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1.

01/02/2010

Tipos de conhecimento

• O sujeito, que é o ser que conhece;


• O objeto, aquilo que o sujeito investiga para conhecer;
• A imagem mental em forma de opinião, ideia ou conceito que resultam da relação
sujeito-objeto e que passa a habilitar a subjetividade daquele que conhece.

Os tipos de conhecimento e saberes:

• Conhecimento Empírico (ou vulgar, ou senso comum)

Baseia-se na vivência espontânea da vida. Engloba costumes, hábitos, tradições,


normas éticas e tudo aquilo necessário para viver bem.
Ex: o conhecimento de um pescador, um agricultor, uma cozinheira, a ~vovó~ q,
etc.

• Conhecimento Mítico

Trata-se de um conhecimento que tenta explicar os fenômenos da natureza através


de representações sobrenaturais, que não tem experimentações científicas.
Ex: a mitologia grega, escandinava, indígena etc.

• Conhecimento Científico:

É racional, mas precisa-se de comprovações e induções.


Ex: na medicina, alguns remédios que no passado eram dados como eficazes e hoje
são descartados por conterem ou provocarem danos à saúde.

• Conhecimento Técnico:

Está voltado para a aplicação prática e a operacionalização do conhecimento


científico. Este conhecimento objetiva o domínio do mundo e da natureza. Só é
estudado em escolas técnicas.
Ex: SENAI, Cefet, escolas técnicas etc.

• Conhecimento Artístico:

É mais voltado para nossos sentimentos e para as questões estéticas.


Ex: a música e sua aplicação em diversas áreas da vida, a nossa preocupação com
nossa aparência etc.

• Conhecimento Religioso:

É pessoal, não racional. É ligado à fé.


Ex: acreditar em reencarnação, em vida após a morte etc.

2.
08/02/2010

Surgimento da Sociologia

• Surgiu no século XIX, num momento em que se consolidava a 1ª fase da


Revolução Industrial.
• Suas abordagens iniciais buscavam compreender o contexto da industrialização.
• Desenvolveu-se essa nova disciplina primeiramente com o objetivo de
compreender as mudanças que estavam ocorrendo.
• Uma sociedade dinâmica e complexa, geradora de novos problemas sociais.

Resultados da Revolução Industrial (? q)

1-) Crescimento das desigualdades.


2-) Capitalismo que se desenvolve através da expropriação “legítima” da força de
trabalho do proletariado.
3-) Rompimento com os modos de vida tradicionais (moral, coletividade,
individualização).
4-) Racionalização estrutural das sociedades (relações utilitaristas, burocratização
do Estado e laicização (q q tava escrito <nsei) das instituições).

Revolução Industrial = máquina à vapor e aperfeiçoamento dos métodos


produtivos, fim do artesão independente.

Conseqüências Econômicas

1-) Destruição de laços de servidão, desmantelamento de família patriarcal,


desapropriação dos pequenos proprietários rurais, longas jornadas de trabalho.
2-) Aumento de prostituição, suicídio, alcoolismo, infanticídio e criminalidade.
3-) Surgimento de proletariado e dos conflitos trabalhistas → sindicatos.

3.
22/02/2010

Filosofia antiga: Pré-Socráticos

→ Os primeiros filósofos gregos tentaram entender o mundo com o uso da razão,


sem recorrer à religião, à revelação, à autoridade ou à tradição. Além disso,
também eram professores que ensinavam seus discípulos a usar a razão e a pensar
por si mesmos.

Pré-Socráticos ou Cosmológicos
• Período pré-socrático (séc VII – V a.C.): Problemas cosmológicos.
• Período Naturalista: pré-socrático, em que o interesse filosófico é voltado para
o mundo da natureza.

Tales de Mileto (624-548 a.C.): “Água”.


→ É considerado o fundador da escola jônica. É o mais antigo filósofo grego. Ele
ensinava ser a água a substância única de todas as coisas. A Terra era concebida
como um disco boiando sobre a água, no oceano. Chegou à conclusão de que a
Terra é feita apenas de água, ela deveria ser sustentada por outra coisa e assim,
sucessivamente, até o infinito.

Heráclito → Ideia de unidade entre os opostos. Que o caminho para subir uma
montanha é o mesmo para descer. Trata-se de um mesmo caminho, embora ela
conduza a direções opostas. O filósofo concluiu que a realidade surge justamente
da contradição. “Tudo flui”.

Pitágoras → Supõe-se que ele tenha inventado o termo “filosofia”. Ele relacionou a
filosofia à matemática, acreditando que a matemática poderia expressar com maior
precisão as estruturas do universo.

Xenófanes → Para ele, o conhecimento é uma criação humana. Nós não sabemos
as verdades, mas vamos nos aproximando dela.

Parmênides → Considerou que é uma contradição afirmar que “nada existe”. Para
ele, tudo sempre existiu. O mundo, portanto, não tem princípio, nem foi criado: ele
é eterno e imperecível. “Tudo é um”.

4.
01/03/2010
A sociedade para Auguste Comte

• O nome do pensador francês Auguste Comte (1789-1875) está indissociavelmente


ligado ao positivismo e à sociologia.

• Potivismo: é uma corrente filosófica que surgiu na França, no começo do século


XIX. Os principais idealizadores do positivismo foram os pensadores Auguste Comte
e John Stuart Mill. Esta escola filosófica ganhou força na Europa na 2ª metade do
século XIX e começo do século XX, período em que chegou ao Brasil.

Idéias Positivistas

• O positivismo defende a ideia de que o conhecimento verdadeiro. De acordo com


os positivistas, somente pode-se afirmar que uma teoria é correta se ela foi
comprovada através de métodos científicos válidos.

Os positivistas não consideram os conhecimentos ligados às crenças, superstição ou


qualquer outro que não possa ser comprovado cientificamente. Para eles, o
progresso da humanidade depende exclusivamente dos avanços científicos.

A visão positiva sobre a cidade

A sociedade evolui e esta evolução é incompatível com a evolução violenta. Por isso
a sociedade para Comte deve ser sempre harmônica.
A sociedade se estrutura de dois modos: dinâmica e estética. O dinâmico seria esta
evolução da sociedade, e o estético a ordem social, que se preocupa em estudar o
consenso (solidariedade) ou organismos sociais em suas relações com as condições
de existência, traçando a teoria da ordem. A dinâmica parte do conjunto para as
particularidades e determina o progresso geral da humanidade.

5.
01/03/2010

Mód. 3 Filos. “Só sei que nada sei”


Sócrates e o nascimento da Filosofia
→ Sócrates foi um ateniense que viveu no século V a.C. durante a “Idade de Ouro” e
não deixou escritos.

→ Desapegado dos bens materiais, tinha o hábito de caminhar pela cidade


promovendo diálogos como:

• O que é isso em que você acredita?


• O que é isso que você está dizendo?
• O que é isso que você está fazendo?

→ Sócrates era considerado o “pai da filosofia” porque jamais se contentou com as


opiniões estabelecidas, com os preconceitos de sua sociedade etc.

6.

Filos. 08/03/2010

O que é?

→ Era o questionamento sobre a realidade essencial e profunda de uma coisa para


além das aparências e contra as aparências. Sócrates mostrava a diferença entre o
PARECER e SER, entre mera crença ou opinião e verdade.

• A função da Filosofia é como de uma parteira (luz das idéias).


• Maiêutica → método socrático de obtenção da verdade através do
reconhecimento da própria ignorância – “Só sei que nada sei”.
• O princípio ético é a base do pensamento de Sócrates, pois o homem é um ser
racional e com capacidade de reconhecer a verdade.

Conhece-te a ti mesmo

• Com o conhecimento, o homem ganha autonomia, isto é, capacidade de


determinar sua própria conduta e suas regras.
• A mais importante contribuição de Sócrates para a nascente Filosofia foi a
identificação do homem com sua psyche, ou “alma”, caracterizada ao mesmo
tempo como centro da racionalidade, da personalidade e da consciência ética.

• A Filosofia é pautada sempre pela reflexão, ou seja, a capacidade de voltar-se


contra si mesmo.

• A crítica é examinar com critério e rigor, sem extremismos e considerando a


diversidade de opiniões.

Conceito de alma e virtude – Sócrates

→ Ele acreditava na imortabilidade da alma e colocava o homem e seus problemas


como o centro de interesse da filosofia.

→ O homem é sua alma (razão-consciência); ela que transmite a personalidade


intelectual e moral.

→ “Conhecer a si mesmo é conhecer sua própria alma”.

→ Busca compreender a realidade do homem e a sua alma.

→ O homem deve ser virtuoso, assim é preciso promover o desenvolvimento da sua


razão e do seu conhecimento.

→ Não precisando renunciar aos prazeres, a virtude deve levar o homem a uma vida
perfeita, não à negação dessa vida.

7.

29/03/2010

Émile Durkheim (França 1858 – 1917)

→ Sua principal contribuição foi o método aplicado à Sociologia, tendo deixado


como legado uma série de estudos que se notabilizam pelo esforço de combinar
pesquisa empírica e teórica. (Empírico = Conjunto de conhecimentos adquiridos só pela prática.)

→ Preocupou-se em desenvolver metodologicamente a Sociologia.

Concepção de Sociologia

• A concepção de sociologia de Durkheim se baseia em uma teoria do FATO SOCIAL.


Seu objetivo é demonstrar que pode e deve existir uma sociologia objetiva e
científica, conforme o modelo das outras ciências, tendo por objetivo o fato social.
• Ele desejava que a sociologia tivesse um objeto específico que a distinguisse das
outras ciências, que pudesse ser observada e explicada assim como o objeto das
outras ciências.

Fato social
É tudo aquilo que pode ser considerado como “coisa”, ou seja, tudo o que existe na
sociedade humana e que pode ser tratado de maneira como a física estuda os
corpos e seus movimentos.
Maneiras de agira, de pensar e de sentir (inclui as representações coletivas).

O fato social possui três características:

→ Generalidade
→ Coercitividade (obrigação de o indivíduo a seguir determinada
orientação, conceito ou norma já preestabelecida pela sociedade).
→ Exterioridade

Ex: casamento, leis, trabalho.

• Coercitividade

É a qualidade de imposição que todo fato social deve exercer sobre os indivíduos. A
capacidade do direito de proibição de um fato social deve-se ao fato de este
fenômeno existir antes de nós chegarmos ao mundo. Por exemplo: as regras e
normas existem e se não respeitarmos, somos passíveis de punições.

• Generalidade

Todo fato social deve ocorrer em qualquer sociedade humana. Exemplo: divisão do
trabalho, matrimônio, leis.

• Exterioridade

Significa que o fato social é exterior ao indivíduo, ou seja, está além da sua
consciência particular ou individual.

Mecânica – Solidariedade por semelhanças

Solidariedade característica das sociedades primitivas, em que existe pouca ou


nenhuma divisão de trabalho (na maior parte das vezes encontra-se apenas uma
divisão sexual).
Exemplo: tribos indígenas.

Orgânica – Solidariedade baseada no consenso

É a solidariedade característica das sociedades avançadas (Europa industrializada


do século XIX). Tais sociedades são marcadas por uma intensa divisão do trabalho
social, que produz uma intensa especialização das funções, capaz de levar o
indivíduo a vincular-se à coletividade - criando coesão e integração social – porque
depende das partes que a compõem.

Coesão, solidariedade e os dois tipos de consciência

A “Solidariedade social”, para Durkheim, é formada pelos laços que ligam os


indivíduos, membros de uma sociedade, uns aos outros, formando a coesão social.
Há dois tipos diferentes de solidariedade social. Esses tipos têm relação com o
“espaço” ocupado na mentalidade dos membros da sociedade pela consciência
coletiva e pela consciência individual.

• Consciência coletiva

“Conjunto de crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma


mesma sociedade que forma um sistema determinado com vida própria”. (A
consciência coletiva é diferente da consciência particular dos indivíduos e não
corresponde à soma destas. De certa forma, a consciência coletiva é a própria
sociedade). São as crenças, os costumes, as idéias que todos que vivem em um
mesmo grupo compartilham uns com os outros.
É adquirida mediante os processos de socialização aos quais somos submetidos ao
longo da nossa vida na sociedade. Como por exemplo: a educação.

• Consciência individual

É aquilo que é propício do indivíduo, que o faz diferente dos demais. São crenças,
hábitos, pensamentos, vontades, que não são compartilhados pela coletividade,
mas que são especificamente individuais.

8.

05/04/2010

Grécia
• Filosofia grega

→ Pré-socráticos
→ Sofistas
→ Sócrates
→ Platão
→ Aristóteles

Platão (428-7 a.C. – 348-7 a.C.)


• Filosofia antiga (século IV e III a.C.)
• Foi o primeiro filósofo a sistematizar (organizar) uma obra filosófica em que
expressa uma determinada concepção de mundo.
• Em 387 a.C., Platão funda em Atenas a Academia, sua própria escola de
investigação científica e filosófica, acontecimento de grande importância para a
história do pensamento ocidental.
• Platão foi discípulo de Sócrates e mestre de Aristóteles.
• Sua obra é marcada pela questão do conhecimento e pelo interesse pela
atividade política.
• Crítica à democracia ateniense e procura por soluções políticas para o mundo
grego (ligação filosofia e política).
• Objetivo da obra: busca dos fundamentos seguros para o conhecimento e para a
ação (obra → toda produção filosófica, livros).

Pensamento platônico → Síntese da tradição eleática (que negava a


racionalidade de qualquer mudança) e a heraclítica (que afirmava o fluxo contínuo
de todas as coisas).

Teoria das idéias → explicação de como se desenvolve o conhecimento humano –


passagem progressiva do mundo das sombras e aparências que para o mundo das
idéias e essências.

Tradição ecleática (Sócrates) + Tradição heraclítica (pré-sócrates) = Sincretismo


(Platão, dois mundos).

Mundo sensível

Sombras
Aparências
Corpo
Sentidos

Mundo Inteligível

Luz
Essências
Alma
Idéias
Passa-se de um mundo para o outro através do pensamento, da razão.

Método dialético de Platão

Como se dá o processo do conhecimento:

1ª etapa: impressões ou sensações advindas dos sentidos (opiniões)


2ª etapa: (cri, cri).

Dialética

• Opinião (tese) – discussão, negação da tese – purificação de erros e equívocos.

(...) q

9.
19/04/2010

A República, de Platão

• Racionalização das funções públicas e da estrutura social.


• Função do filósofo na obra: estabelece as condições para a construção desta
cidade (daí a necessidade de cada um conhecer e desempenhar bem suas funções,
o que acontece através da educação).
• A concepção de “cidade ideal”, dividida em três grupos:

→ Governantes (Rei-filósofos) – alma racional (razão)


→ Militares – alma irascível (força e coragem)
→ Trabalhadores – alma concupiscente (desejos e paixões)

10.
10/05/2010

Filosofia Medieval (V ao XV)


→ Neste período, a Idade Média compreende o período que vai da queda do Império
Romano até a consolidação do feudalismo na Idade Média, com a nobreza no poder.

→ Esse período é marcado pela força espiritual e política da Igreja Católica. A


nobreza é ignorante, o conhecimento fica restrito aos mosteiros.

→ A grande questão debatida é a relação entre a fé e a razão, entre filosofia e


teologia.

→ Filosofia cristã tem dois grandes períodos:


• Patrística: século I até o século VII
• Ecolástica: século XIII até o século XIV

→ Os primeiros pensadores elaboraram textos sobre a fé e a revelação cristã.


Buscam conciliar o cristianismo ao pensamento filosófica dos gregos.

→ Esta filosofia busca evangelizar e defender a religião cristã contra os ataques


teóricos e morais do pensamento antigo.

Elemento grego (razão) + Elemento cristão (fé) = Santo Agostinho

• Filosofia patrística introduz idéias novas:

- A criação do mundo por Deus


- Pecado original
- Deus e a trindade una
- Encarnação e morte de Deus, juízo final, ressurreição
- Origem do mal, já que tudo foi criado por Deus

• As idéias cristãs eram impostas pelos Padres por meio das verdades reveladas por
Deus, eram irrefutáveis e inquestionáveis: os dogmas.

Santo Agostinho

Principal nome da patrística e bispo de Hipona, cidade no norte da África, que


retomou a dicotomia de Platão, mundo sensível e mundo das idéias (mundo
perfeito), mas substitui o mundo das idéias pelo mundo divino, e para se alcançar o
mundo divino (mundo perfeito), era preciso seguir o caminho da fé.

Para ele, a alma humana é superior ao corpo e, por ser superior, deve reinar e
dirigi-lo a prática do bem.
A verdadeira liberdade estaria na submissão do corpo ao espírito, as ações
humanas à vontade de Deus.

11.
17/05/2010

Platão: teoria dos dois mundos

Mundo sensível: sentidos, aparência, corpo.


Mundo inteligível: Idéias, essências, alma.

Para passa do mundo sensível ao inteligível, é necessário o pensamento e a razão.


Platão queria que o homem usasse o mundo inteligível.

Santo Agostinho:
• Patrística → Elemento clássico Greco-romano (mundo sensível) + Mundo divino
(perfeito)

Caminho intelectual de Agostinho

Portanto, pode-se concluir que Agostinho é Neoplatônico e cristão, pois utilizou,


principalmente, as teorias de Platão para fundar as bases intelectuais do
cristianismo no ocidente. Veja:

Pensamento de Platão:

• Mundo das Idéias


• Mundo das Sombras
• Idéias
• Cópias ou sombras
• Alma
• Deus
• Homem

Pensamento de Agostinho:

• Cidade de Deus
• Cidade dos Homens
• O pensamento de Deus
• Criações de Deus
• Sopro Divino
• Luz
• Imagem e semelhança de Deus
Filosofia da Escolástica

• Igreja Romana, cada vez mais forte, dominava a Europa, coroava reis, organizava
cruzadas, criava as escolas. A escolástica continua o trabalho de adequar a herança
do pensamento filosófico clássico às verdadeiras teológicas.

• Fé significava a crença irrestrita às verdades reveladas por Deus. É a religião que


vai fundamentar os princípios morais, políticos da sociedade medieval.

• A principal discussão é a questão da razão e da fé, da filosofia e da teologia.

São Tomás de Aquino

É a figura mais destacada do pensamento cristão medieval. Elaborou os princípios


da doutrina cristã, baseado no pensamento aristotélico (sistema que compatibiliza o
aristotelismo e o cristianismo), ou seja, ele vai através da argumentação e
estruturação lógica de Aristóteles comprovar a existência de Deus.

Não conhecemos a essência do criador, mas podemos conhecê-lo pela sua criação.
Baseando-se nesses princípios, São Tomás reativa o mundo natural, pois o mundo
natural é criação de Deus.