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RG/SC- DIRETORIA TECNICA u HIDRAULICA DE AVIACAO FORMACAO TREINAMENTO DE MANUTENGAO HIDRAULICA DE AVIAGAO conTEtDO. CAPITULO I Pagina GENERALIDADES |... 6. eee eee ee cece eeeeceeeen eee Il CAPfTULO VALVULAS DE CONTROLE DE FLUXO..............4- u-l CAPfTULO Ot VALVULAS DE CONTROLE DE PRESSAO . M-1 CAPITULO IV TREM DE POUSO Iv-l CAPITULO _V FREIOS ............ woes oi sabes wast 6 arte at v-l DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO CAP{TULO I GENERALIDADES © conhecimento da hidrdulica - ciéneia que estuda as proprieda- des dos I{quidos - proporciona excelentes métodos para transmitir e aproveitar uniformemente a energia ELUIDO £ uma substdncia composta de partfculas ou moléculas que permitem © seu movimento facil. Os flufdos encontram-se divididos em dois grupos: Mquidos e gases. f uma substdncia, no qual as moléculas que o compée guardam um es paco relativo entre si. Liquido: £& um flufdo cuja partfculas tem liberdade de movimento, nao ten do tendéncia a guardar espago entre suas moléculas. 4 diferen- ga entre os L{quidos e os gases € que o primeiro € praticamente imcompressf{- vel e 0 segundo é facilmente compressfvel. Os gases tem normalmente a ten déncia de separar-se, daf possibilitando a compressibilidade. £ certo que, quando submetido a grandes pressdes, os Ifquidos sofrem uma pequena redugao de volume, g®entretanto, isto ndo influenciara no funcig namento dos sistemas hidrdulicos. Em um avido, quando houver operagdo hidraulica, os Liquidos fluem atra ves de tubos, a fim de transmitirem aos cilindros ou unidades acionadoras a pressao proveniente das bombas, para as quais forem selecionadas. FORCA a acao de um corpo sdbre outro, com tendéncia a modificar sua posigao primitiva ou desacerela-lo. Seu valor é dado em Kg ou Lb. PRESSAO £ a resultante da fdrga sdbre cada unidade de 4rea, e @ expressa em kg/ fem? ou lbs. pol. 2. (PSI) I HIDRAULICA DE AVIAGAO EXPERIENCIAS BASIC. As propriedades fundamentais dos Ifquidos sao duas: adquirem a for- ma do recipiente que os contém e sao imeompress{veis. Um gas pode compri mir-se, porque 0s espacos livres entre suas moléculas, ou partfculas elemen tares, que o compoém, sdo grandes; mas as moléculas de um L{quido estdo tao juntas, que é quase imposs{vel diminuir 0 seu volume. Se pelo extremo de um tubocheto gm, introduz-se mais agua, pelo ou- tro extremo saira exatamente a mesma quantidade. Seam uma forga de 10 quilos, empurrarmos por um tubo de didmetro uniforme 10 centimetros de Agua, pelo putro extremo poderemos levantar um péso igual a uma altura igual, istoé, 10 quilos a 10 centfmetros. Mas, se no extremo oposto colocarmos quatro tu bos do mesmo didmetro, poderemos levantar quatro pésos de 10 quilos, cada um dos quais se elevara a uma altura de 2,5 centfmetrog. A coluna de agua de 10 centfmetros se tera dividido em outras quatro (2,5 é a quarta prte de 10 centfme tros) Se tivéssemos bifurcado a_coluna principal em outras duas, terfamos le vantado a cinco centfmetros dois pésos de 10 quilos. Isto porque o I{quido trans mite integralmente as presses que sofrem ou exercem com a mesma intensida- de por igualdade de drea ELUIDOS HIDRAULICOS Introdugdo A larga utilizagdo de meios hidraulicos, tanto para a multiplicagao de f6rga como nos mecanismos de contréle, deve-se ao fato de os Ifquidos possui. rem duas propriedades ffsicas que Ihes dao uma vantagem especial na transmis so de forga. Primetro, todos os Ifquidos sao praticamente incompressiveis; a ligei ra redugdo de volume que pode ocorrer na compressdo serve como amorteci mento, suavizando o choque da partida e da parada. Mesmo quando submeti - dos a pressdes de centenas de quilogramas por centfmetro quadrado, a varia - gdo de volume é desprezfvel. A significagao pratica dessa propriedade é que pressoes exercidas sobre uma superficie de um I{quido confinado sao transmiti. das integralmente a outras superficies. A diregdo de uma férca aplicada a uma barra metdlica ndo pode ser al terada sem o auxflio de mecanismos complexos; mas, se a forga atuar sobre um Ifquido, contido em um tubo por exemplo, a modificagao de sua diregao pode fazer-se dum modo muito mais simples e eficaz do que no caso da barra metali ca. 1-2 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO HIDRAULICA: DE AVIAGAO CRUZEIRO A segunda propriedade que torna os Ifquidos ideais para a trans - missdo de fOrga € sua capacidade de multiplicd-la. Esta propriedade foi des- coberta por Pascal e originou o Prinefpio de Pascal cuja enunciado é 0 seguin- te: "2 pressao exercida em um ponto de uma massa Ifquida em equil{brio se transmite integralmente a todos os outros pontos dessa massa". A figura esquematica de uma simples prensa hidrdulica mostra de que modo funciona o princfpio de multiplicacao. 1-3 HIDRAULICA DE AVIAGAO O Principio de Pascal diz que a pressdo (f6rga por unidade de area) exercida pelo émbolo menor sdbre 0 éleo, serd a mesma que a pressdo exerci, da pelo dleo sdbre o émbolo maior. Se, por exemplo, Ag = 100 Aj, isto é, se a area do émbolo maior fér 100 vézes a area do émbolo menor, a forga exerci- da pelo dleo sébre o émbolo maior seré: F, = 100 Fy 2 Portanto 100 vézes a forga exercida pelo émbolo menor sdbre o Gleo. Déste modo podem ser desenvolvidas forgas tremendas que difictlmente seriam obtidas por outros meios. A prensa hidraulica nao produz mais trabalho do que lhe € fornecido; ela apenas reduz o esforgo a proporgoes convenientes, as- sim como faz uma polia ou alavanca. Estas duas propriedades f{sicas dos l{- guidos possibilitam aos mecanismos hidrdulicos duas grandes aplicagSes:_mul- tiplicagao de forga e flexibilidade de contréle. FINALIDADES DOS FLUIDOS HIDRAULICOS: Os fluidos utilizados para fins hidrdulicos devem desempenhar duas fungdes: Transmitir fora Lubrificar as superf{cies atritantes de todas as pegas do sis- tema. Além disso, devem absorver parte do calor desenvolvido pelo atri- to durante a operagao dos mecanismos. PROPRIEDADES DOS FLUIDOS PARA FINS HIDRAULICOS Os dleos hidraulicos devem apresentar as propriedades necessarias ao funcionamento eficiente do sistema hidrdulico. Baixa compressibilidade - A compressibilidade relativamente baixa é essen- cial num fluido hidraulico. Viseosidade correta - Em geral, nos sistemas hidrdulicos é importante que a forga se transmita com rapidez; isto se consegue mais prontamente com os dleos finos do que com os viscosos, por causa da maior re- sisténcia que éstes oferecem ao escoamento, Esta resisténcia aumenta 0 con- sumo de forga, determinando grande elevagao na temperatura do dleo. Por 1-4 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO outro lado, os dleos de viscosidade muito baixa podem acarretar vazamento ou lubrificagao deficiente. © dleo escolhido para determinada aplicagao hidrauli- ca deve apresentar a mais baixa viscosidade compat{vel com os dispositivos de vedagado do sistema e com as exigéncias da lubrificagdo. Para satisfazer con- venientemente ambas as condigdes, a sua viscosidade ndo deve variar em dema sia na escala das temperaturas de trabalho. _Naturalmente, é essencial que possua fluidez, suficiente 4 temperatura mfnima a que o sistema ficaré sujeito. Propriedades lubrificantes - Devido & necessidade de conservar mfnimas as folgas existentes entre as pegas deslizantes tor- na-se importante manter o desgaste em seu mais baixo grau. Estabilidade - f necessario que os dleos hidraulicos possuam elevado grau de estabilidade ou resisténcia & oxidagdo, por ser praticamente im poss{vel excluir a presenga de are umidade no sistema. Quando se verifica oxi dagao, principalmente a altas temperaturas, os dleos tendem a engrossar, for - mando-se_acidos e depdsitos gomosos, 0 que é evidentemente prejudicial porque afeta a agdo rpida e precisa do mecanismo, podendo mesmo resultar em falha do mesmo. Protecao contra ferrugem - Em vista da presenga inevitdvel de ar e umidade, os dleos para fins hidrdulicos devem possuir a propriedade de proteger os metais ferrosos do sistema. A ferrugem, além de sua agao direta como abrasivo, é um poderoso agente catalftico e tende a ace lerar a deterioragdo do dleo, TIPOS DE FL! DOS HIDRAULICOS Existem trés tipos de fluidos hidrdulicos: 1 Fluidos de Base Vegetal - Constituem uma mistura de dleo de mamona (Gleo de rfcino) e alcool, sendo geralmente de coloragao azul, Nao sao muito empregados atualmente. 2. Fluidos de Base Mineral - Sao fluidos obtidos pela distilagdo do petréleo e sua coloragdo é geralmente vermelha. Sao largamente empregados por apresentarem agdo corrosiva menor do que a dos fluidos de base vegetal. 1-5 HIDRAULICA DE AVIACAO Eluidos Resistentes ao Fogo (Fluidos Sintéticos) - Devido as caracteris- ticas de inflamabilida de dos fluidos hidrauiicos derivados do petrdleo e do risco de incéndio que acompanha a sua utilizagdo surgiu a necessidade de serem produzidos flui dos resistentes ao fogo. Entre os fluidos bem sucedidos encontram-se 0 Skydrol, produzido pela Monsanto Chemical Company em colaboragao com a Douglas Aircraft Company e 0 fluido H-2, fabricado pela R.M. Holling - shead Corporation em colaboragao com a Marinha dos Estados Unidos da América do Norte. Nenhum desses fluidos aceita combustdo e o seu uso elimina portan- to todo e qualquer risco de incéndio. Alem disso éies possuem varias carac- terf{sticas superiores 4s dos fividos derivados do petrdleo, entre as quais meiho. res qualidades lubrificantes, escala mais extensa de temperaturas de operagao e protegao anticorrosiva. . O uso de fiuidos resistentes ao fogo exige certas precaugdes. £ de grande importancia na instalagdo no sistema de gaxetas e juntas de vedagdo de materiais apropriados. Nos sistemas que usam fluido Skydrol deverdo ser ampregadas juntas de vedagdo de torracha Butil {sintética). Esses fluidos nao devem ser misturados com outros tipos de fluido e sdmente deverdo ser empre gados em sistemas projetados especialmente para o seu uso. INSTRUQOES GERAIS PARA O USO DE FLUIDOS HIDRAULICOS As instrugdes abaixo sdo simples e de carater geral; porém sdo im portantes e devem ser entendidas e obedecidas Le Saber qual 0 lipo de fluido a ser empregado em cada tipo de aviao. Os avioes possuem no sistema hidraulico plaquetas indicativas do fluido utili zado. Nunca, em hipétese alguma, abastecer o sistema hidraulico de um avido com fluido diferente do indicado na plaqueta de instrugées. Certificar-se de que os fluidos e os recipientes que os contém estao pro- tegidos contra qualquer espécie de contaminagao. As partfculas de sujei ra enguigam rapidamente muitas unidades hidrdulicas e podem causar se- rias avarias. A mistura de dois fluidos diferentes inutilizard a ambos Zo DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO PROVIDENCIAS A SEREM TOMADAS NO CASO DE OCORRER MISTURA DE ELUIDOS ~ A mistura de dois fluidos diferentes acarreta a formagao de depo- sitos gomosos em todo o sistema hidraulico, ocasionando a falha de muitas uni dades € ate mesmo de todo o sistema Se isso ocorrer, deverao ser tomadas as seguintes providéncias: & Remover tddas as gaxetas das unidades hidraulicas afetadas pela for- magao de goma. Lavar essas unidades e suas linhas de ligagao com um agente neutrali- zador, constituido de,} parte de benzeno, e 1 parte de thinner. Instalar gaxetas novas. VEDADORE! Definigdo O vedador, tambem chamado de junta de vedagao. é qualquer material ou método usado para eviler vazamentos (geralmente de fluidos) para fora ou para dentro, ou de um compactmento para outro de um recipiente Bisicamente, um vedador pode ser considerado como uma unidade des~ tinada a atender as seguinies finaltdades 1 Vedar a saida de dle. outros fluidos e graxa 2 Vedar a entrada de sujeira, fiuidos e contaminantes. 3 Manter a pressao. 4 Executar qualquer combinagao das finalidades acima 17 HIDRAULICA DE AVIAGAO TIPOS DE VEDADORES Os vedadores podem ser clasificados em dois tipos gerais: i Vedadores estiticos. 2 Vedadores dindmicos. 5 _Estaticos Conforme indica seu proprio nome, o vedador estatico é aquéle em que 9 material de vedagdo fica colocado entre componentes que sejam estaciond - rios entre sf. Para fins praticos, tal vedador é considerado como uma gaxe ta, Como exemplo de vedadores estiticos podemos citar as juntas colocadas sob cabegas de parafusos ou rebites, bases de acessdrios, cabegotes de moto- res e maquinas diversas; os anéis de vedagio instalados em conexdes de tubos em tampas de filtros, etc. Os desenhos da figura I-l mostram varios exemplos t{picos de vedadores tipo gaxeta. Vedadores Dindmicos Como indica 0 térmo, 0 vedador dindmico é aquéle onde existe movi- mento relativo entre os dois componentes entre os quais € empregado o mate- rial de vedagdo. Como exemplos de vedadores dindmicos podemos citar 03 anéis de vedagao do pistao de um cilindro hidraulico, a junta da haste de uma torneira, a vedacdo em tsrno do eixo de um motor, o anel de vedagao do pistao de uma valvula de retengdo, ete A figura I-2 mostra alguns exemplos t{pi cos de vedadores dindmicos. FORMATO DE JUNTAS E ANEIS DE VEDACAO As juntas e anéis de vedacdo apresentam segdo transversal de diversos formatos. Os formatos mais comumente usados sao os seguintes: 1 Segdo O (circular) 2 Secao V (chevron) 3 Segdo U 4 Segdo retangular ou quadrada. oO 1-8 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO, VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO A figura I-3 mostra alguns desenhos representativos dos formatos mais comuns de juntas e anéis de vedagao. M: |ATERIAL DE CONFECCAO DE VEDADORES Os materiais para vedadores podem ser enquadrados nas seguintes clas ses gerais: metais, cours, borrachas naturais e elastémeros. 1 Meta - Para certas aplicagdes, sao usados varios metais e ligas co- mo material de vedagao. Os metais de baixo ponto de fusao tais como estanho, chumbo e zinco, sio empregados devido principal - mente & sua maciez, maleabilidade e capacidade de amoldar-se pronta mente aos contornos das superffcigs. Os metais de alto ponto de fu- 840, tais como aluminio, cobre, etc., sao utilizados algumas vézes, mas geralmente para vedadores estaticos e assim mesmo quando o exi- girem as condigdes de temperatura, pressdo, resisténcia quimica, etc. Courg - Embora atualmente o couro tenha sido largamente substituido pelos elastomeros. existem ainda aplicagoes nas quais o mes mo pode ser e ainda é empregado com Stimos resultados, devido a cer- tas caracterfsticas desejaveis que éle possui. Os produtos de couro podem ser divididos em quatro categorias gerais: Couro cra - nado curtido Curtido com produtos vegetais Curtido com produtos minerais Uma combinagao dos curtumes acima Em alguns casos, 0 couro além de ser curtids deve ser impregnado com outros materiais tais como: Céras, resinas, polfmeros Iquidos sintéti, cos e bia-sulfeto de molibdénis. 0 couro é considerado um produto no tavel para a aplicagdo de vedadores dintmicos, devido A sua extraordina- ria combinagao de robustez, resieténcia flexivel, resisténcia 3 abrasao e capacidade de reter fluidos lubrificantes em suas fibras. Todavia, nao é adequado para uso sob altas temperaturas (qeralmente nis acima de 93°C) ou quando haja contato com ccidos ou produtos fortemente alcalinos. 1-9 HIDRAULICA DE AVIAGAO Borrachas Naturais - Embora a borracha natural possua algumas ca- racterfsticas desejiveis exigidas para vedado - res, ela € raramente empregada em contato com produtos de petréleo de vido ao severo entumescimento e amolecimento sob elevadas temperati ras. De fato, os produtos de petrdleo sao geralmente | considerados ini migos da borracha natural. Por ésse motivo, ela est4 sendo substitui- da pelos elast6meros sintéticos, cujas propriedades podem ser controla das para se adaptarem a qualquer conj unto de condigoes. 4 Blastémeros - fiste térmo é empregado corretamente para designar ambas as borrachas, natural e sintética. Na prati- ca, porém, o térmo elastémero vem sendo empregado para distinguir a borracha sintética da natural, embora isto nio seja, inteiramente cor réto. Numerosas borrachas sintéticas (elastémeros) tém sido desen- volvidas para substituirem a borracha natural. Cada elastémero sin- tético difere de outro em algumas das suas caracterfsticas, O desen- volvimento de muitas borrachas sintéticas praticamente revolucionou a indistria de vedadores, tornando-se os elastémeros os materiais mais largamente usados na fabricagao dos mesmos. entre os diversos elastémeros existentes, citamos os seguintes: Neopreno (também designado como clorofeno) Estireno (também conhecido como Buna S$ ou GR-S) Borracha Butil Polissulfeto (também conhecido como Thiokol) Buna N (também conhecida como acrilonitrilo) Silicone (algumas vézes designado como borracha "silastica"). Flior-Elastomeros FLUOR -ELASTOMEROS A erescente procura de equipamento para operar a temperaturas cada vez mais elevadas provocou 0 desenvolvimento dos vedadores do tipo Flior-Elastéme, ro. Essa famflia de elastémeros inclui muitos nomes comerciais, tais como Viton, Teflon, Kel F, Fluoretano, Nylon e Polietileno. | Embora alguns désses sejam mais corretamente ciassificados como plastics, éles s4o empregados co, mo material de vedagao. Geralmente o custo désses materlais é bastante mais. elevado do que o dos outros elastémeros, de modo que s6 aplicagoes muito espe- ciais justificam seu emprego. I-10 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO COMPATIBILIDADE ENTRE VEDA DORES E FLUIDOS HIDRAULICOS As juntas e 08 anéis de vedagao empregados em sistemas hidraulicos de avides sdo confeccionadas de Borracha natural, borracha sintética (elastémeros) ou couro. A compatibilidade do material do vedador com os varios 6leos, flui dos e graxas com os quais éle entra em contato é provavelmente o fator indivi- dual mais importante na selegao e desempenho do vedador. Existe uma relagao definida entre o material de que é feita uma junta ea espécie de fluido hidrdul.co com o qual ela pode ser empregada. Por exemplo, as gaxetas de couro impregnadas com compostos especiais podem ser usadas com 6leo de base mineral ou de base vegetal. Os fluidos de base mineral atacamas juntas de borracha natural, mas nao afetam as de borracha sintética. Os fluidos de base vegetal podem ser usados com juntas de borracha natural ou de borracha sintéticu. Por questoes de seguranga, adota-se usar gaxetas de origem vege— tal com fluido vegetal, e gaxeias de origem mineral com fluido mineral, [sso € facil de memorizar desde que nos lembremos que.dieo de mamona (Sleo de rici- no) € borracha natural provém de arvores, enquanto que fluido mineral e borra- cha sintética derivam do petrdleo. IDENTIFICACAO DE JUNTAS| E GAXETAS POR MEIO DE CORES E MARCAS Alguns vedadores apresentam marcas coloridas e outros apresentam ain da letras ou nimeros que identificam 0 tipo de dieo hidrdulico com o qual devem ser usados. Esses sistemas de identificagao nao obedecem a uma convengao in. ternacional, mas sim ao codigo particular de cada fabricante de vedadores, or Esse motivo, o$ mecdnicos deverao consultar os catdlogos e manuais de manutengao especfficos de cada aviao a fim de determinar 0 tipo correto de ve dador que combine com 9 fluido empregado no sistema hidrdulico REGRAS GERAIS PARA INSTALACAO DE VEDADORES As regras gerais para instalagdo ou substituigdo de vedadores sio guintes 1. Para trocar um vedador, desmontar a unidade apenas 0 suficiente para aleangar 0 vedador defeituoso HIDRAULICA DE AVIAGAO 2 Determinar as dimensées corretas do vedador a ser substituido. 3 Examinar o material de que € confeccionado o vedador removido e insta lar vedador de material idéntico. 4, Examinar o vedador novo a fim de certificar-se de que as dimensdes, material, formato, etc. sao os corretos e queomesmo no apresenta ar- ranhoes, cortes ou outros defeitos. Nao instalar vedador defertuoso. 5. Antes de instalar o vedador, imergf-lo no mesmo tipo de fluido usado no sistema hidrdulico e instal4-lo enquanto estiver umidecido. Nao esticar o vedador além do que for absolutamente necessario para a sua instalagao. 7 Evitar 0 uso de ferramenias ou instrumentos agugados para remover ou instalar vedadores. 8. Apés encaixar o vedador no lugar, ajeita-lo cuidadosamente para que o mesmo nao fique torcido. INSTALACAQ DE ANEIS"O"DE VEDACAO Os vedadores de segao circular, também conhecidos como anéis"O}' de vem ser protegidos contra arranhdes, mas normalmente nao requerem ajuste apésainstalacéo. Entretanto, o mecdnico deve examinar os anéis depois de instalados a fim: de certificar-se de que suas dimensoes sao corretas para ga- rantir que, apds a montagem final da unidade, a compressdo mecdnica a que fi cardo submetidos proporcione a ligeira deformagao que da a vedacdo adequada. INSTALACAO DE AN&IS "UE ANEIS''v" As regras gerais para instalagdo de anéis de segdo't"ou segdo"'V'sdo as seguintes: 1. Instalar um anel de cada vez, certificando-se de que cada anel assenta corretamente no lugar. Nunca instalar mais de um anel de cada vez. a. Usar calgos para proteger o anel na passagem sobre réscas ou bordas agugadas. fisse calgo devera ter uma espessua entre 0,003 e 0,010 de polegada. 1-12 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AV IACAO CRUZEIRO Certificar-se de que o anel fique instalado com uma concavidade voltada para o lado que recebe pressio de fluido, Apds a instalagao, o mecdnico deverd sempre que for poss{vel acionar manualmente a unidade a fim de verificar sua liberdade de operagao, an tes de aplicar pressdo hidraulica. HIDRAULICA DE AVIAGAO EE VA “ne ZZ nel de borracha sin- tética colado na ar- ruela. Figura |~ - VEDADORES ESTATICOS (GAXETAS) DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO Figura 1-2 - VEDADORES DINAMICOS, 1-15 HIDRAULICA DE AVIAGAO Figura I-3 - FORMATO DE SEGAO TRANSVERSAL DE VEDADORES anel de vedagdo COMO TRABALHAM OS ANEIS DE VEDAGAO(ANEIS -O) anel de vedagdo sulco apropriado * compressag diametral + Pressio compressao diametral vedagao perfeita Figura I-4 - COMO TRABALHAM OS ANEIS DE VEDAGAO (ANEIS-O) aN are Wi VIL Como trabalha o "Dyna -Seal"" pressao Figura 1-5 - COMO TRABALHA O VEDADOR DO TIPO "DYNA-SEAL" 1-16 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG CRUZEIRO Figura I-6 - VEDADORES CONFECCIONADOS DE TEFLON (FLOOR -ELASTOMERO) DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENGAO VARIG HIDRAULICA DE AVIACAO CRUZEIRO TUBULAQOES RIGIDAS FINALIDADE As tubulagdes ou linhas sao os componentes que interligam as diversas unidades de um sistema hidraulico. Os tubos empregados em aviagao devem ser de péso relativamente baixo e possuir robustez suficiente para resistir as pressoes ou cargas a que ficarao submetidos MATERIAL DE CONFECCAO DE TUBOS R{GIDOS Os tubos rigidos sdo consirutdos geralmente de alum{nio puro, ligas de alumfnio, cobre e ago. ‘Tubos de aluminio - Destinados a pressdes muito baixas. Exemplo: linhas de respiro, conduites eletricos, etc.(Z50 P) ‘Tubos de liga de aluminio - Para pressdes baixas. Exemplo: linhas de com bust{vel, Jinhas de dleos de,baixa pressao, linhas de retdrno de fluido em sis:emas hidraulicos, etc. (¥SDPX) bre - Para pressces eiidaudémmpmte clevadas e condigdes adver- sas de operagdo, Exemplo’ Jinhas de dleo e de combustf vel sujeitas a calor e vibragac (4200 pac) Tubos de Tubos de ago (inoxidavel ou nac) - Destinados a pressdes muito elevadas. Exem plo: Tnbas hidraulicas de alta pressio. (3. Pst) DIMENSOES DE TUBOS RiGiDOS Os tubos sao designados peio diametro de sua circunferéncia externa. es pecificado em polegadas ou suas fragdes. Assim, temos tubo de | polegada 1/4 de polegada, 1/8 de polegada. ere. A selegao do tipo de materia! e da espessura da parede dos tubos empre gados nos sistemas hidraulicos dos avides se faz levando-se em consideragao uma razao bem definida, que é a de resistirem com larga margem de seguran- gas cargasaplicadas. Essas cargas nao deverdo ser excedidas. Sempre I-19 HIDRAULICA DE AVIAGAO que fér necessdrio substituir quaiquer segao de uma tubulagado, deverd ser em- pregado tubo de material idéntico e paredes de igual espessura. Na falta de tubo especificado, é permilido empregar tubo de espessura e caracterfsticas SUPERIORES & do tubo removido, NUNCA INFERIORKS, desde que que para is- So 0 mecanico receba autorizagdo de chefes superiores devidamente credencia- dos (engenheiro, técnico mestre, inspetor, etc.). LNSTALACAO DE TUBOS A montagem de tubos num sistema hidraulico deve ser feita de maneira a facilitar sua remogao e instalagao. Além disso, 0 formato e o comprimen to das diversas segdes deve ser tal que nenhuma delas fique sujeita a tensoes. devidas 4 montagem. As figuras I-8, 1-9 e I-10 mostram as maneiras corre- tas e incorretas de instalar segoes de tubos. IDENTIFICACAO DE TUBULACOES INSTALADAS EM AVIOES Numa 4rea qualquer do interior de um avido em que passem diversas tu bulagdes,. tornar-se-ia extremamente diffcil e demorado determinar a fungao de cada tubulagdo e o sentido do fluxo no interior das mesmas se nao houvesse um sistema codificado de indentificagao. Para permitir sua rapida identificagdo, os tubos sdo marcados a interva, los regulares com faixas, pintadas ou coladas (fita colorida adesiva), que pos suem céres e letras que indicam a fungdo de cada um. As cores e letras obe- decem a um cédigo internacional. Em alguns avides, também é indicado 0 sentido de fluxo nos tubos por meio de setas, Nos tubos em que ocorre inver- so de fluxo isso é indicado por meio de setas apontando nos dois sentidos. Além do sfmbolo internacional, os fabricantes de avides acrescentam seus proprios codigos indicativos dos sistemas, sua operagao, localizagdo. etc. Como exemplo, a figura 1-1] mostra duas faixas empregadas no aviao CARA- VELLE para identificar tubuiagoes do sistema hidraulico e do sistema de pitot - -estatico. As faixas es!do divididas em zonas, das quais a zona 1 é sempre ocupada pelo s{mbolo internacional, | As demais zonas sao preenchidas com o c6digo particular do fabricante do avido. 1-20 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO e = espessura da parede do tubo D.1. = diametro interno do tubo D.E. =diametro externo do tubo DE——+>| Figura i-7 DETERMINAGAO DAS DIMENSOES DE UM TUBO 1-21 HIDRAULICA DE AVIAGAO. CERTO ERRADO. Figura I-8 - INSTALAGAO DE TUBO RIGIDO 1-22 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIROD Joelho —>I CERTO. Joelho ERRADO Figura 1-9 - INSTALACAO DE TUBO R{GIDO HIDRAULICA DE AVIAGAO Joelho je— Porea CERTO ERRADO, Figura I-10 - INST4L.aGAO DE TUBO R{GIDO 1-24 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENGAO HIDRAULICA DE AVIAGAO ZONA 1 Simbolo convencional internacional zona Simbolo convencional do sistema ZONA 3 S{mbolo convencional de operagao iniervalo.de 3 mm - ZONA 4 Numero da_secao Iniervalo de 3mm |. ZONA 5 Cér do sistema Sistema hidraulico > conver ZONA 3 _Simbolo convenci onal de operagao neional do sistema direito _Nimero da segao Sistema de Pitot-Estatica Figura I-l1 S{MBOLO DO CODIGO INTERNACIONAL DE IDENTIFICAGAO PARA TUBULAGAO +f CRUZEIRO 1-25 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO CONEXOES FINALIDADE A finalidade das conexdes é unir tubos ou mangueiras entre si ou As uni, dades do sistema hidrdulico. TIPOS DE CONEXOES Os tipos de conexdes mais empregados em sistemas hidrdulicos sao as conexdes comuns, 05 joelhos, as juntas rotativas tipo parafueo e as conexoes triplo-tubo. . As figuras 1-12 e I-13 mostram duas conexGes simples com roscas de tipos diferentes. A figura I-12 @ uma conexao com résca cénica (NPT) e a figura I-13 representa uma conexao com résca paralela (NPS). osca Flange daralela Figura [-12 Figura [-13 As conexdes com résca cdnica representadas nas figuras I-14 e I-15 sdo empregadas geralmente para ligar tubos ou mangueiras 4s unidades de sis- temas hidraulicos. 1-27 HIDRAULICA DE AVIAGAO Macho Figura 1-14 - JOELHOS , Figura 1-15 - CONEXOES Para interligar tubos, empregam-se geralmente as conexdes com réscas paralela mostradas nas figuras I-16, I-17 e 1-18 Unido Joelho Conexdo "'T" Figura 1-16 Figura 1-17 Figura 1-18 As conexdes rotativas do tipo parafuso representadas nas figuras I-19 € 1-20 sao empregadas para ligar tubos e mangueiras a unidades do sistema hidréu lico. _Elas permitem interligar linnas com diversos angulos de inclinagao. 1-28 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO, HIDRAULICA DE AV IAGAO CRUZEIRO Figura 1-19 - CONEXAO ROTATIVA Figura 1-20 - CONEXAO ROTATIVA TIPO PARAFUSO TIPO PARAFUSO As conexdes representadas nas figuras I-21 e 1-22 servem para unit tu- bos no ponto de iravessia de paredes ou anteparas. Elas possuem um flange que permite fixi-las & estrutura do avido por meio de parafusos. fixagdo 1-29 Figura 1-21 - UNIAO PARA ANTEPARA HIDRAULICA DE AVIAGAO Flange de fixagdo Figura I-22 - CONEXAO PARA ANTEPARA Os acoplamentos do tipo triplo- .ubo sao empregados na maioria dosavides, A figura I-23 mostra detalhadamenie as partes componentes désse tipo de cone - xdo ea figura 1-24 mostra a mesma depois de montada Unidade hidrdulica \ Pocca coplamento / ~ v \ 5: lela. 5 Rosca parale! / bees Rosca paralela SSnica Figura 1-23 - C ONE AO TRIPLO-TUBO DESMONTADA 1-30 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO ‘ orca, \ Figura 1-24 - CONEXAO TRIPLO-TUBO MONTADA CUIDADOS NA INSTALAGAO DE CONEXOES ROSCADAS O apérto excessive de uma conexdo com résca cénica tem o mesmo efei to de uma cunha introduzids num tronco de madeira, Deve-se tomar o maxi- mo cuidado no sentido de nao exceder o valor de apérto recomendado. \Y \\\ Figura 1-25 1-31 HIDRAULICA DE AVIACAO Conforme mostram as figuras I-27 e 1-28, rosca conica nao casa com résca paralela e vice-versa, _ Em ambos os casos, nao sera obtida vedagao correta e as réscas das conexdes ficarao avariadas. Ss ~~ sy SEW lela lela cénica Figura 1-27 - PRENDEM SOMENTE Figura I-28 - PRENDEM SOMEN- UM OU DOIS FILETES TE UM OU DOIS FI *NAO USAR) LETES iNAO USAR) Para inslalar um conexao, deve-se comegar a atarracha-la com a mao antes de usar chave, a fim de evitar que as réscas fiquem com os filétes atra- vessados, (roscas trepadas) conforme mostra a figura I-29. Vé-se que as li. nhas do centro nao ficam alinhadas como deveriam. 1-32 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO. VARIG HIDRAULICA DE AVIACAO CRUZEIRO Figura [-29 - INSTALAGAO INCORRETA (ROSCA TREPADA) FORMACAO DE FLANGE PARA INSTALAGAO DE CONEXOES TRIPLO-TUBO Para interligar tubos por meio de conexdes triplo-tubo @ necessario formar o flange da extremidade do tubo com as dimensées corretas. A figu ra I-30 mostra uma conexao moniada em que estdo indicados os limites maxi- mos e m{nimos de diametro de flange. 1-33 HIDRAULICA DE AVIAGAO Figura 1-30 - FLANGE CORRETO. A-Diimetro maximo B - Didmeiro ideal C - Dameiro minimo Se 9 flange for muito comprido, a porca da conexao nao podera passar sébre o mesmo, conforme pode-se ver na figura 1-31. SS Ss Figura I-31 - FLANGE MUITO COMPRIDO(Incorreto) 1-34 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENGAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO Se o flange for rebaixado para permitir que a porca passe sdbre éle, a extremidade do flange encostara no rebordo E da conexao e nao assentara na sede F para proporcionar a vedagao desejada, figura 1-32 Figura 1-32 - FLANGE MUITO COMPRIDO E REBAIXADO PARA DEIXAR PASSAR A PORCA (incorreto) Se o flange for mais curto do que o rebordo da luva da conexdo. sodmen te uma parte da superficie de sujeigao da luva atuard sobre o flange, havendo assim o risco do tubo escapulir-se. figura 1-33 Figura 1-33 FLANGE MUITO CURTO 1-35 HIDRAULICA DE AVIAGAO Se 0 tubo nao fér cortado corretamente antes de se formar o flange, um lado ficaré mais comprido do que o outro. A _pressao exercida pela luva sera desigual, submetendo o tubo a tensdes anormats, veja figuras I-34 e 1-35. Figura 1-34 - FLANGE MAL FORMADO DEVIDO A CORTE INCORRETO DO TUBO £ necessirio empregar ferramentas corretas para formar o flange dos tubos, a fim de evitar que 0s mesmos fiquem arranhadas ou com outras avarias que resultem em falhas futuras. Figura [-35 - FLANGE COM ABER Figura 1-36 - FLANGE COM ABER TURA INSUFICIENTE TURA EXCESSIVA 1-36 Figura I-37 - AVARIA DO FLANGE DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO HIDRAULICA DE AVIAGAO. CRUZEIRO As conexdes autovedantes tém por finalidade permitir o desligamen- to de mangueiras ou Jinhas hidrdulicas sem perda de fluido. Um exemplo t{- pico sao as conexdes autovedantes instaiadas nas linhas junto a parede de fogo das neceles dos molores sem perda de fiuido pelas extremidades das linhas des cosectadas. VALVULA DE DESCONEXAO A figura I-38 mostra uma conexdo auiovedante t{pica, conhecida co- mo valvula de desconexao Basicamente, ela é uma valvula de retengdo do tipo esfera carregada por mola & Eee g FRE 3 g g , 8 = a 3 £3 € 3 2 8 F 6 3 ~ 3 8 2 3 2 8 6 g 5 % Ye o Figura I-38 - VALVULA DE DESCONEXAO, Quando a mangueira hidraulica é ligada e apertada na conexdo, um pino existente na extremidade. da mangucira afasta a esfera da sede permitin- do que 0 fluido possa a’ravessar !ivremente a valvula Quando a mangueira @ destigada da conexdo, a mola encosta a esfe- ra na sede, impedindo o vazamento de fluids 1-37 HIDRAULICA DE AVIAGAO ACOPLAMENTO AUTOVEDANTE Os acoplamentos autovedantes assemelham-se as vilvulas de descone- xio. So constituidos de duas segSes, cada uma das quais contém uma valva la de retengdo. ontraporca \ Esfera Be Porca de acoplamen to 8 Acoplamento montado Acoplamento desmontado Figura I-39 - DESENHO ESQUEMATICO DE ACOPLAMENTO AUTOVEDANTE 1-38 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO. VARIG HIDRAULICA DE AVIACAO CRUZEIRO A figura I-39 mostra dois desenhos esquematicos de um acoplamento autovedante. © desenho da esquerda representa 0 acoplamento ligado; nes sa condigao, um pino flutuante mantém as duas esferas totalmente afastadas das respectivas sedes, permiundo fluxo livre através do acoplamento no sen- tido de A para B ou vice-versa. © desenho da direita mostra 0 acoplamento desligado; as molas man- tém as esferas encostadas nas sedes, vedando a safda de fluido pelas extremi dades da linha desconectada. Nao haveré portanto fluxo de A para C nem de B para D. ACACOS, Os quatro tubos com 10 quilos cada um equivalem a um tubo ampliado, de superficie quatro vézes maior e com péso de 40 quilos. E muito util poder le - vantar pesos grandes com uma fdrga menor, por intermédio de um Ifquido. Uma aplicagdo comum 6 9 macaco hidréulico, que se assemelha a um tubo cheio de liquido, mais largo num extremo do que no outro. Por meio de um émbolo acio. nado a mdo por uma alavanca, empurra-se 0 dleo no tubo estreito. Ao tempo em que 0 dleo enche o iubo largo, éste desloca um pistio, que se levanta com to do 0 péso que se enconira apoiado sobre éle. Uma vilvula de retengao impede que 0 dleo volte, quando se para de acionar a alavanca PRENSA HIDRAULICA Usa-se para dar forma desejada a chapas ou pranchas metalicas, como carrocerias, carenagem de motores, etc... Uma bomba centrifuga ou a pis ldo envia dleo sob pressao, por um tubo estreito, até ao pistao da matriz ° leo passa pelo tubo pressionado por uma forca, que pode ser de apenas 500 qui los. Basta que 0 outro extremo do cilindro seja 200 vézes maior para que a forga exercida seja de 500 quilos x 200 = 100 tonelada: 4 matriz transmite esta forga As pranchas e lhes di, assim. a forma desejada 1-39 HIDRAULICA DE AVIAGAO QUTRAS APLICAGOES Aplica-se 0 mesmo princfpio em qualquer parte onde seja necessdrio mo, ver grandes pesos como por exemplo no trem de pouso de avides, ou em um ca- minhdo tombadeira, ou mesmo em freios de automoveis. Envia-se dleo a um cilindro com pistdo, através de uma bomba acionada pelo motor. Podem-se instalar tubos nos extremos do cilindro, a fim de provocar um impulso em ambos os sentidos (para Jevantar ou baixar). Através de um sim - ples mecanismo (valvula seletora), pode-se modificar 0 sentido do movimento do pistao. CARACTERISTICAS DOS LiQuIDOS Compressibilidade: Os l{quidos sao praticamente incompressfveis, co mo ja tivemos a oportunidade de ver anteriormente, devido exclusivamente ao pequeno espago que suas moléculas guardam entre si. verdade que uma de- terminada porgao de Agua, quando submetida a uma pressao de 100 libras/polega da/quadrada, sofre uma redugdo de seu volume de cérca de 0,00003 do volume original. Outros Ifquidos se comportam da mesma maneira, por isso s rados de incompress{veis. EXPANSAO TERMICA £ o aumento da unidade de volume por aumento °C de temperatura. Os Sleos expandem muito mais que a Agua quando submetidos ao aumento de tempe ratura. Por isso, nos sistemas hidraulicos sao instalados dispositivos com a finalidade de evitarem que o aumento de volume do Sleo empregado, venha a da nificar as tubulagdes ou mesmo ocasionar vazamentos. DENSIDADE. Densidade de uma substdncia vem a ser a comparagao entre 0 péso de um certo volume de uma substdncia e o péso de igual volume de Agua. 1-40 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO PESO ESPEC{FICO O péso especffico de uma substancia vem a ser o péso de um certo volu- me desta substancia dividido pelo péso de igual volume de Agua destiJhada a 4°C, isto é, Densidade da substancia Péso especffico = —So— 20 Sse Densidade da agua Todos os objetos, quando postos dentro de um recipiente contendo agua submergirao até que seu péso seja equilibrado. Por exemplo: quando coloca- mos um pedacgo de madeira dentro de um recipiente contendo agua, éste submer gira somente 0. 8 de seu volume e flutuara. + Este principio € empregado para a confecgdo dos densfmetros, apare Ihos éstes que se destinam a medir densidade DENS{[METRO (Figura 1-40) O densfmetro é um aparelho que consiste de um tubo de vidro que contém no seu interior um bulbo previamenie pesado Tomada DENS{METRO Figura 1-40 Pipeta Quando 0 Ifquido. 0 qual queremos determinar sua den sidade entra em contato com o dens{metro, fara o bul bo flutuar conforme for a densidade da substancia, is- to €, quanto maior for a densidade, com maior facilida de flutuara 0 bulbo, O densimetro é normalmente empregado para determi- nar a densidade dos demais Ifquidos, sendo atraves dé. le que determinamos a densidade dos fluidos hidraul - cos Metodo de verificagao 1-41 HIDRAULICA DE AVIAGAO. VISCOSIDADE (Figura I-41) Termometro reg. de tempera- fura Oleo de ensaio = a laquecimento 3 viscos{metro SAYBOLT A viscosidade de um fluido qualquer é a resisténcia déste ao fluxo, esta resisténcia é dada pela sua construgio intermolecular. Quanto mais viscoso 0 fluido hidraulico, mais diffcil sera 9 seu escoamento, A viscosidade de um fluido hidraulico sofre a influéncia da temperatura, isto @, quanto maior a tem- peratura, menor sera a viscosidade. Este fendmeno pode ser perfeltamente notado durante 05 meses de inverno, os motores dos vefcillos automotores sido normalmente mais diffceis de partir, isso importa em dizer que houve um au- mento da viscosidade do fluido hidréulico de lubrificagao. Existem varias formas de identificagao para a viscosidade, dentre elas podemos destacar os mais importantes que sao: S.A.E., SAYBOLT, EN- GLERT e outros. Estes aparelhos, na sua maioria, possuem carac terfsticas diferentes de construgdo, porém, em regra geral medem a viscosidade em fun- gdo do escoamento do fluido hidraulico através de oriffcios calibrados a certas pressoes e temperaturas. O tempo de escoamento determinara o ntimero que sera dado ao fluido hidraulico, 1-42 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENGAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO HIDRAULICA - DESCRICAO, CONSTRUCAO EB FUNCIONAMENTO PRODUCAO E TRANSMISSAO NOS L{QUIDOS Quando 0 Ifquido cida uma forga, a pre e encontra contido num recipiente e sdbre éle for exer 9 resultante sera igual em todos os sentidos. Por exemplo. Se tivermos um recipiente com uma rea igual a 1 centf- metro quadrado e se encontrar-se cheio de agua, e exercermos forga de | cuilograma, leremos como resultado uma pressdo de | quilograma/centimetro/ /quadrado Esta assertiva encontra-se demonstrada na figura 1-42. 0 cilindro "A" encontra-se conectado por um tubo 30 cilindro "B O pistao 1, no cilindro "A", possui uma drea de 1 centimetro quadrado. O pistao 2 no cilindro "B", possui uma area de 10 centfmetros quadrados Quando um quilograma de férga é apligado sébre o cilindro "I", todas as par- tes sofrerao uma pressdo de (1 kg/em*) um quilograma por centfmetro quadra- do. Destg forma 9 pistao ''2" que tem uma area igual a 10 centfmetros quadra dos (10 cm*) tera uma forea resultante de 10 guilogramas (10 kg) a Lkg forga Pistdo l= lem| Figura 1-42 1-43 HIDRAULICA DE AVIAGAO VANTAGENS MECANICAS Quando uma forga é usada para sobrepujar uma grande forga resisten- te, a isto chama-se "vantagem mecdnica". Considera-se como vantagem me canica o funcionamento de um cilindro de comando de uma superficie qualquer. Em qualquer das circunstancias, podemos antecipar que, para que se possa ge rar algo, é necessirio perdermos alguma coisa através da lei j4 estabelecida por Lavoisier; na natueeza nada se perde, nada se cria, tudo se transforma, da do isto, 0 que ganhamos em férga, perdemos em deslocamento. Ver figural-43. A figura 1-43 mostra a resultante do movimento do pistao "L". Se o pis- tdo move-se para baixo no cilindro "A", sob uma forga aplicada de (1kg), 1 quilograma, o lf{quido flui para o cilindro "B" e move o pistao 2 para cima. Como a 4rea do pistao "2" é 10 vézes maior que a do "lL", o pis tdo "2" move-se somente 0.2 do que © pistdo "1" moveu-se. Por exemplo: se o pistéo mover-se 2m, 0 pistao "2" moverd sdmente 0.2 do cm. Figura 1-43, APLICACAO DOS PRINCIPIOS BASICOS Em um avido o sistema hidréulico empregado tem seu funcionamento ga rantido pelas leis que regem e regulam a hidraulica, baseadas que sao no prin efpio de "PASCAL". “O Fluido confinado a um tubo é usado para transmitir a pressdo de um lugar para outro, sendo a .pressdo igual nos dois pontos", isto é, dentro do tu bo, desconsiderados nesse caso 0 atrito e o comprimento do tubo. Quando o tu bo € conectado ao cilindro cuja area é maior do que a do tubo, e o pistdo encon- tre-se no interior do cilindro, a forga aplicada junto ao fim do tubo sera acres- cida. —_ fluido forgado dentro do tubo do sistema, com uma certa pressao,mo vimenta 0 pistdo a uma velocidade relativamente baixa mas com muito grande f6rga. © movimento podera ser transmitido mecdnicamente através de uma haste para o acionamento de qualquer superficie que se queira comandar em um aviao dotado de sistema hidraulico. 1-44 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO DESENVOLVIMENTO DE UM SISTEMA BASICO. A figura 1-44 apresenta duas unidades conectadas por um tubo. A unida de da esquerda € 0 cilindro mestre, ou bomba manual, marcada com a letra "A". A unidade da direita é 0 cilindro atuador, mareado com a letra "B". Nesta ilus, trag o, ha fluido hidraulico a esquerda do cilindro "C" ou melhor, pistao "C", considerado como pistao da bomba manual e abaixo do pistao "D" que é 0 pistdo acionador (atuador), também, 0 tubo que interconecta a bomba manual com o ci "B" esta completamente cheio lindro "B" e: Cilindro mestre ou Bomba manual Cilindro atuador B Figura] 44 SISTEMA HIDRALLICO BASICO Quando o pistao "C" da bomba manual se desloca para a esquerda, forga © fluido hidraulico para a parte inferior do cilindro atuador "B". O fluido hi draulico, sendo incompressive’. transmite a pressdo sofrida, fazendo com que © cilindro suba, comprimindo a mola. Quando a pressdo exercida pela bomba € aliviada, a propria tensao da mola fard com que 0 pistio "D" retorne a sua posigdo original. A haste do pistdo "D" en- A outra lim, Este sistema simpies tem suas limitagses contra uma resistencia a vencer para que possa movimentar-se tagdo do pistao "D" @ que seu désiccamento e relativamente pequeno, porque sua superf{cie € maior do que a do émbolo "C" HIDRAULICA DE AVIACAO RESERVATORIO Os reservatérios sio empregados, via de regra, em todos os sistemas hidraulicos. O reservatério garante o suprimento de fluido para a operagdo normal do sistema hidraulico, além de possuir capacidade suficiente para ope- rar o sistema supre ainda com uma reserva de fluido um pequeno sistema de emergéncia. Além do suprimento normal do sistema, possibilita a eliminagdo dos ga ses gerados pela expansao lermica no interior do sistema, que geralmente expul sa déste, quando ocorre um aumenio de temperatura Pistao C : Cilindro mestre ou Bomba manual A Mola Pistédo D &~_Suspiro [D- Boca! de.abasiecimenta Reserva trio Cilindro atuador B Dreno Figura 1-45 - SISTEMA BASICO OU ELEMENTAR COM RESERVATORIO Na figura 1 45 um reservatorio foi instalado em um sistema basico. Nota-se que éle se encontra ligado ao cilindro mestre ou bomba manual "a" Este reservatério estA em conlato com a atmosféra por um tubo suspi- ro, que possibilita um equilibrio constante entre a parte interna e externa de re servatério, permitindo tanto a entrada como safda de ar do interior. Porém, @ste pequeno sistema nao reine condigdes para funcionar, porque 0 fluido sera forgado pelo pistao Cao reservatério, quando acionado. DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIACGAO CRUZEIRO JONAL (DE RETENGAO) A vaivula unidirectional, como diz a sua propria denominagdo permi- te que o fluxo siga sdmente numa direcdo, nao permitindo 0 seu retorno. Na figura 1-46, a seguir vemos o emprégo desta vaivula A valvula "G"e "H" en contram -se insialadas neste sisiema VALVULA UNIDIR: Pisido c Cilindro mestre -70u bombs manual A ) Cilindro avuat Dreno Figura 1-46 - VALVULAS UNIDIRECIONAIS EM FUNCIONAMENTO A bomba succiona o fiuido hidraulico do reservatério, quando o pistao "C'@ movimentado para a direita. Ofluido, quando na borrba é expulso pa rao cilindro "RB" através da vaivula "G" Quando 0 pistdo "C" é movido para a esquerda a vaivula "H" fecha nao permitindo que 9 fluido hidraulico volte ao reservatério. indo. desta forma atuar sobo pistio "D" Para fazer parar_o pistdo "D", basta interromper o funcionamento do pistao "C' se assim nao for, 9 pistdo "D" terd toda sua haste distendida para fora Ainda nesse caso, a mola queatua sdbre 0 pistéo "D" ndo poderd faze uma vez que a valvula unidirecional "G" nao per- -lo voltar & posigdo original 9 pistio "D" permaneceré nessa mite 0 fluxo no sentido inversc. Portanto posicdo 1-47 HIDRAULICA DE AVIAGAO. VALVULA SELETORA As seletoras foram feitas para permitirem o contréle direcional do flu- xo de fluido. A figural 47, apresenta um sistema basico elementar com uma valvula seletora. Nesse caso, a seletora sera empregada para ocontréle do fluido para o cilindro "B" Quando a vAlvula seletora é movimentada para po- sig¢do representada por uma linha sdlida, ela permite 0 fluido ir ao cilindro "B" que possibilitara a movimentagao do pistao "D" e consqllente extensdo da haste. Quando a seletora @ movimentada para a posigdo representada pelas li - nhas de construgao, 0 fluido retorna ao reservatorio impulsionado que é pela ten sdo da mola do pistao "D". Este tipo de valvula seletora é normalmente conhe cida pela denominagdo de "TWO-WAY" ou seja valvula de dois caminhos ou dois portes. Pistao C Cilindro mestre . i ou bomba manual A at Valvula seletora | Valvula Retentora G dL = » Valvula Retentora H oreasd tf Nevive Linha de preasio \) — Bocal de anastecimento | | Reser- | vatério Cilindro atuador B Linha de retérno Dreno Figura 1-47 VALVULA SELETORA DE QUATRO PORTES (The four way selector valve) O sistema da figura I-48 apresenta ainda outro drgio até agora desconhe, cido, que é 0 regulador, cuja finalidade @ evitar um excesso de pressao no sis- tema, isto é, quando a pressio atingir a uma certo valor, éle se permite abrir fazendo com que a bomba entre em circulo vicioso (poupar a bomba). Isto por- que, quando operado por uma bomba mecdnica, pode ocorrer um calgo hidrauli- co quando o pistdo "D" chegar ao fim do curso 1-48 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULIC’ DE AVIAGAO ——- GRUZEIRO Pistao C Cilindro mesire g _7~ 0u bomba manual A —— ro = Linha F acutely Valvula seleiorad7 | id Vaivula Rereniora H Uf vaivuie vee o i orad Ik varvuia | | : f Reaws oe Seay | Reser. dor de anga do I) Reser — ff ores, | sistema | | | vatori Sy) pu ao Ciindro atvador B 7 Linha de retorno Figura 1-48 - SISTEMA HIDRAL DE BOMBA MEC SURANGA CO BASICO - ADIGAO \NICA EVALVULA DE Nesse sistema a bomba mecinica é operaila ele!ricamente e nao tem con trdle, dai a necessidade de haver um reguludor de pressio, no caso. se tal uni- dade niio houvesse. a pre biria tio rhpidamente que poderia danificar o sisterna O dano poderia « menio do eixo da bomba ya ruptura de uma tubulagio ou mesmo o cizalha, vaivuls de ceguranga é uma unidade que se encontra regulada para uma ior que 2 do regulador. jogo é mais uma unidade para garantir a inte- sisiema, mesmo quando a pressio }4 ndo se encontra “ob 0 controle gridade dc do reguiador E SEGURANCA. uia de alfvio apresentada na figura ]-48 @ assim denominada devido exclusivamente a sua Jorma de funcionamento 1-49 HIDRAULICA DE AVIAGAO Suponhamos 0 caso da bomba ser posta em funcionamento e a valvula se letora encontrar-se na posigdo "neutra": a pressao tera naturalmente a tendén. cia de aumentar no interior do sistema, desta forma a valvula abrird e permiti rd 0 alfvio desta pressao, fazendo o excesso retornar ao reservatério, As val vulas de seguranca sao responsaveis pela seguranca do sistema e devem abrir com uma pressdo pré-determinada. Quando a seletora é posicionada para comandar um determinado mecanis mo, 0 leo sob pressdo vai aluar o sistema e a linha de retorno, que sera o ou- tro lado do pistdo estard ligada pela seletora ao reservatério através da linha de retdrno. Quando 0 pistdo atinge o seu batente, a pressio subird rapidamente, o que faré com que a valvula de alfvio entre novamente em funcionamento, permi tindo que 0 excesso da pressao chegue & linha de ret6rno e daf para o reserva- torio. 0 sistema representado na figura 1-48, seria impraticavel se nao hou- vesse a valvula unidirecional "J". A bomba manual é usada sdmente no caso de emergéncia quando ocorrer a falha da bomba mecdnica, nesse caso a pressao ge rada pela bomba manual, se nao houvesse a unidirecional "J", iria fazer com que a bomba mecdnica girasse em sentido contrario, permitindo que 0 fluxo fos- se orientado, através desta, para o reservatdrio por intermédio da linha de ali mentagao da bomba. Isto prova a grande fungdo e a responsabilidade da valvu- la unidirecional "J", Grande maioria dos avides modernos empregam, nos seus sistemas hi- drailicos, uma, duas, trés e até quatro bombas mecdnicas operadas normal - mente pelos proprios motores da aeronave. REGULADOR DE PRESSAO © regulador de pressio representado na figura 1-48 ji. comentado anterior mente superficialmente, @ um Srgio que funciona automiaticamente. A princi - pal finalidade desta unidade é poupar a bomba. | Quando a pressio dentro do sistema chega a um certo valor maximo, o regulador abre, permitindo desta for ma que todo 0 dleo proveniente da bomba, passando pelo regulador, volte ao re~ servatério. Se a pressao cai para um certo valor m{nimo, 0 regulador fecha "arma", e faz com que 0 fluido proveniente da bomba chegue ao sistema. Maiores detalhes daremos nos proximos capftulos. 1-50 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO OPERACAO GERAL DO SISTEMA BASICO Um sistema simples para aviao }4 tivemos a oportunidade de examinar, quando tlustramos os esquemas em capftulos anteriores. Sabemos que a pressao gerada na bomba é posta em contato com 0 re- gulador de pressao e dai, atraves de uma unidirecional, entra em contato com a valvula de seguranga e posteriormente com a valvula seletora, ficando & dis posigao do operador que ao selecionar, possibilitara o fornecimento da pres- sao no sentido de atuar uma unidade ao mesmo tempo que o outro lado do cilindro acionador dessa unidade @ posta em contato com a linha de retérno e vai ao re- servatério. Sabemos também que quando a seletora est na posigdo neutra, a pres- sdo do sistema sobe rapidamente e que, ge nao fosse a unidade reguladora da pressao, terfamos formado uma grande pressio capazde ocadonar irregularida- des nos sistema, tais como: rupfuras das linhas, vazamentos, ete ... sabemos outrossim, que no caso de pane do reguiador, entrara em funcionamento a val- vula de seguranga que garantira a integridade do sistema. impedindo que a pres sao alinja valores tais que possa por em perigo o sistema. No sistema apresentado na figura]-48 a bomba manual assume o caréc ter de uso em emergéncia, isto é, so entrard em funcionamento no caso de pa- ne da bomba mecanica ou no caso de pequenos testes que se queira efetuar, no solo, nos orgaos componentes do sistema hidraulico. BOMBAS As bombas sao fontes de energia de um sistema hidrdulico. _Elas sao unidades que normaimente liberam o fluido sob pressdo para que possa ser atua do um 6rgao qualquer. _Elas sao as responsaveis pela transformagao da ener- gia mecdnica em energia hidraulica Como vimos anteriormente, uma bomba pode ser acionada por um motor elétrico, pelo proprio motor do aviao ou ainda manualmente. No caso de bom- bas acionadas por motor elétrico ou pelo motor do aviao, estas possuem pinos ou partes adelgagadas no eixo com a finalidade de cizalharem-se no caso de uma sobrecarga. I-51 HIDRAULICA DE AVIAGAO CARACTER[STICAS DAS BOMBAS MECANICAS Existem varios tipos de bombas mecdnicas, entre elas podemos citar algumas como: — bombas de engrenagens, bombasdepaihetas, bombas a pisido, bombas centrifugas, eic.. sao ésies tipos apresentados mais comu - mente empregados nos sistemas hidraulicos. Elas fornecem 0 fluido neces- sario para o sistema, a fim de que possam ser operados os diferentes orgaos envolvidos. As bombas do tipo pistdo sdo normalmente de maior capacidade do que as de outros tipos por isso sao também as que maior emprégo tém. . Nos sistemas hidraulicos modernos sio empregadas pressdes de até 3.000 PSI, muito embora a maioria das bombas funcionem com um regime de pressao que varia entre 700 PSI a 1. 500 PSI Pequenas bombas mecdnicas absorvem cérca del 1/2 HP em ma xima rolagdo, € as bombas de grande porte exigem poténcia que pode inclusive alingir a 24HP = Torna-se eviden'e que o fato é considerado como regra ge- rale, portanto, deve ser aceifo como tal FUNCIONAMENTO DAS BOMBAS MECANICAS Em alguns sistemas hidraulicos sao empregadas bombas mecani- cas operadas elétricamente para suprir de pressdo as unidades em lugar das bombas mecénicas acionadas pelo motor Em alguns avides, poderd aparecer uma bomba mecanica elétrica mente operada, para suprir em emegencia o sistema no caso de pane do mes mo, ou seja, de pane da bomba mecanica operada pelo motor do aviao. BOMBAS MANUAIS Todos os sistemas hidraulicos dos avides, ou em sua grande maio ria, possuem uma bomba manual a qual é empregada em emergéncia na impos- sibilidade de funcionamento da bomba mecanica. f ainda usada para pressuri- zar o sistema, quando necessério 9 este de unidados do sistema no solo ou quan do 9 acionamento da bomba mecénica é impraticavel. DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENGAO VARIG HIDRAULICA DE AVIACAO. CRUZEIRO CLASSIFICAGAO Tédas as bombas manuais sdo operadas manualmente. As bom bas manuais podem ser divididas em dois grupos: Ago simples 2. Agao dupia As de acao simples permitem pressurizar o sistema de | vez em cada dois (2) movimentos da sua alavanea, e a de agao dupla permite pressuri- zar o sistema em 2 vézes por cada um (1) movimento de sua alavanca. BOMBA DE ACAO SIMPLES e Um bomba manual de agdo simples tem um cilindro, um pistio, uma alavanca de comando, 2 valvulas unidirecionais. Em um porte é conec- tado ao reservatério em outro porte ao sistema, ou seja, ao porte de pressao. Quando 0 pistao é movido para frente na qual se encontra montada a alavanca de comando, a primeira valvula unidirecional é fechada e a segunda é aberta. O fluido dentro da bomba é entao forgado para fora através do porte de safda indo a linha de pressio. Neste caso temos para dois movimentos da alavan ca da bomba uma unica safda de pressdo. O prine{pio de funcionamento da. bomba de acdo simples é apresentada nas figuras por nos ji examinados. As valvulas unidirecionais sao partes da bomba manual, mas elas nao foram men cionadas nas figuras anteriores com a finalidade de evitar desenhos, porém as bombas de agao simples sao muito pouco usadas nos avides modernos. As bombas de agao dupla estudaremos nos préximos paragrafos. TIPOS DE BOMBAS MECANICA: As bombas mecdnicas usadas hoje em dia para os sistemas hidrdu licos, podem ser divididas em dois grupos quanto ao fluxo: lL. Fluxo constante 2 Fluxo variavel 1-53 HIDRAULICA DE AVIAGAO BOMBA DE FLUXO CONSTANTE £ 09 tipo de bomba que fornece um fluxo tinico em qualquer veloci- dade de rotagao, por exemplo, se uma bomba é fabricada para fornecer um fluxo de 3 galoes/minuto & 2.700 RPM, jamais podera ultrapassar ésse valor Em outras palavras, se uma bomba pode transferir uma determinada porgao por cada volta, mesmo aumentando a velocidade, a porgdo nao sofrerd altera cdo alguma. BOM RIAVEL DE FLUXO Este tipo de bomba é mais versatil permitindo normalmente, nao 86 manter a mesma pressao como também variar o fluxo segundo as necessida- des do sistema. Em outras palavras, se o sistéma exigir uma porgao maior, 2 bomba tem a capacidade de aumentar essa porgio, normalmente por variaga0 da cilindrada sem que haja consideravel queda de pressao. © tipo de bomba representada na figura 1-49, consiste de uma uni dade que possui duas engrenagens ligadas entre si pelos dentes, montadas de tro de um alojamento, (caixa da bomba). dleo ao ser transferido passa entre 08 dentes e 0 alojamento e nao entre os dentes das engrenagens, como muitas pessoas imaginam. A engrenagem mestra (a que possui acoplamento com 0 motor), es ta marcada com o no. |, a auxiliar esta marcada com o no. 2, 0 porte de entra- da marcado com o no. 3, e o porte de safda marcado com ono. 4. O porte de entrada encontra-se ligado ao reservatério e o porte de safda a linha de pressao. A engrenagem mestra, que se encontra acoplada ao motor atraves do eixo, possui um retentor. Este retentor elimina a pos- sibilidade de vasamento do interior da bomba através do eixo para o exterior ou para o interior do motor. O e1xo de acionamento da engrenagem mestra trabalha sébre rola- mentos. BOMBA DE ENGRENAGENS - TIPO ROTOR fiste tipo de bomba encontra-se ilustrado na figura 1-80. 1-54 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIACAO CRUZEIRO BOMBA DE ENGRENAGENS Figura I-49 2° Pngrenagem acionada Els opera sob os mesmos principios basicos da bomba de engrengem ja descrita no capitulo anterior porem, tem uma forma diferente na instalagao das engrenagens. A bomba consiste de um corpo ‘caixa da bomba), uma en grenagem rotaliva de dentes internos, uma engrenagem menor inserida nos den tes internos (nota) a engrenagem externa, que possui os dentes externos, tem maior quantidade de dentes ‘em nimero de 5) enquanto a engrenagem menor possui 4dentes). A caixa da bomba possui duas aberturas que estao em con lato com as engrenagens, uma com a finalidade de permitir a saida do fludo e a outra com a finalidade de permitir a admissdo do fluido proventente do reser vatério Quando a engrenagem mestra gira em sentido dos ponteiros do reid- gio a engrenagem externa gira na mesma direcao. _ fluido entra pelo res- pectivo porte e preenche a parte superior por uma abertura crescente, espago este criado pelos denies das duas engrenagens que se encontram separadas. Quando em funcionamento, as engrenagens vao diminuindo gradativa- mente éste espaco e 0 fluido é entdo expulso pela abertura crescente de safda que se encontra ligada ao sistema de pressdo HIDRAULICA DE AVIAGAO Engrenagem Figura 1-50 - BOMBA TIPO ROTOR BOMBA DO TIPO PALHETAS A figura I-51 ilustra uma bomba do tipo palhetas. Ela consiste de um corpo que possui no seu interior uma luva de ago, um eixo excéntrico € quatro palhetas. 1-56 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO Figura I-51 - BOMBA DE PALHETAS HIDRAULICA DE AVIAGAO As palhetas sdo montad rolor, dividindo-o, em quatro par- tes Essas quatro partes, (ou secges), variam de volume, isto €, quando » rotor @ movimentado, as secgdes se modificam, umas aumentando e outras diminuindo, desta forma a drea maior formada pela palhetas recebem 0 fluido hidraulico proveniente do reservatério e éste é entdo transferido pelo. porte de safda gradualmente de acdrdo com 9 movimento do rotor. ste tipo de bomba é. em verdade, muito pouco empregada em sistemas hidraulicos dos avises. BOMBA A PISTAO 4-48 KA Bloco de cilindros SG oo Careaga Pistio sal Face da placa de acionamento de esfera 5a Figura I-52 - BOMBA TIPO PISTAO DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO A figura I-52 no ilustra uma bomba do tipo pistao. Esta é uma bomba do tipo fluxo constante. Inimeras variacdes sdo hoje em dia introduzidas em bombas désse tipo empregadas nos modernos avides, mas elas sao ain- da estudadas e designadas em acérdo com os mesmos princfpios basicos. A bomba apresentada consiste de um bloco de cilindros e pistoes, bem como seus respectivos elementos de acionamento. Na parte superior da bomba encontram-se localizados os portes de entrada e de safda. _O bloco de cilindros conta normalmente, com 7a 9 cilindros igualmente espagados do centro. Os pistes, através do seu alojamento na pista de fixagao das bie las, sdo0 comandados por um eixo que se gncontra ligado ao motor, geralmente éste eixo é montado sobre rolamentos. A transmissao do movimento do eixo ao bloco de cilindros é feito por uma junta universal; 0 bloco é forgado a girar com a mesma velocidade do eixo de transmissao. Consideremos 0 dngulo de uma bomba, tomando como referéncia a base da bomba (horizonial) e a limha formada pelo bloco de cilindros Quando o eixo comega a girar, gira também a junta universal que por sua vez, faz girar o bloco de cilindros. Geralmente trés cilindros sao conectados ao porto de admissao (para as bombas de 7 pistdes) e trés cilindros ligados & linha de pressdo, en- quanto que um dos cilindros se encontra no PMB ou no PMA. Na figura I-53 vimos com maiores detalhes a figura de um bomba a pistao com seu funcionamento interno e o movimento dos pistdes. A bomba na ilustragdo consiste de um bloco de cilindros, um con- junto de pistoes e comando,instalados em seu alojamento. Na parte superior encontram-se instalados os portes de entrada e safda, que sao fixados respec- tivamente sébre o conjunto de pistdes e cllindros, no corpo da bomba. 1-59 HIDRAULICA DE AVIAGAO Uma rotagao do blsco Figura I-53 - BOMBA VICKERS DE SETE PISTOES O conjunto de actonamento da bomba é conectado por hastes aos pistées. As hastes de conecgdo sido fixadas 4 face do eixo principal de coman d) por intermedio de uma (ball socket) junta universal esférica. Um junta ur versal déste mesmo tipo é empregado no outro lado, onde se processa a ligagdo enire a haste e o pistdo, isto permite que quando o eixo principal vira, também gire o conjunto do cilindro, DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO Quando os pisides. 0 e1xo de comando eo bloco de cilindros forem instalados, cada pistdo ¢ inserido no seu respectivo cilindro do bloco de cilin ~ dros. Quando todos os pisioes se enconirem instaladosno bloco de cilindros, pode-se observar o angulo formado coma face do eixo de comando. —_Q conjun- to de pistoes e bloco de cilindros sao movimentados por uma forga externa de acionamento atraves do e1xo de comando. _O conjunto de cilindros é forgado a girar na mesma velocidade do eixo e os pistoes porque se encontram conecta- dos pela junta universal Devido ao dngulo formado entre o conjunto de cilin- dros e a face do eixo de comando @ que a bomba consegue efetuar o tempo de admissao e o de compressao. isto é, succionando o fiuido mdraulico do reser- vatério e transferindo-o para o sistema de f6rga. Na parte inferior encontramos um porte que se destina a coletar possfveis vazamentos provenientes do eixg, éste porte € denominado de Dre- no. Um sistema de retentores evila vazamen'os, pelo exo de comando. Quando 0 elxo gira provoca a rotagdo do acaplamento mecanico ti po universal o qual é basicamente rigido ao eixo de comando atraves dos termi. nais flexfveis em ambas as extremidades, Este sistema universal de aciona mento encontra-se ligado ao conyunto de cilindros (bloco de cilindros), por isso, téda vez que a junta gira, o bloco de cilindros é arrastado simultaneamente. A movimentago do bloco de cilindros, em fungao do movimento do eixo de comando. provoca a depressao na linha de sucgao que se encontra liga da ao reservatério donde provem o fluido hidraulico, quando no tempo de admis- sao e apds éste ciclo @ ele bombeado para o sistema, quando no tempo de com- pressio. BOMBA DE FLUXO VARIAVEL A bomba de fluxo variavel, tambem chamada de variagao de volu- , obtém seu nome pelo fato de que ela incorpora um mecanismo 0 qual auto maticamente aumenta o volume do fluido quando as unidades se contram funcio- nando e diminui 0 volume quando as unidades se encontram paradas, isto é, for nece uma quantidade de fluido conforme as necessidades do sistema, mantendo a pressdo constante durante a variagao de fluxo. mi 1-61 HIDRAULICA DE AVIACAO Este tipo de bomba possui, no seu prépric corpo, uma valvula de seguranga que protege o sistema evitando que a pressdo atinja um valor mui- to alto o regulador de pressao tambem nesse caso € eliminado. sendoo seu trabalho efetuado pelo proprio mecanismo automilico, / Uma das formas do tipo de bomba de fluxo varidvel é similar & bomba comum do tipo pistao. Convém lembrar porém queo sistema de pistoes e cilindros da bomba a pistdo mantém constaniemente uma distancia cer ta do centro, ou seja. da face do eixo de acionamenio e que a Hberagao do flui do para o sistema depende exclusivamente do arguio formado entre a face do eixo de comando e o bloco de cilindros. / A bomba de fluxo variavel queé relativamente igual 4 bomba a pis 120, prove meios de variagdo do angulo entre o eixo de comando e o bloco de ci- lindros, variando desta forma 9 valor volumétrica liberado pela bomba por vol ta efetuada. O biog, cilindros, nesse tipo de bomba, é montado em um siste ma denominado del cujo funcionamento permite a modificagao de angulo, portanto variando o fluxo ou a cilindrada da bomba. A variagao do angulo @ conseguida por intermédio de um mecanis- mo préprio denominado de "governador'' que funciona em fungao da pressao do sistema como nds sabemos que a pressdo é diretamenie vnculada 4 diminuigao de fluxo, portanto se houver uma queda de presséo, a bomba aumenia 0 fluxo e, quando ocorre um aumento de pressdo a bomba diminui de fluxo (nota: quando dizemos queda de pressao queremos dizer tendéncia A queda de pressao). A diferenga existente en're a bomba do tipo pistdo e a bomba de flu varidvel 6 que uma ndo possui variagdo de dngulo ea outra pode variar de acdrdo com as necessidades do sistema Manutengao e Inspegdao das Bombas Mecanicas Se uma bomba é fornecida pelo estoque completamente cheia de dleo (de estocagem), @ importante que éste fluido seja removido e a bomba novamen- te limpa antes de ser instalada, Muitos solventes sio empregados na limpe- sa de bombas; e elas sao lavadas trés ou quatro vézes com o mesmo tipo de flui do hidraulico empregado no sistema do avido. _Na primeira inspegdo periodi- ca, a bomba é removida e verificada, a liberdade de movimento de suas partes moveis manualmente Se houver uma resisténcia muito grande quando ao tes- te é efetuado com a mao, a bomba deve ser substitufda. Os parafusos de mon- tagem tambem sao inspecionados nessa primeira inspegdo. Numa troca re- gular de motor a bomba acoplada no carter de acessérios é removida para ser efetuado o "overhaul isso no caso da bomba ter sido instalada o tempo suficien te previsto pelo fabricante para que se faga a inspegdo geral (overhaul). Isto 1-62 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO DE AVIAGAO CRUZEIRO HIDRAULI normalmente € considerado rete feral s dos fabricantes pres- crevem os detalles que devem “er cplicados a cuda tipo de bomba. Causas de Falhas nas Bombas Mecdnicas Partfeulas Abra stas partfculas no interior do sistema, misturadas ao fluido hidraulico, sido as responsdveis pelo exceesivo desgaste e pelo superaquecimento da bomba. Ela provoca o desgaste das partes moveis e a falha do eixo de comando ou do seu acoplamento ao motor. A forma usual pa~ ra eliminar a contaminagao de partfculas abrasivas nos sistemag hidraulicos @ a lavagem total de todos os tubos e das unidades mdveis e eliminar a possibilidade de que mais tarde venha novamente o sistema contaminar-se, filtrando o fluido hidrdulico no reservatério. ' Coluna de Ar (air lock) - E causado pelo baixo nivel de fluido hi- draulico no. reservatorio ou por ar admitido para o interior da linha de suegao de suprimento da bomba O fendmeno provoca a grimpagem da bomba, isto é, de suas partes méveis porque nao é perfeitamente lubrificada. Isto é facil de entender, se relembrarmos que o fluido hidraulico nao s6 é empregado pdra transmitir a pressao de operagdo mas também lubrifica as unidades através das quais ele flui. Para evitar a formagdo de ar na linha é necessdrio dar maior atengdo a desconexao de tubos ou possiveis vazamentos, que em se tratando de linha de allmentagao. podera perfeitamente condwirar do exterior para o interior do tubo. Para fugir 4 possibilidade de formagao de ar na linha de suegdo @ necessario que seja regularmente verificado o nfvel de fluido no reservatorio. Normalmente ha em cada reservatsrio indicadores de nfvel na parte externa que permite uma acurada leitura da quantidade de fluido constante no seu interior. Quando, 0 sistema nao possui um indicador, avides mais antigos, entao torna- -se necessario o uso de uma régua ou outro qualquer meio de verificagao de nf- vel. Quando ha um filtro ao 1 de abastecimento do recervatério, seu reabastecimento torna-se demasiado lento devido \ filtragem, era alguns casos pode ocorrer que 9 fluido hidraulico seja entornads se 11> procedermos com os devidos cuidados. Nao se deve de maneira algun: remover 9 filtro de abaste- cimento para provocur um reabastecimento mais ripivo sob pena ¢2virmos a contaminar o sistema com partfeulas abrazivae ou corpas ectra 9. 19 sistema que podem provocar sérios danos }4 vistos anteriormente. 1-63 HIDRAULICA DE AVIAGAO Pesquisa e Remogao de Panes das Bombas Mecdnicas Problema Causa Provavel Solugdes Bomba nao transfere 0 fluido Bomba nao se encontra gi rando na diregdo indicada pela flecha do prato de ro tagdo. Baixo nfvel de fluido no reservatorio, Obstrugdo na linha de suc ¢4o ~ (admissao). Vazamento de ar para a Unha de alimentagao. Fluido inapropriado. Quebra do eixo da bomba ou de partes méveis. Eixo da bomba com o pino cizalhado. Se a bomba estiver sendo acionada por um motor elé| trico, @ possivel que tenhd havido ou haja_uma inver - sdo das conexdes elétrica que prové uma correta di- regao de rotacao. Adicionar 0 fluido reco - mendado até ser atingido o nfvel ideal, Desobstruir a linha de ad- missdo permitindo um flu xo livre. Eliminar todos os possf- veis vazamentos através das Linhas e das conexdes, Substituf-lo pelo de espe- cificagao apropriada Repor, se possivel, as par tes danificadas. Remover a bomba e repor a parte danificada exami- nando quanto & causa. |Bomba nao desenvolve |suficiente pressdo. | Bomba nao transfere flui- do por qualquer das ra - z6es acima. Valvula de seguranga ou de alfvio abrindocom pres sao indevida. Vazamentos nos cilindros de contréle hidraulico (valvula ou eilindros}. Superficie de valvulas des gastadas por abrazivos (part{culas) Use as solugdes acima mencionadas. Verificar instrugdes s3- bre esta valvula. Bloquear a pressao atras da vilvula de seguranga, verificar onde se proces- sa 0 vazamento da pres- sao e elimina-la. Substituir a vdlvula ou re- pé-la com partes novas. 1-64 t VARIG DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENGAO HIDRAULICA DE AVIAGAO of CRUZEIRO Problema Causa Provavel Solugdes Ar no sistema hidrau lico T | Provavei vazamento de ar | exterior para o sistema através das conexdes da bomba Passagem de ar junta ao | retentor de vedagdo do | eixe da bomba, | Béthas de ar no interior do fiuido. Suspiro do reservatério | obs:rufdo. Fluido hidrauiico inapro priado. Reaperta-lo ou substituf- lo. Repér o rolamento (supe- rior! ou o pé de valvula, para manter pressdo su- ficiente na calxa Tédas devem estar abai- xo do nfvel do fluido e bem| separada da linha de ali - meniagao. Deve ser aberto pelo por- te ou pelo filtro de ar Jsar o fiuido conforme es pecificagao Vazamento externo J | | | | | | | | | | Retenior do eixo danifi- cado. | Prato -vaivula) 0 aloya~ mento do rolamentoou des gasie da gaxeia. “L Repér o retentor do eixo. Remové-lo para substi- luir a gaxeta. CARACTERISTICAS GERAIS DAS BOMBAS MECAN . As bombas mecdnicas (engrenagens, pistio, palhetas. Srgdos essenciais hidraulicos sistema hidrdulico. cidade. Atualmente pressdes altas como 3.000 PSI Elas sdo responsaveis pela pressu As bombas do itpo pistdo geralmente sfio de maior capa~ etc.) sido izagdo do do empregadas em bora as pressdes de funcionamento de muifas bombas mecénicas, no passado, tenham sido entre 700 PSI a 1. 500 PSt. HIDRAULICA DE AVIAGAO A grande maioria das bombas mecanicas operadas pelos motores dos avides, possuem um pino de cizalhamento incorporado ao mecanismo de acionamento com a finalidade de desacoplar a bomba quando por falha do re- gulador ou da valvula de controle, a pressao tende a atingir valores muito altos. Geralmente as bombas pequenas absorvem cérca de 11/2 HP em sua carga total, enquanto que bombas maiores podem absorver 23 ou mais HPs, em suas respectivas cargas maximas Muitos dos sistemas hidrdulicos empregam uma, duas ou mais bom bas para atender as suas necessidades. Ha inclusive alguns que, devido ao seu eomplexo sistema de comands possuem varios sistemas completamente separa- dos e atuando de tal forma que quando ha uma pane em um déles, 0 outro pode substitui-lo sem problema maior. AS PUNGOES DAS BOMBAS MECANICAS Alguns sistemas possuem bombas operadas elétricamente, com a finalidade de suprir as bombas mecanicas que se encontram instaladas nos mo- tores dos avises. Normalmente isto pode ocorrer quando o reservatério se encontra em nivel inferior ao da bomba mecdnica. Em muitos avides, a bom ba elétrica é responsdvel pelo acionamento do sistema auxiliar que alimenta al- gumus pequenas unidades, enquanto ao sistema principal cabe a responsabili - dade de suprir maior quantidades de unidades. Eventualmente, em caso de pane da bomba meesiniea, ou teste de lo. € utilizada a bomba elétrica. unidades no ss BOMBAS MANUAIS Apresentagiio e usos das bombas Manuais. Quase todos os avides possuem bombas manuais para operar um sistema de emergéncia, servindo ainda como fonte de pressao para testes de unidades no solo. FICACAO. . T6das as bombas manuais sao classificadas em dois grandes gru- pos (1) Bombas de agdo simples e (2) Bombas de agdo dupla. A bomba de agdo simples @ aquela que transfere uma porgao de fluido por cada cicld quanto a bomba de ago dupla transfere duas porgdes por cada ciclo. 1-68 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO HIDRAULICA DE AVIAGAO. VARIG mae CRUZEIRO BOMBA DE ACAO SIMPLES Uma tipica bomba de agao simples possui um pistao um cilindro, uma alavanca de operagdo e duas valvulas unidirecionais, Um _ de seus por- tes € ligado ao reservatorio e 0 outro ao sistema. Quando 0 pistao ¢ movido na diregdo da fixagdo da alavanca de operagdo, 0 fluido flui do reservatorio pa- ra a bomba, passando através de uma das valvulas unidirecionais. Quando o pis'ao @ movido no sentido inverso ao primeiro o fluido forga a passagem atra- ves da outra valvula unidirecional que entdo é aberta, indoao sistema de pressao. como podemos ver para dois movimentos da alavanca jemos somente uma por - a9 de fluido liberado pela bomba. _ princfpio de funcionamento da bomba de ado simples ja foi visto. quando examinados os esquemas basicos nas figuras 1-44 e 1-48 na sua ordem de desenvolvimento A bomba de agdo simples @ mutio pouco em pregada nos sisten hidraulicos dos avioes. 7 BOMBA DE AGAO DUPLA Orificro Oriffeto 4 Figura I-54 - VISTA EM CORTE DE UMA BOMBA MANUAL DE ARRIAMENTO DE EMERGENCIA DO TREM HIDRAULICA DE AVIAGAO A figura I-54 mostra uma vista em corte de um esbdgo em que se encontra representado uma bomba do tipo pistio. Sua fungdo éa de prover © suprimento de fluido sob pressdo no evento de falha do sistema normal. Um reservatorio auxiliar normalmente, possuindo uma pequena quantidade de flui- do do reservatorio principal, por gravidade supre a bomba. A bomba manual apresentada na figura 1-54 possui: pistdo (1) de agao dupla, que produz pressdo em ambos movimentos da alavanca de aciona - mento. 0 fluido proveniente do reservatério entra pelo porte "A" cuja valvula unidirecional do tipo palheta; (2) se encontra aberta € admitida na camata da bomba em apenas um movimento da alavanca. no movimento oposto, .o fluido pas sa através dos oriffcios do pistao, (3) e é forgado para a linha de pressio do sistema pélo porte "B". A haste do pistao @ vedada por uma luva contendo anéis de borracha (5 e 6) "pak- ing rings". No outro lado da haste do pistao (7) @ fixado ao comando angular da alavanea (8), e 0 pistio € movido para frente ou para trds, conforme a alavan ca de comando for movida. Se esta bomba manual falha ao operar é sianl que o reparo do pis- tao ou uma das valvulas unidirecionais (2) da figura I-54 esta defeituosa. Se a alavanca de comando pode ser movida para frente ou para tras facilmente é provavel que o vazamento seja a causa do problema. A unidade deve ser en- tao removida para revisao geral ou substituida. . _ Sea bomba se torna diffeil de operar mas fornece fluido sob pres sao, 0 pistdo ou a haste do pistao encontra-se pegajoso, ou talvés a ligagao en- tre o comando angular e a haste do pistio esteja muito apertada. A ligagao de ve ser aliviada para a sua correta condigao. No caso dessas solugoes falharem, o problema podera ser rio pistao ou na haste. entdo necessdrio a remogao da unidade para revisdo geral ou reposigiio. A figura I-55 apresenta uma bomba do tipo pistdo duplo. ste tt po de bomba consiste em um cilindro, um pistao carretel perfilado com duas unidirecionais (1 e 2), uma alavanca de operagao e duas outras valvulas unidire- cionais (3 e 4), flurdo flui do reservatério ao centro do pistao carretel per- filado. Quando o pistao se move na diregdo direita do desenho, a vilvula uni- direcional (1) fecha-se e 0 fluidoesob pressao é forgado para fora da valvula(4) para o interior do sistema. Enquanto isto acontece, a valvula unidirecional (3) @ mantida fechada pela pressdo, e 0 fluido vindo do reservatério flui através da unidirecional (2), indo alimentar a parte esquerda do desenho. Quando o pistdo se move na direcao esquerda, a valvula (2) é fechada e o fluido é forgado através da valvula unidirecional (3) para o sistema. 1-68 DIRETORIA TECNICA \ TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO Safda para a Bieta linha de Valvula Retentora 2 Val. Retents Tcomunicagas com o reser vatério Piguea 1-55 - ESBOGO DE UMA BOMBA DO TIPO PISTAO CARRETEL Ao mesmo tempo, a vAlvula unidirecional (4) é@ fecida e o fluido flui para a cimara localizada do lado direito do desenho através da valvula uni- direcional (1) ota bomba € também chamada de bomba de dupla agado porque para dois movimentos da alavanca de comando, fornece dus porgdes de fluido, isto €, para cads ciclo o sistema é pressurizado duas vé Um outro tipo de bomba de dupla a 9 (manurl) é u do tipo pistio- -haste ilustrada na figura 1-56 Esta bomiba coi ste em um cilindro, uma haste pistio contendo uma valvula unidirecional "A", uma alavanca de cominds e wis valvula unidire- cional "B". 1-69 HIDRAULICA DE AVIAGAO Porte de safda Porte de entra-» da Va! rula B Valvula A Figura 1-56 - BOMBA PISTAO-HASTE Na figura 1-56 podemos examinar um desenho da bomba que nos p' pomos estudar. Quando 0 pistdo é movido para a esquerda da ilustracao, a val vula '"B" é fechada, a pressao que se estabelece no fluido provoca a abertura da valvula "A" e entao 0 fluido € admitido atrds do pistao. Comoa drea atras do pistao @ menor que a da frente, parte do fluido é entao expulso para a linha de pressao pelo porte de safda. Se o pistio for movimentado agora para a di- reita, o fluido hidrdulico contido ou remanescente atris do pistio é expulso pa- ra linha de presséo, av mesmo tempo a valvula umidirecional '"'B" abre e o flu- do proveniente do reservatério se estabelece no lado esquerdo do desenho. Co- mo acabamos de ver isto @ 140 s>mente uma outra forma de apresentagao de ou- tra bomba de dupla agao, que da mesma forma também funciona INSPECAO E MANUTENGAO DAS BOMBAS MANUAIS As bombas manuais sao examinadas em suas condigdes gerais de eficiéncia na operagao em intervaios regulares Se opera por demais ficilmen te é sinal de algum vazamento interno. Se faiha totalmente, pode ocorrer que esteja vazando também a valvula, ou a propria montagem do pistdo esteja defei - juosa Se opera, mas sdmente com mutta dificuldade, pode estar acontecendo 70 DIRETORIA TECNICA TREINAMENTO DE MANUTENCAO VARIG HIDRAULICA DE AVIAGAO CRUZEIRO que 6 pistdo ou a haste do pista encontrem-se trancando ou ae necessi- tando dos necessirios ajustes. Estes problemas, bem como suas solugdes fo ram anteriormente explanados quando nos referimos & figura I-54. Se bem que a bomba apresentada nesta figura nao seja idéntica a tédas existentes, os pro- cessos de pesquisas de panes e eliminagdo obedecem até certo ponto a uma re- gra comum. Normalmente as bombas manuais ndo sio removidas por ocasiao da substituigao regular dos motores, se ela tiver menos do que 100 horas de servico; por outro lado. ela pode ser removida ou também substitufda para re- visdo geral téda vez que o motor @ removido. Nos sabemos, entretanto, que a bomba manual nada tem a ver com o motor e nem com seu carter de acess6- rios, mas serve apenas como uma base para o controle de manutengao da bom ba manual. Este sistema de contréle é largamente empregado em emprésas que nao possuem um sistema de controle-perfeito, porém nao e o caso seme - Jhante no nosso setor de trabalho, porque possuimos um contréle geral sobre todas as unidades. sia relagdo existente entre a revisdo geral do motor com a da bomba manual, provavelmenie prende-se ao fato de que também a bomba meca nica é usualmente revisada em tdda troca do motor UNIDADES ATUADORAS Cilindros Atuadores A principal finajidade de um cilindro atuador @ a de transformar energia em forma de fluxo de fluido sob pressaoem forga mecdnica, ou em agao, para a execugdo de um trabalho. Eles sdo empregados para provocar © movimento linear em muitos mecanismo: O cilindro de uma umdade atuadora é montado a esta através da haste do pistao, ou entao, pelo proprio corpo, através de um sistema de aco- plamento mecanico que permite a ligagao do cilindro 4 unidade que se destina acionar por um lado e por outro lado, 4 estrutura do avido. Alguns cilindros atuadores recebem uma variedade muito grande de nomes e éstes nomes si0 na maioria das vézes, de acérdo com a fungao do trabalho que executam e, em alguns casos adquirem o nome que por uma razdo ou outra tornou-se popular , exemplo disso: podemos dizer "0 MACACO nao esta muito bom" - quando, em verdade "0 MACACO" nao é nada senao um cilindro atuador. I-71 HIDRAULICA DE AVIAGAO Para maior claresa usaremos neste capitulo, o térmo de cilin- dro atuador, unidade que recebe pressao proveniente de uma seletora « qual se enconira conectada e possibilita a movimentagao de uma unidade qualquer no aviao. Um tfpico cilindro atuador consiste fundamentalmente em um ou mais pistdes. hastes do pistdo, ea necess4ria vedagdo para prevenir uma pro vavel fuga de fluido hidraulico. Muitos dos cilindros atuadores sao de agao du pla, isto &, 0 fluido sob presséo pode ser aplicado em qualquer dos lados do pistao para prover movimento em qualquer diregio. —_Entretanto, o cilindra atuador de ACAO SIMPLES, que prové movimento somente em um sentido, é muilas das vezes empregado para atuar os freios, ou ainda nos avides milita~ res, nos cabides de bombas. Os cilindros atuadores variam de comprimento e de didmetro, de pendendo do curso requerido e da férga desejada, " Por exemplo, um cilindro atuador de um trem de pouso pode desenvolver uma férga, para a qual foi cons- trafdo de 4. 500 kg ou mais, poderd ter uma haste de 50cm ou mais de compri metio, Se a pressao do Orificio 2 Para 0 cilindro atuador