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Formação para professores

atuarem com turmas de 1º ano
Setembro / 2012

FORMAÇÃO
• LINGUAGEM / 2 ENCONTROS: 03/04 DE
SET; Susana Schneider Pimmel
• MATEMÁTICA / 2 ENCONTROS: 10/11
DE SET; Marinês Feiten da Silva
• MOVIMENTO / 1 ENCONTRO: 17/ SET;
Raquel Cassiana Girardi

Crianças de seis anos,
aprendizagem da língua escrita e o
ensino fundamental de nove anos

inclusive pedagógicos. Diferentes dimensões da sua formação. novos desafios. mas principalmente. o direito ao desenvolvimento da linguagem escrita.A inclusão da criança de seis anos no EF tem como foco:  contato com uma cultura a qual devem se apropriar. .

Orientação teórico-metodológica • Objetivos do ensino • Organização do trabalho pedagógico • Tipo da abordagem que se quer dar ao conhecimento • Realidade sociocultural e contexto da escola. .

recriar. pesquisar. experimentar e avaliar constantemente suas opções. criar. • Exige deste profissional a capacidade de fazer escolhas.Uma prática de ensino tem • em sua formação um conjunto de elementos bem definidos e pressupõe uma construção singular de cada professora com seu grupo de alunos. .

Tem como eixo: O PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOCENTE COMO CONDIÇÃO PARA A CONCRETIZAÇÃO DA PRÁTICA PEDAGÓGICA .

frases e textos em sala de aula. • A aquisição do sistema de escrita e o desenvolvimento da consciência fonológica. • O desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita de palavras. .DIMENSÕES PRESENTES DE PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO • Letramento.

.

.

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• o conhecimento de protocolos do uso da escrita.Fatores que articulam entre si para se adquirir uma condição letrada: • O convívio com pessoas letradas. . • O desenvolvimento das habilidades de leitura e escrita. • A participação efetiva em eventos de letramento.

os hábitos e os modos de viver das crianças.A formação de novos usuários da língua escrita se faz por meio de um longo caminho que exige prática constante e um olhar atento dos formadores para os interesses. . os materiais de acesso. as curiosidades.

a apropriação desse sistema impõe-nos algumas questões: .Pensar em uma proposta pedagógica capaz de assegurar ao aluno a tecnologia da escrita e. ao mesmo tempo.

..... .. ---Que tipo de leitores e escritores se quer formar por meio da ação pedagógica.REFLEXÃO. ao mesmo tempo desenvolver habilidades que lhe permitam fazer uso da linguagem escrita nas diferentes formas como ela se apresenta na sociedade... ---Como despertar o interesse das crianças para a leitura e a escrita. ---Como garantir que a criança se torne capaz de relacionar símbolos gráficos a sons e vice-versa.

.Construindo uma proposta pedagógica: o que é preciso. ..

reportagens. Manusear livros. jornais e revistas. Ler mesmo quando ainda não se sabe ler. Ouvir a leitura de contos. Primeiro item: aproximar a criança da cultura letrada Explorar os mais diferentes tipos de material de leitura. Brincar de ler e escrever ou mesmo de criar e participar de jogos e brincadeiras nas quais a leitura e a escrita são objetos centrais. poemas. crônicas. .

Dimensão da proposta de ensino: letramento .

ara isso a açã o ped agó gica dev e pro mo ver a part icip .Segundo item: Oportunidades de observar e reelaborar suas representações sobre o “ para que” e “como” as pessoas leem e escrevem em suas atividades diárias.

Dimensão da proposta de ensino: processamento de palavras e frases .

propagandas.Mas o que ler e escrever para e com as crianças. . de que tratam. bilhetes da direção. notícias.. •Textos escritos em diferentes gêneros. etc. Ler em voz alta: • histórias.. onde se apresentam. a que leitores se destinam. em diversos suportes e explorar ( para que servem. avisos. como se organizam.. que tipo de linguagem utilizam).

anotações das decisões coletivas. . pauta da organização de trabalhos.• Uso da escrita com diferentes finalidades. o que levar num passeio). regras de jogos. envolvendo os alunos ( registro da rotina do dia no quadro.

Dimensão da proposta de ensino: produção e leitura de textos escritos .

EXEMPLO: LIVRO “ O CARTEIRO CHEGOU” .Desenvolvendo habilidades de leitura e escrita: um conjunto de atividades de leitura e escrita de palavras e frases deve fazer parte do planejamento pedagógico desde o 1º ano.

LIVRO: “O CARTEIRO CHEGOU” Janet & Allan Albert Editora Companhia das Letrinhas .

.. seus conhecimentos. naquelas situações em que as professoras preparam um texto para ser lido e discutido com as crianças. ou seja quando o texto se torna objeto de análise e conhecimento. as crianças devem ter oportunidade de compartilhar com as professoras sua estratégias. dentre as quais.”CEALE. suas habilidades de leitura e escrita.2009 .as práticas de leitura e escrita em sala de aula se concretizam de diferentes maneiras.“. Por meio de Situações de Aprendizagens que tomam o texto como objeto de ensino.

Para isso é importante: •Selecionar os textos previamente. •Cuidado com o vocabulário e a extensão dos •Reconhecer as habilidades a serem •Organizar diferentes estratégias. .

algumas estratégias: • • • O professor exerce o papel de escriba da sala. lendo para todos o texto escolhido. Permitir e estimular escritas espontâneas na sala.Se a turma é muito heterogênea. produzindo textos coletivos ou papel de leitora. Agrupar os alunos de forma que aqueles que já decodificam ou codificam possam servir de leitores .

Qualquer que seja a estratégia adotada. . • Marcar partes dos textos lidos de acordo com a informação requerida ou com o objetivo da leitura. • Grifar palavras de acordo com o que se quer ressaltar. podemos propor: • Reescrever o texto com palavras mais simples para expressar seu conteúdo. • Fazer resumo do que está escrito.

• Fazer anotações sobre o texto. . • Realizar leituras seguidas de conversas orientadas por questões previamente planejadas pela professora. • Realizar leituras individuais ou em duplas ( um aluno que já se apropriou do funcionamento do sistema de escrita pode ler para o outro que ainda não o faz).

2º ENCONTRO .

• Uma leitura literária. • Algumas propostas didáticas. • O que uma prática de ensino deve ter.O QUE VIMOS ATÉ AGORA.. .. • O significado de alfabetizar e letrar.

A evolução da língua escrita.E hoje?.. O desenho e a brincadeira. O professor mediador.. Rotinas. • • • • • • Uma nova leitura. . Leitura e Pró-letramento.

LIVRO: AS AVENTURAS DE BAMBOLINA
Michele Iacocca
Editora Ática

• Um livro sem palavras

Para a criança de seis anos, a
mediação da professora é
necessária, pois:

•Elas não conseguem, ainda, ler e escrever
•Precisam de clareza quanto aos objetivos das
E

AQUISIÇÃO DO SISTEMA DE ESCRITA E A
CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA

As crianças começam a lidar com a
diferenciação dos dois planos da linguagem;
Plano do conteúdo (dos significados): que
diz respeito aos significados e sentidos
quando usamos a língua oral ou escrita
Plano da expressão (dos sons): que diz
respeito as formas linguísticas.

. num movimento de reconstruções.CONTRUTIVISMO PSICOGENÉTICO • Processo de elaboração de hipóteses e resolução de problemas. no qual antigos conhecimentos vão dando lugar a novas formulações.

OS NÍVEIS CONCEITUAIS DA ESCRITA .

Antigos conhecimentos novas formulações Na linha da evolução psicogenética. •Segundo período: ocorre a construção de formas de diferenciação – eixo qualitativo e quantitativo. •Terceiro período: marcado pela fonetização da escrita. . que se inicia com um período silábico e culmina em um período alfabético. identificamse três grandes períodos distintos entre si: •Primeiro período: caracteriza-se pelo distinção entre o modo de representação icônico e não icônico.

Primeiro período: a distinção entre o modo de representação icônico e não icônico • A diferenciação entre as marcas gráficas figurativas e as não figurativas: Neste período as crianças serão capazes de distinguir desenho de escrita e ainda compreender que a escrita substitui e não reproduz algo. Nível Pré-silábico .

é a que permite interpretar a escrita (pelo menos como uma tentativa)” ( FERREIRO.“Diferenciar a atividade de desenhar da atividade de escrever é importante porque a escrita. 2003) . por outro lado. para as crianças pequenas. A imagem. A escrita por si mesma não é suficiente para garantir o significado e por isso as crianças costumam desenhar antes de escrever. Esta ideia também lhes serve para interpretar os textos que aparecem acompanhados de imagens. recupera o que se pode desenhar: o nome do objeto desenhado ( ‘hipótese do nome’).

As considerações das propriedades qualitativas. diferenciar números de letras.. etc. sinais de pontuação. aparece muito posteriormente e depende do conhecimento de modelos socialmente transmitidos. como: observar tipo e formas de letras. com as letras do próprio nome e de outras pessoas. .

para serem lidas. A primeira delas é a que deve possuir uma quantidade mínima de caracteres. não podem coexistir letras que se repetem numa mesma palavra.Segundo período: a construção de formas de diferenciação A criança formula duas condições para que algo possa ser lido ou não. Em geral. não se pode ler algo com menos de três letras. A segunda condição é a de que. .

Nível silábico . e interpretadas como sendo produções que não permitem a leitura. neste momento do processo de aprendizagem. as palavras: OSSO – PAPÁ – EI – AI – PÁ – NENÉM – ALA Podem ser recusadas pela criança.Portanto.

A criança descobre novos problemas: Quantitativos ( nº de letras na sílaba).O período silábico-alfabético • Marca a transição entre os esquemas prévios em vias de ser abandonados e os esquemas futuros em vias de ser construídos. Qualitativos ( ortografia) .

sem omitir sílabas e sem repetir letras ( qualitativo).O terceiro período: a fonetização da escrita • a criança tenta fazer coincidir a escrita e o enunciado oral – essa primeira relação entre fragmentos escritos e unidades orais se estabelece no nível da sílaba. . • Passa a se dedicar a compreender as regularidades e irregularidades desse sistema. Nível alfabético. • Eixo quantitativo – desde o início do período silábico que evolui até chegar a uma exigência rigorosa: uma sílaba por letra .

O desenvolvimento da consciência fonológica • O termo consciência fonológica refere-se a um conjunto de habilidades relacionadas às capacidades da criança refletir e analisar a língua oral. . Habilidades que serão desenvolvidas ao longo do processo de aquisição do sistema de escrita.

PROJETO 1º ANO + (níveis da escrita utilizada neste projeto) Níveis DESCRIÇÃO 1A Pré-silábico utilizando desenho ou rabisco 1B Pré-silábico utilizando letras e/ou numerais 1C Pré-silábico em início de fonetização 2A Silábico sem correspondência grafofônica ( silábico de quantidade) 2B Silábico com correspondência grafofônica ( silábico de qualidade) 2C Silábico em transição para o alfabético ( silábico-alfabético) 3A Alfabético realizando trocas de letras ( não domínio das regras contextuais diretas) 3B Alfabético com razoável domínio das correspondências grafofônicas diretas 3C Alfabético com razoável domínio de algumas regras contextuais e morfo-gramaticais .

é preciso considerar diferentes níveis de abordagem através da atividade pedagógica: • Análise das variações linguísticas que constituem a linguagem oral. • Reconhecimento das correspondências entre unidades fonológicas e unidades de sistema de escrita. .Ao elaborar a proposta de ensino. • Análise das diferentes unidades fonológicas da língua oral.

Dimensão da proposta de ensino: desenvolvimento da consciência fonológica .

.O desenho e a brincadeira como formas de linguagem • Vivenciar.. por meio de diferentes formas de interação com o outro e com os objetos.. • Experimentar.. • Apreender o mundo... .

a brincadeira. . sentir e viver.O desenho. dentre outras são formas de linguagem que permitirão acesso aos símbolos e signos culturais e a possibilidade de construção de novos símbolos e signos que orientarão seu comportamento. sua maneira de ver. a linguagem corporal. a pintura.

orientando suas manifestações sobre o meio em que vivem. a arte. permitindo-lhes a decifração do mundo e. o gesto.Na visão de VYGOTSKY (1998): As formas particulares de linguagem (a palavra. dentre outros) são instrumentos de apropriação da cultura pelas crianças. consequentemente. o desenho. .

Essas linguagens devem ser compreendidas. no cotidiano de uma proposta educativa voltada para a infância. . como inerentes ao processo de trocas e de experiências de cultura.

Dimensão da proposta de ensino: o desenho e a brincadeira .

OUVIR VER LER HISTÓRIAS a leitura literária na fase em que as crianças estão aprendendo a ler e a escrever .

fazendo valer o que ensina Magda Soares: é possível participar de práticas de letramento mesmo se ter o domínio de sistema de escrita. .As experiências com textos literários pode anteceder a alfabetização.

como no que antecede a leitura e no que decorre dela. tanto no ato de leitura. gestos e habilidades que são mobilizados pelo leitor.LEITURA. prática social que envolve atitudes. .

de outra turma. murais). avisos. leitura e empréstimo de livros. biblioteca de classe. jornais escolares. . gibis. murais. revistas.É desejável que até o 3º ano os alunos sejam capaz de: • utilizar bibliotecas para manuseio. para a escola. • Dispor-se a ler os escritos que organizam o cotidiano da escola ( cartazes. • Engajar-se na produção e organização de espaços para a realização de leituras como: canto da leitura. realizando leituras para os colegas. circulares. para amigos.

Quadro 3 Leitura:capacidades. conhecimentos e atitudes Capacidades. conhecimentos e atitudes 1º ano Desenvolver atitudes e disposições favoráveis à leitura 2ºano 3ºano I/T /C T /C T /C Desenvolver capacidades de decifração I T /C T /C (i)saber decodificar palavras I T /C T /C (ii) Saber ler reconhecendo globalmente as palavras I T /C T /C Desenvolver fluência na leitura I T T /C .

I/T /C T /C (iv) Buscar pistas textuais.Capacidades. intertextuais e contextuais para ler nas entrelinhas(fazer inferências). unificando e inter-relacionando informações implícitas e explícitas I/T /C T /C (vi) Avaliar ética e afetivamente o texto. conhecimentos e atitudes 1º ano 2ºano 3ºano Compreender textos I/T /C T /C T /C (i) identificar finalidades e funções da leitura. em função do reconhecimento do suporte. seu gênero e sua contextualização I/T /C T /C T /C (ii) antecipar conteúdos de textos a serem lidos em função de seu suporte. ampliando a compreensão T /C T /C . fazer extrapolações. seu gênero e sua contextualização I/T /C T /C T /C (iii) levantar e confirmar hipóteses relativas ao conteúdo do texto que está sendo lido I/T /C T /C T /C I/T /C T /C T /C (v) Construir compreensão global do texto lido.

fábulas. calendário. livros de imagens). poesias. contos de fadas. ora lida. • Exploração de jogos específicos: CEEL . • Diariamente: ouvir uma história. ora gravada em CD. ora contada. livro de recitas. guia comercial da cidade.Como fazer? • Na sala de aula: um cantinho com livros de diversos portadores de textos ( convites.

. fichas com palavras de um mesmo campo semântico. para que sejam lidas pela turma. rapidamente. ou retirando partes da informação visual.Fluência em leitura: quatro princípios importantes • 1. diminuir a quantidade de informação visual para apoio do leitor: Exemplo: apresentando.

Exemplo: atividade em que os alunos. . a partir de um conjunto pré-definidos de palavras. ou colocar palavras em lacunas retiradas de frases ou textos. possam formar frases. ampliar sentenças por meio do acréscimo de novas unidades e palavras. trabalho com o vocabulário.• 2.

buscando também confirmá-la. o que você acha que acontecerá? . levar o aluno a utilizar intensivamente seu conhecimento prévio para formular hipóteses sobre o que lerá ou estará lendo. sobre o que acha que o texto vai falar? Que tipo de texto será? De acordo com o que foi lido até agora .• 3. Exemplo: exploração prévia do texto: com base no título.

leitura em voz alta.• 4. após uma preparação prévia. . em situações mais formais. Exemplo: após uma contação ( a professora relata a história) o aluno lê com apoio do livro ( sensação de leitura).

.Ler é atividade partilhada.

em um determinado estabelecimento de ensino.A importância da rotina na alfabetização A rotina escolar é o conjunto de atividades que se repetem diariamente. ou com certa frequência. Pensar na organização de uma rotina para o trabalho cotidiano na escola requer que analisemos diferentes aspectos. como os listados a seguir: .

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simultaneamente: – Variada – diversificação de experiências e ampliação de contextos de aplicação – Sistemática – previsibilidade de atividades e consolidação de capacidades e experiências .Estabelecendo rotinas semanais e diárias • A ROTINA propicia ao professor um princípio organizador de seu trabalho pedagógico. devendo ser.

O QUE NÃO PODE FALTAR EM UMA ROTINA DE TURMAS DE ALFABETIZAÇÃO? Leitura (todo dia) Produção de textos (ao menos 2 vezes por semana) Atividades de reflexão sobre o sistema de escrita alfabético (diária.. livros. individual . revistas.) Formas diversificadas de mediação e interação – grande grupo. de forma lúdica) Contato com diferentes suportes textuais (jornais.. pequeno grupo. dupla. almanaques.

..MATERIAIS QUE DEVEM ESTAR PRESENTES NAS SALAS: Aniversariantes do mês Ajudantes do dia Alfabetos Mural de chamada Caixa de rótulos Mural para exposição dos trabalhos  Jogos Livros diversificados. .

2009 • SOARES. • A criança de seis anos . Annamaria Píffero. E ampl. Ver. – Belo Horizonte: UFMG/FaE/CEALE. Magda. a linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos / orientações para o trabalho com a linguagem escrita em turmas de crianças com seis anos de idade /Francisca Izabel Pereira Maciel. Mônica Correa Batista e Sara Mourão Monteiro (orgs). Letramento: um tema em três gêneros. Alfabetizar aos seis anos.Referências Bibliográficas • RANGEL. . Secretaria de Educação Básica. 2009. Porto Alegre: Mediação. 1998 • Pró-Letramento: Programa de Formação Continuada de Professores dos Anos/Séries Iniciais do Ensino Fundamental: alfabetização e linguagem – ed. 2008.incluindo SAEB/Prova Brasil matriz de referência/ Secretaria de Educação Básica – Brasília: Ministério da Educação. Belo Horizonte: Autêntica.

Esta apresentação foi baseada na obra A criança de seis anos . . a linguagem escrita e o ensino fundamental de nove anos / orientações para o trabalho com a linguagem escrita em turmas de crianças com seis anos de idade.