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GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL

GOVERNO DO DISTRITO FEDERAL

INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS HÍDRICOS DO DISTRITO FEDERAL BRASÍLIA AMBIENTAL IBRAM Superintendência de Áreas Protegidas SUGAP Coordenação de FloraCOFLORA Gerência de Recuperação Ambiental GEREA

ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE RELATÓRIOS DE ACOMPANHAMENTO DE PLANO DE RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS-PRAD

O presente roteiro visa orientar, a título de sugestão, as informações importantes na

apresentação dos relatórios de acompanhamento do Plano de Recuperação de Áreas

Degradadas PRAD, conforme exigidos na Instrução nº 008/2012 IBRAM em seus

Art. 9º e 12º. Os relatórios deverão ser protocolados no IBRAM para serem anexados ao

Processo Administrativo autuado para análise do PRAD, conforme cronograma previsto

na supracitada Instrução.

Todos

os

relatórios

de

acompanhamento

do

PRAD

deverão

ser

elaborados

por

responsável(s)

técnico(s)

habilitado(s),

com

cadastro

ativo

no

IBRAM,

com

a

apresentação da respectiva(s) Anotação(ões) de Responsabilidade Técnica ART.

ROTEIRO SUGERIDO:

1. DADOS GERAIS

PROCESSO IBRAM:

MOTIVAÇÃO PRAD:

Auto Infração, Judicial, Licenciamento, Programa de Regularização Ambiental PRA, Outros;

RESPONSÁVEL TÉCNICO: ART Nº/Conselho

RELATÓRIO EXECUÇÃO: BIMESTRAL

RELATÓRIO MONITORAMENTO: SEMESTRAL especificar o ano/período de referência

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“Brasília - Patrimônio Cultural da Humanidade” SEPN 511 Bloco C Edifício Bittar CEP 70.750543 Brasília DF Fone: (61) 3214-5643

Folha nº:

Proc. nº:

Mat/Rub:

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2.

ÁREA EM RECUPERAÇÃO

DELIMITAÇÃO: Apresentar poligonal da(s) área(s) em recuperação*em mapas com escala

adequada em sistema de projeção cartográfica UTM e datum SIRGAS2000. Arquivos digitais geoespaciais deverão ser protocolados (shp.; etc.)

* No caso de utilização de diferentes métodos, delimitar a poligonal para cada subdivisão da área total.

REGIME DE PROTEÇÃO: Identificar por meio de dados espaciais as áreas protegidas incidentes na área de recuperação: Área de preservação Permanente-APP, Reserva Legal-RL e Unidades de Conservação- UC (e a zona incidente se for o caso).

3.

RELATÓRIOS DE EXECUÇÃO

3.1

O Relatório de Monitoramento do PRAD deverá expor resumidamente as ações que

foram realizadas na implantação do Projeto de recuperação, indicando eventuais alterações da proposta original e suas justificativas, bem como propor ações a serem executadas no período de seca.

3.2

Tabela contendo a quantidade de indivíduos que foram plantados por espécie na

poligonal definida para plantio, indicando eventuais alterações da proposta original e suas justificativas. A Tabela deverá ter no mínimo as seguintes variáveis por espécie plantada:

 

Densidade D (indivíduos); e

Densidade Relativa (%).

Exemplo: A Tabela 2 resume o plantio de 1.600 indivíduos de 23 espécies.

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Tabela 2: Exemplo 3.3 Levantamento das condições locais (existência de pragas, de intervenções na área
Tabela 2: Exemplo
3.3
Levantamento das condições locais (existência de pragas, de intervenções na área
do projeto, fauna local) e verificação da necessidade de complementação de técnicas
fitossanitárias, de irrigação para o período da seca.
3.4 Descrever as práticas de manutenção e períodos em que foram realizadas:
Adubação, controle mato competição (capina, coroamento), irrigação entre outros
utilizados.
3.5 Mapa dos talhões efetivamente plantados no sistema de Projeção UTM, datum
SIRGAS2000.
3.6
Arquivo shapefile dos talhões efetivamente plantados no sistema de Projeção UTM,

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datum SIRGAS2000.

3.7 O Relatório de Execução poderá ser acompanhado por itens previstos no Relatório e Manutenção, quando houver necessidade.

3.8 Relatório Fotográfico.

4. RELATÓRIOS DE MONITORAMENTO

4.1

O relatório de monitoramento tem o objetivo de demonstrar o desenvolvimento do

plantio e deverá propor as ações a serem tomadas no próximo período chuvoso.

4.2 Censo florestal das mudas plantadas para quantificar as mudas vivas ou, se for o caso, Inventário com erro de amostragem 10% a 90% de probabilidade. Acrescentar:

 

Deverá ser mensurada a variável altura dos indivíduos arbóreos plantados na execução do PRAD. Outras variáveis poderão ser coletadas a critério do Responsável Técnico.

As mudas deverão ser classificadas em 2 classes: a 1ª Classe deverá contemplar nas mudas classificadas como boas, e a 2ª Classe deverá contemplar as mudas que apresentam problemas fitossanitários, e problemas de desenvolvimento e que devem sofrer intervenção no próximo período chuvoso.

A quantidade de mudas mortas será igual ao total de mudas previstas na Condicionante nº 2 desta Autorização menos a quantidade de mudas amostradas (Classe I+ Classe II).

Exemplo de delimitação de área para o inventário (Figura 1a e 1c) e área para condução de censo florestal :

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Figura 1(a): Unidades amostrais para inventário. Figura 1 (b): Área que será conduzido um censo

Figura 1(a): Unidades amostrais para inventário.

Figura 1(a): Unidades amostrais para inventário. Figura 1 (b): Área que será conduzido um censo florestal

Figura 1 (b): Área que será conduzido um censo florestal

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Figura 1(c): Unidades amostrais para inventário. 4.3 A partir dos dados coletados no censo deverá
Figura 1(c): Unidades amostrais para inventário.
4.3 A partir dos dados coletados no censo deverá ser feita uma Tabela da comunidade
de indivíduos arbóreos plantados na execução do PRAD contendo, para cada espécie
plantada, as seguintes variáveis:
 Densidade – D (indivíduos/ha);
 Densidade Relativa – DR (%);
 Altura Média – AM (cm);
 Altura Média Relativa – AMR (%);
 Índice de Valor de Importância para o PRAD – IVI PRAD , calculado pela
equação:
= +
Exemplo: a Tabela 3 e a Figura 2 ilustram como os resultados devem ser apresentados
para o estudo da comunidade de indivíduos arbóreos plantados.
Tabela 3: Exemplo de Tabela Fitossociológica para o PRAD.

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Figura 2: IVI PRAD 4.4 Proposta da Manutenção a ser realizada no próximo período chuvoso,
Figura 2: IVI PRAD
4.4 Proposta da Manutenção a ser realizada no próximo período chuvoso, constando
descrição das ações a serem realizadas, incluindo a proposta de adubação de
cobertura a ser utilizada, as ações de combate à mato-competição, entre outros.

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4.5 Gráfico de distribuição da altura, apresentando a relação entre a quantidade de indivíduos amostrados por classe de altura.

Exemplo: A Figura 3 ilustra a distribuição de alturas registradas após 6 meses em termos absolutos (a) e relativo (b).

(a)

250 224 228 208 200 146 132 150 100 62 50 0 0 a 10cm
250
224
228
208
200
146
132
150
100
62
50
0
0 a 10cm
10 a 20cm
20 a 30cm
30 a 40cm
40 a 50cm
50cm a 1,0m
Classe de altura
Número de indivíduos

(b)

25 22,39 22,84 20,78 20 14,6 13,22 15 10 6,17 5 0 0 a 10cm
25
22,39
22,84
20,78
20
14,6
13,22
15
10
6,17
5
0
0 a 10cm
10 a 20cm
20 a 30cm
30 a 40cm
40 a 50cm
50cm a 1,0m
Classe de altura
Densidade Relativa (%)

Figura 3: Exemplo de distribuição de alturas registradas após 6 meses da execução do PRAD em termos absolutos (a) e relativo (b).

4.6 Gráfico integrando a distribuição da altura obtida nos diferentes relatórios de monitoramento, mostrando a evolução do crescimento do plantio ao longo do tempo.

Exemplo: A Figura 4 ilustra a distribuição de alturas registradas após 6 meses, 3 anos e 6 anos da execução do PRAD.

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Densidade Relativa (%)

35

30

25

20

15

10

5

0

Densidade Relativa (%) 35 30 25 20 15 10 5 0
Densidade Relativa (%) 35 30 25 20 15 10 5 0 Classe de altura Estatística descritiva

Classe de altura

Estatística descritiva Altura (m)

Mínimo

1,10

1º Quartil

4,00

Média

5,72

Mediana

6,00

3º Quartil

7,00

Máximo

13,00

63 6 meses anos anos

36 6 meses anos anos

66 3 meses anos anos

meses

anos

anos

7,00 Máximo 13,00 6 3 6 meses anos anos Figura 4: Exemplo de registradas após 6
7,00 Máximo 13,00 6 3 6 meses anos anos Figura 4: Exemplo de registradas após 6
7,00 Máximo 13,00 6 3 6 meses anos anos Figura 4: Exemplo de registradas após 6

Figura 4: Exemplo de registradas após 6 meses, 3 anos e 6 anos da execução do PRAD.

4.7 Tabela contendo a estatística descritiva (média, variância, desvio-padrão, mediana, 1º e 3º quartil) da variável altura e da variável densidade (Classe I, Classe II, Total vivo), mostrando a evolução do crescimento ao longo do tempo (6 meses, 18 meses, 24 meses, e assim por diante).Exemplo:

Tabela 4: Estatística descritiva dos indivíduos amostrados na área do PRAD.

plantada.

dos indivíduos amostrados na área do PRAD. plantada. 4.8 Planilha no formato excel contendo os dados
dos indivíduos amostrados na área do PRAD. plantada. 4.8 Planilha no formato excel contendo os dados

4.8 Planilha no formato excel contendo os dados de altura coletados por espécie

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4.9 Cobertura do Solo.

Exemplo: Método de pontos 1 (step-point method) 2

> 200 cm 150,1 - 200 cm 100,1 - 150 cm 50,1 - 100 cm
> 200 cm
150,1 - 200 cm
100,1 - 150 cm
50,1 - 100 cm
0 - 50 cm
Ponta da agulha:

0%

20%

40%

60%

80%

100%

Solo exposto:100 cm 0 - 50 cm Ponta da agulha: 0% 20% 40% 60% 80% 100% Serrapilheira:

Serrapilheira:cm Ponta da agulha: 0% 20% 40% 60% 80% 100% Solo exposto: Palhada Gramínea exótica Herbácea

Palhadaagulha: 0% 20% 40% 60% 80% 100% Solo exposto: Serrapilheira: Gramínea exótica Herbácea exótica Herbácea nativa

Gramínea exótica0% 20% 40% 60% 80% 100% Solo exposto: Serrapilheira: Palhada Herbácea exótica Herbácea nativa Liana Árvore

Herbácea exótica80% 100% Solo exposto: Serrapilheira: Palhada Gramínea exótica Herbácea nativa Liana Árvore nativa Árvore exótica

Herbácea nativa80% 100% Solo exposto: Serrapilheira: Palhada Gramínea exótica Herbácea exótica Liana Árvore nativa Árvore exótica

Lianaexposto: Serrapilheira: Palhada Gramínea exótica Herbácea exótica Herbácea nativa Árvore nativa Árvore exótica

Árvore nativa100% Solo exposto: Serrapilheira: Palhada Gramínea exótica Herbácea exótica Herbácea nativa Liana Árvore exótica

Árvore exótica80% 100% Solo exposto: Serrapilheira: Palhada Gramínea exótica Herbácea exótica Herbácea nativa Liana Árvore nativa

4.10 No caso de danos, roubos de mudas e/ou outros atos de vandalismo contra o

Projeto de Recuperação, o interessado deverá registrar boletim de ocorrência na Polícia Civil e protocolar no IBRAM para compor os autos do Processo e para análise.

5. EVOLUÇÃO DO PRAD /CONCLUSÃO.

PERÍODO: mês/ano.

SITUAÇÃO ANTERIOR: Descrever sucintamente os danos ambientais e/ou histórico da degradação do local, com registros fotográficos;

AÇÕES IMPLANTADAS: Descrição geral da implantação das ações de recuperação com registros fotográficos;

1 MANTOVANI, W.; MARTINS, F.R. 1990. O Método de Pontos. Acta Botanica Brasilica. V.4, n.2, p.95-

122.

2 INTERAGENCY TECHNICAL REFERENCE. 1999. Sampling Vegetation Attributes. BLM Techinal

Reference 1734-4. National Business Center, Denver, CO. 158p.

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