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ora Adjunta do graduagio © pbs (RE)PENSANDO A PESQUISA JURIDICA: Teoria e Pratica 3° Edigao: Revista e atualizada pela NBR 14.724, de 30/12/05, da ABNT. EDITORA DEL REY LTDA ventesdelreyoniine.com-br Aegis cose poe 3 2 de peat -Metodoagie. | Dix Mane Toma Bibltecia vemanstvek Mora do Concsigso Ardio PREFACIO (0s julgamentos dos projetos de pesquisa em Direito no a dos qi pouco convincentes em sua fomentagiio zgrau de desinformagio de seus autores. Al © que € um projeto académico ou uma também desconhy funcionamento das universidades norte-americanas e européias mais im- is principais professores, as pesquisas de ponta em. © © proprio “estado da arte” de suas respect la e restrito ao aprendizado de cédigos ultrapassados, ele no acompanhou as sucessivas transformacies Sofridas pelas instituicdes de Direito no Ambito de uma sociedade mareada pela velocidade, lade e profundidade de suas mudangas, Acima de tudo, o ensino juridico se destaca pelo flagrante envelhecimen- to de seus esquemas cognitivos e pelo esgotamento de seus paradizmas tedricos. Por isso, tornou-se incapaz de identificar e compreender a extre- srogeneidade dos novos conflitos soci, a enorme complexidade 'écnica das novas normas, as interdependéncias cada vez mais presentes ho funcionamento da economia, os valores, as demands e as expectativas por ela gerados na sociedad e a emergéncia de um sem-nimero de fontes de Direito com a preeminéneia dos Como atores intermacionais. Embora esse dingndstico sei anos, as poucas solugdes adotadas até agor: curricular ¢ a introdugio de maior mimero de dderam os resultados esperados. Esta situagio, contudo, niio € exch texto sobre sua érea de atuagiio, a ecor Milberg lembram que a teoria econds 40 © na pés-graduacdo estaria atingindo um grau de distanciamento da realidade comparivel apenas a0 alcancado pelo mento escolistico medieval (The crisis of vision in modern economic 8 (REJPENSANDO A PESQUISA JURIDICA pelos novos patamares cientificos obtidos pelo homem. OPCAO METODOLOGICA Toda opeio metodol6zica supde uma concepedo provis6ria da realidade lidade mais abrangente. ‘escolha da metodologia si ca perante a realidade. ‘metodol6gicas de grande importancia, que permitem a conexfi entre a Ciéncia do Direitoe da Politica, da Administrac3o, da Economia, entre outras.! "Acerca da Te cestudo das ‘Os novos poderes globai : sociedade civil frigil e desenraizada. ‘A complexidade contextual conduziu a superago de metodologias de ‘out formalistas. Dessa reagao 20 tradicio jurfdieo formal iram trés grandes linhas metodol6gicas, originaria- mente sem qualquer complexidade conceitual, que, aos poucos, foram se definindo como grandes vertentes te6rico-metodol6gicas, agora ja com maior celaboragio de conceitos € diretrizes. sociais, mas que fundamentos pelos efeitos. Essa grande ak sparta gh TA tese trabalha com a noglo de razio io prudencial para o favoreci € Witker propoem ui Posigao das autoras 2 (rias que o proprio Direito ico eantropotdxico. mas niloapenas, com a nocd de efci gunda,a partir do sentido de eficacia estu- daa realizagao conereta de objtivos propostos pela lei, por regulamentos de todas. as ordens ede polfticas pablicas ou socais. A anise de efetividade que tessa vertente também faz, cumpre o mesmo papel da eficécia, comple- mentando-o coma anélise de demandas e de necessidades sociais ede sua audequaio 20s insttutos uridico,sociase politicos. “Tanto a primeira vertente quanto a segunda poderiio realizar pesquisa {quer de campo ou terica, Fxistem, portanto, apenas duas grandes vertentes etodolégicase nao tés, como Herrera ou Witker entendem. desenvolvidos nas investigagdes dessa jicas podem ser do tipo indutivo, dedutiv, vo,hipotético-dedutivo edialético. vertentes ‘ou premissas dos quais derivaram. E 0 caminho do ps Sio ts as fases do processo indutivo de conhecimento: a observagiio dos fatos ou fendmenos, a procura da gene- ralizago dos achados nas dias primeiras fases. Nas Ciéncias Socials Apli- cada, a critica que se pode fazer ao uso da indugiio, € que as pesquisas dessa fea ndo permitem generalizagoes completas por se restringirem @ ‘campos sociais especificos, sendo dificeis as universalizagies dos conheci- ‘mentos obtidos. das premissas © Salomon (2001, p. 15 nios a partir de duas cau One DEDUGAO ue nio estava, nem impliitamente, nas premissas. isto ndio deve ocorrer, por poss sm verdade, no entanto, que esse tipo tem ado ea partir dele tem-s¢ obtido resultados razosveis, ico-dedutivo remete-nos ao pensan esse autor, cuja obra é de grande complexidade, mas ‘de enorme importincia para a producao do conhecimento cientifico, 0 avango daciéncia decorre de sua diregiio «iio © experimentagdo ou por outros procedimentos), Sendo assim, sea hipétese nao suporta o teste, sera refutada, exigindo todo 0 processo de argumentos ¢ testes novamente, Se 0 contririo ocorre, ahipse: tificaca, porém provisoriamente, até que outra posterior possa fal ‘minada pela mudanga das coisa transforma numa interpenetracdo constante das com dos contrérios. Tudo 6 transit6rio, pois ha um processo “devir”. Pensa-se o fendmeno contendo os contrarios que Ihe sao inerentes que podem determinar mudangas. ‘Vale a pena lembrar a argumentacdo de Pedro Demo (1995) sobre as intimeras banalizagdes com referéncia A utilizagao do vezes dispensa rigores metodol6gicos indispet criatividade que no fundo ¢ pura ineompetén: 114 que se compreender, ao contriio do que faz. Karl P Conjecturas e refutacoes (POPPER, 1994), que \de dos contrarios, itdrios. Relagdes contrarias convivem e po- dem ser desvendadas e compreendidas, como, por exemplo, a nog de que catual contexto, globalizado e capitalista, pode ao mesmo tempo ampliar riquezas e pobrezas, mas nio se pode afirmar que esse contexto existe e paralela. Isso seria uma imprecisfio de l6gica: i (0PCRO METODOLOGICA 25 Aplicadas a Ciéncia Juridica Apés falarmos sobre os processos mental ‘abordagem do fenémeno juridico pelas vertentes tebrico vestigagdes de tipo hist6rico, entre outros (LAKATOS, prio sentido deste trabalho posta de Wit pos genéricos de investigagses no campo do 2) juridico-exploratérias; 3) juridico-com- 5) jurico-projetivas: 6) juridico-propositivas ‘Ges do tipo histbrico-juridico sdo aquelas que, segundo o autor, analisam a evolugio de deter institutojuridico pela compatibi- liza de esp tipo de investigagao comoa maioria dos metodélogos: um trabalho sobre a origem dos fenmenos numa relacio temporal de busca de cai sucesso de fatos. As novas metodologias hi dam o fendmeno histérico de forma li tituem-se a partir de condigdes de possibi ‘que, s6 assim, podem ser analisadas. O fenémeno histérico, da ow ___(REVPENSANDO A PESQUISAJURIDICA juridico, deverd ser reconhecido a pi que difere do saber ferem uma mesma época e de serem reciprocamente importantes para essa determinada fase e espaco hist6ricos. Muitas vezes existem como contrarios. Da mesma forma, 3 fontes hist6ricas deve ser formativas e nio s6 informativas par tigador, ou seja, elas formam espagos de compreensiio que extrap informagiio puramente oficial ou formal, Deve haver, sempre, a preocupa- ‘cdo com uma hist6ria compreensiva que incorpore as contradigdes entre fendmenos, os recaleamentos sociais provocados pelas varias formas de ‘opressio, ndo $6.0 texto e 0 contexto, mas, princi Tidades. E preciso entender que 0 fendémeno hist em redes socioculturais dindmicas, as vezes contraditérias e por sua vez ‘mais complexas. A prodlugio académica de conhecimento juridico, em mono, ‘capitulo d to juridico ou hist6- € Hist6ria, porquanto © jas proprias ciéncia his 10¥0s objetos das cién- tamente influenciada pelo nna construgao da historia do Direito dias atuais. Dentre suas principais caracterfsticas, podemos dizer que ria tradicional: a) éuma hist6ria preocupada em construir um conhecimento por meio do reflexo fiel dos fatos do pasado; * Sobre as recentes metodologias dai 1987); (LE GOFF, 1989); (BURKE, 1990) 1UNT, 1992); (LADURIE, °) arcabougo teérico da pesquisa desenvolvida, os dados da ealidade e as percepges levantadas sobre 0 objeto de pesquisa. Assim, as introdugdes histéricas das ‘so, em sua grande maioria, capstu uma abordagem| racteristicas, percepgbes e descrigGes, sem se preocupar com, explicativas. (Os diagnésticos de todo tipo esto, inseridos nesse formato metodolgico. Logo, sto pré-requisitos de grande valor para a cor ‘dads. Os diagn6sticos podem ser tanto uma inves como banco de dados, pode ser de grande conhecimento cientifico de uma dea, assim como fases metodol6; censino superior. E nesse sentido que apresentamos, no Apéndice C e no Anexo B deste livro, duas pesquisas diagnésticas referentes ao ensino jurt- aplicado junto a matricula dos alunos da Faculdade de Direito da UFMG,o questionério de egressos da FADISETE estruturou-se como banco de di- dos que permite a emissao de formuldrios completos sobre todos os dados pesquisados, no sentido de melhor avaliar 0 desempenho do corpo discente apés 0 término do curso de Direito. Tratam-se de elementos indispensiveis, ce elementares para a complementagio tanto da avaliagio dos cursos juridi- cos quanto da efetiva implementagdo das diretrizs fixadas pelo Ministerio. _O tipo juridico-comparative é mais [Nao poucas vezes, as comparagbes entre insttutos juridicos antindmicos ou contraditérios de um mesmo sistema normativo permitem descobrir e sanar falhas sistémicas, ou de determinado campo, que podem conduzir a trans- formagies importantes tanto na esfera teGrico-argumentativa quanto no aumento da capacidade de decisto de alguma esfera pritica de julgamento. [Nese tipo, é geralment lizado na comparaco de quadros de referencias n lacunas, antinomias ou mesmo como fonte de| seus diversos aspect propria das pesqui > Confere, no Fonseca Dias (20 ido, a pesquisa diagnéstica realizada por Maria Tereza 2 ‘Sdo pesquisas que investi- denominadlo nas Ciéncias Pol vvigentes para detectar tendén cia para. anilise de tendénci cada em niveis de iniciagio ci de “cenfirios” (socioecondmict isso, esse tipo pode dar margem propésitos das investigacbes ci tipoéde grande valore utilidade tural) atuais e futuros. Sem. futurologia”, que nao se encaixa nos ss. Nos cursos de pos-graduagao, esse as autoras entendem que os tipos genéricos de pesquisa sao cin- ico juridico, juridico-exploratério,juridico-comparativo, juridico-com- preensivo ou interpretative e juridico-prospectivo. 43 As fontes da producao do conhecimento juridico icas ¢ aos objetos embleméticos do Direito. Todas elas si0 de produgio do conhecimento juridico e, por isso, fontes res Alguns desses autores chegam a incluir condu- Ocorre que, desde: segundo as novas metodo! afirmado que as pesquisas juridicas, vem ser eriticas de seu proprio fazer, a (RE)PENSANDO A PESQUISA de sua relagzio com a sociedade ou com os grupos soci icas de determinado momento ou es, da origem de termos jurfdicos a pprodugo do conhecimento juridico, Hoje avultam, contudo, variados tipos de fontes primaérias para o levantamento de dados nas investigagées juri- dicas. Todas essas fontes sio de abordagem direta do pesa ‘qualquer intermediério (autor, articulista, outro pesquisador, et ‘correspon noticias de jomais ou perisdicos, ‘ as aumentam a capacidade inovadora do pesquisa- dor, por the permitir uma abordagem prdpria dos dados coletados. Sendo assim, podemos ter fontes diretas, que podem ser primétias ou secundérias ,do mesmo modo, as fontes indiretas, também de abordagem priméria ‘ou secundaria, | O DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA, SEUS ELEMENTOS | _EFASESESSENCIAIS 5 ymias do eno conhecimento, a indeterminagdes {e6ricas, ou a dividas sobre a eficdcia e validade de prine{pios, conceitos, teorias, normas, regras, entre outros. Um problema é, quase sempre, uma inquietagio ou, alé mesmo, um obsticulo, uma indignagio do suj relagio a0 conhei das, segundo determinados contetidos discursivos. $6 pat toyem que o sueito se encontra em uma situagao probl 6 que se pode propor o desenvolvimento de uma pesqh \gdes-problemas (¢i indo em questo, & jras desse campo ci ri «status, que nem sempre correspondem is necessidades hum ‘natureza de forma insepardvel ao destino c as condigées de existé ‘homem. Como poderia ser livre, a humanidade, se a constituigao da nat 2009, p. 32). Esse conceito de desvio igorosa da causalidac estubelecer os termos do dilema a que a peso de sua autoridade [..] [a partir] do exemplo de uma hipéte- ria, que salva um sistema pela introdugio de um elemento ad hhoc." (PRIGOGINE, 1996, p. 18). Por esse outros exemplos que perma- neceram na histria do conhecimento humano, & que se deve assur a ccondigiio indispensivel de que as investigagGes ci ‘mera problematizagZo veemente do conhecimento estatuido pelas teorias vigentes nos vi ico. Ou, aciéncia deixardide ser uma esfera inestimsvel da transformacao social. Sendo assim, uma pesquisa sera condicionada por tes elementos primor- investigadior, os meios materiais de investigagdo e 0 objeto Oiinvestigador pode ser originario de uma doc8ncia tradicional ret6rico- discursiva ou, ao contrério, integra grupos de produgiio de conhecimento eritico de saber cientifico e dedica-se as pesquisas de contetido transforma- dor. O primeiro € um sujeito dependente, sem autonomia teérico-doutrinaria Por essa raziio e por assumir uma estrutura l6gico-formal de onsegue algar vos metodol6gicos e concei criativo na procura de novos procedimentos ¢ fontes e su cientffico que adota em sua produedo de conheciment ‘cessos argumentativos amplos, inter ou tran compreensiva do objeto investigado ees de saberes diferenciados. Sem essa socializac ‘convencimento da equipe quanto validade do marco te6rico, dos procedimentos metodol6gicos propostos. nvestigagao, Uma boa pesqui- tadas condi¢des mater ia dos bancos de dados, as pesqui jtadas na amplitude de seu objeto, Uma outra cat sasdevem ser tica que condici dor, o qual pode preferir pesquisas com tema Pequenos espacos materiais ou ret6ricos. Em pouco tempo é possivel zat uma boa pesquisa, desde que se enha um objeto bem delimitado, tendo objeto da investigagio deve ser passivel de uma delimitagao pre- cisa. Isso significa que 0 pesquisadore sua equipe devem ter consciéncia da complexidade do objeto pesquisado. Assim, a seleciio e cons objeto devem considerar os interesses dos pesquisadores envol possibilidades gnosioldgicas e temsticas extrinsecas, ou se) até mesmo, perda de foo tcbrico-metodolisica, Nio se pode perder de vista, entretant, juando se tefere 20 fendmeno juridico, ja se remete a algum tipo de inser- alc disseminagiio dos produtos da investigagio). 5.1 A definicao do marco tedrico Como apresentado ant fém sobre as coisas. Essa bagagen \do ideologias, formas de othar a pré-conceitos ¢ ambos igdes que se desenvolve. Na visio marxiana, 0 que ¢ ideol6gico ‘como certo, Aqui no se refere a essa forma. 0 DESENVOLVIMENTO DA PESQUISA, SEUS ELEMENTOS &. 5 ideologia um conjunto de idéias no sentido positivo. Tem-se uma bagagem “pré-nogdes”. Essas pré-concepedes constituem as variadas formas de se apreendero mundo. Esse conjunt ‘nosso olhar te6rico, mas esse olhar ainda Esse €0 conjunto te6rico de senso comum. Nao €, pois, o marco te6rico de que se est falando, apesar de ele também. incorporar essas formas plurais de ver e de perceber © mundo, metodicamente. A teoria € um modo de ver os objetos cientificos controla- dos segundo procedimentos metodol6gicos. E comum encontrar projetos de pesquisa que afirmam ser seu marco teérico Kelsen (1991), Habermas (1997) ou Ihering (1992) ediseorrem so- bre a obra desses autores. Marco te6rico ndo pode ser confundido com a ‘obra de determinado autor ou com um conjunto de teorias, as vezes, antindmicas. Marco te6rico € uma afirmagdo especifica de determinado {e6rico, no de sua obra. E ele é importante por qué? Porque essa teoria é ‘o olhar do pesquisador, ou seja, o objeto da pesquisa sera mo marco tedrico postulagdes ta para investigagées sobre di- poderia ser, por exem- ao vigente poderiam favo- jonadoa um marco te6rico ‘ou no paradigma positivista. ‘Outro exemplo: escolhe-se uma postulacao teérica em alguma obra de Boaventura cle Sousa Santos (2000). Como ele € um socidlogo do Direito, a 08 reflexos do divGreio sobre a socieda- ‘Ouse poderia, ainda, perguntar: “Quais ace oro to se pretende norm: a bagagem ideolégico-doutrinaria do pesquisador e seus Fun- Completa-se, entdo, 0 contetido do marco tesrico. 0 sobre o assunto ou, como j4 se explicou, o funda eqn suas reflexdes em toda sua produgaio ou e re o assédio sexual nas relacdes de tra- ais relagGes de poder do que relagdes que pode ter sido postulada em obra de licada que se transforma em marco te6rico artir dessa escolha, $6 se pode trabalhiar islagio. A vertente soviet gunta.a ser feta, para arealizacio dessa pesquis violencia no centro de Belo Horizonte? Como pi inicial,imagina-se a realizacao de uma pesquisa empirica para a ve posta. O pesquisador resolve durante um undo de violencia. A qual: ‘ pesquisador assumiria? Respondidas essas questoes, poder-se-ia, talvez, Considerar encontrado o marco te6rico da pesquisa, ‘marco te6rico” com "\pressupostos conceituais ‘Glo. Iss0 quer dizer que um mesmo problema de pesquisa, se tomado sob cenfoques te6ricos diversos, provavelmente encontrar encaminhamento di- {erente 20 problema. Os pressupostos conceituais, por sua vez, so concei- tos que nao seriio objeto de questionamento pela pesquisa. No tema de pesquisa “A aplicagdo do principio da insignificdncia em crimes ambientais”, ‘ termo “prinefpio da insignificancia” necessitaria de um conceito como ‘guia para a pesquisa que responclesse: 0 que se entende por esse tipo espe- eifico de prine Papel noordenam ys Como aqueles que esto definidos legi ios ou problematiz4-los. Aproveitando 0 exemplo dado, imagine que o objetivo de uma outra pesquisa seja determi- jcado no Ambito do ogo de meio ambiente? ituagiio-problema de uma pesquisa. supostos te6ricos, quase sempre, comum) ¢ toma po: dos procedimentos met tho realizado torna-se enna meramente subjetivo, ums opit toi . ‘tema, desde que sejam de contetdo convergente e Aidentificagao do tema, a consulta bibliografica pre tema- problema, a hipétese, a formulagao do esquema p trabalho ea discussao esolugao final do probl detalhada, o planejamento da ago, Sai gosrartoerenie sa, que devera incorporar todos os elementos aqui indicados. 5.2 Desenvolvimento da investigacao edo marco teérico. “empirica” da pesquisa “pritica”. A JJacodificara face mensurivel da Sobre essa definicio algumas ob- servagées devem ser feitas. Primeiro gostarfamos de alertar que ela nio se dedica apenas a codificagées. Fla formula quadros de observagdo da reali- dade, prope transformagées de percurso das condigies da realidade obje- igagdo e fornece cendtios completos da realidad estudada, quer te ao género de pesquisa empirica, de: paraintervengdes no ambiente scio-cultura ‘cam resultados par: |. para a renovagao dos métodos: ‘© procedimentos e para a transformagiio do contexto e dos fundamentos te6ricos de um determinado campo do saber, Sto, pois, seus abjetivos: co- nhecimento, descrigdo, interpretacdo, explicagio e transformagio .gOes existentes com intuitos pragmaticos, priticos ou teéricos. Pode-se, pois, entender pesquisa, como uma atividade de conhecimento em que se define um objeto de estudo problematizado em busca de um novo saber ou de uma nova tecnologia. Genericamente, as fases de uma pesquisa, como se afirmou anterior- ‘mente, sdo trés. A primeira fase da pesquisa dedica-se & re-elaboragio © ce aprofundados. Na segunda fase, faz: tabulagdes e agrupamer Faz-se a andl Foden, comma cexTinugaa dc pita ox ciniegviae,Gom eelaborago de respostas A situagdio-problema colocada pelo projeto. Natterceira fase, hd um aprofundamento de todos os elementos da fase anterior, apés a reali susses com especialistas e de seminérios de equipe ou de encontros: idorforientando, Faz-se a revisao de con - Redige-seum texto preiminar ‘yeadequacSes estigaciio. asexigéncias 's do setor em que se rea carga ESTRUTURA DO PROJETO DE PESQUISA 5 projetos de pesquisa apresentam, em geral, trés grandes partes: a) indicagées ou partes pré-textuais; b) corpo ou texto do projeto; ¢) partes pés-textuais. Considerando as diferentes abordagens tematicas e metodol6gicas que podem ser dadlas aos projetos de pesquisa, bem como o fato de que a “or- dem’ dada aos elementos integrantes das partes textuais dos projetos de {almente o planejamen- trabalharemos neste sumério—elemen- al. A apresentagao 6 prioritariamente uilizads ts, considerando-se a ‘vel ¢, quando inser partes nio si inseridas. ma (RE)PENSANDO A PESOL seguir, 0 contetido de cada uma dessas partes seus upresentando ilustragées ou exemplos de trabalhos acto das autoras, 6.1 Indicagées preliminares O projeto ¢ o instrumento central do desenvolvimento de uma pesquisa, visto que tem por principal escopo i _jungao de certos fatores: a apresentacao de um problema que possui vancia dentro do ramo do conhecimento cientifico, uma equipe de pesquisa