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Isonomia e Equiparação Salarial

Ricardo Resende conceitua equiparação salarial como sendo “a
consagração do princípio da isonomia no âmbito da remuneração do
empregado, de forma de que empregados que exerçam simultaneamente a
mesma função, em benefício de um mesmo empregador, e na mesma
localidade, devem receber salários iguais”.
Como dito acima a equiparação salarial tem fundamento no principio
constitucional da isonomia, que determina o dever de tratar de forma igual os
iguais e de forma desigual os desiguais, na medida de suas desigualdades.
Vale a pena mencionar alguns artigos do Texto Constitucional e da
Consolidação das Leis do Trabalho que consagram a não discriminação:
Constituição Federal
Art. 5° Todos são iguais perante a lei, sem distinção de
qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,
nos termos seguintes:
I – homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos
termos desta Constituição;
(...)
Art. 7° São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem a melhoria de sua condição social:
(...)
XXX – proibição de diferença de salários, de exercício de
funções e de critério de admissão por motivo de sexo, idade,
cor ou estado civil;
(...)
Consolidação das Leis Trabalhistas

Nestes termos ambos os empregados devem exercer a mesma função. corresponderá igual salário. § 2º .Trabalho de igual valor. para os fins deste Capítulo. simultaneidade no exercício da função.. até dois anos de diferença de tempo de serviço na função. prestado ao mesmo empregador.O trabalhador readaptado em nova função por motivo de deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. nacionalidade ou idade.Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira. § 3º . (.No caso do parágrafo anterior. mesma localidade. mesma perfeição técnica. sem distinção de sexo.. não interessando a denominação do cargo. mesma produção. § 4º . será o que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica. mesma produtividade. sem distinção de sexo. e sim a função efetivamente desempenhada e devem ser empregados do mesmo empregador. 5° A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual. inexistência de plano de carreira homologado pelo TEM. entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. 461 Sendo idêntica a função. a todo trabalho de igual valor. as promoções deverão ser feitas alternadamente por merecimento e por antiguidade. mesmo empregador. Os trabalhadores também devem exercer suas funções em uma mesma área . hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de antiguidade e merecimento. dentro de cada categoria profissional.Art. § 1º . e. sendo eles: mesma função. Para que seja reconhecida a equiparação salarial são necessários a existência cumulativa de vários requisitos.) Art. na mesma localidade.

2015. . determinando que esta é parcial. Alguns fatos impedem a equiparação salarial. como a diferença de perfeição técnica. alcançando apenas as diferenças salariais vencidas no período de cinco anos que precedeu o ajuizamento da ação de equiparação salarial. O TST editou a súmula 6 que estabelece regras quanto a prescrição da pretensão à equiparação salarial. dentro da mesma região metropolitana. diferença de tempo de serviço. Ricardo. diferença de produtividade.geográfica. existência de quadro de carreira homologado pelo MTE e se o paradigma estiver em readaptação funcional. Direito do Trabalho Esquematizado. Rio de Janeiro: Forense. RESENDE. entende-se por mesma localidade a mesma cidade ou ainda cidades distintas.