimento detalhado de cada serviço (e suas etapas) e suas especificações para gerar orçamentos precisos. Vendo que os

21

orçamentos são realizados antecipadamente as obras, deve-se buscar sempre um orçamento mais próximo a realidade, sendo que o ideal com 100% de acerto é impossível de chegar antecipadamente a construção (SCHEER, 2009). Podemos considerar o orçamento a soma de alguns fatores: custo direto (mão de obra, materiais, equipamentos e custos relacionados diretamente a obra) e custos indiretos (custos administrativos, custos comerciais, custos tributários, custos financeiros e taxas de risco), mais a soma de impostos e lucros, assim chegando ao preço de venda (MATTOS, 1965). Para chegar a um valor de venda que não seja tão alto para perder a concorrência e nem tão baixo para não obter lucro, alguns detalhes devem ser observados, para não faltar nenhum item de grande importância e também não supervalorizar nenhum item, nem acréscimos falhos (MATTOS, 1965). A etapa de orçamentação é um das etapas mais importantes, pois estuda a viabilidade do projeto, levando em consideração a concorrência e também prazos, pois há uma relação entre custo e prazo (GONZÁLEZ, 2008).

2.2.1 COMPOSIÇÃO DE ORÇAMENTOS

O orçamento em geral e dividido em Direto e Indireto. Segundo Tisaka (2006), é possível dividir da seguinte forma:

Direto, são despesas ou custos diretos:

Quantitativos diretos de cada serviço, e respectivos custos obtidos através da composição de custo unitários;

Custo de mobilização e desmobilização e implantação do canteiro de obras;

Custo de administração de obra com a estimativa de gastos com pessoal técnico, administrativo e de apoio.

Indireto, (BDI Benefício e custos indiretos):

Custo específico da administração geral, com: gerentes de contrato, engenheiro fiscal, e todas as despesas e apoio técnico e apoio logístico (viagens e estadias) vindas do escritório central;

Taxa de risco do empreendimento;

22

Custo financeiro do capital de giro;

Tributos;

Taxa de comercialização;

Benefício ou lucro.

Desta forma, podemos considerar que:

Orçamento = Custo Direto + BDI

Tisaka (2006) apresenta como é composto o custo direto, indireto e benefício

(BDI = custo indireto + lucro):

a) Custo Direto

Somatória de custos que são incorporados na obra, sendo assim uma

somatória de todos os itens de material, mão de obra e equipamentos, incluindo-se

todas as despesas de infra-estrutura necessárias para a execução da obra.

b) Despesas Indiretas

Despesas que, não fazem parte dos insumos e infra-estrutura, mas são

necessárias para a sua execução, mais os impostos, taxas e contribuições.

c) Lucro

Previsão de lucro esperado pelo construtor mais uma taxa de despesas

comerciais e reserva de contingência.

Sendo que o prazo da obra influencia diretamente nas despesas indiretas e

consequentemente, os benefícios deve-se tomar um grande cuidado. Tisaka (2006)

apresenta uma fórmula relacionando todas as composições para a elaboração do

preço de venda;

Sendo:

= × [1 + (%) ] = (1 + )

100

PV

= Preço de Venda ou Orçamento;

CD

= Custo Direto ou Despesa Direta;

BDI = Benefício e Despesa Indireta expresso em percentual;

b = Benefício e Despesa Indireta expresso em número decimal.

23

2.2.2 TIPOS DE ORÇAMENTO

Podemos dividir em 3 tipos de orçamentos, com vários tipos que estão relacionados com a quantidade de informação, com a finalidade e grau de precisão necessária (VALENTINI, 2009).

TIPOS

CARACTERÍSTICAS BASICAS

Informações

Metodologia

Finalidade

Tabelado

Área Construída (m²)

* CUB - Sinduscon

Ordem de Grandeza

Sintético

Projeto Básico

Índices de construção

Estimativa

Analítico

Projetos Executivos

Apuração completa

Preço Real

Quadro 2: Características por tipo de orçamento. Fonte: VALENTINI, 2009.

2.2.2.1 ORÇAMENTO TABELADO / ESTIMATIVA

CUB Custo unitário básico:

Representa o custo por m² de construção, para cada tipo de imóvel e padrões estabelecidos. São calculadas de acordo com a Lei Federal nº. 4.591, de 16/12/64 e com a Norma Técnica NBR 12.721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Os valores são estabelecidos através de pesquisas realizadas mensalmente pelos sindicatos (coleta de dados junto às construtoras). Levam em consideração o tipo de construção (residencial ou comercial), número de quartos, números de pavimentos e padrão (dividido em 3 padrões: baixo, normal e alto) (MATTOS, 1965).

e padrão (dividido em 3 padrões: baixo, normal e alto) (MATTOS, 1965). Figura 1 - CUB

Figura 1 - CUB Jun/2013. Fonte: SINDUSCON-PR

24

 

Área

Área

Sigla

Nome e Descrição

Dormitórios

Real

Equivalente

 

(m²)

(m²)

  Área Área Sigla Nome e Descrição Dormitórios Real Equivalente   (m²) (m²)
  Área Área Sigla Nome e Descrição Dormitórios Real Equivalente   (m²) (m²)

Residência unifamiliar padrão baixo: 1 pavto., c/ 2

R1-B

dormitórios, sala, banheiro, cozinha e

2 58,64

51,94

área para tanque.

Residência unifamiliar padrão normal: 1pavto, 3

R1-N

dormit, sendo um suíte c/ banheiro, banheiro social,

sala, circulação, cozinha, área de serviço com

social, sala, circulação, cozinha, área de serviço com 3 106,44 99,47 banheiro e varanda (abrigo para

3 106,44

99,47

banheiro e varanda (abrigo para automóvel)

RP1Q

Residência unifamiliar popular: 1 pavto,

1dormitório, sala, banheiro e cozinha

39,56

: 1 pavto, 1dormitório, sala, banheiro e cozinha 39,56 1 39,56 Residência multifamiliar - Prédio popular

1 39,56

pavto, 1dormitório, sala, banheiro e cozinha 39,56 1 39,56 Residência multifamiliar - Prédio popular – padrão

Residência multifamiliar - Prédio popular –

padrão baixo: térreo e 3 pavtos-tipo: P avto.

térreo: Hall de entrada, escada e 4 apts/andar c/ 2

PP-B

dormit, sala, banh, coz e AS. Na área externa estão

localizados o cômodo de lixo, guarita, central de gás,

depósito c/ banh e 16 vagas descobertas. P avto-tipo:

Hall , escada e 4 apts/andar, c/ 2 dormit, sala, banh,

coz e AS.

2 1.415,07

927,08

e 16 vagas descobertas. P avto-tipo : Hall , escada e 4 apts/andar, c/ 2 dormit,

Tabela 1: CUB exemplo: descrições siglas Fonte: SINDUSCON-PR (acesso dia 30/07/2013)

2.2.2.2 ORÇAMENTO SINTÉTICO OU PRÉVIO

É o orçamento realizado através do detalhamento de etapas com a utilização de índices (em tabelas e livros), sendo orçado o material, a mão de obra e equipamentos, relacionados às quantidades de cada um. A precisão é variável, pois

depende da precisão do índice utilizado (ARAÚJO, 2003). Um dos índices mais usados no Brasil é o SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), é um índice público disponibilizado pela CAIXA e IBGE. A CAIXA é responsável pela base técnica de engenharia (especificação de insumos, composições de serviços e projetos referenciais) e pelo processamento de dados; enquanto o IBGE é responsável pela pesquisa mensal de preço, metodologia e formação dos índices (SINAPI, 2013). É dividido em 2: insumos e serviços, e é disponibilizado por estado, e atualizados mensalmente, dando assim mais precisão aos índices.

2.2.2.3 ORÇAMENTO ANALÍTICO OU EXECUTIVO

É um orçamento que leva em consideração todos os detalhes, inclusive em relação a duração. Os preços dos materiais são vistos a partir do valor de mercado (valor real de onde possivelmente será comprado), e a mão de obra é analisada pelo tempo em canteiro de cada tarefa (VALENTINI, 2009).

25

2.2.3 CURVA ABC

A curva ABC é de grande importância, tem como principais utilizações:

hierarquia dos insumos, priorização para negociação, atribuição de responsabilidades e avaliação de impactos. É classificado de forma decrescente utilizando o valor total do insumo (por exemplo, a soma de todo cimento utilizado em todas as etapas (ex:

alvenaria, chapisco e reboco)). Sendo classificado em três faixas: Faixa A: engloba 50% do custo total; Faixa B: engloba entre com percentuais acumulados de 50 a 80%

do custo total (o custo somado da Faixa A e B chegam a aproximadamente 80% do custo total, com aproximadamente 20% de todos os insumos); e, a Faixa C: completa com aproximadamente 20% do custo e 80% dos insumos. Facilitando assim a negociação, sendo mais válidos 5% de desconto em um produto da Faixa A, do que 10% no da Faixa C (MATTOS, 1965).

A curva ABC também pode ser feita para Serviços, mas desta forma fica

apenas nas tabelas não sendo realizados gráficos, ele simplesmente apresenta da

mesma forma que os insumos, com a somatória acumulada dos custos de forma decrescente (MATTOS, 1965).

2.3 PLANEJAMENTO DE PRAZO

A indústria da construção civil acontece em um ambiente muito dinâmico com atividades que possuem grandes variáveis a serem consideradas, sendo uma tarefa não muito fácil gerenciá-las para que possam funcionar adequadamente (MATTOS,

2010).

O planejamento é um dos principais aspectos de um gerenciamento que

causam grande impacto em um projeto, baseando em risco (probabilidade de imprevistos), financiamento (orçamento, compras) e no plano estratégico da organização (gestão de pessoas, comunicações) (MATTOS, 2010). O planejamento é um dos 5 grupos de processos que integram o gerenciamento de um projeto. Sendo de vital importância para um bom andamento (cronograma), de um projeto (PMBOK, 2008).

26

Afim de melhorar a eficiência de suas operações atingindo maior lucratividade,

empresas, através de seus administradores, dispõem de ferramentas. Dentre as mais

importantes estão as tecnologias e os sistemas de informações que auxiliam no

processo de planejamento a atingir altos níveis de eficiência e produtividade nas

operações (LAUDON e LAUDON, 2008).

2.3.1 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO

o mundo mostram que deficiências no

planejamento e no controle são responsáveis pela baixa produtividade, qualidade e

elevadas perdas dos seus produtos. Com um mercado altamente competitivo, esse é

um diferencial de uma empresa bem planejada, que garante a vida longa à empresa,

de certa forma, a perpetuidade da empresa (MATTOS, 2010).

A medição e avaliação de indicadores de desempenho, além da correção de

possíveis desvios, fazem parte do processo de acompanhamento e o controle do

processo de planejamento (JUNIOR, 1999).

O ato de planejar traz ao gestor um alto grau de conhecimento sobre o projeto,

o que permite ser mais eficiente no gerenciamento das atividades, tendo como

principais benefícios (MATTOS, 2010).

Estudos

realizados

em

todo

1. Conhecimento pleno do projeto;

2. Detecção de situações desfavoráveis;

3. Agilidade de decisões;

4. Relação como orçamento;

5. Otimização da alocação de recursos;

6. Referência para acompanhamento;

7. Padronização;

8. Referência para metas;

9. Documentação e rastreabilidade;

10. Criação de dados históricos;

11. Profissionalismo.

Entre muitas empresas ao redor do mundo o planejamento dos projetos, ou são

inexistentes ou inadequados. Isso geralmente ocorre em projetos de pequeno e médio

porte, gerenciadas por empresas pequenas, as quais são geridas por profissionais

autônomos ou mesmo por seus proprietários. Mas também existem empresas que

formulam um planejamento exemplar, mas que na hora da execução não segue o

planejado, ou não controlam as variáveis, ou inexiste um planejamento. Ou até mesmo

27

empresas que não planejam e confiam em experiências com outros projetos, ou na competência de seus profissionais em garantir metas, prazos e orçamentos (MATTOS, 2010). Portanto a falta de planejamento faz com que as empresas percam importantes indicadores na sistemática gerencial dos empreendimentos que são: o prazo, o custo,

o lucro, o retorno sobre investimento e o fluxo de caixa. Informações que valem muito se disponíveis rapidamente (MATTOS, 2010). Um pré-planejamento é importante para que uma obra seja economicamente viável, evitando falhas técnicas e improvisações no canteiro de obras. Um planejamento prévio também serve como instrumento de gestão e controle. Sendo os prazos indicados no cronograma e os valores previstos no orçamento, servindo como parâmetros de controle dos prazos e custos durante a fase de execução (MATTOS,

2010).

Através do planejamento podem ser realizadas comparações entre o previsto

e o realizado, identificando e corrigindo a tempo desvios que poderiam tornar uma

obra inviável. Podendo também corrigir com maior facilidade, rapidez e objetividade

fatores imprevisíveis como: mau tempo, falta de mão de obra ou equipamento (MATTOS, 2010). A mecanização e a industrialização dos processos de construção são fatores que exigem um planejamento e um controle maior, assim aumentam a necessidade por um planejamento prévio, sendo um fator-chave para o sucesso do empreendimento (MATTOS, 2010).

2.3.2 CICLO DE VIDA DE PROJETO

“O planejamento é a chave do sucesso de qualquer empreendimento, seja ele público ou privado. Por meio do planejamento o gestor pode definir as prioridades, estabelecer a sequência de execução, comparar alternativas de ataque, monitorar atrasos e desvios, entre outros benefícios.” (MATTOS,

2010).

Em um projeto é necessário existir um planejamento, para isso precisa necessariamente ter uma sequência lógica de execução, com cada fase do ciclo bem definida, sendo realizadas dentro de um tempo pré-estabelecido, tempo que deve ser suficiente para que os objetivos do projeto sejam atingidos com eficiência e qualidade (MATTOS, 2010).

28

Segundo Mattos (2010) em seu livro Planejamento e Controle de Obras, o ciclo

de vida do empreendimento compreende vários estágios:

de vida do empreendimento compreende vários estágios: Gráfico 2: Ciclo de Vida do Projeto Fonte: MATTOS,

Gráfico 2: Ciclo de Vida do Projeto Fonte: MATTOS, 2010.

Estágio I - Concepção e viabilidade

Definição

do

escopo

-

processo

de determinação do programa de

necessidades, isto é, as linhas gerais do objeto a ser projetado e construído;

Formulação do empreendimento - delimitação do objeto em lotes, fases,

forma de contratação etc;

Estimativa de custos - orçamento preliminar por meio da utilização de

indicadores históricos;

Estudo de viabilidade - análise de custo-benefício, avaliação dos resultados

a serem obtidos em função do custo orçado, determinação do montante

requerido ao longo do tempo;

Identificação da fonte orçamentária - recursos próprios, empréstimos, linhas

de financiamento, solução mista;

Anteprojeto Projeto básico - desenvolvimento inicial do anteprojeto, com

evolução até o projeto básico, quando já passa a conter os elementos

necessários para orçamento, especificações e identificação dos serviços

necessários.

Estágio lI - Detalhamento do projeto e do planejamento

Orçamento analítico - composição de custos dos serviços, com relação de

insumos e margem de erro menor que a do orçamento sintético;

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Planejamento - elaboração de cronograma de obra realista, com definição de prazos marcos contratuais;

Projeto básico → Projeto executivo – detalhamento do projeto básico, com inclusão de todos os elementos necessários à execução da obra.

Estágio III - Execução

Obras civis execução dos serviços de campo, aplicação de materiais e utilização de mão de obra e equipamentos;

Montagens mecânicas e instalações elétricas e sanitárias atividades de campo;

Controle da qualidade verificar se os parâmetros técnicos e contratuais foram observados;

Administração contratual - medições, diário de obras, aplicação de penalidades, aditivos ao contrato etc;

Fiscalização de obra ou serviço supervisão das atividades de campo, reuniões de avaliação do progresso, resolução de problema etc.

Estágio IV - Finalização

Comissionamento colocação em funcionamento e testes de operação do produto final;

Inspeção Final testes para recebimento do objeto contratado;

Transferência de responsabilidades recebimento da obra e destinação final do produto;

Liberação de retenção contratual caso a empresa contratante tenha retido dinheiro da empresa executante;

Resolução das últimas pendências encontro de contas, pagamento de medições atrasadas, negociações de pleitos contratuais etc;

Termo de recebimento provisório e definitivo.

2.3.3 ESTRUTURA ANALÍTICA DE PROJETO (EAP)

O primeiro passo consiste em identificar as atividades que irão compor o cronograma geral do projeto, de uma forma simples e fácil manuseio. Necessita

30

grande atenção, pois nela que se decompõem o escopo total do projeto. Portanto essa tarefa deve ser desenvolvida por mais de uma pessoa, de preferencia por todas as pessoas envolvidas no projeto, de forma a não omitir nenhuma atividade, pois sua omissão pode trazer atrasos no cronograma e um aumento nos custos. Dividir todas as atividades não é um trabalho simples, pois exige leitura cuidadosa de desenhos plantas, estudo da metodologia construtiva, capacidade de representação das tarefas de campo na forma de segmentos pequenos de trabalhos de forma compreensíveis (MATTOS, 2010). Para identificar as atividades envolvidas no projeto uma maneira é através da elaboração da Estrutura Analítica do Projeto (EAP). Segundo Mattos (2010), a EAP organiza as atividades de maneira hierárquica, em níveis, mediante a qual se decompõe a totalidade da obra em pacotes de trabalho progressivamente menores, tendo à vantagem de organizar o processo de desdobramento do trabalho, tornando- as facilmente checadas e corrigidas. A organização da EAP assemelha-se a uma arvore com ramificações. Suas atividades sofrem uma decomposição onde há atividades principais (um item) e suas subdivisões (unidades menores e mais simples). A cada subdivisão de nível, as atividades se tornam menores, mais bem detalhadas de forma a facilitar a atribuição de uma duração e identificar tarefas no campo que venham a controlar seus avanços (MATTOS, 2010). Por não haver regras para construir a EAP, cada EAP irá ter as características de seus planejadores, podendo ter, para um mesmo projeto, EAPs diferentes se elaboradas por grupos distintos. No entanto, independente da lógica de decomposição das atividades, todas as atividades constituintes do projeto devem estar identificados ao final, assim representando a totalidade do escopo (MATTOS, 2010).

As propriedades de uma EAP são muitas:

Cada Nível representa um refinamento do nível imediatamente superior;

As subtarefas representam 100% do escopo da tarefa do nível imediatamente superior (regra dos 100%), ou seja, se um pacote de trabalho é desmembrado em três atividades, elas representam a totalidade do alcance do pacote de trabalho;

A soma do custo dos elementos de cada nível é igual; a 100% do nível imediatamente superior;

31

O custo de cada elemento da estrutura equivale à soma dos custos dos elementos subordinados;

Juntas, as atividades de nível mais baixos nos diversos ramos da EAP representam o escopo total do projeto;

Uma mesma atividade não pode estar em mais de um ramo;

Duas atividades são mutuamente excludentes: não pode haver sobreposição de trabalho entre elas (seria uma redundância desnecessária);

Atividades não incluídas na EAP não tomam parte do projeto;

As atividades são relacionadas em ordem lógica de associação de ideias ,não em ordem cronológica;

As atividades de nível mais baixas são mensuráveis e podem ser atribuídas a um responsável (pessoa ou equipe).

Vários são os benefícios que a criação da EAP traz para o projeto:

Ordena o pensamento e cria uma matriz de trabalho lógica e organizada;

Individualiza as atividades que serão as unidades de elaboração do cronograma;

Permite o agrupamento das atividades em famílias correlatas;

Facilita o entendimento das atividades consideradas e do raciocínio utilizado na decomposição dos pacotes de trabalho;

Facilita a verificação final por outras pessoas;

Facilita a localização de atividades dentro de um cronograma extenso;

Facilita a introdução de novas atividades;

Facilita o trabalho de orçamentação porque usa atividades mais precisas e palpáveis;

Permite a atribuição de códigos de controle que servem para alocação dos custos incorridos no projeto (V. numeração atribuída na EAP sintética exemplificada anteriormente);

Evita que uma atividade seja criada em duplicidade.

Uma forma de EAP é a listagem analítica ou sintética, sendo um formato bem trabalhado pelas principais ferramentas de planejamento de trabalho (MSProject). Cada nível da EAP é identificado numericamente a anterior, e alinhada de forma a

32

identificar as atividades de mesmo nível ou desalinhadas para as atividades de diferentes níveis, sendo associada a uma numeração lógica, segundo a sua sequência. Prestando-se a EAP analítica muito bem para relatórios (MATTOS, 2010).

a EAP analítica muito bem para relatórios (MATTOS, 2010). Figura 2 – EAP Analítica. Fonte: MATTOS,

Figura 2 EAP Analítica. Fonte: MATTOS, 2010.

2.3.4 DURAÇÃO DAS ATIVIDADES

A definição da duração das atividades é uma tarefa importante, pois constitui o tempo das atividades em função do cronograma a ser gerado. Pode ser estimada em dias úteis ou corridos, semanas, etc. Sendo que uma má atribuição às durações pode prejudicar totalmente o planejamento (MATTOS, 2010). Para isso, mesmo sendo a duração uma estimativa do tempo, é atribuída uma margem de erro para cada atividade, sendo menor para as atividades bem conhecidas/rotineiras e maior para as atividades não tão conhecidas/novas ou que não tenha histórico da atividade (MATTOS, 2010). No entanto, existem ferramentas bem utilizadas por causa das incertezas, uma delas é o ciclo PDCA. No qual se planeja, executa, checa e controlar os resultados e aplicar possíveis ajustes se necessários, para que possam ser minimizadas essas incertezas (MATTOS, 2010). Segundo Mattos (2010), o real valor de um planejamento e a confiança que se pode depositar nele residem, basicamente, em dois parâmetros: duração e lógica

33

(interdependência entre as atividades). Esses elementos servem de base para os cálculos de rede e que gerarão os seguintes produtos:

Prazo total de projeto;

Datas de início e término de cada atividade;

Identificação das atividades cuja execução tem de acontecer obrigatoriamente na data calculada para não atrasar o projeto (atividades criticas);

Folgas das atividades não críticas;

Margem que as atividades têm para se deslocar e permitir minimizar conflitos entre recursos (nivelamento de recursos);

Identificação das atividades mais propicias para compressão de duração de modo a diminuir o prazo total do projeto (aceleração).

Sendo alguns dos fatores que podem afetar diretamente a duração de uma atividade:

FATOR

EFEITO

Experiência

Quanto mais experiência tiver a equipe de trabalho, maior a facilidade em realizar a atividade e, consequentemente, menor o tempo necessário para executá-la.

da Equipe

Grau

de

Atividades novas, especiais ou pouco frequentes geralmente requerem um período de familiarização da equipe (metodologia construtiva, posicionamento dos operários e equipamentos, identificação de interferência, análise de fontes de erro etc). Existe uma tendência natural a que a produtividade cresça com o tempo (curva de aprendizagem).

conhecimento

do serviço

Apoio

A duração de uma atividade pode ser otimizada com um suporte preciso, que garanta que os operários não percam tempo esperando a chegada de material, ou com longos deslocamentos etc.

logístico

Figura 3: Fatores que podem alterar diretamente a duração de uma atividade Fonte: MATTOS, 2010

2.3.5 PRECEDÊNCIAS

34

Para um cronograma estratégico, a fim de atender às metas estabelecidas, é de grande importância verificar as sequências e precedências de execução, observando as possíveis consequências que cada atividade pode gerar nas datas de início e termino e na execução de atividades anteriores e/ou futuras. Para isso, podemos utilizar ferramentas de simulação para que possam ser identificadas prováveis interferências em datas, sequências de execução de atividades as quais podem ser consideradas no cronograma antes das atividades interdependentes. A simulação permite a variação de sequências e de ritmo de serviços gerando alternativas estratégicas para uma melhor escolha para cada situação. Também permite que ao lançar os dados em planilhas eletrônicas, possam desenvolver os cálculos de índices físicos da obra, gerando indicadores de desempenho durante as medições que devem ocorrer durante a execução da obra. Gerando relatórios que indicam a eficiência dos processos da obra, no intuído de mostrar a necessidade de melhorias (MORAES e SERRA, 2009).

2.3.6 CRONOGRAMA DE GANTT

Para facilitar a visualização de início e fim das atividades, pode-se adicionar ao cronograma integrado o cronograma de Gantt, onde obtém-se o cronograma em paralelo com barras escaladas de acordo com o tempo de duração das atividades. A partir deste gráfico de barras, pode-se gerenciar o cronograma com adição de informações que refinam o tempo de duração do projeto, por exemplo:

sequenciamento, datas programadas de início e término de atividades, folgas, dependência atividades críticas ou já realizadas (MATTOS, 2010). É uma ferramenta de controle muito importante, por sua forma fácil de visualização, apresentando as informações de maneira simples e imediata, mostrando a posição relativa das atividades ao longo do tempo. Também possibilita que pessoas com um mínimo de instrução possa manusear o cronograma e de extrair as informações sem dificuldades (MATTOS, 2010). Como originalmente conhecido, cronograma de barras, possui algumas deficiências, como: não possibilitar a ligação das atividades, não mostrar folgas, feriados e/ou fins de semana, e não mostrar caminhos críticos (MATTOS, 2010).

35

35 Gráfico 3: Exemplo Cronograma de Gantt Fonte: MATTOS, 2010. Portanto, para suprir essas deficiências, planejadores

Gráfico 3: Exemplo Cronograma de Gantt Fonte: MATTOS, 2010.

Portanto, para suprir essas deficiências, planejadores aprimoram o cronograma de Gantt, extraindo dados da rede PERT/COM, transformando o cronograma para Gantt-PERT/CPM (MATTOS, 2010).

o cronograma para Gantt-PERT/CPM (MATTOS, 2010). Gráfico 4: Exemplo Cronograma Gantt-PERT/COM Fonte: MATTOS,

Gráfico 4: Exemplo Cronograma Gantt-PERT/COM Fonte: MATTOS, 2010

2.3.7 ERP

De acordo com Cabral (2012): “Os sistemas ERP (Enterprise Resource Planning), quando implementados com sucesso, são capazes de padronizar, otimizar e integrar os processos da empresa, consolidando as informações em um banco de dados único e eliminando a duplicidade de esforços.Também chamados de Sistemas Integrados de Gestão, são constituídos por vários módulos integrados, que atendem ás necessidades de informações de apoio dentro de uma empresa, auxiliando na tomada de decisões a partir de uma base de dados única e não redundante. Caracterizada pelo fato de serem constituídos por pacotes, com módulos integrados e interligados, em tempo real, que utilizam um único

36

banco de dados, afim de prestar suporte à maioria das operações de uma empresa (VALENTE, 2004). Exemplos de sistemas ERP internacionais: SAP/R3, BANN4, Oracle Applications, BPCS, People Soft, JDEdwards, MFG/Pro, Microsoft Dynamics AX entre outros. No mercado brasileiro existem sistemas ERPs voltados à construção civil, como por exemplo o SIENGE, SIECON e UAU, da Globaltec (WITICOVSKI, 2011).

37

3

METODOLOGIA

Para a escolha do método adotado nesse trabalho, partiu-se do princípio que os custos diretos de um orçamento são compostos basicamente de duas entradas. A primeira delas consiste em um banco de dados de insumos (materiais, equipamentos e mão-de-obra) e composições de custos atualizadas que fornecem o custo de cada serviço a ser executado. A segunda entrada seria as quantidades destes serviços, provenientes de um modelo.

3.1 COLETA E ORGANIZACAÇÃO DOS DADOS No contexto nacional, temos como referência o banco de dados da TCPO e do SINAPI (TCPO, 2013; SINAPI, 2013). Foram utilizados os relatórios de serviços e insumos do SINAPI por estes estarem disponíveis gratuitamente para consulta (Figura 4), através de relatórios em PDF com atualização mensal para todos os estados e para o Distrito Federal. Estes relatórios são calculados baseados em índices oferecidos pelo IBGE (SINAPI, 2013).

são calculados baseados em índices oferecidos pelo IBGE (SINAPI, 2013). Figura 4: Portal do SINAPI Fonte:

Figura 4: Portal do SINAPI Fonte: SINAPI,2013.

38

Embora o SINAPI apresente mensalmente os custos de todos os serviços, estes não estão “abertos”, ou seja, com a discriminação dos insumos, o que dificulta

a interpretação dos mesmos. Entretanto, foram encontrados no site do Paraná

Edificações (PARANÁ EDIFICAÇÕES, 2013) os mesmos serviços ou composições de

custo em formato PDF e XLS, sendo estes compostos dos insumos e serviços do próprio SINAPI, inclusive com a mesma codificação. Com base nessas informações, foi criada uma pasta de trabalho em ambiente MS Excel 2013, que tem como objetivo concentrar todas as informações. A

ferramenta MS Excel foi escolhida pela familiaridade dos autores com a ferramenta, inclusive com recursos de programação em VBA. A estrutura adotada na pasta de trabalho foi composta por sete planilhas descritas a seguir:

Comp: Nesta planilha estão todas as composições de custo. Com o uso da ferramenta PROCV, busca-se nas planilhas auxiliares Insumos, Serv e Banco o restante dos dados; Insumos: Planilha auxiliar que apresentam o código, descrição e unidade de todos os insumos; Serv:. Planilha auxiliar que apresenta código, descrição e unidade de todos as composições de custo; Banco: Contém o custo dos mais de 4000 insumos para todos os estados e Distrito Federal. É atualizada mensalmente conforme os relatórios da Caixa são emitidos; Estimativa: Nessa planilha estão alguns dados referentes a norma que rege o CUB. Estes dados fornecem informações para que sejam feitas estimativas de itens não modelados; Orcamento: Planilha final com o orçamento do empreendimento; Ordenar: Planilha auxiliar, recebe os dados provenientes do modelo e os ordena de acordo com sequência construtiva. Inicialmente, as informações presentes no PDF encontrado no site do Paraná Edificações foram copiadas para a planilha Comp. Dados de insumos e composições

de custos foram também copiados para as planilhas Insumos e Serv, respectivamente.

Com base nos relatórios de insumos em PDF emitidos mensalmente pela Caixa, foi feita a transformação deles de PDF para XLS com o objetivo da criação de um banco de dados de insumos, na qual alimentaria a planilha Comp previamente criada. A ferramenta utilizada nesse processo foi a AnyBizSoft PDF to Excel

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Converter. Essa ferramenta traduz arquivos em formato PDF para XLS. Cada página do arquivo PDF é convertida em uma planilha de uma mesma pasta de trabalho no formato XLS ou XLSX. Tendo os arquivos em ambiente Excel, foi desenvolvida uma nova pasta de trabalho, com o uso de VBA, que tem como intuito percorrer os 27 arquivos XLS gerados mensalmente, insumo por insumo, trazendo a informação de custo referente a cada um deles. Como tratam-se de mais de 4000 insumos todos os meses para todos os estados, esse processo só se tornou viável com a utilização de programação. Caso fosse realizado manualmente estaria sujeito a erros e exigiria um tempo excessivamente grande. Essa macro 1 tem como resultado uma matriz 2 (Figura 5). Na primeira coluna estão os códigos dos insumos no mês de referência. Na primeira linha estão todos os estados. Nas demais células encontram-se todos os custos de todos os insumos para todos os estados Dessa maneira foi possível computar em único ambiente, todos os dados que estavam segregados. Essa matriz é manualmente copiada e colada mensalmente para a planilha Banco.

copiada e colada mensalmente para a planilha Banco. Figura 5: Índices por estado Fonte: Os autores,

Figura 5: Índices por estado Fonte: Os autores, 2013.

Por fim, foi criado na planilha Comp uma célula em que o usuário seleciona o estado no qual este deseja ter acesso aos custos atualizados, como mostra a Figura

6.

1 Macro é uma rotina criada para automatizar um processo repetitivo

2 Matriz é um objeto matemático organizado em linhas e colunas

40

40 Figura 6: Célula que permite a mudança do estado de interesse Fonte: Os autores, 2013.

Figura 6: Célula que permite a mudança do estado de interesse Fonte: Os autores, 2013.

A figura 7 apresenta o procedimento adotado para atualização dos insumos mensalmente. Procedimento este, necessário para a existência do banco de dados de custos de insumos e composições de custo atualizado.

41

41 Figura 7: Procedimento para atualização mensal dos custos Fonte: Os autores, 2013. 3.2 METODOLOGIA DE

Figura 7: Procedimento para atualização mensal dos custos Fonte: Os autores, 2013.

3.2 METODOLOGIA DE MODELAGEM

O projeto adotado foi um sobrado unifamiliar de cerca de 250 m², construído na cidade de Curitiba, padrão médio. O sobrado apresenta 3 quartos, 1 sendo suíte, 1 cozinha, 2 banheiros e 1 lavabo, além de 1 sala de estar e 1 sala de jantar e foi construído (obra) na R. Cid Marcondes de Albuquerque 522, no bairro Pinheirinho, na cidade de Curitiba (Figura 8).

no bairro Pinheirinho, na cidade de Curitiba (Figura 8). Figura 8: Localização do sobrado Fonte: adaptado

Figura 8: Localização do sobrado Fonte: adaptado de Google Maps, 2013.

A metodologia seguiu os padrões de modelagem de trabalhos anteriores (LEUSIN et al,2012; DE PAULA et al, 2012). Primeiramente, foram reunidos todos os

42

projetos em plataforma CAD e feito levantamento fotográfico in loco (Figura 9). Estes documentos, os quais estão disponíveis no Anexo deste trabalho, foram estudados e, após uma compreensão dos projetos, iniciou-se a transformação dos elementos 2D em um modelo virtual BIM. A ferramenta escolhida para a modelagem foi o Autodesk Revit 2014, pela familiaridade dos autores e pelo fácil acesso à versão educacional.

dos autores e pelo fácil acesso à versão educacional. Figura 9: Foto da obra no dia

Figura 9: Foto da obra no dia 15/10/2013 Fonte: Os autores, 2013.

3.2.1 ARQUITETÔNICO

Nas paredes, foi utilizada a ferramenta de criação de partes para criar as diversas camadas que as representam. Assim, foram criadas famílias com diferentes espessuras de revestimento, conforme o local de aplicação (área seca, molhada, interna e externa). Como mostra a Figura 10, as paredes são compostas pelas camadas de bloco cerâmico, chapisco, emboço e tinta.

43

43 Figura 10: Composição de paredes Fonte: Os autores, 2013. A extração de informações dos materiais

Figura 10: Composição de paredes Fonte: Os autores, 2013.

A extração de informações dos materiais das camadas se dá por Material Take-Off. Essa propriedade permite que as áreas retiradas sejam mais precisas. Para a modelagem de portas e janelas foram utilizados os próprios componentes presentes na ferramenta. Não foi modelado o madeiramento do telhado, pois as composições de custo de estrutura de telhado presentes no SINAPI levam apenas a metragem quadrada do telhado em consideração, sendo realizada apenas a representação das telhas.

3.2.2 ESTRUTURAL

No modelo estrutural foram representadas as lajes, vigas e pilares, bem como, os blocos de fundação e estacas profundas. Todos os elementos utilizados já fazem parte da biblioteca da ferramenta escolhida, sendo necessária apenas a mudança de alguns parâmetros de forma, para adaptar as estruturas ao projeto existente. Foi considera laje convencional, no lugar da treliçada, para facilitar a retirada de quantidades e o desenvolvimento do trabalho como um todo.

44

Uma limitação da ferramenta adotada é a dificuldade da representação de

formas e armaduras. Por esse motivo, a modelagem desses elementos não fez parte

do escopo desse trabalho. Para sua consideração foram utilizados indicadores

presentes na literatura (MATTOS, 1965).

Taxa de aço. Em função do volume de concreto: Estrutura abaixo de 10 pavimentos concreto
Taxa de aço.
Em função do volume de concreto:
Estrutura abaixo de 10 pavimentos
concreto
Estrutura acima de 10 pavimentos
concreto
 entre 83 e 88 kg por m³ de
 entre 88 e 100 kg por m³ de
Taxa de fôrma.
Em função do volume de concreto:
Entre 12 a 14 m² por m³ de concreto

Tabela 2: Taxa de aço e fôrma Fonte: MATTOS, 2006.

Foi tomado o cuidado na divisão do pilar em diversos segmentos de pilar,

conforme o número de pavimentos. Esta consideração é importante para simulação

5D, bem como para o correto levantamento de quantidades por pavimento, sem somar

equivocadamente o volume de diferentes níveis.

3.2.3 INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIAS

Dentro do projeto de instalações hidro-sanitárias, foi feita a modelagem dos

projetos das instalações de água fria, água quente, esgoto e águas pluviais. Sabe-se

que a ferramenta apresenta uma limitação bastante grande de disponibilidade de

bibliotecas de componentes de projetos complementares, principalmente, com os

padrões para atendimento aos projetos brasileiros.

Portanto, nesse trabalho foi utilizada uma biblioteca já existente fornecida pela

empresa UCS. Estão presentes nessa biblioteca diversas famílias para diferentes

diâmetros de tubulações e conexões, o que facilita a retirada de quantitativos.

Foi possível a representação de diversos elementos como tubos, conexões,

bacias sanitárias, caixa dágua, chuveiros, caixas sifonadas e caixas de passagem.

45

A representação das instalações elétricas foi realizada por meio de conduítes

rígidos e caixas de passagem. A modelagem realizada teve o intuito de compatibilização de projetos. Pela falta de biblioteca de famílias e impossibilidade da representação de circuitos, a modelagem não ofereceu recursos para que fossem extraídos quantitativos, portanto, nesse caso, o custo foi obtido por uma estimativa conforme mostra o item 3.3.3.

3.3 REALIZAÇÃO DO ORÇAMENTO

3.3.1 LEVANTAMENTO DE QUANTITATIVOS Com todos os projetos devidamente modelados, o próximo passo foi definir

como seria feita a retirada de dados do modelo de uma maneira consistente. Nesse trabalho, foram estudadas três diferentes formas de extração de dados.

A primeira delas é o DB link. Trata-se um plugin que extrai diversas informações

de um modelo para um arquivo de MS Access. Um problema encontrado foi que no momento da realização desse trabalho ele estava disponível apenas para o Revit 2012 (Architecture, Structure e MEP). Outro problema é que não foi possível acessar

informações referentes às camadas das paredes. Na sequência do trabalho é apresentada a resolução desse problema. Devido à criação de partes no modelo, a extração dessas informações é feita por material e essas informações não estão contidas nesse arquivo. BIM Link funciona de maneira muito próxima das próprias tabelas do Revit, com

a diferença de que é criado um arquivo XLS, e não TXT. Outra vantagem desse plugin

é que é possível retroalimentar o modelo fazendo alterações no arquivo XLS. Isso é

bastante promissor para a interoperabilidade, mas, não foi a solução utilizada devido

a não existência de recursos para aquisição de ferramentas (a mesma não possui versão gratuita). Portanto, nesse estudo, foram utilizadas as próprias tabelas do Revit para a extração de informações. Existe a possibilidade de extração de multicategorias ou apenas uma. Foi considerada apenas uma categoria por vez, para padronização e organização dos dados de entrada na ferramenta a ser desenvolvida. O problema dessa solução é que várias tabelas devem ser geradas, uma para cada classe de elementos. As tabelas devem ser enumeradas de 1 a N (conforme a quantidade de classe de elementos), para que a pasta de trabalho a ser criada seja capaz de

46

interpretá-las. Para melhor organização, foi criada uma pasta de trabalho auxiliar referenciando cada classe com sua respectiva tabela, conforme a Figura 11.

cada classe com sua respectiva tabela, conforme a Figura 11. Figura 11: Pasta de trabalho responsável

Figura 11: Pasta de trabalho responsável pela organização das tabelas provenientes do modelo Fonte: Os autores, 2013.

Para desenvolver um modelo que atenda ao prazo e ao custo, as informações dessas disciplinas 3 devem estar de alguma maneira contidas no modelo. Por isso foi feita a criação de um parâmetro compartilhado chamado "Cod. EAP" que pode ser atribuído para qualquer elemento geométrico. O parâmetro utilizado que representa o custo foi o Keynote. Originalmente, esse campo serve como etiqueta para detalhes de elementos arquitetônicos, mas seu uso se mostrou conveniente para o código de composições de custo, visto que também está presente em todos os elementos e, uma vez atribuído para uma família, todos os outros elementos desta família também recebem esse valor. Outra vantagem é que este parâmetro pode ser alimentado de um arquivo com extensão TXT externo como um banco de dados de composições de custo.

A Figura 12 apresenta um exemplo de como essas informações estão presentes no modelo. A caixa de passagem apresenta o valor 1.4.3 para o parâmetro “Cod. EAP” e o valor de 72289 para o parâmetro Keynote. 3

3 Disciplina: área de especialização. Exemplo: estrutural, hidráulica, elétrica, planejamento, orçamento.

47

47 Figura 12: Parâmetros escolhidos para armazenar códigos que representam o prazo e custo. Fonte: Os

Figura 12: Parâmetros escolhidos para armazenar códigos que representam o prazo e custo. Fonte: Os autores, 2013.

O padrão utilizado de exportação foi como apresentado na Figura 12. Na primeira coluna, temos o parâmetro "Cod. EAP" contendo informações de prazo, ou seja, quando aquele elemento deverá ser construído. Mais adiante, é discutido como esse código é definido. Na segunda coluna, o parâmetro "Keynote", com o código de composição de custo e, por fim, a quantidade. Este último campo pode variar bastante conforme o elemento geométrico que é representado. Se for para um tubo, será metros, para parede, será metros quadrados, e para joelhos, unidades, por exemplo.

metros quadrados, e para joelhos, unidades, por exemplo. Figura 13: Padrão de exportação de tabelas adotado

Figura 13: Padrão de exportação de tabelas adotado Fonte: Os autores, 2013.

48

3.3.2 INTEGRAÇÃO DO MODELO E COMPOSIÇÕES

Após a etapa de retirada de dados do modelo, com N tabelas em formato TXT, basta fazer a integração entre estes dados e o banco de dados criado inicialmente. Novamente, foi criada uma macro responsável pela busca das informações oriundas do modelo. Inicialmente, esta pergunta quantas tabelas foram extraídas (Figura 14). Para que o código funcione corretamente é preciso informar o endereço em que estão localizadas as tabelas. Recomenda-se utilizar o mesmo endereço da pasta de trabalho desenvolvida.

o mesmo endereço da pasta de trabalho desenvolvida. Figura 14: Entrada do número de tabelas na

Figura 14: Entrada do número de tabelas na ferramenta desenvolvida. Fonte: Os autores, 2013.

Após o usuário informar o número de tabelas extraídas, a macro percorre cada uma delas copiando suas informações para a planilha auxiliar Ordenar. Essa planilha auxiliar tem o objetivo de ordenar as atividades conforme o parâmetro "Cod. EAP". Assim, o orçamento fica compatível com o planejamento e com os itens a serem orçados em ordem cronológica de execução. Com todos os itens da tabela copiados e ordenados na planilha auxiliar Ordenar, a macro percorre linha a linha essa matriz, buscando duas informações: a primeira delas é o código da composição de custo e a segunda é a quantidade. Com o código da composição de custo, a macro busca na planilha "Comp" a composição de custo referente àquela atividade, devidamente atualizada e a copia para a planilha Orçamento, conforme mostra a Figura 15.

49

49 Figura 15: Exemplo de composição de custo unitária Fonte: Os autores, 2013. Após essa etapa,

Figura 15: Exemplo de composição de custo unitária Fonte: Os autores, 2013.

Após essa etapa, a informação de quantidade se torna necessária e ao lado da composição de custo são representadas ainda duas colunas. Uma com o total de insumos (materiais, equipamentos e mão-de-obra), ou seja, o produto da quantidade levantada no modelo pelo índice da composição. E a segunda com o preço unitário de cada insumo multiplicado pela quantidade, representando o custo total daquele insumo. A soma de todos os itens dessa segunda coluna será o custo total daquela composição. Essa etapa é mostrada na Figura 16.

daquela composição. Essa etapa é mostrada na Figura 16. Figura 16: Composição de custo unitária com

Figura 16: Composição de custo unitária com sua respectiva quantidade Fonte: Os autores, 2013.

Este processo é repetido para todas as atividades gerando um orçamento total do empreendimento. Essa metodologia permite uma fácil mudança no orçamento caso mudanças no modelo sejam realizadas. Assim, caso algum elemento do modelo seja modificado, deve-se somente fazer a extração da tabela referente àquela mudança e rodar a macro novamente, tendo um orçamento atualizado. Como há um controle que referencia o número da tabela com sua respectiva classe, este processo se torna facilitado. A figura 17 apresenta o procedimento adotado para o correto funcionamento da ferramenta criada.

50

50 Figura 17: Procedimento adotado para o correto funcionamento da ferramenta desenvolvida Fonte: Os autores, 2013.

Figura 17: Procedimento adotado para o correto funcionamento da ferramenta desenvolvida Fonte: Os autores, 2013.

3.3.3 CONSIDERAÇÃO DE ITENS NÃO MODELADOS

É importante considerar que nem sempre a modelagem de todas as disciplinas é ou será realizada. Seja por falta de projeto, por falta de tempo, ou mesmo por uma limitação da ferramenta, muitas vezes, algumas estimativas deverão ser feitas para ter um modelo que sempre atenda ao prazo e ao custo. Nesse estudo, foi feita uma estimativa com base na norma que rege o CUB, a NBR12721/2006. Esta norma apresenta na seção 8.3.2 uma relação de materiais e mão de obra que podem ser associados a seus respectivos serviços. Por exemplo, Tinta Látex PVA está associada à pintura. Ao lado desses materiais, há sua respectiva unidade e um índice que representa a quantidade daquele determinado material por metro quadrado. Se multiplicarmos, entretanto, este índice presente na norma pela área, tendo o total daquele material no empreendimento e posteriormente pelo custo do material, não teremos o custo estimado do material em si, mas, de todo o conjunto de materiais que aquele serviço representa. No caso de instalações elétricas, a soma do produto dos índices de Fio de Cobre e Disjuntor tripolar, pela área e pelos seus respectivos custos, representariam todo o gasto com material referente a essa disciplina. Na planilha Estimativa, foram então computadas todas essas informações presentes na Norma, inclusive para diversos padrões (baixo, normal, alto). Para cada material, foi atribuído um código do SINAPI, tendo assim, o custo de cada material. Para a consideração da mão de obra foram utilizados os índices de pedreiro e servente presentes nessa norma. Porém, esses índices englobam todos os serviços que estes funcionários participam e, neste caso, precisamos do custo da mão de obra distribuídos nas diferentes disciplinas. Para isso, foi feita uma distribuição conforme

51

os próprios índices dos materiais. Ou seja, foi realizada uma soma de todos os índices dos materiais e feita uma porcentagem referente a cada um deles. A partir disso, o produto dessa porcentagem pelo índice da mão de obra (pedreiro e servente), representa o índice desses trabalhadores para cada material. Se cada material representa o conjunto de materiais para determinado serviço, este novo índice representaria o custo da mão de obra para esse serviço. Somando-se, então, o custo da mão de obra e o custo do material, é calculado o gasto total com cada serviço. A partir do momento que a disciplina que passou por essa estimativa é modelada, o custo dessa estimativa é desconsiderado e passam a valer os dados provenientes do modelo. O problema desse tipo de consideração é que para uma disciplina ser considerada modelada e, portanto, desconsiderada, nessa estimativa, todos os elementos desta disciplina devem estar modelados, o que nem sempre é possível devido ainda à atual dificuldade de modelagem de alguns elementos.

3.3.4 CURVA ABC

Com o orçamento completo do empreendimento, foi feita a discriminação de todos os insumos envolvidos na obra e dos seus respectivos custos. Colocando estes em ordem decrescente e atribuindo-os as porcentagens acumuladas, foi possível obter a curva ABC ou curva 80-20, na qual 20 por cento dos insumos são responsáveis por 80 por cento dos custos. Na curva ABC não foram levados em conta os itens meramente estimados ou não modelados, pois estes apresentariam distorções na curva, visto que alguns materiais estariam presentes em maior número do que realmente utilizados.

3.4 PLANEJAMENTO DE PRAZO

O planejamento de prazo foi feito baseado nos itens modelados. Este planejamento foi feito com o auxílio do MS Project 2013. Inicialmente, foi feita uma listagem dos elementos modelados e, de acordo com as suas precedências, foi feito o sequenciamento de atividades. Após a conclusão desse processo, foi definida no campo WBS os códigos da EAP. Com a definição dos códigos da EAP, essas informações são inseridas para cada elemento geométrico no modelo manualmente. A melhor maneira encontrada

52

para facilitar esse processo foi com o uso das próprias tabelas de quantitativos. Nesse caso, pode-se criar rapidamente uma nova coluna “Base Level”, por exemplo, que representa o nível base de cada elemento. Assim, de maneira simples, torna-se possível selecionar os pilares, ou paredes ou tubos de determinado pavimento, que normalmente são executados ao mesmo tempo. A duração de cada atividade é calculada conforme as informações oriundas do orçamento. Cada composição de custo apresenta um líder ou chefe de equipe, seja um equipamento ou recurso humano, que é responsável pela produtividade da mesma. Na realização desse trabalho, foi estudada, para cada composição, qual era o chefe da equipe. Assim, após a realização do orçamento, foi levantada a informação referente ao número de horas que é exigida para aquela atividade. Em primeiro momento, foi considerada uma equipe unitária para cada atividade, gerando uma duração referente à apenas uma equipe. Entretanto, para algumas atividades, foram consideradas mais de uma equipe para que a atividade não levasse muito tempo. Tais decisões ficariam a cargo do planejador da obra, conforme prazos e variáveis externas ao modelo.

3.5 SIMULAÇÃO 5D

A ferramenta escolhida para a realização da simulação 5D foi o Autodesk Navisworks 2014 devido a melhor compatibilidade com o Revit 2014, escolhido na modelagem, e por ter uma versão educacional de fácil acesso. Após a realização do modelo, do planejamento e do orçamento, é nesta plataforma que todas as informações são inseridas para a realização da simulação

5D.

Primeiramente, ao término do orçamento e do planejamento, é feita a introdução do custo de cada atividade no planejamento. Em alguns casos, temos mais de uma composição de custo para cada código de EAP. Nesse caso, deve ser feita a soma de todas as composições de custo referentes a determinado código da EAP para posterior inserção no arquivo do MS Project. O NavisWorks recebe então o modelo BIM 3D do Revit e o planejamento do MS Project já com os custos. O link entre o modelo e o planejamento é feito com os dados de “Cod da EAP” previamente inseridos. Essa se mostrou a melhor solução porque caso essa informação não tivesse sido inserida anteriormente, através de um

53

parâmetro compartilhado, seria necessária a inclusão nesse momento, parede por parede, chapisco por chapisco, o que tornaria o trabalho muito mais oneroso e inviável se o mesmo método fosse aplicado em modelos de maior volume.

4

RESULTADOS

4.1

PLANILHA

Como resultado principal, temos a planilha que realiza a interface modelo virtual BIM orçamento. Esta é responsável por receber as quantidades dos serviços provenientes do modelo e calcular seus respectivos custos.

provenientes do modelo e calcular seus respectivos custos. Figura 14 – Entrada do número de tabelas

Figura 14 Entrada do número de tabelas na ferramenta desenvolvida Fonte: Os autores

A padronização no formato de extração de tabelas da ferramenta de modelagem facilitou bastante a entrada dos dados na ferramenta desenvolvida. Ao inserir o número de tabelas extraídas, conforme a Figura 16, a planilha é capaz de buscar em seu banco de dados o custo unitário de cada um dos serviços necessários e listar esses itens de maneira organizada. Esse procedimento é repetido para cada uma das tabelas, resultado em um orçamento preliminar de todos os itens modelados. Como existem planilhas auxiliares que mantém os custos do banco de dados

atualizados, o custo obtido será compatível com os valores praticados pelo mercado.

4.2 ESTUDO DE CASO

54

4.2.1 MODELO ARQUITETÔNICO

54 4.2.1 MODELO ARQUITETÔNICO Figura 18: Modelo arquitetônico. Fonte: Os autores, 2013. O modelo arquitetônico foi

Figura 18: Modelo arquitetônico. Fonte: Os autores, 2013.

O modelo arquitetônico foi composto de diversos elementos como pisos, paredes de alvenaria, chapisco, emboço, reboco, tinta, guarda-corpo, portas e janelas. A disciplina de arquitetura se mostrou a mais evoluída na questão de bibliotecas, proporcionando o modelo mais fiel em comparação com as outras disciplinas.

4.2.2 MODELO ESTRUTURAL

55

55 Figura 19: Modelo estrutural. Fonte: Os autores, 2013. O modelo estrutural conta com a representação

Figura 19: Modelo estrutural. Fonte: Os autores, 2013.

O modelo estrutural conta com a representação de elementos estruturais como estacas, blocos lajes, vigas e pilares. Houve dificuldade na modelagem de armadura, bem como na representação de fôrmas, por esse motivo, no orçamento esses elementos foram estimados conforme padrões de mercado e da literatura. O custo da escada foi também estimado, visto que houve dificuldade na extração do volume de concreto, por exemplo, para ser utilizado de referência.

4.2.3 MODELO DE INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIOS

referência. 4.2.3 MODELO DE INSTALAÇÕES HIDRO-SANITÁRIOS Figura 20: Modelo de instalações de água fria e água

Figura 20: Modelo de instalações de água fria e água quente.

56

Fonte: Os autores, 2013.

Em azul, instalações de água fria e na cor magenta, instalações de água quente.

água fria e na cor magenta, instalações de água quente. Figura 21: Modelo de instalações pluviais

Figura 21: Modelo de instalações pluviais e de esgoto Fonte: Os autores, 2013.

Em verde pode ser observado o modelo de instalações pluviais e em vermelho está representado o modelo de instalações de esgoto. Em azul claro, as caixas de passagem e caixa de gordura. Não foi considerada a inclinação nos projetos de águas pluviais e esgoto. Apesar de ser uma variação pequena, de 1% a 2%, esta diferença pode ser significativa quando temos um comprimento de tubulação grande.

57

4.2.4 MODELO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

57 4.2.4 MODELO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Figura 22: Modelo de instalações elétricas. Fonte: Os autores, 2013.

Figura 22: Modelo de instalações elétricas. Fonte: Os autores, 2013.

O modelo de instalações elétricas é constituído de caixas de passagem e conduítes rígidos. Houve dificuldade na representação de circuitos. Estes podem ser representados apenas em duas dimensões devido à limitação da ferramenta. Como os padrões nacionais são diferentes dos praticados internacionalmente, as bibliotecas nacionais desse tipo de projeto são praticamente inexistentes, o que dificultou a modelagem do projeto e consequentemente a extração de quantitativos e orçamentação a partir do modelo.

4.2.5 PLANEJAMENTO DE CUSTO

A Figura 23 apresenta a parte inicial do orçamento. Como pode ser observado, este já está ordenado conforme a sequência executiva da obra, devido ao parâmetro “Cod. da EAP”, inserido preliminarmente no modelo. De maneira geral, todo o orçamento foi realizado através do uso das composições de custo, com exceção das instalações elétricas, que foi obtido por estimativa, conforme o item 3.3.3. O orçamento completo encontra-se no apêndice 7.2.

58

58 Figura 23: Parte inicial do orçamento. Fonte: Os autores, 2013. 4.2.7 PLANEJAMENTO DE PRAZO O

Figura 23: Parte inicial do orçamento. Fonte: Os autores, 2013.

4.2.7 PLANEJAMENTO DE PRAZO

O planejamento de prazo ficou limitado aos elementos geométricos presentes no modelo, ou seja, só foram planejados os itens que estão representados no modelo BIM. O cálculo das durações foi obtido através do número de horas totais presentes nas composições de custos do SINAPI.É possível observar que os custos já estão incorporados na coluna “Cost”.

ID

WBS

Task Name

Duration

Start

Finish

Cost

28 Apr '13

 

02 Jun '13

 

28

13

28

12

1

1

Sobrado

151 days

Tue 04/06/13

Tue 31/12/13

R$ 252.572,53

     
             

2

1.1

FUNDAÇÃO

22

days

Tue 04/06/13

Wed 03/07/13

R$ 26.531,24

 
             

3

1.1.1

Estacas profundas

5

days

 

Tue 04/06/13

Mon 10/06/13

 

R$ 9.636,14

   
 
 

4

1.1.2

Blocos

15

days

Tue 11/06/13

Mon 01/07/13

 

R$ 15.096,91

 

5

1.1.3

Vigas baldrame

2

days

Tue 02/07/13

Wed 03/07/13

 

R$ 1.798,19

 

6

1.2

ESTRUTURA

58

days

Thu 04/07/13

Mon 23/09/13

R$ 59.862,21

7

1.2.1

Laje térreo

12

days

Thu 04/07/13

Fri 19/07/13

 

R$ 12.271,18

8

1.2.2

Pilares térreo

4 days

 

Mon 22/07/13

Thu 25/07/13

 

R$ 2.924,53

9

1.2.3

Escada

5 days

 

Fri 26/07/13

Thu 01/08/13

 

R$ 1.500,00

10

1.2.4

Vigas superior

6 days

 

Mon 22/07/13

Mon 29/07/13

 

R$ 5.562,54

11

1.2.5

Laje superior

12

days

Tue 30/07/13

Wed 14/08/13

 

R$ 12.182,26

12

1.2.6

Pilares superior

4

days

Thu 15/08/13

Tue 20/08/13

 

R$ 2.420,64

13

1.2.7

Vigas cobertura

9

days

Wed 21/08/13

Mon 02/09/13

 

R$ 8.141,27

14

1.2.8

Laje cobertura

15

days

Tue 03/09/13

Mon 23/09/13

 

R$ 14.859,79

15

1.3

REVESTIMENTO

71

days

Tue 24/09/13

Tue 31/12/13

R$ 94.951,03

16

1.3.1

Alvenaria térreo

12

days

Tue 24/09/13

Wed 09/10/13

 

R$ 15.534,90

17

1.3.2

Alvenaria superior

9

days

Thu 10/10/13

Tue 22/10/13

 

R$ 11.747,75

18

1.3.3

Alvenaria cobertura

5

days

Wed 23/10/13

Tue 29/10/13

 

R$ 6.623,73

19

1.3.4

Chapisco térreo

7

days

Wed 30/10/13

Thu 07/11/13

 

R$ 2.138,89

20

1.3.5

Chapisco superior

5

days

Fri 08/11/13

Thu 14/11/13

 

R$ 1.648,92

21

1.3.6

Chapisco cobertura

3

days

Fri 15/11/13

Tue 19/11/13

 

R$ 884,81

22

1.3.7

Emboço paulista térreo

10

days

Fri 08/11/13

Thu 21/11/13

 

R$ 10.650,68

23

1.3.8

Emboco paulista superior

8

days

Fri 22/11/13

Tue 03/12/13

 

R$ 8.085,34

24

1.3.9

Emboco paulista cobertura

4

days

Wed 04/12/13

Mon 09/12/13

 

R$ 4.437,70

 

Task

 

Inactive Task

 

Start-only

  Task   Inactive Task   Start-only

Split

Inactive Milestone

 
Split Inactive Milestone   Finish-only

Finish-only

Split Inactive Milestone   Finish-only

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13

Milestone

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13 Milestone Inactive Summary Deadline

Inactive Summary

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13 Milestone Inactive Summary Deadline

Deadline

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13 Milestone Inactive Summary Deadline

Summary

Summary Manual Task   Progress  

Manual Task

 

Progress

 
 
 

Project Summary

  Project Summary Duration-only     Manual Progress

Duration-only

   

Manual Progress

   

External Tasks

 

Manual Summary Rollup

 

External Milestone

External Milestone Manual Summary  

Manual Summary

External Milestone Manual Summary  
 
 

Page 1

 

ID

WBS

Task Name

Duration

Start

Finish

Cost

28 Apr '13

 

02 Jun '13

 

28

13

28

12

25

1.3.10

Esquadrias de madeira

2

days

Mon 25/11/13

Tue 26/11/13

 

R$ 2.378,75

     

26

1.3.11

Contra-piso terreo

4

days

Wed 27/11/13

Mon 02/12/13

 

R$ 2.066,17

27

1.3.12

Contra-piso superior

5

days

Tue 03/12/13

Mon 09/12/13

 

R$ 2.455,37

28

1.3.13

Esquadrias metálicas

6

days

Tue 10/12/13

Tue 17/12/13

 

R$ 19.463,98

29

1.3.14

Clarabóia

1

day

Tue 31/12/13

Tue 31/12/13

 

R$ 6.834,04

30

1.4

INSTALAÇÕES

32

days

Thu 10/10/13

Fri 22/11/13

R$ 19.311,87

31

1.4.1

Instalações elétricas térreo

5

days

Thu 10/10/13

Wed 16/10/13

 

R$ 2.849,21

32

1.4.2

Instalações elétricas superior

5

days

Wed 23/10/13

Tue 29/10/13

 

R$ 2.849,21

33

1.4.3

Instalações hidrosanitárias

16

days

Thu 10/10/13

Thu 31/10/13

 

R$ 7.194,30

34

1.4.4

Instalações hidrosanitárias

8

days

Fri 01/11/13

Tue 12/11/13

 

R$ 3.477,50

35

1.4.5

Instalações hidrosaniárias

7

days

Wed 13/11/13

Thu 21/11/13

 

R$ 2.213,95

36

1.4.6

Caixas d'água

1

day

Fri 22/11/13

Fri 22/11/13

 

R$ 727,70

37

1.5

ACABAMENTOS

26

days

Mon 25/11/13

Mon 30/12/13

R$ 51.916,18

38

1.5.1

Pintura interna

11

days

Mon 25/11/13

Mon 09/12/13

 

R$ 5.182,50

39

1.5.2

Pintura externa

15

days

Mon 25/11/13

Fri 13/12/13

 

R$ 7.738,29

40

1.5.3

Piso cerâmico

10

days

Tue 10/12/13

Mon 23/12/13

 

R$ 10.969,15

41

1.5.4

Revestimento cerâmico

5

days

Mon 25/11/13

Fri 29/11/13

 

R$ 3.426,08

42

1.5.5

Louças sanitárias

2

days

Mon 02/12/13

Tue 03/12/13

 

R$ 1.547,73

43

1.5.6

Forro

8

days

Mon 16/12/13

Wed 25/12/13

 

R$ 4.911,44

44

1.5.7

Guarda corpo

5

days

Mon 16/12/13

Fri 20/12/13

 

R$ 7.185,51

45

1.5.8

Telhado

26

days

Mon 25/11/13

Mon 30/12/13

 

R$ 10.955,48

 

Task

 

Inactive Task

 

Start-only

  Task   Inactive Task   Start-only

Split

Inactive Milestone

 
Split Inactive Milestone   Finish-only

Finish-only

Split Inactive Milestone   Finish-only

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13

Milestone

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13 Milestone Inactive Summary Deadline

Inactive Summary

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13 Milestone Inactive Summary Deadline

Deadline

Project: Sobradp Date: Mon 04/11/13 Milestone Inactive Summary Deadline

Summary

Summary Manual Task   Progress  

Manual Task

 

Progress

 
 
 

Project Summary

  Project Summary Duration-only     Manual Progress

Duration-only

   

Manual Progress

   

External Tasks

 

Manual Summary Rollup

 

External Milestone

External Milestone Manual Summary  

Manual Summary

External Milestone Manual Summary  
 
 

Page 2

 
07 Jul '13 11 Aug '13 15 Sep '13 20 Oct '13 24 Nov '13
07 Jul '13
11 Aug '13
15 Sep '13
20 Oct '13
24 Nov '13
29 Dec '13
27
12
27
11
26
10
25
10
25
09
24
09
24
08
Task
Inactive Task
Start-only
Split
Inactive Milestone
Finish-only
Milestone
Inactive Summary
Deadline
Project: Sobradp
Date: Mon 04/11/13
Summary
Manual Task
Progress
Project Summary
Duration-only
Manual Progress
External Tasks
Manual Summary Rollup
External Milestone
Manual Summary
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07 Jul '13 11 Aug '13 15 Sep '13 20 Oct '13 24 Nov '13
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Project: Sobradp
Date: Mon 04/11/13
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Manual Summary
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4.2.6 CURVA ABC

59 4.2.6 CURVA ABC Figura 24: Curva ABC. Fonte: Os autores, 2013 A figura 24 apresenta

Figura 24: Curva ABC. Fonte: Os autores, 2013

A figura 24 apresenta a Curva ABC do empreendimento. A versão completa encontra-se no apêndice 7.3 Através dessa curva, foi possível visualizar os insumos que são utilizados na construção do empreendimento com mais frequência. Insumos estes, que demandam maior atenção na hora de realizar a compra ou contratação.

4.2.8 SIMULAÇÃO 5D

Foi realizada uma animação da construção do empreendimento e posteriormente foram retiradas capturas de tela da simulação 5D. Cada captura de tela representa um avanço na construção com relação a captura anterior. Estas se encontram-se no apêndice 7.4. No canto superior esquerdo é observada a data e a estimativa de custo no momento indicado.

60

5

CONCLUSÕES

A modelagem BIM proporcionou um melhor entendimento do projeto, bem como a detecção previamente à realização da obra de inúmeras interferências que poderiam ser encontradas apenas no canteiro. O modelo 3D apresenta uma similaridade muito grande com o que será construído. Essa representação permite uma compatibilização de projetos muito mais eficaz se comparada à maneira realiza tradicionalmente. O orçamento de um projeto, já devidamente compatibilizado, evita que hajam maiores gastos ou gastos não previstos no decorrer da construção. A parametricidade, característica presente em ferramentas de modelagem BIM, facilita bastante o processo de modelagem. Ao trabalhar com objetos paramétricos, o retrabalho é muito menor, caso haja alguma mudança no projeto original. É possível concluir que, através da aplicação do método estudado, o trabalho de uma disciplina influencia diretamente nas outras. Por exemplo, a pessoa responsável pela modelagem deve realizar o seu trabalho de modo a atender outras disciplinas como o planejamento e orçamento ao preparar o modelo, ou seja, mesmo que esta seja especialista em uma determinada área, é importante que tenha um entendimento do processo como um todo, o que evidencia a filosofia BIM de trabalho colaborativo. Apesar de utilizar maneiras convencionais na realização do orçamento, trabalhando da maneira proposta, a estimativa de custos e o planejamento passam a criar uma forte dependência com o modelo BIM. Quanto melhor for a sua representação, ou nível de detalhe, mais próximo da realidade estarão o prazo e custo obtidos. Foi proposto o uso das composições de custo do SINAPI, mas nada impede que a mesma metodologia seja aplicada com composições de custo de uma empresa particular e estas que sejam retroalimentadas com informações do canteiro de obras para diminuir a distância entre a realidade e o modelo. Concluindo, o objetivo principal da criação da ferramenta de integração de um modelo BIM 3D e composições de custos foi atingido. Utilizando informações provenientes de um modelo, o orçamentista consegue reaproveitar diversos dados já presentes no projeto, principalmente, na etapa de levantamento de quantitativos, sem ter que refazer diversas contas, que por mais simples que sejam, tomam bastante

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tempo. Trabalhando dessa maneira, todo este tempo desperdiçado em retrabalho pode ser substituído na busca por melhores soluções de projeto, o que tornaria as edificações mais baratas, com maior qualidade e construídas em menor prazo. Vale lembrar que por mais completa que seja a ferramenta adotada, nenhum sistema será capaz de substituir um profissional experiente e qualificado, sendo que estas devem ser utilizadas somente no suporte da tomada de decisão.

5.1 SUGESTÕES PARATRABALHOS FUTUROS

- Utilizar a metodologia com outra base de dados como a TCPO (Tabela de composições de preços para orçamentos) ou com a ferramenta Volare; - Aplicar a metodologia utilizando o padrão IFC; - Fazer a integração do modelo BIM 5D com técnicas de planejamento mais elaboradas como rede de precedências e linha de balanceamento; - Integrar orçamento extraído do modelo BIM com sistemas ERP.

62

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 12006-2. Construção de edificação Organização de informação da construção Parte 2: Estrutura para classificação de informação. Rio de Janeiro, 2010

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BIRX, G. W. Getting started with Building Information Modeling. The American Institute of Architects - Best Practices, 2007.

CABRAL, M. M. Utilização de Sistemas ERP e BIM em Construtoras de Pequeno e Médio Porte: Estudo de Caso de Implementação de ERP e os Desafios para a Adoção do BIM, Instituto Tecnológico de Aeronáutica, São José dos Campos, 2012.

CLAYTON, M. J., JOHNSON, R. E., VANEGAS, J., NOME, C. A., ÖZENER , O. O., &CULP, C. E. Downstream of Design: Lifespan Costs and Benefits of Building Information Modeling. College Station: Texas A&M University. 2008.

CICHINELLI, G. C. Integração Absoluta. Revista Construção Mercado. São Paulo:

PINI, Mar/2011.

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EASTMAN, C. et al. BIM Handbook. New Jersey: John Wiley & Sons, 2008.

FLORIO, W. Tecnologia da informação na construção civil: Contribuições do Building Information Modeling no processo de projeto em arquitetura. Universidade Prebisteriana Mackenzie. São Paulo. 2007

GOOGLE MAPS, Google Maps. Disponível em <https://maps.google.com/>. Acesso em 14 nov. 2013

JUNIOR, R. M. Programação da produção na Construção de Edifícios de Múltiplos Pavimentos. Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis. 1999.

KOO, Bonsang; FISCHER, Martin. Feasibility Study of 4D CAD in Commercial Construction. Center for Integrated Facility Engineering. 1998.

LAUDON, K. e LAUDON, J. P. Sistemas de Informação gerenciais. 7° ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2008.

LEUSIN; CANELLAS; CAPISTRANO; Integração entre o Revit, o orçamento e o planejamento de obras com o uso de Keynotes. Autodesk Universiy Brasil. 2012.

63

MATTOS, A. D.; Como preparar orçamentos de obras, livro, 1965 p.34-136

MATTOS, A. D.; Planejamento e Controle de Obras, São Paulo, PINI, 2010.

MATTOS, Aldo Dórea. Como preparar orçamentos de obras. São Paulo: Pini, 2006. 281 p., il. Bibliografia: p. 280-281. ISBN 857266176X (broch.)

MENDES JR, R.; SCHEER, S.; SANTOS, A. B. DOS; PAULA, F. A. DE; GOUVÊA, L. B. Comunicação do modelo integrado com o planejamento de prazo e custo. In:

SIMPÓSIO BRASILEIRO DE QUALIDADE DO PROJETO DO AMBIENTE CONSTRUÍDO 3., ENCONTRO DE TÉCNOLOGIA DE INFORMAÇÃO E

Porto Alegre:

COMUNICAÇÃO NA CONSTRUÇÃO 6., 2013, Campinas, Anais ANTAC, 2013.

MENEZES, G. L. B. B. Breve Histórico de implantação da plataforma BIM. Cadernos de Arquitetura e Urbanismo, Belo Horizonte, 18, n. 22, 21o sem. 2011. 153-171.

MORAES, R.M.M; SERRA, S.M.B. Análise e estruturação do processo de planejamento da produção na construção civil. Revista INGEPRO. 2009.

MOTA-ENGIL, BIM Implementation Live Online Seminar. Disponível em <

gsid.html>. Acesso em 30 out. 2013

PARANÁ EDIFICAÇÕES, Custo de Edificações, Paraná Edificações. Disponível em<http://www.paranaedificacoes.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteu do=6>. Acesso em 14 jul. 2013.

PMBOK, Guia, Um Guia do Conhecimento em Gerenciamento de Projetos, 4 ed, Pennsylvania EUA, Project Management Institute, 2008.

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SABOL, L. Challenges in cost estimating with Building Information Modeling. IFMA World Workplace. 2008.

SANTOS, A. P. L.; WITICOVSKI, L. C.; GARCIA, L.E.M.; SCHEER, S. A utilização do BIM em projetos de construção civil. IJIE Iberoamerican Journal of Industrial Engineering, Florianópolis,Dezembro 2009. p. 10-32.

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SINAPI, SINAPI

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Índices

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da

Construção

Civil.

Disponível

em

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SINDUSCON-PR, SINDUSCONPR Tabelas CUB-PR Tabela Completa. Disponível em <http://www.sinduscon- pr.com.br/principal/home/?sistema=conteudos|conteudo&id_conteudo=370>. Acesso em 30 jul. 2013

VALENTE, N. T. Z. Implementação de ERP em pequenas e médias empresas:

estudo de caso de empresa do setor da construção civil. São Paulo: USP, 2004.

VALENTINI, J.; Metodologia para elaboração de orçamentos de obras civis, Minas Gerais, 2009. P. 10-60

WITICOVSKI, L. C. Levantamento De Quantitativos Em Projeto: Uma Análise Comparativa do Fluxo de Informações Entre as Representações Em 2D e o Modelo de Informações da Construção (BIM). Universidade Federal do Paraná. Curitiba. 2011.

TCPO. Tabela de Composições de Preços para Orçamentos. São Paulo: PINI,

2013

TISAKA, M.; Orçamento na construção civil, livro, 2006, p. 25-90

65

7. APÊNDICES

66

7.1 CÓDIGO FONTE

7.1.1 MACRO RESPONSÁVEL PELA CONVERSÃO DE TEXTOS EM NÚMEROS

Sub Make_Number1()

Application.ScreenUpdating = False

'Muda texto para numeros para do estado do AC

ChDir "Macintosh HD:Users:adrianobalduino:SkyDrive:projeto:banco de

dados:insumos:02-2013:excel:"

Workbooks.Open Filename:= _ "Macintosh HD:Users:adrianobalduino:SkyDrive:projeto:banco de

dados:insumos:02-2013:excel:Precos_Insumos_AC_FEV_2013.xlsx"

I = 1

For I = 1 To 105

Sheets("Page " & I & "").Select

If (I = 105) Then

Range("A50").Select

ActiveCell.Value = 0 Else End If

Range("A5:A100").Select

Set Rng = Selection For Each c In Rng With Rng c.Value = c.Value + 0 End With Next c

aux = 1

Range("A5").Select

For aux = 1 To 100 If (ActiveCell.Value = 0) Then ActiveCell.Value = "" Else End If ActiveCell.Offset(1, 0).Range("A1").Select Next aux

Range("A1").Select

Next I

ActiveWorkbook.Save

ActiveWindow.Close

67

7.1.2 MACRO RESPONSÁVEL PELA CRIAÇÃO DO VETOR COM TODOS OS

INSUMOS

Sub Carrega()

'

'

Carrega Macro

'

Application.ScreenUpdating = False Application.DisplayAlerts = False

Range("A1").Select

ChDir "Macintosh HD:Users:adrianobalduino:SkyDrive:projeto:banco de

dados:insumos:02-2013:excel:"

Workbooks.Open Filename:= _ "Macintosh HD:Users:adrianobalduino:SkyDrive:projeto:banco de

dados:insumos:02-2013:excel:Precos_Insumos_SP_FEV_2013.xlsx"

num = 0

Z = 1

i = 1

For k = 1 To 15000

If (num > 50) And (i < 105) Then

i = i + 1 num = 0

Z = 1

End If

Sheets("Page " & i & "").Select

If (Z = 1) Then

Range("A5").Select

Else

ActiveCell.Offset(1, 0).Range("A1").Select

End If

If ActiveCell.Value = "" Then

Else

Var = ActiveCell.Value Windows("carregarinsumos.xlsm").Activate ActiveCell.Value = Var ActiveCell.Offset(1, 0).Range("A1").Select

Windows("Precos_Insumos_SP_FEV_2013.xlsx").Activate

End If

Z = 0

68

Next k

Windows("Precos_Insumos_SP_FEV_2013.xlsx").Activate

ActiveWindow.Close

'

End Sub

7.1.3 MACRO RESPONSÁVEL PELA CRIAÇÃO DA MATRIZ DE CUSTOS

Sub AC()

Application.ScreenUpdating = False Application.DisplayAlerts = False Application.Calculation = xlCalculationManual

ChDir "Macintosh HD:Users:adrianobalduino:SkyDrive:projeto:banco de

dados:insumos:02-2013:excel:"

Workbooks.Open Filename:= _ "Macintosh HD:Users:adrianobalduino:SkyDrive:projeto:banco de

dados:insumos:02-2013:excel:Precos_Insumos_AC_FEV_2013.xlsx"

Windows("insumos.xlsm").Activate

aux = 1

i = 1

num = 0

Z = 1

Range("B4").Select

For aux = 1 To 4813 Var = ActiveCell.Offset(0, -1)

Windows("Precos_Insumos_AC_FEV_2013.xlsx").Activate

If (num > 50) And (i < 105) Then

i = i + 1 num = 0

Z = 1

End If

Sheets("Page " & i & "").Select

If (Z = 1) Then

Range("A5").Select

Else

ActiveCell.Offset(1, 0).Range("A1").Select

End If

If (ActiveCell.Value = Var) Then

69

ActiveCell.Offset(0, 60).Range("A1").Select

variavel = 0

Do While (ActiveCell.Value = "") ActiveCell.Offset(0, -1).Range("A1").Select variavel = variavel + 1 Loop

ActiveCell.Select Set Rng = Selection For Each c In Rng With Rng c.Value = c.Value + 0 End With Next c

preco = ActiveCell.Value

ActiveCell.Offset(0, (-60 + variavel)).Range("A1").Select Windows("insumos.xlsm").Activate ActiveCell.Value = preco ActiveCell.Offset(1, 0).Range("A1").Select

Else

aux = aux - 1 num = num + 1 Windows("insumos.xlsm").Activate

End If

Z = 0

Next aux

Windows("Precos_Insumos_AC_FEV_2013.xlsx").Activate

ActiveWindow.Close

End Sub

7.1.4 MACRO RESPONSÁVEL POR RECEBER AS TABELAS PROVENIENTES DO

MODELO, ARRUMÁ-LAS EM ORDEM DE EXECUÇÃO E BUSCAR O CUSTO NO

BANCO DE DADOS

Private Sub butOK_Click() Table = txtTabelas Unload Me Application.ScreenUpdating = False

70

Application.DisplayAlerts = False

Range("A2").Select

For NW = 1 To Table 'Comeca o codigo novo

Workbooks.OpenText Filename:= _ "\\RESERVA-PC\Public\TCC \5D\Tabela" & NW & ".txt", Origin:= _ xlMacintosh, StartRow:=1, DataType:=xlDelimited, TextQualifier:= _ xlDoubleQuote, ConsecutiveDelimiter:=False, Tab:=True, Semicolon:=False, _ Comma:=False, Space:=False, Other:=False, FieldInfo:=Array(1, 1) ExecuteExcel4Macro "WINDOW.SIZE(398,53,"""")" ExecuteExcel4Macro "WINDOW.MOVE(2,-42,"""")" Sheets("Tabela" & NW & "").Select

FR = Cells(Rows.Count, 1).End(xlUp).Row 'FR = Linha final aux = 0

Range("A4").Select

eap = ActiveCell.Value For num = 4 To (FR - 1) ActiveCell.Offset(1, 0).Select If (ActiveCell.Value <> eap) Then aux = 1 Exit For Else End If Next num

Range("B4").Select

composicao = ActiveCell.Value For num = 4 To (FR - 1) ActiveCell.Offset(1, 0).Select If (ActiveCell.Value <> composicao) Then aux = 1 Exit For Else End If Next num

If (aux = 1) Or (FR = 4) Then ActiveWindow.Close ElseIf (aux = 0) Then

Range("D4").Select

For i = 4 To FR ActiveCell.FormulaR1C1 = "=SUBSTITUTE(RC[-1],""."","","")" ActiveCell.Value = ActiveCell.Value + 0

71

Var = ActiveCell.Value + Var ActiveCell.Offset(1, 0).Select

Next i

Range("D4").Select

Selection.ClearContents

Range("A5:D" & FR & "").Select Selection.ClearContents

Range("C4").Select

ActiveCell.Value = Var ActiveWorkbook.Save

End If

Next NW

'Comeca o codigo antigo For i = 1 To Table ChDir "\\RESERVA-PC\Public\TCC\5D" Workbooks.OpenText Filename:= _ "\\RESERVA-PC\Public\TCC\5D\Tabela" & i & ".txt", Origin:= _ xlMacintosh, StartRow:=1, DataType:=xlDelimited, TextQualifier:= _ xlDoubleQuote, ConsecutiveDelimiter:=False, Tab:=True, Semicolon:=False, _ Comma:=False, Space:=False, Other:=False, FieldInfo:=Array(1, 1) ExecuteExcel4Macro "WINDOW.SIZE(398,53,"""")" ExecuteExcel4Macro "WINDOW.MOVE(2,-42,"""")" Sheets("Tabela" & i & "").Select FinalRow = Cells(Rows.Count, 1).End(xlUp).Row

Range("A4").Select

For aux = 1 To FinalRow If ActiveCell.Value = "" Then ActiveWindow.Close Exit For Else eap = ActiveCell.Value ActiveCell.Offset(0, 1).Range("A1").Select custo = ActiveCell.Value ActiveCell.Offset(0, 1).Range("A1").Select QTD = ActiveCell.Value ActiveCell.Offset(0, -2).Range("A1").Select Windows("global_teste_macro.xlsm").Activate Sheets("Ordenar").Select ActiveCell.Value = eap ActiveCell.Offset(0, 1).Range("A1").Select ActiveCell.Value = custo ActiveCell.Offset(0, 1).Range("A1").Select ActiveCell.Value = QTD

72

ActiveCell.Offset(1, -2).Range("A1").Select Windows("Tabela" & i & ".txt").Activate ActiveCell.Offset(1, 0).Range("A1").Select

End If

Next aux

Next i

ActiveCell.FormulaR1C1 = "=ROW()" Line = ActiveCell.Value ActiveCell.Value = ""

Range("A2:C" & Line - 1 & "").Select ActiveWorkbook.Worksheets("Ordenar").Sort.SortFields.Clear ActiveWorkbook.Worksheets("Ordenar").Sort.SortFields.Add Key:=Range("A2"), _ SortOn:=xlSortOnValues, Order:=xlAscending, DataOption:=xlSortNormal

With ActiveWorkbook.Worksheets("Ordenar").Sort .SetRange Range("A2:C" & Line - 1 & "") .Header = xlNo .MatchCase = False .Orientation = xlTopToBottom .SortMethod = xlPinYin .Apply End With

Range("A2").Select

Call EAP_NO_ORCAMENTO

Call VOLTAR_VALORES

End Sub

7.1.5 ROTINAS AUXILIARES

Sub EAP_NO_ORCAMENTO()

Application.ScreenUpdating = False Application.DisplayAlerts = False

Sheets("Ordenar").Select

Range("A1").Select

FR = Cells(Rows.Count, 1).End(xlUp).Row 'FR = Linha final For aux = 1 To FR Sheets("Ordenar").Select

73

If ActiveCell.Value = "EAP" Then ActiveCell.Offset(1, 0).Select Else eap = ActiveCell.Value Sheets("Orcamento").Select

Range("B1").Select

Call LinhaFinal ActiveCell.Offset(1, -1).Select ActiveCell.Value = eap ActiveCell.Offset(0, 1).Select ActiveCell.FormulaR1C1 = "=ROW()" NL = ActiveCell.Value ActiveCell.FormulaR1C1 = " " Range("A" & NL & ":I" & NL & "").Select With Selection.Interior .Pattern = xlSolid .PatternColorIndex = xlAutomatic .ThemeColor = xlThemeColorDark1 .TintAndShade = -0.149998474074526 .PatternTintAndShade = 0 End With Range("B" & NL & "").Select Call COMP_NO_ORCAMENTO Range("H" & NL & "").Select Call QTD_COMP Sheets("Ordenar").Select ActiveCell.Offset(1, -2).Select End If Next aux

End Sub Sub COMP_NO_ORCAMENTO() 'Faz a ligação entre o código da eap e as composições do banco de dados na planilha do orçamento Application.ScreenUpdating = False Application.DisplayAlerts = False

Sheets("Ordenar").Select ActiveCell.Offset(0, 1).Select COD_COMP = ActiveCell.Value Sheets("Comp").Select FR = Cells(Rows.Count, 1).End(xlUp).Row 'FR = Linha final

Range("C2").Select

For i = 1 To FR If (ActiveCell.Value = COD_COMP) And (ActiveCell.Offset(0, -1).Value = "")

Then

ActiveCell.Offset(0, -1).Select Exit For Else ActiveCell.Offset(1, 0).Select

74

End If

Next i

ActiveCell.FormulaR1C1 = "=ROW()"

L1 = ActiveCell.Value

ActiveCell.Value = "" ActiveCell.Offset(1, 0).Select For i = 1 To 100 If (ActiveCell.Value = "") Then ActiveCell.FormulaR1C1 = "=ROW()" L2 = ActiveCell.Value 'Valor da segunda linha a copiar L2 = L2 - 1 ActiveCell.Value = ""

Exit For Else ActiveCell.Offset(1, 0).Select End If Next i Range("C" & L1 & ":H" & L2 & "").Select Selection.Copy Sheets("Orcamento").Select ActiveSheet.Paste Link:=True

'Valor da primeira linha a copiar

End Sub Sub QTD_COMP() ' Liga a quantidade com a composição Application.ScreenUpdating = False Application.DisplayAlerts = False

Sheets("Ordenar").Select ActiveCell.Offset(0, 1).Select QTD = ActiveCell.Value Sheets("Orcamento").Select ActiveCell.FormulaR1C1 = "=ROW()" LB = ActiveCell.Value 'Linha base da composição ActiveCell.Value = QTD ActiveCell.Offset(1, 0).Select For i = 1 To 50 If (ActiveCell.Offset(0, -7).Value = "") And (ActiveCell.Offset(0, -6).Value <> "") Then

ActiveCell.FormulaR1C1 = "=" & QTD & "*RC[-3]" ActiveCell.Offset(0, 1).Select ActiveCell.FormulaR1C1 = "=" & QTD & "*RC[-2]" Else ActiveCell.Offset(-1, 2).Select ActiveCell.FormulaR1C1 = "=ROW()" LA = ActiveCell.Value ActiveCell.Value = "" Exit For End If ActiveCell.Offset(1, -1).Select

75

Next i Range("I" & LB & "").Select

ActiveCell.FormulaR1C1 = "=SUM(R[1]C:R[" & LA - LB & "]C)"

End Sub

Sub Carregar() frmTabelas.Show

End Sub

Sub LinhaFinal()

Range("B1000000").Select

Selection.End(xlUp).Select

End Sub

Sub VOLTAR_VALORES() ' Esta sub-rotina pega os valores orçados e devolve na planilha ordenar Application.ScreenUpdating = False Application.DisplayAlerts = False

Sheets("Ordenar").Select

Range("A2").Select

FR = Cells(Rows.Count, 1).End(xlUp).Row 'FR = Linha final For aux = 1 To FR If ActiveCell.Value <> "" Then eap = ActiveCell.Value Sheets("Orcamento").Select

Range("A1").Select

For i = 1 To 1500

If (ActiveCell.Value = eap) Then Sheets("Orcamento").Select ActiveCell.Offset(0, 8).Select COST = ActiveCell.Value Sheets("Ordenar").Select ActiveCell.Offset(0, 3).Select ActiveCell.Value = COST ActiveCell.Offset(1, -3).Select Exit For Else ActiveCell.Offset(1, 0).Select End If Next i

76

Else ActiveCell.Offset(1, 0).Select End If Next aux

End Sub

Sub Limpar()

'

' Macro3 Macro Application.ScreenUpdating = False

'

Range("A2:D100000").Select

Selection.ClearContents Sheets("Orcamento").Select

Range("A2:I100000").Select

Selection.ClearContents With Selection.Interior .Pattern = xlNone .TintAndShade = 0 .PatternTintAndShade = 0 End With

Range("A1").Select

Sheets("Ordenar").Select

Range("A1").Select

End Sub

77

7.2 ORÇAMENTO

       

QTD.

CUSTO

TOT. UNIT.

QTD.

CUSTO

EAP

CÓDIGO

DESCRIÇÃO

UNID.

UNIT.

UNIT. (R$)

(R$)

TOT.

TOTAL (R$)

1.1.1

72819

Estaca a trado (broca) diâmetro 30 cm em concreto armado moldada in-loco, 20 M

m

   

68,82

140,00

9.636,14

 

370

Areia média

m3

0,0629

60

3,77

8,80

528,04

 

1379

Cimento portland comum cp i- 32

kg

22,592

0,44

9,94

3162,88

1.391,67

 

4230

Operador de máquinas e equipamentos

h

0,1295

14,04

1,82

18,12

254,45

 

4721

Pedra britada n. 1 ou 19 mm posto pedreira (sem frete)

m3

0,059

44,52

2,63

8,26

367,87

 

6111

Servente

h

0,2286

10,66

2,44

32,00

341,15

 

10533

Betoneira 580 l elétrica trifásica 7,5 hp com carregador mecânico

h

0,1295

3

0,39

18,12

54,37

 

33

Aço CA- 50 5/16" (7,94 mm)

kg

1,4112

3,13

4,42

197,57

618,39

 

337

Arame recozido 18 bwg - 1,25 mm - 9,60 g/m

kg

0,0288

6,15

0,18

4,03

24,80

 

378

Armador

h

0,1152

14,52

1,67

16,13

234,18

 

4750

Pedreiro

h

0,36

14,52

5,23

50,40

731,81

 

6114

Ajudante de armador

h

0,1152

11,55

<