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Direito Autoral: uma explanação sobre o furto de bens intelectuais

Embora, seja cediço, que no âmbito penal, o Código brasileiro
disponha de apenas um dispositivo literalmente voltado à proteção dos direitos
intelectuais, conforme se verifica no Título III, Capítulo I, artigo 184, e seus
parágrafos. E o dispositivo aqui mencionado, nos parece estar mais afeito ao
delito de contrafação, pois, resta-nos claro na leitura na lei, haver uma
condicionante expressa à conduta delitiva, apresentando-se como um segundo
elemento subjetivo do tipo, que reside além do dolo, que é o: "intuito de
lucro", ainda que indireto. Todavia, o "intuito de lucro" mencionado pela lei,
evidentemente, volta-se tão-somente ao cunho econômico, noutras palavras,
sua significância legal se restringe e se encerra numa dotação de resultado
com aumento ou manutenção de riqueza. Porém, ao nosso ver, ao tratar de
delitos praticados na seara dos direitos intelectuais, mais apropriado seria
encontrar no texto legal uma expressão adequada e apta a designar o ânimo
do agente, que seria: "intuito de vantagem", em vez de lucro, pois, a vantagem
sim, pode pairar em qualquer órbita de benefícios auferidos, enquanto o lucro
nos dá a noção cartesiana de algo que sobreveio ou sobressai ao custo, que
no caso em tela, para o agente delitivo, o dispêndio de seu custo é zero, se
considerarmos que o objeto que lhe traz vantagens foi simplesmente usurpado,
portanto, isento de custo.
Neste ponto, é condição primordial, lembrar a diferenciação havia e
apontada pela doutrina, apartando o conceito dado à contrafação daquele que
se doa ao plágio. A contrafação pura e simples tange à reprodução não
autorizada pelo detentor dos direitos autorais, tendo seu centro de
atuação ligado à vantagem econômica auferida em razão desta
reprodução, e não tem como objetivo o reconhecimento da titularidade da
obra, enquanto o plágio permite uma usurpação fracionada, podendo ser
total ou parcial, e busca empreender a apresentação do objeto do furto,
como sendo de sua propriedade ou autoria. Noutras palavras, na
contrafação há um "animus" voltado à vantagem econômica, no plágio, a
motivação não se direciona ao lucro, mas sim, à afirmação social do
conhecimento, capacidade e prestígio trazido àquele a quem se intitula e se
reconhece a autoria da obra.
E, sob este prisma, a figura jurídica do plágio apresenta maior
gravidade, posto que, não se encerra com a usurpação, ao contrário, enseja
sempre um delito conexo, pois, a partir do momento em que o agente
apresenta a obra usurpada com sendo de sua titularidade, exterioriza e
propaga uma conduta extensiva e fraudulenta. O que faz com que o
conhecedor da obra seja também uma vítima, desta feita, do crime de
estelionato. Assim, no que concerne ao furto de bem intelectual, reconhecemos

obras de arte. portanto. onde a conduta tipificada se expressa como: "subtração de coisa alheia móvel. para os efeitos legais os direitos intelectuais são considerados bens móveis. Por vezes. as vezes. contém uma passagem de ação que vai de uma figura típica de meio. Como dito. sob esta nossa ótica. e nesta mesma ordem. estas questões conceituais. não ganham importância. já não reconheceu a repetição de um argumento de roteiro. É interessante anotar que. que são também comumente usurpados. fazendo com que o furto se torne um delito corriqueiro. Razão pela qual. notadamente. a reprodução expositiva é "ipsis literis". pode ainda. pode o referido furto ser variável quanto aos parâmetros quantitativos. infelizmente. nossa tese neste trabalho aponta ser esta a verdadeira conduta típica. similitude às novelas. sempre há uma vontade livre e consciente determinada a alcançar deliberado fim. Enfim. e. sim. textos teatrais e filmes. Todavia. ou. com maior desrespeito à Lei e aos direitos do Autor. atinge com menor lesividade e importância o bem patrimonial contido no acervo de outrem. ser variável quanto ao grau de sua apropriação. as questões aqui apontadas. atingindo obras literárias. sendo esta última denominada delito-fim. definitivamente. e. ou melhor. Presente em todos os segmentos. Sem deixar de mencionar a questão dos nomes. sempre propagação. com o escopo de dela se apoderar. para dolosamente serem insertas em outra. a exposição de uma mesma idéia. trazendo consigo uma indignação que nos assola na rotina diária. onde o agente delitivo sequer demonstra qualquer preocupação com a evidência. tangendo às . falando em síntese do delito de "furto". textos que transcrevem integralmente uma idéia. Quem de nós. Vê-se que a usurpação da propriedade intelectual é um gênero que abrange inúmeras espécies. o agente delitivo utiliza-se das mais variadas formas e mecanismos. abranger seu objeto de modo total ou parcial. a conduta se exterioriza por diferentes modos de execução. Noutras palavras. nossa compreensão reconhece seqüências inteiras. dando. em proveito próprio ou de outrem". mas. artísticas ou científicas. em todos eles é dolosa. por isto. e este deve ser realizado para que o agente alcance o resultado pretendido.um delito progressivo. cenas que são pinçadas de uma obra. encontra-se também os bens intelectuais. até outra de maior gravidade. para que haja sua manifestação. se considerarmos tão-somente o mal que elas nos causam. também são ilícitas sob o ponto de vista civil. marcas e sinais de identificação de produtos industriais. onde apenas houve uma transmutação de palavras. de reconhecimento de um "dolo" genérico ou específico. nem por isto. porém. que em verdade só reproduzem o "artifício" de quem nada produz. pois. estamos.

conseqüentemente. ou. a partir da Teoria das Inteligências Múltiplas. Crawford faz uma análise primorosa da gestão do conhecimento. e a difusão da informática. nem todos estão aptos a pensar de modo inovador ou criativo. capacidade. embora estejamos convictos de que talento. que é uma capacidade mental geral e ampla. entre outros. a coisa ilegal ganha maior vulto e propagação. constituam um universo multidimensional. e de tal modo. é que nos dias atuais o capital humano. Impacts in enterprises and in investiment decisions" [4]. que é a inventividade. E com isto. do rol dos bens imateriais – ativos intangíveis. e é também por esta via de acesso que deve ser reprimida. são verdadeiramente "senhas de acesso" relevantes no momento da contratação. integrantes da personalidade.possibilidades de tornar indene o sujeito passivo da lesão. Todavia. é na questão penal que a conduta de fato e de direito encontra-se tipificada. Mas. A exemplo da inteligência. que. Segundo Richard Crawford. um conjunto de diferentes habilidades. se perfazem em atributos pessoais e personalíssimos. já no título de sua obra nos revela a nova concepção de valores antes não apreçáveis. inovação. isto é. são reconhecidamente de cunho econômico. na contemporaneidade não nos basta pensar. se traduzem em bens e valores natos. retomando propositadamente à afirmação de René Descartes – "Penso. como: "um potencial biopsicológico para processar informações que pode ser ativado num . Conceituada por Howard Gardner. espontâneos e involuntários. é possível afirmar que. por constituir em um potencial de componentes internos. capacidade intelectual. inventividade. ganha atenção e importância. dentro da realidade atual em que o mundo se identifica como aldeia global. com o avanço tecnológico. O que faz com que aqueles que possuem este talento. em função das facilidades de acesso não só ao material objeto do furto. e que hoje. demonstra que estes são elementos que. competência. e nele incluso toda a capacidade inventiva e fonte criadora existente em cada um de nós. que envolve habilidade de raciocínio e desempenho intelectual de percepção. tais como: talento. onde o cenário dos acontecimentos instantâneos é nomeado como: "Sistema Network". hoje. Diante disto. Não menos verdade. diferenciam pessoas e. E. e o acesso às informações interliga pessoas. the intelligence and the knowledge as an economic power. no âmbito do mundo empresarial. como também. em seu livro: "In the era of human capital: the talent. inteligência etc. ainda que. em tempos modernos. não estejam empregados diretamente no suporte de uma determinada obra. logo existo" – reafirmamos que. sejam os detentores de um objeto cada dia mais raro e valorizado na demanda deste mercado moderno. na agilidade e simplicidade exigidas à sua reprodução.

Pertencem ao autor os direitos morais e patrimoniais sobre a obra que criou. pode ser que as ferramentas utilizadas para otimizar o ensino sirvam-se a atitudes ardilosas. senhorio destas mesmas qualidades. E. Ilustrando. tampouco. em segundos. e. disponibilizados para leitura e/ou .Lei 9. deve ir de encontro à tipificação descrita no delito de furto. toda e qualquer conduta empreendida com o objetivo de usurpação. na medida em que as facilidades oferecidas são tentadoras.direitonet. é possível a um aluno do qual fora solicitado um trabalho que digite em uma das pontes de pesquisa (Google. http://www. Se há poucas décadas exemplares de clássicos como Barsa e Mirador eram disputados nas bibliotecas brasileiras. é objeto de acumulo. o furto de bem autoral ou intelectual. ensinamento e aprendizagem. Mas a era da informação também é da comodidade. não minimiza a gravidade da conduta. não pode e nem deve estar atrelada ou correlacionada às letras de uma atividade acadêmica. e neste aspecto. não abre ao sujeito ativo qualquer excludente. pois. hoje um pequeno número de palavraschave e um clique (ou o uso da tecnologia touch screen) sobre o teclado de um utilitário eletrônico são suficientes a oferecer aos pesquisadores uma quantidade imensurável de informações com o auxílio dos meios virtuais. deve sofrer seu agente as sanções e os rigores da lei. G. as quais permitem que o processo ensino-aprendizagem reúna mais conteúdos em menos tempo.610/98 . Com previsão legal integral . esta sim. desta forma. Porém.) o tema/título e lhe sejam. Contudo. desta forma. diferencia-se da cultura em si. Quiçá a era da crise de identidade científica.cenário cultural para solucionar problemas ou criar produtos que sejam valorizados numa cultura" [5]. mesmo ante a constatação de que a criação inventiva é um privilégio adstrito somente há alguns de nós.Art. permissivo à prática de um delito.br/artigos/exibir/4549/Direito-Autoral-umaexplanacao-sobre-o-furto-de-bens-intelectuais Responsabilidade por "furto" intelectual de publicação científica As tecnologias inovadoras que se aplicam à educação têm caminhado substancialmente rumo à aprendizagem significativa. também não o isenta do desprezo social. não é sob qualquer aspecto elemento ou evento autorizante. com o emprego de tecnologias. Daí porque.com. na contramão. e. (grifo nosso). 22. O que se vê de um lado são os recursos do universo virtual. qualquer que seja a modalidade: contrafação ou plágio. conseqüentemente. o fato de não sermos a par destes.

cópia uma diversidade de documentos que atendam ao critério de busca. a qual se constata por meio da publicidade. ele escolha um deles. que. além de que não está obrigado a conhecer substancialmente todos os documentos acessíveis pela Grande Rede. pressupõe todo um conjunto de procedimentos guiado pela racionalidade e subsidiado pelo método. a situação é mais delicada. Isso sem mencionar o que. relevante teórica e socialmente e fidedigno” (LUNA. copie-o. Afinal. se até o Ensino Médio a cópia de trabalhos alheios é tolerada em virtude da não-obrigatoriedade de se produzir conhecimento novo. 2004) e conhecer cientificamente é explicar a realidade de modo racional. a par disso. emoldurando todo o arcabouço legislativo. conhecer é explicar a realidade (KOCHE. Restringindo a indagação ao âmbito do ensino superior. o qual. formate-o conforme seus objetivos e entregue-o ao professor. 5º). primeiramente. p. da boa-fé acadêmica. Assim. 5º incisos V e XXVII). p. Assim. embora irrestritamente obrigado a se manter vigilante. consoante a duração média do Ensino Básico[2]. o que implica. fica difícil conceber que as cadeiras acadêmicas possam ser palco de infração aos direitos do autor. na esfera da ciência o contexto é outro. 24). convém citar Luna (2002. sistemático e metódico. invariavelmente. posto que esse modo de explicação da realidade é perceptível à luz da originalidade. são alcançadas pelo que assevera tanto o Código Civil (art. posto que a Universidade é o cenário da fertilidade das diversas formas[1] de expressão do pensamento científico. parte. para quem: “Pesquisa é sempre elo de ligação entre o pesquisador e a comunidade científica. quase que a totalidade das pessoas que frequentam o curso superior são maiores e capazes e. que o Estado de Direito erigiu a proteção à autoria intelectual a direito fundamental. . fonte de discussão e preocupação da comunidade científica em face do cerne da ciência. a partir dessa sucinta concepção sobre produção científica. em geral. Considere-se. A par dessas inferências é que surgiu no âmbito universitário o fenômeno do plágio acadêmico. preveem os regimentos internos das instituições de ensino superior. tem-se na Carta Magna (art. 2002. o qual. ainda. Nesse sentido. razão pela qual sua publicidade é elemento indispensável do processo de produção do conhecimento”. inovação no plano das ideias. 26 e 27). A Universidade é o locus do conhecimento. quanto o Código Penal (arts. nesse âmbito. visando à “produção de conhecimento novo. 15) (grifo nosso). E.

Com base nessas premissas. do titular sobre a coisa. mais conhecido como plágio acadêmico. o conhecimento científico se no espectro da propriedade intelectual (art. Para tanto. campus de Alfenas. uma tese. o qual: assume a forma dissertativa. roteiros e demais elementos das criações alheias”(CHAVES apud COSTA NETTO. personagens. 183) . infere como estão saída Considere-se. situações. p. ideias. mascarado. com a do “mundo das idéias” para integrar o “mundo material”. Esses argumentos fundam-se nas conclusões dos raciocínios e nas conclusões dos processos de levantamento de caracterização dos fatos. Essa articulação é conseguida mediante a apresentação de argumentos. Mas a produção intelectual. conceituados como o poder jurídico. dos direitos intelectuais[4]. prefere Costa Netto (2008). criação do espírito que é. Em sendo criação do espírito. analisando se há possibilidade de tríplice responsabilização do plagiador. a pesquisa bibliográfico-documental foi auxiliada por entrevistas recentes com professores-administradores da Universidade José do Rosário Vellano-UNIFENAS. 7º. visa-se a discutir a questão do “furto”[3] intelectual de trabalho científico (COSTA NETTO. (SEVERINO. A demonstração baseia-se num processo de reflexão por argumentação. 9610/1998). 2008. 24 e seguintes). os quais presentes com a exteriorização dos feitos intelectuais. 319): Como se verifica. O plágio corresponde à apresentação de “trabalho alheio como próprio mediante o aproveitamento disfarçado. relativo a determinado tema. ou seja. que é uma solução proposta para um problema. baseia-se na articulação de idéias e fatos. que a Lei de Direitos Autorais dedica capítulo à referida proteção (art. Instituição cujos ordenamentos também serviram de base à análise da responsabilidade regimental. 2002. a concepção de trabalho científico. direto e imediato. de frases. Lei n. a órbita do plágio tem seu cerne nos direitos reais. ainda. considerando-o como ato ilícito que é e. ou. a par disso. diluído. à vista do espectro restrito desta. pois seu objetivo é demonstrar. Tanto o é. p. oblíquo. mediante argumentos. encontra tutela também no âmbito do direito moral. portadores de razões que comprovem aquilo que se quer demonstrar. 2008). com exclusividade e contra todos (GONÇALVES. ou seja. 2011a).

porém sob a forma de resumo. em grande parte das infrações ao dever legal ou contratual. o interesse diretamente lesado é o privado. uma vez que o dever de conduta é cobrado tanto pela ordem civil quanto pela penal e. 5º. suprimindo do registro as informações que conduzem à forma original e adequando-o ao plano estético exigido pela IES (Instituição Superior de Ensino). seja copiando. não citando a fonte. Também as cópias. assinaturas ou apresentações usurpando a autoria são caracterizadas como plágio. verificando-se nas condutas acima expressas infrações a um dever de conduta (GONÇALVES. desde que citada a fonte. Na responsabilidade civil. 2011). o penal e o regimental. a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) estabelece os procedimentos necessários para apresentação de citações e determina a obrigatoriedade da menção ao nome do autor e à fonte pesquisada (KISCHELEWSKI. 2011b). O prejudicado poderá pleitear ou não a . havendo inovação somente na estrutura de superfície (sintática). Assim se configura o plágio acadêmico. a questão tramita por três searas do Jurídico: o civil. b) quando um texto alheio é integralmente utilizado. A ilicitude é chamada de civil ou penal tendo em vista exclusivamente a norma jurídica que impõe o dever violado pelo agente. E.Com as facilidades tecnológicas e o acesso livre às obras intelectuais. toda vez que se apresenta ao corpo docente ou mesmo à administração (no caso de convênios com instituições de pesquisa) uma produção: a) em que foram utilizados alguns trechos na literalidade ou mesmo sob a forma de resumo argumentos alheios. cumpre afirmar que o plágio é um ato ilícito. de direito público. no caso da apresentação do trabalho à IES. Como se percebe. também envolve o dever de probidade perante esta. ocorrem conjuntamente. isso se extrai da própria garantia constitucional consagrada no art. não há plágio na cópia de pequenos trechos ou no resumo de ideias alheias. Neste caso. Aliás. As duas primeiras têm linha tênue de distinção e. Do exposto. Igualmente. Expressados os competentes conceitos. existem normas tendentes a responsabilizar aqueles que utilizam indevidamente produções alheias. sem consignar as informações acerca da fonte originária. pela interpretação conjunta dos incisos XXII e XXVII. o interesse lesado é o da sociedade. não se configura nos casos de cópia para leitura particular. c) quando se copia o texto alheio na íntegra. Na responsabilidade penal. pode-se inferir que o “furto” intelectual no âmbito acadêmico se verifica em três condutas. ou apenas camuflando sintaticamente uma produção científica. imitações. o agente infringe uma norma penal.

a lei penal. J entendo que quem plageia em um trabalho escolar comete um ato ilícito que traz responsabilidades nas esferas penal e administrativa. para a sua ocorrência. por ato ilícito causar dano a outrem. a partir da assinatura. embora indiscutível. Por fim. cientificando-o das normativas aplicadas à falta de probidade. Normalmente. ditos elementos normativos do tipo. opera-se um trabalho preventivo. Com relação à responsabilidade civil. em entrevista com Swerts (2011). (PASCHOAL. o mesmo se responsabiliza por todo o conteúdo da produção científica.reparação. 986 do respectivo codex. entregando ao acadêmico um termo em que. fica obrigado a repará-lo". o legislador. apresentam-se nas expressões "sem autorização expressa" e "sem a autorização". é de difícil efetivação. este afirmou que. afirma: o "dano" é elemento essencial para haver a responsabilização civil. diferentemente do caso de um autor que pública uma obra artística ou literária como sendo sua e obtém lucro trazendo um prejuízo financeiro para o verdadeiro autor. nos parágrafos do art. sobre a responsabilidade regimental. Assim. 9. Assim. A par dos elementos objetivos do tipo. Se ao causar dano o agente transgride. s. 927 do Código Civil: "aquele que. M. 2011b. 184 do CP. que o plágio não gera responsabilidade civil. suprida pela Lei n. 499).610/1998 (Lei de Direitos Autorais ). segundo o art. um juízo de valor dentro do campo da tipicidade. obrigado civil e penalmente. mas não na esfera civil. A noção de dano está diretamente relacionada à noção de prejuízo. inseriu elementos que exigem. ele torna-se ao mesmo tempo. conforme informou Bianchini (2011). 184 do CP. quanto aos TCC’s no nível da pósgraduação. porque. Condicionam a tipicidade do fato e devem ser aferidos pelo julgador. O crime de plágio está tipificado no art. (GONÇALVES. 2011) Sobre a responsabilidade penal. quanto ao TCC. ou seja: ao prejuízo individual. a mesma entende. diz respeito ao dano na esfera privada. também. as quais se transcrevem abaixo: . embasada que está no art. Em entrevista com Paschoal (2011). e é uma norma penal em branco. a pessoa que é plagiada em um TCC ela não sofre um prejuízo seja econômico ou moral. p. Estes.