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PRODUTOS PERIGOSOS

Objetivo:
Capacitar ao aluno para que tenha condições de:



Prevenir acidentes envolvendo cargas com produtos perigosos;
Reduzir riscos de acidente de tráfego rodoviário próximo de mananciais;
Diminuir conseqüências oriundas de sinistro com cargas com produtos perigosos
Adotar ações e medidas mitigadoras eficientes em eventos com acidentes que
possam ocorrer;
 Disciplinar ação padronizada de emergência com HAZMAT (material ou
produtos perigosos) que contribuem para reduzir prejuízos decorrentes deste tipo
de sinistro.

Acidentes de repercussão no Brasil envolvendo HAZMAT:

1. GLP - GÁS LIQUIFEITO DE
PETROLEO
Local: Shoppind Ceter de Osasco/SP
Ocorrência:
A
instalação
fixa
subterrâne destinada para condeuzir
GLP para diferentes pontos do prédio
vazou e, de repente, o gás acumulado,
numa parte inferior da construção,
explodiu – certamente em contato com
chama ou faísca
Resultado: destruição parcial do
shopping e morte de mais de 40
pessoas, além de inúmeros feridos.

2. GASOLINA E ÁLCOOL:
Local: Município de Pojuca/ Bahia
Ocorrência:
Uma
composição
ferroviária descarrilou tombando vários
vagões contendo Gasolina e Álcool. A
população residente nas imediações
enchia baldes e latas com combustíveis
derramados até que, de repente, uma
faísca incendiou os combustíveis
vazados dos vagões.
Resultado: mais de cem mortos, entre
eles crianças.

3. VAZAMENTO EM DUTO:
Local: Vila Socó, município de
Cubatão/ São Paulo
Ocorrência: Houve um incêndio em um
dos dutos de deslocamento de
combustíveis da Petrobrás que passava
sob uma favela, Vila Socó,
Resultado: mais de Quinhentas
pessoas mortas

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UTILIZAÇÃO DE PRODUTOS QUIMICOS

Os produtos químicos são utilizados nos lares, nas indústrias, na agricultura, enfim em
diversos lugares. Muitos desses produtos químicos são classificados como perigosos por
causa do potencial de prejudicar a integridade física das pessoas através de lesões ou
causar danos ao meio ambiente e propriedades. Os produtos químicos perigosos são
encontrados geralmente em processos de estocagem, produção e distribuições. No Brasil
os produtos químicos perigosos são transportados rotineiramente por meios de
caminhões, através de rodovias que cortam grandes centros urbanos, apesar de possuir
uma grande malha ferroviária o transporte por esse meio é pouco explorado, já por meio
de hidrovias e rotas de cabotagens, são medidas ainda novas, apesar dos recursos
hídricos presentes. Apesar de haver crescentes preocupações, dos órgãos
governamentais no sentido de regulamentação, ainda há a possibilidade sempre presente
de haver um sério incidente químico, sendo que para tais circunstancias basta a presença
de um ou mais produtos químicos envolvidos, pois estes podem apresentar diversas
características como:


Incompatibilidade com outros produtos, reagindo de forma perigosa;
Alteração em contato com o Meio Ambiente;
Polimerizar reativamente.

Obs.: Quaisquer destas características apresentada anteriormente. Pode
diretamente ou indiretamente gerar vapores, incêndios ou explosões.

EQUIPES APTAS PARA ATENDIMENTO A EMERGENCIAS QUIMICAS

Nos pólos químicos ou mesmo em empresas de armazenamento, movimentação ou
transportes de cargas ou substâncias perigosas, há necessidade amparada em legislação,
de haver equipes treinadas e preparadas para situações de emergências ocorridas dentro
ou mesmo durante as movimentações destas substâncias, havendo antes de tudo um
compromisso com a sociedade e com o meio ambiente. No Brasil na maioria das vezes
as movimentações de Produtos Perigosos são realizadas de forma não seguras, através
de rodovias, diferente do que é realizado em vários países através de ferrovias que
permitem este tipo de transporte, evitando, assim a exposição desnecessária de centros
urbanos, porém entre as desvantagens podemos acentuar que em caso de
descarrilamentos ou vazamentos ou mesmo derrame, o meio ambiente sempre está
exposto de forma muito maior que uma malha rodoviária, inclusive pela dificuldade de
acesso de equipes.

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marítimo. para a segurança pública ou para o meio ambiente. . perde-se o controle efetivo sobre o risco e origina-se uma situação de desastre eminente. indústrias consumidoras de produtos perigosos. Desnível de Terreno. fluvial ou lacustre. indústrias produtoras de produtos perigosos. no consumo.E. Líquida ou Gasosa que quando fora de seu recipiente pode produzir perigo para pessoas. em instalações fixas como portos. segundo os parâmetros do M. ambientais e materiais. pois o grande problema é a imprevisibilidade de novas tecnologias. porém esta ainda não é a maior preocupação. entre outras típicas do solo. podendo localizar no transporte rodoviário. depósitos de resíduos. Atmosfera desprovidas de Oxigênio. refinarias de petróleo. estima se que existam muitos produtos químicos. Porém quando as normas não são seguidas. 4 . no deslocamento por dutos. Os riscos de desastres com produtos perigosos aumentam os desastres humanos de natureza tecnológica. rejeitos ou restos. causando danos humanos. DEFINIÇÃO DE PRODUTOS PERIGOSOS “Produto Perigoso é toda substância sólida. devido à natureza perigosa de muitos deles. todo aquele que é perigoso ou represente risco para saúde de pessoas. Trabalho Árduo e Ininterrupto. tipo do terreno e altitude.47 Considera-se PRODUTO PERIGOSO. Quedas de Materiais Pendentes. estes guias baseiam se nas características semelhantes de diferentes produtos. pólos petroquímicos.T. Os acidentes com produtos perigosos variam em função do tipo do produto químico e da quantidade e das características ambientais como Alta Temperatura. Ambiente. uso ou manuseio de produtos perigosos. Os acidentes com produtos perigosos podem ocorrer de muitas maneiras todas as vezes que se perde o controle sobre o risco. ao meio ambiente e propriedades” NFPA . que exigiram o preparo de novas medidas para produtos futuros.1. Existe uma gama enorme de produtos químicos catalogados em todo mundo (NIOSH – USA) destes em nosso país existem alguns produtos que possuem classificação e limites de tolerância a exposição laboral. com composições diferentes em todo o mundo. para estes possuímos guias que fornecem as medidas de segurança para atendimento de emergências. resultando em extravasamento. foram estabelecidas normas para reduzir os danos prováveis. depósitos. ferroviário.

quando concentrado e em ambiente fechado pode volatizar vapores tóxicos ou asfixiantes. sempre acredita se que os produtos não são perigosos.2. O uso doméstico é caracterizado pela baixa freqüência e o pequeno volume guardado nos lares. aonde geralmente o consumo é muito maior exigindo maiores concentrações dos produtos. 2º. ou mesmo um grande consumo mensal. 5 . em combinação podem se decompor apresentando vapores nocivos. porém independente da concentração destes produtos. quando tiver alguma especificação do fabricante. O produto deve ser utilizado na mesma concentração de venda. para tanto há dois critérios para que haja esta qualificação. e da presença de outras substâncias diluidoras. como regra geral o maior risco acaba sendo o da ingestão e da alergia cutânea. sem a adição de aditivos. ou mesmo asfixiantes. temos nas formulas destes componentes ou substâncias que apresentam riscos. Não haver uma grande freqüência diária de uso. Por tanto deve se isentar de classificação como Produtos Perigosos. Muitas vezes alguns produtos não são classificados como perigosos. PRODUTOS DE USO DOMÉSTICO Os produtos de uso doméstico são considerados Produtos Perigosos? Apesar das baixas concentrações. diferente do consumo industrial. ao contrário do uso doméstico. devendo ser guardado em sua embalagem original. porém. 1º. inflamáveis. ao mistura Soluções de Amoníaco com Alvejantes. na higienização dos banheiros exige produtos mais fortes (concentrados). Exemplo: Limpeza Industrial. e uma estocagem maior para o consumo mensal. graças ao baixo estoque originado de um baixo consumo mensal. muitas outras substâncias. pois desta forma se realça a propriedade original do produto. o produto de consumo doméstico. para auxiliar na limpeza doméstica. porém é permitido que seja diluído para uso. ou unidades. porém mesmo nestes casos deve se atentar para os riscos tóxicos apresentados a animais e crianças. Exemplo: Muitas pessoas fabricam artesanalmente produtos químicos. equivalendo aos casos de armazenagens de grandes volumes. e também em estoque destes.

perigos específicos.  INFORMAÇÃO – conhecimento adquirido através Instrumentos de Leitura Direta e de Exames de Amostras. os colaboradores sejam antecipadamente treinados e capacitados ao uso destas substncias.  CONTROLE – métodos para eliminar ou minimizar o impacto do acidente.  AVALIAÇÃO DO IMPACTO OU RISCO – apresentado pela substância a saúde publica e ao meio ambiente.  SEGURANÇA – proteção daquelas pessoas durante as ações emergenciais tentando debelar o acidente 4. justamente para facilitar estas tarefas. 6 . riscos relacionados à saúde. exigem que para a realização de atividades como: manipulação. para informação dos diferentes riscos que cada produto químico oferece. além da reatividade do produto químico. transporte e atendimentos as emergências. Existem atividades básicas para o sistema de resposta ao incidente que podem dividir-se em cinco amplos segmentos que interagem-se entre si  RECONHECIMENTO – identificar a substância envolvida e as características que determinam seu grau de periculosidade. onde é avaliado riscos de inflamabilidade.3. que trata sobre o DIAMANTE DE HOMMEL. METODOLOGIA INTERNACIONAL PRODUTOS PERIGOSOS DE CLASSIFICAÇÃO DE As leis em seu âmbito federais. Desta forma o diamante de Hommel é utilizado internacionalmente. estaduais. portanto para isso utiliza a norma NFPA 704. há necessidade de haver mundialmente um sistema padrão de identificação e avaliação do risco dos produtos. e onde aplicado também municipais. de informações. ACIDENTES COM PRODUTOS PERIGOSOS Um acidente de produto perigoso é uma situação na qual um produto perigoso escapa ou pode escapar para o ambiente que o rodeia.

Não inflamável Azul: SAÚDE Amarelo: REATIVIDADE 4.Perigoso 1. O número de Classe de Risco ou subclasse ONU está colocado na parte inferior dos Rótulos de Risco.Acima de 94ºC 0.Estável Branco: ESPECIFICOS ACID – Ácido Forte ALK – Alcalino Forte COR – Corrosivo OXI – Oxidante NOC – Nocivo TOX – Tóxico – Reatico c/ Água – Radioativo 5. após o nome apropriado dos produtos transportados 7 . LEGENDA: 4 – RISCO GRAVE 3 – ALTO RISCO 2 – RISCO MODERADO 1 – RISCO LEVE 0 – RISCO DESPREZIVEL METODOLOGIA NACIONAL DE CLASIIFICAÇÃO DE RISCO Os números de classe ou subclasse de risco estabelecido pela ONU encontram-se dispostos na parte inferior dos rótulos de risco. de acordo com a Portaria nº 204/97 do Ministério dos Transportes e NBR 7500 da ABNT.Abaixo de 38ºC 2. nos Rótulos de Embalagens ou no documento fiscal. assim como na discriminação dos produtos perigosos relacionados no documento fiscal.Detonante 2.DIAMANTE DE HOMMEL Vermelho: INFLAMABILDADE 4.Abaixo de 94ºC 1.Abaixo de 22ºC 3.Pode detonar 3.Pequeno Risco 0.Muito Perigoso 2. juntamente com o respectivo nome e número da ONU.Reação Violenta 1.Mortal 3.Instável ao Calor 0.Sem Risco 4.

4 Substância e artigos que não apresentam risco significativo. 5.5 Substâncias pouco sensíveis 1. não tóxicos 2.1 Gases inflamáveis 2. em contato com água. - Líquidos inflamáveis. substâncias que. em contato com água.2 Substâncias sujeitas à combustão espontânea.6 Artigos extremamente insensíveis 2.2 Substâncias e artefatos com risco de projeção 1. 1.2 Gases não-inflamáveis. 8 .3 Gases tóxicos. emitem gases inflamáveis. 4.1 Substâncias oxidantes.3 Substâncias que.1 Substâncias e artefatos com risco de explosão em massa 1.6.1 Sólidos inflamáveis.3 Substâncias e artefatos com risco predominante de fogo 1. CLASSE DE RISCO Os produtos perigosos são classificados pela Organização das Nações Unidas (ONU) em nove classes de riscos e respectivas subclasses. conforme apresentado na tabela abaixo: Tabela 1 – Classificação ONU dos Riscos dos Produtos perigosos Classificação Classe 1 Explosivos Classe 2 Gases Classe 3 Líquidos Inflamáveis Classe 4 Sólidos Inflamáveis. 4. Substâncias sujeitas à combustão espontânea. 4. 5. emitem gases inflamáveis Classe 5 Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos Definições Subclasse 1.2 Peróxidos orgânicos.

Classe 7 Material radioativo - Material radioativo Classe 8 Substâncias corrosivas - Substâncias corrosivas - São aqueles que apresentam. durante o transporte.1 Substâncias tóxicas. IDENTIFICAÇÃO DAS CLASSES E DOTIPO DE CARGAS TRANSPORTADAS 9 . Classe 9 Substâncias e Artigos Perigosos Diversos 7. um risco não abrangido por nenhuma das outras classes.Classe 6 Substâncias Tóxicas e Substâncias Infectantes 6.2 Substâncias infectantes. 6.

de acordo com Portaria nº 204/97 do Ministério dos Transportes e NBR 7500 ABNT. que aparece na parte inferior do painel de segurança.8. placa laranja. Pelo número da ONU constante na ficha de emergência 1789 Ácido Muriático 10 . por determinação legal estabelecida pela ONU. IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO Pode-se identificar o produto por uma das seguintes maneiras. 1º. 2º. Pelo número de quatro algarismos (número da ONU).

ENDEREÇO. CNPJ E INSCRIÇÃO ESTADUAL DO TRANSPORTADOR E OU CONTRATANTE. CNPJ E INSCRIÇÃODATA DE EXPEDIÇÃO E SAÍDA ESTADUAL DO DESTINATÁRIO DESCRIÇÃO DA MERCADORIA CÓDIGO 107513 NOME DA MERCADORIA “ÁLCOOL ALÍLICO 6. transbordo e transporte. IDENTIFICAÇÃO DO Número ONU MOTORISTA. ENDEREÇO. TELEFONE. Pelo número da ONU constante na embalagem do produto. descarregamento. CNPJ E INSCRIÇÃO ESTADUAL DO EXPEDIDOR NÚMERO DO DOCUMENTO FISCAL NÚMERO DA FATURA RAZÃO SOCIAL. CARACTERÍSTICAS DA CARGA ( PESO BRUTO. PESO LÍQUIDO E TIPO DE EMBALAGEM ) Grupo de embalagem NÚMERO DO OBSERVAÇÕES: Declaramos o subsidiária Classeque de risco produto está adequadamente DOCUMENTO FISCAL acondicionado para suportar riscosprincipal Classeos de risco normais de carregamento.1(3) I UN1098” VALOR VALOR QUANTIDADE UNITÁRIO TOTAL 50 27. TELEFONE.350. TELEFONE. RAZÃO SOCIAL. PLACA DO VEÍCULO. ENDEREÇO.00 1. Pelo número da ONU constante no documento fiscal LOGOTIPO.3º. 4º. 11 . NÚMERO DA FATURA Nome apropriado para o embarque conforme regulamentação em vigor.00 RAZÃO SOCIAL.

ATUAÇÃO Os procedimentos básicos para a atuação da brigada de incêndio. vazamento de produtos químicos e outros)  Orientar colegas de trabalho e visitantes no local de trabalho  Participar de treinamentos (teórico e prático)  Atuar até a chegada do Corpo de Bombeiros Militar em caso de emergência.A. Vários aspectos podem contribuir em muito para evitar situações perigosas. Manutenção de equipamentos. Locais apropriados para fumantes. Informação do local da ocorrência Deslocamento até o local da ocorrência. Geralmente são adotados os seguintes passos:       Reconhecimento do alarme de emergência. que possivelmente resultariam em incêndio. começa a partir da hora que é soado o alarme. Inspeção periódica nos equipamentos de combate a incêndio. Utilizar procedimento padrão RCISER. Instalação elétrica apropriada. Comparecimento imediato ao ponto de encontro da Brigada. 12 .A PROCEDIMENTOS BÁSICOS:  ATRIBUIÇÕES  ATUAÇÃO ATRIBUIÇÕES:  Prevenir Incêndios  Informar situações irregulares que possa causar riscos a sociedade e instituições (incêndio. Executar o Plano de Abandono de Área. PLANO DE ABANDONO DE ÁREA – P.9. Organização. entre os quais deve dar ênfase aos seguintes itens:        Limpeza. Armazenamento e manuseio adequado de materiais perigosos.

geralmente utiliza dois pontos de encontro no mínimo. devendo permanecer no local até segunda ordem. Os Pontos de Encontro devem ser dimensionados de forma que ofereça segurança às pessoas. fornecedores. a fim de suprir outras necessidades. além de possibilitar a reunião dos Lideres de Abandono e outros colaboradores em caso de evacuação. eletricidade. Caso algum Brigadista chegar ao Ponto de Encontro após a saída dos demais. a fim de informar do local da ocorrência. ruído.  PONTO DE ENCONTRO GERAL: destinado para os funcionários que evacuarem de suas áreas de trabalho e da população flutuante. ou eminente risco no local. além de também ser protegido de risco de acidente e físicos como. fumos. sendo estes destinados a reunião de Bombeiros Civis e Brigadistas. radiações. insetos. Como regra geral a fim de manter um local organizado e conseqüentemente facilitar as ações da Equipe de resposta Rápida ou da Brigada de Incêndio. Em seguida o Líder da Brigada certifica do local através de Planta colocada no Ponto de encontro e transmitirá a mensagem aos demais brigadistas. clientes. explosão. para realização do plano de ação e distribuição de tarefas. assim os pontos ficam divididos e organizados. através de ramal interno ou via rádio quando houver. vazamentos locais. etc. O brigadista deverá informar o local exato da ocorrência e ter absoluta certeza de que a mensagem foi recebida. vibração. e quando o número de brigadistas no Ponto de Encontro estiver de acordo com o número mínimo descrito acima. quedas. conforme determinado no Plano de Abandono de Área. definindo estratégias do plano de combate e evacuação. quando houver necessidade. como por exemplo:  A população flutuante (visitantes. LOCAL DA EMERGENCIA. este por sua vez deverá fazer novo contato com o local em receber as informações. etc).PONTO DE ENCONTRO É importante que se tenha Pontos de Encontro. 13 . etc)  Acolher um Ponto de Encontro próximo que não possui condições de uso (presença de fumaça. sem envolvimento de pessoas leigas nas ações de emergência:  PONTO DE ENCONTRO DAS EQUIPES: destinado para as pessoas que irão atuar na emergência. estes devem se dirigir ao local da ocorrência. animais. névoas. Além de estarem aptos a receber todos os funcionários da área e quando aplicado acolher um número extra de pessoas. Após os procedimentos iniciais. O primeiro Brigadista que chegar ao Ponto de Encontro deverá fazer contato com o local determinado no Plano de Abandono de Área em receber as informações (portarias e outros). devendo ser afastados de riscos ambientais potenciais como intoxicação.

AERODISPERSÓIDES São dispersões de partículas sólidas ou líquidas de tamanho bastante reduzido. para possibilitar a medição destas substâncias nestas condições microscópicas. que corresponde à proporção de 1 mm = 1000 µ. As partículas mais perigosas são as que se situam abaixo de 10µ. DEFINIÇÕES DOS RISCOS ORIGINADOS POR AGENTES QUIMCOS Os contaminantes químicos podem ser basicamente divididos em três classes como podemos ver a seguir. fumos (são partículas sólidas produzidas por condensação de vapores metálicos). peso específico (quanto maior o peso específico. que podem se manter por longo tempo em suspensão no ar. À temperatura ordinária. pois podem ser absorvidas pelo organismo através do sistema respiratório. menor o tempo de permanência) e velocidade de movimentação do ar. Evidentemente. desta forma a micra é a milésima fração do milímetro. misturadas completamente com este (o próprio ar é uma mistura de gases). maior é a chance de ser inalado e produzir intoxicações no trabalhador. quanto mais tempo o aerodispersóides permanece no ar. visíveis apenas com microscópio. produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores). são medidas em uma escala muito pequena conhecida por MICRA (µ).10. As partículas maiores. fumaça (sistemas de partículas combinadas com gases que se originam em combustões incompletas). de onde são expelidas através de tosse. Não possuem formas e volumes próprios e tendem a se expandir indefinidamente. como por em processo “spray”) e neblinas (são partículas líquidas produzidas por condensações de vapores). O tempo que os aerodispersóides podem permanecer no ar depende do seu tamanho. não podem ser total ou parcialmente reduzidos ao estado líquido 14 . Exemplos: poeiras (são partículas sólidas. GASES São dispersões de moléculas no ar. névoas (partículas líquidas produzidas mecanicamente. assim sendo muitas vezes invisíveis. normalmente ficam retidas nas mucosas da parte superior do aparelho respiratório. ou pela ação dos cílios. Estas constituem a chamada fração respirável. expectoração. mesmo sujeitos à pressão fortes.

– Lower Explosive Limit) É o percentual mínimo. que ao contrário dos gases. Para adequada avaliação das atmosferas explosivas é necessário conhecer a faixa de imflamabiliade: FAIXA DE INFLAMABILIADE: é a faixa compreendida entre o LEL (Limite Inferior de Explosividade – LIE) e o UEL (Limite Superior de Explosividade – LSE) LIMITE INFERIOR DE EXPLOSIVIDADE – LIE (L. de um gás que.EL. irá formar uma mistura inflamável. – Upper Explosive Limit) Representa a concentração mais elevada (expressa em percentual de vapor ou gás no ar por volume) de uma substância que queimará ou explodirá na presença de uma fonte de ignição. Os gases. ATMOSFERA DE RISCO Para entender como são avaliadas as atmosferas de risco vale considerar que as atmosferas são freqüentemente classificadas como:  TÓXICAS (insalubres). Teoricamente acima deste limite a mistura é "rica" demais para suportar combustão. Outra diferença importante é que os vapores em recintos fechados podem alcançar uma concentração máxima no ar. podem condensar-se para formarem líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão.  Explosivas (perigosas). que não é ultrapassada. A diferença entre os LEL e UEL constitui a faixa de inflamabilidade ou de explosão de uma substância. podem chegar a deslocar totalmente o ar de um recinto 11. 15 . LIMITE SUPERIOR DE EXPLOSIVIDADE – LSE (U.EL. em volume. por outro lado. chamada de saturação.VAPORES São também dispersões de moléculas no ar. misturado com ar nas condições normais de temperatura e pressão (CNTP).

6 Etanol 365.8* 2. abaixo tabela com alguns valores obtidos em laboratório de algumas substancias na forma gasosa ou mesmo de vapor. CARACTERISTICAS QUIMICAS DE ALGUMAS SUNSTÂNCIAS Como as substancias possuem diferentes formulas químicas.6 Butano 287.5 % 80% 0. também possuem diferentes temperaturas criticas. Limite Mínimo e Máximo de Inflamabilidade de alguns gases e vapores combustíveis Ponto de Combustível ignição (ºC) Ponto de Flash (ºC) L.5 Amônia Anidra * Ambiente Fechado 16 .8* 3.0 CO 609.37 .3 Gás 12% 75% 0.5% 1.8 .17.24 Gás 2.8% 8.S.3 1.4% 2.1% 9.9 Acetona 465.E Densidade Acetileno 305.73.97 651 Gás 15.0 Propano 450 -104.I.E L.5* 2.5% 27% 0.Curva de Explosividade % Vol MISTURA RICA LSE MISTURA EXPLOSIVA 100 MISTURA POBRE LIE 0 Variação de temperatura 12.2 12.5% 13% 2.3% 19% 1.

60 + 20+ 20 60/1. LIE = P1+ P2 + P3 P1/LIE1+P2/LIE2+P3/LIE3 (% Vol) Sendo: Pn a fração de uma mistura LSE = P1+ P2 + P3 P1/LSE1+P2/LSE2+P3/LSE3 (% Vol) Exemplo: Caso obter uma análise através de cromatografia. Lei de Chatelier Quando na atmosfera se encontrar a presença de mais de um gás inflamável.8 = 1. LIE = 2. LIE = 1.2 + 20/2.2 % . após ser detectado através de uma avaliação ambiental. LIE = 1.8% Aplicando a fórmula.36% CURVA DE CORRELAÇÃO 300% 250% 200% Metano 150% Acetileno Hidrogenio 100% n-Hexano 50 % 0 % 10% 20% 30 % 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% 17 .1 + 20/1. os valores de: 1) Benzeno 2) Propano 3) Butano 60 % 20 % 20 % .ATMOSFERA COM VARIOS TIPOS DE GASES Para conhecer o Limite Inferior de Explosividade de uma atmosfera contendo vários tipos de gases ou mistura destes com outros vapores. para então sabermos quais os riscos que dessas atmosferas em relação a sua explosividade.1% . obteremos o novo LIE da atmosfera acima exemplificada: LIE = 13. primeiramente devemos conhecer as suas propriedades e em seguida aplicar a chamada Lei de Chatelier.

55 CO = 0. Segue alguma causa que pode levar uma atmosfera a ser considerada IPVS.19 Gasolina = 3. DENSIDADE DOS VAPORES / GASES A densidade é uma característica própria de cada material ou substancia. Ex.: Um vazamento rápido de Nitrogênio em grande quantidade em uma sala pequena com uma única porta. desta forma possuímos em diferentes posições diferentes gases como pode ser observado abaixo: CH4 = 0. onde a porcentagem de oxigênio é muito baixa.97 Ar = 1. provavelmente não daria tempo para o nitrogênio se misturar e empurraria o Ar para fora permanecendo totalmente dentro da sala. DEFICIÊNCIA DE O2 A deficiência de oxigênio pode ocorrer em locais fechados. à presença de um gás que desloca o oxigênio ou o consumo do oxigênio do ar por microorganismos. 18 . podendo decantar.00 H2S = 1. por isso é classificada como sendo uma propriedade especifica. conforme o peso molecular de suas substancias originais. um processo de combustão (um incêndio). caracterizando um ambiente com deficiência de O2. Deve-se normalmente a uma reação química. CONDIÇÕES IPVS – Imediatamente Perigosos a Vida e Saúde Indica a concentração em uma atmosfera considerada Imediatamente Perigosa à Vida e à Saúde (IDHL – Imediatelly Dangerous for Health and Live) pela NIOSH. sem janela e nem sistema de ventilação forçada.14. assim quanto mais compostos tiverem em uma mistura mais densa será esta atmosfera.40 15. imediata ou retardada. que impeçam a fuga da atmosfera perigosa. Em geral os vapores e gases apresentam diferentes densidades. Refere-se especificamente a exposição respiratória aguda que supõe uma ameaça direta de morte ou conseqüência adversas irreversíveis a saúde. ou exposições agudas aos olhos.

fadiga e perda da coordenação motora Hipoxia. ALTERAÇÃO Concentração normal no ar Aceleração do pulso e da respiração. 12% Inicio de Hipoxia 12% 10% 10% 06% Isquemia Cerebral 00% Lesões Cerebrais 06% 16. Isquemia e Alterações Distúrbios na respiração e circulação. Imobilidade e Perda de Consciência Convulsões. Vômitos. Parada Respiratória e Morte PRODUTOS COM ALTA FREQUENCIA DE CIRCULAÇÃO ONU NOME DO PRODUTO 1170 1203 1203 1971 COMBUSTÍVEIS AUTOMOTIVOS Álcool Etílico.  Presença de Combustível em suspensão (poeira) viável em uma concentração que se encontre ou exceda o seu LIE ou LEL SINTOMAS DA DEFICIENCIA DE O2 CONCENTRAÇÃO 20. Comportamentais perda critica das faculdades.5%. Hidratado Gasolina Óleo Diesel Gás Natural 1075 GÁS ENGARRAFADO Gás Liquefeito de Petroléo 1002 1003 1006 1066 1072 1049 1073 1951 1977 GASES ATMOSFÉRICOS Ar Comprimido Ar Liquido Refrigerado Argônio Comprimido Nitrogênio Comprimido Oxigênio Comprimido Hidrogênio Comprimido Oxigênio Liquido Refrigerado Argônio Liquido Refrigerado Nitrogênio Liquido Refrigerado PRODUTOS DE GRANDE CONSUMO INDUSTRIAL 1001 Acetileno Dissolvido 1005 Amônia Anidra Liquefeita Amônia em Solução 1017 Cloro 1170 Etanol 19 . Náuseas. Gás/Vapor ou névoa inflamável em concentração superior a 10% do se LIE ou LEL.5% COMENTÁRIO 21% N/A 19.

Áreas da Toxicología Toxicología de alimentos Toxicología ambiental Toxicología medicamentos Toxicología ocupacional Toxicología social Aspetos Clínico Analítico Legislação Pesquisa O que é um acidente Químico? “Acontecimento ou situação perigosa que resulta da liberação de uma substancia química. doenças do sistema circulatório. que como conseqüência vem a apresentar riscos diretos ou indiretos.  Vazamento ou liberação de substancias tóxicas. conforme o tempo que levar e classifica como de curto ou longo prazo” Ainda podemos incluir como acidentes químicos os:  Incêndios de origem ou que atinjam estoques de produtos químicos. etc. doenças crônicas. etc) 20 . etc)  Invalidez ou morte (contaminação.)  Lesões (demartites.  Explosões de tanques ou ambientais. TOXICOLOGIA E CONTAMINAÇÃO A toxicologia é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo os efeitos adversos das substâncias químicas sobre os organismos.17.  Enfermidade (doenças respiratórias. inflamações. para a saúde humana e/ou ambiental. Como conseqüência pode ocasionar riscos à saúde humana como.

1980.Os acidentes químicos podem ser analisados de varias formas. segundo:       Tipo de substancia química. Vias de Exposição. e outros De forma genérica podemos classificar as substâncias químicas. Extensão da área contaminada.  Identificar a fonte de liberação quanto: TAMANHO LOCALIZAÇÃO DISTRIBUIÇÃO  Determinar se representa um risco a saúde. e em período longo? Com base no protocolo Rapid Health Assesment Protocols for Emergencies. podemos entender o porquê são necessário conhecimento básico de toxicologia?  Confirmar a existência de uma emergência química  Identificar as características da substancia química. segundo o seu:  Uso  Origem  Composição Química  Órgão  Mecanismo de Ação Podemos também sub classificar quanto o estado físico das substâncias:  Liquido  Sólido  Gasoso 18. Conseqüência para saúde Segundo o método pratico de avaliação proposto por Isman & Carlson. As duvidas e perguntas que devem ser feitas no local do acidente com substancias químicas. SUBSTÃNCIAS PERIGOSAS 21 . e/ou impacto ao Meio Ambiente  Avaliar a capacidade e método de resposta dos serviços locais de Emergência. 1999. Cap 9. Saúde. Defesas Civil. Forma ou fonte de liberação. Número de pessoa expostas. são:        Quais são as propriedades químicas da substancia? Que ocorrem quando esta substancia é aquecida? Os vapores produzidos são tóxicos? Ocorre reação violenta com outro material ou substancia química? Qual são o tipo de envase ou processo? Quais são as medidas de combate ao fogo envolvendo este produto? Quais são os efeitos da exposição em um período curto. WHO.

01** 0. 1943 – 1541 podemos dizer que: “Toda substância é tóxica – Não há nenhuma que não seja tóxica”.4 e 14 mg/kg nos machos.Um agente ou substância perigosa é aquele (a) que tem a capacidade de causar algum tipo de dano em um organismo que sofreu exposição a (ao) mesmo (a). e ainda. é uma substância de origem biológica que provoca danos à saúde de um ser vivo ao entrar em contacto ou através de absorção. DL50 para algumas substâncias quimicas SUBSTÂNCIAS QUIMICAS Etanol Cloreto de sódio Sulfato de cobre DDT Nicotina Tetradotoxina Dioxina (TCDD) * Experimentos realizados em ratos. RISCO É a probabilidade de que apareça um efeito nocivo devido a exposição a uma substância quimica. por via oral DL50* 7000** 3000** 1500** 0100** 0060** 0. a DL50 da estricnina em ratos varia entre 2. num contexto cientifico. Geralmente expressa por mg/Kg.02** ** Valores expressos em mg/Kg de peso corpóreo 22 .8 mg/kg nas fêmeas e 6. TOXICIDADE É a qualidade que caracteriza o grau de virulência de qualquer substância nociva para um organismo vivo ou para uma parte específica desse organismo Segundo o estudioso químico Paracelso. TOXINA Uma toxina. Por exemplo.2 e 5.” Dose Letal DL50 A Dose Letal DL50 é a quantidade de uma determinada substância que é necessário ingerir ou administrar para provocar a morte a pelo menos 50% da população em estudo. “ É a dose que faz a diferença entre uma mesma substância ser tóxica ou mesmo ser um medicamento.

estando diretamente relacionado ao tipo de contato. Calculated.: Rodrick. nol órgão branco Efeito ANALISE DOS FUMOS DAS COMBUSTÕES DE VÁRIOS MATERIAIS. Calculated. J. Praticamente não tóxica 2. Extremamente tóxica 6. 1994 EFEITO TÓXICO Sistema Nervoso Sistema Nervoso e Sisema Cardiaco Efeitos Tóxicos Sistema Respiratóio EXPOSIÇÃO É uma medida do contato entre um agente quimico e o organismo. 1994 Relação de algumas substâncias classificadas como supertóxicas (seres humanos) SUBSTÂNCIA QUIMICAS Estricnina Fluorcetato de Sádio ORIGEM Vegetal (Nóz Vómica) Sintético Nicotina Vegetal (Tabaco) Fosgeno Sintético Fonte. bem como o seu impacto ambiental.000 – 15. (ppm 23 . são necessário medidas.000 5.500 5 – 50 <5 Fonte.000 500 – 5.Provável dose letal para humanos NIVES DE TOXIDADE 1. Muito tóxica 5. 1986 podemos observar algumas considerações como:  Pode ocorrer exposições do homem durante a manufatura/manipulação. Agente químico Dose Exposição Ingresso no organismo Toxocinêtica: Absorção Distribuição Biotranformaçao Eliminação Toxodinámica: Interação do agente químicoreceptor. Ligeiramente tóxica 3.V. adotadas com base no conhecimento toxicológico. Moderadamente tóxica 4. J. ainda segundo Sentinel. formulação/dosagem e ainda em casos infortúnios como vazamentos durante o transporte e/ou derrames durante o armazenamento. porém ainda pode ocorrer devido à ingestão de alimentos ou mesmo àgua contaminada  A fim de evitar o risco para a saúde dessas possíveis exposições.V.000 50 .: Rodrick. Super tóxica * Faixa de toxidade pela relação de mg/Kg DL* > 15. concentração e tempo de exposição.

GRADO ANALITICO. depois de cada exposição e produzir efeitos crônicos DIFERENÇAS ENTRE TIPOS DE EXPOSIÇÃO ESPECIFICAÇÕES: AMBIENTAL OCUPACIONAL Crianças. 24 . 1976) VALORES DOS RESÍDUOS SUBSTÂNCIAS ATRAZINA CARBARILO DDT MALATRON PARAQUAT 19.  Devido às propriedades do produto ou das substancias. 20.: (semanais) Mistura de Agentes Agente Químico Único. EXPOSIÇÃO A LONGO PRAZO  Exposição por pequena quantidade durante períodos longos. 900ºC (Lee.  Os efeitos podem aparecer de imediato. num período de 24 horas ou menos. produzindo efeitos agudos.Suscetíveis Tempo de 8h(diárias)/ 5 dias 24 Horas Exposição. Anciãos. no organismo. Hiper . HCl X X CO X X X X X O2 Cl2 X SO2 X X X X CO2 X X X X X H2S NH3 X X X X EXPOSIÇÃO DE CURTO PRAZO  Uma ou várias exposições em grandes quantidades. Tipos de Agentes Desconhecidos Misturas Conhecidas. Air Pollution from Pesticides and Agrucutural Processes. Adultos Sadios Tipo de Testes.: Enfermos.  O agente químico é rapidamente absorvido.RE. CRC Press. Adultos.em vol) SUBSTÃNCIAS MATERIAIS QUEROSENE 1 10 60 1 LÃ 50 80 200 100 Acroleína Formaldeído Acetaldeído Butiraldeído ALGODÃO 60 70 120 120 VAPORES VOLÁTEIS PRODUZIDOS PELA QUEIMA DE PRAGUICIDA. Quimicos Baixas Concentrações Concentrações Altas. ocasionam efeitos agudos ou intoxicação.

Intra muscular e Endovenosa) Exposição ocasional (acidentes. URINA AR RESPIRADO OSSOS SECREÇÕES BIOTRANSFORMAÇÃO Alterações que ocorrem nas células do fígado. uso de cosméticos)  RESPIRATÓRIAS. PRODUTO FORA DO ORGANISMO Tolueno Bromo Benzeno Metanol BIOTRANSFORM AÇÃO ORGANISMO PRODUTO METABOLIZADO Ácido Benzóico (-) Bromo Benzeno Epóxido (-) Formaldeído (+) ELIMINAÇÃO 25 .Água Ar Alimentos ABSORÇÃO:  É o resultante do transpasse de uma substância química pelas membranas biológicas das células por meio das vias: Homem Exposição ocupacional (oral.  DIGESTIVA.dérmica. distribuição e eliminação de agentes tóxicos no organismo humano (ROZMAN y KLAASSEN. respiratória) Medicamentos (via oral. pulmões. pele. 1996) Ingestão Inalação ENDOVENOSA INTRAPERITONEAL SUBCUTÁNEA TRATO GASTRINTESTINAL PULMÃO INTRAMUSCULAR Entrada Sangue FIGADO DÊRMICA Sangue e Linfa LíQUIDO EXTRACELULAR SUOR BILIS RINS PULMÃO BEXIGA URINARIA ÓRGÃOS SECRETORES ÓRGÁÕS ALVÉOLO TECIDO FEZES 21. intestinos e rins.  DÉRMICAS Vias de absorção.

SUOR.  Fatores biológicos: Absorção. AR ESPIRADO. eles são desenvolvidos para a proteção contra diversos produtos químicos e também contra atmosferas adversas (ambientes). Estado de saúde. todas as substâncias.Dose (concentração) . Tóxicos sistêmicos. não que forem retidas nos órgãos. sexo.Frequencia (exposição). ROUPAS DE PROTEÇÃO Considerações gerais sobre trajes encapsulados*. LAGRIMA. Substâncias que prejudicam o pulmão (Doenças Ocupacionais). CLASSIFICAÇÃO DAS SUBSTÂNCIAS QUIMICAS SEGUNDO O EFEITO NOCIVO      Irritante. MUCO. Idade. Exposições a outras substâncias químicas. biotransformação. assim apresentadas:           22. MATERIAL FECAL. SEBO.diferença genética. LEITE MATERNO. umidade. sendo que é fundamental previamente ao uso o treinamento dos usuários e a observação dos seguintes itens: 26 . FATORES QUE DETERMINAM O EFEITO TÓXICO  Propriedades Físicas – químicas da substância  Condições da exposição: . Asfixiante. peso.Após o ciclo fisiológico do ser humano. Anestésica.  Ambiente: Temperatura. trabalho). SECREÇÕES EM GERAL.Tipo de entrada (via) . distribuição. BÍLIS. URINA. ou mesmo as que ainda ficarem livres dos processos fisiológicos serão eliminadas através de mecanismos. Condições metabólicas (repouso. stress. hora do dia (manhã/tarde/noite). 23.

uso de acessórios incorretos. especialmente com a máscara autônoma.. poderão ocasionar resultados críticos. ou mesmo a morte dependendo do grau de periculosidade do contaminante. Níveis de proteção Vantagem  A     B  Desvantagem Maior nível de proteção. Equipamento de Proteção respiratória). etc. Adequada escolha do tipo de roupa.. ** O uso da maioria das roupas não é recomendado pelos fabricantes. existe um composto laminado de películas quimicamente inertes que oferecem uma barreira efetiva contra uma vasta gama de produtos.) * Qualquer eventual falha nos testes. que analisa as vestimentas com o critério de ser hermética a exposição 21 produtos diferentes. etc. escolha inadequada. Requer pouco treinamento.  Inspeção (visual). resistência do visor. conforme a necessidade e característica do produto ou substância.  Acesso limitado à máscara autônoma. botas.  Custo inicial da roupa. dos acessórios (luvas. protetores auriculares. vida útil.) e teste da roupa (isolamento hermético)  Confirmação da compatibilidade do material da roupa. para ambientes com temperatura abaixo de – 30ºC. mau uso da roupa. cuidados de uso e manutenção recomendados pelo fabricante. condições de uso. doenças ocupacionais. compreendendo nestes tanto GASES como LIQUIDOS sendo que o tempo de penetração deve ser superior a 60 minutos de exposição para todos os 21 produtos. Nos materiais utilizados nos trajes encapsulados. proporcionando flexibilidade de movimentos ao usuário. avaliação (histórico. roupas térmicas **ou sobre veste resistente a calor radiante.  Volumoso e desconfortável.  Duração do uso limitado.  Leitura e compreensão das instruções... verificar necessidade do uso de capacetes. avisos. levando a prejuízos pessoais. As roupas de proteção em geral atendem a referencia normativa internacional da NFPA 1991/ ASTM-F739. Baixo custo e peso Longa vida útil Fácil acesso a máscara autônoma Boa para atmosferas acima do IDLH desde que a substância não seja tóxica à pele  Proteção incompleta à pele  Não pode ser utilizada para substâncias tóxicas à pele  Necessita significativo treinamento antes do uso 27 .

A grande diferença entre o nível B e C é o tipo de equipamento respiratório exigido. é necessária proteção total para a pele. pois se trata de uma peça totalmente encapsulada Proteção Nível B Nível alto de proteção O nível B de proteção requer o mesmo nível de proteção respiratória que o nível A.5% em vol. A grande diferença entre o nível A e B é que o nível B não exige uma roupa de proteção totalmente encapsulada para proteção contra gases/vapores. Assim. filtro químico. para as vias respiratórias e para os olhos. porém um nível menor para proteção da pele. estar caracterizado e as substâncias devem ser conhecidas Proteção Nível A Nível máximo de proteção O nível A de proteção é solicitado quando ocorre o grau máximo possível de exposição do trabalhador a materiais tóxicos. As roupas de proteção para esse nível podem ser apresentadas de duas formas: encapsulada ou não-encapsulada. O uso desse equipamento deverá ser feito com Respirador Autônomo. obrigatoriamente. Os respiradores podem ser faciais ou semifaciais com purificador de ar. exigi-se menor proteção respiratória e menor proteção da pele. O nível B é uma proteção contra derramamento e contato com agentes químicos na forma líquida.C  Relativamente barata  Fácil de usar  Baixo peso  Longa vida útil  Somente para atmosferas com concentração de O2 maior que 19. Proteção Nível C Nível médio de proteção No nível C de proteção. ou seja. O ambiente deve. 28 .

com movimento para frente e para trás Usado para orientar os demais companheiros.Proteção Nível D Menor nível de proteção Para o nível D. que não há mais ar no cilindro autônomo ou que o sistema de ar mandado não está operando ou que a válvula de demanda não funciona. SOLICITO AUXILIO PARA REPAROS Mão direita. para o alto com movimentos circulares. Usado para solicitar aos companheiros. imersões e não h 24. dentro da iminência. sendo usado como indicação de recuo. não há contato com derramamentos. que não há necessidade de rápida descontaminação ou inserção de ar mandado mo traje. Usado para informar os demais companheiros. com movimentos contínuos. É a menor proteção possível quando há manipulação de qualquer agente químico. ajuda para ajuste ou reparo do traje ou outra peça do conjunto ESTOU COM POUCO AR Mão batendo contra o peito com movimentos contínuos. usado como indicação de emergência. usado como indicação de urgência FALTA OU FALHA DO SISTEMA DE AR Mão cruzando o peito. Quando se utiliza o Nível D a atmosfera não contém produtos tóxicos. exigi-se o menor nível de proteção respiratória e de proteção para a pele. 29 . SINAIS E GESTOS PARA COMUNICAÇÃO DA EQUIPE (USANDO NÍVEL ENCAPSULADO) SINAIS/GESTOS SIGNIFICADO ABANDONAR / RECUAR Mão fechada. Usado para avisar os demais companheiros.

escorreu sobre o visor. necessitando de auxilio ou para a limpeza ou mesmo para se locomover NECESSITO DE AJUDA Ambas mãos voltadas para o alto. a fim de ajudarem em alguma tarefa geral. AÇÕES DE RESPOSTAS RÁPIDAS 26. 25. a frente da face Usando para indicar que uma substância viscosa.INDICAÇÃO QUANTO A FALTA DE VISÃO Ambas mãos tampam os olhos. Usado para facilitar a limpeza nos processos de descontaminação. ou por qualquer outro motivo não é possível enxergar a frente. ISOLAMENTO ½ DISTÂNCIA A FAVOR DO VENTO DIREÇÃO DO VENTO ½ DISTÂNCIA A FAVOR DO VENTO 30 .

5%) e outros tipos de gases. gases. Afastar os curiosos do local do incidente. por uma pessoa ou trabalhador. nem meso que o produto mão esteja classificado como perigoso. Não entrar em contato direto com o produto derramado.27. ambientes com baixa concentração de oxigênio (19. Evitar inalar os vapores. Se constar que há produto perigoso envolvido na ocorrência:  Fazer o isolamento da área.  Ventilação natural limitada ou pobre. EQUIPAMENTO DE RESPIRAÇÃO AUTONOMA (EPR) Os Equipamentos de Respiração Autônoma ou de ar mandado são destinados a entradas em espaços confinados. e fumaças. devendo o usuário adaptar-se ao respirador que tem na empresa em que trabalha.  Identificar o produto. DESCONTAMINAÇÃO DIREÇÃO DO VENTO 28. Características de Espaço Confinado:  Não são projetados para serem ocupados em forma contínua. PROCEDIMENTO BÁSICO DE EMERGÊNCIA COM PRODUTOS PERIGOSOS Ao aproximar-se do local da emergência envolvendo produtos perigosos:     Procurar aproximar-se do incidente com as costas para o vento. 29.  Riscos potenciais. 31 . ou seja. UTILIZAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE RESPIRAÇÃO AUTONOMA Cada marca de respirador autônomo traz vantagens e desvantagens.  Possuem entradas e saídas limitadas.

Após aprisionamento correto das correias. e principalmente observar as áreas de segurança devido às direções do vento. afastando os curiosos e pessoas que não fazem parte dos trabalhos. significa manter incêndio controlado. desde a identificação do produto. manter as vias de acessos livres para viaturas de atendimentos. MANTAS  PAINÉIS DE SEGURANÇA  CAPACETE. neutralizar as ações dos gases. Observação: Geralmente o respirador funciona com um sistema de pressão positiva. RESCADO: Após o fogo ter sido extinto. liberar o ar do cilindro através do manômetro e do regulador de 1º estágio. verificando quantidade de ar do cilindro. ENXADA  RÓTULO DE RISCO  ALMOFADAS. SALVAMENTO: Constatado a presença de pessoas na dependência do local sinistrado. busca de possíveis vitimas que foram impossibilitadas de abandonar o local. O cilindro deve ser posicionado com manômetro para baixo. etc. ÓCULOS  CONES  RESPIRADORES  FITAS ZEBRADAS  CONJUNTO ANTIÀCIDOS  EXTINTORES  PLACAS (PERIGO AFASTE-SE)  ANTIFAISCANTE ADAPTAÇÃO DO INDUSTRIAIS PROCEDIMENTO RCISER PARA EMERGÊNCIAS Procedimentos básicos em Emergências Industriais. retirada de materiais que não tenham sido atingidos pelo fogo. ISOLAMENTO: Isolar toda a área sinistrada. área envolvida. confinar os possíveis vazamentos. manômetros. correias. procedendo à extinção do incêndio. Após a liberação do ar. riscos de desabamentos.. EXTINÇÃO: Combater o incêndio. providenciar o resgate e os primeiros socorros as eventuais vitimas. sistema Air Switch® (Connex). utilizando os meios previamente determinados quando do reconhecimento do tipo de incêndio. iniciar o trabalho de rescaldo que consiste não apenas em resfriar a área atingida pelo fogo. conectar a válvula no respirador.Instrução básica de utilização: Sempre fazer a inspeção de segurança. CONJUNTO PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA  ABAFADORES  PÁ. somente libera o ar quando o usuário executa o movimento respiratório. presença de pessoas no local.. LUVAS. seja por batoques ou sistema de retenção. ou seja. máscara. mas também em realizar uma avaliação total dos danos. encaminhando-as em seguida ao atendimento médico. O Respirador deve estar o mais vedado possível.. devendo o usuário adequar-se a um deles. O sistema do ser Air Click® (Survivair). assim mantendo o sinistro no local de origem. O sistema de alarme sonoro será acionado quando o usuário estiver consumindo aproximadamente 3/4 “do ar do cilindro”. RECONHECIMENTO: É o ato de identificar o tipo de emergência. até a contenção ainda na área de risco. e outros. eventuais riscos próximos do local do sinistro e o melhor método a ser empregado para resposta inicial. 32 . CONFINAMENTO: Consiste em evitar que o sinistro propague. ou seja. quando possível (decantar). quer realizando a medida apresentada pela resposta inicial.

Mesmo sendo o Confinamento. conseguindo com isto. Toda e qualquer equipe de Brigada. Alguns procedimentos devem ser adotados tão logo se note o vazamento:  Identificar o tipo de liquido vazante. 31. pois nesse caso além da contaminação. o fogo se propaga com extrema velocidade. através da poluição da água. absorventes especiais. estes podem facilmente atingir uma fonte de ignição. sanar o vazamento através do fechamento de válvulas. pois caso este continue. portanto a maioria dos cuidados lembrada acima se aplica inteiramente aos gases. deverá se r informada prontamente ao Líder.  Deve-se evitar que o liquido vazante escoe para galerias de água.). serragem. 30. evitando o risco de contaminação do meio ambiente. Quando isso ocorrer.. sendo que qualquer decisão ou mudança deverá partir deste Líder.  Caso seja possível.  Adotam-se os mesmo princípios para liquidos não inflamáveis (produtos químicos).  Em caso de fogo em liquidos inflamáveis proceder com o RCISER. 33 . o gás poderá reincendiar-se ou então produzir mistura explosiva com o ar. estará sob Comando de um Líder ou Chefe da Brigada. uma vez que insidiados. etc. onde se incendeiam rapidamente. realizar suas tarefas no menor tempo possível. estabelecendo condições mais perigosas que o próprio incêndio. utilizando os meios disponíveis (areia. VAZAMENTO DE GASE E LIQUIDOS INFLAMAVEIS Os líquidos e gases inflamáveis são derivados de refinaria de petróleo. e tem sua atuação nos mais variados tipos de atividades industriais. para que o mesmo tome as decisões que se fizerem necessário. terra.  Isolar a área nas proximidades do vazamento. três operações distintas.  Confinar o liquido vazante no local. Os vazamentos de gases e líquido inflamáveis devem ser considerados de alto risco. Quando há vazamento de gases inflamáveis. Durante os trabalhos. elas são realizadas quase que simultaneamente. Os pessoais envolvidos em tais operações deverão ser treinadas especificamente para as funções acima mencionadas.. o isolamento e o Salvamento. porém quando ambos fogem ao controle do homem podem causar muito destruição. haveria ainda o risco de explosão caso o combustível entre em ignição. mesmo não havendo o risco de incêndio.  Eliminar todas as fontes de calor existentes nas proximidades da área afetada. toda e qualquer situação anormal. o incêndio só poderá ser extinto após a supressão do fluxo de gás. VAZAMENTO DE GÁS INFLAMÁVEL O perigo dos gases inflamáveis é semelhante ao dos liquidos inflamáveis.

sp. pois será extinto tão logo haja mais combustível para manter a combustão.br/Emergencia/produtos http://www. ou cilindros. BIBLIOGRAFIA NBR 14276 – Programa de Brigada de Incêndio Nbr 14608 – Bombeiro Profissional Civil. fazendo com que o gás fique acumulado junto às partes mais baixas.Universidade São Marcos Apostila do Curso de Espaço Confinado da Universidade Aberta Santos Dumont Sites de pesquisa Internet: http://www. Em caso de haver fogo. efetuar o resfriamento dos demais tanques. causando acidentes às pessoas que trabalham no combate. Eliminar todas as fontes de calor existentes na proximidade da área afetada. pois a grande maioria dos gases inflamáveis tem sua densidade maior que a do ar atmosférico.br 34 . podendo em caso de aumento de pressão ter essas partes desprendidas. evitando que eles elevem sua temperatura.com.  No caso de grandes quantidades armazenadas. 32. Manual de Roupas de Proteção Tyvek® .cetesb. Fazer a dissipação do gás vazante co água em forma de neblina.  Atentar-se para galerias subterrâneas nas proximidades do vazamento.O procedimento adotado tão logo se note os vazamentos são:      Identificar o tipo de gás vazante.cepis. com exceção da extinção.gov. tomar as seguintes providencias  Deixar que o gás vazante queimar.  Se o vazamento ocorrer em um local fechado providenciar ventilação/exaustão do ambiente.Dupont® Material de Estudos de Atendimento a Emergência Química .ops-oms.bextro. sanar o vazamento através do fechamento de válvulas. Isolar a área nas proximidades do vazamento.  Atuar sempre pelas laterais do tanque. monitorando a porcentagem de gás na atmosfera com auxilio de um explosimetro. pois frente e fundo do tanque constituem a parte mais frágil.org http://www. Caso seja possível.  Proceder conforme RCISER.