Você está na página 1de 181

COSTUREIRO INDUSTRIAL

ÉTICA, CIDADANIA, MEIO AMBIENTE,
SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO

SENAI GOIÁS

Diariamente, docentes e alunos utilizam-se das informações contidas nos
materiais didáticos para transformá-las em conhecimentos, ampliar suas
experiências, embasar e enriquecer sua vida profissional. O material didático
torna-se, então, importante elemento no processo ensino-aprendizagem.
O SENAI de Goiás, com o objetivo de oferecer melhor material didático para
seus alunos, conta com o apoio de outros Departamentos Regionais que
disponibilizam seus recursos instrucionais no Banco de Recursos Didáticos
do Departamento Nacional. Dessa forma, este material pode beneficiar
alunos em todo o país.
Em

decorrência,

este

Departamento

Regional

manifesta

o

seu

agradecimento ao SENAI – Departamento Regional do Paraná que
gentilmente disponibilizou este material didático.
Gerência de Educação Profissional

Proibida a reprodução total ou parcial deste material, por qualquer meio ou sistema.

PR .br CEP 80530-902 – Curitiba . NIT – Núcleo de Informação Tecnológica CFP de Curitiba – SENAI – DR/PR S474e SENAI – Departamento Regional do Paraná Ética e Cidadania DET. 200 – Centro Cívico Telefone: (41) 350-7000 Telefax: (41) 350-7101 E-mail: senaidr@ctb. por meio do LABTEC – Laboratório de Tecnologia Educacional. 2000 29 p.Temas transversais © SENAI – PR.senai. 2000 Trabalho elaborado pela Diretoria de Educação e Tecnologia Do Departamento Regional do SENAI – PR.pr. Coordenação geral Elaboração Técnica Marco Antônio Areias Secco Gláucia Rodrigues da Costa Reichert Equipe de editoração Coordenação Digitação Diagramação Ilustração Revisão Gramatical Revisão Técnica Capa Lucio Suckow Maria Cristina Malcolm José Maria Gorosito José Maria Gorosito Gláucia Rodrigues da Costa Reichert Gláucia Rodrigues da Costa Reichert Ricardo Mueller de Oliveira Referência Bibliográfica. CDU .17 Direitos reservados ao SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Avenida Cândido de Abreu.

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro
Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira
Presidente

Diretoria Geral do Sistema FIRJAN
Augusto Cesar Fraco de Alencar
Diretor Geral

Diretoria Regional do SENAI-RJ
Maria Lúcia Telles
Diretora

Diretoria de Educação
Andrés Marinho de Souza Fraco
Diretoria

Presidente da FIEMG
Robson Braga de Andrade
Gestor do SENAI
Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e
Superintendente de Conhecimento e Tecnologia
Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração
Equipe Técnica do SENAI
Unidade Operacional
CFP Gerson Dias
Trabalho padronizado, conforme normas do Núcleo de Material Didático – DR/GO.

Diretor Regional do SENAI MG
Alexandre Magno Leão dos Santos

Modatec – Centro de Desenvolvimento Tecnológico para Vestuário
Gerente – Jorge Domingos Peixoto

Endereço:
Rua Santo Agostinho, 1717 – Horto
Belo Horizonte/MG – 31035-490
Tel: (31) 3482-5611 – 3482-5613
Fax: (31) 3482-5612
E-mail: modatec@fiemg.com.br
Homepage: www.fiemg.com.br/modatec

.

1.Sumário Pág. Conceitos básicos 34 1. Moralidade pessoal e ética dos negócios 19 3. Marcas de integridade nos negócios 21 4. Empreendedorismo 47 3. Empreendedor em confecção 50 3. Dilemas éticos comuns 23 5.2. Interferência no ambiente 47 3.1. O impacto ambiental 38 1.1. Legislação trabalhista 57 4. Código Florestal. Para atividade da confecção 57 4.2. Moral social e moral individual 15 2.2. Princípios de conhecimento e mudança 25 5. Constituição da República Federativa do Brasil – 1988 64 5. 4. Ciclos biogeoquímicos 44 2.1.2. Ética e valores 14 15 1. Consolidação das leis do trabalho 57 4.5. Moral e ética 15 2.1.4. 13 Módulo I 13 1.4. Lei n.2. Hábitos eficazes 26 5.3. As necessidades das pessoas pela ética no trabalho 2. Leis ambientais 63 5. Impactos ambientais 35 1. Quatro dimensões da renovação 29 Módulo II 29 1. Cadeia alimentar 42 2. Empreendedorismo e negócio 49 3.1.2. de 15 de setembro de 1965 . Vale-transporte 59 4.2. Jornada de trabalho 58 4.3.1. Relativismo moral 16 2. Meio ambiente 29 1.6.3. Remuneração (salário + adicionais) 63 5.3. Férias 59 4.1. Energia e meio ambiente 42 2.3. Preocupações e cuidados ambientais 41 2. Contrato de trabalho 58 4.771.

Poluição industrial 66 5.1. 001/86. Por que o acidente no trabalho deve ser evitado 75 2. Aterramento elétrico 107 107 115 115 6.1.2. Cores e sinalização na segurança do trabalho 7.3. Equipamentos de proteção 79 3. O que é eletricidade 100 5. de 23 de janeiro de 1986 65 5.5. Riscos ambientais 4. Cuidados nas instalações elétricas 104 5. Riscos elétricos 103 5.7.7. Riscos físicos 93 4. Riscos biológicos 94 4.3.7. Classificação dos riscos 4. Medidas preventivas em instalações elétricas 105 5. Equipamento de Proteção Individual (EPI) 87 87 88 4. Identificação das causas do acidente 77 2. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) 79 3. Definição 74 2.65 5.2.1. Princípios básicos do fogo .3.4.1.5. Riscos de eletricidade 99 5.2.5.6. Segurança e higiene no trabalho 73 2.3. Efeitos da corrente elétrica 102 5. Noções básicas de demarcações de segurança 6. Principais sintomas causados pelo choque 103 5.902. n.1. Classificação do acidente 78 2.6. Acidente no trabalho 73 2. Riscos químicos 91 4.1. Lei n. ISO Série 14000 71 Módulo III 71 1. Norma ambiental 68 5. de 27 de abril de 1981 65 5. Noções básicas de combate a incêndio 7. Padrão operacional 79 3. Resolução Conama. Fatores que colaboram para que os produtos ou agentes causem danos à saúde 88 4.2. Principais medidas de controle dos riscos ambientais 99 5.4.4. Vias de entrada dos materiais tóxicos no organismo 90 4. 6.5.6.4.

118 7. Responsabilidade ambiental 177 Glossário 179 Referências . Combustão 130 7. Tipos de equipamento para combate de incêndios 141 8.3.16.4. Poluição 175 9. Combate a incêndio 133 7.2.4.10. Primeiros socorros 141 8.5. Ferimentos 146 8. Meio ambiente 173 9.9. Condições propícias para a combustão 121 7.2. Intoxicações e envenenamentos 157 8.13. Parada cardíaca – massagem cardíaca 163 8. Controle ambiental na CST 176 9.8. Estado de choque 154 8. Padronização ambiental 176 9. Controle ambiental 173 9.2.15. Parada respiratória – respiração artificial 165 8. Acidentes por animais peçonhentos 162 8. Frio 153 8. Fraturas e lesões de articulação 160 8.12. Resgate e transporte de pessoas acidentadas 173 9. Desmaios 155 8.1.4. Choque elétrico 151 8.11. Calor 152 8.3.3. Queimaduras 150 8. Corpos estranhos 159 8. Hemorragias 148 8.5.1. Material necessário para emergência 142 8.7.6.5. Convulsão 156 8.14.17.

12 .

elevação. poluição. Sendo assim: aceitar a morte como processo vital e provocá-la. está ameaçando a vida do planeta. valores ligados aos três aspectos de conforto essencial: a segurança. confiança. ajuda. o desenvolvimento cultural e até a preservação da própria cultura. compaixão. provocar essa destruição e morte. 13 . como incentivos motivacionais. liberdade. médio ou longo prazo. É público e notório que a tecnologia. em curto. No entanto. possessão. como sendo valores éticos. maldade. enganação. ressentimento. que há diferença muito grande entre aceitar a morte e a destruição. dependência. Ética e valores A ética poderia ser definida como o conjunto de valores construtivos que levam o homem a se comportar de modo harmonioso. etc. pelo uso de tecnologias destrutivas. para mantê-lo. e de destrutivos. como fazendo parte da vida. Eles fizeram uma classificação em que consta uma lista de 960 valores construtivos com o objetivo de esclarecer a questão ética e permitir que a ciência e a tecnologia tomem decisões prudentes. as mídias usam. injustiça. como sendo valores antiéticos. consiste em tomar partido pela vida contra a morte. a serviço do consumismo.  Valores destrutivos: abuso. etc. Esses valores éticos influenciam a qualidade da vida. abertura. diretamente por assassinato ou por guerra de um lado. respeito. O princípio de vida é o que inspira o primeiro valor ético. reflexão. infecção. meditação. mentira. violência. é importante termos clareza quanto aos valores que constituem ou condicionam o comportamento ético.  Segurança: expressa o princípio da conservação do indivíduo (alimentação. Um grupo de pesquisadores está há mais de dez anos procurando classificar os problemas humanos e suas soluções. perversidade. ignorância. conforto. indiretamente. cooperação. Esses escritores chegaram à conclusão de que uma maneira simples e prática de classificar os valores é usar as categorias de valores “destrutivos” e valores “construtivos”.  Sensualidade: expressa o princípio da conservação da espécie (prazer sexual e procriação). habitação e saúde). Falar de valores construtivos. a sensualidade e o poder. Além disso. ainda. E. Por outro lado. desconfiança.Módulo I 1.  Valores construtivos: existência. dominação. Podemos inferir.

ao contrário.. A afirmação 2 é uma regulamentação legal existente na sociedade brasileira. não se sente exercendo sua cidadania em plenitude. a condições equânimes e satisfatórias de trabalho e proteção contra o desemprego. e estes evoluem em direção a valores espirituais. Tratando-se dos valores éticos. ameaçam esse conforto mínimo devem ser consideradas destrutivas. bem como não é considerado como cidadão pela sociedade.. 1. à livre escolha do trabalho. 2000 14 . entre eles o direito ao trabalho. capaz de assegurarlhe e à família uma existência. Leia com atenção o que se segue: “Artigo 23: 1.” A afirmação 1 retrata um princípio contido na Declaração Universal dos Direitos Humanos. inferimos que a insatisfação ou carência desses valores são tão ou mais danosas do que a carência de vitaminas. Quem quer que trabalhe tem direito a uma remuneração equânime e satisfatória. As tecnologias que contribuem para esse conforto essencial podem ser consideradas construtivas e as que. conforme dignidade humana.) 2. (. Toda pessoa tem direito ao trabalho. de acordo com as capacidades individuais). Figura 1 – Existência conforme dignidade humana Fonte: SENAI-PR. Quem não tem um trabalho. Por fim. Poder: expressa o princípio da conservação da sociedade (liberdade para assumir funções. As necessidades das pessoas pela ética no trabalho Há uma série de direitos que precisam ser garantidos para que os brasileiros se tornem cidadãos (cidadão-indivíduo no gozo de seus direitos civis e políticos). tudo indica que existe certa hierarquia “natural” desses valores.1.

2. pois a defesa da vida é um valor universal.2. ético ou antiético. Ele reflete sobre as normas e decide aceitálas ou negá-las. significa que a norma não foi interiorizada. dos amigos. dos meios de comunicação de massa. O comportamento de um indivíduo será considerado moral ou imoral. esses princípios devem ter características ou valor universal. Embora a ética também seja definida como um conjunto de princípios e valores que guiam e orientam as relações humanas. Exemplos:  Respeitar a propriedade alheia será considerado ação moral. não se constituiu. a estabilidade da vida em sociedade e a possibilidade de melhorá-la.2. que se chama interiorização. ao contrário da moral. ou quando não roubamos para não sermos presos. aos poucos. Moral e ética Já nas sociedades mais antigas. Faltando a interiorização. uma vez que está de acordo com a norma não roubar. 2. reduzindo-se apenas ao cumprimento de uma lei. da escola. o ato não é considerado moral. Assim. como as necessidades sociais variam no tempo e no espaço. As normas foram criadas. ela adquire. conforme esteja de acordo ou não com as normas ou princípios estabelecidos. A decisão de acatar uma norma é fruto de uma reflexão pessoal consciente. 15 . a pessoa se encontra sujeita à influência do meio social por intermédio da família. À medida que o indivíduo desenvolve a reflexão crítica. para não sermos multados.  Não matar é uma ação ética. evidenciava-se a necessidade de prescrição de valores e normas que acarretassem a conduta dos indivíduos. precisam ser válidos para todas as pessoas e “para sempre”. pois está violando a norma da honestidade. Essa interiorização da norma é que qualifica o ato como moral.  Trapacear no jogo será considerado ação imoral. ideais morais. os valores herdados ou adquiridos passam a ser colocados em questão.1. ou seja. é apenas um comportamento determinado pelos instintos. Ora. Esse conjunto de normas e valores ficou compreendido como a moral e esta está condicionada a uma época e à cultura de uma sociedade. visando maior coesão social. da igreja. Quando respeitamos a lei do trânsito. Moral social e moral individual Desde a infância. Relativismo moral A função da moral é garantir o funcionamento.

sacrificavam as crianças deficientes físicas. embora defendam a necessidade de altos padrões nos negócios. em que as ações de uns têm efeito sobre o bem-estar e os direitos dos outros. Para eles. social. 16 . enquanto que. a coesão é externa e procede do Estado. tal procedimento não era imoral. uma vez que os deficientes não correspondiam ao ideal de homem grego. 2000 2. para que as transações distantes pudessem ser realizadas em ambiente de confiança e responsabilidade mútua. com o serviço militar. são.3. longe de ser um modismo. A norma moral é interna e advém da consciência. por exemplo.as normas morais também sofrem mudanças. O relativismo pode acarretar descrédito da própria moral. o inventário e as transações comerciais. Os sumerianos desenvolveram as primeiras formas rudimentares de escrita para registrar atividades comerciais em tabuletas. na norma jurídica (Direito). assim sendo. uma das invenções mais importantes da história da humanidade. Tais questões – moralidade pessoal e ética nos negócios –. foi desenvolvida em parte como resposta a um problema de ética nos negócios. A própria escrita. mas também. Não é preciso que se concorde. Ela é uma organização de pessoas. As tabuletas de argila possibilitaram a taxação. Figura 1 – Relativismo moral entre as diversas classes Fonte: SENAI-PR. A alegação de que a ética empresarial é simplesmente uma questão de consciência é bastante inútil e enganosa e pode acarretar trágicas consequências. Moralidade pessoal e ética dos negócios Para muitos líderes empresariais. pois toda empresa não é apenas uma entidade legal. Os antigos gregos. as normas morais são cumpridas ou não. pelo menos. conciliar moralidade e ética com negócios sugere contradição de termos e provocaria até risos. tão antigas quanto os sumerianos que viveram há cinco mil anos. por exemplo. conforme a convicção do indivíduo.

procuram respostas adequadas. por isso.O atual debate. testemunha o fato de que as pessoas ainda são atormentadas pelos aspectos morais da vida dos negócios e. acerca da ética nos negócios. 17 .

18 .

Integridade é uma condição que exige que você aja como diz que se acredita ser certo. Marcas de integridade nos negócios O termo mais adequado para descrever a tomada de decisão ética não é „nos negócios‟. evitar todas as formas de crime do colarinho branco (insuficiência e desperdício). o favoritismo. o que significa integridade? O termo é definido por um conjunto de valores tradicionais utilizados pela maioria das pessoas. o dano internacional. As marcas da integridade nos negócios têm como objetivo prevenir contra: a falsidade. mas sim: „integridade nos negócios‟. a recusa de responsabilidade pelos erros. por fim. a filantropia e. No entanto.3. 19 . a integridade é a condição essencial e última da administração da mudança. o conflito de interesses. Significa que as outras pessoas podem espelhar-se em você para manter padrões de honestidade e justiça. Outro modo de entender o significado da integridade é submeter suas opções e seus hábitos a dois testes:  Essas decisões contribuem para uma boa reputação de uma empresa ou de um administrador?  Essas decisões promovem a confiança? A integridade nos negócios constitui um primeiro passo para acabar com a ideia de que “a ética nos negócios é uma contradição de termos”. A integridade é o comportamento essencial da boa prática dos negócios. Segundo Tom Peters.

20 .

pondo em risco a entidade comparativa.  Má qualidade. Todavia o fato de vivermos numa cultura que estimula a competitividade e o individualismo “cada um por si”. conscientemente.  Ganância.  Justificativas enganosas sobre produtor ou serviços. Quantos empresários ou empregados agem sem escrúpulos quando escolhem mentir para um cliente em vez de resolver o seu problema? 21 . de escolha e de relacionamentos pessoais.  Excesso de confiança.  Falha em denunciar a ocorrência de práticas antiéticas.  Subir a escada corporativa.  Fazer aliança com um parceiro questionável. não importando se ela é antiética ou injusta. Não há nenhum programa enlatado ou em espelho mágico para ajudar na determinação daquilo que é certo ou errado. a partir de comentários de executivos e que. mesmo para uma boa causa. por sua vez.  Encaminhamento e deturpação de relatório e procedimentos de controle. preconceito de sexo ou racismo.  Humilhação das pessoas no trabalho ou por meio de estereótipos nas propagandas.  Não atacar prováveis áreas de fanatismo. por omissão.  Exagerar. Dilemas éticos comuns Lista compilada.  Obediência cega à atividade.  Mentir.  Sacrifícios do inocente e do mais fraco.  Bajular a hierarquia da empresa em vez de fazer o trabalho bem feito.  Não cooperar com outras áreas da empresa. intencionais ou não.  Acordos de preços.  Negligência da própria família ou das próprias necessidades pessoais. usando outros degraus.  Não assumir a responsabilidade por práticas danosas.  Favoritismo. as vantagens de um plano para obter apoio necessário. para os empregados pelo bem do negócio.  Autoengrandecimento.  Não repor aquilo que se tirou do meio ambiente. dos empregados e/ou dos bens da empresa. tais dilemas foram vivenciados no dia a dia.  Deslealdade para com a empresa.  Supressão dos direitos básicos: liberdade de expressão.4.

Toda a vigilância para comigo mesmo é atitude indispensável. uma vez que a história da patologia desenvolvimentista tem indicado que os membros de quase qualquer grupo. 22 . podem descer a profundezas de imoralidade. embora individualmente bem intencionados.

que não conhecem ou compreendem a si mesmos. Durante toda a vida. deparamo-nos com indivíduos que se comportam como autômatos. e a única pessoa que conhecem é a que pensam ser. Uma criança aprende a virar-se. alguém cuja conversa vazia substitui a comunicação real. apenas mediano. Ao mesmo tempo. é mais difícil e raro compreender isso em áreas como as relações humanas. passamos por estágios sequenciais de crescimento e desenvolvimento. sonhando em saltar algumas destas fases vitais. Reconhecemos e aceitamos a existência do fato ou princípio do processo quando se trata de elementos físicos. Duas coisas podem ser ditas de tais indivíduos. por meio de promessa de “fortuna sem fazer força”. torna possível enfrentar um profissional 23 . tendo como base um mapa de Detroit. utilizando suas técnicas e receitas rápidas. um arguto observador das raízes e frutos da ética da personalidade: “Hoje em dia. sozinho. E. nenhuma parte dos processos pode ser pulada. de vez em quando. emoções e personalidade. sentar-se.eficácia em nível pessoal e relacionamentos satisfatórios e profundos com outras pessoas. como nós. caminham pela face da Terra”. Consequentemente. de forma a causar uma boa impressão o que acontece? Será que o pensamento positivo. e cada uma delas leva tempo. engatinhar e depois a andar e correr. de modo a economizar tempo e esforço para atingir o resultado pretendido. e resolve jogar com adversários muito superiores. Tentar aumentar a qualidade de vida. Devemos ter em mente as palavras de Erich Fromm. materiais. O que acontece quando tentamos encontrar um atalho para um processo natural em nosso crescimento e desenvolvimento? Se alguém é um jogador de tênis.5. de um esquema para “ficar rico depressa”. Trata-se de uma forma sem conteúdo. aceitar este princípio e viver em harmonia com ele é ainda mais difícil e raro. Princípios de conhecimento e mudança O charme e o apelo mais popular da ética da personalidade encontram-se na crença de que existe um caminho rápido e fácil para se obter qualidade de vida . sem passar pelo processo natural dos esforço e amadurecimento que a torna possível. buscamos um atalho. alguém em quem o sorriso sintético tomou o lugar do riso genuíno e a sensação de desespero total ocupou o vazio deixado pela dor autêntica. A primeira é que sofrem de defeitos aparentemente incuráveis. como a falta de espontaneidade e personalidade. mesmo que as pessoas entendam isso. Pode até ser que dê certo. mas a „picaretagem‟ é inegável. A ética da personalidade é ilusória e enganosa. podemos dizer que eles não se diferem de milhões de pessoas que. no entanto. equivale a uma tentativa de ir a um ponto de Chicago. Cada fase é importante.

em que executivos buscam “adquirir” nova cultura. por algum tempo. Podemos fingir. recusava-se a aceitar a responsabilidade por isso e a aceitar honestamente o fato de que seu amadurecimento emocional era abaixo. As tentativas de cortar caminho contrariam a natureza e. vieram a mim em prantos. portanto. Precisavam. Conversei com o pai delas e descobri que ele tinha consciência do que estava acontecendo.com bons resultados? E se você convencer seus amigos de que pode dar um concerto de piano. Elas temiam falar abertamente com os pais. se eu estou na posição dois. ser apenas o de um principiante? As respostas são óbvias. ir levando adiante a farsa – pelo menos em público. então. com frequência. no que se refere. contudo. em função das possíveis consequências. por meio de fusões. Ouvir implica paciência. que somos lá no fundo. filhas de um amigo meu. dos conselhos. preciso dar um passo em direção ao nível três. com produtividade maior. para nos relacionarmos eficazmente com nossas esposas. mediante discursos convincentes. Mas. Thoreau nos ensinou: “Como podemos lembrar-nos de nossa ignorância. em qualquer atividade. creio que a maioria de nós sabe a verdade. só resultam em desapontamento e frustração. e só pode ser feita na base de um passo a cada vez. É simplesmente impossível violar. Podemos até enganar a nós mesmos. o primeiro passo em nossa educação. uma exigência para amadurecimento. Se você permite ao mestre saber em que estágio se encontra – fazendo uma pergunta ou relevando sua ignorância – jamais vai aprender ou amadurecer. qualidade. desesperadamente. no momento. Podemos fazer “pose” ou “enganar” um estranho ou um colega. do amor e da compreensão dos pais. ignorar ou cortar caminho no processo de desenvolvimento. ao menos. Tenho visto as consequências das tentativas de encurtar este processo natural com frequência. Precisamos aprender a ouvir. pois será descoberto algum dia. diz um ditado. sorrisos forçados e intervenções externas. amigos ou colegas de trabalho. mente aberta e vontade de compreender – qualidade suprema do caráter e do amadurecimento emocional. Mas eles 24 . ou. Seu orgulho não suportava dar o primeiro passo em direção à mudança. No mundo dos negócios. se estamos usando nossos conhecimentos durante todo o tempo?” Eu me recordo de uma ocasião em que duas moças. moral alta e satisfação dos clientes. apesar de admitir que tinha um problema de temperamento. em nível intelectual. Contudo. E. reclamando de rigidez e falta de compreensão do pai delas. filhos. Ninguém consegue fingir por muito tempo. “Uma jornada de mil quilômetros começa pelo primeiro passo”. A admissão da ignorância é. Em uma escala de um a dez. apesar de seu nível real. aquisições e jogadas amigáveis ou não para assumir o controle de outras empresas. e desejo atingir o nível cinco. E acredito que a maioria das pessoas com quem convivemos e trabalhamos também sabe esta verdade. E isso exige força interior.

Quando estes métodos dão errado. durante todo o tempo. Hábitos eficazes Figura 1 – Princípios interiorizados e padrões de comportamento Fonte: SENAI-PR.ignoram o clima de desconfiança produzido por tais manipulações. eles procuram outras técnicas da ética da personalidade que funcionem. Ele se concentra naquilo que a pessoa deseja ser (caráter) e fazer (contribuições e conquistas). 2000 A forma mais eficaz para começar com o objetivo na mente é desenvolver uma declaração de missão pessoal. bem como nos valores ou princípios em que o ser e o fazer estão fundados. ignorando e violentando.1. 25 . os princípios e processos naturais em que uma cultura confiável se baseia. 5. filosofia ou credo.

 Jamais comprometa sua honestidade.  Os direitos e liberdades estabelecidos por esta declaração devem ser usufruídos por todos.  Ouça os dois lados antes de julgar.  Busque e seja digno da ajuda divina.  Procure se aconselhar com os outros.  Lembre-se das pessoas envolvidas.2. . Leia o resumo abaixo dos 30 artigos desta declaração:  Todos os homens nascem livres e iguais. 26  Primeiro.  Defenda os ausentes.5. 2000 A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi aprovada pela ONU em 1948 (o Brasil também assinou o documento). seja bem sucedido no lar.  Seja sincero e firme. Quatro dimensões da renovação Figura 2 – Quatro dimensões da renovação Fonte: SENAI-PR.

 Todo homem é livre para ir e vir e tem liberdade de residência. desumano ou degradante.  Todo homem tem direito à vida.  A vida privada.  Todo homem tem direito a uma nacionalidade.  Todo homem e mulher.  Concentre todas as habilidades e esforços no trabalho que tem.  Mantenha uma atitude positiva.  Tenha senso de humor. o lar e a correspondência são invioláveis.  Planeje hoje o trabalho de amanhã. como pessoas humanas perante a lei. 27 . em qualquer lugar. Desenvolva uma nova habilidade por ano. construtivas e capazes de superar estes erros.  Facilite o sucesso dos subordinados.  Ouça o dobro do que fala.  Todos são iguais perante a lei e têm direitos iguais protegidos por ela. detido ou exilado. tratamento ou castigo cruel.  Todo homem tem direito à liberdade de opinião e expressão.  Todo homem tem direito à liberdade de pensamento. até que se prove o contrário.  Todos têm direito a receber assistência contra as violações de seus direitos fundamentais.  Todo homem é livre para reunir-se e associar-se pacificamente. maiores de idade. à liberdade e à segurança pessoal. tema apenas a falta de respostas criativas.  Ninguém será arbitrariamente preso.  Ficam proibidos: tortura.  Ocupe-se enquanto espera.  Todo homem pode tornar parte do governo do próprio país e ter acesso aos serviços públicos.  Não tenha medo dos erros.  Todo homem tem direito aos bens econômicos. sociais e culturais indispensáveis à sua dignidade e desenvolvimento pessoal.  Todo homem vítima de perseguição tem o direito de procurar asilo em outro país. consciência e religião.  Fica proibida a escravidão ou servidão. a família.  Todo homem tem direito à propriedade. tem direito de contrair matrimônio e formar uma família.  Seja organizado pessoal e profissionalmente.  Qualquer homem é inocente.  Todos têm direito de serem reconhecidos.  Todo homem tem direito a um julgamento público e justo.

 Todo homem tem direito ao trabalho. pois só nela é possível o livre e pleno desenvolvimento de sua personalidade. saúde e bem estar. 28 .  Nenhuma disposição da presente Declaração poderá servir de pretexto para destruição de qualquer liberdade aqui estabelecida. gratuita.  Todo homem tem direito de participar livremente da vida cultural da comunidade.  Todo homem tem direito ao repouso e ao lazer. à escolha livre do emprego e à proteção contra o desemprego. nos graus básicos.  Todo homem tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família. pelo menos.  Todo homem tem direito à instrução.  Todo homem tem direito a uma ordem social e internacional que garanta os direitos estabelecidos nesta Declaração.  Todo homem tem deveres para com a comunidade.

arqueológico. trata-se de uma expressão muito utilizada na língua portuguesa. flora. Figura 1 – Diferentes tipos de meio ambiente Fonte: SENAI-RJ. 29 . que requerem mais do que apenas um conceito. pois o ambiente já inclui a noção do meio. Esses termos-chave devem ser compreendidos amplamente. inclusive na Constituição Brasileira de 1988. que são as ruas.Módulo II 1. água. praças. ar atmosférico. histórico. Meio ambiente A expressão meio ambiente é redundante. 2009 1. na área ambiental. de maneira integrada. paisagístico. espeleológico. fauna. eventuais tentativas conceituais a diferentes leituras de mundo e possibilidades de uso. Segundo Milaré (1994).  Ambiente construído (reflexos urbanísticos): formado pelo espaço urbano.  Ambiente cultural: formado pelo patrimônio artístico. este termo pode ser classificado em:  Ambiente natural (biosfera): formado pelo solo. Apresentamos. os conceitos básicos referentes ao estudo do meio ambiente. Conceitos básicos Existem termos. No entanto. de modo a relacionar. a seguir. turístico. áreas verdes.1.

1990). a unidade “ecossistema” foi classificada em urbana e natural. WASSERMAN. Em uma visão mais contemporânea. mas também ao fato de esse ecossistema possuir características próprias. o desenvolvimento sustentável é um processo que pressupõe a participação de todos. que abrangem apenas os componentes naturais. estendendo-se por um determinado espaço de dimensões variáveis”. Observamos que algumas definições são bastante didáticas. A poluição e a contaminação ambiental são um reflexo desse distanciamento. é necessário que suas características se aproximem o máximo possível daqueles construídos pelo homem. ecológicos e bióticos que caracterizam um determinado lugar. Diversos autores estão em consenso ao afirmar que o ecossistema é a unidade funcional de base em ecologia. químicos e biológicos e dos fatores sociais suscetíveis de terem um efeito direto ou indireto. o sítio. Isso se deve. Assim sendo. o espaço que envolve os seres vivos ou as coisas. sobre os seres vivos e as atividades humanas. não apenas. de acordo com Milaré. A seguir.” (THE WORLD BANK. tanto os seres vivos quanto o meio onde vivem. Para que os ecossistemas naturais se tornem mais sustentáveis. que consideram o meio ambiente como sendo um sistema no qual interagem fatores de ordem física. 1990). indica o lugar. o recinto. imediato ou a termo.  “A soma das condições externas e influências que afetam a vida.Os ecossistemas naturais têm características totalmente diferentes dos ecossistemas construídos pelo homem. Outras refletem concepções mais recentes. de escopo limitado. biológica e socioeconômica. transcrevemos algumas definições:  A palavra "ambiente". para que a aproximação entre esses ecossistemas seja possível. porque inclui.  “O conjunto. com todas as suas interações. com a conceituação de “conjunto integrado de fatores físicos. o pesquisador Moreira apresenta uma revisão a respeito da conceituação acadêmica do termo meio ambiente. o desenvolvimento e. ao fato de os problemas ambientais característicos do meio urbano tornarem-se mais frequentes. a sobrevivência de um organismo. Meio ambiente No livro Vocabulário básico de meio ambiente. em última análise.” (POUTREL. 30 . dos agentes físicos. 1978 apud MOREIRA. Ecossistema O termo ecossistema foi utilizado pela primeira vez em 1920 por Woltereck. em um dado momento. ao mesmo tempo. 1977 apud MOREIRA.

como a poluição das águas e do ar e a contaminação do meio ambiente pela radioatividade. uma vez que apresentam metabolismo muito mais intenso por unidade de área e exigem. Figura 2 – Contaminação do meio ambiente Fonte: SENAI-RJ. a partir da discussão sobre o risco de extinção de espécies animais e vegetais e a necessidade da preservação do maior número delas como condição de sobrevivência do homem. O conceito ganha destaque. acompanhado de mais entrada de materiais e saída de resíduos. as águas interiores. vegetais e microrganismos. bem como à diversidade de ecossistemas. pelos agrotóxicos e pelos desmatamentos. Os sistemas humanos têm-se tornado uma fonte de instabilidade na biosfera. que estabelece a Política Nacional de Meio Ambiente. Um dos principais fatores para o desaparecimento das espécies é a degradação ambiental. fluxo maior de energia. recursos ambientais são definidos como sendo “a atmosfera. Alguns desses impactos se tornaram bastante evidentes. desflorestamento. tais como: poluição da água e do ar. os ecossistemas urbanos ou humanos diferem-se muito dos ecossistemas naturais. o solo. Biodiversidade Conceito que designa a diversidade biológica existente entre seres vivos – animais. superficiais e subterrâneas e os estuários. Ela está ligada à diversidade genética existente entre indivíduos de diferentes espécies e entre indivíduos de uma mesma espécie. 2009 Recursos naturais Segundo a Lei n. aumento da temperatura global. 31 . com isso.Ecossistema urbano Segundo Odum. de 31 de agosto de 1981. 6938. o mar territorial. o subsolo e os elementos da biosfera”.

como sinônimo de poluição.  À natureza do poluente lançado (poluição química. realizado de forma indiscriminada. no sentido de se conseguirem fórmulas e métodos que minimizassem os danos ao meio ambiente. haver duas formas de disponibilidade de recursos:  Recursos naturais renováveis. de forma global e acentuada. indícios de que a degradação ambiental trazia consequências catastróficas para a humanidade. Assim sendo. porém. que não possuem capacidade de regeneração. Porém. som) ao meio ambiente em quantidade que resulte em concentrações maiores que as naturalmente encontradas. podendo. etc. Poluição ambiental A poluição ambiental é entendida como a adição ou o lançamento de qualquer substância ou forma de energia (luz. Enquanto o termo poluição é utilizado para qualquer alteração na característica natural do meio ambiente. em geral. o desgaste e a poluição desses recursos. de elementos em concentrações nocivas à saúde humana. de acordo com sua capacidade de recuperação e disponibilidade no ambiente. 32 . é empregado em relação direta a efeitos desta sobre a saúde do homem. tais como organismos patogênicos. Desenvolvimento sustentável A partir da segunda metade do século XIX.  Ao tipo de atividade poluidora (poluição industrial. Os tipos de poluição são. radioativa. da água.). convencionou-se tratar os recursos naturais.). substâncias tóxicas ou radioativas”. etc. implica o esgotamento. calor. neste caso. esse uso. os recursos naturais compreendem os bens disponíveis na natureza que são utilizados pelo homem. agrícola. a contaminação se relaciona mais diretamente com a “introdução. térmica. Contaminação O termo contaminação é utilizado. Ecologia Ecologia é a ciência que estuda os fatores ambientais que atuam sobre os seres vivos e as interações entre estes e o meio em que vivem. no meio. do solo).  Recursos naturais não renováveis (ou exauríveis). muitas vezes. quase sempre.De forma geral. alguns estudos começaram a apontar. classificados em relação:  Ao componente ambiental afetado (poluição do ar. aqueles que possuem capacidade de regeneração. Essa constatação desencadeou uma cascata de novos estudos e gerou as primeiras reações. sonora. ou seja.

internalizando todos os custos ambientais. em sentido mais restrito. de modo que dele se possa obter a mais alta qualidade de vida sustentada.Daí surgiu o conceito: “Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades”. a fim de evitar prejuízo. a integridade e a beleza dos ecossistemas do planeta. o termo preservação está ligado à manutenção tanto das características próprias do ambiente quanto das interações entre os componentes desse mesmo ambiente. o direito de todas as pessoas à vida. Conservação A conservação é a administração de recursos naturais para fornecer o benefício máximo por um período de tempo estável. produção e reprodução que respeitem e salvaguardem os direitos humanos e a capacidade regeneradora da Terra. como a redução do lixo. e gerações presentes e futuras. refere-se à manutenção do ambiente natural como ele é. Assim sendo. o uso múltiplo equilibrado e a reciclagem. Ela inclui a preservação e as formas de uso adequado. mais diretamente. ao contrário de uma abordagem mais utilitária de uso múltiplo no manejo dos recursos da Terra.  Cuidar da Terra. toda forma de vida e todos os seres vivos possuem um valor intrínseco e têm direito ao respeito. ao ar puro. O termo conservação refere-se. Preservação O termo preservação costuma ser utilizado como sinônimo de conservação.  Compartilhar equitativamente os benefícios do uso dos recursos naturais e de um meio ambiente saudável entre as nações. ao manejo dos recursos do ambiente. A Terra. uma ação preventiva deve ser adotada. sem levar em conta seu valor unitário para a humanidade. 33 . sociais e econômicos. dentro de um meio ambiente adequado para a saúde humana e o bem-estar espiritual. protegendo e restaurando a diversidade. Onde houver risco de dano grave ou irreversível ao meio ambiente. Porém. homens e mulheres. promovendo e adotando formas de consumo. à liberdade e à segurança pessoal. entre ricos e pobres. sem discriminação. As pessoas têm direito à água potável.  Viver de modo sustentável. ao solo não contaminado e à segurança alimentar. sem mudança ou extração de recursos. Os 18 mandamentos do planeta  Respeitar a Terra e toda a vida.  Instituir justiça e defender.

ao longo de sua existência. ela não tem sido suficiente para bloquear a devastação da floresta.  Praticar a não violência. oportunidades de adquirir o conhecimento. dos rios. Toda pessoa.2. Impactos ambientais Embora o Brasil tenha uma das mais modernas legislações ambientais do mundo. terras. territórios e recursos. com preocupação especial para com as mulheres adultas e jovens. instituição e governo têm o dever de promover metas indivisíveis de justiça para todos. Promover o desenvolvimento social e sistemas financeiros que criem e mantenham meios sustentáveis de subsistência.  Fazer avançar e aplicar o conhecimento científico e de outras naturezas. erradiquem a pobreza e fortaleçam as comunidades locais. paz mundial. visando à sustentabilidade local. a fraca 34 . seus conhecimentos.  Cultivar e praticar um sentimento de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar da comunidade da Terra.  Assegurar o direito à saúde sexual e reprodutiva. sustentabilidade.  Não fazer ao meio ambiente dos outros o que não queremos que façam ao nosso. os valores e as habilidades práticas necessárias para criar comunidades sustentáveis. na qualidade de agentes responsáveis de mudança. bem como tecnologias que promovam meio de vida sustentáveis e protejam o meio ambiente. as dificuldades em monitorar extensas áreas de difícil acesso. com outras pessoas.  Tratar todas as criaturas com bondade e protegê-las da crueldade e do aniquilamento arbitrário. estético. respeito e cuidado para com a comunidade de vida mais ampla. com outras formas de vida e com a Terra. podemos citar a carência de pessoal dedicado à fiscalização. biorregional e global. reconhecendo que a paz é o todo criado por relações harmônicas e equilibradas consigo mesmo.  Promover a participação de jovens.  Reafirmar que às populações nativas e tribais cabe um papel vital no cuidado e proteção da mãe Terra.  Fortalecer processos que capacitem as pessoas a participarem efetivamente no processo decisório e que assegurem a transparência e o dever da prestação de contas no exercício do governo e na administração de todos os setores da sociedade. Entre os problemas mais graves. cultural. Elas têm o direito de preservar sua espiritualidade. 1. espiritual e científico. lagos e mares.  Proteger e restaurar áreas de extraordinário valor ecológico.  Afirmar que a igualdade de gênero é um requisito do desenvolvimento sustentável.  Assegurar que todas as pessoas tenham.

As normas e leis ambientais buscam preservar toda a diversidade cultural. biológica e social. e como animais. impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas. cultural e socioeconômico. Deve-se. alimentos. levar em consideração a necessidade da maioria e não a necessidade da minoria. como cidadãos. segurança e bemestar é louvável e meritório. também. temos o dever de denunciar os que não agem em conformidade com a lei. 001. por isso.  As atividades sociais e econômicas.3. Se o Poder Público tem a obrigação de fiscalizar medicamentos. direta ou indiretamente. social e ambiental serão articulados. Transformar o nosso patrimônio e das gerações futuras requer amplos estudos e conhecimentos. Esse. biológico. socioeconômica e humana. temos necessidade dos outros seres para sobreviver. 1. resulta colocar a vida em jogo.administração das áreas protegidas e a falta de envolvimento das populações locais. de 23/01/1986. Solucionar essa situação depende da forma pela qual os fatores político. Alterar o ambiente. químico. o impacto ambiental deve ser estudado em sua natureza. É necessário respeitar também as condições estéticas e os recursos ambientais. lembrando-se sempre de que todos têm direito a um ambiente sadio. para adquirirmos melhores condições de saúde.  As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente. Como cidadãos.  A biota. com restrita ação natural. químicas e biológicas do meio ambiente. substâncias psicoativas. Sendo assim. radioativas e tóxicas. geralmente. temos direitos e deveres para com nossos iguais. 35 . afetem:  A saúde. que gera ou afeta a produtividade dos sistemas naturais e da qualidade ambiental. entre outros. vegetais. a segurança e o bem-estar da população. econômicas e biológicas de todos os moradores da Terra. águas. como humanos. que possa ser atribuída a atividades humanas. brincar com a própria existência do planeta. temos direitos e deveres para com a sociedade. econômico. Contudo. precisam ser criados instrumentos de controle para as atividades humanas. homem ou qualquer outro organismo vivo. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. é o resultado de uma atividade econômica. sejam elas individuais ou coletivas. Sem estes. O impacto ambiental Impacto ambiental pode ser considerado como qualquer alteração mensurável no sistema ambiental físico. Na Resolução Conama n. bebidas.  A qualidade dos recursos ambientais. transportes. essa ação deve respeitar às necessidades sociais. sejam eles animais.

O Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA) devem ser realizados por equipe multidisciplinar habilitada. Constituem-se medidas mitigadoras quanto:  À sua natureza (preventiva ou corretiva). ampliação de áreas urbanas. entre outros. para viabilizar a implantação de programas e projetos. operação. psíquicas e socioeconômicas do homem que vive nesse ambiente e mantém relação estreita com ele.Figura 3 – Exemplo de impacto ambiental Fonte: SENAI-RJ. 2009 Avaliação de impactos ambientais como instrumento de controle das atividades industriais Avaliação de Impactos Ambientais (AIA) é um processo capaz de analisar impactos negativos ou positivos de uma área. Os empreendimentos que devem apresentar licenciamento são: ampliação de indústrias existentes. Para tal licenciamento. e desativação. Esse Conselho determinou que diversos empreendimentos dependem de licenciamento para a instalação e operação. criação de distritos industriais. projetos agroindustriais. A ocupação do espaço geográfico implica efeitos sobre o meio biogeofísico. Nesse relatório. por meio de exames e análises abrangentes.  À fase do empreendimento em que deverão ser adotadas (no planejamento. cultural e biológica) ou apresentar grandes modificações que inviabilizem ou dificultem a diversidade. são colocadas as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). atividades de mineração. Esses efeitos são proporcionais à quantidade e à qualidade das atividades. O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) é o responsável por determinar as diretrizes de avaliação de impactos ambientais. é necessário um Relatório de Impacto do Meio Ambiente (RIMA). 36 . refletindo-se nas condições físicas. implantação. atividades de mineração. em casos de acidentes). podendo resultar em um ambiente que permita a coabitação da diversidade (social.

tóxicos e radioativos.  Incêndios. inspeção e fiscalização de alimentos. métodos e substâncias que comportem risco para a vida. proteção ao ambiente. comercialização e o emprego de técnicas. Análise e gerenciamento de riscos ambientais Um dos problemas mais sérios do impacto ambiental e impacto sobre a saúde. após termos comprado todo o supérfluo possível. a qualidade de vida e o ambiente”. uso e o destino final dos resíduos desse uso. Está escrito no texto constitucional que o Estado tem a obrigação de “controlar a produção. transporte. Esse ciclo compreende os estágios de industrialização dos produtos. caminhões e automóveis. mais certo é chamá-lo de mau desenvolvimento. supérfluos e perversos. transporte. como o desenvolvimento dos países desenvolvidos reduz-se ao crescimento infinito dentro de um mundo finito. controle e fiscalização da produção. também. não mais existir o necessário? Não podemos comprar a vida dos seres extintos e. bebida e águas. guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos. reside no gerenciamento eficaz do ciclo dos chamados produtos químicos perigosos.  Uso de produtos químicos domiciliares ou exposição a produtos industriais tóxicos para o homem. explosões e emanação de gases tóxicos ocorridos acidentalmente em indústrias. por meio de bens e serviços necessários. como obrigações do Poder Público: controle e fiscalização de medicamentos. etc. seu armazenamento. mais tarde. A Constituição destaca. produção de atos de vigilâncias sanitária e epidemiológica. inclusive no processo de trabalho. Uma análise adequada dos riscos ambientais é primordial para a proteção do ambiente e para a saúde dos seres humanos. Ao componente ambiental afetado (meio físico. 37 . biótico ou socioeconômico. até mesmo. entre outros). Lucro e desenvolvimento sustentável O que nos adianta o lucro que podemos guardar em nossos cofres se. Isso significa que o Estado tem a obrigação com o transporte de substâncias perigosas e. Uma série de efeitos danosos agudos tem ocorrido em todos os estágios desse ciclo:  Disposição inadequada dos resíduos perigosos em aterros e outros sítios (lixões). visando transformar tudo em valor de troca (inclusive os seres humanos e a natureza). a qualidade da fumaça emitida por ônibus.  Acidentes com transporte desses produtos. nem mesmo o próprio bem-estar. nos dias de hoje. em muitos casos. Segundo Soffiati (1995).

das organizações intergovernamentais e não governamentais. Hoje. redimensionar o desenvolvimento. sempre que sua omissão for perigosa para a vida. com a cooperação dos organismos pertinentes das Nações Unidas e. sociais e econômicas. devem:  Em conformidade com as propriedades nacionais. Tais programas devem incluir medidas administrativas. produtos e processos que sejam seguros.4. promover políticas ou programas eficazes.  Estimular a indústria para que aumente e fortaleça sua capacidade de desenvolver tecnologias. com o objetivo de minimizar a poluição industrial e os impactos adversos sobre a atmosfera. melhorar e aplicar métodos de avaliação de impacto ambiental com o objetivo de fomentar o desenvolvimento sustentável. E. levando em conta a disponibilidade potencial de fontes de energia 38 . precisamos:  Zelar pelas bases da vida. conforme apropriado. Precisamos.  Promover o uso eficaz de matérias-primas e recursos. bem como do setor privado. 1. também. além de gerar desigualdade social e degradação do ambiente. conforme apropriado. particularmente. Preocupações e cuidados ambientais Segundo o Capítulo 9º da Agenda 21: “Os Governos.  Perenizar os recursos naturais não renováveis. nas indústrias. no que diz respeito à relação custo/benefício. inclusive da energia.  Desenvolver. que esteja atenta para fazer pressão contra o Poder Público. para colher os benefícios econômicos e ambientais de usar recursos com mais eficiência e com menos resíduos.Se queremos assegurar a existência das incalculáveis gerações vindouras e o direito à vida para as espécies vegetais e animais. implementando desenvolvimento ecológico ou ecodesenvolvimento.  Conhecer a respeitar limites que a natureza nos impõe. em matéria de desenvolvimento socioeconômico e meio ambiente. é necessário que a própria sociedade questione o tipo de desenvolvimento que se baseia na exploração do homem e da natureza. no nível apropriado.  Apoiar a promoção.  Cooperar no desenvolvimento e transferência dessas tecnologias industriais e no desenvolvimento de capacidades para gerenciar e usar tais tecnologias. menos poluentes e façam uso mais eficaz de todos os recursos e matérias-primas. de tecnologias e processos menos poluentes e mais eficientes. mais do que nunca. no que diz respeito aos países em desenvolvimento. avaliar e. levando em conta os ciclos vitais dos produtos.  Buscar uma conciliação verdadeira com a ecosfera. enfim.

com vistas a limitar a poluição industrial e os impactos adversos sobre a atmosfera”.específicas de cada área. especialmente as seguras e renováveis. 39 .

40 .

2009 41 .2. que dá ao homem os movimentos do corpo. o Sol. refletido pela atmosfera. que permite a respiração. Energia e meio ambiente Fluxo de energia e matéria do planeta. pelas águas e mesmo pelo solo. com exceção de uma parcela. menos da centésima parte do total. é tornar inviável a vida. o meio ambiente é responsável pela possibilidade da existência humana. com a participação dos seres decompositores. faz parte do processo natural. É ela também que permite aos vegetais o processo de fotossíntese. Depender de vidas. Contudo. cerca de 47%. Modificar o fluxo de energia ou matéria. A energia utilizada pelo homem para dar “vida” aos músculos é apenas uma parte do contínuo suprimento que chega à Terra e tem uma única origem. é gasta para aquecer o ar e a superfície do planeta. que funcionam como um tipo de espelho. enquanto que o restante quase todo é absorvido pelas águas. assim como a de todos os outros seres. A natureza se recompõe: a morte de organismos permite o surgimento de outras vidas. Por meio do processo cíclico de vida. em alguns casos. que é absorvida pelas plantas. aproximadamente a metade. é que os recursos vitais do planeta Terra podem ser renovados. Figura 1 – Floresta queimada Fonte: SENAI-RJ. cerca de 30% volta quase imediatamente ao espaço. o armazenamento de substâncias e o seu crescimento. muitas vezes minúsculas. É a energia que alimenta as células. Da energia que chega do Sol.

que. pois decompõem a matéria orgânica presente nas plantas e animais mortos. oxigênio. Tipos básicos de cadeias alimentares As cadeias alimentares são de dois tipos básicos:  A cadeia de pastagem. Eles completam o ciclo vital. começando de uma base de planta verde. sob a forma de alimento. 42 . passa por herbívoros que pastam (organismos que comem células ou tecidos vegetais vivos). da biosfera. por exemplo. A drástica redução dos animais carnívoros. com isso. Quando os dejetos desses animais são lançados no solo.2. consequentemente. Ela é formada por três níveis distintos: produtores. fósforo. Cadeia alimentar É a sequência de transferências de matéria e energia de um organismo para outro.2.  A cadeia de detritos. que passa de matérias orgânicas não vivas para microrganismos e depois para organismos comedores de detritos (detritívoros) e seus predadores. Acionadas pela luz do Sol absorvem os compostos inorgânicos presentes na atmosfera e no solo e os transformam em compostos orgânicos. na escassez ou extinção de algumas espécies vegetais. direta ou indiretamente. Esses consumidores podem ser primários (animais herbívoros) ou secundários e terciários (animais carnívoros). O padrão de interconexões entre as cadeias alimentares denomina-se teia alimentar ou teia trófica. os organismos consumidores. nitrogênio e água são assimilados e rompidos continuamente pelos organismos vivos dentro dos ecossistemas e. As cadeias alimentares não são sequências isoladas. Os produtores são as plantas verdes. transformando-a novamente nos compostos inorgânicos que alimentam as plantas. os únicos seres vivos capazes de produzir alimento por meio da fotossíntese. Esse ciclo vital garante o equilíbrio e a reprodução dos ecossistemas. consumidores e decompositores. pode resultar na proliferação dos animais herbívoros e. Os diferentes seres vivos de um ecossistema cumprem papéis específicos dentro da cadeia alimentar. entram em ação os chamados organismos decompositores. 2.1. assim denominados por não produzirem seu próprio alimento. estão interligadas. O equilíbrio do ecossistema depende da realização de cada uma dessas etapas da cadeia alimentar. até carnívoros (comedores de animais). Esse material orgânico sustenta. Ciclos biogeoquímicos Ciclos biogeoquímicos ou ciclos de nutrientes é o processo pelo qual os produtos químicos como carbono.

Contudo. são pequenas as articulações para minimizar a crise prevista. O petróleo. ocorrerá seu esgotamento. aquece-se. refrigera-se. mesmo assim. econômica. pois são necessários aproximadamente 600 milhões de anos. comprometer as condições locais de sobrevivência dos seres vivos. animais e plantas. Essa necessidade vem acarretando grandes modificações nos ciclos biogeoquímicos. para sua formação. como vem ocorrendo atualmente. Por isso. Figura 2 – Estação de petróleo Fonte: SENAI-RJ. inclusive com a queima de combustíveis. ainda é a fonte energética dominante no planeta. em consequência. responsável por grande impacto ambiental. ilumina-se e gira suas máquinas. Pode também prejudicar seriamente o meio ambiente e. por exemplo. as falsas necessidades humanas fabricaram um modelo de desenvolvimento econômico e estilo de vida que exigem o uso de fontes energéticas em quantidades cada vez maiores. além do homem. embora estudos indiquem que. 2009 A interdependência dos ciclos da natureza Sabemos que o aproveitamento de qualquer fonte de energia exige sempre a interferência em algum ciclo natural e que essa interferência pode ser localizada e inofensiva. devemos nos articular junto às autoridades competentes e somar esforços. queimando algum combustível ou gastando eletricidade gerada de várias formas. Há urgência não só científica. política e social para impulsionar a busca de outros meios de se produzir força e calor e. A civilização industrial. mas também. como na instalação de cata-ventos ou rodas d‟água de pequeno porte. 43 . move-se. no próximo século.

plantação de uma única espécie vegetal numa vasta extensão de terra. Sempre que ocupamos uma região qualquer. na vida animal. E o que é pior: por estarem interligados. oxigênio. consequentemente. realizada pelos órgãos governamentais e pelas populações. Todos os ciclos biogeoquímicos estão interligados. o manganês e o ouro. Hoje.  Os ciclos da água. A exploração das fontes naturais de energia tem interferido em alguns ciclos naturais. no ar e na água de uma região pode depender dos ciclos do carbono. nitrogênio. a bauxita. é bastante recente. é essencial para a sobrevivência dos seres vivos. tempo de formação dos combustíveis fósseis. preservar nossa qualidade de vida. com os padrões de vida e trabalho modernos. Interferência no ambiente O aproveitamento das fontes naturais de energia não é a única forma de se interferir nos ciclos naturais. considera-se que a preservação do meio ambiente. cobre. como a reprodução de alguns seres vivos microscópios. A falta de um compromete a todos. propiciar a manutenção dos seres vivos: plantas. é que cada ciclo tem um intervalo de tempo próprio para ocorrer. ferro. Outro fator de extrema importância. da água e do ar.Proteger o ambiente é proteger a nós mesmos.3. fósforo. quaisquer interferências em um dos ciclos da natureza podem acarretar mudanças em outros. da água e do solo. elevando-a. . hidrogênio e outros. bichos. do ar e do carbono são interdependentes.  O ciclo do carbono acontece em tempos que vão de segundos. É. Essa interferência é mais evidente no caso da monocultura. ou até em um ano.  O ciclo do ar pode se completar em um dia. Essas características dos ciclos naturais fazem com que algumas interferências provocadas pela atividade humana em um ou mais ciclos nem sempre tenham efeitos previsíveis ou totalmente conhecidos. em geral. no caso dos ventos. homens. introduzimos modificações na vegetação. como carbono.  O ciclo da água ocorre em intervalos de tempo que vão de dias até anos.  A presença destes elementos no solo. A preocupação com os efeitos sobre o meio ambiente. Como exemplos de interferências no ambiente.  44 A exploração de recursos minerais. etc. até cerca de 600 milhões de anos. e dos seres humanos em particular. que se repetem diariamente. que interfere em todos os ciclos naturais. cálcio. podemos citar:  A agricultura. quando analisamos os ciclos naturais. resultantes dessa exploração. 2.  O ciclo da vida envolve grande número de elementos químicos. na qualidade do ar. como o ferro. enxofre.

de forma duradoura. Além disso. é que a chuva na Grande São Paulo e proximidades é mais ácida do que em outros lugares. A construção de grandes usinas hidrelétricas também causa impactos sobre o meio ambiente. influindo também nos rios. age como um sistema fechado. Por esse motivo. gás carbônico e monóxido de carbono. às vezes. somente a concentração urbana e industrial que constitui a Grande São Paulo é responsável pelo consumo de aproximadamente 30% de todo derivado de petróleo consumido no país. que saem dos automóveis e das chaminés de indústrias. A Terra. pois não há uma troca de seres vivos (biológicos) deste planeta 45 . Essa acidez ataca as paredes dos edifícios. que se verifica no ar das grandes cidades. Fluxo de energia nos ecossistemas Toda vez que manipulamos um ecossistema. Estes são percebidos pelo cheiro característico de alguns deles (de ovo podre do gás sulfídrico) ou ainda pela irritação que provocam nos olhos. em caso de acidentes na sua operação. campos e florestas. No Brasil. dentre outros problemas. córregos e lagos na região. tem provocado intenso debate porque.  A queima de combustíveis fósseis é outro fator de mudanças ambientais. A vida biológica que existe no planeta evolui. Uma das consequências dessas queimas é o grande aglomerado de compostos de carbono. nariz e garganta. deslocando animais e seres humanos. as laterais dos automóveis e o solo. o representante de grandes volumes de água pode alterar a umidade e a temperatura média das vizinhanças da represa. Outra consequência é o aumento dos compostos de enxofre no ar. temos de saber o quanto podemos retirar dele para não afetar o estoque necessário e haver manutenção. elas podem provocar catástrofes ambientais pela liberação de radiações capazes de destruir ou prejudicar gravemente qualquer ser vivo. Isso significa o lançamento no ar de grandes quantidades de gases poluentes. recebendo energia do Sol. Resumindo: a produção e o consumo intensos de energia sempre prejudicam o ambiente com maior ou menor gravidade e. como fuligem. Alguns dos compostos de enxofre lançados no ar voltam à superfície por meio das chuvas. para produzir eletricidade. na vida animal e no clima das regiões próximas. vindo a acarretar alterações na vegetação. A construção de usinas nucleares. Essas construções reduzem áreas cultiváveis. Algumas das combinações entre a água da chuva e compostos do enxofre resultam na formação de ácidos. Essa concentração é bem visível nos dias em que os ventos não são suficientes para dispersar tais substâncias.

o consumo de energia no mundo de hoje é.com outros planetas do Sistema Solar. Nas sociedades modernas. Como exemplo. por exemplo). muitas vezes. mas que estão sempre inter-relacionados. a floresta) e exporta “lixo”. Quando pensamos em manipular um ecossistema. sem conhecer o consumo médio de energia. assim. podendo ocorrer sua destruição. permitir que o equilíbrio permaneça e haja a sua manutenção. muitas vezes. estamos dizendo que a troca de matéria e energia com outros ecossistemas é bem pequena. o ecossistema urbano é transformado num grande importador de energia. dizemos que um ecossistema é “aberto” (manguezal. um manguezal em que não é permitida a entrada de água e nutrientes pelo rio que o mantém. tem um percentual total estipulado de seres vivos que podem coexistir num momento histórico. O ecossistema urbano é um ecossistema aberto. que capta energia e matéria-prima de outros ecossistemas (o rural. comércios e mesmo das residências. com isso. que são mais ou menos fechados. Assim. Diferente disso. por exemplo) quando há grande exportação e importação de nutrientes. Uma quantidade maior gera uma descompensação e. consequentemente. são os eletrodomésticos que utilizamos. pelo simples fato da importação de energia ser impedida – por exemplo. grande reestruturação dos fatores físico-químicos com visível afetação biológica. em equilíbrio dinâmico. temos de saber o quanto podemos retirar dele para não afetar o estoque necessário e. Esses ecossistemas abertos ficam fortemente afetados em sua capacidade de recuperação. maior do que já foi em qualquer outra época. encontramos os outros ecossistemas. 46 . utilizada para a necessária movimentação das atuais tecnologias eletrônicas das fábricas. Um ecossistema. há a energia elétrica. é cada vez mais intensa a exploração de fontes naturais e. Quando dizemos que ecossistema é fechado (floresta. Ao contrário. Um dado concreto. do nosso dia a dia.

Ninguém soube responder com precisão. Ele se sente preparado para iniciar um negócio próprio. deu uma interpretação interessante: “Economia é a arte e ciência que trata dos bens úteis e raros”.  Disposição para assumir riscos. Quanto maior essa escala. é raro alguém ousar fazer uma travessia a nado. por isso mesmo.3. 47 . tendo. Empreendedorismo 3. O preparo de um indivíduo para iniciar um negócio próprio cresce com o seu domínio sobre as tarefas necessárias para o seu desenvolvimento. um produto ou serviço que não seja fácil de ser copiado pela concorrência. Preparo para empreender um negócio próprio A avaliação mais objetiva do nosso preparo para empreender um negócio próprio é a percepção que temos de nós próprios. ao mesmo tempo. maior a chance de lucros. fez uma pergunta aos alunos do quarto ano de administração: “O que é economia?”. para possuir um valor econômico. Por analogia. ou a “Ciência que trata dos fenômenos relativos à produção. não tem valor para a Economia. o professor. um professor de História Internacional da PUC de Belo Horizonte. Aspectos que ocultam o potencial empreendedor Há muitos fatores que inibem o surgimento de novos empreendedores. a autoconfiança necessária.1. em função do domínio que possui sobre as tarefas que deverá desenvolver nesse negócio. com aumento de sua capacidade gerencial e com o crescimento de sua visão empreendedora refletida sobre a complexidade do negócio. Os três mais importantes são:  Imagem social. que se reflete em nossa autoconfiança. distribuição. naquela aula. se não se considerar razoavelmente preparado para realizá-la. O mesmo acontece com o potencial empreendedor. Seu negócio estará o tempo todo voltado para oferecer aos clientes algo que possa ajudá-los em sua vida pessoal ou profissional e. Assim. Essa noção inicial é de muita importância para quem quer ser um empreendedor. acumulação e consumo dos bens materiais”. Apesar de no dicionário Aurélio o termo economia estar definido como “a arte de bem administrar uma casa ou um estabelecimento”.  Capital social. Do contrário. o bem em questão terá que ter utilidade e pressupor raridade. Empreendedorismo e negócio Numa determinada época.

O empreendedor não é mal sucedido nos seus negócios porque sofre revezes. atender pessoalmente a clientes e fornecedores. O empreendedor. entregar. está ligado ao desenvolvimento de suas carreiras como engenheiros. mas porque não sabe superá-los. desenvolver. eventualmente. Dificilmente vão considerar a opção de serem empreendedores. A vida como ela é. É preciso fazer compras. Outro exemplo de capital social como fator inibidor de potenciais empreendedores é uma forte formação religiosa que levam muitos a considerar o lucro como imoral. pois o sucesso. ele mesmo. A realidade é que no todo empreendedor que deseja ter sucesso precisa estar disposto a. muitos pensam que. vender. tem de assumir riscos e o seu negócio está na sua capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles. até limpeza. 48  1 em cada 8 brasileiros entre 18 e 64 anos é empreendedor.Imagem social Grandes partes das pessoas que possui condições para ser empreendedoras não estão dispostas a “sujar as mãos” com atividades necessárias a fim de iniciar um empreendimento próprio. as tarefas necessárias para iniciar um novo negócio vão prejudicar sua imagem social. após terem atingido uma boa posição como empregados. horários certos. Um pai engenheiro pode. por definição. fazer contabilidade e. despertar nos filhos o ideal de seguir a mesma carreira. amigos e pessoas que nos influenciaram na nossa formação intelectual e que. Esse tipo de pessoa não foi feita para ser empreendedor. por exemplo. Disposição para assumir riscos Nem todas as pessoas têm a mesma condição para assumir riscos. no início. todas as atividades na sua empresa. inconscientemente.  37% das pequenas empresas vão à falência antes de completar o segundo ano. orientam nossas vidas. em números  70% dos casos bem-sucedidos são liderados por pessoas que identificaram uma boa oportunidade de negócio. para eles. . Não há nenhuma vergonha no trabalho honesto.  30% das pequenas e médias empresas costumam fechar as portas depois do primeiro ano de vida. Porém. salário garantido no fim do mês etc. Riscos fazem parte de qualquer atividade e é preciso aprender a administrá-los. Capital social São os valores e ideias que nos foram transmitidos por nossos pais. Muitos precisam de uma vida regrada.

Essa performance pode melhorar com o planejamento.  Quantas pessoas na família. Empreendedor em confecção Mercado consumidor  Qual será o principal produtor produto que a empresa venderá?  Quem são seus clientes?  Por que este cliente compra ou compraria os produtos/serviços da sua empresa?  Em quais locais os clientes costumam comprar este tipo de produto ou serviço? Identificação do cliente  Sexo.  Renda mensal média?  Grau de instrução.2. A vantagem de atuar individualmente como empresário é que você terá toda autonomia para tomar as decisões relacionadas ao funcionamento da sua empresa sem ter que submetêla à apreciação do sócio.  12. O sucesso virá! 3.  Idade (faixa etária). Quem quer vencer não pode desanimar. mão. deverá constituir uma Sociedade Empresária. Apenas 3% dos novos negócios sobrevivem mais de 5 anos. Porém.  25 a 30% do faturamento das micro e pequenas empresas vão parar nos cofres do governo por meio de impostos federais. filho etc. estaduais e municipais. Tanto uma quanto a outra deverão ser feitas na Junta Comercial do Estado. em média. sozinho. Empreendedor em confecção: as formas de atuação nesse ramo de atividade Se você pretende abrir uma confecção.). saiba que poderá atuar com um ou mais sócios ou sem sócio.  Local de residência. três fracassos antes de consolidar o seu negócio.  Trabalhador (s/n). que a responsabilidade pelas obrigações assumidas 49 . deverá registrar-se como empresário. é importante ficar de olho na contabilidade. se você optar por montar o empreendimento em sociedade.3% da população adulta no Brasil tem um negócio próprio. Se você preferir assumir os riscos do negócio sozinho. Por isso.  Posição na família (pai. Ocorre. porém.  O pequeno empresário experimenta.

porque os sócios não respondem com seus bens pessoais. Lembramos que só podem exercer atividade de empresário os que estiverem em pleno gozo da capacidade civil e não forem legalmente impedidos. assim como costumam agir na administração de seus próprios negócios. a sociedade formada deverá ter a contribuição com recursos de todos os sócios. de profissional habilitado junto ao órgão ou conselho de classe fiscalizador de profissão regulamentada. Idade mínima para ser empresário Com o Novo Código Civil Brasileiro. ou seja.) e o titular da empresa. a capacidade civil para ser empresário baixou de 21 para 18 anos.pelo empresário é ilimitada. O novo Código Civil dispõe claramente que os sócios têm o dever de exercer suas funções com responsabilidades. atuando com um ou mais sócios. responde com seus bens particulares para suprir o valor restante da dívida. Neste caso. Isto quer dizer que caso a empresa não tenha recursos suficientes para honrar seus compromissos com os credores (Fisco. no caso o empresário. portanto. não se exige do empreendimento a manutenção em seus quadros. Entretanto. empregados. Por outro lado. bastando ao empreendedor obter a inscrição junto aos órgãos exigíveis das sociedades empresárias em geral. mesmo tendo agido com cautela e boa fé na condução dos negócios da sua empresa. 3. voltado para este fim. junto a entidades ou órgãos fiscalizadores de atividades regulamentadas. Para atividade da confecção Legislação específica Não existe uma legislação específica para o setor de confecção. o empreendedorismo. 50 . a Sociedade Empresária poderá ser limitada e essa sociedade é a preferida pelas pequenas empresas. poderão responder com seus bens pessoais para cobrir os prejuízos causados. A Pessoa Jurídica também não está sujeita a Responsabilidade Técnica. A idade para emancipação do menor também foi reduzida e agora poderá dar-se entre 16 e 18 anos. está dispensado de obter registro ou autorização de funcionamento específico. se os sócios tomarem decisões contrárias ao interesse da sociedade ou que manifestarem interesse em prejudicar terceiros. bancos etc.3. fornecedores. suficientes para constituir a empresa a alavancar as atividades. caso a empresa não tenha recursos para honrar seus compromissos.

são descritas algumas fibras naturais mais usadas em vestuário. objetivando saber se já existe registro anterior em vigência de marca igual ou semelhante à desejada. porque:  A marca tem um grande valor.  O registro da marca pela empresa abre espaço para que outros o façam. De acordo com o princípio da propriedade industrial. um sinal visual ou uma figura. inicialmente. é providenciada a “busca de marca”. O registro da marca é de fundamental importância para a empresa e para o empreendedor. agindo como fator básico a comercialização de produtos e serviços. perdendo. Pessoa Física e Marca Mista. Matéria-prima Fibras naturais A seguir.  A marca se constitui em elemento essencial para defesa do consumidor. um produto. o registro da empresa na Junta Comercial ou cartório competente garante exclusividade do uso do nome comercial (razão social. pois aquela é um bem da empresa. Por isso. 51 .Marcas e patentes Registrar a marca da empresa significa ter garantia sobre o uso de um nome (nome fantasia). Absorve bem a umidade e a transpiração desbota com o sol. mas não garante a proteção no uso da marca ou do nome fantasia. outros insetos e alguns fungos. resistente a rugas e fungos. os referidos direitos. garantindo a qualidade daquilo que se aplica e atestando sua autenticidade. uma mercadoria ou um serviço dos demais no mercado em que atua. Não havendo. Para o registro da merca junto INPI. para que seja garantido o uso exclusivo da marca em benefício do titular dela. Exige precauções na lavagem e no tratamento.  Lã: quente e confortável. como as fibras naturais em geral. Resiste mal ao atrito e é atacada por traças. Não suporta produtos químicos. é iniciado o processo de registro com taxas que variam de acordo com o serviço pedido e pode ser registrado como Pessoa Jurídica. Excelente isolante.  A marca pode e deve ser contabilizada no ativo da empresa. é relevante que seja feito o registro da marca junto ao INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). coibindo o seu uso indevido por terceiros. assim. denominação social). É a marca que identifica e distingue uma empresa.

Não deforma e nem é atacado por traças. tem muito boa resistência à luz. Não suporta produtos químicos. as traças. Derrete encolhe com o calor. formando gotas que aderem à superfície em contato. Não suporta ácidos. leve e adequada a todas as estações. A variedade é grande e a possibilidade de combinações entre elas é maior ainda. É atacado por fungos. Pode receber tratamento para não encolher.  Algodão: é fresco e muito flexível. Não absorve umidade. tende a reter poeiras e sujeiras.  Acrílico: de toque macio. manchando com facilidade. É facilmente lavável. Não provoca irritação na pele. É resistente ao uso.  Poliéster: tem boa resistência à luz e ao uso. mas tem tendência a encolher e amarrotar. Seda: muito macia. Tem boa elasticidade e resiste à maior parte dos produtos químicos. bem como suas principais características. É atacado pelos fungos. mas é áspero e tem tendência a fazer bolhas. aquece pouco e favorece a transpiração do corpo. flexível e fresco. mas deforma e faz bolinhas com facilidade. Exige muitos cuidados na lavagem e no tratamento. formando gotas que aderem à superfície de contato. 52 . Absorve bem a umidade e a transpiração. Não encolhe. Abaixo são listadas algumas dessas fibras. Encolhe e amarrota com facilidade e é sensível ao ácido acético e ao vinagre. Também resiste às traças e outros insetos. encolhe e amarrota com facilidade. Queima com facilidade. mas é. em geral. Queima com facilidade. Fibras sintéticas Atualmente.  Viscose: macia. É antirrugas e flexível. Durável e resistente ao uso e à lavagem. pois é má condutora de calor. mas sem apodrecimento. Altera-se com a luz solar. É facilmente lavável. é muito leve e quente. aos fungos e a maior parte dos produtos químicos. Perde solidez com a luz do sol e a transpiração. o mercado têxtil está inundado de fibras não naturais. Não suporta ácidos e bases (vinagres e produtos químicos). Porém. Derrete e encolhe com o calor. como as fibras em geral. Desbota com a transpiração. aos fungos e às traças. porém.  Linho: é muito resistente. É fácil de tratar e seca rapidamente. É sensível ao calor e a produtos químicos. fresca. agradável para o verão. Não deforma. É de fácil tratamento e seca rapidamente. de resistência limitada ao uso. é sensível à luz.  Poliamida (nylon): leve e macia. Resiste mal às traças e insetos. É fácil de tratar. Queima com facilidade.

Misturas corretamente usadas:  Algodão e viscose: embaratece o produto. que não enruga (devido ao poliéster) e de preço acessível (por causa da viscose). isto é. são 53 . mesas de passar. mancais selados e vedação contra fios. ganchos e botões de massa.  Acrílico e lã: embaratece o artigo sem prejudicar muito o toque característico da lã. agulhas e réguas etc. galoneira e máquina de corte. as características e a manutenção destes tecidos são determinadas pela fibra que contribui com mais de 50% para a sua composição. Completam o investimento fixo: ferro elétrico industrial. colocação e fechamento de mandas e vestidos. mesas de corte e marcação.  Máquina de overloque industrial: para fechamentos laterais de calças. as principais máquinas que compõem o investimento fixo são:  Máquina de corte: indicada para trabalhos de corte e refilação em linha reta ou curvas graduadas. equipadas com sistema de lubrificação automática. viscose e poliéster: produz um artigo com as características estéticas do linho. tecidos com elasticidade. mecanismos de reversão de ponto. são necessárias as máquinas: interloque. diminuindo o encolhimento e conservando o poder isolante. rolamentos no puxa-fio articulado e um mecanismo de conexão de barra de agulha.  Máquina de costura reta: usada para costurar todos os tipos de tecidos. Caso a opção seja por malha ou lycra. mas com muito mais capacidade para não enrugar e manter o vinco nas calças e nos plissados. Os equipamentos a serem utilizados estão diretamente ligados ao tipo de tecido a ser trabalhado.  Lã e poliéster: produz um artigo com as características da lã. manequins. Um tecido constituído por 55% de fibra acrílica e 45% de lã é considerado acrílico. chulear e fazer overloque em tecidos leves.  Máquina caseadeira e botoneira: equipada para colocação de colchetes de pressão. com dispositivo automático de afiação. mas na prática. médios e pesados. mesmo que tenha menor percentagem.  Linho. Teoricamente. araras.Misturas Muitos tecidos são compostos por diferentes fibras. tesouras. Máquinas e equipamento Para executar as tarefas de produção. o mais seguro é tratá-lo. de acordo com as características da fibra menos resistente (no caso a lã). Para tecidos em geral. cavaletes. protetores exteriores e posteriores.

o empreendedor deve ficar atendo a aspectos como a qualidade dos serviços prestados e o tipo de matéria-prima empregada.  Elaboração de moldes e encaixes.  Acabamento. pode optar pela aquisição de máquinas de corte. caseaderia. pespontadeira. que seja capaz de fornecer importantes informações sobre o mercado e as ações da concorrência. Uma vez que as coleções devem ser preparadas com antecedência. Processo de fabricação É composto pelas seguintes etapas:  Definição das peças a serem produzidas a partir de pesquisas de tendências. também encontradas nas lojas que vendem máquinas novas. para garantir a vantagem da terceirização. bordado etc. a aquisição de matérias-primas tem que ocorrer previamente. Esta alternativa permite a redução de custos de contratação de pessoal especializado e do valor do investimento inicial necessário para aquisição de máquinas e equipamentos. verificando a compatibilidade entre eles e o tipo de produto que se pretende produzir.  Inspeção final (possíveis defeitos em embalagens e nas próprias peças). As coleções usualmente são definidas de acordo com a estação do ano. Apesar das vantagens da terceirização.utilizadas as seguintes máquinas: interloque. A gestão de compras e estoques e outro aspecto a ser cuidadosamente considerado. é indispensável fazer uma análise de cada caso. no entanto. pelos quais se darão o plano e o corte das peças. Quem está iniciando o negócio e não deseja realizar um investimento elevado. As máquinas caseadeiras e botoneira requerem um investimento mais elevado e. Outra opção na redução de custos iniciais é a aquisição de máquinas usadas. Ainda deve ser observado se os custos dos serviços terceirizados superam os custos que a empresa teria. acabamento. botoneira. Assim. o empreendedor deve ter o fornecedor como parceiro. Assim. são utilizadas para grandes produções em série.  Remessa e estocagem. 54 . tem crescido bastante. para não sofrer com a falta delas durante a estação. a confecção deve ter flexibilidade para adequar-se às mudanças do mercado. costura reta e overloque. máquina de costura reta.  Corte e costura das peças. caso ela mesma realizasse a atividade. Além disso. A terceirização de serviços como estampagem. máquina de cortar.

ter. somente uma determinada fibra ou filamento.  O produto de lã não poderá ser qualificado como “lã virgem ou lã da de tosa” ou ter outra qualquer designação nacional ou estrangeira correspondente. nunca podendo ser inferiores aos caracteres de corpo 8 – caixa alta. apresentando as especificações abaixo:  Os nomes das fibras ou filamentos. no mínimo. o comerciante e quem nele põe sua marca exclusiva ou razão social são responsáveis pela falta de indicativos da composição do produto têxtil.  Os produtos têxteis e assemelhados só poderão ser comercializados em forma de matéria-prima bruta ou de produtos intermediários das diversas fases do ciclo industrial ou como produto acabado destinado ao consumo.  A etiqueta não poderá desprender-se.  O atendimento das normas do INMETRO é indispensável à legalidade das operações de comércio de roupas. que devem ser seguidas por determinado produto. processo ou serviço. ainda que de origem estrangeira.  A marca da empresa. 55 . 2 mm de altura. Normas técnicas Norma Técnica é um documento de caráter universal. devendo servir ao consumidor como informativo contínuo para conservação do produto. simples e eficiente. sob penas específicas (multas.  O número de registro como pessoa jurídica – CNPJ – Cadastro Geral do Contribuinte. no todo ou em parte. assim como qualquer outra inobservância ao Regulamento Técnico. cabendo ao comerciante diligenciar a fixação de etiquetas. em sua composição. apreensões das mercadorias).  A localização da etiqueta deve ser de fácil e imediata leitura pelo consumidor. O produto 100% é aquele que contém. se tiver sido incorporada na sua composição. no qual são indicadas regras. contendo as informações legalmente exigíveis. relacionados em ordem descrente e em igual destaque. linhas básicas ou características mínimas. pelo uso de denominação não admitida.Etiquetas de vestuário As roupas a serem fabricadas devem ter etiquetas. A indicação não é obrigatória para as partes que não representam 30% da massa total do produto. lã recuperada.  Os caracteres tipográficos da composição do produto devem ser uniformes. ou seja.  O produtor. dissolver-se ou ser removida facilmente. que virão acompanhados dos respectivos percentuais de participação no produto. proveniente de qualquer outro procedimento que descaracterize como matéria-prima original.

industrial e comercial para o País. Título: Artigos confeccionados para vestuário – Determinação das Dimensões – Código: NBR12071/MB3408 – publicação 03/2002.  Reduzir as trocas e devoluções de produtos. processo ou serviço em patrimônio tecnológico.  Nos artigos confeccionados: marcação ou etiqueta em cada peça. quando da relação com o mercado internacional. Normas técnicas relativas a vestuário Título: Medidas do corpo humano para o vestuário – Padrões Referenciais – Código: NBR13377 – publicação 05/1995. As Normas Técnicas podem ser utilizadas para:  Racionalizar processos. a Lei brasileira obriga a indústria têxtil a indicar a composição das fibras têxteis constituintes dos artigos fabricados.  Nos fios para tricô e crochê: marcação na cinta do novelo. . com as respectivas percentagens e instruções em português. matéria-prima e mão-deobra. a Norma Técnica proporciona a perfeita ordenação das atividades e obtenção de resultados semelhantes e padronizados.  Assegurar a qualidade do produto oferecido ao mercado.Devidamente utilizada. para que um mesmo produto possa ser adotado em diferentes países. Etiquetas de composição Desde junho de 1975.  Aumentar o prestígio de determinada marca.  Reverter o produto.  Incrementar as vendas de produtos em outros mercados. 56  Nos tecidos em peça: marcação na ourela ou etiqueta ou no rolo da peça à venda.  Reforçar o prestígio de serviços prestados.  Garantir saúde e segurança. eliminando desperdício de tempo.

 § 2º .  Art. (incluída pelo Decreto-lei nº 229.2.1967). Art. correspondente à relação de emprego entre empregado e empregador. 451.  Lei nº 12506/2011.  CLT Art.  Lei nº 5452/1943 – CLT. 4.  De serviço cuja natureza ou transitoriedade justifique a predeterminação do prazo.Esta Consolidação institui as normas que regulam as relações individuais e coletivas de trabalho. Contrato de trabalho É um acordo expresso ou tácito. admite. que.2. 443-CLT) Contrato por prazo determinado  § 1º .4.   De contrato de experiência. 452.1967).2. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço. 2º . nela previstas.1. individual ou coletiva. (incluída pelo Decreto-lei nº 229. Consolidação das leis do trabalho Título I – Introdução  Art. 4.Considera-se como de prazo determinado o contrato de trabalho cuja vigência dependa de termo prefixado ou da execução de serviços especificados ou ainda da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada.1967). de 28. assumindo os riscos da atividade econômica.  Lei 5452/1943 – CLT. Tipos de contrato (art. (incluída pelo Decreto-lei nº 229. 444 – As relações contratuais de trabalho podem ser objetivo de livre estipulação das partes interessadas em tudo quanto não contravenha às disposições de proteção 57 . Art.2. 7º. 7º e 8º. Nº 443.2. 1º . de 28. de 28.  De atividades empresariais de caráter transitório.1967). Legislação trabalhista  Constituição Federal: Art.O contrato por prazo determinado só será válido em se tratando: (incluído pelo Decreto-lei nº 229.Considera-se empregador a empresa. de 28.

 Art. dentro de 6 (seis) meses. tácita ou expressamente. 1º. raios X. 4.601. serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa. Vale-transporte  6% do salário base ou vencimento. de 28. salvo se a expiração deste dependeu da execução de serviços especializados ou da realização de certos acontecimentos. .1967)  Art.  Jornada normal de trabalho: 8 horas diárias. (Vide Lei nº 9. de 28. falta grave. Ao aviso prévio previsto neste artigo. O contrato de experiência não poderá exceder de 90 (noventa) dias. 4. 451. for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar sem determinação de prazo. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 229. de que trata o Capítulo VI do Título VI da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT. a outro contrato por prazo determinado. será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.  Art. Parágrafo único. 451 – O contrato de trabalho por prazo determinado que. 452 – Considera-se por prazo indeterminado todo contrato que suceder. de 1998). aos contratos coletivos que lhes sejam aplicáveis e às decisões das autoridades competentes. de 1º de maio de 1943.4.  Algumas profissões (6h): operador de telefonia. 44 horas semanais e 220 mensais. digitador.1967)  Parágrafo único. aprovada pelo Decreto-Lei 5452.. até o máximo de 60 (sessenta) dias. Jornada de trabalho  Empresas com mais de 10 funcionários.2.2. (Incluído pelo Decreto-lei nº 229. O aviso prévio. obrigatoriedade do registro de ponto.3.  58 Declaração falsa ou uso indevido..ao trabalho. perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.  Informar ao empregador: endereço residencial. firmando compromisso de utilizar em seu deslocamento diário. observada a regra do art. 445 – O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser estipulado por mais de 2 (dois) anos. Lei 12506/2011 Art. serviços e meios de transporte.

13º salário  1/12 avos da remuneração integral devida em dezembro.” Assim.00. Férias A cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho.  Solicitar pagamento de 1/3 das férias.00 mais um terço.6. Há casos em que a pessoa não tira os 30 dias previstos na lei e “vende” parte das férias para empresa. no qual serão discriminadas todas as parcelas pagas e devidamente assinado pelo empregado. 15 dias antes de completar o período aquisitivo. de acordo com a jornada de trabalho contratada.  A primeira parcela pode ser adiantada nas férias. No total. equivalente às horas trabalhadas no mês. Abono pecuniário  O empregado vende 10 dias de suas férias em dinheiro. no caso R$ 300.  A segunda (ou quitação). O salário não pode ser reduzido e seu pagamento deve ser feito contra recibo.5. folga apenas 20 dias e trabalha os outros 10. quando você volta não tem o salário para receber”. “Todos recebem o salário normal acrescido de um terço.00. de fevereiro até o dia 30 de novembro. até o dia 20 de dezembro. valor previsto na Constituição. o valor das suas férias R$ 1. você trabalha um mês e então recebe o mês trabalhado. você receberá R$ 900. a fração igual ou superior a 15 dias.  Paga em duas parcelas:  A primeira. se o seu salário normal é R$ 900. o empregado receberá as férias normalmente e nos mês seguinte receberá o salário equivalente a 10 dias trabalhados. devida e paga diretamente pelo empregador. 59 .200. entendido como tal. por mês de serviço. no caso das férias você recebe antes de tirar. O advogado explica que a diferença entre o salário e as férias também aparece na data do pagamento.00. todo empregado tem direito a gozar 30 dias de férias corridos sem prejuízo da remuneração. Quando optar por isso. Assim. Remuneração (salário + adicionais) Salário É a contraprestação direta do serviço. 4.4. O empregado recebe 1/3 de salário mensal para gozo das férias. “Para receber o seu salário.

 Depósitos feitos pelo empregador em conta vinculada e corrigida pela CEF.  60 04 parcelas: se comprovar 12 a 23 meses.  Hora noturna de 52 minutos e 30 segundos.  Sobre o salário mensal de contribuição. 7 minutos e 30 segundos a menos do que a hora diurna. INSS Obrigatório recebimento:  As contribuições serão recolhidas ao INSS. assegura o adicional mínimo correspondente a 30% do salário do empregado. FGTS  É facultado para o trabalhador doméstico. variam de 8% a 11%.  Grau médio: 20% do salário mínimo. ou seja. Adicional de insalubridade  Grau mínimo: 10% do salário mínimo.  8% sobre a remuneração bruta efetivamente.  Será concedido em um período máximo de 3 a 5 meses.Adicional de horas extras  Ultrapassando a carga horária normal. conforme salário.  Grau máximo: 40% do salário mínimo.  03 parcelas: se comprovar vínculo de no mínimo 6 meses e máximo de 11.  Valor normal + 50% do valor da HN. Seguro desemprego  FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Adicional noturno  Compreendido entre 22h de um dia e 5h do outro. em condição. Adicional de periculosidade  Contato com inflamáveis ou explosivos.  100% domingo e feriados.  20% sobre o valor da hora diurna. multa 40% sobre o montante do FGTS. .  Demitido sem justa causa. nos últimos 36 meses.

05 parcelas: se comprovar 24, nos últimos 36 meses.

O benefício é cancelado ou suspenso quando o trabalhador é admitido em novo
emprego.

Mudanças:

Currículo cadastro online.

Dados cruzados encaminhados à empresa.

O Ministério do Trabalho Portal Mais Emprego – SINE, CEF e o Ministério do
Trabalho.

61

62

5. Leis ambientais
Esse tema apresenta as leis que tratam da proteção ao meio ambiente. Apesar de
introdutório, seu estudo torna-se indispensável para que conheçamos a importância de se
respeitar e manter vivo o planeta em que vivemos.

5.1. Constituição da República Federativa do Brasil – 1988
Capítulo VI – Do meio ambiente
Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à
coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§1º - Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe-se ao Poder Público:
I. Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas.
II. Preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético.
III. Definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão
permitidas somente por meio de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a
integridade dos atributos que justifiquem sua proteção.
IV. Exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto
ambiental a que se dará publicamente.
V. Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio
ambiente.
VI. Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente.
VII. Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem
em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os
animais à crueldade.

§2º - Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente
degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da
lei.

63

A Floresta Amazônica brasileira. cuja largura mínima será: 1. de 15 de setembro de 1965 Art. 5º. sem o que não poderão ser instaladas. recreativos e científicos. De 100 (cem) metros para todos os cursos cuja largura seja superior a 200 (duzentos) metros. Código Florestal. e) Nas encostas ou partes destas com declividade superior a 45°. a Mata Atlântica.As condutoras e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores. 5. equivalente a 100% na linha de maior declividade. b) Ao redor das lagoas.771. f) Nas restingas. com a finalidade de resguardar atributos excepcionais da natureza. o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional. conciliando a proteção integral da flora.. d) No topo de morros. a Serra do Mar. §6º . como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues (.. pelo só efeito desta lei. montes. da fauna e das belezas naturais. necessárias à proteção dos ecossistemas naturais. situadas: a) Ao longo dos rios ou de outro qualquer curso d‟água. dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. 3.§3º . 2º. c) Nas nascentes. mesmo nos chamados “olhos d‟água” seja qual for a sua situação topográfica. e sua utilização se fará na forma da lei. §5º .As usinas que operem com reator nuclear deverão ter sua localização definida em lei federal. §4º . inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.). com a utilização para objetivos educacionais. Consideram-se de preservação permanente. as florestas e demais formas de vegetação natural. em faixa marginal. Lei n. Art. Igual à metade da largura dos cursos que meçam de 10 (dez) a 200 (duzentos) metros de distância entre as margens. Estaduais e Municipais e Reservas Biológicas. montanhas e serras. O Poder Público criará: a) Parques Nacionais. 2.São disponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados. lagos ou reservatórios de água naturais ou artificiais. por ações discriminatórias. 64 .2. independentemente da obrigação de reparar os danos causados. De 5 (cinco) metros para os rios de menos de 10 (dez) metros de largura. 4. pessoas físicas ou jurídicas a sanções penais e administrativas.

as responsabilidades. Lei n. de 27 de abril de 1981 Dispõe sobre a criação de Estações Ecológicas e Áreas de Proteção Ambiental. de 09 de março de 1982 Cria a Comissão Interministerial com vistas à recuperação. 6. 5. os critérios e as diretrizes gerais para uso e implementação da avaliação de impacto ambiental como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. n.5. 6. Resolução Conama. controle e preservação da qualidade ambiental em Cubatão–SP. técnicos ou sociais.4.b) Florestas Nacionais. inclusive reservando áreas ainda não florestadas e destinadas a atingir aquele fim. 5. Decreto n. 001/86. com fins econômicos. Poluição industrial Lei n. 1. Estaduais e Municipais. de 14 de agosto de 1975 Dispõe sobre o controle da poluição do meio ambiente provocada por atividades industriais. de 02 de julho de 1980 Dispõe sobre as diretrizes básicas para o zoneamento industrial nas áreas críticas de poluição.902.000. Parágrafo único – fica proibida qualquer forma de exploração dos recursos naturais nos Parques Nacionais. 65 . Estaduais e Municipais.803. de 23 de janeiro de 1986 Estabelece as definições.413. 76. Decreto n. de 03 de outubro de 1975 Dispõe sobre as medidas de prevenção e controle da poluição industrial e define as áreas críticas de poluição.3. 87. Decreto-lei n.389. 5.

demonstra a preocupação dos países com as condições ambientais da Terra. Implementação de equipamentos que diminuem a poluição. A evolução dos cuidados com o meio ambiente. Norma ambiental Uma norma ambiental é a tentativa de homogeneizar conceitos. As normas ambientais contribuem também para o esforço mundial de diminuição e controle da poluição ou degradação ambiental. de implementação voluntária. 2009 Esse tipo de norma internacional.6. nada melhor que um conjunto de normas para gerenciar e diminuir a poluição. vem se processando em três estágios interligados e sucessivos. ordenar atividades e criar padrões e procedimentos que sejam reconhecidos por aqueles que estejam envolvidos com alguma atividade produtiva que gere impactos ambientais. 66 . O setor produtivo passa a não ser mais uma simples alavanca do crescimento de um país.  3º estágio (gestão ambiental): prevenção e diminuição de práticas poluidoras e impactantes ao meio ambiente. as chuvas ácidas. mas também um gerador de condições e recursos para solucionar os problemas ambientais já existentes. Cria-se uma função gerencial global. O desenvolvimento desse tipo de norma corresponde às exigências da comunidade internacional de um desenvolvimento compatível com as condições físicas e biológicas do planeta e com a sobrevivência condigna das gerações futuras.  2º estágio: integração da função gerencial de controle ambiental ao processo produtivo.5. Como os sistemas produtivos respondem por boa parte das alterações ambientais. A diminuição da camada de ozônio. por parte do setor produtivo. Figura 1 – Evolução do mundo ao passar dos anos Fonte: SENAI-RJ. o efeito estufa e as alterações climáticas recentes são alguns sinais dos efeitos causados pela atividade humana.  1º estágio: cumprimento das exigências legais e normativas.

mas vieram para ficar. Apesar de abordagens diferentes. A difusão dessas normas teóricas acabou por uniformizar a linguagem entre clientes e fornecedores. principalmente para exportação. nessa época. No Brasil. uma dúzia de consultorias que buscavam o credenciamento para certificar tais sistemas. O país entrou definitivamente na era da qualidade. tratando-se de meio ambiente. o mercado. para obter o certificado. já existia. a sociedade civil. Não havia dúvida. as pressões sobre a indústria são maiores e envolvem diversos setores sociais. ganhou agilidade e versatilidade nos negócios e nas relações comerciais. Os sistemas de gestão adaptam a atividade fabril ao meio ambiente Há uma tendência mundial para a certificação de sistemas de gestão ambiental nas organizações. O rápido crescimento do número de empresas certificadas mostra o grau de importância da implantação de procedimentos gerenciais que garantam a qualidade por meio de normas técnicas internacionais voluntárias. uma exigência de mercado. Assim. Na União Europeia. as pressões aumentam. por meio de suas organizações. possuía quase uma centena de empresas prontas para certificação. O meio ambiente é modificado. alterando sua relação com o homem. Hoje. a ISO Série 9000 conta hoje com cerca de 100 mil empresas certificadas em todo o mundo.000 certificados por alguma das normas de sistemas de gestão da qualidade da ISO Série 9000. berço dos sistemas de qualidade e precursora dos sistemas de gestão ambiental. Assim. portanto. A partir da segunda metade dos anos 1990. A Inglaterra.Normas internacionais e globalização de mercados A crescente utilização das normas de qualidade da ISO Série 9000 nas relações comerciais internacionais não deixa dúvidas sobre a necessidade de a indústria se adaptar aos novos tempos. cada vez mais competitivo e globalizado. o Brasil possui mais de 1. pelo menos. existem fortes indicadores de que a 67 . Mas. de que as normas de Sistemas de Gestão Ambiental não eram uma questão de modismo. como a última. passando a se tornar. Antes mesmo de pronta. de olho no mercado internacional. e algumas até já o obtiveram. já acompanha a tendência da ISO Série 9000. grupo de normas de sistemas de gestão ambiental. surge outro impacto: o das normas de sistemas de gestão ambiental. por meio da norma BS 7750. Publicada em 1987. A aquisição do “diploma” internacional de gestão da qualidade passou a ser indispensável para a entrada ou manutenção de mercados para muitos setores industriais. devido à poluição causada pelas atividades produtivas. a ISO Série 14000. Na Europa. a Série ISO 14000. exerce pressão sobre a indústria para que esta diminua os efeitos ambientais de sua atividade. Quando as condições ambientais tornam-se inadequadas. por exemplo. as normas técnicas de sistemas de gestão ambiental compartilham dos mesmos princípios dos sistemas de gestão de qualidade. muitas empresas se mobilizaram.

implantação de sistemas de gestão ambiental venha a ser fator necessário à concretização de negócios. A técnica utilizada foi o velho conhecido banho-maria. A publicação do Regulamento da União Europeia.”. A economia surpreendeu até mesmo a empresa: R$ 30 mil em uma semana só em consumo de energia. A simples troca do óleo combustível que alimentava o forno do gás promoveu uma série de benefícios. As potencialidades decorrentes do uso dessas normas são:  Médio prazo: avaliação de riscos ambientais. com isso. estabeleceu um sistema voluntário e comunitário de ecogestão e auditoria. Outro indicativo é a criação na Europa do sistema comunitário de atribuição de rótulo ecológico aos produtos diferenciados por suas características de sustentabilidade ambiental. ISO Série 14000 A ISO Série 14000 é um grupo de normas que fornece ferramentas e estabelece padrão de Sistemas de Gestão Ambiental. Reduziu custos com energia e diminuiu a poluição do ar. reduzido impacto ambiental poderão obter o rótulo que os diferenciará no momento do consumo.” (Alexandre D‟Avignon) Gestão ambiental gera produtividade As empresas que implementaram o sistema de gestão ambiental têm muito que comemorar. a partir de uma política ambiental que vise à melhoria contínua em relação ao meio ambiente. muito usado para esquentar alimentos em casa. preparação e planos de emergência ou . Uma indústria do setor têxtil de Santa Catarina conseguiu resolver problemas de alto consumo de energia com uma medida muito simples: reutilizou a água suja de tinta que seria jogada fora para esquentar a água limpa e. recuperação de áreas degradadas. “O fato de uma empresa regular sua operação já significa uma redução de custos de. 5. aconteceu com uma empresa de vidros argentina. Qualquer organização pode se candidatar. conseguiram façanhas como redução no consumo de energia. Guido Ferolla. Por meio dela.7. deixou de gastar uma enorme quantidade de energia elétrica para realizar essa operação. a empresa poderá sistematizar a sua gestão. em junho de 1993. as indústrias que apresentarem um processo produtivo sustentável podem ingressar na lista de empresas qualificadas. no mínimo. os produtos que apresentarem. Assim. 20%. Mais que o passaporte ISO 14000. relatório 68 de auditoria ambiental. “Qualquer atividade que cause efeitos danosos ao meio ambiente poderá perder espaço no mercado internacional. Nesse caso. mesmo não fazendo parte da União Europeia. aumento de produtividade e melhoria em vários setores. explicou Ferolla. durante o seu ciclo de vida. Outro exemplo interessante narrado pelo engenheiro do Inmetro.

conservação dos recursos naturais. 69 . a ISO Série 14000 abrange seis áreas bem definidas: sistemas de gestão ambiental. aspectos ambientais em normas de produtos e análise do ciclo de vida do produto. Figura 2 – Potencialidades em médio prazo Fonte: SENAI-RJ. 2009 Como se pode perceber. determinação de impactos ambientais e projetos para meio ambiente. avaliação de desempenho ambiental. gestão dos resíduos industriais. auditoria ambiental.contingenciamento. rotulagem ambiental. 2009  Longo prazo: produtos e processos mais limpos. gestão racional do uso da energia e redução da poluição global. Figura 3 – Potencialidades em longo prazo Fonte: SENAI-RJ.

70 .

pela primeira vez. atingem forte e danosamente a qualidade. nem ao menos a sua necessidade. também. até o nosso ingresso no mercado de trabalho e. incoerentemente. é. investir em treinamento. 71 . em equipamentos. a grande necessidade que a empresa moderna tem de aplicar recursos. ao nos puxar a orelha. Segurança e higiene no trabalho É sabido que o brasileiro. conforme tem sido demonstrado. Assim. no próprio lar que somos desafiados. por meio da mãe. combater. a única vez em que normalmente temos alguma noção de prevenção é no lar. dar-nos umas palmadas por alguma travessura. A nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com técnicas de prevenção de acidentes. praticando o ato inseguro. a produção e o custo. Daí. não se apega à prevenção. a demonstrar coragem. tradicionalmente. embora de forma precária. mas. juntamente pelo próprio pai. os acidentes de trabalho que. seja ela de acidentes de trabalho ou não.Módulo III 1. isso já na idade adulta! Na verdade. assim mesmo. mediante técnicas e sensibilização. da empresa em que trabalharemos. e em métodos de trabalho para incutir em seu pessoal o espírito prevencionista e. é que teremos o primeiro contato com a prevenção de acidentes. pior ainda. dependendo do setor de atividade e. em seu meio.

72 .

apesar de o indivíduo ter desejado atingir o outro. como impacto de pessoa contra (que se aplica aos casos em que a lesão foi produzida por impacto do acidentado contra um objeto parado. é por não se querer o acidente. O “previsto” significa programa. aprisionamento. estando no mesmo nível ou acima da superfície de apoio do acidentado). um alicate contra o outro e o atinge. intencionalmente.  Queda em mesmo nível (movimentado devido à perda de equilíbrio. exceto em casos de queda). um mecânico esmerilhando sem óculos. por exemplo). por exemplo.2. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). escoriações). de ocorrer o acidente. enquanto o “previsível” sugere possibilidade. Se tal ocorrência estiver relacionada ao exercício do trabalho. Definição O acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável.1. Acidente no trabalho 2. por exemplo. 73 . se alguém. No entanto. saturnismo após algum tempo). instantânea ou não. É preciso previsto/imprevisto de previsível/imprevisível.). podendo ficar somente no risco de provocá-la (acidente sem vítima).  Queda com diferença de nível (ação da gravidade. A doença ocupacional é consequência mediata em relação à exposição ao risco (exposição ao vapor de chumbo hoje. O desejável. isto é. Trocando o conceito em miúdos: a ocorrência é imprevista por não ter um momento predeterminado (dia ou hora) para acontecer. por não estar programada. O “instantânea ou não” faz a diferença entre o acidente típico. pode-se dizer que o acidente é previsível em função de circunstâncias (uma escada de degraus defeituosos. que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão. a queda de uma marreta. Daí. em sua NB18 (Norma Brasileira nº 18) focaliza o acidente sob os seguintes aspectos:  Tipo: classifica o acidente quanto à sua espécie. Esclarecendo: o acidente propriamente dito é a ocorrência que tem consequência (lesão) imediata em relação ao momento da ocorrência (queda = fratura. caracterizado o acidente de trabalho. Assim. lesão. joga. Isso se dá porque a ocorrência é caracterizada em função da vítima (ou vítima potencial) e é claro que ela não queria ser atacada. luxação. caracteriza-se o acidente. como o conhecemos (queda. O acidente não implica. impacto sofrido (o movimento é de objeto). a ocorrência não está prevista. clara. com o objeto de contato. existe a possibilidade. estará. estando abaixo da superfície em que se encontra o acidentado). com o objeto de contato. necessariamente. então. Assim. é óbvio. impacto sofrido. é o acidente que pode ser com vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge ninguém). etc.

aprovisionamento. é o prejuízo econômico cujas consequências atingem o empregado. acidente no trabalho apresenta fatores altamente negativos no que se referem ao aspecto humano. Aspecto econômico Um dos fatores altamente negativos. Consequentemente.2. 2. que registram os acidentes prejudiciais à integridade física do empregado. a empresa. a própria nação. os prejuízos econômicos fazem-se sentir à medida em que a indenização não lhe garante necessariamente 74 . Pode-se considerar acidente de trabalho como efeito. para não se tornarem vítimas dele. Quanto ao empregado. em termos de extensão e proporção. Por que o acidente no trabalho deve ser evitado Sob todos os ângulos em que possa ter analisado. social e econômico cujas consequências se constituem num forte argumento de apoio a quaisquer ações de controle e prevenção dos infortúnios ocasionais.  O acidente no trabalho como causa. resultante dos acidentes do trabalho. apesar de toda a assistência e das indenizações recebidas por ele ou por seus familiares pela Previdência Social. Atrito ou abrasão. em uma concepção mais ampla. interessando-se pela aplicação correta das medidas de prevenção do acidente. isto é. Aspecto social Em referência a este aspecto. para conhecimento do grande índice de pessoas incapacitadas para o trabalho e de tantas outras vidas truncadas. quando ele é resultado de uma inobservância das normas de segurança. são imensuráveis. quando ele resulta de uma ação imprudente ou de condições inadequadas. no qual tais infortúnios repercutem por tempo indeterminado. quando se têm em vista as consequências dele advindas. etc. Aspecto humano Bastaria consulta às estatísticas oficiais. as consequências dos acidentes do trabalho. Como se deduz. no caso de acidentar-se. há desestruturação do ambiente familiar. visando estes dois aspectos:  O acidente no trabalho como efeito. a sociedade e. vamos analisar o acidente no trabalho e suas consequências sociais. pode-se considerá-lo como causa. O importante diante de todos os aspectos que possam ser representados é que as pessoas se inteiram dessa realidade.

E. As consequências podem ser. Identificação das causas do acidente É fundamental compreender que a busca da causa de um acidente não tem. Outro tipo de prejuízo econômico refere-se ao acidente que atinge o empregado. esses são alguns fatores que muito contribuem para os prejuízos econômicos tanto do empregado quanto da empresa. tais benefícios. etc. A perda. os prejuízos econômicos. que são as causas aparentes do acidente que pode. Para esclarecer. resultar em lesão pessoal. Em termos gerais. por sua vez. leva o homem a cometer atos inseguros ou criar/permitir condições inseguras. dentre outras: a paralisação do trabalho. originar-se de falha pessoal. As características indesejáveis. A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herança sanguínea) ou de meio ambiente (cultura). ou não. também. por sua vez. principalmente a claustrofobia (medo de lugares fechados). o mesmo acontece com danos a máquinas. imaginemos uma situação: a companhia admite um novo empregado que terá a ocupação de escarfador. mas.). etc. exibicionismo. as medidas que possibilitem impedir ocorrências semelhantes.o mesmo padrão de vida mantido até então. O candidato selecionado é homem e a CST é sua primeira 75 . ainda. quando o ambiente é propício. acrofobia (medo de altura). E. traz prejuízo econômico. absolutamente. induz o homem a criar ou permitir a condição insegura e/ou praticar o ato inseguro. Pode. não repararão uma invalidez ou a perda de uma vida. processo de transmissão de características físicas e mentais dos ascendentes (pais. que. ainda que de alguns minutos de atividade no trabalho. o de encontrar. dependendo do tipo de lesão sofrida. inadequadas.) para os descendentes (filhos. a partir das causas.3. devido à impossibilidade de substituição do acidentado por um elemento treinado para aquele tipo de trabalho. Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditários e no meio ambiente da primeira infância do homem. avós. insubordinação. herdadas (hereditariedade) ou adquiridas (meio ambiente) manifestam-se por meio da falha pessoal. netos. por exemplo. imprudência. Na empresa. 2. variam em função da importância que ela dedica à prevenção de acidentes. havendo sempre grande queda da produção..). a equipamentos ou perda de materiais. a influência psicológica negativa que atinge os demais empregados e que interfere no ritmo normal do trabalho. manifesta-se sob a forma de fobias. etc. e de outras formas. A falha pessoal. Tal manifestação interfere na formação do homem. por melhores que sejam. negligência. o objetivo de punição. devido à gravidade da lesão. dando oportunidade ao afloramento das falhas pessoais (atitudes impróprias. variando as proporções quanto ao tempo de afastamento dele. derivados dos acidentes. por tempo indeterminado. etc. etc. Clareando: a hereditariedade.

etc. na palma da mão. a desobediência pode ocorrer ao próprio bom senso. sem proteção. Possivelmente. não necessariamente a normas/procedimentos/instruções. podemos classificar a condição insegura em quatro classes:  Mecânica: máquina/ferramenta/equipamento defeituosos. após treinamento. trabalhara no quiosque do pai.empresa. mas também àquelas normas de conduta ditadas pelo bom senso.  Variação: a pessoa faz algo de modo diferente ao que deveria fazer. de sunga. tomando uma aguinha de coco. um ferro elétrico aquecido. irá se sentir agoniado. vê-se todo equipado para o trabalho. 76 . Exemplo: para “encurtar caminho”. na praia de Camburi. à vontade. esse rapaz começa a trabalhar na CST e. métodos de trabalho e deficiência administrativa. inadequado. estará cometendo um ato inseguro. Condição insegura A condição insegura são as condições do ambiente cuja correção não é da alçada do acidentado. se alguém o fizer. materiais. vez por outra. Não é necessariamente a desobediência à norma ou ao procedimento escrito. salta da plataforma em lugar de descer pela escada. Ato inseguro O ato inseguro é a desobediência a um procedimento seguro. cabe a seguinte questão: nas mesmas circunstâncias. comumente aceito. tacitamente aceitas. É claro que a “omissão” implica existência/conhecimento de norma/procedimento específico. O ato inseguro ocorre em três modalidades:  Omissão: a pessoa não faz o que deveria fazer. o dia todo. Quanto à “comissão” e à “variação”. enquanto inspecionava biquínis e similares. Até então. porém. Na caracterização do ato inseguro. Para efeito de maior clareza. preso: a situação é muito diferente e a tendência é chegar ao acidente. Exemplo: deixar de impedir equipamento. não se adaptará. Pois bem.  Comissão: a pessoa faz o que não deveria fazer. uma pessoa prudente agiria da mesma forma? Um exemplo: não se conhece nenhuma norma escrita que oriente para não se segurar. Exemplo: operar equipamento sem estar capacitado e/ou autorizado. equipamentos. A condição insegura compreende máquinas.

Permitir práticas inseguras. a partir da convivência e da observação. em termos de gravidade da lesão que provoca. iluminação. processo perigoso. Exemplo: mandar improvisar ferramenta. o conhecido CPT (Com Perda de Tempo). Exemplo: deixar de reparar escada defeituosa.). etc. mas outros fatores concorreram para a ocorrência e esses fatores (“as causas de causa”) precisam se identificadas para a prevenção. a conveniência e a observação devem ser valorizadas. 2. é classificado de duas maneiras:  Se o acidente provoca lesão tal que impeça o acidentado de retornar ao trabalho. É verdade. com afastamento. enquadrando-se como “negligência” da supervisão. todas elas derivadas das posições de comando:  Negligência: corresponde à omissão do ato inseguro. Classificação do acidente O acidente pessoal. Física: layout (arrumação. etc. método arriscado. no dia imediato ao da ocorrência. passagens. A condição insegura ocorre. em três modalidades. acesso. deixar de fazer o que deve ser feito.  Imperícia derivada da falta de conhecimento/experiência específica. Mandar fazer sem estabelecer procedimento. Daí a importância de estudar “hereditariedade e meio ambiente” (muito difícil para a indústria comum) e as “falhas pessoais”. supervisão deficiente. Exemplo: não fixar padrão/procedimento de trabalho. Aliás. estas mais visíveis.  Ambiental: ventilação. também. ou seja. Mesmo que o acidentado possa 77 . em suas funções. etc. ruído.4. ele é tido como lesão. a norma diz que se um ato inseguro vem sendo cometido repetidas vezes. A observação é tão importante que a sua negligência tem o poder de alterar o ato inseguro para a condição insegura. a ação que deflagrou a ocorrência. deixa de ser ato para ser condição insegura. a “gota d‟água” que fez transbordar o conteúdo do copo. padrão existente.  Método: procedimento de trabalho inadequado.  Imprudência: mandar fazer de forma diferente do estabelecido. É importante frisar que a condição insegura e ato inseguro são a causa final de um acidente. por tempo suficiente para ter sido “observado” e “corrigido” e não é. poluição. espaço.

em resumo. a ferradura foi perdida. por exemplo. Zele por ele. exige constante aperfeiçoamento. Busque o padrão junto ao seu gerente supervisor. 2. o gerador de aperfeiçoamento dele. já que. em suas funções. o cavalo foi perdido. seguro. Fundamentado no conhecimento do trabalho.trabalhar. de imediato. a lesão pode ser classificada de “Com Afastamento” (CPT). ser conhecido e estar ao alcance de todos os envolvidos no trabalho. consequentemente. desde que dela resulte uma incapacidade permanente. você é o usuário. do seu trabalho. que é. O bom padrão operacional não sobrevive sem retoques. o catalisador do padrão.  Se a lesão decorrente do acidente não impede o acidentado de trabalhar no dia seguinte ao da ocorrência. Podemos ter acidentes até mesmo impessoais de alta gravidade. Seu ponto-chave é o detalhe. no dia seguinte ao da ocorrência. o reino foi perdido.5. Ninguém está mais capacitado que você para saber qual a melhor maneira de executar o seu trabalho. que é seu melhor companheiro. onde. Organizando a tarefa. você chegará naturalmente ao padrão ideal que requer constantes avaliações e adequações. temos o conhecido (Sem Perda de Tempo). aperfeiçoando-a sempre e mantendo o seu risco. a ferramenta de atualização do padrão. adequando-se quanto ao como. a curto. médio ou longo prazo pode representar o fracasso do trabalho. de execução do trabalho. É importante frisar que tal classificação se refere unicamente à gravidade da lesão e do acidente. A importância do detalhe Pela falta de um cravo. discutindo-a com seus colegas. oficialmente classificado de “Lesão Sem Afastamento”. a batalha foi perdida. pela perda do cavalo. Lembre-se de que o padrão operacional precisa ser registrado escrito e receber constantes adequações. o cavaleiro se perdeu. a perda de uma falange (nó) de um dedo. este que não pode ser negligenciado ou esquecido. obtidas por análise de riscos. é ele o centralizador. pela perda da batalha. pela falta da ferradura. O padrão operacional somente pode ser considerado se estiver registrado (escrito). pela perda do cavaleiro. Padrão operacional É o estabelecimento do método correto e. quando e com o que fazer. e tudo porque um cravo de ferradura foi perdido! Benjamim Franklin 78 .

que oferecem:  Proteção Coletiva: beneficia todos os empregados indistintamente. nos locais de trabalho. é uma empresa enquadrada no Grau de Risco 4 (risco elevado de acidentes) e. as barreiras de proteção. guindastes e esteiras transportadoras são exemplos de proteção coletiva. Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) São os que. de fabricação nacional ou estrangeira.2.214 do MTb.  Proteção Individual: protege apenas a pessoa que utiliza o equipamento. condições que poderão ocasionar danos à saúde ou à integridade física do empregado. das condições em que o trabalho é executado. também. aterramentos elétricos. EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. Esses riscos devem ser neutralizados ou eliminados por meio da utilização dos equipamentos de proteção. corredores. As proteções em furadeiras. 79 . nas seguintes circunstâncias:  Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho. portanto. os dispositivos de proteção em escadas. destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.3. conhecedor não só dos equipamentos como.1. 3. conforme Portaria 3.  Para atender situação de emergência.  Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas. quando adotados. 3. Equipamento de Proteção Individual (EPI) Definição O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual. Equipamentos de proteção A CST. prensas. NR4. neutralizam o risco na própria fonte. os sistemas de isolamento de operações ruidosas. gratuitamente. exaustores de gases e vapores. Seleção de EPI A seleção deve ser feita por pessoal competente. serras. podem existir. Nota: a empresa é obrigada a fornecer aos empregados.

a CST fornece os óculos de ampla visão. Características e classificação dos EPI Podem-se classificar os EPI. comprovadamente.É preciso conhecer as características. Para a proteção contra aerodispersoides (poeira). Figura 1 Fonte: SENAI-MG. semielástica. muito eficazes quanto à proteção de impactos. à proteção contra radiação térmica. também. Carneira: armação plástica. qualidades técnicas e. Os óculos de segurança utilizados na CST são. Proteção da cabeça  Capacete: protege do impacto de objeto que cai ou é projetado e de impacto contra objeto imóvel e somente estará completo e em condições adequadas de uso composto de: Casco: é o capacete propriamente dito. A efetiva proteção dos óculos se obtém com o 80 . principalmente. agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger. que separa o casco do couro cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia do impacto. que envolvem totalmente a região ocular. Jugular: presta-se à fixação do capacete à cabeça. o grau de proteção que o equipamento deverá proporcionar. O capacete de celeron se presta. em que se somam os riscos de impacto e intensa presença de aerodispersoides (poeira). s/d Proteção dos olhos  Óculos de segurança: protegem os olhos de impacto de materiais projetados e de impacto contra objetos imóveis.

poeiras e similares. sem tocá-lo. É articulado e tem perfil côncavo. Elas protegem. s/d Proteção facial  Protetor facial: protege todo o rosto de impacto de materiais projetados e de calor radiante. podendo ser acoplado ao capacete. Construído em acrílico. alumínio ou tela de aço inox. Figura 2 Fonte: SENAI-MG. permitindo a proteção também contra queimaduras. óculos basculáveis) e óculos de ampla visão. Para uso em ambientes de alta temperatura. ao mesmo tempo. o capuz é equipado com filtros de luz. Figura 2 Fonte: SENAI-MG. s/d Proteção das laterais e parte posterior da cabeça  Capuz: protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca) de projeção de fagulhas.uso dos dois EPI (óculos de segurança. 81 . não somente de envenenamento e asfixias. Proteção respiratória  Máscaras: protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos. tamanho e altura que permitem cobrir todo o rosto. asfixiantes e aerodispersoides (poeira).

Existem em dois tipos básicos: Tipo plug (de borracha macia. abrasão e radiações ionizantes. Tipo concha. s/d Proteção de membros superiores  Protetores de punho.). que é introduzido no canal auditivo. Isso significa que. de calor. que cobre todo o aparelho auditivo e protege também o sistema auxiliar de audição (ósseo).mas. ouve-se o som mais o ruído. espuma. queimaduras. contra impactos cortantes e perfurantes. Figura 3 Fonte: SENAI-MG. Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas. com ou sem alimentação de ar respirável. choques elétricos. também. mas reduz o ruído (que é o som indesejável em níveis compatíveis com a saúde auditiva). inclusive o punho. Proteção auditiva  Protetor auricular: diminui a intensidade da pressão sonora exercida pelo ruído contra o aparelho auditivo. choque elétrico. mesmo usando o protetor auricular.  Luvas: protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e perfurantes. mangas e mangotes: protegem os braços. sem que este afete o usuário. Figura 4 Fonte: SENAI-MG. s/d 82 . etc. O protetor auricular não anula o som. de poliuretano ou PVC). abrasão e radiações ionizantes e não ionizantes. da inalação de substâncias que provocam doenças ocupacionais (silicose. siderose.

ambos permitem boa mobilidade ao usuário. somente é de segurança o calçado que possui biqueira de aço de proteção para dedos. Proteção de membros inferiores  Calçado de segurança: protege os pés contra impactos de objetos que caem ou são projetados.. s/d 83 . projeção de materiais articulados. perfurações. Por norma. contra a ação dos solventes. fagulhas.  Perneiras: protegem as pernas contra projeções de aparas. membros superiores. Figura 5 Fonte: SENAI-MG. lubrificantes e outros produtos agressivos. principalmente.  Avental: protege o tronco frontalmente e parte dos membros inferiores – alguns modelos (tipo barbeiro) protegem também os membros superiores – contra queimaduras. s/d Proteção da pele  Luva química: creme que protege a pele. impactos contra objetos imóveis e contra perfurações. radiante. calor.Proteção do tronco  Paletó: protege tronco e braços de queimaduras. projeções de materiais particulares e de abrasão. de materiais quentes. Figura 5 Fonte: SENAI-MG. etc. perfurações. calor radiante e de frio. limalhas.

composto de cinturão. e de talabarte. cada vez em que há troca de usuário. Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido a não observância do uso de EPI. além da indicação técnica para operações locais e empregados determinados. que protegem o homem nas atividades exercidas em locais com altura igual ou superior a 2 (dois) metros. do Capítulo V da CLT. Figura 6 Fonte: SENAI-MG. aço.  Conservação do EPI O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso. A eficácia de um EPI depende do uso correto e constante no trabalho onde exista o risco. desde que receba orientação para isso. com a conservação. extensão de corda (polietileno.  Guarda do EPI: O empregado deve conservar o seu equipamento de proteção individual e estar conscientizado de que. A Seção IV. etc. nylon. s/d Guarda e conservação do EPI De modo geral. os EPI devem ser limpos e desinfetados. ele estará se protegendo quando voltar a utilizar o equipamento.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme. Sempre que possível. a verificação e a limpeza desses equipamentos devem ser confiadas a uma pessoa habilitada para este fim. Neste caso. cuida do Equipamento de Proteção Individual em dois artigos. a saber: 84 .Proteção global contra quedas  Cinto de segurança: cinturões antiquedas. é exigência constante de textos legais. o próprio empregado pode se ocupar desta tarefa. propriamente dito. Exigência legal para empresa e empregado O uso de Equipamento de Proteção Individual.

cuida minuciosamente do Equipamento de Proteção Individual.Art. em sua Norma Regulamentadora 1 .O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho .item 1.A empresa é obrigada a fornecer aos empregados. Por outro lado. entre outras coisas. 167 . que incluem o dever de utilizar a proteção fornecida pela empresa.CA. as obrigações do empregado. gratuitamente. 166 . Art. a regulamentação de segurança e medicina do trabalho. equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento. 85 . sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados.8. mencionando.

86 .

a vibração e a má iluminação. Riscos ambientais Os ambientes de trabalho podem conter. riscos físicos e riscos biológicos. na sua Norma Regulamentadora de nº 09. 87 . segundo o seu tipo de atividade. das condições possíveis de risco para a saúde e das medidas gerais para o controle desses fatores nos ambientes de trabalho.4. esses fatores. o ruído ou barulho. um ou mais fatores ou agentes que. 4. Riscos físicos São representados por fatores do ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde. o trabalho com pressões anormais. dentro de certas condições. avaliação e controle de todos os fatores do ambiente de trabalho que podem causar doenças ou danos à saúde dos empregados. irão causar danos à saúde do pessoal. riscos ambientais. Riscos biológicos São representados por uma variedade de microrganismos. Os riscos ambientais exigem a observação de certos cuidados e a tomada de medidas corretivas nos ambientes. Segue-se uma série de informações básicas relativas aos Riscos Ambientais. identificação. sendo os principais: o calor. com enumeração dos principais fatores. Chamam-se. contempla o Programa de Proteção aos Riscos Ambientais (PPRA). A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do Trabalho do Ministério do Trabalho. com os quais o empregado pode entrar em contato.1. as radiações. Riscos químicos São representados por grande número das substâncias que podem contaminar o ambiente de trabalho. e que podem causar doenças. que tem como objetivo de antecipação. dependendo da atividade que neles é desenvolvida. Classificação dos riscos Os riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscos químicos. se se pretende evitar o aparecimento das chamadas doenças do trabalho.

Vias de entrada dos materiais tóxicos no organismo Três são as formas pelas quais os materiais tóxicos podem penetrar no organismo humano:  Por inalação Quando se está num ambiente contaminado. Isso tem relação com a forma de entrada do tóxico no organismo. presente no ambiente. é preciso que haja inter-relação entre os fatores que serão expostos a seguir. A forma em que o contaminante se encontra Isto é.2. pela pele. 88 . O tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição. Fatores que colaboram para que os produtos ou agentes causem danos à saúde Nem todo produto ou agente. isto é. de contato. líquido.4. A possibilidade de as pessoas absorverem as substâncias Algumas substâncias só são capazes de entrar no organismo por inalação ou. maiores são as possibilidades de se desenvolver dano à saúde e vice-versa.3. o interessado deve procurar um membro da CIPA ou do Serviço Especializado ou. Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso em separado. maiores as chances de aparecerem problemas. pela respiração. então. Havendo dúvida quanto à existência ou não de perigo. A concentração do contaminante no ambiente Quanto maiores as concentrações. como será visto adiante. o seu gerente. O quanto a substância é tóxica Algumas substâncias são mais tóxicas que as outras. ou poeira. ainda. se em forma de gás. Para que isso ocorra. 4. neblina. pode-se absorver uma substância nociva por inalação. irá causar obrigatoriamente um dano à saúde. se comparadas em relação a uma mesma concentração.

Figura 2 Fonte: SENAI-MG. acidentalmente. s/d  Por contato com a pele. o tóxico pode atingir o sangue e causar dano à saúde. E também não de deve ir para o refeitório ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseio pessoal: lavar as mãos e rosto com sabão e bastante água. ou via cutânea A pele pode absorver certas substâncias. Isso acontece muito quando são comidos ou bebidos alimentos que estão contaminados com quantidades não visíveis de substâncias nocivas. mesmo que por poucos instantes. se houver contato. o tóxico.Figura 1 Fonte: SENAI-MG. É por essa razão que nunca se devem fazer as refeições no próprio posto de trabalho. Dessa forma. 89 . s/d  Por ingestão Ao se engolir.

fumos. tíner em geral.  Poeiras ou pós Pó de serragem. o toluol.  Líquidos Podem ser corrosivos.Figura 3 Fonte: SENAI-MG. 90 . poeira de rebarbação de peças fundidas no jateamento ou granalha de aço. causadores de doenças da pele. Muitos líquidos também podem ser absorvidos pela pele. como os ácidos e a soda cáustica ou irritantes. provenientes do banho que ficam suspensos no ar.  Gases Monóxido de carbono. vapores.4. desengraxantes como o tetracloreto de carbono. o tricloroetileno. gases dos processos industriais como o gás sulfídrico.  Névoas ou neblinas Nos banhos de galvanoplastia. líquidos. poeiras e névoas ou neblinas. causando prejuízo à saúde. em que se formam névoas ou neblinas de ácidos. s/d 4. fosfatização e outros processos. Riscos químicos As substâncias químicas podem estar na forma de gases. Por exemplo:  Vapores Emanados de solventes como o benzol. Os fumos são pequenas partículas de metal ou de seus compostos.  Fumos Nos banhos de metais fundidos como o chumbo.

cerâmicas. fumos de chumbo. toluol.  Asfixia Trata-se da falta de oxigênio no organismo. destacam-se. líquida ou gasosa. e a poeira de caviúna.Principais efeitos no organismo Dentre os efeitos dos riscos químicos no organismo. dentro de certos limites. Exemplos: benzol. gás carbônico (CO2). tricloroetileno. acetileno. nariz.  Pneumoconiose Uma alteração da capacidade respiratória. pode se tornar responsável por variadas alterações na saúde do empregado. as substâncias anestésicas estão no estado de gás ou vapor. Exemplos: vapores de éter etílico. pós de algodão. Riscos físicos Há fatores no ambiente do trabalho cuja presença. Exemplos: poeira de sílica livre cristalizada.  Anestesia Uma ação sobre o sistema nervoso central. pó de chumbo (nas tipografias). tendendo aos limites de excesso ou falta. pulmões. como principais. acetona. As substâncias que causam esse tipo de doença estão na forma de poeira. siderúrgicas. carepa de fundição (areia). garganta. poeira de mianto ou asbesto. certas poeiras. contida no pó de mármore. as substâncias que causam irritação se encontram na forma de gás ou vapor. devido à alteração nos pulmões. da pele. amônia (amoníaco). indústrias de vidro. 4. também. pode ocorrer uma série de 91 .  Calor O calor ocorre geralmente em fundições. areia.  Intoxicação Pode ser causada tanto por inalação como por contato com a pele ou ingestão acidental do tóxico. estar no estado líquido ou sólido. Quando há exposição excessiva ao calor. A irritação da pele é causada pelo contato direto com líquidos ou poeiras. sendo exemplos os solventes (tíner). causando estado de sonolência ou tonturas. mas podem. gasolina. Quanto aos efeitos. inseticidas. metanol.5. os seguintes:  Irritação Irritação dos olhos. etc. Geralmente. Geralmente. na forma sólida. Exemplos: monóxido de carbono (CO). Exemplos: vapores de ácidos. sabe-se que o organismo pode se adaptar aos ambientes quentes.

Esses trabalhos exigem um controle rígido das operações. fusão de metais a temperatura muito alta. eritemas (vermelhidão) na pele e. na qual vive normalmente. mas. por mau controle dos processos. principalmente. como cãibras. Exemplos: Aparelhos de raio X (quando indevidamente utilizados). há calor radiante que é emitido em todas as direções. que leva a vários graus de surdez. seu efeito principal. efeitos que só aparecem nas gerações seguintes (genéticos).  Radiação infravermelha É o calor radiante cujos efeitos são. entre outros. Seus efeitos são térmicos.  Radiação ultravioleta É um tipo de radiação que está presente principalmente nas seguintes operações: solda elétrica. etc.  Ocorrência: em trabalhos submarinos. em “calor”. nas tecelagens. os mencionados acima. nos geradores de ozona. é o dano à audição. aparecendo com maior força 6 a 12 horas após a exposição. O ruído excessivo tem vários efeitos no ser humano. 92 . Entretanto.problemas. comprovado quando as pessoas são expostas a altos níveis de ruído por tempos longos. radiografias industriais de controle (gamagrafia). estamparias.  Radiações ionizantes Podem ser provenientes de materiais radioativos ou de aparelhos especiais. variando de pessoa para pessoa. ainda. causando queimaduras. Trabalhos com pressões anormais São os trabalhos em que o homem é submetido a pressões diferentes da atmosfera. inflamação nos olhos (conjuntivite).  Ruído ou barulho Ocorre na indústria. no trabalho em tubulações e caixões pneumáticos. certos tipos de câncer. leucemia. no rebarbamento por marteletes nas fundições. Os efeitos são retardados. também. são em geral sérios: Anemia. em geral. como a irritabilidade. Onde há corpos aquecidos. principalmente na etapa de descompressão e volta à pressão normal. justamente.  Os efeitos são: problemas nas articulações desde dores até paralisia e outros problemas mais graves que podem ser fatais. Os efeitos das exposições descontroladas a radiações ionizantes. insolação ou internação ou. uma afecção nos olhos chamada de catarata. nas lâmpadas germicidas.

6.Vibrações As vibrações ocorrem. vírus. micose das unhas e da pele. principalmente. No caso de vibrações localizadas nas mãos e braços. seja em decorrência de ferimentos e machucaduras. Riscos biológicos São os microrganismos presentes no ambiente de trabalho que podem trazer doenças de natureza moderada ou. além de ser causa de baixa eficiência e qualidade do serviço. grave. após vários anos de exposição No caso de vibração do corpo inteiro. escavadeiras. seja pela presença de colegas doentes ou por contaminação alimentar. pode ocorrer. Os colegas podem trazer ao ambiente de trabalho os micróbios que causam hepatite. a infecção por tétano. Todos estão sujeitos à contaminação por esses agentes. Exemplos: as bactérias. Trata-se de um efeito negativo muito importante em alguns tipos de trabalho que exige atenção e boa visão. máquinas de terraplanagem. Tempo longo de exposição e fatores como o frio apresentam muita influência no aparecimento desses problemas. que fazem vibrar o corpo inteiro e nas ferramentas manuais motorizadas que fazem vibrar as mãos. Figura 4 Fonte: SENAI-MG. s/d 93 . pode ocorrer contaminação das refeições. podem aparecer problemas circulatórios (má circulação do sangue) e problemas nas articulações. Para prevenção. em geral. usam-se as seguintes medidas:  Vacinação. nas grandes máquinas pesadas: tratores. problemas nos rins. tendo como possível consequência as diarreias. Os problemas provenientes das vibrações aparecem. sendo visíveis somente ao microscópio. podem aparecer dores na coluna. enjoos (mal-estar). parasitas e outros. 4. bacilos. entre outras. podendo até matar o empregado. a uma maior probabilidade de ocorrência de certos tipos de acidentes e redução da capacidade visual das pessoas. fungos. mesmo. tuberculose. Exemplo: nos ferimentos e machucaduras. Se o pessoal da copa e cozinha não tiver higiene e asseio. braços e ombros. Má iluminação A iluminação inadequada nos locais de trabalho pode levar. Eles se apresentam invisíveis a olho nu.

Figura 7 Fonte: SENAI-MG. das roupas e dos ambientes de trabalho. Principais medidas de controle dos riscos ambientais As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem se referir ao ambiente ou ao pessoal: Medidas relativas ao ambiente  94 Substituição do produto tóxico .7. s/d 4. Figura 5 Fonte: SENAI-MG. Figura 6 Fonte: SENAI-MG. Equipamento de proteção individual. s/d  Rigorosa higiene pessoal. s/d  Controle médico permanente.

oferecem risco bem menor à saúde. nas operações com colas. deve-se tomar cuidado para não se criar risco maior. nos rebolos de rebarbamento de peças fundidas. diminuindo. substituição de tintas à base de chumbo por tintas à base de zinco. Exemplos: nos tanques de solventes. Exemplos de substituições corretas: benzeno substituído pelo tolueno. substituindo um produto tóxico por outro menos tóxico e mais altamente inflamável. Também. assim. o número de pessoas expostas ao risco. que tenha qualidades próximas às do original. até. eliminá-los. s/d  Umidificação Onde há poeiras. etc. substituído por jateamento de óxido de alumínio. Exemplos: mistura de areias de fundição. Exemplos: cabine de jateamento de areia. em vez de pintura à pistola (diminuindo-se a formação de vapores dos solventes). varredura a úmido. retirando o ar contaminado no local de formação do contaminante. 95 . que é aquela que joga ar limpo dentro do ambiente. jateamento com areia. nas operações geradoras de poeiras.  Ventilação Pode ser exaustora.  Enclausuramento ou confinamento Consiste em isolar determinada operação do resto da área. Figura 8 Fonte: SENAI-MG.  Mudança do processo ou equipamento Certas modificações em processos ou equipamentos podem reduzir muito os riscos ou. ou diluidora. enclausuramento de uma máquina ruidosa. Exemplos: pintura a imersão. rebitagem substituída por solda (menor barulho). feitas a úmido. Muitas operações. diluindo o ar contaminado. o risco de exposição pode ser eliminado ou diminuído pela aplicação de água ou neblina.O produto tóxico pode ser substituído por outro.

A limpeza imediata de qualquer derramamento de produtos tóxicos é importante medida de controle. Entretanto. em bancadas. separar no espaço significa colocar a operação a distância. por correntes de ar.  Ordem e limpeza Boas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam um lugar-chave nos sistemas de proteção ambiental. Separar no tempo quer dizer fazer a operação fora do horário normal do resto do pessoal.  Boa manutenção e conservação Rigorosamente. dentro dos prazos propostos pelos fabricantes dos equipamentos. em que não são eficientes medidas gerais e coletivas relativas ao ambiente. Os programas e cronograma de manutenção devem ser seguidos à risca. aliada à limitação da exposição. pode rapidamente ser redispersado no ar da sala. longe dos demais. a má manutenção é a causa principal dos problemas ambientais. Nas situações. após serem tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. superaquecimento. Medidas relativas ao pessoal  Equipamento de Proteção Individual O Equipamento de Proteção Individual deve ser sempre considerado como uma segunda linha de defesa. Segregação Segregação quer dizer separação. O asseio é sempre importante e onde há materiais tóxicos é importantíssimo. são complementos de quaisquer outras medidas. Para a limpeza de poeira. movimento de pessoas ou funcionamento de equipamentos. primordial. O pó. Nesta medida de controle. separa-se a operação ou equipamento do restante. rodapés e pisos. deve ser preferida a aspiração a vácuo. Exemplos: ruído excessivo em estruturas e mancais. o EPI é a forma de proteção. É impossível manter um bom programa de prevenção de riscos ambientais sem preocupação constante nos aspectos de ordem e limpeza. Muitas vezes. para efeito de limpeza. nunca o pó deve ser soprado com bicos de ar comprimido. O número de pessoas ficará bastante reduzido e aqueles que devem ficar junto à operação irão receber proteção especial. a critério técnico. seja no espaço. seja no tempo. que se deposita nas horas calmas. 96 . essas medidas não podem ser consideradas formas específicas de prevenção de riscos. vazamentos de produtos tóxicos.

Figura 9 Fonte: SENAI-MG. s/d O uso correto do EPI. poderiam adquirir doenças relacionadas a certas atividades. não se conseguindo reduzir ou eliminar o risco. Os exames médicos periódicos dos empregados possibilitam. coordenado pelo pessoal especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. às radiações ionizantes. às pressões anormais. num estágio ainda inicial e com pouca probabilidade. a limitação da exposição. Uma boa seleção na admissão pode evitar a contratação de pessoas que tenham maior sensibilidade e. sob pena deste se tornar uma arma de dois gumes. fornecendo ao empregado confiança numa proteção inexistente. por parte do empregado. a descoberta e a detenção de fatores que podem levar a uma doença profissional. constituindo-se numa das atividades principais dos serviços médicos da empresa. dentro de critérios bem definidos tecnicamente. Assim. são aspectos que todo empregado deve conhecer por meio de treinamento específico. 97 . portanto. Controle médico Exames médicos pré-admissionais e periódicos são medidas fundamentais de caráter permanente. além de um controle de saúde geral do pessoal. Exemplos: controle do tempo de exposição ao calor. Limitação de exposição A redução dos períodos de trabalho torna-se importante medida de controle onde e quando todas as outras forem impraticáveis por motivos técnicos. o conhecimento das suas limitações e vantagens. locais (físicos) ou econômicos. Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiência do EPI. pode se tornar uma solução eficiente em muitos casos.

98 .

pode ser comparada com a perda de carga de uma tubulação ou de um escoamento de fluido. Podem-se ter várias voltagens. de 440 V para acionar motores e equipamentos e. Riscos de eletricidade A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual. em analogia com a rede de água. sendo muito conhecidas três das suas unidades. que são: volts (V). que é medida em watts (W) ou c. é preciso explicar alguns conceitos e algumas características da eletricidade.v. etc. aquecedores. quando se toca na tubulação. que tanto benefício traz. televisores. há outro fator importante: a resistência elétrica (R). tensões maiores. por meio de máquinas e equipamentos. grosso modo. medida em V (volts). que. é a vazão. geladeiras. (cavalo-vapor). de 220 V para acionar pequenos aparelhos. fazendo funcionar rádios. assim como a vazão da torneira depende de quando se abre a válvula. Em eletricidade. mesmo. Lei de Ohm A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessa um condutor está em proporção direta à diferença de potencial e em proporção inversa à resistência do condutor.5. Símbolo V I R Significado Corrente Tensão Resistência Unidade volts (V) ampères (A) Ohm (Ω) Tabela 1 Fonte: SENAI-MG. A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica) transportada mediante condutores (fios elétricos). 5. numa fábrica onde existem tensões de 110 V para as lâmpadas. medida em Ohm (Ω). também. medida em ampères (A). enquanto uma rede d‟água não mata. A corrente elétrica (I). A tensão. A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P). a energia elétrica. conforto e bem-estar em casa. acendendo lâmpadas.1. é o potencial elétrico e pode-se fazer analogia com a pressão d‟água numa tubulação. O que é eletricidade Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados pela eletricidade. A corrente depende da solicitação do aparelho elétrico. pode matar pelo choque elétrico. como. Proporciona. facilitando muito o trabalho nas indústrias. ampères (A) e watts (W). Mas. por exemplo. s/d 99 .

para uma dada tensão. a dos meios internos.000 ohms aproximadamente. ter-se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente. tem-se que: I = V/R. e a passagem da corrente elétrica pelo corpo humano depende da resistência elétrica dele. em média. 440 volts).Da Lei de Ohm. sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações de valores.500 a 100. menor será a corrente. Como se viu anteriormente. variando de 1. da umidade da pele.025 x 1. como. tem-se: V = I x R = 0. a variação da tensão aplicada.5 ampères Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa. 100 . A resistência elétrica do corpo humano depende de diversos fatores.5 volts já poderá causar acidentes fatais em casos especiais de contato. tipo de contato e também a condição da pele. conforme o lugar por onde passa e o tempo de contato dessa corrente.500 = 37.000 ohms. e considerando-se uma resistência de 1. o tipo de pele. Segundo essa lei. dependendo da espessura da pele no local. os meios internos. que geralmente é fixa (110.500 ohms para o corpo humano.5 V Portanto. é necessário que passe pelo seu corpo uma determinada corrente e. Efeitos da corrente elétrica Considerando que uma corrente de 25 miliampères pode causar acidentes fatais. 5. de 500 a 1. Outra resistência. quanto maior for a resistência elétrica. uma tensão de 37. varia menos. Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano.2.000 ohms. por exemplo. Portanto.000 a 100. 220. podendo atingir valores maiores. como vasos sanguíneos e sistema nervoso. a resistência elétrica do corpo humano varia de 1. Exemplos: V = 110 volts para R = 10 I = 110/10 = 11 ampères V = 110 volts para R = 20 I = 110/20 = 5. a corrente depende da tensão e da resistência elétrica.

s/d O tempo de contato com a corrente é muito importante na gravidade dos acidentes. asfixia imediata. 20 a 100 Morte aparente contrações musculares violentas. Resultado final provável Normal Normal Sensação de choque 3a9 Normal desagradável. do que uma pessoa que. que exige um processo de massagem cardíaca. fibrilação ventricular Restabelecimento ou morte Morte Tabela 2 Fonte: SENAI-MG. tem uma asfixia e que pode ser reanimada com o processo de respiração artificial. Abaixo. por tempo prolongado. pois é mais difícil reanimar uma pessoa com fibrilação ventricular. O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para as consequências do choque elétrico. como foi visto na tabela anterior. então. causa acidente fatal ou. simplesmente.Intensidade (miliampères) Estado possível de Perturbações possíveis choque 1 Normal 1a3 Normal Nenhuma Pequena sensação desagradável. contrações Normal musculares 9 a 20 Morte aparente Sensações dolorosas. o que. difícil de se executar. 101 . dificulta a recuperação. asfixia Acima de 100 Morte aparente Desmaios. porque. um tipo de contato elétrico em que há passagem de corrente elétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que passa pelo coração. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo de choque em que as contrações musculares levam à asfixia. determinadas intensidades de corrente produzem contrações musculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular. Restabelecimento ou contrações musculares violentas morte Sensação insuportável.

causando a contração dos músculos das regiões próximas à do contato. os músculos respiratórios se contraem violentamente e perdem a sua capacidade muscular.3. levam a lesões profundas.  Os choques elétricos que.  Os choques elétricos em que a vítima. sofre estado de comoção que se dissipa rapidamente. quando a pessoa atingida sofre violenta contração muscular. em que a vítima sente apenas um formigamento no local de contato. como queimadura no local e outros acidentes. por exemplo. Choques que causam lesões orgânicas A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente. Principais sintomas causados pelo choque As principais consequências devidas a choques elétricos podem ser divididas em dois tipos: Choques que não causam lesões orgânicas  Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas elétricas. 102 . além da violenta contração muscular. por pouco tempo. com baixa intensidade num intervalo de tempo pequeno.Figura 1 Fonte: SENAI-MG. sem causar danos. devido ao choque elétrico. s/d 5. quedas. podendo levar à parada respiratória.  Os choques elétricos um pouco mais fortes. devido a um ou mais fatores que são explicados abaixo: Inibição do centro respiratório É o caso em que.

5. partes metálicas ou objetos expostos que possam ser tocados por pessoas. principalmente. com aparelhos ligados. sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos. em ambiente onde se armazenam inflamáveis. a corrente que passa no condutor é mais que a corrente que ele pode suportar. o choque elétrico poderá desencadear outros efeitos mais graves como. Os principais tipos de riscos elétricos são:  Fios e partes metálicas sob tensão. Como a maioria das instalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou mais. Em 103 . o que pode ser perigoso. que poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento de que estejam energizados. Cuidados nas instalações elétricas Algumas providências são essenciais. ou seja. 5. a passagem de corrente elétrica por meio do seu corpo. casos em que a vítima. estes entram num estado de batimento insatisfatório. passarelas ou andaimes. Deve-se. equipamentos e ferramentas que estejam com suas carcaças energizadas podem causar choques elétricos quando não aterradas eletricamente e quando a mão do operador estiver sobre o piso úmido sem calçados apropriados. com consequente curto-circuito.5. por exemplo.5 volts poderá causar um acidente fatal em determinadas condições. Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor subdimensionado ou por haver nele sobrecarga. assim:  Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como. desprotegidos. Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma diferença de potencial entre uma pessoa e a terra e. poderá fazer com que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca). se não estiver devidamente segura no local. após o contato com partes energizadas da instalação em lugares altos. que poderá aquecer o local da ligação. por exemplo.  Máquinas. com isso. até uma tensão de 37. pode sofrer uma queda. Desligar chave tipo faca. a ponto de o seu isolamento entrar em deterioração.Fibrilação do coração É o caso em que. Ligações de fios com contatos mal feitos criarão maior resistência elétrica. Além desses acidentes.4. Riscos elétricos Como já foi visto. fazendo com que o coração não execute a sua função de bombear o sangue. não deixar fios. após a passagem de uma corrente elétrica pelos músculos do coração.

104 . ligando-se o aparelho.  Proteger as instalações elétricas. Medidas preventivas em instalações elétricas As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de acidentes.  Não ligar simultaneamente mais de um aparelho à mesma tomada de corrente. provocando a queima do fusível.  Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de conservação e manutenção.  Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas. não há danos à instalação elétrica e ao equipamento. colocar placas de advertência de forma bem visível com o nome do responsável. para isso. provocando o corte do fornecimento de energia e. as tabelas da NB-3 da ABNT. preferencialmente. usando fusíveis e disjuntores para que. queda de disjuntores ou danos na fiação elétrica. verificar se a tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e se. não se irá sobrecarregar a linha. como cercas.  Certificar se o circuito elétrico está energizado ou não. queimando o fusível ou desligando o disjuntor. dimensionando a bitola dela. ou instalá-los em locais que não ofereçam perigo. Ver.  Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de força expostos. ao final deste capítulo. fazendo-se a instalação aérea ou por eletroduto (conduíte) rígido ou flexível.  Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma ligação de um aparelho a uma rede elétrica. de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir. por meio do detector de tensão. dessa forma. em caso de sobrecarga. isolados e protegidos mecanicamente. com suas partes energizadas. por meio de guardas fixas.  Usar ferramentas manuais. o circuito seja desligado.casos de emergência.  Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão. usando. protegidos contra toque acidental. com isolamento elétrico.  Usar fiação correta para as ligações. mesmo as de baixa tensão. 5.  Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos equipamentos. devidamente.  Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no país. como aterrar adequadamente máquinas e equipamentos.  Somente usar material. preferencialmente.  Usar somente fios com capacidade adequada para o equipamento a ser utilizado. aparelhos e equipamentos de qualidade comprovada.6.  Identificar o nível de tensão das instalações elétricas e colocar placas de advertência. oferecendo riscos de contato acidental.

devem-se observar alguns cuidados como. o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde o risco de choques elétricos é alto. Aterramento elétrico O aterramento elétrico é uma maneira.  Se for o caso. 5. com segurança e rapidez. abrir a boca. por exemplo:  Antes de tocar no corpo da vítima. procurar um meio de ampará-la. pelo menos.). Passos a seguir na reanimação:  Desligar imediatamente o circuito. alimentos.  Se for o caso de respiração artificial. já que o tempo de exposição à corrente é um fator muito importante no agravamento desse tipo de acidentes. dentre várias. seguir as instruções do Capítulo de Primeiros Socorros. iniciar imediatamente a massagem cardíaca. se for o caso.7. Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão. palitos.  Não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar o circuito ou afastar fios. Na reanimação de um acidentado. Nos acidentes de origem elétrica.  Mover o menos possível a vítima. se isto for ocorrer. etc. O ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros socorros para acidentes causados por eletricidade ou. de eliminar os riscos:  Choque elétrico: proveniente de defeitos de equipamentos elétricos e causado por processos industriais. colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada).  Examinar as narinas. procurar livrá-la do circuito elétrico. o número de casos fatais poderá ser consideravelmente diminuído se medidas de socorros forem postas imediatamente em prática.  Verificar se o desligamento da corrente não causará uma grande queda da vítima e.  Incêndios ou explosões: resultantes da manipulação de produtos inflamáveis e/ou explosivos. usar luvas ou bastões isolantes.  Afrouxar o colarinho e as peças de roupa que impeçam a livre circulação. 105 . desenrolar a língua e retirar objetos estranhos (dentaduras.

Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente utilizado com o
propósito de oferecer segurança aos equipamentos e às instalações elétricas.
O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de equipamentos e
instalações elétricas, normalmente se dá quer como meio de proteção às instalações elétricas,
quer como meio de proteção a equipamentos elétricos. Tal é o caso dos dispositivos como os
para-raios, que visam proteger as linhas aéreas quanto aos perigos decorrentes de
sobretensões ou, então, evitar a interferência que surge em equipamentos eletrônicos devido à
falta do aterramento elétrico.
Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem observados na instalação
não são tão críticos quanto aqueles dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de
choque elétrico e quanto à proteção de instalações no caso de incêndios e explosões.
A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida de controle dos riscos
provenientes do uso da eletricidade é dada pela portaria 3214, de 8 de junho de 1978, do
Ministério do Trabalho, por mio da Norma Regulamentadora nº 10, “Instalações e Serviços em
Eletricidade”.

106

6. Noções básicas de demarcações
de segurança
Sendo a visão a capacidade sensitiva mais usada pelo homem (aproximadamente 87%
das sensações recebidas passam pelo órgão da visão), e, como em muitos, casos há
necessidade de rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização de certos
equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-se padronizar o uso das cores.
Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de incêndio, localizar os
equipamentos de combate ao fogo, com rapidez, distinguir os dispositivos de parada de
emergência de máquinas ou notar suas partes perigosas.
O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permite distinguir cada elemento
transportado em uma tubulação entre diversas tubulações existentes dentro de uma empresa.

6.1. Cores e sinalização na segurança do trabalho
Possuem como objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho
para prevenção de acidentes, por meio da identificação dos equipamentos de segurança;
delimitação de áreas; identificação das canalizações empregadas nas empresas para a
condução de líquidos e gases, e advertência contra riscos.
Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de
trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes.
A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de
acidentes.
O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração,
confusão e fadiga ao trabalhador.
As cores aqui adotadas serão as seguintes:

Vermelho, amarelo, branco, preto, azul, verde, laranja, púrpura, lilás, cinza, alumínio,
marrom.

A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente quando em área de trânsito
para pessoas estranhas ao trabalho, será acompanhada dos sinais convencionais ou a
identificação por palavras.
Vermelho
O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de
proteção e combate a incêndio. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por

107

ser de pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado
(que significa alerta).
É empregado para identificar:

Caixa de alarme de incêndio.

Hidrantes.

Bombas de incêndio.

Sirene de alarme de incêndio.

Extintores e sua localização.

Indicadores de extintores (visível à distância, dentro da área de uso do extintor).

Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte,
moldura da caixa ou nicho).

Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água.

Transporte com equipamentos de combate a incêndio.

Portas de saídas de emergência.

Rede de água para incêndio (Sprinklers).

Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).

A cor vermelha usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo:

Nas luzes a serem colocadas nas barricadas, tapumes de construções e quaisquer
outras obstruções temporárias.

Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência.

Amarelo
Em canalizações, deve-se usar o amarelo para identificar gases não liquefeitos.
O amarelo deverá ser empregado para indicar “Cuidado!”, assinalando:

Partes baixas de escadas portáteis.

Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentam risco.

Espelhos de degraus de escadas.

Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas subterrâneas, etc.) e de
plataformas que não possam ter corrimões.

Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente.

Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de carregamento.

Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção.

Paredes de fundo de corredores sem saída.

Vigas colocadas à baixa altura.

Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc.

108

Equipamentos de transporte e manipulação de materiais, tais como: empilhadeiras,
tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques, etc.

Fundos de letreiros e avisos de advertência.

Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes de estrutura e equipamentos em que
possa esbarrar.

Cavaletes, porteiras e lanças canceladas.

Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto).

Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco.

Para-choques para veículos de transporte pesados, com listras pretas.

Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo,
quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização.

Branco
O branco será empregado em:

Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura).

Direção e circulação, por meio de sinais.

Localização e coletores de resíduos.

Localização de bebedouros.

Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou
outros equipamentos de emergência.

Áreas destinadas à armazenagem.

Zonas de segurança.

Preto
O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de
alta viscosidade (exemplo: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.).
O preto poderá ser usado em substituição ao branco, ou combinado a este quando
condições especiais o exigirem.

Azul
O azul será utilizado para indicar “Cuidado!”, ficando o seu emprego limitado a avisos
contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço.

Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos
de comando, de partida, ou fontes de energia dos equipamentos.

Será também empregado em:

Canalizações de ar comprimido.
109

 Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.  Macas.  Porta de entrada de salas de curativos de urgência. Deverá ser empregada a púrpura em:  Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade.  Botões de arranque de segurança. Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar:  Canalizações contendo ácidos.  Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).  Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos.  Chuveiros de segurança.  Dispositivos de corte. Deverá ser empregado para identificar:  Canalizações de água. caixas contendo EPI.  Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas.  Faces externas de polias e engrenagens.  Dispositivos de segurança. Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção.  Quadros para exposição de cartazes.  Partes móveis de máquinas e equipamentos.  Caixas de equipamentos de socorro de urgência. etc.  Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados. Verde O verde é a cor que caracteriza “segurança”. boletins.  Fontes lavadoras de olhos. prensas. Púrpura A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. bordas de serras.  Localização do EPI. 110 .  Emblemas de segurança.  Caixas contendo máscaras contra gases. avisos de segurança.  Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados.

a critério da empresa. contendo gases liquefeitos. gasolina. óleo lubrificante. pureza. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas. O sentido de transporte de fluido. a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. em toda sua extensão. Cores em máquinas O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco. Para fins de segurança. a diferenciação será feita por meio de faixas de cores diferentes. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações. etc. inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (exemplo: óleo diesel. a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais.). Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação. pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.  Cinza escuro: deverá ser usado para identificar eletrodutos.). por meio de faixas. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes. deverão receber a aplicação de cores. para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. temperatura. para condução de líquidos e gases. Cinza  Cinza claro: deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. aplicadas sobre a cor básica. Cores em canalizações As canalizações industriais. pressões. de acordo com a natureza do produto a ser transportado. Obrigatoriamente. quando necessário. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração. Marrom O marrom pode ser adotado. preto ou verde. querosene. 111 . etc. A identificação. deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização.

derrame ou vazamento.  Palavra de advertência. tóxico. o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. designando o grau de risco. embalagem. com propriedades que variem. Rotulagem preventiva A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. considera-se substância perigosa todo o material que seja. radioativo. armazenamento. aéreo e intermodal. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos:  Nome técnico do produto. precisas. quando for o caso. corrosivo. equipamentos. em caso de acidentes. deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no país. ambiente de trabalho.  Indicações de risco. oxidante. deverá ser adotado o seguinte procedimento: Nome técnico completo 112 . A linguagem deverá ser prática. Onde possam ocorrer misturas de duas ou mais substâncias químicas. e que. Símbolos para identificação dos recipientes na movimentação de materiais Na movimentação de materiais no transporte terrestre. daquelas dos componentes considerados isoladamente. abrangendo aquelas a serem tomadas. em tipo ou grau. isoladamente ou não. durante o seu manejo. manipulação e armazenagem do produto. não se baseando somente nas propriedades inerentes a um produto. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves. Para fins do disposto no item anterior.  Primeiros socorros.  Instruções especiais em caso de fogo.  Medidas preventivas. mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso. processamento. marítimo.Sinalização para armazenamento de substâncias perigosas O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais.  Informações para médicos. redigidas em termos simples e de fácil compreensão. transporte. No cumprimento do disposto no item anterior. possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores.

exemplos: “Mantenha-se afastado do calor. etc. Medidas preventivas Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. “nocivo se absorvido através da pele”. no caso de acidente.O rótulo especificando natureza do produto químico. a identificação deverá ser adequada. “composto de chumbo”. Em qualquer situação. Palavra de advertência As palavras de advertência que devem ser usadas são:  “PERIGO”: Para indicar substâncias que apresentam alto risco. Primeiros socorros Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico. etc. Indicação de risco As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. 113 . Exemplos: “extremamente inflamáveis”.  “ATENÇÃO”: Para substância que apresentam risco leve. para permitir a escolha do tratamento médico correto. exemplo: “ácido corrosivo”. faíscas e chamas abertas” e “Evite inalar a poeira”.

114 .

as quais envolvem a necessidade de se conhecerem. s/d Quando.1.  As causas de incêndios.  As propriedades de risco dos materiais.  Saber avaliar as características do incêndio. o que determinará a melhor atitude a ser tomada. apesar da prevenção. deve-se. para que sejam minimizadas suas consequências. utilizando certas medidas básicas. evitar que ocorra o fogo. ocorre princípio de incêndio.  O estudo dos combustíveis. devem-se conhecer os dois aspectos fundamentais da proteção contra incêndio. O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios.7.  Saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios. isto é. Figura 1 Fonte: SENAI-MG. Princípios básicos do fogo Para nossa própria segurança. ainda:  Conhecer os agentes extintores. é importante que ele seja combatido de forma eficiente. Noções básicas de combate a incêndio 7. dentre outros itens:  As características do fogo. 115 . A fim de que esse combate seja eficaz.

de entrar em combustão. combustível é todo material. poderão combinar-se. Para que ocorra essa reação química. denominada combustão. toda substância que possui a propriedade de queimar. no mínimo. s/d 116 .Figura 2 Fonte: SENAI-MG. Os elementos essenciais do fogo são:  Combustível (carbono. que produz calor ou calor e luz. Combustível Em síntese. s/d Pode-se definir o fogo como a consequência de uma reação química. dois reagentes que. devem-se ter. a partir da existência de uma circunstância favorável.  Calor (energia de ativação).  Comburente (oxigênio). hidrogênio). Figura 3 Fonte: SENAI-MG.

etc. mantendo e propagando a combustão.  Aumento do volume dos corpos. Figura 4 Fonte: SENAI-MG. gasolina. s/d Genericamente.). etc.). Observe que a chama diminuirá gradativamente até a extinção do fogo.  Colocar um copo de material resistente ou recipiente de vidro sobre a vela.  Gasoso (acetileno. até atingir uma quantidade insuficiente para mantê-la. Nota-se que o calor propicia:  Elevação da temperatura. etc. cerca de 21% de oxigênio. na sua composição. Calor É o elemento que fornece a energia de ativação necessária para iniciar a reação entre o combustível e o comburente. Para demonstrar a importância do oxigênio na reação. 117 . como a chama de um palito de fósforos.). O ar atmosférico contém. o comburente é definido como mistura gasosa que contém o oxidante em concentração suficiente para que em seu meio se desenvolva a reação de combustão. éter.  Líquido (álcool. Isso porque o oxigênio existente no recipiente vai sendo consumido na reação. papel. butano. tecidos. dando início à combustão. recomendamos a seguinte experiência:  Acender uma vela. propano. Comburente Normalmente. o oxigênio combina-se com o material combustível.Os combustíveis podem apresentar-se em três estados físicos:  Sólido (madeira.

uma folha de papel. se. 7.  Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelo cigarro aceso. haverá no ambiente:  Combustível: mesa. Condições propícias para a combustão Além dos elementos essenciais do fogo. Apesar de esses três elementos estarem presentes no ambiente. o calor do cigarro aquecerá o papel e este começará a liberar vapores que. há a necessidade de que as condições em que esses elementos se apresentam sejam propícias para o início da combustão. por exemplo. só ocorrerá incêndio. por exemplo. Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma lâmpada incandescente de 100 watts e.  Comburente: oxigênio presente na atmosfera. papel. 118 . Figura 5 Fonte: SENAI-MG. em contato com a fonte de calor (brasa do cigarro). Neste caso. além disso. por distração da pessoa que está trabalhando.2. etc. encostar no cigarro aceso. ela fuma. cadeira. será combinada com o oxigênio do ar e entrará em combustão. Mudança no estado físico das substâncias. como o magnésio. s/d Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente já serve como fonte de calor.

s/d Importante: somente quando o combustível se apresentar sob a forma de vapor (ou gás). para que comece a liberar vapores ou gases. podem-se considerar vários casos: Aquecimento  Sólido····························································> Vapor Exemplo: Papel. Figura 7 Fonte: SENAI-MG. Aquecimento  Líquido····························································> Vapor Exemplo: Óleos combustíveis. normalmente. Se esse combustível estiver no estado sólido ou líquido. haverá necessidade de que esteja aquecido. ele poderá. s/d Aquecimento  Sólido··········································> Líquido················································> Vapor Exemplo: Parafina. entrar em ignição. 119 .Figura 6 Fonte: SENAI-MG. Esquematicamente.

Quanto ao oxigênio. Exemplo: Acetileno. pois a mistura combustível-comburente estará muito “rica”. Na combustão. umidade do ar. provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio. Gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão). a partir da qual a mistura poderá entrar em combustão. ele deverá estar presente no ambiente. EA – Energia de ativação. Didaticamente. características inerentes ao material combustível. haverá a necessidade da presença de uma porcentagem mínima de oxigênio. condições de ventilação.). representa-se a reação química da seguinte forma: Combustível + Comburente fonte de ignição luz + Calor + Fumos + Gases (vapor) Essa reação vai ter uma velocidade de propagação relacionada com diversos fatores. Para cada combustível. líquido. etc. Reação em cadeia Toda reação química envolve troca de energia. fornecendo a energia (fonte de calor) necessária para que o processo continue. 120 . s/d ER – Energia das substâncias reagentes. A concentração de oxigênio abaixo desse limite inviabiliza a combustão. tais como temperatura. forma física desse material (sólido bruto ou particulado. parte da energia desprendida é dissipada no ambiente. O restante continua a aquecer o combustível. em porcentagens adequadas. aspectos que serão adiante analisados: Tabela 8 Fonte: SENAI-GO.

 Deflagração. continuando a aquecer as substâncias reagentes.EI = ER + EA = Energia do processo que desencadeia a reação.  Combustão simples. Triângulo do fogo Os três elementos básicos para que um fogo se inicie são. o material combustível. s/d Conforme o exposto no item anterior. portanto. A representação gráfica desse conjunto é tradicionalmente chamada de Triângulo do fogo. EP = Energia final dos produtos da reação. O parâmetro empregado para classificar as combustões é a velocidade de propagação.  Explosão. 121 . Figura 9 Fonte: SENAI-MG. ΔE2 = Parte da energia desprendida que é dissipada no ambiente. o comburente e a fonte de ignição ou fonte de calor.3. a propagação do fogo depende da existência de energia suficiente para manter a reação em cadeia. as quais podem ser classificadas em:  Oxidação lenta.  Detonação. 7. sob condições propícias. Combustão A combinação dos três elementos do triângulo do fogo. permite a ignição e a continuação das reações químicas. ΔEI = Parte da energia desprendida que é reaproveitada no processo.

Ocorre com explosivos industriais.  Explosão: o termo pode ser aplicado genericamente aos fenômenos em que o surgimento de ondas de pressão produzem efeitos destrutivos. porém. ou a velocidade de deslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dos produtos da reação) e a área ainda não atingida pela reação (zona não destruída). cria-se onda de choque que pode atingir até 100 vezes a pressão inicial. com mistura de gases e vapores em espaços confinados. Figura 10 Fonte: SENAI-MG. parte vai para o ambiente e parte é utilizada para manter a reação em cadeia. mas inferior a 400 m/s. Surge o fenômeno de elevação da pressão. A propagação ocorre lentamente. s/d Classificação  Oxidação lenta: a energia despendida na reação é dissipada no meio ambiente. Assim. são exemplos de combustão simples. e em circunstâncias especiais. com velocidade praticamente nula.  Combustão simples: há percepção visual do deslocamento da frente de reação.  Deflagração: a velocidade de propagação é superior a 1 m/s. em função da velocidade de propagação. a velocidade de propagação é inferior a 1 metro por segundo (m/s). com valores limitados entre 1 e 10 vezes pressão inicial. Comportamento do combustível Pelos efeitos possíveis de uma combustão. em que a energia desprendida na reação é dissipada. quando fica amarelado. quando o ambiente onde ocorre a reação pode suportar a pressão gerada.A velocidade de propagação é definida como a velocidade de deslocamento da frente de reação. ativando a mistura combustível-comburente. É o que ocorre com a ferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel. papel. sem criar aumento de temperatura na área atingida (não ocorre a reação em cadeia). Os incêndios normais. Ocorre a deflagração com a pólvora. Pela descontinuidade das ondas de pressão geradas. fica evidente a necessidade de se conhecerem os fatores que influem na velocidade de 122 . algodão. como a nitroglicerina. misturas de pós-combustíveis e vapores líquidos inflamáveis. como a combustão de madeira.  Detonação: a velocidade de propagação é superior a 400 m/s.

 Teoria do “Craking” Os hidrocarbonetos pulverizados. o que implicará um depósito de fuligem (carbono) sobre aquela. produzindo diretamente carbono e hidrogênio. o aquecimento de um combustível no estado sólido provoca inicialmente a vaporização da umidade. Convém notar que. pela ação do calor. é decorrente de dois processos:  Teoria da hidroxilização Os hidrocarbonetos pulverizados são decompostos. esses dois processos ocorrem simultaneamente. resultando dióxido de carbono e água como produtos finais. com predominância de um ou outro. Combustível líquido A combustão dos líquidos. obtendo-se resíduo sólido (carbono fixo). para que o técnico prevencionista possa calcular os riscos oriundos de determinada mistura combustível-comburente. o estado físico do combustível é o primeiro aspecto a ser analisado: Combustível sólido Em condições normais. na prática. são liberados compostos gasosos que reagirão com o oxigênio em presença de calor. ao serem submetidos a um aquecimento brusco. ao se vaporizar no pavio. quando em contato com a chama. que reagirão com o oxigênio. teria explicação por meio desta teoria. quando sob a ação do oxigênio e do calor. pois a parafina liquefeita. em compostos hidroxilados (tipo aldeído) de cadeia menor. dependendo do caso. cinde diretamente em carbono e hidrogênio. de composição CN Hm. indicativa de combustão de monóxido de carbono e hidrogênio. Esta teoria pode ser explicada por meio da queima de uma vela. em mistura com o ar. Assim. cindem. Posteriormente. pois no interior do bico teríamos um gradiente de temperatura e a consequente formação de compostos hidroxilados completos. como monóxido de carbono e água. A ação contínua do calor e do oxigênio acaba por transformar estes compostos em espécies químicas mais simples. até que seja consumida toda a matéria combustível. Estado físico Para avaliação do risco de incêndio. A presença do carbono pode ser facilmente detectada por meio de introdução de uma superfície fria no interior da chama. 123 .propagação. a chama azul produzida no Bico de Bunsem.

resultante da ação do calor e do oxigênio. dependendo da temperatura a que estiver submetido. Ponto de fulgor É a temperatura mínima em que um combustível começa a desprender vapores que. que. começarão a sair gases pela boca do tubo. como o carvão vegetal e os metais piróforos. já para o asfalto. pode entrar em combustão pela ação de um pequeno arco voltaico. pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro. Aproximando-se um fósforo aceso. por não existirem vapores suficientes. a certa temperatura. liberará maior ou menor quantidade de vapores. Temperatura Todo material possui certas propriedades que o diferenciam de outros. incendeiam-se. esse vapor não pega fogo. a madeira desprenderá vapor de água.  Ponto de combustão. Pelas teorias apresentadas. Só que as chamas não se mantêm. Cada material. se entrarem em contato com alguma fonte externa de calor. esses gases transformar-se-ão em chamas. não se sustentam. em relação ao nível de combustibilidade. definem-se algumas variáveis. há substâncias que são excluídas da regra geral. formam-se em pequena quantidade. 124 . ou faísca gerada por atrito. a partir de sua decomposição. Para melhor compreensão do fenômeno. conclui-se que o combustível sólido ou líquido entra em combustão somente após a vaporização ou produção de gás. não ocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. a certa temperatura. nota-se que um combustível sólido (a madeira). expostos ao oxigênio. O fogo não continua porque os gases são insuficientes.Combustível gasoso Em mistura com o oxigênio. ele é de -42ºC (menos quarenta e dois graus centígrados). é de 204ºC (duzentos e quatro graus centígrados). No entanto. em proporções adequadas. Se aquecermos pedaços de madeira dentro de um tubo de vidros de laboratório.  Ponto de ignição. desprende gases que se misturam ao oxigênio (comburente) e que se inflamam em contato com a chama do fósforo aceso. em certo ponto. Por exemplo. O ponto de fulgor varia de combustível a combustível: para a gasolina. denominadas:  Ponto de fulgor. que é de 150ºC (cento e cinquenta graus centígrados). Isso porque o calor gerado pela chama do isqueiro não seria suficiente para levar o carvão coque à temperatura necessária para que ele liberasse vapores combustíveis. Dessa forma. entram espontaneamente em combustão. O fenômeno observado indica o “ponto de fulgor” da madeira (combustível sólido). Aumentando-se a temperatura.

pegam fogo e. as chamas continuam. mesmo que o combustível esteja no ponto de combustão. a 232ºC (duzentos e trinta e dois graus centígrados). não havendo necessidade de chama ou de outra fonte de calor para provocá-lo. se o aquecimento prosseguir. Quando ela alcançar a temperatura de ignição. Convém lembrar que. que é a temperatura mínima em que gases desprendidos de um combustível se inflamam. portanto. portanto. bastará que seus gases entrem em contato com o oxigênio para pegar fogo. ao saírem do tubo e entrando em contato com o oxigênio (comburente). um fato novo: não há mais necessidade da fonte externa de calor. então. isto é. Os gases desprendidos do combustível. No ponto de combustão. evidentemente. o ponto de combustão.Figura 11 Fonte: SENAI-MG. Grande parte dos materiais sólidos orgânicos. A queima. a temperatura mínima a que esse combustível sólido. mantendo-se as chamas. não para. os gases naturalmente continuarão se desprendendo. Em certo ponto. s/d Ponto de combustão Na experiência da madeira. ou seja. pelo menos. Uma substância só queima quando atinge. Foi atingido o “ponto de combustão”. apenas ao contato com o comburente. mantêm-se em chamas. não se verificará o fogo. líquidos e gases combustíveis contêm grandes quantidades de carbono e/ou de hidrogênio. Temperatura de ignição Continuando o aquecimento da madeira. Foi atingida a “temperatura de ignição”. desprende gases que. a madeira. pelo simples contato com o oxigênio do ar. em contato com fonte externa de calor. ocorrerá a ignição. O éter atinge sua temperatura de ignição a 180ºC (cento e oitenta graus centígrados) e o enxofre. Ocorre. que continuará. Citamos como exemplo o gás propano 125 . acontece um fator diferente. mesmo que o fósforo seja retirado. incendeiam-se. eles pegarão fogo sem necessidade da chama do fósforo. Entrando em contato com a chama do fósforo. a quantidade de gás expelida do tubo aumentará. sendo aquecido. se não houver chama ou outra fonte de calor.

Figura 13 Fonte: SENAI-MG. O tetracloreto de carbono. tem aproximadamente 82% de carbono e 18% de hidrogênio. pois a velocidade de propagação é muito maior na serragem do que na madeira maciça.cujas porcentagens em petracloreto de carbono. que não corra. A figura mostra um exemplo clássico. pois. mais viva ela será. Ventilação Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão. permitindo manter a reação em cadeia. consequentemente. Forma física Quanto mais subdividido estiver o material. pois haverá renovação do ar com a entrada de mais oxigênio. Isso se deve à maior superfície de contato entre combustível e comburente. s/d É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupas estejam em chamas. Figura 12 Fonte: SENAI-MG. A pessoa deve se deitar e rolar pelo chão até abafarem-se as chamas. considerado não combustível. embora a composição seja a mesma. aumentará a ventilação e. as chamas. considerado não combustível. 8% de carbono e 92% de cloro. em peso. mais rapidamente entrará em combustão. tem aproximadamente. s/d 126 . dessa forma.

a composição química das substâncias determinará o grau de combustibilidade do material. A partir de 16% de O2 (oxigênio) no ambiente. Na presença de gases combustíveis. Na figura seguinte. 127 . a maior fonte de comburente é o próprio ar atmosférico. Tais casos são mais esporádicos e seu estudo envolveria uma complementação de conhecimentos. s/d Comportamento do comburente Considerando genericamente a combustão como uma reação de oxidação. como o cloreto de potássio. já pode haver combustão com labaredas.  A brasa de um cigarro aceso. Dessa forma. e para o hidrogênio esse limite está próximo a 5%. Fontes de calor As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas:  A chama de um fósforo. Em condições normais. butano. como proprano. a queima será muito mais rápida e intensa no 2º caso. numa proporção ainda menor. e quanto maior a presença de oxigênio. o limite inferior de concentração de oxigênio necessário para a combustão está próximo a 12%. deve ser feita uma análise de riscos mais severa. Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16%. metano. não haverá labaredas. em sua composição. as medidas de prevenção devem ser intensificadas. que. Em ambientes hospitalares ou industriais. Figura 14 Fonte: SENAI-MG. e. mais viva será essa combustão. uma atmosfera contendo cloro.Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas de dimensões diferentes. possui cerca de 21% de oxigênio. Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições. Outras podem funcionar como comburentes: por exemplo. onde se manipule oxigênio puro (100%). embora a quantidade de líquido seja a mesma. praticamente não haverá combustão.

vãos de escadas. Radiação É a transmissão do calor por meio de ondas. etc. convecção ou radiação. O calor pode atingir determinada área por condução. Condução A propagação do calor é feita de molécula para molécula do corpo.  A chama de um maçarico. Uma lâmpada. s/d 128 . Convecção É uma forma característica dos fluidos. é o caso da gasolina. É um fenômeno bastante comum em edifícios. pois mediante aberturas. podem ser atingidos andares superiores. aproximadamente. a uma temperatura ambiente de 20ºC já ocorre a vaporização. poços de elevadores. como janelas. Figura 15 Fonte: SENAI-MG. bem como de sua superfície e espessura. O calor do sol é transmitido por esse processo. Considerando-se que o ponto de combustão é superior em apenas alguns graus. São radiações de calor as que as pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente. É importante destacar a necessidade da existência de um meio físico. Todo corpo quente emite radiações que vão atingir os corpos frios. as moléculas expandem-se e tendem a elevar-se. -40ºC. A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material combustível. cujo ponto de fulgor é de. por movimento vibratório. A taxa de condução do calor vai depender basicamente da condutividade térmica do material. Pelo aquecimento. criando correntes ascendentes a essas moléculas e correntes descendentes às moléculas mais frias.

Os incêndios são divididos em quatro classes:  Classe A: fogo em materiais sólidos de fácil combustão. Figura 16 Fonte: SENAI-MG. espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-circuitos). madeira. transformadores. que têm a propriedade de queimar em sua superfície e profundidade. as soluções serão diferentes e os equipamentos de combate também serão de tipos diversos.Classes de incêndio Os incêndios. Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as chamas ou pode piorar a situação. o zircônio. como tecidos. Quanto mais rápido for o ataque às chamas. vernizes. o titânio. são muito mais fáceis de serem controlados e extintos.  Classe D: fogo em elementos pirofóricos. que queimam somente em sua superfície. não são considerados como classe de incêndio pelas normas de alguns países. como magnésio. não deixando resíduos. gasolina. consiste em desfazer. quadros de distribuição. fibras. São classificados separadamente pelo risco suplementar envolvido. papel. Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C) são fogos de qualquer tipo de combustível em instalações elétricas ou em suas proximidades. tintas. Mas que tipo de ataque se faz ao fogo em seu início? Qual a solução que deve ser tentada? Como os incêndios são de diversos tipos. no ataque. etc.. exigindo-se apenas que substâncias extintoras que conduzam eletricidade não sejam utilizadas em instalações elétricas. como óleos.  Classe B: fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis. romper o triângulo do fogo. etc.  Classe C: fogo em equipamentos elétricos energizados. aumentando as chamas. Atualmente. etc. fios. para escolher o equipamento correto. de eliminá-las. identificar bem o incêndio que se vai combater. maiores serão as possibilidades de reduzi-las. etc. e que deixam resíduos. s/d 129 . em seu início.. como motores. É preciso conhecer. graxas. A principal preocupação.

ao atingir a sua temperatura de ignição. ainda. pois quanto mais tempo durar o incêndio. O limite superior é a concentração máxima acima da qual a quantidade de vapor combustível é muito grande (mistura rica) para queimar ou explodir. abaixo ou acima das quais a propagação da chama não ocorre. Para que o combate seja eficaz. Combate a incêndio Quando. processa-se lentamente. Por um processo de aquecimento espontâneo.Riscos inerentes A avaliação dos riscos deve considerar. Combustão espontânea Reação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como os metais piróforos ou pirofóricos. ao entrarem em contato com o oxigênio do ar ou com agentes oxidantes. maiores serão as consequências. saiba usar esses equipamentos e possa avaliar a capacidade de extinção. por qualquer motivo. por exemplo. em estopas embebidas em graxa.4. na maioria dos casos. 130 . quando em presença de fonte de ignição. os trabalhadores devem estar preparados para o combate ao princípio de incêndio o mais rápido possível.  O pessoal. Densidade de vapor ou gás É a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás ou vapor puro e o ar seco. 7. O limite inferior é a concentração mínima. O controle de elevação da temperatura e a armazenagem em recipientes de segurança são medidas recomendadas. abaixo da qual a quantidade de vapor combustível é muito pequena (mistura pobre) para queimar ou explodir. que eventual ou permanentemente circule na área. Esse aquecimento. Intervalo de inflamabilidade ou explosividade É o intervalo entre os limites inferior e o superior de inflamabilidade ou explosividade. como. a prevenção falha. nas mesmas condições de temperatura e pressão. as principais são: Limite de inflamabilidade ou explosividade São concentrações de vapor ou gás em ar. entram em combustão. características inerentes a cada substância. é necessário que:  Existam equipamentos de combate a incêndios em quantidade suficiente e adequados ao tipo de material em combustão.

há chamas. O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresenta chamas e/ou brasas. Métodos de extinção Consideremos o triângulo de fogo: Figura 17 Fonte: SENAI-MG. s/d Eliminando-se um desses elementos. que provoca alterações profundas na substância que se queima. indispensáveis para o fogo. Pode-se eliminar a substância que está sendo queimada (esta é uma solução que nem sempre é possível). com a gasolina ou com um gás que pegue fogo. cessará a combustão. Trata-se de um fenômeno químico. acaba a sustentação. A oxidação pode ser lenta. Chama-se oxidação porque é o oxigênio que entra na transformação. eliminando-se uma das pernas. Na explosão da dinamite. impedindo-se a ligação dos pontos do triângulo. combustão. isto é.Como já foi visto. Trata-se de uma queima muito lenta. oxidação. transforma-se em substância muito diferente. Tem-se aí uma indicação muito importante de como se pode acabar com o fogo. sem chamas. dos elementos essenciais. o fogo extingue-se. Pode-se eliminar o calor. conclui-se que. se já tiver começado. como no caso da ferrugem. De tudo isso. Já na combustão de papel. ou deixará de existir. por abafamento. 131 . ajudando na queima das substâncias. A palavra oxidação significa também queima. a oxidação é instantânea e violenta. O mesmo acontece com o óleo. este não surgirá. introduzindo outro gás que não seja comburente. provocando o resfriamento no ponto em que ocorre a combustão e a queima. sendo uma oxidação mais rápida. reação química. O triângulo de fogo é como um tripé. Um pedaço de papel ou madeira que se inflama. o fogo é um tipo de queima. ou seja.

se aspergida em gotículas. o combustível e o comburente não poderão transformar-se em fogo. Sem este calor. para que o incêndio acabe.  Gás carbônico. é a brasa do cigarro.  Ação de abafamento: é o resultante da retirada do oxigênio.  Pó químico seco. Em lugares onde há material combustível. O calor. como a diluição de um líquido combustível em água ou a interferência da reação química. isto é. comburente e calor. conforme os métodos expostos anteriormente. as seguintes substâncias:  Água. A água apresenta como característica principal a capacidade de diminuir a temperatura dos materiais em combustão. um comburente e um dos elementos do triângulo do fogo. quando resultante da mistura de duas substâncias (por exemplo: bicarbonato de sódio e sulfato de alumínio. pela aplicação de um agente extintor que descolará o ar da superfície do material em combustão. ambos em solução aquosa) ou mecânica (extrato adicionado à água. portanto. A partir desse instante. combustível. neste caso. a extinção de um incêndio é feita por ação de resfriamento ou abafamento. é provocada uma explosão para combater o incêndio. não haverá a emissão de vapores necessários ao prosseguimento do fogo.  Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do material incendiado em níveis inferiores ao do ponto de fulgor ou de combustão dessa substância. em virtude da sua atuação sobre o fogo. Pode-se também combinar uma ação de abafamento. A espuma pode ser química. o oxigênio. sob forma de neblina. outros efeitos podem ser conseguidos. pretende-se evitar a formação do triângulo do fogo. com posterior agitação da solução para formação de espuma). isto é. Basicamente. com isso. agindo. quando utilizada sob a forma de jato.Quando. Sua 132 . num poço de petróleo que está em chamas. por resfriamento. ou por união das duas ações.  Gases halogenados. sem a necessidade de se utilizar um agente extintor. A retirada do material combustível (o que está queimando ou o que esteja próximo) evita a propagação do incêndio. seja extinto.  Espuma. Agentes extintores São considerados agentes extintores. Dependendo do tipo de agente extintor ou da forma como alguns deles são empregados. o que se deseja é afastar momentaneamente o oxigênio. lê-se um aviso de que é proibido fumar.

Extintor de espuma Funciona a partir da reação química entre duas substâncias: o sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em água. formando uma “ camada protetora” que isola o oxigênio. de modo simplificado. normalmente o alcaçuz. acontecendo a reação química. é carregado o sulfato de alumínio. Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico. 7. utilizados na chama “classe D”. Dentro do aparelho estão o bicarbonato de sódio e um agente estabilizador de espuma.5. Ao ser virado o extintor. Figura 18 Fonte: SENAI-MG. interrompendo a combustão. É mais pesado que o ar. esse extintor. Tipos de equipamento para combate de incêndios Os mais utilizados são:  Extintores. também conhecido por dióxido de carbono ou CO2.ação principal é a de abafamento. eles se fundem em contato com o metal pirofórico. Quando se trata de pós especiais. pois para cada classe de incêndio há um agente extintor mais indicado.  Hidrantes. não é eficiente em locais abertos e ventilados. s/d A figura mostra. as duas misturas vão se encontrar. O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua por abafamento. criando uma barreira entre o material combustível e o oxigênio (comburente). Tipos de extintor É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor. O manejo do extintor de espuma é bastante simples: 133 . no entanto. num cilindro menor. é preferível ao CO2 em locais abertos.

134 . são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de 50. O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição normal. em firma idônea. a espuma formada pela reação rapidamente se dissolve. 100 e 150 litros. 75. Esse tipo de extintor é utilizado apenas em incêndios classe A. s/d Quando o agente estabilizador não é colocado. dirigindo o jato para a sua base e o fogo de classe B. ele possa ser eficazmente usado:  A cada 5 anos. o extintor de espuma necessita de uma série de cuidados para que. denominando-se “carga líquida”. No comércio. dirigindo o jato para a parede do recipiente. Embora simples. deverá sofrer um teste hidrostático.  Inverte a posição do extintor. quando em uso. É um teste em que é usada a pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão que se forma dentro dele. s/d Figura 20 Fonte: SENAI-MG.  Ataca o fogo de classe A. perdendo o seu efeito de abafamento. Figura 19 Fonte: SENAI-MG. quando houver necessidade.

 Semanalmente. Figura 21 Fonte: SENAI-MG. é o gás carbônico ou o nitrogênio. num fogo já dominado. geralmente. O gás que dá a pressão. Há dois tipos comerciais:  Pressurizado É um cilindro com água sob pressão. que impulsiona a água. que voltem as chamas.  Empunha a mangueira.  Ataca o fogo (classe A). evitando que. ou seja.  Retira a trava ou o pino de segurança. recomece a ignição. deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato deverá ser desobstruído. É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura. dirigindo o jato d‟água para a sua base. s/d O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinte forma:  O operador leva o extintor ao local do fogo. 135 . deverá ser descarregado e recarregado novamente. ou desentupido. A cada 12 meses. Existem alguns a ar. se for o caso. Extintor de água O agente extintor é a água.

s/d  Pressurizar Há uma ampola de gás e.Figura 22 Fonte: SENAI-MG. devem ser tomados os seguintes cuidados:  Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos.  Ataca o fogo (classe A). deve ser descarregado. A ampola pode ser interna ou externa ao cilindro que contém a água. porém. O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado da seguinte forma:  O operador leva o extintor ao local do fogo. dirigindo o jato d‟água para a sua base.  Anualmente. São fornecidos extintores portáteis ou em carretas. s/d Figura 23 Fonte: SENAI-MG. uma vez aberto o registro da ampola. Extintor de gás carbônico (CO2) 136 . pressionando a água. Sua manutenção é mais simples que a do anterior.  Empunha a mangueira.  Abre o cilindro de gás. o gás é liberado.

Ao ser acionada a válvula de descarga. deverá ser descarregado e recarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo de seis meses para pesagem). onde é expelido em forma de nuvem.  Empunha a mangueira. o gás passa por um tubo sifão. o operador:  Leva o extintor ao local do fogo. procurando abafar toda a área atingida. s/d Figura 25 Fonte: SENAI-MG. indo até o difusor. Para utilizar o extintor de gás carbônico (CO2). Figura 24 Fonte: SENAI-MG. s/d 137 .  Ataca o fogo. Como há possibilidade de vazamentos. este extintor deverá ser pesado a cada 3 (três) meses e toda vez que houver perda de mais de 10% (dez por cento) no peso.O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de 61 atmosferas.  Retira o pino de segurança.

no aspecto. s/d 138 . devem ser recarregados. a fim de cobrir a área atingida. Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico. São semelhantes. quando a pressão baixa.  Empunha a mangueira. aos extintores de água. Figura 27 Fonte: SENAI-MG. e pode ser sob pressão permanente (pó químico seco e pressurizar). É fornecido para uso manual ou em carretas.  Retira a trava ou pino de segurança. Os extintores de pó químico seco devem ser operados da seguinte forma: Pressurizado:  O operador leva o extintor ao local do fogo. tendo seu controle feito pelo manômetro e.  Ataca o fogo. s/d Extintor de pó químico seco Utiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorve umidade) e um agente propulsor que fornece a pressão. que pode ser o gás carbônico ou o nitrogênio. procurando formar uma nuvem de pó.Figura 26 Fonte: SENAI-MG.

 Ataca o fogo. 139 .Figura 28 Fonte: SENAI-MG. s/d Figura 29 Fonte: SENAI-MG.  Empunha a mangueira. s/d A pressurizar:  O operador leva o extintor ao local do fogo.  Abre o cilindro de gás. procurando formar uma nuvem de pó. que podem ser utilizados com eficiência nos incêndios classe A. a fim de cobrir a área atingida. Há outros tipos de extintores de pó químico seco. São chamados extintores de pó tipo ABC ou Monex.

***Existem pós químicos especiais (tipo ABC). s/d Observação: variante para classe “D”: Usar o método de abafamento por meio de areia seca ou limalha de ferro fundido. dentro de um raio de 40 metros (30 m das mangueiras e 15 m). devem-se escolher requintes que possibilitem a utilização da água em janto ou sob a forma de neblina (requinte tipo universal). Tabela 1 Fonte: SENAI-MG. **Pode ser usado em seu início. Para tanto. pode ser usada sob a forma de neblina. porém. *Não é utilizada como jato pleno. Hidrantes As empresas que possuem sistemas de hidrantes – instalações de água com reservatórios apropriados – normalmente têm direito a descontos na tarifa de seguro-incêndio. 140 . devem estar enquadrados nas especificações do IBR (Instituto de Resseguros do Brasil) e posteriores recomendações da Susep.Utilização de extintores Classe de incêndio Tipos de extintores Água Espuma CO2 Pó químico seco Papel “A” Madeira Tecido Sim Sim Não Não Não Sim Sim Sim Não Não Sim Sim Fibras Óleo Gasolina “B” Graxa Tinta GLP Equipamentos Elétricos “C” Energizados Magnésio “D” Zircônio Titânio Sim Não Não Não Observação: Um pó químico especial. Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da empresa mediante dois jatos simultâneos.

8. devido aos perigos e processos implicados. serenas. Daí a necessidade de conhecimentos de primeiros socorros nos acidentes de trabalho que. tesoura. nestas circunstâncias. Primeiros socorros Na área de prevenção de acidentes. e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. Se ficar na dúvida. vítima de acidente ou mal súbito. é praticamente impossível anulá-los. band-aid.1. Entretanto. Com o desenvolvimento. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os primeiros socorros. o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. água oxigenada (10 volumes). Por definição. empregados e leigos. Via de regra. Entretanto. conduzindo-se com serenidade. Se não se diz nada. gaze esterelizada. A prática de emergência simulada ajudará a realizar manobras corretas. os primeiros socorros serão prestados no local da ocorrência. desempenham um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. A informação ao acidentado. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial. suaves e seguras. se se falar demasiado. 141 . 8. ainda assim. o medo e a ansiedade irão aumentar. primeiros socorros são cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa. ataduras de crepe. é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas. porém. O tom de voz tranquilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos. serão aplicados os mesmos princípios de primeiros socorros. acerca do que ocorre e qual será a provável evolução. solução de temerosal. o perigo se torna cada vez mais presente e iminente. deve haver a concentração de reforços de uma equipe de profissionais especializados. compreensão e confiança. esparadrapo. água boricada. As ações falam mais alto que as palavras. alarme e uma situação de desespero poderão ser provocados de forma desnecessária. até a chegada de um médico. Material necessário para emergência  Instrumento: termômetro.  Antissépticos: solução de iodo.  Material para curativo: algodão hidrófilo. as quais realizam tratamento de emergência. e se destinam a salvar uma vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. a complexidade das tarefas. o aumento da mecanização. assim como de empresário. a primeira providência é controlarse. o controle de outras pessoas é igualmente importante. mas.

quedas. máquinas. mesas.  Outros: conta-gotas. prego ou um golpe forte. Medicamentos (a critério médico): analgésicos em gotas e em comprimidos. devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que. haverá uma hemorragia. etc. caco de vidro. O ferimento é lesão das mais frequentes e. como terra. sal de cozinha.2. copos de papel. teremos a ocorrência de um ferimento. poderá ser fatal. se o trauma rompe todas as camadas da pele. porém. graxa. utilizadas na empresa. dependendo da quantidade. s/d 142 . superficiais e com hemorragia moderada Conduta  Lavar as mãos com água e sabão. soro fisiológico.  Lavar a parte atingida com água e sabão.  Cobrir o local com gaze esterilizada ou pano limpo e esparadrapo. teremos uma ferida. pela necessidade de tratamentos precisos. colírio neutro. acontecendo também no trajeto residência-empresa-residência. Sempre que ocorrer um ferimento.  Procurar logo um serviço médico. Ferimentos Toda vez que um agente traumático. entra em contato com a pele. Figura 1 Fonte: SENAI-MG. não deixando o ferimento descoberto. produzindo rotura. entre os quais batidas em ferramentas. Ferimentos leves. removendo do local eventuais sujeiras. na indústria. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele. se houver. antes de fazer o curativo. antídotos para substâncias químicas. como faca. que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade. diremos que houve apenas uma escoriação local.  Passar antisséptico. pode ocorrer pelos mais variados motivos. 8.

sem. até parar a hemorragia. barbantes ou corda no lugar do pano).  Fazer um meio nó. no entanto.  Torcer a madeira até parar o sangramento.Ferimentos profundos. s/d 143 .  O torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. para saber quando desapertar. s/d  Dê um meio nó. Estes procedimentos estão ilustrados a seguir:  Passe a tira ao redor do braço ou da perna. aplicar o torniquete. extensos e com hemorragia nos membros Conduta Estancar a hemorragia da seguinte maneira: Manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo.  Colocar um pedaço de madeira no meio do nó. Figura 2 Fonte: SENAI-MG. da seguinte maneira:  Enrolar no membro uma tira de pano largo. aproximadamente 5 cm acima do ferimento (não usar fios. apertar demais. Figura 3 Fonte: SENAI-MG. Se compressão não for o suficiente para estancar a hemorragia. É importante marcar no relógio o início da compressão.  Desapertar o torniquete a cada 10 minutos.  Completar o nó acima da madeira.

Figura 6 Fonte: SENAI-MG. s/d  Dê um nó completo no pano.). etc. Figura 5 Fonte: SENAI-MG. s/d  Aperte o torniquete fazendo girar a vareta. Coloque um pedaço de madeira (lápis. s/d 144 . caneta. Figura 4 Fonte: SENAI-MG. sobre a vareta.

logo. podemos ver os órgãos internos. batimentos cardíacos. Fixe a vareta com as pontas do pano. 145 . Cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo. os intestinos ou outros órgãos poderão. Nesse caso. inclusive. graxa. Quando isso acontece. tendões. intestinos.). pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. respiração. s/d Num acidente. caco de vidro. Ferimentos com exposição de órgãos internos Figura 7 Fonte: SENAI-MG. São casos muito graves e a tomada de primeiros socorros se faz urgente. Encaminhar. Devido à extensão do ferimento. se houver. como terra. removendo do local eventuais sujeiras. como os músculos. Figura 7 Fonte: SENAI-MG. s/d Lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo. pulmões. etc. etc. Passar um antisséptico. chamando-se assistência médica e observando-se sinais vitais (pulso. por meio da ferida. ossos. sair pela ferida. Lavar a parte atingida com água e sabão. etc. não se deve tentar colocar órgãos afetados no lugar. a vítima a um serviço médico pela necessidade de tratamento.

provocada por choque traumático. assim como uma hemorragia intensa.  Colocar uma compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz e na fronte. ou quando cai sobre a cabeça um objeto pesado.  Usar um chumaço de algodão tampando a narina sangrante. no entanto.  Prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo.3. Não acontecendo a hemorragia. Hemorragias Hemorragia é a perda de sangue por meio de ferimentos e cavidades naturais como nariz. 146 . também conhecido como “galo”. pode ser também interna.Conduta  Passar antisséptico nas bordas da ferida. Ferimentos na cabeça Numa queda. formando no local do choque traumático um hematoma. com água oxigenada. tomar condutas. molhadas. 8. acalmando-a.  Comprimir a narina sangrante com os dedos. sem travesseiro. Hemorragia nasal Pode ocorrer com empregados expostos a altas temperaturas ou então. O que fazer:  Sentar a vítima em uma cadeira. sem apertar. resultante de um traumatismo. pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado. boca. como em ferimentos hemorrágicos. tombo. tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. nunca tocando nos órgãos expostos. sem.. comprimindo bem o curativo. O que fazer:  Ocorrendo a hemorragia. etc.  Deitar a vítima de costas.  Afrouxar todas as roupas. pode ocorrer ferimento do crânio.  Cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizada.

O que fazer:  Sentar a vítima. temos que prestar atenção a alguns sinais externos.Figura 8 Fonte: SENAI-MG. Como não vemos o sangramento. ou é provocada por alguma doença no estômago. imediatamente. colocando a vítima de lado.  Dar pequenas quantidades de água.  Deixar tossir à vontade. acalmando-a. mas não outras bebidas. Hemorragia digestiva Acontece nas pessoas que ingerem produtos químicos corrosivos. por acidente. Hemorragia interna Uma colisão. uma hemorragia interna. evitar com que a vítima fale e não dar líquidos para beber. para podermos diagnosticar e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos (veias ou artérias) internamente.  Afrouxar todas as roupas. para que não aspire o vômito.  Procurar assistência médica imediatamente. O que fazer:  Deitar imediatamente a pessoa. ou de órgãos importantes. para a orientação adequada. para orientação adequada. 147 . acalmando-a. está acontecendo algum problema pulmonar. podem acontecer crises de tosse.  Chamar a assistência médica.  Deixar vomitar à vontade. um choque com objeto pesado pode acarretar ao trabalho. Neste caso. Em algumas crises. e este de sangue. muitas vezes. como o fígado ou baço. s/d Hemorragia por tosse Em ambientes onde existam muita poeira. a tosse é acompanhada de escarro.  Colocar uma bolsa de gelo na região do estômago.

pela diminuição da irrigação sanguínea provocada pela hemorragia. mantendo-o o mais imóvel possível. O que fazer:  Observar rigorosamente a vítima. Temos como exemplos: 148 . 8. nesses casos. s/d Pele Está fria. podemos notar. com o tempo.Pulsação Temos em nosso corpo vários pontos em que podemos sentir a pulsação. para evitar parada cardíaca e respiratória.  Deitar o acidentado.4. com bastante suor. Colocando dois dedos (o indicador e o médio). com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo. poderá ir ao estado de choque clínico. Estando consciente. Figura 9 Fonte: SENAI-MG. Apresenta-se pálida.  Colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do traumatismo. e as mucosas dos olhos e da boca estão brancas. se o pulso está fraco ou acelerado. conforme figura (pulso radial ou pulso carotídeo ou fumeral). sentirá o acidentado muita sede e tonturas e. Elas podem ser originadas por agentes químicos. Mãos e dedos Ficam arroxeados. Queimaduras Queimadura é toda e qualquer lesão ocasionada pela ação do calor sobre o corpo do empregado. térmicos elétricos.

Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria. Verificamos. Classificação das queimaduras Quanto à profundidade  1º grau: quando a lesão é superficial. Pode-se abafar com cobertor ou rolar o acidentado no chão.  Substâncias químicas como ácidos.  2º grau: quando provoca a formação de bolhas e apresenta restos da pele queimada soltos. potassa cáustica.  Radiação infravermelha e ultravioleta emanada por fornos industriais. afastar o acidentado desses agentes. em geral. líquidos ferventes e vapores. soda cáustica.  Contato elétrico. lavar a área queimada com bastante água fria. metais incandescentes. atinge os músculos e a camada interna do corpo. Apagar o fogo. Contato com metais incandescentes. Quanto maior a extensão da queimadura. utilizando água ou extintor apropriado. No caso de metais incandescentes. Procedimento em queimaduras Agentes químicos Retira-se a roupa do acidentado. que a sua ocorrência na indústria se dá potencialmente em qualquer atividade. Fogo.  Vapores quentes ou líquidos ferventes. provocando apenas a vermelhidão da pele.  Contato direto com fogo. tomando-se o cuidado para não atingir os olhos.  3º grau: além da formação de bolhas. Quanto à extensão É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada. líquidos ferventes e vapores. Em seguida. Uma queimadura de 1º grau que abranja uma vasta extensão será considerada de muita gravidade. pois o resto de substância química pode causar danos enquanto estiver em contato com a pele. sem formar bolhas. de acordo com os agentes citados. maior é o risco que corre o empregado. variando em função das condições de trabalho. 149 . etc.

para tratamento.  Se o acidente ocorrer ao ar livre. etc. encontramos esse acidente quando há falta de segurança em eletricidade. usar uma tesoura para cortá-la. está em contato com sua carcaça. dependendo da intensidade da corrente elétrica. muitos dos quais mortais. O que fazer:  Antes de socorrer a vítima.  Se o item anterior for impossível. Quando uma pessoa sofre uma descarga elétrica. com cuidado. líquidos e cremes para queimaduras. Elas poderão ser utilizadas.5. por defeito. desligando a chave geral de força. Se necessário. se a vítima estiver consciente. para não perfurar as bolhas. resistência e voltagem. O que fazer:  Retirar a roupa do acidentado. 150 . afastar o fio da vítima com o auxílio de uma vara comprida e seca ou um galho de árvore seco. parte elétrica de um motor que.  Lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se houver). Nas de 2º e 3º graus. com orientação médica. esta passa por seu corpo e as consequências podem ser mais ou menos graves. desligando-se a energia. fazendo esta operação com todo o cuidado para não encostar no fio. usar luvas de borracha grossa ou um amontoado de roupas ou jornais secos e afastar da vítima o fio ou aparelho elétrico. a região com gaze esterilizada (se houver) ou com pano limpo. Choque elétrico A eletricidade pode produzir inúmeros acidentes.  Cobrir. falta de aterramento elétrico.Eletricidade Tirar a vítima do contato elétrico. ferramentas portáteis. líquidos e cremes: Existem várias modalidades de pomadas. estão formalmente contraindicadas. Na indústria. 8. como: Fios descascados. sem tocar com as mãos. do centro para fora. retirando os fusíveis da instalação ou puxando o fio da tomada. cortar a corrente elétrica.  Encaminhar logo à assistência médica. somente em queimaduras de 1º grau.  Dar de beber água. com cuidado. com toda a precaução necessária. Por radiação infravermelha e ultravioleta (solar) Afastar o acidentado da fonte de calor radiante O uso de pomadas.

temperatura do corpo elevada.Figura 10 Fonte: SENAI-MG. etc. existem fornos. forjas. Os transtornos térmicos mais comuns são:  Problemas circulatórios. São ambientes onde. fazer as manobras de reanimação.  Se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou respiratória. caldeiras. O que fazer:  Retirar a vítima do ambiente de trabalho.  Se houver queimaduras.  Deitá-lo com a cabeça mais baixa que o resto do corpo. para tratamento.  Anidrose (deficiência de suor). conforme parada cardíaca e parada respiratória. com graves consequências à sua saúde. está sujeito a uma série de alteração em seu organismo. palidez ou tonalidade azulada no rosto. calafrios e apresenta respiração superficial e irregular. fundições. Calor O empregado que exerce a sua atividade em ambientes.  Levar imediatamente ao atendimento médico. dar de beber água fresca. 151 . A pessoa sente cansaço. geralmente. em pequena quantidade. náuseas. seguir os itens do estado de choque. O problema circulatório ocorre por deficiência de circulação e geralmente acontece com indivíduos inaptos ao ambiente. s/d  Se o choque foi leve.  Afrouxar a roupa da vítima.  Encaminhar ao serviço médico para diagnóstico e tratamento precisos. onde esteja exposta ao calor. proceder conforme queimaduras.6. 8. cuja temperatura é alta. pele úmida e fria. diminuição da pressão arterial.  Se estiver consciente.

desmaios. etc. quer porque a visão torna-se prejudicada. etc. que serve para isolar do frio. quer para segurar objetos. Apresenta pulsação rápida. 152 . 8. Apresenta pulsação rápida. dificuldade respiratória. mas nunca bebidas alcoólicas ou estimulantes. A vítima sente a pele seca. O que fazer:  Retirar a vítima do ambiente de trabalho.  Deitá-la com a cabeça mais baixa que o resto do corpo. dificuldade respiratória.  Procurar rapidamente um serviço médico. onde esteja exposta ao calor. armazenamento de alimentos e medicamentos que necessitam de temperaturas baixas. dar de beber água fresca. desmaios. Isso pode levar a acidentes do trabalho. pode causar dificuldades na movimentação. vermelha e quente. pela necessidade de diagnóstico e tratamento precisos. As luvas e as botas.  Envolver a vítima com lençol úmido. como quedas. temperatura do corpo elevada. náuseas.  Levar imediatamente ao atendimento médico.  Se estiver consciente. náuseas.  Se a vítima estiver consciente. vômitos. vermelha e quente. congelamento das mãos e dos pés. derrubada de materiais. podem congelar as mãos e pés.A deficiência do suor (anidrose) ocorre quando uma parte da superfície corpórea não transpira. desmaios.  Afrouxar a roupa da vítima. Frio Há acidentes por frio nas empresas que trabalham com industrialização de alimentos congelados. A vítima sente a pele seca. convulsão. A deficiência do suor (anidrose) ocorre quando uma parte da superfície corpórea não transpira. como café. vômitos.  Banhar o corpo da vítima com água fria. convulsão. dar líquidos para ela. temperatura do corpo elevada. com a umidade. podendo até chegar à morte. chá. O equipamento de proteção individual.7. O que fazer:  Levar a vítima a um lugar arejado e fresco. para tratamento. em pequena quantidade. despir suas roupas e colocar sua cabeça sobre um travesseiro. podendo chegar até a morte.

 Fornecer bebidas quentes como chá ou café. suor intenso. traumatismos cranianos. meias e luvas. muitas vezes. envenenamentos. perda de substâncias orgânicas em prensas. ou pela exposição a temperaturas extremas. como café ou chá (nunca bebidas alcoólicas). para ajudar a recuperação da circulação (nunca massagear a parte congelada). ou por choque elétrico. Na indústria.  Cobrir com um cobertor ou dar um banho de água morna. 8. processos inflamatórios do coração. desequilíbrio no organismo. tremores. moinhos.  Observar sinais vitais (pulso. bradicardias (coração trabalhando lentamente). ou. batimentos cardíacos.  Pedir ao acidentado para movimentar os pés ou as mãos. como hemorragias. assim. ainda.  Aquecer as partes congeladas com água quente (não fervente) ou panos molhados com água quente. os que merecem atenção especial atenção são os acidentes graves com hemorragias extensas. instalando-se. por envenenamento por produtos químicos. O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez. mantendo-a deitada. e diminuição da quantidade de sangue dentro dos vasos. respiração rápida. Estado de choque O estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre o coração.  Levar imediatamente à assistência médica. arroxeamento dos lábios.No caso de congelamento dos pés ou das mãos O que fazer:  Levar a pessoa a um lugar aquecido. No caso de desmaios em ambientes frios O que fazer:  Retirar imediatamente o acidentado do ambiente de trabalho. alteração dos vasos. taquicardias (coração trabalhando de modo acelerado). pele fria. etc. todas as causas citadas acima podem ocorrer.8. realizando massagens delicadas para ativar a circulação nas partes mais próximas do membro congelado. curta e irregular. O que fazer: 153 . As causas que levam ao estado de choque podem ser cardíacas.  Retirar toda a roupa de trabalho (nunca deixar o empregado com as mesmas roupas). vasos sanguíneos (artérias ou veias) e o sangue. queimaduras.). se estiver consciente. agitação. pulso fraco e rápido. como infartos.  Tirar imediatamente as botas. respiração. batimentos do coração mais frequentes. nunca bebidas alcoólicas.  Dar bebidas quentes. extrusoras.

 154 Se a vítima parar de respirar. desde que esteja presente alguma das causas acima citadas. O desmaio pode-se dar por falta de alimentos. o indivíduo sente fraqueza. apresentando suor frio. A seguir. fazer imediatamente a respiração artificial. tontura. etc. batimentos cardíacos. colocando sua cabeça e ombros em posição mais baixa em relação ao resto do corpo.  Afrouxar as roupas da vítima. respiração. Deixar a vítima deitada com a cabeça mais baixa que os pés. s/d 8. os que envolvem perda sanguínea. se houver. pela necessidade de diagnóstico e tratamento precisos.  Observar parada cardiorrespiratória (pulso. o desmaio pode ocorrer em qualquer atividade. Figura 11 Fonte: SENAI-MG.  Procurar logo um serviço médico. principalmente. susto. Desmaios É a perda de consciência temporária e repentina.  Agasalhar a vítima. falta de controle dos músculos e ela cai. Na indústria. jornais. toalhas. devido à diminuição de sangue e oxigênio no cérebro. conforme o capítulo relacionado à hemorragia. A pessoa torna-se pálida. mudança brusca de posição. há escurecimento da vista. envolvendo-a com cobertores. ambiente fechado e quente. O que fazer:  Manter o indivíduo deitado. acidentes.  Manter o ambiente arejado.9.). sensação de falta de ar. emoção. Antes do desmaio. .  Afrouxar as roupas.  Estancar a hemorragia.  Se a pessoa estiver sentada e for difícil deitá-la. zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos. colocar a sua cabeça entre as coxas e pressioná-la para baixo. uma vez que perde os sentidos.

tais como os inseticidas clorados e o óxido de etileno. menos violentos e o paciente vai se recuperando gradativamente.  Afrouxar as roupas da vítima. podemos citar a febre muito alta. traumatismo na cabeça.  Retirar da boca pontes. como o aparecimento do quadro pode se dar já na condição de empregados de empresas. e esta estiver consciente.10. De modo científico. Aparecem movimentos incontrolados das pernas e braços. Na indústria. podemos encontrar empregados com convulsão quando expostos a agentes químicos de poder convulsígeno. bem como em pessoas com história anterior de convulsão. Nos desmaios causados por calor intenso. O que fazer:  Amparar a cabeça. podemos encontrar esta afecção em indivíduos de qualquer função. oferecer água à vítima. Convulsão É a perda súbita da consciência. Durante a recuperação. Pode-se notar a contração do rosto ou corpo. epilepsia e outras doenças. há perda da memória. No ataque típico.  Acomodar o indivíduo. dentaduras e eventuais detritos.  Colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda a língua ou a engula.  Virar o rosto para o lado. depois de reanimar a pessoa. os movimentos incontrolados duram de 2 a 4 minutos. As contrações podem variar na sua gravidade e duração. 155 . acompanhada de contrações musculares bruscas e involuntárias. tornando-se. intoxicações. para evitar asfixia por vômitos ou secreções. pode parecer que a sua respiração para. o indivíduo perde a consciência. no entanto. e ao mesmo tempo. seu corpo vai se tornando rígido. Geralmente. Como causas de convulsões. Figura 12 Fonte: SENAI-MG. s/d 8. é retomada aos poucos. então. provocando asfixia.

numa indústria. álcool.  Deixar repousar até que volte à consciência. A via oral é importante. dependendo do tipo de empresa e do produto que produz ou utiliza. 156 . respiratória e pela pele.  Não ficar com medo da salivação. quando se fala de intoxicações industriais. devemos conhecer todas as substâncias químicas que são utilizadas na empresa. portanto.  Não jogar água. pode levar ao acidente. poderá em pouco tempo intoxicar-se. O empregado exposto a agentes químicos acima de determinadas quantidades. Essas substâncias podem ser de diversas naturezas. amoníaco. os casos de envenenamentos e/ou intoxicações por substâncias químicas. é a mais importante. vinagre. A via respiratória. a falta de higiene. Intoxicações e envenenamentos São muito frequentes. que possam causar traumatismos durante as contrações. contaminando a pessoa. s/d  Não estimular a vítima com sacudidas. Para socorrer um acidentado. sem o uso de equipamento de proteção respiratória. Os meios de intoxicação são por via oral. em virtude de o acidente provocado por meio dela ocorrer quase acidentalmente.  Encaminhar ao serviço médico para orientação e tratamento adequado. lanchar ou tomar refeições sem lavar as mãos. 8.11. Ocorre intoxicação pela pele quando alguns agentes penetram através das roupas. O hábito de fumar. Figura 13 Fonte: SENAI-MG. Afastar o indivíduo de objetos pontiagudos. etc.

Intoxicação por pele O que fazer:  Retirar o acidentado do ambiente de trabalho. ou 1/4 de copo de azeite. levando-o a um lugar fresco e arejado. 157 . para diluir o ácido.  Se houver parada respiratória.  Se estiver consciente. Outras substâncias O que fazer:  Retirar o intoxicado do local de trabalho. retirar todos os corpos estranhos da boca. 8. etc.  Lavar com bastante água o corpo. dar de beber água em pequena quantidade. Geralmente.  Eventualmente. nariz e garganta.  Se estiver inconsciente. retirar todos os objetos que estão dentro da boca.  Verificar a respiração da pessoa intoxicada. prevenir a parada cardiorrespiratória. restos de comida. potassa) O que fazer:  Retirar o intoxicado do local de trabalho. pode-se dar 1/4 de copo de azeite. vômito. como dentaduras. Corpos estranhos Chamamos de corpo estranho qualquer elemento que possa entrar nas cavidades naturais.  Retirar toda a roupa do acidentado.12. como olhos. iniciar imediatamente a respiração artificial. dar leite de magnésia ou leite comum. ouvidos. saliva.  Se estiver inconsciente. observando as pulsações e a respiração.  Estando inconsciente. Intoxicação por via respiratória O que fazer:  Retirar o acidentado do local de trabalho.Intoxicação por via oral Substâncias ácidas O que fazer:  Retirar o intoxicado do local de trabalho. nas partes desprotegidas do empregado. Substâncias alcalinas (solda.

tapar o olho afetado com gaze esterilizada ou pano limpo. de preferência água que foi fervida anteriormente (águas desligadas). Corpo estranho no ouvido O ouvido não sofre em locais de trabalho a penetração de corpos estranhos. estrepes. mantendo a boca fechada.  Se não der resultado. secreção nasal purulenta e sangramento. Geralmente. Pode ser. etc. agulhas e levar ao médico imediatamente. ignorantes do perigo. O problema maior que pode causar é a asfixia e a morte por insuficiência respiratória. quando cometem esse ato. palitos. como besouros. Estas. no lar. No caso de ter o “lava-olhos”. dores nas narinas. farpas. pó de metal ou de terra e produtos químicos. assoar com força. pinças. entrem involuntariamente.Corpo estranho nos olhos Os olhos são os órgãos que estão mais em contato com o trabalho e. Tratamento:  Pedir para que a vítima feche os olhos. não esfregar ou mexer o olho atingido. que insetos. mais suscetíveis de receber corpo estranho. Corpo estranho no nariz Incidente raro em ambientes de trabalho e comum entre as crianças. por exemplo: grãos de cereais e pequenos artefatos de plásticos. um corpo estranho na garganta provém de ingestão voluntária ou não de pedaços grandes de qualquer elemento que não consegue passar dessa região. portanto. geralmente não o comunicam aos pais. pelas crianças. moscas. lavar com bastante água corrente. 158 . pequenas pérolas. O que fazer: levar imediatamente ao médico. ainda. voluntariamente.. para atendimento especializado.  Se for uma quantidade grande de poeira ou produto químico.  Se com essas medidas não sair o corpo estranho. soja. são colocados grãos de feijão. não tentar retirar com instrumentos pontudos. mas não tentar retirar o objeto com qualquer instrumento ou assoprar o olho. Corpo estranho na garganta Geralmente. ele pode se notado pela obstrução. O que deve ser feito:  Fechar a narina que está livre e. seja estilhaço. madeira ou papelão. pois as lágrimas poderão retirar o corpo estranho. Encaminhá-la ao médico imediatamente. impelindo para fora o objeto. Os objetos podem ser diversos. usá-lo adequadamente. sem comprimir.

pelo menos. tábuas. 8. e expostas ou abertas. batidas contra objetos. Nas indústrias. ferramentas. maquinário.As crianças.13. ingerem botões.  Estancar eventual hemorragia. O que se pode fazer:  Baixar a cabeça e o tórax. que aumente ao menor movimento ou toque na região. a fim de impedir a movimentação. por ingenuidade. Observação: Nunca se deve tentar colocar o osso no lugar. etc. papelão. etc. bolas de gude. causando transtornos sérios. dois itens abaixo mencionados:  Dor intensa no local. O que fazer: Em caso de fraturas  Colocar a vítima deitada em posição confortável. As fraturas podem ser fechadas. convém acolchoar com algodão. revistas.  Paralisia (lesão de nervos).  Encaminhar imediatamente ao médico.  Hematoma (rompimento de vaso com acúmulo de sangue no local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele). quando a pele não é rompida pelo osso quebrado. Todas as supostas fraturas e lesões de articulação devem ser imobilizadas. 159 . Suspeita-se de uma fratura ou lesão articular quando forem constatados. a fratura pode ocorrer em razão de quedas e movimentos bruscos do empregado. batendo levemente entre as omoplatas. utilizando jornais.. conforme o item Hemorragias. quando o osso atravessa a pele e fica exposto. provocando a tosse. assim como quedas desses objetos sobre o empregado.  Crepitação ao movimento (som parecido com o amassar de papel). por curiosidade. que aparece horas após a fratura.  Não deslocar ou arrastar a vítima antes de imobilizar o seguimento fraturado. em caso de fraturas expostas ou abertas. moedas.  Edema local (inchaço). Fraturas e lesões de articulação É o rompimento total ou parcial de um osso ou cartilagem.. lã ou trapos os pontos em que os ossos ficarão em contato com a tala.  Imobilizar as articulações mais próximas do local com suspeita de fratura. Isso deverá ser feito em local e por pessoal qualificado.

temos mais acidentes com escorpiões e aranhas. Em caso de lesão articular (entorses.  Nas primeiras 24 horas. pode-se aplicar calor no local e imobilizálo. Observação: Não massagear ou friccionar o local afetado.  Imobilizar a região afetada com faixas ou panos para impedir os movimentos. mantendo a região aquecida. aplicar calor local. deve-se agir como se fossem todas venenosas e potencialmente perigosas para a vítima. a dor. Usualmente. Encaminhar a vítima a serviço médico para diagnóstico e tratamento precisos. aranhas e escorpiões.  Depois de decorridas as primeiras 24 horas. aplicar frio intenso no local com bolsa de gelo ou compressas frias úmidas. luxações e contusões)  Colocar a vítima deitada ou sentada em posição confortável.14. diminuindo. se não raro. a ocorrência de acidentes no meio urbano por animais peçonhentos. que são as serpentes. Figura 14 Fonte: SENAI-MG. posteriormente. s/d 8. assim. Acidentes por animais peçonhentos Serpentes ou cobras Não é comum.  Encaminhar a vítima ao serviço médico para diagnóstico e tratamento precisos. Como é difícil distinguir quais as espécies venenosas e as não venenosas. O que se deve fazer: 160 .

 Encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico e.  Encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico e.  Não deixar a vítima andar ou correr. anéis. se o tratamento demorar ou não for realizado em tempo hábil. caso tenha sido possível matar o réptil. agir com maior rapidez. enviá-lo juntamente para identificação e aplicação do soro específico. sob montes de lenhas. evitando parada cardíaca e choque.  Afrouxar as roupas da vítima. relógio. Conduta O que se deve fazer:  Colocar a vítima deitada.  Manter o membro lesado num nível inferior ao do coração. madeiras velhas e úmidas. podendo levar à morte. Levar imediatamente o acidentado a um hospital. para a aplicação do soro adequado. os mais conhecidos são os amarelos e os de coloração vermelho-escura. quase pretos.  Tratando-se de criança. para que o veneno inoculado e já circulante na corrente sanguínea tenha seu processo de difusão retardado. se possível. Escorpiões Os escorpiões vivem em casas velhas. isto poderá levar a vítima à morte. enviá-lo juntamente para identificação e aplicação do soro específico. complicações decorrentes de edemas que frequentemente ocorrem em picadas de cobras. assim. enviar juntamente o réptil para identificação e aplicação do soro específico. 161 .Dentro dos primeiros 30 minutos  Deitar a vítima o mais rápido possível.  Colocar compressas frias sobre o local afetado para retardar a disseminação do veneno na corrente sanguínea. telhas e pedras. mantendo-a calma. pois. caso tenha sido possível matar o animal. No Brasil. o que favoreceria o agravamento da lesão no local da picada e iria acelerar o processo de difusão do veneno. Após decorridos 30 minutos Passados trinta minutos da picada.  Observar os sinais vitais. retirando calçados. as providências acima se tornam desnecessárias. prevenindo.

dar dois a três golpes no peito. na sua parte inferior. parada da respiração.15.  Fazer regularmente compressões curtas e fortes.  No caso de 1 socorrista. Os dedos e o restante da palma da mão não devem encostar no tórax da vítima. caso haja 2 socorristas. inconsciência e aparência de estar morto. embora. defensivos agrícolas. dilatação das pupilas. apoiar a metade inferior da palma de uma mão nesse local e colocar a outra mão por cima da primeira. monóxido de carbono. na parte mediana do tórax sobre o osso externo. cerca de 60 por minuto.8. A parada cardíaca pode ser causada por infarto do miocárdio (coração). apresenta. deverão ser feitas 15 compressões cardíacas para 2 respirações aplicadas. O que fazer:  Colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura.  Logo a seguir. e trabalhos em eletricidade. que pode ser constatada quando não se percebe os batimentos dele (ao encostar o ouvido na região anterior do tórax da vítima). O indivíduo acometido apresenta palidez. defensivos agrícolas e outros casos de hipersensibilidade do organismo a certos medicamentos. choque elétrico.  Se a vítima for adulta. Parada cardíaca – massagem cardíaca A parada cardíaca é a interrupção do funcionamento do coração. Geralmente. não se puder palpar o pulso e. associar a respiração aplicada (vide parada respiratória – respiração artificial). No ambiente de trabalho. concomitantemente. ainda. inclusive no trajeto residência-empresa-residência. ausência de pulsação tanto nos membros como no pescoço.  162 Continuar a massagem cardíaca até que a vítima seja atendida por um médico. quando houver dilatação das pupilas (menina dos olhos). acidentes graves e afogamentos. intoxicação medicamentosa. . especialmente organosfosforados. o infarto do miocárdio ou um acidente grave possa ocorrer nas mais variadas situações. deve-se dedicar especial atenção aos trabalhos com monóxido de carbono.  Concomitantemente.

choque elétrico.16. lama ou outros corpos estranhos que encontrar e limpar a boca com um lenço ou pano limpo. A parada respiratória pode ser constatada pela coloração azulada da face. chamado de parada respiratória. intoxicação por medicamentos. nota-se o não embaçamento que ocorreria normalmente. lábios e extremidades e pela não movimentação do tórax. pontes. quando há falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue. Respiração boca a boca  Agir com rapidez. defensivos agrícolas.Figura 14 Fonte: SENAI-MG. Parada respiratória – respiração artificial Chamamos de parada respiratória o cessamento total da respiração. O oxigênio é vital para o cérebro e. ocorre o cessamento total da respiração. monóxido de carbono. 163 . colocado próximo ao nariz. deitando a vítima de costas sobre uma superfície dura. Por meio de um espelho ou metal polido. Pode ocorrer por afogamento. etc.  Retirar da boca da vítima dentaduras. devido à falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue. s/d 8.  Afrouxar as roupas da vítima.

estabelecendo uma passagem livre para o ar. a massagem cardíaca. deixando que os pulmões se esvaziem naturalmente e. para evitar a saída de ar pela boca (soprada pelas narinas). fazer 15 compressões cardíacas e. quando a vítima sofreu fratura da mandíbula. s/d Respiração boca a nariz É usada em bebês e. sem deixar nenhuma abertura. Levantar a nuca da vítima com uma das mãos e.  Tampar as narinas da vítima com o polegar e indicador de uma mão e abrir completamente a boca da vítima. mantendo a respiração artificial durante todo percurso. do método respiração boca a boca. b. cortes com hemorragia na boca ou quando não conseguir abri-la:  Executar os itens a. Manter a vítima nesta posição durante toda a respiração artificial. inspirar novamente. 164 . concomitantemente.  Se houver dois socorristas. Nesse caso. enquanto isso. ficando a ponta do queixo voltada para cima.  Colocar sua boca em contato com as narinas da vítima e soprar com força. efetuar. com rapidez.  Se não houver pulsação. c e d. com a outra.  Apertar os maxilares.  Encher bem os pulmões e colocar sua boca sobre da vítima. inclinar a cabeça para trás ao máximo. prosseguindo num ritmo de 12 vezes por minuto. Figura 15 Fonte: SENAI-MG. e assoprar com força até perceber que o tórax da vítima está elevando.  Afastar a boca e destampar as narinas da vítima. aplicar duas respirações artificiais.  Levar a vítima ao ambulatório médico ou pronto-socorro. fazer 5 compressões cardíacas para uma respiração aplicada. No caso de haver um único socorrista. um fará a respiração artificial alternadamente com a outra pessoa. que fará massagem cardíaca.

crianças com menos de um ano = 30 a 40 movimentos/minuto. mantendo a respiração artificial durante o percurso. Todos. portanto. evitando expor-se. Ao socorrer uma vítima que tenha caído de uma altura considerável ou tenha sido atropelada. tórax.  Levar a vítima para o ambulatório médico ou pronto-socorro. formigamento ou paralisia nas extremidades (braços e pernas) e dificuldade de respiração. mulheres = 18 a 20 movimentos/minuto. levantam o acidentado e o colocam sobre a tábua de madeira. as nádegas e as coxas. Aja sempre com o máximo de cuidado. socorrer em três pessoas.  Recomeçar a operação e prosseguir num ritmo de 12 vezes por minuto. a seguir. Prestar muita atenção para que a cabeça da vítima gire junto com o corpo. sobre a maca. conhecendo-se o estado da vítima. ao lado da vítima. crianças = 20 a 25 movimentos/minuto. parada cardíaca ou respiratória e. Afastar a boca. 8. ao mesmo tempo. O que fazer:  Colocar a vítima sobre uma tábua. sem dobrar a coluna. bacia ou crânio. hemorragias. Resgate e transporte de pessoas acidentadas Antes de transportar o acidentado. Transporte de acidentado com suspeita de lesão na coluna O indivíduo com fraturas de coluna pode apresentar dor intensa. Só se pode iniciar o transporte. bem como ser capaz de resolver o problema. tomando cuidado para não dobrar a coluna. inutilmente. impossibilidade de movimentação do tronco. sendo que a primeira segura a cabeça e as costas do acidentado.  Colocar a tábua de madeira no chão. a segunda. devemos sempre considerar a possibilidade de fraturas. devemos tomar muito cuidado para transportá-la ou mudála de posição. e a terceira. deve-se lembrar de que uma manipulação sem cuidado pode causar problemas. O socorrista deverá saber identificar a extensão do perigo. chapa de metal ou qualquer superfície firme e lisa (para não curvar ou deslocar a espinha). Observação: A frequência respiratória média é a seguinte: homens = 16 a 18 movimentos/minuto. rolar o acidentado sobre seu próprio corpo e. a riscos. às vezes. principalmente se houver ferimentos na coluna. sem ficar descolada para trás ou para os 165 . até irreversíveis para a vítima.17.  Se possível.  Abrir a boca da vítima o quanto puder e observar o esvaziamento natural dos pulmões. as pernas e os pés.

ombros. primeiramente.  Encaminhar a vítima para atendimento médico.  Dar-lhe água para beber. joelhos e próximo aos pés. Transporte de acidentado consciente por uma pessoa Quando a vítima está deitada e com ferimentos leves. as chamas na cabeça. . toalha. na altura do peito.  Encaminhar a vítima imediatamente para um serviço médico para diagnóstico e tratamento precisos. tapete. com o joelho esquerdo no chão. evitando o agravamento dos males. Se houver suspeita de fratura da região cervical (pescoço). s/d Resgate de vítima de incêndio O que fazer:  Envolver o corpo da vítima em pano de algodão (cortina. tomar cuidado para não movimentar a cabeça do acidentado. lençol ou outro material semelhante).  Apagar. tórax e seguir em sentido descente até os pés. cobertor. envolvendo-o com um lençol limpo. Se o acidentado apresentar deformação na coluna. quadril. Figura 16 Fonte: SENAI-MG. é melhor imobilizá-lo sobre a maca na posição adotada pela coluna. podendo andar com o auxílio de uma pessoa.  Imobilizar a vítima antes do transporte: colocar almofadas de panos ou toalhas de cada lado da cabeça e amarrar a testa à tábua com uma faixa ou qualquer tira de pano.  Prevenir o estado de choque.  Deixar-lhe o rosto descoberto para que não inale fumaça. se estiver consciente. amarrar também o corpo à tábua.lados.  166 Colocar-se à esquerda do acidentado.  Retirar sua roupa para evitar que cole e arranque a pele lesada.

puxando a vítima junto.  Levantar-se.  Falar para a vítima segurar firmemente no seu pescoço. inclinando-se um pouco para frente.  Levantar-se.  Sustentar as pernas da vítima. 167 . com a mão esquerda. segurando-lhe os joelhos e pedir a ela que se apoie no socorrista. Quando a vítima é muito pesada:  Colocá-la em pé e dar-lhe as costas. Figura 17 Fonte: SENAI-MG.  Passar o braço direito sob suas costas na altura das axilas. segurar a mão esquerda da vítima.  Fazer a vítima segurar em torno de sua nuca e. carregando-a no colo. Passar o braço direito logo abaixo das axilas e segurar firme sob a axila direita do acidentado. com o joelho esquerdo no chão. s/d Quando a vítima está deitada e não pode caminhar.  Passar o braço esquerdo sob seus joelhos. mas tem ferimentos leves:  Colocar-se à esquerda do acidentado.

 Segurá-la por debaixo das axilas. Figura 19 Fonte: SENAI-MG. s/d Transporte de acidentado inconsciente por uma pessoa  Colocar o acidentado de bruços. usar o método “cadeirinha”:  Os dois socorridos ajoelham-se perto da vítima. os dois socorridos colocam-se ao seu lado e ela se apoia nos seus pescoços. que colocará os braços sobre os seus ombros.  Apoiá-lo de pé.Figura 18 Fonte: SENAI-MG. tendo a certeza de não haver lesão de coluna. 168 .  Levantá-lo e carregá-lo sobre suas costas. Quando a vítima não puder andar.  Levantá-lo até que fique de joelhos. s/d Transporte de acidentado consciente por duas pessoas Se a vítima puder andar.  Somente realizar o transporte. colocando sua axila direita sobre a nuca.

de costas. s/d 169 . s/d Transporte de acidentado inconsciente por duas pessoas  Colocar a vítima sentada em uma cadeira. Figura 20 Fonte: SENAI-MG. próximo ao assento. levantando-se ao mesmo tempo e andam com os passos desencontrados. Figura 21 Fonte: SENAI-MG. nos quais a maca não consiga entrar.  A cadeira deve ficar inclinada para que o peso do acidentado se apoie no espaldar. Esse tipo de transporte deve ser utilizado em elevadores.  Um dos socorristas levantará a cadeira pelo espaldar. levantará a cadeira pelas pernas da frente. Os dois socorridos fazem a “cadeirinha”.  O outro socorrista.

Transporte por três pessoas  Os três socorristas devem alinhar-se de um dos lados da vítima.  O terceiro as colocará sob as pernas e coxas. abotoá-los inteiramente e enfiar os cabos nas mangas do paletó.  Enrolar uma toalha grande ou cobertor em torno dos dois cabos. enfiar as mangas para dentro deles. guarda-chuvas ou qualquer material semelhante e resistente. 170 . galhos de árvores. Figura 22 Fonte: SENAI-MG.  Pegar dois paletós.  O primeiro colocará suas mãos debaixo da cabeça. Como improvisar uma maca  Com cabos de vassoura.  O segundo colocará suas mãos sob as nádegas. ombros e dorso do acidentado.  Também podem ser utilizadas tábuas ou portas para transportar principalmente os acidentados com lesão de coluna. s/d Esse tipo de transporte é o mais seguro e indicado para acidentados com suspeita de lesão de coluna.  Os três devem suspender o acidentado e caminhar lentamente. marcando o passo.

Figura 23 Fonte: SENAI-MG. s/d 171 .

172 .

advindas de disposição inadequada de materiais sólidos.1.  Acondicionamento: consiste em depositar cada material separadamente em recipientes específicos. etc.  Afetam as condições estáticas ou sanitárias do meio ambiente.  Afetam desfavoravelmente a flora e a fauna. metal na lixeira de metal. plástico na lixeira de plástico. líquidos e de gazes. lixo orgânico/rejeito. vidro. reutilização. Exemplo: papel/papelão. vidro na lixeira de vidro.2. Exemplo: papel/papelão na lixeira de papel.  Criam condições adversas às atividades sociais e econômicas. Controle ambiental 9. 9. Exemplo: Resíduos industriais. Poluição É a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente:  Prejudicam a saúde. etc. a segurança e o bem-estar da população. 173 . óleo em tambores. Poluição solo/resíduos São modificações ocasionais no solo. metal. de ordem física. lixo doméstico. lixo orgânico/rejeito na lixeira de lixo. Sistema para controle da poluição por resíduos  Segregação: consiste em separar os resíduos para que não haja contaminação entre eles.  Lançam matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientes estabelecidos.9. química e biológica. Controle de poluição por resíduos O controle de poluição por resíduos não pode consistir apenas no controle de sua disposição. mas principalmente na redução da geração. reciclagem e comercialização. Meio ambiente Constitui-se num conjunto de elementos e fatores indispensáveis à vida.

 Baias de contenção: consiste em uma área com proteção de mureta normalmente em tijolo/bloco ou concreto.S.  Disposição adequada: consiste em depositar o material em recipientes apropriados. estas são retidas ao atravessarem um tecido industrial (similar ao aspirador de pó). não seja carregado pela chuva para as pistas e sistema de drenagem.S.  Lavadores: a poeira é retirada do ar por spray de água à alta pressão.”. 174 . em sua composição natural. Exemplo: lixeira. Equipamentos de controle da poluição atmosférica  Precipitadores eletrostáticos: a poeira é carregada eletricamente e.P. na sua maioria.A. fumaça. retirada por ação magnética. etc. ali depositado. Esta área chamada de “C. tambores. cortinas de proteção com árvores e sistema de drenagem apropriado para o escoamento da água e recolhimento do material ali depositado. ou seja. separados com a finalidade de estocar materiais que ainda não estão sendo reutilizados na usina e/ou comercializados.T. em uma área de 360.P. A CST dispõe. a seguir.  Ciclones: removem poeiras mais grossas.000 m2. por introdução de elemento estranho fora dos padrões ambientais. desempoeiramento e instalação de sistemas específicos para controle da poluição. Poluição atmosférica São alterações no ar atmosférico. e com proteção de muretas. Controle da poluição atmosférica O controle das emissões atmosféricas industriais deve ser feito mediante introdução adequada dos equipamentos industriais que são. e dispostos de maneira adequada para que não haja contaminação entre eles. cestos. composta por 14 pátios.A. ou por desequilíbrio na porção de seus componentes. etc. C. de maneira a causar prejuízos ambientais com danos à saúde e à economia. para que o material.S. uma Central de Armazenamento de Subprodutos que foi construída na área de expansão da C.  Filtros de mangas: indicados para a remoção de poeiras. por ação de força centrífuga. caixas e baias de contenção. Exemplo: poeira. Pátios apropriados Consiste em áreas pré-estabelecidas para depositar determinado tipo de material. gases.

que tem como objetivo avaliar o cumprimento dos padrões. fenol em fluentes hídricos. 175 . 9. lamas. os técnicos de meio ambiente da IDC percorrem todas as áreas da usina. A auditoria ambiental é um importante instrumento de gestão da empresa. todas estas ocorrências são relatadas em documento. para informar a todo corpo gerencial.  Tratamento químico: são processos de neutralização e/ou coagulação por meio dos quais substâncias químicas tóxicas/ ou não são eliminados dos efluentes industriais. denominado Boletim Ambiental. principalmente de oficinas. por meio de microrganismos que consomem o material poluente nos esgotos. esgotos. Para analisar o desempenho ambiental de cada empreendimento. é feito um contato com o gerente da área para providenciar ações corretivas. amônia. sem tratamento. Caso seja encontrada alguma ocorrência ambiental. pH. Semanalmente. material particulado. em função da diferença de densidade entre o óleo e a água. que. e para posteriores providências. estético e econômico. A CST recebe frequentemente fiscalização por parte dos Órgãos Ambientais que acompanham o desempenho ambiental e se algo não estiver em conformidade com a legislação.Poluição hídrica São alterações na composição e nas características da água. emissões das fontes (chaminés) e do corpo recepto (mar). No caso específico de siderurgia. apesar disso. são realizados monitoramento para avaliar a quantidade do ar ambiental. melhorando a qualidade da água nos aspectos sanitário. cianeto. Exemplo: vazamento de óleo. possuem finalidade de reduzir as impurezas.3. a empresa é notificada com prazo estabelecido para corrigir o desvio encontrado. provocadas por lançamentos de efluentes industriais e esgotos. Sistemas de controle da poluição hídrica  Tratamento biológico (valor de oxidação): o tratamento biológico do esgoto doméstico ou industrial consiste na decomposição biológica. e poeira sedimentável no ar e sólidos em suspensão. Controle ambiental na CST Diariamente. com períodos de detenção que possibilitam a decantação do material em suspensão presente nos efluentes. legislação e melhoria do desempenho da empresa.  Bacias de decantação: consiste em se passar o efluente por tanques de decantação. os principais parâmetros são: dióxido de enxofre. verificando se existe algum procedimento que possa causar dano ambiental.  Caixa de separação de óleos e graxas: este tratamento consiste em separar o óleo presente nos efluentes.

cujo valor não pode ser ultrapassado. atendendo aos padrões de controle ambiental. Para controlar seus lançamentos. Para conhecer o desempenho dos equipamentos de Controle Ambiental. Para controle das emissões das chaminés. Outra responsabilidade da empresa é o Termo de Compromisso. e alguns de caráter geral. a IDC já implantou Padrões Técnicos Ambientais de emissão e de lançamento para cada área da Companhia. 9.9.5. Padronização ambiental A empresa tem como diretriz que todas as atividades sejam desenvolvidas de forma repetitiva e padronizadas.  PA-15 – Procedimento de Meio Ambiente para Contratadas: informa às empresas que prestam serviços à CST suas obrigações para com o meio ambiente. ou seja. inclusive. a empresa dispõe de um programa de monitoramento hídrico nas diversas áreas da usina. compete à área ambiental a sua elaboração e aprovação (IDC). a empresa mantém um programa de acompanhamento no qual são realizadas medições periódicas para avaliar se suas emissões encontram-se enquadradas aos padrões. Desta forma. Para controle das emissões hídricas. dentre os quais podemos citar:  PA-11 – Comunicação e Análise de Ocorrências Ambientais: regulamenta as responsabilidades da área em comunicar toda e qualquer ocorrência que afete meio ambiente no âmbito da empresa. as áreas operacionais. contemplando. que contempla melhorias com o objetivo de aperfeiçoar ainda mais o seu desempenho ambiental. o item meio ambiente. Para que esses compromissos tornem-se válidos. a CST tem estabelecido para cada Equipamento de Controle Ambiental um padrão de emissão. Assim. de manutenção e de apoio vêm implantando seus respectivos padrões. a CST tem suas obrigações para com o meio ambiente. como processar a apuração dos gastos relacionados com sistemas ou equipamentos de controle ambiental. sua obrigação primeira é exercer suas atividades sempre em conformidade com o que determina a legislação. todo lançamento efetuado pelas áreas devem estar dentro dos padrões de lançamento estabelecidos pela legislação.4. Responsabilidade ambiental Como toda instituição jurídica.  PA-14 – Procedimento de Aprovação de Custos Ambientais: orienta os responsáveis por cada centro de custos. sob risco de penalização por parte dos Órgãos de meio ambiente. 176 . Em vista disso. o corpo gerencial tem como uma de suas atribuições fazer cumprir as obrigações assumidas pela empresa. Quanto à padronização do meio ambiente em nível de usina.

ORIGINALIDADE: capacidade de gerar ideias não-usuais ou inteligentes a respeito de um dado assunto ou situação. etc. é o responsável pelo planejamento e execução das metas da empresa. demanda e funcionamento de todos os setores. conhecidos como investimentos fixo e investimento misto. (OES) OCCUPATIONAL EMPLOYMENT STATISTICS: estatísticas de empregos por cargos. etc. equipamentos.Glossário ABORDAGEM ANALÍTICA: conhecimento dos problemas identificados e estratégias a serem adotadas nas suas respectivas soluções. FINANCIAMENTO: quantia de dinheiro obtida com o objetivo de suprir determinada necessidade. de forma integrada par a tomada de decisões. ADAPTABILIDADE: capacidade de tornar-se adequado. criatividade ou veracidade. MASTER PLAN: conhecido como plano mestre ou plano diretor. envolvendo os funcionários. 177 . os destinados à aquisição de ativo fixo. FLUÊNCIA DE IDEIAS: capacidade de gerar ideias sobre um determinado assunto. conhecido como capital de giro. cuja liquidação dar-se-á ao longo do prazo e com encargos financeiros pactuados entre credor e devedor. destinado a gerar o resultado operacional da empresa. São três os tipos de financiamento: os destinados a financiara atividade operacional da empresa. APRECIAÇÃO POSITIVA: apreciar pessoas como elas são. ou desenvolver soluções criativas para resolver problemas. Não envolve a qualidade. ERP (ENTEPRISE RESOURCE PLAINING): sistema que consegue suportar todas as necessidades de informação. dar respostas rápidas e eficientes as eventuais dúvidas e problemas. OBJETIVIDADE PERCEPTIVA: habilidade para se antecipar objetivamente os dados. reposição de estoques. ACUIDADE: habilidade. aquisição de veículos utilitários. INVESTIMENTO FIXO: recurso destinado à aquisição de bens móveis e imóveis. despesas administrativas. INVESTIMENTO MISTO: associa financiamento para aquisição de ativo fixo com financiamento para capital de giro. CAPITAL DE GIRO: recurso destinado á compra de mercadorias. buscando evidenciar áreas que necessitem ou não de suporte. principalmente gerenciais. Consideram-se ativo fixo máquinas e equipamentos de construção civil indispensável ao funcionamento ou ampliação da empresa. Refere-se à quantidade de ideias geradas. ORIENTAÇÃO ESPACIAL: capacidade de reconhecer sua localização em relação ao entorno ou a localização de objetos em relação a si próprio.

bater recordes e ultrapassar metas definidas. RACIOCÍNIO DEDUTIVO: capacidade de aplicar regras gerais a problemas e específicos para obter respostas lógicas. RACIOCÍNIO INDUTIVO: capacidade de combinar ou separar partes de informações ou respostas específicas para formar regras gerais ou conclusões. PACIÊNCIA: capacidade de tratar situações difíceis ou inconvenientes mantendo o autocontrole. ver antes que os outros vejam. agir rápido e decidir corajosamente a fim de solucionar problema. RACIOCÍNIO CRÍTICO: capacidade de avaliar argumentos baseados em critérios. SPREAD (bancário): diferença entre o que é pago pelos bancos na captação de dinheiro e o que eles cobram nos empréstimos concedidos. O Prostyle é um programa gráfico que possui não só as funções habituais. Envolve gerar explicações lógicas sobre a ocorrência de eventos aparentemente não relacionados.PROATIVIDADE: habilidade para se antecipar aos fatos. superar obstáculos. PERSUASÃO: capacidade de induzir o curso de uma ação através do exercício de influência. Envolve decidir se uma determinada resposta faz sentido. PRECISÃO: habilidade de executar ajustes rápidos e seguros de forma repetida. 178 .

1994. 22/08/96. Covey. Constituição da República Federativa do Brasil. E. Rio de Janeiro. São Paulo: Melhoramentos. Barros. ______. Bormann. DAMPI. Moderna. J. ECOJORNAL. (Re)conceituando educação ambiental. Trabalho humano e uso de energia. BRASIL. São Paulo: Gaia. 1996. STPHEN. v. E. São Paulo. Conservação ambiental: a difícil arte de conjugar ação individual. Normas ambientais ISO 14000: como podem influenciar sua empresa. Henry W. In: Livro de resumos do I Congresso Brasileiro de Análise Ambiental. D. Herbert (Ed. Best Seller. INFORMATIVO BRASIL – PNUMA. Os 18 mandamentos do planeta. 1996. ART./maio 1996.Referências Módulo I SCLIAR. R. Educação Ambiental: princípios e práticas. 1997. Março. meio ambiente. 1986. 4. 1997. n.13. JORNAL MEIO AMBIENTE.). ed. & VIANA. (Coord. ed. Herbert. Ed. Na. Florianópolis. 29. Ética e Cidadania. São Paulo: CESP. 1998. 1967. 1994. L. DIAS.). 2. Alexandre. 2. 1988. In: A questão ambiental. Dicionário de Ecologia e Ciência Ambiental. Brasília. SOUZA. ed. Ethel. Rio de Janeiro. IFUSP. 1997. saúde. M. 05 out. 1997. R. p. 179 . abr. Magalhães. Mary Amazonas Leite de (Trad. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. HOEFEL. Rio Claro: Unesp. Edição n. 1994. n. 1994. In: Revista Viva do Projeto Roda Viva. JORNAL DO BRASIL. geral). In: Caderno Ciência. Parâmetros curriculares nacionais. Cidadania. 19 mar. USP. 3. Rio de Janeiro: CNI. 4. D‟AVIGNON. 1994. Brasília. Processos interativos homem-meio ambiente. Genildo Freire. L. Ed. social e institucional. São Paulo: Terragraph. jun. Secretaria de Educação Fundamental. Módulo II AB‟SABER. Os sete hábitos das pessoas muito eficazes. DREW. 4.

VALLIM. L.KOWARICK. Queiroz. M. GOBBI.] A questão ambiental. Ponto de Partida para início de negócio – Confecção. SEBRAE. 2004. 1997. SOFFIATI.org. A questão ambiental. devaneios filosóficos sobre o ecologismo.htm> http://www. 1995. In: Fórum Meio Ambiente e Desenvolvimento.. 37 p. [Coord. E. 2003. Rio de Janeiro: Guanabara. ODUM.di. [Coord. REIGOTA. F. OLIVEIRA. RATTNER. H. Ecologia.]. Brasília. São Paulo: Terragraph. A. & LIMA. 1994. Arthur.br/~pac/mpb/> <http://www. SRT. T. SEBRAE.mpb. Paulo. TAUK-TORNISIELO. S. São Paulo: Terragraph.]. E. Publicação com distribuição gratuita. Orientação empresarial. E. São Paulo: USP. C. segurança e higiene no trabalho. 2004. 1995. In: MAGALHÃES. O. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. J.wwf. In: MAGALHÃES. 1994.iis. (Col. 1992. Y. S. A participação comunitária na tutela do ambiente. Cláudio Roberto de. E. V. O que é educação ambiental. CDI – Centro de Documentação e Informação. Niterói: EDUFF. G. 1992. E.com. Vocabulário básico de meio ambiente. políticas e práticas de desenvolvimento sustentável. Saúde. WILSON. São Paulo: USP. O.com. Conservação da biodiversidade biológica. MOREIRA. L. São Paulo: Brasiliense. L. P. E. P. & GUNN.ufpe. Rosimery de Fátima. Consultores da U. Indústria de confecção. A. T. 1988. MATOS. MILARÉ. et al. I. SILVA. Análise ambiental: estratégia e ações. [Coord. Brasília: SENAI-DN. MELCHOR.br/~freitas/pages/viomusic/bguedes06. a tecnologia e o meio ambiente.. J. Visão integrada em meio ambiente. 1990. 2004. Antônio Carlos de. D.O. 1992. N. 102 p. <http://home. Brasília. C. SHIMIZU. FORESTI. Conceitos..br/artistas> <http://www. Serviço de Resposta Técnica. CARVALHO FILHO. & VEIGA. C. De um outro lugar. Rio de Janeiro: PETROBRAS/ Serviço de Comunicação Social. In: Fórum meio ambiente e desenvolvimento. J. São Paulo: USP.br> Módulo III SENAI-MG. 1995. 180 . M. O desenvolvimento industrial. Urbanização e meio ambiente. São Paulo: Unesp. In: Fórum Meio Ambiente e Desenvolvimento. F. Biodiversidade. Atualização 31/01/2005. Primeiros passos). M.

Qualificação em Encarregado de Produção. Operador de Modelagem via CAD/CAM da Audaces.org. Suporte Técnico Para Melhoria da Qualidade do Produto. Qualificação em Costura Industrial. o Modatec oferece descontos especiais. Visa a capacitação e a formação profissional de recursos humanos. 1717 – Horto – HB/MG – cep 31. integrado ao Sistema FIEMG. Modelagem Ind. o qual proporciona subsídio de até 70% do valor do projeto.  Cálculo de consumo.  Modelagem de bolsas. Desenho de Moda Via CAD. Planejamento e Desenvolvimento de Coleção. Realizamos eventos de tendência de moda duas vezes ao ano.  Cronometragem e Cronoanálise.O SENAI Modatec. conforme Tendências.  Pesponto de Calçados e Bolsas. Mecânica de Máquina de Costura.E-mail: modatec@fiemg. CURSOS REGULARES Modelagem Industrial Vestuário Feminino.com. CONSULTORIA Organização e Métodos para Operadores do CAD  Suporte Técnico Para Melhoria da Qualidade do Lectra Systèmes. Planejamento e Controle de Produção/Formação de Preço de Venda. Elaboração e Avaliação de Normas Técnicas Para Confecção de Uniformes. Systèmes. Elaboração da peça pré-piloto. desenvolvimento e transferência de tecnologia. Produto. Operador de Modelagem via CAD/CAM da Lectra  Qualificação em Desenho de Calçados.br 181 . Gestão Empresarial para Confecção. além da prestação de serviços às empresas do setor de confecção e calçadista. com o apoio do SINDIVEST e SINDICALÇADOS. Para associados dos sindicatos. para atendimento às indústrias de confecção e calçados.  Mecânica de Máquina de Costura. em parceria com o SEBRAE/MG é um Centro de Referência de Criação e Produção do Vestuário. Modelagem Industrial Vestiário Masculino.035-490 Tel: 0xx31 3482-5576 / 3482-5610 – Fax: 0xx31 3482-5612 Site: www. Qualificação em Desenho de Moda. – Interpretação de Modelos  Modelagem de Calçados. Elaboração de Ensaios e Laudos Técnicos Dentro das Normas ABNT. Ampliação e Redução e Encaixe via CAD/CAM.senai-mg. atuamos nas áreas: CONFECÇÃO                        CALÇADOS E BOLSAS PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS Desenvolvimento de estilo.  Acabamentos em Alta Costura e Costura Industrial.  Escalação de Calçados via CAD/CAM.br/modatec . Modelagem Industrial Moda Praia e Ginástica. Modelagem Industrial Vestuário Infantil. Como apoio à indústria do vestuário.  Corte de bolsas e calçados via CAD/CAM. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI Modatec – Centro de Desenvolvimento Tecnológico para Vestuário Rua Santo Agostinho. consultoria para melhoria do processo produtivo. Desenvolvimento de Modelagem via CAD/CAM. Trabalhamos com o projeto SEBRAETEC.  Desenvolvimento de Modelagem de Bolsa.