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Relês – Transformadores – Motores (ART1384

)

Detalhes
Escrito por Newton C Braga
Existem alguns componentes eletrônicos que tem seu funcionamento baseado no campo magnético criado por uma ou
mais bobinas. Neste artigo vamos focalizar três desses componentes que, pela sua importância, devem ser bem
conhecidos de todos os praticantes da eletrônica e também da mecatrônica. Os relês, transformadores e motores são
componentes básicos dos projetos de mecatrônica e robótica além de poderem ser encontrados numa infinidade de
equipamentos comerciais, industriais e automotivos. Estes componentes podem ter as mais diversas funções e
aparências, mas o princípio de funcionamento ser sempre o mesmo.
Os três componentes que vamos analisar neste artigo têm u ponto em comum: uma ou mais bobinas de fio esmaltado
enrolada em torno de um núcleo de material ferroso.
Evidentemente, a finalidade destas bobinas é criar um campo magnético quando uma corrente as percorre, mas o que
vai ser feito com este campo magnético vai depender do que desejamos dos componentes, e aí está a principal
diferença.
Assim, ao analisarmos os três componentes citados num único artigo, o fazemos apenas pelo seu aspecto comum que
é a bobina e o campo, se bem que no fundo, eles sirvam para coisas completamente diferentes.

OS RELÊS
Um relê pode ser definido como um interruptor ou um comutador eletromecânico.
Na figura 1 temos a estrutura básica simplificada de um relê comum.

Estrutura básica de um relé.

Quando fazemos circular uma corrente pela sua bobina, é criado um forte campo magnético que torna o núcleo desta
bobina um eletroímã.
Este eletroimã atrai uma armadura móvel que possui conjuntos de contactos.
Com o movimento, os contactos encostam uns nos outros e um circuito externo pode ser fechado ou comutado,
conforme a maneira como estes contactos estejam montados.

quando o relê é acionado. circula corrente. o campo cessa e as armaduras. Na figura 2 temos os símbolos adotados para a representação de um relê. Mas além da possibilidade de fazermos isso. Assim. com total segurança. quando passa corrente pela sua bobina.Quando a corrente na bobina é interrompida. Uso: Podemos usar um relê para controlar correntes intensas a partir de circuitos de baixa tensão e baixas correntes. A corrente é interrompida. Isso significa que neste relê. Este relê pode ser usado como uma chave comutadora de 2 pólos x 2 posições. deixando de ser atraídas. pelos contactos acionados. os contactos estão abertos e o circuito interrompido. ou seja. quando não há corrente na bobina. como mostra a figura 3 podemos controlar um circuito de alta tensão (110V ou 220V) a partir de um circuito alimentado por baixa tensão de pilhas. Os contactos são estabelecidos quando a corrente circula pela bobina. Isso significa que. voltam à sua posição normal. Quando a bobina se encontra sem corrente. a partir da corrente que circula na bobina (que pode ser muito fraca) podemos controlar correntes muito mais intensas ou sob tensões diferentes. Quando a bobina ‚ energizada. ou seja. Tipos de relés No primeiro caso temos um relê simples em que temos dois contactos: o primeiro é o contacto fixo ou comum (C) e o outro é o móvel ou NA (normalmente aberto). o relê tem ainda uma característica importante que deve ser ressaltada: o circuito da bobina é completamente isolado do circuito dos contactos. Veja então que. o contacto comum (C) encosta no NF. reversível (também chamada chave H). . No segundo caso temos um relê simples com contacto NF (normalmente fechado). ou seja. O terceiro exemplo é um relê de contactos reversíveis em que temos dois contactos NA e NF. o contacto comum (C) passa a encostar no NA. quando não há corrente na bobina. os contactos estão encostados um no outro e a corrente circula.

Assim. Especificações: Para saber que relê devemos usar numa determinada aplicação precisamos estar atentos às suas especificações. As especificações mais importantes dos relês são as seguintes: a) Tensão da bobina .Controlando um circuito de alta tensão com baixa-tensão. acionando-os. O relê pode então ser usado como elemento de controle de segurança. é indicado um valor único. Por exemplo. no circuito da figura 4.trata-se da tensão que precisamos aplicar entre os extremos da bobina para obter a corrente que vai atrair os contactos. . Podemos tocar em qualquer ponto do circuito de acionamento. Em alguns casos. sem problemas. mas na pr tica o relê pode funcionar bem numa certa faixa de valores. sem o perigo de choque. Normalmente. é preciso levar em conta que o dispositivo que vai fazer o acionamento pode apresentar uma pequena queda que deve ser compensada. um relê de 6V funcionar bem numa faixa de uns 5. Devemos escolher a tensão do relê de acordo com a tensão que o circuito de acionamento vai fornecer. de modo que o relê só recebe 4 volts dos 6 da alimentação. o SCR "perde" 2 volts quando conduzindo a corrente. Se for usado um relê de 6V ele pode ter problemas para o acionamento.5 a 7 volts.

pois o acionamento será impossível. Por exemplo. se tivermos um relê que precisa de 6V x 100 mA não podemos ligá-lo na saída de um circuito integrado que só fornece 6V x 10 mA. Assim. Um circuito que permita obter maior corrente. Estas correntes normalmente diminuem quando os relês são especificados paea trabalhar com tensões maiores. O valor desta corrente é importante pois ele vai determinar que tipo de circuito eletrônico pode fazer seu acionamento. como o da figura 5 deve ser usado. . é comum que um relê de 6V precise de até 100 mA quando o mesmo tipo para 12V precisa somente de 50 mA. Melhor seria usar um relê de 5 V ou então alimentar o circuito com 8 ou 9 volts. b) Corrente da bobina Trata-se da corrente que vai circular pela bobina para o acionamento quando a tensão nominal ou tensão da bobina for estabelecida.Deve ser compensada a queda de 2 V no SCR. Os relês sensíveis eletrônicos comuns possuem correntes de acionamento bem pequenas com valores que no máximo chegam a uns 100 mA.

Com os contactos queimados. Assim.1 A ou 100 mA para o seu acionamento. de modo que. As correntes máximas dos relês são especificadas para cargas indutivas e cargas resistivas e tem valores diferentes. pelos motivos que explicamos.Acionando um relé com corrente reduzida. Isso ocorre. travar (grudar os contactos) e até mesmo não mais ser capaz de acionar o circuito externo. e) Corrente máxima dos contactos Os relês são como os interruptores e chaves: a corrente máxima que pode controlar está determinada pelo tipo e tamanho dos contactos. Uma corrente mais intensa do que a admitida pode aquecer e queimar os contactos e o controle de cargas indutivas pode causar faiscamentos que acabam por queimar os contactos. Da mesma forma se dividirmos a tensão pela corrente de um relê. caso em que teremos relês comutadores com os mais diversos números de contactos. em lugar de fornecermos a tensão e a corrente. fornecer a tensão e a resistência do enrolamento. Pelo valor da resistência é possível calcular a corrente. vamos obter a resistência de seu enrolamento. podemos em seu lugar. ou então reversíveis. . Basta dividir a tensão de acionamento pela resistência para obter a corrente. um relê de 6V com 60 Ω de resistência de enrolamento precisa de 6/60 = 0. d) Tipos de contactos Conforme mostramos. c) Resistência do enrolamento Os relês trabalham na maioria dos casos com correntes cont¡nuas puras. o relê pode falhar. principalmente se ela for mais do que a simples interrupção da corrente num circuito. se precisarmos de um relê tipo "H" ou reversível para inverter a rotação de um motor num projeto de mecatrônica. por exemplo. os relês podem ter contactos simples NA ou NF. Saber que tipo de contacto tem um relê é importante para a aplicação. exatamente como acontece com interruptores e chaves comuns.

Também é importante observar que estas correntes são especificadas para determinadas tensões. pela distância em que se mantém quando abertos. . Normalmente as tensäes são dadas em valores contínuos ou alternados (Vdc ou Vac) e podem ser tipicamente de 250V para as aplicações comuns. Na escolha de um relê devemos ter o cuidado para que a corrente que ele seja capaz de controlar seja sempre maior do que aquela que vai encontrar no circuito de aplicação.Essas correntes são dadas em amperes. conforme mostra a figura 7. O principal cuidado que o montador deve ter ao usar estes relês é com a identificação dos terminais. Relés comuns para montagens eletrônicas. uma margem de segurança garante um bom funcionamento para o relê em qualquer condição. Tipos: Na figura 6 temos alguns tipos comuns de relês usados em montagens eletrônicas. f) Tensão de contactos Os contactos dos relês. têm também um limite para a tensão que devem controlar. Não devemos nunca usar um relê para controlar um circuito de tensão maior do que a m xima especificada para seus contactos. Isso pode ser feito facilmente com o multímetro. Assim. Ao usar um relê na rede de energia lembre que a tensão máxima encontrada na rede de 110V não é 110V mas sim o valor de pico que pode chegar aos 150V.

energize a bobina do relê (aplique a tensão que ele exige) e faça a prova dos contactos: a inversão permite. A resistência entre alguns Ω até 100 ou 200 Ω tipicamente indicará que estamos com o multímetro ligado nos terminais da bobina. Para saber qual é o C. e a infinita entre C e NA. Na figura 8 temos o símbolo e o aspecto deste tipo de componente. .Indentificando os termianid de um relé com o multímetro. por eliminação. TRANSFORMADORES Os transformador são componentes formados por 2 ou mais bobinas enroladas num núcleo de material ferroso comum. identificar o terminal C. A resistência nula mostrará que estamos entre os terminais C e NF.

no secundário de 100 voltas teremos apenas 11 volts. O resultado disso é que neste enrolamento é induzida uma tensão elétrica que se torna disponível nas suas extremidades. As linhas de força se expandem e se contraem na mesma frequência da corrente alternada de modo que. Assim. se no enrolamento primário de 1 000 voltas aplicarmos 110 volts. sem o perigo de choques.Transformador: Aspecto e símbolo. o que quer dizer que a energia passa apenas por indução. Tipos: Na figura 9 temos os símbolos de alguns tipos comuns de transformadores. Podemos então alterar uma tensão alternada usando um transformador. usado em fontes e que funciona da seguinte maneira: No enrolamento primário é aplicada a tensão da rede de energia que pode ser de 110V ou 220V conforme o caso. . A espessura do fio usado vai determinar a corrente máxima que podemos obter na saída do transformador. aumentando ou diminuindo seu valor conforme o número de voltas dos enrolamentos. Esta tensão estabelece uma corrente pelo enrolamento que cria um campo magnético que tem as linhas de força concentradas pelo núcleo de material ferroso. podemos tocar no secundário. se o primário está ligado à rede de energia. O transformador. O importante. é que os enrolamentos estão isolados um do outro. O transformador mais comum é o de alimentação ou força. O importante do transformador é que esta tensão de secundário tem um valor diferente da tensão de primário e seu valor depende da relação entre as voltas de fio (espiras) dos enrolamentos. além disso. constantemente elas cortam as espiras do enrolamento secundário. al‚m de produzir a tensão que um circuito precisa para funcionar também serve como elemento de segurança isolando os circuitos da rede de energia. Assim.

Tipos de transformador. Este tipo de transformador é encontrado em aparelhos valvulados. conforme a tensão da rede de energia em que ele vai ser ligado. O terceiro tipo é um transformador com dois enrolamentos secundários: um de baixa tensão e outro de alta tensão. Um tipo de transformador que está se tornando bastante importante na atualidade é o que faz uso de núcleo toroidal e que é mostrado na figura 10. Transformador toroidal. O segundo tem um secundário dotado de uma tomada central a partir da qual podemos ter duas tensões com fases opostas. podemos selecionar o número de voltas do primário. Este tipo de transformador facilita o processo de retificação pois são usados apenas dois diodos na retificação de onda completa. O primeiro tem um enrolamento duplo. ou seja. .

ou seja. usados em fontes de alimentação. temos transformadores de 6+6V e de 12+12V.Em lugar das chapas em forma de E. Observe então que entre os extremos do secundário do primeiro temos 12V e no segundo temos 24V. a tensão que deve ser aplicada ao enrolamento primário para se obter as tensões e correntes desejadas no secundário. Ela pode ser maior ou menor que a tensão do primário. . induz a tensão do enrolamento secundário. as especificações mais importantes são: a) tensão de primário É a tensão de entrada do transformador. I ou F. podemos ter um primário com um enrolamento dotado de derivação ou ainda dois enrolamentos primários. O princípio de funcionamento. Para os tipos comuns ela pode ser 110V. É interessante observar que a tensão do secundário de um transformador não é obrigatoriamente a tensão que uma fonte fornece. a tensão que obtemos no enrolamento secundário quando a tensão nominal é aplicada no primário. este tipo de transformador usa um núcleo em anel dde pó de ferro ou ferrite. conforme mostra a figura 11. ou seja. Para os transformadores de duas tensões. Para os transformadores comuns. então ele apresenta duas tensões. do produto da tensão pela corrente de secundário) ele é mais eficiente. 220V ou em alguns casos as duas. entretanto. para os exemplos da figura 12. na realidade. b) tensão de secundário É a tensão de saída. Assim. caso em que podemos ter transformadores elevadores ou abaixadores de tensão. ou seja. o transformador deve ser escolhido de acordo com as suas especificações. Especificações: Como qualquer outro componente. Além de ser mais leve (o tamanho depende da potência. é o mesmo: o campo produzido pelo primário. Quando o transformador possui um enrolamento secund rio dotado de derivação.

O tipo básico de motor de corrente contínua é mostrado na figura 12. d) Potência Na verdade. nos comutadores movimentam os disquetes e o disco rígido (Winchester). Usando: Para usar o transformador. ou seja. podemos usar um transformador de 6V x 500 mA para alimentar uma lâmpada de 6V x 200 mA mas não podemos usar um transformador de 6V x 200 mA para alimentar uma lâmpada de 6V x 500 mA. Por exemplo. Ela deve ser sempre maior ou igual a exigida pelo circuito que vai ser alimentado. Somente nos circuitos que usam reguladores integrados ou mesmo transistorizados. Com isso. o que quer dizer que na verdade. 12V como 15 V de secundário. movimentar alguma coisa. desde que esteja dentro dos limites que o dispositivo usado na regulagem admita. pois existem perdas. o transformador exige um pouco mais da rede de energia. Assim. verifique se a tensão e a corrente de secundário são compatíveis com a aplicação. ficando a diferença por conta do calor gerado no componente e das próprias perdas que ocorrem no seu funcionamento pela dispersão do campo magnético. nos relógios movimentam os ponteiros e assim por diante. nos CD-players eles movimentar os CDs. eventualmente podemos usar um transformador de maior tensão sem problemas. um transformador de 12V x 500 mA tem. se a tensão do primário ‚ igual à da rede em que você pretende ligá-lo. Nos gravadores eles movimentam as fitas. em princípio. um regulador 7806 para sa¡da de 6V x 1A pode operar com tensões de entrada de 8 a 25V. Dizemos. sem problemas! MOTORES A finalidade dos motores elétricos é converter energia el‚trica em energia mecânica. c) Corrente de secundário É a corrente máxima que o enrolamento secundário pode fornecer. Em suma. esta característica não é indicada. podemos tanto usar tanto transformadores de 9 V. Encontramos muitos tipos motores de pequeno porte em equipamentos eletrônicos com as mais diversas formas e finalidades. mas com a tensão devemos tomar cuidado. observe em primeiro lugar. A corrente pode ser maior ou igual à exigida.A tensão do secundário do transformador ao passar por processos de retificação. em princípio uma potência de 6 watts. mas é importante e pode ser calculada facilmente multiplicando-se a corrente de secundário pela tensão de secundário. filtragem e regulagem é alterada podem então aparecer na saída com valores maiores ou menores. Depois. Assim. um transformador de 6V não é encontrado obrigatoriamente numa fonte de 6V. .

montada num eixo. Variações desta configuração básica podem existir.Uma bobina ‚ percorrida por uma corrente. Para encontrar este ponto de equilíbrio a bobina deveria dar meia volta. os contactos da bobina com o circuito externo invertem pelo seu próprio movimento. invertendo de sentido. ao fazer isso. Mais meia volta e novamente temos a comutação da corrente. no entanto. Isso significa que. . conforme mostra a figura 13. nunca a posição de equilíbrio é encontrada. faz com que o campo volte a situação de oposição inicial e a bobina tenha de dar mais meia volta para chegar ao equilíbrio. O resultado é que surge uma força de repulsão que empurra a bobina de tal forma que. Isso significa que a corrente. nos chamados motores de passo em que o controle da posição da parte móvel (rotor) pode ser fixada com muita precisão por diversas bobinas acionadas por circuitos lógicos. ela pode girar no sentido de encontrar um ponto de equilíbrio. por mais que gire. por exemplo. A bobina gira então constantemente enquanto houver alimentação. criando um campo magnético que está em oposição com o campo magnético de pequenos imãs.

entretanto. variando a tensão vemos que a velocidade varia e da mesma forma. dependendo tanto da tensão aplicada como também da força que têm de fazer. Estes motores são os mais usados em projetos de robótica e mecatronica simples. um motor com esta tensão funcionará bem numa faixa relativamente ampla de tensões. se bem que isso signifique que também não possuam muita força. Ocorre.5 e 5 V. Normalmente. O que não se pode é alimentar o mesmo motor com uma tensão muito maior que a especificada. a velocidade com que eles giram não é constante. entre 1. É um motor deste tipo que pode controlar a posição do braço de um robô de modo a levá-lo na posição desejada. por exemplo. estes motores são suficientemente pequenos para poderem ser alimentados por pilhas ou com baixas tensões. Nos aparelhos em que a velocidade deve ser mantida constante são empregados circuitos reguladores especiais. Assim. pois ele pode queimar. Na verdade. ele gira mais devagar. na prática. na propulsão e também podem ser encontrados em gravadores cassete. brinquedos e muitos outros pequenos aparelhos eletrônicos. No entanto. à medida que o motor tem de fazer mais força. Tipos: O tipo mais comum de motor é o motor de corrente contínua CC ou DC usado para gerar força mecânica (sem muita precisão) na movimentação de dispositivos. Estes motores também são denominados "de imã permanente" pela presença de pequenos imãs em seu interior. desconsiderando-se que a força vai variar. . a) Tensão de alimentação Normalmente é dada uma certa tensão para o funcionamento do motor. Especificações: Como qualquer dispositivo eletrônico os pequenos motores também possuem especificações. CD-players. por exemplo 3 volts.Motores deste tipo podem girar exatamente de um ângulo desejado de modo a levar a bobina de um cabeçote de um driver de disquete a ler a trilha e o setor em que está a informação desejada. que as especificações dos motores não são muito rígidas.

indicam uma faixa de tensões em que um determinado motor pode funcionar. Esta rotação é dada em rpm (rotações por minuto) e pode ter valores entre 500 e 5000 para os pequenos motores usados em aparelhos eletrônicos. juntamente com a tensão. tendo de fazer força. Menor resistência significa corrente muito maior e potência muito maior para os modelos. um motor de 6V que exige uma corrente de 100 mA à plena carga estará trabalhando com uma potência de 0. c) Corrente A corrente. numa determinada faixa de velocidade e de forças determinam a potência do motor. Evidentemente. Assim. ou seja "em aberto". este valor cai bastante quando o motor é acoplado a algum dispositivo mecânico. as potências dos pequenos motores serão medidas em milésimos de cavalos ou HP. quando o motor não faz força.Assim. a especificação melhor ‚ aquela em que se dá a rotação com determinada tensão. Lembrando que 1 HP corresponde a 736 watts. Assim. De modo a se obter maior corrente de funcionamento e assim maior potência os adeptos de autoramas costumas enrolar motores com fios grossos. em lugar da tensão fixa. da fora mecânica que o motor tem de fazer.6 watt ou menos de 1 milésimo de HP. São dadas então indicações sobre a velocidade do motor em função da tensão. muitos fabricantes. ou seja. . b) velocidade A rotação depende da tensão e da carga. A corrente e consequentemente a potência do motor estão ligados ao tamanho físico desse motor e também a espessura do fio usado na bobina.