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senal-sp Série Metédica Ocupacional * 34 Mecanico Geral Ill Bloco raspado ‘Sumério pagina Introdugao 2 FIT 076 — Raspador (tipos e caracterfsticas) 3 FIT 043 Re16gio comparador 5 FIT 168-S Consideragdes tecnoldgicas sobre a operacao de raspar plano 8 FO 31-A — Raspar 10 FO 95-S - Raspar superficie plana paralela 2 FT 02-MG Bloco raspado 13 Plano de trabalho 15 Questiondrio v7 senai-sp ces FIT 076 1/2 Raspador NN cminenhienanetel (Tipos e Caracteristicas) ‘Sio ferramentas de corte feitas de aco especial temperado, com as quais se executa a operacio de raspar. ‘As formas dos raspadores sio varias e se utilizam de acordo com a raspagem a executar (figs. 1, 2€ 3). Os raspadores sio utilizados na raspagem de mesas de maquinas-ferramentas, barramentos de tornos, fura- deiras de coordenadas, mesas de tracagem, esquadros e buchas. Aresto Face biselode Corpo Espiga Cabo cortonte / / \ Convexidade Fig. 1 Fig. 2 S Fig. 3 Tipos e caracteristicas Raspador de empurrar constru(do de ago-carbono ou ago especial; a ponta possui uma ligeira convexidade e um 4ngu- lo de 3°, aproximadamente; 0 Angulo positive é utilizado para o desbaste e 0 negativo para o aca bamento. As faces biseladas e os gumes (fig. 4) devem ficar isentos de riscos e 0 acabamento dessas faces pode . ser obtido com pedra de afiar. Fig. Raspador de puxar E usinado em aco especial com um extremo achatado em forma de cunha, dobrado a 120° e esmerilha- do com a forma desejada (fig. 2). A aresta cortante deve ser abaulada e bem viva. ‘A témpera deve ser dada somente na ponta. O comprimento dos raspadores variam de acordo com 0 seu emprego. A fig. 5 mostra as formas e perfis mais comuns. A) DP Ay —Foce em bisel 4 SoBveridade Fig. 5 2/2_FIT 076 CBS Informagao Tecnolégica Raspador de puxar com pastilha de metal duro (Carboneto metélico) E fixa a um cabo de aco-carbono por meio de uma chapa de fixagaio e parafuso (fig. 6). Raspador triangular E construido de aco-carbono em dimensdes varia- das, de acordo com a utilizagdo a que se destina. E empregado em raspagem de mancais, para ajustes de eixos e em superficies cncavas em geral (fig. 7). senai-sp Raspador (Tipos e Caracteristicas) Fig. 6 Orificio Segio do rosquete ‘Cavaco senai-sp ces FIT 043 1/3 Informagdo Tecnolégica Relégio Comparador Instrumento de preciséo e de grande sensibilidade, que mostra visivelmente as variagGes das dimensdes ou do contorno de uma pega, por meio de um mostrador. Emprego E utilizado na verificagdo de medidas, superfi leituras diretas. A sensibilidade da leitura pode ser de 0,01mm a 0,001mm. planas, concentricidade e paralelismo, bem como para Relégio comparador Aproximacao: 0,01mm (fig. 1) Funcionamento O funcionamento do relégio comparador é baseado no movimento do apalpador (ponta de contato), 0 qual é ampliado 100 ou 1000 vezes, por meio de engrenagens localizadas no corpo do relégio (fig. 2). Fig. 1 Fig. 2 A escala esté montada em todo o perimetro do mostrador e & dividida em 100 ou 1000 partes iguais. Uma volta completa do ponteiro correspon- de ao deslocamento de Imm do apalpador (fig. 3) Assim, cada diviséo da escala representa um centé- simo ou milésimo de milfmetro, conforme o nime- ro de divisdes da escala. © aro € giratério para permitir sempre 0 ajuste do | Fig. 3 Ponteiro com o zero da escala. J s relégios comparadores so construidos com varios didmetros de mostrador, segundo a capacidade de medi¢do da leitura exigida. A tabela seguinte indica os principais didmetros do mostrador: Diémetro Precisio Capacidade domostrador | da leitura de mediggo (mm) (mm) (mm) 30 0,01 35 44 0,01 35 58 0,01 10 58 0,001 d Os relégios, para serem usados, necessitam ser montados em suportes adequados, tais como: suporte uni- versal, desempenos com coluna e outros para fins especi 2/3 FIT 043 CBS senai-sp Informacgo Tecnolégica Rel6égio Comparador Leitura Ajustase o extremo do apalpador a verificar (fig. 4), depois de montado em um suporte. ‘Ao tomar contato com a superficie, o apalpador sofre um deslocamento, que é registrado no mos- | trador, por meio do ponteiro. Por intermédio do aro, faz-se coincidir 0 zero da escala com a posigo do ponteiro. gro do mostrador superficie @ A. verificago da superficie ¢ obtida, deslocando- verifcar se 0 suporte com o relégio, de maneira que 0 apa pador percorra os diversos pontos da superficie \ (Fig. 5) Durante esse procedimento, observam-se as vatia- es da superficie pela variaedo do ponteiro. Essas variagdes podem ser para a direita do zero, indican do uma elevaedo, ou para a esquerda do zero, indi cando uma depress. Fig. 4 [ _--spalpador pero ‘2r@ do mostrador ‘opolpador Fig. 5 Aplicagées Verificacao do paralelismo de faces planas A peca e 0 suporte com 0 relagio comparador so apoiados sobre uma mesa de controle (desempeno de precisdo) (fig. 6). O contato do apalpador, com diferentes pontos da face superior da pega, faz com que (0 ponteiro se desloque, dando os valores das diferencas das alturas. Saivee Pao Fig. 6 senai-sp ces FIT 043 3/3 Informagéo Tecnolégica Relégio Comparador Verificacso do paralelismo da base da morsa na plaina ou na fresadora A fig. 7 mostra 0 caso da plaina, Verificagéo da excentricidade de uma pega monta da na placa do torno (figs. 8 e 9) Verificagéo do alinhamento das pontas de um tor- no A pega colocada entre pontas é um eixo rigorosa- mente cilindrico, com a superficie e os centros re- tificados. Os contatos do apalpador com esse eixo, durante 0 movimento do carro, fargo desvios do ponteiro, se as pontas ndo estiverem alinhadas (fig. 10). Fig. 8 Fig. 9 loco We toeno a: 5 poste ea espero ao torno | corro transverse! o torae T — Fig. 10 senai-sp cBS FIT 168-S 1/2 Consideragoes Tecnolégicas ‘sobre a Informagao Tecnolégica Operacao de Raspar Plano Para se conseguir uma esmerada superficie plana, as mais leves saliéncias da usinagem ou da limagem tém de ser localizadas e raspads. Portanto, além do raspador, a boa técnice da raspagem manual exige: 1. Desempenos de precisio (figs. 1 e 2) ou réguas de controle (figs. 3 e 4) para verificar, durante a ope: rego, se a superficie estése tomando uniformemente plana; 2. Tintas de contraste, tais como 0 zarcSo, o azul da Prussia, ou o negro de furno, que, passadas nas su- perficies, irdo localizar, sob a forma de numerosas manchas, as saliéncias da face em raspagem Foce de conrole( plano retfcods) fiissdores eeetatveres Vg : Fig. 1 Desempeno de preciso | | Fig. 2 Vista inferior do desempeno Faces de controle (os 1s do prisma) Foce de controle (plono estreto retificadoy Fig. 3 Régua de controle (plano estreito) |_| Fig. 4 Régua de controle prismatico Os desempenos ou réguas de controle séo cientificamente projetados e cuidadosamente construidos, de modo a nao se deformarem, mantendo bem planas as faces de controle. Sao instrumentos de preciso, que devem ser manejados com o méximo cuidado. ‘Come se faz a raspagem e como se controla a planeza ‘A raspagem constitui uma operagao delicada e demorada. A superficie a ser raspada deve ter sido antes usinada e, de preferéncia, na plaina ou na fresadora. Aconselha-se nao esmeritha-la, pois as particulas de abrasivo que a ela aderem, estragam as arestas cortantes do raspador e produzem arranhaduras. Faz-se, preliminarmente, um ligeito desbaste transversal com 0 raspador, apenas para remover rebarbas deixadas pela usinagem. Em seguida, pinta-se a face de controle do desempeno.com leve camada de zar- co ou de azul de Prissia (para pecas de ferro fundido) ou negro de fumo (para pecas de aco). Friccionam-se, sem pressdo, as faces do desempeno e da peca, uma contra a outra. Quando a pega é pe- wena, volta-se a face a raspar para baixo, a fim de friccioné-la apoiada sobre desempeno. Em caso contrario (exemplos: barramentos de tornos e guias, de méquinas), a face do desempeno (quase sempre uma régua de controle ou um plano estreito de controle) é “que se volta para baixo, aplicando-se sobre a superficie a raspar. Apés a fricedo, separase a pega ¢ o desempeno. Nota-se entdo que a superficie da peca apresenta nitidamente muitas manchas da tinta aplicada. Estas so as saliéncias que devem ser removidas com 0 raspador. © modo de segurar a ferramenta, para a raspagem, esté mostrado na fig. 5. 2/2 FIT 168-8 CBS senaiesp Consideragoes Tecnolégicas sobre a Operacao de Raspar Plano Informacéo Tecnolégica operador dé passadas sucessivas do raspador em diregées diferentes, conforme os esquemas das figs. 6 2 8. Com isso, tem ele um controle visual freqiiente do trabalho que executa. Cada golpe do raspador é de 5 a 10 milimetros. A prinefpio, as saliéncias so esparsas ou isoladas. Depois da primeira série de raspagens, repetem-se a pintura e a fricedo. Aparece nova série de manchas, que so novamente raspadas. Fig. 6 19 passada | | Fig. 7 2 passada 3 passada | | Fig. 9 49 passada A medida que a raspagem progride (intercalada por sucessivos controles pela pintura e friceao), aumenta © numero de manchas ou pontos de contato. Quanto maior a quantidade desses pontos, uniformemente distribuidos, mais perfeita vaise tornando a superficie raspada. Ao final, apresentam-se to aproximados, que se contam de 8 2 10 pontos de contato por centimetro quadrado. Uma raspagem rigorosa produz de 12 a 18 pontos de contato por cent/metro quadrado. Como essas saliéncias vo aparecendo em maior nimero, 4 medida que diminuem em tamanho, o opera- dor deve ter critério e prética bastante para julgar 0 quanto e onde deve raspar. No acabamento da raspagem, pode-se usar terebentina, em vez de tinta. As manchas aparecem ento bri- Ihantes. A terebentina, por outro lado, age como lubrificante e faz com que o raspador corte melhor. senai-sp CBS FO 31-A_ 1/2 Operagio Raspar uma operagdo manual de acabamento, realizada ‘com uma ferramenta chamada raspador (fig. 1). Consiste em eliminar as irregularidades das super- ficies das pecas usinadas, para aumentar os pon- tos de contato, quando as superficies obtidas ndo satisfazern as exigéncias requeridas. Essa operagdo € aplicada em guias de carros de mé- quinas, barramentos e mancais de deslizamento. Processo de execugdo 19 Passo Prenda a pega. Observagéo Quando a pega nao pode ser presa na morsa, situe-a numa altura conveniente. 29 Passo Desbaste. Observagdes 1 O desbaste 6 executado com passadas longas, fazendo-se forte pressio sobre o raspador ¢ com um Angulo de inclinagao de 45° (fig. 2) 2. A diregdo de trabalho do raspador deve variar, com freqiiéncia, a 90°, porque assim se conhe- ‘cem mais facilmente os pontos altos (fig. 3). 3 O desbaste se faz para se eliminar as aspere- zas produzidas pela ferramenta de corte. 30 Passo Determine os pontos altos da superficie. a Selecione o elemento de controle. Observagéo © elemento de controle depende da forma e do ‘tamanho da superficie a raspar (figs. 4, 5 e 6). Raspador Superficie Faspada Fig. 1 Cilindro padrdo—_ Reégua trigngulor 2/2_FO 31-A_CBS senai-sp Operacio Raspar b Cubra a superficie necesséria, no elemento do controle, com uma camada fina de zarco ou outra tin- ta de contraste. Observagées 1 A camada de zarcio deve ser dada com um pano. 7 2 A tinta deve ter a consisténcia necessdria para néo se espalhar por toda a superficie do elemento de controle. ¢ Friccione suavemente a superficie a raspar con- tra.a superficie do elemento de controle (fig. 7). Peso Observagao 4 Para evitar 0 possivel desgaste em uma s6 parte da Soo superficie do elemento de controle, varie periodi- camente o local de friccionamento. Fig, 7 Fig. 8 Fig. 9 49 Passo Execute a raspagem (figs. 8 e 9). Observagées 1 A raspagem se faz sobre as manchas apresentadas na superficie. 2 A qualidade de acabamento serd tanto melhor, quanto maior for 0 nimero de pontos em contato por centimetro quadradro. 3. Para se melhorar 0 aspecto final da superficie, podem-se raspar pontos em diferentes direcdes (fig. 10). 50 Passo Verifique, com régua de controle ou ci- lindro-padréo, a superficie raspada; se necessério, repita 0 3° e 4° passos, até cobter 0 niimero de pontos desejados por centimetro quadrado. senai-sp_ CBS FO 95-S 1/1 Operagéo Raspar Superficie Plana Paralela As superficies usinadas em maquinas operatrizes deixam sinais de corte ou tragos de ferramenta que, por menores que sejam, devem ser eliminadas quando se tratar de superficies de alto grau de acaba- mento. A correcdo dos erros deixados pela maquina ¢ feita por meio de raspagem. paralelismo de certas pecas de precisdo como, por exemplo, calgos de corredicas, réguas de verificago, partes de mesas de maquinas operatrizes etc., somente pode ser conseguido se suas superficies so conve- nientemente acabadas por meio de raspagem. Processo de execugao 19 Passo Verifique, no desempeno untado de zarcio, a planeza da superficie a ser ras- pada. Observacio Caso os defeitos de usinagem ou a deformagao da pega sejam muito grandes, repasse a face na plaina ou na fresadora. 29 Passo Limpe a mesa do comparador e apéie a superficie jé pronta da peca sobre a mesa. 3 Passo Regule o relégio sobre a pera (fig. 1), dando uma pressio inicial de aproxima- damente uma volta. Fig. 1 ‘a Gire 0 mostrador até coincidir 0 zero com 0 ponteiro. b Movimente a pega no sentido das flechas (fig. 2). Observe e marque os pontos altos indicados pelo relégio. 49 Passo Prenda a peca. Observagéo A peca deve ser presa de maneira a ndo sofrer de- formagao. 59 Passo Raspe os pontos altos indicados pelo desempeno e pelo relégio comparador. 69 Passo Verifique o paralelismo com micréme- tro (fig. 3), medindo em diversos pon- tos ao longo da pega. 79 Passo Faca as repeticées que forem necessa- rias, até obter o paralelismo e a planeza das faces dentro da toleréncia indicada. 5540.15 Qwiw’ ) rospado Bloco (Para FT 07 - MG) Ferro Fundido, até 150 Brinell (Da FT 08 - A) NO | Quant. P Denominages e observacdes Material e dimensdes ea ___ |Mecanico aoe FT 02 - MG [Folha 1/1 senal-sp | Geral Escala 1:1 1982 pene PLANO DE TRABALHO so Pavio Aiuto, __N® Nariel, Torete 7 Fone [ora ce FT-02-M6} 171 |Acobamento wae 5 rem OREM 0€ ExecuGho INFORMAGEES TECNOLOGICAS 1 | Apioinor nos _medides_e fazer os _chonfros 2 | Raspor os superficies indicadas I fovont Denominagdee Peco 15° QUESTIONARIO FT 02-MG Ret Nas questées de 1a 4, assinale “ " para as alternativas verdadeiras e "F" para as falsas: FIT| 1. Raspador. ( ( ( ( ( ( ( \ in (Us 0 relégio comparador 6 utilizado na verificardo de medidas, superficies planas, concentri ) A forma do raspador vari em fungo da raspagem a executar. (1 Os raspadores s80 construidos de a¢o a0 carbono de baixo teor. ) “Os tipos mais comuns de raspadores sio 0 triangular, 0 de puxar eo de empurrar. ) Os raspadores so construidos de ago especial ou de a¢o de lim 2. Rel6gio comparador. ) 0 relégio comparador serve exclusivamente para verificago da concentricidade de uma peca. ) Embora possam variar @ capacidade de medi¢do e a precisio da leitura, os diémetros dos mos- tradores nfo variam ) 0s relégios comparadores so construidos com varios diémetros de mostradores, segundo @ capacidade de medigo e @ preciséo da leitura exigida. de e paralelismo. 3. Tecnologia da raspagem. ) A raspagem pode ser executada em pegas cuja superticie inda no foi usinada. ) Quanto menor for a quantidade de pontos de contato, mais perfeita vai-se tornando a super- ficie raspada. ) Pode-se usar terebentina, em vez de tinta, no acabamento, pois as manchas aparecem brilhan- ‘es. ) Quanto maior for a quantidade de pontos de contato, mais perfeita vai-se tornando a super: ficie raspeda. FO | 4. Operacdo de raspar superficie plana e plana-paralela. ( ) Esta operaeao ¢ aplicada em guias de carros de méquinas, barramentos e mancais de desli- zamento, ) A dirego de trabalho do raspador deve variar, com freqiéncia, a 90°, para facilitar 0 reco- nhecimento da planez ) A verificagdo da planeza da superficie a ser raspada seré feita em desempeno untado com zarcdo, ) A operacio de raspar é aplicada a superficies que sero pintadas posteriormente. Ww