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Centro Universitário de Belo Horizonte

Mecânica Geral

Prof. Msc. Vinnicius Dordenoni Pizzol

Momento de Inércia: Teoria dos eixos paralelos, momento polar e raio de giração

Bianca Morais Camila Vieira Guilherme Silva João Trindade Luciana Azevedo Marcus Cardoso Vanderson Freitas Wagner Soares

Abril 2016

Sumário

1. Introdução

1

2. Embasamento Teórico

3

2.1. Teorema dos Eixos Paralelos

3

2.2. Raio de Giração

4

2.3. Momento Polar de Inércia

4

3. Embasamento matemático

5

3.1.

Figuras elementares

7

3.1.1. Círculo

7

3.1.2. Figuras Retangulares

8

3.2.

Figuras compostas

9

4. Críticas, Sugestões e Opiniões

9

5. Lista de Figuras

10

 

5.1. Figura 1

10

5.2. Figura 2

10

5.3. Figura 3

10

5.4. Figura 4

11

5.5. Figura 5

11

 

5.6. Figura 6

11

5.7. Figura 7

12

Referências

13

1

1.

Introdução

Mecânica geral é uma ciência aplicada, que pode ser definida como a ciência que descreve e prediz as condições de repouso ou movimento de corpos sob a ação de forças. A finalidade da mecânica é explicar e prever fenômenos físicos, estabelecendo assim os fundamentos para as aplicações da Engenharia (ASSAM, 2010).

É muito difícil definir onde a mecânica teve início mais é certo que a mecânica surgiu a muito

tempo atrás através da observação dos astros (SHAMES, 2005). Durante a história da humanidade o estudo dos astros (corpos celestes) tem sido estudado com estremo interesse por todas as civilizações ao longo dos anos. Esse interesse era motivado por diversos fatores tanto por medo (o homem queria saber o que rodeava o mundo ou o que havia além do horizonte), tanto por religião, motivos socioeconômicos e militares (ASSAM, 2010).

Com o passar do tempo e com suas observações as civilizações foram desenvolvendo métodos de marcar o passar do tempo e com isso veio a criação de calendários e relógios. E com essas observações sendo feitas foi notado que esses eventos se repetiam de tempos em tempos e que muitos deles podiam ser previstos. Os calendários egípcios demarcavam o dia em 24h.

O próximo passo da mecânica assim como de quase toda a ciência ocidental, coincide com o

período Filosofia Grega. Os filósofos gregos englobavam todo o conhecimento existente na época. Os filósofos mostravam interesse em todos os ramos da ciência e tentavam desvendar o mundo em sua totalidade, baseando seus estudos na razão. Muitos pensadores gregos baseavam se Physis (natureza essencial (ou intima) de todas as coisas) (SHACKELFORD, 2008).

O primeiro texto da mecânica que se tem relatos é conhecido como Problemas da Mecânica

considera hoje como um texto prático. Por falta de relatos mais antigos, muitos consideram Aristóteles como o início da história da mecânica (384 322 a.C.). Outros preferem atribuir esse título a Arquimedes de Siracusa (287 212 a.C.) com seus estudos de alavanca e empuxo. Para estudar o princípio de alavanca, retrata Equilíbrios Planos como sendo uma obra muito conhecida da época, onde ele descobriu como encontrar o centro de gravidade de um corpo, ponto de apoio, eixo de giro. Descobriu o empuxo através de um desafio para saber se a coroa de um rei era de puro ouro ou adulterada: Diz a história que Herão, rei de Siracusa, contratou um artesão para fabricar sua coroa com ouro maciço. Ao ser contratado, o rei ofereceu uma bela quantia em dinheiro e forneceu o ouro a ser utilizado na coroa. Após alguns dias, o artesão entregou ao rei, a sua tão desejada coroa. Herão recebeu a coroa, mas desconfiou se o artesão teria usado todo o ouro que recebera. Para ter certeza, pediu que utilizassem uma balança no intuito de ter a confirmação da igualdade de registrar a massa da coroa. Feito o procedimento, verificou-se que a massa da coroa era igual àquela do ouro fornecido pelo rei. A confirmação da igualdade das massas não convenceu o rei, que ainda desconfiava do artesão em relação à mistura de prata com o ouro. Diante do impasse e sem conhecimento adequado para desvendar o mistério, Herão contratou Arquimedes e incumbiu-lhe de descobrir a verdade sobre o fato. Arquimedes dedicou-se exclusivamente ao pedido do rei, mas não conseguia estabelecer uma forma de verificar a ocorrência ou não da fraude (ASSIS, 1962). Certo dia, quando se preparava para o banho, encheu a banheira de água e, ao adentrá-la verificou que certa quantidade de água transbordava. Em virtude dessa observação, ele concluiu que teria como verificar a dúvida do rei. Empolgado com a possível descoberta, saiu correndo pelas ruas em direção ao palácio real, gritando: Eureka! Eureka! que em grego significa “descobri” (ASSIS, 1962). Arquimedes encheu um balde de água e realizou os seguintes procedimentos: Mergulhou a coroa no balde e verificou a quantidade de água que transbordava. Com a mesma quantidade de água no balde, mergulhou uma barra de ouro com a mesma massa da coroa e posteriormente, também mergulhou uma barra de prata com a mesma massa. Ao final do procedimento, verificou que a coroa ao ser mergulhada, transbordou mais água que o ouro e menos água que a prata. Dessa

2

forma, Arquimedes concluiu que a coroa fora fabricada com a mistura entre ouro e prata (ASSIS,

1962).

Esse transbordamento maior de água na imersão da prata, identifica que a densidade da prata

é menor que a do ouro. Portanto, se a densidade do ouro é maior, ele possui menor volume em relação à prata, ocupando menos espaço no balde com água. No caso da coroa, verificou-se que

a densidade ficou entre a do ouro e a da prata, confirmando a mistura em sua composição. (ASSIS,

1962).

Estudando o modelo heliocêntrico de Copérnico, Galileu Galilei através de novos estudos encontrou alguns erros e com isso pode concluir que os objetos tendem a manter sua velocidade até que uma força de atrito seja exercida sobre ele e posteriormente confirmado por Isaac Newton em sua primeira lei, no célebre “Philosophiae Naturalis Principia Mathematica”. A inércia é proporcional à quantidade de massa do corpo, ou seja, quanto mais massivo é um corpo, mais difícil é vencer sua inércia. Posteriormente, Albert Einstein em sua Teoria da Relatividade Geral, postulou que a energia também é dotada de inércia (ASSAM, 2010).

O momento de uma força em relação a um ponto ou eixo é a grandeza física que dá uma

medida da tendência de aquela força provocar rotação em torno do mesmo ponto ou eixo. Quando temos um corpo sujeito à ação de forças de resultante não nula, o corpo pode adquirir tanto

movimento de rotação quanto movimento de translação, isso ocorrendo ao mesmo tempo. O momento de uma força em relação a um ponto também pode ser denominado de torque (GIARETA, 2011).

Momento de inércia (também pode ser chamado inércia rotacional, momento polar de inércia) pode ser entendido como a resistência que um determinado corpo oferece ao movimento de rotação em torno de um determinado eixo. No caso de uma partícula, o momento de inércia pode ser calculado facilmente multiplicando a massa da partícula pela sua distância ao eixo de giro, mas não é muito prático abordar pontos materiais isolados, porém falar de um conjunto de pontos materiais, ou seja, considerar um sistema constituído por vários pontos materiais (mesmo que independentes, ou descontínuos), nesse caso pode-se definir o momento de inércia como sendo o devido ao referido conjunto de pontos materiais. Se o corpo em questão não tiver dimensões desprezíveis para ser considerado uma partícula, o momento de inércia é calculado como a integral definida pelas dimensões horizontais ou verticais da peça do quadrado da distância entre o centro de gravidade da peça e o eixo de giro. Diferentemente de inércia, o momento de inércia depende da distribuição da massa em torno de um eixo de rotação, visto que essa distribuição pode alterar o centro de gravidade do corpo massivo (BEER, 2015 e GERE,

2010).

O objetivo geral deste trabalho é descrever momento de inércia por meios teóricos e práticos,

os objetivos específicos são: conceituar momento de inércia; elaborar corpos de prova para teste de resistência à carga, que sejam descritos por momento de inércia neste trabalho; utilizar software

para auxílio de representação e cálculos. Para a realização deste trabalho foram adotadas as metodologias de pesquisa teórica e experimental. Foram pesquisados livros e artigos publicados em revistas científicas e posteriormente publicadas na internet, buscando assim sempre informação de qualidade para embasamento das citações e conceituação deste assunto que é muito pertinente a construção civil. Através das pesquisas pode-se verificar o quanto este conteúdo é importante na vida das pessoas. A pesquisa bibliográfica foi iniciada na biblioteca Centro Universitário de Belo Horizonte através de livros conceituados sobre o assunto.

A pesquisa de artigos na internet pôde mostrar o quanto esse assunto é estudado tanto nacional

quanto internacionalmente, e pode embasar a parte prática que consiste na construção de um modelo em madeira composto de quatro pilares e duas vigas fixas, sobre as quais serão colocadas pequenas vigas de mesmo comprimento e área, mas formatos diferentes (vide figura 7). Nestas vigas colocaremos pesos e será medido com uma régua o tamanho da flecha da deformação devido

a flexão.

3

Com a finalidade de verificarmos e demostrarmos a resistência a cargas dos vários modelos aritméticos de vigas, nossa maquete foi produzida para demonstração ao público dos cálculos do trabalho. Este trabalho justifica-se pela necessidade de aprofundamento no assunto, dado que não há tempo hábil para este aprendizado em sala de aula, sendo necessário estudá-lo autonomamente. Este cálculo é de extrema importância para engenharia civil uma vez que ele é utilizado em várias áreas da construção civil como prédios, pontes, casas, viadutos, etc. Tendo em vista que

ele calcula todos os dados da viga: quantidade de material utilizada, peso suportado, área ocupada

e altura. Hoje na engenharia civil é muito importante que o engenheiro tenha em mente que ele deve sempre otimizar seu trabalho, ou seja, ele deve alcançar o mesmo objetivo procurando caminhos mais rápidos e econômicos. Para isso ele deve ter um conhecimento básico sobre vigas e assim saber qual formato de viga ele deve utilizar em sua obra (uma vez que veremos que o formato da viga afeta em seu desempenho), e como é possível reduzir e economizar o consumo de matérias na sua obra (ÁLAMO, 2003 e ALMEIDA, 2006). Os cálculos que veremos em neste trabalho são utilizados em quase tudo e está presente no cotidiano de cada pessoa, ele está presente tanto em uma simples estante para livros como em uma ponte. Visto tudo que foi que retratado até agora acredita-se que o leitor está pronto para aprofundar-se mais sobre o assunto de momento de inercia.

2. Embasamento Teórico

2.1. Teorema dos Eixos Paralelos

O teorema dos eixos paralelos, também conhecido como teorema de Steiner, é um teorema que permite calcular o momento de inércia de um sólido rígido relativo a um eixo de rotação que passa por um ponto, ou seja, calcula o momento de inércia de um corpo em relação a um eixo qualquer. Quando são conhecidos o momento de inércia relativo a um eixo paralelo ao anterior passando pelo centro de massa do sólido (centro de gravidade) e a distância entre os eixos é possível fazer esses cálculos. Este teorema é muito importante na resolução de vários problemas envolvendo dinâmica de rotação de corpos rígidos (RODRÍGUEZ, 2005). Na prática conclui-se:

Encontra-se o centro de gravidade de uma figura qualquer e a partir deste ponto denomina-se

o eixo X e o eixo Y (vide figura 1 e 2). Supondo uma figura retangular o momento de inércia do eixo x é:

Momento de inércia do eixo y:

=

=

.ℎ³

12

ℎ.³

12

(2.1.1)

(2.1.2)

Momento de inércia de um ponto qualquer em relação a outros eixos X’ e Y’ paralelos a X e Y, respectivamente:

= + ∗ ²

4

e

J x′ =

b. h³

12

J x′ =

+ b ∗ h ∗ ( h ) 2

2

b∗h³

3

(2.1.3)

= + ∗ ²

J y′ =

h. b³

12

J y′ =

+ h ∗ b ∗ ( b ) 2

2

h∗b³

3

(2.1.4)

Onde d² é a distância perpendicular ao centroide. O momento de inércia de um corpo em relação a um eixo qualquer ( J) é igual ao momento de inércia em relação ao eixo paralelo, que passa pelo centro de massa (Jcm), somado ao produto da massa do corpo (M) pela distância entre os eixos (h) ao quadrado (SHAMES, 2005).

2.2. Raio de Giração

O raio de giração, que é usado em estudos de flambagem de uma peça, é definido pela raiz quadrada da relação entre o momento de inércia e a área da superfície de um corpo. Por exemplo, uma determinada área tem um Momento de Inércia Jx em relação ao eixo X, o raio de giração é a distância de uma faixa estreita concentrada da área paralela ao eixo x com o mesmo momento de inércia Jx (HIBBELER, 2011 e ASSAM 2010). Veja a Figura 3.

2.3. Momento Polar de Inércia

O momento polar de inércia é aquele em torno do eixo que passa pela origem do sistema de eixos, que é um eixo normal ao plano da figura. Para a definição do momento polar de inércia, denominado por J0, JP , I0 ou IP , utiliza-se a figura 2. Todos os cálculos a seguir tem como fonteo livro de Philpot.

Define-se momento polar de inércia como sendo:

0 = = ∫ ²

Sabe-se que r² = z² + y². Substituindo esta relação na equação, temos:

0 = = ∫ 2 + ∫

²

5

0 = =

4

32

3. Embasamento matemático

(2.3.1)

Este embasamento matemático se dará tendo em vista que o leitor tem conhecimentos mínimos de física e cálculo e buscará deduzir a fórmula do Momento de Inércia a partir do conceito de tensão. Uma tensão normal aplicada a uma superfície desenvolve um padrão linear de intensidade em relação a um eixo vertical Y que deve ter como origem o centro de gravidade da peça (Figura 4), a partir disso surge a equação 2.1:

= + (3.1).

Mas também, essa distribuição linear pode ser representada por um único vetor a partir do centro de gravidade da peça, chamada de resultante. Essa resultante pode ser facilmente calculada a partir da carga aplicada à superfície e sua área. De onde vem a equação 2.2:

=

ou

= ∗

(3.2).

A partir disso pode-se utilizar o cálculo infinitesimal para descrever a situação e integrar as equações 1 e 2 da seguinte forma:

= ∗

= ( + )

∫ = ∫ ( + )

= ∫ + ∫

(3.3).

No centro de gravidade de qualquer peça não há tendência ao giro, o chamado Momento Estático. Tendo em vista que o centro de gravidade é a origem (y=0) isto pode ser verificado matematicamente pois o zero anula a primeira integral do segundo membro da equação 3. Logo:

= ∫

= ∫

= ∗

6

=

(3.4).

Desta forma encontra-se a incógnita b da equação 1. Para que seja possível encontrar a incógnita a, que nos dará o momento de inércia, é necessário usar outro conceito de física, o conceito de momento de uma força, que já foi descrito na introdução e é o produto da força aplicada em determinado ponto de uma peça pela distância até seu ponto ou eixo de giro. De onde surge:

= ∗

Conforme a Figura 1, onde o eixo X é horizontal e Y o vertical, o eixo de giro para uma força aplicada paralela ao eixo X com uma distância para o centro de gravidade em Y só pode ser o eixo Z. Logo o momento da força só pode ser em relação a Z. Deste modo surge a equação 2.5:

= ∗ (3.5)

Como antes, é usado o artificio do cálculo infinitesimal para descrever a situação e integrar as equações 2.1 e 2.5:

= ∗

= ∗

= ( +

)

= ∫ 2 + ∫

= ∫ 2 + ∫

(3.6)

Pelo momento estático, a segunda integral do segundo membro pode ser desprezada, onde temos que:

= ∫ 2

=

2

Desta maneira, para encontrar a incógnita a da equação 2.1, verificamos que existe um elemento inversamente proporcional ao momento da força. Como visto na introdução, o Momento de Inércia é a “dificuldade” de um corpo executar o movimento de giro (a força realizar momento). Logo, este elemento inversamente proporcional ao momento deve ser o Momento de Inércia. Reescrevendo:

=

(3.7)

7

Agora com as duas incógnitas encontradas, pode-se substituí-las na equação 2.1:

= +

Como é possível também haver giro em torno do eixo Y, fica lógico e explícito que o mesmo método se dá para descobrir seu Momento e Momento de inércia, logo:

=

+

+

(3.8)

A equação 2.8 é a equação geral da tensão em qualquer corpo sólido sujeito a ação de forças. E para deduzi-la foi necessário passar pela definição matemática de Momento de Inércia:

Momento de Inércia (J) é uma integral definida com centro no centro de gravidade da peça do braço de alavanca da força ao quadrado pela diferencial da área no eixo perpendicular à aplicação da força e do giro. Então:

= ∫ 2

2

2

= ∫

2

2

2

(3.9) e (3.10)

A partir disto, pode ser calculado o Momento de Inércia de algumas figuras básicas por definição.

3.1. Figuras elementares

3.1.1.

Círculo

Para o total entendimentos dos cálculos a seguir, a Figura 5 deve ser vista. No caso de figuras circulares, base e altura são iguais. Neste caso, o diferencial da área (dA) será substituído pela altura (y) vezes pi sobre dois pelo diferencial da altura (dy). Também é necessário notar que base e altura são o diâmetro do círculo e também duas vezes o seu raio. Logo, os limites de integração mudam para de menos o valor do raio, passando por zero até o raio (CORDOBÉS, 1940 e LOSS 2001). Então:

= ∫

²

= ∫

=

2

²

2

³

8

=

=

=

=

8

8

4

2

4

4

2

4

|

|

+

+

( 4 (− 4 ))

2 4 =

4

4

Como no círculo todas as dimensões envolvidas nos cálculos apresentados são iguais em Y e Z, o Momento de Inércia em Y é exatamente igual ao Momento de Inércia em Z:

=

4

4

(3.1.1)

3.1.2. Figuras Retangulares

Para o entendimento dos cálculos apresentados a seguir, o leitor deve atentar-se à Figura 6, que consta na lista de figuras. Será calculado primeiramente o Momento de Inércia em Z (equação 2.9). Nestes casos, o diferencial da área (dA) é igual à base (B) pelo diferencial da altura em Y (dy). Que substituídos na equação geram:

2

2

= ∫

² ∗

=

2

2

²

=

= ∗ ³

3

|

+

2

2

∗ ( ℎ³

3

8

− (− ³ ))

8

9

=

3

3

4

∗ ℎ³

=

12

Logicamente, no Momento de Inércia em torno no eixo Y, altura e base se invertem. Desse modo, fica evidente:

3.2. Figuras compostas

=

ℎ∗³

12

(3.1.2)

O termo figuras compostas empregado neste trabalho refere-se a figuras constituídas de duas ou mais figuras elementares. Não serão demonstradas as fórmulas por integração. Esse tipo de figura é formado por três formas retangulares. Para o cálculo de momento de inércia desse tipo de figura, usa-se o conceito de eixos paralelos que foi explicado no item 2.1 deste trabalho. O primeiro passo é calcular o momento de inércia de cada figura retangular separadamente. Após isso, deve-se desenhar dois eixos paralelos, preferencialmente um eixo na base da figura e outro perpendicular a este (MORALES, 2009). Deve-se medir as distâncias dos centroides de cada figura a um desses eixos complementares que foram colocados arbitrariamente na peça. Devem ser conhecidas todas as áreas dessas figuras. Com posse de todos esses dados é possível encontrar o eixo que contêm o centro de gravidade total da peça, que é dado pela equação:

= ∑ .

(3.2.1)

Em que a distância do eixo do centro de gravidade para o eixo arbitrário é igual ao somatório do produto da área pela distância do centro de gravidade de cada peça ao eixo arbitrário dividido pelo somatório das áreas das peças (ROCHA, 1988 e WOLFF 1997). Depois disto deve-se calcular as distâncias do centro de gravidade de cada peça para este eixo que contém o centro de gravidade total da peça. Após isso o momento de inércia total da peça é facilmente calculado pela fórmula:

= ∑ + ∑ . ( (3.2.2)

Em que o momento de inércia total da peça (J) é o resultado da soma do somatório do momento de inércia de cada peça e do somatório do produto da soma das áreas pela soma das distâncias de cada peça ao eixo que contém o centro de gravidade ao quadrado (MORALES,

2009).

4.

Críticas, Sugestões e Opiniões

A partir deste trabalho o grupo verificou que o conceito de momento de inércia é largamente utilizado na área da construção civil em inúmeros aspectos tais como o de flambagem, flexão, torção, entre outros. E que no dimensionamento de estruturas é essencial dominar este conteúdo e prever todas as suas implicações. Também no cálculo de resistência de estruturas é essencial ter

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conhecimentos de momento de inércia, pois uma vez que saiba-se que determinada forma possui maior resistência que outra, pode-se simplesmente mudar a forma da estrutura ao invés de aumentar a ferragem da estrutura, ou o tipo de cimento, ou superdimensionar o elemento estrutural, acarretando custos extras na empreitada.

5. Lista de Figuras

5.1. Figura 1

estrutural, acarretando custos extras na empreitada. 5. Lista de Figuras 5.1. Figura 1 5.2. Figura 2

5.2. Figura 2

estrutural, acarretando custos extras na empreitada. 5. Lista de Figuras 5.1. Figura 1 5.2. Figura 2

5.3. Figura 3

estrutural, acarretando custos extras na empreitada. 5. Lista de Figuras 5.1. Figura 1 5.2. Figura 2

11

5.4. Figura 4

11 5.4. Figura 4 5.5. Figura 5 5.6. Figura 6

5.5. Figura 5

11 5.4. Figura 4 5.5. Figura 5 5.6. Figura 6

5.6. Figura 6

11 5.4. Figura 4 5.5. Figura 5 5.6. Figura 6

12

5.7. Figura 7

12 5.7. Figura 7

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Referências

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ALMEIDA, L. H. de; GRANDINI, C. R.; PINTÃO, C. A. F. Medida do momento de inércia de

um pêndulo de torção para estudo de relaxações anelásticas. Disponível em <http://www.sbvacuo.org.br/rbav/index.php/rbav/article/view/41>. Acesso em 28 abr 2016.

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2011.

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14

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