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DOCUMENTAGAO NECESSARI ‘A nossa antiga argitetura sinds no fol convenintsmente ex daa” et existe aiguma colon sobre an prinlpas igrejar « conventon A oven cola, alle girando 0 main dan veasa em torno da obra de ‘Antinio Francis Lisbo. caja persomalldade tem atraido, a Justo te tulo, a8 primeira atengSes —, com rlacio & argultetura cv e pats fularmente A cana, nada, ou quasl nada, oe fer. Compreende-se, pols ‘ue mirjam de vor ern quando, » rapeite dela, aprecingen menos Pigo- Tosas. Alnda bt pouco, em srtigo sobre A arguietwra no Bri, afi~ mavacee: "ae conan Sndividualments nada vale como ob de af trltetura”.., cltando-e a seguir, em apoio de tal asnegho, eae perlodo 4p er Anibal Maton: "Fundadas todas an cama por portage icale toa trouxeram de russ alelas 0 tipo daaproporcionada e sombre das veins constraées (rs, = argltetura popular apresenta em Portugal, nosso ver, ln- tersee mator que & "erudis” — ervindo-nos da expreselo urada, na {alla do ata, por Mario de Andrade, para dctingair dn arte do por A ‘nabida”, KP nan mias aldean, no aspecto vril das mina constrain Tura « um tempo rides © acolnedoren, que as qualidades du raga se movtram melhor. Sem o ar afetado © por Yeats Pedante de quando #e pura, al, A vontade, la e deaenvaive naturamente, adivimhandose ma ‘itera dex proporgéen e nn annéncla de "make vp", uma snide pation Terfeita — s0 & que podomon dine asim. ‘Taiscaracterietcas, transferdes — na peasoa dos antigos mestres ‘man comego, conferiram deade log, pelo contro, & arquitetura pore fuguasa nn colonie, axe ar desprotencios e puro que cla soube mantor, sperar das vicissitudes por que passou, até meados do séeulo XIX ‘Som dGvida, neste paricolar tamer ae obsnren 0 “amolocimento” rotado por Gilberto Freyre, perdendo-c, noe compromiscos do adapta- ‘io 20 melo, um pouco dagucle carrure” tiploumeate portuguesa; mas, 82 REVI Do seavico no raraiweste misromco #48 fm compensa, devido sos costumes mais simples © & larguesa maior ‘da vida colonial, e por influéncla tambem, talvea da propria geandio- Sede do cendrio amorieano, —certor maneirismos precios © um tanto anrebitades que Id se encontram, jamais se viram aqu. Para tanto con- Uribuiram, e muito, difieldader materiais de toda ordem, entre sa quis 1 da mie de obra a principio bisoahe dos natives negras: 0 Indio, habituado a una econom diferente, que Ike permitia vagares na con: fecsio limpa e eaidada de armas, tenslios ¢ enfelte, — eatranhou, com ‘ertema, a groescira mancira de fazer dos brancos apresados © lnipe- ‘lentes; ¢ 0 negro, eanquante se tenha revelado com 0 tempo, nos dife- rents oficioe, nabillasimo artista, mostrando mesmo uma certa virto- sidade um tanto “académica” muito do gosto curopeu, — nos trabalho mais antigos, quando sinda interpreta desajeltadamente a novidade das felhas de acanto, lembra 6 louro barbaro © benitio do norte em seus primetos eontactos com a cviizacio Istina, ou, mais tarde, pretendendo tradusir, com o eotague ainda iapero e gtico, os motives greco-romancs renascidos. Tim ambos o mesma geito de quom est deacobrindo coin ‘nova e nto acabou de compreenderdireto: sem vishimbre do “maltric” ‘mas ehelo de intenglo plistiea e alnda com aquele sentido de revelagto ‘ave nun ¢ noutro depois, com o apuro de téenica, deseparece. Por fim, ‘a distineia e nocessidades de naturesa viriae mais rgente concorreram ‘amber para uma diferensiagdo maor, notando-se aa realiaagies dag lum certo atraso sobre as da metrépole e, de um todo gersl, acentuado Aesinterese por toda a sorte de inovaghe ‘A nossa casa se apresenta assim, quasi sempre, desataviada © po- ‘ne, comparsda &opulncla dos “palazl” © “ville” italinnos, dos castes de Franga ¢ das “mansions” inglesas da meama éyocs, ou & aparéncia tea € vaidosa de muitos slares hispano-amerieanos, ou, ainda, ao a¢- ecto apalacetado 2 face de certas residéacias nobres portugutsas- Contd, afirmarse que ela ixinss valor tem, como obra do arquite- ‘ura, 6 desembaraco de expressio que ndo corresponde, de forma alguma, realidad ‘Hrvere, portant interease em conheceta melhor, no propriamente pare evitar 9 repeticto de semelbantes leviandades om equivecos — qi seria Thes atribuir demasiads importancia —, mas para dar aos quo de iviera D0 SeRvIG0 Bo RATRLONIO AISTERICO H ARTIEICO NACIONAL SB ‘tempos a esta parte vém empenhando em cstudar de mais perto tudo ‘que nos diz respeito,encarando com simpatia coisas quo sempre 80 des- prezaram ou memo procuraram encobrir, a oportunidade de servirae ‘ela como material de novas peaqulsns, e tambem para que n6s outros, arqultets modersos, posamos aproveitar a ligho da nis experiéncia de mais de trezantos anos, de outro modo que nio ease de Ihe estarmon & reprodusir 0 aspecto jf morto, ‘Trabalho 2 ser feito, seal pelo homem do ffsio, 0 menos com & assaténcia dele, atim de garuntir exatidio técnlea o objetividade, sem (© que perderia & prépeia resio de ser. E no se limtando, apenar, & ‘aan do aparéncia mals amavel da primeira motade do atealo XIX, como ‘se tom feito — certamente porque entio uns tantos arpictos da nossa vida familiar jé se desenbavam melhor —, mas abrangerdo tambem a o séenlo XVI © mesmo os postiveis vestigios da. do XVI, quas- 4o,sento a vida ainda ispera, am mais mareados om contrasts 6, como arquitetura propriameate, ela aprosentava intereate malor. E nko para ‘ar sémente as cases grandes de fazenda ou ox sobraden de cidade ‘com sete, nove ou onze janelas e porta bem no melo, mas as casas me ore, de trés, quatro, até cinco sucadas, porta de banda e aspecto me- nos formalizado, mais pequeno-burgute, como easas que ainda ee ence tram nas velhas cidades minciras (fig. 1), mostrando todas © mesmo fagudo de entrada onde a eacada primelro se oferece com uns poweos ‘egraus de convite e logo ae conde, melo feshada, entre parcdes (Pig2); © tambum as poquenas cases térreas, de poucn frente, muito funda € das guas apenes, linhadas ao longo das ruas; sem erguecer, por fim, ‘casa “minima” como dizomos agore, a do colono e — detalhe impor. 4 sEvUtTA 0 ico Ho marmINONIO HISTERLCO H ARESTICO XACIORAL tante este —- de todas clas & Gnicn que alsda continda “viva” em todo fo pals, apessr do seu expecta tho frp. Baal da eidade e logo surgem A eira da estrada, como te povco alm de PetrOplia, meamo a0 Indo 4 vivendas do verio de sapectn cinematogeifico. Felias de “piu” do mato proximo e da tera do chio, como casts de Bich, servem de abrigo para tods a familia — crlangat de colo, garotos, meninas maiores, 08 ‘elnoe — tudo de mistura © com aquele ar doente e parado,ceperando. (o eapitalista visinho — esportiva, "aereo-dinimica” © bom extlico 136 tem uma preocupacto: que did of tiritas?) e ninguem liga de tke habituado que esti, pois “aquile” faz mesmo parte da terra como for- ‘iguelro, figucira-brava © pé de milho — é 0 chio que continia.. [Mas justamente por isto, por sor coia legitime da terra, ter para n68, angitefos, uma signifiensto reepeitavel e digas; eaquanto que 0 "pee o-missbes, normando ou colonial”, ao lao, no passa de um arrernedo ‘sam compostura Allis, 0 engenhoso processo de que sio feltas — barro armado com ‘madeira — tam qualquer coisa do noteo concrto-armado ¢, - no, a boa tradigio. TLveto Costa