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Navios Químicos Manuel Ventura Mestrado em Engenharia e Arquitectura Naval Secção Autónoma de Engenharia Naval

Navios Químicos

Manuel Ventura

Mestrado em Engenharia e Arquitectura Naval Secção Autónoma de Engenharia Naval

Frota Mundial (1996) M.Ventura Navios Químicos 2

Frota Mundial (1996)

Frota Mundial (1996) M.Ventura Navios Químicos 2

M.Ventura

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Evolução da Frota (2006)  

Evolução da Frota (2006)

 
• Crescimento anual médio de

• Crescimento anual médio de

11%

• Navios Tipos 2 e 3 constituem a grande maioria da frota

• Navios Tipo 1 (máxima perigosidade) têm mantido costa de mercado aproximadamente constante

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Características Gerais  

Características Gerais

 

• Navios tanques de pequenas dimensões

 

• Elevado número de tanques

 

• Elevado número de tipos de carga transportados em simultâneo

 

• Bombas individuais para os tanques e sistemas de encanamentos segregados

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Aspectos Estruturais • Necessidade vital de tanque s limpos (estruturas do convés orientadas para fora

Aspectos Estruturais

• Necessidade vital de tanques limpos (estruturas do convés orientadas para fora do espaço de carga)

• Tanques com duplo-casco

• Reforços do convés para o exterior dos tanques

• Materiais seleccionados em função da corrosão associada à carga específica

– Aços inox

– Aços clad

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Materiais Bi-metálicos • Chapas resultantes de duas camadas de materiais metálicos com propriedades diferentes,

Materiais Bi-metálicos

• Chapas resultantes de duas camadas de materiais metálicos com propriedades diferentes, obtidas por laminagem

• Geralmente pretende-se associar as boas qualidades mecânicas e facilidade de soldadura de um material base a boas características anti-corrosão do revestimento

• A camada do material de revestimento (geralmente mais dispendioso) deve ser tão fina quanto possível por questões de economia

• O aço usado como base pode ser aço carbono ou com elementos de liga

Materiais Aplicações Observações Tanques navios Aço + Aço Inox (CLAD) Espessura total: 6 a 200
Materiais
Aplicações
Observações
Tanques navios
Aço + Aço Inox (CLAD)
Espessura total: 6 a 200 mm
químicos
Aço + Níquel/Ligas de Níquel
Espessura total: 6 a 200 mm
Aço + Cobre/Ligas de Cobre
Espessura total: 6 a 150 mm

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Produção de Aços CLAD M.Ventura Navios Químicos 7

Produção de Aços CLAD

Produção de Aços CLAD M.Ventura Navios Químicos 7

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SOLAS Cap.VII – Transporte de Mercadorias Perigosas

SOLAS Cap.VII – Transporte de Mercadorias Perigosas

Parte B – Construção e Equipamento de Navios p/ Transporte de Produtos Químicos Líquidos a

Parte B – Construção e Equipamento de Navios p/ Transporte de Produtos Químicos Líquidos a Granel

• Os navios químicos devem satisfazer os requisitos do IBC Code (tornados assim mandatórios)

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International Bulk Chemical Code (IBC Code)

International Bulk Chemical Code (IBC Code)

IBC Code • Aplica-se a todos os navios, envo lvidos no transporte de cargas a

IBC Code

• Aplica-se a todos os navios, envolvidos no transporte de cargas a granel de produtos químicos perigosos ou substancias líquidas nocivas (NLS – Noxious Liquid Substances) que não o petróleo, independentemente da sua dimensão,

• A filosofia básica do Código é atribuir ao navio químico um Tipo, em função do grau de perigosidade da carga transportada

• O Código lida com o projecto do navio e com equipamentos

• Os líquidos cobertos pelo Código são aqueles que têm pressão de vapor absoluta não superior a 0.28 MPa, à temperatura de 37.8 °C

• O Código atribui calados máximo ao navio para além do requerido pela Convenção das Linhas de Carga

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Algumas Definições • Substâncias Líquidas Nocivas – quaisquer substâncias nomeadas nas Tabelas dos Capítulos

Algumas Definições

Substâncias Líquidas Nocivas – quaisquer substâncias nomeadas nas Tabelas dos Capítulos 17 ou 19 do IBC Code e que se enquadrem nas categorias X, Y ou Z (MARPOL Anexo II)

Produtos Químicos Perigosos – produtos químicos líquidos que representam ameaças à segurança de acordo com o critério usado no Capítulo 17

Produtos – termo geral para designar quer substâncias líquidas nocivas quer químicos perigosos

Espaços de Máquinas de Categoria A – são os espaços e os trunks para os espaços que contenham:

– Motores de combustão interna usados para propulsão

– Outros motores de combustão interna que tenham no conjunto potência > 375 kW

– Qualquer caldeira de queima (oil fired boiler) ou outro equipamento de queima de óleo (geradores de gás inerte, incineradores, etc.)

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Tipos de Navios Tanques Químicos • Tipo 1 – Navio para o transporte de produtos

Tipos de Navios Tanques Químicos

Tipo 1 – Navio para o transporte de produtos com riscos muito elevados de segurança e ambientais, e que requerem medidas preventivas máximas

Tipo 2 – Navio para o transporte de produtos com riscos apreciáveis de segurança e ambientais, e que requerem medidas preventivas significativas

Tipo 3 - Navio para o transporte de produtos com riscos suficientes de segurança e ambientais, e que requerem um grau de contenção moderado para aumentar a capacidade de sobrevivência em condição de avaria

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Tipos de Produtos • O Capítulo 17 do Código lista os produtos considerados nocivos e

Tipos de Produtos

• O Capítulo 17 do Código lista os produtos considerados nocivos e atribui a cada um o Tipo de Navio e o Tipo de Tanque

• Quando o navio transporta mais do que um tipo de produto

– A avaria padrão corresponde ao produto associado ao tipo de navio com mais restrições

– A localização dos tanques é de acordo com os requisitos individuais de cada produto

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Critério de Ameaça à Segurança e ao Ambiente São considerados perigosos os produtos que satisfaçam

Critério de Ameaça à Segurança e ao Ambiente

São considerados perigosos os produtos que satisfaçam um dos critérios seguintes:

• Sejam tóxicos para mamíferos sujeitos a exposição prolongada

• Causem alterações da pele

• Cause alterações respiratórias

• Sejam corrosivo para a pele

• Tenham um Water Reactive Index (WRI) > 1

• Requerem inertização, inibição, estabilização, controlo de temperatura ou controlo ambiental do tanque para evitar uma reacção perigosa

• Tenham Flash Point < 23°C e uma gama de explosão/inflamação 20% (expresso em volume de ar)

• Temperatura de autoignição 200 °C

• Sejam classificados nas categorias de poluição X ou Y de acordo com o Anexo II da MARPOL

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Lista de Classificação dos Produtos Tipo de Produto (MARPOL) Nome do Produto Tipo de Ventilação

Lista de Classificação dos Produtos

Tipo de Produto (MARPOL) Nome do Produto Tipo de Ventilação dos Tanques Tipo de Navio
Tipo de Produto (MARPOL)
Nome do Produto
Tipo de Ventilação dos Tanques
Tipo de Navio

Tipo de Tanque

Informação associada ao tipo de produto nocivo transportado, nas tabelas do Capítulo 17.

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Exemplos de Produtos em que se Aplica Código

Exemplos de Produtos em que se Aplica Código

• Tipo 1

 

– Fósforo (X)

– Parafinas clorinadas (X)

– Triclorobenzeno (X)

• Tipo 2

– Ácido Acrílico (Y)

– Ácido Nítrico (Y)

– Azeite (Y)

– Parafina (Y)

– Nitrobenzeno (Y)

• Tipo 3

– Álcool Metílico (Y)

– Clorofórmio (Y)

– Ácido Cítrico (Z)

– Ácido Sulfúrico (Y)

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Exemplos de Produtos em que Não se Aplica Código

Exemplos de Produtos em que Não se Aplica Código

Categoria Produto (MARPOL) Acetona Z Bebidas Alcoólicas Z Álcool Etílico Z Glicerina Z Glucose OS
Categoria
Produto
(MARPOL)
Acetona
Z
Bebidas Alcoólicas
Z
Álcool Etílico
Z
Glicerina
Z
Glucose
OS
Sulfato Sódio (sol.)
Z
Sumos de Frutas
OS

O Capítulo 18 contem uma lista dos produtos aos quais o Código

não se aplica.

 

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Arranjo dos Alojamentos

Arranjo dos Alojamentos

A

superstrutura, zonas de serviço e espaços de máquinas não

podem ter entradas, tomadas de ar ou aberturas viradas para

a

zona de carga

Têm que ficar na antepara de ré ou nas laterais a uma distância não inferior a 4% L ou a 3 m (mas não necessita de ser > 5 m)

Janelas e escotilhas viradas para a zona de carga e nos lados da superstructura e casotas dentro dos limites especificados no paragrafo 8.1 devem ser do tipo fixo (não abrem).

Essas janelas e escotilhas, com excepção das janelas da ponte, devem ser construídas de acordo com o padrão "A-60“.

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Rombo Padrão

Rombo Padrão

com o padrão "A-60“. M.Ventura Navios Químicos 19 Rombo Padrão   M.Ventura Navios Químicos 20
 

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Localização dos Tanques de Carga • Os tanques de carga devem ser localizados às distâncias

Localização dos Tanques de Carga

• Os tanques de carga devem ser localizados às distâncias do casco seguintes:

• Navios Tipo 1

– Transversal rombo padrão

– Vertical rombo padrão

– Nunca inferior a 760 mm (Não se aplica a tanques de slops)

• Navios Tipo 2

– Vertical rombo padrão

– Nunca inferior a 760 mm (Não se aplica a tanques de slops)

• Navios Tipo 3

– Sem limitações

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Extensão da Avaria (Rombo) • Um navio Tipo 1, deve sobreviver ao dano em qualquer

Extensão da Avaria (Rombo)

• Um navio Tipo 1, deve sobreviver ao dano em qualquer sítio ao longo do seu comprimento

• Um navio Tipo 2 com L>150 m, deve sobreviver ao dano em qualquer sítio, ao longo do seu comprimento

• Um navio Tipo 2 com L150 m, deve sobreviver ao dano em qualquer sítio ao longo do seu comprimento, excepto nas fronteiras da casa da máquina a ré

• Um navio Tipo 3, com L>225 m, deve sobreviver ao dano em qualquer sítio ao longo do seu comprimento

• Um navio Tipo 3, com 125 m L < 225 m, deve sobreviver ao dano em qualquer sítio, ao longo do seu comprimento, excepto nas fronteiras da casa da máquina a ré

• Um navio Tipo 3, com L<125 m deve sobreviver ao dano em qualquer sítio ao longo do seu comprimento, excepto nas fronteiras da casa da máquina a ré

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Critérios de Sobrevivência  

Critérios de Sobrevivência

 

• Em qualquer fase do alagamento

 
 

– A linha de água deve estar abaixo de qualquer abertura que possa dar origem a alagamento progressivo

– O ângulo de adornamento máximo < 25° (ou < 30° se não houver imersão do convés)

 

• Na posição de equilíbrio final

 

– A curva de GZ deve prolongar-se pelo menos 20° para além da posição de equilíbrio, associada a um braço de estabilidade residual de pelo menos 0.1 m

– Área abaixo da curva > 0.0175 m.rad

– O gerador de emergência deve estar operacional

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Ventilação dos Tanques de Carga (1)  

Ventilação dos Tanques de Carga (1)

 

• Todos os tanques de carga devem ser equipados com um sistema de ventilação apropriado à carga neles transportada

 

• Estes sistemas devem ser projectados de modo a minimizar

 

– a acumulação de vapores da carga sobre o convés

– a sua entrada em espaços de alojamentos, de serviço ou de máquinas

• Simultaneamente devem impedir a entrada de água

• O sistema de ventilação deve estar ligado ao topo do tanque de carga e deverão drenar para o tanque, numa extensão tão grande quanto possível, nas condições de caimento e adornamento de operação

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Ventilação dos Tanques de Carga (2) • Os sistemas de ventilação podem ser classificados em

Ventilação dos Tanques de Carga (2)

• Os sistemas de ventilação podem ser classificados em

Sistemas Abertos – que não colocam qualquer resistência ao livre fluxo de vapores da carga para além das perdas de carga

• Os sistemas abertos podem consistir em saídas de ventilação individuais de cada tanque ou ser agrupadas, tendo em atenção as segregações da carga.

• Em caso algum poderão ser instaladas válvulas de fecho

Sistemas Controlados – são aqueles em que são instaladas válvulas para controlar a pressão ou o vácuo no tanque

• As saídas de ventilação de um sistema de ventilação controlada deverão:

– Ficar localizadas a não menos do que 6.0 m acima do convés ou acima de um passadiço elevado (se estiver a menos de 4 m de um passadiço elevado)

– A uma distância 10m, medida na horizontal, da tomada de ar ou abertura para os alojamentos, espaço de serviços ou de máquinas, ou fonte de ignição mais próxima

• A altura das saídas pode ser reduzida para 3 m desde que sejam montadas válvulas que garantam a velocidade de escoamento vertical de pelo menos 30 m/s

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Ventilação dos Tanques de Carga (3) • Deverá existir um sistema de ve ntilação dos

Ventilação dos Tanques de Carga (3)

• Deverá existir um sistema de ventilação dos tanques de carga de modo a minimizar os perigos devidos à dispersão de vapores inflamáveis ou tóxicos para a atmosfera

• Os vapores devem ser descarregados através de

– Saídas de ventilação descritas anteriormente

– Saídas de ventilação com altura acima do convés > 2.0 m e velocidade de escoamento vertical do gás > 30 m/s, mantida durante toda a operação de desgasificação

– Saídas de ventilação com altura acima do convés > 2.0 m e velocidade de escoamento vertical do gás > 20 m/s, que estejam protegidos por dispositivos para evitar a passagem de chama

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Quantidade Máxima de Carga nos Tanques Quantidade Máxima p/ Tanque Navio [m3] Tipo 1 1250

Quantidade Máxima de Carga nos Tanques

Quantidade Máxima p/ Tanque Navio [m3] Tipo 1 1250 Tipo 2 3000
Quantidade Máxima p/ Tanque
Navio
[m3]
Tipo 1
1250
Tipo 2
3000

Os tanques que transportem carga líquida à temperatura ambiente devem ser carregados de modo a não ficarem completamente cheios durante a viagem, tendo em conta as temperaturas elevadas que a carga possa atingir.

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MARPOL – Anexo II. Regras para o Controlo da Poluição por Substâncias Líquidas Nocivas Transportadas

MARPOL – Anexo II. Regras para o Controlo da Poluição por Substâncias Líquidas Nocivas Transportadas a Granel

Entrada em vigor: Janeiro de 2007

Classificação dos Produtos

Classificação dos Produtos

Categoria X - Produtos que podem representar um grande perigo para pessoas e para o ambiente – descarga proibida

Categoria Y - Produtos que podem representar perigo – descarga limitada em qualidade e quantidade

Categoria Z - Produtos que podem representar um perigo menor menos restrições na descarga

Outras Substâncias – produtos que não se enquadram nas categorias anteriores e que não representam perigo para os recursos marinhos ou para as pessoas – descarga não sujeita a restrições

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  Óleos Vegetais
 

Óleos Vegetais

• Não são tóxicos mas são persistentes

 

• Alguns (palma, coco, etc.) são transportados em tanques aquecidos e em contacto com a água do mar solidificam e flutuam.

• Outros (soja, girassol, etc.) apenas flutuam

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Anexo A. Navios Químicos

Anexo A. Navios Químicos

Arranjo Geral ENVC (2000) Lpp = 134.00 m B = 23.00 m D = 12.40
Arranjo Geral
ENVC (2000)
Lpp = 134.00 m
B
= 23.00 m
D
= 12.40 m
T
= 8.30 m
DW = 15500 t
Vs = 14.0’
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Superstruturas  

Superstruturas

 
 
 

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Superstruturas  

Superstruturas

 
 
 

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Superstruturas  

Superstruturas

 
 
 

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Superstruturas  

Superstruturas

 
 
 

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  Superstruturas
 

Superstruturas

 
 

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  Casa da Máquina
 

Casa da Máquina

 
 

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Casa da Máquina M.Ventura Navios Químicos 40

Casa da Máquina

Casa da Máquina M.Ventura Navios Químicos 40
Casa da Máquina M.Ventura Navios Químicos 40

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Casa da Máquina M.Ventura Navios Químicos 41

Casa da Máquina

Casa da Máquina M.Ventura Navios Químicos 41
Casa da Máquina M.Ventura Navios Químicos 41

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  Parcel Tanker (Navio Químico)    
 

Parcel Tanker (Navio Químico)

   
• Fairchem Pegasus

• Fairchem Pegasus

• Clipper Legend

• 10,000 DWT

• Químico IMO Tipo II

• Clipper Legend • 10,000 DWT • Químico IMO Tipo II   • 19,800 DWT •
 

• 19,800 DWT

• Químico IMO Tipo II

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  High Endeavour    
 

High Endeavour

   
 
 
 

• 40,000 DWT

• Produtos e Químico IMO Tipo II/III

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Links • www.ipta.org.uk (Internation al Parcel Tanker Association) • www.icispricing.com (Mercado de Transporte de

Links

• www.ipta.org.uk (International Parcel Tanker Association)

• www.icispricing.com (Mercado de Transporte de Produtos Químicos)

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