Você está na página 1de 74
Fundamentos da Comunicação Módulo Básico Material didático desenvolvido para o curso de Técnico em Automação

Fundamentos da Comunicação Módulo Básico

Material didático desenvolvido para o curso de

Técnico em Automação Industrial

Nádia Fassbinder - Léo Asquidamini

2 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
2
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

CONSELHO REGIONAL Presidente Nato Heitor José Müller Presidente do Sistema FIERGS

Conselheiros Representantes das Atividades Industriais - FIERGS

Titulares

Ademar De Gasperi Pedro Antônio Leivas Leite Paulo Vanzzeto Garcia Astor Milton Schmitt

Suplentes

Arlindo Paludo Eduardo R. Kunst Ricardo Wirth Nelson Eggers

Representantes do Ministério da Educação

Titular Antônio Carlos Barum Brod

Suplente Renato Louzada Meireles

Representante do Ministério do Trabalho e Emprego

Titular Leonor da Costa

Representante dos Trabalhadores

Suplente Flávio Pércio Zacher

Titular

Suplente

Jurandir Damin

Enio Klein

Diretor Regional e Membro Nato do Conselho Regional do SENAI-RS José Zortea

DIRETORIA SENAI-RS

José Zortea Diretor Regional Carlos Artur Trein Diretor de Operações

Carlos Heitor Zuanazzi Diretor Administrativo e Financeiro ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL-SENAI-PLÍNIO GILBERTO KROEFF

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
3 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
3
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

SUMÁRIO

SUMÁRIO

3

INTRODUÇÃO

5

1. NORMAS DA LINGUAGEM CULTA

6

1.1. A LINGUAGEM E A COMUNICAÇÃO

6

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

14

1.2. TEXTO ORAL E TEXTO ESCRITO

16

REPETIÇÃO

17

PROGRESSÃO

17

NÃO CONTRADIÇÃO

18

RELAÇÃO

20

ORIGINALIDADE

20

 

A

CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS

24

1.3. RELATÓRIO

31

NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM RELATÓRIO

31

EXTENSÃO ADEQUADA

32

LINGUAGEM

32

REDAÇÃO

32

OBJETIVIDADE

32

EXATIDÃO

32

CONCLUSÃO

32

APRESENTAÇÃO

32

ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO

32

1.4. COMO REDIGIR RESUMOS

34

CONCEITO:

34

 

DIFERENÇA ENTRE SINOPSE E RESENHA:

35

CURRÍCULO

35

1.5. PARÁFRASE

39

 

CONCEITO:

39

2. TEXTO TÉCNICO PORTUGUÊS/INGLÊS

40

2.1. GRAMMAR REFERENCE

40

PRONOUNS (PRONOMES)

40

ADJETIVOS POSSESSIVOS

44

ARTICLES (ARTIGOS)

45

AUXILIARES - "CAN / COULD"

47

VERBOS AUXILIARES - "TO BE / DO"

48

PRESENT CONTINUOUS

49

CONJUNÇÕES

50

SIMPLE PAST

50

INTERROGATIVE PRONOUNS

52

PLURAL DOS SUBSTANTIVOS

53

THERE IS / THERE ARE

54

PREDICTION: WILL

54

2.2. VOCABULARY

55

LOOK AT THE VERB-NOUN

55

COMPUTER PARTS

56

TECHNICAL VOCABULARY

58

INDUSTRIAL AUTOMATION MINI DICTIONARY (SENSORS)

66

3. TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

69

3.1. MS WORD

 

70

3.2. MS EXCEL

71

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
4 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
4
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

3.3.

MS POWER POINT

72

4. REFERÊNCIAS

73

5. MINI CURRÍCULO DOS AUTORES

74

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
5 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
5
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

INTRODUÇÃO

É a unidade curricular que compõe o currículo, o módulo básico de Automação Industrial, constituída, numa visão interdisciplinar, por conjuntos coerentes e significativos de fundamentos técnicos e científicos ou capacidades técnicas, sociais, organizativas e metodológicas, conhecimentos, habilidades e atitudes profissionais, independentes em termos formativos e de avaliação durante o processo de aprendizagem. Nesta Unidade Curricular, os alunos ampliam suas capacidades comunicativas em diferentes formas através do fortalecimento dos fundamentos técnicos e científicos requeridos para o desenvolvimento das competências profissionais do técnico em Automação. Seu caráter transversal reforça a ideia de que a comunicação é necessária e cada vez mais importante na atividade profissional. Esta apostila foi elaborada com o objetivo de facilitar o aprendizado no que diz respeito à interpretação de textos técnicos em língua portuguesa e língua estrangeira (Inglês), aplicação dos princípios da redação técnica, comunicação oral e escrita, pesquisa de informações técnicas em literatura específica, inclusive em meio eletrônico, visando desenvolver conhecimentos em:

- Normas da linguagem culta

- Texto Técnico Português/Inglês

- Tecnologia da Informação

MÓDULOS UNIDADES CURRICULARES Módulo Básico FUNDAMENTOS DA COMUNICAÇÃO Fundamentos da Eletrotécnica;
MÓDULOS
UNIDADES CURRICULARES
Módulo
Básico
FUNDAMENTOS DA COMUNICAÇÃO
Fundamentos da Eletrotécnica;
Fundamentos de Mecânica
Módulo
Introdutório
Acionamento de Dispositivos Atuadores;
Processamento de Sinais
Módulo
Específico I
Gestão da Manutenção;
Implementação de Equipamentos Dispositivos;
Instrumentação e Controle;
Manutenção de Equipamentos e Dispositivos.
Módulo
Específico II
Desenvolvimento de Sistemas de Controle;
Sistemas Lógicos Programáveis;
Técnicas de Controle
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
6 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
6
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

1. NORMAS DA LINGUAGEM CULTA

1.1. A LINGUAGEM E A COMUNICAÇÃO

A linguagem é o veículo pelo qual foi possível preservar o conhecimento acumulado pelos seres humanos. É inconcebível a vida humana na forma como a conhecemos sem a linguagem, ela está presente em tudo o que nos rodeia e é por meio dela que nos relacionamos com os outros, expressamos emoções e pensamentos. Também utilizamos a linguagem para receber e transmitir informações, podendo compartilhar nossas experiências, ou seja, ela serve de instrumento de socialização.

Sabemos que os animais possuem a habilidade de comunicar-se, mas isso ocorre de uma maneira diferente em relação aos homens, já que a linguagem humana não se limita aos sinais. Ela expressa e constitui a cultura de uma pessoa ou de um grupo, isto é, a linguagem constitui o indivíduo, a sociedade. Em consequência disso, é característica da linguagem a sua constante renovação, pois ela acompanha os movimentos da sociedade, com os seus progressos e suas conquistas, além de favorecer a criatividade humana.

Sabemos muito sobre a linguagem com base nos diversos estudos existentes, mas, apesar disso, sua origem ainda é incerta. Existem muitas teorias acerca de como o homem começou a usá-la, abrangendo a ideia de que Adão teria recebido de Deus a habilidade de falar, bem como a suposição de que a origem da linguagem esteja ligada à tentativa de o homem imitar sons naturais.

Marilena Chauí, filósofa brasileira, afirma que uma das possíveis origens da linguagem pode ter sido a manifestação de sons expressos pelo homem primitivo objetivando apontar necessidades, tais como fome e sede, ou para imitar ruídos da natureza ou para expressar sentimentos. Esses sons, ao longo do tempo, sofreram alterações e passaram a constituir as línguas.

Mas foi a escrita que possibilitou o registro e a transmissão dos conhecimentos. Há também várias hipóteses sobre a sua origem e parte-se do pressuposto de que tenha começado com os desenhos feitos em cavernas pelo homem primitivo. O primeiro registro da linguagem escrita remonta a 3150 a.C. Trata-se da escrita cuneiforme (proveniente do latim cuneus, “cunha”), a qual era usada por servos de templos sumérios na antiga Mesopotâmia. Era feita em tabletes de barro e o objetivo era controlar o número de animais e outros bens pertencentes aos templos.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
7 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
7
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em:

Disponível em: <http://www.infoescola.com/civilizacoes-antigas/escrita-cuneiforme/> Acesso em: 07 mai. 12.

Também se deve referir a civilização egípcia, por volta de 3000 a.C., que usava um sistema de caracteres semelhante ao dos sumérios. Sua escrita era constituída dos hieróglifos, com a utilização de papiro, um material preparado com tiras provenientes de uma planta aquática existente no Rio Nilo. Posteriormente, o papiro cedeu lugar ao pergaminho, o qual era feito com pele tratada de animais. Ele serviu de suporte para escrever desde a Antiguidade até a Idade Média (séculos V a XV), sendo substituído, mais tarde, pelo papel. Com o uso do papel, verificou-se uma evolução no registro da linguagem, cujo marco principal foi a invenção da impressora de tipos móveis, pelo alemão Johannes Gutenberg (1398-1468). Isso possibilitou o surgimento da imprensa, em 1448, acarretando ampla difusão de livros, jornais etc. Daí em diante, o processo evolutivo não parou mais, pelo contrário, surgiram outros veículos para a propagação da linguagem, como o rádio, a televisão, o computador e o celular.

como o rádio, a televisão, o computador e o celular. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/ilustra%C3%A7%C3%A3o/men-

holding-progression-of-cell-phones-through-the-years-gr%C3%A1fico-stock/94257179>

Acesso em: 07 mai. 12.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
8 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
8
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em:

Disponível em: <http://brainstormingtmc.blogspot.com.br/2009/12/perspectiva- historica-da-evolucao-da.html> Acesso em: 07 mai. 12.

Ambas as modalidades - fala e escrita - evidenciam o quanto é fundamental comunicar-se na vida em sociedade. Essa importância é também constatada no mundo profissional, pois, além de termos domínio de determinado conhecimento, é imprescindível sabermos nos expressar adequadamente nos diversos contextos sócio discursivos.

A finalidade da linguagem é a comunicação e, nesse sentido, devemos mencionar a linguagem verbal e a não verbal. O termo “verbal” deriva da expressão latina uerbum, que significa “palavra”. Mas também é possível nos comunicarmos por meio da linguagem não verbal e, no nosso cotidiano, podemos verificar que uma imagem é capaz de dizer muitas coisas, como observamos a seguir.

é capaz de dizer muitas coisas, como observamos a seguir. Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/man-with-finger-on-lips-close- up-imagem-royalty-free/84871629 > Acesso em: 06 mai. 12.

A imagem acima é um texto não verbal, ou seja, não contém palavras escritas ou faladas, no entanto produz um sentido.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
9 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
9
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Observamos que tem crescido o uso da linguagem não verbal na atualidade e isso se deve, especialmente, ao desenvolvimento dos meios de comunicação audiovisual, destacando-se a linguagem virtual utilizada nos meios eletrônicos, como a Internet.

É importante que façamos uma breve reflexão sobre alguns princípios gerais que norteiam toda ação comunicativa. Falar e escrever são ações comunicativas e, para que tais ações sejam eficazes, é preciso que entendamos, antes de tudo, o que significa comunicar.

que entendamos, antes de tudo, o que significa comunicar. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/portrait-of-smiling-

businesswoman-holding-speech-imagem-royalty-free/137087474>

Acesso em: 06 mai. 12.

COMUNICAR é adaptar- se a uma situação de comunicação e engajar-se em uma interação com
COMUNICAR é adaptar-
se a uma situação de comunicação
e engajar-se em uma interação
com alguém.

Para ampliar a sua competência comunicativa, o comunicador deve saber quais são as formas mais adaptadas e pertinentes para serem aplicadas em uma determinada situação de comunicação.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
10 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
10
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Comunicar é “pôr em comum”. Nesse sentido, não há comunicação unilateral ou solitária. Toda comunicação inclui um parceiro. Essas são as noções fundamentais que um comunicador deve saber para iniciar um projeto de comunicação cujo objetivo seja atingir a eficácia.

de comunicação cujo objetivo seja atingir a eficácia. Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/tin-can-phone-imagem-royalty-

free/108178292>

Acesso em: 06 mai. 12.

A linguagem é um instrumento eficaz para atingir objetivos em um mundo marcado pela complexidade de relações humanas.

Ela nos permite entrar em relação com outras pessoas, trocar informações, expressar afetos e emoções, solicitar o auxílio do outro, levar o outro a agir, influenciá-lo em suas decisões e ações. É através da linguagem que materializamos nossas intenções em relação ao outro.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
11 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
11
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/silhouette-of-man-and-woman-

arguing-imagem-royalty-free/COU_084>

Acesso em: 06 mai. 12.

Segundo Peter Drucker, um dos pensadores modernos da Administração, 60% de todos os problemas administrativos resultam de ineficiência e falhas na comunicação.

resultam de ineficiência e falhas na comunicação. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.implantandomarketing.com/desculpe-houve-uma-falha- de-comunicacao/> Acesso em: 06 mai. 12.

Não só na área empresarial, mas também em todos os outros domínios que demandam relações entre pessoas, a comunicação é importante e sua ineficiência pode causar prejuízos materiais, afetivos e pessoais.

Assim, para que possamos dar prosseguimento ao nosso estudo, precisamos estudar o que é texto, contexto e constituintes textuais.

A palavra texto provém do latim textum, que significa “tecido, entrelaçamento”, isto é, um texto decorre da ação de tecer, de entrelaçar unidades e partes, a fim de formar um todo inter-relacionado, o que garante sua coesão, sua unidade.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
12 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
12
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Um texto não é um simples aglomerado de frases, mas uma sequência organizada delas relacionadas num todo. Além disso, o significado das frases não é autônomo, isto é, não podemos isolar uma frase de um texto e conferir-lhe qualquer significado, pois um enunciado deve estar sempre inserido num contexto comunicacional. Dessa forma, para entender qualquer parte de um texto, é necessário confrontá-la com as demais partes que o compõem, a fim de não lhe atribuir um significado diferente do que ela realmente tem. Enfim, para fazer uma boa leitura, devemos sempre considerar o contexto em que o fragmento lido está inserido. 1

Uma mesma frase pode ter significados distintos, dependendo do contexto dentro do qual está inserida. Podemos constatar isso no exemplo seguinte.

A minha chefe tem estado ausente”.

exemplo seguinte. “ A minha chefe tem estado ausente”. Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/ilustra%C3%A7%C3%A3o/hollow-

businessman-at-desk-in-meeting-room-ilustra%C3%A7%C3%A3o-royalty-free/200241445-

001>

Acesso em: 06 mai. 12.

Dois significados podem ser atribuídos à frase. Falando isso para um psicólogo, por exemplo, pode significar que a chefe tem estado distraída, não tem prestado muita atenção ao que é falado etc. Também tal frase poderia trazer a ideia de que a chefe não tem ido trabalhar, tem faltado muito.

Nunca devemos esquecer que todo texto contém um pronunciamento dentro de um debate de escala mais ampla. Não falamos ou escrevemos sobre algo de que nunca tenhamos, pelo menos, ouvido falar. Nenhum texto é uma peça isolada, nem a manifestação de quem o produziu. Um texto, além disso, sempre é produzido para marcar uma posição ou participar de um debate mais amplo que está sendo travado na sociedade. É importante destacar também que todo texto revela ideais e concepções de um grupo social numa determinada época, no entanto, uma sociedade não produz uma forma

1 Contexto - é uma unidade linguística maior onde se encaixa uma unidade linguística menor (frase, parágrafo, capítulo, obra). Nem sempre o contexto vem explicitado linguisticamente, ele pode vir implícito: os elementos da situação em que se produz o texto podem dispensar maiores esclarecimentos e dar como pressuposto o contexto em que ele se situa.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
13 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
13
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

única de ver a realidade, um único modo de analisar os problemas colocados num dado momento, pois ela é dividida em grupos sociais, que têm interesses diferentes entre si. Por exemplo: ao falar sobre salários, no Brasil, os trabalhadores assalariados, provavelmente, dirão que ele é insuficiente para que o cidadão tenha uma vida digna. Mas talvez os empresários tenham uma visão totalmente diferente e digam que ele está muito alto e onera demasiadamente a folha de pagamento das empresas.

e onera demasiadamente a folha de pagamento das empresas. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/ilustra%C3%A7%C3%A3o/income-

disparity-ilustra%C3%A7%C3%A3o-royalty-free/glz039>

Acesso em: 06 mai. 12.

Mesmo assim, é inegável que algumas ideias exercem domínio sobre outras e acabam ganhando estatuto de concepção quase geral na sociedade. Por exemplo: será difícil discordar da ideia de que, no Brasil, há muita violência.

discordar da ideia de que, no Brasil, há muita violência. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/man-aiming-gun-imagem-

royalty-free/78395301>

Acesso em: 06 mai. 12.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
14 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
14
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

No processo de comunicação, sempre há um emissor que emite uma mensagem a um destinatário (receptor) com a intenção de se fazer ouvir. Para que essa intenção se realize, é necessário que os enunciados emitidos sejam compreensíveis e adequados aos destinatários. Dessa forma, a sequência organizada dos elementos linguísticos passa a ser a condição para a existência de um texto. Ou seja, é necessário que haja relações específicas entre as frases, para que elas constituam um todo coerente. Assim, a coerência é condição indispensável para que um enunciado passe a ser um texto, é ela que garante o seu sentido. E a coerência revela-se através das condições de encadeamento das frases; por outro lado, a falta de coerência também pode ocorrer pela existência de erros conceituais no texto, pela inadequação do texto à circunstância na qual é enunciado ou pela inadequação ao destinatário a quem é dirigido.

ou pela inadequação ao destinatário a quem é dirigido. Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/businessman-with-question-

mark-over-his-head-fotografia-de-stock/109742958>

Acesso em: 06 mai. 12.

Os autores PLATÃO & FIORIN utilizam um interessante exemplo para demonstrar que, em qualquer texto, o significado das partes não é autônomo, como vemos a seguir. “A revista Veja de 1° de junho de 1988, em matéria publicada nas páginas 90 e 91, traz uma reportagem sobre um caso de corrupção que envolvia, como suspeitos, membros ligados à administração do governo do Estado de São Paulo e dois cidadãos portugueses dispostos a lançar um novo tipo de jogo lotérico, designado pelo nome de “Raspadinha”. Entre os suspeitos figurava o nome de Otávio Ceccato, que, no momento, ocupava o cargo de secretário de Indústria e Comércio e que negava sua participação na negociata”. (FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão.

Para entender o texto. Leitura e redação. FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão .São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 11). A seguir, parte da reportagem, com a resposta de Ceccato.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
15 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
15
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

“Na sua posse como secretário de Indústria e Comércio, Ceccato, nervoso, foi infeliz ao rebater as denúncias: ‘Como São Pedro, nego, nego, nego’, disse a um grupo de repórteres, referindo-se à conhecida passagem em que São Pedro negou conhecer Jesus Cristo três vezes na mesma noite. Esqueceu-se de que São Pedro, naquele episódio, disse talvez a única mentira de sua vida”. (IN: FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 11).

“Como se pode notar, a defesa do secretário foi infeliz e desastrosa, produzindo efeito contrário ao que ele tinha em mente” (IN: FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 11). A citação acabou comprometendo o secretário.

Os autores anteriormente mencionados ilustram também a questão da intencionalidade, como vemos a seguir. “No começo de 1981, um jovem de 25 anos chamado John Hinckley Jr. entrou numa loja de armas de Dallas, no Texas, preencheu um formulário do governo com endereço falso e, poucos minutos depois, saiu com um Saturday Night Special nome criado na década de 60 para chamar um tipo de revólver pequeno, barato e de baixa qualidade.

um tipo de revólver pequeno, barato e de baixa qualidade. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.halloweenexpress.com/saturday-night-special-gun-p-

8321.html>

Acesso em: 06 mai. 12.

Foi com essa arma que Hinckley, no dia 30 de março daquele ano, acertou uma bala no pulmão do presidente Ronald Reagan e outra na cabeça de seu porta-voz, James Brady. Reagan recuperou-se, mas Brady desde então está preso a uma cadeira de rodas. [ (FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 13) .

Dizem PLATÃO & FIORIN: “Seguramente, por trás da notícia, existe, como pressuposto, um pronunciamento contra o risco de vender arma para qualquer pessoa, indiscriminadamente. O exemplo escolhido deixa claro que qualquer texto, por mais objetivo e neutro que pareça, manifesta sempre um posicionamento frente a uma questão qualquer posta em debate”. (FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 13) . Feitas essas considerações, vamos revisar as diferenças entre texto oral e escrito.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
16 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
16
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

1.2. TEXTO ORAL E TEXTO ESCRITO

A escrita não é a reprodução da fala, pois, na escrita, não conseguimos reproduzir

muitos fenômenos da oralidade, tais como gestos, movimentos dos olhos e do corpo, entre

outros. Por outro lado, a escrita apresenta elementos significativos próprios, que não aparecem na fala, tais como cores, tamanho e tipos de letras, que funcionam como gestos graficamente representados.

A fala e a escrita são práticas e usos da língua com características diferentes, mas

não constituem dois sistemas linguísticos diferentes. Ambas possibilitam a construção de textos coesos e coerentes, permitem a elaboração de raciocínios abstratos e exposições formais e informais. Ambas são usadas paralelamente em contextos sociais básicos da vida cotidiana. Além disso, tanto uma quanto a outra são imprescindíveis na sociedade atual. Não podemos, no entanto, confundir seus papéis e seus contextos de uso, pois cada contexto tem objetivos específicos que fazem surgir gêneros textuais e formas comunicativas diferentes. Na linguagem oral, fica claro com quem falamos e em que contexto estamos inseridos; logo, o interlocutor é ativo e tem a possibilidade de intervir, de pedir esclarecimentos, ou inclusive mudar o curso da conversa. Além disso, o emissor pode lançar mão de recursos que não são propriamente linguísticos, como gestos ou expressões faciais, que, na linguagem escrita, exigem o domínio de outras competências para garantir sua inteligibilidade, já que escrever não é apenas traduzir a fala em sinais gráficos.

escrever não é apenas traduzir a fala em sinais gráficos. Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/the-many-faces-of-megan-

imagem-royalty-free/91165005>

Acesso em: 06 mai. 12.

A escrita tem normas próprias, tais como regras de ortografia, de pontuação, de

concordância, de uso dos tempos verbais, de regência etc. No entanto, a simples utilização

dessas regras não garante o sucesso de um texto escrito. É necessário nos preocuparmos com a constituição de um discurso, um ato de comunicação que representa uma interação entre o escritor e seu receptor. Para tanto, é preciso ter em mente a figura do interlocutor e o objetivo para o qual o texto está sendo produzido, a fim de que ele se constitua de um todo significativo e não de fragmentos isolados justapostos.

O produtor de textos escritos deve observar quatro elementos centrais: a repetição, a

progressão, a não contradição e a relação. Também deve sempre ter em mente que um texto se desenvolve de maneira linear, as partes que o formam surgem uma após a outra,

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
17 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
17
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

relacionando-se com o que já foi dito antes ou com o que vai se dizer. São os chamados constituintes textuais, apresentados a seguir,de forma sintética.

REPETIÇÃO

Para que um texto seja coerente, é preciso que contenha, no seu desenvolvimento linear, elementos de recorrência estrita, tais como repetições, retomadas de elementos (palavras, frases e sequências que exprimem fatos ou conceitos). Essa retomada é feita normalmente através do uso de pronominalizações, substituições lexicais (expressões equivalentes ou sinônimas), recuperações pressuposicionais, etc.

Vamos ler um pequeno excerto em que isso fica mais claro.ou sinônimas), recuperações pressuposicionais, etc. Triste história “Há palavras que ninguém emprega.

Triste história

“Há palavras que ninguém emprega. Apenas se encontram nos dicionários como velhas caducas num asilo”. (QUINTANA, Mário. Porta giratória. São Paulo: Globo, 1988, p.

13).

A repetição, às vezes, pode ser usada para dar mais expressividade, para enfatizar uma ideia, mas, nesse caso, ela adquire valor funcional no texto e deixa de ser uma pura repetição condenável, como no excerto seguinte de um poema de Drummond.

PROGRESSÃO

Cidadezinha qualquer

Um “

homem vai devagar

Um cachorro vai devagar

Um burro vai devagar

Para que um texto seja coerente, é preciso que haja, no seu desenvolvimento, uma contribuição constantemente renovada, isto é, o texto deve progredir, devemos sempre acrescentar informações novas ao que foi dito. A progressão complementa a repetição e é ela que garante que o texto não se limite a repetir indefinidamente o que já foi exposto. Assim, equilibramos o que já foi dito com o que vamos dizer, garantindo a continuidade do tema e a progressão de sentido.

Exemplo:

Recebi um telegrama, ontem, que me deixou com insônia. Primeiro, porque fui convocada para uma reunião com a minha supervisora, o que quase nunca acontece, pois ela mal fala com os funcionários. Segundo, porque a mensagem era muito objetiva, limitando-se a informar o horário e sem mencionar o assunto. Depois, quando a reli, detalhadamente, vi que estava sendo solicitada minha carteira de trabalho. Daí eu fiquei muito nervosa e concluí: serei despedida!garantindo a continuidade do tema e a progressão de sentido. Exemplo: SENAI/CETEMP - Técnico em Automação

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
18 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
18
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/fired-imagem-royalty-

free/84658450>

Acesso em: 06 mai. 12.

As expressões: primeiro, segundo e depois introduzem novos fatos e informações. Ocorre, paralelamente, a repetição, como o emprego do pronome a, que retoma a palavra mensagem.

NÃO CONTRADIÇÃO

Para que um texto seja coerente, é preciso que, no seu desenvolvimento, não seja introduzido nenhum elemento semântico que contradiga um conteúdo posto ou pressuposto por uma ocorrência anterior, ou deduzível dessa inferência. O texto não deve destruir a si mesmo, tomando como verdadeiro aquilo que já foi considerado falso, ou vice-versa. A contradição só é tolerada se for intencional. Não podemos confundir, também, a contradição com o contraste; este é um recurso muito utilizado para reforçar a argumentação. Assim, por exemplo, podemos dizer que o nosso país é riquíssimo e, em seguida, afirmar que existe uma má distribuição de renda que gera muita pobreza no Brasil.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
19 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
19
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/man-with-dirty-hands-imagem-

royalty-free/78317568>

Acesso em: 06 mai. 12. Às vezes, uma única palavra ou expressão pode comprometer toda a lógica do texto, como no exemplo a seguir, apresentado pelos autores já mencionados.

“Mas foi a Alemanha nazista, durante a Segunda Guerra Mundial, que realizou as experiências aterradoras. Só que as cobaias eram seres humanos. Prisioneiros de guerra, principalmente judeus, foram submetidos a todos os tipos de crueldades”.

judeus, foram submetidos a t odos os tipos de crueldades”. Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/prison-rape-fotografia-de-

stock/102101130>

Acesso em: 06 mai. 12.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
20 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
20
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

A expressão só que está totalmente inadequada ao contexto. As experiências mais aterradoras foram as da Alemanha nazista justamente porque as cobaias eram seres humanos.

RELAÇÃO

Para que uma sequência ou um texto sejam coerentes, é preciso que os fatos que denotam no mundo representado estejam diretamente relacionados. Essa relação deve ser suficiente para justificar sua inclusão num mesmo texto. Para avaliar o grau de relação dos elementos que constituem um texto, é importante organizá-lo esquematicamente antes de escrever.

importante organizá-lo esquematicamente antes de escrever. O exemplo que segue é uma clara demonstração de que

O exemplo que segue é uma clara demonstração de que todas as partes do texto estão relacionadas.

Nostalgias

Há tempos escrevi este decassílabo nostálgico:

“Acabaram-se os bondes amarelos!”.

Tão nostálgico que até hoje ficou sozinho esperando o resto dos companheiros. Também, não faz muito tempo, escrevi este outro decassílabo:

“Acabaram-se as tias solteironas

”.

Talvez esses dois solitários se venham um dia a reunir num mesmo poema. Têm ambos o mesmo ritmo. Causam ambos o mesmo nó na garganta que me impede de os continuar.

Talvez o poema já esteja pronto

e ninguém notou. Nem eu!

Porque ele próprio se completou, cada verso chorando no ombro do outro

E sem

mesmo notar que eram decassílabos!

ORIGINALIDADE

Outro aspecto muito importante na construção de um texto é a originalidade. “Original é aquele texto que tem origem no indivíduo que o produziu, aquele texto que resulta de uma elaboração personalizada do enunciador e não de mera reprodução de clichês ou fórmulas pré-fabricadas” (FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 359). A originalidade implica fuga aos estereótipos, tais como: mulher é mais frágil do

que o homem; homem não chora; o índio é selvagem; só o amor constrói; o bem é recompensado e o mal é castigado; adolescente é revoltado etc. Ou ainda aquele conhecido

início da maioria dos textos: “Nos dias atuais deveria

“A originalidade decorre de um modo pessoal de elaborar o texto, da exploração de recursos próprios para produzir um discurso personalizado e não emprestado de um domínio comum e indiferenciado” (FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 362). Sem dúvida, dominar um bom vocabulário constitui um requisito para que sejamos capazes de elaborar textos escritos de forma eficiente. Mas isso não quer dizer que vamos tentar impressionar os outros com a utilização de palavras difíceis e desconhecidas. O que importa é conhecer e utilizar as palavras necessárias para a produção de textos claros, enxutos, objetivos, pois o mais importante de tudo é sermos compreendidos e, hoje, com

O governo

”,

“Na sociedade atual

”,

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
21 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
21
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

tantas informações que circulam o leitor nem tem tempo para ler longos e complicados textos.

O nível do vocabulário utilizado decorre dos fatores que condicionam a elaboração do texto: o tema tratado, a finalidade a que se propõe, o receptor a que se dirige, o meio de divulgação utilizado. Por exemplo: se formos escrever um texto sobre um tema da área da saúde para médicos, não necessitaremos explicitar o significado de palavras dessa área. Já se quisermos passar a mesma mensagem para pessoas semianalfabetas, certamente, precisaremos usar um vocabulário bem mais simples e será necessário explicitar o significado dos termos específicos da área da saúde.

o significado dos termos específicos da área da saúde. Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/doctor-talking-with-an-elderly-

patient-at-surgery-fotografia-de-stock/83312342>

Acesso em: 06 mai. 12.

A seleção das palavras também deve ser adequada a cada caso. Portanto, as melhores palavras são aquelas que serão compreendidas pelos destinatários de nossa mensagem e nem sempre são as mais sofisticadas.

de nossa mensagem e nem sempre são as mais sofisticadas. Agora, depois de termos essa noção

Agora, depois de termos essa noção abrangente do que é um texto e da necessidade de ele ser coerente, vamos fazer alguns exercícios? Nas frases que seguem, vocês encontrarão algumas inadequações. Depois de analisá-las, proponha uma nova redação, mantendo as ideias básicas.

1. “Não há dúvidas que devemos ter professores, para que possam transmitir aos

alunos conhecimentos básicos e necessários, adaptando-se à realidade”.

2. “O analfabetismo no Brasil não pode ser visto sozinho, pois envolve aspectos

relevantes que devem ser também dirimidos num mesmo contexto. A subnutrição deste

povo incrementa primordialmente este aspecto da falta de informação [

].”

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
22 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
22
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

3.“Podemos afirmar que se aumentar a alfabetização consequentemente aumentará o nível cultural expandindo ideias remotas que não haviam sido criadas até hoje”.

4. “Precisamos de mais educação, mais escolas, de uma melhoria constante dos

nossos professores. [

eles mais ao futuro deles e da nação”.

].

Vamos dar um basta na educação de nosso povo, dar-lhes senão a

5.“A educação é fundamental na vida de qualquer indivíduo, seja negro ou branco, adulto ou criança. Só que a realidade e outra. Para que uma criança estude precisará de uma escola, mas esta é difícil de encontrar” .

de uma escola, mas esta é difícil de encontrar” . Os empréstimos linguísticos e os estrangeirismos

Os empréstimos linguísticos e os estrangeirismos estão presentes nas línguas. Por exemplo: existem termos que são específicos de determinada profissão e eles acabam sendo incorporados à linguagem de outros grupos. Trata-se de empréstimos da linguagem técnica para a língua comum. Há situações também em que é difícil encontrar um termo que traduza um conceito de outra língua, como a expressão Marketing, por exemplo. Assim, a palavra estrangeira é incorporada ao nosso idioma ou é aportuguesada. Podemos citar outros exemplos advindos, principalmente, do uso de computadores: mouse, deletar, escanear etc. Nesses casos, devemos levar em conta o contexto, para verificar se os estrangeirismos são adequados. Não podemos exagerar no seu uso e há algumas pessoas que até os enquadram como vício de linguagem (como dizer “printar” ou “stand by” a toda hora).

(como dizer “printar” ou “stand by” a toda hora). Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/sale-signs-imagem-royalty-

free/81711769>

Acesso em: 06 mai. 12.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
23 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
23
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Alguns linguistas usam o termo “variedade socialmente

Alguns linguistas usam o termo “variedade socialmente privilegiada” para se referir à linguagem que é valorizada pela sociedade em contextos formais. Isso significa que se trata de uma variação da linguagem reconhecida como adequada para contextos formais, como é

o caso de textos jurídicos, por exemplo. Essa linguagem é padronizada por gramáticas que conhecemos como normativas ou tradicionais, além dos dicionários.

como normativas ou tradicionais, além dos dicionários. Além da norma padrão da linguagem, há outros tipos

Além da norma padrão da linguagem, há outros tipos ou variedades. Essas variações ocorrem em todas as línguas. No cotidiano, as pessoas usam aquilo que chamamos de “variante popular”, principalmente, na linguagem oral. Essas variantes também estão presentes nos chats da Internet, dentre outras situações. Hoje, ouvimos falar em “internetês”, que nada mais é do que uma variação linguística, já que se trata de uma linguagem específica para o ambiente virtual.

trata de uma linguagem específica para o ambiente virtual. Disponível em:

Disponível em: <http://linguadedoido.blogspot.com.br/2011/05/internetes-ou- portugues-o-analfabetismo.html> Acesso em: 06 mai. 12.

As pessoas não se comunicam de acordo com a norma culta a todo instante. Assim,

a norma padrão é uma referência. Às vezes, usar esse padrão culto pode até parecer um

exagero, ou seja, podemos passar uma ideia de exibicionistas e, dependendo do contexto

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
24 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
24
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

em que o texto se produz, corremos o risco de não sermos compreendidos, se a linguagem for inadequada. Sob essa ótica, é importante falarmos também do preconceito linguístico, lembrando que ninguém pode ser discriminado por falar de determinada maneira. Mas, por outro lado, principalmente nos contextos profissionais, é inegável que existe uma valorização da norma padrão.

A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS

Como vimos, sempre devemos analisar as relações entre língua e contexto, pois uma mesma palavra pode ter diferentes sentidos. Nem sempre somos capazes de entender o sentido de uma palavra apenas com uma primeira leitura. Assim, como dizia Paulo Freire, para compreender o sentido dos textos, é preciso partir de conhecimentos prévios, de nossa percepção do mundo, de nossas experiências, ou seja, a interpretação de um texto depende de outros textos ou de outras experiências com a linguagem que tivemos em nossa vida. Também devemos atentar para o fato de que, às vezes, informações podem estar implícitas, não reveladas de forma clara, subentendidas, sugeridas nas entrelinhas. Esse é um recurso muito utilizado em anúncios publicitários, em textos humorísticos, na linguagem dos quadrinhos, em textos poéticos etc. Para perceber esse recurso e compreendê-lo, precisamos inferir essas informações do enunciado, isto é, deduzir a que elas se referem.

do enunciado, isto é, deduzir a que elas se referem. Disponível em:

Disponível em: <http://blogentrelinhas.blogspot.com.br/2007_02_01_archive.htmlv> Acesso em: 06 mai. 12.

Além disso, devemos ter cuidado em relação à ambiguidade, pois podemos ter a intenção de passar determinada mensagem e sermos compreendidos de forma totalmente diferente. É possível dizer que quaisquer textos ou linguagens podem ser considerados ambíguos, uma vez que seu sentido depende sempre de uma relação contextual. A ambiguidade pode ser um problema para a comunicação, comprometendo, em algumas situações, o objetivo desejado. Vejamos, no exemplo que segue, esse problema de ambiguidade.

Vejamos, no exemplo que segue, esse problema de ambiguidade. O diretor convocou a professora para uma

O diretor convocou a professora para uma reunião em sua sala.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
25 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
25
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Ambiguidade: a sala é a do diretor ou a da professora?

Tarefa: tente eliminar essa ambiguidade. O que você faria?Ambiguidade: a sala é a do diretor ou a da professora? Às vezes, para compreendermos bem

Às vezes, para compreendermos bem o sentido de um texto, devemos ter conhecimento de outro ao qual ele faz referência. Trata-se da intertextualidade, à qual analisamos a seguir.

Você sabia que Caetano Veloso fez muito sucesso com uma música a qual fala, especificamente, sobre São Paulo e sobre alguns personagens brasileiros que marcaram época?Trata-se da intertextualidade, à qual analisamos a seguir. Leia o texto que segue e talvez você

Leia o texto que segue e talvez você entenda por quê. Observe que tudo foi escrito com letras minúsculas. Depois, pesquise na Internet e você encontrará algumas versões dessa música.

sampa

alguma coisa acontece no meu coração que só quando cruza a ipiranga e a avenida são joão

é que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi

da dura poesia concreta de tuas esquinas da deselegância discreta de tuas meninas

ainda não havia para mim rita lee

a tua mais completa tradução

alguma acontece no meu coração que só quando cruza a ipiranga e a avenida são joão quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto

chamei de mau gosto o que vi de mau gosto o mau gosto

é

que narciso acha feio o que não é espelho

e

à mente apavora o que ainda não é mesmo velho

nada do que não era antes quando não somos mutantes

e

foste um difícil começo afasto o que não conheço

e

quem vem de outro sonho feliz de cidade

aprende depressa a chamar-te de realidade porque és o avesso do avesso do avesso do avesso do povo oprimido nas filas nas vilas favelas

da força da grana que ergue e destrói coisas belas da feia fumaça que sobe apagando as estrelas eu vejo surgir teus poetas de campos e espaços tuas oficinas de florestas teus deuses da chuva panaméricas de áfricas utópicas túmulo do samba mais possível [novo quilombo de zumbi]

e

os novos baianos passeiam na tua garoa

e

os novos baianos te podem curtir numa boa

VELOSO, Caetano. Caetano Veloso. Sel. de textos por Paulo Franchetti e Alcyr Pécora. São Paulo: Abril Educação, 1981, p. 79-80 (Literatura Comentada).

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
26 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
26
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Agora, temos a conhecida Canção do exílio, de Gonçalves Dias, enaltecendo a nossa pátria.

Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar - sozinho, à noite Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá.

Sem qu’inda aviste as palmeiras, Onde canta o Sabiá. Disponível em: <

Disponível em: < http://equipebelleepoque.blogspot.com.br/2010/09/cancao-do- exilio.html> Acesso em: 06 mai. 12.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
27 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
27
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

DIAS, Gonçalves. Gonçalves Dias: poesia. Por Manuel Bandeira. Rio de Janeiro: Agir, 1975, p. 11-2 (Nossos Clássicos, 18)

É interessante observarmos que Murilo Mendes também fez a sua Canção do exílio, mas você poderá constatar as diversas diferenças. Veja:

Minha terra tem macieiras da Califórnia Onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas Nossas frutas mais gostosas Mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!

de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade! Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/ilustra%C3%A7%C3%A3o/sad-tree-

ilustra%C3%A7%C3%A3o-royalty-free/97764637>

Acesso em: 06 mai. 12.

MENDES, Murilo. Poemas. In: Poesias (1925-1955). Rio de Janeiro: J. Olympio, 1959, p. 5.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
28 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
28
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Os autores PLATÃO & FIORIN trazem comentários sobre esses três textos. Analisando-os, constataremos a intertextualidade, ou seja, o diálogo entre textos. Como dissemos, os textos podem fazer alusão a outros textos já produzidos, inclusive retomando algumas passagens. Nos textos científicos, isso é feito de maneira explícita, com a devida citação entre aspas e a indicação da referência bibliográfica. Já num texto literário, essa intertextualidade ou citação de outros textos é implícita. O escritor pressupõe que o leitor conheça as passagens a que está se referindo, o que requer um conhecimento cultural abrangente. A intenção pode ser de reafirmar aquilo que foi dito no texto citado, ou justamente contestar, polemizar e questionar as ideias nele contidas. No texto de Gonçalves Dias, predomina uma exaltação da natureza brasileira, pois ele considera a nossa pátria a melhor de todas. O exílio, terra desvalorizada, é um país estrangeiro. São nítidas as características românticas de sua produção. Por outro lado, Murilo Mendes cita Gonçalves Dias com um objetivo totalmente oposto, prevalece um caráter de denúncia, de inconformismo e de ridicularização do nacionalismo exacerbado.

Inicialmente, ao mencionar “macieiras” e “gaturamos”, Murilo leva-nos a pensar que também falará positivamente de nossa terra, uma vez que tais expressões representam elementos de nossa vegetação e de nosso reino animal. Mas logo aparece a sua indignação: nossa terra abriga elementos oriundos de outros países. Esses são representados pelas palavras “Califórnia”, “Veneza” e “Gioconda” O poeta, de certa forma, está ridicularizando nossa brasilidade, demonstra que nosso país abarca uma série de contradições, como analisaram os autores PLATÃO & FIORIN (FIORIN, José Luiz e SAVIOLI, Francisco Platão. Para entender o texto. Leitura e redação. São Paulo: Editora Ática, 1997, p. 21).

-“que vivem em torres de ametista”, significando que são alienados, vivendo num mundo idealizado, que não apresenta os problemas da vida real, numa referência irônica ao Simbolismo e seu grande poeta Cruz e Souza; -“os sargentos do exército são monistas, cubistas”, ou seja, aqueles que teriam o dever de preservar a segurança do território brasileiro estão pensando em teorias filosóficas e estéticas; -“os filósofos são polacos vendendo a prestações”, o que significa que os amigos da sabedoria são prostituídos, pois “polaca” era uma expressão usada para designar prostituta.

Murilo quer mesmo denunciar e criticar nossa situação e, ao dizer que os oradores e pernilongos não deixam dormir, está ironizando a oratória repetitiva dos nossos políticos. Também demonstra que, apesar de nossa vegetação ser farta, nem sempre ela é acessível para a maioria da população, pois os preços são muito altos. O final do poema revela o desejo que o poeta tem de ter contato com coisas genuinamente brasileiras e, de certa forma, deixa transparecer a certeza de que isso não se concretizará. Para ele, o exílio é sua própria terra, tão descaracterizada que chega a parecer estrangeira. Depois dessa breve análise, ainda podemos acrescentar a letra da música que Cazuza cantou pelo Brasil afora e que também questiona nossa brasilidade.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
29 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
29
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em: <

Disponível em: < http://brasilnicolaci.blogspot.com.br/2011/02/desigualdade-social-e- renda-injusta.html> Acesso em: 06 mai. 12.

BRASIL

Não me convidaram pra essa festa pobre que os homens armaram pra me convencer a pagar sem ver toda essa droga que já vem malhada antes d'eu nascer. Não me ofereceram nem um cigarro, fiquei na porta estacionando os carros. Não me elegeram chefe de nada:

o meu cartão de crédito é uma navalha.

Brasil, mostra a tua cara. Quero ver quem paga pra gente ficar assim. Brasil, qual é o teu negócio, o nome do teu sócio? Confia em mim.

Não me sortearam a garota do Fantástico, não me subornaram. Será que é meu fim ver TV a cores na taba de um índio

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
30 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
30
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

programada pra só dizer sim? Grande pátria desimportante, em nenhum instante eu vou te trair.

( CAZUZA , Israel G.; ROMERO, N. In: CAZUZA Ideologia LP Polygram, 1988).

Pontuação proposta pelos autores do livro: FARACO, Carlos Emílio, MOURA, Francisco Marto. Língua e Literatura. São Paulo: Editora Ática, 1999). (Obs.: A forma culta é “TV em cores”)

Os textos acima evidenciam que quanto mais abrangente for o nosso conhecimento, incluindo a nossa “leitura de mundo”, mais facilmente compreenderemos as informações que estão implícitas e a verdadeira mensagem que o autor de cada texto tentou passar.

verdadeira mensagem que o autor de cada texto tentou passar. Vamos dar umas risadas enquanto aprendemos?

Vamos dar umas risadas enquanto aprendemos? Veja as dicas que um professor da UNICAMP preparou. São divertidas e, ao mesmo tempo, trazem alguns lembretes sobre a arte de escrever bem. Divirta-se!

30 Dicas para escrever bem Autor: Professor João Pedro (UNICAMP)

1.

Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev. etc.

2.

É

desnecessário fazer-se empregar um estilo de escrita demasiadamente rebuscado.

Tal prática advém de esmero excessivo que raia o exibicionismo narcisístico.

3.

Anule aliterações altamente abusivas.

4.

não esqueça as maiúsculas no início das frases.

5.

Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6.

O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7.

Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8.

Evite o emprego de gíria, mesmo que pareça Nice, sacou??

então valeu!

9.

Palavras de baixo calão, porra, podem transformar seu texto numa merda.

10.

Nunca generalize: generalizar é um erro em todas as situações.

11.

Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A

repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde

a

palavra se encontra repetida.

12.

Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros

não tem ideias próprias".

 

13.

Frases incompletas podem causar

14.

Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.

15.

Seja mais ou menos específico.

 

16.

Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17.

A

voz passiva deve ser evitada.

18.

Utilize a pontuação corretamente o ponto e vírgula pois a frase poderá ficar sem sentido especialmente será que ninguém mais sabe utilizar o ponto de interrogação

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
31 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
31
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P., nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises, evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca!!! O seu texto fica horrível!!!

25. Evite frases exageradamente longas pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam, desta forma, o pobre leitor a separá-las nos seus

diversos componentes de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo de leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a lingua portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo (nem falando) no gerúndio. Você vai estar deixando seu texto pobre e estar causando ambiguidade, com certeza você vai estar deixando o conteúdo esquisito, vai estar ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo. E como você vai estar lendo o texto, tenho certeza que você vai estar prestando atenção e vai estar repassando aos seus amigos, que vão estar entendendo e vão estar pensando em não estar falando desta maneira irritante.

29. Outra barbaridade que tu deves evitar tchê, é usar muitas expressões que acabem

por denunciar a região onde tu moras, carajo!

entendeu bixinho?

nada de mandar esse trem

vixi

30. Não permita que seu texto acabe por rimar, porque senão ninguém irá aguentar já

que é insuportável o mesmo final escutar, o tempo todo sem parar.

Feita uma pausa para rirmos um pouco, vamos trabalhar com alguns textos que utilizamos nas empresas. Começaremos com o relatório.

1.3. RELATÓRIO

No cotidiano das organizações, muitas vezes, existe a necessidade de fazermos um relatório. Trata-se de um documento por meio do qual são expostos os resultados de atividades variadas. Assume crescente importância na área dos negócios, já que é impossível um gestor conhecer e acompanhar pessoalmente todos os fatos, as situações e os problemas.

NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DE UM RELATÓRIO

É preciso lembrar que o relatório será documento hábil e a demonstração do trabalho de seu autor. Daí a necessidade de ser criteriosamente elaborado, obedecendo a algumas normas básicas que lhe darão coerência.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
32 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
32
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

EXTENSÃO ADEQUADA

Deve-se evitar o relatório muito longo, pois ele é feito para economizar o tempo da pessoa que o lê. A extensão do contexto de um relatório varia de acordo com a importância dos fatos relatados. Por exemplo: não dá para comparar um relatório de uma visita de inspeção com um relatório anual de uma empresa. Quando o relatório for curto, é possível numerar os parágrafos, na margem esquerda, com exceção do primeiro.

LINGUAGEM

Deve ser objetiva, precisa, clara e concisa, porém não devemos omitir qualquer dado importante. Trata-se de um relato sucinto, acompanhado de possíveis anexos, quadros e até gráficos. Pode haver necessidade de passar o relatório para mais de um idioma.

REDAÇÃO

Deve ser simples, com uma pontuação adequada e ortografia correta. Se for de técnico para técnico, o relatório poderá ser redigido na linguagem específica comum. Mas, se for dirigido a um leigo, deve-se deixar bem claro o significado das expressões utilizadas, para que não causem qualquer dúvida.

OBJETIVIDADE

“Rodeios” devem ser evitados, o relatório deve ser objetivo, sem floreios no uso da linguagem, deve ser claro e com palavras no sentido denotativo (sentido do dicionário).

EXATIDÃO

Não podem restar dúvidas quanto à exatidão de números, cifras, dados estatísticos, problemas etc. Por essa razão, é importante aferir detidamente a validade das fontes de consulta.

CONCLUSÃO

Necessariamente, o relatório deve levar a uma conclusão, embora possa sugerir providências posteriores para a complementação de um trabalho.

APRESENTAÇÃO

Uma adequada apresentação é também um cartão de visitas. Digitado ou datilografado, o relatório não deve conter emendas à mão. Os espaços devem ser amplos, para facilitar a leitura, mas não excessivos. E é indispensável uma capa titulada, para que se saiba do que se trata.

ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO

Antes de proceder à redação do relatório, recomendamos fazer um esquema com estas perguntas:

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
33 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
33
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

a) O quê?

b) Por quê?

c) Quem?

d) Onde?

e) Quando?

f) Como?

g) Quanto?

h) E daí?

c) Quem? d) Onde? e) Quando? f) Como? g) Quanto? h) E daí? Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/multiple-question-marks-on-

paper-imagem-royalty-free/136312194>

paper-imagem-royalty-free/136312194> Acesso em: 06 mai. 12. Responder a essas perguntas

Acesso em: 06 mai. 12.

Responder a essas perguntas envolverá desde o título até o fecho, incluindo as sugestões que serão apresentadas.

Sugestão de montagem do relatório

a) Título sintético e objetivo

b) Objeto introdução ao problema; objetivo do trabalho

c) Delimitação mencionar o que deixou de ser abordado

d) Referências fontes de consultas, trabalhos, pessoas etc. Ver normas da

ABNT para referências no final.

e) Texto principal observações, dados, números, comentários.

f) Conclusões resumo, resultados e constatações.

g) Sugestões providências recomendadas, investigações, observações, novos

estudos.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
34 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
34
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

h) As seções, as partes, os capítulos, as subdivisões, os itens e subitens de um relatório devem seguir uma numeração racional.

i) Composição do relatório

j) Capa, folha de rosto, sumário, sinopse, introdução, contexto (desenvolvimento), conclusões, anexos.

k) A introdução é um prefácio, no qual se justifica o trabalho e as suas diretrizes. O desenvolvimento traz o relato e as conclusões vão sendo apresentadas e inferidas em decorrência do texto na sua totalidade.

1.4. COMO REDIGIR RESUMOS

CONCEITO:

Resumir significa condensar um texto, mantendo suas ideias principais. Há vários tipos de resumo, cada qual indicado para uma finalidade específica:

a) Resumo indicativo ou descritivo:

Nesse tipo de resumo, encontram-se apenas referências às partes principais do texto. Utiliza frases curtas que, geralmente, correspondem a cada elemento fundamental do texto. Quanto à extensão, não deve ultrapassar de 15 ou 20 linhas. Um resumo indicativo não dispensa a leitura integral do texto, pois descreve apenas a natureza da obra e seus objetivos.

b) Resumo informativo ou analítico:

ou ¼ de sua extensão original,

abolindo-se gráficos, citações, exemplificações abundantes, mantendo-se, porém, a

estrutura e os pontos essenciais.

De maneira geral, reduz-se o texto a 1/3

A ordem das ideias e a sequência dos fatos não devem ser modificadas.

As opiniões e os pontos de vista do autor devem ser respeitados, sem acréscimo de qualquer comentário ou julgamento pessoal de quem elabora o resumo.

Exige-se fidelidade ao texto, mas, para mantê-lo, não é necessário transcrever frases ou trechos do original; ao contrário, devemos empregar frases pessoais, com palavras do vocabulário que costumamos usar.

Se o texto a ser resumido for um artigo ou um capítulo curto, ou mesmo um parágrafo, o resumo poderá ser elaborado usando-se a técnica de sublinhar. Nesse caso, sublinha-se o texto e as palavras sublinhadas servirão de base para a redação do resumo. Nos textos bem-estruturados, cada parágrafo contém uma só ideia principal. Alguns autores, todavia, são receptivos, usam palavras diferentes para expressar a mesma ideia, em mais de um parágrafo. Assim sendo, os parágrafos reiterativos deverão ser reduzidos a um apenas.

O resumo de textos mais longos ou de livros, evidentemente, não poderá ser feito parágrafo por parágrafo ou mesmo capítulo por capítulo. Nesse caso, deve-se buscar a síntese do assunto por meio da análise das partes do texto.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
35 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
35
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

O exame do índice poderá auxiliar a percepção do conjunto e das partes da obra.

Outra técnica aconselhável consiste em reestruturar o plano que o autor usou para escrever a obra, valendo-se, para isso, do índice ou sumário. Quem está habituado a elaborar esquema ou plano de redação tem mais facilidade para perceber o plano de qualquer texto.

tem mais facilidade para perceber o plano de qualquer texto. Um resumo bem-elaborado deve obedecer aos

Um resumo bem-elaborado deve obedecer aos seguintes itens:

1.

apresentar, de maneira sucinta, o assunto da obra;

2.

não apresentar juízos críticos ou comentários pessoais;

3.

respeitar a ordem das ideias e fatos apresentados;

4.

empregar linguagem clara e objetiva;

5.

evitar a transcrição de frases do original;

6.

apontar as conclusões do autor;

7.

dispensar consulta ao original para a compreensão do assunto.

c)

Resumo crítico:

Esse é um tipo de resumo, que, além de apresentar uma versão sintetizada do texto, permite julgamentos de valor e opiniões de quem o elabora. Como nos tipos anteriores, não se deve fazer citações do original. O resumo crítico difere da resenha, que é um trabalho mais amplo.

DIFERENÇA ENTRE SINOPSE E RESENHA:

sinopse é o resumo de um artigo ou de uma obra, redigido pelo próprio autor ou por seu editor;mais amplo.  DIFERENÇA ENTRE SINOPSE E RESENHA: resenha é um resumo crítico, que admite julgamentos,

resenha é um resumo crítico, que admite julgamentos, avaliações, comparações e comentários pessoais.de uma obra, redigido pelo próprio autor ou por seu editor;  CURRÍCULO Quando vamos em

CURRÍCULO

Quando vamos em busca de uma vaga no mercado de trabalho, certamente, precisamos lançar mão do nosso currículo. Vamos relembrar como elaborá-lo?

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
36 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
36
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/ilustra%C3%A7%C3%A3o/female-

job-applicant-ilustra%C3%A7%C3%A3o-royalty-free/bzp006>

Acesso em: 06 mai. 12.

Comece com os dados pessoais.

Nome, Endereço, telefone, celular, e-mail, idade, estado civil.

O importante é não colocar mais nada além disso. Ou seja, RG, CPF, atestado de reservista, carteira profissional e título de eleitor, esqueça!

Deixe claro seus objetivos.

Depois dos dados pessoais, coloque o cargo e a área a que você aspira, mas seja breve.

Se você ainda não é um profissional experiente, o ideal é explicar como você pretende direcionar sua carreira e por que resolveu escolher essa profissão.

IMPORTANTE: Não vale a pena dizer que tem interesse de atuar em 20 áreas diferentes.

Currículo sim, biografia não.

Um erro muito comum é pensar que quanto maior o currículo, melhor ele fica.

Lembre-se: o tempo que você tem para se apresentar não passa de um minuto.

Duas folhas, portanto, são o ideal.

IMPORTANTE: não use a tática de diminuir o tamanho da fonte para colocar mais informações dentro de uma página.

Minhas experiências.

O próximo passo é falar das suas experiências profissionais.

Essa é uma parte extremamente delicada do currículo. Você deve falar, de maneira sucinta, acerca todos os lugares pelos quais passou e quais foram as suas experiências dentro de cada empresa.

Ou seja, você deve vai falar do que é capaz. Uma ótima ideia é organizar seu texto em tópicos.

Mas como ser tão sucinto?

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
37 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
37
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Mencione apenas as cinco últimas empresas em que você trabalhou, começando pelas mais recentes e, depois, mencionando as mais antigas.

Fale o nome da empresa, se ela não for conhecida, faça uma rápida apresentação dela (ramo de atividade, posição no mercado, faturamento (se for público) e número de funcionários).

Depois, descreva seu cargo e o que fazia na prática. Acredite: isso faz a diferença. Ou seja, diga quais eram suas funções e responsabilidades.

Para quem está começando a carreira

Caso você esteja começando a carreira vá direto para sua formação acadêmica. Do you speak English? Lembre-se: não vale a pena enganar.

Você pode ser surpreendido com um teste cara a cara e se dar mal.

O critério é o seguinte: ou você sabe falar fluentemente um outro idioma, ou não sabe. É melhor você falar que seu espanhol é apenas básico, em vez de dizer que sabe se virar muito bem.

Como devo enviar meu currículo?

Não existe consenso sobre qual é a melhor forma de enviar seu currículo. Muitas empresas possuem um cadastro online em que o candidato apenas completa os dados. Às vezes, um anúncio de vaga em jornal dá as normas para o envio do currículo.

Alguns consultores sugerem mandar o currículo como um documento anexado, outros dizem que nem sempre é possível abrir um documento anexado em função de problemas técnicos, ou até por medo de possíveis vírus.

O ideal, portanto, é fazer das duas maneiras. Envie um e-mail com o currículo anexado, mas diga que, por via das dúvidas, vai enviar seu currículo também pelo correio.

É só?

Depois de ingressar na empresa, não esqueça de atualizar seu currículo sempre que houver uma mudança significativa na sua carreira. Coloque tudo o que for realmente significativo, abrangendo mudança de telefone ou até um projeto que tenha dado certo.

Formatação

As tradicionais: Courier, Arial ou Times New Roman.

Os negritos, itálicos e sublinhados só devem ser usados para organizar as informações.

IMPORTANTE: A preocupação excessiva com a estética dá a impressão de que o candidato está tentando compensar uma eventual falha, mas também não devemos esquecer de que se trata do nosso cartão de visita.

Capa

Se você entrega seu currículo com capas ou guarda dentro de pastas com cor e perfumadas, esqueça.

O segredo é usar folhas brancas limpas e grampeadas.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
38 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
38
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

IMPORTANTE: Simplicidade

– PLÍNIO GILBERTO KROEFF  IMPORTANTE : Simplicidade  Cuidado também para não escrever errado. Erros

Cuidado também para não escrever errado. Erros de português pegam muito mal, na realidade, são inadmissíveis em um currículo.

Coloque apenas os cursos que realmente acrescentaram algo importante à sua vida profissional.

Aliás, se descobrirem qualquer falcatrua no seu currículo você será dispensado na hora.

O currículo nunca deve falar sobre pretensão salarial; sequer mencione o pacote de remuneração da empresa anterior. Esse assunto deve ser tratado durante a entrevista.

Seja por e-mail, seja por correio, é completamente desnecessário enviar uma foto.

Pode parecer exibicionismo. Mas é conveniente que você leve, no dia da entrevista, uma foto e, de preferência, com terno (homens) ou tailleur(mulheres).

DICAS:

Para um profissional com longos anos de experiência, é aconselhável montar um segundo currículo mais detalhado, que deve ser mostrado só se o candidato for chamado para a entrevista.

Faça um currículo especial para cada empresa em que você deseja trabalhar. Óbvio que, para isso, você vai precisar saber em quais empresas deseja atuar. A partir daí, você deve descobrir tudo o que pode sobre a empresa. Como? Internet, jornais, revistas e, principalmente, conversas com funcionários do local. De repente, você pode encontrar soluções para os problemas que a empresa enfrenta. Isso pode ser muito útil!

Algumas palavras mágicas vão ajudar você a deixar seu currículo mais bem escrito. Use verbos como:

- realizar (um projeto)

- organizar (uma equipe)

- implantar (um processo)

- atingir (resultados)

- delegar (tarefas)

- criar e executar (soluções)

Coloque todos os verbos no pretérito perfeito, como no exemplo: "criei um novo sistema de trabalho”; “atingimos resultados fantásticos".

Fonte:

Como

montar

seu

currículo.

Disponível

em:

<

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
39 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
39
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

1.5. PARÁFRASE

Agora, vamos trabalhar com um texto que usamos ao elaborarmos artigos científicos, ensaios, textos acadêmicos, trabalhos de conclusão de curso etc. Trata-se da paráfrase, cujas principais características são listadas a seguir. Depois, vocês têm o desafio de elaborar uma paráfrase.

CONCEITO:

Segundo Antônio Houaiss, a paráfrase é uma “explicação ou interpretação de um texto com outras palavras” (HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles. Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 2. ed. rev. e aum. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004, p. 548).

Paráfrase é o ato de retomar o que foi dito por outras pessoas, porém com o uso de outras palavras, outras formas ou construções. Podemos ter objetivos diferentes ao fazermos uma paráfrase. Pode ser para fazer referência ao que outra pessoa disse ou escreveu sem repetir as palavras dela. Também podemos ter a intenção de adequar a linguagem de determinado texto para outro tipo de público; relatar a interpretação de uma leitura; fazer referência a uma fala ou a um texto escrito de forma não literal etc.

Inicialmente, é preciso ler (ou até ouvir) e compreender o que está escrito ou o que foi dito pelo locutor. Usamos palavras sinônimas para não copiar o texto mencionado, permitindo também uma melhor adaptação ao contexto em que é citado.

também uma melhor adaptação ao contexto em que é citado. Vamos exercitar? Faça uma paráfrase para

Vamos exercitar? Faça uma paráfrase para o excerto que segue.

“Conceituar o meio ambiente não é tarefa simples. É possível, porém, compreendê-lo enquanto um conjunto de todos os elementos que formam o planeta, sejam eles vivos ou não, sejam eles naturais ou construídos, bem como o próprio homem o qual é parte integrante e inseparável desse todo sistêmico e interdependente que nos rodeia e que ao mesmo tempo nós rodeamos. Ou seja, o homem é parte importante do todo e não mais o destinatário dos recursos disponíveis como se acreditava no passado, com a ressalva de que ainda encontramos esse pensamento infelizmente”. (WEYERMÜLLER, André Rafael. Direito ambiental e aquecimento global. São Paulo: Atlas, 2010, p. 11).

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
40 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
40
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

2. TEXTO TÉCNICO PORTUGUÊS/INGLÊS

2.1. GRAMMAR REFERENCE

Study this Grammar part and after, make on line exercises.

site:

Please

access

the

following

English

PRONOUNS (PRONOMES)

Os pronomes pessoais são:

English  PRONOUNS (PRONOMES) Os pronomes pessoais são: I eu you tu, você he ele she

I

eu

you

tu, você

he

ele

she

ela

it

ele, ela, (neutro)

we

nós

you

vós, vocês

they

eles, elas

"You" é usado tanto no singular quanto no plural.

O verbo "to be" = ser ou estar.

"Simple present" do verbo "to be":

I am

eu sou/estou

you are

tu és/estás

he is

ele é/está

she is

ela é/está

it is

ele, ela (neutro) é/está

we are

nós somos/estamos

you are

vós sois/estais

they are

eles são/estão

O

pronome "I" é sempre escrito com letra maiúscula.

O

plural de "he" e "she" é "they".

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
41 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
41
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

O

pronome

neutro

"it"

é

usado

para

referir-se

a

coisas,

fenômenos

da

natureza,animais e objetos.O plural de “it” é "they".

 

O "simple past" do verbo "to be" é:

 
 

I

 

was

 

you

 

were

 

he

 

was

 

she

 

was

 

it

 

was

 

we

 

were

 

you

 

were

 

they

   

were

Ex: I was happy. (Eu estava feliz.)

He was in the classroom. (Ele estava em sala de aula.)

Na forma interrogativa, inverte-se a posição do verbo com a do sujeito.

Was he at home?

Was he ready?

Forma negativa e abreviada do “to be”:

I

was not

I

wasn't

You were not

You weren't

he was not

 

he wasn't

she was not

 

she wasn't

it

was not

it

wasn't

we were not

 

we weren't

you were not

you weren't

they were not

they weren't

To be Future Tense

I

will be ( eu serei/estarei)

you

will be (tu serás/estarás)

he

will be (ele será/estará)

she

will be (ela será/estará)

it

will be (ele,ela será/estará)

we

will be (nós seremos/estaremos)

you

will be (vocês serão/estarão)

they

Will be (eles/elas/serão/estarão)

Interrogative and Negative forms:

Interrogative:

Use Will before the subject. Ex: Will you be in school tonight? (Você estará na escola à noite?)

Negative:

Use will + not +be or won’t be Ex:I will not be (= won’t be ) in school tonight. (Eu não estarei na escola à noite.)

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
42 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
42
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Demonstrative Pronouns ( Pronomes demonstrativos ):

THIS ( este, esta, isto ) THESE ( estes, estas )

THAT ( aquela, aquela, aquilo ) THOSE ( aqueles, aquelas )

( aquela, aquela, aquilo ) – THOSE ( aqueles, aquelas ) "This" = este, esta, isto.

"This" = este, esta, isto.

Ex: This is a good software.( este é um bom software.)

"This" é usado quando o objeto está próximo da pessoa que fala. O plural de "this" é "these".

Ex: These computers are new. (Estes computadores são novos.)

"That" = aquele, aquela, aquilo.

Ex: That was good program. (Aquele foi um programa bom.)

That is an ipod. (Aquilo é um ipod.)

A forma abreviada de "that is" = "that's".

Ex: That's a wonderful hardware.(Aquele é um hardware maravilhoso.)

Usa-se "that" quando o objeto está longe da pessoa que fala. O plural de "that" é "those".

Ex: Those people are Automation technicians. (Aquelas pessoas são técnicos em Automação.)

Those data are very interesting. (Aqueles dados são muito interessantes.)

Pronomes pessoais e pronomes objeto:

Pronomes

Pronomes

Pessoais

objeto

I (eu)

me (me, mim, comigo)

you (você)

you (te, ti, contigo)

he (ele)

him (o, lhe, ele)

she (ela)

her (a, lhe, ela)

It (ele,ela neutro)

it (o/a, lhe, ele/ela)

we (nós)

us (nos, conosco)

you (vós)

you (vos, convosco)

they (eles,elas)

them (os/as, lhes, eles/elas)

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
43 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
43
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Ex: The students are measuring these input values. I'm measuring with them. (Os alunos estão medindo estes valores de entrada. Eu estou medindo com eles.)

Ex:

I'm having breakfast with Jack. Do you want to come with us? (Eu vou

tomar café da manhã com Jack. Você quer vir conosco?)

vou tomar café da manhã com Jack. Você quer vir conosco?) Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/family-breakfast-fotografia-de-stock/114473461> Acesso em: 07 mai. 12.

Usa-se "it" para objetos.

Ex: I have a notebook. I search many things with it. (Eu tenho um notebook. Eu pesquiso muitas coisas com ele.)

"Them" é usado no plural, para pessoas e coisas.

Ex: I have friends. I talk to them a lot. (Eu tenho amigos. Eu converso muito

com eles.)

Tabela dos pronomes possessivos e adjetivos possessivos:

Adjetivos

Pronomes

Tradução

Possessivos

Possessivos

my

mine

meu(s), minha(s)

your

yours

teu(s), tua(s)

his

his

seu(s), sua(s)

her

hers

seu(s), sua(s)

its

its

seu(s), sua(s) neutro

our

ours

nosso(s), nossa(s)

your

yours

vosso(s), vossa(s)

their

theirs

seu(s), sua(s)

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
44 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
44
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Os adjetivos possessivos são seguidos de substantivo. Ex: I save my file. (Eu salvo o meu arquivo.)

Os pronomes possessivos não são seguidos de substantivo:

Ex: She saves hers. (Ela salva o dela.)

Os possessivos concordam com o possuidor:

Ex: I open my computer every night. Mary opens hers, too.

( Eu abro meu computador toda noite. Maria abre o dela também.)

meu computador toda noite. Maria abre o dela também.) Disponível em: <http

Disponível em: <http http://www.gettyimages.pt/detail/foto/couple-on-laptop-with-credit-card-fotografia-de-

stock/89277707>

Acesso em: 07 mai. 12.

ADJETIVOS POSSESSIVOS

Pronomes Pessoais

Adjetivos Possessivos

I (eu)

my (meu, minha)

you (você)

your (seu, sua)

he (ele)

his (dele)

she (ela)

her (dela)

it (ele, ela - para animais)

its (dele, dela - para animais)

we (nós)

our (nosso, nossa)

you (vocês)

your (seus, suas)

they (eles, elas)

their (deles, delas)

O adjetivo possessivo sempre vem seguido de um substantivo.

Ex: my personal computer / your pendrive / their cds.

Ex: His notebook is Apple.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
45 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
45
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

O adjetivo possessivo se refere ao possuidor e não ao objeto possuído.

Ex: John has students. (John tem alunos.)

Nick is his student. (Nick é seu aluno.)

Pronomes

Pessoais

I

you

she

it

we

you

they

Pronomes Pessoais I you she it we you they Pronomes Reflexivos myself (me; eu mesmo) yourself

Pronomes Reflexivos

myself (me; eu mesmo)

yourself (te; tu mesmo)

herself (se; ela mesma)

itself (se; ele/ela mesmo(a) neutro)

ourselves (nos; nós mesmos)

yourselves (vos; vós mesmos)

themselves (se; eles/elas mesmos(as))

"Yourself" = (singular), "yourselves" = (plural). A expressão "by yourself / "

= sozinho(s).

myself / ourselves

Ex: I was by myself. (Eu estava sozinha).

ARTICLES (ARTIGOS)

INDEFINITE ARTICLES:

= artigo indefinido (um, uma). O artigo "a" é usado antes de uma palavra

que começa com som de uma consoante e o “an”, antes de palavras que iniciam com som de vogal. Ex: I want a newpasper. (Eu quero um jornal.)

A – AN
A – AN

Antes do "H" pronunciado:

Ex: They have a holiday. (Eles tem um feriado.)

O "H" de "holiday" é pronunciado como em: ha ha ha

"An" é usado antes de som de vogais.

Ex: He is an old man. (Ele é homem velho.)

Antes do "H" não pronunciado:

Ex: She's an honest secretary. (Ela é uma secretária honesta.)

Exceptions (Exceções):

Ex: a university (uma universidade) =som de “YU”

A unity ( uma unidade) = som de “YU”

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
46 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
46
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Antes de "Y":

Ex: A window, a young man (uma janela, um homem jovem)

Os artigos "a, an" não são usados no plural.

Ex: She has a friend. She has friends.

DEFINITE ARTICLE:

"THE" = artigo definido (o, a, os, as), não varia no singular/plural.

Ex: This is the new Multimedia Center (Este é o novo centro de multimídia).

These are the projects we are working on. (Estes são os projetos nos no quais estamos trabalhando.)

"The" não muda no masculino/feminino.

Ex: This is the car that I want to have. (Este é o carro que eu quero ter.)

O artigo "the" determina posição.

Ex: The car is on the left (side). (O carro está do lado esquerdo.)

É usado para determinar o começo e o fim.

Ex: In the beginning I was worried, but I always make many friends in the end.

muitas

(No

amizades.)

começo

eu

estava

chateado(preocupado),

mas

no

fim

sempre

faço

Para citar instituições:

Ex: the train station (A estação de trem)

Ex: the train station (A estação de trem) Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/commuters-waiting-at-platform-as-train-arrives-at-fotografia-de-

stock/123528439>

Acesso em: 07 mai. 12.

Para falar de instrumentos musicais.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
47 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
47
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Ex: the drum (a bateria).

– PLÍNIO GILBERTO KROEFF Ex: the drum (a bateria). Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/girl-playing-drums-fotografia-de-stock/3493-000115> Acesso em: 07 mai. 12.

Não se usa "the" antes de refeições.

Ex: He has lunch at one o'clock. (Ele almoça à uma da tarde.)

AUXILIARES - "CAN / COULD"

O verbo auxiliar "can" indica a capacidade de fazer algo, quando é seguido de um

verbo no infinitivo. Ex: They can operate the machine. (Eles sabem (podem) operar a máquina.)

É usado sem variação para todas as pessoas, inclusive na terceira pessoa do

singular.

Ex: He can measure. (Ele sabe medir.)

A forma negativa de can é "cannot", abreviada "can't".

Ex: We can translate, but we can't speak in English. (Nós sabemos traduzir, mas não sabemos falar em Inglês.)

Na forma interrogativa, "can" é colocado antes do sujeito.

Ex: Can you open this file? (Você pode abrir este arquivo?)

O passado de "can" é "could".

Ex: She could speak very well. (Ela sabia falar muito bem.)

A forma negativa é "could not", abreviada é "couldn't".

Ex: Peter couldn't come to my house today because he was working. (Peter não pôde vir à minha casa hoje porque estava trabalhando.)

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
48 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
48
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Para pedir um favor usa-se "can you

?"

ou "could you

?"

Ex: Can you read this message, please? (Você pode ler esta mensagem, por

favor?)

Could you turn the light on, please? (Você poderia ligar a luz, por favor?)

light on, please? (Você poderia ligar a luz, por favor?) Disponível em:

Disponível em: <http://www.gettyimages.pt/detail/foto/illuminated-light-bulb-close-up-fotografia-de-stock/200545452-

"Can you tell me

?"

001>

Acesso em: 07 mai. 12.

é usado para fazer perguntas.

Ex: Can you tell me what time is it? (Você pode me que horas são?)

VERBOS AUXILIARES - "TO BE / DO"

Os

verbos

auxiliares

interrogativo e negativo.

"do/don't/does/doesn't"

formam

o

Presente

Simples

"Does/doesn't" = é usado para a terceira pessoa do singular (he, she, it).

Simple Present Negative form:

Ex: I speak German but I don't speak French. (Eu falo alemão mas não falo francês.)

Mary doesn't write well. (Mary não escreve bem.)

Simple Present Interrogative form:

Ex: Do they come home after work? (Eles vem para casa após o trabalho?)

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
49 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
49
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Does she make a good cake? (Ela faz um bolo bom ?)

KROEFF Does she make a good cake? (Ela faz um bolo bom ?) Disponível em: <

Disponível em: < http://www.gettyimages.pt/detail/foto/senior-woman-holding-cake-lit-with-candles-smiling-fotografia-

de-stock/200566169-001>

Acesso em: 07 mai. 12.

PRESENT CONTINUOUS

O verbo auxiliar "to be" (no presente) + o gerúndio do verbo principal = Presente

Contínuo.

Ex:

instrumentos.)

I'm

measuring

these

instruments.

Present Continuous - Negative form

(Eu

estou

medindo

estes

O verbo auxiliar "to be" (no presente) + "not" + o gerúndio do verbo principal =

Ex: He is not studying with me. (Ele não está estudando comigo.)

Present Contínuous Interrogative form

Ex: Are they

preparing the material to the test? ( Eles estão preparando o

material para o teste?)

Simple Past Interrogative and negative forms:

"Did/didn't" formam o Passado Simples interrogativo e negativo.

Interrogative:

Ex: Did they go to school by car? (Eles foram para a escola de carro?)

Did she work? (Ela trabalhou?)

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
50 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
50
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Negative:

Ex: We didn't finish our activity. (Nós não acabamos nossa atividade.)

They didn't come to the party. (Eles não vieram à festa.)

CONJUNÇÕES

"and" = "e" "but" = "mas, porém" "or" = "ou" "because" = "porque"

= "ou" "because" = "porque" Ex: She doesn’t eat pasta and I don't eat cheese.

Ex: She doesn’t eat pasta and I don't eat cheese. (Ela não come massa e eu não como queijo.)

Ex: I have a notebook but it’s not “APPLE”.(Eu tenho um notebook,mas não é “APPLE”.)

Ex: Are we working in group or alone? (Nós estamos trabalhando em grupo ou sozinhos?)

Ex: He went home because she was sick.(Ela foi para casa porque estava doente.)

SIMPLE PAST

"Simple past" = passado

Comparação entre "simple present" e "simple past"

Simple Present

Ex: I open my e-mails every day. (Eu abro meus e-mails todos os dias.)

Simple Past:

Ex:I opened my e-mail yesterday. (Eu abri meus e-mails ontem.)

O "Simple Past" regular é formado acrescentando-se -ed ou -d ao final do verbo.

Ex: listen- listened / walk -walked/ stay- stayed

Quando o verbo regular termina em -e basta acrescentar o -d.

Ex: measure measured

Quando termina em -y precedido de consoante, substitui-se o -y por -ied.

Ex: try- tried

Esta regra não é usada quando o -y é precedido de vogal.

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
51 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
51
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Ex: pay payed

Quando o verbo termina em uma consoante precedida por apenas uma vogal, dobra-se a consoante final antes de se acrescentar -ed.

Ex: stop stopped

O "simple past" não varia de pessoa para pessoa.( I,you,He,she,it,we,they =todos são conjugados igualmente)

I,you,He,she,it,we,they =todos são conjugados igualmente) Diferentemente do Português, temos que colocar, sempre, de

Diferentemente do Português, temos que colocar, sempre, de quem se fala, pois, como no exemplo do Simple Past, todas as pessoas se conjugam igualmente.

Ex: She worked/ I worked/They worked

He spoke/I spoke/she spoke

Exemplos de verbos irregulares:

Ex: cut-cut /begin-began/ come-came / do - did / have - had

I cut my finger. (Eu cortei meu dedo.)

He began his technical course. (Ele iniciou seu curso técnico.)

Para saber o "Simple Past" de verbos irregulares é preciso consultar uma tabela específica. As tabelas de verbos geralmente são da seguinte forma:

Infinitive

Simple Past

Past Participle

have

had

had

cut

cut

cut

drive

drove

driven

Interrogative Access the complete and negative List forms: of Irregular Verbs by Google.
Interrogative Access the complete and negative List forms: of Irregular Verbs by Google.
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial

SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
SENAI/CETEMP - Técnico em Automação Industrial
52 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
52
ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF

Para passar da forma afirmativa para a negativa no "Simple Past", utiliza- se o auxiliar "did" + "not". Quando o verbo auxiliar está no "simple past" o verbo principal é colocado no infinitivo.

Ex: I turned the machine off. / I did not turn the machine off.

Esta regra também é válida para verbos irregulares.

Ex: We made a good software./We did not make a good software.

"Did not" ="didn't".

Ex: She didn't tell the truth. (Ela não falou a verdade.)