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ARCHITECTURE WITH MEANING
We believe that architecture can enhance
the surrounding for whom it was created,
responding to their needs and aspirations.
THE ESSENCE OF THE PLACE
The consistency of the architectural
proposal is based on suitability to the
characteristics of the place.
The architectural solution is developed in
a straight dialogue with its context.
We create spaces that celebrate the
unique characteristics of each place.

ACREDITAMOS
NA ARQUITETURA
COM SIGNIFICADO,
ATENTA À ESSÊNCIA
DO LOCAL,
PROJETADA DE
FORMA EXEQUÍVEL
E CONSTRUÍDA
DE MODO
RESPONSÁVEL.

FEASIBLE ARCHITECTURE
Results in the adequacy of the principles
of design and construction to the
predetermined conditions, according to
the building process and the materials
characteristics.
RESPONSABLE CONSTRUCTION
The carefull and intelligent use of the
materials, ensures the efficiency and
adequacy of the construction in a
sustainable manner.

WE BELIEVE IN ARCHITECTURE
WITH MEANING, ATTENTIVE TO THE
ESSENCE OF THE PLACE, DESIGNED
IN A FEASIBLE WAY AND CONSTRUCTED
IN A RESPONSIBLE MANNER.

ARQUITETURA COM SIGNIFICADO
Acreditamos que a arquitetura pode
valorizar a envolvente para quem foi criada,
respondendo às suas necessidades e
aspirações.

ARQUITETURA EXEQUÍVEL
Resulta na adequação dos princípios de
concepção e construção ao programa e
condições predeterminados de acordo com
o processo construtivo e as características
dos materiais.

A ESSÊNCIA DO LOCAL
A consistência da proposta de arquitetura
assenta na sua adequação às características
do lugar.
A solução arquitetónica desenvolve-se em
diálogo com o seu contexto.
Criamos espaços que celebram as
características únicas de cada lugar.

CONSTRUÇÃO RESPONSÁVEL
O uso dos materiais de um modo cuidado
e inteligente, garantindo a eficiência e
adequação da construção de um modo
sustentável.

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. unificando todo o espaço de venda. CONVIDATIVO E ACOLHEDOR.6 metros na montra e os 4 metros no espaço médio. Apesar do peso histórico do local. O ponto de partida conceptual foi a criação de um plano vertical ondulante que recobre todas as paredes e reduz a percepção visual da profundidade e os limites físicos da loja. em pleno centro histórico da cidade berço de Portugal.4 NOVAOPTICA GUIMARÃES PROJETO DE REMODELAÇÃO PARA ÓPTICA E OPTOMETRIA. OS ELEMENTOS FUNCIONAIS SÃO DISSIMULADOS E INTEGRADOS NO CONCEITO GERAL DE ARQUITETURA. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU E ALBERTO COSTA // OBRA: DONO DE OBRA // FOTOGRAFIA: NG PHOTO Uma nova loja de óculos. com elementos estruturais em betão salientes das paredes e tecto. foi o desafio colocado pela ‘Novaóptica’ para a sua loja de produto de alta gama e consultório de optometria. a loja tinha já sido desvirtuado. A INTERVENÇÃO PRETENDE CRIAR UM ESPAÇO UNIFICADO. As proporções dos 72 metros quadrados do espaço intervencionado segue a tipologia dos edifícios históricos com uma largura que varia entre os 2.

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A frente de loja é o interface que medeia o espaço exterior com o interior da loja. integrando os vários elementos funcionais. .6 O design curvilíneo deste elemento transforma-se e adequa-se às necessidades dos diferentes zonamentos do programa.

Por baixo. portas dissimuladas num elemento ondulatório ocultam as gavetas necessárias para o armazenamento. As diferentes formas das prateleiras permitem um uso diferenciado e diferentes arranjos por parte do vendedor. . esta foi desenhada de modo a usar toda a promenade desde o exterior até ao interior da loja. estendendo-se formalmente pelo painel expositivo no interior.7 À falta de largura de montra para a rua.

configurando e moldando os diferentes momentos do atendimento. através de um prolongamento resguardado em balanço. O balcão surge isento no centro do espaço. armazém e o gabinete de optometria. . até ao contacto sentado. o painel ondulante surge a rematar e envolver a zona de espera. entreabrindo a passagem para os espaços técnicos. passando pelo atendimento de pé.8 Ao fundo. Desde a passagem fácil para o contacto directo com o cliente.

A iluminação em aplique serve apenas para pontuar zonas específicas. . toda a iluminação e feita através de fita led encastrada no tecto falso.9 De modo a acentuar o carácter escultórico.

10 OPTICALIA LOUSADA PRETENDE-SE ORGANIZAR DE FORMA FLUÍDA. todos os vãos (porta. AS PAREDES E TECTOS CURVILÍNEOS REALÇAM OS NICHOS EXPOSITORES E O BALCÃO. O projeto pretende resolver de forma clara as questões de organização funcional. .ª // FOTOGRAFIA: NG PHOTO Localizada na Praça das Pocinhas. janela. nicho expositor) surgem a partir de uma mesma ideia. a Opticalia Lousada situa-se num local priviligiado. rodando ou quebrando nas mudanças de planos. Deste modo. Esta imagem estende-se ao desenho de todo o mobiliário. bem como a adequação de alguns elementos estruturais salientes na loja. encontrando o devido contraponto na presença do pavimento em madeira que confere o conforto visual desejado. Um único elemento branco envolve as paredes e os tectos. garantindo uma coerência formal. A sua materialidade é revelada nas aberturas de vãos. LD. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU E ALBERTO COSTA // OBRA: VASCO FERNANDES. OS DIFERENTES ESPAÇOS. onde se pode sentir a sua espessura.

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O balcão central. integrando também uma zona técnica e de apoio para os funcionários.12 O espaço existente com 100m² adequase ao programa funcional de óptica. apoiado pelo tecto retroiluminado torna-se o elemento dinamizador de todo o espaço. contactologia. serviço de oficina e consultório de optometria. Toda a exposição surge em grandes nichos retroiluminados que mantêm a serenidade visual da loja. sendo reservado para um plano mais recatado o atendimento personalizado sentado. centrando a atenção no produto. A sua localização e desenho permite a fácil interação e mobilidade. .

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Um plano de parede curvilíneo desenvolve-se no decorrer da loja. UM PLANO DE PAREDE CURVILÍNEO FAZ A SEPARAÇÃO DOS DIFERENTES ESPAÇOS FUNCIONAIS. . tectos e mobiliário se pretende manter e reutilizar. separando os espaços de acesso ao público dos de uso privado (oficina e consultório de optometria).14 OPTICALIA JOANE A INTERVENÇÃO PASSA PELA INTRODUÇÃO DE GESTOS SIMPLES NO ESPAÇO EXISTENTE. A intervenção passa por delinear com gestos simples os diferentes zonamentos funcionais. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU E ALBERTO COSTA // OBRA: DONO DE OBRA // FOTOGRAFIA: NG PHOTO O projeto da Opticalia Joane consiste na remodelação de um espaço onde os elementos pré-existentes de paredes.

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O desenho da montra possibilita a percepção do produto a várias alturas e uma interação dinâmica pelo exterior e interior da loja. atribuindolhe uma presença charneira na dinâmica do espaço. . Os elementos de iluminação e ar condicionado no tecto técnico foram recolocados para se configurarem à nova imagem da loja. pela forma como articula as circulações entre os diferentes zonamentos funcionais.16 O cuidado com o detalhe permite a conjugação harmoniosa de todos os diferentes elementos. O mobiliário de atendimento reutilizado foi “embrulhado” numa fôrma curvilinea de carpintaria lacada a branco. Nos armários de parede existentes foram introduzidos nichos iluminados para exposição.

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planos e materiais que a loja assume um carácter específico de valorização do espaço. LD. instalação sanitária. A zona de exposição apresenta-se junto ao espaço da montra num contínuo formado por réguas retroiluminadas para colocação de óculos. A percepção visual prolonga-se para a zona de atendimento e de acesso ao consultório. OS ELEMENTOS EM MADEIRA ACENTUAM O CARÁCTER ESPECÍFICO DA LOJA. É neste jogo de volumes.18 ÓPTICA BRUMAN OS DIFERENTES ESPAÇOS DISTINGUEM-SE PELO JOGO ALTIMÉTRICO DOS TECTOS. ampliando a noção espacial. A AUSÊNCIA DE ARESTAS ATENUA A COMPARTIMENTAÇÃO DOS ESPAÇOS. atendimento. consultório de optometria) no espaço de trinta e dois metros quadrados exige uma adequação delicada e rigorosa do programa ao espaço da loja. que envolvem toda esta área. que precorrem as paredes lateraisfaz contraponto aos elementos em madeira em madeira do pavimento. . tecto e tampos de balcão. A ausência de arestas rectas atenua a compartimentação dos espaços. A conjugação dos zonamentos fiuncionais (exposição. A horizontalidade das prateleiras iluminadas. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU E ALBERTO COSTA // OBRA: VASCO FERNANDES. oficina. A distinção entre os espaços é reforçada pelo jogo altimétrico dos tectos.ª A Óptica Bruman encontra-se numa das lojas de Rua do Mercado Municipal de Miranda do Corvo.

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A terceira loja encontra-se em desnível com as duas primeiras.ª // OBRA: BEC.20 CLÍNICA DE FISIOTERAPIA A RESPOSTA AO EXTENSO PROGRAMA E NORMATIVAS LEGAIS RESULTA NUMA MEMBRANA BRANCA UNIFICADORA. SA em instalar uma clínica de saúde e fisioterapia concretizou-se num espaço de seiscentos e cinquenta metros quadrados que resulta da junção de três lojas numa das artérias principais de Rio Tinto. LD. POVOADA POR DIVERSOS ELEMENTOS METÁLICOS.ª // FOTOGRAFIA: TIAGO TSOU A intenção da empresa SEF. que se procura enaltecer. LD. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU E EO. . Duas das lojas têm um pé-direito duplo com grandes envidraçados.

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sendo as restantes paredes e tectos em gesso cartonado. Este elemento cria um ambiente unificado. que resolve em material vinílico o pavimento e lambrins. .22 A abordagem ao extenso programa definido. branca que envolve todo o espaço existente. resulta numa membrana plástica. bem como às normativas legais de higiene e segurança.

dispõemse diversos elementos metálicos isentos que albergam as áreas técnicas (como consultórios. instalações sanitárias.quer para escadas de circulação. revelando-se o seu interior em elementos metálicos . espaços de fisioterapia e zona de recepção e espera. Os espaços resultantes servem como circulação e grandes as áreas com pé-direito duplo e contacto directo com os grandes envidraçados exteriores. como o ginásio. quer para as tubagens de ventilação cuidadosamente integradas no desenho global. . Quando necessário. sala de hidroterapia) e administrativas.23 Dentro deste espaço orgânico. a membrana branca é atravessada.

24 Por cima da zona das boxes de fisioterapia. . o espaço administrativo assume a sua estrutura metálica de suporte. acentuando a modularidade do desenho.

A circulação entre estes é feita por passadiços. transportam o utente para uma experiência sensorial do espaço. . O conceito global do projecto de arquitectura e a atenção para com o detalhe.25 No piso superior encontam-se os consultórios médicos e os espaços administrativos.

LD. BEM COMO INDUZIR À VIVÊNCIA DO PRECURSO.ª // FOTOGRAFIA: NG PHOTO .26 CLÍNICA DENTÁRIA O MOVIMENTO ONDULATÓRIO DAS PAREDES PERMITE A OCULTAÇÃO DA ESTRUTURA E A ADEQUAÇÃO DAS ÁREAS TÉCNICAS. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU E ALBERTO COSTA // OBRA: VASCO FERNANDES.

27 O projeto da Clínica Dentária Dr. bem como restantes espaços necessários ao seu funcionamento. a parede à direita liga a porta de entrada ao topo oposto com a claraboia que ilumina e caracteriza o local. com a porta de acesso situada à direita e duas janelas de montra sobrelevadas em relação à rua. Os oito metros de frente de rua da loja são tripartidos. . apresenta pelo interior uma estrutura saliente de viga e pilar em betão armado com uma reformulação de todo o miolo do edifício. À esquerda a loja é recortada pela caixa de escadas e corredor de acesso aos pisos superiores. sala de ortopantomografia. No interior. Jorge Barros no Largo João Franco em Guimarães contempla dois consultórios médicos. Apesar de se tratar de um edifício histórico no coração da cidade.

As zonas de acolhimento (recepção e sala de espera) e as zonas técnicas (consultórios médicos. desinfeção e restantes áreas técnicas).28 O programa divide-se em dois momentos . Pretende-se que as zonas de acolhimento transmitam uma imagem apelativa e contemporânea. . No términus.os consultórios junto aos vãos da rua. bem como induzir à vivência do percurso. a sala de espera sob a claraboia. Os espaços de permanência seguem a iluminação natural . O movimento ondulatório das paredes oculta os elementos estruturais. ortopantomografia. a claraboia inserida no contexto geral da arquitectura. envolve todo o espaço de espera.

consultórios e compartimentos técnicos de apoio. espera. garantindo a perfeita articulação entre os distintos espaços. o volume da recepção faz charneira entre entrada.29 A meio do percurso. A iluminação led encastrada nas paredes e o pavimento vinílico escuro enaltecem o carácter escultórico do espaço. .

De modo a colmatar a empena gerada pelo desaterro. . que demarca os diferentes espaços e integra o conjunto no local. Pretende-se a recolocação de uma linha de inspeções e consequente criação de linha de fuga.30 CENTRO INSPEÇÕES AMARANTE A RESOLUÇÃO FORMAL DA REMODELAÇÃO DO EDIFÍCIO EXISTENTE E A AMPLIAÇÃO PRETENDIDA RESULTA NA UNIFICAÇÃO DOS ELEMENTOS CONSTRUÍDOS ATRAVÉS DE UMA PALA DE LINHAS ORGÂNICAS. optou-se por aí colocar o novo volume. consistindo a resolução formal na unificação dos elementos construídos através de uma pala de linhas orgânicas. e a execução de um novo volume para albergar duas novas linhas de veículos de duas rodas e acidentados. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU // OBRA: DONO DE OBRA // FOTOGRAFIA: JOÃO MACEDO O centro de inspeções de Amarante compreende a remodelação do edifício existente e a ampliação de duas linhas de inspeção em volume independente.

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acentua o carácter do edifício. A linha de fuga surge da eliminação de uma linha existente. como uma memória da própria história do edifício. complementada pelos vazios de atravessamento e acesso aos gabinetes. De modo a manter a composição e horizontalidade do conjunto. o armazém replica a mesma imagem volumétrica. O revestimento escuro acentua essa unidade formal. os espaços de recepção e apoio administrativo organizam-se num contínuo funcional. servindo questões de forma e funcionalidade. . onde a recepção e o terminal de entrega de documentos pontuam os topos.32 O revestimento em chapa microcanelada escura nos paramentos verticais e branca na pala. Pelo interior. Por cima. optou-se por manter a estrutura metálica despojada dos painéis de cobertura.

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. a realização de um novo quarto de dormir com instalação sanitária no piso superior e a ligação da cave com o logradouro. LD. estabelecendo entre elas um dialogo sensível e delicado. antevendo-se a nova construção aquando da aproximação ao lugradouro.ª // FOTOGRAFIA: TIAGO TSOU O objeto de intervenção é uma habitação unifamiliar isolada na Rua do Nevala no Porto com traços característicos dos anos 50. nomeadamente o aumento da cozinha e sala comum no piso térreo. O NOVO VOLUME BUSCA ESTABILIDADE E CONFORTO NA RELAÇÃO ENTRE OS DOIS TEMPOS DA CONSTRUÇÃO. A relação é vivenciada tridimensionalmente. ARQUITECTURA: TIAGO TSOU // OBRA: JOAQUIM GOMES. As alterações e ampliação efectuadas respeitam a identidade da construção existente. Pretende-se realizar a requalificação e ampliação de modo a adequar a habitação às necessidades programáticas pretendidas.34 CASA NEVALA PRETENDE-SE QUE AS ALTERAÇÕES E A AMPLIAÇÃO EFECTUADAS RESPEITEM A IDENTIDADE E QUE ESTABELECAM UM DIALOGO COM A CONSTRUÇÃO EXISTENTE. sentindose a construção existente complementar a ampliação.

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Na fachada tardoz são feitas as aberturas que permitem a expansão dos novos compartimentos (cozinha. buscando estabilidade e conforto na relação estabelecida. Na casa existente. a aplicação pelo interior de isolamento térmico revestido com gesso cartonado garante uma adequação térmica contribuindo para um aumento da eficiência energética e preservando o seu desenho delicado de fachadas. A abertura para a cave acentua o dialogo establecido entre os dois tempos da construção.36 Mantém-se a lógica de funcionamento da casa e as suas características de desenho. . sala de refeições e suite) materializados num novo volume que se estende em planos soltos.

. As duas partes complementam-se comungando de um espaço exterior de enquadramento e de prolongamento das atividades da vida familiar.37 Desta obra resulta um dialogo entre duas épocas de construção distintas.