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série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos

série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL

Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos

série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos

série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL

Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos

série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
série AUTOMAÇÃO iNDUsTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA – CNI

Robson Braga de Andrade

Presidente

DIRETORIA DE EDuCAÇÃO E TECNOLOgIA

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor de Educação e Tecnologia

SENAI-DN – SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAgEM INDuSTRIAL

Conselho Nacional

Robson Braga de Andrade

Presidente

SENAI – DEPARTAMENTO NACIONAL

Rafael Esmeraldo Lucchesi Ramacciotti

Diretor-Geral

Gustavo Leal Sales Filho

Diretor de Operações

Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL
Implementação
de equIpamentos
e dIsposItIvos
Série AUTOMAÇÃO iNDUSTriAL Implementação de equIpamentos e dIsposItIvos

© 2012. SENAI – Departamento Nacional

© 2012. SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul

A reprodução total ou parcial desta publicação por quaisquer meios, seja eletrônico, mecânico, fotocópia, de gravação ou outros, somente será permitida com prévia autorização, por escrito, do SENAI – Departamento Regional do Rio Grande do Sul.

Esta publicação foi elaborada pela equipe da Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional – UEDE/Núcleo de Educação a Distância – NEAD, do SENAI do Rio Grande do Sul, com a coordenação do SENAI Departamento Nacional, para ser utilizada por todos os Departamentos Regionais do SENAI nos cursos presenciais e a distância.

SENAI Departamento Nacional Unidade de Educação Profissional e Tecnológica – UNIEP

SENAI Departamento Regional do Rio Grande do Sul Unidade Estratégica de Desenvolvimento Educacional – UEDE/Núcleo de Educação a Distância – NEAD

FICHA CATALOGRÁFICA

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Nacional

Sede Setor Bancário Norte . Quadra 1 . Bloco C . Edifício Roberto Simonsen . 70040-903 . Brasília – DF . Tel.: (0xx61)3317-9190 http://www.senai.br

Lista de ilustrações

Figura 1 - Diagrama da central eletrônica

18

Figura 2 - Forno industrial de cozimento

19

Figura 3 -

a) Válvula solenoide para área classificada; b) Válvula solenoide para área não classificada

20

Figura 4 - Símbolo do quadrado de fogo

21

Figura 5 - Processo de reação em cadeia

21

Figura 6 - Exemplos de combustíveis

22

Figura 7 - Desenho de projeto de planta de extensão de áreas classificadas

23

Figura 8 - Exemplo de marcação “Ex”

25

Figura 9 - Fluxograma de Engenharia

30

Figura 10 - Exemplo de tagname

31

Figura 11 - Típico de montagem

35

Figura 12 - Diagrama de malha

36

Figura 13 - Diagrama de intertravamento

37

Figura 14 - Folha de dados de transmissores de pressão diferencial

38

Figura 15 - Folha de dados de transmissores de válvulas de controle

39

Figura 16 - Certificado de calibração – folha 1/2

40

Figura 17 - Certificado de calibração – folha

41

Figura 18 - Multiteste digital e analógico

42

Figura 19 - Gerador 4 a 20ma

42

Figura 20 - Multicalibrador

42

Figura 21 - Comunicador Hart & Fieldbus

43

Figura 22 - Ferramentas mecânicas

43

Figura 23 - Não foi isso que eu pedi!!

49

Figura 24 - Sequência de documentação de recebimento

51

Figura 25 - Recebendo dispositivos do

52

Figura 26 - Exemplos de etiquetas de recebimento (frente / verso)

53

Figura 27 - Inspeção com gabarito

56

Figura 28 - Inspeção com variáveis

56

Figura 29 - Montagem de transmissores de vazao de acordo com o estado do fluido

62

Figura 30 -

Transmissores de vazão multivariáveis de fabricantes diferentes com distintas dimensões

62

Figura 31 - Transmissor de vazão magnético devidamente identificado com o tag

63

Figura 32 - Transmissor de vazão magnético com identificação avariada

64

Figura 33 - Caixas de junção de sinais analógicos

65

Figura 34 - Caixas de junção para Fieldbus

65

Figura 35 - Caixas de junção de sinais analógicos

65

Figura 36 - Brick para sinais digitais

66

Figura 37 - Caixa de junção de fieldbus em sala remota

66

Figura 38 - Exemplo de segregação de cabos de sinal e energia no campo

67

Figura 39 - Cabos de fieldbus – conexões no campo

67

Figura 40 - Típico de montagem para manômetro com sifão

69

Figura 41 - Montagem realizada conforme típico de montagem

69

Figura 42 -

Típico de montagem para produtos criogênicos e evaporação a temperatura ambiente

69

Figura 43 - Montagem de transmissor de pressão tipo Fieldbus

70

Figura 44 - Transmissor de pressão tecnologia Hart

70

Figura 45 - Placa de orifício montada

71

Figura 46 - Típico de montagem para medição de gás

71

Figura 47 - Típico de montagem para medição de líquidos

72

Figura 48 - Típico para vazão de vapor

72

Figura 49 - Medidor de pressão diferencial

72

Figura 50 - Medidor de pressão diferencial conectado ao processo

73

Figura 51 - Técnico desconectando trasmissor multivariável de vazão para calibração

73

Figura 52 - Medidor de tubo reto

74

Figura 53 - Medidor de vazão de tubo reto

74

Figura 54 - Instalação para medição de vazão de gás

74

Figura 55 - Instalação para medição de líquidos

75

Figura 56 - Representação de um medidor eletromagnético

75

Figura 57 - Instalação de um medidor no sentido vertical

76

Figura 58 - Instalação de um medidor no sentido horizontal

76

Figura 59 - Formação de vórtices

77

Figura 60 - Medidor de vazão vortex

77

Figura 61 - Formação de vórtices

77

Figura 62 - Funcionamento de uma turbina

78

Figura 63 - Medidor instalado na planta

78

Figura 64 - Desenho típico de montagem para um indicador local

79

Figura 65 - Indicador de temperatura local instalado em vaso, em conjunto com indicador de nível

por vaso comunicante

79

Figura 66 - Típico de montagem de um RTD

80

Figura 67 - Instalação de dois termopares (esquerda - poço roscado; direta - poço flangeado)

80

Figura 68 - Desenho típico de montagem para um visor local de nível

81

Figura 69 - instalações industriais de LG

81

Figura 70 - Típico de montagem para um transmissor de nível do tipo pressão diferencial

81

Figura 71 - Instalação de um transmissor de nível ultrassônico

82

Figura 72 - Tipos de terminais

83

Figura 73 - Tipos de terminais

83

Figura 74 - Identificadores de fiação

85

Figura 75 - Porta-identificador

87

Figura 76 - Sistema de identificação

87

Figura 77 - Funcionamento do sistema de identificação

88

Figura 78 - Esquema de ligação transmissores de dois fios com alimentação 24Vcc

88

Figura 79 - Esquema de ligação transmissores de três fios com alimentação 24Vcc

89

Figura 80 - Esquema de ligação transmissores de quatro fios com alimentação 24Vcc e 24Vac

89

Figura 81 - Esquema de ligação de posicionadores de dois fios com alimentação 24Vcc

89

Figura 82 - Esquema de ligação de posicionadores de dois fios com alimentação 24Vcc

90

Figura 83 - CLP Modular

91

Figura 84 - CLP de caixa unica com IHM incorporada

92

Figura 85 - Ciclo do CLP

92

Figura 86 - Módulos instalados em trilho DIN

94

Figura 87 - CLP sobre trilho DIN

94

Figura 88 - Localização das ligações e comandos

94

Figura 89 - Edição de nível

95

Figura 90 - Diagrama de ligação

96

Figura 91 - Programador utilizado para Hart e Fieldbus

97

Figura 92 - Função do teclado e terminais

98

Figura 93 - Acessando o protocolo Hart

99

Figura 94 - Terminais de acesso Hart e Fieldus

99

Figura 95 - Conectando a um circuito Hart

100

Figura 96 - Conectando diretamente a um circuito Hart por meio das portas de comunicação de

instrumento

100

Figura 97 - Conectando diretamente a um circuito Hart por meio de ligação série com malha

101

Figura 98 -

Conexão de dispositivos sem fio

101

Figura 99 - Menu do

102

Figura 100 -

Modificação de parâmetro

104

Figura 101 - Portas de

105

Figura 102 - Conexão de bancada

105

Figura 103 -

Conexão de campo

106

Figura 104 - Exemplo de janela do tipo “Lista de dispositivos

107

Figura 105 -

Opções do comando “Lista de dipositivos online”

107

Figura 106 -

Bloco de configuração avançada

107

Figura 107 -

Sala de controle com controladores individuais

109

Figura 108 -

Sala de controle com SDCD

110

Figura 109 -

Instrumentos em conexão com SDCD da sala de controle

110

Figura 110 -

Sala de controle com SDCD

111

Figura 111 - Exemplo de tela de operação

111

Figura 112 -

Arquitetura de SDCD

112

Figura 113 -

Exemplos de rede

113

Figura 114 - Exemplo de ligação wireless

115

Figura 115 - Hierarquia do sistema metrológico

125

Figura 116 - Exemplo de certificado de calibração de um padrão

128

Figura 117 -

Balança de peso morto

129

Figura 118 - Princípio de funcionamento da balança de peso

130

Figura 119 - Bomba de comparação (Timoneiro)

130

Figura 120 - Visão frontal do calibrador de pressão

131

Figura 121 - Identificação das partes (painel frontal)

131

Figura 122 - Identificação das partes (lateral esquerdo / lateral direito)

131

Figura 123 - Formas de utilização

132

Figura 124 -

Como medir a pressão

132

Figura 125 -

Exemplos de ligação para calibração

132

Figura 126 - Exemplo de ligação para calibração de conversor

133

Figura 127 - Exemplo de ligação para calibração de pressostato

133

Figura 128 - Exemplo de ligação para calibração de I/P

133

Figura 129 -

Visão frontal do calibrador de temperatura

134

Figura 130 - Identificação das partes (painel frontal)

134

Figura 131 - Identificação das partes (lateral esquerdo/lateral direito)

134

Figura 132 - Formas de utilização

134

Figura 133 -

Exemplos de ligação para calibração

135

Figura 134 - Banho térmico tipo bloco seco

135

Figura 135 - Sensores de temperatura-padrão: termopares

136

Figura 136 - Sensores de temperatura-padrão: termorresistências

136

Figura 137 -

Banho térmico (imersão em líquido)

136

Figura 138 - Rotâmetros

137

Figura 139 -

Princípio de funcionamento do rotâmetro

137

Figura 140 -

Calibrador digital de vazão de gás

138

Figura 142 -

Identificando os terminais de ligações

139

Figura 143 - conectando cabo de temperatura

139

Figura 144 -

Conectando terminais fieldbus

139

Figura 145 - Configurando instrumento para calibração

140

Figura 146 - Técnico testando uma rede do sistema Delta V

145

Figura 147 - Tela do programa de comissionamento(E); Gráfico representativo do

146

Quadro 1 - Sequência para decapagem dos fios

85

Quadro 2 - Significados de ícones

102

Quadro 3 - Escrita correta de unidade composta

121

Quadro 4 - Símbolos de unidades do SI

122

Quadro 5 - Escrita correta de unidades do SI

122

Tabela 1: Técnico em Automação Industrial

15

Tabela 2: Letras de identificação-ANSI/ISA 5.1 2009

31

Tabela 3: Símbolos e função dos dispositivos de instrumentação

32

Tabela 4: Simbolos e Função de processamento de sinais

33

Tabela 5: Símbolos para sinais de transmissão

34

Tabela 6: Grau de proteção IP nos dispositivos

44

Tabela 7: Referências comerciais de terminais

83

Tabela 8: Sequência de classificação dos códigos de identificação

85

Tabela 9: Características dos identificadores para porta-identificadores

88

Tabela 10: Unidades básicas do SI

120

Tabela 11: Unidades derivadas do SI

120

Sumário

1 Introdução

 

15

2 Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

17

2.1 Conceitos de Instrumentação em Processos Industriais

17

2.2 Projetos de Instrumentação em Instalações Industriais

20

 

2.2.1

Atmosferas explosivas

21

3 Plano de instalação de equipamentos e dispositivos industriais

29

3.1 Memorial Descritivo

29

3.2 Fluxograma de Engenharia

30

3.3 Típicos de Montagem

35

3.4 Diagrama de Malha

35

3.5 Diagrama de Intertravamento

37

3.6 Lista de Instrumentos

37

3.7 Lista de Materiais

37

3.8 Lista de Cabos

 

38

3.9 Folha de Dados

38

3.10

Certificado de Calibração

39

3.11

Identificações das Ferramentas Utilizadas no Projeto

41

3.12

Grau de Proteção IP nos Dispositivos

44

3.13

Organização da Documentação do Projeto em Data Book

45

3.13

Legislações Vigentes para um Projeto

46

3.14

Identificação do Software e suas Características

47

4 Recebimento dos Equipamentos e Dispositivos

49

4.1 Aspectos Gerais

49

 

4.1.1

Qualificação Profissional

50

4.2 Documentação

51

 

4.2.1 Procedimento de Recebimento

51

4.2.2 Registro de Inspeção

52

4.2.3 Ordem de Compra

53

4.2.4 Folha de Dados

53

4.2.5 Projeto

54

4.2.6 Inspeção

54

4.2.7 Preservação

57

4.2.8 Armazenamento

57

5

Montagem de Equipamentos e Dispositivos

61

5.1 Documentação

 

61

5.1.1 Confrontar o Manual do Fabricante com o Desenho Típico de Montagem

61

5.1.2 Verificar a Compatibilidade Dimensional entre a Instalação e o Projeto

62

5.1.3 Identificação do Instrumento com a Lista de Projeto

63

5.2 Montagem Mecânica de Equipamentos e Dispositivos

64

5.2.1 Montagem de Caixas de Junção (Jb Juncion Box)

64

5.2.2 Montagem

de

Tubing

66

5.2.3 Montagem de Cabos, Eletrodutos, Bandejamento e Painéis

66

5.2.4 Montagem de Indicadores e Trasmissores de Pressão

68

5.2.5 Montagem de Trasmissores de Vazão

70

5.2.6 Montagem de Medidores de Temperatura

78

5.2.7 Montagem de Indicadores de Nível

80

5.3 Montagem Elétrica de Equipamentos e Dispositivos

82

5.3.1 Alinhamento e Prensamento De Terminais

82

5.3.2 Pinça Multifuncional

 

84

5.3.3 Sistema de Identificação para Fios, Cabos e Bornes de Conexão

85

5.3.4 Porta-Identificadores

87

5.3.5 Esquema de Ligação de Transmissores

88

5.3.6 Esquema de Ligação de Posicionadores

89

5.3.7 Sinais de Transmissáo e Tecnologias Utilizadas

89

6 Calibração de Instrumentos e Equipamentos

117

6.1 Conceitos Gerais de Metrologia (Vim)

118

6.2 Sistema Internacional de Unidades (SI)

119

6.2.1

Unidades Básicas do SI

120

6.2.2

Unidades Derivadas do SI

120

6.2.3

Escrita Correta de Unidades do SI

121

6.2.4

Regras de Arredondamento para a Numeração Decimal (NBR 5891)

123

6.3 Padrões

124

6.3.1 Tipos de Padrão

 

124

6.3.2 Rastreabilidade do Padrão

125

6.3.3 Seleção do Padrão de Calibração

125

6.3.4 Avaliação do Certificado de Calibração

126

6.4 Procedimento de Calibração

 

129

6.4.1

Padrões e Dispositivos de Calibração (Exemplos)

129

7 Start-up de Equipamentos e Dispositivos

143

7.1 Comissionamento

 

143

7.1.1

Comissionamento Eficaz

144

7.2 Condicionamento

 

145

7.3 O que é Start-Up?

146

Referências

151

Minicurrículo dos Autores

154

Índice

155

Introdução

1
1
Introdução 1 Nesta unidade curricular conhecermos os principais assuntos que contribuem para o desenvolvimento das

Nesta unidade curricular conhecermos os principais assuntos que contribuem para o desenvolvimento das competências de um técnico em Automação industrial, que proporcionará

a aquisição de fundamentos técnicos e científicos necessários à Automação industrial, bem como

capacidades sociais, organizativas e metodológicas adequadas a diferentes situações profissionais.

Esta unidade curricular“Fundamentos da Eletrotécnica”favorece aos alunos, através dos fundamentos

deeletroeletrônicaaplicáveisaossistemasdecontroleeAutomação,aconstruçãodeumabaseconsistente

que possibilite o desenvolvimento das competências profissionais do Técnico em Automação Industrial. Considera o desenvolvimento de fundamentos matemáticos, elétricos e eletrônicos. (DCN-DN)

Ainda nesta unidade curricular iremos reconhecer fundamentos de eletricidade aplicáveis aos sistemas de controle e Automação. É importante identificar os tipos de instrumentos de teste. Aplicar fundamentos de eletricidade na medição de grandezas elétricas. E ainda, interpretar representações gráficas aplicáveis aos sistemas Automatizados de manufatura.

A seguir são descritos na matriz curricular os módulos e as unidades curriculares previstos

e as respectivas cargas horárias.

Tabela 1:

Técnico em Automação Industrial

Módulos

denoMInAção

unIdAdes CurrICulAres

CArgA

CArgA HorárIA

HorárIA

Módulo

Módulo Básico

Fundamentos técnicos e

• Fundamentos da Comunicação

100h

340h

científicos

• Fundamentos da Eletrotécnica

140h

• Fundamentos da Mecânica

100h

Módulo

Fundamentos técnicos e

• Acionamento de Dispositivos

160

h

340h

Introdutório

científicos

Atuadores

 

• Processamento de Sinais

180

h

Específico I

Manutenção e Implemen-

• Gestão da Manutenção

34h

340 h

tação de equipamentos e

• Implementação de Equipamentos

136h

dispositivos

Dispositivos

• Instrumentação e Controle

• Manutenção de Equipamentos e

102h

Dispositivos

68h

Específico II

Desenvolvimento de

Desenvolvimento de Sistemas de

100h

340h

sistemas de controle e

Controle

Automação

• Sistemas Lógicos Programáveis

160h

• Técnicas de Controle

80h

Fonte: SENAI

Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

2
2
sobre a implementação de equipamentos e dispositivos 2 O objetivo deste capítulo é expor a importância

O objetivo deste capítulo é expor a importância da instrumentação industrial na área da Automação. Apresentaremos, também, um demonstrativo de equipamentos que podem ser instalados em áreas potencialmente perigosas.

2.1 ConCeItoS de InStrumentação em ProCeSSoS InduStrIaIS

Desde a Revolução Industrial o homem sempre buscou o controle de seus processos industriais. Por mais diversificados que sejam os produtos que fabricamos, manter a uniformidade dos processos é essencial para garantir a qualidade do que produzimos. Um exemplo bem simples sobre a importância da uniformidade encontramos em uma situação bem corriqueira, quando vamos à padaria. Normalmente, preferimos que o pão esteja sempre uniforme, isto é, com a mesma aparência, peso e características que já conhecemos.

Hoje, o mercado exige que os produtos tenham qualidade e uniformidade para serem competitivos, e a instrumentação industrial é uma grande aliada da produção, controlando e protegendo equipamentos e dispositivos. A instrumentação está presente em todo os tipos de indústria: Petróleo & Gás, Petroquímica, Papel e Celulose, Automobilística e outras. Em todos esses processos, temos que controlar, de maneira adequada, variáveis como pressão, vazão, nível, temperatura, Ph, umidade entre outras. O controle manual desses processos seria muito difícil.

Para entender melhor o processo de controle, imagine um automóvel de qualquer marca ou modelo. Neste veículo há várias malhas de controle de instrumentação, conforme a Figura 1, abaixo, que nos passam despercebidas, como a medição de oxigênio localizada dentro do escapamento, que informa à central eletrônica o resultado da queima de ar/combustível.

18
18

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

CICLO ENGENHARIA Central de injeção eletrônica PT VD/AZ ou VD/AM G2 A10 B24 G9 PT
CICLO
ENGENHARIA
Central de
injeção
eletrônica
PT
VD/AZ ou VD/AM
G2
A10
B24
G9
PT
AM
A11
G9
PT
AM
PT/BR
Eletroinjetor 1
Aterramento da U.C.E
A23
B02
G9
PT
AM
A26
G9
PT
AM
PT/AM
Eletroinjetor 2
A29
B03
G9
PT
AM
A42
PT/AZ
Eletroinjetor 3
B04
G1
PT/LR
Eletroinjetor 4
+ 30
B05
60A
Mf8
60A
Mf5
Corretor da
15A
PT/AM
F14
B06
marcha-lenta
03A
F17
CHAVE DE IGNIÇÃO
ECOSPORT
0
BR/VD
30
1
B44
Válvula
termotática
+15
eletrônica
3 2
VD/AM
PT/LR ou
1
A46
B11
+15
MR/AZ
1
- 4
D
PT/AZ ou
2
LR/AM
B35
Bobina de ignição
F17
Alimentação da U.C.E.
A40
MR/VD
2
- 3
86
85
G2
PT/VD ou
D
3
B23
R10 - Relé Principal
MR/AZ
Mf8
30
87
15A
Interruptor
inercial para
F28
A15
15A
corte
de combustível
F30
1
VD/AM
Bomba de combustível
S2
Sinal de ignição
F28
A34
4
B
A15
VD/LR
Eletro válvula
de
87
30
F14
A15
PT/LR
R03 combustível
- Relé da bomba
A05
F30
purga
do canister
PT/AZ
de
F28
A04
86
85
BR/VM
1
F30
sensor de
B39
2
MR/VM
1
rotação
e PMS
B28
Sensor de velocidade
2
BR/AZ
A32
3
BR/VI
1
B25
Sensor de fase
2
MR/BR
Travamento cent.( BKE)
A06
B26
AM
2
B36+
04
interruptor do cíclico
Sensor de
BR/VD ou
1
B42
pressão
absoluta
BR/AZ
4
Pressostato
de duplo
4
MR/VD ou MR
BR/VI
PT/LR
B30
1
contato
do sistema
de
A37
Sensor de
3
PT/VD
B17
2
3
G6
ar
condicionado
temperatura
do ar
A39
BR/VD
1
Sensor
B38
R2b - Relé
de plena
MR/VD ou MR
PT/AM
2
da
água de temperatura
2
B30
A13
carga
do comp.
de ar
3
AM
BR
B36+
R4b - Relé
eletroventil.
PT/AZ
Sensor
de posição
2
1
B37
(baixa
velocidade)
da
borboleta
MR/VD ou MR
1
B30
R1b-Relé
eletroventil.
PT/BR
A09
1
BR ou PT/AM
34
(alta
velocidade)
A28
F30
Sonda lambda
1
BR
A27
aquecida
MR
BR/VM
2
A33
A20
13
CZ/VM
CAN-H
06
Tomada de diagnose
A41
A03
AZ/VM
CAN-L
2
BR/PT
B29
A30
14
Sensor de detonação
1
MR/AM
B41
AZ/VM
CAN-L
A30
31
Painel de instrumentos
PT
CZ/VM
CAN-H
B40
A41
32
BR
A
Interruptor
do pedal
A38
CZ/LR
A22
03
B
Módulo transceptor do
MR
de
embreagem
A33
BR/VD
A44
04
imobilizador
BR
1
Interruptor
A25
R06 partida
- Relé inibidor
de carga da
PT/AM
2
MR
A08
85
A33
de
direção
hidráulica
46 + 46 vias
ECOSPORT
3
VD/PT
A19
A
B
2
VD/BR
Interruptor da
A21
36
45
36
45
35
46
35
46
transmisssão
24
34
24
34
25
33
25
33
14
22
14
22
23
12
23
12
G2
Luzes de
marcha a ré
01
11
01
11
02
10
02
10
G2

Figura 1 - Diagrama da central eletrônica Fonte: Ghlen, 2007

Há também outra malha importante, que é a medição da pressão atmosférica

para a adequação da quantidade de oxigênio disponibilizado na combustão. Para entender melhor esse processo, vamos fazer uma comparação entre os modelos de carros com carburadores e os com injeção eletrônica. Sabemos que a pressão atmosférica diminui à medida que nos elevamos acima do nível do mar, reduzindo a disponibilidade de oxigênio. Como nos modelos de carro com carburadores não há medidores de pressão, a admissão de oxigênio é regulada mecanicamente. Essa característica faz com que um carro que teha sido bem regulado ao nível do mar, venha a apresentar falhas quando se desloque para regiões de grande altitude, pois a mistura fica “muito rica”, como se diz popularmente. Ora, essa situação ocorre porque há muito “combustível” e pouco “ar”.

Outro exemplo de controle ocorre no intertravamento. O processo de controle no intertravamento é bem mais fácil de identificar, pois, se faltar óleo no motor, antes que ele “tranque” acenderá uma luz no painel e, provavelmente, o carro deixará de funcionar para proteger o motor.

O controle de processos também está presente em nossas casas, mas,

normalmente, só percebemos quando acontece algo errado, como, por exemplo, quando a caixa d’água seca ou transborda sem dar nenhum aviso. Nesse casoi, foi exatamente o controle do processo relativo ao nível de água da caixa que falhou.

VOCÊ SABIA? Para deixar o carro com um barulho mais alto, muitos jovens “abrem o

VOCÊ

SABIA?

Para deixar o carro com um barulho mais alto, muitos jovens “abrem o escapamento” dos seus automóveis, retirando uma parte importante do escapamento, exatamente onde está localizada a sonda do controle de injeção eletrônica. O problema é que essa sonda é responsável pela análise do consumo de combustível, pois envia informações para o sistema de injeção eletrônica. Assim, por desconhecimento, muitas pessoas tem um carro “sinistro”, mas que consome mais combustível.

2 Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

19
19

De acordo com os exemplos que vimos, controlar um processo é manter as variáveis pressão, vazão e outras dentro dos valores desejados (setpoint).

Retornando ao nosso exemplo da padaria, sabemos que os pães são cozidos em fornos industriais que têm controle de temperatura. Analisando somente a temperatura, temos que, quanto menor for a diferença (erro ou offset) entre o valor desejado (valor desejado ou setpoint ) e a variável medida, melhor será a qualidade do produto. Isso quer dizer que, se a temperatura do forno for 2000C (valor desejado ou setpoint), o ideal será mantê-la o mais próximo desse nível durante todo o processo de cozimento. (Figura 2)

0 0 1 1 G G
0 0 1 1
G G

Figura 2 - Forno industrial de cozimento Fonte: Autor

Assim, cabe ao controlador (instrumento instalado no forno) fazer as correções necessárias para que a diferença (erro ou offset) entre a temperatura medida e o valor desejado (setpoint) fique o mais próximo possível, sem a intervenção do operador.

A tendência atual da indústria é centralizar em uma única sala (sala de controle)

todas as indicações e os controles necessários para a operação de uma planta

industrial. A centralização permite que as informações de todas as variáveis do processo sejam analisadas de forma mais ágil, facilitando a tomada de decisões

e a redução da quantidade de funcionários envolvidos no controle da produção.

Imagine, por exemplo, um navio de grande porte que não tivesse todos os controles da embarcação centralizados em sua cabine de comando. A quantidade necessária de tripulantes para controlar o navio, de forma eficiente, seria bem maior do que a utilizada atualmente. Por isso, houve uma grande evolução quando passamos da fase de instalação local de controles manuais para a instalação de controles automáticos centralizados, facilitando a rápida comunicação entre os instrumentos de medição e a central de comando.

A utilização de câmeras na central de produção é outra medida que permitiu um

grande avanço, pois esses equipamentos registram tudo o que está acontecendo em todos os setores de uma planta; o mesmo trabalho era feito por diversos funcionários, que observavam presencialmente os eventos que ocorriam.

Não há como deixar de mencionar o grande investimento que os fabricantes estão fazendo no desenvolvimento de sistemas supervisórios cada vez mais complexos e autônomos no controle dos processos industriais. O sistema supervisório funciona como o piloto automático de uma aeronave: quando há uma tendência de desvio,

o próprio equipamento faz a correção de maneira preditiva.

20
20

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

2.2 ProjetoS de InStrumentação em InStaLaçõeS InduStrIaIS

Antes de iniciar o estudo das fases de um projeto de implementação de equipamentos e dispositivos, precisaremos fazer uma distinção entre as instalações industriais que ocasionalmente apresentam a existência de áreas classificadas das instalações que não dispõem dessa classificação. É importante que a distinção fique bem definida, pois terá um impacto financeiro considerável no projeto. As instalações que normalmente apresentam a existência de atmosferas explosivas são as seguintes:

plataformas offshore para prospecção de petróleo;

refinarias de petróleo;

indústrias petroquímicas;

indústrias químicas;

gasodutos;

aeroportos;

terminais de armazenamento de petróleo e derivados;

indústrias alcooleiras;

estações de carregamento de caminhões para líquidos ou gases inflamáveis;

indústrias farmacêuticas;

postos de abastecimento de combustíveis.

Tanto as indústrias automotivas como as demais instituições que não trabalham com produtos inflamáveis são menos rigorosas quanto às exigências relativas à segurança de seus dispositivos industriais. Entretanto, as indústrias da área de petróleo & gás e as petroquímicas têm um papel fundamental no desenvolvimento de cursos de Instrumentação Industrial, devido à necessidade de formar técnicos especializados em processos de instalação e manutenção de equipamentos em atmosferas explosivas. Por esse motivo, os exemplos que citaremos consideram a existência de atmosferas potencialmente explosivas. (Figura 3)

de atmosferas potencialmente explosivas. (Figura 3) Figura 3 - a) Válvula solenoide para área classificada; b)
de atmosferas potencialmente explosivas. (Figura 3) Figura 3 - a) Válvula solenoide para área classificada; b)

Figura 3 - a) Válvula solenoide para área classificada; b) Válvula solenoide para área não classificada Fonte: Autor

2 Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

21
21

2.2.1 AtmosferAs explosivAs

Em alguns cursos de NR10 e NR33, aprendemos a simbologia do triângulo de fogo. Contudo, atualmente já é utilizada a simbologia do quadrado de fogo, ou tetraedro de fogo. O quadrado de fogo inclui um elemento muito importante em processos que envolvem atmosferas explosivas, que é reação em cadeia. (Figura 4)

REAÇÃO EM CADEIA MATERIAL COMBUSTÍVEL FONTE DE IGNIÇÃO COMBURENTE
REAÇÃO EM CADEIA
MATERIAL COMBUSTÍVEL
FONTE DE IGNIÇÃO
COMBURENTE

Figura 4 - Símbolo do quadrado de fogo Fonte: Autor

O combustível é representado pelos líquidos, gases, vapores e poeiras que existem no ambiente industrial. O comburente é o oxigênio do ar que está sempre presente em nossa atmosfera. A fonte de ignição pode ser qualquer fonte de energia, desde que em quantidade suficiente para iniciar uma combustão. Há reação em cadeia quando a combustão se sustenta pela presença de radicais livres, que são formados durante a queima do combustível, como podemos ver na Figura 5.

a queima do combustível, como podemos ver na Figura 5. Presença de combustível Liberação de vapores

Presença de

combustível

Liberação de vapores
Liberação de
vapores

Produção de mais energia

Presença de

sobre o combustível

comburentes

Presença de sobre o combustível comburentes Reação em cadeia Liberação de radicais livres Geração

Reação em cadeia

sobre o combustível comburentes Reação em cadeia Liberação de radicais livres Geração da combustão

Liberação de

radicais livres

Reação em cadeia Liberação de radicais livres Geração da combustão Presença de fonte de ignição

Geração da

combustão

Presença de fonte de ignição
Presença de
fonte de
ignição

Figura 5 - Processo de reação em cadeia Fonte: Autor

22
22

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Por definição da ABNT NBR/IEC 60079-10-1(2009), atmosfera explosiva é a mistura com o ar sob condições atmosféricas de substâncias inflamáveis na forma de gás, vapor, névoa ou poeira na qual, após ignição, se inicia uma combustão autossustentada através da mistura remanescente. (Figura 6)

GASOLINA C S O L E GAS L A V P N E I N
GASOLINA
C
S
O
L
E
GAS
L
A
V
P
N
E
I
N
A
N
T
G
I
N
T

Áreas classificadas

Figura 6 - Exemplos de combustíveis Fonte: Autor

Área classificada é qualquer local onde possam estar presentes o combustível e o oxigênio em quantidades tais que possibilitem a formação de uma atmosfera explosiva. A classificação de áreas deve ser elaborada por uma equipe multidisciplinar, com base nas características do processo, seguindo a normalização vigente. Antigamente, essa tarefa se restringia à área de Engenharia Elétrica, pois a preocupação maior era com os motores como fonte de ignição.

O plano de classificação de áreas deve levar em conta as características do processo e das substâncias envolvidas; por isso, necessitamos de profissionais das diversas áreas, como:

Operação

Manutenção

Projeto (caldeiraria, mecânica, elétrica e instrumentação)

Inspeção e

Segurança.

2 Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

23
23

O estudo da classificação de áreas deve ser realizado por estes profissionais, que seguirão a normalização vigente: NBR IEC serie 60079 e outras aplicáveis.

Não é nosso objetivo descrever todo o processo de classificação de áreas, mas é importante que o futuro técnico de Manutenção ou de Projeto saiba interpretar

a documentação gerada pelos especialistas e saiba selecionar os equipamentos e dispositivos que podem ser utilizados de acordo com o mapeamento das zonas.

Entre os vários documentos gerados pela equipe multidisciplinar, o principal para

o

técnico de Projeto/Manutenção é o Mapa da planta com a classificação das áreas

e

suas extensões. Trata-se de desenhos da planta (com depressões e elevações) que

mostram em escala o arranjo completo das instalações industriais com as respectivas zonas, devidamente codificadas conforme o desenho da Figura 7.

DRENO PARA DH VENT 165 - TQ -01 165 - TQ -02 165 - TQ
DRENO PARA DH
VENT
165
- TQ -01
165
- TQ -02
165
- TQ -03
P
.
.
.
.
.
1500
1500
1500
CAIXA DE VALVULAS
VALVULA DE ALIVIO

SIMBOLOGIA

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA O CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 1 - GRUPO IIA CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 1 - GRUPO IIB

CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 1 - GRUPO IIC CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 2 - GRUPO IIA CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 2 - GRUPO IIB CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 2 - GRUPO IIC

CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 2 ADICIONAL - GRUPO IIA CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 2 ADICIONAL - GRUPO IIB CLASSE DE TEMPERATURA T3

ÁREA NÃO CLASSIFICADA, DESDE QUE MANTIDA COM PRESSÃO POSITIVA

ÁREA CUJA CLASSIFICAÇÃO APENAS É VÁLIDA COM USO DE

PRESSURIZAÇÃP NEGATIVA

ÁREA NÃO CLASSIFICADA

CONDIÇÃO ESPECÍFICA - VER PLANO CONFORME

INDUCADO EM PLANTA

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 20

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 21

ÁREAS CLASSIFICADAS COMO ZONA 22

Figura 7 - Desenho de projeto de planta de extensão de áreas classificadas Fonte: Autor

A seguir, temos algumas definições, baseadas na normalização NBR-IEC 60079.

Zona: as áreas classificadas são divididas em zonas, com base na frequência de ocorrência e duração de uma atmosfera explosiva de gás:

Zona 0: área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em forma de gás, vapor ou névoa continuamente presente, ou por longos períodos, ou frequentemente.

24
24

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Zona 1: área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em forma de gás, vapor ou névoa que pode ocorrer ocasionalmente em condições normais de operação.

Zona 2: área na qual uma atmosfera explosiva de gás consiste em uma mistura com ar e substâncias inflamáveis em forma de gás, vapor ou névoa cuja ocorrência não é prevista em condições normais de operação, mas, se ocorrer, persistirá somente por curto período.

marcação “ex”

Cada equipamento elétrico deve ser marcado legivelmente em sua parte principal. A marcação deve incluir:

o nome do fabricante ou a sua marca registrada;

a identificação do tipo dada pelo fabricante;

o símbolo Ex, que indica que o equipamento elétrico corresponde a um ou mais dos tipos de proteção que são objetos de normas específicas;

o símbolo para cada tipo de proteção utilizada:

“d”: invólucro à prova de explosão;

“e”: segurança aumentada;

“ia”: segurança intrínseca, nível de proteção “ia”;

“ib”: segurança intrínseca, nível de proteção “ib”;

“ma”: encapsulado, nível de proteção “ma”;

“mb”: encapsulado, nível de proteção “mb”;

“nA”: tipo n, método de proteção “nA”;

“nC”: tipo n, método de proteção “nC”;

“nL”: tipo n, método de proteção “nL”;

“nR”: tipo n, método de proteção “nR”;

“o”: imersão em óleo;

“px”: pressurização, nível de proteção “px”;

“py”: pressurização, nível de proteção “py”;

“pz”: pressurização, nível de proteção “pz”;

“q”: imersão em areia.

A Figura 8 mostra um exemplo de marcação “Ex”.

2 Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

25
25

[ Br Ex ia]

IIC

T6

CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO

CERTIFICAÇÃO

CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira
CERTIFICAÇÃO Indica que a certi cação é Brasileira

Indica que a certi cação é Brasileira

PROTEÇÃO

Indica o equipamento possui algum tipo de proteção para almosfera potencialmente explosiva

TEMPERATURA

T1

(450ºC), T2 (300ºC)

T3

(200ºC), T4 (135ºC)

T5 (100ºC), T6 (85ºC)

GRUPO

Indica o grupo para qual o equipamento foi construido. GRUPO IIC GRUPO IIB GRUPO IIA

Indica a classe de temperatura de supedicie do instrumento

TIPO DE PROTEÇÃO

Indica o tipo de proteção que o equipamento possui:

“d” - A Prova de Explosão “p” - Pressurizado “m” - Encapsulado “o” - Imerso em Óleo “q” - Imerso em Áreia “e” - Segurança Aumentada “la” - Segurança Instrinseca na categoria “a” “lb” - Segurança Instrinseca na categoria “b” “n” - Não Ascendives

Figura 8 - Exemplo de marcação “Ex” Fonte: Autor

Nos equipamentos associados adequados para instalações em uma área classificada, os símbolos do tipo de proteção devem ser colocados entre colchetes. Por exemplo: Ex d[ia] IIC T4. Nos equipamentos associados não adequados para instalação em uma área classificada, o símbolo Ex e o símbolo de cada tipo de proteção devem ser colocados entre o mesmo colchete. Por exemplo: [Ex ia] IIC.

Em relação ao símbolo do grupo, temos:

I em equipamentos elétricos para minas suscetíveis a grisu;

II, IIA, IIB ou IIC em equipamentos elétricos para locais com uma atmosfera explosiva de gás diferente de minas suscetíveis a grisu.

Quando o equipamento elétrico for apenas para uso em um gás especial, o símbolo II deve ser seguido pela fórmula química ou o nome do gás entre parênteses, e quando for utilizado em um gás especial a ser adequado para uso no grupo específico do equipamento elétrico, a fórmula química deverá seguir o grupo e estar separada com o símbolo “+”.

26
26

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Em equipamentos do grupo II, o símbolo indica a classe de temperatura. Para especificar a máxima temperatura de superfície entre duas classes de temperatura, basta que o fabricante marque a temperatura máxima de superfície em graus Celsius, entre parênteses, e a seguir a mais alta classe de temperatura. Por exemplo: T1 ou 350°C ou 350°C(T1).

Equipamentos elétricos do grupo II, possuindo uma temperatura máxima de superfície maior do que 450°C, devem ser marcados somente com a máxima temperatura de superfície em graus Celsius. Por exemplo, 600°C. Equipamentos elétricos do grupo II, marcados para uso em um gás especial, não necessitam da marca da classe de temperatura ou da máxima temperatura de superfície. A marcação deve incluir, no local apropriado, os símbolos Ta ou Tamb, junto à faixa de temperatura ambiente, ou o símbolo “X” para indicar essa condição especial de uso.

Prensa-cabos não precisam ser marcados com a classe de temperatura ou a temperatura máxima de superfície em graus Celsius.

Deve ser incluído um número de série, exceto para:

acessórios para conexões (entradas para cabos e eletrodutos, placas cegas, placas adaptadoras e buchas);

equipamento elétrico muito pequeno no qual o espaço é limitado.

Devem ser incluídos o nome ou a marca do emissor do certificado e a referência do certificado na seguinte forma: os dois últimos dígitos do ano do certificado, seguidos pelo número de série do certificado naquele ano. Se for necessário indicar condições especiais para uso seguro, o símbolo “X” deve ser colocado depois da referência do certificado. Uma marcação de advertência pode ser marcada no equipamento como uma alternativa para a exigência da marcação “X”.

Vejamos alguns exemplos:

1 – Equipamento elétrico à prova de explosão para uso em minas suscetíveis a grisu:

BEDELLE S.A.

TIPO A B 5

Ex d I

No. 325

ABC 02.12345

2 – Equipamento elétrico, utilizando tipos de proteção de segurança aumentada e invólucro pressurizado “px”, temperatura máxima de superfície de 125°C, para atmosferas explosivas de gás diferentes de minas suscetíveis a grisu, com temperatura de ignição do gás maior do que 125°C e com condições especiais para uso seguro indicadas no certificado.

2 Histórico sobre a implementação de equipamentos e dispositivos

27
27

H. ATHERINGTON Ltd

TIPO 250 JG 1

Ex epx II 125°C (T4)

No. 56732

GHI 02.076 X

TIPO 250 JG 1 Ex epx II 125°C (T4) No. 56732 GHI 02.076 X reCaPItuLando Até

reCaPItuLando

Até agora, estudamos o que é instrumentação e qual seu objetivo nas instalações

industriais.Vimos que a instrumentação serve para controlar e proteger os processos industriais de equipamentos simples, como um forno de padaria, até sistemas complexos, como o refino de petróleo. Entendemos que, caso configurássemos

a saída a relé do controlador de um forno, por exemplo, para desligá-lo quando

ultrapassasse uma determinada temperatura máxima, ocorreria o intertravamento,

pois evitaria a queima do produto. Portanto, esse forno teria uma malha de controle

e outra de intertravamento no mesmo dispositivo.

Ressaltamos, também, a importância que deve ser dada à instalação de dispositivos em atmosferas explosivas, uma vez que os técnicos que trabalham em indústrias que não utilizam produtos inflamáveis simplesmente desconhecem esse importante procedimento de segurança.

Plano de instalação de equipamentos e dispositivos industriais

3
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de instalação de equipamentos e dispositivos industriais 3 Neste capítulo, trataremos do mesmo modo um projeto

Neste capítulo, trataremos do mesmo modo um projeto de instalação de uma nova planta petroquímica e uma pequena modificação em uma máquina para aumentarmos sua eficiência. O importante, nos dois casos, é que todo o processo fique bem documentado, seguindo a padronização vigente: ANSI/ISA 5.1; ANSI/ISA 5.2; ANSI/ISA 51.1; ANSI/ISA 5.3; ANSI/ISA 5.4; ANSI/ISA 5.5; ISA 20; NBR 10.300.

SAIBA MAIS Consulte as normas de padronização citadas no site www.inmetro.gov.br

SAIBA

MAIS

Consulte as normas de padronização citadas no site www.inmetro.gov.br

Em um projeto, encontramos alguns tipos de documentação fundamentais para informação e correta instalação de equipamentos. Essa documentação é utilizada como guia na execução das tarefas diárias de um técnico de Manutenção ou Projeto. A seguir, veremos exemplos de alguns desses documentos.

VOCÊ SABIA? As empresas petroquímicas estão constantemente necessitando de projetos para alcançar ou superar suas

VOCÊ

SABIA?

As empresas petroquímicas estão constantemente necessitando de projetos para alcançar ou superar suas metas. O gerenciamento de projetos é um dos assuntos mais importantes na realização de qualquer empreendimento, tanto para novas fábricas como para ampliações. As principais justificativas para a implementação de um projeto são as ferramentas disponíveis para a estimativa de custos e os principais pontos de controle, para um bom gerenciamento de projetos durante sua implementação.

3.1 memorIaL deSCrItIvo

Trata-se de um documento de detalhamento do projeto realizado. O memorial é elaborado entre o término da execução do projeto e o início da produção e tem por principal função auxiliar toda a compreensão do projeto para todos os interessados no produto.

O memorial descritivo é elaborado pelos projetistas, com base em atas de reuniões entre Operação/Engenharia/Manutenção nas quais tenha sido definido o objetivo do projeto.

30
30

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

3.2 FLuxograma de engenHarIa

Conhecido internacionalmente como P&I Diagrams (Piping and Instrumentation or Process and Instrumentation Diagrams), trata-se de uma forma utilizada para documentar e obter informações como: identificar quais dispositivos/instrumentos de medição estão instalados; onde esses dispositivos/ instrumentos estão instalados; qual a funcionalidade desses instrumentos/ dispositivos; e quais instrumentos estão relacionados entre si compondo uma malha de controle.

Provavelmente, este será o principal documento que o instrumentista utilizará desde a definição do projeto até sua implementação. Para que possamos compreender este documento, é necessário entender a simbologia e a identificação (tagname) utilizada na instrumentação (ANSI/ISA 5.1). A norma ABNT correspondente é a NBR 8190, mas essa norma está cancelada, pois se encontra em processo de atualização. A seguir, temos um exemplo de um fluxograma de Engenharia. (Figura 9)

ON NON DEGAS ON NON DEGAS ON / OFF HS F1 HS HS F1 HS
ON
NON DEGAS
ON
NON DEGAS
ON / OFF
HS
F1
HS
HS
F1
HS
GALICE
ON / OFF
GALICE
2114
211
2118
2104
210
2108
ON / OFF
ON / OFF
ON
ON
FUUL
FUUL
DOOR
RANCE
PT
RANCE
PT
210
CONB
2111
CONB
POS
GALICE
GALICE
244
PE
PE
PE
PE
OVERPRESS.
2104
2108
2114
2118
PL
RELIEF
244
HCY - 201
P
- 15
2,75 CF
RGA
(6º IPS)
P10
TEE
XX
P9
SEE
SHT 3
P
- 14
P - B
P2
P3
P4
P-20
P23
(6º CF)
SPARE BOTTOM
(2º ASA)
(10° ASA)
(10º ASA)
(10° ASA)
THERMAL
(2.75” CF)
FLUID
3/4º VCR
(6º ASA)
SCAVENGER
PANEL
SEE SHT 3
(2,75º CF)
(2,75º CF)
ION /CONV.
LN2 PORT
P
- 16
/1
HCV - 202
(6º IPS)
FEMALE
SEE
SHT 3
P - 1
(20º ASA)
PI
208
P
-11
P
- 17
(3 3/8º CF)
P - 19
P-13
(6º IPS)
3/
(4º ASA)
(2.75º CF)
21
HS
OPEN
DN
P22
SEE SHT 3
ISOLATED
P -21
RTD
203
203
CLOSE
P
-12
P7
ICN / CONV./ RGA
(3º ASA)
FEEDTHRU
P5
P6
(2° ASA)
PIT
(NW 16)
(10° ASA)
ROUGH
STUD
(10 ASA)
(10º ASA)
BACKFILL
FEEDTHRU
SEE SHT.3
/2
P
-18
208
MINI
SV
GP
( 6º IPS )
203
PE
275
SEE SHT 3
208
OPEN
250
RV
ZSC
21
HS
PSV
SV
206
CLOSE
203
203
203
208
I
2098
ROOM AIR
01
FILTER
I
X1
XLA
SV
GN2 (5 PSIG)
209
208
206
5 PSIG
PRV - 206
Z1
HS
OPEN
HCV - 204
HCV - 205
201
201
CLOSE
21
HS
OPEN
HEATER
S
GN2 CRYOPUMP
HV - 206
202
202
CLOSE
CRY0PUMP / 1
1KW
PURGE
CP - 208
ZI
204
204
204
205
205
205
250
209
250
RV
250
250
201
RV
250
SV
CLOSE
TT
TE
202
OPEN
2088
2088
HCV - 203
PSV - 208
ZSC
204
204
204
205
205
205
CLOSE
250
RV
250
DIOCE 2
209
HS
Z1
SV
SV
21
HS
201
201
201
OPEN
RV
ZSC
SET
202
202
TE
TT
TI
TAH
700 TORR
PE
SV
CHAMBER
208A
RV
208A
208
208
RISING
OPEN
HS
Z1
XXX
209A
209
ROUCHING
PI
CLOSE
215
215
DV - GM
DIODE 1
VS
207
SV
CRYOPUWP
209
215
ROLIGHING
DN
FILTER
HEUUM
COMP.
LEAK
ZI
HS
OPEN
FROM TCU
40
CC - 208
CHECK
214
214
CLOSE
START
MICRON
JL
HS
1/4
XIT
PIT
PORT
HV - 208
SV
208
208
STOP
209
207
MIN
120 VAC
214
O2
FC
JL
HS
START
XX
GP
XXXX
XXXX
STOP
275
OXYGEN
PE
ROUGHING PUMP
FILTER
COOLING
MONITORING
207
( 3/4HP)
40
HV - 209
SUPPLY
HV - XXX
MP -208
1
/ 4
MCRON
120
VAC
COOLING
JL
HS
START
RETURN
TO AMBIENT VENT
FAL
207
207
STOP
208
FAL
ROUGHING PUMP
( 5 HP )
MP - 207
207
P
HV -210
1 / 2
FPT
50V
5GPM
F5 207
COOLING WATER
TO AMBIENT VENT
SUPPLY
COOUNG WATER
HV - 211
INSTALLED ON MECHANCAL PUMP
RETURN
Figura 9 - Fluxograma de Engenharia
Fonte: Autor

De acordo com a ANSI/ISA 5.1, equipamentos são dispositivos integrantes de um processo que normalmente realizam uma tarefa, tais como: torres de destilação, bombas, vasos, tanques, reatores, trocadores de calor, clarificadores etc. Ainda segundo a ANSI/ISA 5.1, instrumentos são todos os dispositivos utilizados para medir, registrar, monitorar e/ou controlar as variáveis de processo de uma determinada planta industrial; ou seja, são os transmissores, sensores, indicadores, controladores, atuadores, válvulas etc.

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

31
31

Como gerar um tagname

Tagname é um conjunto alfanumérico que identifica a variável medida, a função do instrumento, a área onde ele está localizado e a malha a que pertence. Assim, o tagname é o registro de nascimento do instrumento. Veja o exemplo na Figura 10 a seguir:

FT-21001 Transmissor de vazão localizado na área 210 malha 01

x

xx - x x x xx - x
xx
-
x
x
x
xx
-
x
localizado na área 210 malha 01 x xx - x x x xx - x Su

Su xo (Opcional) Número do Instrumento Grupo Setor Área

Letras de Modi cação

Identi cação Funcional

Identificação funcional: é a variável que estamos medindo.

Letras de modificação: é a função do instrumento.

Área de atividade do instrumento

Número da malha

Figura 10 - Exemplo de tagname Fonte: Autor

Na Tabela 2, temos as letras de identificação conforme a ANSI/ISA 5.1 2009

Tabela 2: letras de identificação-AnsI/IsA 5.1 2009

1ª leTrA

 

leTrAs suCessIvAs

 
 

vArIável

leTrA de

Função

Função

leTrA de

MedIdA

ModIFICAção

de leITurA

de sAídA

ModIFICAção

pAssIvA

 

A Análise

Alarme

Alarme

   
 

B Chama,

 

Escolha do

Escolha do

Escolha do

Combustão

usuário

usuário

usuário

 

C Escolha do

   

Controlador

Fechado

usuário

 

D Escolha do

Diferencial

   

Desvio

usuário

 

E Tensão (fem)

 

Elemento

   

Primário

F Vazão

 

Razão

     
 

G Escolha do

 

Visor / Vidro

   

usuário

 

H Manual

     

Alto

 

I Corrente elétrica

 

Indicação ou

   

indicador

 

J Potência

 

Varredura

   
32
32

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

1ª leTrA

 

leTrAs suCessIvAs

 
 

vArIável

leTrA de

Função

Função

leTrA de

MedIdA

ModIFICAção

de leITurA

de sAídA

ModIFICAção

pAssIvA

K

Tempo ou

Tempo de

 

Estação de

 

programa

computação

controle

L Nível

   

Lâmpada piloto

 

Baixo

 

M Escolha do

     

Médio ou

usuário

intermediário

N

Escolha do

 

Escolha do

Escolha do

Escolha do

usuário

usuário

usuário

usuário

O

Escolha do

 

Restrição,

 

Aberto

usuário

orfício

 

P Pressão

 

Ponto de teste

   
 

Q Quantidade

Integração,

Integração,

   

Totalização

Totalização

 

R Radiação

 

Registrador

 

Rodando

 

S Velocidade ou

Segurança

 

Interruptor

Parado

Frequência

ou chave

T

Temperatura

   

Transmissão,

 

transmissor

 

U Multivariável

 

Multifunção

Multifunção

Multifunção

 

V Vibração

   

Válvula

 

mecânica

damper

W

Peso ou força

 

Poço, Probe

   

Y

Presença / Posi

Axial

 

Dispositivo

 

auxiliar

Z

Posição

Axial

 

Elemento

 

Fonte: American National Standard, 2009

Localização do instrumento

A Tabela 3 mostra as localizações e os tipos de instrumentos possíveis de serem representados.

Tabela 3: símbolos e função dos dispositivos de instrumentação

loCAlIzAção

 

prInCIpAl

norMAlMenTe

ACessível Ao

operAdor

MonTAdo no

   

norMAlMenTe

ACessível Ao

operAdor

 

norMAlMenTe

não ACessível

Ao operAdor

loCAção não

AuxIlIAr

vIsível Ao

operAdor

TIpo

loCAção

CAMpo

loCAção

AuxIlIAr

loCAção

AuxIlIAr

Instrumentos

 
Instrumentos              
   
Instrumentos              
 
Instrumentos              
   
Instrumentos              
 
Instrumentos              

discretos

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

33
33

loCAlIzAção

 

prInCIpAl

norMAlMenTe

ACessível Ao

operAdor

MonTAdo no

   

norMAlMenTe

ACessível Ao

operAdor

 

norMAlMenTe

não ACessível

Ao operAdor

loCAção não

AuxIlIAr

vIsível Ao

operAdor

TIpo

loCAção

CAMpo

loCAção

AuxIlIAr

loCAção

AuxIlIAr

Instrumentos

 
Instrumentos              
   
Instrumentos              
 
Instrumentos              
   
Instrumentos              
 
Instrumentos              

compartilhados

Computador de

 
Computador de              
   
Computador de              
 
Computador de              
   
Computador de              
 
Computador de              

processo

Controlador

 
Controlador              
   
Controlador              
 
Controlador              
   
Controlador              
 
Controlador              

programável

Fonte: American National Standard, 2009

A Tabela 4 mostra funções associadas a controladores, relés/computadores e/ ou conversores possíveis de serem representados.

Tabela 4: simbolos e Função de processamento de sinais

síMBolo

 

Função

síMBolo

Função

Σ OU +

SOMA

 

X MULTIPLICAÇÃO

Σ X

Σ X

MÉDIA

 

: DIVISÃO

 
OU SUBTRAÇÃO EXTRAÇÃO DE RAIZ QUADRADA

OU

SUBTRAÇÃO

OU SUBTRAÇÃO EXTRAÇÃO DE RAIZ QUADRADA

EXTRAÇÃO DE RAIZ QUADRADA

K

OU

P

PROPORCIONAL

N

N

EXTRAÇÃO DE RAIZ

OU I INTEGRAL   X N EXPONENCIAÇÃO

OU

I

INTEGRAL

 

X

N

EXPONENCIAÇÃO

d

OU D

DERIVATIVO

f ( X )

FUNÇÃO NÃO LINEAR

dt

 

>

SELETOR DE SINAL ALTO

 

>

LIMITE SUPERIOR

 

<

SELETOR DE SINAL BAIXO

 

>

LIMITE INFERIOR

 

+

POLARIZAÇÃO

 

>

>

LIMITADOR DE SINAL

 

f (t)

 

FUNÇÃO TEMPO

 
n n
n n

CONVERSÃO DE SINAL

Fonte: American National Standard, 2009

34
34

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Letras utilizadas para identificar os conversores de sinal

I = corrente

mV = milivoltagem (FEM)

P

= pressão

A = analógico

E

= tensão

D = digital

Símbolos para linhas de instrumentos

Tabela 5: símbolos para sinais de transmissão

 

SUPRIMENTO OU IMPLUSO

SINAL NÃO DEFINIDO   SUPRIMENTO OU IMPLUSO  

 
SINAL PNEUMÁTICO SINAL ELÉTRICO  

SINAL PNEUMÁTICO

SINAL ELÉTRICO SINAL PNEUMÁTICO  

 
SINAL HIDRÁULICO TUBO CAPILAR  

SINAL HIDRÁULICO

TUBO CAPILAR SINAL HIDRÁULICO  

 
SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO GUIADA) SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO NÃO GUIADA)

SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO GUIADA)

SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO GUIADA) SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO NÃO GUIADA)
SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO GUIADA) SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO NÃO GUIADA)
SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO GUIADA) SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO NÃO GUIADA)

SINAL ELETROMAGNÉTICO OU SÔNICO (TRANSMISSÃO NÃO GUIADA)

LIGAÇÃO CONFIGURADA INTER- NAMENTE AO SISTEMA (LIGAÇÃO POR SOFTWARE) LIGAÇÃO MECÂNICA

LIGAÇÃO CONFIGURADA INTER- NAMENTE AO SISTEMA (LIGAÇÃO POR SOFTWARE)

LIGAÇÃO CONFIGURADA INTER- NAMENTE AO SISTEMA (LIGAÇÃO POR SOFTWARE) LIGAÇÃO MECÂNICA

LIGAÇÃO MECÂNICA

SINAL BINÁRIO PNEUMÁTICO SINAL BINÁRIO ELÉTRICO

SINAL BINÁRIO PNEUMÁTICO

SINAL BINÁRIO PNEUMÁTICO SINAL BINÁRIO ELÉTRICO

SINAL BINÁRIO ELÉTRICO

NAMENTE AO SISTEMA (LIGAÇÃO POR SOFTWARE) LIGAÇÃO MECÂNICA SINAL BINÁRIO PNEUMÁTICO SINAL BINÁRIO ELÉTRICO

Fonte: Autor

As abreviações a seguir são sugeridas para denotar o tipo de alimentação. Essas designações também podem ser aplicadas para alimentação de fluido de purga.

AS - Ar de alimentação

IA - Ar de instrumento (Opcional)

PA - Ar da planta (opcional)

ES - Alimentação elétrica

GS - Alimentação de gás

HS - Alimentação hidráulica

NS - Alimentação de nitrogênio

SS - Alimentação de vapor

WS - Alimentação de água.

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

35
35

3.3 tíPICoS de montagem

São desenhos que mostram os vários detalhes da instalação de instrumentos e acessórios. Nessa fase, devemos conferir os desenhos isométricos de montagens dos dispositivos e confrontar com o manual do fabricante para ver se estão de acordo. Os desenhos deverão conter todos os detalhes da instalação e contemplar as instalações elétricas e as montagens mecânicas em tubulações ou dispositivos. A fixação de instrumentos e acessórios deve ser um guia para o montador, inclusive no que se refere aos materiais que deverão ser utilizados nesta fase do projeto (suportes, caixas de junção, borneiras, tubulações de ar etc.).

Na Figura 11, temos um exemplo de típico de montagem.

INSTRUMENT AIR HEADER B Y P I P I N G INSTRUMENT AIR MANIFOLD MOUNT
INSTRUMENT
AIR HEADER
B
Y
P
I
P
I
N
G
INSTRUMENT
AIR
MANIFOLD
MOUNT I/P
ON PIPE STAND
I P
REGULATOR FURNISHED
WITH I/P

INSTRUMENT AIR SUPPLY & SIGNAL

I/P CONVERTER & CONTROL VALVE WITHOUT POSITIONER

Figura 11 - Típico de montagem Fonte: Autor

3.4 dIagrama de maLHa

Trata-se de um documento que contempla todas as malhas de uma planta, com definição das funções envolvidas e as interligações entre elas, fazendo-se a representação de acordo com a localização física de cada instrumento ou função.

OdiagramademalhadeveráserelaboradocombasenanormaISA-5.4, quetemcomo objetivo estabelecer as informações necessárias e também os detalhes opcionais para os diagramas. As indústrias automobilísticas e as demais indústrias da área de Robótica não são contempladas pela norma, mas podem utilizá-la para sua documentação.

36
36

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

Assim como o P&I, o diagrama de malha é utilizado largamente pelo técnico em vários momentos, principalmente no momento das conexões elétricas e do looptest.

O diagrama de malhas deve conter as seguintes informações:

função da malha;

identificação de todas as conexões elétricas em caixas de passagem e em painéis auxiliares;

ligações junto ao instrumento;

identificações dos cabos;

identificação da localização dos instrumentos;

identificação do nível de tensão das fontes de suprimento;

ligação às fontes de energia mostrando os valores de tensão e/ou pressão;

linhas de suprimento pneumático (se houver);

ações e posições de segurança em caso de falha (eletrônica, pneumática ou ambas) dos vários dispositivos de controle, tais como: controladores, chaves, válvulas de controle, válvulas solenóides e transmissores (se ação reversa);

interligação com outras malhas;

informações de alarmes (se houver);

demais informações que auxiliem na compreensão dos objetivos da malha:

ranges, setpoint, alarmes etc.

A seguir, na Figura 12, temos um exemplo de diagrama de malha.

FIELD PROCESS AREA CABLE SPREADING ROOM CABINET CONSOLE FROM TIC - 300 SP JB JB
FIELD PROCESS AREA
CABLE SPREADING ROOM
CABINET
CONSOLE
FROM
TIC - 300
SP
JB
JB
30
40
CABLE
FT
CTB 1
FE
+ FT 301 -1
CALBE - 10
FIC
CALBE - 30
50 - 1 - 1
FAL
1
11
A8
FT 301 -2
PR - 1
PR - 14
XJA
J100
2
12
A9
301
301
301
3
13
51
REV
FV
301
CTB 2
CABLE
FY
+ FY 301 - 1
6
A8
50 - 1 - 2
FY 301 - 2
PR - 2
15 PR - 15
14 UJA
7
A9
301
SHIELD BEND
o
s
BACK & TAPE
AS 20 PSI
No.
Data
REVISIONS
By
Apr.
FRESH FEED FLOW CONTROL TO
UNIT NUMBER 3
LOOP DIAGRAM
Job. No.
Drawing No.
Rev.
J110

Figura 12 - Diagrama de malha Fonte: Autor

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

37
37

3.5 dIagrama de Intertravamento

o

equipamento e suas ligações com um ou mais equipamentos que têm a finalidade de proteger um sistema/processo.

é

O

diagrama

de

intertravamento

um

documento

que

demonstra

A seguir, na Figura 13, temos um exemplo de diagrama de intertravamento.

LLH 3 LSH Tank A 3 Level Hlgh Fill Tank A Permissive HV HS Tank
LLH
3
LSH
Tank A
3
Level Hlgh
Fill Tank A Permissive
HV
HS
Tank A
LS
Figure 2B
Open Valve
1
1
R
Syart Filling
ZSH
Valve Open
1
HS
Tank A
1
Stop Filling
HV
Open Valve
2
ZSL
Valve Closed
2
Tank B
HS
LS
2
Start Filling
R
HV
Open Valve
2
HS
Tank B
ZSH
2
Valve Open
Stop Filling
2
Fill Tank A Permissive
HV
Open Valve
1
Figure 2B
ZSL
Valve Closed
1
LSH
TANK B
LEVE HIGH
4
LLH
4

Figura 13 - Diagrama de intertravamento Fonte: Autor

3.6 LISta de InStrumentoS

Trata-se de uma relação de todos os instrumentos contemplados no projeto (existentes e novos) que reúne seus principais dados e funções, definindo o tipo, a locação física e o serviço de cada instrumento.

3.7 LISta de materIaIS

A lista de materiais relaciona todos os materiais necessários para a montagem

da instalação, definindo o tipo e a especificação técnica do material, a unidade de medida/contagem e a quantidade.

38
38

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

3.8 LISta de CaboS

A lista de cabos relaciona todos os cabos de interligação entre equipamentos,

instrumentos, caixas de junção, CCM, painéis e outros elementos de campo.

3.9 FoLHa de dadoS

Trata-se de um documento relativo ao instrumento em que estão especificadas detalhadamente as informações e as características técnicas necessárias.

A seguir, na Figura 14, temos um exemplo de folha de dados de transmissores

de pressão diferencial.

de folha de dados de transmissores de pressão diferencial. Figura 14 - Folha de dados de

Figura 14 - Folha de dados de transmissores de pressão diferencial Fonte: Autor

A seguir, Figura 15, temos um exemplo de folha de dados de válvulas de

controle.

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

39
39
instalação de equiPamentos e disPositivos industriais 39 Figura 15 - Folha de dados de transmissores de

Figura 15 - Folha de dados de transmissores de válvulas de controle Fonte: Autor

3.10 CertIFICado de CaLIbração

O certificado de calibração é um documento que expressa os resultados obtidos em uma calibração.

A seguir, Figura 16 e Figura 17 temos um exemplo de certificado de calibração.

40
40

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

40 AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL Figura 16 - Certificado de calibração – folha 1/2 Fonte: Autor

Figura 16 - Certificado de calibração – folha 1/2 Fonte: Autor

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

41
41
instalação de equiPamentos e disPositivos industriais 41 Figura 17 - Certificado de calibração – folha 2/2.

Figura 17 - Certificado de calibração – folha 2/2. Fonte: Autor

3.11 IdentIFICaçõeS daS FerramentaS utILIzadaS no Projeto

É muito importante saber quais são as ferramentas adequadas para a execução correta das tarefas em um projeto. Veremos, a seguir, as principais ferramen tas.

Multímetro ou multiteste: aparelho destinado a medir e avaliar grandezas elétricas. Existem modelos de ponteiro com mostrador analógico e modelos com mostrador digital. (Figura 18)

42
42

AUTOMAÇÃO INDUSTRIAL

AC V POWER PK HOLD B / L DC / AC AUTO POWER OFF +
AC
V
POWER
PK HOLD
B / L
DC / AC
AUTO POWER OFF
+
-
CAT ll
20A
mA
COM
VΩHz
0 0 5 5 10 10 20 20 30 30 ET - 3021 ET -
0 0
5 5
10 10
20 20
30 30
ET - 3021
ET - 3021
DCV DCV
. .
ACV
ACV
OFF
OFF
+ +
AVΩ
AVΩ
90 90
DC DC
10A
10A
COM
COM
DCA DCA
. .
BATT
BATT
100 100
500 500

Figura 18 - Multiteste digital e analógico. Fonte: Minipa, 2012; Pluke, 2012

Gerador de corrente (4 a 20mA): equipamento largamente utilizado para gerar corrente elétrica a fim de testar diversos instrumentos e malhas verificando suas condições. Os multitestes mais complexos também geram 4 a 20ma. (Figura 19)

4-20mA 4-20mA 4mA 4mA 12mA 12mA 20mA 20mA LOW BATT LOW BATT OUVER OUVER LOAD
4-20mA
4-20mA
4mA
4mA
12mA
12mA
20mA
20mA
LOW BATT
LOW BATT
OUVER
OUVER
LOAD
LOAD
Impac

Figura 19 - Gerador 4 a 20ma Fonte: IMPAC, 2012

Calibrador: instrumento de medição padrão destinado a definir, realizar, conservar ou reproduzir uma unidade ou um ou mais valores de uma grandeza para servir como referência. (Figura 20)

00000 00000 V V mA mA PC - 507 PC - 507 Pressure Calibrator Pressure
00000
00000
V V
mA
mA
PC - 507
PC - 507
Pressure Calibrator
Pressure Calibrator
IN
IN
= =
Pressure ( PS1)
Pressure ( PS1)
C/CE
C/CE
2 2
+ +
ON
ON
IN
IN
OFF
OFF
IN
IN
- -
3 3
4
4
5
5
ENTER
ENTER
GND
GND
+ +
6 6
OUT
OUT
7
7
8
8
- -
9 9
0 0
1 1

Figura 20 - Multicalibrador Fonte: PRESYS, 2012

Comunicador HART: equipamento utilizado para acesso às informações do instrumento através de protocolo de comunicação Hart. É bastante utilizado para a parametrização de range e set point, entre outros.

3 Plano de instalação de equiPamentos e disPositivos industriais

43
43

Comunicador Fieldbus: equipamento utilizado para acesso às informações do instrumento através de protocolo de comunicação Fieldbus. É bastante utilizado para parametrização de range, set point, entre outros.

A Figura 21 mostra um programador que tanto pode se comunicar via Hart como via Fieldbus.