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TÍTULO: A TELEVISÃO NO ENSINO ESCOLAR: POSSIBILIDADES E LIMITES

– REVISÃO DE LITERATURA
AUTORES: BARRA, S.L.G. (UEPA); MOUZINHO, A.C. (UEPA);
PALAVRAS-CHAVE: Ferramenta pedagógica; Âmbito escolar;
RESUMO: Assim que a televisão (TV) se transformou num importante meio de
difusão de mensagens, tornou-se também uma ferramenta de ensino-aprendizagem. No
entanto, mesmo com as capacidades desta ferramenta, surgiram teorias com profundas
oposições entre o que é apreendido através da TV e o aprendizado escolar, atenuando-se
assim o carácter negativo da primeira, sublinhando a relação antagônica que a maior
parte dos professores assumem viver com ela, acusando-a de transmitir violência e tirar
tempo ao estudo, à leitura e ao espírito crítico dos alunos. Porém, têm vindo à tona
opiniões que defendem que a televisão pode realmente ser uma ferramenta pedagógica,
capaz de auxiliar o professor e de complementar suas aulas. A partir disto, o trabalho
tem como objetivo analisar artigos e livros que discutem a importância da televisão
como ferramenta pedagógica, as possibilidades e os limites de agregação deste meio ao
âmbito escolar.
INTRODUÇÃO: A televisão é o meio de comunicação mais comum entre as pessoas, é
o veículo mais popular capaz de organizar identidades socioculturais sendo agente
fundamental da cultura de massa, tem a capacidade de articular as formas de pensar e
agir de seus espectadores. Os programas televisivos contribuem e alteram as relações
dos homens na sociedade, sendo na família, no trabalho ou na escola, por isto não é
possível desconsiderar a importância da televisão para a sociedade contemporânea.
Logo, é necessário que haja uma aproximação desta com o meio escolar, já que
professores e alunos também são espectadores. No entanto, tais gêneros não estão
presentes na sala de aula, é importante, por isto, que os professores criem uma
aproximação deste meio de comunicação, tão expandido no Brasil, com o convívio
escolar. É notório que as dificuldades são grandes, por conta da estrutura e do
planejamento escolar, mas tal aproximação formaria críticos expectadores. Fica claro
que a crítica a programação deve ser feita, mas é preciso considerar todo o
conhecimento que pode ser acrescentado aos alunos. Por considerar que a televisão
pode tornar-se uma eficiente ferramenta pedagógica, a partir de uma revisão de
literatura foi feito um levantamento de artigos científicos que consideram a importância
do meio televisivo em sala de aula.
MATERIAIS E MÉTODOS: Trata-se de uma pesquisa de cunho bibliográfico. Para
coleta de dados foi realizado levantamento eletrônico de 3 (três) artigos: ‘’ A televisão
na sala de aula: possibilidades e limites’’, ‘’ A tv aberta brasileira: economia política,
cultura e comunicação’’ e ‘’ Eca! O grotesco na TV’’. Além de 3 (três) livros: ‘’
Televisão: a vida pelo vídeo’’, ‘’ O saber histórico na sala de aula’’ e ‘’ O império do
Grotesco’’. Para análise foi considerada a relevância das pesquisas e as metodologias
utilizadas.
RESULTADOS E DISCUSSÃO: Os autores compreendem que nem tudo que se ver
na televisão deve ser menosprezado, mas a questão que merece destaque refere-se ao
que as crianças assistem e o que elas aprendem com isso. Segundo Marcondes
Filho(1988), teme-se que as influências negativas da televisão estejam criando futuras
gerações de não-leitores, fazendo diminuir o interesse dos jovens pela leitura de livros, e

2002. São Paulo: Moderna. Televisão: a vida pelo vídeo. Uma maneira de resolver tal problema é criar uma aproximação entre o meio de comunicação e a escola. In: BITENCOURT. ‘’ no jornal mesmo. visando a relação da televisão com o ensino escolar. também acreditam que existem programas que não ensinam nada. revistas ou a própria televisão. Raquel. V1. Rio de Janeiro: Maud. mas todos demonstraram que apesar da televisão ser um assunto que acarreta diversas CONCLUSÕES: REFERÊNCIAS: COUTO. O império do Grotesco. e especialmente aos professores. e não há melhor forma de o fazer senão utilizando-os na sala de aula. A televisão como documento. A autora Couto (2001) expôs uma pesquisa feita com alunos e professores da educação básica. 1988). MARTINS. Marcos. destacando qualidades e defeitos. pois mesmo sendo isenta da sala de aula. Circe (org). São Paulo: Contexto. LOPES. a gente não aprende. Ellem. no entanto não possuem capacidade de interpretá-los coerentemente (MARCONDES FILHO. É necessário que os professores ensinem aos estudantes a fazerem uma leitura crítica da TV. RUSAK. 2006. Maria Elizabete Souza. cultura e comunicação. Luís Carlos. Eclética. O trabalho com a TV. Muniz. nos gestos e nos movimentos dos alunos. 1988. Ciro. Os alunos vivem rodeados de informações transmitidas por diversos meios. como os que ‘’ falam de comédia. só se for no canal da TV Escola. SODRÉ. PAIVA.também obstaculizando sua capacidade de expressão tanto verbal como escrita. MARCONDES FILHO. estes absorvem grandes porções de conteúdos diariamente. piada’’. Rafael. ‘’ desenhos. Bahia. Rio Grande do Sul: Edital Universal. A tv aberta brasileira: economia política. com programas informativos e os programas de auditório. Bianca. de acordo com ela os alunos dizem que com a TV aprendem: ‘’ as notícias que a gente não sabe’’. 1997). seja ela educativo ou convencional. CONTREIRAS. O saber histórico na sala de aula. O objetivo dos artigos e livros analisados eram diversos. . só assim perceberão de que forma a televisão é capaz de melhorar o seu processo de aprendizagem (NAPOLITANO. Cabe por isto à escola. TARDELL. 2001. NAPOLITANO. Alguns alunos disseram que aprendem com jornais. Ignês. a televisão está presente na linguagem. que passam coisas boas pra gente ficar sabendo’’. deve ser encarado como um desafio a ser enfrentado e como mais uma ferramenta de aprendizagem. Eca! O grotesco na TV. A televisão na sala de aula: possibilidades e limites. 2002. aí a gente aprende também’’. 1997. sendo a internet. ensinarem a utilização destes instrumentos.