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TRANSPORTE AÉREO DE ARTIGOS PERIGOSOS

5

PROGRAMA 2016

5

OBJETIVOS DA APOSTILA

5

TABELA

DE CONTEÚDO MÍNIMO DO CURSO DE TRANSPORTE AÉREO DE ARTIGOS

PERIGOSOS

6

CHAVES

7

ORGANISMOS ENVOLVIDOS NA REGULAMENTAÇÃO DO TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS

POR VIA AÉREA

8

COMITÊ DE EXPERTS

11

IAEA

11

ICAO

11

IATA

11

ANAC

11

CNEN

11

RESPONSABILIDADES DO EXPEDIDOR

DGR 1.3

RESPONSABILIDADES

DGR 1.4

DA

TRANSPORTADORA AÉREA

DEFINIÇÃO DE ARTIGO PERIGOSO

DGR 1.0

TIPOS DEAERONAVES

12

12

13

13

13

13

14

Aeronave

Cargueira

14

Aeronave de passageiros

14

ARTIGOS PERIGOSOS PROIBIDOS PARA TRANSPORTE POR VIA AÉREA

DGR 2.1

ARTIGOS PERIGOSOS OCULTOS OU NÃO DECLARADOS

DGR 2.2

TRANSPORTE DE BAGAGENS DE PASSAGEIROS E TRIPULANTES

14

14

14

14

16

DGR 2.3

16

Tabela 2.3.A

17

ARTIGOS PERIGOSOS NA MALA POSTAL

DGR 2.4

COMAT MATERIAL DA COMPANHIA

DGR 2.5

ARTIGOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES ISENTAS

DGR 2.6

ARTIGOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES LIMITADAS

DGR 2.7

VARIANTES

GOVERNAMENTAIS

21

21

21

21

21

21

21

21

22

DGR 2.8.1

22

BRASIL

22

ESTADOS

UNIDOS

22

VARIANTES POR TRANSPORTADORA

DGR 2.8.3

AS 9 CLASSES DE ARTIGOS PERIGOSOS

DGR SEÇÃO 3

23

23

24

24

GRUPOS DE EMBALAGEM

24

CLASSE

1

- EXPLOSIVOS

 

24

CLASSE

2

-

GASES

25

CLASSE

3 - LÍQUIDOS

INFLAMÁVEIS

25

DETERMINAÇÃO DE GRUPOS DEEMBALAGEM CLASSE 3:

26

CLASSE

4

-

SÓLIDOS

INFLAMÁVEIS

26

CLASSE 5 - SUBSTÂNCIAS OXIDANTES E PERÓXIDOS ORGÂNICOS

27

CLASSE 6 SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E INFECTANTES

27

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS DE EMBALAGEM DA DIVISÃO 6.1

28

CLASSE

7-

MATERIAL RADIOATIVO

30

CLASSE 8 - CORROSIVOS

30

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS DE EMBALAGEM NA CLASSE 8

31

CLASSE 9

MISCELÂNEAS

31

ETIQUETAS DE MANUSEIO

32

Manter distante de fontes de calor

32

Etiquetas deorientação

32

Material radioativo, embalagem exceptiva

 

33

Embalados contendo baterias de lítio

33

Marcação de material nocivo ao meio

ambiente

33

ETIQUETAS PARA BAGAGENS DE PASSAGEIROS OU TRIPULANTES

34

Para uso em cadeiras de rodas com força motriz

34

Bagagem contendo gelo seco

34

ESPECIFICAÇÕES DAS EMBALAGENS E TESTES DE PERFORMANCE

35

Códigos para tipos de embalagem:

35

Códigos para Material usado na

Embalagem

35

MARCAÇÃO PADRÃO DE EMBALAGENS

36

MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS CONTENDO SÓLIDOS OU EMBALAGEM COMBINADA

36

MARCAÇÃO DE EMBALAGENS

ÚNICAS PARA LÍQUIDOS

37

LISTA DE EMBALAGENS PADÃO UN/ ICAO

45

MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS QUANTIDADE LIMITADA

51

MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS EXCEPTIVAS

51

MARCAÇÃO PADRONIZADA PARA EMBARQUES CONTENDO ARTIGOS PERIGOSOS

52

DGR SEÇÃO 7.1

COMO ETIQUETAR ARTIGOS PERIGOSOS

DGR SEÇÃO 7.2

ARMAZENAGEM E CARREGAMENTO

52

52

52

54

DGR SEÇÃO 9

54

TABELA DE COMPATIBILIDADES 9.3.A

54

TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS PERMITIDOS EXCLUSIVAMENTE EM VOOS CARGUEIROS

DGR SEÇÃO 9

NOTIFICAÇÃO AO COMANDANTE NOTOC

DGR SEÇÃO 9

55

55

56

56

ARTIGOS PERIGOSOS ISENTOS DE INFORMAÇÃO NA NOTOC

58

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

59

REPORTE DE DISCREPÂNCIAS, ACIDENTE OU INCIDENTE NOAP

63

IS 175-005A

63

MODELO DE FORMULÁRIO DE NOAP

64

MATERIAL RADIOATIVO

66

DGR SEÇAO 10

66

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE

67

DETERMINANDO O TIPO DE EMBALAGEM

67

LISTA DE NÚMEROS UN E NOMES PRÓPRIOS PARA TRANSPORTE DE MATERIAIS RADIOATIVOS

68

TIPOS DE EMBALAGEM USADAS NO TRANSPORTE DE MATERIAL RADIOATIVO

69

MARCAÇÕES NOS EMBALADOS CONTENDO MATERIAL

69

ETIQUETAS PARA MATERIAL RADIOATIVO

70

MODELOS DE ETIQUETAS PARA MATERIAL RADIOATIVO

70

CARREGAMENTO DE MATERIAL RADIOATIVO

71

DGR 10.9

71

CARREGAMENTO DE MATERIAIS RADIOATIVOS

71

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

73

Classe 7 Material Radioativo

73

LISTA DE CONFERÊNCIA PARA MATERIAL RADIOATIVO

73

BATERIA

DE LÍTIO

74

DO REPORTE DE DISCREPÂNCIAS, ACIDENTE OU INCIDENTE

79

GLOSSÁRIO

80

ABREVIAÇÕES

 

81

ANEXO 1 - NOTIFICAÇÃO DE OCORRÊNCIAS COM ARTIGOS PERIGOSOS

82

ANEXO 2CÓDIGOS IMP (Interline Message

Procedures)

83

ANEXO

3 TABELA DE INCOMPATIBILIDADES INCLUINDO CARGAS ESPECIAIS

84

Esta apostila deverá ser usada como material de consulta em conjunto com o manual de artigos perigosos (Dangerous Goods Regulations ou DGR) da IATA. Ao lado de cada tópico será indicado a seção correspondente neste manual assim como todos os exercícios deverão ser feitos com consulta ao mesmo.

Sugestões, comentários, críticas são sempre bem-vindas. Nosso e- mail está a treinamento@infinitybr.net

Esta apostila foi atualizada em Outubro de 2016

sua disposição:

TRANSPORTE AÉREO DE ARTIGOS PERIGOSOS

Critérios gerais

Limitações

Etiquetagem e marcações

PROGRAMA 2016

Reconhecimento de Artigos perigosos não declarados

Procedimentos de Armazenagem e carregamento

Notificação ao comandante

Disposições relativas aos passageiros e tripulantes

Procedimentos de emergência

Exercícios teóricos e práticos

OBJETIVOS DA APOSTILA

Compreender a origem do regulamento e as partes importantes do mesmo;

Marcar e etiquetar um artigo perigoso;

Identificar as restrições adicionais de governos e das transportadoras;

Identificar as classes de risco de acordo com o critério principal;

Aplicar os procedimentos corretos para um manuseio seguro;

Preenchimento da NOTOC;

Seguir o procedimento de segurança indicado ao se deparar com uma embalagem danificada ou vazando.

TABELA

DE

CONTEÚDO MÍNIMO DO CURSO DE TRANSPORTE AÉREO DE ARTIGOS PERIGOSOS

MÍNIMO DO CURSO DE TRANSPORTE AÉREO DE ARTIGOS PERIGOSOS Os treinamentos em transporte aéreo de artigos
MÍNIMO DO CURSO DE TRANSPORTE AÉREO DE ARTIGOS PERIGOSOS Os treinamentos em transporte aéreo de artigos

Os treinamentos em transporte aéreo de artigos perigosos poderão ser iniciais ou periódicos, e deverão seguir a seguinte carga horária mínima:

aéreo de artigos perigosos poderão ser iniciais ou periódicos, e deverão seguir a seguinte carga horária

CHAVES

1 Expedidores e pessoas que assumem as responsabilidades dos expedidores, incluindo os funcionários dos operadores aéreos que atuam como expedidor de COMAT classificado como artigo perigoso.

2 Pessoas responsáveis pelo preparo da embalagem com artigo perigoso - embalador.

3 Funcionários das agências de carga aérea envolvidos no processamento de artigos perigosos.

4 Funcionários das agências de carga aérea envolvidos no processamento da carga e mala postal (exceto artigos perigosos).

5 Funcionários das agências de carga aérea envolvidos no manuseio, armazenagem e capatazia da carga ou mala postal.

6 Funcionários dos operadores aéreos e agentes de manuseio em terra que realizam procedimento de

aceitação de artigos perigosos.

7 Funcionários dos operadores aéreos e agentes de manuseio em terra que realizam procedimento de

aceitação de carga ou mala postal (exceto de artigos perigosos). 8 Funcionários dos operadores aéreos e agentes de manuseio em terra, envolvidos no manuseio, na

armazenagem e na capatazia de carga ou mala postal e bagagem.

9 Funcionários de atendimento aos passageiros.

10 Membros da tripulação técnica (pilotos e mecânicos de voo), supervisores de carregamento, planejadores

de carregamento e encarregados de operações de voo/despachantes de voo.

11 Membros da tripulação de cabine (comissários).

12 Funcionários de segurança encarregados da inspeção dos passageiros e tripulantes, incluindo suas

bagagens, e da carga ou mala postal.

13 Funcionários dos operadores aéreos e agentes de manuseio em terra que realizam procedimento de

aceitação de carga ou mala postal (exceto de artigos perigosos).

14 Funcionários dos operadores aéreos e agentes de manuseio em terra envolvidos no manuseio,

armazenagem e capatazia de carga ou mala postal e bagagem.

15 Funcionários de atendimento aos passageiros.

16 Membros da tripulação técnica (pilotos e mecânicos de voo), supervisores de carregamento, planejadores

de carregamento e encarregados de operações de voo/despachantes de voo.

17 Membros da tripulação de cabine (comissários).

FONTE: ANAC: IS 175-002 REVISÃO B

Seu curso:

Chave 8 - Funcionários dos Operadores Aéreos e agentes de manipulação em terra, responsáveis pelo manuseio, armazenagem e capatazia da carga e bagagem.

NOTA: DO CONTROLE DE TREINAMENTO

O controle dos treinamentos dos funcionários deve incluir:

a) nome do funcionário;

b) função do funcionário;

c) data de admissão do funcionário;

d) data do(s) treinamento(s) realizado(s);

e) validade do treinamento;

f) chave do treinamento; e

g) certificado de que o funcionário concluiu com sucesso o treinamento realizado, ou cópia deste.

ORGANISMOS ENVOLVIDOS NA REGULAMENTAÇÃO DO TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS POR VIA AÉREA

ORGANISMOS ENVOLVIDOS NA REGULAMENTAÇÃO DO TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS POR VIA AÉREA Airline Página | 8
Airline
Airline

COMITÊ DE EXPERTS

Desenvolve procedimentos para o transporte de radioativo, sem considerar o modal de transporte.

artigos perigosos, com exceção de material

IAEA

- Agência Internacional de Energia Atômica. material radioativo.

Desenvolve procedimentos para o transporte de

ICAO

regulamento para transporte via aérea

Technical Instructions for the Safe Transport of Dangerous Goods by Air (DOC 9284-AN905 ) sempre nos anos ímpares.

- Organização de Aviação Civil Internacional. Emite o

IATA

- Associação Internacional de Transportadores Aéreos. Emite o manual de DGR, com periodicidade anual, tendo como base o documento da ICAO acrescido dos procedimentos operacionais adotados pelas transportadoras aéreas.

ANAC

pela regulação transporte aéreo civil no

Brasil. No site www.anac.gov.br/cargaaerea, encontramos o RBAC 175 que estabelece os requisitos aplicáveis ao transporte aéreo doméstico e internacional de artigos perigosos em aeronaves civis e a qualquer pessoa que executa, que intenciona executar ou que é requisitada a executar quaisquer funções ou atividades relacionadas ao transporte aéreo de artigos perigosos.

- Agencia Nacional de Aviação Civil, órgão responsável

- Para orientar o cumprimento dos requisitos estabelecidos no RBAC 175 existem as seguintes Instruções Suplementares: IS 175-001E: Orientações para o transporte de artigos perigoso em aeronaves civis;; IS 175-002B: Orientações para a formação e treinamento de pessoal envolvido no transporte de artigos perigosos em aeronaves civis; IS 175-003A: Instruções para o preenchimento completo e adequado do Conhecimento de Transporte eletrônico CT-e e do Manifesto de Documentos Fiscais eletrônico MDF-e; IS 175-004A: Orientações quanto aos procedimentos para a expedição e transporte de substâncias biológicas e infectantes em aeronaves civis; e IS 175-005A: Orientações para os procedimentos quanto à notificação de ocorrências discrepâncias, incidentes e acidentes com artigos perigosos. IS 175-006A: Manual de Artigos Perigosos MAP; IS 175-007B: Programa de treinamento de artigos perigosos; IS 175-008A: Orientações para solicitação e obtenção de aprovação (approval) e isenção (exemption) para transporte de artigos perigosos por via aérea.

CNEN

- Comissão

Nacional

de

Energia

transporte de material radioativo.

Nuclear,

órgão

responsável

sobre

os

procedimentos

para

RESPONSABILIDADES DO EXPEDIDOR

DGR 1.3

Classificar o embarque, determinando se o mesmo é perigoso ou não.

Identificar a classe correta, o nome próprio para embarque, número UN, etc.

Embalar a carga de maneira correta (seguir as Instruções e usar a embalagem apropriada).

Etiquetar o embarque de acordo com o regulamento.

Marcar o embarque de acordo com o regulamento.

Providenciar a documentação original apropriada ao embarque.

Fazer todos os arranjos prévios necessários com o destinatário ou recebedor para assegurar que a documentação necessária para o recebimento do embarque esteja disponível na chegada.

Fazer os arranjos prévios com a transportadora ou através de um agente de cargas visando assegurar que o embarque será aceito para transporte e que a rota mais rápida e direta possível será usada.

Treinar o pessoal responsável pelo preparo e manuseio do embarque.

Estas responsabilidades foram determinadas ao expedidor pois somente ele tem conhecimento direto do que está sendo entregue para transporte. Todos os outros participantes da cadeia de transportes devem confiar nas informações do expedidor. Favor observar que o expedidor não está livre desta responsabilidade caso não seja o fabricante do artigo ou substância.

Neste caso ele tem a obrigação de se informar como fabricante ou com as autoridades competentes para obter as informações necessárias para o transporte seguro e cumprir os requisitos legais no preparo do mesmo.

as informações necessárias para o transporte seguro e cumprir os requisitos legais no preparo do mesmo.

RESPONSABILIDADES

DA

TRANSPORTADORA AÉREA

DGR 1.4

Durante o transporte de cargas

estabelecidos na Seção 1.4 do Manual e RBAC 175.

perigosas, a transportadora deve cumprir com os requerimentos

Aceitação da carga;

Armazenagem;

Carregamento;

Inspeção;

Providenciar informações a respeito do produto, incluindo as medidas de emergências aplicáveis;

Reportar incidentes e acidentes;

Manutenção de informações a respeito do embarque;

Treinamento

NOTA: Deve-se verificar o item 175.19 da RBAC 175, dentre os quais, cita-se alguns:

Possuir o Manual de Artigos Perigosos MAP aprovado e atualizado; Encaminhar, mensalmente, à ANAC o Relatório de Transporte de Artigos Perigosos;

DEFINIÇÃO DE ARTIGO PERIGOSO

DGR 1.0

Qualquer artigo ou substância que, quando transportada por via aérea, pode constituir risco à saúde, à segurança, à propriedade e ao meio ambiente e que figure na Lista de Artigos perigosos Tabela3- 1 do DOC. 9284-AN905 ou esteja classificada conforme o DOC. 9284-AN/905. Em nosso curso usaremos a seção 4 do manual de DGR como referência, seção esta que está baseada no documento da ICAO mencionado.

seção 4 do manual de DGR como referência, seção esta que está baseada no documento da

Aeronave Cargueira

TIPOS DE AERONAVES

Significa toda aeronave, que não de passageiros, que transporta mercadorias ou benstangíveis.

Aeronave de passageiros

Significa toda aeronave que transporte pessoas outras que não membros da tripulação, empregados do explorador que voam

por razões de trabalho, representantes autorizados das autoridades

nacionais competentes ou acompanhantes de alguma entrega ou outra carga.

ou acompanhantes de alguma entrega ou outra carga. ARTIGOS PERIGOSOS PROIBIDOS PARA TRANSPORTE POR VIA AÉREA
ou acompanhantes de alguma entrega ou outra carga. ARTIGOS PERIGOSOS PROIBIDOS PARA TRANSPORTE POR VIA AÉREA

ARTIGOS PERIGOSOS PROIBIDOS PARA TRANSPORTE POR VIA AÉREA

DGR 2.1

É proibido o transporte, em aeronaves civis, de substâncias suscetíveis de explodir, reagir perigosamente, produzir chamas ou produzir, de maneira perigosa, calor ou emissões de gases ou vapores tóxicos, corrosivos ou inflamáveis nas condições que se observam durante o transporte aéreo. Consulte o item 2.1.1 do manual de DGR e o item 2.1.2 , que indica uma lista de característica dos artigos que são proibidos para transporte, embora alguns deles possam ser isentados pelos respectivos governos envolvidos (pelo menos o país de origem do embarque e o da operadora do avião).

NOTA: A autorização para o transporte de artigos perigosos está diretamente relacionada à análise e à aprovação do Manual de Artigos Perigosos MAP , conforme determina o RBAC 175, requisito 175.19(b)(8).

ARTIGOS PERIGOSOS OCULTOS OU NÃO DECLARADOS

DGR 2.2

Algumas cargas são despachadas como se não colocassem o voo em risco, na maioria das vezes por desconhecimento de quem faz a remessa. Alguns produtos que encontramos em nosso ambiente familiar e de trabalho podem ser perigosos quando a bordo de um avião a 10 mil metros de altura. Nesta altitude há variações de pressão, temperatura e a carga está sujeita também às vibrações do avião, causadas por turbulências. O que parece inofensivo pode trazer algum risco oculto e transformar uma viagem em um pesadelo.

permitem

cuidados adicionais com este tipo de carga e que medidas de segurança sejam tomadas a tempo, evitando um problema maior. O mesmo se aplica à bagagem dos passageiros.

A correta

embalagem

e

identificação

do

conteúdo

da

mesma

Muito cuidado com declarações genéricas de conteúdo, tais como peças de carro, navio ou avião, produtos químicos, objetos de uso pessoal.

Procure localizar alguns indicativos tais como:

Embalagem contendo sinais de estar congelada pode indicar gelo seco no conteúdo; Uma embalagem com manchas de vazamento; Odores que indiquem um possível vazamento do conteúdo; Embalagens que emitam fumaça ou vapores; Embalagens reutilizadas que tragam marcas e etiquetasantigas de artigos perigosos

Anexo lista indicativa de riscos que podem ser encontrados em alguns produtos, exigindo, portanto, uma verificação mais detalhada em seu conteúdo.

O manual da IATA, seguindo as normas determinadas pela ICAO, faz com que seja obrigatório que

toda e qualquer pessoa que lide com carga aérea (recebimento, despacho, armazenagem) seja capaz

de identificar os possíveis riscos nos embarques.

Em seguida você encontrará alguns exemplos, cuja lista completa se encontra no capítulo 2.2 do manual

de Artigos perigosos.

Peças de avião podem conter geradores de oxigênio , pneus para reparo, tintas, equipamentos com combustível, bateria de lítio, etc.

Peças de automóvel, motos e motores podem conter carburadores, tanques de combustível, baterias contendo líquido corrosivo, airbags entre outros.

Produtos Químicos podem conter itens que se enquadram como líquidos inflamáveis, corrosivos, produtos tóxicos, oxidantes, peróxidos orgânicos, etc. Veja como classificar produtos perigosos com nome genérico na página 19 da apostila.

Material elétrico pode conter material magnetizado, tubos eletrônicos, baterias com líquido corrosivo, etc.

Objetos de uso pessoal, bagagem desacompanhada podem conter isqueiros, fósforos, produtos inflamáveis em aerossol, material de camping contendo gás, produtos de limpeza que são inflamáveis ou corrosivos, entre outros.

Embora não haja necessidade de se

Vacinas,

preencher um certificado de cargas perigosas, produtos embalados com gelo seco devem ser

e o conhecimento aéreo

marcados e etiquetados

deve trazer esta informação no seu corpo.

gelo

remédios

podem

de

conter

acordo

seco.

a

com

norma

Lembrete: a lista completa de materiais com possíveis riscos ocultos encontra-se no item 2.2 do manual da IATA.

Em caso de dúvidas solicite a MSDS ou FISPQ, analise a fatura comercial ou qualquer outro documento que esteja emanexo ou solicite ao expedidor maiores informações.

TRANSPORTE DE BAGAGENS DE PASSAGEIROS E TRIPULANTES

DGR 2.3

Artigos perigosos estão proibidos, como bagagem despachada ou de mão dos passageiros ou dos tripulantes ou consigo mesmo, com exceção do que se apresenta na relação abaixo:

(1) 5 litros de bebidas que não excedam a 70% de álcool em recipientes lacrados de até 1 litro, quando transportados por passageiros e tripulantes como bagagem de mão ou despachada; (2) artigos medicinais não radioativos. Não poderá ser superior a 2 kg ou 2 l, não podendo a quantidade líquida de qualquer artigo individual ultrapassar 500 g ou 500 ml; (3) pequenas garrafas de dióxido de carbono gasoso; (4) gelo seco em quantidades que não ultrapassem 2,5 kg, por passageiro; (5) fósforos ou isqueiro, quando transportado junto ao passageiro. Os isqueiros que contenham combustível líquido não estão permitidos como bagagem despachada e nem de mão. (6) os marca-passos cardíacos; (7) modeladores de cabelo; (8) Pequenas garrafas de oxigênio gasoso ou ar para uso médico; (9) Munição para prática desportiva (ONU 0012 e ONU 0014 unicamente) - Divisão 1.4S em quantidades inferiores a 5kg por volume de passageiro; (10) Cadeira de rodas com baterias seca instrução de embalagem 806 e disposição especial A67 do DOC. 9284-AN/905. (11) Cadeiras de roda, equipadas com baterias derramáveis; (12) Barômetro ou termômetro de mercúrio, transportado por um representante do serviço meteorológico governamental ou organismo oficial similar. (13) Até dois pequenos cilindros de dióxido de carbono da Divisão 2.2 por pessoa, colocados em um colete salva-vidas auto inflável com, no máximo, 2 (dois) cartuchos para reposição. (14) Produtos que funcionam à pilha, tais como lanternas e equipamentos de solda. A fonte de energia tem que ser retirada do equipamento. (15) termômetro médico que contenha mercúrio. (16) artigos eletrônicos de uso pessoal relógios de pulso, telefones celulares, computadores portáteis, e outros que contenham pilhas ou baterias de lítio ou de íons de lítio, para uso pessoal. (i) para as baterias de lítio ou ligas de lítio, o conteúdo de lítio não deve ultrapassar 2 g; ou (ii) para as baterias ionizadas de lítio, um agregado equivalente a um conteúdo de lítio não superior a 8 g. (17) fogões de acampamento e reservatório de combustível; (18) embalagens isoladoras que contenham nitrogênio líquido refrigerado; (19) uma mochila para resgate em avalanches por pessoa, equipada com um mecanismo disparador pirotécnico que contenha não mais que 200 mg líquidos de explosivos da Divisão 1.4S e não mais que 250 mg de gás comprimido da Divisão 2.2 (20) aerossóis da Divisão 2.2 sem risco subsidiário. A quantidade total desses produtos transportados por cada passageiro ou membro da tripulação não deverá exceder 2,0 kg ou 2,0 l e a quantidade individual de cada produto não deverá exceder 500 g ou 500 ml. As válvulas de descarga dos aerossóis devem estar protegidas por uma capa ou outros meios que impeçam liberação inadvertida de conteúdo. (d) O operador de transporte aéreo poderá ser mais restritivo do que qualquer limite descrito neste regulamento, devendo a restrição ser submetida à ANAC para adoção das medidas cabíveis.

Tabela 2.3.A

O manual da IATA indica os procedimentos que devem ser adotados caso a caso, conforme a tabela 2.3.A. Veja alguns exemplos abaixo:

os procedimentos que devem ser adotados caso a caso, conforme a tabela 2.3.A. Veja alguns exemplos
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ARTIGOS PERIGOSOS NA MALA POSTAL

DGR 2.4

Verificar o RBAC 175, ÍTEM 175.5 (I) que traz limitações adicionais de artigos perigosos permitidos na mala postal.

ARTIGOS PERIGOSOS PERMITIDOS NA MALA POSTAL POR VIA AÉREA

Substâncias Biológicas de categoria B (UN 3373) somente se embalada conforme os requisitos da Instrução 650 e gelo seco se usado como refrigerante/conservante do material.

Espécimes de pacientes conforme definido no ítem 3.6.2.1.4 do DGR desde que estejam classificados, embalados e marcados conforme determinado no ítem 3.6.2.2.3.6 (a) até (d).

Material radioativo como embalagem exceptiva das UN2910 e UN 2911 desde que a atividade do material não exceda a um décimo do valor indicado na tabela

10.3.C

DGR 2.5

COMAT MATERIAL DA

COMPANHIA

Quando alguma aeronave levar artigos e substâncias que sirvam como reposição, ou que tenham sido retirados para sua substituição, esses artigos ou substâncias serão transportados em conformidade com o previsto no Regulamento (DGR 2.5.2.)

EXCEÇÕES

(1)

combustível de aviação e ao óleo transportado em tanques que cumpram com as provisões de instalação aprovadas para a aeronave;

(2)

artigos

perigosos

necessários

a

bordo

conforme

previsto

em

requisitos

de

aeronavegabilidade e de operação da aeronave;

 

(3)

a quantidade de baterias de aeronaves não fica sujeita às limitações impostas nas listas de artigos perigosos TABELA 4.2 DGR

ARTIGOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES ISENTAS

DGR 2.6

ARTIGOS PERIGOSOS EM QUANTIDADES LIMITADAS

DGR 2.7

Estes assuntos serão abordados em profundidade quando estivermos nas partes de identificação e embalagens de artigos perigosos.

DGR 2.8.1

VARIANTES

GOVERNAMENTAIS

DGR 2.8.1 VARIANTES GOVERNAMENTAIS Embora existam os regulamentos da ICAO e da IATA e você esteja

Embora existam os regulamentos da ICAO e da IATA e você esteja totalmente de conformidade com os mesmos, há também a necessidade de se assegurar que as variações impostas pelos governos ou pelas companhias aéreas foram observadas. É permitido que as companhias aéreas e os governos adotem normas mais restritivas que as normas comuns do manual. A seguir veremos alguns exemplos de normas aplicáveis por alguns países e transportadoras.

de normas aplicáveis por alguns países e transportadoras. BRASIL BRG – 02 – O transporte de

BRASIL

BRG 02 O transporte de artigos perigosos de/para ou dentro de território brasileiro deve seguir o Regulamento da ICAO e adicionalmente o Regulamento

Brasileiro de Aviação Civil.

website: www.anac.gov.br/cargaaerea. Ver RBAC 175 e as IS-175- 001 revisão B e IS 175-002 revisão A.

O Regulamento Brasileiro de Aviação Civil pode ser obtido através do

Brasileiro de Aviação Civil pode ser obtido através do ESTADOS UNIDOS USG – 10: O transporte

ESTADOS UNIDOS

USG 10: O transporte de material radioativo em aviões de passageiros está restrito a um máximo de 3.0 TI, desde que o material seja para uso em pesquisa, tratamento ou diagnóstico médico.

USG 12: Todos os embarques originados, destinados ou em trânsito pelos Estados Unidos devem trazer um telefone de emergência 24h, incluindo código de acesso internacional e código de área. Este número deve ser monitorado durante o período de transporte por pessoa que:

1)

seja capaz de reconhecer as características do produtos perigoso sendo transportado;

2) tenha conhecimento dos procedimentos de emergência e informações para redução do risco do acidente; ou

3) tenha acesso imediato a pessoa que tenha as informações necessárias a respeito do produto. O número do telefone deve estar claramente indicado na Declaração de Artigos perigosos e para este efeito é indicado como exemplo a identificação “EMERGENCY CONTACT ……” Alguns produtos estão isentos deste procedimento. Exemplo: gelo seco. Uma agência ou organização pode ser contratada para ser o contato de emergência24h. Nota: o código padrão em uso dentro dos Estados Unidos para ligaçõesinternacionais é“011”.

USG 13: Com exceção de produtos da Classe 9 (Miscellaneous), material radioativo e baterias de avião para reposição, somente poderão ser transportados 25kg de carga perigosa e adicionalmente 75kg de gás não-inflamável nos porões de aviões de passageiros não acessíveis durante o voo.

A lista completa de variações governamentais está na seção 2.8.2 do Manual daIATA. VARIANTES POR

A lista completa de variações governamentais está na seção 2.8.2 do Manual daIATA.

VARIANTES POR TRANSPORTADORA

DGR 2.8.3

Várias transportadoras incluíram normas mais restritivas para a aceitação de artigos perigosos. A lista completa encontra-se no capítulo 2.9.4 do Manual da IATA. Seguem abaixo alguns exemplos:

2.9.4 do Manual da IATA. Seguem abaixo alguns exemplos: JJ-02/LA-02 - O embarcador deve indicar um

JJ-02/LA-02 - O embarcador deve indicar um número de telefone de emergência 24 horas de uma pessoa ou agencia que tenha conhecimento dos riscos envolvidos, características e ações aserem tomadas no caso de acidente ou incidente a respeito de cada artigo perigoso sendo transportado.

O número do telefone incluindo o código do país e da área, precedidos pelo termo “Emergency contact”

ou “24-hour number”deve ser inserido no campo “Handling information” na Declaração deartigos

perigosos(veja8.1.6.11e10.8.3.11)

JJ-06 /LA14: Os requisitos de marcação indicados no item 7.15 e a aplicação das etiquetas de risco e de manuseio em embalagens contendo artigos perigosos não devem ser feitos na tampa ou no fundo da embalagem. Estas marcações e etiquetas devem ser colocadas na lateral da embalagem. Apenas a marcação do nome e endereço do remetente e do destinatário estão isentas desta restrição.

A lista de todas as variantes de transportadoras está localizada na seção 2.8.4 do manual da IATA.

AS 9 CLASSES DE ARTIGOS PERIGOSOS

DGR SEÇÃO 3

GRUPOS DE EMBALAGEM Além de serem agrupadas em 9 classes de risco, as classes 3,4, 8 e as divisões 5.1 e 6.1 são enquadradas em grupos de embalagem que indicam o seguinte:

PACKING GROUP I MUITO RISCO

PACKING GROUP II MÉDIO RISCO

PACKING GROUP III POUCO

RISCO

Divisões

CLASSE 1 -

EXPLOSIVOS

1.1 REX - Proibido. Artigos que tem um risco de explosão de massa 1.2 REX - Proibido. Artigos que tem um risco de projeção ou arremesso RCX/CAO - Artigos e substâncias que possuem RGX/CAO - um risco menor de explosão ou projeção

1.3 G

1.3 C

1.4

B

RXB

CAO

1.4C

RXC

CAO

1.4D

RXD

CAO

1.4E

RXE

CAO

1.4G

RXG

CAO

RXD CAO 1.4E RXE CAO 1.4G RXG CAO Artigos e substâncias que apresentem um risco pouco

Artigos e substâncias que apresentem um risco pouco significativo

1.4 S

RXS

CAO/PAX

apresentem um risco pouco significativo 1.4 S RXS CAO/PAX Artigos e substâncias que apresentam um risco

Artigos e substâncias que apresentam um risco pouco efeitos de um acidente ficarão confinados ao interior da embalagem.

significativo. Os

1.5 REX - Proibido. Substâncias de extrema insensibilidade com o risco de explosão de massa.

1.6 REX - Proibido. Substâncias de extrema insensibilidade mas que não apresentam risco de explosão de massa.

CLASSE 2 -

GASES

2.1 - Gás Inflamável –– Qualquer gás que, ao se misturar com o ar em certa proporção,formará uma mistura inflamável. (RFG)

2.2 - Gás não inflamável, não tóxico Qualquer gás não inflamável, não tóxico. (RNG)

- Gás liquefeito de baixa temperatura (RCL)

tóxico. (RNG) - Gás liquefeito de baixa temperatura (RCL) 2.3 - Gás tóxico, gases conhecidos por
tóxico. (RNG) - Gás liquefeito de baixa temperatura (RCL) 2.3 - Gás tóxico, gases conhecidos por
tóxico. (RNG) - Gás liquefeito de baixa temperatura (RCL) 2.3 - Gás tóxico, gases conhecidos por

2.3 - Gás tóxico, gases conhecidos por serem tóxicos ou corrosivos aos seres humanos e que podem colocar a vida em risco. (RPG/CAO)

CLASSE 3 - LÍQUIDOS

INFLAMÁVEIS

a vida em risco. (RPG/CAO) CLASSE 3 - LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS Líquidos Inflamáveis, qualquer líquido que tiver

Líquidos Inflamáveis, qualquer líquido que tiver um ponto de ebulição num teste de cálice fechado menor do que 60 graus Celsius (RFL)

líquido que tiver um ponto de ebulição num teste de cálice fechado menor do que 60

DETERMINAÇÃO DE GRUPOS DE EMBALAGEM CLASSE 3:

No caso de classe 3 Líquidos Inflamáveis, consultar a tabela 3.3.A.

GRUPO DE

PONTO DE FULGOR

PONTO INICIAL DE EBULIÇÃO

EMBALAGEM

I

≤ 35°C

II

<23°C

> 35°C

III

≥ 23°C mas ≤ 60°C

CLASSE 4 - SÓLIDOS

INFLAMÁVEIS

4.1 Qualquer material sólido, que seja combustível, possacausar ou contribuir para um incêndio em caso de fricção. (RFS)

ou contribuir para um incêndio em caso de fricção. (RFS) 4.2 - Substâncias que sejam propensas

4.2 - Substâncias que sejam propensas a aquecimento espontâneo, ou aquecimento quando em contato com o ar (RSC)

espontâneo, ou aquecimento quando em contato com o ar (RSC) 4.3- Substâncias que em contato com

4.3- Substâncias que em contato com a água tornam-se espontaneamente inflamáveis ou emitam gases inflamáveis. (RFW)

que em contato com a água tornam-se espontaneamente inflamáveis ou emitam gases inflamáveis. (RFW) Página |

CLASSE 5 - SUBSTÂNCIAS OXIDANTES

E PERÓXIDOS

ORGÂNICOS

5.1 - Substâncias oxidantes (ROX) Substâncias que produzem oxigênio com rapidez e estimulam a

combustão de outros materiais.

com rapidez e estimulam a combustão de outros materiais. 5.2 – Peróxidos Orgânicos (ROP) – Um

5.2 Peróxidos Orgânicos (ROP) Um material orgânico (sólido ou líquido) que possa pegar fogo a uma taxa acelerada, algumas destas substâncias reagem de maneira perigosacom outras.

destas substâncias reagem de maneira perigosacom outras. CLASSE 6 – SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E INFECTANTES

CLASSE 6 SUBSTÂNCIAS TÓXICAS E INFECTANTES

Referência normativa: INSTRUÇÃO SUPLEMENTAR IS Nº 175-004 Revisão A

6.1 Substâncias Tóxicas Líquidos ou sólidos que são perigosos se inalados, ingeridos ou absorvidos

através da pele. (RPB)

– Líquidos ou sólidos que são perigosos se inalados, ingeridos ou absorvidos através da pele. (RPB)

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS DE EMBALAGEM DA DIVISÃO 6.1

Consultar a tabela 3.6.A

GRUPO DE

TOXICIDADE

TOXICIDADE

TOXICIDADE POR INALAÇÃO DE PARTÍCULAS OU NÉVOA LC50 (mg/L)

EMBALAGEM

ORAL LD50

DERMAL LD50

(mg/kg)

(mg/kg)

I

≤ 5.0

≤ 50

≤ 0.2

II

>5.0 mas

>50 mas ≤200

>0.2 mas ≤ 2.0

≤50

III

>50 mas

>200 mas

>2.0 mas ≤ 4.0

≤300

≤1000

6.2Substâncias Infectantes Substâncias que se saiba ou se suspeita que contenham patógenos e possam causar doenças em pessoas ou animais. (RIS)

As substâncias infectantes são classificadas como artigo perigoso da Divisão 6.2 e atribuídas, conforme apropriado, aos seguintes números ONU: UN 2814, UN 2900, UN 3291 ou UN 3373. As substâncias classificadas na Divisão 6.2 são divididas em Categoria “A” ou em Categoria “B”.

CATEGORIA A Substância infectante da Categoria A é aquela capaz de causar incapacidade permanente, risco de morte ou doença fatal em seres humanos ou em animais saudáveis, quando expostos a tais substâncias durante o transporte. Ex: Vírus Ebola, Vírus da varíola, Vírus da febre aftosa

A quantidade máxima de substâncias infectantes Categoria A contida em uma única embalagem externa permitida é de:

a) 50mL ou 50g para aeronaves de passageiros; e

b) 4L ou 4kg para aeronave cargueira.

Instrução de embalagem Substâncias infectantes da Categoria A devem satisfazer aos requisitos dispostos na Instrução de Embalagem 620 apresentados nos itens seguintes.

A embalagem deve ser constituída por três componentes:

a) recipiente(s) primário(s); b) embalagem secundária; e c) embalagem externa rígida.

Os recipiente(s) primário(s) e secundário(os) devem ser à prova de vazamentos e exceto para substâncias infectantes sólidas, deve-se colocar material absorvente. O material deve ser colocado entre o(s) recipiente(s) primário(s) e a embalagem secundária.

A embalagem externa deve ser rígida e a menor dimensão externa não pode ser inferior a

100mm e as embalagens internas contendo substâncias infectantes não podem ser consolidadas com embalagens internas que contenha outros tipos de cargas não relacionadas.

Permite-se agrupar os embalados contendo substâncias infectantes em sobrembalagens. Essas, por sua vez, podem conter gelo seco.

Exceto para expedições excepcionais que requeiram uma embalagem especial (por exemplo, órgãos

inteiros), os requisitos adicionais previstos nos itens 6.7.8, 6.7.9, 6.7.10 e 6.7.11 da IS Nº 175-004 Revisão

A, devem ser cumpridos.

e 6.7.11 da IS Nº 175-004 Revisão A, devem ser cumpridos. CATEGORIA B Substância infectante da

CATEGORIA B

Substância infectante da Categoria B é aquela que não se enquadra nos critérios de inclusão na Categoria

A.

Substâncias infectantes que se enquadrem na Categoria B são identificadas com o número UN 3373 e com o nome apropriado para transporte Substâncias biológicas, Categoria B, em português, ou Biological substances, Category B, em inglês.

As embalagens devem ser construídas e fechadas a fim de evitar qualquer perda de conteúdo, em condições normais de transporte, por vibração ou por alteração na temperatura, umidade ou pressão.

A

embalagem deve ser constituída por três componentes:

a)

recipiente(s) primário(s); b) embalagem secundária; e c) embalagem externa rígida.

O

embalado deve ser capaz de passar com sucesso no teste de queda da Parte 6, item 6.5.3 do Doc 9284

da OACI.

Para substâncias líquidas:

a) cada recipiente primário deve ser estanque e não deve conter mais de 1 litro;

b) a embalagem secundária deve ser estanque;

c) se vários recipientes primários frágeis forem colocados em uma única embalagem secundária, eles

devem ser individualmente embrulhados ou separados para evitar contato entre si;

d) o material absorvente deve ser colocado entre o(s) recipiente(s) primário(s) e a embalagem secundária.

e) a embalagem externa não deve conter mais de 4 litros. Essa quantidade exclui o gelo, o

gelo seco ou o nitrogênio líquido quando utilizados para manter as amostras resfriadas.

exclui o gelo, o gelo seco ou o nitrogênio líquido quando utilizados para manter as amostras

Categoria

T I

CLASSE

7-

MATERIAL RADIOATIVO

Código

I 0.0

RRW

Radioactive White

II >0.1 –≤1.0

RRY

Radioactive Yellow

III >1.1– ≤ 10.0

RRY

Radioactive Yellow

T I = TRANSPORT INDEX = ÍNDICE DE TRANSPORTE

Rr
Rr
RRY
RRY

RRW

RRW

RRY

RRY

Não confunda os grupos de embalagem com a categorização da embalagem nos embarques de material radioativo, conforme indicado acima.

CLASSE 8 - CORROSIVOS

Material Corrosivo Um líquido ou sólido que causará um dano severo quando em contato com qualquer tecido vivo, ou, em caso de vazamento do material, poderá destruir outros materiais próximos ou causar danos ao avião (RCM).

caso de vazamento do material, poderá destruir outros materiais próximos ou causar danos ao avião (RCM).

DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS DE EMBALAGEM NA CLASSE 8

Consultar a tabela 3.8.A

GRUPO DE

TEMPO DE

TEMPO DE

EFEITO

EMBALAGEM

EXPOSIÇÃO

OBSERVAÇÃO

I

≤ 3 minutos

≤ 60 minutos

Destruição total da pele

II

> 3 min ≤60 min

≤ 14 dias

Destruição total da pele

III

> 60 min ≤ 4 h

≤ 14 dias

Destruição total da pele

III

Taxa de corrosão do aço ou alumínio >6.25 mm num ano a uma temperatura de 55°C

Classe

de

perigo

onde

se

CLASSE 9

MISCELÂNEAS

enquadram

artigos

perigosos

que

pelas

suas

características

classificariam nas classes de perigos anteriores (RMD).

classificariam nas classes de perigos anteriores (RMD). não se Gelo seco ICE Bolhas poliméricas

não

se

Gelo seco

ICE

Bolhas poliméricas expansíveis

RSB

Material magnetizado - MAG

(RMD). não se Gelo seco ICE Bolhas poliméricas expansíveis RSB Material magnetizado - MAG Página |

ETIQUETAS DE MANUSEIO

Líquidos criogênicos

- RCL

ETIQUETAS DE MANUSEIO Líquidos criogênicos - RCL Manter distante de fontes de calor  Etiqueta de

Manter distante de fontes de calor

Etiqueta de manuseio para Substâncias auto reagentes da divisão 4.1 e peróxidos orgânicos da divisão 5.2, ver disposição especial A 20

Exclusivo para aviões cargueiros

- CAO

Para embalados que só podem ser embarcados em aviões Cargueiros

Etiquetas de orientação

embarcados em aviões Cargueiros Etiquetas de orientação Para embalados que devem ser mantidas numa certa
embarcados em aviões Cargueiros Etiquetas de orientação Para embalados que devem ser mantidas numa certa

Para embalados que devem ser mantidas numa certa orientação. Sempre utilizar duas etiquetas em lados opostos.

embalados que devem ser mantidas numa certa orientação. Sempre utilizar duas etiquetas em lados opostos. Página
embalados que devem ser mantidas numa certa orientação. Sempre utilizar duas etiquetas em lados opostos. Página

Material radioativo, embalagem exceptiva

-

RRE

Material radioativo, embalagem exceptiva - RRE Embalados contendo baterias de lítio Marcação de material nocivo ao

Embalados contendo baterias de lítio

exceptiva - RRE Embalados contendo baterias de lítio Marcação de material nocivo ao meio ambiente Não

Marcação de material nocivo ao meio

ambiente

de lítio Marcação de material nocivo ao meio ambiente Não é obrigatória nos casos em que

Não é obrigatória nos casos em que a quantidade seja igual ou inferior a 5 kg ou 5 L.

Marcação para Artigo Perigoso em Embalagem Exceptiva

-REQ

Marcação para Artigo Perigoso em Embalagem Exceptiva -REQ ETIQUETAS PARA BAGAGENS DE PASSAGEIROS OU TRIPULANTES Para

ETIQUETAS PARA BAGAGENS DE PASSAGEIROS OU TRIPULANTES

Para uso em cadeiras de rodas com força motriz

DE PASSAGEIROS OU TRIPULANTES Para uso em cadeiras de rodas com força motriz Bagagem contendo gelo

Bagagem contendo gelo seco

DE PASSAGEIROS OU TRIPULANTES Para uso em cadeiras de rodas com força motriz Bagagem contendo gelo

ESPECIFICAÇÕES DAS EMBALAGENS E TESTES DE PERFORMANCE

Códigos para tipos de embalagem:

1- Drum (Tambor)

2- Wooden barrel (barril de madeira)**

3- Jerrican (Bombona) 4- Box (Caixa) 5- Bag (Saco)

6-

7-

Composite Packaging(Embalagem composta)

Pressure receptacle(Recipiente de pressão) **

Códigos para Material usado na Embalagem

A - Steel (Aço) (todos os tipos e tratamentos desuperfície) B - Aluminium (Alumínio)

C

- Natural wood (Madeira natural)

D

- Plywood (Madeiracompensada)

F

- Reconstituted wood (Madeirareconstituída)

G

- Fibreboard (Papelão)

H

- Plastic Material (Material Plástico)

L - Textile (Tecido) M - Paper, multi wall (papel, paredes múltiplas)

N

- Metal (Metais, outros que não aço ou alumínio) **

P

- Glass, Porcelain or stoneware(Vidro, porcelana ou louça) **

** não utilizado neste

Regulamento

A lista completa com todas as embalagens padrão UN/ICAO encontra-se na tabela 5.0.B para

embalagens internas e 5.0.Cpara as embalagens externas. Na coluna cross-referenceencontramos

o item correspondente na seção 6 com informações detalhadas a respeito da construção da embalagem.

MARCAÇÃO PADRÃO DE EMBALAGENS

MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS CONTENDO SÓLIDOS OU EMBALAGEM COMBINADA

a)

b)

c)

d)

e)

f)

g)

h)

UN-

Tipo

Packing group (II e III)

Peso.

Sólidos

Ano de

Testad o

Fabricante

Símbolo

Código

bruto

ou

fabrica-

e aprova

ou outra

máxi

embala -

ção

-do em

marca de

 

mo

gem

identificação

interna

  X 12          
 

X 12

         

4G

Y 18

S

08

BR

9101

a) Símbolo das Nações Unidas;

b) Tipo de Embalagem, por exemplo 4G Caixa de Papelão;

c) As letras X, Y, Z de acordo com o packing group para a qual foi testada

Ex: X - PG I, II, III;

Y PG II, III;

Z PG

III;

d) O peso máximo permitido na embalagem em kg;

e) A letra S, indicando que a embalagem só pode ser usado para sólidos ou em embalagem combinada contendo líquidos;

f) Os dois últimos dígitos do ano de fabricação;

g) País onde foi fabricado e autorizado;

h) Código do fabricante da embalagem.

Exemplo

embalagemcombinada:

de

embalagem

para

artigos

perigosos

sólidos

ou

do fabricante da embalagem. Exemplo embalagemcombinada: de embalagem para artigos perigosos sólidos ou Página | 36

MARCAÇÃO DE EMBALAGENS

ÚNICAS PARA LÍQUIDOS

i)

j)

k)

l)

m)

n)

o)

p)

UN-

Tipo

Packing group (II e III)

Densida

Teste

Ano

Testado e

Fabricante

Símbolo

Código

de

de

de

aprovado

ou outra

relativa

press

fabri-

em

Marca de

 

ão

cação

identifica-

ção

3A1 Y 1.2 200 97 BR VL102JT

3A1

Y

1.2

200

97

BR

VL102JT

S

i) Símbolo das Nações Unidas;

j) Tipo de Embalagem, por exemplo: 3A1 - bombona de aço, tampa não removível;

k) As letras X, Y, Z de acordo com o packing group para a qual foi testada

Z PG

Ex: X - PG I, II, III;

Y PG II, III;

III;

l) A densidade relativa arredondada para o próximo decimal;

m)O valor do teste de pressão hidráulica a que a embalagem foi submetida;

n) Os dois últimos dígitos do ano de fabricação;

o) País onde foi fabricado e autorizado;

p) Código do fabricante daembalagem.

Exemplo:

de fabricação; o) País onde foi fabricado e autorizado; p) Código do fabricante daembalagem. Exemplo: Página

Nota:

Para embalagens de metal o símbolo UN pode ser aplicado em relevo.

A marcação indicativa da densidade relativa em embalagens simples para líquidos pode ser omitida se não exceder a 1.2. Os elementos da marcação devem ser claramente separados, por um “/” ou por espaço entre as informações.

As marcações específicas da embalagem pode ser indicadas em uma linha ou em mais de uma linha a sequencia deve sera correta.

S indica conteúdo sólido ou embalagem interna.

O conteúdo da embalagem interna pode ser sólido, líquido ou gasoso.

Tambores de metal de capacidade acima de 100L devem trazer uma indicação adicional na sua tampa

Tambores e bombonas de plástico ( 1H1, 1H2, 3H1 and 3H2 fabricação, p.ex:

de plástico ( 1H1, 1H2, 3H1 and 3H2 fabricação, p.ex: ) devem indicar o mês de

) devem indicar o mês de

Embalagens fabricadas no Brasil devem ser entregues à transportadora aérea acompanhada do APAA ou Protocolo da ANAC e pelo Certificado de conformidade, conforme RBAC 175.57.

LISTA DE EMBALAGENS PADÃO UN/ ICAO

Embalagens Interiores

Vidro, louça ou cerâmica

IP1

Plástico

IP2

Latas ou tubos de metal (exceto alumínio)

IP3

Latas ou tubos de alumínio

IP3A

Saco de papel folha dupla

IP4

Saco Plástico

IP5

Caixas ou latas de papelão

IP6

Recipientes de metal, aerossol, não reutilizável

IP7

Recipientes de metal, aerossol, não reutilizável

IP7A

Recipientes de metal, aerossol, não reutilizável

IP7B

Aerosol plástico

IP7C

Ampola de vidro (tubo de vidro)

IP8

Tubo flexível de plástico ou metal

IP9

Sacolas de papel revestidas de alumínio ou metal

IP10

Embalagens Exteriores e Únicas

Tambor de aço de tampa fixa

1A1

Tambor de aço de tampa removível

1A2

Tambor de alumínio de tampa fixa

1B1

Tambor de alumínio de tampa removível

1B2

Tambor de madeira compensada

1D

Tambor de papelão

1G

Bombona de aço tampa fixa

3A1

Bombona de aço tampa removível

3A2

Bombona de alumínio tampa fixa

3B1

Bombona de alumínio tampa removível

3B2

Tambores de plástico de tampa fixa

1H1

Tambores de plástico de tampa removível

1H2

Bombonas de plástico de tampa fixa

3H1

Bombonas de plástico de tampa removível

3H2

Tambor de metal (exceto alumínio ou aço) de tampa fixa

1N1

Tambor de metal (exceto alumínio ou aço) de tampa removível

1N2

Caixas de alumínio

4A

Caixas de aço

4B

Caixas de madeira natural comum

4C1

Caixas de madeira natural com paredes estanques (prova de infiltração ou vazamento)

4C2

Caixas de madeira compensada

4D

Caixas de madeira reconstituída

4F

Caixas de papelão

4G

Caixas de plástico expandido

4H1

Caixas de plástico sólido

4H2

Sacos de tecido estanques

5L2

Sacos de tecido a prova de água

5L3

Sacos de tecido plástico sem revestimento ou forro interno

5H1

Sacos de tecido plástico estanques

5H2

Sacos de tecido plástico a prova de água

5H3

Saco de filme plástico

5H4

Embalagens Compostas de Material Plástico

Recipiente plástico com tambor de aço exterior

6HA1

Recipiente plástico com caixa de aço exterior

6HA2

Recipiente plástico com tambor de alumínio exterior

6HB1

Recipiente plástico com caixa de alumínio exterior

6HB2

Recipiente plástico com caixa de madeira exterior

6HC

Recipiente plástico com tambor de madeira compensada exterior

6HC

Recipiente plástico com caixa de madeira compensada exterior

6HD2

Recipiente plástico com tambor de papelão exterior

6HG1

Recipiente plástico com caixa de papelão exterior

6HG2

Recipiente plástico com tambor de plástico exterior

6HH1

Recipiente plástico com caixa de plástico exterior

6HH2

Saco de papel multi folhas

5M1

Saco de papel multi folhas a prova de água

5M2

Nota: Qualidade e Especificações das Marcas:

(1) todas as marcas devem ser colocadas nas embalagens ou nas sobre-embalagens

em locais que não sejam cobertas por qualquer parte da embalagem ou qualquer

outra marca ou etiqueta;

(2) todas as marcas devem ser:

(i) duráveis e impressas ou de outra maneira marcadas sobre, ou fixadas na, superfície

externa da embalagem ou sobre-embalagem;

(ii) visíveis e legíveis;

(iii) resistente e não perder sua efetividade quando exposta a água; (iv) de cor contrastante com a cor da superfície onde será marcada.

MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS QUANTIDADE LIMITADA

A partir de 1/1/2011 as embalagens para Quantidade Limitada (Instrução de embalagem Y) devem trazer a seguinte marcação:

de embalagem Y) devem trazer a seguinte marcação: As embalagens para quantidade limitada apesar de não

As embalagens para quantidade limitada apesar de não serem homologadas precisam ser submetidas a alguns testes e serem aprovadas. Estes testes devem ser feitos pelo fabricante da mesma.

Exemplos:

Teste de Queda: A embalagem deve sofrer um teste de queda da altura de 1.2m num superfície horizontal rígida. Ao final do teste a embalagem não pode indicar ter sofrido qualquer dano que possa influir na segurança do transporte.

Teste de Empilhamento: Cada embalagem deverá mostrar capacidade de suportar, sem qualquer tipo de quebra ou vazamento dos recipientes internos e sem demonstrar qualquer tipo de fraqueza depois de um empilhamento da altura de 3m durante 24h de caixas com a capacidade equivalente da que está sendo testada.

Embalagens simples não são permitidas como Embalagem para Quantidade Limitada. O peso bruto deste tipo de embalagem não poderá exceder o valor de 30 kg.

MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS EXCEPTIVAS.

o valor de 30 kg. MARCAÇÃO PARA EMBALAGENS EXCEPTIVAS. Esta marca tem um tamanho mínimo de

Esta marca tem um tamanho mínimo de 100 x 100mm.

Os seguintes testes devem ser feitos no caso de embalagens exceptivas contendo artigos perigosos:

Teste de Queda: Da altura de 1,8 metros, diferenciados para o caso de embalagem em formato de caixa e formato de tambor. Ver 2.6.6.1 letra a.

Teste de Empilhamento: Cada embalagem deverá mostrar capacidade de suportar, sem qualquer tipo de quebra ou vazamento dos recipientes internos e sem demonstrar qualquer tipo de fraqueza depois de um empilhamento da altura de 3m durante 24h de caixas com a capacidade equivalente da que está sendo testada.

MARCAÇÃO PADRONIZADA PARA EMBARQUES CONTENDO ARTIGOS PERIGOSOS

DGR SEÇÃO 7.1

- Nome e endereço do embarcador e consignatário

- Nome próprio para embarque com número UN/ID

Note bem: as etiquetas de risco principal, secundário e CAO devem estar próximas a esta marcação, na mesma face daembalagem.

Artigos das classes 2 a 6 e Classe 8 devem trazer, quando o embarque contiver mais de um volume, a quantidade líquida ou o peso bruto de acordo com o que é indicado nas colunas H, J e L na tabela 4.2 do manual de DGR . Este procedimento não será adotado caso todos os volumes tenham a mesma quantidade de artigos perigosos.

- Observação: algumas classes de produtos exigem marcação adicional. Exemplos: Explosivos, Substâncias Infectantes , Gases liquefeitos refrigerados (packing Instruction 202), gelo seco e espécimes para diagnósticos. A lista completa encontra-se noitem

7.1.5.1

letras

c

a

i. Veja

alguns

exemplos

destas marcações adicionais:

- Explosivos: indicar a quantidade líquida de explosivo e o peso bruto da embalagem.

- Gelo seco: Informar a quantidade de gelo seco contida na embalagem.

- Substâncias Infectantes: Nome e telefone de uma pessoa responsável pelo embarque.

COMO ETIQUETAR ARTIGOS PERIGOSOS

DGR SEÇÃO 7.2

1. Etiqueta de Risco Primário/Principal ou

Secundário

Uma etiqueta é suficiente

Sempre na mesma face da marcação número UN e nome próprio para

embarque.

mínimo

Tamanho

da

etiqueta:

100

x

100

mm.

No

caso

de

substâncias infectantes é aceito uma etiqueta com dimensão 50 x 50

mm.

Exceção: Classe 7 (Radioativos) Duas etiquetas em lados opostos.

Classe 7 (Radioativos) Duas etiquetas em lados opostos.  Não há qualquer preferencia na colocação das

Não há qualquer preferencia na colocação das etiquetas paraindicar que o risco é principal ou secundário. Os riscos são tratados com a mesma consideração e cuidado. Verificar o ítem DGR 7.2.6.2 com referencia a localização das etiquetas.

SOMENTE AVIÃO CARGUEIRO Deve ser afixada na mesma face da etiqueta de Artigo Perigoso.

ETIQUETA DE ORIENTAÇÃO DE VOLUMES

de Artigo Perigoso. ETIQUETA DE ORIENTAÇÃO DE VOLUMES Necessárias nas embalagens combinadas contendo artigos

Necessárias nas embalagens combinadas contendo artigos perigosos líquidos em embalagem combinada. Sempre utilizar duas etiquetas em lados opostos.

combinada. Sempre utilizar duas etiquetas em lados opostos. Exceções: Nos seguintes casos não há a necessidade
combinada. Sempre utilizar duas etiquetas em lados opostos. Exceções: Nos seguintes casos não há a necessidade

Exceções: Nos seguintes casos não há a necessidade de utilizar a etiqueta de orientação de volume:

Líquidos inflamáveis em embalagens internas contendo até 120mL (veja 7.2.4.4) Substâncias infectantes em recipientes primários contendo até50 mL (veja 7.2.4.4) Material Radioativo (veja 10.7.4.4.2); Artigos perigosos em forma de gás, desde que acondicionados em pequenas embalagens internas como tubos, sacos ou frascos que só podem ser abertos se quebrados ou perfurados e com capacidade máxima de 500mL.

ARMAZENAGEM E CARREGAMENTO

DGR SEÇÃO 9

TABELA DE COMPATIBILIDADES 9.3.A

ETIQUETA DE

1 EXCL

2

3

4.2

4.3

5.1

5.2

8

RISCO

1.4S

1 EXCL 1.4S

VER

X

X

X

X

X

 

X X

9.3.2.2

2 X

 

 

− −

3 X

 

X

 

− −

4.2

X

X

 

− −

4.3

X

 

X

5.1

X

X

X

 

− −

5.2

X

 

− −

8

X

X

 

− −

Um x na interseção da linha com a coluna indica que há uma incompatibilidade entre os produtos e os mesmos devem ser separados.

armazenados/embarcados sem necessidade de separação.

Um

na

interseção

da

linha

com

a

coluna

indica

que

os

produtos

podem

ser

A divisão 4.1 e as classes 6, 7 e 9 não estão incluídas na tabela acima pois não necessitam ser separadas das outras classes de risco.

Esta tabela deve ser verificada adicionalmente nos casos desobre-embalagens (Overpacks) e de valor

Q.

SOBREEMBALAGEM DGR 5.0.1.5

MARCAÇÕES NAS SOBREEMBALAGENS DGR 7.1.4

EMISSÃO DA DGD DGR 8.1.L; 8.1.M; 8.1.N

VALOR Q DGR 5.0.2.11 (vide exceções no ítem (h) ) EMISSÃO DA DGD DGR 8.1.G; 8.1.H, 8.1.I

TRANSPORTE DE ARTIGOS PERIGOSOS PERMITIDOS EXCLUSIVAMENTE EM VOOS CARGUEIROS

DGR SEÇÃO 9

Volumes que contenham a etiqueta CAO só poderão ser disposições:

embarcados de acordo com as seguintes

a) Num compartimento de carga que atenda a classe C;

b) Num contêiner de carga que esteja equipado com um sistema de detecção e supressão de fogo, equivalente a um compartimento de classe C conforme determinado pela autoridade nacional;

c) De tal modo que, num caso de emergência que atinja estes volumes ou sobre embalagens, um membro da tripulação ou qualquer outra pessoa autorizada posso ter acesso aos mesmos, podendo manuseá-los e, se o peso e a dimensão permitirem, separar o volume ou sobre- embalagem do restante da carga;

d) Transporte externo em um helicóptero;

e) Na cabine de um helicóptero desde que autorizado pela autoridade aeronáutica da bandeira transportadora.

As disposições acima não se aplicam nos seguintes casos:

a) Líquidos inflamáveis (classe 3) do grupo de embalagem III, inclusive com sub-risco, excetuando-se subrisco corrosivo (Classe 8);

b) Substâncias Tóxicas da Divisão 6.1, sem risco secundário com exceção da classe 3

c) Substâncias Infectantes da Divisão 6.2;

d) Material radioativo (Classe 7);

e) Carga perigosa miscelânea (Classe 9).

NOTIFICAÇÃO AO COMANDANTE NOTOC

DGR SEÇÃO 9

NOTIFICAÇÃO AO COMANDANTE – NOTOC DGR SEÇÃO 9 Página | 56

Preenchimento:

(1) Aeroporto de Carregamento: Código IATA (3 letras) ou código OACI (4 letras) do aeroporto de saída. Exemplo: VCP ou SBKP.

(2) Número do voo: Número do voo, incluindo o código IATA (2 letras) do operador, exemplo: LH-8270. Quando um voo mude de número antes de chegar ao destino da carga, será colocado o número do voo subsequente, exemplo: LH-

8270/LH8271

(3) Data: Data de entrega do NOTOC, exemplo: 20JAN2015 ou 20/01/15.

(4) Prefixo da aeronave: Registro da Aeronave, exemplo: D-ALCA.

(5) Preparado por: Nome e assinatura da pessoa que preencheu a NOTOC.

(6) Aeroporto de destino: Código IATA (03 letras) ou código OACI (4 letras) onde o artigo será desembarcado da Aeronave podendo não coincidir com o que aparece na Declaração do Expedidor, exemplo: KMIA, MIA.

(7) Número do awb ou CT-e: Número do conhecimento aéreo de embarque.

(8) Nome próprio para embarque: Nome apropriado de embarque (com o nome técnico quando for requerido) tal como aparece na Declaração do Expedidor ou no MANUAL DGR IATA, exemplo: Flammable liquid, n.o.s. (contains methanol).

(9) Classe ou divisão para Classe 1 Grupo de Compatibilidade Número da Classe ou Divisão do artigo perigoso, exemplo: 6.1. Nota: Para Classe 1 (explosivos) também deve-se colocar o grupo de compatibilidade, exemplo: 1.4S.

Risco Secundário: Número(s) da Classe ou Divisão de risco(s) secundários (ou subsidiários) da substância (quando aplicável) tal como apresentado na Declaração do Expedidor ou no MANUAL DGR IATA, exemplo:

3(8), 1 digito risco primario, digito entre parenteses risco secundário.

(10) Número UN ou ID Número de identificação do artigo precedido pelas letras UN ou ID, conforme o caso.

(11) Número de volumes Indicar o número de volumes pertencentes ao item.

(12) Quantidade líquida ou Índice de Transporte por Embalagem:

No caso dos Não Radioativos, colocar a Quantidade líquida contida em cada volume, exemplo: 10 kg. No caso de Radioativos deve-se adicionar neste campo o Indice de Transporte (TI) Ex: 0.8 TI.

(13) Categoria de material radioativo: Inserir a categoria da Etiqueta, exemplo: Branco I, Amarela II ou Amarela III.

(14) Grupo de Embalagem: Inserir o grupo de embalagem (I, II, III) quando o artigo assim indicar.

(15) Código IMP: Inserir o código IMP do artigo

(16) CAO: Marcar com um x caso o artigo só possa ser transportado em aeronave cargueira. apropriado.

(17) Carregado : ULD: inserir o número do pallet ou container onde o artigo foi carregado, Posição: Inserir a posição da aeronave em que o pallet ou container foi carregado.

(18) Código de Resposta a Emergência: Inserir o código indicado na coluna N da seção 4.2 do manual de DGR.

(19) Outras cargas especiais Inserir as informações das cargas especiais a bordo seguindo o esquema de preenchimento indicado na NOTOC.

(20) Verificado por: Nome da pessoa que efetuou o carregamento na rampa.

(21) Identificação e assinatura do comandante: O comandante deverá se identificar com seu nome, número de registro na ANAC e assinar o documento.

(22) Outras informações: Preencher conforme instrucão da empresa aérea. Algumas empresas tem uma Central de Informação que deve ser acionada em casos de emergencia.

ARTIGOS PERIGOSOS ISENTOS DE INFORMAÇÃO NA NOTOC

NÚMERO UN

NOME PRÓPRIO DE EMBARQUE

N/A

DANGEROUS GOODS PACKED IN EXCEPTED QUANTITIES

UN 2807

MAGNETIZED MATERIAL

UN 2908

RADIOACTIVE MATERIAL, EXCEPTED PACKAGE EMPTY PACKAGING

UN 2909

RADIOACTIVE MATERIAL, EXCEPTED PACKAGE ARTICLES MANUFACTURED FROM NATURAL URANIUM OR DEPLETED URANIUM OR NATURAL THORIUM

UN 2910

RADIOACTIVE MATERIAL, EXCEPTED PACKAGE LIMITED QUANTITY OF MATERIAL

UN 2911

RADIOACTIVE MATERIAL, EXCEPTED PACKAGE INSTRUMENTS OR ARTICLES

UN 3090

LITHIUM METAL BATTERIES CONSIGNED UNDER SECTION 2 OF PACKING INSTRUCTION 968

UN 3091

LITHIUM METAL BATTERIES CONTAINED IN EQUIPMENT CONSIGNED UNDER SECTION 2 OF PACKING INSTRUCTION 970 LITHIUM METAL BATTERIES PACKED WITH EQUIPMENT CONSIGNED UNDER SECTION 2 OF PACKING INSTRUCTION 969

UN 3245

GENETICALLY MODIFIED MICRO-ORGANISMS/ORGANISMS

UN3373

BIOLOGICAL SUBSTANCE, CATEGORY B

UN 3480

LITHIUM ION BATTERIES CONSIGNED UNDER SECTION 2 OF PACKING INSTRUCTION 965

UN3481

LITHIUM ION BATTERIES CONTAINED IN EQUIPMENT CONSIGNED UNDER SECTION 2 OF PACKING INSTRUCTION 967 LITHIUM ION BATTERIES PACKED WITH EQUIPMENT CONSIGNED UNDER SECTION 2 OF PACKING INSTRUCTION 966

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

Procedimentos de emergência para incidentes/acidentes com artigos perigosos em terra.

Para cada classe de artigo perigoso deverá, conforme o caso, ser adotado alguns procedimentos específicos.

Classe 1 Explosivos

Não permitir o fumo ou acendimento de chamas (pequeno risco imediato para asaúde).

Classe 2 Gases

Não permitir o fumo ou acendimento de chamas. Usar roupas protetoras contra líquidos criogênicos ou gases venenosos. Evitar o manuseio brusco de cilindros, pois poderá agravar a situação. No caso de fogo pequeno, todos os extintores são aceitáveis, porém, o BCF é o maiseficaz contra pequenas chamas que escapam. No caso de fogo grande usar borrifo ou neblina d’água.

No caso de primeiros

socorros:

a) Remover a vítima para local fresco;

b) Remover as roupas contaminadas;

c) Se a respiração estiver difícil, ministrar oxigênio;

d) Manter a vítima quieta e manter a temperatura normal do corpo; e

e) Cuidar de quaisquer ferimentos.

Classe 3 Líquidos

Inflamáveis

Não permitir o fumo ou acendimento de chamas. Usar o borrifador de água para reduzir os vapores. No caso de fogo pequeno usar pó químico, BCF, gás carbônico, espuma ou borrifo de água. No caso de fogo grande usar espuma, borrifo ou neblina com água, quando possível resfriar os contêineres expostos ao fogo, comágua. Evitar que o líquido inflamável se espalhe. No caso de derrames ou vazamentos pequenos, cobrir com areia ou outro material não combustível e depoislavar. No caso de derrames ou vazamentos grandes, construir represa por fora do derrame e depois remover.

No caso de primeiros

socorros:

a) Remover a vítima para local fresco;

b) Se não estiver respirando, aplicar respiração artificial;

c) Se a respiração estiver difícil, ministrar oxigênio;

d) Remover e isolar roupas contaminadas;

e) Caso haja contato com o material, lave a pele e os olhos com água corrente por pelo menos 15

minutos; e

f) Cuidar de quaisquer ferimentos.

Classe 4 Sólidos Inflamáveis

Não permitir o fumo ou acendimento de chamas. Não tocar no material derramado. Não usar água em substâncias rotuladas como “perigosas quando molhadas”. No caso de fogo pequeno usar pó químico, areia, espuma, BCF,gás carbônico, borrifod’água. No caso de fogo grande usar borrifo d’água, neblina ou espuma. Quando possível resfriar os contêineres expostos ao fogo, com água. Usar areia seca em magnésio incendiado, nunca água.

No caso de derrames ou vazamentos pequenos recolher emcontêineres secos, remover os contêineres e depois lavar a áreacom água. No caso de derrames ou vazamentos grandes, construir represa por fora do derrame e depois remover. Quando for “substância perigosa quando molhada”, cobrir com areia seca, ou outro material não- combustível seco.

No caso de primeiros

socorros:

a) Remover a vítima para local fresco;

b) Se a respiração estiver difícil, ministrar oxigênio;

c) Caso haja contato com o material, lave a pele e os olhos com água corrente por, pelo menos, 15

minutos; e

d) Remover e isolar as roupas contaminadas.

Classe 5 Substâncias Oxidantes e Peróxidos

Orgânicos

Não permitir o fumo ou acendimento de chamas. Usar o borrifador d’ água para reduzir osvapores. No caso de fogo pequeno usar pó químico, BCF, gás carbônico, espuma ou borrifo d’ água. No caso de fogo grande usar espuma, borrifo ou neblina de água. Quando possível, resfriar contêineres expostos ao fogo, com água, Evite espalhar o líquido inflamável. No caso de derrames ou vazamentos pequenos, cobrir com areia ou outro material não combustível e depois lavar a área com água. No caso de derrames ou vazamentos grandes, construir represa por fora do derrame e depois remover.

No caso de primeiros

socorros:

a) Remover a vítima para local fresco;

b) Se não estiver respirando, aplicar respiração artificial;

c) Se a respiração estiver difícil, ministrar oxigênio;

d) Caso haja contato com o material, lave a pele e os olhos com água corrente por pelo menos 15

minutos, e

e) Remover e isolar as roupas contaminadas.

Classe 6 Substâncias Tóxicas (Venenosas) e

Infectantes

Divisão 6.1 Substâncias Tóxicas (Venenosas)

a) Não tocar no material derramado.

b) Usar o borrifador d’ água para reduzir os vapores e a poeiraem suspensão.

c) No caso de fogo pequeno usar pó químico, BCF, CO2, espuma ou borrifo d’ água.

d) No caso de fogo grande usar borrifo d’ água, neblina ou espuma.

e) No caso de derrames ou vazamentos pequenos, cobrir com

combustível, depois lavar com água.

f) No caso de derrames ou vazamentos grandes, construir represa por fora do derrame e depois

remover.

areia ou outro material não-

No caso de primeiros socorros:

I-

Remover as pessoas afetadas para local fresco; II- Chamar o atendimento médico de emergência;

II-

Se não estiver respirando, aplicar respiração artificial;

III- Se estiver respirando com dificuldade, ministrar oxigênio;

IV - Caso haja contato com o material, lavar a pele e os olhos com água corrente por, pelo menos, 15

minutos;

V - Remover e isolar a roupa contaminada; e

VI - Manter a vítima sob observação, pois os efeitos podem levar algum tempo para se manifestar.

Divisão 6.2 Substâncias Infectantes

PROCEDIMENTOS DE EMERGÊNCIA

a) Quando qualquer pessoa, responsável pelo transporte ou abertura de embalagens de substâncias infectantes, perceber que elase encontra avariada ou vazandodeve:

I- Evitar o manuseio da embalagem ou reduzi-lo ao mínimo; II- Inspecionar as embalagens próximas, para verificar e separar as que possam ter sido contaminadas; III-Informar à autoridade de Saúde Pública ouveterinária apropriada fornecer informação para os aeródromos de trânsito, em que pessoas possam ter sido expostas ao risco de contaminação; IV- Notificar ao remetente e ao destinatário.

Classe 7 Material Radioativo

Verifique no capítulo correspondente desta apostila

Classe 8 Corrosivos

Não tocar no material derramado. No caso de fogo, alguns destes materiais podem reagir violentamente com a água. No caso de fogo pequeno, cobrir com areia ou outro material não- combustível depois lavar com água. No caso de fogo grande, construir represa por fora do derrame e depois remover.

No caso de primeiros

socorros:

a) Remover a vítima para local fresco;

b) Se estiver respirando com dificuldade, ministrar oxigênio;

c) Remover e isolar as roupas contaminadas;

d) Caso haja contato com o material, lavar a pele e os olhos com água corrente por pelo menos

15 minutos.

Classe 9 Materiais Perigosos Diversos

(Miscelânea)

Os riscos potenciais estão ligados unicamente a cada tipo. Alguns deles estão abaixo.

Fertilizante de nitrato de amônia (ammonium nétrate fert), quando misturados aos combustíveis de hidrocarbonetos, como o querosene, podem reagir explosivamente. Entretanto, necessitam normalmente de outro explosivo para a ignição. Ver a Classe 1 Explosivos;

Amianto (asbestos) todos os tipos. Fibras minerais finas podem se alojar nos pulmões e causar doenças;

No caso de primeiros

socorros:

a) Isolar as áreas de risco;

b) Usar aparelho de respiração autônomo ou máscara de filtro.

Produtos de consumo a varejo (consumer commodity). Podem conter líquidos inflamáveis (Classe 3), aerossóis (Classe 2) ou substâncias tóxicas (Divisão 6. 1). Tratar de acordo com a Classe;

Dióxido de carbono, sólido (gelo seco). A temperatura aproximada é de - 80º C e pode causar sérios danos à pele, pelo congelamento. O gelo seco se “evapora” formando um gás pesado, inodoro e invisível que, ao deslocar no ar, pode causar o sufocamento em pessoas ou animais.

No caso de primeiros

socorros:

a) Evitar o manuseio;

b) Usar aparelho de respiração autônomo e roupas protetoras;

c) Recomendar a ventilação de áreas confinadas;

d) Remover as vítimas para o ar fresco.

Balsas e coletes salva-vidas. Contém garrafas de gás comprimido e, se acidentalmente acionadas, podem exercer grandes forças na aeronave e outras estruturas. Tomar cuidado para estes equipamentos não inflarem acidentalmente ou as garrafas não explodirem.

Conjunto de rodas pneumáticas. São, normalmente, pressurizadas e podem explodir, especialmente sob a ação do calor e chamas. Tratar como os gases comprimidos (Classe 2).

Material

cumulativo, mas não apresenta risco significativo nas condições de emergência aqui discutidas.

magnético.

Pode

afetar

os

equipamentos

de

navegação

e

a

quantidade

produz

efeito

Motores de combustão interna / veículos movidos a baterias.

Podem conter combustível

tratar como líquidos inflamáveis (Classe 3). Também pode conter baterias que podem vazar ou derramar o eletrólito. Deve ser tratado como corrosivos (Classe 8). Prevenir-se de que as baterias possam entrar em curto-circuito e causar a ignição de gases inflamáveis ou vapores.

Hidrosulfito de zinco (e outros hidrosulfitos). Podem liberar

do calor. Tratar comogases (Classe 2) e/ou corrosivos (Classe 8), conforme apropriado.

gases venenosos e corrosivos sob a ação

No caso de carregamento de substâncias tóxicas e infectantesde categoria A as mesmas não podem ser carregadas no mesmo compartimento que:

Animais; Produtos alimentícios; Rações; Qualquer tipo de substâncias que possa ser ingerida por seres humanos ou animais.

Existem várias restrições de carregamento envolvendo artigos perigosos. Consultar sempre a operadora do avião para verificar as quantidades permitidas e o espaçamento necessário, de acordo com o tipo de avião a ser operado.

REPORTE DE DISCREPÂNCIAS, ACIDENTE OU INCIDENTE NOAP

IS 175-005A

Toda ocorrência envolvendo o transporte de artigos perigosos por via aérea deve ser notificada à ANAC, em atendimento aos prazos descritos no RBAC 175.

A notificação de ocorrência com artigos perigosos deve ser registrada por meio do Formulário de

Notificação de Ocorrências Discrepâncias, Incidentes e Acidentes com Artigos Perigosos (NOAP).

O Formulário de NOAP e todos os seus anexos devem ser encaminhados aos seguintes destinos:

a) Gerência Técnica de Artigos Perigosos da Superintendência de Padrões Operacionais da ANAC

(GTAP/GCTA/SPO/ANAC) por meio do e-mail:

b) No caso de ocorrência com material radioativo, o notificante deve informar ao operador de aeródromo para o acionamento da seguinte entidade:

artigo.perigoso@anac.gov.br

; e

CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear Instituto de Radioproteção e Dosimetria

Av. Salvador Allende, S/Nº - Jacarepaguá

 

CEP: 22780-160 - Rio de Janeiro/RJ

 

MODELO DE FORMULÁRIO DE NOAP

MODELO DE FORMULÁRIO DE NOAP Página | 64
MODELO DE FORMULÁRIO DE NOAP Página | 64

INSTRUÇÕES DE PREENCHIMENTO

- A NOTIFICAÇÃO DEVE SEGUIR A INSTRUÇÃO SUPLEMENTAR Nº 175-005 (IS Nº 175-005).

- OS CAMPOS DEVERÃO SER PREENCHIDOS CONFORME A TABELA A SEGUIR.

 

SEÇÃO

CÓDIGO DO CAMPO
CÓDIGO DO CAMPO

NOME DO CAMPO

 

DESCRIÇÃO DO CAMPO

 
 

MARCAR APENAS UMA OPÇÃO IDENTIFICANDO QUAL TIPO DE OCORRÊNCIA ACONTECEU.

 
A.1
A.1

TIPO DE OCORRÊNCIA

AS DEFINIÇÕES DE CADA TIPO ENCONTRAM-SE DISPONÍVEIS NO RBAC 175 E NO DOC

 

9284 DA OACI.

 
A.2
A.2

CATEGORIA DA OCORRÊNCIA

MARCAR APENAS UMA OPÇÃO IDENTIFICANDO QUAL FOI O TIPO DE TRANSPORTE

ENVOLVIDO.

A.3
A.3

PREENCHER COM O NÚMERO CORRESPONDENTE À ETAPA EM QUE OCORREU O PROBLEMA

ETAPA EM QUE SE DEU A OCORRÊNCIA

OU QUE O PROBLEMA FOI LOCALIZADO.

 
A.4
A.4

LOCAL EM QUE SE DEU A OCORRÊNCIA

PREENCHER COM NÚMERO CORRESPONDENTE AO LOCAL EM QUE SE DEU A OCORRÊNCIA.

A.5
A.5

NOME DO OPERADOR AÉREO QUE TRANSPORTOU OU TRANSPORTARIA O PASSAGEIRO,

OPERADOR AÉREO - NOME

CARGA, COMAT OU MALA POSTAL.

 
A.6
A.6

OPERADOR AÉREO - NÚMERO DO VOO

[OPCIONAL]

NÚMERO

DO

VOO

E

PREFIXO

DA

AERONAVE

QUE

TRANSPORTOU

O

 

A.

INFORMAÇÕES

A.7
A.7

OPERADOR AÉREO - PREFIXO DA AERONAVE

PASSAGEIRO, CARGA, COMAT OU MALA POSTAL.

 

SOBRE A OCORRÊNCIA

A.8
A.8

EXPEDIDOR OU AGENTE DE CARGAS - NOME

 
A.9
A.9

EXPEDIDOR OU AGENTE DE CARGAS - ENDEREÇO

 
A.10
A.10

EXPEDIDOR OU AGENTE DE CARGAS CEP

[NÃO PREENCHER EM CASO DE TRANSPORTE DE PASSAGEIROS] DADOS DA PESSOA QUE

 

ATUOU NA RESPONSABILIDADE DO EXPEDIDOR. CASO TAL PESSOA TENHA SIDO UM AGENTE

 
A.11
A.11

EXPEDIDOR OU AGENTE DE CARGAS CIDADE

DE CARGA, OS CAMPOS DEVERÃO SER PREENCHIDOS COM AS INFORMAÇÕES DESTE.

 
A.12
A.12

EXPEDIDOR OU AGENTE DE CARGAS

UF

A.13
A.13

EXPEDIDOR OU AGENTE DE CARGAS

PAÍS

 

[PREENCHER EM CASO DE TRANSPORTE DE CARGA] O NÚMERO A SER PREENCHIDO NESSE

 
A.14
A.14

NÚMERO DO CONHECIMENTO AÉREO (Nº DO AWB OU Nº

OPERACIONAL DO CT-E/DACTE)

CAMPO

REFERE-SE

ÀQUELE DISPONÍVEL NO CONHECIMENTO A