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tampa do bocal

de óleo

mangueira superior
do radiador
coletar
de admissão
coletar
de escape

GASES DE
ESCAPAMENTO

motor de partida

corre"fa do
ventilador

SUMÁRIO

3 Introdução aos sistemas
5 O motor, coração do veículo

7 Como funciona o sistema elétrico
9 Arrefecimento do motor
11 Ignição: a centelha vital
13 Como o combustível flui pelo carro
15 Os freios
19 Transmissão: do motor às rodas
23 Exame dos cilindros: pistões e potência
27 Distribuidor: o avanço das faíscas
31 Motor de arranque
33 Embreagem: o engate das marchas
37 As válvulas - tomo o motor respira
41 Suspensão: o fim dos solavancos
43 Como o gerador carrega a bateria
47 Sistema de direção: questão de rumo
49 A caixa de câmbio dente por dente
53 A estrutura do pneu
.
57 O escapamento - silêncio no carro
59 Ciclo do óleo no motor
63 Quebra do cabo da embreagem
65 O que fazer quando um pneu fura
67 Reparos de emergência
69 Problemas do motor na estrada
71 Defeitos na parte elétrica
73 Quando o pâra-brisa estoura
75 Conserto do acelerador
77 Geração perdida
79 Sem as chaves

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OE EDUCAÇAO

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Titulo original da obra em fasclculos: CAR CARE
Titulo da versão em Ilngua portuguesa: AUTOFÁCIL
MANUAL GLOBO DO AUTOMÓVEL é uma reedição do fasclculo AUTOFÁCIL
Copyright ©
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1986 by Eaglemoss Publications Ltd.
1986 by Drive Publications·Ltd.
desta edição by Editora Rio Gráfica, Rio de Janeiro, 1988.
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Tradu!liO: Fernando J. G. Martins, Luiz Roberto de Godoi Vidal, Maria Clara Cescato, Norberto de Paula Lima.
Consultou: Fernando Dei Corso.
Compollçlo: Editora Rio Gréfica lida.
Distribuidor exclusivo para todo o Brasil: Fernando Chinaglia Distribuidora S.A., Rua Teodoro da Silva, 907, CEP: 20563,
Telefones: (021)577-6855 (r. 204) e 577-4225 - Rio de Janeiro, RJ.

Editora Globo é denominação comercial de fantasia utilizada pela Editora Rio Gráfica Ltda.
Slo Paulo - Rua do Curtume, 685, CEP~05069, fODe: (011)262-3100.
.fmpresaãc

e Acabamento

ISBN 85-250-0705-6

OESP G-RAFICA

S.A.

obra completa

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Introducão aos sistemas
I

Saber como funciona um carro é fundamental para evitar ou corrigir eventuais falhas. Até a página 62, você
verá como se comportam os diversos
sistemas do veículo, assim como a
construção e a função de cada componente. Com essas informações básicas, fica mais fácil realizar qualquer
reparo ou operação de manutenção
no automóvel; veja, a partir da página 63, uma seleção de truques e
consertos de emergência.

Aperfeiçoamentos
A partir da década de 70, introduziram-se importantes aperfeiçoamentos
no desenho e na fabricação dos au-

tomóveis. Uma nova tecnologia -em particular, o uso crescente de
componentes eletrônicos ~ tornou o
carro moderno mais seguro, mas
também muito mais complexo.
Até os anos 70, a maioria dos automóveis contava com tração traseira -- o motor movia apenas as rodas
de trás. Atualmente cerca de dois terços dos automóveis têm tração dianteira e a tendência é para a tração nas
quatro rodas, que propicia um controle mais seguro do carro em situações de difícil condução.
Outra modificação diz respeito aos
itens "de luxo" como direção servoassistida, janelas acionadas eletricamente e limpadores de pára-brisa

com três velocidades. Encontrados
antes apenas nos automóveis mais caros, já se tornaram comuns em muitos carros populares.
Os sistemas de ignição tradicionais
costumam dar problemas e exigem
manutenção regular. Atualmente, estão sendo substituídos por sistemas
eletrônicos, que quase não requerem
manutenção.
No entanto, independentemente
dessas e de muitas outras inovações,
o carro ainda se define como um conjunto de sistemas elétricos e mecânicos reunidos de determinada maneira. A partir de agora, você vai conhecê-los e saber quais deles fazem parte de seu carro.

Os sistemas do carro

DIREÇÃO

bateria

TRANSMISSÃO

radiador
amortecedores
MOTOR

ignição

3

4

Motor Quase todos os motores de
carro baseiam-se no princípio da
combustão interna, segundo o qual a
queima da mistura ar/combustível no
interior dos cilindros selados produz
potência para movimentar as rodas
motrizes.

Freios A pressão exercida sobre o
pedal do freio é convertida
hidraulicamente, através de condutos
e cilindros, numa pressão maior,
aplicada sobre tambores ou discos
acoplados às rodas, a fim de reduzir
sua rotação por meio de atrito.

Direção O movimento do volante é
transferido para as rodas dianteiras
através de uma barra e de uma
caixa de direção, montada sob o
motor, ou atrás dele. Às vezes, uma
bomba movida pelo motor fornece
servoassistência à direção.

Os Ocupantes de um
carro são poupados de solavancos
por molas ou barras de torção,
instaladas entre as rodas e a
carroceria. Os amortecedores
absorvem impactos e impedem que
o carro trepide demais.

Transmissão A potência
desenvolvida no motor é transmitida
por uma embreagem ou conversor
de torque até a caixa de câmbio.
Daí, ela segue, pelo eixo motriz, até
o diferencial e é finalmente
transmitida às rodas motrizes.

Sistema elétrico Uma bateria de 12
V, carregada pelo gerador, alimenta
o circuito de ignição e demais
acessórios elétricos. Esse circuito
multiplica a tensão para produzir
faíscas capazes de inflamar a
mistura ar/combustível.

Suspensão

O combustível (gasolina ou álcool. Saber o que faz cada uma dessas peças constitui o primeiro passo para uma boa compreensão da mecânica de seu automóvel. o motor é uma máquina complexa.- GASES DE ESCAPAMENTO .o motor. que dependem uns dos outros para funcionarem corretamente. Os componentes do motor tampa do bocal de óleo alojamento do termostato do radiador ÁGUA QUENTE ~ . todos os motores de carro trabalham basicamente da mesma maneira. A posição dos cilindros varia muito e também determina conformações bastante diferentes. motor de partida filtro de óleo correia do ventilador bujão de drenagem do cárter cárter mangueira inferior do radiador ÁGUA FRIA 5 . em média. Apesar das diferenças. cerca de trezentos componentes mecânicos isolados.. na maioria dos automóveis) é bombeado do tanque para o motor. resultado de mais de cem anos de um árduo processo de tentativa e erro. Ele tem. coracão do veículo I Geração de potência o motor de combustão interna gera potência ao queimar uma mistura de ar e combustível. que tem a função de remover suas impurezas. Por isso. O ar e o combustível se juntam no interior do Aspecto geral o motor pode ser instalado no sentido transversal ou longitudinal. não se preocupe se o motor de seu carro hão for nem um pouco semelhante ao da ilustração. e o ar é aspirado através do filtro de ar.

onde é comprimida pelos pistões. quatro.de maneira análoga ao movimento das pernas de um ciclista. Em alguns carros. A disposição dos pistões determina a forma final do motor. Os gases resultantes da queima do combustível vaporizado são expelidos do motor por meio do coletar de escape.sem necessidade de uma centelha. continuará em movimento.a parte inferior do bloco do motor. esse ventilador gira solidário com o eixo motriz da bomba de água. A bomba de água tem localização mais acessível e é movida por uma correia . então. é quase auto-suficiente: uma vez posto em ação pelo motor de partida. 6 MOTOR EM V MOTOR HORIZONTALMENTE CONTRAPOSTO MOTOR EM LINHA A disposição em V é utilizada em motores de quatro. Disposição dos motores A queima do combustível nas câmaras de combustão faz movimentar para baixo e para cima os pistões dentro dos cilindros. Depois de absorver o calor. há um número crescente de motores a diesel. que aumentam a superfície exposta à atmosfera. em outros. apoiada numa polia que fica à frente do motor e é por ele acionada. O motor. O óleo e a água que circulam em torno do motor são movimentados por bombas (acionadas pelo próprio motor). o óleo retoma ao cárter . A queima do combustível gera dois subprodutos: gases de exaustão e calor. a mistura de ar e combustível vaporizado é levada aos cilindros. para cima e para baixo. e não é imediatamente visível. que converte o movimento vertical em movimento rotativo e o transfere à caixa de câmbio .Tipos de combustível Embora a maioria dos automóveis seja movida a gasolina ou álcool. onde é também comprimido pelos pistões e sofre forte elevação de temperatura. portanto. Também conhecido como motor horizontal. que se liga ao abafador e ao cano de escapamento. quatro ou seis cilindros. A bomba de óleo fica na parte inferior do motor. a explosão que gera potência. É por isso que o motor de cilindros em linha de um Ford Escort e o axial ou plano do Volkswagen 1300 parecem muito diferentes. Todos esses componentes auxiliares são vitais para o funcionamento do motor. é movido por um motor elétrico independente. o que ajuda a dissipar o calor para o ar circundante. somente o ar é aspirado para os cilindros. Todos esses motores são de combustão interna. e desde que permaneça abastecido com combustível. Parte dele é absorvida pelo óleo bombeado no interior do motor. onde o combustível é vae aspirado através do coletar de admissão para as câmaras de porizado combustão do interior do motor. seis. Motor de ignição por compressão Nos motores a diesel. Uma centelha elétrica provoca. Os pistões são ligados a um virabrequim. onde o calor se dissipa para a atmosfera.o que normalmente é garantido por um poderoso ventilador. a dissipação do calor exige grande fluxo de ar circulando por todo o motor . oito ou doze cilindros. as laterais quase sempre têm aletas. contribuindo para a dissipação do calor. mas apresentam diferenças importantes. que absorve o calor por meio de um sistema de canais existente no interior do motor. cinco ou seis cilindros podem ser dispostos em linha. embora trabalhem quase sob o mesmo princípio. Três. Nos motores refrigerados a ar. Parte elétrica do motor O gerador é acoplado ao motor e geralmente acionado pela mesma correia que move o ventilador. Motor de ignição por centelha É esta a denominação genérica dos motores a gasol ina ou a álcool. Arrefecimento Elimina-se o calor de duas maneiras. Cada um será descrito e explicado nas páginas seguintes.inclusive o sistema de ignição. que se transforma em movimento rotativo na roda dentada da bicicleta.a correia do ventilador-. Sua função é carregar a bateria e manter o sistema elétrico do carro sempre alimentado . para lubrificar as peças móveis. Então. borrifos finíssimos de óleo diesel são injetados nos cilindros e se inflamam em contato com o ar aquecido . Tem paredes finas e grande superfície externa. Na maioria dos carros. A água quente passa então para o radiador. responsável pelas faíscas elétricas que inflamam o combustível e mantêm o motor funcionando. Neles. . pode ter dois. O ventilador de arrejecimento tem a função de manter o fluxo de ar através do radiador quando o carro está parado ou em marcha lenta. o motor é também arrefecido com água. Num motor desse tipo. através de canais. pouco acima do cárter. carburador.

porém chama-se "terra" ao pólo negativo dos circuitos que alimentam os componentes elétricos. a eletricidade flui. por exemplo. A força consumida por um determinado componente é medida em watts (W). deve alimentar o circuito elétrico com uma corrente de 1 A durante 56 h. Assim. a carroceria . à primeira vista. o que é um terra? Numa casa.do sistema elétrico de seu carro. A bateria é mantida carregada pelo gerador . Num automóvel. o fio terra é um circuito ísolado que permite descarregar no solo as sobrecargas de tensão elétrica. A partir dela. pode-se obter uma boa compreensão do papel fundamental que ele desempenha. Os sistemas eletrônicos transportam milésimos de ampêres (miliampêres.Como funciona o sistema elétrico Com sua intrincada rede de cabos e fios. Mas. Todas essas unidades elétricas estão inter-relacionadas. acionado pela correta do ventilador. atentando para seus princípios básicos. o sistema elétrico parece. mA).um dínamo ou alternado r. através de condutores. a tensão de 1 V faz uma corrente de 1 A fluir através de um componente que consome 1 W. -ê- Componentes elétricos desembaçador traseiro bomba do lavador do pára-brisa ar condicionado A bateria e os principais componentes aos quais fornece eletricidade.ou seja. A potência da corrente elétrica é medida em ampêres (Aj. A "pressão" que a faz percorrer o circuito recebe o nome de voltagem e é medida em volts (Vj. se uma lâmpada consome 48 W num sistema de 12 V. Assírn como não se corre risco algum de colocar a mão no 'tircuito terra de uma casa. Ou seja: A = W -:V. Uma bateria de 56 A/h. Os automóveis moder- nos dispõem de bateria de 12V com capacidade medida em A/h (amperes/hora). para cada componente. gerador antena de rádio acionada eletricamente caixa fusíveis farol 7 . Portanto. a corrente que flui através dela é de 4 A (48 W 12 V). bastante complicado. tampouco haverá perigo se você tocar o terra . Unidades de medida A fonte de energia elétrica de um carro é a bateria.

Se um componente tem o seu pólo positivo conectado à bateria.25 A).um para o sistema de ignição.se houver falha elétrica. Eles são reunidos num só feixe . A maioria dos circuitos que saem da caixa de fusíveis é controlada pela chave de ignição . entre outras'coísas.o chamado chicote . consome apenas 0.como se fossem estradas secundárias de uma grande rodovia. consome 4 A. faz-se o cabo positivo passar da chave de ignição para comandos individuais (no painel de instrumentos e na coluna de direção). Mas. 8 pólo positivo ( + ) bateria interruptor carroceria componente . Circuito de retorno pelo terra Os circuitos de um carro costumam trabalhar da seguinte maneira: a eletricidade flui de um dos pólos da bateria . o suficiente para um choque forte. outro para os faróis e assim por diante. A eletricidade de um carro opera numa voltagem bem menor . pode provocar choques relativamente fortes.o cabo positivo chega direto da bateria. consomem muita eletricidade e precisam ter seus próprios condutores. mas é controlado por um dispositivo separado da chave de ignição.normalmente instalado por trás da estrutura e dos painéis. para que a eletricidade possa fluir através dele. torna mais fácil descobrir defeitos no sistema. chegar ao componente e voltar à bateria. onde se divide em circuitos. 12 V . o que possibilita o controle individual. Circuitos e fusíveis O condutor positivo da bateria. ao sair dela. Em geral. O sistema é conhecido como circuito de retorno pelo terra ou circuito terra. por exemplo.para os componentes que alimenta.em geral. os circuitos correspondentes não convergem para a chave de ignição. que podem ser fornecidas por fios condutores de alimentação (ramais) ligados ao cabo do circuito principal . deve ter o seu fio terra ligado à carroceria. como o motor de partida. Sua principal vantagem é a redução da quantidade de fios .& Choques o circuito Embora o circuito elétrico de um carro utilize tensões muito menores que as de um circuito doméstico. Para fluir através do circuito de um automóvel. No motor de partida . para maior proteção.através da carroceria. O outro pólo. terra A fiação Alguns componentes. Mas há componentes que precisam funcionar independentemente da ignição. retoma para o outro pólo da bateria o negativo ou terra . os respectivos componentes só funcionam depois de acionada a partida no motor.mas envolve amperagens bem mais altas. a eletricidade tem de sair da bateria. Cada circuito fica protegido por um fusível . e. Um motor de partida chega a consumir 350 A . um dos pólos da bateria (em geral o positivo) é ligado à fiação que transporta a eletricidade. para completar o circuito. evitando danos ao componente e à fiação. Quando se gira a chave para a posição intermediária. Portanto. e não de fios. o fusível correspondente ao circuito queimará.o que. O motor de partida. normalmente o negativo (também chamado terra).suficientes para um choque fatal . o circuito. A maior parte dos componentes. por exemplo os faróis e o rádio. como os do circuito de ignição. utiliza correntes muito pequenas. principal é constituído por diversos cabos . pois é a amperagem e não a voltagem que determina essa intensidade.portanto. quando são muitos. siga atentamente as recomendações de segurança para evitar acidentes. só é ativado quando a chave é pressionada além da posição intermediária (contra a mola). segue primeiro para a caixa de fusíveis. Alguns componentes. É desse feixe principal que saem os condutores-ramais dos diversos componentes.em geral 110 ou 220 V . pesados e grossos. são ativados automaticamente quando se dá partida no carro. aciona-se o circuito de ignição.mas os aparelhos que ela alimenta consomem muito pouca corrente (uma lâmpada de 60 W.e uma ignição eletrônica gera cargas ainda mais elevadas. o que interrompe a passagem de corrente. Esse tipo de sistema (abaixo) é denominado circuito de retorno pelo terra. é ligado à carroceria por uma tira de metal. A eletricidade doméstica exige grandes voltagens . porexemplo. Um farol de 48 W.que é uma exceção . destes. no entanto. Na prática.o positivo . Nesse caso. porém.

então. A água arrefecida segue. Em quase todos os carros. os carros apresentavam radiadores formados por tubos verticais. os radiadores tiveram de ser modificados. como o tradicional Fusca.mistura de água e aditivos antioxidantes. por sua vez. Este equipamento assemelha-se a um pequeno radiador e funciona da mesma maneira que o radiador principal. com um reservatório de expansão que recolhe o líquido excedente. Daí. a água passa por dutos finíssimos e o ar que atravessa esses dutos dissipa o calor na atmosfera. Com o surgimento dos carros de capô baixo e linhas mais suaves. Nesse caso. A bomba de água Todos os carros arrefecidos a água contam com um dispositivo para a circulação do líquido pelo motor: a bomba de água. A solução foi "virar o radiador de lado". 9 . a bomba de água é acionada pela correia de bor- Partes de um sistema de arrefecimento a água Mudanças no radiador Até meados da década de 70. que precisa ser eliminada para evitar o superaquecimento de alguns componentes. Circuito da água Pelo motor circulam muitos canais de arrefecimento.Arrefecimento do motor reservatório de expansão mangueira inferior o motor de um automóvel gera grande quantidade de calor. nos carros modernos. Tampa do radiador Muitos carros têm sistema de arrefecimento selado. Em seu interior. As passagens de água juntam-se na parte de cima do motor. ao virabrequim. Os tanques ficavam na parte superior e na inferior. a bomba é movida pela correia do ventilador acoplada. Normalmente fixada ao bloco do motor. num coletor. nesse reservatório de expansão (acima). faz-se o arrefecimento por meio de um refrigerante líquido . destinado a alimentar o aquecedor. este liga-se ao radiador pela mangueira superior. são refrigerados pelo ar que passa por uma série de aletas nos cilindros e no bloco do motor. pois eram altos demais. que formam a camisa de água. de onde retoma ao motor pela mangueira inferior. os radiadores têm tubos horizontais e os tanques ficam nas laterais. É através dela que a água flui para o tanque superior do radiador. o líquido desce pelo centro do radiador (grade de refrigeração). Assim. para o tanque inferior. de borracha. Os sistemas de arrefecimento a ar serão examinados mais adiante. a tampa do radiador pode estar localizada. Em alguns carros. Alguns. as passagens de água. Os carros especialmente fabricados para um clima mais frio apresentam um outro circuito. mas está projetado para liberar calor de forma controlada para o interior do automóvel.

aumentando o fluxo de ar. racha dentada que move o eixocomando de válvulas. No entanto. Para evitar um desperdício de potência. fechando o termostato. elevando o ponto de ebulição da água a uma temperatura mais alta e. enquanto o termostato estiver fechado. para um reservatório de expansão. é melhor escolher um termostato mais "quente". os fabricantes recorrem ao termostato. se o carro tiver um sistema de arrefecimento selado. o dispositivo de acoplamento engata o ventilador à bomba de água. Com o motor frio. a cera se expande. portanto. a pastilha de cera no interior do termostato permanece contraída. Assim. o termostato está fechado e a água circula apenas em torno do bloco do motor. Outra solução é o ventilador com um motor elétrico. o tanque Quando o carro trafega a mais de 60 km/h. que impede o radiador de receber o líquido de arrefecimento enquanto o motor não atingir uma temperatura predeterminada. 10 Quando a partida é acionada. onde é resfriada. a cera se contrai. poderia danificar o motor.Quente ou frio? Os diversos tipos de termostato começam a funcionar com temperaturas diferentes. o termostato se abre e a água passa ao radiador. acionado por um sensor de temperatura instalado no radiador ou no próprio bloco do motor. mantendo-o fechado. a bomba de água faz circular o líquido de arrefecimento pela camisa de água do bloco do motor. garantindo. Quando a temperatura sobe. Abaixo dessa velocidade. o fluxo de ar que atravessa o radiador mantém o motor arrefecido. A tampa possui uma válvula embutida ajustada para sangrar se a pressão subir além de um nível pré-ajustado. Trata-se de uma válvula sensível à temperatura. Nos carros mais antigos. Sem o termostato. funcionando com pouca eficácia e acarretando um consumo de combustível muito superior ao normal. baseado num sensor de temperatura. mantémse o sistema de arrefecimento sob pressão. À medida que a água aquece. Este pressiona a haste e abre a válvula. a água é liberada para a pista de rodagem ou. movendo o diafragma. Para que isso não ocorra. A tampa de pressão A temperatura de funcionamento do motor chega a superar a do ponto de ebulição normal da água. mesmo que o carro esteja a uma velocidade que torne desnecessária a sua ação. Mas. . o ventilador não liga. se a água do sistema entrasse em ebulição. assegurando a máxima economia de combustível. Para garantir que ele atinja rapidamente a temperatura ideal de funcionamento. esse ventilador é fixado à bomba de água ou à polia do virabrequim. a colocação de um termostato "mais frio" ajudará a evitar que o motor superaqueça. Quando a válvula abre. A correia do ventilador deve estar sempre com a tensão correta para que a bomba funcione com perfeição. A desvantagem do sistema é que o ventilador gira o tempo todo. para enfrentar o trânsito da cidade. Quando você dá partida. assim. porém. quando o radiador está frio. Se o seu carro costuma puxar um reboque ou trailer. uma pastilha de cera no interior do termostato expande-se e força a abertura da válvula para admitir a entrada de água no radiador. A magnitude da pressão no sistema é determinada pela tampa do radiador e varia de carro para carro. surgiu um dispositivo de acoplamento automático do ventilador. À medida que o motor aquece. a água não entra no radiador. um aquecimento mais rápido do motor e poupando combustível. mais segura. é preciso que um ventilador forneça o fluxo de ar para a grade de refrigeração. o motor demoraria muito para aquecer. Como funciona o termostato O motor só apresenta bom desempenho depois que aquece. Assim que o motor esfria. Depois que o motor aquece. Mas.

dispostos em torno de um núcleo de ferro doce. V (volts). o que faz a corrente fluir peforma os 12 V da bateria nos milha. Sistema de ignição As centelhas que devem inflamar a mistura combustível-ar nos cilindros exigem tensões muito superiores aos 12 V da bateria. Transforma a baixa tensão da bateria nos volts necessários ao circuito de alta tensão.o cirres de volts necessários às velas.a tensão de 12 V cria um campo magdo às velas e opera entre 25.rente é interrompida. Já o enrolamento secundário o de alta tensão. O de alta tensão está liga. que trans. 11 . o ar é comprimido numa taxa muito maior do que num motor a gasolina. Os dois circuitos são conec. A seguir. DISTRIBUIDOR Distribui a corrente de alta tensão gerada pela bobina através do braço do rotor. A bobina normalmente consiste de dois enrolamentos. produz a centelha. Essas altas tensões são produzidas pela bobina e enviadas às velas pelo distribuidor. Num motor diesel. Quando a cor40. enviando-a a uma vela de cada vez.000 e nético em seu redor. eixo comando de válvulas BOBINA Contém dois conjuntos de enrolamentos: um com espiras mais finas e outro com mais grossas. fornecendo 12 V para o ci rcuito de baixa tensão do sistema de ignição. portanto. o que provoca o seu aquecimento. o diesel é injetado no cilindro e se inflama instantaneamente devido à alta temperatura. com isso. não há sistema de ignição.lo enrolamento secundário . salta um pequeno espaço vazio até um eletrodo lateral e. cabo de alta tensão Soquete da vela no terminal VELA DE IGNiÇÃO A corrente de alta tensão que sai do distribuidor passa pelo núcleo central da vela. O papel do sistema de ignição nesse processo consiste em criar as centelhas que inflamam a mistura. No enrolamento primário. CONTATO Instalado na coluna da direção ou no painel de instrumentos. Devido ao núNão há centelha e. O primeiro liga-se compõe-se de milhares deespiras de ao contato e à bateria e opera a 12 fio fino. Só os motores a gasolina e a álcool têm sistema de ignição. com as espiras em torno de um núcleo de ferro doce. ACIONAMENTO O distribuidor em geral é diretamente movimentado pelo eixo comando de válvulas.Ignição: a centelha vital A potência de um motor a gasolina ou a álcool é gerada pela queima de uma mistura de combustível e ar em seus cilindros. BATERIA É a fonte de energia elétrica.so e está ligado ao circuito de baixa tema de ignição: o de baixa tensão e tensão. controla o fluxo de corrente entre a bateria e o sistema de ignição. cuito de alta tensão. O enrolamento primário apresenta alDois circuitos gumas centenas de espiras de fio grosExistem dois circuitos elétricos no sis. o campo desatados através da bobina.000 V.parece.

12 O braço do rotor giratório na tampa do distribuidor faz contato com uma série de eletrodos. a corrente chega ao braço do rotor. A partir da bobina. centro da tampa. Quando os contatos se tocam (se fecham) a corrente flui no circuito de baixa tensão. produzindo uma irrupção de alta tensão no enrolamento secundário da bobina. na extremidade superior do eixo central que abre e fecha o platinado. o encosto do platinado mola cabo de alta tensão da bobina _ __ contato fixo - cabo de alta tensão para a vela eletrodo parafuso de regulagem •••. Velas Funções do distribuidor o distribuidor executa duas funções distintas: a abertura e o fechamento dos contatos de seus platinados. O sistema dispensa manutenção. O desgaste. a irrupção de alta tensão chega da bobina. inevitável. Em seu movimento. Esse problema é superado por um sistema de ignição eletrônica.interruptores de contato ligados ao circuito de baixa tensão. a corrente é interrompida. a irrupção de alta tensão da bobina flui ao longo do braço e salta a pequena folga existente entre o braço e o eletrodo. Quando os contatos abrem (acima). ocorre com muita rapidez. seu contorno faz o encosto dos platinados se mover. Toda vez que os excêntricos abrem os platinados. on- de o braço do roto r dentro da tampa a conduz para cada vela através dos eletrodos da tampa. o braço do rotor passa muito perto de vários eletrodos que ficam na tampa do distribuidor. A corrente salta o espaço vazio entre o braço e o eletrodo e flui por um cabo de alta tensão para a vela. excêntrico gira. que abrem e fecham continuamente dois platinados .Ignição eletrônica Os platinados representam o ponto mais' fraco de um sistema de ignição convencional.000 km. o circuito de baixa tensão é interrompido. é provável que você precise trocar os platinados do seu carro. onde é produzida a centelha que inflama a mistura de ar e combustível. Através do Estágio final do sistema de ignição. Ao allnhar-se com um deles. Com isso é produzida a centelha. a corrente de alta tensão segue por um condutor grosso e bem isolado . Após 10. São abertos e fechados mecanicamente cerca de 150 vezes por segundo. que produz a irrupção de corrente de alta tensão na bobina. as velas são rosqueadas à cabeça do cilindro. retoma ao distribuidor.o cabo de alta tensão ou cabo principal . a tensão dessa corrente induzida é várias milhares de vezes maior que a do primário.até a tampa do distribuidor. então. Essa corrente. . no qual a abertura e o fechamento dos contatos dependem de comando eletrônico transistorizado. tem maior durabilidade e ajuda a prolongar a vida útil das velas em até 50 %. o distribuidor A interrupção da corrente na bobina é feita pelo distribuidor. o que implica uma enorme tensão sobre o material. A corrente em alta tensão flui pelo centro da vela para o eletrodo central e depois salta até o lateral. mero muito superior de espiras no enrolamento secundário.• --- eletrodo do braço do rotor eixo excêntrico Os contatos são abertos e fechados por um excêntrico rotatlvo. À medida que o. Quando se alinha com um desses eletrodos. o eixo aciona uma série de excêntricos (ressaltos). A extremidade que fica no interior do cilindro é constituída por dois eletrodos separados por uma pequena folga. Ao girar. o que fecha os contatos e permite que a corrente flua. cujo eixo central apresenta movimento de rotação.

para Os carros com motor dianteiro têm maior proteção em caso de batida e geralmente o tanque de combustível melhor aproveitamento de espaço pa. o que permite que o combustível flua continuamente pelo sistema. Mas a tendên- cia é aproximar o tanque do centro Na frente do carro.na parte traseira ou no centro de ra o porta-malas.. Assim. Componentes do sistema de alimentação tampa do tanque de combustível bocal do medidas de nível de combustível respiro carburador o duto de combustível fica na parte inferior do carro bomba de combustível SISTEMA DE TUBULAÇÃO ÚNICA A maioria dos carros tem apenas um tubo de combustível.Como o combustível flui pelo carro o sistema de alimentação deve fornecer uma mistura de combustível e ar para o motor. ele é te. Nos automóveis com O tanque possui um sensor (ou motor traseiro. no momento adequado do ciclo do motor e na quantidade exata. Há também um respiro que liga colocado na frente (como acontece com o Fusca) tornando maior o o tanque ao bocal de enchimento e perigo em caso de acidente.tanque de combustível. permite a saída do ar quando o tanque é abastecido. sua estrutura. que vai do tanque até a bomba e o carburador. porém. SISTEMA DE RECIRCULAÇÃO Alguns modelos dispõem de um tubo de retorno. não há bóia) que transmite ao indicador do espaço na parte de trás para o painel o nível de combustível existen. o carburador aspira combustível do circuito de retorno tubos de alimentação e de retorno 13 . Tanque de combustível o sistema tem início no tanque de combustível (de metal ou plástico) que nos carros de motor dianteiro em geral fica na traseira. sob o banco traseiro.

que em seu automóvel . depositando as partículas de sujeira em sua superfície. no momento e na quantidade certos. existe um filtro dentro da bomba de combustível. com uma entrada de ar e saída para o carburador. O tubo sai da parte inferior do tanque. onde será queimada. Trata-se de um recipiente cheio de óleo sobre o qual o ar circula. instalado numa carcaça de metal e embebido em óleo de motor para segurar as partículas de poeira do ar. Pode ser.Na maioria dos carros. O filtro deve ser trocado pelo menos uma vez por ano. aspirada através do coletar de admissão para o motor. ali se acumulam detritos e água. Bomba e carburador Devido à localização do tanque na parte mais baixa da carroceria. Existem filtros desmontáveis. O filtro descartável costuma ficar no cano de combustível. de metal ou plástico. A maioria dos fabricantes usa um filtro descartável . então. Em muitos casos.ele esteja instalado junto ao tanque. Era o equipamento utilizado no Fusca até o início dos anos 80. acionada pelo motor e instalada no compartimento deste. alguns fabricantes usam o chamado sis. entre a bomba e o carburador. Al- guns fabricantes recomendam a limpeza regular desse equipamento. Injeção direta de combustível Trata-se de uma alternativa para o carburador e tem encontrado popularidade crescente. com o passar do tempo. O elemento filtrante tem centenas de perfurações cujo diâmetro reduzido impede a passagem das partículas de poeira presentes no ar. perto do tanque. Filtro de ar Outro componente do sistema é o filtro destinado à purificação do ar que vai para o motor. no porta-malas. enquanto outros selam a bomba. que permitem a troca do elemento filtrante. a maioria dos fabricantes instala filtros adicionais de malha fina ao longo do circuito de combustível. o filtro de ar fica no interior de uma caixa. mas não exatamente do fundo. A bomba pressiona o combustível para a cuba. Uma alternativa usual para o elemento filtrante de papel é o filtro de malha metálica. Por esse motivo. encontrado nos carros mais antigos. na extremidade da tubulação existe um filtro de malha fina. para impedir a passagem de minúsculos detritos que nele tenham penetrado. Por esse motivo. é preciso que uma bomba de combustível recai que a gasolina ou o álcool até o nível do motor. um pequeno recipiente de plástico instalado no tubo do combustível. O último tipo de filtro. pois as partículas de poeira se acumulam em sua superfície.o combustível segue do tanque para o carburador e depois para o motor. Este recebe combustível da cuba e o mistura com o ar. Todas as tubulações do sistema de injeção são projetadas para suportar as grandes pressões envolvidas. No entanto. No interior do filtro de ar O filtro de ar consiste simplesmente de um elemento filtrante envolto numa carcaça. são mais utilizados nos carros projetados para climas quentes. pois. o elemento filtrante é feito de papel perfurado. mas são pequenas o bastante para deter partículas de sujeira. O sistema utiliza duas tubulações: uma que vai do tanque para o carburador da maneira normal e outra que retorna do carburador para o tanque. é o de banho de óleo. Os sistemas de recirculação permitem que o combustível permaneça mais frio que nos sistemas comuns. A tênue nuvem de combustível e ar é. Para impedir a passagem desses detritos. Pode ser uma bomba mecânica. em forma de aro. em geral colocada na mala ou sob o carro. entretanto. 14 tomada de ar elemento filtrante descartável de papel vai para o carburador . ou uma bomba elétrica. Também pode haver um filtro semelhante junto ao carburador. Cano de combustível o combustível flui através de um tubo fabricado em metal.Fluxo contínuo . evitando que você possa atingi-Io. Esta unidade injeta o combustível diretamente no coletor de admissão. instalada sobre o carburador. próximo ao ponto de recepção do combustível.em geral. Filtros de combustível O fluxo de combustível através do carburador pode ser facilmente bloqueado por partículas de sujeira. plástico ou borracha. As perfurações permitem a passagem de ar. Uma bomba especial aspira combustível do tanque e o recalca em alta pressão para uma unidade de medição instalada no motor. Na maioria dos carros.tema de recirculação. Desse modo o combustível circula continuamente pelo sistema e o carburador recebe a quantidade necessária desse fluxo constante. Geralmente feito de papel. um reservatório no carburador.

Freios hidráulicos O freio de pedal tem acionamento hidráulico e atua sobre as quatro rodas do carro. é hidráulico e opera. Freios mecânicos O freio de mão. pois. atua apenas nas rodas traseiras. A grande maioria. ou "burrinho" mestre. têm discos em todas. O cilindro e os tubos contêm um óleo especial. acionado pelo pedal. Numa emergência. de acionamento mecânico. O pedal se liga por uma barra a um cilindro. que freia as dianteiras. 15 . O óleo fica armazenado num reservatório sobre o burrinho mestre ou Disco ou tambor? Os automóveis podem ser equipados com freios a disco ou a tambor. Os mais antigos possuem freios a tambor nas quatro rodas. A alavanca manual puxa um TUBO FLEXivEL A passagem do fluido hidráulico do chassi (fixo) para um componente móvel. se o pedal falha. flexível.-------------------- Os freios pedal de freio cilindro mestre alavanca do freio de mão Componentes do sistema de freios As duas partes do sistema são os freios de pedal e o de mão. O primeiro. Os freios reduzem a velocidade ou param o carro provocando atrito entre uma' parte fixa do chassi e as rodas. Resiste. já os carros de alto desempenho. é montada com freios a disco nas rodas dianteiras e a tambor nas traseiras. o que introduziria perigosas bolhas no sistema. como no caso do Citroén 2CV. como os cubos das rodas dianteiras. O freio de mão é mecânico e atua em duas rodas. que possui alto ponto de ebulição. ao calor gerado na frenagem sem ferver. por sua vez. pode-seusar o de mão para fazer o carro parar. normalmente as traseiras. do qual parte uma tubulação que se ramifica para cada uma das rodas. assim como os esportivos mais sofisticados. porém. o fluido de freio. Todos os carros têm dois sistemas de frenagem independentes: o de pedal e o de mão. através do cilindro mestre. é feita através de uma tubulação especial. É por essa razão que os dois têm funcionamento diferente. que. com raras exceções. nas quatro rodas. cabo ou barra. aciona os freios.

mas o funcionamento é o mesmo.ra o tambor. Na Europa. Um próximo a ele. o servofreio Um freio a disco requer muito' mais força no pedal que um a tambor. o arrasto provocado pelo giro deste induz um contato ainda mais vigoroso. Quando você calca o pedal. no interior de um cilindro (este completa o círculo formado pelas sapatas). o espelho ou prato do Freio a disco freio. um Freio a tambor par de molas presas às sapatas puxaas de volta à posição anterior e libeConsiste num tambor (ou "panela") de ferro fundido preso ao cubo da ro. fabricantes os colocam mais para o centro do carro. tornando o carro mais fácil de dirigir. os Citroén 2CV e GS e os Alfasud trazem freios internos nas rodas dianteiras. com um revestimento especial que aloja um par de pastilhas (uma (as "lonas"). A vantagem dos freios internos consiste na redução de peso nos cubos das rodas. girando com ela) e uma placa de metal. fazendo com que a roda perca a rotação: Quando você tira o pé do freio. Duas das extremidades das sa. Mas alguns . a pressão do fluido movimenta outro pistão. As outras duas extremidades se apóiam num pino. da (portanto. Portanto. Mas têm a desvantagem da dificuldade de acesso. um pistão no interior do burrinho comprime p fluido hidráulico até as rodas. empurram as sapatas contra a parede interna do tambor (que gira). Assim. O servomecanismo (ou "hidrovácuo") utiliza o vácuo do coletor de admissão do motor para multiplicar várias vezes a força exercida no pedal. há pouca probabilidade de seu carro ficar sem freios repentinamente. conseguem o mesmo efeito dos servoassistidos: quando a sapata toca o tambor.. que é fixado na carcaça do eiTrata-se de um disco de aço ligado ao xo e não se movimenta. No interior do tambor há um par cubo da roda e que gira com ela. acionando o freio. outros têm dois. lares. Sapatas e cilindro estão fixos ao espelho.Abraçando o disco existe uma pinça. A vulnerabilidade a vazamentos de óleo no motor. Este pode ser de dois tipos: a tambor ou a disco. Alguns freios a tambor têm apenas um cilindro (como este). . de maneira que não se movimentam com a roda. de sapatas (ou "patins") semicircu. por sua vez. Além de mais leves. afastando os pistões.dois pistões dentro de cilindros. a pressão resultante nos freios. Estes. os carros mais modernos são equipados com freios servoassistidos para reduzir tal esforço. nas traseiras. aumentando.Componentes do freio a tambor Vista em corte de um típico freio a tambor. da caixa de câmbio ou do diferencial é outro complicador. a pressão no fluido hidráulico chega ao cilindro da roda. Todos os carros brasileiros têm freios externos. 16 patas são ligadas aos pistões. destacando seus principais elementos internos. através dos dutos. O fluido aí contido visa assegurar o funcionamento do sistema em caso de pequenos vazamentos. o que complica a manutenção.nas extremidades internas dos eixos motrizes (posição interna). Nas rodas. e os Rover 2000 e 2200. Sistemas a tambor raramente contam com um servossistema. lona sapata ou patim placa posterior ou espelho Externos ou internos? Normalmente-os freios são instalados no interior das rodas (posição externa). Quando você pisa no pedal do freio. assim. de elevado poder de de cada lado do disco) encostadas a atrito.

com a preocupação crescente quanto à liberação de asbesto (elemento cancerígeno) na atmosfera.o freio a disco Ao contrário do sistema a tambor. Uma das razões está na auto-regulagem. alguns fabricantes produzemcoberturas atritantes sem ele. que empurram as pastilhas contra o disco. que opera fechado. os componentes de um freio a disco ficam à vista. Quando se pisa no pedal do freio. por ação de um par de pistões. As exceções são os pistões e os cilindros. diminuindo sua rotação. e pressionam o tambor. Existem diversos modelos de pinça. Material de atrito o material que reveste as sapatas e cubo da roda duto flexível liga o conjunto ao sistema hidráulico. dada a excelente resistência térmica desse material. Mas. na composição da cobertura entra asbesto.compensam a folga entre as pastilhas e-o disco. a pressão no óleo força os pistões. À medida que elas se desgastam. colado ou rebitado à sua superfície curva. as pastilhas de freio é especial. que podem conter um. cola-se um bloco mais ou menos quadrado desse material sobre uma base metálica. Prós e contras o freio a disco é nitidamente superior ao de tambor. por pistões de ambos os lados de um disco. uma contra a outra. Geralmente. Ação do freio' a disco Duas pastilhas revestidas de material áspero são forçadas. No caso das pastilhas. Uma abertura na pinça permite chécar o estado das pastilhas. Já as sapatas apresentam uma quantidade muito maior desse material. dois ou até mesmo quatro pistões. Existem dispositivos autoreguláveis também para freios a tam17 . os pistões . que trabalham embutidos na pinça. que mantém constante o espaço entre as pastilhas e o disco. sobre as pastilhas. Ação do freio a tambor Duas sapatas recobertas com um material áspero (lonas) afastam-se.

já que o desgaste se distribui por uma área maior do material de atrito e. o peso do veículo se transfere para a A ~. Porém. com a formação de bolhas no ve. então. podendo mesmo Nos freios a disco. fadiga e encharcamento quase não Portanto. eles superaquecem. licitação prolongada. que aciona as sapatas ou pastilhas do freio mecanicamente. Os freios. Há outras razões para que a maioria dos automóveis ainda tenha freios a tambor nas rodas traseiras. 18 . to. este. pois pode ter absorvido a umidade do ar. em geral. damente. o calor quando-se desce uma estrada em gerado não se dispersa com facilidadeclive muito acentuado. Mecanismo do freio de mão o freio de mão é acionado quando se traz a alavanca para cima (para soltá-to aperta-se o botão de trava). o freio de mão Quando você aciona o freio de mão. a maioria dos carros ainda tem freios a disco apenas nas rodas dianteiras. se calor e se superaquece com mais mergulhado em água (o que acontefacilidade que o sistema a disco. Apesar dessas vantagens. que dissipa menos tritos penetrem no freio. a tambor. O excessivo calor de. suportam um esforço de frenagem bem menor. aos freios a tambor das rodas traseiras. perde eficiência. um para cada roda. dissipa o calor e seca a água rapiem vez de usar apenas os freios. A razão é simples: durante a frenagem. o freio de mão está conectado a dois cabos. por exemplo. pode ocorrer a reduzindo seu poder de trenaçem. e a alavanca. Num declive acentuado e sob soaltera o comportamento das lonas. Uma 'razão mais importante de Quando os freios são exigidos preferência pelo sistema a disco está continuamente por grandes na concepção dos freios a tambor: percursos como. Equipar as rodas traseiras com freios a disco implica a instalação em separado de um conjunto de pastilhas menores para o freio de mão. frente. até que o calor evapore a água e sistema.perda do poexigindo maior esforço no pedal. sem pressão. os problemas de ocasionar a perda total do freio. Esse movimento puxa com força um cabo interno.traseiros são. A fadiga será mais grave se o óleo ce quando se atravessa urna rua inundada). ligados. suas sapatas exigem trocas menos freqüentes... pois o sistema. alavanca botão de trava SOLTANDO O FREIO DE MÃO Pressionando-se o botão da trava. Para acionar o freio (puxar a alavanca).. o freio volte a atuar. um para cada roda. Será preciso. O sistema atua sobre o mesmo par de sapatas do freio de pedal. não é necessário apertar o botão. sujeira e outros desistema a tambor.e chamada "fadiga" . Isso deixará o pedal mole. o equalizador transmite igual pressão para ambos os lados DOIS CABOS A alavanca do freio de mão aciona dois cabos. der de frenagem. na maioria dos casos. o que pode superaquecê-Ios. andar algumas dezenas de mecaso. Dispensa equalizador. como o conjunto é fechado. pressionando-as contra os tambores e travando as rodas. Em alguns automóveis. Além de mais baratos.mesma. Nesse então. ele puxa um ou mais cabos de aço e varões. sendo aberengrene uma marcha mais reduzida. existem. esta se soltá do. mas a confiabilidade não é a Fadiga dos freios' . Nessa posição. em declives longos. cabendo aos freios dianteiros suportar a maior parte do esforço. Uma delas está na facilidade de se ligar o freio de mão ao sistema a tambor. o superaquecimento ferverá o tros com o pedal pressionado de lefluido. dente da catraca em que está fixada(acima). coisa complexa com os discos. desce até o fim do curso. do freio estiver velho. aciona igualmente cada um dos freios traseiros. CABO SIMPLES Um único cabo sai da alavanca e chega até um equalizador. por sua vez. em geral nas rodas traseiras. as rodas estão liberadas. bor. portanto. O problema é conhecido como A construção do sistema a tambor "fadiga" e afeta principalmente o impede que água.

mas sem qualquer aceleração. os seletores. montados em dois eixos. Como seria extremamente difícil dirigir assim. são as rodas traseiras que impulsionam o veículo.Centro Fede. o outro é o eixo fixo.-:! '. Um deles se divide em primário e secundário. o motor conseguiria impulsionar o carro a uma velocidade de 80 km/h. indicam as rotações que o motor deve executar para que o eixo secundário dê uma volta completa.'Êd~?aç5a Tecn-ológica Bibliotecd Nilo da Paraíba ' Peçdnha Transmlssao: o sistema de transmissão permite que a potência do motor chegue até as rodas do automóvel. Supondo que essas rotações fossem transmitidas diretamente às rodas. A caixa de câmbio Dentro da caixa de câmbio há dois conjuntos de engrenagens de vários tamanhos. A ré é uma engrenagem intermediária que se interpõe entre os dois eixos invertendo a rotação no secundário. fazendo com que duas delas se movimentem. Em geral. quando primário e secundário ficam ligados diretamente. dadas por números. O movimento do motor "entra" pelo eixo primário passa ao fixo e "sai" pelo secundário . A transmissão também permite ajustar as rotações do motor à velocidade requeri da pelas rodas. um motor em marcha lenta gira a cerca de 750 rpm. As chamadas "relações de transmissão". como a ilustrada). ponta estriada do eixo secundário (liga-se ao cardã e ao diferencial) engrenagem intermediária da marcha a ré 19 . no inte- rodas rior da caixa.exceto na marcha mais alta. a caixa de câmbio e o diferencial. que escolhem a engrenagem correta para determinada velocidade. Participam desse processo dois conjuntos. cada um desempenhando sua parcela no trabalho de desaceleração. as rodas se ligam ao motor através de um sistema de engrenagens cujo papel é diminuir as rotações que chegam às rodas. Por dentro do câmbio A alavanca seleciona as marchas por meio de um sistema de hastes e garfos (quando a caixa é de mudança manual. Nos modelos mais antigos. No entanto. é cada vez maior a tendência de se colocar a tração nas rodas dianteiras. A alavanca de câmbio aciona.

O disco se encaixa às estrias do eixo primário da caixa de câmbio e encosta no volante. conectada às rodas do carro. Assim. aliviando a pressão colocada sobre o disco. gi~:lgE Permite ajustar a rotação do motor à velocidade e torque segundo as diferentes condições. gira mais lentamente que a pequena. 1. maior e com mais dentes. que deslocam .2:1. CARDÃ Transmite a potência desde o câmbio até o diferencial.8:1. quando se engrena a primeira marcha. na segunda. na terceira. ainda. desvinculando a caixa de câmbio do movimento do motor. então.'ivn transmite o movimento do diferencial para as rodas motrizes. Uma engrenagem pequena. A embreagem possui três peças principais: o volante do motor. as rodas giram bem devagar. esse torque 20 passa para o eixo cardã (se houver) e este o transmite para o diferencial. Isso possibilita uma mudança de marchas suave e também impede que o motor morra. Essas juntas permitem uma variação de ângulo entre o eixo traseiro e a caixa de câmbio. A embreagem Cardã A embreagem desliga a caixa de câmbio do motor. um arranque suave. na primeira. como quando o carro inicia seu movimento ou quando sobe uma ladeira acentuada. 1. diferencial). Nos automóveis com tração nas rodas traseiras e motor dianteiro. parafusado ao volante." e 1:1 na quarta. envolve o disco e o comprime contra o volante. O eixo cardã possui uma junta universal (popularmente.3:1. a rotação é transmitida para a caixa de câmbio e desta segue para um eixo de aço . os movimentos bruscos da suspensão em terrenos irregulares. O platô.o chamado "cardã" (ou eixo de transmissão) . Em conseqüência. o platô se move para trás. como é maior. de quatro marchas. executa a redução final das marchas e aloja o diferencial. para as velocidades máximas. Este. uma engrenagem intermediária é inserida entre duas outras. mas. Quando se engata a ré. no eixo das rodas traseiras. o que inverte a rotação no eixo de saída. com poucos dentes. simplesmente. Permite. Esta.Arranjo convencional para tração traseira EIXO TRASEIRO Chamado ""rni-. Quando a embreagem é acionada. se afasta do volante. transmitem elevado torque (força de torção). Numa caixa de câmbio padrão. normalmente as relações de transmissão de entrada e saída de rotações são de 3. recebe o movimento rotativo do motor e aciona uma outra. É isso que permite ao motor deslocar grandes pesos.até chegar ao conjunto do diferencial (ou. O volante é preso ao virabrequim e roda junto com ele. COROA E PINHÃO Altera em 90 graus a direção do movimento. JUNTAS UNIVERSAIS Permitem os saltos do eixo traseiro. A maior diferença nas relações de transmissão encontra-se entre as engrenagens usadas em primeira. "cruzeta") em cada ponta. Saindo da caixa de câmbio. o disco e o platô (ou placa de pressão). em compensação.

tanto quanto os "tudo. Nos carros com motor e tração frontal. não afetam o funcionamento do sistema. o movimento se transmite por engrenagens.atrás". junto ao cárter. ao contrário. que o "estica" .---~ Tração dianteira MOTOR LONGITUDINAL As rodas motrizes do carro são as da frente. Este. Os semi-eixos também têm juntas universais para compensar os saltos da suspensão e das rodas. o diafragma retorna. é comum a caixa de câmbio ficar num dos lados do motor. Assim. o conjunto fica perpendicular aos semi. fica paralelo. as rodas motrizes precisam. no arranjo transversal (esquerda). ainda. travando o conjunto todo. que substitui as antigas molas espirais. que fica livre e permite ao eixo primário girar independente do motor. Carros com "tudo à frente" (motor e tração dianteira). um rolamento empurra o centro do diafragma. virar de um lado a outro.eixos. O motor e a caixa de câmbio ficam bastante próximos às rodas que estão sendo acionadas.-- --------------------------------------------------. Na tração dianteira com motor e câmbio longitudinais (acima). o cardã dispõe de uma conexão deslizante. MOTOR TRANSVERSAL as rodas para cima e para baixo. não possuem eixo cardã. soltando o platô. Como o movimento do eixo traseiro também altera a distância entre este e a caixa de câmbio. Quando se solta o pedal. Esse sistema está se tornando cada vez mais comum pelas vantagens que apresenta em relação à tração traseira: aproxima o conjunto motor-câmbio-diferencial e confere melhor dirigibilidade. se atasta do disco. volante do motor 21 . Este movimento empurra o platô na direção do disco e o comprime de encontro ao volante do motor. então. mas pode se localizar embaixo. diretamente do câmbio ao conjunto do diferencial (o qual faz parte da caixa de câmbio) e daí por semieixos até as rodas. Quando se pisa o pedal da embreagem. As juntas comuns não permitem ângulos acentua- Funcionamento da embreagem de diafragma A maioria dos carros modernos tem embreagem de diafragma (o popular "chapéu chinês"). Com o motor transversal.

pois isso causaria variação de velocidade das rodas. Embora a caixa de câmbio já proporcione uma redução. Primeiro. e permite curvas bem fechadas nas Veículos como os jipes. nas rotações do motor para ajuste da velocidade pretendida. mesmo quando acionadas com cuidado.tipo especial de junta. o motor fica no sentido do comprimento ou longitudinal. além de cansativo. em certas regiões. ainda. o pinhão e o diferencial. terceiro. 22 Posição do motor Nos carros com tração traseira de arranjo convencional. efetuando a última redução de todo o sistema. A redução depende do número de dentes das duas. alguns manobras. Nos que têm tração dianteira. que aderem às superfícies escorregadias com mais eficiência. Essa tarefa é realizada por um mecanismo comandado pela velocidade do carro e pela rotação do motor. Essa redução é feita por outras duas engrenagens: uma pequena (o pinhãoi. quanto mais se giQuando se enfrenta uma estrada cheia de lama ou. torna-se necessária uma redução final. o pinhão (menor) aciona a coroa (maior). o movimento transmitido faz um ângulo reto para chegar às rodas motrizes. pois usam todo o peso do veículo para auxiliar a tração. quando o motor está colocado longitudinalmente. chamada "honeve e rnesrno gelo. executa a redução final na transmissão.4 vezes para que a coroa dê uma volta. um . Se o pinhão tem dez dentes e a coroa 34. os carros com mocinética". Essa inversão acontece dentro do diferencial. Utiliza-se.4:l. tambor do freio ligado ao cubo A ponta estriada dos semí-elxos se encaixa no diferencial. dependendo da disposição longitudinal ou transversal do motor. o componente que lhe dá o nome: o diferencia/. também. O motorista não precisa mudar as marchas ou acionar a embreagem. O conjunto incorpora. o diferencial é parte integrante da caixa de câmbio. Transmissão automática o trânsito das cidades exige que o motorista mude de marcha com muita freqüência. Ele permite que as duas rodas girem com velocidades diferentes. As caixas de câmbio automáticas existem para contornar esses inconvenientes. esse conjunto forma uma unidade separada e está instalado no eixo de trás. altera em 90 graus o movimento de rotação do cardã para acionar as rodas motrizes. o diferencial Na etapa final de seu trajeto até as rodas. Nos carros com motor dianteiro e tração traseira. rasse a direção. ao conjunto coroa e pinhão alterar em 90 graus a direção do movimento do cardã em relação às rodas. . o diferencial desempenha duas ou três funções. Isso ajuda a reduzir o desgaste dos pneus e do conjunto de transmissão. Cabe. Quando o motor está colocado em posição longitudinal (independentemente do fato de ter tração traseira. ou dianteira). A carcaça aloja a coroa. com os parafusos da roda dos. para que as rodas girem na velocidade necessária. a rotação do motor passa pelo diferencial. quando o automóvel executa uma curva. segundo. desgasta a ernoreaqern e a caixa de câmbio. que gira mais lentamente. A propulsão é transmitida para todas as rodas. nas curvas. Tração nas quatro rodas carros esportivos e de rally são equipados para enfrentar tais condições por meio da tração nas quatro rodas. que faz com que os tração em duas rodas não têm aderência suficiente e os pneus semi-eixos girem a velocidades iguais patinam. tanto pode estar no sentido da largura do carro (transversal) c!(>mopode estar em linha também. que aciona outra.Redução final Dentro da carcaça. cubo do serni-elxo. liga a tração apenas na roda interna. maior (a coroa). uma engrenagem ligada à coroa faz a roda externa girar livre enquanto a interna traciona. Isso. para se equilibrar desempenho e economia de combustível. o cardã precisa girar 3. motrizes. então. Em todos os outros tipos de carro. diz-se que a relação é de 3. flange parafusada à junta universal do cardã Nas curvas.

ignição (ou "explosão") e descarga (ou "escape"). Nesse tipo de máquina. além de atuar como armazenador de potência. Esse movimento resulta na entrada da mistura ar/combustível nos cilindros. devido à combustão da mistura ar/combustível. vinda do carburador. Feito isso. converte o movimento. 23 . por sua vez. captando o impulso de cada queima e transmitindo-o à seguinte. os motores de dois tempos são muito comuns em karts. os pistões e as bielas convertem a energia produzida pela combustão da mistura ar/combustível em potência mecânica. O arranque se engrena à cremalheira do volante do motor. a mistura ar/combustível deve ser aspirada pelos pistões para dentro dos cilindros e queimada pelas velas de ignição. o virabrequim dá apenas uma volta. desligando o motor de arranque. VOLANTE Permite o engrenamento do motor de arranque para iniciar a operação. VIRABREQUIM Ligado aos pistões. movimentando-o. fazen- Motores de dois tempos Algumas marcas de carro (como o antigo DKW Vemag) possuem um tipo diferente de motor: o de dois tempos. por ciclo. cortadores de grama e motocicletas. permitindo a entrada do combustível e a saída dos gases queimados. PISTÃO Sobe e desce dentro do cilindro. Em cada ciclo de quatro tempos. Componentes do motor COMANDO DE VÁLVULAS Acionado pelo virabrequim. o virabrequim gira duas vezes. A grande maioria dos motores a explosão é de quatro tempos (o chamado "ciclo Otto"): aspiração. e uma centelha da vela de ignição dá início à queima da mistura. Tudo começa quando se aciona a chave no contato. a "explosão" ocorre a cada movimento de descida do pistão. CORREIA DENTADA Por seu intermédio. o virabrequim acionao comando de válvulas em perfeita sincronia. Isso roda o virabrequim que. de modo que. abre e fecha as válvulas no momento exato.Exame dos cilindros: pistões e potência Para que o motor a álcool ou a gasolina funcione perfeitamente. Eles se ligam ao virabrequim. CÁRTER Contém o óleo necessário para lubrificar o motor. o ciclo prossegue automaticamente. que transforma o movimento de subida e descida dos pistões e bielas em movimento rotativo. Subindo e descendo pelos cilindros. alternado destes em movimento rotatlvo. o que aciona as rodas. faz subir e descer os pistões dentro dos cilindros. Embora pouco usados nos carros. motosserras. e pode-se soltar a chave. com- pressão.

só um terço dessa potência chega às ro- das. Indica também a diferença entre o volume aspirado de mistura e o volume no final da compressão. Quando o pistão chega ao fim de seu curso. sobe e comprime a mistura ar/combustível.do com que cada pistão suba e desça também duas vezes. A taxa de compressão mede o quanto a mistura ar/combustível é comprimida pelo pistão. Os quatro tempos do ciclo Otto o pistão desce. ou corrente. O pistão. ao mesmo tempo em que eleva a temperatura na câmara. 1 Admissão 2 Compressão A válvula de admissão (acionada pelo comando de válvulas) se abre e o pistão desce. Em cada cilindro. Isso dá um total de quatro "trabalhos" ou "tempos" do pistão. a "explosão" em um deles produz a força necessária para movimentar os outros em seus cilindros. aspirando a mistura ar/combustível. em atrito do próprio motor e na transmissão. acionado por meio de uma correia dentada. uma vez acionado pelo viraõrequim. Quanto mais mistura ar/combustível puder ser aspirada para dentro dos cilindros e quanto mais comprimida ela for pelos pistões. Na maioria dos carros. Mas. ligada ao virabrequim. aspirando a mistura ar/combustível do coleto r (localizado no cabeçote). comprimindo a mistura ar/combustível. passando-a para a câmara de combustão. o que completa os outros três tempos de ciclo. Cada cilindro tem uma ou duas válvulas. o tempo "explosão" ocorre uma vez por ciclo. no cilindro. como nos motores dos Ford Escort e DeI Rey. Abertura de válvula Eficiência do motor A mistura ar/combustível entra nos cilindros pelas válvulas de admissão. um sistema de redução faz com que o comando dê uma volta enquanto o virabrequim gira duas. O restante se perde em calor eliminado' pelo sistema de refrigeração e escapamento -. vai a 8 ou 9: 1. Essa taxa. A eficiência do motor depende da quantidade de energia que a combustão produz e que se converte em potência útil. no ponto morto inferior (PMI). Nos motores a álcool é maior. 24 . chegando aos 12:1. pois são controlados pelo comando de válvulas. o pistão sobe. nos motores a gasolina. A abertura e o fechamento das válvulas ocorrem com perfeito sincronismo. maior será a potência gerada pelo motor. os gases queimados saem da câmara pelas válvulas de descarga. Como as válvulas se abrem e se fecham só uma vez em cada ciclo de quatro tempos. Essa compressão exercida sobre a mistura transforma-a num gás altamente inflamável. As válvulas de admissão e escape estão fechadas. como todos os pistões estão ligados ao virabrequim. a válvula de admissão torna a se fechar.

essa seqüência é 1-3-4-2 (ao lado)· ou 1-2-4-3. A vela emite uma centelha. No diagrama. fazendo vibrar o motor. o 3. no de admissão. o cilindro n. Impulsionados pela expansão provocada pela queima da mistura ar / combustível nas câmaras de combustão. 3 Ignição 4 Descarga Ambas a válvulas estão fechadas e. Se a seqüência fosse 1-2-3-4. válvula de saem. os pistões produzem a força de acionamento do motor. a válvula de escape se fechará e a de admissão se abrirá novamente para aspirar nova quantidade de mistura ar/combustível. A válvula de descarga se abre (a de admissão permanece fechada) e o pistão sobe para expelir os gases queimados de dentro do cilindro. para que a torção se distribua regularmente ao longo do virabrequim. o pistão sobe. que possui uma octanagem bem maior que a amarela. no máximo de seu curso. o 2 no de descarga. no ponto morto superior (PMS). ou comum. Quando chegar ao PMS. Seqüência de ignição Os cilindros do motor "explodem" numa determinada seqüência. Quanto mais elevada for. deixou de ser produzida no fim dos anos 70 e início dos 80. o virabrequim tensionaria. a vela de ignição emite uma centelha que inflama a mistura ar/combustível. existem até três tipos de gasolina à venda nos postos de serviço. o 1 está no tempo de ignição. Na Europa. A gasolina azul. A expansão dos gases queimados empurra o pistão para baixo. e o 4. um pouco antes de o pistão chegar ao máximo de seu curso. Num motor de quatro cilindros. 25 . A combustão empurra o pistão para baixo. maior o grau de octanagem que o combustível deve possuir. No Brasil existe apenas um tipo de gasolina ~ a amarela. Estados Unidos e na maioria dos países. no de compressão. .A taxa de compressão do motor determina o tipo de gasolina que o carro deve usar. forçando os gases queimados para fora do cilindro.

possibilitando o movimento lateral do conjunto. A parte inferior .o pino do pistão. uma certa quantidade de gases poderia escapar por essa folga.é mais grossa. Nos carros de tamanho médio. Eles impedem a fuga de gases. Geralmente há dois anéis de compressão (próximos à parte superior do pistão) e um especial. ao mesmo tempo em que mantêm a folga entre o pistão e o cilindro.para evitar esse problema que os pistões têm anéis colocados nas canaletas existentes em sua parte superior. Este confere à biela a necessária liberdade de movimento. quando o motor gira em alta rotação. cuja função é raspar o excesso de óleo da parede do cilindro para que não queime junto com a mistura. a converte em movimento rotativo. O pistão se liga à biela por meio de um pino oco. É . existe entre eles uma folga diminuta para compensar a dilatação térmica e também para que seja possível o movimento.geralmente possui partes recortadas para efeito de redução de peso. I . A extremidade superior de cada biela se liga ao pistão por meio de um pino oco . os pistões devem ser resistentes e leves.Partes do pistão cabeça em coroa do pistão --+~---- OS ANEIS DO PISTÃO evitam que os gases da combustão escapem para o cárter o que acaba ocasionando perda de força. que. 26 Anéis do pistão Embora os pistões fiquem bem justos dentro dos cilindros.a cabeça ou coroa . o anel de âleo. causando perda de potência. Os que equipam os motores da maioria dos carros são feitos em liga de alumínio. ' A potência gerada pelo deslocamento dos pistões é transmitida às bielas e destas ao virabrequim. para suportar a força da combustão. cada pistão pode subir e descer dentro do cilindro até 100 vezes por segundo: Por isso. por sua vez.a "saia" . saia do pistão Pistão e biela A parte superior do pistão . Como a pressão da combustão é muito elevada.

Os distribuidores de seis cilindros têm o mesmo funcionamento. Tem a função de ligar e desligar a corrente que provém da bobina. geralmente. engrenagem helicoidal Este distribuidor possui tampa fixada por presilha. Por sua Distribuidores cilindros de seis Os distribuidores ilustrados nesta matéria têm quatro cilindros. É. quatro cabos de baixa tensão (que vão até as velas) e quatro excêntricos. A ligação é feita por intermédio do eixo central do distribuidor (onde estão os excêntricos. assim. visão externa cabo principal. Sincronização o momento em que a ignição irrornpe no cilindro . o braço do rotor suporta maior número de faíscas. que movem os platinados. o momento em que salta uma faísca na vela de Distribuidor - ignição . vindo da bobina cabos das velas de ignição conexão do tubo da unidade de avanço a vácuo unidade de avanço a vácuo ACIONAMENTO DO DISTRIBUIDOR A conexão que liga o eixo do distribuidor ao eixo de comando de válvulas pode ser uma engrenagem helicoidal ou um comando dentado. São visíveis os cinco cabos de alta tensão. Quatro deles vão até as velas e um provém da bobina.Distribuidor: o avanco das faíscas I o distribuidor é a ligação mecânica móvel entre os componentes elétricos do sistema de ignição e as partes mecânicas do motor. O distribuidor está. o eixo comando de válvulas que aciona o eixo central. por meio de uma engrenagem dentada.mostra-se crítico para o bom funcionamento do motor. Em alguns modelos. Em outros. que abrem e fecham os platinados).ou seja. ligado ao motor para garantir a produção das faíscas exatamente no momento necessário. mas possuem seis cabos e seis excêntricos. 27 . e distribuir para as velas a corrente de alta tensão. a tampa é presa com parafusos.

o eixo comando é impulsionado pelo virabrequim. máximo de sucção produz um máximo de avanço. Avanço mecânico Avanço a vácuo Os dois pesos ligados ao eixo do distribuidor movem-se para fora. nivelas tem de girar antes que o pistão atinja o PMS. Ponto Morto Superior. mesa do distribuidor em movimento diafragma em movimento Em baixa velocidade. entre as diversas marcas. Renault. É bem mais rara a programação do centelhamento para DPMS (Depois do Ponto Morto Superior).500 rpm. çãodas faíscas chama-se avanço da tão para baixo.À medida que a velocidade aumenta. 28 e vez. Os números vaAvanço automático riam de marca para marca.superior em marcha lenta. torcendo o eixo superior. dá tempo para que a mistura ar/comEsse adiantamento na sincronizabustível seja queimada e acione o pis. cada cilindro recebe uma faísca por ciclo. de modo que haja tempo sufita. que faz parte do distribuidor. Como o virabrequim gira duas vezes durante cada ciclo de quatro tempos do motor. um pequeno braço puxa a mesa do distribuidor. em marcha lenta. Isso da e para a expansão dos gases. os pistões sobem e descem mais rapidamente em seus cilin'dros. na unidade de avanço a vácuo. obrigando os platinados a se abrirem um pouco antes do ponto de ignição. Então.carbu rado r eixo inferior Um mínimo de sucção produz um mínimo de avanço. mum poderá ter uma sincronização em quaisquer condições de funcionade 8° a 12° (ou até mais) antes do mento.o avanço automático assegura que. Marcas de distribuidor Embora todos os distribuidores funcionem de modo muito parecido. AC DELCO Usado na linha GM e também em modelos da Chrysler e Talbot. Eis alguns dos mais conhecidos: MOTORCRAFT Fabricado pela Ford.tico. à medida que o eixo gira. Em alguns motores. NIPPONDENSO DUCELLlER No Peuqeot. ar venturi do -fill-. Por esse motivo. No entanto.. À medida que a sucção no coleto r de admissão do motor aumenta. há inúmeras diferenças. No entanto. Um sistema de engrenagens garante que o distribuidor gire à metade da velocidade do virabrequim.do o motor funciona a 2. a ignição sempre ocorra no . É realizado pelo mecanismo O ápice do movimento do pistão é de sincronização do avanço automáconhecido como "Ponto Morto Su. a queima da mistura ar/combustível leva o mesmo tempo que no caso de o motor estar Ponto morto . É instalado na maioria dos carros da linha Toyota. a Quando o motor está em marcha len. Esta indicação costuma ser abreviada como APMS.ignição tem de ocorrer mais cedo no ciclo. perior". que o instala na maioria dos seus carros. mas à metade 'da velocidade desta peça. o valor do avanocorre o centelhamento é dado pelo ço pode chegar a 40° APMS. O instante em que Para carros comuns. nos detalhes. o virabrequim aciona diretamente o eixo do distribuidor. A vanço da ignição À medida que a velocidade do motor aumenta. a ignição ocorre imediatamente antes da chegada do pistão ao ápice ciente para uma combustão adequado movimento de compressão. ignição. vai puxando o diafragma. os pesos não alteram Um. ou PMS. os pesos movem-se para fora. quannúmero de graus que o eixo de ma. Chrysler outras linhas. Esse movimento torce a parte superior do eixo. no cilindro. um motor co. fazendo-a girar e movendo os platinados.

ao carburador. Isso pode causar faiscamento nas superfícies de contato dos platinados. Existem. então. o conjunto de platinados fica bem visível neste tipo de distribuidor. por sua vez. quatro dos mais comuns. o outro. Esta unidade. A sincronização exata do centelhamento também afeta o nível dos poluentes. ao coletor de admissão do motor. Ele age como um reservatório de energia. absorvendo o excesso de corrente. Também é visível o condensador. parte da corrente elétrica tende a refluir. movendo os platinados em relação aos excêntricos. ressalto do excêntrico engrenagem de acionamento 29 . acarretando o seu rápido desgaste. Assim. À esquerda. por meio de um tubo. a combustão será perfeita e haverá o máximo de economia e potência. para isso. MOTORCRAFT BOSCH HITACHI DUCELLlER cabo de baixa tensão até a bobina conexão do avanço a vácuo superfícies de contato dos platinados unidade de avanço a vácuo Depois de removida a tampa. o braço faz girar a mesa do distribuidor. Dentro do distribuidor BRAÇOS DO ROTO R Os modelos de braços do rotor variam muito entre as diferentes marcas. Em resultado.momento correto do ciclo do motor. Um deles utiliza uma unidade de avanço a vácuo. dois procedimentos. que são emitidos junto com os gases de descarga. conecta-se à mesa do distribuidor por intermédio de um pequeno braço. fazendo com que as velas de ignição centelhem um pouco antes do tempo do ciclo do motor. A sucção do motor puxa um dos lados de um diafragma flexível dentro da unidade de avanço a vácuo. que protege os contatos dos platinados da alta voltagem que se forma quando eles se abrem. A unidade de avanço a vácuo fica na lateral do distribuidor e liga-se. O refluxo da corrente elétrica é impedido pela instalação de um condensador. Ao mesmo tempo em que é puxado. assim como o braço do rotor sobre o eixo do distribuidor. Pode-se antecipar o instante em que ocorre o centelhamento. ou. os excêntricos abrem e fecham mais cedo os contatos dos platinados. Condensadores Quando os platinados abrem para a emissão da faísca. um sistema mecânico de pesos.

Esses dados alimentam uma unidade de controle.. Essas extremidades dos pesos ficam ligadas à metade superior do eixo. pode estar acima dos platinados. . resultante desse processo. A parte inferior é acionada pelo motor. Tais dispositivos possuem sensores para a temperatura do motor. o centelhamento das velas de ignição ocorre um pouco mais cedo no ciclo. no entanto. normas antipoluição rigorosas impõem a substituição gradativa dos distribuidores tradicionais por sistemas de ignição eletrônica. faz com que as pontas dos eixos se abram. a força centrífuga. Também é visível na ilustração o pequeno braço que liga a unidade de avanço a vácuo à mesa do distribuidor. os pesos torcem a metade superior do eixo. os parafusos que a prendem. AVANÇO MECÂNICO O mecanismo de avanço mecanico fica logo abaixo da mesa do distribuidor (à esquerda e abaixo). os contrapesos do avanço mecânico. uma das quais pode girar em relação à outra. A vanço mecânico Os sistemas mecânicos de avanço utilizam a força centrífuga do eixo do distribuidor.. para tanto.Eletrônica e poluição Em muitos países.. de onde também sai uma mola que se prende ao eixo do distribuidor. que emite a centelha.qüência. Em conse. Existem dois pesos fixados às partes superior e inferior.--- eixo superior À medida que a velocidade do motor vai aumentando. Conforme se movem para fora. relativamente aos platinados.. nível de gases nocivos emitidos pelo escapamento etc. removendo. Esse eixo não constitui uma peça única: consiste em duas partes conectadas.. enquanto a parte superior forma os excêntricos do distribuidor. dos distribuidores. movendo os pesos consigo. Então. conexão do avanço a vácuo unidade de avanço a vácuo placa de avanço ressalto do excêntrico engrenagem de acionamento 30 .. Mesa do distribuidor Você pode soltar facilmente a mesa do distribuidor. onde estão os excêntricos. Em alguns modelos. Isso deixará expostos. Ambos possuem um pivô numa das extremidades. O momento exato da faísca é cuidadosamente pré-programado de modo a assegurar o nível ótimo de queima da mistura ar/combustível. na maioria . a parte inferior do eixo do distribuidor passa a girar mais rapidamente.

31 . O solenóide fica junto ao corpo principal e move o pinhão para dentro e para fora do engate por meio de um eixo bifurcado. dispostas em torno de um quinto eletroímã. Quando é girada a chave de ignição. vinda do solenóide. Existem dois tipos básicos de motor de arranque: o pré-engatado e o que funciona por inércia. o solenóide. liga-se a uma engrenagem maior: a cremalheira do volante. a corrente vinda da bateria pas- Motores elétricos o motor de arranque funciona com base nos mesmos princípios dos demais motores elétricos. . para ligar e desligar a força que vai até o motor de arranque. incorporou-se ao circuito um relé extraforte. Com essa operação. Como os fios da ignição não suportariam tal carga. Quando a corrente flui através dos componentes. o motor gira até pegar.estes irão comprimi-Ia e queimá-Ia. capazes de conduzir centenas de amperes. Um fio mais fino liga o interruptor da ignição ao solenóide. como se fossem os pólos opostos de um ímã. também de arranque pré-engatado (acima) é o modelo padrão para a chamado de "transmissão Bendix". O movimento giratório inicial é fei-: to por meio de um componente elétrico compacto mas poderoso: o motor de arranque. produzindo o torque que movimenta o motor elétrico. ~ armadura (induzido ou rolamento) o motor de um carro começa a funcionar quando é girado a cerca de 50 rpm. o pinhão engata-se ao volante ligado ao motor principal (extrema esquerda). quando . momento em que o arranque se desengata automaticamente. Seu eixo tem uma pequena roda dentada . a armadura (induzido ou enrolamento). Solenóide A carga chega da bateria diretamente ao motor de arranque por meio de cabos de grande resistência. o pinhão se desengata (à esquerda). Ao ser interrompida a carga transmitida ao motor de arranque. Consiste geralmente em quatro eletroímãs.o pinhão -. A principal diferença entre os dois está no modo pelo qual o pinhão é engatado à cremalheira do volante. as bobinas de campo. A corrente.Motor de arranque Motor de arranque pré-engatado solenóide o motor eixo puxado pelo solenóide maioria dos carros modernos. o enrolamento e as bobinas geram campos magnéticos que se atraem. Assim ele pode puxar a mistura combustível/ar e levá-Ia aos cilindros. passa através desses eletroímãs por meio das escovas e do coletar. com o girar da chave na ignição. que é parte do eixo do motor de arranque. que. Quando se liga o motor de arranque. Essa atração faz o enrolamento girar no interior das bobinas.

que trabalha por Motor de arranque tipo Bendix o motor tipo Bendix. o motor do carro gira o pinhão mais rapidamente do que o faz o eixo do arranque.a rosca Bendix-. Além de fazer a ligação com a bateria. A parte opcional do solenóide é um eletroímã. e resulta num desgaste rápido das peças. sua única tarefa consiste em servir como interruptor da corrente de arranque. em direção ao volante. O segundo modelo. voltando a seu eixo em grande velocidade. Após entrar em funcionamento. inércia e funciona de modo diferente do pré-engatado. o tipo pré-engatado.é o pré-engatado. Quando se gira a chave de ignição. Nesse momento. rosca Bendix enrolamento do motor pinhão engatado na cremalheira 32 . para fora do engate. O solenóide fica longe do motor. Possui um solenóide separàdo. o pinhão move-se ao longo da rosca Bendix para se engatar à cremalheira do volante. começa a fazer com que o motor do carro gire. Esse movimento faz o pinhão deslizar ao longo do eixo do arranque até engatar-se à cremalheira do volante. o solenóide faz o pinhão deslizar até se conectar à cremalheira do volante. que se move ao ser girada a chave de ignição. mais antigo. de modo muito semelhante a uma porca girando em um parafuso: na verdade. O eletroímã do solenóide fica preso ao pinhão do motor de arranque por meio de um eixo bifurcado. ou por inércia. desliza ao longo dele por uma rosca bastante grossa . acionado pela chave de ignição. é produzido um campo magnético que atrai um núcleo de ferro. Quando estão unidos. o solenóide fica acoplado ao próprio corpo do motor principal. O modelo mais usado de motor de arranque . na ponta do eixo. Ao contrário. o motor de arranque gira e o pinhão percorre seu caminho pela rosca no eixo. fechando o circuito que vai da bateria ao motor de arranque. O pinhão não está rigidamente preso ao eixo do motor. O engate das duas engrenagens é muito violento. que fica no corpo do carro. No momento em que atinge seu ponto de parada. até engatar na cremalheira. com sua engrenagem mais segura. Por essa razão. cortando a corrente que vai ao motor de arranque. encontra-se principalmente nos carros mais antigos. O núcleo tem uma mola que o empurra para trás no momento em que o motorista solta a chave. o pinhão é impulsionado. é o do tipo Bendix. Ao fluir através dele. Quando se liga a chave de ignição.sa por esse fio e chega ao eletrotmã do solenóide. Circuito de partida Dois modelos Cabos resistentes ligam a bateria ao motor de arranque por meio do solenóide . está tomando o lugar do modelo Bendix.instalado na maioria dos carros a partir da década de 70 . o solenóide fecha a corrente. a porca rosqueia a si mesma ao longo do parafuso. Nele.um interruptor de relé extraforte. permitindo que o arranque faça girar o motor. Uma mola amortecedora. pelo giro. O movimento desse núcleo faz com que dois contatos de grande resistência se unam. diminui o impacto.

a princípio. o interior da embreagem PLATO Pressiona o disco da embreagem contra o volante. o platô ou tampa da embreagem e o rolamento de desengate. à medida que os dois discos são levados a um contato mais forte.------------------ o Embreagem: o engate das marchas A embreagem tem duas funções básicas: possibilitar que a caixa de câmbio seja desengatada conforme as necessidades do trânsito e assegurar a perfeita mudança das marchas. No centro do disco da embreagem existem estrias. Além disso. outro ligado a um sistema de engrenagens. se move mais lentamente do que o da furadeira. carcaça VOLANTE Liga o disco da embreagem ao virabrequirn e. até que ambos girem na mesma velocidade. que se casam com as do eixo primário da caixa de câmbio. Em alguns carros esse acionamento é hidráulico . faz força contra as pinças. o atrito diminui gradualmente. MOLA· DIAFRAGMA Faz a pressão necessária para manter o platô em contato com o da embreagem. no centro do diafragma. Mas. o conjunto da embreagem é montado no interior da carcaça cênica da caixa de câmbio e parafusado ao volante do motor. Imagine dois discos de lixa: um instalado numa furadeira elétrica. portanto. É ligado à caixa de . A furadeira representaria o movimento vindo do motor e as engrenagens. CABO DA EMBREAGEM Transmite o movimento do pedal da embreagem para o garfo. gira junto com o disco da embreagem. ROLAMENTO DE DESENGATE Acionado pelo garfo. EIXO PRIMA DO CÂMBIO Estriado. transmite o movimento do motor para a caixa de câmbio. este. Princípios A embreagem funciona de uma maneira milito simples._---. DA EMBREAGEM Colocado entre o platô e o volante. ao motor. 33 . para soltar a pressão das molas. ao qual está parafusado. Quando o disco instalado na furadeira é colocado em contato com o disco conectado às engrenagens. Tem três componentes distintos: o disco da embreagem ou de fricção.câmbio. o que tem como resultado uma partida suave. ela permite que a potência do motor seja transmitida progressivamente para a caixa de câmbio e para as rodas. o restante do sistema de transmissão.

a embreagem situa-se em um lugar separado. localiza-se na linha de transmissão entre o motor e a caixa de câmbio. Inicialmente há um acoplamento entre os dois. Quando o pedal da embreagem é pressionado. . na caixa de câmbio. rebitado ou soldado ao metal do disco. parafusada ao volante deste. o disco da embreagem ligado ao eixo de entrada da caixa de câmbio. MOTOR EM LINHA A embreagem fica no interior da carcaça cônica entre o motor e a caixa de câmbio. que desengata a embreagem. É montada da mesma forma em muitos carros de tração dianteira. Disco da embreagem Tem duas faces de atrito (lados externos) revestidas com um material de grande aderência. em seguida. bastante cansativa em tráfego congestionado. 34 Sistema por cabo Quando o pedal é pressionado. força-se o fluido a sair do cilindro mestre e ir para o servocilindro. Localização A embreagem geralmente fica numa das extremidades do motor. também. o disco gira lentamente e entra em contato com o disco parado. mas. Fica encerrada numa protuberância cônica . Com a furadeira em movimento. A embreagem é composta de três partes principais: o disco de embreagem. O mecanismo apresenta-se muito simples e mais fácil de ser acionado do que os mais antigos. o que torna a operação mais difícil. na extremidade dianteira da caixa de câmbio. até ocorrer o engate progressivo e suave. Esse tipo de embreagem é mais freqüente nos carros antigos. O movimento pas- sem i-eixo motor caixa de câmbio MOTOR TRANSVERSAL Nesse tipo de motor. Nos carros mais antigos pode haver um acionamento mecânico ou um sistema hidráulico. Isso corresponde a deixar o pedal subir devagar. o cabo de aço transmite esse movimento para o garfo. normalmente à base de asbesto. Nos carros de tração traseira e motor dianteiro. Isso movimenta o pistão em seu interior e o garfo é acionado. lixa . uma articulação mecânica ou hidráulica que está ligada a ele desengata a embreagem do volante do motor. No centro há um ori- Acionamento da embreagem cilindro mestre Sistema hidráulico Quando o pedal é pressionado. Sua produção é dispendiosa e o funcionamento exige maior sensibilidade na atuação do motorista. O sistema mais usado é o de cabo de aço.um instalado no mandrilde uma furadeira e o outro preso a um eixo. Este liga a parte superior do pedal a uma das extremidades da forquilha (ou garfo de desengate) da embreagem. É. o disco que estava parado começa a girar.Posições da embreagem Funcionamento Como a embreagem realiza o engate o funcionamento da embreagem pode ser explicado por meio de dois discos de. O primeiro representa o movimento que vem do motor pelo volante e o segundo.a carcaça da embreagem -. o platô ou tampa da embreagem e o rolamento de desengate. com embreagem também localizada entre o motor e a caixa de câmbio. sa da embreagem para a caixa de câmbio por meio de uma série de engrenagens intermediárias. A embreagem hidráulica não é muito usada atualmente.

que atuam como amortecedores. A parte central estriada do disco encaixa-se na externa. Entre as duas metades há pequenas molas helicoidais. que puxa o platô para trás.fício com estrias (sulcos) grossas em seu interior. é parafusado ao volante do motor e comprime superfície de atrito do disco da embreagem DESENGATADA A pressão sobre o pedal da embreagem move o disco de carbono contra o anel de encosto. Como funcionam as molas helicoidais Platô Quando a embreagem é engatada. Este. Esse conjunto. no eixo primário da caixa de câmbio. 35 . por sua vez. atualmente é pouco usadó~mas é bastantecomum nos carros mais antigos. absorvendo o choque inicial após o engate do disco. Sem elas o carro não teria uma saída suave e sofreria solavancos e movimentos bruscos durante as trocas de marcha. firmemente prensado contra o disco da embreagem. onde está o revestimento de grande aderência. Componentes da embreagem de molas helicoidais eixo da patilha ~-----do tampa platô anel de encosto disco da embreagem platô Esse tipo de embreagem compõe-se de várias peças. A 'parte interna é capaz de girar um pouco. comprimindo-o ao volante. Quando a embreagem está completamente engatada. aciona a patilha. essas estrias se casam com um outro conjunto de estrias. também chamado de "tampa da embreagem" . Na verdade. o disco de embreagem consiste em duas metades separadas. as molas helicoidais mantêm o platô .

. que tem a função de manter o platô e o disco unidos. no qual o platô é mantido preso ao disco de embreagem por meio de uma série de molas helicoidais dispostas no interior de sua tampa. Rolamento Esse dispositivo é ligado à forquilha da embreagem. Com o tempo. O conjunto de molas é substituído por um grande diafragma vazado. empurra o centro do cone para dentro. libera a pressão da mola do platô. o rolamento de. portanto. Quando o rolamento de desengate faz pressão contra as pinças do centro do diafragma. mais moderna. a diferença entre eles está na constituição do conjunto do platô. Esse disco de carbono faz contato com o platô por meio de um disco de metal plano. Quando o pedal é pressionado. dispõe de menos componentes. oferece pouco atrito à superfície do anel de encosto. o anel de encosto. Como o diafragma está preso no interior do platô. apresentando a forma de cone . Componentes da embreagem de mola-diafragma mola-diafragma ~ volante 36 disco da embreagem f Este tipo compõe-se de menos peças que o de molas helicoidais.o diafragma -. o carbono vai se queimando. ela possui apenas uma grande. movimentando-se sobre o rolamento de esferas. já que o rolamento não oferece atrito considerável. A parte externa do rolamento entra em contato com as pinças no centro da mola-diafragma e gira junto com ela. Os carros mais novos têm um sistema de desengate diferente. é chegade o momento de fazer a substituição da peça. por sua vez. o que faz o disco da embreagem entrar em atrito com o platô e o volante do motor. a forquilha força o contato entre o rolamento de desengate e o centro do platô. desengate da embreagem consiste apenas em um anel de metal 'revestido. Em vez do conjunto de molas helicoidais. O sistema mais antigo é o da embreagem de molas helicoidais. quando este gira junto com o volante. por uma grossa camada de grafite.o disco da embreagem entre ele e o volante. Este. soltando a pressão de engate e permitindo que o disco da embreagem 'gire. Nos carros mais antigos. um rolamento de esferas e fica colocado no interior de uma carcaça fechada. As várias molas (bastante duras) instaladas entre o platô e sua tampa externa permitem que as superfícies de atrito do disco da embreagem sejam pressionadas contra o volante do motor e não deslizem. Normalmente. Isso libera as molas. Então. A embreagem constituída de moladiafragma. num dos lados. nesse tipo de sistema não está prevista a utilização de anel de encosto. A cobertura de grafite apresentase relativamente escorregadia e. Ele é composto de. Tipos de embreagem Há dois tipos básicos de embreagem. ele vira o cone ao contrário. localizado no centro da tampa da embreagem. . até não ser mais capaz de liberar totalmente a embreagem.

a mistura ar/combustível deve penetrar em cada um dos cilindros e os gases resultantes da queima precisam sair deles no momento exato do ciclo de quatro tempos. Válvulas e cabeçote Num motor OHV. Os motores que apresentam o primeiro sistema são os de válvula na cabeça (OHV . tornou-se mais usual colocar três válvulas: duas pequenas. Cada válvula tem conexões próprias. e uma grande. instalado no cabeçote. As válvulas são abertas e fechadas por intermédio de uma série de varetas e balancins ou. refrigeração eixos dos balancins contraporca para requtai folga da válvula dutos de admissão para os cilindros BALANCIM ALTERNATIVO Em alguns carros. Na maioria dos carros. A razão é simples: duas válvulas pequenas permitem maior' vazão (à mistura ar/combustível e aos gases) que uma grande. que controla a entrada da mistura ar/combustível. são vistos apenas os dutos de admissão. embutida na câmara de combustão do cabeçote. Os que têm segundo são os de comando na cabeça (OHC Overhead Cam). esse fluxo fica menos obstruído e o motor "respira" mais facilmente. A cabeça tem bordas cônicas.o que é dispendioso. suas superfícies cônicas fazem uma vedação firme.Overhead como o motor respira o Valve). que se encaixam numa sede. Mas isso exige um maior número de peças . Quando ambas . de admissão. Quantas válvulas? A busca de motores mais potentes e econômicos resultou em modelos com três e até quatro válvulas por cilindro. são controladas diretamente pelos ressaltos do eixo-comando. mola da válvula passagens para a-áqua de. Assim. os balancins não se articulam num eixo: cada um deles oscila em torno de um prisioneiro próprio. A mistura ar/combustível entra nos cilindros por dutos fundidos no cabeçote. então. isso é feito por dois componentes: a válvula de admissão. a longa hastedelgada se move dentro de um furo moldado no cabeçote: a guia da válvula. de mesmo formato.entram em contato. e a válvula de escape. Na ilustração. de escape. que controla a saída dos gases. as válvulas são acionadas pelo comando. O melhor esquema é o de duas válvulas de admissão e de outras duas de escape. Quando é acionada pelo comando.a válvula e a sede . 37 . porque os de escape localizam-se do outro lado. que se movimentam por meio de um ressalto do comando. Então. a válvula tem duas partes distintas: a haste e a cabeça. por meio de varetas e balancins. A regulagem é feita por uma porca central.As válvulas Para que o motor tenha um desempenho eficiente. As válvulas Embora seja uma peça inteiriça.

4-----l-&+-. Ao mesmo tempo. colar ~ anel de vedação sede cônica mola da válvula 38 pinhão do virabrequim prato ressalto.. articulado em seu ponto médio. a mola fecha a válvula. ..!-I!--. A cabeça da válvula tem bordas cônicas e assegura encaixe perfeito com a sede e boa vedação.. em forma de espiral. contraporca de regulagem da válvula f&------+lI!-- mola da válvula vareta r"I--. Quando o tucho cai. O balancim transforma o movimento para cima em uma força para baixo e força a ponta da haste da válvula.i'Oi!!L~-HI+-- válvula de escape ~1\--. o ressalto levanta o tucho e a vareta. o tucho levanta a vareta presa a ele. cujas metades são as meias-luas. Válvulas na cabeça Em motores OHV.. livre para subir e descer dentro de sua cavidade no bloco do motor. o que movimenta o balancirri e abre a válvula. um copo de metal emborcado. O ressalto do comando levanta o tucho.. paralelo aos cilindros. uma vareta e um balancim. situam-se no cabeçote e deslizam por uma série de guias verticais. Válvulas na cabeça o movimento do virabrequim passa ao eixo de comando por uma corrente de sincronização. abrindo-a.. . Esta transmite o movimento para uma das extremidades de um balancim. Essas peças. têm flexibilidade suficiente para não impedir a ação do eixo-comando. Cada uma é operada pelo comando. as válvulas permanecem fechadas por molas fixadas por uma arruela presa à haste por um colar. as válvulas se mantêm fechadas por meio de uma ou duas molas helicoidais: as molas da válvula. e tem vários ressaltos: um para cada válvula. Ao subir. O eixo fica na lateral do motor.válvula de admissão Quando não acionadas. por meio de um tucho.Quando não são operadas pelo comando. são fortes o bastante para garantir que a válvula se feche rapidamente após ser acionada.. Ao girar.

Há outros. Ainda é usada em muitos carros. podem-se observar dois eixos-comando: um para as válvulas de admissão e outro para as válvulas de escape. porém.. por intermédio de uma série de correntes. Motor de duplo comando Na ilustração. corrente superior de sincronização O eixo-comando.llo das válvulas Num motor de duplo comando. essa concepção de válvula foi a base da maioria dos motores. Este sistema utiliza duas correntes. entre outros. também chamado "ORC". Quarido a rotação do motor aumenta. quer se encontre no cabeçote.Entre os anos 50 e 70. ressalto no eixo . que desempenha a função de comprimir as laterais da corrente. Na maioria dos motores ORC. Fiáte Passat. Em alguns motores (como o do Chevette). as desvantagens do sistema ficavam evidentes. as válvulas são operadas indiretamente. causando redução da potência do motor. Mas. o Escort e o Opala. por meio de uma cor- eixo-comando tucho Ângl. entre os' quais o Corcel. 39 . à medida que se procurou obter maior potência com motores menores. O conjunto envolve muita inércia e atrito. o desempenho das válvulas torna-se impreciso e as perdas pelo atrito aumentam. Cada uma delas é retesada por um tenso r revestido de borracha. Nele. os fabricantes se voltaram à produção de um motor com comando único na cabeça (SORCSingle Overhead Cam).ressalto no eixo Comando na cabeça Posteriormente. O movimento dos eixos vem do virabrequim.!=_t-- . como é o caso do Monza. é acionado pelo virabrequim. por meio de balancins. as válvulas são abertas e fechadas por um eixo de comando instalado no cabeçote. que usam três. os ressaltos do comando operam diretamente as válvulas por meio dos tuchos.ligação que aciona a vareta. Eixos de válvulas tensor da corrente válvula de admissão válvula de roda intermediária----II1a. o que dá melhor formato à câmara de combustão e aumenta a potência. em geral as válvulas são montadas com inclinação em V. quer esteja na lateral do bloco dos cilindros. no cabeçote. O problema está na .

a não ser que esteja com defeito. faz girar a coroa do eixo comando de válvulas. Com o motor em funcionamento. uma deslizando no interior da outra. que. O tucho não faz nenhum barulho. o que evita ruídos. num motor de quatro tempos. Embora em grande parte dos motores OHC as válvulas sejam acionadas diretamente' pelos tuchos (à direita). rente metálica de sincronização ou uma correia de borracha dentada. Esta. também conhecida como "folga do tucho". por ser duas vezes maior que o pinhão do virabrequim. com um tensor em cada uma. Em geral. o que provoca o seu alongamento e elimina as folgas. como num telescópio. pode haver dois eixos-comando: um para as válvulas de admissão e outro para as de escape. Por isso. por sua vez. obriga o eixo comando de válvulas a girar uma vez a cada duas voltas do pinhão. a folga pode fechar e manter a válvula ligeiramente fora de sua sede. Elas se mantêm retesadas por um tensor de mola. praticamente. de seis a oito cilindros. há duas correntes. Alguns. não há necessidade de pré-ajustar a folga da válvula. Tuchos hidráulicos Vários modelos de carros têm tuchos hidráulicos especiais. que escapam pela sede. alguns motores possuem um sistema indireto de balancins (extrema direita). Eles se regulam automatlcamente e. à medida que o eixo é aquecido com o funcionamento do motor (e se dilata). a regulagem de suas folgas costuma ser uma tarefa difícil e demorada. Essa folga. que garante a sincronia das válvulas. assim. têm até quatro comandos: dois para cada grupo de cilindros. podem queimar seriamente a válvula e até o cabeçote. Se for grande. correia sinc pinhão do virabrequim 40 Comando duplo biela virabrequim . Um pequeno pinhão gira o virabrequim. para movimentar os eixos-comando. Correia de borracha Nos motores de rnaior desempenho.Folga da válvula Quase tOGOSos motores já vêm de fábrica com uma pequena folga entre a extremidade do balancim (ou a parte posterior do ressalto do comando) e a haste da válvula. é vital para o bom desempenho do motor. o óleo do sistema de lubrificação é bombeado para dentro do tucho. se for muito pequena. A correia é retesada por um tensor ajustável (abaixo). Entretanto. Isso provoca perda de compressão e. os gases quentes. Isso significa que o comando de válvulas trabalha. São os motores de duplo comando na cabeça (DORC Double Overhead Cam). Esse movimento é passado à corrente (ou à correia). O tucho hidráulico compõe-se de duas partes. além disso. em silêncio. faz a válvula se abrir apenas parcialmente a uma fração de segundo atrasada. eixo-comando de válvulas eixo-comando de válvulas Na maioria dos motores OHC. o eixo-comando move-se por uma correia dentada de borracha.

assume a forma plana. embora outros materiais continuem em teste. atenuando seus movimentos.Suspensão: o. rxaç o na carrocena ã Para dar maior segurança e conforto a motoristas e passageiros que trafegam em pistas irregulares. comprimindo ou distendendo a mola. O feixe de molas consiste em lâminas de aço reforçadas na parte central com outras lâminàs ou por um amortecedor telescópico eixo traseiro • coluna MacPherson aumento na espessura. colocada entre os componentes da suspensão e a lataria do carro. fim dos solavancos Sistema de suspensão tradicional Muitos carros com' tração traseira têm molas helicoidais nas rodas dianteiras e feixe de molas nas traseiras. 41 . o eixo sobe e a mola se estende para absorver o choque. basicamente. Ele permanece curvado quando em repouso. bucha de borracha eixo traseiro ponto reforçado de barra f estabilizadora . de molas e amortecedores. A mola helicoidal é uma barra em espiral de aço resistente. Este compõe-se. sob tensão. a suspensão move-se verticalmente. Uma proteção adicional contra os solavancos são as buchas de borracha instaladas nas extremidades das molas para absorver a vibração. Quando o veículo roda sobre saliências ou buracos. enquanto os amortecedores ajudam a neutralizar a reação das molas. As primeiras absorvem o impacto transmitido pelas rodas (ao passarem sobre saliências ou buracos). No momento em que o carro passa por uma falhá na pista. A parte central do conjunto é fixada ao eixo. O feixe de molas fica preso à lataria do carro por meio de porcas e parafusos numa de suas extremidades e por uma junta móvel (brinco) na outra. Com boa suspensão: as rodas acompanham as irregularidades e os solavancos são neutralizados. A barra de torção tem uma dasextremidades fixada à lataria e a outra à alavanca que forma um dos braços da suspensão. o que gera uma força amortecedora. molas helicoidais e barras de torção. forçando a barra a-se torcer. mas. Os principais tipos são: feixe de molas. para que possa estender-se sob pressão. todo automóvel possui um sistema de' suspensão. mais faciÍmente o veículo deslizará sobre as irregularidades das ruas. Certos carros possuem molas de borracha. Tipo demola As molas são feitas de aço. Por não absorverem tanta Sem suspensão: as irregularidades da pista seriam transmitidas aos ocupantes do carro. Outro fator importante é o diâmetro das rodas: quanto maior ele for. Sem amortecedores: o carro balançaria incontrolavelmente. Essa alavanca movimenta-se no sentido vertical quando o carro passa por irregularidades.

absorvendo quase toda a energia da reação. então. Um sistema de suspensão bastante comum em carros europeus é o que usa uma combinação de molas de borracha e pressão hidráulica. pressão como as de aço. uma vez que o óleo não volta com a mesma facilidade pelos orifícios e válvulas. é mais lento. Quando a roda passa sobre irregularidades. a lataria. Constituem-se num cilindro vedado e preenchido com óleo. Cada roda é fixada ao chassi por molas com conexões. são usados para interromper a reação da mola depois de o carro ter passado por uma irregularidade da pista. Outros modelos têm. . Com isso. Amortecedores telescópicos A suspensão Macf'fierson (à direita) combina um amortecedor telescópico e uma mola helicoidal.Três tipos de mola o feixe de molas é composto de lâminas de aço reforçadas. ainda. fazendo o carro trepidar de maneira perigosa. esta é controlada por uma bomba hidráulica acionada pelo motor. Amortecedores Os absorvedores de choque. da metade inferior para a superior. o amortecedor se comprime e força o pistão a descer )10 interior do cilindro. conforme o movimento das rodas. O retorno da mola distende o amortecedor e força o pistão a subir no interior do cilindro. Esse movimento.esse movimento desloca o óleo contido no cilindro.do cilindro é fixada ao eixo e a outra . porém. o amortecedor retarda o movimento da mola. às vezes ligadas por uma barra estabilizadora que permite a inclinação da carroceria nas curvas. Um dos sistemas mais comuns é a suspensão MacPherson. Uma suspensão desse tipo pode levantar ou abaixar o carro na altura adequada. cilindro telescópico haste do pistão pistão válvula pistão fixação inferior na manga de eixo CHEIO DE ÓLEO Quando a roda passa sobre uma saliência. na manga do eixo que sustenta a roda. contudo. a extremidade superior fica presa na carroceria por um dispositivo de fixação flexível. e a inferior. usada nas rodas dianteiras e traseiras. suspensão autoniveladora. o amortecedor telescópico (à esquerda) se contrai e desloca o pistão. É uma coluna telescópica composta de uma mola helicoidal e um amortecedor. A suspensão MacPherson tem um mecanismo simples. A suspensão independente torna as viagens confortáveis e mantém o chassi nivelado quando uma das rodas dianteiras passa por irregularidades. o óleo o atravessa e retarda seu retorno. Sem o auxílio dos amortecedores. através de pequenos orifícios e válvulas no pistão. Alguns modelos têm uma câmara adicional de gás. .a haste do pistão . A mola helicoidal comprime-se e dlstende-se. deve ser resistente no ponto em que a coluna é fixada. as molas continuariam a mover-se incontrolavelmente. que se estendem para absorver os choques. 42 Independência As rodas dianteiras em geral têm suspensão independente. somente são utilizadas em veículos leves. conhecidos como amortecedores. A barra de torção é fixada ao chassi e a um braço que se movimenta com a roda. Permite que as rodas passem sobre as irregularidades da pista sem que oângulo de inclinação delas varie muito.fica presa à lataria. A maioria dos amortecedores são telescópicos. Uma das extremidades . com um pistão preso à uma haste em seu interior.

consumiria toda a sua carga em alguns minutos. de onde é transmitida aos componentes do automóvel.Como o gerador carrega a bateria A bateria é a fonte distribuidora de energia para os componentes do carro. entrecruzadas envolvem os enrolamentos e intensificam o campo magnético. gira o virabrequim. essa rotação produz o movimento que permite a partida do motor. a energia segue para a bateria. a peça equivalente ao aro fica imóvel e o ímã gira. se ela não estivesse num processo contínuo de recarregamento. Os conjuntos desses aros ou voltas de fio recebem a denominação de enrolamentos. peças polares ou dedos do roto r enrolamentos do rotor Funcionamento do alternador o esta to r comporta os enrolamentos. No gerador. a parte móvel desse componente tende a movimentar a correia acionadora e esta. O campo magnético produzido pelo roto r cria uma CA no estator. se a corrente fluir da bateria para o gerador. o compo- ambos operem sob o mesmo princípio de "aro de fio e ímã". Os diodos convertem essa corrente em CC. embora Funcionamento Os princípios de funcionamento do dínamo e do alternador são os mesmos. estator As escovas passam a corrente para os anéis coletores. No caso do motor de arranque. o ESTATOR Compõe-se de enrolarnentos alojados no interior de um conjunto de anéis de ferro laminado. Quando o virabrequim gira. motor de arranque. que recebem corrente dos anéis coletores. O giro da bobina do rotor produz um campo magnético. por exemplo. Por meio dela são alimentados os sistemas de ignição. conseguem gerar corrente suficiente para atender às exigências do motor. No alternador. por sua vez. Os coletores passam a corrente para a bobina do rotor. atuam como um ímã. rotor o ROTOR Ao girar. Para manter a bateria sempre carregada. apenas o motor de arranque. a corrente segue até o fio e o faz girar no campo. a polia acompanha seu movimento e o gerador converte essa rotação em corrente elétri- ca. porém o efeito é idêntico. produz-se corrente elétrica em torno dele. A corrente forma-se no interior dos enrolamentos. A partir daí. Nesse sistema. chamado "reter". 43" . Os geradores possuem um grande número de aros. As peças polares . A constituição dos motores de arranque e dos geradores é tão semelhante que. A carga exigida pelos carros modernos deixaria a bateria completamente arriada em pouco mais de uma hora de uso. o fio produz a corrente ao girar num campo magnético. carcaça Um eletroírnã. os enrolamentbs. esta conecta-se ao virabrequim do motor por meio da correia acionadora do gerador. Gerador e motor de arranque o gerador tem uma função contrária à do motor de arranque. Ambos possuem uma polia acionadora. os carros possuem um gerador de energia: o dínamo ou o alternador. O rotor gira dentro do estator. o estator. e por esse motivo. faróis e demais acessórios elétricos. gira dentro de um conjunto de enrolamentos. Quando um aro confeccionado com um fio gira ao redor de um campo magnético (entre os pólos norte e sul de um ímã).

numa situação muito comum nas grandes cidades: trânsito congestionado. MITSUBISHI regulador eletrônico de instalação externa 44 relê eletromagnético. fixado do lado de fora. no painel do carro . a passagem de CA para CC passou a ser feita por meio de um pequeno transístor semi- Reguladores e relês Em alguns carros. Isso ocorre porque o dínamo não gira mais de' 6. porém todos funcionam sob o mesmo princípio básico.. Uma pequenà parte da corrente gerada segue para o eletroímã e cria o campo magnético. Posteriormente. Portanto. na verdade. enquanto o motor está em marcha lenta (600 rpm). o dínamo não alcança a rotação adequada para carregar a bateria . torna o componente propenso a superaquecimento. o alternador gira num ritmo suficiente para o carregamento da bateria. como. Outros modelos possuem um regulador eletromagnético de tamanho maior. Ió••••-V relê de controle da luz sinalizadora do gerador. também. DELCO REMY. que fica no interior da carcaça ou. enquanto o alternado r. Quando o carro funciona em marcha lenta. Eles podem produzir mais de 45 A de energia e girar à velocidade de 12. Os alternadores não apresentam esses problemas pois seus enrolamentos permanecem imóveis. Esse fato prejudica toda a eficiência do sistema. 600 rpm por exemplo. O dínamo não carrega a bateria quando o motor está em marcha lenta. Isso porque o dispositivo oferece uma grande vantagem: a bateria só recebe carga por meio de corrente contínua (CC).•••. como um eletroímã. e não por corrente alternada (CA). como o próprio nome indica.000 rpm. DENSO. fazia-se a retificação com um grande conversor que esquentava em demasia. comum em altérnadores mais antigos 1. Nos componentes antigos. por exemplo.000 rpm. os enrolamentos geradores da corrente do dínamo giram ao invés de ficarem imóveis. a CA passa por um processo de conversão para CC.OOO rpm. adapta-se um relê para isolar o alternador da bateria (quando a ignição está desligada). DUCELLlER BOSCH regulador de voltagem nente que corresponde ao ímã funciona. O dínamo produz a CC.200 rpm. Prós e contras Ao contrário do que acontece nos alternadores. Assim. a rotação do dínamo atinge apenas a mesma velocidade do motor. Portanto. Antes de se usar o alternador no carro. sempre instalado externamente.000 rpm (rotações por minuto) sem que haja risco de avarias. a CA.nenhum gerador (alternado r ou dínamo) produz corrente suficiente para carregá-Ia em velocidades abaixo de 1. o que significa uma rotação até duas vezes maior que a de um motor de 6. então. no caso de motores que possuem uma velocidade máxima de q.~-------------- Alternadores Existem vários tipos de alternador. O alternador alcança essa velocidade porque o diâmetro de sua polia acionadora é bem menor do que o da utilizada no dínamo. Alguns têm um regulador eletrônico de voltagem. uma vez que limita a corrente produzida pelo dínamo em cerca de 30 A (amperes) e. muitos carros foram equipados com dínamo até meados da década de 60. Apesar desses inconvenientes. a utilização dos alternadores só tinha viabilidadeem veículos maiores e mais pesados.

O coletor capta a corrente gerada pelo induzido. Para que a bateria possa recebê-Ia. Com o do dínamo Um induzido formado por enrolamentos de cobre gira entre duas bobinas e produz a corrente. A polia. pois o diodo caracteriza-se pela passagem de corrente em um único sentido. os enrolamentos captam a corrente proveniente dos anéis coletores. pode-se dispor vários diodos de maneira a produzir um fluxo ininterrupto de corrente contínua. A corrente chega aos anéis por meio de duas pequenas escovas de carvão fixas. O estator compõe-se de vários enrolamentos separados. chamados indutores. movida pela correia acionadora do gerador. Exame do alternador Os enrolamentos geradores do alternador ficam no interior de um anel de ferro macio. ----------~ condutor chamado diodo. As escovas captam a corrente do coletor.formado entre eles . À medida que o roto r gira. cada uma. o diodo a converte em corrente contínua (CC). DeCAparaCC O alternador produz corrente alternada (CA). O eletroímã em movimento encaixa-se em torno do eixo central do alternador . os dedos cruzam esses enrolamentos. Cada extremidade do rotorpossui prolongamentos que se entrecruzam. Os alternadores têm um dispositivo semicondutor para o controlê da voltagem . Em contato com o coleto r existem duas escovas fixas de carvão. O induzido gira num campo magnético e produz a corrente.o regulador de voltagem. O diodo funciona como uma válvula elétrica que admite o fluxo da corrente numa só direção. e esses segmentos constituem o coletor. sendo ativado pela correia acionadora do gerador. O regulador de voltagem também impede que o alternador se sobrecarregue por uma demanda excessiva de energia por parte dos acessórios. a bateria funciona com 12V (volts). Dentro de um dínamo O dínamo consiste de dois eletroímãs imóveis. Eles intensificam o campo magnéti- Funcionamento co criado pelos enrolamentos do rotor. o que resulta na transformação de CA em CC.. O rotor possui um conjunto de enrolamentos cujas pontas ligam-se. de modo que o esta to r possa gerar uma corrente maior.e gira dentro do estator._--r------- . Os alternadores possuem mais de um diodo para converter CA em CC. Se tivessem apenas um. Os enrolamentos indutores produzem um campo magnético. O rotor fica sobre os rolamentos nas partes dianteira e traseira do alternado r . Contudo. a um anel coletor. alguns componentes elétricos do carro podem danificarse. chamados peças polares ou "dedos". À medida que giram. metade da energia gerada se perderia. e o campo magnético . Quando esta fica muito alta. O induzido apóia-se em enrolamentos localizados nas extremidades do dínamo. 45 . enrolamentos do induzido As aletas de refrigeração puxam o ar através do dínamo. o rolamento sustenta a armação. Geralmente. Seo alternador fornece mais de 15 V. que possibilita o uso de alternadores em qualquer tipo de carro.gera uma corrente no estator. entre os quais fica um induzido formado por enrolamentos. A corrente transforma os enrolamentos em um eletroímã.o rotor . o regulador interrompe o fluxo que segue para a bateria. O coletor capta a corrente por meio das escovas de carvão e manda-a para a bateria. A ponta de cada um dos enrolamentos liga-se a um segmento de cobre. chamado estator. gira o induzido.

A bateria não produz nem recebe a CA. A corrente alternada (CA) muda regularmente a direção de seu fluxo. terminal negativo). quando a bateria não carrega adequadamente. Ia. 46 . onde é captada pepelo terra -. entre o dínamo e a bateria. no caso do alternador. Unidade de controle Uma unidade de controle típica comporta G relê interruptor do' fornecimento de energia (à esquerda). Tal situação não ocorre com o dínamo: um relê interruptor. D é o cabo que sai do dínamo. Se a vol- movimento giratório do induzido. o relê interrompe a corrente. que impede a sobrede desse último relê. os enrolamentos cruzam o campo magA corrente contínua (CC) flui . caso haja defeito na bateria ou sobrecarga nos acessórios. Em vez de passá-Ia somente do alternador até a bateria. WL é o cabo que vai até a luz sinalizadora no painel do carro. Na bateria do carro . a corrente sempre flui las escovas de carvão. mediante a instalação dos terminais em sentido contrário -. E é o cabo terra. impede o refluxo de qualquer corrente até a bateria. A corrente não pode fluir no sentido inverso. pois os diodos impedem o refluxo de corrente da bacarga da bateria quando o motor giteria para o alternador. Essa unidade A maioria dos carros possui. o regulador da corrente e o regulador de voltagem. passa pelos das escovas. . O outro relê evita que a bateria repasse sua carga ao dínamo . dos enrolamentos e dos componentes elétricos e segue até a eletroímãs faz com que o dínamo carroceria (que está aterrada ao produza corrente contínua . Porém. É a corrente usada em residências: ela flui do pólo positivo para o negativo e vice-versa cinqüenta vezes por segundo. seria possível. No alternador sitivo regulador.por exemplo. com três relês que painel. essa luz Um dos relês controla a voltagem conecta-se à unidade de controle. nético e produzem a corrente. haveria danos consideráveis. fazer com que a corrente fluísse da bateria ao gerador (com o carro parado). indo primeiro em um sentido e depois no outro. A disposição do terminal positivo. até que ela diminua para um nível seguro. Nos dínamos. instalado na caixa de controle.o que o transformaria em um motor quando ele estiver operando em velocidade baixa demais para carregánão há necessidadínamo também possui um dispo. uma lâmpada que indica desempenham funções diferentes. ra em alta velocidade. sem qualquer possibilidade de reparo. Ao inverter a polaridade da bateria. Esta somente em um sentido. F é o cabo que vai até o terminal de campo dos eletromagnétos no dínamo B é o cabo que vai até a bateria. no de controle consiste de uma caixa separada do dínamo. teoricamente. troca-se também o sentido no qual os diodos transmitem a corrente. Essa sobrecarga de corrente ocasiona danos nos diodos e enrolamentos.o que são CC e CA? tagem ficar muito alta.. O segundo relê impede o superaquecimento do dínamo. eles ainda a enviam da bateria para o alternador. Unidade de controle o A polaridade da bateria Se a polaridade da bateria fosse invertida ..com o retorno negativo passa pelo coletor.

na maioria dos automóveis. o pinhão movimenta a cremalheira de um lado para outro: um sistema simples e preciso. As juntas permitem ainda que. Seus dentes se engrenam aos da cremalheira longa barra transversal com as extremidades acopladas às rodas por meio de barras de direção. seria im- possível girar o volante. é comum .o sistema possui engrenagens para multiplicar a força aplicada pelo motorista e permitir ao aro do volante maior amplitude de movimento que às rodas. em carros com tração traseira. Pinhão e cremalheira Instalado dentro de uma carcaça na base da coluna de direção há um pequeno pinhão. de uma rosca colocada numa caixa na extremidade da coluna de direção. O eixo liga-se à caixa de direção e essa converte o giro do volante no movimento de vaivém da conexão. sem afetar as peças fixadas nacarroceria do automóvel. para compensar a manobra mais fechada a ser realizada.a existência de uma junta esférica em cada uma de suas extremidades.Sistema de di.uma peça na qual a roda dianteira se articula. necessita de certa mobilidade. Rosca sem fim Esse sistema consiste. O primeiro é mais antigo e.dianteira interna descreva um ângulo mais agudo do que a exterria. A conexão permite o deslocamento do conjunto da manga de eixo. Há dois sistemas de direção: o de rosca sem fim e o de pinhão e cremalheira. Por isso. a manga da eixo que a sustenta barra de direção o sistema de direção possibilita o deslocamento lateral das rodas dianteiras por meio do volante.dessa forma. 47 . Por isso. Ao girar. o eixo Pitman. Manga de eixo Para que a roda descreva curvas. ao se fazer uma curva. Este dispositivo localiza-se na extremidade de um eixo que fica preso a um tubo de sustentação denominado coluna de direção. Uma série de juntas articuladas transmite o movimento da conexão às rodas . A rotação dessa rosca aciona uma pequena alavanca. elas ganham mobilidade vertical para acompanhar o jogo da suspensão. a roda . A barra de direção liga esse eixo ao braço de direção conectado com a manga de eixo . Esforço multiplicado Caso as rodas fossem ligadas diretamente à coluna de direção.eção: questão de rumo Sistema de pinhão e cremalheira A maioria dos automóveis utiliza o conjunto pinhão e cremalheira . foi substituído pelo conjunto de pinhão e cremalheira.nas rodas dianteiras com suspensão por duplo triângulo .um dispositivo mais simples e confiável do que o sistema de rosca sem fim. geralmente.

Daí a importância de modelos bem planejados que priorizem a segurança.é colocada nas extremidades da barra central.como a disposição da coluna de direção de ônibus. Pinhão e cremalheira Esse sistema possui menor quantidade de componentes do que o de rosca sem fim. 48 Tração traseira: as rodas têm ângulos positivos. da superior ao absorver o choque de uma colisão. Tração dianteira: as rodas têm ângulos negativos devido a sua tendência de fechar quando em movimento. juntas universais barra de direção braço auxiliar Ao receber um forte impacto. Existem algumas variações de caixas de direção. . as estrias entre a rosca sem fim e a porca são ocupadas por rolamentos de esferas que têm a função de reduzir A parte inferior da coluna desengata-se o atrito. Ele move as barras de direção de formas diferentes. duas guarnições de borracha mantêm o óleo lubrificante em seu interior. diminuindo o impacto contra o motorista. os dentes de uma pequena engrenagem (o pinhão) juntam-se aos da cremalheira (uma longa barra com dentes usinados). como na disposição de rosca sem fim e rolete (à direita) e na de esferas recirculantes (abaixo. Ângulos de convergência das rodas dianteiras A coluna sofre uma retração e comprime sua parte sanfonada. Uma barra articulada . como os sistemas de rosca sem fim e rolete e o de esferas recirculantes. é mais resistente ao desgaste e à criação de folgas na direção. Do outro lado. existem mais uma manga de eixo e um braço de direção. que permite ao pinhão conectar-se com a coluna sem que o volante fique numa posição incômoda para o motorista . No primeiro. pois tendem a abrir quando em movimento. comum em carros mais antigos. No local onde as barras de direção projetam-se além das pontas da cremalheira. a coluna de direção pode causar ferimentos graves nos ocupantes do veículo. no segundo. A cremalheira -ligada às duas extremidades das mangas de eixo por meio de barras de direção move-se de um lado para outro no interior de sua carcaça. à direita).Questão de segurança No caso de uma colisão frontal. uma rosca sem fim movimenta o eixo Pitman por meio de um rolete conectado a um garfo. Sistema de rosca sem fim Na base da coluna de direção há uma caixa que contém um cilindro denominado rosca sem fim. impedindo a contaminação por sujeira e umidade. O ajuste de compensação é de aproximadamente 4 a 5 mm. ESFERAS RECIRCULANTES articulações Uma barra central liga as duas rodas. a coluna de direção quebra numa de suas juntas universais. A compensação necessária é mínima.braço auxiliar . o que torna o conjunto mais confiável. Na base da coluna de direção. Geralmente existe uma junta universal entre a coluna de direção e a cremalheira. Por isso.

a capacidade de câmbio de quatro para seis marchas à frente. por isso. vos sustentam os mecanismos das marchas à frente. ou carretel. o motor gira mais devagar. menos torque (e aceleração menor). A redução da velocidade do motor até a velocidade requerida pelas rodas produz bastante torque. Nas marchas altas. Este aciona o carretel. a alavanca de câmbio opera as hastes seletoras e os garfos. Consiste num câmbio padrão de quatro marchas dotado. o que é overdrive Muitos carros possuem um acessório chamado câmbio com overdrive. A maioria dos fabricantes tem optado por uma caixa de câmbio com cinco marchas. A primeira marcha fornece o torque (ou força de rotação) máximo. quando a embreagem está . quando uma marcha é engatada. EIXO SECUNDÁRIO Transmite o movimento. pois com ela o motor gira muito mais depressa do que as rodas. fica parafusada à traseira do motor. todos os demais ficam engrenados permanentemente. uma a ré e um ponto morto. Ela tem três eixos: o eixo primário. que por sua vez ativa o eixo secundário. onde a quinta desempenha o papel de sobremarcha.engatada. Esses dispositi- O câmbio permite ao motorista ajustar a relação entre a velocidade do motor. Em geral. ENGRENAGEM INTERMEDIÁRIA DE MARCHA A RÉ Reverte o sentido normal de rotação do eixo secundário.. Essas hastes engatam e desengatam as engrenageris correspondentes a cada marcha. CARRETEL Transmite o movimento do eixo primário ao eixo secundário. por exemplo. por meio das engrenagens. Engrenagem constante o tipo mais comum de caixa de câmbio é a de engrenamento constante. O overdrive tornou-se obsoleto devido à complexidade de sua fabricação. Os carros modernos . A 'caixa de câmbio é o segundo estágio no sistema de transmissão. Quando você engata a marcha. ALAVANCA DE CÂMBIO Articula-se na caixa de câmbio e ençata-se com as hastes seletoras. No eixo de transmissão. O mecanismo amplia.dotados de transmissão manual . A unidade de overdrive é ativada com o carro na terceira ou na quarta marcha. Há também um ei~ xo para alicerçar a engrenagem inter- mediária de marcha a ré.e a das rodas. depois da embreagem. ou sobremarcha. O motor coloca o eixo primário em funcionamento.i. com a embreagem interposta. o anel sincronizador trava uma engrenagem de cada vez.. em relação às rodas.A caixa de câmbio dente por dente Engrenamento constante de quatro marchas HASTES SELETORAS E! GARFOS Movem as unidades sincronizadoras de acordo com a marcha selecionada. obtém-se a redução ainda maior da velocidade do câmbio e um cruzeiro mais suave. Por meio dela. na sua extremidade. no entanto. EIXO . Com exceção do mecanismo de ré. Com isso. ele pode enfrentar diferentes condições de marcha. Velocidade do motor o eixo secundário e o bloco de engrenagens. efetivamente. o n'láximo de aceleração. do carretel para o eixo de transmissâo. assim. de um pequeno câmbio extra. O motorista opera uma alavanca de câmbio ligada a uma série de hastes seletoras que se localizam no interior da caixa de câmbio. O carretel possui diversas 49 .têm quatro ou cinco marchas a frente. partir da imobilidade ou subir uma ladeira. Gera. Obtém-se."íi. além da confiabilidade suspeita. que deslocam os anéis para a frente e para trás.IIIliIlI~==~iíi PRI:M~Á~R~IO~"'Iiiii_ •• Transmite o movimento do motor para a caixa de câmbio.

1. 1. caixa de câmbio. a relação entre a velocidade do motor e a velocidade de saída do câmbio. Na terceira marcha. Assim. Na primeira. Num automóvel pequeno típico. a engrenagem apropriada trava-se no eixo secundário. QUARTA MARCHA A RÉ engrenagem intermediária Na marcha mais alta. o motor move-se 3. num carro pequeno com quatro marchas.5). No ponto morto. uma relação da ordem de 4:1 resulta numa razão total entre a velocidade do motor e a roda igual a 14:1 (4 x 3. O mesmo carro com um motor capaz de desenvolver mais torque não precisa de uma primeira marcha tão reduzida. reajustadas para 2. 1.5 voltas para cada volta do eixo de saída da . para a primeira marcha. são: 2:1 em segunda. 50 A marcha a ré é acionada por meio de uma engrenagem intermediária. uma relação menor que a utilizada pela primeira marcha produz menor aumento no esforço de giro (ou torque). esta tem a função de inverter o sentido normal de rotação do eixo de transmissão. Um valor menor entre as relações de transmissão significa que as rotações do motor caem menos entre uma marcha e outra.ou seja. Mas. a relação entre a velocidade do motor e a velocidade de saída da caixa de câmbio é ainda menor. não há transmissão de potência.4:1 em terceira e 1:1 em quarta (transmissão direta). o eixo primário acopla-se diretamente ao secundário. Quando você engata uma das marchas. . a potência é transmitida diretamente através da caixa de câmbio.3:1 e 1:1. é igual a 3. SEGUNDA TERCEIRA Na segunda marcha. as engrenagens do eixo secundário giram com as do carretel.Marchas: a relação entre a velocidade do motor e a das rodas A primeira marcha deve multiplicar o torque do motor o suficiente para iniciar o movimento de um carro com carga total numa ladeira íngreme. Multiplique este valor pela relação do diferencial.8:1. então. como não estão fixadas ao eixo secundário. As relações seriam. comparativamente à segunda marcha.5 . Outras relações típicas de transmissão. Desse modo. a potência transmitida resulta em torque máximo.8:1.

um no sincronizador e outro na engrenagem da marcha - As articulações do seletor de marchas deslizam o ànel até a engrenagem (acima). o sincronizador trava. Quando você solicita a marcha.na engrenagem apropriada . Quando o anel desliza ao longo do eixo secundário ranhurado. engatando a marcha mais alta em transmissão direta (acima). É conhecida como "câmbio seco". os eixos primário e secundário. já obsoleto". Assim.o mais rápido possível . para proporcionar redução de velocidade. As rodas dentadas encaixam-se e engatam a terceira marcha. é travada e passa a girar junto com o sincronizado r . paralelo. O garfo avança para um dos anéis. o motor e as rodas motrizes localizam-se na mesma extremidade (motor e tração dianteiros. acoplandoo numa das engrenagens. as engrenagens são engatadas apenas pelo movimento . A potência se transmite ao câmbio através de um eixo que passa sobre o diferencial. Como funcionam as rodas dentadas Um anel sincronizador desliza ao longo do eixo secundário e se acopla numa engrenagem de marcha por intermédio de um mecanismo de rodas dentadas. até que uma das marchas é engrenada. Rodas dentadas O anel é travado . na engrenagem da marcha. há pouca redução de velocidade. de uma posição para a seguinte. J l' Engate das marchas Junto com o eixo secundário giram diversos anéis sincronizadores. Este e o carretel têm as rodas dentadas permanentemente engrenadas. conforme o sentido de seu deslocamento. Em conseqüência. a alavanca do câmbio move uma haste seletora. desgasta muito os componentes. Os dois conjuntos de rodas dentadas . então. Nesses casos. Os mecanismos necessários para as relações de transmissão estão montados sobre esses dois eixos.engrenagens constantemente articuladas com uma roda dentada do eixo secundário. ou motor e tração traseiros). Este possui um conjunto de dentes em cada face. o eixo secundário gira na velocidade determinada pela engrenagem acoplada ao carretel. Por isso esse sistema tem o nome de caixa de câmbio totalmente indireta.por um mecanismo de rodas dentadas. E chega até este por um eixo inferior. Se o anel não estiver acoplado em nenhuma das engrenagens. agarra-o e move-o ao longo do eixo secundário. Mudanças na caixa de câmbio indireta Em certos carros. sem transmitir potência. para que possam deslizar no eixo. As engrenagens do carretel são fixas e giram solidárias a ele. o diferencial fica entre o motor e o câmbio. Na segunda marcha (acima). a engrenagem superior é menor que a inferior. além de ruidosa e cheia de trancos. ao mesmo tempo. A engrenagem. Isso faz com que ambos girem com a mesma velocidade. as do eixo secundário movem-se livremente. Essa haste possui um garfo com duas garras numa extremidade. A face do sincroni- zador tem uma roda dentada que se engata num conjunto correspondente de dentes. Quando o anel engata na engrenagem. ambas giram livremente. São ranhurados. Não há marcha direta. os dois conjuntos de rodas dentadas engatam-se um no outro. Desse modo. e apenas um par de engrenagens participa do' acionamento de qualquer marcha. pode engatar marchas diferentes. na engrenagem de marcha. Nas caixas de câmbio modernas o trabalho se processa com mais suavidade. O anel possui uma série de dentes que se encaixam num conjunto correspondente. Essa mudança de marchas. Sincronização No tipo mais simples de câmbio. ele a fixa no eixo secundário. A marcha mais alta (acima) envolve duas engrenagens quase do mesmo tamanho. eixo primário No sentido oposto.da alavanca de câmbio. 5J .

Dupla debreaqern .
Quando o sistema sincronizador
ainda não estava incorporado à
caixa de câmbio, os motoristas
precisavam executar uma dupla
debreagem a cada mudança de
marcha, para sincronizar as
velocidades das engrenagens.
A tarefa requeria uma série de
procedimentos: acionar a
embreagem, trazer o câmbio para o
ponto morto, soltar o pedal da
embreagem, acelerar, pisar de novo
no pedal da embreagem e, só então,
engatar a marcha apropriada. Os
sistemas de câmbio mais modernos,
além de dispensar esse esforço
duplo, apresentam outras vantagens:
eliminam a aceleração extra e,
conseqüentemente,
diminuem o
consumo de combustível.

Conjunto sincronizador

acoplam-se sem "arranhar",
mesmo
que girem com velocidades diferentes. O sistema responsável por isto
chama-se sincronização.
À medida que o anel sincronizador
é empurrado para articular-se à engrenagem, um cubo cônico, localizado na engrenagem da marcha, entra
em contato com uma concavidade no
anel. O atrito entre as duas superfícies cônicas faz a velocidade da en-:
grenagem livre igualar-se à velocidade· do anel sincronizador (no eixo secundário). O anel continua a deslizar,
até que os dois conjuntos de rodas
dentadas se engatem suavemente.

Anel retardador
Em alguns sistemas de sincronização,
o motorista pode mudar a marcha
num movimento mais rápido que-o

típico

·:-on9
interno
cone-macho, que se
encaixa no cone- fêmea

Uma esfera pressionada
por uma mola mantém
unidas as duas partes
do sincronizador,
quando ele se desloca
ao longo do eixo .

sincronizador,.Nesse
C;lSO,. como o
anel não tem tempo de engatar suavemente na engrenagem, o câmbio
"arranha".
Para prevenir isso, os
modernos sistemassincronizadores
incluem mecanismo de retardamento.
O dispositivo consiste num anel de
metal menos duro que os outros com.ponentes. Ele é colocado, com folga,
no eixo secundário, entre o anel e a
engrenagem da marcha. O anel de retardamento possui, geralmente, um
cone-fêmea. Quando o cone-macho
da engrenagem de marcha o encontra, o anel desloca-se ligeiramente.
Com isso, seus dentes impedem o
avanço do anel sincronizador. Quando .a velocidade da engrenagem de
marcha iguala-se à do anel, o sincronizador desliza sobre o dispositivo de
retardamento.
Então, os dentes se
acoplarn.

dentes

.cone
interno

A roda dentada
desliza no interior
do anel.

Como o sincronizador

suaviza a mudança de marcha

O sincronizador usa o atrito entre
superfícies cônicas de duas peças
para modificar a velocidade de
uma delas. O anel sincronizador é
o esquerdo.
52

As superfícies cônicas do
sincronizador e da engrenagem
de marcha livre entram em
contato. O atrito freia ou acelera
a engrenagem.

Se as peças giram com a mesma
velocidade, a metade exterior do
anel sincronizador é empurrada para
a frente e os dentes encaixam-se
com suavidade.

...----,---------

A estrutura do pneu
Além de suportar o peso do carro e
dos passageiros, os pneus devem
cumprir outras funções igualmente
importantes, como aderir à pista sob
quaisquer condições e possuir boa resistência.
Os fabricantes têm conseguido
combinar todas essas qualidades. A
explicação para o fato está no refinamento da construção de um pneu
- que vai desde a seleção de materiais adequados até o desenho da configuração dos sulcos.

Composição
\'
1

Um pneu moderno consiste em diversos componentes, alojados dentro de
uma estrutura de borracha moldada: a
carcaça. O principal reforço é obtido
por meio de camadas de tecido misturado com borracha, chamadas lonas.
Elas são enroladas no pneu de forma
a conferir maior rigidez à estrutura.
Na borda interna do pneu, há dois
cabos de aço - os talões - dentro

da borracha. Eles prendem o pneu O que é um pneu?
firmemente na borda das rodas, des- O pneu moderno é um anel inflável
de que a calibragem esteja correta. de borracha colocado em torno da
roda. Compõe-se de uma carcaça
com cabos de aço embutidos em
Pressão do ar
sua borda interna, que se encaixa na
Com o pneu colocado, o ar comprimi- roda e impede o vazamento de ar.
do força os cabos de aço contra a bor- Tem ainda paredes laterais flexíveis,
para absorver choques, e uma banda
da da roda. A perfeita junção entre es- de rodagem que facilita a aderência
ta e o revestimento interno da carcaça ao solo.
retém completamente a pressão do ar.
Alguns pneus precisam de uma
Esse conjunto - mais sofisticado câmara para reter o ar. Outros, os
recebe o nome de pneu sem câmara. pneus sem câmara, conservam o ar
O modelo tradicional, com câma- por meio do revestimento interno de
ra, tem funcionamento semelhante ao suas carcaças. Os dois tipos
dos pneus de bicicleta e vem se tor- possuem uma válvula para
calibragem.
nando obsoleto.

Pneu diagonal
O pneu convencional, com lonas diagonais, foi muito usado em carros populares até a década de 70. Mais tarde, porém, sua utilização se restringiu
basicamente aos automóveis clássicos
e veículos utilitários.

Construção do pneu diagonal
Este modelo mais antigo é dotado de
camadas de lona incrustadas na
borracha. As lonas ficam dispostas
diagonalmente, umas em relação às

outras. Esse arranjo confere maior
rigidez ao conjunto
em quase todas as condições
de superfície.

Perfil do pneu diagonal
A banda de rodagem de um modelo
diagonal está confinada à superfície
plana do pneu. Se corretamente
calibrado, suas laterais são mais
rígidas que as de um pneu radial.

banda de rodagem
sulcos e
cortes de
drenagem

J.J
I

talões
de aço
revestimento
interno

53

No pneu diagonal, toda a força estrutural é fornecida pelas lonas. Elas
são dispostas de modo que o tecido
fique em ângulo de cerca de 45° daí o nome diagonal.
radial

diagonal

radial

diagonal

Comportamento
Bem calibrado, o pneu radial verga
mais que o diagonal, acima da faixa
de contato. Também possui maior
rigidez e resistência na banda de
rodagem, de modo que, em
movimento, esta não se deforma e a
faixa de contato mantém a
aderência.
Já no diagonal, os sulcos da
banda sofrem deformação e se
comprimem. Depois de passarem
pela área de contato, voltam à
situação normal. Por isso, o radial
faz curvas com maior aderência,
pois a distorção é absorvida apenas
por suas paredes laterais, macias e
elásticas. Nesse caso, o conjunto da
carcaça é pouco exigido.
sulco

Radial
A maioria dos fabricantes tem optado por equipar seus carros com pneus
radiais. Além de oferecer maior estabilidade devido à boa aderência ao
solo, esse modelo, graças a sua construção, possui vida útil mais longa
que os do tipo diagonal.
Todas as lonas ficam posicionadas
radialmente, ou seja, em ângulo reto
de um cabo de aço até o outro. Essa
configuração deixa a carcaça mais flexível do que a utilizada no pneu diagonal, o que resulta num curso mais macio. Para dar resistência ao conjunto
e reduzir ao mínimo a distorção da
banda de rodagem, o pneu radial tem
duas ou mais lonas de reforço. Esses
dispositivos, chamados cintas, são colocados longitudinalmente,
um em cima do outro, sob a banda de rodagem.
A textura da cinta apresenta semelhanças com a dos pneus radiais, em-

bora o ângulo seja menor. Forma-se,
assim, um anel rígido que ajuda a
sustentar a banda de rodagem. A cinta de reforço é confeccionada em náilon ou fios de aço. Neste último caso, o conjunto chama-se pneu de aço.

Prós e contras
Há vantagens e desvantagens em ambos os tipos de pneus. O diagonal tem
as paredes laterais mais rígidas e resistentes. Bastante adequado a terrenos irregulares, esse modelo resiste
melhor a impactos laterais, porém a
banda de rodagem possui uma duração muito reduzida.
O radial aumenta a segurança na
dirigibilidade e sofre menor atrito na
rodagem. Por isso, exige menos potência do motor para fazer o carro se
movimentar - o que influi favora- .
velmente no consumo de combustível. A duração de sua banda de rodagem é duas ou três vezes maior do
que a do pneu convencional.
O pneu radial também é mais flexível que o diagonal e, portanto, possibilita uma rodagem macia. O pneu
flexiona mais nas curvas e mantém o

Construção do pneu radial
Os radiais caracterizam-se pelas
lonas estendidas de um lado ao
outro dos talões, aliadas a um cinto
de lonas de reforço. A boa
cortes finos

estabilidade desse tipo de pneu
provém do cinto de reforço - com a
textura das lonas em ângulo umas
com as outras.
sulcos
principais

";'~~~~~:i~p'~r;;=----de drenagem

cinto de
lonas de refo

lonas com
textura
radial

Perfil do pneu radial
Os sulcos do pneu radial atingem as
paredes laterais. Mesmo bem
calibrado, suas paredes se dilatam
- ao contrário do diagonal, que é
rígido - e o pneu parece um pouco
"gordo".

faixa
de atrito

talões e seu L...... __
revestimento

~

1

máximo da banda de rodagem no
chão - aumentando a aderência do
carro ao solo. Há algumas desvantagens: o volante fica pesado nas manobras e o pneu de aço faz muito barulho ao enfrentar determinadas superfícies.

o radial, por sua vez, sempre aparenta estar murcho, mesmo com a calibragem correta. A banda de rodagem
prolonga-se um pouco em direção à parede lateral. Essa área intermediária é
o ombro dopneu e representa a característica mais marcante do radial.

Diferenças

Banda de rodagem

Em geral, você pode distinguir o pneu
radial do convencional com facilidade. Este último tem as laterais rígidas. Parece sempre bem cheio e a largura da banda de rodagem é menor,
em comparação com a do radial.

A banda de rodagem é feita de borracha pura, ou misturada com material sintético, moldada na carcaça e
na cinta de reforço. Tem a função de
manter o pneu preso à estrada sob
quaisquer condições climáticas.

volume principal,
dispersado pelos
sulcos de drenagem

A "pegada" do pneu
Essa denominação cor responde
à faixa de contato de um pneu
quando o carro está em alta
velocidade. Um canal extra - largo
e fundo - recolhe, rapidamente, a

água localizada na área de contato.
Em seguida, esse volume principal é
dispersado através dos demais
sulcos e canais da banda
de rodagem.

Contato na água

sulcos
principais
de drenagem

Esta fotografia - obtida num teste,
sob uma chapa de vidro ~ mostra a
faixa de contato quando um pneu
passa pela água.
Pode-se observar o volume
principal de água sendo empurrado
para os lados do pneu ou dispersado
por meio dos canais principais. Os
sulcos menores "enxugam" ou dão
vazão ao que restou da água,
abrindo uma faixa seca para o pneu
aderir.

Aquaplaneio
banda de rodagem
avançando para
o ombro do pneu

Um pneu "careca" tem pouca
espessura na banda de rodagem e
não dispersa a água numa estrada
molhada. Por isso, ele desliza sobre
a pista (aquaplaneio), fazendo
o motorista perder o controle do
carro.

55

No exemplo acima. eliminam o restante da água.e proporcionam uma superfície mais seca e aderente. as letras interpostas entre os tamanhos indicam a velocidade máxima suportada pelo pneu. Numa estrada plana e seca. Expressa-se esse valor percentualmente.nome de recauchutagem. como melhor desempenho em altas velocidades. Quanto maior a velocidade do carro. A faixa de velocidade é representada por uma letra isolada no fim do código. A esse processo dá-se o . A marca de tamanho dá a largura do pneu na banda de rodagem e o diâmetro da roda. As medidas são fornecidas em polegadas.expulsando-a para trás e pelos lados .40-13 indica que tem 6. o pneu à esquerda Existe uma tendência para a utilização de rodas mais largas. Normalmente. Os pneus mais largos aumentam a área de contato com o solo e apresentam vantagens. pois tem maior área de contato com a superfície da estrada. por exemplo.instalado numa roda ultralarga.Tamanhos e marcas Todos os bons pneus novos e recauchutados trazem. aumenta a quantidade: dois galões. Para sanar esse defeito e se adequar às variações de solo. "HR" indica até 210 km/h. um código 155-13 representa uma largura de 155 mm numa roda de 13 pol. A seguir. na série 150 8R 13. na Inglaterra tem indicações um pouco diferentes. tem uma relação da ordem de 70 % . Nos pneus radiais mais antigos. para que a superfície ganhe um nível razoável de aderência. Estes permitem o afastamento da água . significando radial. mas estão se popularizando os modelos com relação de 70% (centro). Há ainda sulcos menores que. o material da banda antiga é removido.por meio da redução na altura do pneu e aumento na largura (acima). A tendência dos pneus modernos é assumir uma forma mais achatada e larga . embora prática semelhante seja usada na fabricação de pneus novos. Esse tipo. por exemplo. está montado numa roda comum. Há apenas uma letra. . Aplicações de calor e pressão sobre a nova borracha moldam-na à carcaça. à esquerda) apresentam uma relação de 100 %. a película de água impede a aderência da borracha. e "VR" acima de 210 km/h. a letra "8" indica um limite máximo de 180 km/h de velocidade. Por exemplo. temos um pneu com uma relação de 80%. os pneus radiais têm sua largura avaliada em milímetros. 56 Recauchutados Um pneu recauchutado. indicações de tamanho e faixa de velocidade.com uma relação de aspecto muito baixa . Numa pista molhada. "8R" significa que o pneu é adequado para carros com 180 km/h de velocidade máxima. milímetros ou numa combinação de ambos. interposta entre os códigos de tamanho: "R". maior é o trabalho para a banda de rodagem. O da direita é um pneu de competição . A 96 km/h. A relação abaixo de 60% é usada em carros esportivos. Um pneu diagonal assinalado com 6. Sob chuva pesada. é usado apenas nos carros de corrida. Os pneus comuns (acima. Inicialmente. estabilidade nas curvas. como o próprio nome diz. a banda de rodagem de um pneu médio remove cerca de um galão de água por segundo. na parede lateral. maior capacidade de carga e durabilidade. Assim.40 pol de largura numa roda de 13 pol de diâmetro. Os pneus de baixo perfil também têm sua relação de aspecto indicada no código. é a carcaça de um pneu usado que recebeu nova banda de rodagem. chamado slick. um pneu de banda lisa oferece melhor aderência. como esponjas. Relação de aspecto Esse nome é dado à relação emre a altura de um pneu e sua largura. faixas novas de borracha são colocadas sobre a carcaça do pneu velho de modo a reconstituir sua área de contato ao solo. Um pneu marcando 175/70 R 13. numa estrada molhada. 155R13 76 5 Essa codificação mais moderna usada. Acima. todos os pneus recebem sulcos. devido a sua maior capacidade de carga e estabilidade nas curvas.

rio entanto. O sistema de escapamento conduz os gases residuais quentes do motor. conectados ao cabeçote de cada um dos cilindros.abertos. E. para longe do carro. ligam-se aos dutos de escape. O coletor de escape leva os gases queimados dos dutos de escape para a tubagem. que podem causar vertigens ou sufocamento. Se precisar deixá-tos . então. por sua vez. O coletor é. há o risco de os gases penetrarem no interior do carro. abra também as janelas laterais. quando bem regulado. ligado à tubagem que corre por baixo do carro até ~ Perigo dos gases Os gases de escapamento contêm monóxido de carbono (um gás venenoso) e dióxido de carbono. Isso permite uma maior potência ao motor. o escapamento deve oferecer uma via de escape aos gases residuais do motor. desviar ou absorver algumas das ondas sonoras mais penetrantes. finalmente. o que permite um melhor fluxo do gás. pode parecer que o sistema de escapamento não envolve maiores complexidades técnicas. através dos quais os gases deixam os cilindros. Num típico motor de quatro cilindros. por sua vez. provocando dores de cabeça. o coletor de escape leva os gases dos dutos de escape para a tubagem. reduzindo o ruído. ao impedir a passagem. o silenciador absorve ou impede a passagem das ondas sonoras. desde os dutos de escape da câmara de combustão. reduz a um nível aceitável os ruídos gerados pela descarga dos gases queimados. Ao dirigir com o porta-malas um pouco aberto. náuseas e até mesmo desmaios. liberando A silêncio no carro os cilindros para que recebam nova carga de combustível. gases de escapamento duto de escape válvula de escapamento 57 . Sua concepção. Estes. o sistema de escapamento pode estimular a rápida saída dos gases queimados no motor. esses gases são lançados na atmosfera pelo tubo traseiro. a livre saída desses gases. Peças do sistema o sistema de escapamento possui diversos componentes. O silenclador. Em primeiro lugar. a tubagem e o silenciador. também. Expulsão dos gases do motor o tubo traseiro permite a livre saída dos gases -----"'~ escapamento. O coletor de escape consiste numa série de tubos ramificados. o coletor tem a forma de um garfo de quatro pontas. resultando em dois tubos que também se unem depois. Deve.o escapamento primeira vista. Por isso. atenuar o ruído das ondas sonoras produzidas pelos gases que saem do motor sob alta pressão. Após atravessar o coletor de escape. exigiu muitos anos de pesquisa para que ele exercesse adequadamente suas diversas funções. O tubo traseiro permite. feche bem o porta-malas ou a porta traseira. Existem modelos cujos pares de tubos se unificam.

Apesar de muito usado nos carros produzidos em larga escala. apresentando as vantagens do custo baixo e fácil fabricação. um espaço maior. O silenciador de chapas defletoras (acima) incorpora placas ou algum outro tipo de barreira para desviar o fluxo de gpses. Nesse modelo.nciadclL __ ~. a energia deles. fazendo. A maioria dos autom. tubo de admissão perfurado 'I O ressonador (acima) possui uma série de orifícios e câmaras de ressonância. porém. as perfurações e o material amortecedor tendem a entupir e deteriorar com o tempo. Porém. Um outro modelo. passa a agir como um ácido fraco queveventualmente.passam a ocupar. a tâmara de combustão recebe menor volume de combustível novo e. as tubulações são feitas em aço fundido. Emconsequência acabam perdendo parte de sua energia e também de seu barulho. conseqüentemente. produz água sob a forma de vapor.óveis modernos conta com um sistema misto de silenciadores. a retropressão fica minimizada. prosseguem ao longo de um tubo mais fino e entram na caixa de expansão. Quando o silenciador ou o tubo de escapamento estão frios (por exemplo. o vapor corrosivo condensa-se dentro do tubo de escapamento. pois a gasolina queimada. um após o outro. Daí. repentinamente. que obrigam os gases a alterar sua direção muitas vezes. câmara de Tubos de escap6 Esses componentes são projetados para evitar a interferência entre as' ondas de gases de escape que saem de cada cilindro. denomina-se tubo traseiro. Nos carros a álcool. minimizando a perda de potência. Em geral. Nesse sistema.o primeiro abafador. assim. Silenciadores Há três tipos básicos de silenciador. outros tubos levam os gases quentes residuais até a parte traseira do veículo. As superfícies internas dos tubos (muito irregulares). 58 Vida útil Os silenciadores e o escapamento têm propensão à corrosão pela ferrugem. exigindo tratamento especial para os componentes. A esse tipo de fenômeno dá-se o nome de retropressão. A seção final. Consiste num tubo perfurado. também pode provocar a retropressão.dificultado também pelo desenho da tubulação. em alguns casos. Uma variante deste último sistema resultou no escapamento ressonador. reduzindo o nível de ruído no conjunto. dissipando. que atravessa uma caixa guarnecida com lã de vidro (ou de aço) para amortecer os ruídos. com muitas curvas agudas. Trata-se de uma com- binação muito útil. o terceiro tipo de componente é o silenciador de absorção. Têm por função liberar ao máximo o fluxo dos gases para o tubo de escape. os gases provenientes do motor atravessam o tubo de escape. impossibilitam um fluxo de gases adequadamente livre . Modelos de sileneiadores corpo do sile. Em conseqüência. material absorvente Um tubo de passagem reta. sua construção pesada impede a ressonância no conjunto. pois cada um dos tipos se desempenha melhor na absorção de freqüências diferentes. a caixa de chapas defletoras. Em decorrência dela. pois os gases fluem diretamente pelo tubo. pode perfurar o metal. no entanto. . Esse modelo dissipa a maior parte da energia dos gases e os rufdos são absorvidos sem provocar retropressão excessiva. além de conter sais de chumbo e ácido. sendo que o mais simples chama-se câmara de expansão. podem se acumular na câmara de combustão. por onde os gases de escape sobem. o sistema provoca a retropressão. (à esquerda). na primeira partida do dia). Esse tipo de silenciador. todo perfurado. Daí. que reduz a potência do motor. grande parte de sua energia dissipa-se. consiste numa caixa de expansão dotada de uma série de divisões. com diâmetro igual ao dos outros tubos do sistema. ou direta permite o livre fluxo dos gases. para impedir o fluxo dos gases. Esse tubo. Além disso. Este opera com dois tubos perfurados: um leva os gases para a caixa enquanto outro os retira. Em contrapartida. é envolvido por um material que absorve o som.o problema da corrosão é mais grave. Quando os gases de escapamento encontram-se excessivamente comprimidos. através dos quais os gases seguem até o tubo traseiro. Lá . &S placas defletoras são mais eficientes que as perfurações. o motor produz menos potência. com que atravessem caixas silenciadoras extras.

fundidas no bloco do motor) até atingir os componentes que precisam de lubrificação. o óleo é conduzido através de um tubo captador até a bomba de óleo. Esse componente assemelha-se àquele usado no arrefecimento de água. o lubrificante mantém-se relativamente resfriado. evitando o superaquecimento. vareta de válvula eixo comando de válvulas . disposta longitudinalmente no motor. Do cárter. que fica preso à parte externa do bloco do motor e retém as partículas mais finas que passaram pelo primeiro filtro. Em geral. de lubrificação o cárter atua como um reservatório geral de óleo para o motor. Neste ponto. o sistema A bomba força o lubrificante através do filtro de áleo. O óleo é armazenado num reservatório chamado cârter. assim. Primeiro. o sistema de lubrificação do motor garante que todas as suas peças móveis . e a presença de elementos estranhos pode danificar o motor. o óleo segue pelas passagens (pequenas aberturas perfuradas ou. por estar exposto ao ar. na parte inferior do motor.Ciclo do óleo no moto. refrigerando o óleo apenas quando necessário. Dela.especialmente pistões.funcionem sem que suas superfícies entrem em atrito. O elemento filtrante deve ser trocado a intervalos regulares. às vezes. perde parte dê seu poder lubrificador. Um radiador de óleo resolve o problema. o lubrificante atravessa uma passagem chamada galeria principal de ôleo. o motor pode ser exigido a ponto de o fluxo de ar no cárter não bastar para a refrigeração do óleo. casquilha --4---- filtro de óleo 59 . que. embora seja mais resistente para suportar a pressão do óleo. virabrequim. Dentro do motor Do filtro. fica ligado ao resto do sistema por um termostato. passa por fu- Refrigeração do óleo Em carros de alto desempenho. bielas e tuchos . Esse tubo contém um filtro de malha grossa para a retenção dos fragmentos maiores de metal ou poeira. mancal do eixo comando de válvulas mancal principal. eixo comando de válvulas.

As passagens que permitem essa distribuição são conhecidas como sangrias ou tributárias. O óleo passa para uma galeria de escape central e daí segue para o motor. o óleo penetra novamente no cilindro. ros de alimentação até chegar ao virabrequim. Os filtros centrífugos precisam de manutenção regular.. após ser aquecido durante sua passagem pelo interior do motor.. na medida em que estes se deslocam para baixo. •. 60 passagem para o óleo passagem pequena . onde atua sobre os mancais principais.. Neste componente.em alguns casos..• f--\-I~ pé da biela haste da biela ---t~ haste da biela (à direita). o excesso de óleo é eliminado das paredes do cilindro pelos anéis dos pistões. que gira e conduz o óleo. é lançado do pé da biela contra as paredes do cilindro. fura-se uma pequena passagem na biela. Ambos têm capacidade de recalcar vários litros de óleo por minuto.. elevado pela rotação das engrenagens. os cabeça __ -da biela casquilho -"""'--mancal principal mancais dos eixos dos balancins também recebem óleo. Além de levar óleo ao virabrequim e à biela. Em alguns motores. onde se acumulam num recipiente...•. que equipa o Fuscà. sofre resfriamento e é então bombeado mais uma vez para o sistema. A galeria principal de óleo tem ainda uma outra sangria. que serve para ligá-Ia à corrente ou às engrenagens sincronizadoras do comando de válvulas . acionada pelo .normalmente acionadas pelo comando de válvulas ou pelo virabrequim -. essa sangria também alimenta o tensionador da' correia.. com limpeza do recipiente.. Bombas de óleo Em geral. untando as paredes dó cilindro. cabeça da biela casquilho ... o óleo ocupa o espaço entre os dentes das peças.". usa a força centrífuga na filtragem. Na outra. O óleo..~ mancal--t----+-'"""'7'''principal Filtro centrífugo Um filtro de óleo menos comum.. Além de lubrificar os mancais.. O óleo que sai dessa passagem. lubrificante.. O primeiro modelo tem um par de engrenagens combinadas.•••---i""'Il--- E!S.. Em outros motores.II~- """"".. Pode-se lubrificá-Ias de duas formas: numa.~H'c. os motores empregam dois tipos de bomba de óleo: o de engrenagens e o do rotor. lubrificando suas paredes nesse ponto. Quando os dentes passam de seu ponto de engrenamento. o lubrificante é forçado a sair sob pressão.. Em ambos os sistemas. sem desgaste excessivo..••. o óleo percorre uma passagem que liga o centro da biela ao seupé.. À medida que elas giram . por exemplo. Esse filtro contém uma lârnlna. em motores com válvulas no cabeçote.vlrabrequirn.•••'------?"'~.•".. a força centrífuga as lança para fora do filtro... sob a pressão do cilindro. para que o óleo seja lançado contra as paredes quando ela se movimenta pé da biela-- .Lubrificação das paredes do cilindro As paredes do cilindro têm de ser lubrificadas para que os pistões possam se mover perfeitamente na vertical.. O outro tipo de bomba consiste em dois rotores de formato especial: um . o lubrificante é esguichado para debaixo do pistão através de uma pequena passagem na biela. Pequenas passagens perfuradas no virabrequim conduzem o óleo até os casquilhos das bielas. a galeria principal também fornece lubrificante aos rolamentos do eixo comando de válvulas. Como as partículas de poeira são mais pesadas que o .•• ----J --.• v --H" •.. uma passagem atravessa o centro da biela até seu pé (extrema direita). retorna ao cárter..

•.-. Devido ao fato de a bomba ser acionada pelo comando de válvulas ou pelo virabrequim. 61 . As lâmpadas-piloto ou de advertência também têm um sensor na galeria principal.. o motor pode danificar-se para sempre. puxa o óleo e o faz ocupar o espaço entre ele e o roto r externo. num efeito de bombeamento análogo ao da bomba de engrenagem. Quando a pressão sobe no interior dos tubos. O princípio de bombeamento é igual ao da bomba de engrenagens: à medida que o rotor interno gira..r-_. externo rotor interno . Pressão muito alta indica bloqueio do filtro de óleo ou de uma das passagens. a pressão fica. A seguir.. indicando assim o nível de pressão. os carros têm manômetros ou lâmpadas de advertência. o diafragma do sensor faz um contato elétrico e acende a lâmpada de advertência. a corrente que flui do sensor para o manômetro se altera. o flexível tende a enrijecer e acionar um ponteiro no mostrador. Esta se abre quando a pressão se torna demasiadamen- Alerta da pressão A pressão do óleo alta ou baixa em demasia pode danificar seriamente o motor. pois o calor deixa o lubrificante muito viscoso. Para que isso não ocorra. ól rotor ----jp. coincidem com a quantidade de óleo exigida pelos mancais . Os manômetros elétricos têm um sensor ligado à galeria principal e ao mostrador. Em ambos os casos.. Cada face do motor interno se acopla com outra face do externo. externa. Os primeiros ficam ligados diretamente à galeria principal por meio de um duto. A bomba de rotor também tem seu acionamento controlado. o defeito não é tão grave. Um motor frio também registra maior pressão de óleo do que um quente.=. em geral. Nesse caso. quando as faces de ambos se juntam. pelo comando de válvulas ou pelo virabrequim. porém. A cónfiguração do conjunto permite que as faces do rotor interno (quando este gira) correspondam periodicamente às do externo.que requerem maior volume apenas quando as rpm (rotações por minuto) do motor aumentam. ou mau funcíonamento da válvula de alívio de pressão. As oscilações no fluxo. obviamente. o óleo escapa sob pressão. tubo flexível escala Dois tipos de bomba óleo A bomba de engrenagem contém um par de peças correspondentes que giram num compartimento estreito. a pressão gerada pela bomba para forçar a passagem do óleo por aberturas estreitas pode ser alta o bastante para danificar o componente. Quando a pressão cai abaixo de um determinado nível. O óleo é puxado de um dos lados pelas engrenagens e forçado por elas a sair pelo outro. indicando a pressão do óleo. pare o carro imediatamente. mas deve-se consertar o carro o mais rápido possível. este une-se a um tubo flexível. Existem manômetros de óleo mecânicos ou elétricos.. A pressão gerada pela bomba de óleo varia muito.I apresenta-se interno ao outro. Se prosseguir. Impede-se que isso ocorra por meio de uma válvula de alívio no bloco do motor ou no interior da bomba. Com a variação da pressão do óleo. submetida às variações de rotação do motor. Pressão multo baixa indica que há vazamento de óleo devido ao desgaste no motor ou na bomba de óleo. Quando o conjunto motriz está frio. A bomba de rotor tem uma peça interna que se engrena com outra.

já não é mais empregado superfícies dos componentes. denominado sisnar o problema. pel.óleo está frio e muito grosso para mitindo que eles passem inofensivafluir bem. caminho do motor. O papel sanfonado tem maior área de filtragem. Na mangueira. modernos. Esse dispositivo se abre para desFiltros de óleo viar o óleo do filtro assim que a diA maioria dos filtros de óleo dos car. apenas parte do óleo é filtrada a cada volta pelo circuito de lubrificação. . permite que o óleo Apesar da lubrificação contínua das flua mais rápido. atravessa o elemento de No sistema de circulação total. Esses gases poderiam ser simples. assim. Para contor. Esse elemento. chamado sistema de escapamento ainda penetra entre as derivação. retorna ao cárter.. per. embora tenha uma desdor. de lá. parte dos gases de gem: o primeiro. Nele..ferença de pressão interna atinge uma ros modernos usa um elemento de pa. mas isso poluiria o ar. impregnado com resina. Muitema de respiro). capaz de reter partículas de sujeira e detritos de tamanho microscópico. o volume integral de óleo passa pelo filtro. uma válvula de vantagem: à medida que o elemento uma via se abre quando a pressão dos filtrante é bloqueado ou quando o gases no motor aumenta demais. o motor. a pressão dentro do filtro mente pelo carburador até chegar ao pode aumentar até rompê-Io. o lubrificante sempre que a pressão aumentasse. o borracha que liga o motor ao filtro sistema equipa a maioria dos carros de ar ou à tomada de ar do carbura. filtro conta com uma válvula de alívio. válvula de derivação saída para o motor 62 No sistema de derivação. todo o óleo atravessa o filtro a de onde flui para o motor. O restante do produto mente liberados para a atmosfera através de uma válvula de uma via atravessa uma pequena passagem até o filtro de óleo. os motores têm um sistema de emissão do cárter (ou sis. Para impedir que isso aconteça. Se a pressão no interior do filtro aumenta muito. o óleo sobe do cárter para a bomba e resulta num aumento na pressão.um volume maior passa para a galeria principal. o óleo entra no filtro pelo lado externo. volte para o cárter.tema de circulação total. elemento de papel impregnado \ . onde são queimados. paredes do cilindro e da boa vedação Há dois tipos de sistema de filtrados anéis e pistões. Este consiste numa mangueira de to mais eficiente que o primeiro. o elemento pode filtrar o óleo rapidamente sem que a pressão aumente muito. No outro modelo. O que em muitos carros modernos. ~ .marca de 10 a 20 psi. sanfonado e de maior superRespiros do motor fície de filtragem. uma válvula de derivação se abre para desviar o te alta e permite que parte do óleo óleo do filtro.---------------- Como o filtro funciona Sistemas de circulação total e de derivação o filtro de óleo mais comum contém um elemento de papel dobrado impregnado com resina para deter partículas de sujeira. papel e sai pelo centro do recipiente.

nos de tração traseira. Finalmente. servocilindro alavanca de acionamento tubo flexível Nos carros com embreagem por cabo. ou os cilindros estejam vazando.veja depois como é possível conduzí-lo mesmo sem embreagem. você ainda sente um tranco ao mudar de marcha. Você deve levar o veículo até uma oficina . veja se há fluido em torno do servocilindro. em primeiro lugar. a falha se deve em geral à ruptura do cabo ou da articulação dó pedal. pois a embreagem não se solta por inteiro. Folga da embreagem Outro problema comum nas embreagens é a folga. Essa anormalidade indica que o mecanismo da embreagem quebrou. sem oferecer a resistência usual. Para isso. CABO O cabo pode estar engripado ou gasto. Ou então rompe-se soltando-se da alavanca ou pedal de acionamento. Acompanhe o percurso do tubo hidráulico pelo compartimento do motor até o cilindro mestre. I Você está guiando e coloca o pé na embreagem para mudar de marcha. pode-se restaurara ação da embreagem completando o cilindro mestre com fluido. Se há um ser.essa checagem define se o conserto é possível ou não. Cabo ou alavanca I Verifique. Há pouco a fazer nesses casos. provavelmente você verá um recipiente com as paredes untadas de óleo. veja se não há vazamento no sistema.Quebra do cabo da embreagem Tipos de embreagem Quando uma embreagem mecânica quebra. Verifique a folga do cabo da embreagem e ajuste-o sempre que necessário. o Sistema hidráulico Inicialmente. Quando isso ocorrer. Depois. Desparafuse a tampa. porém. Nesse caso. cheque se não há vazamento no próprio cilindro mestre . dificultando a operação' da embreagem. porém vazio. se a embreagem de seu carro tem acionamento hidráulico ou mecânico . Mesmo com ele totalmente acionado. veja se há condições de realizar o reparo. é possível realizar um conserto temporário que possibilite levar o carro até sua casa ou até uma oficina mecânica para reparar defeito. mas percebe que o pedal está totalmente arriado. a embreagem é hidráulica. A solução é guiar bem devagar até uma oficina ou até sua casa. vocilindro curto e largo. alavanca de acionamento HIDRÁULICO Caso todo o fluido tenha escapado do reservatório. Caso você tenha uma lata de fluido no porta-malas do automóvel. qtJe se manifesta com um jogo (curso livre) muito grande no pedal. 63 . observe a lateral da carcaça da embreagem (em carros de tração dianteira basta abrir o capô para fazer essa verificação. a embreagem opera mecanicamente. o sistema perde sua ação hidráulica e a embreagem fica com curso reduzido ou nulo. se você encontrar apenas um cabo. com um tubo saindo dele. não é possível realizar um conserto temporário. Com uma embreagem hidráulica. pare o carro e coloque a alavanca do câmbio em ponto morto. a falha quase sempre tem a mesma causa: vazamento no sistema. Nas embreagens hidráulicas. Numa embreagem hidráulica. à procura de vazamentos no sistema. o exame é feito pela parte de baixo do carro).

Se necessário.000 a 3. engate a primeira e pise até a metade do curso do acelerador . Verifique o tráfego. e tampouco com pouca potência. force a alavanca de câmbio para o ponto morto enquanto o motor ainda estiver puxando o carro. conduza o carro com cuidado até sua casa ou até uma oficina. contraporca porca de regulagem alavanca de acionamento Normalmente. com o motor desligado. Quando o trânsito estiver livre à sua frente. enquanto muda de marcha. Ao dirigir sem embreagem. dê a partida no carro. engate a primeira marcha. Por isso. Solte um pouco o acelerador. basta bombear o pedal algumas vezes para restabelecer o funcionamento normal. Solte a chave da ignição. então. 2 Ligue a chave e pise no acelerador até a metade de seu curso. para sangrar o máximo possível de ar. usualmente junto da alavanca de acionamento. você mesmo pode regulá-Ia. Solte a chave. às vezes. pare depois de alguns quilômetros para verificar o nível de fluido. O carro vai deslanchar para a frente e o motor vai pegar. aumente aos poucos a velocidade do motor. complete o reservatório e bombeie o pedal algumas vezes. 64 1 Com o motor desligado e o freio de mão puxado. mantendo o acelerador na mesma posição. com sorte. especialmente quando se força o motor. a alavanca entra facilmente. á Guiar sem embreagem Inicialmente. Para as demais marchas. Quando usar o carro de novo. 4 Para sair da primeira. optando pelas marchas mais baixas. em que as velocidades do carro e do motor sejam compatíveis. pronta para colocar uma segunda marcha. mantendo o pé nessa posição. É necessá- rio achar o momento certo. o motor atuará como freio. a menos que você force demais a embreagem . Ao perceber que terá de parar. A partir daí. A seguir. 3 A seguir. deixe o carro em ponto morto. pois o carro vai trepidar e é provável que morra. Se tiver ferramentas e localizar o ajuste da embreagem. o problema é percebido com facilidade. . Nesse caso. deixando os anéis sincronizadores fazerem o papel da embreagem. Mas é recomendável verificar o ajuste regularmente. Em geral. deixe sua rotação cair um pouco. Espere até o motor atingir de 2. Isso acontece quando o cabo está esticado demais ou a embreagem sofreu desgaste e o mecanismo de auto-ajuste não atuou no sentido de compensar essa folga. A seguir. Nessas condições. e então engatar a marcha. dê a partida e solte o freio de mão. o pedal da embreàgem fica preso. numa ladeira muito íngreme. A regra mais importante é não dirigir devagar demais quando o carro estiver engrenado. Se esperar até que o carro esteja rodando bem devagar. acelere suavemente. o carro continua a andar em primeira. o ajuste da ernbreaqern não se desprende com facilidade. você precisa prever as situações do trânsito com bastante antecedência. você precisa mudar de marcha sem embreagem.Embreagem patinando Isso pode resultar de desgaste ou da penetração de óleo entre os discos de embreagem. será difícil desengatar a marcha. O ajuste é feito afrouxando-se a porca de regulagem. o procedimento é o mesmo. Caso não possua uma lata de fluido de reserva no carro. O calor agrava o problema. única solução é dirigir sem embreagem até a oficina mais próxima.por exemplo. complete de novo o reservatório. bastante acelerado.um ponto em que o motor não está sendo forçado. Ele vai deslanchar para a frente (esteja preparado para isso). Como fazer o carro andar sem embreagem Alarme falso Alguns carros são equipados com cabo de embreagem auto-ajustável e você perceberá que. Se o trajeto for muito longo.000 rpm (rotações por minuto) . Deixe a mão sobre a alavanca de mudanças. uma solução temporária é deixar o capô aberto-até e meter esfriar.

caso contrário. permitindo conduzir o veículo normalmente. reduzse demais a distância entre a carroceria e o solo. No caso de um pneu traseís o descontrole é maior. Nunca freie de repente. Trata-se de uma embalagem tipo aerossol. pois o pneu pode sair do aro. quando o furo é no pneu traseiro. calce a ferramenta com um pedaço de madeira plana ou de metal para que não afunde. A finalidade do produto é possibilitar que você leve o carro até sua casa ou ao borracheiro. até que o pneu murcho suba em cima do estepe. Procedimento em caso de estouro de pneu Se um pneu dianteiro com o carro em mar "'3Cê ainda terá controle da eçãn. Uma solução é conduzir o veículo até o meio-fio. O melhor é deixar que ele perca velocidade so- zinho. O vedador também infla o pneu. Depois de conduzir o carro para o acostamento ou para a pista de menor velocidade. com o pneu murcho. Seja qual for a roda em que ocorrer o problema. Agora comece a operação de troca do pneu. se precisar acionar os freios. ao mesmo tempo. o carro fica completamente desequilibrado e pode derrapar com violência ou mesmo capotar. ele sente a direção do carro puxar perigosamente para o lado do pneu avariado. O mais importante é evitar o pânico . para que roda e pneu fiquem alinhados . isso pode travar as rodas e descontrolar ainda mais o carro. 65 . refazer-se do susto e. e avance bem devagar com o carro. Se o carro puxar para um lado não gire o volante para o outro. O volante deve ser mantido sempre reto.qualquer giro mais brusco pode fazer o pneu murcho sair do aro. coloque o estepe deitado no chão. o vedador de pneus pode ser bastante útil. Isso levantará o carro o suficiente para que você possa instalar o macaco. *Vedador de pneus Numa emergência. Colhido de surpresa. vá parando aos poucos e ligue o pisca-alerta. Mas. Como colocar o estepe Às vezes. Se o terreno for pouco firme. Use o pisca-alerta e os espelhos para sair da estrada. O que você tem a fazer é segurar o volante com firmeza e procurar conduzir o carro para o acostamento. fica mais fácil manter o controle da direção .o que o estouro fazer quando um pneu fura de um pneu em alta velocidade constitui uma das piores experiências para um motorista. cesacelerando-o sem frear forte e sem manobras bruscas. contendo um composto de borracha apto a tapar pequenos furos na banda de rodagem. e dirija bem devagar. Quando o furo é no pneu dianteiro. Pare o carro com muito cuidado. Nunca dirija em alta velocidade ou percorra longas distâncias com um pneu reparado dessa forma. ficará ainda mais difícil manter o controle do veículo. Tente endireitar o carro g radativamente. tornando inviável instalar o macaco debaixo do carro. recuperar o controle do carro com a maior presteza possível. então. precisa. à frente da roda que tem o pneu furado. o procedimento para deter o carro com segurança é o mesmo.desde que o pneu não tenha escapado do aro e rachado. se isso não for possível. faça-o mais suavemente possível.

O vedador se revela de grande utilidade quando não há tempo ou condições práticas favoráveis a uma troca de pneu . O problema de um furo pequeno é que ele fatalmente se expande e acaba esvazian- do o pneu até murchá-Io de vez.não esqueça de sinalizar a área com seu triângulo e evite ficar numa posição em que possa ser atingido. 66 1 Desaperte as porcas antes de levantar o carro com o macaco. 2 Caso não consiga instalar o macaco debaixo do carro (devido a altura insuficiente). Assim. mantendo o pneu cheio por um bom tempo. Inicialmente.o que ocorre com maior freqüência em veículos antigos. apóie-a sobre tijolos ou blocos de madeira (acima) e force-a com o pé para soltar as porcas. freqüência. as porcas das rodas estão tão apertadas que é preciso contar comum braço de alavanca maior para removê-Ias. O encaixe do macaco fica mais fácil. verifique com muita atenção toda a área do pneu. você terá de arrumar um de outro tipo para fazer o serviço. Constata-se que o pneu tem um furo pequeno quando é preciso enchê-lo com demasiada. em forma de U. dificultando o trabalho. ele fica tão fortemente aprisionado que chega a vedar o próprio furo. Trata-se de um composto químico mantido sob pressão numa embalagem tipo aerossol. Evite esse problema mantendo-as dentro de uma calota virada para cima. Furos pequenos Se perder todas as porcas de uma roda. para acoplá-Io à ferramenta que aciona as porcas e aumentar assim seu poder de alavancagem. Dirija' bem devagar até a oficina mais próxima.faz o pneu esvaziar-se imediatamente. sob o esforço da chave.um prego. Se tiver uma chave tipo cachimbo. Se o macaco de seu automóvel é do tipo garrafa. se o macaco é do tipo que se encaixa no ponto de apoio. É sempre útil contar com um vedador de pneus entre os equipamentos do carro. traga o veículo para cima do meio-fio e apóie o macaco sobre o pavimento. a penetração de um objeto pontiagudo na banda de rodagem -=. Nos modelos com câmara. formando uma leve película que veda provisoriamente o furo. cialmente e seu conteúdo espalha-se por dentro. se um prego o penetra. caso o carro escape do macaco ou seu ponto de apoio ceda com o peso . troque o pneu. que costumam ter os pontos de apoio enferrujados. 3 Outra solução é pôr o estepe à frente do pneu furado e avançar com o carro até que a roda a ser trocada fique sobre ele. e compre novas peças. trolei ou tesoura. 4 Se o piso for pouco firme e o macaco afundar. Mas. Senão. aumentando sua base de apoio. Como retirar a roda Às 'Vezes. você pode colocá-Io em outro ponto resistente da estrutura do carro para erguê-lo. logo que notar um vazamento. em geral ainda é possível suspendê-Io.Dicas É fácil perder porcas na troca de pneus. Já nos pneus sem câmara. tirando uma de cada roda restante. fixe-a com três porcas. convém deixar o prego no lugar. Nesse caso. Ao ser aplicado no pneu ele o preenche par. procure averiguar sua causa. Quando o ponto de apoio do macaco cede ou quebra durante o esforço de sustentação do carro. Nos demais casos. Leve sempre em conta os riscos envolvidos na troca do pneu: . tente calçá-to com um toco de madeira ou uma chapa de metal. Uma boa idéia é levar um tubo de aço no carro. girará junto com a porca. ] . a roda. por exemplo .ou então quando o estepe já foi utilizado.

67 . quando de trava por completo. dirija o tubo para o chão. transferindo-se o cabo deste para as articulações do conjunto de aceleração no motor. aos solavancos. insira um pedaço de metal na chupeta do cabo e deixe-o perto do bloco do motor. Caso não tenha material para realizar estes testes. Muitas vezes. Quando o cabo do acelerador quebra. sendo que as duas situações têm o alerta antecipado pelos instrumentos do painel ou pelas luzes de aviso. Cheque os sismnalS Faça um exame rápido ignição. cujo reparo pode ser feito sem o emprego de muitas ferramentas. peça a alguém que ligue a ignição. Puxe um do e coloque o conector de lica a uns 6 mm (11 do motor. O acionamento de uma bomba mecânica. peça a alguém que acione o motor de arranque: se o sistema de ignição estiver funcionando adequadamente. POI fim. Caso estejam perfeitos. Examine também com cuidado todos os fusíveis . verifique os fios de baixa tensão. em operação normal. Os dois tipos de bomba. os motores morrem de repente apenas quando estão sem combustível ou sem faíscas. Uma parada mais lenta.aperteos ou limpe suas extremidades para assegurar um bom contato. Lembrese de fazer isso com a ponta do tubo colocada num vasilhame velho. Ou então irnnmll2 nector uma vela de igni . por sua vez. teste a firmeza da fixação da cordoalha terra do motor.c ClJlOO5i1e-- a no bloco do motor. não implicam a parada súbita do motor. Parada total Dentre as falhas que fazem o carro parar. esses automóveis morrem devido a uma falha simples. Já o superaquecimento pode ser notado pelo som diferente causado pela pré-ignição. Em seguida. exige que se gire o motor pelo motor de arranque. Para verificar o fluxo do combustível. pode-se improvisar um "acelerador manual" por meio da adaptação do cabo do afogador.Reparos de emergência Falhas possíveis As falhas que mais atingem o carro. Para acionar uma bomba elétrica. indica problemas com o fluxo do combustívelfalhas semelhantes. você verá faíscas azuis saltando na folga. fazendo-o parar. a que apresenta conserto mais dispendioso é o motor fundido. mas mantenha-o afastado dos canos quentes do escapamento e de qualquer cabo elétrico.geralmente alguns poucos esguichos por segundo. Uma falha na ignição também faz o motor parar. desligue o tubo no carburador e observe 'se o produto esguicha quando a bomba funciona. causadas pelo sistema de ignição. Além disso. Mas. lançam um forte fluxo de combustível . comece um exame dos sistemas: inspecione a bomba de combustível. Um carro parado no acostamento com o capô aberto e o motor inoperante é uma cena comum nas autoestradas. Caso não tenha um à mão. o pedal fica todo abaixado. a bobina e o distribuidor. Em geral. Esse defeito ocorre somente após a perda total da pressão do óleo ou um extremo superaquecimento. Se a luz de alerta da ignição não acende. é pro ável que tenha engripado. devem estar limpos e ligados. Cheque as centelhas das velas e o fornecimento de combustível ao carburador. a perda de pressão do óleo se manifesta por ruídos estridentes (ou um martelar) vindos do motor. são as relacionadas ao corte da alimentação de combustível ou das velas de ignição. Nesse caso.

Examine também a cordoalha terra do motor. se entrar áçua: nos componentes da ignição. faça o carro funcionar engrenado. até a oficina mais próxima. porém. a bomba afasta-se do motor. Problemas de ignição Quando o motor morre. Em dias de chuva. verifique se a falha não está num curto-circuito (um conector desencapado. 68 . para ventilar o tanque. observando a luz da ignição. faça o teste dÓ respiro: destampe o tanque de combustível e veja se. Verifique essa possibilidade. Teste o platinado. Dirija sem a tampa. devido à corrosão dos contatos. Substitua o fusível por outro de mesmo tamanho (pegue-o de um componente menos vital) e continue a viagem. o respiro está bloqueado e a bomba não aspira por causa do vácuo. reaperte-a. deve ficar. Se a cuba de nível estiver inundada. pode-se aumentar o fluxo. sai uma rajada de ar. Isole quaisquer fios e conexões suspeitos com fita adesiva. Antes. remova o tubo do carburador e gire o motor por meio do arranque. depois de remontá-Ias. por exemplo). o espaçador grosso. Nesse caso. Caso o sistema não mostre problemas. retirando algumas das juntas ou espaçadores entre a bomba e o motor. Se você tem um spray repelente de água (tipo WD 40). o carro pode parar. nesse momento. Se mesmo com a bomba firme a alimentação mostra-se deficiente. Já as bombas elétricas podem parar subitamente. seque os cabos de alta tensão e o interior da tampa do distribuidor. se ele estiver queimado. pois isso causa sintomas similares. Examine o fluxo do combustível.Problemas de combustível As bombas mecânicas de combustível não falham sem aviso. Se o sistema de ignição estiver molhado. Se sair. mas a maior parte do sistema elétrico funciona. use-o sobre as peças. Verifique se há conexões em curto e troque o fusível da bobina. QUando as fixações afrouxam. depois. enxugue o excesso de água por completo. Cheque as mangueiras flexíveis para ver se há rachaduras ou vazamentos. Veja se ela não se desligou ou se rompeu. Segure-o contra o bloco do motor. o que impede a descrição do curso da alavanca e reduz a passagem de combustível. Verifique se o dispositivo emite ruídos quando a ignição está ligada. Se ela permanece apagada. mas o carro funcione cada vez pior. Cheque as faíscas com uma vela de ignição no cabo de alta tensão. porém. Caso a bomba de combustível esteja solta. a causa está confirmada. retirando a tampa do distribuidor. cheqando ao ponto de parar. bata-a para assentar a válvula de agulha. Aperte as braçadeiras. uma das causas prováveis é a queima do fusível que protege a bobina de ignição. removendo as juntas ou os espaçadores.

mas preste muita atenção: se o aquecedor soprar apenas ar frio. Uma indicação de temperatura demasiadamente alta significa superaquecimento do motor. deve estar rompida ou escorregando muito no lugar. se percebidos de imediato. caso ocorra elevação de temperatura. ela pode subir pelo orifício da alavanca de câmbio. o que implica a necessidade de desligar o motor. Avisos *Correias Numa viagem. tapando o bocal do escapamento com um trapo. a fim de evitar um superaquecimento. Cachimbos das velas O desligamento de qualquer um deles provoca falhas constantes no motor. Quando a luz da pressão do óleo acende. pode-se improvisar esse dispositivo. Prenda a tampa do cabo de alta tensão. evitando conseqüências mais graves. se necessário. mas se você não abusar dos equipamentos elétricos vai poder rodar por uns 30 km. Os grandes vazamentos são bastante evidentes. Mas. quase inofensivos. a temperatura continuará subindo lentamente. é possível que uma das mangueiras do sistema de refrigeração tenha se rompido e afetado o conjunto motriz. o motor perdeu água em excesso. Qualquer que seja o problema. Procure descobrir a fonte do problema. Portanto.Problemas do motor na estrada Durante uma viagem. a luz de ignição pode acender. Água no escapamento Se isso acontecer e o nível da água baixar muito. As irregularidades no conjunto motriz são denunciadas pelos medidores operando na região vermelha do marcador ou por alguma luz de aviso que se acende. então. Nível de água Problemas no nível de água causam superaquecimento e deficiência no aquecedor. 69 . Qualquer sinal de problemas no motor deve aparecer primeiro nos marcadores do painel de instrumentos. Isso implica a desativação do alternador. Localize os focos de incidência. admitem reparos de emergência. são bastante evidentes. e outra que tem de ser cortada e emendada. deve haver uma junta estourada no cabeçote do cilindro. Tente resolver o problema ligando o aquecedor. Escapamento Um barulho excessivo é sinal de vazamento. a gravidade do defeito é inequívoca . fique sempre atento a eles. Tente localizá-Ia. apesar de viável. é remota. que se adapta a quase todo desenho e tamanho de polia. O defeito pode estar simplesmente num terminal de vela desligado.desligue o motor o mais rapidamente possível. Pare o carro imediatamente e verifique o defeito. de modo a evitar danos mais sérios. A correia de transmissão do gerador. As correias de emergência são de dois tipos: uma versão elástica. A hipótese de que o defeito possa estar nos instrumentos. Instalam-se os dois tipos em torno das polias do virabrequim e da bomba d'água. Nunca negligencie as falhas constantes do motor. caso você não tenha uma correia de reserva. Pressão do óleo .Se a pressão variar em lombadas e curvas. leve sempre uma correia do gerador sobressalente. Fumaça Proveniente do compartimento do motor. Ao mesmo tempo que ocorre a elevação de temperatura. 'Contudo. cheque o nível do óleo. em geral. seu carro pode apresentar defeitos mais sutis que. Verifique o tanque de expansão dos sistemas selados. No entanto. as falhas súbitas do motor. os pequenos.

impede sua execução à beira da estrada. os coxins do motor geram ruídos metálicos. que ocorre no aquecedor ou em suas tubulações'. O problema não acarreta perigo. amarre-o e dirija devagar. é resolvido por meio da ligação dos bocais de admissão e escapamento do aquecedor do motor. espere uns quinze minutos até o motor esfriar. mas evite permanecer nessa situação por muito tempo. O sinal característico de um vazamento de água ou de óleo é a poça que se forma embaixo do carro. Faça a medição do nível de óleo e verifique a firmeza dos parafusos do filtro e o ponto onde o cárter se une ao motor. Se o nível de água está normal. onde não se dispõe de maiores recursos. Coxins do motor I .Tampa do radiador Antes de retirar a tampa. mas os medidores indicam superaquecimento. coloque um trapo na extremidade da tubulação. retire a tampa por completo. puxe-as para certificar-se de que apresentam-se bem apertadas. próximos ao fundo do bloco. Ao averiguar o nível da água. religue os cachimbos das velas de ignição . Investigações Proteja a mão com um pedaço de pano. procure a fonte imediatamente. Se só um dos coxins estiver quebrado. Para fazer um teste. Em todo caso. a fim de abastecer sucessivamente o reservatório. Outro sinal típico de vazamento de óleo é a fumaça. experimente primeiro apertar as presilhas das mangueiras e vedar o vazamento com uma fita adesiva. se o motor continuar funcionando e o barulho vir de outro local. retire o cachimbo para que você possa parafusá-lo ao cabo outra vez. em especial se houver superaquecimento. Sempre que o compartimento do motor fumegar. Contudo. A origem provável desses problemas está na má colocação do aro de vedação. não olhe diretamente para dentro do radiador .se o cabo soltou-se. Os vazamentos no filtro de óleo podem ser sanados com o aparafusamento mais firme do dispositivo. e os 70 que ficam mais acima e ligam·se na parte interna dos pára-Iarnas e do chassi. Um furo no tubo de escapamento não é perigoso. examine a correia do gerador: ela pode estar rompida. O vazamento deve estar nesse ponto. Reparos Quando o vazamento de óleo se localiza entre o cárter e ajunta do mo- tor. junto com o tubo do aquecedor não avariado. causando risco de incêndio. Um exame visual no escapamento pode indicar uma junta quebrada. Um barulho repentino no escapamento indica silenciador furado uma das juntas do sistema pode terse partido. de modo a isolar a fonte do vazamento. verifique a causa. Para fazer o motor funcionar novamente com todos os cilindros. porém. Com a pressao aliviada. . Quando houver vazamento de água. O mesmo procedimento deve ser adotado para vazamentos no sistema de refrigeração.~ Quando quebram. A dificuldade do reparo. gire a tampa dando apenas meia-volta e aperte-a para regular a saída da pressão. a única solução consiste em retirar o cárter e colocar uma nova junta de vedação. então.que atinja o revestimento. Cheque as conexões das mangueiras. Um problema semelhante. ir parando durante o caminho. a menos. pode-se prosseguir viagem com um vazamento de óleo desde que o motor consiga gerarpressão com o nível correto do produto: basta. Há dois tipos principais de coxim: os que são colocados ao centro.alguns respingos de vapor podem atingir seus olhos.

Caso haja fusível na bobina de ignição. exame das falhas Se o automóvel parar ou alguma parte do sistema elétrico falhar. fusíveis antiga Caixa de fusíveis Os automóveis mais antigos tinham uma caixa de fusíveis simples instalada sob o capô do carro. é provável que exista um curto-circuito ou algum conector desligado. por caixa de fusíveis moderna • caixa de ~l \ -v-. terminais da bateria 71 . a caixa fica sob o painel de instrumentos e conta com um maior número de fusíveis. Caso estes se apresentem intactos. coloque-a contra a luz e veja se o filamento está intacto. caso os indicadores e os limpadores do pára-brisa não funcionem. veja se a luz de aviso da ignição ainda acende quando do acionamento do motor. troque-o. é possível que o fusível do circuito comum a ambos os conjuntos esteja queimado. experimente também todos os outros. certifique-se de que a cordoalha principal do terra entre o motor e a carroceria pérmanece corretamente ligada. Nos modelos mais recentes. verifique se não está queimado. Uma conexão corroída pode gerar o mesmo efeito. geralmente. sempre disponha de equipamentos para um reparo de emergência. Diagnóstico Se o motor de seu carro parar de maneira súbita. examine a cordoalha do terra principal. Assim. verifique se há combustível suficiente no tanque. Confirmado o funcionamento normal do dispositivo. como o limpador de pára-brisas. quando interrompidos. Em seguida. sendo que o tipo antigo chegava a apresentar apenas dois deles operando todo o sistema elétrico. pois. A ligação dos circuitos dos indicadores é feita de tal forma que. Sistema elétrico Quando ligar um equipamento específico e descobrir que ele está quebrado. verifique a caixa de fusíveis. Existem carros dotados de disjuntor no circuito das janelas.Defeitos na parte elétrica Algumas falhas elétricas no carro podem fazê-Ia parar totalmente. a queima da lâmpada: para verificá-Ia. é provável que a corrente elétrica para o motor tenha sido interrompida. outras só se evidenciam quando se liga um acessório específico. A fim de contornar eventuais situações difíceis. se necessário. do contrário. Inicialmente. O não funcionamento do conjunto implica uma consulta no manual do carro para descobrir a localização do disjuntor. Quando não há problemas aparentes. há a possibilidade de a corrente elétrica não chegar no sistema. A falha de apenas uma luz indica. Lembre-se de que alguns automóveis têm fusíveis adicionais em linha para outros equipamentos. por exemplo. O manual do proprietário deve indicar a que acessório pertence cada fusível. as lâmpadas cessam de piscar.

inspecione a fiação de modo a descobrir se o plugue múltiplo está desligado. Primeiro observe se a fiação que passa pelos orifícios dos anteparos e das colunas da porta não está inter- rompida. a relação de ferramentas e peças necessárias ao conserto da maioria das falhas elétricas: O Fusíveis extras O Alicate O Soldador O Chave de fenda O Fita isolante O Lima pequena O Lixa fina O Fio elétrico O Presilhas tipo crocodilo O Fio de chumbo (para enrolar em torno do fusível queimado) isso. procure descobrir se existe um disjuntor. 72 . convém examinar esse ponto também. Cuide. Troque os fusíveis queimados e experimente o circuito antes de sair com o automóvel. Quando o problema não for aparente. tente movimentar a janela com uma chave de boca. Caso não possua fusíveis sobressalentes e tenha de reparar um circuito importante. Soluções Religue as cordoalhas do terra do motor que se revelarem soltas. recoloque os ilhoses e a fita isolante. Como alternativa. Quando as janelas elétricas falharem e você não conseguir encontrar o fusível delas. Para executar esse trabalho. certamente existe um curto-circuito em algum ponto do sistema. Caso o novo fusível queime de imediato. 2 Se um fio soltou-se do conector. 3 Veja se o fusível funciona e certifique-se de que ele deixa passar corrente elétrica. 4 Ouando o parafuso tipo pilar do conector de bateria ficar frouxo aplique solda e reaperte-o. Aperte o botão a fim de religá-Io. Se isso acontecer. retire o revestimento da porta a fim de alcançar a haste de movimentação da janela. Cheque também se há ilhoses fora do lugar ou se algum isolante caiu do fio ou do conector. Se houver. Use. para não retirar um fusível importante."* Quais ferramentas? Abaixo. por exemplo. verifique se todos os conectores apresentam-se bem ligados e sem sujeira. mas todo o circuito mostrarse comprometido. porém. um fusível da janela elétrica para substituir o do circuito dos indicadores ou o limpador de pára-brisas. Em caso de perda do parafuso de fixação. solucione o problema ligando-o novamente. como o da braçadeira de montagem do filtro de óleo. pegue outro de um acessório menos importante. pegue um outro de algum acessório menos essencial. Soluções para pequenos problemas 1 Verifique se há curto-circuito e coloque fita isolante na parte defeituosa. Em seguida. ele geralmente está montado sob o painel de instrumentos.

têm uma grande desvantagem: o para-brisa fica inteiramente opaco ao se fragmentar. 73 . o vidro fica submetido a tensões internas constantes de forma que. dificultando a visão da pista.Quando o pára-brisa estoura Procedimentos de emergência Vidro temperado Produz-se o vidro temperado com uma técnica de aquecimento e resfriamento. ao se romper. segundo os fabricantes. os fragmentos continuam grudados no plástico. que ainda proporcionam algum campo de visão quando quebrados. quebra-se em milhares de pequenos fragmentos. A produção dos vidros temperados segue uma técnica diferente. garantindo a visibilidade sem cair dentro da cabina. Dirija-se ao acostamento. que representam um enorme perigo. que deixa as superfícies externas mais "esticadas" que as internas. Os primeiros. as trincas começam a se alongar e abrir. os fragmentos ficam grudados e o pára-brisa não se rompe. consistem em duas lâminas de vidro. sinalizando para quem vem por trás. se não puder enxergar. diversos acidentes fatais acontecem nessas circunstâncias devido à imperícia do motorista. 1 Caso seu para-brisa estoure. os fabricantes vêm produzindo vidros com "zonas de visibilidade". Graças a um tratamento térmico especial a têmpera -. 2 Cubra as entradas de ar com pano ou jornal e tire todos os estilhaços restantes. como o próprio nome indica. no entanto. Por esse motivo. com o calor da exposição ao sol. Nos últimos tempos. tais componentes passaram a ser produ- Tipos de vidro Existem dois tipos básicos de vidro de segurança usados na construção de pára-brisas: os laminados e os temperados. pára-brisa Iaminado simplesmente racha no ponto do impacto. Os vidros temperados. 3 Proteja a mão com uma luva ou use uma ferramenta: os pequenos fragmentos são muito cortantes. e não freie de maneira brusca. Ter o pára-brisa estourado com o carro em movimento constitui uma experiência assustadora . provocam apenas cortes pequenos quando atingem o rosto dos passageiros. Em caso de quebra. A tensão resultante faz com que ele se quebre em pedaços pequenos em caso de choque. sem se estilhaçar. Esses "cristais". Após um determinado período. Na verdade. Quebre-o com a mão. ao contrário das grandes lascas afiadas de um pára-brisa laminado. Quando atingido por uma pedra (a causa mais comum do problema). entre as quais é colada uma película de plástico. Quando se quebram. o Vidro laminado o vidro laminado consiste em duas lâminas de vidro coladas em torno de uma película plástica.e a possibilidade de uma colisão em conseqüência do pânico é muito grande. que reage de maneira errada à quebra do vidro e à conseqüente perda de visibilidade dianteira. não entre em pânico. Os para-brisas laminados geralmente têm uma etiqueta especial de identificação.

para que a fita adesiva tenha boa aderência. 4 Recoloque os limpadores em posição. Primeiro. Para fazer isso. Depois de chegar ao acostamento. Abra a porta do passageiro. não continue dirigindo com o carro nessas condições. com a mão protegida ou com uma ferramenta. pelo menos o suficiente para se sair da estrada em segurança. os vidros temperados têm a preferência das grandes fábricas . 4 . freando violentamente (o que seria uma reação natural). nota-se que o laminado obteve maior aceitação por parte dos fabricantes. zidos com uma técnica que trinca o vidro em seções maiores na região à frente do motorista. tirando- o da pista ou expondo-o ao risco de uma colisão pela traseira.consulte o manual do proprietário. sempre haverá um pouco de visibilidade. se necessário. estique uma folha de plástico forte e transparente sobre a moldura do pára-brisa. Pára-brisa provisório 1 Remova quaisquer lascas de vidro que ficaram presas à moldura. O procedimento correto é tirar o pé do acelerador e frear suavemente. 3 Posicione a folha plástica de maneira correta. batendo com a palma da mão e os dedos esticados. Por isso. Aplique fita crepe. mesmo sem o pára-brisa. No Brasil. Isso desequilibraria o carro. Bata no vidro pelo lado de fora. Use luvas ou um pedaço de madeira para terminar de quebrar as partes restantes. Proteja os bancos da mesma forma e forre o chão com papel.Sem pára-brisa Em caso de extrema necessidade. Passe fita crepe por cima. eles segurarão o plástico de maneira adequada. Embora ainda persista a dúvida sobre qual dos dois tipos de vidro é mais seguro. levantando os fimpadores de pára-brisa. pois os fragmentos podem cair sobre você. a fim de diminuir o risco de ferimentos. remova os restos do vidro quebrado da moldura e arranje alguma proteção para os olhos. Estique a folha e dobre-a para dentro do carro. permitindo que se dirija sem muitos problemas até a cidade mais próxima. 2 Depois de remover todos os estilhaços de vidro. abra um buraco no pára-brisa. raspe cuidadosamente por dentro da guarnição de borracha. cubra com panos ou jornal todas às grades e aberturas de ventilação do painel. a primeira medida a tomar consiste em não reagir de maneira instintiva. de forma que ele possa ter um mínimo de visibilidade para continuar dirigindo. prendendo-a junto da porta do motorista. o que surpreende ainda mais o motorista. entretanto. Limpe e seque a lataria em torno dessa parte. Feche todas as janelas . equipando a maioria dos automóveis produzidos nos países desenvolvidos. primeiro tire o restante do pára-brisa quebrado. Por mais que o vidro se quebre. Instale um novo pára-brisa o mais rápido possível. Com uma chave de fenda. pelo lado de fora. Caso não possa ver nada. puxe o extremo do plástico com firmeza para dentro dela ~ feche-a. para recolher os cacos.isso provoca pressão interna e diminui o impacto do ar. Como reagir o estouro de um pára-brisa é acompanhado de um grande barulho. Caso tenha de prosseguir a viagem. Embora você não deva usá-Ios. pode-se continuar a viagem.

recomendável. sem dúvida. Apenas pise no freio e na embreagem. assim. seu cabo ou articulações se rompem ou soltam) ou trava acionado. a fim de desemperrar a alavanca. a outra. Tipos de defeito Há dois tipos de defeito possiveis num acelerador: ele desliga (isto é. porém. A primeira medida a tomar. Se a aceleração e a velocidade forem altas demais. nesse caso. você deverá pisar na embreagem: com a transmissão desligada. entretanto. varão SISTEMA DE VARÕES varão suporte \ varão pedal do ~ • acelerador cabo do acelerador alavanca do acelerador pedal do acelerador 75 . Normalmente.Conserto do acelerador A quebra de um cabo ou articulação do acelerador é. Em primeiro lugar. peça a alguém que pise no acelerador enquanto você observa sob o capô. por intermédio de um conjunto de varões. embora seu conserto invariavelmente seja mais fácil. como o servofreio. mais perigoso. Este último é. a alternativa de desligar o motor caso o acelerador trave não é . Parar na estrada por causa de um acelerador quebrado . Se ele não está visível. uma ocorrência rara. evite mexer na ignição como tentativa de parar o carro. o motor deixará de transmiti movimento às rodas. Mas. facilitando a parada do veículo. desde que se tenha um pouco de habilidade e o material necessário. como todos os demais defeitos que envolvem um componente mecânico.quando todo o resto do carro funciona -. na maioria dos veículos a direção trava mesmo com a chave no contato. Caso isso não aconteça. o cabo ou alguma das alavancas se solta com o tempo. para que se mantenha o controle do veículo e evitemse acidentes. em segundo. Se não há mo- Articulações do acelerador Existem basicamente dois tipos de ligação entre o pedal do acelerador e o carburador. pode acontecer a qualquer momento. A mais comum é por meio de um cabo flexível de aço. de modo a desligar a transmissão. Assim. Articulações rompidas ~ Cuidado com a trava Embora alguns dos carros mais modernos já venham equipados com uma trava de direção (que só funciona com a chave de ignição fora do contato). felizmente. em especial se seu carro já tem alta quilometragem. Isso se explica por dois motivos. não constitui um grande problema. ao desligar-se o motor também se desligam acessórios importantes. Nesse caso. Ter o acelerador travado a poucos metros de uma curva ou em meio ao tráfego urbano requer calma e reflexos ágeis. deve-se frear com força. já que a causa deve ser uma mola de retorno com problemas. basta religá-lo. a primeira providência é localizar o problema. consiste em colocar o pé por baixo do pedal e puxar o acelerador para cima.

Entretanto. fazendo o motor funcionar em alta rotação. o que dificulta o trabalho. a mola de retorno se quebrou ou soltou. As articulações sempre se quebram numa das pontas. Assim. 2 Se o cabo do acelerador rompeu e é impossível emendá-Io. tente emendá-lo. basta usar o de reserva. bastam umas poucas gotas de óleo para soltar o cabo e resolver o problema. no caso de quebra do acelerador normal. ou o cabo está prendendo em algum ponto. basta recolocá-Ia em posição. passando-o por baixo do capô e pela janela. mas garante-se o percurso até a oficina mais próxima. Também é possível obter o mesmo efeito amarrando um barbante na haste de controle. A solução novamente consiste em improvisar um pedaço de arame ou fio. Se necessário. tente adaptar a parte restante. engate primeira marcha e acione a partida. vimento algum junto ao carburador. têm um acelerador manual extra. tente alongá-Ia ou troque-a por um pedaço de elástico . Se ela quebrou. juntando as duas pontas ou unindo-as com um pedaço de arame ou fio. alongandoa com um alicate. como os Fiat e Lancia. '* Acelerador travado Quando o motor de seu carro permanece em alta rotação mesmo depois que se tira o pé do acelerador. Algumas vezes.Soluções de emergência 1 Se a mola de retorno do acelerador se quebrou. basta prendê-Ia de novo. I 3 Algumas vezes. 76 Caso seja impossível emendar o cabo ou religar a articulação. O conserto é simples e rápido. troque-a por um pedaço de borracha ou elástico de roupa. pode-se usar o cabo do afogador para acionar manualmente a alavanca de aceleração. Se seu automóvel possui afogador manual. . eleve ao máximo a rotação da marcha lenta. se ela quebrou. Sem retorno Se a mola de retorno do acelerador se soltou. no pino ou pivô. Se o cabo se rompeu. Um conector elétrico também pode servir para o reparo. Alternativas Acelerador extra Certos carros europeus. de modo a fazê-Ia funcionar como um acelerador de mão. Desligue-o. O problema se localiza junto ao pedal. pise na embreagem. Outra providência é girar ao máximo o parafuso de regulagem da marcha lenta. veja se existe a possibilidade de desligar seu cabo e conectá-lo na alavanca do carburador. Com essa aceleração fixa não será possível andar muito depressa nem subir ladeiras íngremes.. Se a mola soltou. use um pedaço de borracha ou de elástico. ainda existem maneiras de colocar o carro em movimento e chegar em casa ou a uma oficina. dobrando suas pontas de forma que não se 'soltem outra vez. 4 Outra solução de emergência: passe um barbante pela janela e use-o como cabo de aceleração manual.

geralmente em torno de 1. Veja no seu manual 'a folga indicada. Se isso aconteceu. Mesmo em ve- locidades mais altas. À noite. Revisão de emergência Se a luz de advertência de seu alternador acender na estrada. simplesmente ter se soltado. como toca-fitas. um automóvel consome enormes quantidades de energia elétrica. A partir do momento em que parar de receber energia do alternador. o que evita uma sobrecarga que a estragaria. limpador de pára-brisa etc. Verifique também os terminais da. a bateria só recebe energia quando precisa. Capazes de produzir altos volumes de energia mesmo em marcha lenta. a bateria pode estar se descarregando sem que o dono do . tente improvisar uma nova. luz de advertência -. uma solução universalmente adotada. por exemplo. tente improvisar uma outra com um par de meias grossas amarradas em nós pequenos. 77 . Uma vez recarregada.5 cm. os alternadores se tornaram. Problemas Em geral o sistema de geração elétrica de um carro funciona com eficiência e sem problemas por longo tempo. usada para acionar o sistema de ignição (com exceção dos motores a diesel) e também para inúmeros outros componentes.que pode' ser um dínamo. exigindo pouca manutenção. A carga proveniente da bateria é constantemente reposta pelo gerador . durante o dia. Graças a isso. os desembaçadores de pára-brisa. ela voltará a funcionar e se recuperará completamente. na totalidade dos carros modernos. sua capacidade de geração seria inadequada para os automóveis modernos repletos de acessórios famintos de eletricidade. carro perceba. assim como o nível baixo de eletrólito. Assim. com os faróis acesos. não suportará mais de uma hora. e a intensidade da corrente é controlada pelo regulador de voltagem. ou um alternador. BATERIA Terminais soltos ou sujos podem prejudicar a recarga. primeiro verifique a correia de acionamentc:i: ela pode ter se rompido. bateria e todos os contatos e fios do alternado r: um deles pode . porém.. Como. Se a correia de transmissão quebrar. nos veículos mais antigos. alternador LIGAÇÕES DO AL TERNADOR Muitas vezes a ausência de carga pode ser causada por fios soltos ou mau contato. uma bateria em boas condições terá. Tudo que se pode fazer para conservá10por mais tempo é verificar regularmente (uma vez por mês basta) a tensão da correia acionadora. Os dínamos se tornaram obsoletos em função de sua incapacidade de fornecer energia suficiente com o motor em baixa rotação.Geração perdida Mesmo quando se dirige durante Q dia. Ele produz eletricidade durante todo o tempo em que o motor estiver funcionando. ' Defeitos num alternador quase sempre são indicados pela lâmpada- •• LU Sem luzes Como basta uma ínfima quantidade de energia para que a lâmpada-piloto do painel se apague. então. com os faróis desligados. carga para mais seis horas de funcionamento. nem sempre se pode detectar um defeito no alternador através dela. bomba de gasolina.

os quais não admitem conserto. Os defeitos no regulador de voltagem e na ponte de diodos são mais raros. Dependendo do carro. Uma correia partida implica também paralisação do ventilador de arrefecimento e da bomba d'água. amarradas juntas e com pequenos nós bem aper- tados pode funcionar. E. significa que por algum motivo não está chegando carga à bateria. entretanto. limpador de pára-brisas e. o desembaçador de pára-brisas. Em segundo vêm os fios ou conectores soltos. no próprio alternador. Para isso. São peças caras que. Se for este o seu caso. sinalize as manobras com o braço. bastara empurrar o pino para o orifício correspondente. já que muitos deles têm solução quando detectados no início. para poder depois dar a partida sem usar o motor de arranque . Se você não tiver uma. Alguns tipos de correia têm um sistema de emenda de encaixe. ainda assim é possível dirigir bastante tempo apenas com a carga remanescente na bateria. ventilador. que deve acenderse ao contato da ignição e apagar-se assim que o motor entra em funcionamento. use a correia partida como gabarito e corte o outro pedaço de correia exatamente no mesmo tamanho. Até as luzes do freio consomem energia: assim. 1.:( Dirigindo sem carga Se o seu alternador parou de funcionar. a passagem de corrente pode ser prejudicada. entretanto. já que os alternadores modernos usam componentes transistorizados. A emenda pode ser feita com arame. por último. mas será uma solução provisória. Outros problemas. porém sempre dispendiosos. e se precisar desligar o carro faça-o numa descida. Da mesma forma. que pode estar frouxa ou ter quebrado. há os defeitos no regulador de voltagem.Correia sobressalente É importante manter sempre uma correia de reserva no porta-malas. Existem quatro motivos para isso acontecer. é fundamental reduzir ao mínimo o consumo de eletricidade. O primeiro é um problema na correia. podem ser corrigidos por um bom autoeletricista: escovas gastas. principalmente. o que significa que seu carro não irá muito longe antes que o motor ferva. tente improvisar. Para fazer uma emenda. quando se estragam. coletor sujo ou até mesmo um fio solto no enrolamento da bobina de campo. verifique os terminais da bateria. Desligue todos os equipamentos possíveis: rádio. pois isso pode lhe poupar grandes aborrecimentos. mas se tornam irremediáveis com o passar do tempo. Se ela continuar brilhando. o equipamento que mais corrente consome. Importante é procurar corrigir o problema o quanto antes. economizando o pisca-pisca. Depois de trocar a correia.de todos. Use pouco o limpador. . pode ser possível improvisar. Se houver corrosão em torno deles. 78 piloto do painel. Depois. Um cinto ou um par de meias compridas. Essa é a razão pela qual todo motorista prudente deve carregar em seu porta-malas uma correia de reserva. precisam ser trocadas por novas. reduza a velocidade através das marchas.

por trás das quais se pode prender a chave com fita crepe. fim de verificar se todas as janelas Esconda a chave Os pára-choques são um esconderijo óbvio demais para uma chave. quando o entra-e-sai de hotéis aumenta a proPrecaução babilidade de perda de pequenos Esconder uma chave extra no próprio objetos. do lado do motorista. nunca com a ca uma viagem de ida e volta até a ca. Para abri-Ias. Uma dos muitos aborrecimentos na tenta. também rém. Já os menos precavidos terão de. Para Outra é acostumar-se a fechar o carquem tem sobressalentes. veículo.trava da porta. o 1 Enfie arame com cuidado entre a guarnição e o batente da porta. A maioria dos fabrisa. onde jamais alguém se lem. A primeira medida a tomar consisNo entanto. Afinal.mo assim. desde que se isolante ou arame. Mesolhando.simples. você tranque a porta com braria de procurar .delas consiste em habituar-se a tirar tiva de recuperá-Ias. Como entrar sem chave Se seu carro tem um botão saliente de trava. me o lugar escolhido.uma torna complicado caso isso aconteça medida simples. existem inúmeras maneida. isso impli.e onde. Para prender a chave usa-se fita ras de abrir as portas. muitas a chave do contato quando se deslivezes o transtorno acaba resultando ga o motor. não se de um chaveiro profissional. Mas uma inspeção cuidadosa revelará inúmeros esconderijos sob o Sem esses cuidados é inevitável que. a idéia de ter essa chave escondida..ro apenas com a chave. se você não gosta da te no exame cuidadoso do carro.até mesmo porque ninguém sabe da existência de uma chave escondida. dificilmente seria encontra. mas eficiente. . Depois. tente laçar o pino e puxe-o para cima com um rápido movimento (2). Por baixo do carro existem lnúmeros membros da suspensão em torno dos quais você pode fixar uma chave. Recomenda-se isso especialmente durante as viagens de férias. cantes equipa seus modelos com porforçosamente. apelar para os serviços tas que. o que se fecham por fora com a trava . à noite. é fácil abri-Io com auxílio de um pedaço de arame rígido ou linha de pescar. guardando-a no bolso de em despesas. simples. mas existem outros lugares onde. carro só apresenta um inconveniente: os ladrões também podem descoComo entrar bri-Ia. Um bom local são as lanternas. com o gancho da ponta. basta usar uma chave de fenda.algum dia. poUma terceira providência. isso varia confor. mesmo as chaves por dentro do carro. ou pendurá-Ia com arame. constatar a perda das chaves. podem ser evitados (ou resolvi.pense em maneiras de não perdê-Ia cadas dentro do carro é o primeiro nem esquecê-Ia dentro do carro. Todos esses problemas. também com fita. Faça um gancho numa das pontas do arame e enfie-o pela fresta entre a guarnição e a porta (1). Mas pior do que isso é imediato. 2 Gire o arame até conseguir laçar o botão de trava .tenha um pouco de paciência. resume-se a deixar uma chados) por meio de algumas medidas ve extra com alguém da família.Sem as chaves Descobrir que as chaves ficaram tran. . dificilmente alguém procuraria .

A Quebrando vidro Antes de quebrar qualquer janela. enfiando-o por entre a guarnição e a lataria. desaperte e solte todos os parafusos que prendem o encosto e puxe-o para ·fora de seu alojamento (1). por motivos óbvios. será preciso entrar por outros métodos. 80 também estão fechadas. cuidado para não se cortar nas lascas afiadas. inserido pela fresta entre o vidro e a guarnição de borracha até alcançar a alavanca de trava. aplique uma alavancagem no painel divisório. Outro modo simples de levantar o pino consiste em laçá-lo com uma linha de pescar na qual você faz uma argola. O vidro mais indicado para isso é o dos quebra-ventos. a fim de retirá-to de seus encaixes (2). pois para substituir o vidro desta é necessário desmontar a porta. e tente enfiar a peça pela guarnição de borracha. Como os vidros são caros. puxe o encosto para fora. Também funciona entortar o arame em L. tenha cuidado para não se ferir com os cacos que cairão sobre os assentos. caso seu carro tenha um.Entrando no porta-malas Caso você tranque acidentalmente as chaves dentro do porta-malas. veja se há como alcançar a maçaneta ou o botão de trava através dela. não-retrátil.um quebravento. Force uma das pontas e dobre-a em formato de V. . até alcançar e suspender o pino de trava.com as mãos nuas é impossível quebrá-to. em ângulo reto. Mas se seu carro não os possui. Retire o assento para ter mais espaço de trabalho. na parte próxima à maçaneta. embora algumas só sirvam para certas marcas e modelos. Para isso existem inúmeras maneiras possíveis. escolha uma janela. protegendo o rosto de um possível estilhaço). Com o auxílio de uma chave de fenda ou de um pedaço de madeira. Por esse ponto pode-se pinçar a haste interna da trava. Outra "ferramenta" útil é um pedaço longo de arame duro (que você pode conseguir numa cerca quebrada. faça uma argola a cerca de 10 em de uma das extremidades. Depois de quebrar o vidro (para isso use um martelo ou a chave de rodas. ou numa lavanderia que utilize cabides desse material). olhe ao redor e veja se existe algum carro igual ao seu: há uma remota possibilidade (que é maior quanto mais antigos forem os veículos) de que as chaves de um outro automóvel da mesma rnarca coincidam com as do seu. 2 Tire a placa divisória do porta-malas com o auxílio de uma chave de fenda. Se nada disso der certo. Procurando manter a Iinhaesticada. o que pode sair ainda mais caro. sem qualquer fresta por onde passar a mão. Se seu veículo tem vidros laminados. Alguns carros com quebra-vento podem ser abertos com o auxílio do cabo de um talher. Evite. Use um objeto pesado e cubra o rosto. Corte mais ou menos um metro e meio de linha. Passe a linha entre a borracha de vedação e a moldura da janela. soltando-a. de preferência. talvez seja possível recuperá-Ias através do encosto do banco traseiro. Arrombamento Se nada disso surtir efeito. Em seguida. 1 Com o assento do banco removido. descendo-a até conseguir laçar o pino da trava. restará apenas a solução de arrombar uma das janelas. vá passando-a pela guarnição. Você também se surpreenderá com a resistência do vidro . quebrar um pára-brisa traseiro dotado de desembaçador elétrico. pelo menos escolha o menor e o mais plano deles . por exemplo.