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Aula 10

Direito Financeiro p/ AGU - Advogado da União (com videoaulas)

Professor: Sérgio Mendes

Direito Financeiro p/ AGU Advogado da União Teoria e Questões Comentadas Prof. Sérgio Mendes に

Direito Financeiro p/ AGU Advogado da União Teoria e Questões Comentadas Prof. Sérgio Mendes Aula 10

AULA 10: Lei de Responsabilidade Fiscal - Parte II

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO DO TEMA

1

1.

EFEITOS NO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO

2

1.1 Previsão de Receitas

2

1.2 Reestimativa de Receitas

3

1.3 Publicação da LOA e Cumprimento de Metas

3

1.4 Limitação de Empenho e Movimentação Financeira

7

2. RENÚNCIA DE RECEITAS

13

3. GERAÇÃO DE DESPESA

20

4. DESPESA OBRIGATÓRIA DE CARÁTER CONTINUADO

21

5. TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS

27

MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - ESAF

32

MEMENTO X

43

LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

48

GABARITO

59

Olá amigos! Como é bom estar aqui!

Os temas desta aula são: Previsão e Reestimativa de Receitas; Publicação da LOA e Cumprimento de Metas; Limitação de Empenho e Movimentação Financeira; Renúncia de Receita; Geração de Despesa; Despesa Obrigatória de Caráter Continuado e Transferências Voluntárias.

E vamos prosseguir no estudo da Lei de Responsabilidade Fiscal!

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1. EFEITOS NO PROCESSO ORÇAMENTÁRIO

1.1 Previsão de Receitas

A previsão (ou planejamento) se configura por meio da estimativa de arrecadação da receita, constante da Lei Orçamentária Anual LOA, resultante de metodologia de projeção de receitas orçamentárias.

Segundo o art. 12 da LRF: Art. 12. As previsões de receita observarão as normas

Segundo o art. 12 da LRF:

Art. 12. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

Assim, são parâmetros para a previsão de receitas os efeitos das alterações na legislação, como a alteração de alíquotas, as desonerações fiscais e a concessão de créditos tributários. Deve ser considerada, ainda, a variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante.

Consoante a LRF, o Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério Público, no mínimo 30 dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subsequente, inclusive da corrente líquida, e as respectivas memórias de cálculo.

Isso ocorre porque todos os Poderes (Legislativo, Judiciário e mais o Ministério Público) elaboram suas propostas orçamentárias parciais e encaminham para o Poder Executivo, o qual é o responsável constitucionalmente pelo envio da proposta consolidada ao Legislativo. Para que os demais Poderes possam elaborar suas propostas parciais, devem ter disponíveis em tempo hábil os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subsequente.

1.2 Reestimativa de Receitas Direito Financeiro p/ AGU Advogado da União Teoria e Questões Comentadas

1.2 Reestimativa de Receitas

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No que se refere às estimativas de receitas, no afã de conseguir mais recursos para emendas parlamentares, o Poder Legislativo poderia tentar, sem embasamento técnico, reestimar os valores de receitas apresentados pelo Poder Executivo. Para prevenir isso, o § 1º do art. 12 da LRF determina:

§ 1º Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

Atenção: repare que a LRF é restritiva, porém admite reestimativa da receita pelo Poder Legislativo se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

1.3 Publicação da LOA e Cumprimento de Metas

Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Ainda, as receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa. Tais metas bimestrais são utilizadas como parâmetros para a limitação de empenho e movimentação financeira prevista no art. 9º.

de empenho e movimentação financeira prevista no art. 9º. A LRF destaca que os recursos legalmente

A LRF destaca que os recursos legalmente vinculados à finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso.

Atenção: é vedado consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.

Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audiência pública na comissão mista referida na Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais.

No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre, o Banco Central do Brasil apresentará, em reunião conjunta das comissões temáticas pertinentes do Congresso Nacional, avaliação do cumprimento dos objetivos e

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metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços.

suas operações e os resultados demonstrados nos balanços. 1) (CESPE – Analista Técnico-Administrativo –

1) (CESPE Analista Técnico-Administrativo Ministério da Integração - 2013) O Poder Executivo deve aprovar a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolsos antes da aprovação da lei orçamentária, conforme previsto na LRF.

Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso (art. 8º, caput, da LRF). Resposta: Errada

2) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) O cronograma de execução do desembolso deve ser estabelecido após a publicação da LOA, sendo apresentado em termos mensais.

Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso (art. 8º, caput, da LRF). Resposta: Certa

3) (CESPE Técnico Judiciário Administrativa CNJ - 2013) Como preparação para os debates da LOA, a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso devem ser elaborados pelo Poder Executivo, logo após a publicação da LDO.

Até trinta dias após a publicação dos orçamentos, nos termos em que dispuser a LDO, o Poder Executivo estabelecerá a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso. Resposta: Errada

4) (CESPE Analista Administrativo Administrativa - ANTT 2013) Um recurso legalmente vinculado manterá sua destinação específica mesmo em exercício diverso de sua arrecadação.

Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8º, parágrafo único, da LRF). Resposta: Certa

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5) (CESPE Técnico Judiciário Administrativa CNJ - 2013) Quando determinado recurso legalmente vinculado não é executado em seu próprio exercício, a vinculação da receita é descaracterizada no exercício posterior, para facilitar o controle da execução.

Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8º, parágrafo único, da LRF). Resposta: Errada

6) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) Quando cabível, a quantidade e os valores ajuizados para a cobrança da dívida ativa devem ser desdobrados em metas bimestrais de arrecadação.

As receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de

ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa (art. 13

da LRF).

Resposta: Certa

7) (CESPE Analista Judiciário Administrativo STM - 2011) O Poder Legislativo de cada ente não pode reestimar a receita prevista na proposta orçamentária encaminhada pelo Poder Executivo, salvo em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.

A LRF é restritiva, porém admite reestimativa da receita pelo Poder

Legislativo se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal. Não existe determinação para que isso ocorra apenas em caso de guerra,

comoção intestina ou calamidade pública. Resposta: Errada

8) (CESPE Analista Economia - ECB 2011) Aumentos da inflação e da taxa de crescimento econômico não alteram as receitas tributárias previstas, visto que a metodologia de estimação dessas receitas, no âmbito do processo orçamentário, leva em conta apenas os impactos das alterações na legislação.

As

previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão

os

efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do

crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da

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projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas (art. 12 da LRF).

Assim, são parâmetros para a previsão de receitas os efeitos das alterações na legislação, como a alteração de alíquotas, as desonerações fiscais e a concessão de créditos tributários. Deve ser considerada, ainda, a variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante. Resposta: Errada

9) (CESPE Administrador Polícia Federal 2014) As previsões de receita para o exercício financeiro de 2014 não precisam considerar os possíveis efeitos decorrentes da realização da Copa do Mundo de futebol na evolução da arrecadação pública.

As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante (como é o caso de uma Copa do Mundo FIFA) e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas (art. 12 da LRF). Resposta: Errada

10) (CESPE - Auditor de Controle Externo TCDF 2012) A execução orçamentária e financeira, em todos os níveis de governo, obedece a determinadas regras legais, rígidas e abrangentes. Julgue o item subsequente, relativo a essas regras. O estado da Federação que receber recursos públicos para aplicação em programas na área da saúde e não conseguir utilizá-los integralmente até o final do exercício somente poderá reinscrevê-los no orçamento do exercício seguinte se mantiver a mesma destinação estabelecida no orçamento anterior.

Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8º, parágrafo único, da LRF).

Assim, no caso em tela, como a saúde é uma despesa vinculada, o ente poderá reinscrever os recursos no orçamento do exercício seguinte se mantiver a mesma destinação estabelecida no orçamento anterior.

Resposta: Certa

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1.4 Limitação de Empenho e Movimentação Financeira

É o previsto de maneira explícita no caput do art. 9º da LRF, o qual dispõe que, se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no anexo de metas fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos 30 dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. Note que tal verificação é bimestral, a fim de que em vários momentos do ano tenhamos a possibilidade de correções e monitoramento das metas.

A limitação de empenho também será promovida pelo ente que ultrapassar o limite para a dívida consolidada, para que obtenha o resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite.

Se houver frustração da receita estimada no orçamento, deverá ser estabelecida limitação de empenho e movimentação financeira, com o objetivo de atingir os resultados previstos na LDO e impedir a assunção de compromissos sem respaldo financeiro, o que acarretaria uma busca de socorro no mercado financeiro, situação que implica em encargos elevados.

Em outras palavras, a limitação de empenho, usualmente usada como sinônimo de contingenciamento, consiste no bloqueio de despesas previstas na LOA. É um procedimento empregado pela Administração para assegurar o equilíbrio entre a execução das despesas e a disponibilidade efetiva de recursos. A realização das despesas depende diretamente da arrecadação das receitas. Assim, caso não se confirmem as receitas previstas, as despesas programadas poderão deixar de ser executadas na mesma proporção. As despesas são bloqueadas a critério do Governo, que as libera ou não dependendo da sua conveniência. Os contingenciamentos têm sido decretados com frequência, e como a liberação depende da conveniência da Administração, estimula a negociação política entre o Poder Executivo e os parlamentares que querem ver suas bases eleitorais atendidas na execução orçamentária e financeira.

Outra possibilidade a ser pensada em caso de frustração de receita seria o endividamento público. O ente faria operações de crédito para cobrir a defasagem entre as receitas efetivamente arrecadas e a previsão na LOA. No entanto, isso não é mais recomendado com a LRF, já que medidas desse tipo não contribuiriam para o cumprimento das metas fiscais. Restaria apenas a contenção de despesas por meio da limitação de empenho, até que ocorra a melhora da arrecadação.

Analisando o art. 9º, não há a possibilidade de limitação de empenho por excesso de despesa, a não ser por dívida. O gestor público só tem permissão

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legal para proceder à limitação de empenho quando a realização da receita (e não a execução da despesa) comprometer as metas fiscais, como o superávit primário. Outra observação é a de que, além do Poder Executivo, há a extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo e Judiciário e ao Ministério Público.

A LRF apresenta despesas que não podem sofrer a limitação de empenho. Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.

No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.

Limitação de empenho Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e

Limitação de empenho

Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.

No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.

Consoante o art. 65 da LRF, no caso de estado de defesa e/ou de sítio, decretado na forma da Constituição, ou na ocorrência de calamidade pública reconhecida pelo Congresso Nacional, no caso da União, ou pelas Assembleias Legislativas, na hipótese dos estados e municípios, enquanto perdurar a situação serão dispensados o atingimento dos resultados fiscais e a limitação de empenho prevista no art. 9 o .

Cabe ressaltar que, em relação ao § 3º do art. 9º, foi proposta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) perante o Supremo Tribunal Federal, o qual suspendeu liminarmente a eficácia deste dispositivo:

“§ 3º No caso de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias.”

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Art. 9º, § 3º, da LRF Atualmente, devido à ADIN, o Poder Executivo não é

Art. 9º, § 3º, da LRF

Atualmente, devido à ADIN, o Poder Executivo não é autorizado a limitar os Poderes Legislativo e

Judiciário e o Ministério Público caso estes não promovam a limitação no prazo estabelecido no caput do art. 9°. Há a extensão da limitação de

Ministério Público, mas ela deve ser efetuada por ato próprio.

empenho

aos

Poderes

Legislativo,

Judiciário

e

aos Poderes Legislativo, Judiciário e 11) (CESPE – Analista Judiciário – Administrativa

11) (CESPE Analista Judiciário Administrativa CNJ - 2013) Considere que, ao final do segundo bimestre de exercício da LOA, constate-se que as receitas efetivamente arrecadadas foram inferiores às projetadas na LOA e que não será atingida a meta de resultado primário definida na LDO. Nessa situação, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem como o Ministério Público, deverão, cada um, em ato próprio, nos trinta dias subsequentes, limitar os empenhos e as movimentações financeiras nos montantes necessários para a obtenção do reequilíbrio orçamentário, conforme estabelecido na LDO.

Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias (art. 9º, caput, da LRF). Resposta: Certa

12) (CESPE Analista Finanças e Controle - MPU 2013) É permitido ao Ministério Público, sem prejuízo dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao bimestre em que a realização da receita demonstre que poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas no anexo de metas fiscais.

Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias (art. 9º, caput, da LRF). Resposta: Certa

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13) (CESPE Técnico Judiciário Administrativa CNJ - 2013) De

acordo com a LDO, na condição de se verificar, ao final do semestre, que a realização da receita não comportará o cumprimento das metas

de resultado primário, o Poder Executivo promoverá, por ato próprio,

limitações no empenho e na movimentação financeira dos três

poderes.

A limitação de empenho é prevista de maneira explícita no caput do art. 9.º da

LRF, o qual dispõe que, se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. Resposta: Errada

14) (CESPE Analista Administrativo Administrativa - ANTT 2013) Caso haja o descumprimento das metas fiscais previstas na LDO, o Poder Executivo deve limitar imediatamente o dispêndio de todos os

três poderes. Como as regras de limitação estão definidas na LDO, que

foi debatida e aprovada pelo Poder Legislativo, tal procedimento não

pode ser considerado uma violação da independência dos poderes.

Atualmente, devido à ADIN, o Poder Executivo não é autorizado a limitar os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público caso estes não promovam a limitação no prazo estabelecido no caput do art. 9°. Há a extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, mas ela deve ser efetuada por ato próprio. Resposta: Errada

15) (CESPE Administrador Ministério da Integração - 2013) Os recursos da União destinados à transferência aos municípios para o custeio de ações e serviços públicos de saúde não podem sofrer limitação de empenho, ainda que a realização da receita não comporte

o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal

estabelecidas no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes

orçamentárias (LDO).

A LRF apresenta despesas que não podem sofrer a limitação de empenho. Não

constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.

serão

objeto

de

limitação

as

despesas

que

constituam

obrigações

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Assim, os recursos da União destinados à transferência aos municípios para o custeio de ações e serviços públicos de saúde não podem sofrer limitação de empenho, por se tratar de uma obrigação constitucional e legal. Resposta: Certa

16) (CESPE Auditor de Controle Externo TCU 2013) A LDO/2013 prevê que, no caso de frustração da receita que venha a comprometer o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal, o Poder Executivo efetuará automaticamente, a qualquer tempo, o contingenciamento das dotações e a retenção dos recursos correspondentes a todos os poderes e ao Ministério Público, situação que só se reverterá se houver plena recuperação da receita inicialmente estimada antes do final do exercício.

Atualmente, devido à ADIN, o Poder Executivo não é autorizado a limitar os

Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público caso estes não promovam

a limitação no prazo estabelecido no caput do art. 9°. Há a extensão da

limitação de empenho aos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, mas ela deve ser efetuada por ato próprio.

Além disso, no caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial,

a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de

forma proporcional às reduções efetivadas. Logo, não é necessária plena recuperação da receita inicialmente estimada antes do final do exercício.

Resposta: Errada

17) (CESPE Analista Judiciário Administrativa TRT/10 Prova cancelada - 2013) A fixação das datas para limitação de empenho e movimentação financeira é uma das responsabilidades da LDO, atribuída pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A lei de diretrizes orçamentárias disporá sobre critérios e forma de limitação de

empenho (art. 4, I, b, da LRF).

Entretanto, os prazos para a limitação de empenho já estão na Lei de Responsabilidade Fiscal. Já as datas de limitação de empenho correspondem às necessidades verificadas bimestralmente pela Administração Pública.

Em resumo, a LDO não traz as datas. Por exemplo, ela não diz que no dia 15 de outubro vai haver limitação. A LDO não tem como prever isso.

Resposta: Errada

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18) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) As despesas destinadas ao pagamento do serviço da dívida não serão objeto de limitação, ainda que não seja conferida a meta de resultado primário estabelecida no anexo de metas fiscais.

A LRF apresenta despesas que não podem sofrer a limitação de empenho. Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. Resposta: Certa

19) (CESPE Analista Técnico-Administrativo - CADE 2014) Caso determinado órgão do Poder Judiciário não tenha promovido a limitação de empenho de suas dotações orçamentárias no prazo e nas condições estipuladas pela legislação, o Poder Executivo poderá limitar os valores financeiros segundo seus próprios critérios.

Atualmente, devido à ADIN, o Poder Executivo não é autorizado a limitar os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público caso estes não promovam a limitação no prazo estabelecido no caput do art. 9°. Há a extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, mas ela deve ser efetuada por ato próprio. Resposta: Errada

20) (CESPE Analista Judiciário Administração e Contábeis TJ/CE 2014) Se houver necessidade de limitação de empenho, os poderes e órgãos deverão obedecer aos critérios estabelecidos na LDO.

Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias (art. 9º, caput, da LRF). Resposta: Certa

2. RENÚNCIA DE RECEITAS Direito Financeiro p/ AGU Advogado da União Teoria e Questões Comentadas

2. RENÚNCIA DE RECEITAS

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Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação. Desta forma, os entes possuem tributos de competência própria e devem explorar efetivamente seu potencial arrecadatório. No entanto, em geral, os municípios brasileiros de menor porte são os que têm demonstrado menor interesse em arrecadar os tributos, devido a proximidade do eleitor-contribuinte com o prefeito e os vereadores, o que desmotiva tais políticos a adotarem medidas benéficas aos cofres públicos, porém desgastantes e antipáticas politicamente. Visando coibir práticas semelhantes, a LRF traz meios e sanções para que o gestor público tenha um melhor gerenciamento no tocante à receita pública, como no que se refere à renúncia de receitas.

A renúncia de receitas compreende anistia, remissão, subsídio, crédito

presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Note que, ao considerar renúncia termos como “isenção em

caráter não geral”, “redução discriminada” e “tratamento diferenciado”, a LRF visa evitar que haja preferências para apenas alguns poucos em prejuízo dos demais. Por exemplo, a isenção em caráter geral não se enquadra no conceito

de renúncia de receitas da LRF.

Vamos às definições tomando como base o disposto no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público e no Código Tributário Nacional:

Anistia: é o perdão da multa, que visa excluir o crédito tributário na parte relativa à multa aplicada pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas por este anteriormente à vigência da lei que a concedeu. A anistia não abrange o crédito tributário já em cobrança, em débito para com a Fazenda, cuja incidência também já havia ocorrido.

Remissão: é o perdão da dívida, que se dá em determinadas circunstâncias previstas na lei, tais como valor diminuto da dívida, situação difícil que torna impossível ao sujeito passivo solver o débito, inconveniência do processamento da cobrança dado o alto custo não compensável com a quantia em cobrança, probabilidade de não receber, erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, equidade etc. Não implica em perdoar a conduta ilícita, concretizada na infração penal, nem em perdoar a sanção aplicada ao contribuinte. Contudo, não se considera renúncia de receita o cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

Subsídio: é um incentivo do estado a determinadas situações de interesse público. Por exemplo, para aquisição de casa própria para a população de renda mensal inferior a três salários mínimos.

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Crédito presumido: é aquele que representa o montante do imposto cobrado na operação anterior e objetiva neutralizar o efeito de recuperação dos impostos não cumulativos, pelo qual o estado se apropria do valor da isenção nas etapas subsequentes da circulação da mercadoria. É o caso dos créditos referentes a mercadorias e serviços que venham a ser objeto de operações e prestações destinadas ao exterior. Todavia, não é considerado renúncia de receita o crédito real ou tributário do ICMS previsto na legislação instituidora do tributo.

Isenção: é a espécie mais usual de renúncia e define-se como a dispensa legal, pelo estado, do débito tributário devido.

Redução da base de cálculo: é o incentivo fiscal por meio do qual a lei modifica para menos sua base tributável por meio da exclusão de qualquer de seus elementos constitutivos. Pode ocorrer isoladamente ou associada a uma redução de alíquota, expressa na aplicação de um percentual de redução.

Ainda, outras situações podem caracterizar renúncia de receitas e não apenas as listadas, já que o conceito compreende também outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Por exemplo, segundo o art. 146 da CF/1988, cabe à lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.

De acordo com o § 6º do art. 150 da CF/1988, qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição. Assim, é vedada ao Poder Executivo, através de ato regulamentar ou de delegação legislativa, a concessão de benefícios fiscais, bem como a edição de lei geral sobre a matéria.

O tema é tão importante que a CF/1988 tornou o controle mais abrangente, não mais se restringindo apenas ao lado da despesa orçamentária propriamente dita, mas também atuando na renúncia de receitas. O caput do art. 70 da Carta Magna dispõe que a fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder.

A LRF determina que a renúncia de receitas deve ser precedida de um planejamento pormenorizado, a fim de que se identifiquem as consequências sobre a perda inicial de arrecadação e as medidas para a compensação dessa perda para o ano que entrar em vigor e nos dois seguintes. Assim, segundo o

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art. 14, a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das seguintes condições:

Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da LDO. Estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Nesse caso, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas citadas.

Vale destacar que a LRF é taxativa, logo, medidas como diminuição de despesas ou aumento de fiscalização contra a sonegação não são medidas de compensação.

O disposto acima sobre renúncia de receitas não se aplica às alterações das alíquotas dos impostos de importação de produtos estrangeiros (II), de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE), de produtos industrializados (IPI), de operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

As limitações da LRF sobre a renúncia de receitas não se aplicam às alterações das

As limitações da LRF sobre a renúncia de receitas não se aplicam às alterações das alíquotas II, IE, IPI, IOF e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. Relembro que, segundo o art. 5º da LRF,

Relembro que, segundo o art. 5º da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias será acompanhado do demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado.

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21) (CESPE Administrador Ministério da Integração - 2013) Suponha que a União pretenda reduzir a zero a alíquota do imposto de produtos industrializados incidente sobre eletrodomésticos e utensílios de cozinha. Nessa situação, não será necessário demonstrar que a renúncia de receita foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária nem efetuar medidas de compensação por meio do aumento de receita.

O disposto na LRF sobre renúncia de receitas não se aplica às alterações das

alíquotas dos impostos de importação de produtos estrangeiros (II), de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE), de produtos industrializados (IPI), de operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. Resposta: Certa

22) (CESPE Auditor de Controle Externo TCU 2013) Considere a seguinte situação hipotética. Um parlamentar apresentou projeto de lei prevendo devolução de tributo para os contribuintes de determinado ramo de atividade, devolução essa condicionada à realização de novos investimentos, com vigência durante os dois exercícios subsequentes à publicação da respectiva lei. A matéria, dado o interesse em sua rápida aprovação, foi incluída no próprio projeto de lei orçamentária. A receita já foi estimada e as metas fiscais foram fixadas considerando-se essa modificação na legislação tributária. Nessa situação, concluiu-se, apropriadamente, que todos os requisitos legais foram atendidos.

Segundo o art. 14 da LRF, a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício

em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes (não foi atendido), atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias (não foi atendido) e a pelo menos uma das seguintes condições (foi atendida uma das condições):

_ Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da LDO.

_ Estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado,

por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Nesse caso, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas citadas.

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Ainda, de acordo com o § 6º do art. 150 da CF/1988, qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição (não pode ser a LOA).

Nessa situação, conclui-se que os requisitos legais não foram atendidos. Resposta: Errada

23) (CESPE Auditor Substituto de Conselheiro TCE/ES 2012) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a concessão de benefício tributário do qual decorra renúncia de receita do IPI deve estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro e da correspondente compensação.

As limitações da LRF sobre a renúncia de receitas não se aplicam às alterações das alíquotas II, IE, IPI, IOF e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

Logo, no caso em tela, não é necessário que a renúncia esteja acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro e da correspondente compensação. Resposta: Errada

24) (CESPE - Especialista - Administração - SESA/ES - 2011) Não se considera renúncia de receita o aumento do número de beneficiários de um incentivo fiscal regularmente concedido nos termos da lei.

O aumento do número de beneficiários acarreta em aumento da renúncia de receitas. Resposta: Errada

25) (CESPE Oficial Técnico de Inteligência Contabilidade - ABIN 2010) Benefícios fiscais regionais que impliquem renúncia de receita deverão ser demonstrados no projeto de lei orçamentária e terão de ser aprovados por lei específica.

De acordo com o § 6.º do art. 150 da CF/1988, qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito presumido, anistia ou remissão, relativos a impostos, taxas ou contribuições, só poderá ser concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusivamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição.

Segundo o art. 5.º da LRF, o projeto de lei orçamentária anual, elaborado de

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forma compatível com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias será acompanhado do demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado. Resposta: Certa

26) (CESPE - Procurador de Contas - TCE/BA - 2010) Considere a seguinte situação hipotética. O estado da Bahia concedeu redução da alíquota de ICMS. Para isso, realizou estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deverá ser iniciada sua vigência e nos dois seguintes, atendendo ao disposto na lei orçamentária vigente, mediante a instituição de medidas de compensação, por meio de aumento de receita, com a elevação de alíquotas de outros tributos de sua competência. Nessa situação, as medidas de compensação poderão ser implementadas posteriormente à concessão do benefício.

Segundo o art. 14 da LRF, a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das condições estabelecidas na LRF, que poderá ser a instituição de medidas de

compensação, no período mencionado, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração

ou criação de tributo ou contribuição. No entanto, nesse caso, o benefício só

entrará em vigor quando implementadas as medidas citadas.

Resposta: Errada

27) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Em se tratando de isenções de caráter geral, dispensam-se as exigências de previsão orçamentária e medidas de compensação previstas na LRF.

A renúncia de receitas compreende anistia, remissão, subsídio, crédito

presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Note que, ao considerar renúncia termos como “isenção em caráter não geral”, “redução discriminada” e “tratamento diferenciado”, a LRF visa evitar que haja preferências para apenas alguns poucos em prejuízo dos demais. Por exemplo, a isenção em caráter geral não se enquadra no conceito e nas exigências de renúncia de receitas da LRF. Resposta: Certa

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28)(CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Em função da diminuição da receita tributária, considera-se renúncia de receita a diminuição de alíquota do IPI, devendo, portanto, ser atendidos todos os requisitos necessários para a concessão dessa redução, previstos na LRF.

O disposto na LRF sobre renúncia de receitas não se aplica às alterações das

alíquotas dos impostos de importação de produtos estrangeiros (II), de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE), de produtos industrializados (IPI), de operações de crédito, câmbio e seguro,

ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e ao cancelamento de débito

cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

Resposta: Errada

29) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) A diminuição da base de cálculo do ICMS, ainda que aprovada por convênio no Conselho Nacional de Política Fazendária, é considerada renúncia de receita, para efeitos de responsabilidade fiscal.

A renúncia de receitas compreende anistia, remissão, subsídio, crédito

presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de

tributos ou contribuições (como diminuição da base de cálculo do ICMS) e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Resposta: Certa

30) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) São formas de renúncia fiscal: anistia, remissão, subsídio, crédito presumido e concessão de isenção em caráter não geral.

A renúncia de receitas compreende anistia, remissão, subsídio, crédito

presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado.

Resposta: Certa

3 . GERAÇÃO DE DESPESA Direito Financeiro p/ AGU Advogado da União Teoria e Questões

3. GERAÇÃO DE DESPESA

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A geração de despesa se refere ao aumento de despesa por meio de criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental.

Consoante o art. 16 da LRF, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que

Consoante o art. 16 da LRF, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de:

I estimativa, com as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; II declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.

O referido artigo ainda define despesa adequada com a LOA e despesa

compatível com PPA e LDO.

Adequada com a LOA: a despesa objeto de dotação específica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito genérico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício.

Compatível com PPA e LDO: a despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições.

Tais normas constituem condição prévia para empenho e licitação de serviços, fornecimento de bens ou execução de obras, bem como para desapropriação

de

imóveis urbanos a que se refere o § 3 o do art. 182 da CF/1988. A geração

de

despesas ou assunção de obrigações que não atendam o disposto nos arts.

16 e 17 da LRF serão consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público.

Ressalva-se dessas determinações a despesa considerada irrelevante, de acordo com o que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias.

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4. DESPESA OBRIGATÓRIA DE CARÁTER CONTINUADO

Ainda relacionado ao tema geração de despesas, temos que algumas despesas são consideradas com maior potencial para causar danos ao equilíbrio das contas públicas do que outras. Para essas, a LRF estabeleceu regras mais rígidas para que se realizem ou sejam aumentadas, especialmente aquelas que se prolongarem por mais de dois exercícios, como as despesas obrigatórias de caráter continuado.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado

a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. Por exemplo, o aumento da remuneração de servidores públicos.

execução por um período superior a dois exercício s. Por exemplo, o aumento da remuneração de

Muita atenção que nos remeteremos outras vezes ao art. 17 da LRF, o qual ainda determina que são exigências para criação ou aumento das despesas obrigatórias de caráter continuado:

Atos que criarem as despesas ou as aumentarem deverão ser instruídos com estimativas do impacto orçamentário-financeiro, no exercício que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes.

Demonstração da origem dos recursos para seu custeio.

Comprovação de que a criação ou o aumento da despesa não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO.

Tal comprovação, apresentada pelo proponente, conterá as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, sem prejuízo do exame de compatibilidade da despesa com as demais normas do PPA e da LDO.

Compensação dos seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.

Considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Já a prorrogação de despesa criada por prazo determinado considera-se aumento da despesa.

A despesa obrigatória de caráter continuado não será executada antes da implementação das medidas referidas, as quais integrarão o instrumento que a criar ou aumentar. Logo, o administrador público deverá implementar essas medidas antes da criação ou do aumento das despesas obrigatórias de caráter continuado.

Entretanto, as despesas destinadas ao serviço da dívida e ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da CF/1988 estão

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excluídas dessas regras. Tal inciso versa sobre a revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices da remuneração dos servidores e do subsídio de membro de Poder, de detentor de mandato eletivo, de Ministros de Estado e de Secretários Estaduais e Municipais. É uma revisão para manter o poder de compra; logo, reajustes para aumentar o poder aquisitivo, como os que ocorrem em percentuais acima da inflação do período, devem seguir as regras da LRF .

A despesa é classificada em duas categorias econômicas: _ Despesas Orçamentárias Correntes : classificam-se nessa

A despesa é classificada em duas categorias econômicas:

_ Despesas Orçamentárias Correntes: classificam-se nessa categoria todas as despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. Exemplos: pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida, aquisição de material de consumo, pagamento de diárias, etc.

_ Despesas Orçamentárias de Capital: classificam-se nessa categoria aquelas despesas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. Exemplos: investimentos, como a construção de aeroportos; inversões financeiras, como a aquisição de um prédio já em utilização; amortização da dívida, etc.

prédio já em utilização; amortização da dívida, etc. 31) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e

31) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) Os efeitos financeiros dos atos que criam as despesas obrigatórias de caráter continuado devem ser compensados, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.

São exigências para criação ou aumento das despesas obrigatórias de caráter continuado:

_ Atos que criarem as despesas ou as aumentarem deverão ser instruídos com

estimativas do impacto orçamentário-financeiro, no exercício que deva entrar

em vigor e nos dois subsequentes.

_ Demonstração da origem dos recursos para seu custeio.

_ Comprovação de que a criação ou o aumento da despesa não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO.

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_ Tal comprovação, apresentada pelo proponente, conterá as premissas e

metodologia de cálculo utilizadas, sem prejuízo do exame de compatibilidade

da despesa com as demais normas do PPA e da LDO.

_ Compensação dos seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.

Resposta: Certa

32) (CESPE Analista Administrativo Direito - ANTT 2013) Somente no caso de despesa obrigatória de caráter continuado, é facultada a declaração do ordenador da despesa decorrente de ação governamental que acarrete aumento de despesa de que o aumento é orçamentária e financeiramente adequado em relação à lei orçamentária anual e compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias (LDO).

Consoante o art. 16 da LRF, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de:

I - estimativa, com as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; II - declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.

Assim, a declaração do ordenador é obrigatória quando houver a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa. Resposta: Errada

(CESPE Analista Judiciário - Administrativa TRT/17 2013) O ordenador de despesas de um órgão público assinou contrato decorrente de licitação, cujo objeto constituía os serviços de terceirização de mão de obra para a manutenção técnica de computadores. A vigência do contrato era de doze meses e a previsão de pagamento de prestações fixas era mensal. Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte. 33) A despesa decorrente do contrato deve ser considerada despesa obrigatória de caráter continuado.

Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios (art. 17 da LRF).

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Logo, a despesa decorrente do contrato não deve ser considerada despesa obrigatória de caráter continuado, pois a vigência do contrato era de doze meses. Resposta: Errada

34) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) Os investimentos constantes do PPA são considerados despesas obrigatórias de caráter continuado.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios.

Os investimentos são despesas de capital. Resposta: Errada

35) (CESPE Técnico FNDE 2012) É obrigatória e de caráter continuado a despesa corrente cuja obrigação de execução, legalmente regulamentada, supere dois exercícios.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. Resposta: Certa

36) (CESPE Analista Judiciário Administrativo - TRE/GO 2015) Considere a seguinte situação hipotética. Determinada administração propôs, no projeto de lei do orçamento anual, aumento anual do salário pago a seus servidores, em caráter geral e uniforme, a partir do exercício subsequente, mas não encaminhou, com a proposta, estimativa específica do impacto orçamentário-financeiro que esse aumento pode provocar. Nessa situação, a matéria pode ser aprovada por não ferir a LRF.

A exigência de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes não se aplica às despesas destinadas ao serviço da dívida nem ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da Constituição (art. 17, § 6º, da LRF). Logo, nessa situação, de aumento anual do salário pago a servidores, em caráter geral e uniforme, a matéria pode ser aprovada por não ferir a LRF. Resposta: Certa

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37) (CESPE Assistente - CNPq - 2011) Não se obriga a apresentação, por parte do gestor público, da estimativa do impacto orçamentário- financeiro de aumento de despesas, no exercício em que esse aumento entrar em vigor e nos dois subsequentes, quando esse aumento for considerado irrelevante.

Ressalva-se das determinações no que tange a geração de despesa aquela considerada irrelevante, de acordo com o que dispuser a lei de diretrizes orçamentárias. Resposta: Certa

38) (CESPE Técnico da Administração Pública TCDF 2014) Suponha que determinado órgão público pretenda estender programa de capacitação de produtores agropecuários para alcançar um público maior que os atuais beneficiários. Nessa situação, a expansão pretendida somente poderá ser realizada se o ordenador de despesa declarar formalmente que o objeto de dotação específica é suficiente, ou que está abrangido por crédito genérico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não se ultrapassem os limites estabelecidos para o exercício.

No que tange à geração de despesa, é adequada com a LOA a despesa objeto de dotação específica e suficiente, ou que esteja abrangida por crédito genérico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício. Resposta: Certa

39) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Aumento de despesa considerado relevante pela lei de diretrizes orçamentárias, como a realização de licitação para a aquisição de bens de alto valor, deve ser acompanhado de demonstração do impacto- financeiro no orçamento em vigor e nos dois subsequentes, não sendo necessária a declaração de responsabilidade por parte do ordenador de despesa sobre compatibilidade e adequação.

Consoante o art. 16 da LRF, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de:

I - estimativa, com as premissas e metodologia de cálculo utilizadas, do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes; II - declaração do ordenador da despesa de que o aumento tem adequação orçamentária e financeira com a lei orçamentária anual e compatibilidade com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orçamentárias.

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Assim, a declaração do ordenador é obrigatória quando houver a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa. Resposta: Errada

40) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Despesa obrigatória de caráter continuado é a despesa corrente oriunda de lei, de medida provisória ou de ato administrativo normativo que fixe para o ente estatal a obrigação legal de executá-la por um período superior a dois exercícios.

Considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios (art. 17 da LRF). Resposta: Certa

5. TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS Direito Financeiro p/ AGU Advogado da União Teoria e Questões Comentadas Prof.

5. TRANSFERÊNCIAS VOLUNTÁRIAS

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De acordo com o art. 25 da LRF, entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.

Entende-se por transferência voluntária: a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente

Entende-se por transferência voluntária:

a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.

financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.

São exigências para a realização de transferência voluntária, além das estabelecidas na LDO:

a) Existência de dotação específica;

b) Observância do disposto no inciso X do art. 167 da CF/1988, o qual veda a

transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive

por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo,

inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

c) Comprovação, por parte do beneficiário, de:

que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos;

cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;

observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal;

previsão orçamentária de contrapartida.

É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada.

É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada.

Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes da LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

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41) (CESPE Técnico FNDE 2012) A transferência, entre entes da Federação, de recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) é exemplo de transferência voluntaria.

De acordo com o art. 25 da LRF, entende se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. Resposta: Errada

42) (CESPE - Auditor de Controle Externo TCDF 2012) Com base no que dispõe a LRF, julgue o item seguinte, relativo a transferências voluntárias. Não se aplicam sanções de suspensão de transferências voluntárias em ações de educação, saúde e assistência social.

O § 3º do art. 25 da LRF registra que a vedação não alcança as transferências

relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

Resposta: Certa

43) (CESPE - Auditor de Controle Externo TCDF 2012) Com base no que dispõe a LRF, julgue o item seguinte, relativo a transferências voluntárias. Para que seja realizada a transferência voluntária, o beneficiário deve comprovar previsão orçamentária de contrapartida.

No art. 25 da LRF:

§ 1º São exigências para a realização de transferência voluntária, além das estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias:

I - existência de dotação específica;

II - (VETADO)

III - observância do disposto no inciso X do art. 167 da Constituição;

IV - comprovação, por parte do beneficiário, de:

a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de

contas de recursos anteriormente dele recebidos;

b)

cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;

c)

observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações

de

crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar

e

de despesa total com pessoal;

d)

previsão orçamentária de contrapartida.

Resposta: Certa

44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) É permitida a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada

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desde que tal medida seja tomada pelo chefe do Poder Executivo local no estrito cumprimento do dever legal.

É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada. Resposta: Errada

45) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Transferência voluntária consiste na entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o art. 25 da LRF, entende-se por transferência voluntária a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. Resposta: Certa

46) (CESPE Analista Judiciário Administrativa TRE/MT 2010) o ente da Federação que não instituir e arrecadar todos os impostos da sua competência estará proibido de receber transferências voluntárias de qualquer espécie.

Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes da LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social. Resposta: Errada

(CESPE Consultor do Executivo SEFAZ/ES 2010) Com relação ao disposto na LRF acerca das transferências voluntárias, julgue os itens seguintes. 47) Desde que devidamente justificada, é permitida a utilização de recursos recebidos a título de transferências voluntárias em finalidade diversa da pactuada.

É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada. Resposta: Errada

48) Para fins de aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes na LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias

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constantes da LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde

e assistência social. Resposta: Certa

49) (CESPE Analista Infraestrutura e Logística - BACEN 2013) Considere que determinado município deseje receber transferências voluntárias da União. Nessa situação, além de obedecer aos limites e critérios estabelecidos na LRF, será indispensável a formalização da transferência por meio de convênio.

São exigências para a realização de transferência voluntária, além das estabelecidas na LDO (art. 25, §1º, da LRF):

a) Existência de dotação específica;

b) Observância do disposto no inciso X do art. 167 da CF/1988, o qual veda a

transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas

instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

c) Comprovação, por parte do beneficiário, de:

_ que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e

financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos; cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;

_ observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de

crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e

de despesa total com pessoal;

_ previsão orçamentária de contrapartida.

Logo, não há previsão de celebração obrigatória de convênio.

Resposta: Errada

50) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) Uma das exigências a serem atendidas pelo beneficiário da transferência voluntária é a observância dos limites de inscrição dos restos a pagar.

No art. 25 da LRF:

§ 1º São exigências para a realização de transferência voluntária, além das

estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias:

I - existência de dotação específica;

II - (VETADO)

III - observância do disposto no inciso X do art. 167 da Constituição;

IV - comprovação, por parte do beneficiário, de:

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a) que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos;

b) cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;

c) observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações

de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar

e de despesa total com pessoal;

d) previsão orçamentária de contrapartida.

Resposta: Certa

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e Questões Comentadas Prof. Sérgio Mendes に Aula 10 MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - ESAF

MAIS QUESTÕES DE CONCURSOS ANTERIORES - ESAF

51) (ESAF - Procurador da Fazenda Nacional - 2012) O art. 9 o da Lei de Responsabilidade Fiscal estabelece: "Art. 9 o . Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias". Nesse caso, a) o restabelecimento da receita prevista ensejará a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados, de forma proporcional às reduções efetivadas, salvo se o restabelecimento for parcial. b) poderão ser objeto de limitação temporária as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. c) na eventualidade de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, o Poder Executivo poderá limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. d) até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audiência pública na comissão mista permanente de Senadores e Deputados referida no § 1 o do art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais. e) a Secretaria do Tesouro Nacional apresentará, no prazo legal, avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços.

Questão baseada no art. 9° da LRF e em decisões do STF:

a) Errada. No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se- á de forma proporcional às reduções efetivadas (art. 9°, § 1°).

b) Errada. Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao

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pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias (art. 9°, § 2°).

c) Errada. De acordo com a LRF, no caso de os Poderes Legislativo e Judiciário

e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no

caput, é o Poder Executivo autorizado a limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias (art. 9°, § 3°). Entretanto, foi proposta uma Ação Direta de Inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal, o qual suspendeu liminarmente a eficácia deste dispositivo. Assim, atualmente, devido à ADIn, o Poder Executivo não é

autorizado a limitar os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público caso estes não promovam a limitação no prazo estabelecido no caput do art. 9º. Há a extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo, Judiciário

e Ministério Público, mas ela deve ser efetuada por ato próprio.

d) Correta. Até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audiência pública na comissão referida no § 1° do art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais (art. 9°, § 4°).

e) Errada. No prazo de noventa dias após o encerramento de cada semestre, o Banco Central do Brasil apresentará, em reunião conjunta das comissões temáticas pertinentes do Congresso Nacional, avaliação do cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os resultados demonstrados nos balanços (art. 9°, § 5°).

Resposta: Letra D

52) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) Segundo

a Lei Complementar n. 101/2000, acerca da renúncia de receita, pode- se afirmar que:

a) a concessão da renúncia de receita deve estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro, nos próximos três

exercícios. b) uma das condições para a concessão de renúncia de receita é a adoção de medidas compensatórias, por meio da redução das despesas. c) as condições para a renúncia de receita não se aplicam em caso de redução das alíquotas do Imposto de Renda.

d) a renúncia de receita condicionada à adoção de medidas

compensatórias entra em vigor após verificado o efeito das medidas.

e) não se compreende, na renúncia de receita, a redução

indiscriminada de tributos ou contribuições.

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a) Errada. A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza

tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes. Pode ser que a renúncia de receita não comece no ano seguinte, o que torna o item errado.

b) Errada. Uma das condições para a concessão de renúncia de receita é a

adoção de medidas compensatórias, no período mencionado, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Essa compensação não pode ocorrer por meio de redução de despesas.

c) Errada. As condições para a renúncia de receita não se aplicam às

alterações das alíquotas dos impostos de importação (II), exportação (IE), IPI e IOF e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

d) Errada. A renúncia de receita condicionada à adoção de medidas compensatórias entra em vigor depois de implementadas as medidas.

e) Correta. A renúncia de receita compreende anistia, remissão, subsídio,

crédito presumido, concessão de isenção em caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado. Logo, não se compreende, na renúncia de receita, a redução indiscriminada de tributos ou contribuições.

Resposta: Letra E

53) (ESAF AFC/STN - 2008) As regras relativas à concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária, nos termos da lei de responsabilidade fiscal, não se aplicam aos seguintes impostos, exceto:

a) Imposto de Importação.

b) Imposto de Exportação.

c) Imposto sobre Produtos Industrializados.

d) Imposto de Renda.

e) Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas

a Títulos ou Valores Mobiliários.

As regras relativas à renúncia de receitas não se aplicam às alterações das alíquotas dos impostos de importação de produtos estrangeiros (II), de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (IE), de produtos industrializados (IPI), de operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança.

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Logo, as regras se aplicam ao Imposto de Renda. Resposta: Letra D

54) (ESAF AFC/STN - 2008) Segundo dispõe a Lei Complementar n. 101/2000 Lei de Responsabilidade Fiscal LRF, as despesas de caráter continuado são as que têm a seguinte característica:

a) são as despesas correntes e de capital definidas como necessárias à

manutenção dos projetos criados no Plano Plurianual PPA.

b) são as despesas correntes e de capital destinadas ao custeio da

máquina administrativa decorrentes de determinações da Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO.

c) são os gastos relativos à implantação de programas e serviços

decorrentes da reestruturação de órgãos do Estado.

d) são as despesas correntes derivadas de lei, medida provisória ou

ato administrativo normativo que fixe para o ente a obrigação legal de

sua execução por um período superior a dois exercícios.

e) são os gastos permanentes oriundos de determinação legal ou

judicial e que devem ser pagos com recursos dos exercícios seguintes.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. Resposta: Letra D

55) (ESAF AFC/STN - 2008) A concessão ou ampliação de incentivo

ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada:

a) de exposição de motivos que justifique politicamente a finalidade da

renúncia.

b) de decreto regulamentador que identifique exatamente o valor da

receita objeto da renúncia.

c) de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em

que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes.

d) de estudo de impacto orçamentário-financeiro que comprove a

necessidade da renúncia, como instrumento de política fiscal que

atenda ao plano plurianual.

e) de portaria regulamentadora expedida por autoridade competente

que explicite, objetivamente, o valor da receita objeto da renúncia.

Segundo o art. 14 da LRF, a concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes, atender ao disposto na lei de diretrizes orçamentárias e a pelo menos uma das

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seguintes condições:

Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da LDO; ou Estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Nesse caso, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas citadas. Resposta: Letra C

56)

(ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) De acordo com a Lei

de

Responsabilidade

Fiscal,

considera-se

obrigatória de caráter

continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou

ato administrativo normativo, que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução:

a) por um período superior a três exercícios.

b) por um período superior a dois exercícios.

c) até o encerramento do Plano Plurianual vigente.

d) até o encerramento do Plano Plurianual subsequente.

e) por um período superior a um exercício.

Segundo o art. 17 da LRF, considera-se obrigatória de caráter continuado a despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios. Resposta: Letra B

57) (ESAF Procurador PGFN 2006) Nos termos da Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000, os dispositivos que indicam vedação de renúncia, a exemplo de anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção de caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos, não se aplicam, quanto à alteração de alíquotas:

a) aos impostos de propriedade territorial rural, de renda e de proventos de qualquer natureza e de transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.

b) aos impostos de propriedade de veículo automotores, aos impostos

extraordinários de guerra e aos impostos de renda e de proventos de

qualquer natureza.

c) aos impostos de importação de produtos estrangeiros, de

exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados, de produtos industrializados e de operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.

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d) aos impostos sobre grandes fortunas, sobre propriedade predial e

territorial urbana e sobre transmissão intervivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens móveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis.

e) aos impostos sobre serviços de qualquer natureza, bem como ao

imposto sobre renda e proventos de qualquer natureza.

Os dispositivos que indicam vedação de renúncia não se aplicam às alterações das alíquotas dos impostos de importação de produtos estrangeiros (imposto de importação II), de exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados (imposto de exportação - IE), de produtos industrializados (IPI) e de operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF) e ao cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de cobrança. Resposta: Letra C

58) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) A Lei Complementar n.101/2000, entre as diversas diretrizes acerca das transferências voluntárias, estabelece que:

a) transferência voluntária é a entrega de recursos a outro ente da

Federação que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados às ações de saúde.

b) é permitida a realização de transferências voluntárias para o

pagamento de despesas com pessoal dos entes da Federação.

c) é exigência para a realização de transferências voluntárias a

existência de prévia dotação orçamentária que a autorize.

d) é exigência para a realização de transferências voluntárias a

comprovação por parte do beneficiário do cumprimento aos limites constitucionais com educação, saúde e segurança.

e) não se aplicam as sanções de suspensão das transferências

voluntárias no caso das destinadas às ações de saúde, educação e

segurança.

a) Errada. Transferência voluntária é a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde. Não basta a transferência não decorrer da CF/1988, de leis ou destinados ao SUS: deve ser a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira.

b) Errada. É vedada a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do DF e dos Municípios.

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c) Correta. É exigência para a realização de transferência voluntária a existência de dotação específica.

d) Errada. É exigência para a realização de transferências o cumprimento dos

limites constitucionais relativos à educação e à saúde (não trata de

segurança).

e) Errada. Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências

voluntárias constantes da LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de

educação, saúde e assistência social (não trata de segurança).

Resposta: Letra C

59) (ESAF Analista de Finanças e Controle CGU 2008) A LRF estabelece a obrigatoriedade do Poder Executivo elaborar a programação financeira e o cronograma de execução mensal de

desembolso e, quando for o caso, poderá ser promovida a limitação de empenho e de movimentação financeira. No que se refere a esses procedimentos, assinale a opção correta.

a) Em nenhuma hipótese serão objeto de limitação as despesas que

constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida.

b) Se verificada a necessidade de contingenciamento, cada um dos

poderes, por ato próprio e nos montantes necessários, terá até o final

do bimestre seguinte para efetuar a limitação de empenho e movimentação financeira. c) No governo federal, os saldos de caixa apurados ao final do exercício e que integraram o superávit primário são utilizados para pagamento da dívida pública, independentemente de sua vinculação. d) Os critérios para realização da limitação de empenho e de movimentação financeira serão estabelecidos na Lei Orçamentária Anual. e) A limitação de que trata a LRF somente acontecerá se verificado que ao final do quadrimestre a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário e nominal estabelecidas na LDO.

a) Correta. A LRF apresenta despesas que não podem sofrer a limitação de

empenho. Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao

pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias.

b) Errada. Se verificada a necessidade de contingenciamento ao final de um

bimestre, cada um dos poderes, por ato próprio e nos montantes necessários,

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terá até os trinta dias subsequentes para efetuar a limitação de empenho e movimentação financeira.

c) Errada. Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão

utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8°, Parágrafo único, da LRF).

de

movimentação financeira serão estabelecidos na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

d) Errada. Os critérios para realização da limitação de empenho e

e) Errada. A limitação de que trata a LRF somente acontecerá se verificado que ao final do bimestre a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário e nominal estabelecidas na LDO.

Resposta: Letra A

60) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) De acordo com a Lei Complementar n. 101/2000, o estabelecimento da programação financeira e do cronograma de execução mensal de desembolso obedecerá, entre outras diretrizes, à:

a) manutenção dos recursos legalmente vinculados à finalidade

específica no mesmo exercício em que ocorrer o ingresso.

b) avaliação trimestral do cumprimento das metas de resultado

primário e nominal. c) possibilidade de limitação das despesas destinadas ao pagamento do serviço da dívida.

d) recomposição ilimitada das dotações orçamentárias objeto de

limitação de empenho, em caso de restabelecimento da receita prevista.

e) extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo,

Judiciário e Ministério Público.

a) Errada.

utilizados exclusivamente para atender ao objeto de sua vinculação, ainda que em exercício diverso daquele em que ocorrer o ingresso (art. 8º, parágrafo único, da LRF).

Os recursos legalmente vinculados a finalidade específica serão

b) Errada. Haverá avaliação bimestral do cumprimento das metas de

resultado primário e nominal.

c) Errado. Não serão objeto de limitação as despesas que constituam

obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao

pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias (art. 9º, § 2º, da LRF).

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d) Errada. No caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial,

a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de

forma proporcional às reduções efetivadas (art. 9º, § 1º, da LRF).

e) Correto. Atualmente, devido à ADIN 2.238-5, o Poder Executivo não é autorizado a limitar os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público caso estes não promovam a limitação no prazo estabelecido no caput do art. 9.°. Há a extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, mas ela deve ser efetuada por ato próprio.

Resposta: Letra E

61) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) Com

base na Lei de Responsabilidade Fiscal, não é lícito afirmar acerca da previsão e arrecadação da receita pública:

a) a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos

são requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal.

b) as previsões de receita devem considerar, entre outros fatores relevantes, os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços e do crescimento econômico.

c) é vedada a realização de transferências voluntárias ao ente da

federação que não institui, prevê e arrecada todos os tributos.

d) a reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só poderá

ser feita em caso de erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

e) em até trinta dias após a publicação dos orçamentos, o Poder

Executivo deve desdobrar as receitas previstas em metas bimestrais

de arrecadação.

a) Correta. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão

fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da

competência constitucional do ente da Federação.

b) Correta. As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais,

considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de

preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

c) É a incorreta. Atenção: é vedada a realização de transferências voluntárias

para o ente que não institui, prevê e efetivamente arrecadada todos os

impostos.

d) Correta. A LRF é restritiva, porém admite reestimativa da receita pelo Poder

Legislativo se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

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e) Correta. Em até trinta dias após a publicação dos orçamentos, as receitas

previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa. Resposta: Letra C

62) (ESAF - Auditor Fiscal - Receita Federal do Brasil 2003)

Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da federação. Deste modo, na Lei de Responsabilidade Fiscal, foram definidos procedimentos e normas a serem observados pelo poder público. Com base na referida Lei, identifique a opção incorreta com relação à receita.

a) O Poder Legislativo somente poderá efetuar a reestimativa de

receita se ficar comprovado erro ou omissão de ordem técnica e legal.

b) Se o montante previsto para as receitas de operação de crédito

ultrapassarem o das despesas correntes constantes do projeto de lei

orçamentária, o Poder Legislativo poderá efetuar a reestimativa de receita.

c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual

deverão conter um demonstrativo da estimativa e das medidas de

compensação da renúncia de receita.

d) Cada nível de governo deverá demonstrar que a renúncia de receita

foi considerada na Lei Orçamentária Anual e que não afetará as metas

previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

e) No prazo previsto, as receitas previstas serão desdobradas pelo

Poder Executivo em metas bimestrais de arrecadação.

a) Correta. A reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será

admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal (art. 12, §

1º, da LRF).

b) É a incorreta. A alternativa "B" apresenta um outra possibilidade de reestimativa (diferente da alternativa "A"). Logo, está incorreta porque não tem previsão legal.

c) Correta. Isso mesmo! Tanto a LDO quanto a LOA devem tratar de renúncia

de receitas:

O Anexo de Metas Fiscais da LDO conterá, ainda demonstrativo da estimativa e compensação da renúncia de receita e da margem de expansão das despesas obrigatórias de caráter continuado (art. 4º, § 2º, V, da LRF).

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O projeto de lei orçamentária anual, elaborado de forma compatível com o plano plurianual, com a lei de diretrizes orçamentárias e com as normas desta Lei Complementar será acompanhado do demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões, subsídios e benefícios de natureza financeira, tributária e creditícia, bem como das medidas de compensação a renúncias de receita e ao aumento de despesas obrigatórias de caráter continuado (art. 5º, II, da LRF).

d) Correta. Cada nível de governo deverá demonstrar que a renúncia foi

considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12,

e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da lei de diretrizes orçamentárias (art. 14, I, da LRF).

e) Correta. No prazo previsto no art. 8º [Até trinta dias após a publicação dos orçamentos], as receitas previstas serão desdobradas, pelo Poder Executivo, em metas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança administrativa (art. 13 da LRF).

Resposta: Letra B

E aqui terminamos a aula 10.

Na próxima aula estudaremos mais uma parte da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Forte abraço!

Sérgio Mendes

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MEMENTO X

 
 

LIMITAÇÃO DE EMPENHO E MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA

 

Se

verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar

o

cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de

Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos 30 dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios da LDO.

A

limitação de empenho também será promovida pelo ente que ultrapassar o limite para

dívida consolidada, para que obtenha o resultado primário necessário à recondução da dívida ao limite.

a

Não serão objeto de limitação as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela LDO.

No

caso de restabelecimento da receita prevista, ainda que parcial, a recomposição das

dotações cujos empenhos foram limitados dar-se-á de forma proporcional às reduções efetivadas.

 

GERAÇÃO DE DESPESA

 

Serão consideradas não autorizadas, irregulares e lesivas ao patrimônio público a geração de despesa ou assunção de obrigação que não atendam o disposto nos arts. 16

e

17 da LRF.

 

Consoante o art. 16, a criação, expansão ou aperfeiçoamento de ação governamental que acarrete aumento da despesa será acompanhado de:

estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes;

I

II

declaração

do

ordenador

da

despesa

de

que

o

aumento

tem

adequação

orçamentária e financeira com a LOA e compatibilidade com o PPA e com a LDO.

 

Despesa adequada com a LOA e compatível com PPA e LDO

 

Despesa adequada com a LOA: a despesa objeto de dotação específica e suficiente,

ou que esteja abrangida por crédito genérico, de forma que, somadas todas as despesas

da

mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não

sejam ultrapassados os limites estabelecidos para o exercício.

 

Despesa compatível com PPA e LDO: a despesa que se conforme com as diretrizes, objetivos, prioridades e metas previstos nesses instrumentos e não infrinja qualquer de suas disposições.

 

DESPESA OBRIGATÓRIA DE CARÁTER CONTINUADO

 

São as despesas correntes derivadas de lei, medida provisória ou ato administrativo

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normativo que fixem para o ente a obrigação legal de sua execução por um período superior a dois exercícios.

São exigências para criação ou aumento das despesas obrigatórias de caráter continuado:

 

atos que criarem as despesas ou as aumentarem deverão ser instruídos com estimativas do impacto orçamentário-financeiro, no exercício que deva entrar em vigor e nos dois subsequentes;

demonstração da origem dos recursos para seu custeio;

comprovação de que a criação ou o aumento da despesa não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo de metas fiscais da LDO;

compensação dos seus efeitos financeiros, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.

Não será executada antes da implementação das medidas referidas, as quais integrarão

o

instrumento que a criar ou aumentar.

As destinadas ao serviço da dívida e ao reajustamento de remuneração de pessoal de que trata o inciso X do art. 37 da CF/1988 estão excluídas dessas regras.

Considera-se aumento permanente de receita o proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Já a prorrogação de despesa criada por prazo determinado considera-se aumento da despesa.

 

RENÚNCIA DE RECEITAS

Compreende anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em

caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que correspondam

a tratamento diferenciado.

A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual

decorra renúncia de receita deverá:

Estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva iniciar sua vigência e nos dois seguintes;

Atender ao disposto na LDO;

E a pelo menos uma das seguintes condições:

• Demonstração pelo proponente de que a renúncia foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária, na forma do art. 12 da LRF e de que não afetará as metas de resultados fiscais previstas no anexo próprio da LDO. • Estar acompanhada de medidas de compensação, no período mencionado, por meio do aumento de receita, proveniente da elevação de alíquotas, ampliação da base de cálculo, majoração ou criação de tributo ou contribuição. Neste caso, o benefício só entrará em vigor quando implementadas as medidas citadas.

O

disposto acima não se aplica às alterações das alíquotas de II, IE, IPI, IOF e ao

cancelamento de débito cujo montante seja inferior ao dos respectivos custos de

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cobrança.

TRANSFERÊNCIAS

Obrigatórias: são operações especiais de transferências intergovernamentais que são arrecadadas por um ente, mas devem ser transferidas a outros entes por disposição constitucional ou legal.

Voluntárias: são operações especiais em que ocorre a entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde.

São exigências para a realização de transferência voluntária, além das estabelecidas na LDO:

Existência de dotação específica.

Observância do disposto no inciso X do art. 167 da CF/1988, o qual veda a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, inclusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas instituições financeiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

Comprovação, por parte do beneficiário, de:

que se acha em dia quanto ao pagamento de tributos, empréstimos e financiamentos devidos ao ente transferidor, bem como quanto à prestação de contas de recursos anteriormente dele recebidos;

cumprimento dos limites constitucionais relativos à educação e à saúde;

observância dos limites das dívidas consolidada e mobiliária, de operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, de inscrição em Restos a Pagar e de despesa total com pessoal;

previsão orçamentária de contrapartida.

É vedada a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada. Para fins da aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes da LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

PREVISÃO

As previsões de receita observarão as normas técnicas e legais e considerarão: os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator relevante e serão acompanhadas de demonstrativo de sua evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas.

REESTIMATIVA E PUBLICAÇÃO

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O Poder Executivo de cada ente colocará à disposição dos demais Poderes e do Ministério Público, no mínimo trinta dias antes do prazo final para encaminhamento de suas propostas orçamentárias, os estudos e as estimativas das receitas para o exercício subsequente, inclusive da corrente líquida, e as respectivas memórias de cálculo.

Reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só será admitida se comprovado erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

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Complemento do aluno
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LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NESTA AULA

1) (CESPE Analista Técnico-Administrativo Ministério da Integração - 2013) O Poder Executivo deve aprovar a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolsos antes da aprovação da lei orçamentária, conforme previsto na LRF.

2) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) O cronograma de execução do desembolso deve ser estabelecido após a publicação da LOA, sendo apresentado em termos mensais.

3) (CESPE Técnico Judiciário Administrativa CNJ - 2013) Como preparação para os debates da LOA, a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso devem ser elaborados pelo Poder Executivo, logo após a publicação da LDO.

4) (CESPE Analista Administrativo Administrativa - ANTT 2013) Um recurso legalmente vinculado manterá sua destinação específica mesmo em exercício diverso de sua arrecadação.

5) (CESPE Técnico Judiciário Administrativa CNJ - 2013) Quando determinado recurso legalmente vinculado não é executado em seu próprio exercício, a vinculação da receita é descaracterizada no exercício posterior, para facilitar o controle da execução.

6) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) Quando cabível, a quantidade e os valores ajuizados para a cobrança da dívida ativa devem ser desdobrados em metas bimestrais de arrecadação.

7) (CESPE Analista Judiciário Administrativo STM - 2011) O Poder Legislativo de cada ente não pode reestimar a receita prevista na proposta orçamentária encaminhada pelo Poder Executivo, salvo em caso de guerra, comoção intestina ou calamidade pública.

8) (CESPE Analista Economia - ECB 2011) Aumentos da inflação e da taxa de crescimento econômico não alteram as receitas tributárias previstas, visto que a metodologia de estimação dessas receitas, no âmbito do processo orçamentário, leva em conta apenas os impactos das alterações na legislação.

9) (CESPE Administrador Polícia Federal 2014) As previsões de receita para o exercício financeiro de 2014 não precisam considerar os possíveis efeitos decorrentes da realização da Copa do Mundo de futebol na evolução da arrecadação pública.

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10) (CESPE - Auditor de Controle Externo TCDF 2012) A execução

orçamentária e financeira, em todos os níveis de governo, obedece a determinadas regras legais, rígidas e abrangentes. Julgue o item subsequente, relativo a essas regras.

O estado da Federação que receber recursos públicos para aplicação em

programas na área da saúde e não conseguir utilizá-los integralmente até o final do exercício somente poderá reinscrevê-los no orçamento do exercício seguinte se mantiver a mesma destinação estabelecida no orçamento anterior.

11) (CESPE Analista Judiciário Administrativa CNJ - 2013) Considere que,

ao final do segundo bimestre de exercício da LOA, constate-se que as receitas

efetivamente arrecadadas foram inferiores às projetadas na LOA e que não será atingida a meta de resultado primário definida na LDO. Nessa situação, os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, bem como o Ministério Público, deverão, cada um, em ato próprio, nos trinta dias subsequentes, limitar os empenhos e as movimentações financeiras nos montantes necessários para a obtenção do reequilíbrio orçamentário, conforme estabelecido na LDO.

12) (CESPE Analista Finanças e Controle - MPU 2013) É permitido ao Ministério Público, sem prejuízo dos critérios fixados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, promover, por ato próprio, limitação de empenho nos trinta dias subsequentes ao bimestre em que a realização da receita demonstre que poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário estabelecidas no anexo de metas fiscais.

13) (CESPE Técnico Judiciário Administrativa CNJ - 2013) De acordo com

a LDO, na condição de se verificar, ao final do semestre, que a realização da receita não comportará o cumprimento das metas de resultado primário, o Poder Executivo promoverá, por ato próprio, limitações no empenho e na movimentação financeira dos três poderes.

14) (CESPE Analista Administrativo Administrativa - ANTT 2013) Caso haja o descumprimento das metas fiscais previstas na LDO, o Poder Executivo deve limitar imediatamente o dispêndio de todos os três poderes. Como as regras de limitação estão definidas na LDO, que foi debatida e aprovada pelo Poder Legislativo, tal procedimento não pode ser considerado uma violação da independência dos poderes.

15) (CESPE Administrador Ministério da Integração - 2013) Os recursos da União destinados à transferência aos municípios para o custeio de ações e serviços públicos de saúde não podem sofrer limitação de empenho, ainda que

a realização da receita não comporte o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no anexo de metas fiscais da lei de diretrizes orçamentárias (LDO).

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16) (CESPE Auditor de Controle Externo TCU 2013) A LDO/2013 prevê que, no caso de frustração da receita que venha a comprometer o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal, o Poder Executivo efetuará automaticamente, a qualquer tempo, o contingenciamento das dotações e a retenção dos recursos correspondentes a todos os poderes e ao Ministério Público, situação que só se reverterá se houver plena recuperação da receita inicialmente estimada antes do final do exercício.

17) (CESPE Analista Judiciário Administrativa TRT/10 Prova cancelada - 2013) A fixação das datas para limitação de empenho e movimentação financeira é uma das responsabilidades da LDO, atribuída pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

18) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) As despesas destinadas ao pagamento do serviço da dívida não serão objeto de limitação, ainda que não seja conferida a meta de resultado primário estabelecida no anexo de metas fiscais.

19) (CESPE Analista Técnico-Administrativo - CADE 2014) Caso determinado órgão do Poder Judiciário não tenha promovido a limitação de empenho de suas dotações orçamentárias no prazo e nas condições estipuladas pela legislação, o Poder Executivo poderá limitar os valores financeiros segundo seus próprios critérios.

20) (CESPE Analista Judiciário Administração e Contábeis TJ/CE 2014) Se houver necessidade de limitação de empenho, os poderes e órgãos deverão obedecer aos critérios estabelecidos na LDO.

21) (CESPE Administrador Ministério da Integração - 2013) Suponha que a União pretenda reduzir a zero a alíquota do imposto de produtos industrializados incidente sobre eletrodomésticos e utensílios de cozinha. Nessa situação, não será necessário demonstrar que a renúncia de receita foi considerada na estimativa de receita da lei orçamentária nem efetuar medidas de compensação por meio do aumento de receita.

22) (CESPE Auditor de Controle Externo TCU 2013) Considere a seguinte situação hipotética. Um parlamentar apresentou projeto de lei prevendo devolução de tributo para os contribuintes de determinado ramo de atividade, devolução essa condicionada à realização de novos investimentos, com vigência durante os dois exercícios subsequentes à publicação da respectiva lei. A matéria, dado o interesse em sua rápida aprovação, foi incluída no próprio projeto de lei orçamentária. A receita já foi estimada e as metas fiscais foram fixadas considerando-se essa modificação na legislação tributária. Nessa situação, concluiu-se, apropriadamente, que todos os requisitos legais foram atendidos.

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23) (CESPE Auditor Substituto de Conselheiro TCE/ES 2012) Nos termos da Lei de Responsabilidade Fiscal, a concessão de benefício tributário do qual decorra renúncia de receita do IPI deve estar acompanhada de estimativa do impacto orçamentário-financeiro e da correspondente compensação.

24) (CESPE - Especialista - Administração - SESA/ES - 2011) Não se considera renúncia de receita o aumento do número de beneficiários de um incentivo fiscal regularmente concedido nos termos da lei.

25) (CESPE Oficial Técnico de Inteligência Contabilidade - ABIN 2010) Benefícios fiscais regionais que impliquem renúncia de receita deverão ser demonstrados no projeto de lei orçamentária e terão de ser aprovados por lei específica.

26) (CESPE - Procurador de Contas - TCE/BA - 2010) Considere a seguinte situação hipotética. O estado da Bahia concedeu redução da alíquota de ICMS. Para isso, realizou estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deverá ser iniciada sua vigência e nos dois seguintes, atendendo ao disposto na lei orçamentária vigente, mediante a instituição de medidas de compensação, por meio de aumento de receita, com a elevação de alíquotas de outros tributos de sua competência. Nessa situação, as medidas de compensação poderão ser implementadas posteriormente à concessão do benefício.

27) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Em se tratando de isenções de caráter geral, dispensam-se as exigências de previsão orçamentária e medidas de compensação previstas na LRF.

28)(CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Em função da diminuição da receita tributária, considera-se renúncia de receita a diminuição de alíquota do IPI, devendo, portanto, ser atendidos todos os requisitos necessários para a concessão dessa redução, previstos na LRF.

29) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) A diminuição da base de cálculo do ICMS, ainda que aprovada por convênio no Conselho Nacional de Política Fazendária, é considerada renúncia de receita, para efeitos de responsabilidade fiscal.

30) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) São formas de renúncia fiscal: anistia, remissão, subsídio, crédito presumido e concessão de isenção em caráter não geral.

31) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) Os efeitos financeiros dos atos que criam as despesas obrigatórias de caráter continuado

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devem ser compensados, nos períodos seguintes, pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente de despesa.

32) (CESPE Analista Administrativo Direito - ANTT 2013) Somente no caso de despesa obrigatória de caráter continuado, é facultada a declaração do ordenador da despesa decorrente de ação governamental que acarrete aumento de despesa de que o aumento é orçamentária e financeiramente adequado em relação à lei orçamentária anual e compatível com o plano plurianual e a lei de diretrizes orçamentárias (LDO).

(CESPE Analista Judiciário - Administrativa TRT/17 2013) O ordenador de despesas de um órgão público assinou contrato decorrente de licitação, cujo objeto constituía os serviços de terceirização de mão de obra para a manutenção técnica de computadores. A vigência do contrato era de doze meses e a previsão de pagamento de prestações fixas era mensal. Com base nessa situação hipotética, julgue o item seguinte. 33) A despesa decorrente do contrato deve ser considerada despesa obrigatória de caráter continuado.

34) (CESPE - Analista de Planejamento, Gestão e Infraestrutura em Propriedade Industrial Gestão Financeira - INPI 2013) Os investimentos constantes do PPA são considerados despesas obrigatórias de caráter continuado.

35) (CESPE Técnico FNDE 2012) É obrigatória e de caráter continuado a despesa corrente cuja obrigação de execução, legalmente regulamentada, supere dois exercícios.

36) (CESPE Analista Judiciário Administrativo - TRE/GO 2015) Considere a seguinte situação hipotética. Determinada administração propôs, no projeto de lei do orçamento anual, aumento anual do salário pago a seus servidores, em caráter geral e uniforme, a partir do exercício subsequente, mas não encaminhou, com a proposta, estimativa específica do impacto orçamentário- financeiro que esse aumento pode provocar. Nessa situação, a matéria pode ser aprovada por não ferir a LRF.

37) (CESPE Assistente - CNPq - 2011) Não se obriga a apresentação, por parte do gestor público, da estimativa do impacto orçamentário-financeiro de aumento de despesas, no exercício em que esse aumento entrar em vigor e nos dois subsequentes, quando esse aumento for considerado irrelevante.

38) (CESPE Técnico da Administração Pública TCDF 2014) Suponha que determinado órgão público pretenda estender programa de capacitação de produtores agropecuários para alcançar um público maior que os atuais beneficiários. Nessa situação, a expansão pretendida somente poderá ser realizada se o ordenador de despesa declarar formalmente que o objeto de

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dotação específica é suficiente, ou que está abrangido por crédito genérico, de forma que, somadas todas as despesas da mesma espécie, realizadas e a realizar, previstas no programa de trabalho, não se ultrapassem os limites estabelecidos para o exercício.

39) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Aumento de despesa considerado relevante pela lei de diretrizes orçamentárias, como a realização de licitação para a aquisição de bens de alto valor, deve ser acompanhado de demonstração do impacto-financeiro no orçamento em vigor e nos dois subsequentes, não sendo necessária a declaração de responsabilidade por parte do ordenador de despesa sobre compatibilidade e adequação.

40) (CESPE Auditor de Controle Externo Direito - TCE/RO 2013) Despesa obrigatória de caráter continuado é a despesa corrente oriunda de lei, de medida provisória ou de ato administrativo normativo que fixe para o ente estatal a obrigação legal de executá-la por um período superior a dois exercícios.

41) (CESPE Técnico FNDE 2012) A transferência, entre entes da Federação, de recursos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS) é exemplo de transferência voluntaria.

42) (CESPE - Auditor de Controle Externo TCDF 2012) Com base no que dispõe a LRF, julgue o item seguinte, relativo a transferências voluntárias. Não se aplicam sanções de suspensão de transferências voluntárias em ações de educação, saúde e assistência social.

43) (CESPE - Auditor de Controle Externo TCDF 2012) Com base no que dispõe a LRF, julgue o item seguinte, relativo a transferências voluntárias. Para que seja realizada a transferência voluntária, o beneficiário deve comprovar previsão orçamentária de contrapartida.

44) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) É permitida a utilização de recursos transferidos em finalidade diversa da pactuada desde que tal medida seja tomada pelo chefe do Poder Executivo local no estrito cumprimento do dever legal.

45) (CESPE - Analista de Economia - MPU - 2010) Transferência voluntária consiste na entrega de recursos correntes ou de capital a outro ente da Federação, a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira, que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).

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46) (CESPE Analista Judiciário Administrativa TRE/MT 2010) o ente da Federação que não instituir e arrecadar todos os impostos da sua competência estará proibido de receber transferências voluntárias de qualquer espécie.

(CESPE Consultor do Executivo SEFAZ/ES 2010) Com relação ao disposto na LRF acerca das transferências voluntárias, julgue os itens seguintes. 47) Desde que devidamente justificada, é permitida a utilização de recursos recebidos a título de transferências voluntárias em finalidade diversa da pactuada. 48) Para fins de aplicação das sanções de suspensão de transferências voluntárias constantes na LRF, excetuam-se aquelas relativas a ações de educação, saúde e assistência social.

49) (CESPE Analista Infraestrutura e Logística - BACEN 2013) Considere que determinado município deseje receber transferências voluntárias da União. Nessa situação, além de obedecer aos limites e critérios estabelecidos na LRF, será indispensável a formalização da transferência por meio de convênio.

50) (CESPE Consultor de Orçamentos Câmara dos Deputados 2014) Uma das exigências a serem atendidas pelo beneficiário da transferência voluntária é a observância dos limites de inscrição dos restos a pagar.

51) (ESAF - Procurador

Responsabilidade Fiscal estabelece: "Art. 9 o . Se verificado, ao final de um bimestre, que a realização da receita poderá não comportar o cumprimento das metas de resultado primário ou nominal estabelecidas no Anexo de Metas Fiscais, os Poderes e o Ministério Público promoverão, por ato próprio e nos montantes necessários, nos trinta dias subsequentes, limitação de empenho e movimentação financeira, segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias". Nesse caso, a) o restabelecimento da receita prevista ensejará a recomposição das dotações cujos empenhos foram limitados, de forma proporcional às reduções efetivadas, salvo se o restabelecimento for parcial. b) poderão ser objeto de limitação temporária as despesas que constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas destinadas ao pagamento do serviço da dívida, e as ressalvadas pela lei de diretrizes orçamentárias. c) na eventualidade de os Poderes Legislativo e Judiciário e o Ministério Público não promoverem a limitação no prazo estabelecido no caput, o Poder Executivo poderá limitar os valores financeiros segundo os critérios fixados pela lei de diretrizes orçamentárias. d) até o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Poder Executivo demonstrará e avaliará o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre, em audiência pública na comissão mista permanente de

Lei de

da Fazenda Nacional

2012) O art.

9 o

-

da

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Senadores e Deputados referida no § 1 o do art. 166 da Constituição ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais.

e) a Secretaria do Tesouro Nacional apresentará, no prazo legal, avaliação do

cumprimento dos objetivos e metas das políticas monetária, creditícia e cambial, evidenciando o impacto e o custo fiscal de suas operações e os

resultados demonstrados nos balanços.

52) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) Segundo a Lei Complementar n. 101/2000, acerca da renúncia de receita, pode-se afirmar que:

a) a concessão da renúncia de receita deve estar acompanhada de estimativa

do impacto orçamentário-financeiro, nos próximos três exercícios.

b) uma das condições para a concessão de renúncia de receita é a adoção de

medidas compensatórias, por meio da redução das despesas.

c) as condições para a renúncia de receita não se aplicam em caso de redução

das alíquotas do Imposto de Renda.

d) a renúncia de receita condicionada à adoção de medidas compensatórias

entra em vigor após verificado o efeito das medidas.

e) não se compreende, na renúncia de receita, a redução indiscriminada de

tributos ou contribuições.

53) (ESAF AFC/STN - 2008) As regras relativas à concessão ou ampliação de

incentivo

responsabilidade fiscal, não se aplicam aos seguintes impostos, exceto:

a) Imposto de Importação.

b) Imposto de Exportação.

c) Imposto sobre Produtos Industrializados.

d) Imposto de Renda.

de

ou

benefício

de

natureza

tributária,

nos

termos

da

lei

e) Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou relativas a

Títulos ou Valores Mobiliários.

54) (ESAF AFC/STN - 2008) Segundo dispõe a Lei Complementar n. 101/2000 Lei de Responsabilidade Fiscal LRF, as despesas de caráter continuado são as que têm a seguinte característica:

a) são as despesas correntes e de capital definidas como necessárias à manutenção dos projetos criados no Plano Plurianual PPA.

b) são as despesas correntes e de capital destinadas ao custeio da máquina

administrativa decorrentes de determinações da Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO.

c) são os gastos relativos à implantação de programas e serviços decorrentes

da reestruturação de órgãos do Estado.

d) são as despesas correntes derivadas de lei, medida provisória ou ato

administrativo normativo que fixe para o ente a obrigação legal de sua

execução por um período superior a dois exercícios.

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e) são os gastos permanentes oriundos de determinação legal ou judicial e que

devem ser pagos com recursos dos exercícios seguintes.

55) (ESAF AFC/STN - 2008) A concessão ou ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra renúncia de receita deverá estar acompanhada:

a) de exposição de motivos que justifique politicamente a finalidade da

renúncia. b) de decreto regulamentador que identifique exatamente o valor da receita objeto da renúncia.

c) de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva

iniciar sua vigência e nos dois seguintes.

d) de estudo de impacto orçamentário-financeiro que comprove a necessidade

da renúncia, como instrumento de política fiscal que atenda ao plano

plurianual.

e) de portaria regulamentadora expedida por autoridade competente que

explicite, objetivamente, o valor da receita objeto da renúncia.

56) (ESAF - Analista Administrativo - ANA - 2009) De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, considera-se obrigatória de caráter continuado a

despesa corrente derivada de lei, medida provisória ou ato administrativo normativo, que fixe para o ente a obrigação legal de sua execução:

a) por um período superior a três exercícios.

b) por um período superior a dois exercícios.

c) até o encerramento do Plano Plurianual vigente.

d) até o encerramento do Plano Plurianual subsequente.

e) por um período superior a um exercício.

57) (ESAF Procurador PGFN 2006) Nos termos da Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000, os dispositivos que indicam vedação de renúncia, a exemplo de anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de

isenção de caráter não geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos, não se aplicam, quanto à alteração de alíquotas:

a) aos impostos de propriedade territorial rural, de renda e de proventos de

qualquer natureza e de transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos.

b) aos impostos de propriedade de veículo automotores, aos impostos

extraordinários de guerra e aos impostos de renda e de proventos de qualquer

natureza.

c) aos impostos de importação de produtos estrangeiros, de exportação, para

o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados, de produtos industrializados e de operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários.

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d) aos impostos sobre grandes fortunas, sobre propriedade predial e territorial

urbana e sobre transmissão intervivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens móveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis.

e) aos impostos sobre serviços de qualquer natureza, bem como ao imposto

sobre renda e proventos de qualquer natureza.

58) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) A Lei Complementar n.101/2000, entre as diversas diretrizes acerca das transferências voluntárias, estabelece que:

a) transferência voluntária é a entrega de recursos a outro ente da Federação

que não decorra de determinação constitucional, legal ou os destinados às ações de saúde.

b) é permitida a realização de transferências voluntárias para o pagamento de

despesas com pessoal dos entes da Federação.

c) é exigência para a realização de transferências voluntárias a existência de

prévia dotação orçamentária que a autorize.

d) é exigência para a realização de transferências voluntárias a comprovação

por parte do beneficiário do cumprimento aos limites constitucionais com

educação, saúde e segurança.

e) não se aplicam as sanções de suspensão das transferências voluntárias no

caso das destinadas às ações de saúde, educação e segurança.

59) (ESAF Analista de Finanças e Controle CGU 2008) A LRF estabelece a

obrigatoriedade do Poder Executivo elaborar a programação financeira e o cronograma de execução mensal de desembolso e, quando for o caso, poderá

ser promovida a limitação de empenho e de movimentação financeira. No que se refere a esses procedimentos, assinale a opção correta.

a) Em nenhuma hipótese serão objeto de limitação as despesas que

constituam obrigações constitucionais e legais do ente, inclusive aquelas

destinadas ao pagamento do serviço da dívida.

b) Se verificada a necessidade de contingenciamento, cada um dos poderes,

por ato próprio e nos montantes necessários, terá até o final do bimestre seguinte para efetuar a limitação de empenho e movimentação financeira.

c) No governo federal, os saldos de caixa apurados ao final do exercício e que

integraram o superávit primário são utilizados para pagamento da dívida

pública, independentemente de sua vinculação.

d) Os critérios para realização da limitação de empenho e de movimentação

financeira serão estabelecidos na Lei Orçamentária Anual.

e) A limitação de que trata a LRF somente acontecerá se verificado que ao final

do quadrimestre a realização da receita poderá não comportar o cumprimento

das metas de resultado primário e nominal estabelecidas na LDO.

60) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) De acordo com a

Lei Complementar n. 101/2000, o estabelecimento da programação financeira

e do cronograma de execução mensal de desembolso obedecerá, entre outras diretrizes, à:

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a) manutenção dos recursos legalmente vinculados à finalidade específica no

mesmo exercício em que ocorrer o ingresso.

b) avaliação trimestral do cumprimento das metas de resultado primário e

nominal. c) possibilidade de limitação das despesas destinadas ao pagamento do serviço da dívida.

d) recomposição ilimitada das dotações orçamentárias objeto de limitação de

empenho, em caso de restabelecimento da receita prevista.

e) extensão da limitação de empenho aos Poderes Legislativo, Judiciário e

Ministério Público.

61) (ESAF Analista Contábil-Financeiro SEFAZ/CE 2007) Com base na Lei de Responsabilidade Fiscal, não é lícito afirmar acerca da previsão e arrecadação da receita pública:

a) a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos são requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal.

b) as previsões de receita devem considerar, entre outros fatores relevantes,

os efeitos das alterações na legislação, da variação do índice de preços e do

crescimento econômico.

c) é vedada a realização de transferências voluntárias ao ente da federação

que não institui, prevê e arrecada todos os tributos.

d) a reestimativa de receita por parte do Poder Legislativo só poderá ser feita

em caso de erro ou omissão de ordem técnica ou legal.

e) em até trinta dias após a publicação dos orçamentos, o Poder Executivo

deve desdobrar as receitas previstas em metas bimestrais de arrecadação.

62) (ESAF - Auditor Fiscal - Receita Federal do Brasil 2003) Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da federação. Deste modo, na Lei de Responsabilidade Fiscal, foram definidos procedimentos e normas a serem observados pelo poder público. Com base na referida Lei, identifique a opção incorreta com relação à receita. a) O Poder Legislativo somente poderá efetuar a reestimativa de receita se ficar comprovado erro ou omissão de ordem técnica e legal.

b) Se o montante previsto para as receitas de operação de crédito

ultrapassarem o das despesas correntes constantes do projeto de lei

orçamentária, o Poder Legislativo poderá efetuar a reestimativa de receita. c) A Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei Orçamentária Anual deverão conter um demonstrativo da estimativa e das medidas de compensação da renúncia de receita.

d) Cada nível de governo deverá demonstrar que a renúncia de receita foi

considerada na Lei Orçamentária Anual e que não afetará as metas previstas na Lei de Diretrizes Orçamentárias.

e) No prazo previsto, as receitas previstas serão desdobradas pelo Poder

Executivo em metas bimestrais de arrecadação.

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