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Fundamentos da Mecânica Módulo Básico Material didático desenvolvido para o curso de Técnico em Automação

Fundamentos da Mecânica Módulo Básico

Material didático desenvolvido para o curso de

Técnico em Automação Industrial

Léo Asquidamini - Adriano Menezes - Laércio Xavier - Gerson Mello

2 ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF
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DEPARTAMENTO REGIONAL DO RIO GRANDE DO SUL

CONSELHO REGIONAL Presidente Nato Heitor José Müller Presidente do Sistema FIERGS

Conselheiros Representantes das Atividades Industriais - FIERGS

Titulares

Ademar De Gasperi Pedro Antônio Leivas Leite Paulo Vanzzeto Garcia Astor Milton Schmitt

Suplentes

Arlindo Paludo Eduardo R. Kunst Ricardo Wirth Nelson Eggers

Representantes do Ministério da Educação

Titular Antônio Carlos Barum Brod

Suplente Renato Louzada Meireles

Representante do Ministério do Trabalho e Emprego

Titular Leonor da Costa

Representante dos Trabalhadores

Suplente Flávio Pércio Zacher

Titular

Suplente

Jurandir Damin

Enio Klein

Diretor Regional e Membro Nato do Conselho Regional do SENAI-RS José Zortea

DIRETORIA SENAI-RS

José Zortea Diretor Regional Carlos Artur Trein Diretor de Operações

Carlos Heitor Zuanazzi Diretor Administrativo e Financeiro ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL-SENAI-PLÍNIO GILBERTO KROEFF

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

5

1. DESENHO TÉCNICO

6

1.1. INTRODUÇÃO AO DESENHO TÉCNICO MECÂNICO

6

1.2. CONVENÇÕES BÁSICAS NO DESENHO MECÂNICO

8

1.3. SIMBOLOGIAS USUAIS

9

1.4. INSTRUMENTOS

9

1.5. TIPOS DE LINHA

14

1.6. PERSPECTIVAS ISOMÉTRICAS E CAVALEIRAS

16

1.7. VISTAS ESSENCIAIS

19

1.8. CORTES NO DESENHO TÉCNICO

24

1.9. ESCALAS

28

1.10. REGRAS DE COTAGEM

28

1.11. INDICAÇÃO DE TOLERÂNCIAS

34

1.12. SIMBOLOGIA DE ESTADO DE SUPERFÍCIE

35

1.13. VALORES DA RUGOSIDADE:

35

1.14. CROQUIS

37

1.15. CONJUNTOS

37

1.16. ELEMENTOS MECÂNICOS MAIS COMUNS

39

1.17. RECAPITULANDO

47

2. MECÂNICA BÁSICA

48

2.1. NOTAÇÃO CIENTÍFICA

48

2.2. ORDEM DE GRANDEZA

50

2.3. GRANDEZAS DO SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES

51

2.4. UNIDADES DE ENGENHARIA

51

2.5. MÚLTIPLOS E SUBMÚLTIPLOS DE UNIDADES

52

2.6. CONVERSÃO DE UNIDADES

53

2.7. CASOS E RELATOS MEDINDO A HISTÓRIA

53

2.8. ALGARISMOS SIGNIFICATIVOS

54

2.9. GRANDEZAS FÍSICAS

57

2.10. FLUÍDO

60

2.11. CONCEITO DE PRESSÃO

61

2.12. DENSIDADE

62

2.13. PRESSÃO ATMOSFÉRICA

63

2.14. EXPERIÊNCIA DE TORRICELLI

63

2.15. VASOS COMUNICANTES

65

2.16. PRINCIPIO DE PASCAL

67

2.17. ESCOAMENTO

69

2.18. FLUXO DE MASSA

71

2.19. VAZÃO

71

2.20. EQUAÇÃO DE BERNOULLI

72

2.21. APLICAÇÕES DA EQUAÇÃO DE BERNOULLI

76

2.22. MEDIDOR VENTURI

77

2.23. TUBO DE PITOT

77

2.24. RECAPITULANDO

81

3. METROLOGIA

82

3.1. COMPATIBILIDADE DE VALORES E REGRAS DE ARREDONDAMENTO

82

3.2. VOCABULÁRIO INTERNACIONAL (VIM)

83

3.3. NORMAS GERAIS DE MEDIÇÃO

84

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3.4. TIPOS DE INSTRUMENTOS:

85

3.5. TOLERÂNCIAS DIMENSIONAIS E SISTEMA ISO DE AJUSTES

116

3.6. ESTADO DAS SUPERFÍCIES

117

3.7. RECAPITULANDO

121

4. ELEMENTOS DE MÁQUINA

122

4.1. PARAFUSOS

122

4.2. PORCAS

125

4.3. ARRUELAS

127

4.4. TRANSMISSÃO POR ENGRENAGENS

129

4.5. TRANSMISSÃO POR CORREIA PLANA

132

4.6. TRANSMISSÃO POR CORRENTES

134

4.7. MANCAIS DE ROLAMENTO

136

4.8. ACOPLAMENTOS

140

4.9. ELEMENTOS DE VEDAÇÃO

144

4.10. TRAVAS

146

4.11. CHAVETA

147

4.12. ANEL ELÁSTICO

147

4.13. PINOS

148

4.14.

CASOS E RELATOS - A IMPORTÂNCIA DA CORRETA MANUTENÇÃO

148

4.15.

RECAPITULANDO

149

REFERÊNCIAS

150

MINI CURRÍCULO DOS AUTORES

151

CONTEÚDOS FORMATIVOS

152

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INTRODUÇÃO

FUNDAMENTOS DA MECÂNICA

É a unidade curricular que complementa o módulo básico. Nela os alunos constroem

uma base consistente que possibilita o desenvolvimento das competências profissionais, através dos fundamentos de mecânica aplicáveis aos sistemas de controle e automação,

conhecimentos relacionados ao desenho técnico e fundamentos de mecânica.

O Curso Técnico em Automação Industrial está estruturado em 4 (quatro) módulos: 1

(um) básico, 1 (um) introdutório e 2 (dois) módulos específicos, num total de 1.360 horas, acompanhado de Estágio Obrigatório, de 340 horas, perfazendo um total de 1.700 horas.

A Unidade Curricular Fundamentos da Mecânica visa desenvolver conhecimentos:

Desenho Técnico

Mecânica Básica

Elementos de Máquina

Metrologia

MÓDULOS UNIDADES CURRICULARES Módulo Básico Fundamentos da Comunicação; Fundamentos da Eletrotécnica;
MÓDULOS
UNIDADES CURRICULARES
Módulo
Básico
Fundamentos da Comunicação;
Fundamentos da Eletrotécnica;
FUNDAMENTOS DA MECÂNICA
Módulo
Introdutório
Acionamento de Dispositivos Atuadores;
Processamento de Sinais
Módulo
Específico I
Gestão da Manutenção;
Implementação de Equipamentos Dispositivos;
Instrumentação e Controle;
Manutenção de Equipamentos e Dispositivos.
Módulo
Específico II
Desenvolvimento de Sistemas de Controle;
Sistemas Lógicos Programáveis;
Técnicas de Controle
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1. DESENHO TÉCNICO

1.1. Introdução ao desenho técnico mecânico

O desenho técnico é usado na indústria como forma de comunicação entre o projetista

e a produção. Sua forma de detalhamento não tem regra, apenas tem que transmitir todas as informações necessárias para a obtenção da peça e/ou componente. Para esclarecer dúvidas e torná-lo de fácil interpretação por todos, é recomendado seguir algumas normas para elaboração desses desenhos. Porém, isso não limita a criatividade do projetista, fazendo com que ele crie uma comunicação amigável entre engenharia e produção. Para a correta leitura e interpretação do desenho técnico é necessário que o leitor deste desenho seja capaz de identificar e conhecer os símbolos usados para simplificar a linguagem técnica.

Normas utilizadas para desenho técnico:

A fim de estabelecer um padrão na elaboração dos desenhos técnicos, utilizam-se

referências em normas nacionais e internacionais. No Brasil temos a Associação Brasileira de Normas Técnicas (NBR) que, baseando-se nas normas internacionais cria as normas em

língua portuguesa. As principais normas utilizadas são:

NBR6158 - Sistema de Tolerâncias e Ajustes NBR6409 - Tolerâncias Geométricas NBR8196 - Desenho Técnico - Emprego de Escalas NBR8402 - Execução de Caractere para Escrita em Desenho Técnico NBR8403 - Aplicação de Linhas em Desenhos Tipos NBR10067 - Princípios Gerais em Desenho Técnico NBR10068 - Folha de Desenho NBR10126 - Cotagem em Desenho Técnico NBR10582 - Apresentação da Folha para Desenho Técnico NBR12298 - Representação de Área de Corte por meio de Hachuras em Desenho Técnico NBR 13142 Dobragem técnica Você sabia que dependendo da aplicação do desenho existem normas específicas aplicadas ao item. Existem algumas empresas que criam suas próprias normas para elaboração de desenho técnico, principalmente na parte de acabamentos superficiais e tratamentos térmicos?

Desenhos digitais com auxílio de computador:

Hoje em dia são raras as empresas que mantém seu banco de dados de desenhos técnicos mecânicos em folhas de papel. Com o desenvolvimento de novas tecnologias e com o rápido avanço da tecnologia de informação, as empresas adotaram o uso de softwares CAD (Computer Aided Design) para a construção de seus desenhos.

O software de desenho mundialmente mais conhecido é o AutoCAD®, porém esse

software não é considerado um software CAD, pois ele não possibilita a parametrização e edição do sólido depois de concluído. Ele continua sendo muito utilizado pelas empresas que ainda não realizam seus desenhos em 3D, realizando-as assim em 2D.

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Os softwares para desenhos em 3D ainda contemplam auxílio completo às engenharias da empresa, sendo capazes de realizar:

Análises de resistência, através de elementos finitos CAE (Computer Aided Engineering); Análise da manufatura, através de programação CAM (Computer Aided Manufacturing); Elaboração de folhas de processo; Análises de aerodinâmica e circulação de fluidos; Análise vibratória dinâmica; Detalhamentos em 2D das montagens e componentes; Controle das documentações; Geração de códigos específicos para cada componente.

Sistemas de referência e consulta

Existem dois sistemas básicos de unidades que são utilizados em desenho técnico, Sistema Inglês e Sistema Internacional (SI). O SI é utilizado como base nas normas européias (International Organization for Standardization - ISO, Comité Européen Normalisation EN, Deutsch Institut für Normung DIN, Japanese Institute for Standardization JIS) e também nas normas brasileiras da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Norma Brasileira Regulamentadora (NBR). Sendo assim, os desenhos que estão sob essas normas devem utilizar as medidas base. Os desenhos técnicos de mecânica são normalmente representados com as dimensões em milímetros (mm) e ângulos em graus (º). O Sistema Inglês é utilizado nas normas ASME (Association Standardization Mechanical Engineering) e ANSI (Association National Standardization Institute). Suas medidas são normalmente em polegadas (in – “ – pol). É bastante comum utilizar-se de frações (¼” , ½” , ¾”) para representar essas medidas, principalmente em chapas, perfis e barras de algum material específico.

SAIBA MAIS: Abaixo algumas equivalências de polegada para milímetro

⅛” = 3,175 mm ¼” = 6,35 mm ⅜” = 9,525 mm ½” = 12,70 mm ⅝” = 15,875 mm ¾” = 19,05 mm ⅞” = 22,225 mm 1” = 25,40 mm 2” = 50,80 mm 3” = 76,20 mm 4” = 101,60 mm 5” = 127,00 mm 10” = 254,00 mm

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1.2. Convenções básicas no desenho mecânico

Cores:

Em sua grande maioria os desenhos mecânicos são impressos com as linhas em cor preta. Com uso de impressoras e plotter avançados é comum à utilização de linhas com tonalidades diferentes. Porém, não se recomenda o uso de cores que não contrastam com o branco do papel.

Caracteres utilizados:

Os caracteres utilizados nos desenhos técnicos devem obedecer à norma NBR8402. Os padrões para escrita, referente à figura, referente à altura e espaçamento dos caracteres estão descritas no quadro a seguir.

dos caracteres estão descritas no quadro a seguir. Exemplo com medidas básicas de caracteres. Fonte: NBR

Exemplo com medidas básicas de caracteres. Fonte: NBR 8402

Características

Relação

 

Dimensões (mm)

 

Altura das letras maiúsculas Altura das letras minúsculas Distância mínima entre caracteres Distância mínima entre linhas de base Distância mínima entre palavras Largura da linha

h

(10/10)h

2,5

3,5

5

7

10

14

20

c

(7/10)h

-

2,5

3,5

5

7

10

14

a

(2/10)h

0,5

0,7

1

1,4

2

2,8

4

b

(14/10)h

3,5

5

7

10

14

20

28

e

(6/10)h

1,5

2,1

3

4,2

6

8,4

12

d

(1/10)h

0,25

0,35

0,5

0,7

1

1,4

2

Dimensões dos caracteres Fonte: NBR 8402

Por convenção utilizam-se os caracteres descritos a seguir como padrão para inserção em legendas e em notas de desenho técnico. O texto pode ser normal ou em itálico. Para desenhos digitais a fonte de texto recomendada é Arial, Times New Roman ou Calibri.

A

B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

A

B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

a

b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

a

b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z

0

1 2 3 4 5 6 7 8 9

0

1 2 3 4 5 6 7 8 9

(

! @ # $ % ¨ & * - = + ª º : ; / > < “ X V I L )

(

! @ # $ % ¨ & * - = + ª º : ; / > < “ X V I L )

Para testar a caligrafia técnica, faça o exercício a seguir. Para realizá-lo basta repetir o

texto na linha abaixo todo em maiúsculo numa linha, repita em formato maiúsculo itálico e depois copie a mesma frase em minúsculo e após minúsculo itálico. Utilize a altura dos

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caracteres maiúsculos de 3,5 mm e obedeçam as demais características que constam no quadro acima. Realize também os letreiros em itálico. CURSO TÉCNICO DE MECÂNICA NORMALIZAÇÃO.

1.3. Simbologias usuais

Algumas simbologias são utilizadas para representar e/ou simplificar a leitura do desenho técnico, principalmente na legenda acima delas como notas de informações.

Símbolo

Nomenclatura

Aplicação

± Mais ou menos

Tolerâncias dimensionais

Aplicação ± Mais ou menos Tolerâncias dimensionais Rugosidade superficial Acabamento de superfície Solda de

Rugosidade superficial

Acabamento de superfície

Solda de filete Parâmetros para soldagem de peças

Solda de filete

Parâmetros para soldagem de peças

Profundidade de furoSolda de filete Parâmetros para soldagem de peças Especificações de furo Comprimento planificado de chapas

Especificações de furo

Comprimento planificado de chapas Dimensionamento de chapas

Comprimento planificado de chapas

Dimensionamento de chapas

planificado de chapas Dimensionamento de chapas Tolerância geométrica de paralelismo, com tolerância de

Tolerância geométrica de paralelismo, com tolerância de 0,10 mm em relação a A.

Tolerância geométrica

Quadrado Dimensionamento de peças

Quadrado

Dimensionamento de peças

Prefixo para unidade de medida normalmente utilizada em rugosidade (µm)

µ

micro

⅛”

Fração de polegada

Dimensionamento de peças

Ø

Diâmetro

Dimensionamento de peças

Simbologias usuais no desenho mecânico.

1.4. Instrumentos

Lápis ou lapiseira

O tipo de lápis mais utilizado para desenho técnico é o HB, porém recomenda-se o uso específico para cada tipo de linha a ser realizada. É possível também a utilização de lapiseiras para a realização dos desenhos, dentre elas destacam-se os grafites 0.3, 0.5, 0.7 e 0.9 mm. Cada tipo de grafite é utilizado para um tipo de linha.

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Esquadros e réguas:

Para a construção de desenhos na prancheta é comum à utilização de uma régua T. Utiliza-se também um par de esquadros, um com ângulos de 45°, (a) e o outro com ângulos de 60/30°, (b). A combinação dos esquadros permite obter vários ângulos comuns nos desenhos, bem como traçar retas paralelas e perpendiculares.

bem como traçar retas paralelas e perpendiculares. Régua T a) b) Esquadro 45º e esquadro 60º.

Régua T

a) b)
a)
b)

Esquadro 45º e esquadro 60º.

Régua T a) b) Esquadro 45º e esquadro 60º. Régua T com esquadro de 45º +

Régua T com esquadro de 45º + esquadro 60º.

Compasso:

Utilizado para desenhar círculos e transpor medidas. O compasso (figura abaixo) tradicional possui uma ponta seca e a outra com grafite, sendo que os mais modernos possuem cabeças intercambiáveis para acoplamento de lapiseiras. O compasso, quando bem ajustado e calibrado, toca as pontas quando ele é fechado totalmente. A ponta que faz o traçado. Os compassos também podem ter pernas fixas ou articuladas, que podem ser úteis para grandes circunferências. Alguns modelos possuem extensores para traçar circunferências ainda maiores.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Compasso usado em desenho técnico mecânico. Fonte:

Compasso usado em desenho técnico mecânico. Fonte: http://www.desenhoepintura.com.br/2012/01/como-utilizar-um-compasso-tecnico/

Escala:

Conjunto de réguas com várias escalas usadas em desenho técnico. Seu uso elimina o uso de cálculos para converter medidas, reduzindo o tempo de avaliação e execução do projeto. O tipo de Escalímetro mais usado é o triangular (figura abaixo), com escalas típicas de arquitetura: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125.

de arquitetura: 1:20, 1:25, 1:50, 1:75, 1:100, 1:125. Escalímetro usado em desenho técnico. Fonte:

Escalímetro usado em desenho técnico. Fonte: http://4photos.net/en/image:142-101153-Escal%C3%ADmetro_7_images

Folhas de desenho:

É de extrema importância para um bom desenho técnico a correta escolha do formato de folha que o desenho será construído. Isso implicará na escala utilizada no desenho, pois determinados tamanhos de peça poderão gerar cotas pequenas e detalhes imperceptíveis. O quadro abaixo mostra as medidas de cada formato e também as margens que devem ser aplicadas. A medida base dos formatos é o formato A0 que corresponde a uma folha com área de 1 m².

Nomenclatura

Medidas (larg x alt)

(mm)

Margem esquerda

Demais margens

(mm) (mm)

A0

1189 x 841

25

10

A1

841 x 594

25

10

A2

594 x 420

25

7

A3

420 x 297

25

7

A4

210 x 297

25

7

Medidas dos formatos de folhas utilizadas em desenho técnico. Fonte: NBR 10068

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A figura abaixo demonstra o formato A3 para o desenho técnico acompanhando as margens solicitadas no quadro acima e com legenda.

as margens solicitadas no quadro acima e com legenda. Formato A3 com legenda.  Dobragem: Todo

Formato A3 com legenda.

Dobragem:

Todo documento técnico desenvolvido em formatos de folha maiores que A4 deverá obedecer a uma norma de dobragem. A recomendação com as medidas para cada formato está especificada na norma NBR 13142. A norma recomenda a dobra primeiramente na horizontal, em forma de sanfona, depois a dobra na vertical. É obrigatório deixar a legenda sempre na parte frontal do desenho.

Você sabia que a função da dobragem de folhas é para que se possa arquivá-

las?

da dobragem de folhas é para que se possa arquivá- las? Dobragem de folha A3. Fonte:

Dobragem de folha A3. Fonte: NBR 13142

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Dobragem de folha A2. Fonte: NBR 13142 Dobragem

Dobragem de folha A2. Fonte: NBR 13142

GILBERTO KROEFF Dobragem de folha A2. Fonte: NBR 13142 Dobragem de folha A1. Fonte: NBR 13142

Dobragem de folha A1. Fonte: NBR 13142

A2. Fonte: NBR 13142 Dobragem de folha A1. Fonte: NBR 13142 Dobragem de folha A0. Fonte:

Dobragem de folha A0. Fonte: NBR 13142

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Legenda:

As legendas dos formatos maiores que A4 tem que seguir um padrão de largura para

manter um padrão internacional. A legenda é a zona, que contém um ou mais campos, delimitada por uma região formada por um retângulo. Localiza-se sempre no canto inferior direito do formato, e deve conter informações pertinentes ao desenho, como:

Identificação do desenho ou número do registro;

Título do desenho;

Conjunto pertencente;

Nome do projetista;

Nome do revisor;

Nome do aprovador;

Símbolo da empresa proprietária do desenho;

Símbolo correspondente ao método de projeção (diedro);

Escala do desenho;

Indicação de estados de superfície;

Material da peça;

Valores gerais de tolerância dimensional;

Formato da folha de desenho;

Data da realização do desenho;

Data da revisão;

Data da aprovação;

Símbolo da revisão;

Um exemplo de legenda que pode ser seguido como modelo está representado na figura abaixo.

ser seguido como modelo está representado na figura abaixo. Legenda em formato A3 1.5. Tipos de

Legenda em formato A3

1.5. Tipos de linha

Para estabelecer um padrão nos tipos e espessuras de linhas empregadas no desenho mecânico utiliza-se a norma NBR 8403 como referência. A figura abaixo mostra todas as aplicações de cada tipo de linha no desenho técnico. A tabela a seguir mostra a lista das linhas com aplicações e especificações técnicas.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Tipos de linha empregados no desenho técnico. Fonte:

Tipos de linha empregados no desenho técnico. Fonte: NBR 8403

de linha empregados no desenho técnico. Fonte: NBR 8403 Tipos de linhas e aplicações em desenho

Tipos de linhas e aplicações em desenho mecânico. Fonte: NBR 8403

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Fique alerta: A falta de linhas ou o não cumprimento das normas de espessura das mesmas podem dificultar a interpretação do mesmo.

1.6. Perspectivas Isométricas e cavaleiras

Para expressar o desenho em uma única vista ou para melhorar o entendimento e interpretação utilizam-se as vistas em perspectiva. Dentre estas vistas destacam-se:

Cavaleira, Isométrica, Bimétrica e Trimétrica. Tem-se o quadro abaixo que mostram os valores utilizados para representar os desenhos em vistas perspectivas.

Relação das medidas reais com as do desenho

Cavaleira

Perspectiva

30º

45º

60º

Isométrica

Bimétrica

Largura

1:1

1:1

1:1

1: 4/5

1:1

Altura

1:1

1:1

1:1

1: 4/5

1:1

Profundidade

1: 2/3

1: 1/2

1: 1/3

1: 4/5

1: 1/2

Medidas reais nas vistas em perspectiva. Fonte: apostila de desenho técnico PRODUTRONICA.

Cavaleira:

Existem 3 tipos diferentes de representação deste modelo de perspectiva, conforme já demonstrado no quadro acima. Qualquer desenho técnico pode ser representado neste modelo, porém alguns detalhes tornam-se imperceptíveis ou difíceis de serem interpretados.

imperceptíveis ou difíceis de serem interpretados. Tipos de perspectiva cavaleira.  Isométrica: Este
imperceptíveis ou difíceis de serem interpretados. Tipos de perspectiva cavaleira.  Isométrica: Este
imperceptíveis ou difíceis de serem interpretados. Tipos de perspectiva cavaleira.  Isométrica: Este

Tipos de perspectiva cavaleira.

Isométrica:

Este modelo de perspectiva é o mais utilizado para representar o desenho mecânico, pois ajuda no esclarecimento de dúvidas que ficaram no momento da análise e interpretação das vistas essenciais. Em algumas ocasiões o desenho pode ser representado apenas nesta vista se for totalmente dimensionado. Para criar a vista isométrica tem-se como base a figura abaixo, que serve como referência inicial para construir a base.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Eixo de referência para criação da vista isométrica.

Eixo de referência para criação da vista isométrica.

O quadro abaixo demonstra um exemplo passo a passo de como criar a vista através de traçados a mão livre.

de como criar a vista através de traçados a mão livre. 1º passo: Traçar a mão
de como criar a vista através de traçados a mão livre. 1º passo: Traçar a mão
de como criar a vista através de traçados a mão livre. 1º passo: Traçar a mão

1º passo: Traçar a mão livre os eixos isométricos e demarcar o comprimento, a largura e a altura sobre cada eixo.

2º passo: Definir a vista frontal e traçar duas linhas paralelas ao comprimento e a altura.

3º passo: Definir a vista superior e traçar duas linhas paralelas ao comprimento e a largura.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF 4º passo: Definir a vista lateral e traçar
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF 4º passo: Definir a vista lateral e traçar

4º passo: Definir a vista lateral e traçar duas linhas paralelas à largura e a altura.

Desenho final

Passo a passo para criação da vista em perspectiva. Fonte: apostila de desenho técnico PRODUTRONICA.

Para exemplificar melhor a geração de vista isométrica, podem ser observados os exemplos a seguir, procurando fazer uma peça base e cortes, gerando peças distintas. Todos os exemplos serão trabalhados em 1º diedro. Recomenda-se fazer com traçado leve, apenas para marcação, as medidas máximas da peça e depois começar a realizar o traçado da peça conforme as vistas.

Vista Frontal

Vista Lateral Esquerda

conforme as vistas. Vista Frontal Vista Lateral Esquerda Vista Superior Vista Isométrica Exemplo de desenho

Vista Superior

Vista Isométrica

Vista Lateral Esquerda Vista Superior Vista Isométrica Exemplo de desenho isométrico 01. SENAI/CETEMP - Técnico

Exemplo de desenho isométrico 01.

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Vista Frontal

Vista Lateral Esquerda

PLÍNIO GILBERTO KROEFF Vista Frontal Vista Lateral Esquerda Vista Superior Vista Isométrica Exemplo de desenho

Vista Superior

Vista Isométrica

Vista Lateral Esquerda Vista Superior Vista Isométrica Exemplo de desenho isométrico 02. Vista Frontal Vista

Exemplo de desenho isométrico 02.

Vista Frontal

Vista Lateral Esquerda

Vista Isométrica

02. Vista Frontal Vista Lateral Esquerda Vista Isométrica Exemplo de desenho isométrico 03. 1.7. Vistas essenciais
02. Vista Frontal Vista Lateral Esquerda Vista Isométrica Exemplo de desenho isométrico 03. 1.7. Vistas essenciais

Exemplo de desenho isométrico 03.

1.7. Vistas essenciais

A interpretação do desenho técnico pode ser feito de duas formas, perspectiva e vistas essenciais. O objeto desenhado pode ser representado num plano e esse plano é denominado plano de projeção. A geração da representação da “sombra” da peça é representada através de diedros, no plano de projeção, e tem o nome de projeção. Os diedros mais comuns para representação são o 1º e o 3º, conforme figura abaixo. O 2º e 4º não são utilizados porque geram sobreposições ao 1 e 3º.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Diedros utilizados em desenho técnico. Fonte: Apostila

Diedros utilizados em desenho técnico. Fonte: Apostila FAPUCRS

Para exemplificar a diferença dos diedros utilizados segue a representação através do 1º e 3º diedros de um veículo. Observa-se que para este exemplo mudam-se apenas as vistas laterais.

A diferença básica dos dois métodos é a inversão das vistas laterais e também das

vistas superior e inferior. Todas as linhas que estiverem “não visíveis” diretamente no objeto devem ser representadas em linha tracejada. Quando há muitas linhas tracejadas os desenhos devem ser cortados para mostrar melhor os detalhes internos das peças (ítem 2.8).

melhor os detalhes internos das peças (ítem 2.8). 1º 3º Representação do mesmo veículo no 1º
melhor os detalhes internos das peças (ítem 2.8). 1º 3º Representação do mesmo veículo no 1º

Representação do mesmo veículo no 1º e 3º diedro. Fonte: Fonte: Apostila desenho básico Carlos Kleber.

É de extrema importância representar na legenda do desenho em qual diedro o

desenho está sendo representado, pois assim não fica duvidoso quanto a esta

interpretação.

1º diedro

não fica duvidoso quanto a esta interpretação. 1º diedro 3º diedro Representação inserida na legenda para

3º diedro

quanto a esta interpretação. 1º diedro 3º diedro Representação inserida na legenda para o diedro utilizado.

Representação inserida na legenda para o diedro utilizado.

1º Diedro

É o método mais comum utilizado no Brasil para representação das vistas essenciais.

Ao observarmos o objeto coloca-se ele numa espécie de caixa transparente, pois assim a projeção nos 6 lados dará as vistas, conforme figura abaixo, frontal, oposta, superior, inferior, lateral esquerda e lateral direita.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Objeto em projeção no 1º diedro. Fonte: Apostila
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Objeto em projeção no 1º diedro. Fonte: Apostila

Objeto em projeção no 1º diedro. Fonte: Apostila PRODUTRONICA

3º Diedro

Este sistema é utilizado para representar desenhos mecânicos normalmente feitos com base em normas americanas e também com unidades no Sistema Inglês. No Brasil é pouco utilizado.

unidades no Sistema Inglês. No Brasil é pouco utilizado. Objeto em projeção no 3º diedro. Fonte:
unidades no Sistema Inglês. No Brasil é pouco utilizado. Objeto em projeção no 3º diedro. Fonte:

Objeto em projeção no 3º diedro. Fonte: Apostila PRODUTRONICA

Abaixo seguem alguns exemplos da geração de vistas essenciais a partir de um desenho em vista em perspectiva isométrica. Os desenhos serão trabalhados apenas em 1º diedro, pois é o sistema usual no Brasil. Iremos utilizar como referência para estes exemplos sempre o mesmo posicionamento das vistas frontal, superior e lateral.

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Vista Lateral Direita

Vista Frontal

PLÍNIO GILBERTO KROEFF Vista Lateral Direita Vista Frontal Vista Isométrica Vista Superior Exemplo 01 da geração

Vista Isométrica

KROEFF Vista Lateral Direita Vista Frontal Vista Isométrica Vista Superior Exemplo 01 da geração de vistas

Vista Superior Exemplo 01 da geração de vistas essenciais

Vista Lateral Direita

Vista Frontal

de vistas essenciais Vista Lateral Direita Vista Frontal Vista Isométrica Vista Superior Exemplo 02 da geração

Vista Isométrica

Vista Lateral Direita Vista Frontal Vista Isométrica Vista Superior Exemplo 02 da geração de vistas essenciais

Vista Superior Exemplo 02 da geração de vistas essenciais

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Vista Lateral Direita

Vista Frontal

PLÍNIO GILBERTO KROEFF Vista Lateral Direita Vista Frontal Vista Isométrica Vista Superior Exemplo 03 da geração

Vista Isométrica

KROEFF Vista Lateral Direita Vista Frontal Vista Isométrica Vista Superior Exemplo 03 da geração de vistas

Vista Superior Exemplo 03 da geração de vistas essenciais

Fique alerta: No Brasil se usa a projeção no 1º diedro.

Supressão de vistas:

Algumas peças tornam-se desnecessárias a criação das 3 vistas padrão (frontal superior e lateral). Quando acontece realizamos a supressão de vistas. O objetivo é tornar claro o desenho técnico em apenas uma vista ou no máximo duas, conforme exemplos abaixo.

uma vista ou no máximo duas, conforme exemplos abaixo. Supressão com duas vistas. Supressão de vistas
uma vista ou no máximo duas, conforme exemplos abaixo. Supressão com duas vistas. Supressão de vistas

Supressão com duas vistas.

duas, conforme exemplos abaixo. Supressão com duas vistas. Supressão de vistas em eixos cilíndricos. SENAI/CETEMP -
duas, conforme exemplos abaixo. Supressão com duas vistas. Supressão de vistas em eixos cilíndricos. SENAI/CETEMP -

Supressão de vistas em eixos cilíndricos.

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1.8. Cortes no desenho técnico

O corte consiste em imaginar a peça cortada por um ou mais planos, sendo suprimida

uma das suas partes. Depois se faz a projeção da parte do objeto que ficou adotando as regras gerais relativas à disposição das vistas. Por fim, executam-se as hachuras sobre as superfícies das partes da peça interceptadas pelo plano ou planos de corte, delimitando a área.

Esta projeção, chamada vista cortada ou corte, substitui sempre a vista normal correspondente. Para sua correta utilização recomenda-se utilizar a norma NBR 10067. Quando há o corte obrigatoriamente cria-se a hachura. A hachura delimita a área onde o plano de corte encontrou material e assim mostra quais as regiões que ficam em primeiro plano na vista. Regras gerais para o corte:

A representação da vista cortada compreende a superfície obtida pelo plano de corte e tudo que se vê para lá desse plano;

A porção da peça supostamente retirada não pode ser omitida em todas as vistas;

As zonas em que a peça foi cortada são assinaladas por meio de hachuras. A hachura numa mesma peça deve ter sempre a mesma direção e o mesmo espaçamento; Sempre que possível, os planos de corte devem passar pelos eixos de simetria da peça a ser cortada; Na representação em corte, não devem ser usadas linhas de contorno invisíveis, se não trouxerem nada de fundamental à representação da peça; As superfícies de corte (exceção corte parcial) devem ser sempre delimitadas por linhas traço e ponto larga nas extremidades e nas mudanças de direção. Você sabia que cada material possui um tipo de hachura diferente? Para saber mais sobre as hachuras, consulte a norma NBR 10067. Tem-se a figura abaixo que mostra uma peça com detalhes internos que se tornam duvidosos. Para maiores esclarecimentos cria-se a vista em corte. A mesma, também mostra a diferença entre utilizar o termo corte A-A (a) e seção A-A (b). O termo seção é utilizado para demonstrar normalmente a seção transversal da peça.

para demonstrar normalmente a seção transversal da peça. Peça para representação em corte. (a) (b) SENAI/CETEMP

Peça para representação em corte.

(a)

(b)

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF (a) vista em corte da peça – (b)
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF (a) vista em corte da peça – (b)

(a) vista em corte da peça (b) seção da peça na região do plano de corte

Os cortes podem ser divididos por:

Corte Total:

A simbologia do corte consiste em assinalar o plano de corte na vista onde esse mesmo plano se encontra de topo, definida por uma linha traço e ponto larga nas extremidades e nas mudanças de direção. Duas setas, com uma ou mais letras identificadoras em fonte de letra maiúscula definem o sentido do corte. Junto à vista cortada, acima ou abaixo, devem constar as letras identificadoras. A figura abaixo demonstra o plano de corte e como fica a peça em corte total.

o plano de corte e como fica a peça em corte total.  Meio Corte :

Meio Corte

: Peça em corte total.

O meio corte é efetuado por dois planos perpendiculares no eixo da peça. Sua identificação é semelhante ao corte total, porém apenas um quarto da peça é “suprimido”. Em peças simétricas é preferível fazer um meio corte em vez de um corte completo. Desta forma, o meio corte mostra não só o interior como também o exterior da peça ao mesmo tempo, possibilitando assim dimensionar o desenho em apenas uma vista. Quando peça simétrica realizar o corte sempre abaixo da linha de centro e a direita.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF  Corte parcial: Peça em meio corte. Para

Corte parcial:

Peça em meio corte.

Para o corte parcial não é usada qualquer simbologia de indicação e identificação de cortes. Nota-se apenas que, na vista onde o corte parcial é efetivamente visualizado, o corte é delimitado por uma linha continua fina ondulada. Recurso bastante utilizado para demonstrar profundidades de furos e rasgos de chaveta em peças cilíndricas, conforme figura abaixo.

de chaveta em peças cilíndricas, conforme figura abaixo. Representação do corte parcial no desenho. Quando os

Representação do corte parcial no desenho.

Quando os detalhes de interesse não estiverem alinhados uns com os outros, ter-se-á de usar o número de planos paralelos ou concorrentes. Em ambos os casos, as partes ocultas não são representadas. Assim, faz-se necessária a utilização de métodos de cortes alternativos, conforme segue:

Corte Paralelo (Desvio):

Com relação à identificação, o corte paralelo é semelhante ao corte total. Porém para atender todos os detalhes da peça este pode efetuar desvios ortogonais, figura abaixo. Chama-se novamente a atenção para o reforço efetuado nos extremos das linhas que representam os planos de corte e nas mudanças do plano de corte.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Corte em desvio.  Corte Concorrente (Rebatido): Com

Corte em desvio.

Corte Concorrente (Rebatido):

Com relação à identificação, o corte concorrente é semelhante ao corte total. Porém seus planos não são paralelos. No corte concorrente os planos de corte são rebatidos sobre os planos de projeção, em conjunto parte da peça também é rebatida, conforme abaixo.

parte da peça também é rebatida, conforme abaixo. Corte rebatido. A representação em corte de peças

Corte rebatido.

A representação em corte de peças maciças como eixos, parafusos, raios/braço de roda, nervuras, porcas, rebites, chavetas, elos de corrente, não é, em geral, mais esclarecedora. Desta forma, quando estas peças forem interceptadas longitudinalmente pelo plano de corte, não devem ser hachuradas. As figuras abaixo são exemplos onde não se deve preencher com hachuras.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF (a) Peça com nervura – (b) Montagem com
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF (a) Peça com nervura – (b) Montagem com

(a) Peça com nervura (b) Montagem com parafuso e porca.

1.9. Escalas

É de extrema importância demonstrar a real escala que o desenho é apresentado no

formato, pois caso haja a necessidade de retirar alguma medida faltante basta medir no desenho impresso. É interessante representar os desenhos sempre que possível em escala 1:1 ou maior, porém alguns detalhes devem ser representados em escala legível ao formato, fazendo-se necessário a ampliação.

A escala deve ser representada na legenda do desenho. O Quadro abaixo demonstra

as escalas comumente utilizadas

Tipo de escala

Escalas recomendadas

Ampliação

Escala real

Redução

20:1

50:1

100:1

2:!

5:1

10:1

1:1

1:2

1:5

1:10

1:20

1:50

1:100

1:200

1:500

1:1000

1:2000

1:5000

1:10000

Escalas mais comuns em desenhos mecânicos. Fonte: adaptado de NBR 8196

1.10. Regras de Cotagem

A cotagem é muito mais do que colocar as dimensões nos desenhos. A cotagem

requer conhecimento das normas, técnicas princípios a ela associados, além dos processos

de fabricação e das funções da peça ou dos elementos que a constituem. Uma cotagem incorreta ou duvidosa pode causar desperdícios de materiais e grandes prejuízos na fabricação do produto.

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29
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Elementos de cotagem:

Cotas ou dimensões: São números que indicam as dimensões lineares ou angulares dos elementos. A unidade das cotas lineares é milímetro. Linhas de chamada: Também chamadas de linhas auxiliares, possuem linhas de traço continuo fino, são perpendiculares à linha de cota. Linhas de cota: São linhas retas ou arcos, normalmente com setas nas extremidades, a traço continuo fino, paralelas ao contorno do elemento cuja dimensão define. Setas: As setas ou flechas como são normalmente chamadas, não são mais do que as terminações das linhas de cota.

não são mais do que as terminações das linhas de cota. Linhas e indicativos de cotagem.

Linhas e indicativos de cotagem.

As inscrições das cotas nos desenhos obedecem a um conjunto de regras (norma NBR 10126) que visam facilitar a leitura e interpretação do desenho. As regras gerais relacionadas com a inscrição das cotas nos desenhos são as seguintes:

As cotas indicadas nos desenhos são sempre as cotas reais do objeto, independente da escala usada no desenho; As cotas devem ser apresentadas em caracteres de dimensão adequadas a sua legibilidade; Não pode ser omitida nenhuma cota necessária para a definição da peça; Os elementos devem ser cotados preferencialmente nas vistas que dá mais informação em relação à sua forma ou à sua localização (figura abaixo);

à sua forma ou à sua localização (figura abaixo); Vistas para cotagem devem ser bem escolhidas
à sua forma ou à sua localização (figura abaixo); Vistas para cotagem devem ser bem escolhidas

Vistas para cotagem devem ser bem escolhidas para cotar arestas visíveis.

Evitar cotas em linhas tracejadas; Devem ser evitados, sempre que possíveis cruzamentos de linhas de cota entre si ou com outro tipo de linhas, sobretudo linhas de chamada ou arestas da peça.

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30
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Errado

PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Errado Errado Correto As cotas devem ser localizadas

Errado

PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Errado Errado Correto As cotas devem ser localizadas preferencialmente

Correto

SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Errado Errado Correto As cotas devem ser localizadas preferencialmente fora do

As cotas devem ser localizadas preferencialmente fora do contorno da peça. Todavia, por questões de clareza e legibilidade, estas podem ser colocadas no interior das vistas.

estas podem ser colocadas no interior das vistas. Cada elemento deve ser cotado apenas uma vez,

Cada elemento deve ser cotado apenas uma vez, independente do número de vistas da peça;

apenas uma vez, independente do número de vistas da peça; Num desenho, devem ser usadas sempre
apenas uma vez, independente do número de vistas da peça; Num desenho, devem ser usadas sempre

Num desenho, devem ser usadas sempre as mesmas unidades, em geral milímetros. As unidades não são indicadas nas cotas, podendo ser indicadas no campo apropriado da legenda. As cotas podem ser indicadas junto a uma das setas e a linha de cota interrompida, de modo a evitar linhas longas, ou eventuais cruzamentos de linhas.

de modo a evitar linhas longas, ou eventuais cruzamentos de linhas. SENAI/CETEMP - Técnico em Automação
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Quando o espaço necessário para a cota não é suficiente sequer para serem colocados pontos, a cota pode ser posicionada abaixo da linha de cota e ligada à linha de cota através de uma pequena linha de referência.

linha de cota através de uma pequena linha de referência. Fique alerta: Cotas duplas e a

Fique alerta: Cotas duplas e a proximidade das mesmas podem gerar um desenho “poluído”, dificultando a sua interpretação.

Simbologia

Em cotagem, existem um conjunto de símbolos denominados símbolos complementares de cotagem, que permitem identificar diretamente a forma de alguns elementos evitando o uso de vistas auxiliares e/ou complementares.

evitando o uso de vistas auxiliares e/ou complementares. Diâmetro – Ø Raio – R Quadrado -

Diâmetro Ø Raio R Quadrado - Diâmetro esférico Ø R Raio esférico - SR

As cotas devem ser orientadas sempre em relação à legenda da folha de desenho, de tal modo que sejam lidas em duas direções perpendiculares entre si, a partir do canto inferior direito da folha.

perpendiculares entre si, a partir do canto inferior direito da folha. SENAI/CETEMP - Técnico em Automação
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Cotagem de contornos invisíveis

As linhas invisíveis não devem ser cotadas, exceto se não existir alternativa mais clara para a cotagem dos elementos. Na maior parte das situações, as linhas invisíveis podem ser eliminadas efetuando-se cortes nas vistas.

podem ser eliminadas efetuando-se cortes nas vistas. Você sabia que a organização das cotas num desenho

Você sabia que a organização das cotas num desenho está diretamente ligada à finalidade do desenho e aos métodos de fabricação? Uma peça que vai ser furada no centro de usinagem pode ter apenas a posição em X e Y dos pontos onde tem os furos.

Critérios de cotagem

Cotagem em serie: As cotas são dispostas em sucessão

Cotagem em serie: As cotas são dispostas em sucessão Cotagem em paralelo – As cotas são

Cotagem em paralelo As cotas são definidas em relação a uma origem comum.

paralelo – As cotas são definidas em relação a uma origem comum. SENAI/CETEMP - Técnico em
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Cotagem em paralelo É usada, sobretudo por limitações de espaço e quando sua aplicação não provoca problemas de compreensão e legibilidade.

não provoca problemas de compreensão e legibilidade. Cotagem por coordenadas – É usada quando na peça

Cotagem por coordenadas É usada quando na peça existem diversos elementos de forma e/ou dimensões idênticas. Neste critério é necessário construir uma tabela com as cotas de posição e dimensão dos elementos.

tabela com as cotas de posição e dimensão dos elementos. Casos especiais Cotagem de elementos equidistantes.

Casos especiais Cotagem de elementos equidistantes.

Casos especiais Cotagem de elementos equidistantes. Cotagem de elementos repetidos. Cotagem de chanfros e furos

Cotagem de elementos repetidos.

de elementos equidistantes. Cotagem de elementos repetidos. Cotagem de chanfros e furos escareados SENAI/CETEMP -

Cotagem de chanfros e furos escareados

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Cotas para inspeção 1.11. Indicação de tolerâncias As

Cotas para inspeção

SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Cotas para inspeção 1.11. Indicação de tolerâncias As tolerâncias nos

1.11. Indicação de tolerâncias

As tolerâncias nos desenhos devem ser especificadas sempre, pois raramente conseguimos obter uma peça com as medidas exatas conforme o projeto. Para isso são utilizadas as tolerâncias dimensionais, pois guiam o responsável pela fabricação, a saber, qual o processo mais indicado para obtenção da peça na medida correta. Segundo a norma ISO a tolerância dimensional é representada pela dimensão nominal acrescida de valores de referência ou tolerância de acordo com o sistema internacional de ajuste. O sistema de ajuste serve como base para verificar se em conjuntos montados as peças terão interferências ou folgas. O símbolo para tolerância é com letras e números. A letra estabelece segundo a norma ISO 286-1 a posição no campo de tolerância enquanto que o número dá o grau de tolerância. O grau associado à dimensão nominal na tabela nos informa os valores tolerados. Conforme a ISO 286-1 as letras maiúsculas especificam o campo de tolerância para furos, posicionado a direita e levemente acima da medida nominal e comumente em tamanho menor que a fonte da medida nominal. As letras minúsculas especificam o campo de tolerância para eixos e são posicionados também à direita, porém levemente abaixo da nominal. Antes de realizar a medição da peça e verificar se a medida ficou fora e dentro deve- se verificar qual a faixa de tolerância que será permitida. Exemplo: Numa peça torneada externamente, onde a medida nominal seja 60 ±0,20 mm. Se realizada a operação final e a medida final da peça ficar abaixo de 59,80 mm significa que esta peça está condenada e não pode ser retrabalhada. Porém, caso a medida fique acima ela ainda pode ser retrabalhada sofrendo nova usinagem. Os processos de fabricação para obtenção da peça determinam a faixa de tolerância permitida.

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Você sabia que em peças que sofrem soldagem as tolerâncias podem chegar a unidades de milímetros, pois é difícil o controle em função do aquecimento e distorção que o material sofre durante o processo?

Em superfícies polidas e brunidas a tolerância pode ser trabalhada com centésimos ou milésimos de milímetros.

A fim de estabelecer um padrão para as tolerâncias gerais em desenhos criou-se a

norma ISO 7168. As faixas de tolerância variam de acordo com a faixa da medida nominal da cota e também de acordo com o grau de tolerância especificado. Tem-se o abaixo que

detalha os valores da norma.

 

DIMENSÃO NOMINAL

 

Grau de

Acima 0,5 até 3,0 mm

Acima de

Acima de

Acima de

Acima de

Acima de

precisão

3,0 até 6,0

6,0 até

30,0 até

120,0 até

400,0 até

 

mm

30,0 mm

120,0 mm

400,0 mm

1000,0 mm

FINO

± 0,05

± 0,05

± 0,10

± 0,15

± 0,20

± 0,30

MÉDIO

± 0,10

± 0,10

± 0,20

± 0,30

± 0,50

± 0,80

GROSSO

± 0,15

± 0,20

± 0,50

± 0,80

± 1,20

± 2,00

Tolerâncias dimensionais, norma ISO 7168

1.12. Simbologia de estado de superfície

A simbologia pode ser representada através de sinais convencionais ou através de

valores acompanhados da simbologia. A norma NBR 6402, baseada na norma DIN 3141 especifica nos desenhos por meio de sinais convencionais é feita conforme o figura abaixo.

Significado

Sinal

Superfície em bruto; eliminação de rebarbas permitida.

Superfície desbastada; riscos de ferramentas bastante visíveis.

Superfície alisada; riscos de ferramentas poucos visíveis.

Superfície polida; riscos da ferramenta não são visíveis.

Superfície lapidada

Para qualquer grau de acabamento; pode ser indicado o modo de obtê- lo.

grau de acabamento; pode ser indicado o modo de obtê- lo. Superfície sujeita a tratamento especial
grau de acabamento; pode ser indicado o modo de obtê- lo. Superfície sujeita a tratamento especial
grau de acabamento; pode ser indicado o modo de obtê- lo. Superfície sujeita a tratamento especial

Superfície sujeita a tratamento especial indicado sobre a linha horizontal.

a tratamento especial indicado sobre a linha horizontal. Símbolos convencionais utilizados para rugosidade. 1.13.

Símbolos convencionais utilizados para rugosidade.

1.13. Valores da rugosidade:

A norma NBR 8404, com base na ISO 1302 especifica nos desenhos por meio de

valores da rugosidade junto aos símbolos, obtendo o processo de obtenção de superfície,

conforme o abaixo.

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Significado

Símbolo

Símbolo básico Só pode ser utilizado quando seu significado for complementado por uma indicação do valor da rugosidade

básico – Só pode ser utilizado quando seu significado for complementado por uma indicação do valor

Centralização de uma superfície usinada sem maiores detalhes

Centralização de uma superfície usinada sem maiores detalhes

Caracteriza uma superfície na qual a remoção de material não é permitida e indica que a superfície deve permanecer no estado resultante de um processo de fabricação anterior, mesmo se esta tiver sido obtida por usinagem ou outro processo qualquer.

de um processo de fabricação anterior, mesmo se esta tiver sido obtida por usinagem ou outro

Simbologia de rugosidade.

Os valores da rugosidade são comumente expressos em micrometros (µm) e sempre deverão estar acompanhados da simbologia da rugosidade em questão. Quando não especificado o parâmetro de rugosidade será o Ra. As rugosidades podem ser representadas em valores máximos de algum parâmetro ou também através de faixa de rugosidade permitida.

Rugosidade

Valores

de faixa de rugosidade permitida. Rugosidade Valores Superfície com rugosidade máxima de: Ra = 6,3 µm

Superfície com rugosidade máxima de:

Ra = 6,3 µm

Superfície com rugosidade entre:

Máximo Ra = 6,3 µm Mínimo Ra = 1,6 µm

Rugosidade específica ou faixa tolerada.

Os símbolos e inscrições devem estar orientados de maneira que possam ser lidos se o formato estiver em retrato ou em paisagem, conforme figura abaixo.

estiver em retrato ou em paisagem, conforme figura abaixo. Representação da rugosidade em aplicação no desenho

Representação da rugosidade em aplicação no desenho técnico.

Quando todas as superfícies exigirem o mesmo grau de rugosidade especifica-se ao lado das vistas. Comumente utiliza-se essa simbologia no canto superior direito do formato.

a)

b)

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF a) Detalhamento com sinais convencionais – b)
DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF a) Detalhamento com sinais convencionais – b)

a) Detalhamento com sinais convencionais b) Detalhamento com valores

Para saber mais sobre símbolos e grupos de rugosidade, consulte a norma NBR 6402.

1.14.

Croquis

O

croqui é responsável por transmitir todas as informações mínimas necessárias para

a construção do desenho final da peça. Este desenho pode ser em conjunto ou em peças

únicas. Pode ser representado em vista isométrica ou em vistas essenciais. Informações mínimas que devem constar nos croquis:

Material da peça; Cotas necessárias para fabricação; Simbologias de rugosidade; Tolerâncias dimensionais e/ou ajustes;

1.15.

Conjuntos

O

desenho de conjunto procura demonstrar todos os detalhes de montagem e também

detalhes das peças.

O conjunto também pode ser utilizado como forma de detalhamento apenas de posicionamentos e nomenclatura das peças, não importando a informação dos detalhes da montagem.

A escolha das vistas obedece às mesmas regras citadas na geração de vistas

essenciais e vista isométrica.

O desenho pode ser feito em um único formato com todos os detalhamentos mínimos

necessários. Torna-se obrigatória a identificação dos componentes na montagem e também

a criação de uma lista de itens. O detalhamento da montagem também pode ser realizado separadamente em formatos distintos.

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Montagem simples detalhada no mesmo formato.
Montagem simples detalhada no mesmo formato.
GILBERTO KROEFF Montagem simples detalhada no mesmo formato. Desenho de conjunto com peças detalhadas separadamente. 

Desenho de conjunto com peças detalhadas separadamente.

Vista explodida:

Este recurso é muito utilizado, pois mostra o conjunto de uma forma desmontada, porém sempre fazendo correspondência às posições de cada detalhe do conjunto. Este método de exposição é muito utilizado em catálogos comerciais e em documentos explicativos de montagens de componentes. A figura abaixo mostra em vista explodida o mesmo exemplo anterior. As linhas tracejadas indicam o caminho de montagem a ser percorrido pelos componentes.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Vista explodida de um desenho técnico de conjunto.

Vista explodida de um desenho técnico de conjunto.

Conjuntos soldados:

Pela grande aplicação nos diversos ramos da indústria mundial faz-se necessário o entendimento e correta utilização das simbologias que serão utilizadas. A norma ABNT 7165 especifica os tipos de soldagem conhecidos e que devem obedecer à simbologia internacional.

As peças soldadas devem ser desenhadas separadamente e posteriormente criado o desenho de conjunto onde se especificam as posições nas quais as peças deverão ser soldadas e também o tipo e parâmetros de soldagem que serão utilizados. A figura abaixo exemplifica um conjunto em 3D que foi modelado, montado e depois soldado em software SolidWorks®.

modelado, montado e depois soldado em software SolidWorks®. Conjunto soldado em 3D. 1.16. Elementos mecânicos mais

Conjunto soldado em 3D.

1.16. Elementos mecânicos mais comuns

Na indústria mundial a utilização de elementos de mecânica padronizados torna-se cada vez mais comum. Estes elementos tornam-se de fácil comercialização e substituição, visto que são facilmente encontrados.

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Os elementos mais comuns serão destacados a seguir, exemplificando a aplicação e a representação em desenho técnico de cada um deles.

Parafusos e roscas externas:

Para fazer a representação correta de uma rosca deve-se obedecer a norma

NBR8993/85

Para poder entender a correta interpretação de um parafuso é necessário conhecer primeiramente a representação de uma rosca externa.

A representação consiste na criação de uma linha mais fina que a linha de desenho

onde marca-se o diâmetro no fundo da rosca. Na rosca externa cria-se a linha menor que o diâmetro nominal. Nas vistas frontais à rosca cria-se uma linha circular (3/4 de volta apenas) da mesma medida do fundo do filete. Uma peça com rosca externa deve ser representada apenas simbolicamente, conforme a rosca representada no lado direito da figura (a). Isto não significa que a outra representação esteja errada, apenas é a simbologia criada pela norma NBR8993 e que possibilita o perfeito entendimento. Quando utilizamos rosca fora do sistema Métrico ou Whitworth é comum representar os dentes, pois facilita a interpretação. Esta representação está exemplificada pela figura (b).

Esta representação está exemplificada pela figura (b). (a) (b) Representação de roscas externas.  Porcas e
Esta representação está exemplificada pela figura (b). (a) (b) Representação de roscas externas.  Porcas e

(a)

(b)

Representação de roscas externas.

Porcas e roscas internas:

Assim como em parafusos a norma NBR8993/85 estabelece as regras para representação de uma rosca interna em desenho técnico.

A representação consiste na criação de uma linha mais fina que a linha de desenho

onde se marca o diâmetro do fundo da rosca. Em rosca interna a linha é criada na medida nominal da rosca, isto é, maior que o diâmetro na qual a peça deverá ser furada.

A interpretação da rosca interna é a mesma da externa. Tem-se a figura abaixo que

mostra um furo cego com rosca interna.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Representação de rosca interna.  Arruelas: Elementos

Representação de rosca interna.

Arruelas:

Elementos montados em conjunto com os parafusos ou porcas. Servem para proteger a superfície de contato entre a peça e a fixação. Podem também fazer a função de assegurar que a porca não solte do conjunto. Comercialmente existem três tipos básicos: Arruelas de segurança, lisas ou planas e arruelas de pressão.

de segurança, lisas ou planas e arruelas de pressão. Arruela lisa e de segurança.  Chavetas:

Arruela lisa e de segurança.

Chavetas:

Elemento sempre associado a uma montagem de pelo menos dois elementos, evitando o deslizamento na transmissão de forças. A principal aplicação é fixando o movimento em rodas dentadas, polias e volantes que estão presos a eixos girantes. Existem 2 tipos básicos de chaveta que são representados pela figura abaixo.

de chaveta que são representados pela figura abaixo.  Rebites: Os rebites são utilizados em uniões

Rebites:

que são representados pela figura abaixo.  Rebites: Os rebites são utilizados em uniões de chapas

Os rebites são utilizados em uniões de chapas e perfis laminados de materiais metálicos ou não metálicos. A maior aplicação dar-se-á em estruturas metálicas, caldeiras e reservatórios. Os materiais mais comuns são: Alumínio, Aço e Latão. A classificação é de acordo com seus elementos: cabeça, corpo e contra-cabeça.

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Aplicação

Alguns tipos

SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Aplicação Alguns tipos Representação em desenho técnico de rebite.  Molas:

Representação em desenho técnico de rebite.

Molas:

A mola é um elemento mecânico que dá impulso ou resistência ao movimento de uma peça. Existem diversos tipos de molas disponíveis no mercado, sendo as molas helicoidais a de maior aplicação. Segundo a NBR 1276/90 as molas podem ser representadas conforme a figura abaixo.

as molas podem ser representadas conforme a figura abaixo. Representação de molas em compressão. Em conjuntos

Representação de molas em compressão.

Em conjuntos mecânicos que contemplam molas elas devem aparecer cortadas na vista em corte, conforme figura abaixo.

aparecer cortadas na vista em corte, conforme figura abaixo. Representação do desenho de conjunto com mola.

Representação do desenho de conjunto com mola.

Rolamentos:

movimentos

giratórios. É difícil ter sistemas mecânicos girantes que não possuem ao menos um

Elementos

de

máquinas

utilizados

para

realizar

a

transmissão

de

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rolamento. Segundo a norma ISO 8826-1/90 as representações são diferentes para cada tipo de rolamento, tornando-as de fácil diferenciação.

Pinos e contra-pinos:

São utilizados para fixar a posição de partes de máquinas, como manípulos e eixos. São classificados conforme o abaixo:

Pino cônico (ISO 2339)

Pino paralelo (ISO 2338)

Pino guia entalhado (ISO 8745)

Contrapinos e pinos de fenda (ISO 1234)

entalhado (ISO 8745) Contrapinos e pinos de fenda (ISO 1234) Tabela de pinos e contrapinos. A
entalhado (ISO 8745) Contrapinos e pinos de fenda (ISO 1234) Tabela de pinos e contrapinos. A
entalhado (ISO 8745) Contrapinos e pinos de fenda (ISO 1234) Tabela de pinos e contrapinos. A
entalhado (ISO 8745) Contrapinos e pinos de fenda (ISO 1234) Tabela de pinos e contrapinos. A

Tabela de pinos e contrapinos.

A figura abaixo mostra uma montagem de um eixo com uma bucha e um pino fixando e impedindo o movimento longitudinal e movimento giratório independente das peças.

longitudinal e movimento giratório independente das peças. Montagem de eixo em bucha com contrapino.  Polias

Montagem de eixo em bucha com contrapino.

Polias e correias:

Polias são elementos de máquinas utilizados para transmitir movimentos de rotação entre dois eixos com o auxílio de correias.

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DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Conjunto polia-correia Os tipos de polias são variados

Conjunto polia-correia

Os tipos de polias são variados figura e o mais comum é o tipo “V”. Para a correta construção do modelo de uma polia devemos obedecer à medida que o fabricante exige, pois assim garante que a peça sairá dentro das medidas e terá o encaixe com a correia.

sairá dentro das medidas e terá o encaixe com a correia. Polias utilizadas comercialmente. As correias

Polias utilizadas comercialmente.

As correias devem obedecer às regras conforme o modelo das polias. Suas medidas são normalizadas conforme o tipo utilizado. A figura abaixo mostra os tipos disponíveis.

utilizado. A figura abaixo mostra os tipos disponíveis. Correias para polias lisas. Existem também correias

Correias para polias lisas.

Existem também correias sincronizadoras que servem para fazer o movimento sincronizado nos dois eixos, são utilizadas em sistemas automatizados com controle preciso de posicionamento. A norma que controla correias e polias sincronizadoras é DIN 7721-1.

controla correias e polias sincronizadoras é DIN 7721-1. Correia e polia sincronizadora. SENAI/CETEMP - Técnico em

Correia e polia sincronizadora.

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Engrenagens:

É o elemento de máquina mais lembrado e mais utilizado para transmissão de movimentos de rotação entre dois eixos. Evita a perda de rotação por baixo atrito e podem transmitir grandes esforços, quando bem dimensionadas. Para facilitar a construção do desenho representa-se a engrenagem apenas na forma simbólica. Podem-se utilizar alguns dentes para fazer o dimensionamento. A norma que determina as simbologias é a NBR 1331/90. Suas formas variam de acordo com a aplicação e o ângulo entre os eixos de transmissão do movimento. Os tipos são:

Engrenagem de dente reto

do movimento. Os tipos são: Engrenagem de dente reto Vistas normais Engrenagem de dente helicoidal Vistas

Vistas normais

Engrenagem de dente helicoidal

de dente reto Vistas normais Engrenagem de dente helicoidal Vistas normai Vistas simplificadas Vistas simplificadas

Vistas normai

Vistas normais Engrenagem de dente helicoidal Vistas normai Vistas simplificadas Vistas simplificadas SENAI/CETEMP -

Vistas simplificadas

de dente helicoidal Vistas normai Vistas simplificadas Vistas simplificadas SENAI/CETEMP - Técnico em Automação

Vistas simplificadas

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Coroa e parafuso-sem-fim

SENAI – PLÍNIO GILBERTO KROEFF Coroa e parafuso-sem-fim Vistas normais Engrenagem cônica Vistas normais Vistas

Vistas normais

Engrenagem cônica

Coroa e parafuso-sem-fim Vistas normais Engrenagem cônica Vistas normais Vistas simplificadas Vistas simplificadas

Vistas normais

Vistas normais Engrenagem cônica Vistas normais Vistas simplificadas Vistas simplificadas SENAI/CETEMP -

Vistas simplificadas

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1.17.

Recapitulando

Neste capítulo vimos à importância do desenho técnico no âmbito da mecânica, desde suas normas passando pelos instrumentos de desenho, folhas, tipos de linhas, representação isométrica e ortogonal. A cotagem e a representação da tolerância dos desenhos também são de suma importância para sua interpretação correta, pois quem está lendo o desenho não poderá ter duvida. Vimos também à representação de um conjunto montado, a identificação de suas peças e a listagem das mesmas, juntos com elementos mecânicos normalizados.

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2. MECÂNICA BÁSICA

2.1. Notação Científica

Por que usamos as potências de 10;

Algumas grandezas físicas são expressas por números muito pequenos ou por números muito grandes, de forma que seus valores estão distantes da realidade em que nossos sentidos estão acostumados a perceber.

Você sabia que o raio do átomo de hidrogênio é igual a 0,000 000 005 cm e o número de átomos numa célula é de 2 000 000 000 000 de átomos?

Também é muito incômodo e trabalhoso apresentar estes valores tanto na forma escrita como na forma oral. Para contornar estes problemas é importante usar a forma de potência de 10, usualmente chamada de Notação Científica.

Como escrever os números na Notação de potência de 10;

Consideremos as operações com os números abaixo:

de 10; Consideremos as operações com os números abaixo: 10 x 10 = 10² = 100

10

x 10 = 10² = 100

10

x 10 x 10 x = 10³ = 1000

De forma análoga também podemos expressar qualquer valor numérico utilizando as potências de 10:

735 = 7,35 x 100 = 7,35 x 10² 5482 = 5,482 x 1000 = 5,482 x 10³ 0,000 025 = 2,5 ÷ 100 000 = 2,5 ÷ 10 5 = 2,5 x 10 5 Baseados nestes exemplos podem afirmar que: 5 = 2,5 x 10 5 Baseados nestes exemplos podem afirmar que:

Qualquer número pode ser sempre expresso como o produto de um número compreendido entre 1 e 10 por uma potência de 10.

Regra prática para se obter a potência de 10 adequada:

a) Conta-se o número de casas que a vírgula deve ser deslocada para

a esquerda; este número fornece o expoente de 10 positivo. Assim:

56400

5,64

5,64

 
5,64

5,64

 

4 casas

x

10 .000

x

10

4

b) Conta-se o número de casas que a vírgula deve ser deslocada para

a direita; este número fornece o expoente de 10 negativo. Assim:

0,00003

5 casas

3
3

x 10

5
5
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Operações com potência de 10;

Você pode perceber que seria muito complicado e trabalhoso efetuar operações com os números muito grandes, ou muito pequenos, quando escritos na forma comum. Entretanto, quando estes mesmos números são escrito na notação de potência de 10, estas operações

se tornam bem mais simples, seguindo as leis estabelecidas em Álgebra, para as operações

de potências:

a) 0,0021 x 30 000 000 = (2,1 x 10 -3 ) x (3 x 10 7 ) = (2,1 x 3) x (10 -3 x 10 7 ) = 6,3 x 10 4

b) 7,28 x 10 5 7,28 10 5 x 1,82 x 10 3 4 x
b) 7,28
x
10
5
7,28
10
5
x
1,82
x
10
3
4
x
10
8
4
10
8
c) (5x10
3
)
3
5
3
x(10
3
)
3
125 x10
9

Como 125 = 1,25 x 10² vem 125 x 10 -9 = 1,25 x 10² x 10 -9 = 1,25 x 10 -7

d)

2,5x10 5 25 x10 4 25 x 10 4
2,5x10
5
25 x10
4
25 x
10
4
9 = 1,25 x 10 - 7 d) 2,5x10 5 25 x10 4 25 x 10

5x10

2

Nos exemplos anteriores só apareceram às operações de multiplicação, divisão, potenciação e radiciação. Quando estivermos tratando com adição ou subtração, devemos ter cuidado de, antes de efetuar a operação, expressar os números com os quais estamos lidando na mesma potência de 10.

Consideremos o exemplo a seguir:

1. 6,5 x 10³ − 3,2 x 10³

Neste caso, como os números já estão expressos na mesma potência de 10, poderá efetuar

a operação diretamente, como segue:

6,5 x 10³ − 3,2 x 10³ = (6,5 − 3,2) x 10³ = 3,3 x 10³

2. 4,23 x 10 7 + 1,3 x 10 6

Devemos, inicialmente, expressar as parcelas em uma mesma potência de 10. Para isso escrevemos a primeira parcela como uma potência de 10 6 :

4,23 x 10 7 + 1,3 x 10 6 = 42,3 x 10 6 + 1,3 x 10 6 =

=

(42,3 + 1,3) x 10 6 = 43,6 x 10 6 = 4,36 x 10 7

O

cálculo também pode ser efetuado de outra maneira, expressando o segundo termo em

potência de 10 7 . Teremos:

4,23 x 10 7 + 0,13 x 10 7 = (4,23 + 0,13) x 10 7 = 4,36 x 10 7

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2.2. Ordem de grandeza

Muitas vezes não há necessidade ou interesse em conhecer com precisão o valor da grandeza, mas apenas a potência de 10 mais próxima de seu valor. Essa potência é denomina ordem de grandeza, isto é,

Ordem de grandeza de um número é a potência de 10 mais próxima deste número.

Então, a ordem de grandeza e 85 é 10² porque 85 está compreendido entre 10 e 100, mas está mais próximo de 10². Da mesma forma, a ordem de grandeza de 0,00024 = 2,2 x 10 4 é 10 -4 . Assim, conhecendo a ordem e grandeza de diversas medidas, é fácil, compara-las rapidamente e sem cálculos laboriosos.

Ordem de grandeza de distâncias (em cm)

Ordem de grandeza de tempo (em s)

Ordem de grandeza de massas (em g)

10 25 Distância à galáxia mais afastada

10 15 Tempo desde a primeira vida na Terra.

10 30 O Sol

 

galáxia; 01 ano-luz

10 20

Raio

da

nossa

10 10 Vida média do plutônio; tempo de 1 ano

10 20 A Terra

 

10 15 Tamanho do sistema solar; distância Terra-Sol

10 5 Vida média de um nêutron livre; tempo de 1 dia

10 15

Um

transatlântico

10 10 Raio do Sol;

 

10 0 Tempo de 1 segundo

10 10 1 quilograma.

10 5 Raio da Terra; Altura do monte Everst

 

10 -5 Tempo para vibrar uma corda de violão.

10 0 1 grama; asa de mosquito.

10 0 1 cm; espessura do fio de cabelo

10 -10 Tempo médio de excitação de um átomo antes de emitir luz

10 -10 Gota

de óleo

no atomizador.

 

10 -5 Comprimento de onda da luz

10 -15 Tempo para o elétron girar em torno do próton no átomo de H.

10 -20

Átomo

de

urânio

10 -10 Diâmetro do núcleo do átomo de urânio.

10 -20 Tempo para um próton girar dentro do núcleo

10 -30 Próton, elétron

Exercícios

a. Escrever os números abaixo na forma de potência de 10:

I. 0,000 0245 =

II. 567,34 =

III. 8 7000 000 =

IV. 0,000 000 0608 =

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b. Efetuar as operações usando a forma de potencia de 10.

I. 67 800 + 2 345 =

II. 0,263 + 56,3 =

III. 0,000 3435 ÷ 0,000 006 47 =

IV. 128 654,74 322,14 =

V. 15 648 × 657 90 000 =

2.3. Grandezas do Sistema Internacional de Unidades

Nem sempre as unidades de medida de comprimento e massa de um corpo foram as mesmas em todo o mundo. Até meados do século XX eram usadas diferentes unidades de medida ou padrão e, por isso, as relações comerciais e as trocas de informações científicas entre os países se tornavam muito difíceis. Para resolver os problemas oriundos deste fato, foram criados padrões internacionais. Surgiu, assim, o Sistema Internacional de Unidades (SI).

O

SI estabelece sete unidades de base, cada uma delas corresponde a uma grandeza.

 
 

GRANDEZA

UNIDADE

SÍMBOLO

Comprimento

metro

m

Massa

quilograma

kg

Tempo

segundo

s

Intensidade de corrente elétrica

ampére

A

Temperatura dinâmica

kelvin

K

Quantidade de matéria

mol

mol

Intensidade lumionosa

candela

cd

O

SI é também denominado MKS, em que as letras M, K e S correspondem às inicias das

unidades de comprimento (m), massa (kg) e tempo (s).

Observe a seguir algumas regras para a escrita das unidades:

a) Quando escritas por extenso, as inicias das unidades devem ser sempre

minúsculas, mesmo que sejam nomes de pessoas: metro, newton, quilometro, pascal etc.]

b) A unidade de temperatura da escala Celsius, o grau Celsius, é a única

exceção à regra. Nesse caso, utilizamos a letra maiúscula.

c) Os símbolos representativos das unidades também são letras minúsculas.

Entretanto, serão maiúsculas quando estiver se referindo a nome de pessoas: ampére (A),

newton (N), pascal (P) e metro (m).

d) Os símbolos não se flexionam quando escrito no plural. Assim, para

indicarmos 10 newton, por exemplo, usamos a 10N.

2.4. Unidades de Engenharia

Existem algumas unidades que não pertencem ao SI, mas que são largamente empregadas para quantificar os processos produtivos industriais.

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Variável

Unidade

Temperatura

ºC, ºf

Pressão

Kgf/cm², bar, psi, mmH 2 O

Vazão

m³/h, l/h, m³/min, l/min

Volume

l, dm³, cm³

Tempo

h, min

Massa

t, g, mg

Unidades de engenharia de pressão

de

de kgf/cm 2 atm psi ca kPa mm ca bar

kgf/cm 2

atm

psi

ca

ca

kPa

mm ca

bar

kgf/cm 2

1

0,9678

14,223

394,70

98,0665

9996,59

0,9806

atm

1,0332

1

14,696

406,78

101,325

10328,75

1,0133

psi

0,0703

0,0680

1

27,68

6,8948

702,83

0,0689

ca

ca

0,0025

0,0024

0,036

1

0,2491

25,39

0,0025

kPa

0,0102

0,0099

0,145

4,02

1

101,94

0,0100

mm ca

0,0001

0,0001

0,0014

0,04

0,0098

1

0,0001

Bar

1,0797

0,9869

14,503

402,46

100,000

10193,68

1

2.5. Múltiplos e submúltiplos de unidades

Com a finalidade de evitar o uso de grandes quantidades de zeros para expressar grandezas muito pequenas ou muito grandes, o SI estabeleceu prefixos que permitem a formação de múltiplos e submúltiplos decimais de suas unidades.

Prefixo

Símbolo

Fator de multiplicação

tera

T

10¹²

giga

G