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“Uma aliança de vida”

Sumário
1. O QUE É? .................................................................................................... 4
2. BASE BÍBLICA. ........................................................................................... 4
3. O QUE ACONTECIA NAS REUNIÕES? ........................................................ 5
4. OS REFORMADORES E OS PEQUENOS GRUPOS ................................... 6
a) Martin Bucer ............................................................................................. 7
5. OS PURITANOS E OS PEQUENOS GRUPOS ............................................ 7
6. O PIETÍSMO E OS PEQUENOS GRUPOS ................................................... 8
7. COMO FUNCIONA O GRUPO ALIANÇA? .................................................... 8
a) Uma vez por semana. ................................................................................. 8
b) No mesmo dia. ......................................................................................... 8
c) Nas casas. ................................................................................................ 9
8. QUAIS SÃO OS OBJETIVOS? ...................................................................... 9
a) Crescimento Qualitativo. .......................................................................... 9
b) Crescimento Quantitativo. ...................................................................... 10
c) Crescimento Orgânico: ........................................................................... 10
9. PILARES DO GRUPO ALIANÇA ................................................................. 11
10. QUEM PODE PARTICIPAR? ..................................................................... 11
a) Crentes e Descrentes. .............................................................................. 11
b) Pessoas de qualquer idade. ..................................................................... 11
11.

SETE PASSOS PARA FAZER PARTE DO GRUPO ALIANÇA ............. 11

12.

A SEQUÊNCIA DA REUNIÃO: ............................................................... 12

a) Boas vindas (5 min.) ............................................................................... 12
b) Entrosamento (dinâmica 10 min.) ........................................................... 12
c) Envolvimento (louvor 15 min.) ................................................................ 12
d) Crescimento (estudo 30 min.)................................................................. 12
e) Amadurecimento (minialiança 25 min.) .................................................. 13
O mito do espaço: ......................................................................................... 13
f)

Boas idas (oração final 5 min.). .............................................................. 13

13.

POR QUANTO TEMPO DEVE EXISTIR O GRUPO? ............................ 14

14.

ESTUDOS: Que material adotar para as lições? .................................... 14

15.

IMPLANTAÇÃO DO GRUPO ALIANÇA. ................................................ 15

15.1 Conhecendo a Estrutura do Grupo Aliança. .......................................... 15

......................................... 19 20.................... 15 b) Supervisores de área...............................................................................................a) Coordenador..................................... .............................. 16 a) Deve ser antecedido de muita oração...... ESTRATÉGIAS PARA MANTER O GRUPO ALIANÇA.................................. 18 19...................... 17 18............................... 16 c) Funcionar na sua casa.. PRESTAÇÃO DE CONTAS....... 15 d) Auxiliares .............. ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES......... 16 17..................................... . 18 b) Um dia após a reunião............... 16 16.... .............. .................... .......... 18 a) Reunião Semanal ................ ........................................ 18 c) Avaliação de cada grupo............................................. 19 c) Encontro durante o semestre de todos os grupos no templo............................................................................... . 17 b) Preparar um grande evento para a abertura do trabalho....................... 18 d) Entrega dos estudos................................ ................................................................................. ..................... 17 d) Nunca começar com muitos grupos............................ 15 c) Lideres .......................................... fale................. 17 c) Dividir os grupos de acordo com a atuação geográfica da igreja....... fale e depois fale do Grupo Aliança................................. 18 a) Faça um grande culto de lançamento.............................. ..... .................................................................. 16 b) Ter a participação de alguns líderes da Igreja................................................................................................................................................ 17 e) O pastor deve ser o supervisor....................... ............................ GRUPO PILOTO................................................................................................................................... 17 a) O período de convencimento deve ter no mínimo 6 meses............... .. 19 Referências ....... ............... 18 b) Culto da grande aliança para retorno de semestre................... .. 20 ..... ....................... PREPARANDO A IGREJA PARA RECEBER O GRUPO ALIANÇA............................ 19 d) Fale.......................................... 16 d) Por no mínimo 3 meses............................................................... ..... ...........

Galácia e Macedônia. Esse tipo de reunião se tornou tão comum que ao longo de todo o livro de Atos. formado por pessoas que se reúnem semanalmente com o objetivo de: desenvolver comunhão íntima com Deus e uns com os outros. Roma. portanto não devemos criar nada supersticioso em relação a isso.35). 2.14 diz. Este versículo é um dos muitos exemplos. e um longo tempo com todos (Lc 8. O QUE É? O Grupo Aliança é um grupo pequeno. em sua maioria por novos convertidos ou por pessoas imaturas na fé. encontrados no Novo Testamento. Esses números são simplesmente uma média. Em média o grupo é formado por 6 pessoas. o que incluía momentos a sós (Mc 1. 13 ou mais pessoas. outras comunidades foram alcançadas pelo Evangelho. Corinto. tempo com parte deles (Lc 9. Tal abordagem fazia parte da vida e ministério de Cristo. seja adorando ou praticando a comunhão. BASE BÍBLICA.23). quando Lucas faz menção que a igreja estava reunida. e os convertidos tinham seus encontros principalmente nos lares. Com o avanço da igreja para fora dos limites de Jerusalém. Antioquia. Bill e GOWLER.28). Charles 2014) . diz que isso se dava nas casas. deve-se levar em consideração algumas situações: caso o grupo seja composto. pode ser composto por 12. todavia. que descreve uma clara intenção de Jesus de manter um regular relacionamento e ministério com e através de um número de seguidores. Marcos 3. E nomeou doze para que ESTIVESSEM COM ELE e os mandasse a pregar. evangelizar e discipular através de estudos da Palavra e por meio de relacionamentos sinceros e profundos. 1 1(DONAHUE. assim como as regiões da Judéia.4 Grupo Aliança 1. O Evangelho começou a se espalhar.

12. 2 Tm 4.17).J. de tal forma que os primeiros convertidos. evangelismo (2. Deus também abriu o coração de Lídia.42.19. A sua casa se tornou um lugar de refrigério e uma base para as estadias de Paulo durante suas viagens missionárias (Atos 16. Temos também referência a Áfia que provavelmente era esposa de Filemom e Arquipo.19 Paulo se refere ao casal Áquila e Priscila.16). 1 Co 1. 19. homens e mulheres. T. se tornou referência em Tessalônica para os apóstolos (Atos 17. vendedora de púrpura da cidade de Tiatira.12). Esse mútuo cuidado é também 2(ATKINSON.15). e toda a sua casa creu no Senhor.14) Paulo batizou a família de Estéfanas e usou a sua casa para o serviço dos santos (1 Co 16. Corinto e Roma (Atos 18. Paulo também faz menção aos irmãos em Laodicéia e Ninfa.12) comunhão (2. Ela convidou os missionários e ofereceu a eles a sua hospitalidade por um indeterminado período de tempo. observa-se várias referências a grupos que se reuniam em casas. O QUE ACONTECIA NAS REUNIÕES? Segundo o livro de Atos os encontros eram usados para reuniões de oração (2.H e COMISKEY. Ap 2. o líder da sinagoga.20. 2 Muitas casas se tornaram um centro evangelístico após a conversão de Paulo e dos demais discípulos.10 ).42) aconselhamento e louvores (Cl 3.15.5).47) ensino (2. Rm 16.1-2. Além disso. fiel pregador da Palavra na cidade de Colosso e à igreja que se reunia na casa deles (Filemom 1. Cl 4.2ss. 5. o ensino de Paulo aos Coríntios sugere também reuniões em pequenos grupos (1 Co 14.2. mas também nas as cartas do NT. 2 3. Não somente em Atos dos apóstolos.5 Os discípulos aprenderam bem a lição. igreja esta que é mencionada mais tarde por João (Cl 4.26). A casa de Jasom em Tessalônica. Em 1 Coríntios 16.14-15). Em Atos 18. 26. mulher bem sucedida.42. ela e toda a sua casa foram alcançados pelo Evangelho.7-8 é dito que Crispo. pessoas que se tornaram grandes líderes e preservaram tal prática por onde passavam. que após ter crido em Jesus. espalhavam as Boas Novas de casa em casa (Atos 20. 12.46). 2014) .

Porém com o surgimento dos templos houve um enfraquecimento dos pequenos grupos familiares. que aconteciam usualmente em casas de crentes. os primeiros cristãos foram nutridos por meio das reuniões de pequenos grupos. Cada membro do grupo era importante e usado pela misericórdia divina para edificação do corpo (1 Co 1214. as casas funcionavam como base para a assistência social. OS REFORMADORES E OS PEQUENOS GRUPOS A existência dos pequenos grupos se reunindo em casas continuou mesmo depois da era apostólica. uma importante ferramenta na propagação do Evangelho parece ter sido esquecida até o espírito da Reforma Protestante ressuscitar o desejo de imitar a igreja apostólica com todas as suas práticas. o escritor de Hebreus enfatiza o mesmo ensino. 2014) . Pedro também encoraja a igreja a praticar a hospitalidade sem murmuração (1 Pe 4.3 Além disso. Paulo encorajava a igreja a exercer a hospitalidade (Rm 12. A História da Igreja foi marcada por períodos em que a Bíblia se tornou a autoridade e o crescimento na fé se dava dentro das comunidades. têm sido mostrados como verdadeiros transformadores da alma.13). 4ibid 5(JUNG 2014) T.2).J. Então. Observa-se que a hospitalidade exercia um papel muito importante na igreja do NT. Ao longo da História da Igreja dois cruciais.H e COMISKEY. pedindo que os irmãos não negligenciem a hospitalidade aos estrangeiros (Hb 13. 4 4. pois era uma forma de identificar as necessidades dos santos e prestar ajuda. Com o aparente enfraquecimento do conceito da “Igreja em casa”. se tornando a forma comum de reuniões em áreas e culturas onde ainda não existiam templos para se reunir. 5 Como temos observado nas Escrituras. A Palavra de Deus e a comunidade.9-10). Ef 4). novamente as reuniões dos 3(ATKINSON. embora não exclusivos elementos. Rm 12.23-25). Essas igrejas apostólicas prosperaram por muitos anos.6 apresentado pelo autor aos Hebreus (10.

em dias diferentes. com o objetivo de estabelecer a verdadeira comunidade cristã. Tais momentos abriam oportunidades para se trabalhar e desenvolver. também tinha grupos cujo objetivo principal era restaurar o cristianismo primitivo. que ensinava que participar de uma pequena comunidade. para toda a congregação. em outros 6(HUNSICKER 7(BUNTON 1996) 2014) . a qual ele via como a verdadeira comunidade dos santos. Seu desejo era que a Igreja não só voltasse para a doutrina do Novo Testamento. OS PURITANOS E OS PEQUENOS GRUPOS Os puritanos eram pessoas do século 16 e 17 que se sentiam desafiados com maneira de viver o Evangelho na Igreja Anglicana. assim como muitos assuntos referente a vida da congregação.7 pequenos grupos de crentes se espalharam para fara dos confinamentos das estruturas da tradicional e medieval igreja católica. a) Martin Bucer Bucer (1491-1551) desejava um retorno as práticas da igreja primitiva. Ele tinha tanta convicção da importância e de tal prática bíblica. Bucer. baseado no modelo do Novo Testamento era a única forma de se guardar os dez mandamentos7 5. Bucer começou um pequeno grupo. 6 Dentre os principais reformadores que se destacaram em relação aos pequenos grupos temos. Eles enfatizavam a pureza na doutrina. o que poderia ser alcançado também em pequenos grupos. confissão de pecados (Bucer acreditava que a confissão pública não era suficiente). honestidade. na eclesiologia e na vida. Bucer viu nesses grupos uma oportunidade de crescimento espiritual. em alguns momentos semanalmente. Presavam muito pela exposição das Sagradas Escrituras. Os puritanos se reuniam nos templos aos domingos. Em 1547. Entendiam que a aplicação era o coração da mensagem. e também nas casas. mas também para o padrão e forma da comunidade bíblica apresentada no NT. comunhão.

visando alcançar santidade e fazer boas obras10. A reunião do grupo é realizada uma vez por semana. além disso. Eles acreditavam que o relacionamento do homem com Deus era um dom de Deus para a humanidade. em uma residência e tem a duração de 90 minutos. Para isso. resultando em uma natural aversão a relacionamentos honestos. deve-se reservar um tempo livre para conversar e fortalecer a comunhão. escreve dizendo: “então nós oramos. John Eliot (c. pois após o encerramento. Charles 2014) 9(JUNG . O PIETÍSMO E OS PEQUENOS GRUPOS O termo pietísmo era usado para se referir aos que compartilhavam de uma mesma espiritualidade em várias igrejas. mas deveria resultar em transformação de vidas.8 quinzenalmente ou mensalmente. cantamos e repetimos o sermão. a queda distorceu essa faculdade. Deve-se tomar muito cuidado com a pontualidade. 7. era necessário que os princípios encontrados nas Escrituras fossem aplicados no dia a dia de forma simples. 8BUNTON 2014 2014) 10(DONAHUE. É importante definir um dia para que todos os grupos se reúnam na mesma data. Isso ajuda a planejar melhor as demais atividades da igreja. 1604-1690). todavia. Isso os levou a formação de pequenos grupos. COMO FUNCIONA O GRUPO ALIANÇA? a) Uma vez por semana. Entendiam que o estudo da Bíblia não deveria se limitar a conhecer doutrinas.9 6. b) No mesmo dia. e conferimos juntos sobre as coisas de Deus”8 Os puritanos entendiam que embora a existência humana tenha sido projetada para construir relacionamentos sólidos. facilita o agendamento da reunião de avaliação e prestação de contas. tanto para começar quanto para terminar o culto. Bill e GOWLER.

8. 11(BUNTON 12(BOREN 2014) . o coordenador deve avaliar com muito cuidado a situação. o que deixa os membros e visitantes mais confortáveis em participar dos grupos. Recomenda-se que as reuniões sejam feitas nas casas e não na igreja. ou em outros lugares que repasse uma ideia de algo formal. a semelhança do trabalho que já acontece semanalmente na igreja. se reúna em igrejas ou escolas. Enquanto o Grupo Aliança ainda estiver se estabelecendo. deve-se identificar se os anfitriões tem o dom de receber pessoas ou se estão aceitando simplesmente porque alguém sugeriu. c) Nas casas. EDIFICAÇÃO e EVANGELISMO. havendo interesse. Ao escolher um lugar. ou salão. Jim 2014) . A preocupação é para que a exceção não se torne regra. a) Crescimento Qualitativo. pois isso pode gerar grandes dificuldades para a administração de todos os grupos. assim como os limites dos grupos 11 Os pequenos grupos devem ter dois objetivos. QUAIS SÃO OS OBJETIVOS? Os pequenos grupos crescem quando seus objetivos e identidades são claros. O dono da casa deve receber com alegria e satisfação. Não se recomenda que. é bom que o líder ofereça a sua casa como base para os encontros.9 Caso haja a necessidade de mudança de horário por parte de algum grupo. realize o trabalho na casa dos demais participantes. esses dois objetivos podem e devem ser alcançados simultaneamente12. É necessário está claro o objetivo e as razões para a sua existência. Comunhão. Este crescimento pode ser visto nas seguintes áreas: 1. Podemos classificar esses dois objetivos em três áreas. e mediante o fortalecimento do grupo e familiarização dos participantes. tanto os convertidos quanto os descrentes. O objetivo em se reunir nas casas é devido ao ambiente ser mais aconchegante. Scott e EGLI.

Cada crente torna-se um missionário e cada lar uma agência missionária! A evangelização é mais completa e acontece através de relacionamentos pessoais. 3. 3. Há oportunidade para um conhecimento mais íntimo dos irmãos. Estrutura prática e simples. Outro benefício advindo dos grupos familiares é o crescimento numérico da igreja. Envolvimento pessoal. é uma oportunidade para 13(ARAÚJO. Pastoreamento individualizado. Os grupos familiares têm como um de seus objetivos principais a evangelização. b) Crescimento Quantitativo. Visitantes na igreja. Suprimento das necessidades. 3. c) Crescimento Orgânico: Este crescimento se verifica nas áreas de: 1. que permite o envolvimento de mais pessoas na obra. Ensino prático. 4. Além disso. Novos campos e novas igrejas. 4. 4. os participantes devem ser encorajados a usar seus dons no serviço do reino. Novos líderes. Evangelização via relacionamentos. Mobilização de membros. 14 ibid 15Ibid G e KORNFIELD.10 2. Através dos grupos familiares as pessoas se aproximam mais. Tal crescimento acontece pelas seguintes áreas: 1. 2. D 1995) . Nas reuniões do grupo. A grande maioria das pessoas evangelizadas não ficam na igreja. Sensibilidade aos problemas da vizinhança15. a comunhão fica mais forte13. Integração de novos convertidos. 2. nascem laços de amizade. a não ser que encontrem amigos14. Na igreja. muitas pessoas têm dificuldades de participar e até mesmo de servir.

f. b. Os participantes crentes devem ser estimulados a serem assíduos e permanecerem no mesmo grupo de origem. 10. devem identificar os que têm potencial para a liderança e investir na vida deles. SETE PASSOS PARA FAZER PARTE DO GRUPO ALIANÇA a. homens e mulheres de todas as idades. Desejar ter comunhão íntima com Deus e com os irmãos. c. mas descrentes. objetivando o fortalecimento da comunhão e a salvação do pecador. e. Não há divisão de idade no grupo. Para isso os líderes e auxiliares. 9. É valido lembrar que. Estimular o grupo a estar participando das demais atividades da igreja. O grupo aliança é composto de crentes e descrentes. Orar constantemente pelo seu grupo. o relacionamento entre crianças. e de preferência que residam próximo aos locais de reunião. adolescentes. Entende-se que. Estar disposto a cumprir o “IDE” de Jesus. 11. Convidar descrentes para fazer parte do seu grupo. b) Pessoas de qualquer idade. QUEM PODE PARTICIPAR? a) Crentes e Descrentes.11 treinar novos obreiros para a igreja. PILARES DO GRUPO ALIANÇA a) Comunhão com Deus b) Comunhão com os irmãos c) Evangelismo. Visitar os demais membros do grupo para evangelizar e aumentar a comunhão. em alguns casos quando há crianças que não conseguem participar de forma significativa. d. jovens e adultos fortalece a comunhão do corpo de Cristo. . em um local separado as crianças sejam ensinadas. por isso aconselha-se que todos fiquem juntos. deve-se providenciar um professor de crianças para que no momento do estudo. o objetivo do Grupo Aliança não é convidar irmãos de outras igrejas.

pois o objetivo é que haja tempo suficiente para que todos participem. devese verificar antes de cada encontro.12 g. O facilitador fará suas considerações quando necessário. e boas-vindas. Ser rigoroso com o cumprimento dos horários e dias da reunião. todavia isso deve ser feito de maneira informal. A proposta não é fazer um sermão do texto. se há no local Bíblias disponíveis. Em média são feitas no máximo cinco perguntas. A SEQUÊNCIA DA REUNIÃO: Deve-se ter o cuidado para manter o padrão. . a) Boas vindas (5 min. sempre estimulando e encorajando o grupo a participar. e quando bem feito facilita o desenvolvimento do trabalho e a participação no estudo. b) Entrosamento (dinâmica 10 min. Por isso. que sejam conhecidos da igreja. As perguntas do estudo não são difíceis. a importância do entrosamento. devem ser formuladas objetivando a discussão. Portanto. d) Crescimento (estudo 30 min.) O ideal é que se crie um livro de coros. mas conduzir as perguntas de maneira que os participantes desenvolvam o hábito de ler e interagir com o texto. 12.) O grupo não tem “pregador”. Para que haja a participação de todos. tem somente um facilitador. c) Envolvimento (louvor 15 min. assim como os demais irmãos possam participar do louvor. para os visitantes. para que os visitantes. O objetivo é que os participantes se sintam bem acolhidos. reflexão e aplicação do texto na vida pessoal.) Os membros do grupo e os visitantes precisam começar o encontro com o coração e com os ouvidos abertos para o que vai ser ensinado.) Apresentação dos visitantes.

confessar e orar uns pelos outros. f) Boas idas (oração final 5 min. ainda assim é recomendado que se faça a minialiança.13 No momento do estudo. No estudo.) A minialiança é a divisão do grupo. Além disso. geralmente cada participante faz suas considerações sem trazer para si o que está sendo ensinado. É uma oportunidade para confessarmos nossos pecados e experimentarmos a cura que vem por meio da confissão e perdão. finalizando o encontro no horário marcado. o facilitador deve estar atento àqueles participantes que têm dificuldades de participar. em dupla ou em trio. O mito do espaço: Sabe-se da necessidade e da importância da prática do compartilhamento e da confissão. Entretanto. ao dono da casa e aos participantes. o espaço físico é uma delas. conduza as perguntas sem deixar que o grupo fuja do assunto. e) Amadurecimento (minialiança 25 min. É importante que o líder seja pontual. é importante que o facilitador. todavia muitas situações podem se levantar como dificuldades para a realização deste momento. São elaboradas as perguntas dentro do texto básico e no momento da minialiança são repassadas para cada participante. deve-se tomar cuidado para não se constranger nem inibir os participantes. Além disso. Este tempo é destinado aos agradecimentos. .). na minialiança. o que foi trabalhado no estudo. A minialiança é o momento da aplicação do estudo. mesmo que não haja espaço suficiente para que todos se retirem para um lugar reservado. os participantes podem ser orientados a sentar ao lado de alguém com que ele tenha mais afinidade e fazer a minialiança. que acontece no final do estudo. O objetivo é compartilhar. Mesmo assentados. para que as participações não se centralize somente em dois ou três pessoas. Em alguns casos. para que possa estimulá-los. Deve-se ter o cuidado. é aplicado de forma prática. é o momento dos avisos.

isso faz com que os irmãos fiquem informados. POR QUANTO TEMPO DEVE EXISTIR O GRUPO? O grupo deverá existir por tempo indeterminado. Em alguns casos. pois o grupo não pode ser um peso para os seus líderes e participantes e nem um amuleto para quem o implantou. O importante é que a escolha seja pensada. chegam a conclusão de que não é possível continuar na condução do grupo. a utilização de um livro bíblico alcança todos os níveis de crentes. por tempo indeterminado. quando não houver mais condições de continuar. edificação e crescimento são os livros bíblicos. mas que todos os grupos compõem a igreja. assim como os visitantes e reforça a ideia de que o Grupo Aliança não é um grupo isolado. o que ajuda e estimula os demais. O seu objetivo é se multiplicar. é necessário perceber a situação. ou qualquer outro motivo pessoal. os lideres por motivo de saúde ou trabalho. e que se comece e termine o livro bíblico escolhido. Tendo em vista que um dos objetivos do Grupo Aliança é evangelizar. os mais intelectuais e os menos intelectuais. à medida que novas pessoas forem agregando-se ao grupo.14 Deve-se avisar sobre as demais programações da igreja. 14. os que possuem maior conhecimento podem participar. . com liderança própria e autônoma. e estar disposto a terminar um grupo. A escolha de livros bíblicos ajuda a igreja a desenvolver o hábito de ler e buscar o entendimento do texto. 13. Além disso. sem a necessidade de alguém para explicar o significado. Isso deve ser levado em consideração. Todavia. recomenda-se que se estude um dos evangelhos. e melhor fechar o grupo. não havendo lideres substitutos. e encaminhar os membros e visitantes para o grupo mais próximo. ESTUDOS: Que material adotar para as lições? Uma sugestão que traz conhecimento.

15. e em alguns momentos conceda a ele oportunidades de conduzir os estudos.15 15. todavia é importante que o mesmo veja no auxiliar um líder em potencial. Compete ao líder a responsabilidade de conduzir os estudos. O coordenador deve agendar encontros periódicos com os supervisores. IMPLANTAÇÃO DO GRUPO ALIANÇA. Os convidados precisam se sentir amados e cuidados pelo líder. pois serve de suporte para os líderes e auxiliares. agregadoras e ter o dom da hospitalidade. Os supervisores devem se reunir periodicamente com o coordenador para relatar o desenvolvimento e as necessidades dos grupos por eles supervisionados. Seu papel é de grande importância. Precisam ser comunicativas. que atuarão como líderes e responsáveis por uma área específica. a) Coordenador. . e avaliar a necessidade de abertura ou de fechamento de algum grupo. Os líderes podem ser pessoas jovens ou idosas. seu apoio e dedicação são fundamentais para que todos percebam a importância de se reunir em grupos pequenos.1 Conhecendo a Estrutura do Grupo Aliança. com a função de: avaliar o desempenho dos grupos. Cabe ao coordenador marcar reuniões com todos os grupos e com os supervisores. e dar sugestões para o melhor desenvolvimento do trabalho. b) Supervisores de área Dependendo do número de grupos é de grande importância que se nomeie supervisores. Recomenda-se que o coordenador seja o pastor da igreja local. identificar a necessidade dos líderes e auxiliares. pois é através deles que o coordenador terá uma visão mais clara da realidade de cada grupo. para avaliar o desenvolvimento dos grupos. pessoas maduras na fé que administram bem a sua casa. c) Lideres Os líderes são compostos por homens e mulheres.

anotar a frequência de convertidos e descrentes de cada encontro. se abre também uma nova porta para a pregação do Evangelho. Recomenda-se que. se comece na casa do líder. Cabe ao auxiliar organizar ou verificar a organização do local de encontro. O grupo pode funcionar em uma única casa ou pode também ser volante (cada semana na casa de uma pessoa). 16. a) Deve ser antecedido de muita oração. b) Ter a participação de alguns líderes da Igreja. eles também devem ter o dom da hospitalidade. recomenda-se que não se inicie o Grupo Aliança. a participação dos irmãos. Além disso. e substituir o líder em sua ausência e conceder todo o suporte necessário para a realização do trabalho. pedindo sempre a orientação e capacitação divina. para se avaliar. Por isso. É importante que sejam identificados os irmãos que têm o dom de hospedar. pois entende-se que o pastor é o líder espiritual da igreja e por isso a criação de um grupo familiar deve ter seu consentimento e apoio do mesmo. se não houver apoio e compromisso por parte do pastor. d) Por no mínimo 3 meses. É importante que a liderança da igreja esteja apoiando o trabalho de forma prática. o que está dando certo e o que precisa ser . GRUPO PILOTO. Portanto. algo que não podemos fazer sem a direção e dependência do Senhor da seara. Três meses é um tempo razoável. c) Funcionar na sua casa. ele terá mais liberdade para preparar o ambiente e estimular os demais irmãos a disponibilizarem suas residências para os próximos encontros. tanto a liderança quanto a igreja devem se reunir para orar. pois em sua casa. Entende-se que a cada grupo aliança que se abre. O pastor deve estar a frente. as faculdades locais.16 d) Auxiliares Os auxiliares devem ter as mesmas características espirituais e morais que os líderes.

Com o passar do tempo os líderes e auxiliares vão amadurecendo assim como toda a igreja tende a apoiar de forma mais significativa. 17. PREPARANDO A IGREJA PARA RECEBER O GRUPO ALIANÇA. mesmo tendo um Grupo Aliança no seu bairro. a participação do pastor é de grande importância para que o grupo funcione. Os grupos devem ser divididos segundo a localização geográfica dos membros da igreja. Ele deve ser o supervisor. Compete ao pastor e a liderança local. d) Nunca começar com muitos grupos. Toda a igreja precisa estar envolvida. isso não impede que um irmão de um bairro. b) Preparar um grande evento para a abertura do trabalho. e) O pastor deve ser o supervisor.17 melhorado. a) O período de convencimento deve ter no mínimo 6 meses. queira participar em outro bairro. c) Dividir os grupos de acordo com a atuação geográfica da igreja. nem um método de crescimento. ela precisa entender que essa prática não é uma invenção de uma determinada denominação. mais tempo e dedicação para se administrar. recomenda-se que sejam criados novos grupos. pois sua base bíblica e experiência ministerial ajudaram bastante na administração dos Grupos. A fase inicial é um momento de adaptação tanto dos líderes quanto da igreja. Somente após essa fase. Antes de a igreja participar. Após esse tempo. Como já foi mencionado. ensinar a igreja através de suas pregações ou estudos bíblicos. a liderança deve avaliar se três meses é suficiente ou não. O culto de abertura deve ser bem organizado para que os membros e visitantes percebam que é um trabalho sério e não simplesmente mais uma programação. . sobre a fundamentação bíblica para a realização do Grupo Aliança. o que implica dentre outras coisas. mas um princípio bíblico.

19. O ideal é que uma única pessoa (pastor) elabore os estudos e envie com antecedência para os líderes. Recomenda-se que sejam selecionados livros bíblicos. PRESTAÇÃO DE CONTAS a) Reunião Semanal Recomenda-se que no início. elas precisam estar contidas no texto. Os irmãos precisam se sentir como parte do grupo. Um dia após o encontro é ideal para se reunir. um dos evangelhos. o número de crianças. no qual somente algumas pessoas estão inseridas. A igreja precisa perceber que o Grupo Aliança não é um departamento. por isso o culto de lançamento deve ser feito para conscientizar e motivar toda a igreja. ESTRATÉGIAS PARA MANTER O GRUPO ALIANÇA. adolescentes. até que o grupo esteja bem estabelecido. o número de participantes crentes e descrentes. . O objetivo é que todos entendam a necessidade de estarem unidos como corpo de Cristo. As perguntas não podem ser muito difíceis de responder. pois os líderes e auxiliares poderão descrever com mais precisão o que aconteceu nos grupos. Os estudos geralmente são perguntas de um texto não muito longo. objetivando a participação e o aprendizado. assim como suas respostas. se faça uma reunião por semana para prestação de contas. d) Entrega dos estudos. como por exemplo. jovens e adultos. assim como informar e avaliar todas as atividades desenvolvidas pelos grupos. c) Avaliação de cada grupo.18 18. Essa reunião serve para informar ao supervisor. e que se elaborem estudos seguindo a sequência do livro. As perguntas devem ser elaboradas para que não haja necessidade do líder responder. a) Faça um grande culto de lançamento. b) Um dia após a reunião.

ter tempo para viajar e renovar as forças para começar o próximo semestre sempre com muita força e vontade. para encorajar e motivar a igreja a trabalhar arduamente em mais um semestre. ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES. d. Os líderes e auxiliares precisam descansar. O objetivo desse momento é fortalecer a comunhão entre os grupos. Isso serve para motivar os que já fazem parte e os que ainda não participam assiduamente. tanto no início do ano quanto no meio do ano. d) Fale. Faça você mesmo os estudos. O culto deve ser bem participativo. reforçar a ideia de que a igreja não está dividia em vários grupos. Escolha líderes casados e maduros. todavia é necessário que se tenha um período de recesso. aproveitar a família. O Grupo Aliança deve funcionar o ano todo. f. fale e depois fale do Grupo Aliança. b. com testemunhos de irmãos. 20. exemplos claros de como Deus tem abençoado as famílias por meios dos encontros nos lares. Não abra mão dos recessos. Preste contas a igreja. a. e.19 b) Culto da grande aliança para retorno de semestre. fale. reunindo todos os grupos. sobre a importância do grupo aliança. c) Encontro durante o semestre de todos os grupos no templo. Não faça do grupo um Titanic. c. No início de cada semestre. recomenda-se que se faça um culto. . Feche e abra grupos conforme a necessidade.

1995. “Small. Estratégia de Crescimento Segundo a Igreja Primitiva.” Christian Education Journal Series 3. T. p 192-211 (1996). Group models: navigating the commonalities and the differences. today. “Lessons from The early house church for Today’s Cell Groups. “JOHN WESLEY: FATHER OF TODAY'S SMALL GROUP CONCEPT?” Wesleyan Theological Journal 31 no 1. No. “300 Years of Small Groups: The European Church from Luther to Wesley. Vol. Scott e EGLI. Vol. 11. Vol.” Christian Education Journal Series 3. DONAHUE. 1 (2014). 11. São Paulo : Sepal. “Small Groups: The same yesterday. ATKINSON. BOREN .J. No.1 (2014). No. Implantando Grupos Familiares. No. HUNSICKER. Joanne. Jim. G e KORNFIELD. 11. “Puritan Conference: a Kinde of Paradise. . BUNTON. David. and forever?” Christian Education Journal Series 3. Vol.” Christian Education Journal Series 3. Charles. 1 (2014). D. Bill e GOWLER.H e COMISKEY. 1 (2014). 11. Vol. No.20 Referências ARAÚJO. 11. 1 (2014). Peter.” Christian Education Journal Series 3. JUNG.