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Atualidades 2016 Prof. Rodrigo Regazonni de Oliveira

Atualidades 2016 Prof. Rodrigo Regazonni de Oliveira

Tópicos abordados na amostra:

1. Economia

Tópicos abordados na apostila completa:

1. Economia

2. Transportes

3. Política

4. Relações Internacionais

5. Saúde

6. Sociedade

7. Segurança

8. Meio ambiente e Ecologia

9. Desenvolvimento sustentável

10. Educação

11. Energia

12. Ciência e Tecnologia

13. Cultura

14. Esportes

E mais 140 exercícios CESPE gabaritados (2014-2016)

INTRODUÇÃO O BRASIL NA ATUALIDADE

O Brasil vive hoje graves crises nos campos político e

econômico. No Congresso Nacional, está sendo apreciado um processo de impeachment contra Dilma Rousseff, que

já não ocupa hoje a Presidência. Ela tem sido acusada de

praticar manobras para maquiar contas públicas e utilizar instituições financeiras públicas para custear programas sociais e de subsídios sem ressarci-los de imediato (as ditas pedaladas fiscais), o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Por sua vez, o Partido dos Trabalhadores (PT), ao qual a presidente é filiada, sofre com vários de seus quadros envolvidos nos escândalos levantados pela Operação Lava jato, a provocar reações de indignação junto à população. Destaque para a manifestação de 13 de março deste ano, responsável por levar 3,6 milhões de pessoas às ruas do País, de acordo com a PM, e 6,9 milhões de acordo com os organizadores,

tendo sido considerada a maior mobilização de massa de toda a nossa história. No que tange à economia, a situação encontra-se muito desfavorável. O quadro fiscal nacional piorou, haja vista o desequilíbrio nas contas públicas provocado pelo gasto governamental excessivo e queda nas receitas. Com isso, a dívida pública federal, contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, subiu expressivamente no ano passado 21,7% , algo que não ocorria há quase uma década. Além da deterioração fiscal, observou-se, nos últimos anos, uma tentativa de direcionamento excessivo da economia pela política. Críticos do governo apontam, como exemplo, o fato de a presidente Dilma Rousseff ter

buscado refrear a inflação via regulação dos preços da gasolina e da energia elétrica dois fatores críticos para a economia antes do período eleitoral para favorecer sua reeleição, vindo a dar um fim no represamento somente após sua vitória e com aumentos expressivos nas tarifas.

A combinação de desequilíbrio fiscal, intervencionismo

econômico e endividamento crescente levam hoje vários investidores a transferirem seu capital no Brasil para mercados com menores riscos de inadimplência. Tal movimentação resulta na desvalorização contínua do Real, que tende a se agravar com o rebaixamento da nota de crédito do país pelas agências de avaliação de risco (as

principais são a Moody’s, Standard and Poors e Fitch). Com

a alta do dólar (a moeda chegou a custar R$ 4,25 em

setembro de 2015), a inflação de custos, produzida pelo câmbio, encarece a importação de produtos essenciais (como o trigo), o que contribui para a alta dos preços de pães, massas, além de provocar desaquecimento comercial

e o desemprego de milhões de trabalhadores. Devido a

estes problemas, o Fundo Monetário Mundial (FMI) estima

a perda de duas colocações pelo Brasil no ranking das dez

maiores economias do mundo atual, deixando a sétima colocação para ocupar a nona, ultrapassado por Índia e Itália. Todos os fatores acima citados, bem como o clima de pessimismo que paira hoje sobre o País, colaboram decisivamente para com a composição de taxas de crescimento cada vez menores, a projetar expectativas

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muito negativas para a nossa economia a curto e médio prazos.

1. ECONOMIA

Prof. Rodrigo Regazonni

O termo economia deriva da palavra grega Oikonomia e se refere, na sua acepção original, ao gerenciamento das atividades domésticas. Com o decorrer do tempo, passou a designar uma ciência responsável pelo estudo do aproveitamento racional e eficiente de recursos materiais e humanos disponíveis. De modo geral, a economia lida com o problema fundamental da escassez, dada a impossibilidade de satisfazer necessidades e desejos ilimitados com recursos limitados. Por sua vez, cabe destacar o papel fundamental do comércio na economia. E como podemos definir o comércio? Basicamente, como uma troca voluntária de bens e serviços. Desde suas origens mais remotas, grupos humanos se servem das transações legitimamente pactuadas para viabilizar os seus interesses. O indivíduo que não dispunha de couro para produzir calçados poderia consegui-lo mediante a troca por algo em seu poder. Caso viesse a necessitar também de ervas para medicamentos, poderia permutá-las, talvez, por seu peixe, mel ou leite de cabra. Assim, por um longo tempo, observou-se o predomínio das trocas pura e simples nas comunidades mais antigas. Contudo, o procedimento comportava uma fragilidade: a pessoa que carecia de azeite poderia não encontrar outra disposta a trocá-lo por incenso. Ou talvez por nenhum outro item disponível. E como esse problema relativo à incompatibilidade das trocas foi resolvido? Pela adoção de uma referência para elas. Em Roma, o sal, devido à sua grande utilidade para conservar os alimentos, era empregado como medida para várias transações (inclusive, a palavra salário deriva de um termo latino associado ao sal). Assim, o legionário, ao receber porções de sal como pagamento pelos seus serviços, poderia trocá- las por vários outros itens, a depender, evidentemente, da relação da oferta e da procura (se houvesse menos carne no mercado, o seu preço em sal seria maior; se por outro lado houvesse abundante oferta de carne, seu preço em sal seria menor). Pouco a pouco, em várias partes do mundo, foi notada uma evolução em direção à padronização do referencial das trocas. Ouro e prata, por exemplo, passaram a ser aceitos na troca por qualquer outro produto na forma de moedas. À medida que pessoas, principalmente na Europa, conseguiam acumular um excedente em moedas, a preocupação quanto ao seu armazenamento e segurança aumentavam. Para atender essa demanda, surgiram as Casas de Custódia, cujos proprietários se dispunham a assegurar o patrimônio de seus clientes. Porém, os responsáveis por esses estabelecimentos perceberam em algum momento que boa parte da riqueza confiada a eles permanecia intocada por muito tempo. Decidiram então

disponibilizar parte da fortuna armazenada como crédito ou empréstimo, cedidos mediante compensações. Com a adoção do procedimento, as Casas de Custódia, pouco a pouco, ensejaram a emergência dos bancos. Na Itália, no final do século XIV, surgiu a primeira rede bancária da

história: o Banco Medici. Suas filiais distribuídas pelo território europeu detinham uma quantidade expressiva

de depósitos, o que lhes permitia ampliar o crédito a partir

do emprego do capital dos poupadores. Como a diferença dos juros cobrados pelo fornecimento de um empréstimo era sempre maior do que os oferecidos aos poupadores, os banqueiros lograram enriquecer ao longo do tempo. Por oportuno, é preciso salientar que os bancos não agem, a rigor, contra os interesses da população que carece dos seus serviços. Pelo contrário, tais instituições prestam, em larga medida, um serviço de importância crítica para a economia ao disponibilizar crédito para seus clientes, bem como proteção e compensações aos depósitos feitos. Caso

inexistissem, como alguém poderia desfrutar da aquisição imediata de uma casa ou de um automóvel, não tendo o capital acumulado para efetuar a compra à vista? As redes bancárias exercem um papel central para o funcionamento do capitalismo, sistema econômico

baseado na legitimidade dos bens privados e na liberdade comercial (com o objetivo de lucrar). Graças a ele, a renda

e as condições materiais de vida das pessoas pelo mundo

melhoraram sensivelmente nos últimos séculos, na comparação com períodos anteriores. Sob o capitalismo, o indivíduo é o proprietário dos bens adquiridos pelo seu trabalho e decide como negociá-los. Este importante detalhe distingue basicamente o sistema de outros, como

o socialismo concebido por Karl Marx, cuja implantação

pressupõe a abolição da propriedade privada e a tomada dos meios de produção (indústrias, plantações, padarias, açougues e outros estabelecimentos) pelo proletariado à frente do Estado. Tentativas em favor de sua instalação

realizadas ao longo do século passado resultaram em verdadeiros desastres humanitários, a despeito dos ideais

de igualdade social e distribuição da riqueza supostamente

perseguidos. Em linhas gerais, o socialismo tende a falhar

por preconizar o controle centralizado da produção em detrimento da propriedade privada e da livre-iniciativa. Acompanhe: na ausência de bens privados, não pode haver mercado (só é possível comercializar aquilo que nos pertence de fato). Inexistindo o mercado, não há papel- moeda em circulação. Abolido o dinheiro, o sistema de preços formado pela dinâmica da oferta e da procura desaparece. E sem os indicadores de preços, o governo não tem como reunir informações sobre o quadro de

necessidades de seu povo, o que impossibilita, na prática,

a formulação de políticas precisas e adequadas para

atender as demandas da população por bens, serviços e qualidade de vida. Resultado: escassez, fome e morte. De um modo geral, o mundo encontra-se hoje regido pelo sistema capitalista. A competição e a busca pelo lucro compelem o empresariado a aperfeiçoar seus produtos e serviços para exercer sobre o público consumidor maior atratividade. Graças à concorrência entre as multinacionais das áreas de informática e telefonia celular, por exemplo, a

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população, em especial a de baixa renda, tem hoje acesso

a produtos sofisticados e com custos cada vez menores. Entrementes, economia está longe de ser um assunto fácil. Você já deve ter notado o quanto os economistas discordam entre si, não? Fatores como a inflação, balança comercial, dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) são frequentemente debatidos devido à sua importância. E como poderiam ser basicamente definidos?

Inflação

A Inflação consiste no aumento médio dos preços de bens e serviços mensurado em um determinado período. Ela pode ocorrer em virtude da demanda por determinado produto aumentar em detrimento da expansão da oferta. Surge também com o crescimento dos custos de produção (alta do preço de insumos importados devido à valorização do dólar frente ao Real) ou mesmo em função do aumento indevido da quantidade de papel-moeda em circulação no mercado. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo registrou em 10,67% a inflação oficial do país em 2015, a maior taxa desde 2002, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A alta dos preços da água, eletricidade e combustíveis, administrados pelo governo, tem também colaborado para o agravamento do quadro inflacionário brasileiro.

Balança comercial

Consiste na relação entre o valor das exportações as mercadorias vendidas a outros países e das importações as mercadorias compradas de fora. O resultado da balança comercial é a diferença entre os dois valores. Se

um país exporta mais do que importa, sua balança comercial é superavitária, ou seja, positiva. Por outro lado, caso o quadro for inverso, a balança revela-se deficitária (negativa). Em 2015, o saldo da balança comercial do país registrou o maior valor em quatro anos: R$ 19,69 bilhões, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria

e Comércio Exterior (MDIC). Todavia, é preciso considerar

que o resultado se deveu a uma expressiva diminuição das importações em função da elevação do dólar. A queda nas

compras externas em relação a 2014 foi de 24,3%. As exportações, por sua vez, sofreram redução de 14,1% na comparação com 2014.

Dívida pública

A dívida pública contempla os compromissos contraídos pelo Estado no tocante ao pagamento de fornecedores, tributos e empréstimos. Tais compromissos têm prazos de vencimentos distintos. Aqueles cuja liquidação está prevista para até o fim do exercício (estabelecido geralmente em um ano) são denominados de curto prazo. Já os compromissos a serem honrados pelo Estado após o final do exercício são chamados de longo prazo. Em 2015, a Dívida Pública Federal contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do Governo Federal alcançou R$ 2,793 trilhões, tendo

aumentado 21,7% em relação a 2014. Os indicadores da dívida geram apreensão e comprometem hoje a imagem do Brasil perante investidores e agências de avaliação de risco.

Produto Interno Bruto

Mais conhecido pelo seu acrônimo PIB, constitui a soma do valor de todos os bens e serviços produzidos, distribuídos e consumidos em uma região ao longo de um período determinado (geralmente um ano). É a principal medida usada para avaliar o tamanho de uma economia e compará-la com outras. O cálculo do PIB no que tange à demanda é feito a partir da fórmula PIB = C+I+G+(X-M), onde C: consumo das famílias em bens e serviços; I:

investimentos das empresas para estimular a capacidade produtiva; G: gastos do governo em bens e serviços, incluindo despesas de funcionalismo, gastos sociais e obras de infraestrutura; X: exportações; M: importações. Em 2015, o PIB do Brasil decresceu 3,8% na comparação com o ano anterior. Longe de operarem de maneira isolada, os fenômenos econômicos abordados encontram-se inter-relacionados e devem ser vistos a partir de uma perspectiva sistêmica. No Brasil, o governo federal reúne certos instrumentos para influir sobre o andamento da economia. Eles constituem o que podemos chamar de política macroeconômica. Grosso modo, esta é colocada em prática pela execução das políticas monetária, fiscal e cambial.

Política monetária

A política monetária refere-se à quantidade de moeda mantida em circulação na economia pelo Banco Central (BC). Ela pode ser expansionista ou contracionista. No primeiro caso, o BC aumenta a quantidade de moeda em circulação com o objetivo de aumentar a oferta de crédito e reduzir os juros. Já no segundo, a instituição diminui a quantidade de moeda em circulação para escassear a oferta de crédito e elevar os juros. O BC também é responsável por determinar a taxa básica de juros (SELIC). E qual é a sua importância? A taxa básica é adotada como referência pelos demais bancos na formulação de suas próprias taxas de juros, incidentes nas transações de empréstimos e financiamentos, por exemplo. Assim, se a taxa básica de juros encontra-se em um patamar elevado, os juros praticados sobre a compra parcelada de um automóvel 100% financiado tendem a ser elevados. Neste caso, há um claro desestímulo ao consumo, o que contribui para a estabilização dos preços e o controle da inflação. Por outro lado, se a taxa de juros estiver em um nível menor, o consumo tende a ser estimulado, o que pode vir a aumentar a inflação. Tradicionalmente, no Brasil, prioriza-se o controle sobre a inflação.

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Política fiscal

A política fiscal diz respeito ao controle do orçamento

da União. O governo tem a missão de zelar pelo equilíbrio entre as receitas oriundas dos tributos e as despesas, nas quais estão incluías gastos sociais e previdenciários, projetos de infraestrutura e os pagamentos do funcionalismo público. A política fiscal pode ser expansionista ou contracionista. No primeiro caso, o governo aumenta seus gastos e/ou diminui os impostos com o objetivo de aquecer a economia. Já no segundo, há diminuição de gastos públicos e/ou aumento dos impostos para combater a inflação, bem como liquidar despesas.

Política cambial

A taxa de câmbio pode ser definida como o valor de

uma moeda estrangeira medido em moeda nacional. Em uma economia aberta, a oferta e a demanda de dólar, a principal moeda estrangeira, são frequentemente alteradas. A política cambial busca manter um equilíbrio nesse fluxo de dólares para deixar a taxa de câmbio em um patamar considerado adequado pelo para manter a estabilidade da economia. Para controlar a taxa de câmbio, os governos adotam o que podemos chamar de regimes cambiais. Há três tipos principais:

I. Câmbio fixo: o governo mantém a taxa de câmbio de sua moeda fixa em relação a uma moeda reserva (geralmente o dólar). Para manter a cotação estável, o governo precisa dispor de um grande estoque de dólares para intervir no mercado em caso de ataque especulativo (ocasião onde os investidores retiram em massa os seus dólares do país).

II. Bandas cambiais: o governo permite a variação das taxas de câmbio dentro de um intervalo chamado banda. Quando a cotação foge do limite da banda, o banco central compra ou vende moeda estrangeira para ajustar a taxa.

III. Câmbio flutuante: situação onde o mercado determina

a cotação a partir da variação da oferta e da demanda

de moeda estrangeira. Na prática, porém, os bancos centrais costumam adotar a chamada flutuação suja, ao intervir pontualmente no mercado cambial para evitar a valorização ou desvalorização excessiva de sua moeda. A ação também requer a utilização das reservas estrangeiras. O Brasil adota o câmbio flutuante desde 1999, embora sem prescindir da adoção de medidas voltadas à flutuação suja

(intervenções pontuais no mercado de câmbio com venda ou compra de dólares).

SAIBA MAIS Quando o real se desvaloriza, é preciso mais dinheiro em reais para adquirir

SAIBA MAIS

Quando o real se desvaloriza, é preciso mais dinheiro em reais para adquirir um dólar. Por sua vez, quando o real se valoriza, é necessário menos reais para adquirir um dólar. Moeda forte favorece as importações, visto que os produtos lá fora se tornam mais acessíveis. Por outro lado, moeda fraca encarece produtos importados e limita a demanda ao mercado interno, o que causa aumento dos preços (inflação).

Fique atento:
Fique atento:

às

oscilações (acentuadas) do real frente ao dólar.

à taxa básica de juros.

ao

quadro das contas públicas.

aos indicadores do PIB (por trimestre e também por ano no Brasil).

Notícias relevantes:

Pela 7ª vez seguida, BC mantém juro em 14,25%, maior taxa em 10 anos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco

Central (BC) se reuniu em junho e decidiu manter, mais

uma vez, os juros básicos da economia em 14,25% ao ano -

o maior em quase dez anos. Essa foi a sétima reunião

seguida em que o Copom manteve estável a Selic, após uma série de altas que foi interrompida em setembro do ano passado. A decisão confirmou a expectativa dos economistas do mercado financeiro, que apostavam que a taxa permaneceria em 14,25%. A reunião foi a última comandada pelo atual presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Ele deixará o cargo nesta semana, substituído por Ilan Goldfajn, indicado pelo novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Tombini deverá ser representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI). Ao subir os juros ou mantê-los elevados, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no País para conter a inflação que mostrou resistência no ano passado e no início de 2016. Entretanto, os juros altos prejudicam a atividade econômica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Atualmente, a economia brasileira passa pela maior recessão de sua história. No

ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) teve retração de 3,8% e, para este ano, o mercado financeiro já prevê um tombo de semelhante intensidade. Se confirmado, será

a primeira vez na história com dois anos seguidos de

encolhimento do PIB. Com a economia patinando, o desemprego cresce. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desemprego ficou em 11,2% no trimestre encerrado em abril - o maior índice da série, iniciada em 2012. Esses fatores contribuem, teoricamente,

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para o controle da inflação. Porém, ainda influenciada pelo alto patamar do ano passado, a inflação brasileira segue elevada. Nos cinco primeiros meses deste ano, já soma 4,05%, já próximo da meta central de inflação para 2016, que é de 4,5%. Em 12 meses até maio, a inflação totaliza 9,32%. Com isso, continua acima também do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro para 2016. Fonte: Portal G1. 08 de junho de 2016 (adaptado).

Moody's rebaixa Brasil, que perde último “selo de bom pagador”

A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito do Brasil e retirou o grau de investimento do país, que perdeu o último "selo de bom pagador". De uma só vez, a nota do país foi reduzida em dois degraus, passando de “Baa3” — último nível de grau de investimento — para “Ba2”. Com a decisão, o Brasil não conta mais com o aval de "bom pagador" de nenhuma das três principais agências de rating do mundo, já que Fitch e Standard & Poor's já haviam tomado tal decisão no ano passado. A perspectiva da nota brasileira passou para negativa, indicando que pode haver novos cortes devido ao ambiente econômico e político desfavorável do país. A decisão da Moody's foi baseada na deterioração adicional dos indicadores de dívida do Brasil em um ambiente de baixo crescimento, com a dívida provavelmente excedendo 80% do Produto Interno Bruto (PIB) nos próximos três anos, e na “desafiadora dinâmica política, que continua dificultando os esforços de consolidação fiscal das autoridades e adiando reformas estruturais”. Fonte: O Globo. 24 de fevereiro de 2016 (com adaptações).

Brasil tem 11,4 milhões de desempregados, segundo IBGE

Dado negativo divulgado em maio: 11,2% dos brasileiros estão à procura de trabalho. Esta taxa, um recorde na medição iniciada em 2012 pelo IBGE, é a média dos meses de fevereiro, março e abril. No total, o Brasil tem agora 11,4 milhões de desempregados. Além de ser um dos mais perversos reflexos de uma recessão, o desemprego tem um custo alto para a economia. O aumento do desemprego significa que o comércio passa a vender menos, a indústria reduz a produtividade e a arrecadação de impostos diminui. A conta do prejuízo é o país deixando de movimentar R$ 12 bilhões por mês. Isso significa que os brasileiros podem perder cerca de R$ 150 bilhões em 2016 se o corte de vagas continuar nesse ritmo. O cálculo foi feito por um economista da Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro. “Na medida em que a população deixa de comprar, o governo arrecada menos e aí então, no presente momento, com a economia indo ladeira abaixo, nós temos menos arrecadação. Assim, há menos chances de programar e equilibrar as contas públicas”, explica Istvan Kasznar, professor da FGV e macroeconomista. “Certamente diversas medidas, sobretudo de política fiscal, deverão em algum momento reativar a economia se formos otimistas, mas isso demora

entre 8 e 14 meses”, finaliza. Fonte: Portal G1. 31 de maio de 2016 (adaptado).

Sobre o autor

Rodrigo Regazonni de Oliveira é Licenciado em Estudos Sociais pela União Pioneira da Integração Social (UPIS) e Mestre em História pela Universidade de Brasília (UnB). Possui Pós-Graduação em História da Política Exterior do Brasil pelo Instituto de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (IREL/UnB). É autor contratado do Grupo Vestcon e já produziu vários trabalhos acadêmicos publicados em revistas especializadas e divulgados em Congressos no Brasil e no exterior. É também professor de História Contemporânea e Atualidades (Geral e do Mercado Financeiro).

E-mail para contato: formula100atualidades@gmail.com

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