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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

CENTRO DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA SANITÁRIA

E DO MEIO AMBIENTE SEGURANÇA E HIGIENE DO TRABALHO

A IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS

APLICANDO A METODOLOGIA MAPA DE RISCO

Maio, 2011

Apresentação

Definição

Origem um breve histórico

Premissas do MOI

Legislação

Difusão no Brasil

Construção

MAPA DE RISCO

DEFINIÇÕES

um critério de abordagem da pesquisa

do grupo operário para conhecimento e a

definição científica das próprias condições

de trabalho, um esquema de análise que possa enfrentar globalmente os problemas

do ambiente e da prevenção do risco em todo o contexto social.(ODDONE et alii,

1986, p.53).

MAPA DE RISCO

DEFINIÇÕES

uma representação gráfica do

reconhecimento dos riscos existentes nos

diversos locais de trabalho

(DOU, p.11327, 20/08/92).

MAPA DE RISCO

DEFINIÇÕES

Representação gráfica do conjunto de fatores presentes no local de trabalho, capazes de

gerar acidentes de trabalho, doenças

ocupacionais e agravos à saúde do trabalhador.

Processo educativo e organizativo, permitindo a reflexão e quebra do caráter fragmentado do processo de trabalho.

(Mattos & Simoni, 1993)

MAPA DE RISCO

ORIGEM

Década 60/70 Modelo Operário Italiano (MOI), Turim/Itália, Federazione dei

Lavoratori Metalmeccanici.

MAPA DE RISCO

PREMISSAS DO MOI

Grupos homogêneos

Subjetividade operária

Validação consensual

Não delegação de poder

MAPA DE RISCO

LEGISLAÇÃO

Itália Lei n º 833 de 23/09/78 Serviço

Sanitário Nacional - Art. 20

Brasil Port. n º 5 de 17/08/92

Departamento Nacional de Segurança e Saúde do Trabalhador MTb. Alterada pela Port. n º 25 de 09/12/94, NR-05 CIPA, anexo IV.

Portaria Nº 08 de 23/02/99 - alterou a NR - 05,

MAPA DE RISCO

DIFUSÃO NO BRASIL

1983 Técnicos do DIESAT Cursos de CIPA e monitores de CIPA.

1986 – Livro “Ambiente de Trabalho” (ODDONE,

Ivar et al).

1993 – Livro “Livro do Professor da CIPA” (LIMA, Dalva A). FUNDACENTRO. São Paulo.

1996 INST/CUT – Livro “Saúde, meio ambiente

e condições de trabalho - conteúdos básicos para

uma ação sindical ”.

MAPA DE RISCO

DIFUSÃO NO BRASIL

1996 ENSP/FIOCRUZ – Livro “ Biossegurança uma abordagem multidisciplinar ”.

2000 EAD/ENSP/FIOCRUZ – “ Curso de

aperfeiçoamento em Biossegurança ”.

2004 Atheneu/SP – Livro “Biossegurança aplicada a

laboratórios e serviços de saúde”.

2005 FUNASA/ EAD/ENSP/FIOCRUZ – “ Curso de Especialização em Biossegurança a Distância”.

MAPA DE RISCO

CONSTRUÇÃO

NR5 - 5.16 : A CIPA terá por atribuição:

“ identificar os riscos do processo de

trabalho, e elaborar o mapa de riscos, com

a participação do maior número de

trabalhadores, com assessoria do SESMT,

onde houver;

MAPA DE RISCO

CONSTRUÇÃO

A NR5 não fornece mais as orientações

necessárias para a construção dos mapas

de riscos, deixando a critério da CIPA

definir os procedimentos para a sua elaboração. Poderão ser utilizados

procedimentos mais avançados. Nada

impede que se siga o estabelecido, no Anexo IV da antiga NR 5.

MAPA DE RISCO

CONSTRUÇÃO

Etapas para elaboração do mapa

a) Levantamento e Sistematização do Processo

de Trabalho

b) Representação Gráfica

MAPA DE RISCO

ETAPAS PARA CONSTRUÇÃO

a) Levantamento e Sistematização do Processo de Trabalho

a.1) Fluxograma do Processo de Produção

a.2) Descrição dos Equipamentos e Instalações

a.3) Descrição : Materiais, Produtos e Resíduos

a.4) Descrição das Equipes de Trabalho a.5) Descrição das Atividades

a.6) Tabela Grupos de Riscos X Locais/ Equipam.

X Sintomas/Sinais X Doenças/ Acidentes

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS FÍSICOS, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E RECOMENDAÇOES PARA LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX

PARA LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX RISCO FÍSICO LOCAL/ATIVIDADE SINAIS/SINTOMAS
RISCO FÍSICO LOCAL/ATIVIDADE SINAIS/SINTOMAS ACIDENTES/DOENÇAS RECOMENDAÇÕES 1. RUÍDO Sala de autoclavação
RISCO FÍSICO
LOCAL/ATIVIDADE
SINAIS/SINTOMAS
ACIDENTES/DOENÇAS
RECOMENDAÇÕES
1. RUÍDO
Sala de autoclavação
(durante o processo).
Cefaléia, baixa
acuidade, irriabilidade,
distração.
Erro técnico, estresse.
Ligar a autoclave em
momentos que não
sejam executadas
técnicas que exijam
atenção, fechar a porta
durante o
funcionamento.
2. UMIDADE
Sala de autoclavação.
Desconforto.
Problemas
respiratórios.
Manter janelas abertas,
porta fechada, e evitar a
permanência de
funcionários, área
restrita.
3. CALOR
Toda a área técnica.
Desconforto,
irritabilidade, falta de
concentração,
sonolência, cansaço.
Queda de pressão,
desidratação.
Isolar equipamento que
geram calor.
IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS QUÍMICOS, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E
RECOMENDAÇOES
PARA O LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX
RISCO QUÍMICO
RISCO QUÍMICO

4. PRODUOS

QUÍMICOS

CLÍNICA DA UFXXX RISCO QUÍMICO 4. PRODUOS QUÍMICOS LOCAL/ATIVIDADE Toda área técnica SINAIS/SINTOMAS Tosse,

LOCAL/ATIVIDADE

Toda área técnica

SINAIS/SINTOMAS

Tosse, sonolência, irritabilidade, espirro, prurido (pele e nasal).

ACIDENTES/DOENÇA

S

Renite, comprometimento imunológico, urticária.

RECOMENDAÇÕES

Uso de EPIS e EPCES, armazenamento correto de produtos (ambiente bem ventilado e longe de fontes geradoras de calor), chuveiro de emergência e lava olhos, rotulagem adequada

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS BIOLÓGICOS, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E RECOMENDAÇOES PARA LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX

PARA LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX RISCO BIOLÓGICO 5. MICROORGANISMOS 6. CANECAS DE USO
RISCO BIOLÓGICO
RISCO BIOLÓGICO

5.

MICROORGANISMOS

CLÍNICA DA UFXXX RISCO BIOLÓGICO 5. MICROORGANISMOS 6. CANECAS DE USO PESSOAL RECOMENDAÇÕES Uso de EPIS

6. CANECAS DE USO

UFXXX RISCO BIOLÓGICO 5. MICROORGANISMOS 6. CANECAS DE USO PESSOAL RECOMENDAÇÕES Uso de EPIS e EPCS,

PESSOAL

RECOMENDAÇÕES

Uso de EPIS e EPCS, retirar ventilador de teto, limpeza.

Não beber.

LOCAL/ATIVIDADE

SINAIS/SINTOMAS

ACIDENTES/DOENÇA

S

Toda a área técnica.

Febre, mal estar, vômito, diarréia.

Infecções diversas.

Toda a área técnica.

-

Infecções diversas.

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS ERGONÔMICOS, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E RECOMENDAÇOES PARA O
IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS ERGONÔMICOS, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E
RECOMENDAÇOES PARA O LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX
RISCO ERGONÔMICO
RISCO ERGONÔMICO

7. BANQUETAS E

BANCADAS COM

DA UFXXX RISCO ERGONÔMICO 7. BANQUETAS E BANCADAS COM ALTURA FIXA RECOMENDAÇÕES Adequação de mobiliário,

ALTURA FIXA

RECOMENDAÇÕES

Adequação de mobiliário, ginástica laboral, intervalos regulares.

LOCAL/ATIVIDADE

SINAIS/SINTOMAS

ACIDENTES/DOENÇA

S

Insuficiência vascular periférica, doença crônico degenerativa da coluna.

Toda área técnica.

Dores cervicais, edema de membros inferiores, lombalgia.

IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS DE ACIDENTES, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E RECOMENDAÇOES PARA O
IDENTIFICAÇÃO DOS RISCOS DE ACIDENTES, LOCAIS/ATIVIDADE, SINTOMAS/SINAIS, ACIDENTES/DOENÇAS E
RECOMENDAÇOES PARA O LABORATÓRIO DE MICROBIOLOGIA CLÍNICA DA UFXXX
RISCO DE ACIDENTE
RISCO DE ACIDENTE

8. ÁREA FÍSICA

INADEQUADA (CIRCULAçÃO E

ÁREA FÍSICA)

8. ÁREA FÍSICA INADEQUADA (CIRCULAçÃO E ÁREA FÍSICA) 9. ORGANIZACÃO DOS EQUIPAMENTOS DE FORMA INADEQUADA

9. ORGANIZACÃO

DOS EQUIPAMENTOS

DE FORMA INADEQUADA

9. ORGANIZACÃO DOS EQUIPAMENTOS DE FORMA INADEQUADA LOCAL/ATIVIDADE Toda área técnica. Toda área técnica.

LOCAL/ATIVIDADE

Toda área técnica.

Toda área técnica.

SINAIS/SINTOMAS

Acidentes com perfuro- cortantes, acidentes com produtos químicos, irritabilidade.

Contaminação por patógenos.

ACIDENTES/DOENÇA

S

Contaminação por agentes patogênicos e intoxicação.

Doença relativa ao agente biológico envolvido.

RECOMENDAÇÕES

Aumentar área física, adequar o layout.

Instalação da cabine de segurança biológica em ambiente isolado distante de correntes de ar.

MAPA DE RISCO

ETAPAS PARA CONSTRUÇÃO

b) Representação Gráfica

b.1) Simbologia

círculos

códigos dos grupos

b.2) Cores dos grupos de risco

físico (verde)

químico (vermelho)

biológico (marrom) ergonômico (amarelo)

acidente (azul).

MAPA DE RISCO

ETAPAS PARA CONSTRUÇÃO

b.3) Critérios para representação

fonte de geração

área de exposição

b.4) Convenções

- representação conjunta em um mesmo círculo de dois riscos de mesma gravidade de uma única fonte

todo

-

representação

de

risco

um

presente

em

ambiente, fora do mapa

MobiliárioEquipamentos Bancadas Pías LAYOUT DO LMM Sala de autoclavação 6 10 1 2 Sala de

EquipamentosMobiliário Bancadas Pías LAYOUT DO LMM Sala de autoclavação 6 10 1 2 Sala de pesagem

BancadasMobiliário Equipamentos Pías LAYOUT DO LMM Sala de autoclavação 6 10 1 2 Sala de pesagem

PíasMobiliário Equipamentos Bancadas LAYOUT DO LMM Sala de autoclavação 6 10 1 2 Sala de pesagem

LAYOUT DO LMM

Sala de autoclavação

6 10 1 2 Sala de pesagem 10 10 10 3 4 5 7 8
6
10
1
2
Sala de pesagem
10
10
10
3
4
5
7
8
9

Ventilador de teto

ANEXOS

RISCO DE ACIDENTE
RISCO DE ACIDENTE

Porta sem visor

ANEXOS RISCO DE ACIDENTE Porta sem visor RISCO DE ACIDENTE Equipamentos que geram calor junto com

RISCO DE ACIDENTE

Equipamentos que geram calor junto com solventes

RISCO DE ACIDENTE Disposição de materiais de forma inadequada RISCO DE BIOLÓGICO Material de uso

RISCO DE ACIDENTE

Disposição de materiais

de forma inadequada

DE ACIDENTE Disposição de materiais de forma inadequada RISCO DE BIOLÓGICO Material de uso pessoal exposto

RISCO DE BIOLÓGICO

Material de uso pessoal exposto

A ambiente possivelmente

contaminado

RISCO DE BIOLÓGICO RISCO DE FÍSICO Disseminação de microorganismos Sala de autoclavação: calor, umida Ruído,

RISCO DE BIOLÓGICO

RISCO DE BIOLÓGICO RISCO DE FÍSICO Disseminação de microorganismos Sala de autoclavação: calor, umida Ruído, pouca

RISCO DE FÍSICO

Disseminação de microorganismos Sala de autoclavação: calor, umida Ruído, pouca ventilação

RISCO DE FÍSICO RISCO DE QUÍMICO Reagentes misturados Com vazamento vidrarias Possibilidade contaminação químicos

RISCO DE FÍSICO

RISCO DE QUÍMICO

RISCO DE FÍSICO RISCO DE QUÍMICO Reagentes misturados Com vazamento vidrarias Possibilidade contaminação químicos

Reagentes

misturados

Com

vazamento

vidrarias

DE QUÍMICO Reagentes misturados Com vazamento vidrarias Possibilidade contaminação químicos em caso de

Possibilidade

contaminação

químicos

em

caso

de

 

de

MAPA DE RISCO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A construção do Mapa de Risco não deve ser

exclusividade da CIPA;

A utilização vinculada a programas e melhorias

das condições de trabalho, integrando, quando

possível, empresas com processos produtivos semelhantes;

As NR-9 - Programa de Prevenção de Riscos

Ambientais e NR-7 Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, prevêem o uso do Mapa de Risco no planejamento e execução desses

programas.

MAPA DE RISCO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Em serviços de saúde recomenda-se consulta as

normas:

- Vigilância Sanitária (RDC 33, RDC 50 e RDC 343 da ANVISA/MS);

- Instrução Normativa da Comissão Técnica Nacional

de Biossegurança IN CTNBio nº 7 de 06/06/97 que dispõe sobre as normas para o trabalho em

contenção com organismos geneticamente

modificados OGMs CTNBio/MCT; - NR-32 Segurança e saúde no trabalho em

estabelecimentos de assistência à saúde, da Portaria

3214 do MT.

MAPA DE RISCO

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Mapa de Risco é um instrumento técnico que permite estudar e propor medidas de melhorias de

condições de trabalho, mas o seu alcance é

limitado, pois não consegue resolver todos os problemas encontrados dentro de uma empresa.

Este instrumento deverá fazer parte de um

movimento mais amplo que crie condições políticas para que o conhecimento do(a) trabalhador(a) possa

ser usado na promoção de sua saúde.