Você está na página 1de 32

18/2/2013

FARMACOCINÉTICA CLÍNICA
FARMACOCINÉTICA CLÍNICA

Profa. Dra. Viviani milan vivimilan@uninove.br

CLÍNICA Profa. Dra. Viviani milan vivimilan@uninove.br Farmacocinética • Definida como o estudo qualitativo e

Farmacocinética

Definida

como

o

estudo

qualitativo

e

quantitativo dos processos de:

Absorção

Distribuição

Metabolização

Excreção

18/2/2013

18/2/2013 Biodisponibilidade • É definida pela: ▫ Quantidade da droga ativa que chega na circulação sistêmica

Biodisponibilidade

É definida pela:

Quantidade da droga ativa que chega na circulação

sistêmica

Extensão da absorção

Metabolismo de primeira passagem

Velocidade que isso ocorre

Fatores farmacêuticos

Absorção do TGI

ocorre  Fatores farmacêuticos  Absorção do TGI Biodisponibilidade Fase de distribuição: rápida redução

Biodisponibilidade

Fase de distribuição: rápida redução das concentrações plasmáticas devido a distribuição para os tecidos
Fase de distribuição: rápida redução
das concentrações plasmáticas
devido a distribuição para os
tecidos
Fase de eliminação: redução das
concentrações plasmáticas devido a
eliminação do fármaco
Fase de absorção:
Índice de absorção
maior que o índice
de
eliminação
Cmax: índice de absorção
Igual ao índice de eliminação

18/2/2013

Existe uma relação entre o efeito de uma droga e sua concentração plasmática.
Existe uma relação entre o efeito
de uma droga e sua concentração
plasmática.
o efeito de uma droga e sua concentração plasmática. Parâmetros farmacocinéticos • São que refletem um
o efeito de uma droga e sua concentração plasmática. Parâmetros farmacocinéticos • São que refletem um

Parâmetros farmacocinéticos

São

que refletem um determinado

processo, ou um conjunto de processos, sofrido pela droga no organismo.

valores

Os parâmetros farmacocinéticos são obtidos na sua maioria a partir da curva concentração

plasmática X tempo.

18/2/2013

18/2/2013 Parâmetros farmacocinéticos • Meia vida de eliminação (T1/2) – tempo necessário para reduzir a

Parâmetros farmacocinéticos

Meia vida de eliminação (T1/2) tempo necessário para reduzir a quantidade de droga no plasma à metade

Cmax - concentração plasmática máxima

tmax tempo para atingir a concentração plasmática máxima

ASC área sob a curva

Obs: Cmax e Tmax são influenciados pela

velocidade de absorção

Cmax e Tmax são influenciados pela velocidade de absorção Parâmetros farmacocinéticos • Taxa de absorção –

Parâmetros farmacocinéticos

Taxa de absorção velocidade de absorção

Extensão de absorção o quanto da droga foi

absorvida

Biodisponibilidade - fração da droga absorvida que chega intacta à circulação sistêmica

Obs: Biodisponibilidade, Cmax e ASC constituem a proporção do fármaco que atinge a corrente sanguínea sistêmica

18/2/2013

18/2/2013 Parâmetros farmacocinéticos • Volume de distribuição - medida do espaço aparente do corpo capaz de

Parâmetros farmacocinéticos

Volume de distribuição - medida do espaço aparente

do corpo capaz de conter a droga

Ligação às proteínas plasmáticas importante para drogas com alta ligação as proteínas (fenitoína, varfarina, tolbutamina) e em algumas situações como insuficiencia renal, hipoalbuminemia, ultimo trimestre da gravidez e RN.

Depuração - medida da eficiência do corpo em

eliminar irreversivelmente a droga

- medida da eficiência do corpo em eliminar irreversivelmente a droga Curva concentração plasmática X tempo.

Curva concentração

plasmática X

tempo.

- medida da eficiência do corpo em eliminar irreversivelmente a droga Curva concentração plasmática X tempo.

18/2/2013

18/2/2013 Fatores que interferem na taxa de absorção • Características do medicamento: ▫ Formulação 

Fatores que interferem na taxa de absorção

Características do medicamento:

Formulação

Compressão do comprimido

Excipientes

Tamanhos das partículas

Hidrossolubulidade

Pka

Coeficiente de partição

Hidrossolubulidade ▫ Pka ▫ Coeficiente de partição Fatores que interferem na taxa de absorção •

Fatores que interferem na taxa de

absorção

Características do meio:

Estômago / intestino

Mecanismo de transporte

Transporte ativo

Difusão passiva

Difusão facilitada

Taxa de esvaziamento gástrico

Motilidade intestinal

Débito sanguíneo

Interação com alimentos

18/2/2013

18/2/2013 Fatores que interferem na distribuição ▫ Ligação à proteínas plasmáticas  Drogas ácidas –

Fatores que interferem na distribuição

Ligação à proteínas plasmáticas

Drogas ácidas albumina

Drogas básicas globulinas e glicoproteínas

Interações medicamentosas: algumas drogas podem ser deslocadas

Patologias: na inflamação aumentam as glicoproteínas

Ligação saturável: clofibrato

as glicoproteínas ▫ Ligação saturável: clofibrato Metabolismo das drogas • Ocorre na maioria no fígado e

Metabolismo das drogas

Ocorre na maioria no fígado e intestino.

Fase I: reações de oxidação, redução e hidrolise efetuadas na maioria das vezes pelo Cit P 450.

Ex: CYP1, CYP2 e CYP3

Fase II: processo de conjugação como sulfatação, glicuronidação, metilação e

acetilação.

Produtos finais são mais hidrossolúveis

Geralmente farmacologicamente inativos

18/2/2013

18/2/2013 Maneiras que o metabolismo altera uma droga Fatores que afetam o metabolismo • Genéticos •

Maneiras que o metabolismo altera uma droga

18/2/2013 Maneiras que o metabolismo altera uma droga Fatores que afetam o metabolismo • Genéticos •
18/2/2013 Maneiras que o metabolismo altera uma droga Fatores que afetam o metabolismo • Genéticos •

Fatores que afetam o metabolismo

Genéticos

Fluxo sanguíneo hepático

Hepatopatias

Idade

Idosos e RN apresentam menor metabolização

Interação com outras drogas:

Inibidores enzimático

Indutores enzimáticos

18/2/2013

18/2/2013 Fatores que afetam o metabolismo • Inibição do citocromo P450 ▫ Cloranfenicol: fenitoína, tolbutamina,

Fatores que afetam o metabolismo

Inibição do citocromo P450

Cloranfenicol: fenitoína, tolbutamina, varfarina

Cimetidina: diazepam, propranolol, varfarina

Izoniazida: fenitoína

Inibição enzima específica

Alopurinol ------ xantina oxidase ----- azotropina

Carbidopa ------- dopa descarboxilase ---- L-DOPA

Dissulfiram ------ aldeído desidrogenase --- alcool

▫ Dissulfiram ------ aldeído desidrogenase --- alcool Fatores que afetam o metabolismo • Indutores

Fatores que afetam o metabolismo

Indutores enzimáticos:

aumentam a quantidade de retículo endoplasmático

no hepatócito

Aumentam o conteúdo citocromo P450

Griseofulvina: varfarina

Barbitúricos: clorpromazina, corticóides, anticoagulantes, cumarina, anticoncepcionais orais, fenitoína

Rifampicina: anticoagulantes, anticoncepcionais

Fenitoína: corticóides, anticoncepcionais, anticoagulantes

Erva de São João: carbamazepina, ciclosporina

Carbamazepina: fenitoína, anticoncepcionais orais

18/2/2013

18/2/2013 Excreção dos fármacos • Principalmente pelos rins, envolve 3 processos: ▫ Filtração glomerular  A

Excreção dos fármacos

Principalmente pelos rins, envolve 3 processos:

Filtração glomerular

A extensão da filtração glomerular é diretamente proporcional à taxa de filtração glomerular e a porcentagem de droga livre no plasma.

A taxa de filtração glomerular é relacionada com o clereance de creatinina

Reabsorção tubular

Secreção tubular ativa

▫ Reabsorção tubular ▫ Secreção tubular ativa Processos Farmacocinéticos Irreversíveis • Absorção

Processos Farmacocinéticos Irreversíveis

Absorção - transporte por membranas (difusão lipídica, transporte por carreadores)

Metabolismo - atividade enzimática

Excreção - passagem por membranas ou transportadores

por carreadores) • Metabolismo - atividade enzimática • Excreção - passagem por membranas ou transportadores 10

18/2/2013

18/2/2013 Processos Farmacocinéticos Reversíveis • Distribuição – passagem por membranas, ligação a

Processos Farmacocinéticos Reversíveis

Distribuição passagem por membranas,

ligação a diferentes estruturas

passagem por membranas, ligação a diferentes estruturas T1/2 (meia vida; “half - life”) • Importante para:
passagem por membranas, ligação a diferentes estruturas T1/2 (meia vida; “half - life”) • Importante para:
passagem por membranas, ligação a diferentes estruturas T1/2 (meia vida; “half - life”) • Importante para:

T1/2 (meia vida; “half-life”)

Importante para:

Interpretação dos efeitos terapêuticos ou tóxicos

Duração do efeito esperado

Regime posológico

A

] sanguínea da droga pode elevar-se ou

diminuir conforme o equilíbrio entre a

administração e eliminação

[

18/2/2013

C
C

max C max (concentração plasmática máxima)

max C m a x (concentração plasmática máxima) Obtida diretamente da curva concentração plasmática-tempo

Obtida diretamente da curva concentração plasmática-tempo

t max t m a x (yempo para chegar à C m a x )
t
t

max t max (yempo para chegar à C max )

t max t m a x (yempo para chegar à C m a x ) Obtido

Obtido diretamente da curva concentração plasmática-tempo

Obtido diretamente da curva concentração plasmática-tempo Taxa e extensão de biodisponibilidade Área sob a curva

Taxa e extensão de biodisponibilidade

Área sob a curva (ASC)

A ASC descreve a concentração da droga na circulação sistêmica em função do tempo (de
A ASC descreve a concentração da droga na circulação sistêmica em função do
tempo (de zero a infinito).
Reflete a exposição do corpo à droga

18/2/2013

18/2/2013 Taxa de absorção (velocidade, “rate”) • Taxa de absorção = velocidade de absorção • varia

Taxa de absorção (velocidade, “rate”)

Taxa de absorção = velocidade de absorção varia conforme a via de administração via intramuscular absorção mais rápida via oral absorção mais lenta

mais rápida • via oral – absorção mais lenta Extensão de absorção A extensão indica a
Extensão de absorção A extensão indica a quantidade absorvida. Via oral A extensão indica a
Extensão de absorção
A extensão indica a quantidade absorvida.
Via oral
A extensão indica a quantidade da droga que foi absorvida
pela mucosa do trato gastrintestinal.
Biodisponibilidade (F)
Biodisponibilidade (F)

- fração da droga (não modificada) que atinge a circulação sistêmica após administração por qualquer via.

18/2/2013

Quais parâmetros de alteram se houver mudanças ou na velocidade ou extensão de absorção ou
Quais parâmetros de alteram se houver mudanças ou
na velocidade ou extensão de absorção ou na
biodisponibilidade de uma droga?
Cmax,
tmax, AUC,
Extensão de absorção
Extensão de absorção
Extensão de absorção influi C max AUC
Extensão de absorção influi
C max
AUC
de absorção Extensão de absorção influi C max AUC Taxa de absorção Velocidade de absorção influi
Taxa de absorção
Taxa de absorção
de absorção influi C max AUC Taxa de absorção Velocidade de absorção influi t m a

Velocidade de absorção influi

t max

C max

Velocidade de absorção influi t m a x C max Taxa de absorção • Para uma

Taxa de absorção

Para uma mesma quantidade absorvida, quanto

mais lenta a absorção, maior o tmax e menor o

pico plasmático (Cmax).

uma mesma quantidade absorvida, quanto mais lenta a absorção, maior o tmax e menor o pico

18/2/2013

18/2/2013 Volume de distribuição • Parâmetros relacionados à fase de distribuição • Medida do espaço

Volume de distribuição

Parâmetros relacionados à fase de distribuição

Medida do espaço aparente do corpo capaz de

conter a droga

Volume de Distribuição (L) quantidade de droga no corpo Vd = concentração plasmática da droga

Volume de Distribuição (L)

quantidade de droga no corpo

Vd =

concentração plasmática da droga

a droga Volume de Distribuição (L) quantidade de droga no corpo Vd = concentração plasmática da

18/2/2013

18/2/2013 Volume de Distribuição A First Course in Pharmacokinetics and Biopharmaceutics David Bourne, Ph.D. 16
Volume de Distribuição A First Course in Pharmacokinetics and Biopharmaceutics David Bourne, Ph.D.
Volume de Distribuição
A First Course in Pharmacokinetics and Biopharmaceutics
David Bourne, Ph.D.

18/2/2013

18/2/2013 Volume de distribuição Volume de Distribuição (L) Como e quando pode ser medido o volume

Volume de distribuição

18/2/2013 Volume de distribuição Volume de Distribuição (L) Como e quando pode ser medido o volume
Volume de Distribuição (L)
Volume de Distribuição (L)

Como e quando pode ser medido o volume de distribuição?

Vd =

quantidade de droga no corpo

concentração plasmática da droga

de droga no corpo concentração plasmática da droga exemplo: quantidade da droga dada = 500 mg

exemplo:

quantidade da droga dada = 500 mg

por extrapolação

C plasm = 12 g/ml

Vd =

500 mg

0,012 mg/l

= 41,7 litros

18/2/2013

18/2/2013 O que determina o volume de distribuição de uma droga? • Características da droga: ▫

O que determina o volume de distribuição de uma droga?

Características da droga:

lipossolubilidade ou hidrossolubilidade,

estado de ionização,

capacidade de ligação aos tecidos.

Características do indivíduo

tamanho corpóreo,

sexo, teor de gordura,

patologias (edema),

proteínas plasmáticas

▫ patologias (edema), ▫ proteínas plasmáticas O que pode alterar o volume de distribuição em uma

O que pode alterar o volume de

distribuição em uma dada pessoa?

Constituição física:

teor de gordura (obesidade; homem e mulheres)

tamanho corpóreo

Idade:

crianças maior proporção de água corpórea, menor quantidade de proteínas plasmáticas

idosos menor proporção de água corpórea, menor massa muscular, maior proporção de gordura

18/2/2013

18/2/2013 O que pode alterar o volume de distribuição em uma dada pessoa? • Patologias: ▫

O que pode alterar o volume de distribuição em uma dada pessoa?

Patologias:

Problemas cardiovasculares (alteração de perfusão

de tecidos, alteração de atividade renal)

Problemas renais (edema)

de atividade renal) ▫ Problemas renais (edema) Influência do teor de gordura no volume de distribuição
de atividade renal) ▫ Problemas renais (edema) Influência do teor de gordura no volume de distribuição

Influência do teor de gordura no volume de distribuição Drogas com diferentes coeficientes de partição óleo/água

Drogas com diferentes coeficientes de partição óleo/água Teor de gordura normal – água total do corpo
Drogas com diferentes coeficientes de partição óleo/água Teor de gordura normal – água total do corpo

Teor de gordura normal água total do corpo = 70% do peso obeso água total do corpo = 50% do peso

18/2/2013

18/2/2013 Parâmetros relacionados à fase de eliminação • Depuração (Clearance) ▫ depuração renal ▫
18/2/2013 Parâmetros relacionados à fase de eliminação • Depuração (Clearance) ▫ depuração renal ▫
18/2/2013 Parâmetros relacionados à fase de eliminação • Depuração (Clearance) ▫ depuração renal ▫

Parâmetros relacionados à fase de eliminação

Depuração (Clearance)

depuração renal

depuração hepática (metabolismo e excreção biliar)

18/2/2013

18/2/2013 Clearance (CL) (mL/min) Descreve a eficiência de eliminação irreversível da droga do corpo Clearance

Clearance (CL) (mL/min)

Descreve a eficiência de eliminação irreversível da droga do corpo

Clearance sistêmico

clearance total

Os principais órgãos que conseguem retirar a droga do organismo são os rins e o fígado.

retirar a droga do organismo são os rins e o fígado. C L sistêmico = C
C L sistêmico = C L renal + + CL hepático CL outros

CL sistêmico = CL renal +

+ CL hepático CL outros
+
CL hepático
CL outros
= C L renal + + CL hepático CL outros Clearance (CL) (mL/min) volume de sangue

Clearance (CL)

(mL/min)

+ + CL hepático CL outros Clearance (CL) (mL/min) volume de sangue a partir do qual

volume de sangue a partir do qual a droga pode ser completamente removida na unidade de tempo

O clearance não indica o quanto da droga está sendo eliminada,

mas sim, o volume de plasma que está sendo limpo.

Clearance renal
Clearance renal
Clearance hepático
Clearance hepático
fluxo sanguíneo renal fluxo fluxo sanguíneo hepático filtração glomerular secreção tubular reabsorção
fluxo sanguíneo renal
fluxo
fluxo sanguíneo hepático
filtração glomerular
secreção tubular
reabsorção tubular
capacidade
atividade enzimática
atividade biliar
intrínseca

18/2/2013

18/2/2013 • Clearance: ▫ Retira sempre uma porcentagem da droga do sangue, portanto,“limpa” sempre um mesmo

Clearance:

Retira sempre uma porcentagem da droga do sangue, portanto,“limpa” sempre um mesmo

volume,

concentração da droga

independentemente da

Taxa (velocidade, “rate”) de eliminação:

Varia com a concentração plasmática da droga.

Quanto mais entra no órgão extrator mais será retirado (mas sempre a mesma fração por mL).

mais será retirado (mas sempre a mesma fração por mL). O que determina o clearance de

O que determina o clearance de

uma droga?

Características da droga

Características do indivíduo:

atividade do órgão excretor:

Atividade enzimática,

fluxo sanguíneo,

transportadores

18/2/2013

18/2/2013 O que pode alterar o clearance da droga em uma dada pessoa? • Patologias: ▫

O que pode alterar o clearance da

droga em uma dada pessoa?

Patologias:

problemas cardiovasculares (alteração de perfusão renal ou hepática, alteração de atividade renal)

problemas renais ou hepáticos

Idade:

crianças atividade renal e hepática não estão maduras

idosos menor atividade renal e hepática

Interações medicamentosas:

alteração da atividade enzimática,

competição por carreadores

• Interações medicamentosas: ▫ alteração da atividade enzimática, ▫ competição por carreadores 23
• Interações medicamentosas: ▫ alteração da atividade enzimática, ▫ competição por carreadores 23

18/2/2013

A meia vida é o tempo requerido para que a concentração plasmática da droga se
A meia vida é o tempo requerido para que a concentração
plasmática da droga se reduza à metade.
MEIA VIDA
(t 1/2 )
50% de decréscimo
(conc. = 50)
50% de decréscimo
(conc. = 25)
50% de decréscimo
(conc. = 12,5)

Depois de aproximadamente 4 meias vidas, a eliminação está

cerca de 94% completa.

4 meias vidas, a eliminação está cerca de 94% completa. T 1/2 de eliminação (h) t

T1/2 de eliminação (h)

está cerca de 94% completa. T 1/2 de eliminação (h) t 1/2 – não depende da
t 1/2 – não depende da concentração da droga
t 1/2 – não depende da
concentração da droga

t 1/2 =

0,693

K eliminação

18/2/2013

18/2/2013 T 1/2 de eliminação (h) • A meia vida é um parâmetro dependente e calculado

T1/2 de eliminação (h)

A meia vida é um parâmetro dependente e

calculado a partir de outros, principalmente Vd e

CL.

Portanto sua alteração só ocorre se Vd e/ou CL

mudarem.

se Vd aumenta -

t1/2

aumenta

se CL aumenta -

t1/2

diminui

t1/2 aumenta ▫ se CL aumenta - t1/2 diminui Quando a meia vida pode mudar? •

Quando a meia vida pode mudar?

Alterações renais:

Fluxo renal diminuído

Problemas renais

Alterações hepáticas:

Mudanças de metabolismo

Problemas hepáticos

18/2/2013

18/2/2013 Como calcular a meia vida? Meia Vida ( t 1/2 ) t 1/2 = 0,693

Como calcular a meia vida?

Meia Vida ( t 1/2 )
Meia Vida ( t 1/2 )

t 1/2 =

0,693 X Vd

Cl

Meia Vida ( t 1/2 ) t 1/2 = 0,693 X Vd Cl Parâmetros farmacocinéticos e

Parâmetros farmacocinéticos e

farmacodinâmicos de algumas drogas

Droga

dispon.

ligação

depuração

vol. de

meia

conc.

conc.

.

oral

plasm.

(L/h/70

distrib.

vida

eficaz

tóxica

.

(F) (%)

(%)

kg)

(L/70kg)

(h)

Acetaminofen

88

0

21

67

2

10-20mg/L

>0,3g/L

Ac. Salicílico

100

85

0,84

12

13

200 mg/mL

>200mg/mL

 

Carbamazepina 70

74

5,34

98

15

6 mg/mL

>9 mg/mL

Ciclosporina

23

93

24,6

85

5,6

200 ng/mL

>400ng/L

Cloroquina

89

61

45

13000

214

20ng/m l

>250ng/mL

Digoxina

70

25

7

500

50

1 ng/mL

>2 ng/mL

Imipramina

40

90

63

1600

18

0,2g/mL

>1mg/L

Indometacina

98

90

8,4

18

2,4

1mg/L

>5mg/L

Lidocaína

35

70

38,4

77

1,8

3mg/L

>6mg/L

Nortriptilina

51

92

30

1200

31

100 ng/mL

>500 ng/mL

 

18/2/2013

18/2/2013 Esquemas posológios Objetivo dose ideal que leve à concentração sanguínea ideal que leve ao efeito

Esquemas posológios

Objetivo
Objetivo

dose ideal que leve à

concentração sanguínea ideal que leve aoEsquemas posológios Objetivo dose ideal que leve à efeito terapêutico ideal Conforme o que se deseja,

que leve à concentração sanguínea ideal que leve ao efeito terapêutico ideal Conforme o que se

efeito terapêutico ideal

Conforme o que se deseja, isso pode ser conseguido com:

Dose única
Dose única

uma só dose é suficiente para o que se deseja

(ex: analgésico para dor de cabeça)

ou pode ser necessário o esquema de:

para dor de cabeça) ou pode ser necessário o esquema de: Doses múltiplas ou Infusão endovenosa

Doses múltiplas ou Infusão endovenosa

o esquema de: Doses múltiplas ou Infusão endovenosa quando é necessário um tempo maior para que
o esquema de: Doses múltiplas ou Infusão endovenosa quando é necessário um tempo maior para que
o esquema de: Doses múltiplas ou Infusão endovenosa quando é necessário um tempo maior para que

quando é necessário um tempo maior para que o efeito se manifeste e seja atingido o sucesso terapêutico

necessário um tempo maior para que o efeito se manifeste e seja atingido o sucesso terapêutico

Margem de segurança

necessário um tempo maior para que o efeito se manifeste e seja atingido o sucesso terapêutico
necessário um tempo maior para que o efeito se manifeste e seja atingido o sucesso terapêutico

18/2/2013

18/2/2013 Dose única Dose = C e f i c a z x Vd ex: C

Dose única

Dose = C eficaz x Vd

ex:

C eficaz = 10µg/L

Vd = 20L

ex: se é desejado obter uma concentração plasmática de 10µg/L e o Vd é 20 L, será necessário dar 200mg da droga.

Dose = 10µg/L x 20L

=

200 µg

Para a via oral tem que ser considerada a biodisponibilidade (F)

Dose x F = C eficaz x Vd

Dose =

ou

C eficaz

x

Vd

F

Ex: se F for 0,5

Dose = 10µg/L x 20L = 400 µg

0,5

INFUSÃO ENDOVENOSA ou DOSES MÚLTIPLAS Objetivo Manutenção da droga na faixa terapêutica desejada (Css) por
INFUSÃO ENDOVENOSA
ou
DOSES MÚLTIPLAS
Objetivo
Manutenção da droga na
faixa terapêutica desejada
(Css) por longos períodos
conforme a droga é dada,
ela irá sendo eliminada.

quando a quantidade dada for igual a quantidade eliminada

taxa de administração

. (taxa de entrada)

eliminada taxa de administração . (taxa de entrada) deve ser igual à estado de equilíbrio dinâmico

deve ser igual à

estado de equilíbrio dinâmico da droga no organismo

taxa de eliminação (taxa de saída)

18/2/2013

18/2/2013 Infusão endovenosa taxa de administração = taxa de eliminação 29
18/2/2013 Infusão endovenosa taxa de administração = taxa de eliminação 29
18/2/2013 Infusão endovenosa taxa de administração = taxa de eliminação 29

Infusão endovenosa

taxa de administração = taxa de eliminação
taxa de administração = taxa de eliminação
18/2/2013 Infusão endovenosa taxa de administração = taxa de eliminação 29

18/2/2013

18/2/2013 Infusão endovenosa taxa de administração = taxa de eliminação taxa de eliminação= Cl x CA

Infusão endovenosa

taxa de administração = taxa de eliminação
taxa de administração = taxa de eliminação
taxa de eliminação= Cl x CA
taxa de eliminação= Cl x CA

taxa de administração = CL x Css

Exemplo: paciente asmático deverá ser medicado com teofilina. O nível sanguíneo terapêutico ideal é conhecido, sendo de 10 mg/L. A depuração da teofilina em condições normais é de 2,8L/h. A droga será dada por infusão endovenosa, portanto F=1.

taxa de administração = CL x CA = 2,8 L/h/kg x 10 mg/L = 28
taxa de administração = CL x CA
= 2,8 L/h/kg x 10 mg/L
= 28 mg/h

portanto será necessário infundir 28 mg por hora

. CA= concentração arterial (que chega ao órgão excretor. No caso será a Css (que é o que se quer manter chegando ao órgão excretor

(que é o que se quer manter chegando ao órgão excretor Doses múltiplas A partir do

Doses múltiplas

A partir do exemplo anterior:

infusão de 28 mg/h

em 24h será infundido 672mg totais.

infusão de 28 mg/h em 24h será infundido 672mg totais. é a dose diária para se

é a dose diária para se manter o nível de 10mg/L.

A cada hora é necessário dar 28mg

6 horas

A cada hora é necessário dar 28mg 6 horas 168mg

168mg

8 horas

224 mg

12

horas

336 mg

24

horas

672 mg

Dose de manutenção = taxa de administração x intervalo entre doses = 28 mg/h x
Dose de manutenção = taxa de administração x intervalo entre doses
= 28 mg/h x 12h
= 336 mg

18/2/2013

18/2/2013 Planejamento de esquemas posológicos • Dose de ataque: ▫ Quantidade do fármaco que estaria presente

Planejamento de esquemas posológicos

Dose de ataque:

Quantidade do fármaco que estaria presente no

organismo se a dose de manutenção fosse administrada por período suficiente para atingir o estado de equilíbrio.

Dose de Ataque

=

[

] Eficaz X vol aparente de distribuição

DA = Css X

Vd

F

F

Para via oral deve-se considerar a biodisponibilidade (F)

F Para via oral deve-se considerar a biodisponibilidade (F) Planejamento de esquemas posológicos • Dose de

Planejamento de esquemas

posológicos

Dose de manutenção:

Administração da dose de manutenção corresponde a metade da dose de ataque.

Css

=

F

X

D

Cl

X

T

DM = Css X

Cl

F

F = biodisponibilidade

D = dose

Cl = clearence

T = intervalo das doses

Para via oral deve-se considerar a biodisponibilidade (F)

18/2/2013

18/2/2013 Intervalo de administração • Regra geral : ▫ O intervalo entre duas tomadas tem o

Intervalo de administração

Regra geral:

O intervalo entre duas tomadas tem o valor de

T 1/2