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As heróides e o trágico

Márcia Regina de Faria da Silva (UERJ)

No presente texto falaremos sobre Ovídio, poeta latino do I sé- culo a.C. Era filho de rica família eqüestre, nasceu a 20 de março de 43 a.C., em Sulmona, e morreu em 17 ou 18 de nossa era, exilado na ilha de Tomos, no mar Negro. Escreveu na chamada Época de Au- gusto, período mais importante da literatura latina. Estudou com os grandes mestres de retórica do seu tempo, o que exercerá grande influência em toda sua obra. Seu pai queria que se dedicasse ao Di- reito, mas, depois de ter exercido alguns cargos públicos, deixou tudo e dedicou-se à poesia, pois segundo ele: “Tudo o que tentava escrever, saía em versos” (Tristes, IV, 10, 26). Em relação à época em que viveu o poeta e a juventude a qual pertenceu, nos esclarece Ettore Bignone:

É o verdadeiro filho da sociedade romana de seu tempo, cansada dos trágicos sobressaltos e das sangüinárias lutas do último perí- odo das guerras civis pelos moribundos ideais republicanos, a que Augusto deu a paz, em oposição às antigas liberdades que ti- nham degenerado em anarquia e em licenciosidade. As antigas paixões tumultuosas da política, as ambições ardentes de predomínio, se resultaram em avidez pelo prazer. Agora esta juventude faustuosa e festiva quer gozar de todos os prazeres, an- tes de tudo, dos que proporciona a arte e a beleza. Porém se trata de arte e beleza voluptuosas, de superfície mais que de profundi- dade; de gozo exterior mais que de íntimo e apaixonado abando- no da alma. Ovídio reúne todos os dons e todas as qualidades de engenho necessárias para ser o poeta desta época voluptuosa e

divertida. (BIGNONE, 1952, p. 309)

Ovídio vai nos interessar, principalmente, através das Herói- des, cartas de heroínas e heróis da lenda e da história a seus amantes escritas em versos elegíacos, nas quais une, segundo Bayet (BA- YET,1985, p. 273-285), elementos diversos: dramáticos, descritivos

e retóricos e da qual falaremos a seguir. Atualmente, a elegia é considerada um gênero de poesia rela- cionado aos problemas amorosos ou à melancolia. Porém em sua

origem, ela era uma poesia composta dos chamados dísticos elegía- cos, ou seja, um hexâmetro e um pentâmetro. Segundo Spalding, a

transição do ritmo uniforme da epopéia para a varie-

dade quase infinita dos sistemas líricos; era, portanto, a mediadora entre epopéia e poesia lírica” (SPALDING, [s.d.] p. 76.) Além disso, se distancia da épica, especialmente, pelo subjetivismo e espontanei- dade.

Na Grécia, desenvolve-se como forma poética já no século VII a.C., mas foi no período Alexandrino, século III a.C., que a elegia se tornou popular, através de autores como Calímaco e Fílitas. Nessas poesias, a preocupação com a forma é fundamental, entrando em tensão com a matéria, gerando o problema entre inspiração e artifici- alismo. Nelas, a temática amorosa era muito ligada a heróis e heroí- nas mitológicos. Foram justamente esses elegíacos que influenciaram

a elegia romana. Em Roma, o primeiro a se destacar nesse estilo foi Catulo com seus poemas 65, 66 e 68, que trazem consigo o cerne da poesia eróti-

elegia era “

ca e amorosa que será plenamente desenvolvido na época de Augus- to.

Como se viu, o I século a.C. foi um período conturbado, em Roma, época de guerras civis, porém, após a vitória de Augusto, foi também um período de paz, portanto propício à poesia subjetiva e, especialmente, amorosa. No período augustano, especialmente, com Tibulo, Propércio e Ovídio, a elegia ganha caracteres precisos e definidos tamanha a dedicação destes poetas a este tipo de poesia. Eles escrevem livros inteiros de elegias, normalmente dedicados a uma mulher, como Délia, em Tibulo e Cíntia, em Propércio, sendo que estes pseudôni- mos, nem em um, nem em outro deixa transparecer a identidade de suas amadas. Como foi visto, a elegia, especialmente na época de Augusto, seria uma poesia que abordaria a paixão amorosa do próprio poeta ou, como vemos nas Heróides, de Ovídio, de outras personagens. Nessa obra, Ovídio dá voz às heroínas e aos heróis do mito ou da história para demonstrarem em seus versos a dor da separação de seus amados ou amadas. Neste sentido, esta obra remonta à noção própria da elegia, pois usa heróis épicos, estando, portanto, no limiar entre épica e lírica. Ovídio, através das Heróides, traz para a elegia uma nova ca- racterística, que distingue esse autor em relação aos demais elegía- cos, a capacidade de aprofundar e mostrar os sentimentos das mulhe- res. Catulo, Tibulo e Propércio e, nos Amores, o próprio Ovídio,

fazem em algumas partes análise dos sentimentos da mulher, mas nas Heróides há um aprofundamento dos sentimentos, especialmente, das dores e aflições sentidas com as separações ou abandonos amo- rosos. Neste sentido, esta obra é um vago presságio das elegias do exílio, nas quais Ovídio canta sua própria dor e desespero. Nesta obra, o poeta consegue obter um dístico elegíaco que se apresenta no presente, mas que imerge no passado através da recor- dação que é repleta de nostálgica tristeza. Vê-se nestes poemas um aspecto novo em relação à elegia an- tiga. No carmen 66, de Catulo, encontra-se a elegia sob a forma ale- xandrina que tem como personagens heróis mitológicos. Porém, ape- sar de nas Heróides, os heróis e, principalmente, as heroínas serem em sua maioria provenientes do mito, Ovídio consegue fazer uma poesia de cunho pessoal, pois constantemente observa-se a presença do poeta através da enorme gama de sentimentos e sensações dadas às personagens e aos acontecimentos. As Heróides de Ovídio fundam um novo gênero na poesia la- tina, pois não eram somente elegias, mas foram escritas em forma de carta. Diz Kenney a esse respeito:

Para este novo gênero não havia um único modelo grego ou ro- mano. Sua originalidade, por conseguinte, como na mesma elegia amorosa, consistia na mescla de elementos existentes procedentes da tradição literária e retórica. (KENEY y CLAUSEN, [s.d.],

p. 466)

Os temas dessa obra são comuns às outras elegias, pois trata temas eróticos da mitologia grega em estilo subjetivo. Além disso, a

separação, a infidelidade e a traição eram muito comuns nesse gêne- ro de poesia. Porém, o que não era comum à época eram os soliló- quios. Ovídio os tornou legítimos ao dar-lhes a forma de carta, que era uma forma literária muito antiga, que ganhou espaço na poesia latina com Luciano e Horácio. Fez de cada carta uma obra de arte independente, que não precisa, nem aponta para uma resposta (as cartas respondidas são certamente tardias). A idéia de usar a carta como forma veio de uma elegia de Propércio (4,3), que era uma carta de Aretusa a Licotas, porém esses personagens faziam eco a perso- nagens reais, ao contrário das escritas por Ovídio. Como já foi mencionado, o material por ele utilizado procedia, principalmente, da épica grega e da tragédia. Exceção feita à Carta de Dido a Enéias, que se baseia na Eneida e a de Ariadne, que se baseia em Catulo. Os temas são os mesmos, o impedimento da pai- xão entre o emissor e o destinatário. Com isso, Ovídio teve que dar uma grande variedade de tratamento e de tom para evitar a monoto- nia. Assim, vê-se que o poeta utiliza uma retórica brilhante e uma narrativa retrospectiva dando realce à situação vivida pela persona- gem. Além disso, encontra-se um mérito muito grande no poeta que é o de dar destaque ao drama psicológico. Abordaremos a carta de Dido a Enéias. Contudo, antes é bom sintetizarmos a lenda apresentada por Ovídio. Enéias, após deixar Tróia incendiada pelos gregos, navega em busca da terra predestina- da a ser sua nova pátria. É colhido por uma tempestade, mandada por Juno, que dispersa seus navios e os arremessa na costa da África,

mais precisamente, em Cartago, cidade em construção, governada pela rainha Dido, viúva de Siqueu, que fora morto pelo irmão desta, desejoso do trono e dos tesouros de Sidon. Dido, avisada em sonho pelo marido assassinado, foge da cidade levando seu ouro e procura reconstruir sua vida e um novo reino. A rainha, conhecedora das desventuras dos troianos, acolhe-os e logo se apaixona por Enéias. Juno e Vênus, com ardilosa intenção, reforçam essa paixão e preme-

ditam uma situação para que Dido e Enéias pudessem se unir: uma tempestade no meio de uma caçada. A rainha e o herói refugiam-se na mesma gruta e unem-se. Enéias, a partir de então, participa dos trabalhos de construção da cidade, até o dia em que Júpiter ordena a Mercúrio que o alerte para o cumprimento de sua missão: dar aos troianos uma nova pátria e a Ascânio uma grande descendência. E- néias parte. Dido, ao saber disso, reprova sua atitude e dilacerada pela dor e pela vergonha, resolve se matar. Constrói uma enorme fogueira, que será sua pira funerária, e usa a espada de Enéias para pôr fim à sua própria vida, enquanto os navios troianos partem.

A carta de Ovídio inicia-se no momento em que Dido prepara-

se para morrer e contém aspectos trágicos marcantes, como veremos a seguir.

O trágico se revela, segundo a definição dada por Staiger:

Quando se destrói a razão de uma existência humana, quando uma causa final e única cessa de existir, nasce o trágico. Dito de outro modo, há no trágico a explosão do mundo de um homem, de um povo, ou de uma classe. (STAIGER, 1974, p. 147)

É exatamente isso que acontece com Dido: ela construía um

novo reino, que representava, perante seu irmão e os povos vizinhos, sua “volta por cima” em relação à morte de seu marido e à fuga de

Tiro.

Nem a nova Cartago, nem as muralhas que crescem nem o lugar mais elevado dado a teu cetro te impressionam?

Quando será que fundarás uma cidade à semelhança de Cartago e altivo verás da fortaleza teus povos?”

(Her., VII, 13-14; 21-22)

O poema apresenta Cartago como uma cidade em pleno de-

senvolvimento. E não é uma cidadezinha qualquer, mas uma grande cidade. Pode-se notar isso através da palavra moenia. Ora, as mura- lhas representam uma cidade que deverá vir a ser uma fortaleza e isso é percebido claramente, pois Dido duvida que Enéias possa um dia fundar uma cidade tão importante quanto Cartago.

Mas Dido apaixona-se e, aí, começa a explosão de seu mundo. Nas Heroides, percebe-se a sujeição à paixão através da disposição de Dido para estar de qualquer jeito ao lado de E- néias.

“Se te envergonhas da esposa, não casada, mas que eu seja [chamada forasteira; conquanto que seja tua, Dido suportará ser qualquer coisa.”

(Her., VII,167-168)

Essa sujeição já marca a derrocada da rainha, que fora prenun- ciada, nos primeiros versos do poema, nos quais ela já se mostra completamente apaixonada e preparando-se para o seu trágico fim, como se vê:

Ouve, Enéias, o canto de Elissa que vai morrer;

o que lês são minhas últimas palavras.

(Her., VII, 1-2)

Vários são os aspectos trágicos que se apresentam no poema, analisaremos aqui apenas um de bastante importância: a ultrapassa- gem do métron. No poema, notamos que, na verdade, a rainha de Cartago ultrapassou sua medida (métron) no momento em que quis desviar Enéias de seu destino, fundar uma nova Tróia na Itália. Quando se apaixonou por ele e o reteve em Cartago com seu amor, ela ofendeu aos deuses, pois o destino de Enéias já havia sido decidi- do por Júpiter. Verificamos que Dido utiliza uma grande quantidade de argu- mentos retóricos para impedir Enéias de partir. Logicamente que isto acontece porque a carta de Dido tem como fim último exatamente convencer o troiano a ficar. Observa-se isso nos seguintes versos:

Contudo estás decidido a ir e abandonar a infeliz Dido,

E os mesmos ventos levarão as velas e a fidelidade?

Estás decidido, Enéias, a soltar os navios com a aliança, A perseguir os reinos da Itália, que ignoras onde estejam?

(Her.,VII, 9-12)

Dido argumenta usando comparações com os atos de Enéias para partir. As velas estão para a fidelidade, assim como os navios estão para a aliança. Dido apela para a fides que para os romanos era um conceito moral e religioso de extrema importância. Segundo Ma- ria Helena da Rocha Pereira, “Esta fides é um juramento que com- promete ambas as partes na observância de um pacto ‘bem firme’” (PEREIRA, 1989, p. 324). De tamanha significação era a palavra dada de um romano que existia até mesmo uma deusa chamada Fi- des. Nota-se que Dido não usa um argumento qualquer para fazer Enéias ficar, ela reclama a palavra por ele empenhada. Ir contra isso era difícil. Ainda na tentativa de fazer com que Enéias não parta, ela usa, entre outros, mais um argumento bastante convincente, que foi aqui escolhido:

E tu não sejas retido pelos meus cuidados, sejas retido pelo [menino Iulo

Basta que tu tenhas o indício de minha morte. O que mereceu o menino Ascânio, o que mereceram os Penates? A onda submergirá os deuses arrebatados dos incêndios?

(Her.,VII,75-78)

Enéias quer partir em pleno inverno. A tentativa de convencer o herói troiano nestes versos passa do plano individual de respeito a fides, para um plano coletivo. Inicialmente, ela pretende atingir o instinto paternal de Enéias, pois qualquer pai pensa muito antes de colocar o filho em uma situação de risco. E, depois, usa um argu-

mento ainda mais poderoso: os Penates teriam sido tirados de Tróia para serem afundados no mar? Penates representavam os antepassa- dos de Enéias, divindades que protegiam o herói e sua família. Ele iria colocá-los em perigo? Certamente, sem eles, o troiano não iria conseguir fundar o novo reino predito pelos deuses. Há, aí, uma ex- celente argumentação retórica. Outros versos poderiam demonstrar a tentativa de Dido em fa- zer Enéias permanecer ao seu lado, porém não nos deteremos mais nisso. Continuaremos a linha de raciocínio: em sua trajetória trágica a rainha de Cartago ultrapassa o metron, ou seja, sua medida ao se apaixonar por Enéias e tentar detê-lo em Cartago, unindo-se a ele. Essa união, configuraria também a união de seu reino ao de Enéias, o que faria com que ele não cumprisse o destino estabelecido pelos deuses: a fundação de um novo reino que viria a ser Roma. A partir de então é lançada contra ela a áte, a cegueira da razão, que acontece através da paixão desmesurada, que a leva a fazer de tudo para impe- dir sua partida, até mesmo pedir que ele fique apenas até que ela possa acostumar-se com a idéia de perdê-lo.

“Por causa dos méritos e se devemos mais coisas a ti, peço, por causa da esperança de união, um pouco de tempo; até que as ondas acalmem-se e o costume modere o amor, aprenderei a ser capaz de suportar as coisas tristes [corajosamente.”

(Her.,VII,177-180)

Nesta passagem, Ovídio mostra uma Dido que ainda possui a esperança de união, embora tudo concorra contrariamente. Ela limi- ta-se a implorar um tempo, pois diz a sabedoria popular que o tempo esfria o amor, para que, quem sabe assim, ela possa se acostumar à idéia de perdê-lo. Logicamente, ela está se iludindo, pois não poderá voltar atrás no caminho que a leva ao encontro da Moira, o destino cego.

Em relação à ultrapassagem do metron, são se pode esquecer um aspecto importante: a ofensa de Dido ao pudor. O pudor era uma questão relevante para os romanos, pois significava não somente a castidade, mas o sentimento de honra, tratando-se de um sentimento moral. Ora, a rainha havia prometido que não se uniria a outro ho- mem após a morte de seu marido Siqueu, mas descumpriu o jura- mento feito. Encontramos nos poemas a própria Dido referindo-se à essa promessa.

“Reclama, pudor ferido, o castigo e, Siqueu violado, para quem me dirijo infeliz, cheia de pudor. Siqueu foi honrado por mim num templo de mármore (grinaldas expostas e faixas brancas cobrem-no); daqui eu senti que eu tinha sido chamada quatro vezes [por voz conhecida. Ele mesmo disse com uma voz doce: ‘Elissa, vem’.”

(Her., VII, 97-102)

Observamos até aqui duas faltas que levaram à ultrapassagem do metron. É conveniente, contudo lembrar que, mais significativo que o pudor ferido para essa ultrapassagem, foi a paixão desmesura-

da que, talvez inconscientemente, alimentou o intuito de unir a raça troiana à cartaginesa e, quem sabe, deslocar as futuras glórias roma- nas para Cartago. Ovídio procura mostrar o lado mais humano e mais vulnerável de Dido, enquanto mulher sofredora abandonada pelo homem amado. Devemos fazer um resumo da questão do destino trágico de Dido traçado até aqui: ao entrar no êxtase báquico através da paixão, ela comunga com o divino, pelo entusiasmo, tornando-se um anér, ou seja, uma heroína, que ultrapassa o métron ao acreditar que pode mudar o destino de Enéias. Essa ultrapassagem constitui uma hybris, isto é, uma violência contra ela mesma e contra os deuses, que a punem com a áte, cegueira da razão, fazendo com ela se entregue cada vez mais à paixão que a destruirá, pois a levará à Moira ou des- tino cego, marcado pelo suicídio. Dessa forma, apesar de estar em uma obra lírica, pela forma, Dido mostra-se como uma personagem tipicamente trágica.

Referências bibliográficas

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