Você está na página 1de 96

Pára-raios de alta tensão

Guia do comprador

Pára-raios de alta tensão Guia do comprador ABB Surge Arresters — Guia do comprador E d
Pára-raios de alta tensão Guia do comprador ABB Surge Arresters — Guia do comprador E d

Sumário

Informações sobre o produto

Informações

técnicas

Outros

Sumário

SEÇÃO-PÁGINA

Introdução

A-2

Definições

B-1

Método de seleção simplificado

C-1

Características de projeto - Pára-raios encapsulados em porcelana, EXLIM

D-1

Características de projeto - Pára-raios

E-1

encapsulados em polímero de silicone, PEXLIM O conceito PEXLINK

F-1

Controle de qualidade e teste

G-1

Pára-raios de óxido de zinco com isolador encapsulado em polímero de silicone:

PEXLIM R, IEC classe 2

H-1

PEXLIM Q, IEC classe 3

I-1

PEXLIM P, IEC classe 4

J-1

HS PEXLIM P-T, IEC classe 4

K-1

HS PEXLIM T-T, IEC classe 5

L-1

Pára-raios de óxido de zinco com isolador encapsulado em porcelana:

EXLIM R, IEC classe 2

M-1

EXLIM Q-E, IEC classe 3

N-1

EXLIM Q-D, IEC classe 3

O-1

EXLIM P, IEC classe 4

P-1

EXLIM T, IEC classe 5

Q-1

Acessórios:

Monitor de pára-raios EXCOUNT-II

R-1

Contador de surtos EXCOUNT-A

S-1

Ordem de compra

T-1

Índice

U-1

Notas do cliente

U-3

Introdução

Fornecimento seguro, confiável e econô- mico de eletricidade - com pára-raios ABB

Os pára-raios da ABB são a principal proteção contra sobretensões atmos-

féricas e de comutação. Eles são nor- malmente conectados em paralelo com

o equipamento a ser protegido para

desviar a corrente de descarga. Os elementos ativos (blocos de ZnO) dos pára-raios da ABB são fabricados com

um material cerâmico resistivo altamente não-linear composto em grande parte por óxido de zinco misturado com outros óxidos metálicos e sinterizados juntos. Grande foco na qualidade em todas as etapas, desde o material bruto até

o produto final, garantem que os pára-

Gama de produtos

raios da ABB sobreviverão, facilmente e com boa margem, aos esforços calcu- lados. Dimensões diferentes permitem uma ampla variedade de pára-raios padrão, bem como soluções específicas de cada cliente em relação aos níveis de proteção e capacidade de energia. O Guia do comprador trata de pára- raios de alta tensão para aplicações de CA padrão. Para outras aplicações, tais como proteção de capacitores em série, proteção de capacitores de derivação e aplicações de CC, contate o seu representante de vendas da ABB.

Família de produtos

Classificação

Tipo

Tensão máx. do sistema 2)

Tensão

Requisitos

Resistência

do

pára-raios 1)

nominal 2)

de energia/

mecânica 3)

 

Intensidade

de descarga

atmosférica

 

U

m

U

r

kV rms

kV rms

 

Nm

PEXLIM - Pára-raios encapsulados em polímero de silicone Excelentes para aplicações com exigências de baixo peso, espaço reduzido, montagem flexível, robustez e maior segurança para o pessoal Componente importante do conceito PEXLINK TM para a proteção de linhas de transmissão.

10

kA, IEC classe 2

PEXLIM R

24 - 170

18 - 144

Moderado

1.600

10

kA, IEC classe 3

PEXLIM Q

52 - 420

42 - 360

Alto

4.000

20

kA, IEC classe 4

PEXLIM P

52 - 420

42 - 360

Muito alto

4.000

 

HS PEXLIM - Pára-raios de alta resistência encapsulados em polí- mero de silicone Especialmente indicados para aplica- ções altamente sísmicas.

20

kA, IEC classe 4

HS PEXLIM P

245 - 550

180 - 444

Muito alto

28.000

20

kA, IEC classe 5

HS PEXLIM T

245 - 800

180 - 612

Muito alto

28.000

 

EXLIM - Pára-raios encapsulado em porcelana

10

kA, IEC classe 2

EXLIM R

52 - 170

42 - 168

Moderado

7.500

10

kA, IEC classe 3

EXLIM Q-E

52 - 245

42 - 228

Alto

7.500

 

10

kA, IEC classe 3

EXLIM Q-D

170 - 420

132 - 420

Alto

18.000

20

kA, IEC classe 4

EXLIM P

52 - 550

42 - 444

Muito alto

18.000

20

kA, IEC classe 5

EXLIM T

245 - 800

180 - 624

Muito alto

18.000

1) Classificação de pára-raios conforme a IEC 60099-4 (corrente de descarga nominal, classe de descarga de linha).

2)

3) Carregamento de serviço dinâmico máximo permissível (MPDSL).

Pára-raios para tensões inferiores ou superiores podem ser disponibilizados sob solicitação para aplicações especiais.

Definições

Definições

Nota: Os padrões referidos abaixo são as mais recentes edições de IEC 60099-4 e ANSI/ IEEE C62.11.

Tensão máxima de sistema (Um)

A tensão máxima entre fases durante

serviço normal.

Corrente de descarga nominal (IEC)

O valor de pico do impulso de corrente de

descarga atmosférica usado para classifi- car o pára-raios.

Corrente de classificação de des- carga atmosférica (ANSI/IEEE)

A corrente de descarga atmosférica

designada utilizada para realizar os testes de classificação.

Tensão nominal (U r )

Para cumprir o padrão IEC, um pára-raios precisa suportar sua tensão nominal (U r ) durante 10 segundos após ter sido prea- quecido a 60 °C e submetido a uma inje- ção de energia como definido no padrão. Ur deverá então igualar, pelo menos, os 10 segundos de capacidade de sobreten- são temporária de um pára-raios. Além disso, a tensão nominal é usada como parâmetro de referência.

Nota! A capacidade de sobretensão temporária dos pára-raios EXLIM e PEXLIM excede as exigências da IEC.

Tensão nominal do ciclo de traba- lho (ANSI)

A tensão máxima permitida entre seus

terminais e na qual um pára-raios é proje- tado para executar seu ciclo de trabalho.

Tensão de operação contínua

É a tensão máxima permissível de fre-

qüência industrial r.m.s. que pode ser aplicada continuamente entre os terminais do pára-raios. Essa tensão é definida de diversas formas (verificada por diferentes procedimentos de teste) em IEC e ANSI.

IEC (U c ) IEC dá ao fabricante a liberdade de deter- minar U c . O valor é verificado no teste de carga de operação. Toda a distribuição irregular de tensão no pára-raios deve ser levada em consideração.

ANSI (MCOV) ANSI lista em uma tabela a tensão de ope- ração contínua máxima (MCOV) para todos os valores nominais de pára-raios usados. Esse valor é usado em todos os testes especificadas por ANSI. MCOV é menos rigoroso no que diz respeito a distribuição de tensão irregular em um pára-raios.

Sobretensões temporárias (TOV)

As sobretensões temporárias, diferentes dos surtos de sobretensão, são sobreten-

sões de freqüência industrial oscilantes de duração relativamente grande (entre alguns ciclos e várias horas).

A forma mais comum de sobretensão

temporária ocorre nas fases corretas de um sistema durante uma falha de ater- ramento envolvendo uma ou mais fases. Outras origens de sobretensão temporá-

ria são rejeição de carga, energização de linhas descarregadas, etc.

A capacidade de sobretensão temporá-

ria dos pára-raios está indicada com carga energética prévia nos catálogos.

Tensão residual/Tensão de descarga

Esse é o valor de pico da tensão que surge entre os terminais de um pára-raios quando é atravessado pela corrente de descarga. A tensão residual depende da magnitude e da forma de onda da cor- rente de descarga. As caraterísticas de tensão e corrente dos pára-raios estão indicadas nos catálogos.

Capacidade de energia

Os padrões não definem de forma explícita

a capacidade de energia de um pára-raios.

A única medida especificada é a Classe de

descarga de linha em IEC. De um modo geral, essa informação não é suficiente

para comparar diferentes fabricantes e, por conseguinte, a ABB também apresenta a capacidade de energia em kJ/kV (U r ). Isso

é feito de 3 maneiras diferentes:

Dois impulsos, conforme a cláusula IEC 8.5.5. Essa é a energia a que o pára-raios é submetido no teste de carga operacio- nal com surtos de comutação (cláusula 8.5.5.) mantendo-se posteriormente a estabilidade térmica com a sobretensão temporária e a U c especificadas.

B-1

Edição 5, 2004-10

ABB Surge Arresters — Guia do comprador

Definições

Energia de teste de rotina Essa é a energia total a que é submetido cada um dos blocos em nossos testes de produção.

Energia de impulso individual Essa é a energia máxima permissível a que um pára-raios pode ser submetido em um impulso individual com duração de 4 ms ou mais, mantendo-se a estabili- dade térmica com a sobretensão tempo- rária e a U c especificadas.

Nota! Valores correspondentes baseados em U c são obtidos pela multiplicação dos valores do catálogo pela razão U r /U c .

Capacidade de curto-circuito

É

eventualidade de uma sobrecarga por qualquer motivo, conduzir a corrente de curto-circuito resultante do sistema sem abalos violentos que possam danificar os equipamentos próximos ou ferir pessoas.

Após tal operação, o pára-raios deve ser substituído.

A corrente de curto-circuito do sistema

pode ser alta ou baixa, dependendo da impedância do sistema e das condições de aterramento. Conseqüentemente, a capacidade de curto-circuito é verificada em diferentes níveis de corrente.

a capacidade de um pára-raios de, na

Capacidade do isolamento externo

É

(com uma forma de onda especificada) que não causa descarga disruptiva em um pára-raios. Ao contrário de outros equipamentos, os pára-raios são proje- tados para descarregar internamente e a tensão através do encapsulamento não pode nunca exceder os níveis de prote- ção. Assim, o isolamento externo está autoprotegido se a sua capacidade for superior à dos níveis de proteção corri- gidos para a altitude de instalação. Os padrões especificam os seguintes fatores de segurança adicionais, exceto a corre- ção de altitude:

o valor máximo da tensão aplicada

• IEC: 15% para impulsos curtos e 10% para impulsos longos (ao nível do mar)

• ANSI: 20% para impulsos curtos e 15% para impulsos longos (ao nível do mar)

Nota! Os fatores de correção de altitude são 13% por 1.000 m (IEC) e 10% por 1.000 m (ANSI).

Todos os pára-raios EXLIM e PEXLIM satis- fazem inteiramente os padrões IEC e ANSI para instalações até 1.000 m, normalmente com ampla margem.

Desempenho sob poluição

IEC 60815 define quatro níveis de poluição (entre baixo e muito alto) e estipula a fuga requerida para encapsulamentos de porce- lana conforme indicado na tabela seguinte.

Nível de poluição

Fuga específica em mm/kV (U m )

Baixo (L)

16

Médio (M)

20

Alto (H)

25

Muito alto (V)

31

Na falta de padrões semelhantes para encapsulamentos de polímero, a tabela também se aplica atualmente aos mesmos. A distância de fuga é o comprimento medido ao longo do perfil externo do encap- sulamento e serve como medida do desem- penho do pára-raios em ambientes poluídos, relativamente ao risco de descarga disruptiva externa. Visto que o diâmetro médio de todos os pára-raios padrão é inferior a 300 mm, a dis- tância de fuga específica é igual à distância de fuga nominal.

Definições

Definições - Pára-raios de linhas de transmissão

Descarga de retorno

Ocorre quando descargas atmosféricas atingem a estrutura da torre ou um cabo de blindagem suspenso. A corrente de descarga atmosférica, fluindo através da torre e da impedância da base da torre, produz diferenças de potencial através do isolamento da linha. Se a capacidade de isolamento da linha

for excedida, ocorrerá descarga disruptiva, ou seja, uma descarga de retorno. A des- carga de retorno é mais freqüente quando

a impedância da base da torre é alta.

Linhas de isolamento compactas

Linhas de transmissão com espaços reduzidos entre as fases e entre fase e terra e com capacidade de isolamento menor do que linhas normais para a mesma tensão de sistema.

Fator de acoplamento

é a razão entre a tensão de surto incluída em um condutor paralelo e a de um con- dutor atingido. Esse fator é determinado

a partir de relacionamentos geométricos

entre fase e terra (ou condutores de fase protegidos). Um valor freqüentemente utilizado para fins de estimativa é 0,25.

Capacidade de energia

A energia que um pára-raios pode absor-

ver, em um ou mais impulsos, sem danos

e sem perda de estabilidade térmica. A

capacidade é diferente dependendo do tipo e da duração dos impulsos.

Nível isoceráunico

Número de dias de tempestade elétrica por ano para uma determinada região.

Blindagem

Proteção dos condutores de fase contra descargas atmosféricas diretas, geral- mente através de um ou mais condutores

adicionais dispostos no topo das torres

e aterrados através das estruturas das torres.

Ângulo de blindagem

O ângulo incluso, normalmente de 20 a 30 graus, entre o cabo de blindagem e o condutor de fase.

Falha de blindagem

Ocorre quando a descarga atmosférica atinge um condutor de fase de uma linha protegida por cabos de blindagem sus- pensos.

TLA

Pára-raios de linhas de transmissão.

Impedância da base da torre

A impedância vista por uma descarga

atmosférica fluindo da base da torre para um ponto de terra verdadeiro. O risco de descarga de retorno é maior com o aumento da impedância da base.

Ondas propagadas

Ocorrem quando uma descarga atmos- férica atinge um trecho de uma linha de transmissão e um surto de corrente ele- vada é injetado no condutor atingido. As ondas de corrente e de tensão do impulso se dividem e se propagam em ambas as direções a partir do terminal atingido a uma velocidade de aproxima- damente 300 metros por microssegundo com amplitudes determinadas pela cor- rente do golpe e pela impedância de surto da linha.

Escolha do pára-raios

Método de seleção simplificado

Para um Guia de seleção detalhado, consulte as publicações da ABB PTHVP/A 2300E e PTHVP/A 2310E. Esses catálogos contêm uma lista dos pára-raios padrão ABB disponí- veis: encapsulados em porcelana do tipo EXLIM e encapsulados em polí- mero de silicone do tipo PEXLIM.

A seleção é feita em duas fases princi-

pais:

• Selecionando as caraterísticas elétri- cas dos pára-raios com os requisitos elétricos do sistema

• Selecionando as caraterísticas mecâ-

nicas dos pára-raios com os requisitos mecânicos e ambientais do sistema.

A seleção final reflete-se na designação

de tipo do pára-raios.

Parâmetros do sistema/pára-raios

de tipo do pára-raios. Parâmetros do sistema/pára-raios Vocabulário U m Tensão máxima de sistema U c
de tipo do pára-raios. Parâmetros do sistema/pára-raios Vocabulário U m Tensão máxima de sistema U c
de tipo do pára-raios. Parâmetros do sistema/pára-raios Vocabulário U m Tensão máxima de sistema U c

Vocabulário

U

m

Tensão máxima de sistema

U

c

Tensão de operação contínua

U

r

Tensão nominal

TOV

Sobretensão temporária

T

Fator de resistência de sobretensão tem- porária

 

k

Fator de falha de aterramento

U

ps

Nível de proteção contra impulsos de comutação

U

pl

Nível de proteção de impulso atmosférico

U

ws

Nível de resistência a impulsos de comu- tação

U

wl

Nível de resistência a impulsos atmosféricos

Escolha do pára-raios

Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios

Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2
Fluxograma para seleção simplificada dos pára-raios C-2 E d i ç ã o 5 , 2

Escolha do pára-raios

Selecionando as caraterísticas elétricas

Tensão nominal do pára-raios (U r )

Para cada tensão de sistema, as tabelas

de ”Caraterísticas de proteção garantidas” apresentam uma série de tensões U r e tensões de operação contínuas máximas

U c , todas capazes de suportar a tensão de

operação contínua real (U ca ) com margem suficiente. Por isso, a seleção de U r é apenas uma função das sobretensões tem- porárias aplicadas, TOV, (U tov ), levando em consideração suas amplitudes e duração. As sobretensões temporárias (TOV) são tensões de longa duração, geralmente de freqüência industrial (p.f) ou quase de freqüência industrial, com ou sem harmô- nicos, geradas por eventos do sistema. Os pára-raios devem suportar a energia térmica gerada por elas. Na maioria dos casos, uma falha de aterramento de uma ou duas fases produz uma sobretensão temporária na(s) fase(s) correta(s), bem como no neutro de transformadores conectados em Y. Sua amplitude é determinada pelas condições de aterramento do sistema e a sua dura-

ção pelo tempo de eliminação da falha.

Se o fator de falha de aterramento, (k) =

U

tov /U ca for 1,4 ou inferior, considera-se que

o

sistema está eficazmente aterrado. Nor-

malmente, isso implica uma conexão sólida

do neutro à grade de terra. Todas as outras formas de aterramento através de uma impedância ou sem aterramento do neutro são consideradas ineficazes com k = 1,73. Para sistemas eficazmente aterrados, o tempo de eliminação da falha é geralmente inferior a 1 s, podendo no entanto variar muito de sistema para sistema. Os catálo- gos contêm uma lista de valores de capaci- dade de sobretensão temporária (TOV) para uma duração de 1 e 10 segundos depois de uma carga energética prévia (um enfo- que conservador). Para outras durações ou para condições de sobretensão temporária específicas, seguir este procedimento:

• Considerar cada sobretensão temporá- ria separadamente.

• Nas curvas de sobretensão temporária, ler o fator de resistência a sobreten- sões temporárias (T) para o tempo correspondente ao tempo de elimina- ção de falha.

• U tov /T indica o valor mínimo de U r para suportar essa sobretensão temporária. Escolha o valor nominal padrão imedia- tamente superior.

• A seleção final de U r será o mais alto valor de U r obtido através dos cálcu- los anteriores para cada sobretensão temporária.

Aterra-

Dura-

Tensão do sistema U m (kV)

Tensão nominal mínima, U r (kV)

mento

ção

do sistema

da falha

Eficaz

1 s

100

0,8 x U m

Eficaz

1 s

123

0,72 x U m

Não-eficaz

10 s

170

0,91 x U m

0,93 x U m (EXLIM T)

Não-eficaz

2 h

170

1,11 x U m

Não-eficaz

> 2 h

170

1,25 x U m

Tabela 1. A tabela indica um valor mínimo da tensão nominal do pára-raios (U r ). Em cada caso, escolha o valor nominal padrão imediatamente superior, como indicado no catálogo.

Nota: Não selecione um valor de U r inferior ao obtido com as instruções anteriores, exceto se os parâmetros forem conhecidos com maior exatidão; caso contrário, as sobretensões temporárias podem sobrecarregar o pára-raios.

Capacidade de energia e classe de descarga de linha

IEC classifica os pára-raios segundo suas correntes de descarga nominais. Os pára- raios de 10 e 20 kA são também classi- ficados de acordo com a capacidade de energia expressa como classe de descarga de linha (2 a 5), verificada em um teste de corrente de longa duração e um teste de carga operacional com surtos de comuta-

ção. Nessa última, o pára-raios é submetido

a dois impulsos de amplitude e duração

específicas, depois dos quais deve manter

a estabilidade térmica com U c . A cifra de

”classe” é uma indicação aproximada da energia absorvida prevista em kJ/kV (U r ) por impulso. Como se pode ver na tabela 2, os pára-raios ABB são testados para uma capacidade de absorção energética muito superior.

Tipo de

Classe de

Capacidade de energia (2 impulsos) kJ/kV (U r )

Gama de aplicação normal (U m )

pára-raios

descarga

de linha

EXLIM R

2

5.0

170 kV

PEXLIM R

2

5.1

170 kV

EXLIM Q

3

7.8

170

- 420 kV

PEXLIM Q

3

7.8

170

- 420 kV

EXLIM P

4

10.8

362

- 550 kV

PEXLIM P

4

12

362

- 550 kV

HS PEXLIM P

4

10.5

362

- 550 kV

EXLIM T

5

15.4

420

- 800 kV

HS PEXLIM T

5

15.4

420

- 800 kV

Tabela 2. Capacidade de energia dos pára-raios ABB: A gama de aplicação normal é apenas para orientação. Dependendo dos parâmetros específicos, podem ser necessários pára-raios de uma classe superior.

Escolha do pára-raios

Selecionando as caraterísticas elétricas

Apesar de a capacidade de energia ser definida de forma diferente em ANSI, a gama de aplicação normal indicada acima também se aplica a sistemas ANSI. Para casos específicos e especiais (por exemplo, bancos de capacitores), pode ser necessário calcular a capacidade de energia de acordo com o indicado em IEC 60099-5 e outros guias, por ex., a publi- cação PTHVP/A 2312en.

Níveis de proteção (U

Para fins de coordenação de isolamento, considerar o nível de proteção contra

impulsos atmosféricos (U pl ) de 10 kA para

U m 362 kV, e de 20 kA para tensões

superiores. Do mesmo modo, os níveis de proteção contra impulsos de comu- tação (U ps ) para fins de coordenação

variam entre 0,5 kA (para U m 170 kV)

e 2 kA (para U m 362 kV). Os valores

encontram-se nas tabelas do catálogo e também podem ser facilmente calculados

a partir da Tabela 3. Nesse último caso, devem ser arredondados para cima.

pl e U ps )

Tipo de

Corrente

U

pl /U r

U

pl /U r

U

ps /U r

pára-raios

de des-

a

a

 

carga

10

20

nominal

kA p

kA p

(I

n )

   

EXLIM R

10

2.590

 

2.060

a 0,5 kA p

PEXLIM R

10

2.590

 

2.060

a 0,5 kA p

EXLIM Q

10

2.350

 

1.981

a 1,0 kA p

PEXLIM Q

10

2.350

 

1.981

a 1,0 kA p

EXLIM P

20

2.275

 

2.5

2.020

a 2,0 kA p

PEXLIM P

20

2.275

 

2.5

2.020

a 2,0 kA p

HS PEXLIM P

20

2.275

 

2.5

2.020

a 2,0kAp

EXLIM T

20

2.200

 

2.4

1.976

a 2,0 kA p

Tabela 3. Razões U pl e U ps dos pára-raios ABB

Margens de proteção

As margens de proteção (em %), calcu- ladas com as correntes de impulso de coordenação da Tabela 3, são definidas do modo seguinte:

• Margem para impulsos atmosféricos

= ((U wl /U

capacidade do isolamento externo do

equipamento de suportar impulsos atmosféricos.

pl )-1) x 100, onde U wl é a

• Margem de impulsos de comutação

= ((U wl /U

capacidade do isolamento externo do

equipamento de suportar impulsos de comutação.

ps

)-1) x 100, onde U ws é a

Nota! Nos padrões ANSI, U wl é indicada como BIL e U ws como BSL.

Normalmente as margens são excelen-

tes devido aos baixos valores de U pl , U ps

e também porque atualmente a maioria

dos equipamentos apresenta valores U wl

e U ws altos. Não obstante, dependendo

da distância elétrica entre o pára-raios e

o equipamento protegido, a margem U pl

é reduzida e os pára-raios não protegem

os equipamentos que não estão muito próximos (isto é, dentro da sua zona de proteção). A flexibilidade de instalação dos pára-raios PEXLIM pode ser vanta- josa para reduzir os efeitos da distância. Pára-raios de entrada de linha adicionais também podem ser úteis. Para obter mais informações a este respeito, consulte as publicações PTHVP/A 2310E e PTHVP/A

2120en.

Nota! Devido ao tempo frontal de um

impulso de surto de comutação ser mais

longo, a redução do ”efeito de distância”

não afeta a margem de U ps .

Recomendam-se margens de proteção

(após ter sido tomado em consideração o

”efeito de distância”) da ordem dos 20%

ou mais para compensar inexatidões e

a possível redução dos valores suporta-

dos do equipamento protegido devido a

envelhecimento.

Caso o tipo de pára-raios selecionado

não proporcione as margens de proteção

desejadas, a preferência deverá ser dada

a um pára-raios com uma classe de des-

carga de linha superior, o que se traduz automaticamente em um valor U pl inferior.

Nota! NÃO use um valor U r inferior ao selecionado para tentar melhorar as margens, pois poderia causar uma redução inaceitável da capacidade de sobretensões temporárias.

Para mais ajuda na seleção, consulte

o fluxograma simplificado no início deste capítulo.

Escolha do pára-raios

Selecionando as caraterísticas mecânicas

A coluna de varistores deve ser encapsu-

lada de modo adequado para suportar os

efeitos a longo prazo da carga do sistema

e dos esforços ambientais.

Distância de fuga externa

IEC 60815 define as distâncias de fuga mínimas para diferentes condições ambientais. Selecione o encapsulamento necessário para a fuga desejada; a mesma que é usada para outros equipamentos no mesmo local. Se os requisitos de fuga forem superiores a 31 mm/kV, consulte a ABB para obter um modelo especial.

a montagem suspensa reduz ainda mais o carregamento terminal estático, razão pela qual estes pára-raios também podem ser usados para tensões altas sem causar problemas mecânicos. No caso de pára-raios curtos, a resis- tência mecânica de PEXLIM é aproxima- damente igual à de EXLIM. Para pára-raios longos, a menor resistência mecânica dos pára-raios PEXLIM pode ser compensada com uma instalação suspensa ou inver- tida, ou com suportes especiais para ins- talação vertical. Para obter mais detalhes, consulte a publicação PTHVP/A 2120en.

obter mais detalhes, consulte a publicação PTHVP/A 2120en. Os pára-raios PEXLIM, com seus encapsulamentos altamente

Os pára-raios PEXLIM, com seus encapsulamentos altamente hidrofóbicos, são mais adequados do que os pára- raios EXLIM para zonas extremamente poluídas e, em muitos casos, se justifica usar uma fuga inferior.

Resistência mecânica

O carregamento estático máximo de flexão

utilizável e permissível é indicado nos catá- logos e resumido na Tabela 4. Visto que os pára-raios não conduzem grandes correntes contínuas, é adequado utilizar neles condutores e braçadeiras de pouco peso para reduzir o carregamento estático. No caso dos pára-raios PEXLIM,

Tipo de

Resistência à flexão (Nm)

pára-raios

MPDSL

PSSL

DPSSL

EXLIM R-C

7.500

3.000

n.d.

EXLIM Q-D

18.000

7.200

n.d.

EXLIM Q-E

7.500

3.000

n.d.

EXLIM P-G

18.000

7.200

n.d.

EXLIM T-B

18.000

7.200

n.d.

PEXLIM R-Y

1.600

n.d.

1.000

PEXLIM Q-X

4.000

n.d.

2.500

PEXLIM P-X

4.000

n.d.

2.500

HS PEXLIM P

28.000

n.d.

19.000

HS PEXLIM T

28.000

n.d.

19.000

Tabela 4. Carregamento permissível nos pára-raios ABB

Teste mecânico de pára-raios com encapsulamento de silicone PEXLIM P.

MPDSL - Carrega- mento de serviço dinâmico máximo permissível.

PSSL - Carregamento de serviço estático permissível (para pára- raios PEXLIM, é um valor declarado com base em carregamento

cíclico).

DPSSL - Carrega- mento de serviço estático permissível declarado.

Escolha do pára-raios

Método de seleção simplificado

Pára-raios de neutro e terra

Em pára-raios de neutro e terra, a tensão nominal recomendada é aproximada- mente igual à tensão máxima do sistema dividida por 3. Os pára-raios de neutro e terra recomendados nas seções relevan- tes estão calculados para sistemas não aterrados com duração de falha relativa-

mente longa. As caraterísticas elétricas são idênticas às dos pára-raios padrão com

a tensão nominal correspondente. Nesse

tipo de pára-raios, U c é zero e eles não são submetidos a nenhum esforço elétrico durante condições normais de serviço. Os pára-raios de neutro e terra devem ser, preferivelmente, do mesmo tipo que os pára-raios de fase aterrada. Em redes compensadas por bobinas de extinção com linhas radiais longas, fatores espe- ciais devem ser levados em consideração. Pode ser necessária uma tensão nominal mais alta (20% a 40%) do que a listada.

Designação de tipo

A própria designação de tipo fornece

informações detalhadas sobre o pára- raios e sua aplicação. Veja a figura abaixo. Como padrão, os pára-raios destinam-se a instalação vertical. Para instalação invertida (opcional), a designação de tipo é com- pletada com a letra ”H” depois da tensão nominal (U m ). Para outras instalações inclinadas, informe-nos na encomenda. A designação de tipo dos pára-raios não-padronizados contém letras adicio- nais, por exemplo:

E

Caraterísticas elétricas não-padronizadas

M

Caraterísticas mecânicas não-padronizadas

P

Colunas de óxido metálico paralelas

Tipo de

bloco

U r

Código

interno

metálico paralelas Tipo de bloco U r Código interno Para pára-raios suspensos, juntar a letra “H”

Para pára-raios suspensos, juntar a letra “H” aqui.

U m
U
m

PEXLIM Q192-XV245 (H) (L)

juntar a letra “H” aqui. U m PEXLIM Q192-XV245 (H) (L) Família de pára-raios Nível de

Família de

pára-raios

Nível de poluição conforme IEC 60815. Os pára-raios de terra neutro têm um “N” aqui.

Para pára-raios de linha de transmiss¦o, a letra “L” deve ser adicionada aqui.

Aplicações especiais

Se precisar de ajuda para selecionar pára-raios para aplicações especiais, como proteção de bancos de capacitores em série ou de derivação, cabos e uniões de cabos aéreos, máquinas rotativas, sistemas de tração, linhas aéreas, HVDC etc., bem como caraterísticas de pára- raios não-padronizados, entre em contato com o representante ABB mais próximo.

Dados para encomenda de pára- raios

Para encomendas, são necessárias, no mínimo, as seguintes informações:

• Quantidade e designação de tipo

• Tensão nominal

• Tipo de terminal de linha

• Tipo de terminal de terra

• Tipo de contador de surtos, se requerido

• Tipo de base isoladora, se requerida. (A base isoladora é necessária, caso se deseje utilizar contador de surtos e/ou realizar medições de corrente de fuga. É necessária uma base para cada pára- raios).

Exemplo de encomenda

Apresentamos abaixo um exemplo típico de encomenda de três pára-raios PEXLIM com os acessórios correspondentes.

3

pçs.

PEXLIM Q192-XV245 Tensão nominal de 192 kV Terminal de linha tipo 1HSA 410 000-L Terminal de terra tipo 1HSA 420 000-A

3

pçs.

Base isoladora tipo 1HSA 430 000-A

3

pçs.

Contador de surtos tipo EXCOUNT-A

Nota! Recomenda-se que o formulário de encomenda da seção T-1 seja

preenchido e anexado ao pedido para garantir a inclusão de todos os parâmetros e condições comerciais importantes.

Escolha do pára-raios

Exemplo de seleção simples

Dados da subestação:

Tensão máxima de sistema:

145 kV

Localização do pára-raios:

Fase-terra

Aterramento do sistema:

Eficaz

Tempo de eliminação de falha do sistema: 1 s

Distância de fuga:

3.000 mm

1 U r0 = 0,72xU m (conforme a tabela 1) = 0,72x145 = 104,4 kV rms . Selecione o valor U r padrão imediatamente superior (ver ”Caraterísticas de proteção garan- tidas”), ou seja, 108 kV rms .

2 Segundo a tabela 2, uma escolha comum para 145 kV rms seria um pára- raios com descarga de linha de classe 2, isto é, PEXLIM R. Esse pára-raios tem uma relação U pl /U r de 2,59, ou seja, U pl de 280 kV pico a 10 kA (con- forme a tabela 3). Com uma U wl de 550 kV pico obter-se-ia uma margem de proteção de (550/280-1)x100 = 96 %.

3 Esta margem parece ser excelente, mas deve-se salientar que devido ao efeito da distância e possível enve- lhecimento do isolamento, após levar em consideração o efeito de distân-

cia dependendo da inclinação e da amplitude do impulso escolhido, essa margem fica reduzida a somente 10% a 15%. Portanto, é muito importante que o pára-raios seja instalado o mais próximo possível do objeto a proteger.

4 Se a margem for considerada insufi- ciente, escolha um pára-raios de classe 3, por exemplo, PEXLIM Q, com a mesma tensão nominal de 108 kV.

5 Para uma distância de fuga de 3.000 mm, ou seja, 20,7 mm/kV, deve-se selecionar um encapsulamento YH145 (XH145 para PEXLIM Q).

6 A designação de tipo do pára-raios selecionado será, então:

PEXLIM R108-YH145 (ou PEXLIM Q108-XH145)

Projeto

Pára-raios encapsulado em porcelana

Caraterísticas do projeto - Pára-raios encapsulados em porcelana, EXLIM

O projeto se baseia na experiência acumulada durante mais de 65 anos, primeiro como pára-raios SiC com centelhador, em todos os climas e con- dições do mundo. Os pára-raios EXLIM estão à altura de seu nome: EXcellent voltage LIMiters. O projeto é robusto e combina otimamente com os outros aparelhos nas subestações.

otimamente com os outros aparelhos nas subestações. 1 Isolador de porcelana 6 Tampa de vedação 2

1 Isolador de porcelana

6

Tampa de vedação

2 Duto de ventilação

7

Anel de vedação

3 Mola

8

Placa de características

4 Bolsa de dessecante

9

Blocos de ZnO

5 Chapa de cobre

10

Tampa do flange

Cada pára-raios é composto por uma ou mais unidades. Cada unidade é formada por um encapsulamento em porcelana contendo uma única coluna de blocos de ZnO, todos eles submetidos a testes de rotina extensivos durante a fabricação e separados com a quantidade de separa- dores requerida pelo projeto elétrico do pára-raios. Por conseguinte, é necessário que as unidades sejam ligadas em série no lugar, pela ordem predeterminada marcada nas unidades. Consultar as instruções de

instalação fornecidas com cada pára-raios. Pára-raios longos freqüentemente exigem (e são fornecidos com) anéis de gradação externos para manter uma dis- tribuição de tensões uniforme e aceitável ao longo de seu comprimento. Por isso, o funcionamento destes pára-raios sem os anéis de gradação pode levar a falhas e invalidar nossas garantias.

A cor padrão da porcelana é marrom

mas pode, sob solicitação, ser fornecida com cor cinza.

A embalagem marítima dos pára-raios

é padrão.

Função de vedação e de alívio de pressão

Os flanges são cimentados na porcelana

e encerram também o arranjo de veda-

ção. Veja as figuras abaixo. Para um desempenho satisfatório, é importante que as unidades estejam hermeticamente seladas para toda a vida

útil dos pára-raios. O arranjo de vedação consiste em uma placa de aço inoxidá- vel pré-tensionada com uma gaxeta de borracha. Essa placa exerce uma pressão permanente na gaxeta contra a superfí- cie do isolador e assegura uma vedação eficaz, mesmo que a gaxeta ”assente” devido a envelhecimento. Serve também

para fixar a coluna de blocos no sentido

longitudinal por meio de molas. Após a

fabricação, a vedação de cada unidade é verificada em testes de rotina.

A placa de vedação foi projetada

também para funcionar como um sistema de alívio de sobrepressão. Quando o pára-raios é submetido a uma tensão além da capacidade de seu projeto, um arco

Pára-raios encapsulado em porcelana

Projeto

interno é estabelecido. Os gases ionizados causam um rápido aumento da pressão interna, o que força a abertura da placa de vedação, permitindo o escapamento dos gases ionizados através dos dutos de ventilação. Como os dutos nas duas extre- midades estão direcionados um contra

o outro, o resultado é um arco externo;

assim, produz-se um alívio de pressão que impede o estilhaçar violento do isolador.

Resistência mecânica

A resistência mecânica do encapsu-

lamento (ou seja, o carregamento de serviço dinâmico máximo permissível (MPDSL)) é definida de acordo com IEC 60099-4. Por conseguinte, o momento de ruptura é normalmente igual a 120%

do número especificado. A resistência da base isoladora (quando fornecida) corres- ponde à do encapsulamento.

O carregamento de serviço estático

permissível (PSSL), ou seja, o momento contínuo, deve ser limitado a 40% do MPDSL, de acordo com IEC 60099-4. Sob solicitação, pára-raios com resis- tência mecânica superior à indicada podem ser cotados.

Carga mecânica

Carga horizontal (de flexão)

A carga horizontal contínua máxima per-

missível está calculada como o momento máximo continuo (estático) dividido pela

distância entre a base do pára-raios e o centro da carga terminal.

A corrente contínua através de um

pára-raios é de somente alguns mA. Assim, utilizando uma braçadeira de terminal mais leve e/ou conectando o pára-raios com uma derivação mais leve, reduzem-se consideravelmente os requi- sitos de resistência mecânica.

Instalação, manutenção e monitoramento

Os pára-raios EXLIM padrão são indi- cados para instalação vertical em uma estrutura e não exigem reforços. Sob solicitação, disponibilizamos pára-raios EXLIM especiais para montagem sus-

pensa, montagem invertida ou outras instalações inclinadas. Os pára-raios PEXLIM são fáceis de ins- talar seguindo as instruções que acompa- nham cada pára-raios. A instalação não requer quaisquer ferramentas ou instru- mentos especiais. Quando corretamente selecionados e instalados, os pára-raios praticamente não exigem manutenção durante toda sua vida útil, nem necessi- tam de monitoramento. No entanto, se tal monitoramento for exigido, ele pode ser facilmente realizado on-line pelo uso do EXCOUNT-II, que possui recursos incorporados para medir corretamente a corrente de fuga resistiva.

para medir corretamente a corrente de fuga resistiva. Vista em corte de uma unidade EXLIM típica

Vista em corte de uma unidade EXLIM típica ilustrando os arranjos internos projetados para minimizar a descarga parcial.

Projeto

Pára-raios encapsulado em silicone

Caraterísticas do projeto - Pára-raios encapsulados em

Os pára-raios PEXLIM, utilizando os mesmos blocos de ZnO que os pára-raios EXLIM, equiparam-se em desempenho elétrico. O silicone é usado há mais de 30 anos, com bons resultados, como material de isolamento externo, e a ABB decidiu usá-lo também em pára-raios. Ele confere vantagens adicionais como baixo peso, melhor desempenho em ambientes poluídos, maior segurança para o pessoal e flexibilidade de instalação.

Dois modelos básicos

A família de pára-raios encapsulados em silicone PEXLIM da ABB é fornecida em dois modelos diferentes:

Modelo moldado PEXLIM

1 Enrolamento protetor 2 Isolador de borracha de silicone 3 Base 4 Terminal de linha

1

Enrolamento protetor

2

Isolador de borracha de silicone

3

Base

4

Terminal de linha

5

Balancim superior

6

Blocos de ZnO

7

Alça de fibra de vidro

8

Balancim inferior

Modelo de tubo PEXLIM de alta resistência (HS).

1 Tampa de vedação 2 Isolador de borracha de silicone 3 Tubo de fibra de

1

Tampa de vedação

2

Isolador de borracha de silicone

3

Tubo de fibra de vidro

4

Terminal de linha

5

Espaçadores

6

Blocos de ZnO

7

Mola

8

Duto de ventilação

Pára-raios encapsulado em silicone

Projeto

Modelo moldado PEXLIM

Destaques do modelo

Cada pára-raios é composto de uma ou mais unidades que, por sua vez, são compostas de um ou mais módulos. Cada módulo contém uma única coluna de blocos de ZnO, os quais foram sub- metidos a testes de rotina extensivos

durante a sua fabricação, espaçados com

a quantidade de separadores requerida

pelo projeto elétrico do pára-raios. Os módulos são padronizados em diferentes tamanhos com base em critérios elétri- cos, mecânicos e de processo. A ABB utiliza um projeto patenteado exclusivo para encerrar sob uma pré-com- pressão axial os blocos de ZnO de cada módulo em uma gaiola formada por alças reforçadas com fibra de vidro fixadas entre dois balancins que também atuam como eletrodos. Uma fibra de aramida é enro- lada em volta das alças, formando uma

”gaiola aberta” para o módulo. Isso resulta em uma alta resistência mecânica e um excelente desempenho de curto-circuito. Veja as figuras abaixo. Cada módulo é seguidamente subme- tido a um processo computadorizado de limpeza e ativação. Em seguida, o módulo

Devido ao projeto de gaiola aberta, ele queima através do material de silicone macio, permitindo que os gases resul- tantes escapem rápida e diretamente. Ao mesmo tempo, as fibras de aramida evitam a expulsão explosiva dos compo- nentes internos. Por conseguinte, este projeto não requer aberturas especiais para aliviar a pressão. Portanto, a capa- cidade de curto-circuito sem falha é verificada em testes de curto-circuito, de acordo com IEC.

verificada em testes de curto-circuito, de acordo com IEC. Vista em corte de um módulo PEXLIM

Vista em corte de um módulo PEXLIM típico, que mostra os arranjos internos e a constru- ção de gaiola aberta projetada para melhorar a resistência mecânica e a segurança do pessoal.

é carregado em uma prensa de vulcaniza-

ção altamente automatizada e passa por

uma injeção de silicone em alta pressão

e temperatura (processo HTV) para ligar

totalmente as partes ativas, sem deixar espaços ocos nem bolsas de ar. Os módulos individuais são monta- dos em unidades e submetidos a testes de rotina, antes de serem embalados e enviados. Para um desempenho satisfatório, é importante que as unidades estejam her- meticamente seladas para toda a vida útil dos pára-raios. O processo de moldagem HTV em vácuo garante a hermeticidade unindo a toda a extensão entre os ele- trodos. Nenhum ar ou gás é aprisionado entre as partes ativas e o encapsula- mento. Conseqüentemente gaxetas e anéis de vedação não são necessários. Quando o pára-raios é submetido a uma tensão além da capacidade de seu projeto, um arco interno é estabelecido.

Projeto

Pára-raios encapsulado em silicone

Modelo de tubo PEXLIM de alta resistência (HS)

Em casos especiais com alto nível de exigência em resistência mecânica, o modelo moldado pode não ser a melhor solução (particularmente em tensões de sistema acima de 420kV). Em vez disso, necessita-se de uma mistura entre as características dos modelos EXLIM padrão e PEXLIM moldado. O modelo de

tubo PEXLIM HS (de alta resistência) pro- porciona isso oferecendo uma resistência mecânica comparável à dos pára-raios EXLIM, mas com muito menos massa.

O desempenho sísmico e sob poluição

é compatível com os pára-raios PEXLIM

moldados, sendo, portanto, superior aos modelos convencionais de porcelana.

Destaques do modelo

O conceito básico é a substituição do

encapsulamento de porcelana utilizado nos pára-raios EXLIM por um encapsu- lamento tubular de fibra de vidro no qual as saias de silicone são vulcanizadas. Os flanges metálicos são integrados no tubo antes do processo de vulcanização. A disposição interna e os dispositivos de alívio de pressão são semelhantes aos dos pára-raios EXLIM. Para um desempenho satisfatório, é importante que as unidades estejam hermeticamente seladas para toda a vida

útil dos pára-raios. O arranjo de vedação em cada extremidade de cada unidade

é mostrado na figura abaixo, consistindo

em uma placa de aço inoxidável pré-ten- sionada com uma gaxeta de borracha. Essa placa exerce uma pressão contínua na gaxeta contra a superfície interna dos flanges e assegura uma vedação eficaz, mesmo que a gaxeta ”assente” devido a

envelhecimento. Ela serve também para fixar a coluna de blocos no sentido longi- tudinal por meio de arruelas de pressão. Para manter o interior livre de qualquer umidade, a unidade é esvaziada após a colocação da placa de vedação e das gaxetas, sendo então preenchida com

ar seco com baixo ponto de condensa-

ção. Além disso, uma pequena bolsa de dessecante é colocada em cada unidade durante a montagem. Após a fabricação,

a vedação de cada unidade é verificada em testes de rotina. A placa de vedação é projetada também para funcionar como um sis-

tema de alívio de sobrepressão. Quando

o pára-raios é submetido a uma tensão

além da capacidade de seu projeto, um arco interno é estabelecido. Os gases ionizados causam um rápido aumento da

pressão interna, o que por sua vez força

a abertura da placa de vedação, permi-

tindo o escapamento dos gases ionizados

através dos dutos de ventilação. Como os dutos nas duas extremidades estão dire- cionados um contra o outro, o resultado

é um arco externo; assim, produz-se um

alívio de pressão que impede o estilhaçar violento do isolador. O funcionamento do dispositivo de alívio de pressão é verificado em testes de curto-circuito de acordo com IEC.

verificado em testes de curto-circuito de acordo com IEC. Vista em corte de uma unidade PEXLIM

Vista em corte de uma unidade PEXLIM HS típica mostrando os arranjos internos.

Pára-raios encapsulado em silicone

Projeto

Silicone como isolante

Todos os pára-raios PEXLIM utilizam silicone para o isolamento externo. A borracha de silicone é altamente hidro-

fóbica e resistente à radiação ultravioleta e, com base em ensaios realizados em laboratórios independentes e testes de campo no mundo inteiro, provou ser o melhor isolante (comparado tanto com a porcelana como com outros polímeros).

A ABB usa preenchedores especiais para

melhorar essas propriedades, proporcio- nando características de extinção de fogo, resistência a rastreio e alta resistência à poluição. O encapsulamento de silicone só está disponível na cor cinza. Para mais informações, consulte a publicação PTHVP/A 2120en.

Resistência mecânica

Os padrões atuais carecem de definições

e testes apropriados em relação à resis-

tência mecânica do material polimérico composto. no entanto, um ”limite de dano” foi definido em IEC60099-4 como

o mais baixo valor de força perpendicular

ao eixo longitudinal que leva a uma falha mecânica. Do mesmo modo, o ”carre- gamento de serviço dinâmico máximo permissível” (MPDSL) é a maior força dinâmica que pode ser aplicada durante o funcionamento sem causar danos mecâ- nicos ao pára-raios. Todos os modelos PEXLIM apresentam uma resistência muito alta sob tensão ou compressão, razão pela qual o carre- gamento de flexão se torna importante. Para ser aplicável a diferentes tamanhos de pára-raios, o carregamento é indicado em termos de momento fletor neste guia. Além disso, como os pára-raios PEXLIM

de unidades múltiplas padrão são cons- truídos com unidades de mesma resistên- cia, o momento fletor na base do pára- raios é o único parâmetro que interessa. Devido à flexibilidade da construção, os pára-raios PEXLIM podem apresentar uma deflexão visível sob carregamento máximo. Tal deflexão é limitada por nosso valor declarado de carregamento de serviço estático permissível (DPSSL) indicado na Tabela 4. Esse carregamento contínuo máximo recomendado garante

que as funções elétrica e/ou mecânica do pára-raios não sejam prejudicadas de forma alguma, mesmo durante carrega- mento cíclico a longo prazo. Esse valor é comparável ao carregamento de serviço estático permissível para pára-raios de porcelana (PSSL). Se o momento fletor permissível de um determinado pára-raios parecer insufi- ciente para um dado carregamento, con- sidere um dos métodos seguintes para reduzir o requisito de carregamento.

Use braçadeiras de terminal e/ou derivações mais leves. Ao contrário da capacidade de corrente (e, portanto, do tamanho das braçadeiras e condu- tores) exigida para outros equipamen- tos de subestação, a corrente contínua que atravessa o pára-raios é da ordem de apenas alguns mA. Assim, utili- zando braçadeiras de terminal mais leves e/ou conectando os pára-raios com derivações mais leves, reduzem- se consideravelmente os requisitos de resistência mecânica.

Use uma outra alternativa de instala- ção (suspensa, invertida, etc.). Como os pára-raios PEXLIM são muito leves comparados com os pára-raios equi- valentes encapsulados em porcelana, eles permitem alternativas de insta- lação inovadoras que podem redu- zir os requisitos de momento fletor, particularmente no caso do projeto moldado PEXLIM. Consulte a publica- ção PTHVP/A 2120en. Isso, por sua vez, pode levar à vantagem adicional de estruturas mais leves e com subse- qüente redução de custos, ou mesmo à total eliminação da necessidade de uma estrutura separada.

Pára-raios longos montados em pedes- tais com resistência mecânica maior que a listada podem ser cotados sob solicita- ção. O terminal de linha e a base isoladora (quando fornecida) correspondem ou excedem a resistência do encapsula- mento do pára-raios.

Projeto

Pára-raios encapsulado em silicone

Instalação, manutenção e monitoramento

Os pára-raios PEXLIM padrão são indi- cados para instalação vertical em uma estrutura e não exigem reforços. Sob solicitação, disponibilizamos pára-raios EXLIM especiais para montagem sus- pensa, montagem invertida ou outras instalações inclinadas. Existem duas linhas padrão de pára- raios de modelo moldado PEXLIM para as seguintes alternativas de instalação:

Instalação vertical em uma estrutura ou suspensa pelo terminal de linha de um condutor. Tais pára-raios também podem ser usados para instalação inclinada ”positiva” (acima da horizon- tal).

Instalação vertical e invertida para montagem por baixo de uma estrutura, por exemplo, um pórtico. Tais pára- raios também podem ser usados para instalação inclinada ”negativa” (abaixo da horizontal).

Todos os pára-raios PEXLIM são fáceis de instalar seguindo as instruções que acompanham cada pára-raios. A instala- ção não requer quaisquer ferramentas ou instrumentos especiais.

As unidades de pára-raios de múltiplas unidades precisam ser conectadas em série no local em uma ordem predetermi- nada, conforme marcado nas unidades e explicado nas instruções fornecidas em cada caso. Uma montagem incor- reta pode levar a falhas e invalidar nossa garantia. O projeto de pára-raios longos fre- qüentemente exige anéis de gradação externos para manter uma distribuição de tensões uniforme e aceitável ao longo de seu comprimento. Tais anéis são incluídos na entrega dos pára-raios. A instalação ou operação de tais pára-raios sem esses anéis de gradação pode levar a falhas e invalidar nossa garantia. Quando corretamente selecionados e instalados, os pára-raios praticamente não exigem manutenção durante toda sua vida útil, nem necessitam de moni- toramento. No entanto, se tal monitora- mento for exigido, ele pode ser facilmente realizado on-line pelo uso do EXCOUNT-II com seus recursos incorporados para medir corretamente a corrente de fuga resistiva. Mais informações estão disponí- veis no capítulo que trata desse contador.

Pára-raios para linhas de transmissão

PEXLINK

O conceito PEXLINK

Os proprietários de sistemas de transmissão grandes e pequenos, públicos e privados, enfrentam uma situação de competição aguda que exige um aumento de disponibili- dade e confiabilidade dos sistemas. Os consumidores são agora mais exigentes, uma vez que seus proces- sos dependem de um fornecimento constante e confiável de energia de boa qualidade.

complemento para outros meios.

O aumento de confiabilidade e de dis- ponibilidade de um sistema de trans- missão pode ser conseguido mediante uma ou várias das maneiras a seguir:

1. Duplicação do sistema (mais do que uma linha). Esse é um método dispendioso e fre- qüentemente impraticável.

é um método dispendioso e fre- qüentemente impraticável. A figura mostra um pára-raios de linhas de

A figura mostra um pára-raios de linhas de transmissão para 145 kV composto de componentes padrão, incluindo o pára-raios PEXLIM e o monitor EXCOUNT-II.

Em muitos países também se tornou mais difícil obter autorizações para cons- truir linhas novas de dimensões normais. Daí as novas linhas em construção serem, na maioria, linhas de ”isolamento compacto”. Isso, por sua vez, requer um controle otimizado das sobretensões causadas por descargas atmosféricas ou eventos de comutação. Os pára- raios instalados ao longo da linha ou em umas poucas torres críticas selecionadas podem ser uma solução atrativa ou um

2. Aumento da resistência do isola-

mento.

Esse método pode ser dispendioso e criar outros problemas, como a necessidade de incrementar o isolamento do equipa- mento da estação.

3. Melhor impedância de base.

Geralmente difícil e dispendioso, especial- mente em terreno acidentado.

4. Cabos de blindagem.

Quando essa proteção não consta no projeto original da torre, pode ser dispen- dioso implementar essa blindagem. Isso ajuda a eliminar um grande número de interrupções, mas não é suficiente para conseguir o grau de confiabilidade atual- mente requerido

5. Proteção dos isolamentos de

linha com pára-raios.

Pára-raios ligados em paralelo com os mesmos em torres selecionadas. Nessa aplicação usa-se normalmente o termo ”pára-raios de linha”. A proteção que utiliza pára-raios encapsulados em polímero (ABB tipo PEXLIM) juntamente com acessórios adicionais para fixação dos pára-raios junto aos isoladores e proporcionando desconexão automática dos pára-raios em caso de sobreten- sões excessivas é chamada de conceito PEXLINK. É um método simples e eco- nômico que, em muitos casos, constitui uma alternativa atraente aos métodos mencionados anteriormente.

Maiores informações na internet

Visite o site www.abb.com/arrestersonline para ver o vídeo sobre PEXLINK.

PEXLINK

Pára-raios para linhas de transmissão

Filosofia de proteção da ABB

A filosofia da ABB é fornecer proteção

para o isolamento da linha em locais selecionados utilizando componentes

padrão disponíveis. O principal item é

o pára-raios sem centelhador e encap-

sulado em polímero, PEXLIM, com ele- mentos ativos de óxido metálico (MO). Tais pára-raios vêm sendo utilizados há muitos anos para proteção de equi- pamentos em subestações e, portanto, seu desempenho de proteção é bas- tante conhecido.

determinar os esforços nos pára-raios em cada um dos locais escolhidos.

O projeto permite a instalação utilizando

ferragens padrão para linhas de transmis- são normalmente disponíveis no local. O projeto também permite a montagem em diferentes ângulos com base na geome- tria da torre e no espaçamento entre os condutores. Se uma disponibilidade muito alta for desejável, um número bastante grande de locais pode precisar de proteção, principal- mente devido à natureza imprevisível das

Pára-raios de linhas de transmissão, incluindo modelos PEXLIM Q de classe 3 de descarga de linha e dispositivos de desco- nexão em terminais de terra, montados em um sistema ESKOM de 300 kV na África do Sul.

montados em um sistema ESKOM de 300 kV na África do Sul. O baixo peso permite

O baixo peso permite instalação em estruturas existentes e o encapsula- mento em polímero proporciona maior segurança ao equipamento de linha, bem como para pessoas e animais que possam estar nas imediações durante condições de sobretensão. Com relação à energia de descarga atmosférica, os pára-raios de linha são expostos a condições mais rigorosas do que pára-raios colocados em subesta- ções. Esses últimos são beneficiados pela redução da inclinação do surto devido ao efeito corona da linha e pela redução na amplitude do surto, uma vez que a cor- rente de descarga atmosférica encontra caminhos paralelos através dos cabos de blindagem, descarga disruptiva e linhas paralelas. Portanto, é necessário assegu- rar que os blocos de óxido metálico do pára-raios de linha de transmissão não sejam subdimensionados no que se refere a energia e corrente. Um programa de computador é utilizado para determinar o número otimizado de locais (geralmente onde a impedância da base é alta) e para

descargas atmosféricas. Em tais casos, pode não ser economicamente viável selecionar pára-raios com ”capacidade de energia suficiente” e, em vez disso, uma taxa de falhas maior pode ser aceitável. Para assegurar uma desconexão rápida, segura, automática e controlada de um pára-raios com falha, a ABB utiliza um dispositivo de desconexão especial com uma ligação apropriada, freqüentemente

no circuito de aterramento dos pára-raios.

O terminal de terra é desenvolvido para

suportar as correntes de curto-circuito e o dispositivo de desconexão é testado para garantir que não ocorram operações falsas. Assim, em caso de falha, a linha desarmada não precisa ser bloqueada e examinada imediatamente. Moldando o encapsulamento de polímero de silicone diretamente nos elementos de óxido metálico ativos, a atmosfera interna é eliminada e, com isso, também o risco de entrada de umidade que, no passado, determinou-se ser a principal causa de falhas nos pára-raios em funcionamento.

Pára-raios para linhas de transmissão

PEXLINK

Aplicação

Maior disponibilidade da linha

Posicionando o PEXLINK em seções de linhas com torres de alta impedância de base e uma torre adicional com baixa impedância de base em cada extremi- dade da seção, o PEXLINK protege as linhas blindadas e não-blindadas existen- tes contra surtos anormais de descargas atmosféricas (freqüentes ou de alta ampli- tude) e reduz as quedas de energia. A redução nas quedas de energia também é vantajosa indiretamente por não danificar equipamentos sensíveis e por possibilitar o aumento do intervalo entre revisões dos disjuntores. Com isso, os custos totais de manutenção também são reduzidos. Essa proteção pode ser utilizada para todas as tensões de sistema quando houver as condições anormais relaciona- das. Pára-raios com capacidade de ener- gia moderada costumam ser suficientes. No entanto, a capacidade para corrente elevada precisa ser grande e os pára- raios do tipo para distribuição podem não ser apropriados.

do tipo para distribuição podem não ser apropriados. Sem controle de sobretensões Pára-raios nas

Sem controle de sobretensões

Pára-raios nas extremidades da linha

Pára-raios nas extremidades da linha e em dois locais adicionais ao longo da linha

O diagrama mostra sobretensões de fase- terra geradas pelo religamento trifásico de uma linha de transmissão de 550 kV, 200 km e com uma falha de terra anterior. Em linhas EHV longas, resistores de pré- inserção são tradicionalmente utilizados para limitar as sobretensões de comu- tação. Como uma alternativa robusta e eficiente, os pára-raios podem ser posi- cionados nas extremidades e ao longo da linha, em pontos selecionados.

Para linhas EHV longas, os pára-raios normalmente ficam situados em extre- midades de linhas. Além disso, utili- zando-se pára-raios em um ou mais pontos ao longo da linha, por exemplo, no ponto médio ou a 1/3 ou 2/3 do comprimento da linha, sobretensões de surtos de comutação e, portanto, os requisitos de isolamento da linha podem ser limitados sem o uso de resistores de pré-inserção. Os pára-raios utiliza- dos nesse tipo de aplicação devem ser apropriados para alta capacidade de energia. Normalmente, um pára-raios de classe 2 ou 3 é suficiente na linha, mas classes de pára-raios mais altas podem ser necessárias na extremidade recep- tora da linha.

Linhas de isolamento compactas

Pára-raios colocados em paralelo com isoladores de linha permitem um alto nível de compactação de uma linha de trans- missão, resultando em menores custos de faixa de servidão.

missão, resultando em menores custos de faixa de servidão. Torre compacta de 400 kV sem cabo

Torre compacta de 400 kV sem cabo de blinda- gem suspenso. Isoladores protegidos por pára- raios de linha de transmissão na fase superior.

PEXLINK

Pára-raios para linhas de transmissão

Aplicação

Aprimoramento da linha

Alternativa a cabos de blindagem

O nível de isolamento existente de uma linha devidamente protegida por pára- raios pode ser
O nível de isolamento existente de uma
linha devidamente protegida por pára-
raios pode ser aprimorado para trabalhar
com uma tensão de sistema mais alta,
conseguindo-se uma maior transferência
de potência sem muito custo adicional de
capital.
Proteção estendida da estação
Com a colocação de pára-raios em torres
próximas a uma subestação, o risco de
descarga de retorno perto da estação
é eliminado. Isso resulta na redução da
inclinação e da amplitude das ondas de
propagação recebidas, melhorando o
desempenho de proteção dos pára-raios
da estação e eliminando a necessidade de
pára-raios dispendiosos encapsulados em
metal, mesmo em comutadores grandes
isolados a gás.
Em situações nas quais cabos de blin-
dagem não sejam fisicamente viáveis ou
sejam muito dispendiosos, por exemplo,
em percursos muito longos, torres muito
altas, etc., os pára-raios são uma alterna-
tiva boa e econômica.
Pára-raios posicionados em todas as
fases em cada torre eliminam a necessi-
dade de cabos de blindagem e de boa
impedância na base, podendo se justificar
economicamente em situações nas quais
o custo da redução da impedância da
base e o custo do cabo de blindagem
suspenso sejam muito altos.
LowTFI
owTFI
LowTFI
LowTFI
LowTFI
LowTFI
HighTFI
Hi
HighTFI
HighTFI
LowTFI
LowTFI
LowTFI
11
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
1
2
3
4
5
6
7
8
9
Voltageacrossinsulators.p.u.

Arrestersintowers3to7only

Arrestersinallthe9towers

Normallineinsulationstrength(BIL)

O efeito do pára-raios de linha de transmissão (TLA) ao longo de um trecho de linha com alta impedância de base da torre (TFI). A figura também demonstra a necessidade do TLA nas torres de baixa TFI nas extremidades do trecho.

Pára-raios para linhas de transmissão

PEXLINK

Características do PEXLINK

Componentes padrão

A montagem suspensa dos pára-raios é

simplificada e braçadeiras padrão e fer-

ragens similares normalmente disponíveis podem ser usadas para essa finalidade. Isso resulta em uma economia geral para

o usuário.

Tipo de

Classe de des- carga de linha

Capacidade de energia (2 impulsos) kJ/kV (U r )*

pára-raios

conforme IEC

60099-4

PEXLIM R

Classe 2

5,1 kJ/kV (U r )

PEXLIM Q

Classe 3

7,8 kJ/kV (U r )

PEXLIM P

Classe 4

12,0 kJ/kV (U r )

* ) Ur = Tensão nominal

Alguns exemplos podem ser vistos nas figuras sobre ”Algumas alternativas de instalação” na próxima página. O dispositivo de desconexão é esco- lhido cuidadosamente para desempenhar sua função somente em caso de falha no pára-raios. Geralmente, o mesmo é

colocado no circuito de terra do pára- raios, mas dependendo da configuração, ele pode ser colocado na extremidade de

potencial elevado do pára-raios. Consulte as figuras mencionadas acima.

A separação do desconector é rápida e

eficaz e o método de conexão recomen- dado pela ABB em cada caso específico garante que nem o cabo desconectado, nem o pára-raios danificado ocasionem

qualquer interferência com outras partes energizadas. Por isso, após uma falha, a linha pode ser recarregada sem ser ime- diatamente examinada.

A desconexão é facilmente visível do

solo, sendo fácil de localizar pela equipe de manutenção.

Fácil de instalar

Os pára-raios PEXLIM são construídos a partir de módulos com comprimento otimizado e, portanto, podem ser desen- volvidos para uso em várias tensões. Eles são leves e fáceis de transportar até as torres.

Braçadeira de linha padrão Ligação Derivação Clevis Terminal de linha Arranjo de braçadeira/terminal de
Braçadeira
de linha
padrão
Ligação
Derivação
Clevis
Terminal
de linha
Arranjo de braçadeira/terminal de
linha típico (e derivação, quando
necessário)
Dispositivo de desconexão Cabo de terra para perna da torre
Dispositivo de
desconexão
Cabo de terra
para perna da
torre

Dispositivo de desconexão conectado ao circuito de terra.

Terminal de terra Dispositivo de desconexão Cabo de terra para perna da torre Pesos
Terminal
de terra
Dispositivo de
desconexão
Cabo de terra
para perna
da torre
Pesos

Pesos de amortecimento conectados ao terminal de terra para minimizar o ângulo de oscilação.

PEXLINK

Pára-raios para linhas de transmissão

Algumas alternativas de instalação

Arranjos diferentes mostram como é fácil instalar o conceito PEXLINK em torres de projetos diferentes.

Isolador Isolador Pára- Pára- raios raios Cabo de Cabo de aterra- aterra- mento Dispositivo de
Isolador
Isolador
Pára-
Pára-
raios
raios
Cabo de
Cabo de
aterra-
aterra-
mento
Dispositivo de
Dispositivo de
mento
desconexão
desconexão
Isolador
Pára-
raios
Isolador
Dispositivo de
desconexão
Cabo de
aterramento
Pára-
Dispositivo de
raios
desconexão
Isolador
Pára-
Dispositivo de
raios
desconexão

Controle de qualidade e teste

Controle de qualidade e teste

A ABB é certificada no cumprimento dos requisitos da norma ISO 9001.

Testes de tipo

Os testes de tipo (projeto) foram executados em conformidade com a norma IEC 60099- 4 e ANSI/IEEE C62.11. Relatórios de teste podem ser disponibilizados sob solicitação.

Testes de rotina

Os testes de rotina são efetuados em blocos de ZnO, bem como em acessórios e unidades de pára-raios montados. Os dados de testes de tipo mais importan- tes são verificados em todos os lotes de blocos de ZnO, confirmando assim os dados do catálogo.

Testes nos blocos de ZnO

Teste de capacidade de energia em todos os blocos Os blocos passam por três ciclos de teste de energia com intervalos para arrefeci- mento. A energia injetada em cada ciclo excede com ampla margem a capacidade de energia de impulso individual. Blocos com capacidade de energia insuficiente são automaticamente rejeitados.

Classificação de todos os blocos Os blocos são classificados em 1 mA (c.c.) e 10 kA (8/20 µs) e as tensões resi- duais estão impressas em cada bloco, juntamente com uma identificação do lote. Finalmente, todos os blocos são inspecionados visualmente.

Testes de vida acelerada nas amostras As perdas de energia após 1.000 horas calculadas a partir de um teste de curta duração (aprox. 300 horas) em uma temperatura elevada de 115°C a 1,05 vezes U c não devem exceder as perdas no início do teste. Lotes nos quais aparecem blocos não aprovados são rejeitados.

Testes de corrente de impulso nas amostras Os blocos são submetidos a impulsos de corrente alta (4/10 µs) e impulsos de corrente de longa duração (2.500 µs) com amplitudes para verificar os dados de catálogo.

Outros testes nas amostras Além do mencionado acima, as caracte- rísticas de corrente baixa, características de proteção e capacitância são verifica- das nas amostras.

Testes em unidades mecânicas montadas

Os testes de rotina das unidades cum- prem com os requisitos das normas IEC 60099-4 e ANSI/IEEE C62.11. Cada uni- dade de pára-raios possui um número de série conforme a norma IEC 60099-4.

Tensão residual garantida

A tensão residual na corrente de impulso

de 10 kA, 8/20 µs de cada unidade é calculada como a soma das tensões resi- duais de todos os blocos conectados em série na unidade. A tensão residual do pára-raios com- pleto é a soma das tensões residuais de suas unidades.

Prova de estanqueidade (apenas para pára-raios EXLIM e HS PEXLIM)

È realizada colocando cada unidade em uma câmara de vácuo conectada a um espectrômetro de Hélio. O vazamento

máximo permissível é de 0,00001 mbarl/s

a uma diferença de pressão de 0,1 MPa.

Tensão de referência de freqüência industrial

A tensão de referência é medida em cada

unidade de pára-raios.

Efeito corona interno

É controlado em cada unidade a 0,9

vezes U r . Um nível de efeito corona interno constante inferior a 5 pC é neces- sário em um teste de aprovação/rejeição.

Corrente de gradação

É medida com U c em cada unidade.

Perdas de energia São medidas com U c em cada unidade para verificar se o desempenho térmico está de acordo com os testes de tipo realizados.

Relatórios de teste Relatórios de teste de rotina encontram-se arquivados e disponíveis sob solicitação. Os relatórios incluem tensões de referên- cia, perdas de energia e tensões residuais.

Testes em acessórios

Contadores de surtos EXCOUNT-A Todos os contadores são testados roti- neiramente em um teste de aprovação/ rejeição antes de deixar a fábrica.

PEXLIM R

Pára-raios encapsulado em silicone

Pára-raios de óxido de zinco PEXLIM R

Proteção de comutadores, transforma- dores e outros equipamentos em siste- mas de alta tensão contra sobretensões atmosféricas e de comutação. Para aplicações com requisitos moderados de intensidade de descarga atmosférica, capacidade de energia elétrica e poluição.

Excelentes para aplicações com exi- gências de baixo peso, espaço reduzido, montagem flexível, robustez e maior segurança para o pessoal. Componente importante do conceito PEXLINK TM para a proteção de linhas de transmissão.

Sumário de dados de desempenho

Tensões de sistema (U m )

24 - 170 kV

Tensões nominais (U r )

18 - 144 kV

Corrente de descarga nominal (IEC)

10

kA pico

Corrente de classificação (ANSI/IEEE)

10

kA pico

Capacidade de resistência à corrente de descarga:

Corrente alta por 4/10 µs Corrente baixa por 2.000 µs

100

550

kA pico

A pico

Capacidade de energia:

Classe de descarga de linha (IEC) [2 impulsos, (IEC Cl. 8.5.5) Cumpre/supera os requisitos do teste de descarga de linha de transmissão ANSI para sistemas de 170 kV.

Classe 2 5,1 kJ/kV (U r )]

Capacidade de curto-circuito /alívio de pressão

50 kA sim.

Isolamento externo

Cumpre/supera

padrões

Resistência mecânica:

Carregamento de serviço estático permissível declarado (DPSSL) Carregamento de serviço dinâmico máximo permissível (MPDSL)

1.000

1.600

Nm

Nm

Condições de serviço:

Temperatura ambiente Altitude de projeto

(Altitudes maiores sob solicitação)

Freqüência

-50 °C a +45 °C máx. de 1.000 m

15 - 62 Hz

Pára-raios encapsulado em silicone

PEXLIM R

Dados garantidos de proteção

Tensão Tensão Tensão de operação Capacidade Tensão residual máxima com onda de corrente máxima nominal
Tensão
Tensão
Tensão de operação
Capacidade
Tensão residual máxima com onda de corrente
máxima
nominal
contínua máxima 1)
TOV 2)
de sis-
tema
MCOV
1 s
10 s
0,5 kA
1 kA
2 kA
5 kA
10 kA
20 kA
40 kA
U m
U r
U c
kV rms
kV rms
kV rms
kV rms
kV rms
kV rms
kV pico
kV pico
kV pico
kV pico
kV pico
kV pico
kV pico

24

3)

18

14,4

15,3

20,7

19,8

37,1

38,5

40,3

44,0

46,7

52,3

59,7

 

21

16,8

17,0

24,1

23,1

43,2

44,9

47,0

51,3

54,4

61,0

69,7

24

19,2

19,5

27,6

26,4

49,4

51,3

53,8

58,7

62,2

69,7

79,6

27

21,6

22,0

31,0

29,7

55,6

57,7

60,5

66,0

70,0

78,4

89,6

36

3)

30

24,0

24,4

34,5

33,0

61,7

64,2

67,2

73,3

77,7

87,1

100

 

33

26,4

26,7

37,9

36,3

67,9

70,6

73,9

80,6

85,5

95,8

110

36

28,8

29,0

41,4

39,6

74,1

77,0

80,6

88,0

93,3

105

120

39

31,2

31,5

44,8

42,9

80,3

83,4

87,3

95,3

102

114

130

42

34

34,0

48,3

46,2

86,4

89,8

94,0

103

109

122

140

48

38

39,0

55,2

52,8

98,8

103

108

118

125

140

160

52

42

34

34,0

48,3

46,2

86,4

89,8

94,0

103

109

122

140

48

38

39,0

55,2

52,8

98,8

103

108

118

125

140

160

51

41

41,3

58,6

56,1

105

109

115

125

133

148

170

54

43

42,0

62,1

59,4

112

116

121

132

140

157

180

60

48

48,0

69,0

66,0

124

129

135

147

156

175

199

66

53

53,4

75,9

72,6

136

142

148

162

171

192

219

72

54

43

42,0

62,1

59,4

112

116

121

132

140

157

180

60

48

48,0

69,0

66,0

124

129

135

147

156

175

199

66

53

53,4

75,9

72,6

136

142

148

162

171

192

219

72

58

58,0

82,8

79,2

149

154

162

176

187

209

239

75

60

60,7

86,2

82,5

155

161

168

184

195

218

249

84

67

68,0

96,6

92,4

173

180

188

206

218

244

279

90

72

72,0

103

99,0

186

193

202

220

234

262

299

96

77

77,0

110

105

198

206

215

235

249

279

319

100

75

60

60,7

86,2

82,5

155

161

168

184

195

218

249

84

67

68,0

96.6

92,4

173

180

188

206

218

244

279

90

72

72,0

103

99,0

186

193

202

220

234

262

299

96

77

77,0

110

105

198

206

215

235

249

279

319

123

90

72

72,0

103

99,0

186

193

202

220

234

262

299

96

77

77,0

110

105

198

206

215

235

249

279

319

102

78

82,6

117

112

210

218

229

250

265

296

339

108

78

84,0

124

118

223

231

242

264

280

314

359

120

78

98,0

138

132

247

257

269

294

311

349

398

132

78

106

151

145

272

283

296

323

342

383

438

138

78

111

158

151

284

295

309

338

358

401

458

144

78

115

165

158

297

308

323

352

373

418

478

145

108

86

86,0

124

118

223

231

242

264

280

314

359

120

92

98,0

138

132

247

257

269

294

311

349

398

132

92

106

151

145

272

283

296

323

342

383

438

138

92

111

158

151

284

295

309

338

358

401

458

144

92

115

165

158

297

308

323

352

373