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O NASCIMENTO DA TELEVISÃO

O nascimento da televisão deve-se em grande parte a cientistas, visionários e homens de


ideias muito avançadas.
Desde o inicio do século XIX, os cientistas estavam preocupados com a transmissão de
imagens à distância. E foi com a invenção de Alexander Bain, em 1942, que se obteve a transmissão
telegráfica de uma imagem (fac-símile), atualmente conhecido como fax.
Mas já em 1817, o químico sueco Jons Jacob Berzelius descobriu o selénio. Mas só 56 anos
depois, em 1873, é que o inglês Willoughby Smith comprovou que o selénio possuía a propriedade
de transformar energia luminosa em energia eléctrica. Através desta descoberta conseguiu-se
realizar a transmissão de imagens por meio da corrente eléctrica.

Em 1884, o alemão Paul Nipkow, inventou um disco com orifícios em espiral com a mesma
distância entre si que fazia com que o objecto se subdividisse em pequenos elementos que juntos
formavam uma imagem.
No ano de 1892 Julius Elster e Hans Getiel inventaram a célula fotoelétrica. Em 1906
Arbwehnelt desenvolveu um sistema de televisão por raios catódicos, sendo que o mesmo ocorreria
na Rússia por Boris Rosing. O sistema empregava a exploração mecânica de espelho somada ao
tubo de raios catódicos.
Em 1920 realizaram-se as verdadeiras transmissões, graças ao inglês John Logie Baird,
através de um sistema mecânico baseado no disco de Nipkow. Quatro anos depois, em 1924, John
Baird transmitiu contornos de objetos à distância e no ano seguinte fisionomias de pessoas. Já em
1926, John Baird, fez a primeira demonstração no Royal Institution em Londres, para a comunidade
científica e logo após assinou contrato com a BBC para transmissões experimentais. O padrão de
definição possuía 30 linhas e era mecânico.

Por volta desta altura, mais concretamente no ano de 1923, o russo Vladimir Zworykin
patenteou o Iconoscópio, invento que utilizava tubos de raios catódicos. Também Philo Earsworth
em 1927 patenteou um sistema dissecador de imagens por raios catódicos, mas com uma resolução
pouco satisfatória. Zworykin foi convidado pela RCA para encabeçar a equipa que viria a produzir o
primeiro tubo de televisão chamado Orticon, que passou a ser produzido à escala industrial a partir
de 1945.

Em Março de 1935, a Alemanha foi o primeiro país a oferecer um serviço de televisão


pública, adoptando um padrão de média definição com 180 linhas e 25 quadros por segundo. No
mesmo ano, mas em Novembro a França iniciou as suas transmissões, sendo a torre Eiffel o posto
emissor.
A BBC foi inaugurada em 1936, na Inglaterra, com uma imagem composta por 240 linhas,
padrão mínimo que os técnicos chamavam de “alta definição”, por garantir uma boa qualidade e
nitidez. No espaço de três meses o seu sistema oficial já era de 405 linhas. No ano seguinte três
câmaras eletrônicas transmitiram a cerimônia da coroação de Jorge VI para cerca de 50 mil
telespectadores.

Televisão de 1936

Na Rússia a televisão começou a funcionar em 1938. Um ano depois nos Estados Unidos,
onde a National Broadcasting Company (NBC) transmitia inicialmente para cerca de 400 aparelhos
na cidade de Nova Iorque, utilizando uma resolução de 340 linhas com 30 quadros por segundo.
Neste mesmo ano (1939) acontece no Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, a primeira
transmissão de televisão em circuito fechado, de que se têm conhecimento. Foi durante a Feira
Internacional de Amostras e utilizando equipamentos de origem alemã.
A segunda guerra mundial começou em 1939 e a Alemanha foi o único país da Europa a
manter a televisão no ar durante esse período. Paris voltou com as transmissões em Outubro de
1944, Moscovo em Dezembro de 1945 e a BBC em Junho de 1946.
No ano de 1950 já a França possuía uma emissora com definição de 819 linhas, a Inglaterra
com 405 linhas, a Rússia com 625 linhas e os Estados Unidos e Japão com 525 linhas.

Início das transmissões a cores

As transmissões regulares a cores nos E.U.A, começaram em 1954. Mas já em 1929, Hebert
Eugene Ives realizou, em nova Iorque, as primeiras imagens coloridas com 50 linhas de definição
por fio, cerca de 18 frames por segundo. Peter Goldmark aperfeiçoou o invento mecânico fazendo
demonstrações com 343 linhas, a 20 frames por segundo, em 1940.
Vários sistemas foram criados, mas todos encontravam barreiras: se um sistema novo
surgisse, o que fazer com aparelhos antigos a preto e branco que já eram por volta de 10 milhões no
início dos anos 50. Criou-se nos Estados Unidos um comité especial para, no sentido literal colocar
cor no sistema preto e branco. Esse comité recebeu o nome de National Television System
Committee (também conhecido como National Television Standars Comittee), cujas iniciais
serviam para dar nome ao novo sistema, NTSC.
Em Portugal, as emissões a cores começaram a ser regulares em 1980, sendo o Festival RTP
da Canção de 1980, o primeiro programa emitido a cores em Portugal.

De onde vêm as imagens da televisão

O que sabemos é que antes da televisão foi preciso aparecer a fotografia e o rádio.
Tudo começa na lente da câmara que têm três espelhos, que dividem a luz e uma válvula que
combina as cores e a transmite, transformando-a. Depois de captadas e decompostas em sinais
eléctricos as imagens são mandadas para um centro eletrônico, o modelador (aparelho que modula
as ondas em um oscilador). Os sinais são enviados em forma de ondas por uma grande antena
transmissora. Os transmissores estão quase todos nos satélites, que aumentam os sinais e permitem
a transmissão a longa distância, que é encaminhada ao aparelho receptor que desfaz os sinais,
recompondo-os na sua posição original, reproduzindo na televisão a imagem transmitida.
A formação da imagem é instantânea. O dispositivo eletrônico utiliza-se em pontinhos, ao
invés de linhas, conseguindo desenhar a frame (imagem) inteira a cada 1/25 de segundo. Para
transmitir a imagem de um lugar para o outro utilizou-se antenas, mas como as ondas são em linha
recta ficou difícil transmitir para o outro lado do mundo devido à curvatura, procurando deste modo
uma solução espacial. Em 23 de Julho de 1962 surgiu a primeira transmissão via satélite, o satélite
artificial Telstar, lançado pela NASA dos E.U.A.
O progresso da engenharia espacial e das telecomunicações permitiu lançar satélites em
órbita à volta da Terra. São eles que garantem as transmissões televisivas e as comunicações
telefônicas intercontinentais que permitem comunicar um mesmo sinal em todo o mundo ao mesmo
tempo.
Em suma, a televisão é sistema eletrônico de transmissão de imagens instantâneas de objetos
fixos ou em movimento, acompanhadas de som, pela análise e conversão da luz e do som em ondas
eléctricas seguidas de reconversão, captadas num aparelho que tem um tubo de raios catódicos
responsáveis pela construção de uma imagem.

Como eram as primeiras televisões?

Os primeiros aparelhos de televisão eram rádios com um dispositivo que consistia num tubo
de néon com um disco giratório mecânico que produzia uma imagem vermelha do tamanho de um
selo postal. O primeiro serviço de alta definição apareceu na Alemanha em Março de 1935, mas
estava disponível apenas em 22 salas públicas.
As primeiras televisões eram como a que se encontra na imagem e eram uns autênticos
imóveis. Embora o ecrã fosse pequeno e as imagens de fraca qualidade, os componentes eletrônicos
necessários requeriam grandes espaços.

Como são hoje as televisões?

Hoje as televisões não têm nada a ver com as primeiras, agora têm uma imagem bastante
nítida e a cores e são perfeitamente móveis, existem vários tamanhos, uns mais pequenos e outros
maiores como por exemplo os plasmas. E a cada ano que passa surge novas pesquisas....

Televisão Digital

A Televisão digital, usa um modo de modulação e compressão digital para envio de vídeo e
áudio, bem como sinais de dados aos aparelhos compatíveis com esse tipo de tecnologia,
proporcionando dessa forma, a transmissão e recepção de uma quantidade maior de conteúdo por
uma mesma freqüência, garantindo, assim, uma imagem de alta definição.

Inovações Técnicas e Tecnológicas da TV Digital

Qualidade Técnica de Imagem e Som

Resolução de imagem – Atualmente um monitor analógico de boa qualidade apresenta entre


480 e 525 linhas. Na televisão digital de alta definição, chega-se a 1080 linhas com o padrão HDTV.
Já há no mercado empresas de comercialização do serviço digital que possuem esse tipo de
equipamento.
Novo formato da imagem - A tela dos monitores digitais passará do formato 4:3, típico da
TV analógica, para o formato 16:9, mais próximo do formato panorâmico.
Qualidade do som - A televisão iniciou com som mono (um canal de áudio), evoluiu para o
estéreo (dois canais, esquerdo e direito). Com a TV digital, passará para seis canais (padrão
utilizado por sofisticados equipamentos de som.
Sintonia do Sinal - A TV digital possibilita a sintonia do sinal sem a presença de “fantasmas”
e com qualidade de áudio e vídeo ausentes de ruídos e interferências.
Recepção

Optimização da Cobertura – A tecnologia digital possibilita uma certa flexibilidade para o


ajuste dos parâmetros de transmissão, de acordo com as características geográficas locais. Em zonas
topograficamente acidentadas ou com muitos obstáculos (centro das cidades com muitos edifícios,
por exemplo) pode ser utilizado o recurso da transmissão hierárquica. Com este recurso, um
programa pode ser transmitido (com sinal menos robusto) de modo a ser recebido em locais mais
favoráveis, através de antenas externas.

História da Televisão no Brasil

A televisão no Brasil começou em 18 de setembro de 1950, trazida por Assis Chateaubriand


que fundou o primeiro canal de televisão no país, a TV Tupi. Desde então a televisão cresceu no
país e hoje representa um fator importante na cultura popular moderna da sociedade brasileira. A
TV Digital no Brasil teve início as 20h30min do dia 2 de dezembro de 2007, inicialmente na cidade
de São Paulo, pelo padrão SBTVD (Sistema Brasileiro de Televisão Digital), o mais completo e
avançado do mundo.

Década de 1950

Nos anos 1950, a TV teve no Brasil um caráter de aventura, sendo os primeiros anos
marcados pela aprendizagem, com improvisos ao vivo (não havia ainda o videotape). O alto custo
do aparelho televisor - que era importado - restringia o seu acesso às classes mais abastadas. Os
recursos técnicos eram primários, dispondo as emissoras apenas do suficiente para manter as
estações no ar.
Assis Chateaubriand.Assis Chateaubriand queria aumentar seu conglomerado de mídia
Diários Associados, e para isso, resolveu trazer a televisão para o Brasil. Como na época o
equipamento não era produzido no país, toda a aparelhagem teve de ser trazida dos Estados Unidos.
Junto aos seus funcionários, foi buscar todos os equipamentos que chegaram por navio no
porto de Santos no dia 25 de março de 1950, no litoral do estado de São Paulo. Os equipamentos
eram todos encomendados da Radio Corporation of America (RCA). Antes disso, já havia realizado
uma pré-estréia com uma apresentação do Frei José Mojica, um padre cantor mexicano. As imagens
geradas não passaram do saguão do prédio dos seus Diários Associados, que possuía alguns
aparelhos de televisão instalados.
Em 10 de setembro, é realizada uma transmissão pela TV Tupi ainda em sua fase
experimental. O conteúdo exibido era um filme onde o ex-presidente brasileiro Getúlio Vargas
relatava seu retorno à vida política.
Então, no dia 18 de setembro de 1950, Assis realiza seu grande sonho: coloca no ar
oficialmente a TV Tupi canal 3 de São Paulo, PRF-3 TV. O transmissor de televisão comprado da
RCA foi colocado no topo do prédio Banco do Estado de São Paulo. As imagens são geradas a
partir de um estúdio localizado na Rua 7 de Abril, no centro da cidade. Uma célebre frase é dita por
uma jovem criança de 5 anos de idade: "está no ar a televisão no Brasil". O logotipo do canal era
um pequeno índio, e a garota estava vestida a caráter.
Na época a programação era improvisada e gerada completamente ao vivo. Os imprevistos
ocorriam freqüentemente; somente na inauguração do canal uma câmera importada estragou poucas
horas antes de entrar no ar, e todo o programa foi feito com somente uma câmera. Como não
haviam televisores ainda em São Paulo e nem outro lugar do país, Chateaubriand espalhou 200
aparelhos em lugares "estratégicos" da cidade de São Paulo.
Hebe Camargo, uma das pioneiras na televisão Brasileira. Conta-se que estes aparelhos,
importados, não conseguiriam chegar ao país no dia da primeira transmissão por problemas
alfandegários. Sabendo disso, Chateaubriand utilizou de sua influência, que atingia diversos
âmbitos, e antecipou a chegada destes aparelhos.
O primeiro programa criado especialmente para a televisão foi TV na Taba, cuja
apresentação ficava a cargo de Homero Silva. Além dele, Lima Duarte, Hebe Camargo, Mazzaropi,
Ciccilo, o balé de Lia Aguiar, Vadeco, Ivon Cury, Wilma Bentivegna, Aurélio Campos, o jogador
Baltazar, a orquestra de George Henri e a poetisa Rosalina Coelho Lisboa também participavam.
A TV Tupi também foi a primeira a produzir e veicular um telejornal no Brasil. Imagens do
Dia foi ao ar em 19 de setembro sem horário fixo, geralmente indo ao ar às 21:30 ou 22:00. As
matérias eram filmadas com película de 16 milímetros e muitas vezes tinham de ser revelados e
levados de avião para São Paulo ou Rio de Janeiro, quase sempre chegando em cima da hora.
A televisão continuava com audiência não muito significativa, pois todos os televisores
tinham de ser importados. Mesmo assim, Chateaubriand conseguiu vender um ano de espaço
publicitário para algumas empresas.
O primeiro teleteatro estréia em novembro daquele ano. A Vida por um Fio (baseado no
norte-americano Sorry, Wrong Number) era um drama policial com Lima Duarte, Lia de Aguiar,
Walter Forster, Dionísio Azevedo e Yara Lins, contando a história de uma mulher estrangulada pelo
marido com um fio de telefone.
Em 22 de novembro as concessões do governo passam a existir e a TV Tupi (SP) ganha a
sua, junto da TV Record, canal 7 de São Paulo e a TV Jornal do Comércio, canal 2 de Recife.
Em janeiro de 1951, é inaugurada por Assis Chateaubriand a TV Tupi do Rio de Janeiro
(canal 6), o segundo canal de TV do país. Os dois canais operavam de forma independente um do
outro, pois não havia na época satélite nem torres de transmissão ou videoteipe, sendo a
programação de cada canal transmitida ao vivo.
Outros canais pioneiros dos anos 1950 foram: a TV Paulista, canal 5 de São Paulo,
inaugurada em março de 1952; a TV Record, canal 7 de São Paulo, inaugurada em setembro de
1953; Com a inauguração desses canais, São Paulo passou a ter em fins de 1953 três canais, e o Rio
de Janeiro um canal (TV Tupi).

Década de 1960

Sede da Rede Globo em São Paulo, a quarta maior rede de televisão do planeta. Os anos
1960 foram um período de inovação na TV, numa época de mudanças nos costumes com a
revolução sexual, revoltas estudantis (maio de 1968), e conquista da Lua.
Com a evolução técnica das emissoras, o videotape chega finalmente às emissoras
brasileiras em 1960, trazido pelo humorista Chico Anysio, permitindo que os erros ao vivo fossem
previamente corrigidos, que um programa pudesse ser gravado num horário diferente do horário de
sua exibição, e ainda que o mesmo programa pudesse ser reprisado diversas vezes.
O videotape (VT) permitiu a inauguração no país de mais 27 novas emissoras, com 80% da
programação exibindo em VT as produções realizadas no eixo Rio-São Paulo.
As primeiras transmissões de televisão via satélite no Brasil ocorreram em 1965. Nesse
mesmo ano, em 26 de abril, entrava no ar a TV Globo do Rio de Janeiro, que mais tarde formaria a
Rede Globo. Em 1967, a TV Bandeirantes de São Paulo começava as suas transmissões.
Surge em 1960 a TV Excelsior de São Paulo, que viria revolucionar os padrões então
existentes. A emissora introduziu uma filosofia de programação visando à industrialização de seus
produtos televisivos e à valorização do profissional da área. O foco principal era a produção de
telenovelas.
Fachada atual do Teatro Record, em São Paulo. A TV Cultura é inaugurada em setembro de
1960, pelos Diários Associados.
Em 1963, a TV Excelsior nacionalizou a programação do horário nobre, até então dominado
por seriados estrangeiros. O horário foi ocupado com a novela diária "2-5499 Ocupado", produzida
pela própria Excelsior. A emissora foi também pioneira na implantação no país da transmissão em
rede, ou seja, simultaneamente para várias cidades. Em 1970, a Rede Excelsior fecha as portas. No
mesmo ano surgiu a TVE.
Na década de 1960, a TV Tupi fez sucesso com algumas novelas, entre elas o drama cubano
"O Direito de Nascer", que bateu recordes de audiência.
Em 1968, a novela "Beto Rockfeller", de Bráulio Pedroso e Cassiano Gabus Mendes,
exibida pela TV Tupi, inovou a estrutura narrativa, apresentando a figura do "anti-herói". A partir
daí, as novelas passaram a abordar temas urbanos, suburbanos ou regionais que pudessem ter
aceitação nacional.
Paralelamente, um espaço abriu-se na TV Tupi para projetos experimentais, através de
programas como Móbile, Poder Jovem e Colagem, que buscavam encontrar o real significado
artístico da linguagem da televisão.
O programa "Família Trapo", um dos mais famosos programas de humor da TV Record, era
transmitido ao vivo direto do Teatro Record em São Paulo, com a presença do público e duas horas
de duração. Este formato do programa "Família Trapo" serviu de inspiração mais tarde para o
programa "Sai de Baixo", da Rede Globo, nos anos 1990.
A TV em cores no Brasil começa em 1962, quando a TV Excelsior de São Paulo transmite
no Sistema NTSC o programa Moacyr Franco Show. Em 1963 a TV Tupi de São Paulo também
experimenta a transmissão em cores e começa a transmitir o seriado Bonanza nas noites de sábado,
também em NTSC. Mas o sistema não vingou, pois todas os receptores coloridos eram importados e
custavam muito caro. As transmissões de TV em cores, no Brasil, só começariam efetivamente na
década seguinte.
Em 1969, a TV Cultura é vendida à Fundação Padre Anchieta, sendo refundada no dia 15 de
Junho, como uma emissora de televisão pública.

Década de 1970

A Copa do Mundo de 1970, no México, chegou em cores no Brasil em transmissão


experimental para as estações da Embratel, que retransmitia para os raros possuidores de televisão
colorida no Brasil. A Embratel reuniu convidados na sua sede no Rio de Janeiro, em São Paulo (no
Edifício Itália) e em Brasília. O sinal, recebido em NTSC (padrão americano), era convertido para
PAL-M e captado por aparelhos de TV instalados nas três cidades. Poucos puderam assistir aos
jogos em cores. Conforme relato no livro "Jornal Nacional - 15 Anos de História" (1984, Rio
Gráfica Editora - atual Editora Globo), na TV Globo havia, na época, apenas um aparelho de TV em
cores.
Em outubro de 1970, mergulhada em dívidas, a TV Excelsior encerrava suas atividades.
Em 1971 o governo baixou uma lei determinando o corte da concessão das emissoras que
não transmitirem uma porcentagem mínima de programas em cores. O sistema oficial passou a ser o
PAL-M, que era uma mistura do padrão M do sistema NTSC e das cores do sistema PAL Europeu.
O objetivo era criar uma indústria totalmente nacional, com seu sistema próprio.
Em 1972, com a regulamentação do sistema PAL-M no Brasil, ocorreu oficialmente a
primeira transmissão em cores no Brasil, a partir de Caxias do Sul, RS, por ocasião da Festa da
Uva, em 19 de fevereiro. Em 31 de março, inaugura-se oficialmente a televisão em cores no Brasil.
Para aumentar as vendas de receptores coloridos a Fábrica Colorado, patrocinou reprises de
jogos de futebol todas as tardes nas TVs Bandeirantes e Gazeta. Com a Copa do Mundo de 1974, a
venda de receptores coloridos colocou definitivamente o Brasil no mundo da TV em cores.
Formando redes nacionais que alcançavam grande parte do território brasileiro, a TV Globo
e a TV Tupi lideram a audiência na maioria das praças. As sucessivas crises administrativas e
financeiras vividas pela TV Tupi ao longo da década de 1970 levaram a Rede Globo a assumir uma
posição hegemônica no mercado televisivo brasileiro, quadro que perduraria até fins da década de
1980.
Com elevado padrão técnico, exibindo telenovelas de grande apelo popular, programas
jornalísticos como "Jornal Nacional", "Fantástico" e "Globo Repórter", além de filmes e séries
norte-americanas, a Rede Globo tornou-se caso sui generis na história da televisão mundial, ao
transformar-se em fonte primária ou única de informação para milhões de brasileiros, formando
opiniões, criando costumes e definindo tendências. O poder de influência da Rede Globo junto à
opinião pública brasileira é, até hoje, alvo de críticas por parte de setores mais intelectualizados da
sociedade.

Década de 1980

Sede do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) em Osasco, São Paulo. Em julho de 1980, o
governo declarou peremptas as concessões de sete emissoras da Rede Tupi, inclusive as cabeças de
rede em São Paulo e Rio de Janeiro, provocando o fim da mais tradicional emissora de TV do país.
Os empresários Sílvio Santos e Adolpho Bloch ganharam as concessões dos canais de televisão
vagos após o fim das TVs Tupi e Excelsior. Sílvio Santos lançou o Sistema Brasileiro de Televisão
(SBT), em 1981, de programação eminentemente popularesca. Dois anos depois, surgiria a Rede
Manchete, de propriedade de Bloch, voltada para o público de maior escolaridade e renda.
O fim do regime militar e a promulgação da Constituição de 1988 significaram o fim da
censura à imprensa e aos programas de televisão. Roque Santeiro, novela de Dias Gomes, cuja
exibição havia sido vetada pelo governo militar na década de 1970, pôde, enfim, ser exibida pela
Rede Globo em 1985, tornando-se um dos maiores fenômenos de audiência do gênero no país.

Década de 1990

A disputa pela audiência entre as grandes redes de televisão acirrou-se a partir de 1990.
Ainda que tenha mantido a liderança nos índices durante a maior parte da década, a Rede Globo
enfrentou a concorrência da Rede Manchete e do SBT. Em momentos pontuais, a Rede Manchete
chegou a liderar a audiência nas maiores praças, com programas como a novela "Pantanal" e o
jornalístico "Documento Especial". Já o SBT apresentava na sua grade telenovelas produzidas no
México e programas de apelo popular como o humorístico "A Praça É Nossa", o jornalístico "Aqui
Agora" e o programa de auditório Domingo Legal.
Nessa década houve o advento das redes em UHF. A MTV Brasil estreou em 1990. Em
1994, entra no ar a Rede Mulher e, em 1995, a Rede Vida.
Também nesse período, a TV Cultura e a TV Record, ambas com sede em São Paulo,
passaram a transmitir em rede.
Com início das operações da TVA, em 1991, surgiram as primeiras emissoras de TV por
assinatura no Brasil. O setor de TV por assinatura, dominado pelos grupos brasileiros Abril e Globo
e pelo conglomerado norte-americano News Corporation, apresentou crescimento tímido em seus
primeiros quinze anos, e só viria a crescer mais tarde, impulsionada pela venda associada, por parte
das operadoras, de serviços de banda larga de Internet.
O aquecimento da economia a partir da implantação do Plano Real, em 1994, provocou uma
mudança no perfil do telespectador da TV aberta no Brasil. As camadas populares passaram a ter
mais facilidade para adquirir aparelhos de televisão, o que teve reflexo na programação das
emissoras de TV aberta. Passaram a predominar, na grade de programação das grandes redes de
televisão, programas de conteúdo erótico, sensacionalista e de apologia à violência. A banalização
do conteúdo televisivo passou a ser alvo de críticas de intelectuais, educadores e autoridades
públicas brasileiras.
Após sucessivas crises financeiras, a Rede Manchete fechou suas portas em 1999. Em seu
lugar, entrou no ar a RedeTV!, do empresário Amilcare Dallevo.

Década de 2000

Presidente Lula em pronunciamento durante cerimônia de início das transmissões da tv


digital no Brasil. A primeira década do século 21 foi marcada, na televisão brasileira, pelo advento
dos reality-shows, dentre os quais se destacaram Casa dos Artistas, no SBT; No Limite e Big
Brother Brasil, ambos na Rede Globo. Já a audiência das telenovelas, em especial as veiculadas pela
Rede Globo, sofreram queda acentuada. Entre outros fatores, credita-se a crise na audiência das
telenovelas ao crescimento da TV paga e da Internet residencial.
Com o crescimento da Internet, as emissoras de televisão passaram a lançar canais de
interação com o público telespectador que gradativamente migrava para a rede mundial de
computadores. Ao mesmo tempo que a audiência da TV aberta vem caindo nos grandes centros
urbanos, aumentam os acessos aos sites que veiculam vídeos com conteúdo televisivo.
Com investimentos de porte e marketing agressivo, a Rede Record assumiu a vice-liderança
de audiência da TV aberta em 2007. Entretanto a Globo ainda mantinha, em agosto daquele ano, o
triplo da audiência da Record.
A televisão digital entrou em operação comercial no final de 2007. Na mesma época, foi
lançada a TV Brasil, primeira emissora pública lançada por iniciativa do governo federal.

A chegada da TV Digital ao Brasil

A Televisão no Brasil está passando por uma fase de transição para a transmissão digital, que
proporciona uma qualidade superior de som e imagem.
O governo brasileiro optou por uma versão modificada do ISDB-T (Integrated Services
Digital Broadcasting-Terrestrial) - Padrão japonês, criando o ISDB-TB, sistema de TV digital único
no mundo, incompatível com o padrão utilizado no Japão. A TV Digital no Brasil teve sua estréia
oficial às 20:30 do dia 2 de dezembro de 2007, na cidade de São Paulo, após cerca de seis meses de
transmissões experimentais. A inauguração da nova transmissão foi transmitida por todas as
emissoras.

Modelos, sistemas e padrões de TV digital para o Brasil

Para compreender alguns dos impactos sociais, culturais, políticos, econômicos e


tecnológicos é importante diferenciar alguns pontos:
O modelo de televisão digital incorpora a visão de longo prazo e o conjunto de políticas
públicas. O modelo deve articular todas as iniciativas, atividades e ações relacionadas à questão. O
modelo define as condições de contorno para o estabelecimento do sistema e respectiva definição
do padrão.
O sistema de televisão digital é o conjunto de toda a infraestrutura e atores (concessionárias,
redes, produtoras, empresas de serviços, ONGs, indústrias de conteúdo e de eletroeletrônicos).
O padrão de televisão digital é o conjunto de definições e especificações técnicas necessárias para a
correta implementação e implantação do sistema a partir do modelo definido.
Atualmente existem diferentes modelos, sistemas e padrões de TV Digital no mundo. No Brasil, a
definição final do padrão adotado dependeu da harmonização de um modelo (arcabouço legal e
institucional) e de diferentes sistemas (tecnologias de software e hardware). A legislação brasileira
foi bastante flexível com relação a portabilidade da televisão digital no Brasil, permitindo a sua
utilização nos mais variados dispositivos.

Padrão ISDB-TB

O padrão de televisão digital adotado no Brasil é o ISDB-TB, uma adaptação do ISDB-T


(Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial), padrão japonês acrescida de tecnologias
desenvolvidas nas pesquisas das universidades brasileiras.
O padrão japonês foi escolhido, conforme dito anteriormente, por atender melhor as
necessidades de energia nos receptores, mobilidade e portabilidade sem custo para o consumidor,
diferente do padrão europeu (DVB-T), onde esta operação é tarifada pelas empresas telefônicas. A
principal diferença constatada inicialmente após a decisão de se adotar o padrão japonês para ser
utilizado na televisão digital brasileira, em junho de 2006, foi a substituição do formato de
compressão MPEG-2 para o MPEG-4.
O formato ISDB-TB também permite, além da transmissão em alta definição, a transmissão
em multiprogramação, onde é possível transmitir, no lugar de um único programa em alta definição,
oito programas diferentes simultaneamente em definição padrão (720 × 480 pixels, a mesma do
DVD). Para comparar, a televisão analógica, por ter perdas na transmissão pelo ar, chega a no
máximo 333 × 480. Com o codec H.264 do formato MPEG-4, será possível transmitir até 2 canais
HD (1080i), 4 Canais HD (720p) e/ou 8 SD (480p) pela mesma transmissora.

Especificações técnicas do padrão ISDB-TB


Aplicações • EPG, t-GOV, t-COM, Internet
Middleware • Ginga
Compressão
• MPEG-4 AAC 2.0 , 5.1 canais
de áudio
MPEG-4 H.264

• HDTV/1080i (1920 colunas por 1080 linhas entrelaçadas, 16:9)


Compressão
• HDTV/720p (1280 colunas por 720 linhas progressivas, 16:9)
de vídeo
• SDTV/480p (720 colunas por 480 linhas progressivas, 4:3)
• LDTV/1SEG (320 colunas por 240 linhas, 4:3)

Transporte • MPEG-2 TS
Modulação • COFDM dividido em 13 segmentos da portadora de 6 MHz

TV Canção Nova

A TV Canção Nova, emissora católica da Fundação João Paulo II, começou suas atividades
em 8 dezembro de 1989, às 10:00hs transmitindo a celebração de uma Santa Missa inaugural, com
uma retransmissora da TVE do Rio de Janeiro.
Eram duas horas e quarenta minutos diários de programação para Cachoeira Paulista e cidades
vizinhas.
Anos depois, essa programação foi também sendo divulgada por outros canais, até começar
a ser exibida via satélite através da TV Executiva Embratel. Mas era uma programação inconstante,
com diferentes horários em diferentes dias e até em diferentes canais. Várias vezes os nossos
programas tinham de ser cortados porque o tempo disponível se esgotava.
Os primeiros programas eram: “Prepare o seu coração”, “Vale vida”, “Som e Canção” e
“Estou no meio de vós”, que era apresentado pelo Monsenhor Jonas Abib. Todas as noites havia
programa ao vivo.
Alguns missionários assumiram esse desafio, entre eles: Luzia Santiago, Elzinha Yoshie,
Nice de Godoy, Carla Astuti. Alguns funcionários também faziam parte da equipe, entre eles:
Newton Lorena, Marcos Bala, Danilo D'Angelo, Carlos Mariotto, André Gulla.
Em 1997 formou-se a Rede Canção Nova de Televisão com a compra da TV Jornal em
Aracaju - SE, gerando a programação para toda a Região Nordeste. Foi quando nasceu o Projeto
Dai-me Almas.
Em 2007, com apenas dez anos de formação de rede, a TV Canção Nova estabeleceu-se
como a maior emissora de televisão católica do Brasil.
Diante desse crescimento foi se formando uma programação, baseada nos valores e
princípios cristãos, bem diferente no cenário televisivo, começando pelo fato de ser uma emissora
que se mantém sem propagandas comerciais.
Programas de todos os formatos, estilos e temas: espiritualidade, jornalismo, programas infantis,
eventos, entrevistas, debates, música, entretenimento, cultura e programas promocionais.
A TV Canção Nova, com mais de 20 anos de história, é a primeira emissora de televisão
católica no Brasil e conta com duas geradoras [Aracaju (SE), Cachoeira Paulista (SP)] além de
quatro geradoras afiliadas ao Sistema [Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Florianópolis (SC) e
Brasília (DF)] e 350 retransmissoras. Seu sinal atinge todo o território nacional por parabólica, além
de TV por assinatura e operadoras de TV a cabo. Além disso, a programação pode ser acompanhada
em tempo real pelo portal: tv.cancaonova.com
Referencias:

Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Televis%C3%A3o_no_Brasil> acesso em 15


de jun de 2010.
Disponível em: <http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/historia-da-televisao/historia-da-
televisao-no-brasil-10.php> acesso em 15 de jun de 2010
Disponível em: < http://www.microfone.jor.br/historiadaTV.htm> acesso em 15 de jun de
2010
Disponível em: <http://www.tudosobretv.com.br/histortv/tv50.htm> acesso em 15 de jun de
2010
Disponível em : <http://www.cancaonova.com/portal/canais/tvcn/tv/tvi.php?id=7> acesso
em 15 de jun de 2010