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Resumo para a prova de SMC (Sociedade, meio-ambiente e cidadania)

Qual é a relação entre a sociedade e o meio-ambiente (localmente e globalmente) e quais são as causas e as consequências dos problemas socioambientais contemporâneos?

Pressões: Quais atividades e processos associados às atividades humanas causam alterações importantes no meio ambiente? Impactos: Quais alterações positivas ou negativas as atividades e os processos da sociedade geram no meio ambiente ou nos humanos? Respostas: O que (ações ou mecanismos) a própria sociedade está fazendo ou poderia fazer para alterar este quadro de alterações sobre o meio ambiente?

Obsolescência planejada: Quando um produto lançado no mercado se torna inutilizável ou obsoleto em um período de tempo relativamente curto de forma proposital. Obsolescência percebida: Quando o produtor lança uma nova versão mais atraente do produto e o consumidor é induzido a comprar a nova versão, mesmo quando o modelo antigo continua operacional. Impactos sinergísticos: Sinergismo é a ação combinada entre dois ou mais fatores que contribuem para o resultado final de um processo ou atuação. Externalidades: São os efeitos laterais de uma decisão sobre aqueles que não participaram dela. Geralmente refere-se à produção ou consumo de bens ou serviços sobre terceiros, que não estão diretamente envolvidos com a atividade.

Meio-ambiente: É a complexa realidade resultante da interação da sociedade com os demais componentes do mundo natural. É um conceito amplo, multifacetado e maleável.

Atividades humanas afetam o estado do meio ambiente que, por sua vez, pode afetar as pessoas.

Aspectos envolvidos: Sociais, institucionais, econômicos e biológicos/físicos/químicos.

Metodologia DPSIR: Driving forces, Pressure, State, Impacts, Responses

Pressão:

- Elementos oriundos das atividades humanas.

- Forças que provocam transformação dos sistemas ambientais naturais.

- Causas diretas dos problemas socioambientais.

Impactos:

- Consequências ou resultados das pressões sobre o estado/qualidade do meio ambiente e da saúde humana.

- Qualquer alteração ambiental, prejudicial ou benéfica, total ou parcialmente resultante das atividades humanas.

Respostas:

- Ações ou estratégias da sociedade para mitigar ou solucionar impactos ambientais derivados de causa antrópica.

- Visam mediar as relações existentes entre as pressões e os impactos sobre o estado/qualidade do meio ambiente. Podem ser instituições formais ou instituições tradicionais (ou não-formalizadas).

Degradação em pequena escala ocorreu ao longo da história (desde a pré-história). Em alguns casos, a escala foi significativa em termos espaciais ou os efeitos foram severos, como, por exemplo, a extinção da megafauna, assim como a exploração e a degradação do meio-ambiente pelos sumérios e pelos habitantes da Ilha de Páscoa.

Por que a espécie humana degrada e outras espécies não? A diferença está na dependência dos recursos naturais? A diferença está na lógica da tomada de decisões em relação aos recursos?

1) A relação não é apenas ecológica, mas mediada pela cultura e por relações sociais. 2) Condições materiais dificilmente são resultado apenas de limitações ambientais e tecnológicas. 3) Conquistamos vários ambientes por adaptações culturais, transformando o meio a nosso favor para aumentar a disponibilidade de recursos, e estabelecendo formas diferentes de organização social para o uso de recursos. 4) O comportamento e a adaptação também dependem do contexto histórico, consequentemente, grupos adaptam-se de maneiras diferentes ao mesmo ambiente. 5) O comportamento é irregular (submetidas aos mesmos dilemas, sociedades agem de formas diferentes). 6) Homens também atribuem valor aos ambientes e seus produtos.

Resumidamente, nas demais espécies, as decisões são baseadas nos riscos e benefícios; o comportamento é regular; e a adaptação é somente biológica. Já na espécie humana, as decisões são baseadas não apenas nos riscos e benefícios, mas também na história, no aprendizado, na cultura e nas relações sociais; o comportamento é irregular, pois depende da aprendizagem e da cultura; e a adaptação não é apenas biológica, mas também cultural.

Por que sociedades tomam decisões desastrosas? 1) Falta de capacidade de prever o problema, por não terem experiência prévia, ou terem, mas não registrada. 2) Falta de capacidade de perceber o problema, por serem imperceptíveis, possuírem uma tendência lenta, ou porque o responsável pelas decisões está longe do problema. 3) Falta de capacidade de lidar com o problema após percebê-lo, determinada por comportamentos racionais ou irracionais.

Caçadores-coletores:

- Alimentação: Forrageio de alimentos selvagens, obtidos através da coleta, da caça e da pesca.

- Grupos pequenos (parentes) e baixa densidade populacional (pouco alimento).

- Pouca divisão de trabalho no mesmo sexo e alta entre os sexos, como a caça.

- Flexibilidade: unidades sociais fluídas para adaptarem-se às mudanças sazonais e anuais.

- Poucos artefatos.

- Menor valor a posses que aqueles sedentários, portanto, mais igualitários.

- Consideram-se parte integrante do mundo natural.

- Acreditam na fusão do homem com o mundo natural.

- Menor manipulação ambiental, embora tenham causado a extinção da megafauna.

- Atualmente, praticamente extintos ou transformados.

Pastoralistas:

- Dependência de pastoreio de animais domesticados, como fonte de alimento e outros recursos.

- Densidade populacional maior que a dos caçadores-coletores, mas ainda relativamente baixa.

- Maior divisão do trabalho entre o mesmo sexo.

- Sociedade um pouco menos igualitária.

- Carregam mais bens, devido à ajuda dos animais, e, portanto, conseguem acumular e se diferenciar.

- Mais sedentários.

- Cultivam e trocam mercadorias.

- Possuem uma diversidade cultural.

- Deuses e mitologia passam a ter face humana, mas animais ainda são importantes.

- Sacrifícios animais são comuns.

- Causam maiores impactos, pois os animais domésticos passam a competir com a fauna silvestre, além da transformação da vegetação nos campos.

Horticultores:

- Agricultura de subsistência: ferramentas e técnicas simples.

- Roças menores e pousio.

- Roçados caracterizados pela diversidade, que tentam mimetizar florestas.

- Densidades populacionais maiores.

- Pouca especialização de trabalho no mesmo sexo, mas já existente.

- Existência de hierarquia e maior organização social.

- Encontram-se em ambientes diversos.

- Maior manipulação do ambiente e maior densidade populacional, resultando em impactos maiores.

- Animais ainda têm papel importante na mitologia, embora associados a deus específicos.

Agricultura intensiva:

- Dividida em 2 tipos: agricultura intensiva em trabalho (tradicional e pré-industrial) e agricultura subsidiada (pós-industrial). Possuem um mesmo fator comum: o uso intensivo da terra.

- Incrementos populacionais significativos e altas densidades.

- Sociedades hierárquicas e estratificadas.

- Divisão do trabalho e especialização.

- Agricultura mais eficiente, liberando pessoas para desenvolvimento artístico e cultural.

- Apropriação por elites ou poderes colonialistas.

- Transformação mais radical do meio-ambiente, causada, entre muitos fatores, pelo grande aumento populacional.

- Especialização e dependência de poucos produtos.

- Controlam e manipulam o ambiente, por isso, religião e crença estão geralmente separados da natureza e deuses são entidades abstratas.

Razões que explicam a exaustão de recursos naturais na sociedade contemporânea:Crescimento populacional e mudanças no padrão de produção e de consumo, causadas pelo capitalismo e pelo industrialismo.

Taxa de crescimento populacional = (taxa de natalidade + imigração) - (taxa de mortalidade

+ emigração) / Tamanho populacional

Crescimento populacional - Absoluto Taxa de crescimento - Relativo

Taxa é o crescimento relativo e/ou a velocidade de crescimento e não o aumento no número.

Malthus: Alimento cresce em PA e população cresce em PG. Se não houver controle populacional haverá fome e miséria. Paul Ehrlich: Nos anos 70 e 80, milhões de pessoas morrerão de fome, pois a produção de alimentos não acompanhará o crescimento populacional - A bomba populacional. Donella Meadows e Clube de Roma: Uma catástrofe econômica se seguirá por falta de recursos. Os nascimentos caem, porém as mortes caem mais ainda - Limites ao crescimento.

A bomba populacional não se confirmou, em parte, devido à estabilização prevista - A taxa

de crescimento da população passa a diminuir a partir de 1960. Porém, a estabilização está

prevista apenas para 2100 ou depois disso, e já estamos acima do limite da capacidade de reposição dos recursos.

Entre as razões que explicam o porquê da bomba populacional não ter explodido estão:

- Revolução verde: aumentou a produção de alimentos.

- Saúde: planejamento familiar, pílula, envelhecimento da população.

- Socioeconômicas:mulher entra no mercado de trabalho e tem menos filhos.

- Urbanização: muitos filhos para trabalho braçal da agricultura não são mais necessários.

- Culturais: papel da mulher na sociedade e sua educação. Mulheres mais educadas possuem um melhor cuidado com a saúde, casam mais tarde e fazem um

planejamento familiar, consequentemente, a probabilidade de seus filhos sobreviverem à infância aumenta.

Padrões de produção e consumo são insustentáveis, ou seja, mesmo que a população se estabilize, recursos serão exauridos. É aí que entra o papel do capitalismo e industrialismo na sociedade contemporânea.

Capitalismo: Influência ou predomínio do capital, do dinheiro. A condição de possuir capital. Existem várias definições de capitalismo. Entre as características do capitalismo estão: propriedade privada dos meios de produção; mercado livre que determina os preços; e lucro.

Industrialização

- Expansão da produção, resultante da divisão social do trabalho e do advento das máquinas.

- Criação e identificação de novas necessidades para ampliar o mercado e o lucro.

- Diversificação e diminuição da qualidade, como uma vida útil menor dos produtos, permitindo uma rotação mais rápida.

Privatizar é a solução para os problemas ambientais?

- Sim: Privatizar pode funcionar em alguns casos, como licenças de pesca por quota e mercado de carbono.

- Não: Apropria-se do bem para benefício privado. Esgota o recurso, obtém lucro e investe em outro local ou atividade.

Existem duas estratégias de redução de custos, a primeira, adotada quando os recursos naturais não têm preço, é avançar sobre os recursos, já a segunda, adotada quando os recursos possuem preço, é aumentar a velocidade de rotação e/ou aumentar a produção.

Diferenças entre forças depredatórias não-capitalistas e capitalistas:

- Não-capitalistas: limite é a satisfação de uma necessidade; produção aumenta lentamente dependendo do crescimento populacional e da técnica; parco desenvolvimentos das forças produtivas; amplitude local ou no máximo regional dos impactos.

- Capitalistas: Produção não tem limite e aumenta exponencialmente, assim como o consumo. Grande desenvolvimento das forças produtivas e amplitude mundial dos problemas.

Pegada ecológica: Calcula o quanto de recursos da natureza utilizamos para sustentar nosso estilo de vida. O cálculo considera a área necessária da Terra (biocapacidade) para oferecer e renovar seus recursos, e absorver os resíduos que geramos.

Ecossistema: Um local ou uma comunidade de plantas, animais e microorganismo ligados pelo fluxo de energia e nutrientes, e que interagem entre si e com o meio físico como uma unidade funcional. Podem ser de qualquer tamanho. Os limites dependem da questão e do objetivo do estudo.

Nos últimos 50 anos, houve uma transformação mais rápida e extensiva dos ecossistemas do que em outros períodos históricos. Hoje em dia, essa transformação é mais rápida nos países que estão em desenvolvimento.As mudanças são substanciais e, muitas vezes, irreversíveis.

Tipos de mudanças mais importante nos ecossistemas:

- Conversão de ecossistemas, alterando sua composição, estrutura e função. Ex:

Agropecuária, manguezais, recursos hídricos, e recifes de corais.

- Mudanças nos ciclos biogeoquímicos (ciclos ou caminhos por meio dos quais elementos químicos transitam entre os componentes bióticos e abióticos do planeta). Ex: ciclo do nitrogênio e do carbono (que gera mudanças climáticas).

- Diversidade biológica.Ex: Perda de espécies/extinções, e introdução de novas espécies, causando a extinção das espécies locais.

Serviços ecossistêmicos ou ambientais: São os benefícios, de diversos tipos, que as pessoas obtêm dos ecossistemas. Podem ser de provisão,reguladores,culturais ou de suporte.

Entre os serviços que foram afetados negativamente, estão: os serviços de provisão,como por exemplo, a pesca, que reduziu drasticamente o número de peixes; os serviços de regulação, como por exemplo, a regulação climática (o aumento da temperatura dos oceanos que ocasionou no aumento de furacões e ciclones, e a seca e o aumentos das temperaturas, que ocasionou no aumento do número de incêndios florestais); e os serviços culturais, como por exemplo, o lazer e o turismo.

Entre os serviços que foram afetados positivamente estão:os serviços de provisão (a produção de alimentos aumentou e os preços caíram).

Embora a grandes custos, as mudanças ambientais contribuíram para ganhos importantes em termos de bem-estar e de desenvolvimento econômico, não só financeiros, mas também na saúde e na taxa de mortalidade. Porém, a distribuição de ganhos e perdas não é equitativa, o nível de pobreza continua alto, as desigualdades aumentam, e os problemas ocasionados aos serviços ecossistêmicos podem diminuir os benefícios obtidos pelas gerações futuras.

Fatores que causam mudanças não-lineares:

- Aumento de trade-offs, como a relação entre a disponibilidade de água e a agricultura.

- Sinergia de efeitos: como a pesca, a poluição, as mudanças climáticas e as espécies invasoras que, ao mesmo tempo, causam mudanças abruptas e não-lineares.

Todos os fatores combinados reduzem a resiliência (propriedade de um sistema de retornar ao equilíbrio relativo após sofrer um distúrbio) de ecossistemas.

Serviços ambientais relacionados à saúde:

- Provisão(alimentos, medicamentos, ar e água)

- Regulação (doenças causadas pela falta de qualidade ambientais, e doenças emergentes e reemergentes)

A dependência da população de baixa renda (que normalmente habita zonas rurais) por recursos naturais é maior, visto que, por possuírem baixo poder aquisitivo, acabam extraindo da natureza e, portanto, sofrem mais com a degradação da base de recursos naturais, reduzindo fontes de proteína e a diversidade da alimentação, e piorando o padrão nutricional.

Muitos povos usam espécies locais como medicamentos. Além disso, a biodiversidade também permite descobrir novos medicamentos. Assim como medicamentos em grande parte se originam de compostos biológicos.

Muitas doenças são causadas pela degradação da água, do ar e do solo.

Problemas e doenças causadas pela poluição do ar: problemas respiratórios, hipertensão, anencefalia e câncer (externa); tabagismo e compostos voláteis (interna).

Doenças causadas pela poluição da água:cólera e leptospirose. Mortalidade infantil aumenta quando a qualidade da água é comprometida.

Doenças emergentes: doenças novas, que emergem por causa de transformações ambientais e sociais.

Fatores na base do surgimento de doenças emergentes:

- Ambientais: Desmatamento e comércio de animais silvestres

- Socioeconômicos:produção industrial de alimentos, produção de aves em escala industrial na Ásia, uso indiscriminado de antibióticos por humanos

- Superpopulação, cidades superpopulosas e vida em ambientes fechados

- Globalizaçãode mercado e turismo

Doenças reemergentes: Doenças que já se manifestaram no passado e haviam sido controladas, mas ressurgem por conta das mudanças e dos impactos ambientais atuais. Mudanças incluem: desmatamento, mudanças climáticas, lixo, urbanização e concentração de pessoas nas cidades.

Características da transição nutricional e epidemiológica:

- 50 anos atrás: doenças infecciosas predominam como causa de mortalidade; desnutrição predomina; mortalidade infantil alta; baixa expectativa de vida; disparidade entre países ricos e pobres

- Hoje: doenças crônicas predominam como causa de mortalidade; obesidade predomina; mortalidade infantil baixa; alta expectativa de vida; disparidade entre países reduzidas, mas continua entre ricos e pobres de um mesmo país.

Transição demográfica: menores taxas de natalidade e mortalidade, causam o envelhecimento da população e a taxa de fecundidade é reduzida.

No Brasil, reduziu-se a importância da desnutrição, porém ela ainda existe principalmente no norte (endêmica) e nordeste (epidêmica) e é mais importante no meio rural que no urbano. Ao mesmo tempo, aumenta a prevalência de obesidade e doenças crônicas, causada pela mudança nos padrões de consumo e modo de vida, além de mudanças ambientais.

Fatores na base da transição nutricional e epidemiológica:

- Mudanças econômicas:industrialização da produção alimentar e menor disponibilidade e maior preço de proteínas

- Sociais: entrada da mulher no mercado de trabalho (alimentação fora de casa)

- Científicas: vacinas e controle de doenças infecciosas

Razões para a superexploração de recursos comuns:

- Falta de informação:não se estabelece diálogo ou não se sabe que o recurso está se esgotando

- Falta de regras estabelecidas

- Efeito caronista: oportunista que não segue as regras, recebendo o benefício sem pagar por ele e sem ser submetido a sanções ou penalidades, o que leva frequentemente à degradação dos recursos quando estes são comuns (e não existem regulação interna ou externa)

Propriedades do bens:

- Exclusão: quando uma pessoa pode excluir outra pessoa de utilizar certo bem

- Rivalidade: quando a utilização de certo bem por uma pessoa diminui a possibilidade de outra pessoa utilizá-lo

Bens comuns são caracterizados por não-exclusão e por rivalidade. Na presença de demanda, acesso irrestrito pode causar super-exploração dos recursos.

Externalidades: o impacto não-compensado das ações de uma pessoa sobre o bem-estar de outra pessoa, pode ser tanto negativo quanto positivo.

Instituições: Limitações ou regras formais ou informais criadas para especificar o que é permitido ou proibido em determinada situação. O papel das instituições é alterar o sistema de incentivos e desincentivos de forma que os atores levem em consideração os efeitos sobre o uso dos recursos naturais em suas ações.

Existem quatro tipos de instituições: estatais, auto-regulação, mercado e comanejo.

Estado: O Estado deve definir as regras de uso e acesso aos recursos naturais, sendo a entidade máxima para regular os interesses individuais para alcançar o bem coletivo. Há duas formas mais comuns do papel do estado: regulação, que possibilita a previsão dos resultados, mas que necessita que a agência reguladora possua informações e monitore a

situação; e transformação em bem público, através da criação de áreas preservacionistas (natureza intocada) e conservacionistas (uso sustentável).

Auto-regulação: Os próprios usuários criam instituições sociais capazes de prevenir a degradação ambiental sem a necessidade de intervenção do Estado (Elinor Ostrom).

Comanejo: Combina regulação estatal com auto-regulação, através da gestão participativa, ou seja, a participação da sociedade civil na tomada de decisão e na implementação de programas e projetos. Entre os problemas desse modelo estão: a dificuldade de identificar todos os atores sociais e seus respectivos interesses, e envolvê-los igualmente nos processos de tomada de decisão, além de que as relações entre o Estado e os atores não-estatais nem sempre são de cooperação, mas muitas vezes conflituosas.

Mercado: O mercado livre funciona como instância reguladora, através de taxas, permissões ou quotas comercializáveis, certificações e pagamentos diretos.

Ecodesenvolvimento: Responde à problemática de harmonização dos objetivos sociais e econômicos do desenvolvimento. Com gestão ecologicamente prudente dos recursos e do meio.

Desenvolvimento sustentável: Desenvolvimento que responde às necessidades do presente, sem comprometer as possibilidades das gerações futuras satisfazerem as suas necessidades.

Crescimento X Desenvolvimento: Quando algo cresce fica maior, já quando algo se desenvolve torna-se diferente.

Desenvolvimento econômico: Processo histórico de acumulação de capital e de aumento da produtividade por que passa a economia de um país, levando ao crescimento da renda por habitante e à melhoria dos padrões de vida da população dos países.

PIB = Consumo + Investimentos + Gastos + Exportações - Importações. Mede o crescimento econômico, mas negligencia distribuição de benefícios e os impactos ambientais.

Tripé do desenvolvimento sustentável:desenvolvimento ecologicamente sustentável, socialmente justo e economicamente viável.

Características essenciais do desenvolvimento sustentável:

- Ambientalismo: conservação e manutenção da integridade dos recursos naturais

- Holismo ou integracionismo: refere-se a objetivos relativos aos sistemas ecológico, econômico e social

- Sistêmico: interdependência desses sistemas

- Equidade: intragerações e intergerações

Interseção

preservacionismo.

entre:

crescimento

econômico,

desenvolvimento

social

e

Estratégias ou respostas adotadas atualmente para ajudar a colocar o conceito em prática: Estratégias para cada setor (governo, empresas e consumidores) que procuram modificar os padrões de produção e consumo.

Ferramentas de análise, procedimentos, comunicação e políticas públicas. Análise do ciclo de vida: Acompanhar todo o ciclo de vida de bens e serviços. Ecodesign: Produzir algo a partir de um problema. Certificações: Programas voluntários em que certificadores independentes concedem selos segundo a performance ambiental, social e trabalhista dos produtores. Mudanças fiscais: Mudar cobrança de impostos para sobretaxar atividades impactantes e beneficiar aquelas que produzem impacto neutro ou benéficos.

Situação atual (aspectos negativos):

- Ganhos de produtividade e eficiência suplantados por aumentos na produção e no consumo desenfreado (efeito ricochete)

- Problemas dos processos de produção são melhor entendidos, mas falta entendimento e ações relacionados ao consumo de produtos

- Problemas ambientais pouco integrados em programas sociais e econômicos e vice-versa

Situação atual (aspectos positivos):

- Produção mais limpa em países mais ricos

- Novas oportunidades de negócios foram criadas em mercados verdes

- Consumo consciente aumentou

Maiores desafios:

- Necessidade de mudar o consumo (aspecto cultural)

- Dependência de caminho: tendência em usar tecnologias e processos bem conhecidos

- Mudanças são custosas

- Investimentos em pesquisa e desenvolvimento