Você está na página 1de 31
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL OPERAÇÕES SUBMERSAS 2007

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL OPERAÇÕES SUBMERSAS 2007

DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL OPERAÇÕES SUBMERSAS 2007
CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL OPERAÇÕES SUBMERSAS 2007

INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL OPERAÇÕES SUBMERSAS 2007

OPERAÇÕES SUBMERSAS

2007

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL NR 12, DE /

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR

CORPO DE BOMBEIROS MILITAR DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL NR 12, DE / /07

DE MINAS GERAIS ESTADO-MAIOR

INSTRUÇÃO TÉCNICA OPERACIONAL NR 12, DE

/ /07

OPERAÇÕES SUBMERSAS

1 FINALIDADE Estabelecer

submersas no CBMMG e disciplinar o seu desenvolvimento.

procedimentos

adequados

para

a

realização

das

atividades

2 OBJETIVOS

2.1 Atualizar, padronizar e estabelecer procedimentos adequados para o desenvolvimento das ações e operações subaquáticas no Corpo de Bombeiros.

2.2 Definir responsabilidades, administrativas e/ou operacionais estabelecendo

atribuições a cada participante das operações.

2.3 Dar conhecimento à Corporação das normas de segurança nos trabalhos de

mergulho afetos ao Corpo de Bombeiros.

2.4 Minimizar riscos e maximizar o potencial do atendimento de ocorrências desta natureza.

3 GENERALIDADES As operações de Mergulho abrangem um vasto campo de atividades, variando muito em complexidade, grau de risco, recursos requeridos etc. Seu

sucesso das mais simples às mais complexas estará sempre vinculado à atenção que for dada a sua preparação, ao grau de adestramento do pessoal envolvido, aos recursos à disposição e à capacidade de improvisação, na sua falta. As atividades de mergulho autônomo no Corpo de Bombeiros têm ocupado menos de 5% dos trabalhos realizados. Muitas buscas são realizadas, presumivelmente em locais insalubres ou em outros que não oferecem condições de mergulho. Alguns mananciais são de pouca profundidade e pouco exige do mergulhador. Contudo, existem os mais profundos que requerem aparato técnico onde o fator de risco é muito elevado, sendo que a responsabilidade dos mergulhadores e os demais integrantes da equipe aumentam consideravelmente, devendo ser realizadas dentro de rigorosa segurança com a utilização de equipamentos específicos e de proteção individual para se evitar o acidente. A capacidade de buscar corpos e bens materiais debaixo d’água e trazê- los à superfície é uma habilidade valiosa para o mergulhador de resgate do Corpo de Bombeiros. Possuir um conhecimento básico e algumas habilidades não qualifica o militar a desenvolver esse trabalho durante seu tempo de serviço militar. Ele deverá buscar o treinamento constante, a educação continuada, aperfeiçoar as técnicas de suspensão e técnicas de busca e recuperação e sempre primar pelo seu preparo físico, mental e psicológico. No mergulho não há lugar para a impetuosidade e improvisos, requer conhecimento técnico, cuidado, atenção aos detalhes e planejamento avançado.

4 TIPOS DE ACIDENTES DE MERGULHO Os efeitos da pressão no ser humano podem ser diretos ou indiretos. Os efeitos diretos ou primários são aqueles que resultam da ação mecânica da pressão sobre as células e espaços corporais. Suas conseqüências são o Barotrauma e a Embolia Traumática pelo Ar (ETA). Os efeitos indiretos ou secundários são assim chamados, devido às alterações fisiológicas, produzidas em decorrência das pressões parciais dos gases absorvidos pelo organismo. Podemos resumir na seqüência abaixo:

DIRETOS:

Barotrauma do ouvido médio; Barotrauma do ouvido externo; Barotrauma dos seios faciais; Barotrauma dos pulmões; Barotrauma total; Barotrauma facial ou de máscara; Barotrauma da roupa; Barotrauma dental e Embolia Traumática pelo ar.

INDIRETOS:

Bioquímicos:

Narcose pelo nitrogênio; Intoxicação pelo oxigênio; Intoxicação pelo gás carbônico; Intoxicação por outros gases; Apagamento.

Biofísico:

Doença descompressiva.

5 CONCEITUAÇÕES

5. 1 Acidente descompressivo Ver doença descompressiva (5.9) e embolia traumática (5.11).

5.2 Apagamento Acidente de mergulho caracterizado pela perda de consciência do mergulhador. Decorre de baixa pressão parcial de oxigênio no organismo e é muito comum no mergulho livre.

5.3 Apnéia Suspensão voluntária do processo respiratório.

5.4

Barotrauma Todo traumatismo causado pela pressão.

5.5 Cabo de fundo Cabo dotado de poita, que serve de guia e ponto de apoio para descida e

subida de mergulhadores e varreduras diversas.

5.6 Câmara de compressão

Vaso resistente à pressão destinado a pressurizar mergulhadores para fins de tratamento de acidentes descompressivos ou para realização de descompressão

na superfície.

5.7 Conjunto de respiração

Ampolas de ar de alta pressão às quais se acoplam válvulas redutoras especiais, denominadas reguladoras.

5.8 Descompressão

Processo de controle do retorno à pressão atmosférica após exposição às pressões maiores. Destina-se à eliminação de gases inertes dissolvidos no

organismo do mergulhador e é executado através de tabelas apropriadas.

5.9 Doença descompressiva (DD)

Acidente de mergulho decorrente de formação de bolhas de gás inerte nos tecidos do corpo humano ou na corrente sanguínea, em quantidade capaz de produzir lesões de gravidade variável. Em geral, é evitada pelo cumprimento de tabelas de descompressão que estabelecem um retorno gradual à superfície.

5.10 Embarcação miúda

Para efeito de esclarecimento desta norma, compreende-se como embarcação miúda os barcos a remo e com motor de popa, lanchas e aerobarcos, todos com comprimento de até 6 (seis) metros.

5.11 Embolia Traumática pelo Ar ( ETA)

A ETA ocorre quando o mergulhador tendo inspirado ar em um equipamento qualquer no fundo, volta à superfície sem o exalar. Esse efeito é

provocado pela Lei de Boyle, pois à medida que a pressão externa diminui, o volume de ar no interior dos pulmões aumenta. Como os pulmões têm uma elasticidade limitada, poderá haver uma hiperdistenção alveolar e, em casos extremos, poderão romper-se, criando bolhas de ar na corrente sangüínea.

5.12 Equipe mínima

Em princípio a equipe mínima empregada no mergulho para profundidade até 12 metros é de 4 (quatro) homens, sendo todos mergulhadores. Em profundidade superior a 12 metros será de 05 (cinco) homens, sendo todos mergulhadores. A profundidade aqui relacionada não será a real e sim conforme cálculo de mergulho em altitude. Nenhum mergulhador poderá ficar mais de 1 hora submerso e deverá ficar no mínimo 2 horas de intervalo de superfície; mergulhos profundos (superiores a 18 metros) poderão ser realizados apenas 1 por dia por mergulhador; os trabalhos se iniciam às 8 (se as condições assim permitir) da manhã e se encerram às 17:30 horas ou quando o sol se por, o que ocorrer primeiro. Na composição da guarnição, o mergulhador poderá ser utilizado como condutor e/ou Chefe de GU BM, desde que exista outro militar que também seja motorista.

5.13 Esmagamento

Acidente de mergulho caracterizado pelo esmagamento total ou parcial do corpo de mergulhador. É causado por desequilíbrio de pressão entre o interior e o exterior dos equipamentos, gerando sucção sobre os tecidos.

5.14 Exposição excepcional

Mergulhos nos quais o tempo de fundo e/ou a profundidade impõem ao organismo severas exposições aos gases inertes ao oxigênio, implicando em riscos maiores para o mergulhador.

5.15 Guia de mergulho Será um mergulhador experiente que deverá permanecer na embarcação ou na margem, acompanhando os movimentos do(s) mergulhador (es), através da

linha de vida, durante todo o mergulho. Poderá ser reserva no caso de 3 homens.

5.16 Linha de Vida

Cabo com capacidade de carga de trabalho superior, no mínimo, quatro vezes ao peso do mergulhador equipado e que a ele se prende por meio de um sistema de desengate rápido, sendo manobrado de onde é conduzido o mergulho, a fim de conduzir o mergulhador para onde se tem que fazer a varredura. Seu uso se fará em circunstâncias de segurança e visibilidade zero onde o mergulhador não teria condições de se orientar no fundo nem por bússola subaquática, nem por carretilhas e nem por poitas. Como o uso da linha de vida pode trazer enroscos, não é obrigatório seu uso, desde que observado as normas de segurança para cada tipo de trabalho.

5.17 Narcose pelo Nitrogênio

Acidente de mergulho caracterizado pela redução da capacidade motora e sensorial (semelhante à embriaguez alcoólica), decorrente da ação do Nitrogênio no organismo. Aparece geralmente a partir dos 30 (trinta) metros de profundidade.

5.18 Narguilê

Equipamento dependente do tipo leve, consistindo numa válvula reguladora tipo demanda, alimentada da superfície por um compressor de ar comprimido através de mangueiras.

5.19 Pneufatômetro

Equipamento destinado a medir profundidades com equipamentos

dependentes, consistindo em uma válvula de interceptação, um manômetro graduado em metros ou pés e uma mangueira fixa ao umbilical e com extremidade aberta.

5.20 Profundímetro

Manômetro submersível graduado em metros ou pés. Normalmente tem a aparência de um relógio de pulso. É empregado para medir profundidade de um mergulho.

5.21

Roupa seca

Roupa própria para mergulho ou trabalho em águas extremamente poluídas,

confeccionada em materiais diversos, que isola completamente o corpo do mergulhador da água. Em geral pode ser inflada aumentando o isolamento térmico.

5.22 Roupa úmida

Roupa própria para mergulho, normalmente confeccionada em borracha (neoprene) e que permite que a água penetre no seu interior, restringindo,

contudo, sua circulação.

5.23 Remanso Cessação de movimento. Água estagnada.

5.24 Redemoinho

É o mesmo que remoinho. Movimento circular e forte, de pequeno diâmetro que se processa em espiral, da superfície para o fundo, nas águas de um rio ou do mar.

5.25 Tabela de Descompressão

São tabelas empregadas no retorno gradual à superfície, estabelecendo a velocidade de subida, as profundidades e tempos de permanência nas paradas de descompressão, em função da profundidade do mergulho e do tempo de fundo. As tabelas de descompressão adotadas no Corpo de Bombeiros sãos as mesmas da Marinha Brasileira, convertidas ao sistema metro.

5.26 Tabela Limite Sem Descompressão (TLSD)

 

Tabela

que

fornece

o

tempo

máximo

de

fundo

sem

parada

descompressiva e oferece a letra designativa do grupo de repetição.

5.27

Tabela de Tratamento

 
 

Tabelas

terapêuticas

destinadas

ao

tratamento

de

acidentes

descompressivos.

5.28 Tabela de Tempo de Nitrogênio Residual (TTNR)

Usada para determinação do tempo de Nitrogênio residual nos mergulhos sucessivos. Fornece grupos de repetição para intervalos de superfícies maiores que 10 (dez) minutos e menores que 12 (doze) horas.

5.29 Umbilical Conjunto formado pela mangueira, linha de vida, linha de comunicação e

outras, se houver, usados nos equipamentos dependentes.

5.30 Parada de Descompressão

Profundidade específica na qual o mergulhador deverá permanecer por determinado período de tempo para eliminar os gases inertes dos tecidos do seu organismo.

5.31 Tempo de Fundo (TF) É o tempo total decorrido desde que o mergulhador deixa a superfície até

o instante em que ele deixa o fundo, iniciando a subida e a descompressão. É medido em minutos.

5.32 Tempo para primeira parada ( TPP )

É o tempo que o mergulhador irá gastar para chegar até a sua primeira parada descompressiva. Começa a ser contado quando ele deixa o fundo.

5.33 Tempo Total de Descompressão (TTD)

É o tempo gasto pelo mergulhador, desde que ele deixa o fundo até chegar à superfície.

5.34 Grupo de Repetição (GR) Indicado por uma letra, relaciona-se com a quantidade de nitrogênio residual

no organismo de um mergulhador após um dado mergulho.

5.35 Intervalo de Superfície (IS)

Tempo que o mergulhador passa na superfície entre dois mergulhos. Começa a ser contado quando ele chega na superfície e termina quando ele deixa a superfície para o segundo mergulho. É o tempo entre 10 minutos a 12 horas; se estiver dentro é mergulho repetitivo. Se estiver na superfície em menos

de 10 minutos, equivale ao mergulho único e depois de 12 horas equivale ao mergulho simples.

5.36 Água poluída / contaminada

Água que contém organismos produtores de doenças e/ou excessiva quantidade mineral e orgânica, compostos químicos tóxicos ou radioativos.

5.37

Mergulhador

Profissional

qualificado

e

legalmente

habilitado

para

utilização

de

equipamentos de mergulho e trabalhos de busca submersa;

5.38 Regras de Segurança

São procedimentos padronizados devidamente reconhecidos e demais procedimentos diários que devem ser observados nas operações de mergulho, de forma a garantir sua execução em perfeita segurança e preservar a integridade física dos mergulhadores;

5.39 Condições perigosas

- Uso e manuseio de explosivos;

- Trabalhos submersos de corte e solda;

- Correntezas superiores a dois nós - Manobras de peso ou trabalhos com

ferramentas que impossibilitem o controle do flutuabilidade do mergulhador; - Trabalhos noturnos (somente com a possibilidade e resgate da vida humana);

- Trabalhos em ambientes confinados, dentro de cavernas e naufrágios.

6 CONDUTA OPERACIONAL

6.1 Do exame médico

Todos os mergulhadores serão submetidos a exame médico específico:

a) Anualmente;

b) Imediatamente após acidentes ou moléstia grave;

c) Após incapacidade temporária;

d) Por solicitação do mergulhador, de acordo com avaliação médica.

Quando da realização de exames médicos anuais, os mergulhadores serão submetidos a uma reciclagem com aulas teóricas e práticas com treinamento de 40 horas/aula, cujos resultados serão publicados em BI. O exame médico tem como objetivo avaliar os riscos do indivíduo durante o mergulho e excluí-lo da instrução e da participação quando necessário, bem como avaliar o mergulhador por intermédio de exames médicos e laboratoriais. Caso o mergulhador seja considerado INAPTO, nos exames médicos ou na educação continuada, ele ficará impossibilitado de continuar nas atividades de mergulho, até que se regularize sua situação. Os exames necessários serão estabelecido a critério médico, sendo sugeridos os seguintes:

6.1.1 Radiografia Panorâmica da Mandíbula;

6.1.2 Radiografia Periapical;

6.1.3 Audiometria;

6.1.4 Impedanciometria;

6.1.5 Telerradiografia do Tórax AP;

6.1.6 Eletrocardiograma Basal;

6.1.7 Eletroencefalograma;

6.1.8 Urina: elementos anormais e sedimentoscopia;

6.1.9 Fezes: protozooscopia e ovohelmintoscopia;

6.1.10 Sangue: sorologia para lues, dosagem de glicose, hemograma completo;

6.1.11 Raio X dos seios da face.

6.2 Constituem equipamentos obrigatórios para mergulho autônomo, além do conjunto de respiração constituído com apenas uma válvula de estágio único, máscara facial com snorkel, colete equilibrador, nadadeiras, profundímetro, roupa de neoprene, relógio e faca. Em alguns casos cintos de pesos. Fica dispensada a utilização da roupa de neoprene quando as atividades forem realizadas em piscinas.

6.3

Qualquer atividade de mergulho deverá ser precedida de um Plano de

mergulho e do preenchimento da planilha de mergulho, conforme modelo anexo "A", que deverá ser peça indispensável do Boletim de Ocorrência posteriormente.

6.3.1 Para realização de mergulhos em profundidades superiores a 12 (doze) metros, o Plano de mergulho e a planilha de mergulho deverão ser substituídos por um Estudo de Situação ou ordem de serviço.

6.3.2 A planilha de mergulho só poderá ser confeccionada após a operação, em

situações nas quais as circunstâncias do fato levem o Comandante da Guarnição

à convicção da possibilidade da existência de vida humana e, ainda assim, é necessário um Plano de mergulho ainda que mental.

6.4 Iniciado o mergulho o mesmo poderá ser interrompido pelo mergulhador mais experiente, ou Chefe da Equipe de Mergulho por conveniência da segurança do mergulhador. Em condições inseguras a atenção deverá ser redobrada.

6.5

mergulhadores.

A

atividade

de

mergulho

será

feita,

em

princípio,

em

duplas

de

6.6 Toda atividade de mergulho realizada no CBMMG deverá ser feita com

utilização da Tabela de Mergulho – Anexo “B”, "Tabela Limite Sem Descompressão" (TLSD) - anexo "C". Caso o Mergulhador realize mergulho sucessivo, a TLSD deverá ser combinada com a “Tabela de Tempo de Nitrogênio Residual" (TTNR), conforme Anexo "D".

6.7 Equipes de mergulho

6.7.1 Todo mergulhador empenhado em atividade de mergulho que não possuir o

curso de qualificação reconhecido pelo CBMMG, deverá ser credenciado pelo Comando da UEOp, devendo, para tanto, ser submetido a teste de verificação por uma comissão especialmente designada pelo comando da Unidade constituído por 01 oficial e 02 Subten/Sgt possuidores do curso de qualificação em mergulho autônomo realizado nas Forças Armadas ou CBM do Brasil. Apenas os cursos realizados em outras instituições militares, mormente nas Forças

Armadas (Marinha do Brasil), Corpos de Bombeiros de outros estados e corporações militares de outros países são reconhecidos pelo CBMMG (Mem 3006, 06Fev06).

6.7.1.1 O credenciamento de que trata a alínea acima será feito mediante

publicação em BI da Unidade a que pertença o militar. Sua carga horária será a metade da carga horária prevista para o curso de qualificação, devendo ainda conter todo o conteúdo programático previsto.

6.7.1.2 Para profundidade superior a 12 metros ou trabalhos específicos em

condições inseguras, a equipe de mergulhadores deverá ser composta de no mínimo 01 (um) mergulhador possuidor de curso de especialização e seu efetivo mínimo será de 05 (cinco) homens, sendo duas duplas de mergulhadores e um supervisor de mergulho.

6.8 Locais de Operações

6.8.1 Toda área de operação submersa deverá ser devidamente balizada e

sinalizada, devendo as guarnições BM conduzir bóias e outros petrechos para os fins aqui referenciados, sempre que se deslocarem para operação. Nenhuma embarcação motorizada funcionando deverá aproximar do local de trabalho em um raio de 100 metros.

6.8.2 O acesso e a saída da água pelos mergulhadores será sempre facilitada

(embarcação ao nível da água, escada, cesto, etc), sendo vetada a abordagem por queda livre de pontos elevados (superiores a 3 metros), ainda que a condição

de fundo não ofereça riscos iminentes. Quando a plataforma de mergulho for embarcação, esta deverá estar fundeada. Caso ela seja dotada de motor(es), este(s) deverá(ão) estar desligado(s).

6.8.3 Nas operações submersas desenvolvidas pelos bombeiros militares, deverão ser observadas as seguintes profundidades máximas:

6.8.3.1

Mergulho com equipamento autônomo a ar comprimido: 30 (trinta) metros.

Mergulhos em profundidades maiores só poderão ser realizados com autorização do COB.

6.8.3.2 Mergulho com narguilê (semi-dependente): 15 (quinze) metros.

6.8.3.3 Mergulho livre: 05 (cinco) metros.

6.8.4 Apoio de segurança

6.8.4.1 Todo mergulhador deverá ser cercado de medidas que assegurem o

acesso de apoio a cada mergulhador.

6.8.4.2 A linha de vida será sempre utilizada, exceto quando a natureza da

operação apresentar inconveniência ao seu uso, neste caso deverá ser utilizada

alternativa de segurança para os mergulhadores.

6.8.4.3 Nas operações, para um ou dois mergulhadores submersos, deverá estar

disponível, na superfície, um mergulhador reserva, devidamente equipado devendo ser acrescido o número de reserva na mesma proporção do número de mergulhador submerso.

6.8.4.4 O guia de mergulho deverá manter a corda sob tensão, liberando-a

quando solicitado pelo mergulhador. Deverá ficar atento aos sinais do mergulhador, respondendo a todos eles e alerta a possíveis enredamentos. Ao sinal de emergência deverá ser providenciada a descida do mergulhador reserva, evitando-se o arrastamento do mergulhador. Este guia de mergulho deverá possuir experiência em trabalho subaquático.

6.8.5 Outros requisitos para realização de mergulhos

6.8.5.1 Nas atividades de mergulhos que exigirem proteção térmica, cada

mergulhador será dotado de roupa de neoprene, molhada, que será de uso

obrigatório.

6.8.5.2

Um mergulho em água com índice de poluição comprovadamente nocivo

à saúde do mergulhador constitui uma condição perigosa, podendo caracterizar dado suficiente para a não realização da operação. Contudo, decidida a execução do trabalho submerso em águas acentuadamente poluídas, todo mergulhador deverá receber proteção mediante roupa seca, com capacete próprio ou máscara de face inteiriça, de forma que o operador não entre em contato com o meio líquido, constituindo tal proteção pré-requisito para a realização do mergulho.

6.8.5.3 Qualquer equipamento elétrico, utilizado em submersão deverá possuir

dispositivo de segurança que impeça a presença de tensões ou correntes elevadas e que possam ameaçar a segurança do mergulhador, na eventualidade de mau funcionamento.

6.8.5.4 Para toda atividade de mergulho deverá ser feito o ajuste da tabela para

mergulho acima do nível do mar. Considerando-se que as altitudes no Estado de Minas Gerais variam de 300 a 2000 metros acima do nível do mar, as profundidades de mergulho deverão ser acrescidas de 1/3 (um terço) para uso da tabela.

Exemplo: Para 15 (quinze) metros de profundidade, consultar a tabela para mergulho a 20 (vinte) metros.

6.9 Quando da passagem de serviço ou quando houver substituição da equipe de

mergulho para a continuação do serviço de busca subaquática, o chefe da equipe que passa o serviço deverá fazer um croqui do local de forma a facilitar a continuidade das atividades e evitar a sobreposição de esforços. Se possível deixar o local demarcado.

7

PRESCRIÇÕES DIVERSAS

7.1

A responsabilidade pela conservação dos equipamentos de mergulho é de

todos que lidam com os mesmos, cabendo ao mergulhador mais antigo (oficial ou

praça) de serviço, fiscalizar o seu emprego e acondicionamento, comunicando irregularidades, danos, carências e propondo medidas para melhoria do

desempenho no uso desses equipamentos.

7.2 O apoio às operações desenvolvidas (recarga de aparelhos, combustível para

motor de popa, etc) é de responsabilidade do comandante da fração interiorizada, CBU, Chefe de Serviço ou Chefe da Guarnição.

7.3 A critério do comandante da guarnição, CBU, Cmt da Unidade/Fração poderá

ser solicitado apoio à operação ao seu comandante imediatamente superior, justificando-se a necessidade face ao local, número de homens e equipamentos disponíveis.

7.4 Nenhum mergulho para resgate de bens materiais será realizado sem a

autorização do Comandante do BBM / Fração destacada responsável pela área, devendo ser fornecida todos os dados indispensáveis para o planejamento do mergulho por ocasião da solicitação. Nos casos da realização de atividades em que prevalecer o interesse privado sobre o público deverá ser cobrada a TSP (Taxa de Segurança Pública).

7.5 Quando ocorrer interrupção dos trabalhos de mergulho por razões de

segurança, esta deverá ser comunicada imediatamente ao comando a que estiver subordinado que determinará os procedimentos a serem adotados.

7.6 Os Comandantes de Unidades / Frações de Bombeiros em todos os níveis

deverão proceder e manter atualizado o levantamento dos mananciais das respectivas áreas de atuação quanto aos índices de poluição e riscos que oferecem às atividades de mergulho.

7.7 Todo mergulhador deverá, dentro do possível, ter registro em caderneta

individual dos seus mergulhos realizados em operação ou instrução, pelo componente da equipe mais graduado que possuir curso de especialização em mergulho.

7.8 Caso o mergulhador seja considerado INAPTO nos exames médicos ou na

avaliação prática, ele ficará impossibilitado de continuar nas atividades de mergulho até que se regularize sua situação.

7.9 Decorrido o período de 01 (um) ano do último credenciamento ou da qualificação, os Comandantes de Unidades Operacionais/Frações destacadas, deverão submeter os mergulhadores a uma reciclagem e nova avaliação prática.

7.10 O credenciamento e a reciclagem deverão ser ministrados de acordo

Resolução específica.

7.11 Os Cmt de Unidades deverão designar um Oficial para desempenhar a

atividade de “Oficial de mergulho”, devendo publicar o nome no BI. O Oficial de

mergulho deve possuir curso de especialização para a atividade. Dentre outras atribuições, compete ao Oficial de mergulho:

7.11.1 Levantar as necessidades de materiais e equipamentos para a realização

das atividades de mergulho;

7.11.2

Controlar acidentes e incidentes ocorridos;

 

7.11.3

Propor

cronogramas

de

credenciamento

e

reciclagem

para

os

mergulhadores;

7.11.4

Manter atualizada a relação dos BM mergulhadores;

7.11.5

Estabelecer NGA sobre o assunto, respeitando o estabelecido na presente

ITO.

7.12

Os Cmt de Frações deverão designar um militar para ser o responsável

pelas atividades mergulho na sua área de atuação com as funções equivalentes

ao Oficial de mergulho.

7.13 A caderneta de mergulho poderá ser de porte do mergulhador, quando de serviço, devendo ser confeccionada em tamanho que permita ser conduzida no bolso e protegida com capa plástica.

7.14 Esta instrução deve fazer parte do acervo de documentos existentes nas

Unidades do CBMMG e sua existência e conhecimento deve ser verificado em todas as visitas e inspeções.

7.15 Todo mergulho, seja ele de atividade de instrução ou de emprego

operacional, deverá ter registro na caderneta específica de cada integrante da

equipe que for empenhada.

7.16

Mensalmente, o oficial ou praça designados conforme estabelecido nos itens

7.12

e 7.13 desta ITO deverá fiscalizar os registros nas cadernetas do

mergulhador, as planilhas e os BO relativos a atividades executadas comparando

as anotações para efeito de avaliação dos trabalhos e de instrução.

7.17 Os Cmt de Unidades / Frações deverão adotar providências no sentido de

adquirir os materiais obrigatórios para a realização do mergulho conforme estabelecido no item 6.2 desta ITO.

7.18 Até que as Unidades / Frações adquiram os equipamentos obrigatórios, a

realização das atividades de mergulho de dará com os equipamentos existentes.

7.19 Os B/3 das Unidades ou o correspondente nas frações destacadas serão os

responsáveis pela fiscalização de toda a documentação relativa a esta Instrução.

7.20 Está proibida a utilização de garatéias ou outro equipamento similar para o

resgate de cadáver.

7.21 A condução de embarcação motorizada deverá ocorrer por BM devidamente

habilitado.

7.22 As Unidades / Frações deverão manter o registro e o controle dos BM

subordinados que são mergulhadores e dos que possuem habilitação para condução de embarcações.

7.23 Esta instrução deverá ser reproduzida pelos BBM para todas as frações

subordinadas, devendo ser motivo de exaustivas instruções para todos os níveis.

7.24 Esta Instrução entra em vigor na data de sua publicação e revoga disposições em contrário e em especial a ICOP 21/2001.

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM CHEFE DO EMBM

ANEXOS:

“A” – Planilha de mergulho “B” – Tabela de mergulho - Tabela Limite Sem Descompressão (TLSD) “C” – Tabela de Tempo Residual de Nitrogênio (TTNR) “D” – Mergulho em altitude

ANEXO “A” (PLANILHA DE MERGULHO) - À ITO Nº 12,

DE

/

1 CONDIÇÕES LOCAIS

/07-

OPERAÇÕES SUBMERSAS

1.1

Informações

de

terceiros

sobre

o

local

e

condições

do

acidente:

1.2

Profundidade estimada:

 

1.3 Natureza do curso d’água: ( ) represa ( ) lagoa ( ) rio

1.4 Local de freqüência de pescadores : ( ) sim ( ) não

1.5 Tráfego de embarcações ou operações de dragas ( )sim ( ) não

1.6 Possibilidades de chuvas fortes ( ) sim ( ) não

1.7 Condições das margens (

) barranco

( ) despenhadeiro ( ) vegetação

fechada

( ) Atoleiro

( ) facilidade de acesso de viatura

1.8 Condições do leito (

1.9 Condições da água: Temperatura aproximada Visibilidade Condições de salubridade

) acidentado (

) rochoso

(

) aterro

graus C.

1.10

Extensão do curso d’água local:

metros

1.11

Fontes poluidoras : ( ) esgotos ( ) afluentes tóxicos ( ) produtos tóxicos -

Tipos de produtos

1.12

Sistema de vazão d’água: (

) natural (

)diques

(

) comportas

1.13

Apoio médico:

1.14

Meios de comunicações:

2 RECURSOS NECESSÁRIOS

2.1

Necessidade pessoal: (

) equipe mínima

( ) necessidade de reforço

homens

2.2

Necessidade logística ( ) equipamento disponível é suficiente

 

(

)

necessidade

de

suplementação

(discriminar)

 

Nº, Posto/Grad, nome completo do Cmt da GU

Belo Horizonte,

de

de 20

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM CHEFE DO EMBM

ANEXO “B” (TABELA DE MERGULHO) - TABELA DE LIMITE SEM

 

DESCOMPRESSÃO (TLSD) À ITO Nº 12, DE - OPERAÇÕES SUBMERSAS

/

/07

 

PROF

LSD

 

GRUPO DE REPETIÇÃO

 

M

PÉS

MIN

A

B

C

D

E

F

G

H

I

J

K

L

M

N

O

3

10

 

60

120

210

300

                     

4,5

15

 

35

70

110

160

225

350

                 

6

20

 

25

50

75

100

135

180

240

235

             

7,5

25

 

20

35

55

75

100

125

160

195

245

315

         

10

30

 

15

30

45

60

75

95

120

145

170

205

250

310

     

10,5

35

310

5

15

25

40

50

60

80

100

120

140

160

190

220

270

310

12

40

200

5

15

25

30

40

50

70

80

100

110

130

150

170

200

 

15

50

100

 

10

15

25

30

40

50

60

70

80

90

100

     

18

60

60

 

10

15

20

25

30

40

50

55

80

         

21

70

50

 

5

10

18

20

30

35

40

45

50

         

24

80

40

 

5

10

15

20

25

30

35

40

           

27

90

30

 

5

10

12

15

20

25

30

             

30

100

25

 

5

7

10

15

20

22

25

             

33

110

20

   

5

10

13

15

20

               

36

120

15

   

5

10

12

15

                 

39

130

10

   

5

8

10

                   

42

140

10

   

5

7

10

                   

45

150

5

   

5

5

                     

48

160

5

     

5

                     

51

170

5

     

5

                     

54

180

5

     

5

                     

57

190

5

     

5

                     

Quartel em Belo Horizonte,

de

de 2007

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM

CHEFE DO EMBM

ANEXO “C” (TABELA DE TEMPO DE NITROGÊNIO RESIDUAL)

22

À ITO Nº 12, DE / /07- OPERAÇÕES SUBMERSAS NOVO GRUPO * Z O N
À ITO Nº 12, DE
/
/07-
OPERAÇÕES SUBMERSAS
NOVO GRUPO *
Z
O
N
M
L
K
J
I
H
G
F
E
D
C
B
A
0:10
0:23
0:35
0:29
1:03
1:19
1:37
1:56
2:18
2:43
3:11
3:46
4:30
5:28
6:57
1000
0:22
0:34
0:48
1:02
1:18
1:36
1:55
2:17
1:42
3:10
3:45
4:29
5:27
6:56
1005
1200
0:10
0:24
0:37
0:52
1:08
1:25
1:44
2:05
2:30
3:00
3:34
4:18
5:17
6:45
9:55
O
0:23
0:36
0:51
1:07
1:24
1:43
2:04
2:29
2:59
3:33
4:17
5:16
6:44
9:34
1200
0:10
0:25
0:40
0:55
1:12
1:31
1:54
2:19
2:48
3:23
4:05
5:04
6:33
9:44
N
0:24
0:39
0:54
1:11
1:30
1:53
2:18
2:47
3:22
4:04
5:03
6:32
9:43
1200
0:10
0:26
0:43
1:00
1:19
1:40
2:06
2:35
3:09
3:53
4:50
6:19
9:29
M
0:25
0:42
0:59
1:18
1:39
2:05
2:34
3:08
3:52
4:49
6:18
9:28
1200
0:10
0:27
0:48
1:05
1:26
1:50
2:20
2:54
3:37
4:36
6:03
9:13
L
0:26
0:45
1:04
1:25
1:49
2:19
2:53
3:36
4:35
6:02
9:12
1200
0:10
0:29
0:50
1:12
1:36
2:04
2:39
3:22
4:20
5:49
8:59
K
0:28
0:49
1:11
1:35
2:03
2:38
3:21
4:19
5:48
8:58
1200
0:10
0:32
0:55
1:20
1:48
2:21
3:05
4:03
5:41
8:41
J
0:31
0:54
1:19
1:47
2:20
3:04
4:02
5:40
8:40
1200
0:10
0:34
1:00
1:80
2:03
2:45
3:44
5:13
8:22
I
0:33
0:59
1:29
2:02
2:44
3:43
5:12
8:21
1200
0:10
0:37
1:07
1:42
2:24
3:21
4:50
8:00
H
0:40
1:06
1:41
2:23
3:20
4:49
7:59
1200
0:10
0:41
1:16
2:00
2:59
4:26
7:36
G
0:40
1:15
1:59
2:58
4:25
7:35
1200
0:10
0:46
1:30
2:29
3:58
7:06
F
0:54
1:29
2:28
3:57
7:05
1200
0:10
0:55
1:58
3:23
6:33
E
0:54
1:57
3:22
6:32
1200
0:10
1:10
2:39
5:49
D
1:09
2:38
5:48
1200
0:10
1:40
2:50
C
1:39
2:49
1200
0:10
2:11
B
2:10
1200
A
0:10
1200

* O Novo Grupo deve ser aplicado na próxima Tabela, para cálculo do Tempo de Nitrogênio Residual

   

PROFUNDIDADE DO MERGULHO DE REPETIÇÃO

(PÉS)

 

GR

40

50

60

 

70

80

90

100

110

120

130

140

150

160

170

180

190

*

                                 

A

7

6

5

 

4

4

3

3

3

3

3

2

2

2

2

2

2

B

17

15

11

9

8

7

7

6

6

6

5

5

4

4

4

4

C

25

21

17

15

13

11

10

10

9

8

7

7

6

6

6

6

D

37

29

24

20

18

16

14

13

12

11

10

9

9

8

8

8

E

49

38

30

26

23

20

18

16

15

13

12

12

11

10

10

10

F

61

47

36

31

28

24

22

20

18

16

15

14

13

13

12

11

G

73

56

44

37

32

29

26

24

21

19

18

17

16

15

14

13

H

87

66

52

43

38

33

30

27

25

22

20

19

18

17

16

15

I

101

76

61

50

43

38

34

31

28

25

23

22

20

19

18

17

J

116

87

70

57

48

43

38

34

32

28

26

24

23

22

20

19

K

138

99

79

64

54

47

43

38

35

31

29

27

26

24

22

21

L

161

111

88

72

61

53

48

42

39

35

32

30

28

26

25

24

M

187

124

97

80

68

58

52

47

43

38

35

32

31

29

27

16

N

213

142

107

87

73

64

57

51

46

40

38

35

33

31

29

28

O

241

160

117

96

80

70

62

55

50

44

40

38

36

34

31

30

Z

257

169

122

100

84

73

64

57

56

46

42

40

37

35

32

31

TEMPO DE NITROGÊNIO RESIDUAL

O Grupo Repetitivo (GR) é obtido na tabela anterior.

Belo Horizonte,

de

de 2007.

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM CHEFE DO EMBM

ANEXO “D” (O MERGULHO EM ALTITUDES) - À ITO Nº 12,

DE

/

/07

- OPERAÇÕES SUBMERSAS

A pressão atmosférica ao nível do mar é maior do que nas grandes altitudes, pois o ar “pesa” e está apoiado em tudo o que existe. Em outras palavras, a pressão atmosférica diminui na proporção em que a altitude aumenta. Este fato é muito relevante, principalmente na atividade profissional do Corpo de Bombeiros, pois um grande número de mergulhos realiza-se em localidades cuja altitude está acima do nível do mar. A situação reveste-se de um rigor ainda maior se considerarmos que há diferença de densidades entre a água doce e a água salgada. Sendo esta última muito mais densa do que a primeira, podemos afirmar que para a mesma altura de coluna de água, a pressão exercida pela de água salgada será maior do que a de água doce, criando, portanto, mais uma condição adversa. Mergulhos realizados sob essas condições necessitam, então, que sejam feitas as devidas conversões da profundidade atingida para a sua equivalente ao nível do mar. Pelo mesmo raciocínio, as paradas para descompressão deverão ser feitas a profundidades menores do que às indicadas para ao nível do mar. Em suma, as tabelas de altitude vieram para regular as tabelas baseadas ao nível do mar, contribuindo para uma maior segurança nas atividades de mergulho realizadas pelo Corpo de bombeiro Militar de Minas Gerais.

TABELA DE MERGULHO EM ALTITUDE

ALTITUDE

PROCEDIMENTO

Até 100m (330 pés)

Cumprir a tabela padrão de descompressão. (TPD)

De 100 a 300m (300 a 1.000 pés)

Some ¼ da profundidade original e usar esquema de descompressão da TPD para resultado obtido.

De 300 a 2.000m (1.000 a 6.500 pés)

Some 1/3 da profundidade original e usar esquema de descompressão da TPD para resultado obtido.

De 2.000 a 3.000m (6.500 a 10.000 pés)

Some ½ da profundidade original e usar esquema de descompressão da TPD para resultado obtido.

TABELA PARA GRUPOS REPETITIVOS ADAPTAÇÃO A ALTITUDE

Altitude (m)

Grupo Repetitivo

300

A

600

B

900

B

1200

C

1500

D

1800

E

2100

E

2400

F

2700

G

3000

H

TABELA DE PROFUNDIDADES CORRESPONDENTES

PROF

 

ALTITUDE (metros)

 

(M)

 

0

300

600

900

1200

1500

1800

2100

2400

2700

3000

12

15

15

15

15

15

15

18

18

18

18

15

18

18

18

18

18

21

21

21

21

21

18

21

21

21

21

24

24

24

24

27

27

21

24

24

24

24

27

27

27

30

30

30

24

27

27

27

30

30

30

33

33

33

33

27

30

30

30

33

33

33

36

36

36

36

30

33

33

33

36

36

39

39

39

39

42

33

36

36

39

42

45

         

36

39

39

42

42

45

         

39

42

42

45

             

42

45

                 

TABELA PARA PROFUNDIDADE DE DESCOMPRESSÃO CORRESPONDENTE

ALTITUDE (m)

PROF. DA PARADA ( M)

300

5,0

600

5,0

900

5,0

1200

5,0

1500

4,5

1800

4,5

2100

4,0

2400

4,0

2700

4,0

3000

3,5

TABELA DE VELOCIDADE DE SUBIDA CORRESPONDENTE

Altitude (m)

Velocidade de Subida (m /min)

300

8,8

600

8,6

900

8,3

1200

8,0

1500

7,7

1800

7,4

2100

7,1

2400

6,8

2700

6,6

3000

6,3

TABELA PARA CORREÇÃO DO PROFUNDÍMETRO DE BOURDON

ALTITUDE (m)

CORREÇÃO (Adicionar)

300

0,4

600

0,7

900

1,0

1200

1,4

1500

1,7

1800

2,0

2100

2,3

2400

2,6

2700

2,9

3000

3,2

Belo Horizonte,

de

de 2007.

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM CHEFE DO EMBM

BIBLIOGRAGIA:

Manual de operações aquáticas sem aparelhos ( MTB-4-1-PM ).

Lei nr 6.514 de 22 de Dezembro de 1.977 e Portaria nr 3.214 de 08 de Junho de 1.978, que regula o capítulo V título ll da consolidação das leis de trabalho, relativo à segurança e medicina do trabalho.

Manual de Mergulho- Parte 1- Mergulho a Ar - Ministério da Marinha

RESNICK, Robert e HALLIDAY, David Física parte I

REVISTA SCUBA Atol Editora Ltda Rio de Janeiro, RJ MANUAL DE MERGULHO CMAS

MANUAL NAUI SCUBA DIVE

Belo Horizonte,

de

de 2007.

ANTÔNIO DAMÁSIO SOARES, CORONEL BM CHEFE DO EMBM