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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacional ( ampop ) foi
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacional ( ampop ) foi
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacional ( ampop ) foi
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacional ( ampop ) foi

O amplificador operacional (ampop) foi desenvolvido na década de 40. O ampop era construído com base em componentes discretos, primeiro com válvulas (figura 3.1) e mais tarde, final dos anos 40, com transístores. A implementação do ampop com componentes discretos estendeu-se até 1963, ano em que surgiu o primeiro amplificador operacional, construído pela FairChild (µA 702), na forma de um circuito integrado (figura 3.2). Actualmente os ampops são implementados por cerca de 30 transístores associados a resistências e a um condensador (compensação na frequência), com se exemplifica a figura 3.3.

A designação de amplificador operacional, advém do facto de no início, este sistema, ser largamente utilizado para realizar operações matemáticas.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.1 – Amplificador operacion al implementado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.1 – Amplificador operacion al implementado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.1 – Amplificador operacion al implementado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.1 – Amplificador operacion al implementado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.1 – Amplificador operacion al implementado

Figura 3.1 – Amplificador operacional implementado com válvulas

Figura 3.2 – Amplificador operacional actual

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Com o avanço tecnológico o ampop pass
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Com o avanço tecnológico o ampop pass
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Com o avanço tecnológico o ampop pass

Com o avanço tecnológico o ampop passou a apresentar características que fazem com que seja utilizado nas mais diversas aplicações, sendo, actualmente, o termo operacional, justificado pela sua versatilidade.

Embora o ampop, seja de facto um sistema complexo, ele pode ser estudado como um componente activo discreto, por intermédio da caracterização do seu comportamento aos terminais. O estudo da sua constituição interna, será feito num capítulo posterior.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.3 – Circuito do amplificador

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.3 – Circuito do amplificador operacional
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.3 – Circuito do amplificador operacional
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Figura 3.3 – Circuito do amplificador operacional

Figura 3.3 – Circuito do amplificador operacional 741.

e de Computadores – EAPS Figura 3.3 – Circuito do amplificador operacional 741. Octávio Páscoa Dias

Octávio Páscoa Dias

cap.3-4

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Do ponto de vista do sinal, o
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Do ponto de vista do sinal, o
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Do ponto de vista do sinal, o

Do ponto de vista do sinal, o ampop tem três terminais: dois terminais de entrada, (+) e (-), e um terminal de saída, v o . A figura 3.4 mostra o símbolo que é usualmente utilizado para representar o ampop. Os terminais 1, (-) e 2 (+), são os terminais de entrada e o terminal 3 (v o ) é o terminal de saída.

A alimentação de uma parte significativa dos ampops, é feita por duas fontes dc, com um terminal comum. A figura 3.5 mostra o ampop com as tensões de alimentação aplicadas aos terminais 4 e 5. O terminal 4 está ligado à tensão de alimentação positiva, V + , e o terminal 5 à negativa, V - . A figura 3.6 apresenta a mesma informação de uma forma mais simplificada.

Para analisar as características do ampop do ponto de vista dos sinais, utiliza-se o símbolo ilustrada na figura 3.4. De facto, A alimentação dc não é relevante para essa análise.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS − v v o + v Figura
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS − v v o + v Figura
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS − v v o + v Figura
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS − v v o + v Figura
− v v o + v
v
v
o
+
v

Figura 3.4 –Símbolo do ampop

– EAPS − v v o + v Figura 3.4 –Símbolo do ampop F i g

Figura 3.6 Representação simplificada do ampop com alimentação dc

O terminal de referência dos sinais coincide com o ponto comum (massa) das fontes de alimentação. Além dos três terminais para o sinal e dos dois para a alimentação, o ampop tem, usualmente, outros terminais dedicados à compensação dos desvios ao seu comportamento ideal.

Figura 3.5 –Ampop com a fonte de alimentação dc.

desvios ao seu comportamento ideal. Figura 3.5 –Ampop com a fonte de alimentação dc. Octávio Páscoa

Octávio Páscoa Dias

cap.3-6

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS • As figuras 3.7 a 3.9 ilustram
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS • As figuras 3.7 a 3.9 ilustram
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS • As figuras 3.7 a 3.9 ilustram

As figuras 3.7 a 3.9 ilustram alguns encapsulamentos existentes no mercado para o ampop 741.

en capsulamentos existentes no mercado para o ampop 741. Figura 3.7 –Encapsulamento flat pack (ampop 741).
en capsulamentos existentes no mercado para o ampop 741. Figura 3.7 –Encapsulamento flat pack (ampop 741).

Figura 3.7 –Encapsulamento flat pack (ampop 741).

Figura 3.8 –Encapsulamento metal can (ampop 741).

741). Figura 3.8 –Encapsulamento metal can (ampop 741). Figura 3.9 –Encapsulamento DIP (ampop 741). Octávio

Figura 3.9 –Encapsulamento DIP (ampop 741).

3.8 –Encapsulamento metal can (ampop 741). Figura 3.9 –Encapsulamento DIP (ampop 741). Octávio Páscoa Dias cap.3-7

Octávio Páscoa Dias

cap.3-7

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.10 identifica a correspondência entre
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.10 identifica a correspondência entre
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.10 identifica a correspondência entre

A figura 3.10 identifica a correspondência entre os pinos desses encapsulamentos e os terminais do ampop.

entrada inversora

;

entrada não inversora

;

+ tensão dc V ; (7) compensação de desvio (1) − v (2) − saída
+
tensão dc V
;
(7)
compensação de desvio (1)
v
(2)
saída
;
v
(6)
o
+
v
(3)
+
compensação de desvio (5)
tensão dc V
;
(4)

Figura 3.10 – Correspondência entre os pinos do encapsulamento e os terminais do ampop (741).

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS • A figura 3.11 mostra a utilização
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS • A figura 3.11 mostra a utilização
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS • A figura 3.11 mostra a utilização

A figura 3.11 mostra a utilização dos terminais dedicados à compensação de desvios.

2

3

8 7 4 − + 1 5 − V
8
7
4
+
1
5
V

6

Figura 3.11 – Compensação de desvios (ampop 741).

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacinal é projectado para reagir
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacinal é projectado para reagir
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador operacinal é projectado para reagir

O amplificador operacinal é projectado para reagir à diferença entre os sinais aplicados às entradas inversora (-) e não-inversora (+), produzindo uma tensão de saída, v o dada por,

v

o

(

= A v

+

v

)

onde, A é um número positivo que representa o ganho do ampop sem realimentação; v + é a tensão aplicada à entrada não-inversora; v - é a tensão aplicada à entrada inversora.

Idealmente, o ampop apenas responde à diferença entre os dois sinais presentes nas suas entradas (v + -v - ), ignorando qualquer sinal comum às duas entradas. Assim, se a tensão v + for igual à tensão v - a saída, v o , será , idealmente, nula. Esta característica é designada por rejeição em modo-comum. Por razões óbvias, o ganho A é designado por ganho diferencial.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Outra das características do amplificador operacional ideal,
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Outra das características do amplificador operacional ideal,
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Outra das características do amplificador operacional ideal,

Outra das características do amplificador operacional ideal, consiste em ter as correntes de entrada nulas. Assim, com os sinais de corrente produzidos por v + e v - nulos, a resistência de entrada do ampop é infinita,

R =∞

i

Quanto á tensão de saída, é suposto que o ampop se comporte como uma fonte de tensão ideal, ou seja, a tensão medida entre o terminal de saída, v o , e a massa, deve ser igual a A(v + -v - ), independentemente da corrente que o ampop forneça a uma carga. Por outras palavras, a resistência de saída do ampop deve

ser nula,

R

o

= 0

O ampop ideal deve exibir uma largura de banda infinita, ou seja, o valor de A deve permanecer constante desde a frequência nula (sinal dc) até à frequência infinita, Isto é, o ampop amplifica com o mesmo ganho sinais de qualquer

frequência,

BW =

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.12, ilustra o modelo de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.12, ilustra o modelo de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.12, ilustra o modelo de

A figura 3.12, ilustra o modelo de um ampop ideal.

− v v o + v
v
v
o
+
v

Figura 3.12 – Circuito equivalente para o ampop ideal.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na tabela 3.1, indicam-se as car acterísticas
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na tabela 3.1, indicam-se as car acterísticas
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na tabela 3.1, indicam-se as car acterísticas

Na tabela 3.1, indicam-se as características reais e ideais do ampop.

Característica (malha aberta)

ampop ideal

ampop real

ganho tensão

10 6 a 10 8

impedância de entrada

alguns M

impedância de saída

0

dezenas de

largura de banda

dezenas de Hz

Tabela 3.1 – Características ideais e características reais do amplificador operacional.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.1 Considere um amplificador operacional (ampop)
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.1 Considere um amplificador operacional (ampop)

Exercício 3.1

Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.1 Considere um amplificador operacional (ampop) ideal, excepto

Considere um amplificador operacional (ampop) ideal, excepto quanto ao ganho em malha aberta que tem o valor de A=10 3 . O ampop é usado de acordo com a montagem representada na figura 3.13, sendo medidas as tensões v 1 , v 2 e v o . Determine,

a) v 1 para v 2 =0 e v o =2 V;

b) v 1 para v 2 =5 V e v o =-10 V;

c) v o para v 1 =1,002 V e v 2 =0,998 V;

d) v 2 para v 1 =-3,6 V e v o =-3,6 V.

Soluções: a) v 1 =-0,002 V; b) v 1 =5,01 V; c) v o = -4 V; d) v 2 =-3,6036 V.

v

1

v 2

v o
v
o

Figura 3.13 – Configuração da montagem para o exercício 3.1.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Quando existe uma resistência lig ada entre
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Quando existe uma resistência lig ada entre
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Quando existe uma resistência lig ada entre

Quando existe uma resistência ligada entre o terminal de saída, v o , e o terminal da entrada inversora (-), diz-se que o ampop tem realimentação negativa (figura 3.14); quando a resistência está ligada entre a saída, v o , e o terminal da entrada não- inversora (+), diz-se que o ampop tem realimentação positiva (figura 3.15).

v

i

R 2 R 1 − +
R
2
R
1
+

v

o

Figura 3.14 – Ampop com realimentação negativa.

v

i

R 2 R 1 + −
R
2
R
1
+

v

o

Figura 3.15 – Ampop com realimentação positiva.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Considere-se o ampop com realimentação negativa ilustrado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Considere-se o ampop com realimentação negativa ilustrado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Considere-se o ampop com realimentação negativa ilustrado
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Considere-se o ampop com realimentação negativa ilustrado

Considere-se o ampop com realimentação negativa ilustrado na figura 3.16. O ganho de malha fechada, A f , é definido por,

v

o

v

i

A

v

f

fechada , A f , é definido por, v o v i A v f ≡

Figura 3.16 – Realimentação negativa.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A tensão v o tem um valor
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A tensão v o tem um valor

A tensão v o tem um valor finito, e como,

dado que, idealmente,

então,

v o

v

v

o

(

+

v

2

= A ( v

v

A ( v

=

=

2

;

v

1

)

+

v

)

v

=

v

2

=

v

v

o

1

A

)

A →∞

1

(

v

+

v

) 0

v 2 = − v v o 1 A ) A →∞ 1 ( v +

isto é, as tensões v + e v - são praticamente iguais.

+ − v − ) → 0 isto é, as tensões v + e v -

Octávio Páscoa Dias

cap.3-17

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Diz-se, então, que existe um curto-circuito virtual
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Diz-se, então, que existe um curto-circuito virtual
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Diz-se, então, que existe um curto-circuito virtual

Diz-se, então, que existe um curto-circuito virtual entre as entradas inversora, v + , e não-inversora, v - . O termo curto-circuito virtual significa que qualquer que seja a tensão presente em v + , ela aparece automaticamente em v - , devido ao ganho A tender para infinito. Quando v + está ligado à massa, diz-se que v - é uma massa virtual, (figura 3.17) uma vez que, embora v - esteja ao potencial zero, devido ao curto-circuito virtual, ele não está fisicamente ligado à massa.

− + Figura 3.17 – Curto-circuito virtual.
+
Figura 3.17 – Curto-circuito virtual.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.18 ilustra a montagem inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.18 ilustra a montagem inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.18 ilustra a montagem inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.18 ilustra a montagem inversora

A figura 3.18 ilustra a montagem inversora do amplificador operacional.

R 2 A f =− R 1 − + Figura 3.18 – Montagem inversora.
R
2
A f =−
R
1
+
Figura 3.18 – Montagem inversora.
amplificador operacional. R 2 A f =− R 1 − + Figura 3.18 – Montagem inversora.

Octávio Páscoa Dias

cap.3-19

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A resistência de entrada da montagem inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A resistência de entrada da montagem inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A resistência de entrada da montagem inversora

A resistência de entrada da montagem inversora (figura 3.18) é dada por,

R

i =

R

1

uma vez que, a corrente de entrada é dada pela expressão, i i =v I /R 1.

As figuras 3.19 e 3.20, representam o modelo da montagem e a sua característica de transferência, respectivamente.

A f
A f
sua característica de transferência, respectivamente. A f Figura 3.19 – Modelo da montagem inversora. = tg

Figura 3.19 – Modelo da montagem inversora.

= tg(α )

v o + L α v I − L
v
o
+
L
α
v
I
L

Figura 3.20 – Característica de transferência da montagem inversora.

α v I − L Figura 3.20 – Característica de transferência da montagem inversora. Octávio Páscoa

Octávio Páscoa Dias

cap.3-20

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.2 Dimensione as resistências R 1
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.2 Dimensione as resistências R 1

Exercício 3.2

Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.2 Dimensione as resistências R 1 e R 2

Dimensione as resistências R 1 e R 2 para que o amplificador inversor representado na figura 3.21, tenha o ganho de -10, e a resistência de entrada de 100 k. Soluções: R 1 =100 k; R 2 =1 M.

Ω . Soluções: R 1 =100 k Ω ; R 2 =1 M Ω . Figura

Figura 3.21 – Montagem para o exemplo 3.2.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.3 O circuito representado na figura
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.3 O circuito representado na figura

Exercício 3.3

Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.3 O circuito representado na figura 3.22, é usado

O circuito representado na figura 3.22, é usado para implementar um amplificador de transresistência. Determine,

a) a resistência de entrada, R i ;

b) a transresistência, R m ;

c) a resistência de saída, R o ;

d) qual o valor da tensão de saída, v 0 , se for ligada à entrada do amplificador a fonte de sinal representada na figura

3.23.

amplificador a fonte de sinal repr esentada na figura 3.23. Figura 3.23 – Fonte de corrente
amplificador a fonte de sinal repr esentada na figura 3.23. Figura 3.23 – Fonte de corrente

Figura 3.23 – Fonte de corrente para o exercício 3.3.

Figura 3.22 – Conversor corrente-tensão para o exercício 3.3.

Soluções: a) R i =0; b) R m =-10 k; c) R o =0; d) v o =-5 V.

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A operacional. figura 3.24 representa a montagem
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A operacional. figura 3.24 representa a montagem
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A operacional. figura 3.24 representa a montagem

A

operacional.

figura

3.24

representa

a

montagem

não-inversora

R 2 1 + A f = R 1
R
2
1 +
A f =
R
1

v

v

i

A

=

=

Figura 3.24 – Montagem não-inversora.

do

amplificador

v

A

v

o

R

1

R

1

+

R

2

v v i A = = Figura 3.24 – Montagem não-inversora. do amplificador v A v

Octávio Páscoa Dias

cap.3-23

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A resistência de entrada da montagem não-inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A resistência de entrada da montagem não-inversora
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A resistência de entrada da montagem não-inversora

A resistência de entrada da montagem não-inversora (figura 3.24) é dada por,

R =∞

i

uma vez que, a corrente de entrada é dada pela expressão, i i =v I /R 1 ; com i=0.

As figuras 3.25 e 3.26, representam o modelo da montagem não-inversora e a sua característica de transferência, respectivamente.

A f
A f

Figura 3.25 – Modelo da montagem não-inversora.

= tg(α )

v o + L α v I − L
v
o
+
L
α
v
I
L

Figura 3.26 – Característica de transferência da montagem não-inversora.

v I − L Figura 3.26 – Característica de transferência da montagem não-inversora. Octávio Páscoa Dias

Octávio Páscoa Dias

cap.3-24

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.27 realiza
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.27 realiza
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.27 realiza
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.27 realiza
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.27 realiza

O circuito representado na figura 3.27 realiza um somador inversor de n entradas.

=

R R R f f f v =− ( v + v + + v
R
R
R
f
f
f
v =−
(
v
+
v
+ +
v
)
o
1
2
n
R
R
R
1
2
n
n
∑ n
i
1
Figura 3.27 – Circuito somador inversor de n entradas
v n i = n R n v o i =− ; i R f
v
n
i =
n
R
n
v
o
i =−
;
i
R
f
– Circuito somador inversor de n entradas v n i = n R n v o

Octávio Páscoa Dias

cap.3-25

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.28 representa-se um somador não-inversor
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.28 representa-se um somador não-inversor
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.28 representa-se um somador não-inversor
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.28 representa-se um somador não-inversor

Na figura 3.28 representa-se um somador não-inversor de n entradas.

Por aplicação do Teorema da Sobreposição ao nó A,

v

o

=

(1

+

R

×

(

R

2

//

R

3

//

 

//

R

n

)

(

R

v 1

+

//

R

3

//

//

R

n

)

+

+

(

R

1

//

R

2

//

 

//

R

n

1

)

R

a )

b + (

(

R

1

R

2

//

R

3

//

//

R

n

R

)

1 + (

R

2

R

1

//

R

3

//

//

R

n

)

v

2

 

R

n

+ (

R

1

//

R

2

//

//

R

n

1

)

 

v

v

v

v

1 1 R 2 2 R 3 3 R n n
1
1
R
2
2
R
3
3
R
n
n

v

A

R a R b
R
a
R
b
A
A

v

o

v

n

)

Figura 3.28 – Circuito somador não-inversor de n entradas

R b A v o v n ) Figura 3.28 – Circuito somador não-inversor de n

Octávio Páscoa Dias

cap.3-26

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito da figura 3.29 implementa um
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito da figura 3.29 implementa um
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito da figura 3.29 implementa um
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito da figura 3.29 implementa um

O circuito da figura 3.29 implementa um seguidor de tensão, representando-se na figura 3.30 o modelo da montagem.

A

f

=1; =∞;

R

i

R

o

= 0

3.30 o modelo da montagem. A f = 1; =∞ ; R i R o =

Figura 3.29 – Circuito seguidor de tensão.

; R i R o = 0 Figura 3.29 – Circuito seguidor de tensão. Figura 3.30

Figura 3.30 – Modelo do ampop na configuração seguidor de tensão.

seguidor de tensão. Figura 3.30 – Modelo do ampop na configuração seguidor de tensão. Octávio Páscoa

Octávio Páscoa Dias

cap.3-27

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Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.31 ilustra um amplificador de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.31 ilustra um amplificador de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.31 ilustra um amplificador de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.31 ilustra um amplificador de

A figura 3.31 ilustra um amplificador de diferença.

v

o

=

v

R

4

R

2

R

2

R

2

R

4

R

2

(1

+

)

(

)

3

+

R

4

R

1

R

1

1

R

1

R

3

o

2

1

R

1

v

;

se

:

=

v

⇒ =

v

v

2 R

R 4 R 1 R 1 1 R 1 R 3 o 2 1 R 1

Figura 3.31 – Amplificador de diferença.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o Teorema da Sobreposição (figura 3.32)
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o Teorema da Sobreposição (figura 3.32)
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o Teorema da Sobreposição (figura 3.32)
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o Teorema da Sobreposição (figura 3.32)

Aplicando o Teorema da Sobreposição (figura 3.32)

EAPS Aplicando o Teorema da Sobreposição (figura 3.32) Figura 3.32 – Aplicação do teorema da sobrepos

Figura 3.32 – Aplicação do teorema da sobreposição ao amplificador de diferença.

v o

1

=−

R

2

R

4

R

2

(1

R

1

1

o

2

2

R

3

+

R

4

R

1

v

;

v

=

v

+

)

escolhendo-se R 1 =R 3 e R 2 =R 4

v

o =

(

v

2

v

1

)

R

2

R

1

v = v + ) escolhendo-se R 1 =R 3 e R 2 =R 4 v

Octávio Páscoa Dias

cap.3-29

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.33, desempenha
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.33, desempenha
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.33, desempenha
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O circuito representado na figura 3.33, desempenha

O circuito representado na figura 3.33, desempenha a função de integrador.

i 2
i
2

Figura 3.33 – Circuito integrador com ampop.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v dv dv i C o i
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v dv dv i C o i
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v dv dv i C o i
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v dv dv i C o i
v dv dv i C o i = i ; i = ; i =
v
dv
dv
i
C
o
i
=
i
;
i
=
;
i
=
C
⇒ =−
i
C
1
2
1
2
2
R
dt
dt
dv
v
1
o
i
− C
= ⇔
dv
=−
v dt
o
i
dt
R
CR
t
t
t
1
1
dv =−
v dt
⇒ =−
v
v dt
o
i
o
i
CR
CR
0
0
0

onde, CR é a constante de integração.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o conceito de impedância gene ralizada
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o conceito de impedância gene ralizada
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o conceito de impedância gene ralizada
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Aplicando o conceito de impedância gene ralizada

Aplicando o conceito de impedância generalizada ao integrador representado na figura 3.33, obtém-se,

V

o

(

s

)

V

i

(

s

)

=−

1

sC

V

o

(

s

)

=−

1

V

(

)

=−

1

×

1

   

s

   

R

V

i

(

s

)

sRC

o

 

RC

s

V

i

(

s

)

Comparando este resultado, com a TL do integral, conclui-se que circuito realiza a função de integração, dada a presença do factor 1/s na expressão de

V o =f(V i ).

Tendo em conta a função de transferência,

T

(

s

V

1

1

) = =−

o

V

i

RC s

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Pode traçar-se o diagrama de Bode para
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Pode traçar-se o diagrama de Bode para
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Pode traçar-se o diagrama de Bode para
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Pode traçar-se o diagrama de Bode para

Pode traçar-se o diagrama de Bode para o ganho do circuito, como se ilustra na figura 3.34.

20 log

V 1 1 o T ( s ) = =− V RC s G(ω) i
V
1
1
o
T
(
s
) = =−
V
RC s
G(ω)
i
[dB]
1
RC
− 20
db década
/
− 6
dB oitava
/
0
1
ω
[rad / s]
RC

Figura 3.34 – Diagrama de Bode para o módulo da função de transferência, T(jω), do integrador.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.35, representa-se o diagrama de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.35, representa-se o diagrama de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.35, representa-se o diagrama de
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 3.35, representa-se o diagrama de

Na figura 3.35, representa-se o diagrama de Bode para a fase do integrador (figura 3.33). É de realçar que a fase de -90º se deve ao facto do integrador ser inversor. De facto,

T ( j

ω

) =−

1

1

1

T

(

j

ω

)

(

j

)

T

(

j

j

j

ω

RC

ω

RC

ω

RC

ω

)

=−−

=

⇒Φω =+

(

)

90º

j ω RC ω RC ω RC ⇔ ω ) =−− = ⇒Φ ω =+ (

Φ(ω)

ω [ rad / s ]
ω [ rad / s ]
ω [ rad / s ]
ω [ rad / s ]

ω

ω [ rad / s ]
ω [ rad / s ]

[rad / s]

T

+ 90º

ω =+ ( ) 90º Φ ( ω ) ω [ rad / s ] T

(

s

V

1

1

) = =−

o

V

i

RC s

Figura 3.35 – Diagrama de Bode para a fase da função de transferência, T(jω), do integrador.

– Diagrama de Bode para a fase da função de transferência, T(j ω ) , do

Octávio Páscoa Dias

cap.3-34

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.36 representa um integrador pr
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.36 representa um integrador pr
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.36 representa um integrador pr
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.36 representa um integrador pr

A figura 3.36 representa um integrador prático. A resistência em paralelo com o condensador evita a saturação do ampop nas baixas frequências.

R 2 R 1
R
2
R
1

Figura 3.36 – Integrador prático.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.37, ilustra um circuito diferenciador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.37, ilustra um circuito diferenciador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.37, ilustra um circuito diferenciador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.37, ilustra um circuito diferenciador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.37, ilustra um circuito diferenciador

A figura 3.37, ilustra um circuito diferenciador com amplificador operacional, cujos diagramas de amplitude e fase se encontram ilustrados nas figuras 3.38 e 3.39, respectivamente.

i 2 i 1
i
2
i
1

Figura 3.37 – Circuito diferenciador com ampop.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS i 1 − v dv dv o
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS i 1 − v dv dv o
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS i 1 − v dv dv o

i

1

v dv dv o C i = i ; i =− ; i = C
v
dv
dv
o
C
i
=
i
;
i
=−
;
i
=
C
⇒ i =
C
2
2
1
1
R
dt
dt
v
dv
dv
o
i
i
=
C
⇔ v =−
RC
o
R
dt
dt
dt v dv dv o i i = C ⇔ v =− RC o R dt

Utilizando o conceito de impedância generalizada ao circuito, obtém-se,

V

o

(

s

)

V

i

(

s

)

=−

R V

1

o

V

i

(

s

)

(

s

)

sC

=−

sRC

V

o

(

s

)

=−

RC

× ×

s

V

i

(

s

)

Comparando o resultado obtido, com a TL da derivada, conclui-se que circuito realiza a função de diferenciação, tendo em conta a existência do factor s na expressão de V o =f(V i ).

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta a função de transferênci
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta a função de transferênci
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta a função de transferênci
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta a função de transferênci

Tendo em conta a função de transferência do circuito diferenciador da figura

3.37,

T

(

s

) =

V

o

V

i

=− sRC

pode esboçar-se o diagrama de Bode para o ganho do circuito, como mostra a figura
pode esboçar-se o diagrama de Bode para o ganho do circuito, como mostra a
figura 3.38.
G (
ω
)
[
dB
]
20
dB década
/
6
dB oitava
/
Figura 3.38 – Diagrama de Bode para o módulo da função de transferência, T(jω), do diferenciador.
Diagrama de Bode para o módulo da função de transferência, T(jω), do diferenciador. Octávio Páscoa Dias

Octávio Páscoa Dias

cap.3-38

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O comportamento da fase do diferenciador está
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O comportamento da fase do diferenciador está
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O comportamento da fase do diferenciador está
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O comportamento da fase do diferenciador está

O comportamento da fase do diferenciador está representado na figura 3.39. Repare-se que a fase de -90º, se deve ao facto do circuito ser inversor. De facto,

T ( jω) = − jωRC ⇒ Φ(ω) = −90º

Φ(ω)

0

ω ) = − j ω RC ⇒ Φ ( ω ) = − 90º Φ
ω ) = − j ω RC ⇒ Φ ( ω ) = − 90º Φ

ω [rad / s]

90

T

( s

V

) = =− sRC

o

V

i

Figura 3.39 – Diagrama de Bode para a fase da função de transferência, T(jω), do diferenciador.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.40 representa um diferenciador prático.
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.40 representa um diferenciador prático.
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.40 representa um diferenciador prático.
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 3.40 representa um diferenciador prático.

A figura 3.40 representa um diferenciador prático. A resistência em série com o condensador, evita a saturação do ampop nas altas frequências.

v

i

R 2 R 1 C
R
2
R
1
C

Figura 3.40 – Diferenciador prático.

v

o

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.4 Considere uma onda quadrada simétrica

Exercício 3.4

Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.4 Considere uma onda quadrada simétrica com 20 Vpp

Considere uma onda quadrada simétrica com 20 Vpp, 0 V de valor médio e com o período de 2 ms, aplicada a um integrador de Miller. Determine o valor da constante de tempo, τ = RC, para que a tensão de saída tenha a forma triangular com 20 Vpp.

Solução: 0,5 ms.

Exercício 3.5

Use um ampop ideal para projectar um integrador inversor com a resistência de entrada de 10 ke a constante de tempo de 10 -3 s, e determine,

a) o valor do ganho (módulo da função de transferência) e a respectiva fase à frequência de 10 rad/s;

b) o valor do ganho e a respectiva fase à frequência de 1 rad/s;

c) a frequência à qual o ganho é unitário.

Soluções: R=10 k; C=0,1 µF; a) |Vo/Vi|=100; Φ=+90º , b) |Vo/Vi|=1000; Φ=+90º ; c) 1000 rad/s

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.6 Com base num ampop

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.6 Com base num ampop considerado

Exercício 3.6 Com base num ampop considerado ideal, projecte um diferenciador para ter a constante de tempo de 10 -2 s para um condensador de entrada com a capacidade de 0,01 µF. Determine,

a) a amplitude da resposta e a respectiva fase à frequência de 10 rad/s;

b) a amplitude e a fase da resposta à frequência de 10 3 rad/s;

c) o valor da resistência ligada em seríe com o condensador para limitar a 100 o ganho do diferenciador.

Solução: C=0,01 µF; R=1 M;; a) |Vo/Vi|=0,1; Φ = -90º , b) |Vo/Vi|=10; Φ = -90º ; c) 10 k.

Exercício 3.7 Use um ampop para projectar um circuito amplificador inversor ponderado com duas entradas, v 1 e v 2 .

É exigida a condição v o = - (v 1 +5v 2 ). Seleccione valores para R 1 e R 2 para que à tensão máxima de saída de 10 V a corrente na resistência de realimentação, R f , não exceda 1 mA.

Soluções: R 1 =10 k; R 2 = 2 k; R f =10 k.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.8 Considere o circuito da figura

Exercício 3.8

Considere o circuito da figura 3.41 e determine v o em função de v 1 e v 2 . Solução: v o =6v 1 +4v 2

v 1 e v 2 . Solução: v o =6v 1 +4v 2 Figura 3.41 –

Figura 3.41 – Somador de duas entradas para o exercício 3.8.

Exercício 3.9

Para o circuito representado na figura 3.42 determine v o em função de v 1 , v 2 e v 3 . Solução: v o =6v 1 +4v 2 -9v 3

v 3
v
3

Figura 3.42 – Somador de três entradas para o exercício 3.9.

+4v 2 -9v 3 v 3 Figura 3.42 – Somador de três entradas para o exercício

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.10 Projecte um amplificador não-inversor com

Exercício 3.10

Electrónica e de Computadores – EAPS Exercício 3.10 Projecte um amplificador não-inversor com o ganho de

Projecte um amplificador não-inversor com o ganho de 2. À tensão máxima de saída de 10 V a corrente no divisor deve 10 µA.

Solução: R 1 =R 2 =0,5 M.

Exercício 3.11 Para o circuito representado na figura 6.43, considere R 1 =R 3 =10 k e R 2 =R 4 =20 k. Determine a resistência de entrada do circuito.

Solução: 20 k

a resistência de entrada do circuito. Solução: 20 k Ω Figura 3.43 – Circuito para o

Figura 3.43 – Circuito para o exercício 3.11.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS As figuras 6.44 e 6.45 mostram duas
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS As figuras 6.44 e 6.45 mostram duas
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS As figuras 6.44 e 6.45 mostram duas
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS As figuras 6.44 e 6.45 mostram duas

As figuras 6.44 e 6.45 mostram duas implementações possíveis para um conversor tensão-tensão, inversor e não inversor, respectivamente.

v i

v

o

=−

v

i

R

2

R

1

R 2 R 1
R
2
R
1

v O

Figura 6.44 – Conversor tensão-tensão, inversor.

v

o

=

v (1

i

+

R

2

R

1

)

tensão-tensão, inversor. v o = v (1 i + R 2 R 1 ) Figura 6.45

Figura 6.45 – Conversor tensão-tensão, não-inversor.

v o = v (1 i + R 2 R 1 ) Figura 6.45 – Conversor

Octávio Páscoa Dias

cap.3-45

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.46 ilustra uma montagem para
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.46 ilustra uma montagem para
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.46 ilustra uma montagem para
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.46 ilustra uma montagem para

A figura 6.46 ilustra uma montagem para um conversor tensão-corrente.

i

1

i 1

=

=

i

L

v

i

R

1

v

i

R L R 1 i v L i i L = R 1
R
L
R
1
i
v
L
i
i
L =
R
1

Figura 6.46 – Conversor tensão-corrente.

i R 1 v i R L R 1 i v L i i L =

Octávio Páscoa Dias

cap.3-46

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.47 representa-se uma montag em
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.47 representa-se uma montag em
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.47 representa-se uma montag em
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.47 representa-se uma montag em

Na figura 6.47 representa-se uma montagem de um conversor corrente-tensão.

R i = i i 1 2 2 v i o i =− 1 v
R
i
=
i
i
1
2
2
v
i
o
i
=−
1
v
2
R
v
o
i
=−
1
R

Figura 6.47 – Conversor corrente-tensão.

o

v

o

=− i R

1

v 2 R v o i =− 1 R Figura 6.47 – Conversor corrente-tensão. o v

Octávio Páscoa Dias

cap.3-47

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.48 representa uma implem entação
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.48 representa uma implem entação
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.48 representa uma implem entação
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.48 representa uma implem entação

A figura 6.48 representa uma implementação para um conversor corrente- corrente.

R R 2 L i = i 1 i i 2 L i = i
R
R
2
L
i
=
i
1
i
i
2
L
i
= i +
i
i 1 R
1
L
1
2
0
−− ( i R
)
1
1
i
=
i
2
R
2
R
1
i
=
i
2
1
R
2

Figura 6.48 – Conversor corrente-corrente.

R 1 i = i + i L 1 1 R 2 R 1 i
R
1
i = i +
i
L
1
1
R
2
R
1
i i (1
=
+
)
L
1
R
2
R
1
i i (1
=
+
)
L
R
2
= i + i L 1 1 R 2 R 1 i i (1 = +

Octávio Páscoa Dias

cap.3-48

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador diferença representado na figura 6.31,
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador diferença representado na figura 6.31,
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador diferença representado na figura 6.31,
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS O amplificador diferença representado na figura 6.31,

O amplificador diferença representado na figura 6.31, apresenta alguns problemas que o impedem de satisfazer inteiramente a função de amplificador de instrumentação, nomeadamente a sua baixa impedância de entrada e o facto do seu ganho não poder ser ajustado com facilidade. Para obviar estes aspectos, ilustra-se na figura 6.49 uma solução muito utilizada para implementar um amplificador de instrumentação.

para implementar um amplificador de instrumentação. Figura 6.49 – Amplificador de instrumentação. Octávio

Figura 6.49 – Amplificador de instrumentação.

um amplificador de instrumentação. Figura 6.49 – Amplificador de instrumentação. Octávio Páscoa Dias cap.3-49

Octávio Páscoa Dias

cap.3-49

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.50, explicitam-se as etapas mais
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.50, explicitam-se as etapas mais
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.50, explicitam-se as etapas mais
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na figura 6.50, explicitam-se as etapas mais

Na figura 6.50, explicitam-se as etapas mais relevantes para a análise da operação do amplificador de instrumentação.

análise da operação do amplificador de instrumentação. Figura 6.50 – Amplificador de instrumentação. Octávio

Figura 6.50 – Amplificador de instrumentação.

do amplificador de instrumentação. Figura 6.50 – Amplificador de instrumentação. Octávio Páscoa Dias cap.3-50

Octávio Páscoa Dias

cap.3-50

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v − v v − v R
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v − v v − v R
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v − v v − v R
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v − v v − v R
v − v v − v R o 1 1 1 2 2 = ⇒
v
v
v
v
R
o 1
1
1
2
2
=
(
v
v
)
R
=
(
v
v
)
R
(
v
v
)
=
(
v
v
)
o
1
1
1
1
2
2
o
1
1
1
2
R
R
R
2
1
1
R
R
2
2
v
v
=
(
v
v
)
v
=
(
v
v
)
+ v
o
1
1
1
2
o 1
1
2
1
R
R
1
1
v
v
v
v
R
2
o
2
1
2
2
=
(
v
v
)
R
=
(
v
v
)
R
(
v
v
)
=
(
v
v
)
2
02
1
1
2
2
2
o
2
1
2
R
R
R
2
1
1
R
R
2
2
v
v
=
(
v
v
)
v
=− −
(
v
v
)
+ v
2
o
2
1
2
o 2
1
2
2
R
R
1
1

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v v v v v o o
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v v v v v o o
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS v v v v v o o

v

v

v

v

v

o

o

o

o

o

2

2

2

2

2

R R 2 2 − =− v − v ( ( v ) + v
R
R
2
2
− =− v −
v
(
(
v
)
+
v
)
((
v
v
)
+ v
)
o
1
1
2
2
1
2
1
R
R
1
1
R
R
2
2
− =− v −
v
(
v
)
+
v
(
v
v
)
− v
o
1
1
2
2
1
2
1
R
R
1
1
R
R
2
2
− v
=
(
v
v
)
+
v
+
(
v
v
)
− v
o
1
2
1
2
2
1
1
R
R
1
1
R
R
2
2
− v
=
(
v
v
)
+
(
v
v
)
+
(
v
v
)
o
1
2
1
2
1
2
1
R
R
1
1
2 R
2
− v
=
(
v
v
)(1
+
)
o
1
2
1
R
1
2 1 2 1 2 1 R R 1 1 2 R 2 − v =

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta que: (1) o amplificador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta que: (1) o amplificador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta que: (1) o amplificador
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Tendo em conta que: (1) o amplificador

Tendo em conta que: (1) o amplificador A 3 e as resistências R 3 e R 4 constituem o amplificador diferença da figura 6.31, que, por comodidade, se repete na figura 6.51, (2) se verifica a condição R 2 /R 1 =R 4 /R 3 da montagem da figura 6.51 e (3) , que entre as figuras 6.50 e 6.51 se verifica a equivalência R 4 =R 2 e R 1 =R 3 , pode escrever-se,

v

o

= (

v

o 2

R R 2 4 − v ) ⇔ v = ( v − v )
R
R
2
4
v
)
⇔ v =
(
v
v
)
o
1
o
o
2
o
1
R
R
1
3
v
o1
v
o2

Figura 6.51 – Amplificador de diferença.

o 1 o o 2 o 1 R R 1 3 v o1 v o2 Figura

Octávio Páscoa Dias

cap.3-53

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Substituindo, em, obtém-se, v o 2 −
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Substituindo, em, obtém-se, v o 2 −
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Substituindo, em, obtém-se, v o 2 −

Substituindo,

em,

obtém-se,

v

o

2

v

v

o =

v

o

(

o

1

=

v

2

=

(

(

v

v

2

o

2

v

1

v

)(1 +

2 R

2

R

1

o

1

)

R

4

R

3

)

v

1

)(1 +

2 R

2

R

4

)

R

1

R

3

2 o 2 − − v 1 v )(1 + 2 R 2 R 1 o

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Para variar o ganho é usual implementar
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Para variar o ganho é usual implementar
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Para variar o ganho é usual implementar
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Para variar o ganho é usual implementar

Para variar o ganho é usual implementar R 1 por intermédio da série de duas resistências, uma fixa, R 1f , e outra variável, R 1v (figura 6.52).

É usual determinar o valor de R 1 em função do ganho teórico desejado, e em torno dele, definir um intervalo para a sua variação. Essa variação é balizada por um valor mínimo (valor máximo de R 1v ) e por um valor máximo (valor mínimo de R 1v ).

) e por um valor máximo (valor mínimo de R 1 v ). Figura 6.52 –

Figura 6.52 – Implementação de R 1 para um ajuste fácil do ganho.

R 1 v ). Figura 6.52 – Implementação de R 1 para um ajuste fácil do

Octávio Páscoa Dias

cap.3-55

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.53, mostra uma implementação possível
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.53, mostra uma implementação possível
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.53, mostra uma implementação possível
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS A figura 6.53, mostra uma implementação possível

A figura 6.53, mostra uma implementação possível de um amplificador logarítmico. Num transístor de junção bipolar (BJT) a relação entre a corrente de colector, I C , e a tensão V BE , é dada pela equação de Shockley,

v

I i C = R R 1 1 v I i v BE 1 v
I
i
C =
R
R
1
1
v
I
i
v BE
1
v
O

Figura 6.53 – Amplificador logarítmico simples.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS i C = I S ( e
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS i C = I S ( e
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS i C = I S ( e

i

C

=

I

S

(

e

v BE

v BE
V T

V T

1)

de Computadores – EAPS i C = I S ( e v BE V T −

onde, I S é a corrente inversa de saturação da junção emissor-base, e V T é a tensão térmica, que é determinada pela expressão,

onde,

V T =

kT

q

k

é a constante de Boltzman (1,38×10 -23 joules/kelvin);

q

é a carga do electrão (1,6×10 -19 coulomb);

T é a temperatura absoluta em kelvins (273ºC+temperatura em ºC).

Nota: para a temperatura ambiente de 20ºC tem-se V T =25 mV.

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na prática o termo exponencial é usual
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na prática o termo exponencial é usual
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na prática o termo exponencial é usual
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Na prática o termo exponencial é usual

Na prática o termo exponencial é usualmente muito maior que a unidade,

e

assim, a expressão de i C pode ser aproximada para,

e assim,

ln

i

C

I

S

= ln

v BE

e

V

T

i

C

= I

S

e

v BE

v BE

V

T

i

C

i

C

v BE

= ln

V

T

ln

V

T

I

S

BE

I

S

v

=

Esta equação explicita o comportamento logarítmico de v BE com i C .

v

BE

= V

T

ln

i

C

I

S

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS

Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Dado que, então, logo, i 1 =
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Dado que, então, logo, i 1 =
Curso de Engenharia Electrónica e de Computadores – EAPS Dado que, então, logo, i 1 =

Dado que,

então,

logo,

i

1

=

v

I

 

i

=

i

i

=

v

I

R

1

;

1

C

;

C

R

1

v

BE

=

V

T

ln

i

C

I

S

⇔ − v =

O

; =−

v

O

v

BE

V

T

ln

v

I

R

1

I

S

v

O

= −

V

T

ln

v

I

R I

1