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DIID – DEPARTAMENTO DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

ANÁLISE DE FALHAS NA MANUTENÇÃO

Nº: PGS-0007-GEDFT

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FERROVIÁRIA DA LOGÍSTICA

Classificação: Uso Interno

Rev.: 05-22/09/2010

 

TEMResponsável Técnico:

Código de Treinamento: NA

 

Rodrigo Beraldo – GEDFT (Gerência Geral de Inovação e Desenvolvimento Ferroviário)

Necessidade de Treinamento: Sim

Público-alvo: Engenheiros, Supervisores, Coordenadores, Gerentes de Área, GAF, PCM

Palavras-chave: Análise, Falhas, Material Rodante

  • 1. OBJETIVO

Estabelecer o processo para registro, identificação, análise e tratamento de falhas funcionais de manutenção buscando o bloqueio de sua(s) causa(s) fundamental (ais).

  • 2. CAMPO DE APLICAÇÃO

Todas as Gerências de Manutenção da Logística Ferroviária.

  • 3. DOCUMENTOS REFERENCIADOS

REG 0007 DIMO - Diretrizes para a Dimensão Manutenção do VPS PGS 0018 GEDFT - Gestão de Modificações da Manutenção Ferroviária da Logística PGS 0009 GEDFT – Sistema Informatizado de Manutenção Ferroviária da Logística PGS 0700 GEDFT - Gestão de Relacionamentos GEDFT

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 5462: Confiabilidade e mantenabilidade. Terminologia. Rio de Janeiro, 1994.

  • 4. CUIDADOS DE SSO

Ergonomia - ajustar o conjunto cadeira – mesa para o adequado uso do computador e mouse.

  • 5. DEFINIÇÕES

Análise de falha: é o exame lógico e sistemático de um item que falhou, para identificar e analisar o mecanismo, a causa e as conseqüências da falha (NBR 5462-1994).

Anomalia: Irregularidade, anormalidade, qualquer acontecimento diferente do usual.

Defeito: é qualquer desvio de uma característica de um item em relação aos seus requisitos. Um defeito pode, ou não, afetar a capacidade de um item em desempenhar uma função requerida (NBR 5462-1994). Todas as anomalias que não causarem a interrupção do tráfego da via permanente são consideradas defeitos.

Diagrama de causa e efeito (Ishikawa ou espinha de peixe): método de análise destinado à procura de fator causador de uma determinada anomalia (e fatores contribuintes), mais abrangente, considerando aspectos de método, meio ambiente, mão de obra, materiais e máquinas.

Falha: é o término da capacidade de um item desempenhar a função requerida (NBR 5462-1994). Considera-se o término da capacidade da via permanente a partir do momento em que houver interrupção do tráfego causado por determinado equipamento.

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Falha Crônica: tipo de falha na qual, mesmo após análise, identificação de causas e execução de ações evidencia-se tendência de repetibilidade na mesma, configurando-se reincidência de RAF, exigindo análise mais detalhada pelo Desenvolvimento Técnico que pode gerar um processo de melhoria no sistema ou até mesmo reprojeto pelo fabricante.

GOFER - Gerenciamento de ocorrências ferroviárias.

Grupo de Análise de Falhas (GAF): Grupo multidisciplinar composto por representantes da execução, engenharia e planejamento (de acordo com a necessidade e estruturação da área), cujo objetivo é promover análises e tratamentos de falhas.

HELP DESK - Grupo designado para receber as primeiras informações de ocorrências de falhas nos ativos e acionar as áreas de execuções envolvidas para o devido atendimento.

Modo de Falha: eventos razoavelmente prováveis que possam causar um estado de falha (MOUBRAY, 2000). No sistema informatizado da manutenção é caracterizado pelos níveis Item + Problema da hierarquia de classe de falhas.

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MODO DE FALHA = item + problema

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Fig. 01 - Classe de Falha do Maximo

Conforme os níveis hierárquicos é possível quantificar as perdas por sistema, conjunto, item, problema e solução. Sendo que os níveis item + problema compõem o modo de falha observado.

PDCA: Método de controle de processos (caminho para atingir as metas estabelecidas), composto de quatro fases básicas: P (Plan) Planejamento, D (Do) Execução, C (Check) Verificação e A (Act) Ação Corretiva. Em sua forma mais simples e reduzida temos as fases: P - definição das metas e determinação dos métodos para alcançar as metas; D- educação, treinamento e execução do trabalho; C - verificação dos efeitos (resultados) do trabalho executado; A - atuação no processo em função dos resultados. Também chamado Ciclo de Shewhart ou Ciclo de Deming.

RAF - Relatório de Análise de Falhas – meio pelo qual é oficializado o tratamento dado ao modo de falha ou à falha específica envolvendo a metodologia adotada pela área. No desenvolvimento da análise de falha devem ser observados os nove passos da análise de falhas da DBM os quais visam nortear as análises de falha:

  • 1. Detectar o problema e relatar a falha

  • 2. Tomar ação corretiva para remoção do sintoma

  • 3. Observar e analisar o modo de falha

  • 4. Identificar a causa raiz

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6. Executar as ações de bloqueio 7. Avaliar os resultados 8. Analisar periodicamente os registros de falhas

9. Incluir na análise as perdas do processo produtivo (Perdas relacionadas à falha, disponibilidade, produção, etc.)

Obs.: A evolução básica do status do RAF é: ABERTURA CONCLUSÃOENCERRAMENTO

RAF ABERTO – Status do Relatório de Análise de Falha em que se tem o registro inicial feito em um sistema informatizado definido pela área cuja causa fundamental ainda não foi identificada, logo sem plano de ação definido. É a parte inicial do Relatório da Análise de Falha.

RAF PRELIMINAR – Status do Relatório de Análise de Falha em que se tem o registro inicial feito em um sistema informatizado definido pela área, com ações imediatas definidas para a falha, porém cuja causa fundamental ainda não foi identificada. Em algumas áreas este status do Relatório de Análise de Falhas é conveniente para o processo, porém sendo opcional a aplicação deste pela área.

RAF CONCLUÍDO – Status do Relatório de Análise de Falha em que se tem o registro inicial feito em um sistema informatizado definido pela área, com a causa fundamental identificada e com plano de ação traçado, porém não concluído (com ações pendentes ou a executar). É o status do Relatório de Análise de Falha onde se observa o desenvolvimento das ações propostas pela análise.

RAF ENCERRADA – Status do Relatório de Análise de Falha em que se tem o registro inicial feito em um sistema informatizado definido pela área, com a causa fundamental identificada e todas as ações do plano de ação executadas.

SERVTEC: Sistema que permite gestão das demandas encaminhadas a GEDFT, assim como acompanhamento e medição de nível de serviço (PGS 0700 GEDFT).

SISPTA: Sistema Corporativo para Tratamento de Anomalias da Vale

  • 5 porquês: método para análise de falhas simples que consiste em esgotar determinada questão apontada como

causa de anomalia por intermédio de perguntas direcionadas ao fator motivador da ocorrência (Busca da causa

fundamental).

  • 6 SIGMA – Metodologia de análise e otimização de processos que utiliza ferramentas estatísticas

6. RESPONSABILIDADES

Gerência de Desenvolvimento Técnico Ferroviário o Realizar o tratamento de falhas crônicas de acordo com a sua especificidade ferroviária. o Executar as ações dos planos de tratamento de falhas sob responsabilidade do Desenvolvimento Técnico como, por exemplo, elaborar relatórios técnicos acordados com as áreas, consultorias, validação de testes, reuniões com fornecedores, etc. o Verificar boas práticas em análise de falha de outras áreas do Grupo Vale ou externo. o Disseminar e divulgar análises de falhas entre os sites similares, considerando ações tomadas e soluções adotadas aplicáveis em outras áreas. o Revisar e/ou revalidar os gatilhos em conjunto com a área de execução a cada ano.

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o Avaliar o processo de análise de falha descrito nesse documento.

o Definir em conjunto com a Área de execução e registrar em DOC TEC a natureza das perdas (indicadores) que serão registradas no 9º passo da análise de falha.

Coordenador de Confiabilidade / GAF o Gerenciar o tratamento dos RAF’s sob sua responsabilidade.

o Acompanhar a eficácia dos planos de ação implantados para os modos de falha analisados nos RAF’s sob sua responsabilidade.

o Participar da reunião de Produtividade e de reuniões de desempenho da sua área ou das áreas as quais presta serviços.

o Verificar as melhores práticas de tratamento de modo de falha de outras áreas da Vale. o Reportar semanalmente à Gerência da Área a evolução dos modos de falha e ações de bloqueio.

o Solicitar apoio ao Desenvolvimento Técnico de acordo com os critérios adotados neste padrão bem como os gatilhos da área.

o Solicitar presença de especialista técnico da área para auxiliar na resolução da análise de falha.

o Realizar a gestão de gastos, perdas de produção, materiais, segurança, entre outros evitados pela aplicação de técnicas preditivas definidas pelo Desenvolvimento Técnico. Obs: para as áreas que possuírem funções ou grupo responsável pela aplicação de Manutenção Preditiva bem como sua gestão, pode este grupo assumir a responsabilidade de gestão de perdas da preditiva.

o Conduzir o processo de revisão de classe de falha da sua área indicando melhorias e inclusões no cadastro de classe de falha do sistema informatizado de acordo com o fluxo do padrão PGS-0009-GEDFT.

Analistas de Falhas o Verificar periodicamente os registros de perdas avaliando se atingiu ou não o gatilho para tratamento das perdas devido à falha funcional de manutenção. o Analisar, identificar e tratar causas de falhas da manutenção de acordo com os critérios definidos neste padrão. o Quando aplicável, interpretar e monitorar as tendências descritas nos relatórios de inspeções preditivas e correlacioná-las com as falhas analisadas. o Quando aplicável, levar em consideração todo o histórico de manutenção do sistema, frota, equipamento incluindo dados de aderência aos planos de manutenção preventiva. o Verificar tratamentos realizados para o mesmo modo de falha em áreas/sites similares.

o Quando aplicável, enviar para o PCM a necessidade de abertura de ordens de serviço relativo à detecção de anomalias identificadas nas manutenções preditivas. Obs: para as áreas que possuírem funções ou grupo responsável pela aplicação de Manutenção Preditiva bem como sua gestão, pode este grupo assumir a responsabilidade da necessidade de abertura de OS relativa às anomalias identificadas na preditiva.

o Fazer o monitoramento diário de ações propostas e pendentes dos planos de ação reportando imediatamente ao coordenador em caso de atraso de alguma atividade.

o Levantar e monitorar melhorias e inclusões de classes de falhas junto à sua área execução.

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Equipe de Gestão de Relacionamento o As responsabilidades da Equipe de Gestão de Relacionamento são definidas no PGS 0700 GEDFT.

  • 7. ESTRUTURA DO GAF

A estrutura do GAF compreende os processos de análise de falhas. O número de integrantes que compõe o GAF ficará a critério da GA responsável. É permitido para cada integrante ser responsável por mais de um processo dentro da análise de falha É importante ressaltar a definição de responsabilidades para os integrantes do grupo bem como a necessidade de indicação de substituto do coordenador em caso de ausência devido a férias, viagens, etc.

O organograma a seguir serve apenas para apresentar um modelo de organograma para o grupo de análise de falhas, cabendo à área a melhor definição para o mesmo de acordo com sua necessidade e especificidade.

E X E M P LO D E O R G A N O G R
E X E M P LO
D E
O
R G
A N O G
R A M
A
G A F
C O O R D EN A ÇÃ O
CO N TR O LES
G AF
S U P LEN TE
CO O R D E N A ÇÃO
ÁR EA / S IS TEM A
1
Á REA / S IS TEM A
2
ÁR EA / S IS TEM A
3
ÁR EA / S IS TEM A
N
  • 8. DESCRIÇÃO DO PADRÃO

    • 8.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

A análise de falha é um processo voltado para a remoção de sintomas, investigação das causas fundamentais e ações de bloqueio de falhas, de forma sistematizada e padronizada. Para tanto, devem ser observados os nove passos da análise de falhas da DBM os quais visam nortear as análises de falha conforme relacionados na definição de RAF encontrada no item 5.

O objetivo da análise de falhas é garantir que os modos de falha não voltem a reincidir. Para tal, é fundamental que a área extratifique seus RAF pelos modos de falha. Para permitir a correta correlação dos RAF e a análise e tratamento preventivo das falhas (exemplo: FMEA) será obrigatória a utilização da estrutura de classes de falhas do sistema informatizado de manutenção para ambos os casos.

Na identificação de novos modos de falha, deve-se seguir o fluxo de atualização da classe de falha, conforme procedimento descrito no PGS 0009 GEDFT.

O processo de análise de falhas deve ser suficiente para abranger as suas etapas básicas:

ENTRADA

SAÍDA

MEDIDA

Relatório do perfil de perdas

Aderência ao plano de ação

Registro das Ordens de Serviços relacionadas às ocorrências de falhas no sistema informatizado de manutenção.

Relatório de análise de falhas – RAF (com plano de ação)

Atendimento ao gatilho proposto

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A fonte de informações das falhas deverá ser o Sistema Informatizado de Manutenção (MAXIMO).

OBS: Parâmetro operacional (ex:.quilometragem, consume de combustível, etc) deverá ser consultado no Sistema Operacional aplicável a área como, por exemplo, UNILOG e Evento de Ferramenta do MAXIMO.

  • 8.3 REGISTRO DA ANÁLISE DE FALHA

O registro de um novo RAF é de responsabilidade do GAF. Este registro é obrigatório para os eventos que forem definidos pelo gatilho conforme item 8.44. As ordens de serviço correspondentes devem estar vinculadas ao RAF aberto.

Somente não será obrigatório o registro dos tratamentos por modo de falhas iguais agrupados por frotas/sistemas e sistemas/trecho/subtrecho para VP. Nestes casos uma mesma análise e plano de ação podem ser aplicáveis a diversos equipamentos, desde que comprovada a equivalência dos modos de falha. Como requisito mínimo será necessário apenas a abertura do primeiro RAF e as demais ocorrências que forem caracterizadas pelo mesmo modo de falha deverão ser atreladas a este RAF já existente.

  • 8.4 CRITÉRIOS DE ANÁLISE DE FALHAS

Estes critérios determinam quando a área deverá ter a falha analisada e quem será o responsável por executar a análise. A área deverá no mínimo garantir a abertura e tratamento para estas análises. A área deverá elaborar seu próprio gatilho submetendo o mesmo à validação do Desenvolvimento Técnico de sua especificidade ferroviária. Somente com esta validação os critérios serão aprovados. Estes gatilhos deverão ser cadastrados conforme tabela abaixo e deverão ser divulgados a todos envolvidos no processo:

ESPECIFICIDADE

NUMERO DO DOCUMENTO

LOCOMOTIVAS

DOC TEC – 1417

OFICINA DE COMPONENTES

DOC TEC – 1265 (EFVM) DOC TEC – 6431 (FCA)

VAGOES E CARRO DE PASSAGEIROS

DOC TEC – 1800

MÁQUINAS DE VIA

DOC TEC - 2008

ELETRO ELETRONICA

DOC TEC – 2014

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VIA PERMANENTE

DOC TEC – 1961

Tabela 1 – Definições de Gatilho por Especificidade

  • 8.4.1 Antes de iniciar um tratamento de um modo de falha, é necessário a verificação no histórico de RAF’s da

área a existência de algum registro de RAF encerrada ou concluída para o mesmo sintoma ou modo de falha,

na mesma frota/modelo ou equipamento/modelo. Caso seja constatada existência de RAF’s, deverão ser adotados os seguintes critérios:

  • a) RAF concluído: caso seja proveniente da área, não é necessário abertura de novo RAF, bastando apenas o acompanhamento da execução do Plano de Ação. Caso esteja sendo tratada por outra área, deverá ser aberto novo RAF e analisada a viabilidade de utilização das mesmas ações propostas no Plano da outra área.

  • b) RAF encerrado: Verificar o gatilho para definição de falha crônica conforme tabela de definições de gatilho por especificidade e caso atendido acionar o Desenvolvimento Técnico Ferroviário para tratamento do modo de falha em questão, utilizando o correio Atendimento Cliente/Bhz/vale. Deve ser enviado no correio todo o histórico da falha (repetibilidade, tendência e reincidência), o plano de ação executado para o mesmo RAF encerrado e o perfil de perdas, juntamente com o ANEXO 1 - Formulário de Solicitação de Tratamento de Falha Crônica preenchido, para análise do responsável técnico da especificidade ferroviária em questão (locomotivas, vagões, máquinas de via, eletroeletrônica, via permanente etc). O fluxo para atendimento desta demanda é definido pelo SERVTEC, conforme PGS 0700 GEDFT.

Para os Modos de falha em que não existem RAF’s encerrados ou concluídos deverá ser aberto pela área um novo RAF.

  • 8.4.2 É importante também observar as seguintes premissas:

    • a) Todas as RAF’s deverão ser registradas em algum sistema informatizado de registro e tratamento de falhas definido pela área (SISPTA, RPM, etc). Caso a área não possua um sistema informatizado poderá ser usado o formulário do Anexo 2 – Modelos de RAF Completo.

    • b) A critério da área poderá ser enviado para os executantes, junto com a ordem de serviço corretiva, o formulário impresso “Modelo RAF Simples” (Anexo 2), vazio ou parcialmente preenchido. Essa opção visa, sobretudo, atender às manutenções corretivas que ocorram (e terminem) fora do horário de trabalho do GAF. O formulário preenchido pelo executante deverá ser encaminhado ao GAF pelo PCM, e servirá unicamente de orientação para o analista de falhas. Ou seja, GAF deverá igualmente analisar, classificar e tratar a falha, validando ou não, a seu critério, as informações preenchidas pelo executante.

8.5 GESTÃO DAS AÇÕES DE BLOQUEIO

As ações de bloqueio das falhas definidas nos Relatórios de Análise de Falhas (RAF) deverão ser geridas pelo GAF e as ações de bloqueio das falhas crônicas pelo Desenvolvimento Técnico Ferroviário.

Para garantir uma melhor gestão é recomendado que as áreas responsáveis pelas as ações consolidem as mesmas num único repositório (planilha eletrônica, sistema informatizado, etc).

É recomendado que se faça a gestão e o acompanhamento da aderência do plano de ações de bloqueio pelos responsáveis.

As ações de bloqueio deverão ser periodicamente analisadas na Reunião de Confiabilidade (Engenharia + GAF), garantindo que todas as ações sejam executadas, os resultados das mesmas avaliadas e os desvios tratados (ex.:

metodologia 3G de plano de ação).

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  • 8.6 DEFINIÇÃO DE PRAZOS

    • 8.6.1 ABERTURA E CONCLUSÃO DE RAF

Os prazos para registro de análise de falha (RAF Aberto) bem como para conclusão do plano de ação (RAF Concluído) devem ser definidos pela área e contidos em seu documento que define os gatilhos para tratamento de falha acordados junto ao Desenvolvimento Técnico, conforme item 8.44.

O prazo para conclusão do RAF não deverá ultrapassar o limite de 30 dias.

  • 8.6.2 ENCERRAMENTO DE RAF

O prazo para encerramento do RAF deverá ser definido pela data da última ação prevista no plano elaborado.

  • 8.6.3 DESENVOLVIMENTO TÉCNICO FERROVIÁRIO

O prazo de atendimento das falhas crônicas por parte da área de Desenvolvimento Técnico será definido conforme as orientações do PGS 0700 GEDFT – Gestão de Assistência Técnica.

Obs.: Caso a solução encontrada exija elaboração de projeto (melhoria ou modificação), utilizar o PGS 0018 GEDFT - Gestão de Melhorias e Modificações da Manutenção Ferroviária da Logística.

  • 8.6.4 PCM DA ÁREA OPERACIONAL (Quando aplicável)

Providenciar a remoção, quando aplicável, e disponibilização do ativo para a atuação do GAF (locomotivas, vagões, carros de passageiros, equipamentos de bordo, componentes ou máquinas de via): até cinco dias úteis após a ocorrência do evento, salvo exceções que devem ser disponibilizados no prazo acordado com o Centro de Controle (CCO e/ou CCP).

  • 8.7 REVISÃO DOS GATILHOS

Anualmente os DOC TEC referentes aos gatilhos devem ser revisados pela Área de Execução e Desenvolvimento Técnico referente à sua especificidade ferroviária.

No entanto, poderá ser solicitada revisão dos gatilhos caso se constate incompatibilidade prática na utilização dos mesmos.

  • 8.8 SISTEMÁTICA DE DIVULGAÇÃO

As áreas devem realizar suas análises divulgando via email as ações tratadas em seus RAF’s entre sites similares para que as melhores práticas no tratamento de ações bem como as dificuldades levantadas nas análises de falhas possam ser conjugadas e observadas em busca de melhores resultados para o processo.

Caberá à área, desenvolver reuniões entre sites similares para divulgação de RAF’s tratados previamente como também problemas e melhorias para o processo de análise de falhas.

  • 8.9 DEFINIÇÕES GERAIS

    • 8.7.1 As áreas têm autonomia para utilizar qualquer sistema informatizado para registro e controle dos RAF’s e

respectivos planos de ação, desde que seja evidenciada a gestão de todo o processo.

  • 8.7.2 Deve estar registrado no RAF a participação das áreas envolvidas na realização da análise de falhas.

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O RAF’s aberto pelo Corredor não poderá ser considerado “RAF’s CONCLUÍDO” enquanto não for informada a causa fundamental pela Oficina de Componentes. Deverá ser informado, quando aplicável, também o número de registro do componente no sistema informatizado de manutenção.

O critério de envio de RAF para Oficina de Componentes não poderá estar relacionado a componentes retirados de outros sistemas (canibalização) ou não recuperados na Oficina de Componentes. (por exemplo componentes de recuperação externa).

Nos casos de recuperação externa de componentes, o GAF de componentes deve solicitar informações à empresa recuperadora, registrando as mesmas como se ele mesmo (o GAF) fosse responsável por toda análise.

Nos casos de recuperação interna de componentes, o GAF da área solicitante deverá requisitar as informações ao GAF da área prestadora do serviço, registrando as mesmas como se ele mesmo (o GAF solicitante) fosse responsável por toda análise.

  • 8.7.4 Toda a análise de falha deverá ser vinculada em uma ordem de serviço corretiva que corresponde ao

atendimento do equipamento. No caso de análise por modos de falhas, as Ordens de Serviço referentes aos equipamentos que apresentem o mesmo modo de falha que está sob análise deverão estar vinculadas à primeira análise de falha correspondente ao modo de falha.

  • 8.7.5 Para a frota de vagões, a análise de falha será executada pelo corredor onde ocorreu à falha, independente

da frota. Este critério é o mesmo usado para ocorrências ferroviárias (GOFER).

  • 8.7.6 Conforme necessidade da área, técnicas mais rigorosas como 6 Sigma poderão ser utilizadas para a

análise da falha, desde que conduzida por pessoal capacitado. Nestes casos indicar qual é o projeto de 6 Sigma e

qual nome do responsável.

  • 8.7.7 No caso em que o sintoma da falha não for removido/tratado e o gatilho para abertura de RAF’s for atingido,

mas o equipamento a ser analisado estiver fora da Oficina (locomotivas, vagões ou máquinas de via), o GAF deverá solicitar ao PCM a remoção do mesmo, e deverá ser respeitado o prazo conforme item 8.6.4, salvo acordo de datas com a área operacional (CCO e Help Desk).

  • 9. INDICADORES DO PROCESSO

a) RAF Concluídas (RAF), conforme EPS 0001 GEDFT. b) Índice de Evolução do Tratamento de Falhas (IETF), conforme EPS 0001 GEDFT.

  • 10. FERRAMENTAS DO PROCESSO

Sistema Informatizado de Manutenção, conforme PGS 0009 GEDFT.

  • 11. ANEXOS

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DIID – DEPARTAMENTO DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO ANÁLISE DE FALHAS NA MANUTENÇÃO FERROVIÁRIA DA LOGÍSTICA Nº:

"Anexo 01 - Formulário de Soli

Anexo 02 - Modelos de RAF

  • 12. CONTROLE DE REVISÕES

Data

Versão

Referência da Mudança

 

20/10/2009

Rev.03

Atualização da descrição da Diretoria e Gerência Geral responsáveis

 

pelo padrão.

13/04/2010

Rev.04

Revisão de adequação aos requisitos do VPS Manutenção:

  • - Inclusão da frase “O objetivo da análise de falhas é garantir que os modos de falha não voltem a reincidir. Para tal, é fundamental que a

área extratifique seus RAF pelos modos de falha. Para permitir a correta correlação dos RAF e a análise e tratamento preventivo das falhas (exemplo: FMEA) será obrigatória a utilização da estrutura de classes de falhas do sistema informatizado de manutenção para ambos os casos” no item 8.1.

  • - Inclusão da frase “Na identificação de novos modos de falha, deve-se

seguir o fluxo de atualização da classe de falha, conforme procedimento

descrito no PGS 0009 GEDFT” no item 8.1

 
  • - Inclusão do item 8.5

 
  • - Inclusão

da

frase

“O prazo

para

conclusão do RAF não deverá

ultrapassar o limite de 30 dias” no item 8.6.1.

  • - Inclusão do item 8.7.2.

 

22/09/2010

Rev.05

Inserido a definição de PDCA no capítulo 5.

 

22/09/2010

Rev.05

Inserido número do DOCTEC referente a FCA para Oficina de

 

Componentes na Tabela 01, capítulo 8.4.

 

22/09/2010

Rev.05

Inserido capítulos 9 e 10.

 
  • 13. ELABORADORES

Agnaldo Gomes

Alexandre Gomide

Alexandre Zamproni

Alisson Oliveira

01778308

GAREG

30125641

GAFPG

30473813

GARPG

01012344

GAMRT

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Ana Faria

30201947

GAELG

Ana Veras

FN512590

GAMFG

André Bacelar

01590943

GADFT

Andreia Amorim

01836551

GATST

Antônio Eloisio

30179119

GARSG

Benedito Sousa

01653006

GAREG

Braulio Martins

01206409

GAMOG

Breno Silva

30171306

GAVGG

Christiane Santos

30205237

GAELG

Climerio Lima

01776476

GAETG

Daiane Silva

01762930

GACPG

Daniel Marim

01890749

GADFT

David Abreu

01481177

GATNT

Dyene Viana

01747998

GASAG

Edson Scopel

01302158

GAVAG

Elias Oliveira

30193151

GANTG

Emanoel Rodrigues

01880013

GAROG

Emmanuel Deiro

01481227

GATNT

Fabiana Azevedo

01763946

GAREG

Fabiana Calazans

01743070

GADFT

Fabio Benevenuto

01484474

GAVPT

Felipe Stiegert

30483207

GAVTG

Felizardo Carvalho

01648477

GATNT

Fernanda Serra

01385799

GARUG

Filipe Dematte

01108670

GAELT

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ANÁLISE DE FALHAS NA MANUTENÇÃO

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FERROVIÁRIA DA LOGÍSTICA

Classificação: Uso Interno

Rev.: 05-22/09/2010

Flaviaine Pereira

30483304

GARCG

Flaviana Coelho

01018135

GAMRT

Flávio Santos

01293902

GAMOG

Francisco Jose Sousa

01756007

GASAG

George Paz

01119594

GACPG

Isaias Freitas

01474001

GAMRT

Janaina Bernardes

01703140

GARUG

João Tiago

30137034

GAFLG

José Alpino

01002766

GACOG

Julio Braga

01751909

GAROG

Júlio Rosa

01489997

GAVPT

Kardilson Rodrigues

01473387

GATNT

Kelly Aguiar

01758466

GASAG

Larissa Silva

30199487

GANDG

Lilia Povoa

01204520

GAVPT

Lucas Carpi

01018622

GATPG

Lúcio Dias

01544072

GATNT

Luis Mauricio Costa

30931436

GAVGG

Marcelus Moreira

01290841

GALEG

Marcia Vale

01182253

GAMOG

Mariana Souza

01868448

GALEG

Myllene Melo

01704031

GATNT

Paulo Bortoli

01101782

GAVAG

Paulo Coelho

01379560

GACOG

Paulo Marcel

30199661

GAVTG

DIID – DEPARTAMENTO DE INOVAÇÃO E DESENVOLVIMENTO

ANÁLISE DE FALHAS NA MANUTENÇÃO

Nº: PGS-0007-GEDFT

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FERROVIÁRIA DA LOGÍSTICA

Classificação: Uso Interno

Rev.: 05-22/09/2010

Rachel Maximo

01182816

GACVG

Rafael Arrebola

01331371

GAMRT

Rafael Correia

30483931

GARNG

Rafael Gaier

01474000

GAVPT

Raimundo Baldez

01768820

GATNT

Rodrigo Bueno

01236620

GASEG

Rubens Silva

30Q36079

GANTG

Rúbia Anderle

01474002

GAELT

Sabrina Marques

01025395

GASEG

Silvan Pariz

01843300

GACOG

Solange Assis

01346593

GAVPG

Solimar Boldt

01292953

GAMRT

Thais Faria

30475034

GAVTG

Thiago Marinheiro

01035097

GAVAG

Thiago Silva Martins

30473902

GANDG