21/12/2016

a psicologia do
olfato

Mayra Corrêa e Castro
Casa Máy – Dez.16

The Scent of Desire, de
Rachel Herz
Palestra Online

baseada no livro de

2

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

1

21/12/2016

3

o livro
 Rachel Herz, psicóloga do olfato,
pesquisadora e professora no
Boston College e na Brown
University.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 www.rachelherz.com
 Livro de 2007, publicado pela
William Morrow/Harper Collins.
 http://amzn.to/2hmtOYb

olfato

objeto recente da ciência

4

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

2

21/12/2016

5

olfato
 1991: Linda Buck e Richard Axel desvendam a sequência de genes para os receptores
olfativos e ganham, por esta descoberta, o Nobel de Medicina em 2004.
 Apesar desta descoberta desconcertante, o olfato permanece o primo pobre dos cinco
sentidos.
 Uma pesquisa conduzida por Paul Rozin na Universidade da Pensilvânia mostrou que os
entrevistados escolheriam perder o olfato em vez de qualquer outro órgão dos sentidos.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Rachel Herz (RH) mostra, com base no acompanhamento que fez de pessoas com
anosmia, o quão desastroso é perder o olfato, já que ele regula as dimensões mais
importantes da vida.

6

anosmia
 Também chamada de "cegueira olfativa". O próprio termo mostra como
julgamos ser menos importante o olfato que a visão.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Tanto a anosmia pode levar à depressão, quanto a depressão pode levar à
anosmia. A amígdala cerebral, sem estímulos dos neurônios olfativos, torna-se
atrofiada e/ou disfuncional.
 O envelhecimento leva a uma perda gradual do olfato.
 Curiosamente, pessoas com Transtorno Afetivo Sazonal não sentem diminuição
no olfato, pelo contrário.
 Em mulheres, a sensibilidade ao olfato varia conforme o ciclo hormonal, e se
altera durante o uso de pílula anticoncepcional.

3

21/12/2016

7

condicionamento odor-emoção
 Cheiros podem despertar emoções, mas RH crê que possam também se transformar
em emoções: é o condicionamento odor-emoção (odor-emotional conditioning).

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 O sentido para detectar moléculas químicas foi o primeiro a se desenvolver nas
formas de vida com movimento. (E nisso foi copiado daqueles que não se movem,
os vegetais.)

8

a conexão límbica

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Um tipo primitivo de córtex olfativo é o primeiro tecido formado em nosso
cérebro e dele se formam a amígdala cerebral, onde as emoções são
processadas, e partes responsáveis pela memória básica e motivação – o
sistema límbico.
 A capacidade de expressar e experienciar emoções nasce diretamente da nossa
capacidade de sentir cheiros.
 Esta capacidade é, fundamentalmente, uma escolha sim ou não, gosto ou não
gosto.

4

21/12/2016

9

tradução olfato-emoção
 RH crê que o sistema emocional humano seja uma versão altamente evoluída e
abstrata do sistema olfativo dos animais. Emoções são, para nós, o que cheiros
são para animais. Ou seja, como animais usam o olfato para sobreviver no
mundo, nós usamos as emoções.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Esta interconexão entre olfato e emoção é chamada de tradução olfato-emoção
(olfatory-emotion translation).

10

cheirar emoções

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Se existe esta conexão de mão-dupla entre olfato e emoção, seríamos capazes
de cheirar emoções?
 Na Rice University do Texas/EUA, a pesquisadora Denise Chen demonstrou que
humanos sentem o cheiro do medo ou da alegria. A pesquisa foi feita com a
coleta do suor das axilas durante a exposição de filmes de terror ou felicidade e
separada por gênero. Tanto homens e mulheres conseguiram identificar a
emoção apenas pelo cheiro do suor.

5

21/12/2016

11

The Smell of Fear, de
Sissel Toolas,
Beijing
foto mediamatic.net

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

12

capacidade olfativa
 Humanos só conseguem cheirar moléculas de baixo peso e voláteis, e capazes de
repelir a água, assim podem grudar nos repectores olfativos. Mas há exceções: não
podemos sentir metano nem monóxido de carbono.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 A cavidade nasal possui uma engenharia mais complexa para a circulação de ar que
a de uma avião.
 Temos aproximadamente 20 milhões de receptores olfativos. Em comparação, um
cão pode ter 220 milhões deles. No entanto, podemos cheirar tão bem quanto,
apenas precisamos de uma concetração maior do cheiro para percebê-lo.
 Temos mais receptores olfativos para cheirar que para qualquer outro sentido,
exceto ver, embora a área no cérebro dedicada ao olfato seja muito pequena (0,1%)

6

21/12/2016

13

concentração de odores

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

detecta concentrações 100
milhões de vezes mais
baixa

1 gota de chocolate na
cidade da Filadélfia

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

14

moléculas cheiráveis

salmões detectam
concentrações a 3 x 10 -18:
(1 ml em 333 quatrilhões
ml de água

7

21/12/2016

olfação

o grande mistério

15

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

16

olfação
 Como, ao cheirar “croissant”, sabe-se que se é o cheiro de “croissant”? Grande
mistério.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Preconceitos herdados da Era Vitoriana relegaram o olfato a objeto científico
desprezível, e também a crença de que odores contêm propriedades físicas
difíceis de serem controladas.

8

21/12/2016

17

What the nose knows,
de Avery Gilbert.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

18

Voldemort,
personagem da saga
Harry Potter, de J.K.
Rowling.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

9

21/12/2016

19

Narizes
famosos:
Cleópatra
Freud
Grenouille
Voldemort

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

20

teorias do olfato - forma

Richard Axel e
Linda Buck

O cheiro das
coisas, de
Bettina Malnic.

10

21/12/2016

21

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

O Imperador
do Olfato, de
Chandler
Burr.

Luca Turin

22

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

teorias do olfato - vibração

teorias do olfato – vibração e
forma

http://pubs.rsc.org/en/content/articlelan
ding/2012/cp/c2cp41436h#!divAbstract
http://phys.org/news/2011-02-fruit-fliesheavy-hydrogen.html

11

21/12/2016

23

percepção
olfativa
• Embora a sensação
olfativa ocorra no bulbo
olfatório, a percepção
olfativa ocorre na mente,
onde as experiências das
pessoas com cheiros têm
lugar.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

percepção olfativa

inata ou adquirida

24

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

12

21/12/2016

25

predisposição inata
 A predisposição positiva para o paladar doce e negativa para o paladar amargo
é inata.
 A predisposição por gostar ou não gostar de determinados cheiros é inata?

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Pesquisas com recém-nascidos mostraram que a resposta a cheiros não batem
com a de adultos. Por exemplo: indiferença a cheiro de fezes (negativo para
adultos) e a banana (positivo para adultos).
 As preferências olfativas começam a bater com a de adultos por volta dos 8
anos de idade.
 A evidência é que as preferências são aprendidas.

26

predisposição aprendida
 O sistema olfativo é o primeiro sentido a se desenvolver e está em pleno
funcionamento já nas 12 semanas de vida.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Comparativamente, o sistema visual só amadurece anos depois do nascimento.

13

21/12/2016

27

Bombas de
fedor
 As Forças Armadas dos EUA
tentaram, em vão, encontrar um
cheiro repulsivo que o fosse
unanimente para várias etnias. A
ideia era desenvolver bombas de
fedor para efeito moral.
 Nem mesmo o cheiro das
privadas dos batalhões passou
no teste.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

28

aprendizado associativo do odor
 Trygg Engen, considerado o pai da pesquisa no campo da psicologia do cheiro,
propôs que os cheiros são uma quadro branco no qual se grudam experiências:
se forem boas na primeira vez que os sentir, ficarão associado a cheiros bons.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 A cultura também provê parâmetros para preferências olfativas:
 Cheiros preferidos dos ingleses (Times, 2004): pão fresco, bacon fritando, café, passar
roupas, grama cortada, bebês, mar, árvore de Natal, perfume, peixe com fritas.
 Cheiro mais preferido dos norte-americanos: wintergreen.

14

21/12/2016

29

fatores físicos

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Enervação dos trigêmeos (temperatura,
sensação tátil e de dor) responde pela
sensação tátil dos cheiros: menta, gelado;
amônia, queimando.

30

genética

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Pesquisa no Monell Chemical Senses Center mostrou que gêmeos univitelinos
têm a mesma resposta hedônica imediata para o cheiro do coentro.

15

21/12/2016

31

questão evolutiva

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Espécies “especializadas” versus “generalistas”.

32

cautela inata

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Se há uma única resposta inata nos recém-nascidos e bebês sobre o cheiro é a
cautela frente a cheiros novos, sem que nenhum valor lhes tenha sido
assinalado.

16

21/12/2016

33

bom humor ajuda
 Se você estiver de bom humor, um cheiro neutro como o do álcool isopropílico,
lhe parecerá melhor do que se você estiver mal-humorado.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Pessoas com personalidades emocionalmente menos estáveis (às vezes
chamadas de neuróticas) são mais sensíveis a barulho, dor, gostos amargos e
cheiros desagradáveis.

34

pra falar de cheiros
 Como saber se o cheiro que eu descrevo é o mesmo que você sente?

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Descritores olfativos associam-se a cheiros de acordo com o contexto e
expectativas em que eles foram sentidos.

17

21/12/2016

35

Trollando
sommeliers

cor

Adicionando-se corante
vermelho num vinho branco,
sommeliers franceses
descreveram-no como se fosse
um vinho tinto.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

36

nome

Ilusões
olfativas
 Apresentando o mesmo cheiro
sob 6 nomes diferentes, uns
positivos como parmesão, e
outros negativos como vômito,
as pessoas reagiram
completamente diferente.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

18

21/12/2016

37

sequestro linguístico
 Como os cheiros são invisíveis e como somos obcecados por identificar e
nomear os objetos no mundo, se um cheiro parece enigmático, usamos palavras
do que está em volta como muletas.
 Cheiros óbvios se prestam menos à ilusão linguística.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Adicionalmente, a ausência de palavras pode tornar cheiros reais
imperceptíveis (“incheiráveis”).

memória olfativa

fenômeno Proust

38

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

19

21/12/2016

39

“Madeleine”
MasterChef
Bastou molhar o biscoito no chá de
tília e surgem 600 páginas de
memórias!

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

40

gatilho olfativo
 Memórias vívidas, repentinas e autobiográficas despertadas por cheiros são
chamadas de memórias Proustianas.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Cheiros são reputados como os melhores gatilhos para nossas memórias. De
fato são? E, se sim, como?
 RH acredita que memórias olfativas parecem mais vívidas porque não estamos
acostumados a prestar atenção no olfato.
 RH também discrimina duas qualidades nas memórias: acuidade objetiva
(fatos), e a qualidade emocional (sentimentos).

20

21/12/2016

41

acuidade
objetiva
cheiro = visão = som = toque = nome
pipoca

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

42

qualidade
emocional
cheiro > visão = som = toque = nome
pipoca

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

21

21/12/2016

43

a memória muda
 RH comenta que estudos mostram que, embora as memórias olfativas sempre
despertem sentimentos intensos, os sentimentos que despertam podem variar
no tempo mesmo que seja o mesmo cheiro. Ou seja, o conteúdo é o mesmo; já
os sentimentos associados a ele, não.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 O sentimento mudará de acordo com o significado que o evento vai adquirindo
para a pessoa ao longo do tempo.

44

baú da memória
 Cheiros despertariam memórias
engavetadas? Teoricamente, sim.
 Dois fenômenos psicológicos bem
estudados corroboram a hipótese:

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 distintividade
 interferência

22

21/12/2016

45

distintividade
 Prestamos atenção no que é incomum, raro ou diferente muito mais do que
naquilo que é comum.
 Cheiros muito distintos têm mais possibilidade de se associarem a episódios
únicos de nosso passado e reencontrar esses cheiros é também menos
provável.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Pistas visuais ou auditivas são mais fáceis de serem encontradas.

46

interferência
 As associações de experiências a determinados cheiros é mais permanente que
a itens visuais ou auditivos, então a primeira associação que se faz com um
cheiro interfere na formação de qualquer outra associação futura.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Cheiros são mais resistentes a serem ressignificados.

23

21/12/2016

47

stress pós-traumático
 Cheiros são particularmente nocivos porque não se pode estar preparado para
não senti-los.
 Efeito churrasco = associação com corpos queimados feitos por soldados.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Como dessensibilizar um cheiro? Como encontrar primeiramente o mesmo para
dessensibilizar?
 Na Univesity of Southern California, o psicólogo Skip Rizzo trata veteranos da
Guerra do Iraque com videogames de realidade virtual onde cheiros de guerra
foram introduzidos.

48

11/9
O cheiro no chamado Ground Zero
foi analisado por cientistas no
Monell Chemical Senses Center na
Filadélfia para saber sua
composição, já que muitos novaiorquinos passaram a sofrer de
desordem pós-traumática na
presença dele.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

24

21/12/2016

49

memória contexto-dependente
 Se os cheiros podem despertar lembranças, também poderiam melhorar nossa
memória?
 O fenômeno da memória contexto-dependente diz que quando se retorna ao
mesmo ambiente em que se aprendeu algo, é mais fácil recuperar a informação
aprendida.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Chave do processo = lembrar-se de como se sentia na ocasião.
 Itens fundamentais: o cheiro deve ser incomum, e deve haver uma emoção
associada, mesmo que aparentemente negativa.

50

acomodação olfativa
 Logo após 15 minutos, não se percebe mais um cheiro.
 Quanto mais se cheira, menos se percebe o cheiro e menos se recorda a
memória.
 Solução: usar de forma intermitente o cheiro, em vez de continuamente.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 #ficadica: usar cheiros diferentes para tópicos diferentes.

25

21/12/2016

51

lembrar um cheiro
 Conjurar um cheiro como se conjura uma memória visual ou auditiva, por exemplo,
é muito difícil, senão impossível.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Dá para imaginar cheiros? Até hoje, pesquisadores falharam em obter evidências da
imaginação olfativa (imagens cerebrais, por exemplo), como já obtiveram para os
demais sentidos.

52

percepção x imaginação

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Na percepção e imaginação visuais e
auditivas, já se observou que as
mesmas áreas do cérebro “acendem”.
 Na percepção e imaginação olfativa,
no entanto, não se pôde observar
este tipo de sobreposição.

26

21/12/2016

53

Sonhos com
cheiros

RH está convencida de que não
sonhamos conjurando cheiros.

Também não cheiramos quando
estamos dormindo, seja na fase
REM, seja no sono profundo.

Por isso a necessidade de alarmes
de incêndio, pois um estudo
concluiu que apenas 20%
acordariam com o cheiro da
fumaça.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

aroma e terapia

os aromas podem curar?

54

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

27

21/12/2016

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

55

56

associação aprendida

RH diz não haver evidências científicas em humanos de que inalando-se um óleo essencial se
encontre o óleo na corrente sanguínea.

Seu livro é de 2007. A primeira edição do Essential Oil Safety de Tisserand & Young é de 1995.
Há inúmeras referências científicas no livro sobre a inalação de óleos essenciais e níveis de
concentração no sangue.

Ou RH estava de má vontade, ou é apenas o velho preconceito de sempre contra a
aromaterapia.

Então, basicamente, RH reputa a “mágica” da aromaterapia ao gatilho olfativo, ie,
aprendemos que determinado cheiro traz um efeito, e ele acaba por trazê-lo.

opinião de Robert Tisserand
https://www.facebook.com/mayraccastro/posts/136863
7986479710?pnref=story

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

28

21/12/2016

57

então às associações aprendidas
 Lavanda e laranja melhoram o humor e reduzem a ansiedade em consultório de
dentista: Johann Lehrner, Medical University of Vienna.
 Cheirar aromas agradáveis enquanto se recebe um estímulo quente doloroso
reduziu quão doloroso o mesmo estímulo foi percebido em comparação a um
aroma desagradável.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Cheirar lavanda ou alecrim não têm efeito analgésico, mas quem cheirou
lavanda e disse gostar de lavanda relatou sentir menos dor em comparação a
quem não gostava da lavanda.
 Estar de bom humor diminui a intensidade das perturbações externas; de mau
humor, exacerbam-na.

58

poder da sugestão

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Estudo conduzido na Marywood University por Estelle Campenni mostrou que
apenas o fato de ser dito que determinado cheiro “relaxa” ou “estimula”
produziu alterações nos batimentos cardíacos, independente do cheiro usado e
mesmo de haver algum cheiro. (A lavanda foi testada.)
 Estudo conduzido no Monell Chemical Senses Center por Pam Dalton testou
vários odores percebidos como seguros ou nocivos para saber se as reações
orgânicas das pessoas seriam alteradas quando se dissesse que tal cheiro era
seguro ou nocivo. Testaram-se o wintergreen (seguro), o butanol (nocivo) e um
cheiro incomum de madeira.
 Palavras provocaram sintomas nos participantes, e não os cheiros em si.

29

21/12/2016

59

nose muzak
 É a prática de vaporizar cheiros em fábricas japonesas para aumentar a
performance.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 A acomodação olfativa é o problema desta prática, pois um cheiro que não se
percebe não pode alterar a performance.

60

cheiros-fantasmas
 Se alguém lhe disser que existe um elefante branco no meio da sala, você não
se torna subitamente capaz de vê-lo.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 No entanto, induzir a percepção de cheiros que não existem é muito fácil.

30

21/12/2016

61

1899

Emory Edmund Slosson quis
demonstrar quão rapidamente
um cheiro se espalhava no ar.

A água destilada que molhou
num pedaço de algodão
demonstrou o quão as pessoas
acreditam que estão sentindo
um cheiro diferenterápido (1 min
¾ das pessoas) .

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

62

1978
 Michael O´Mahonney realizou
um experimento na TV e rádio
britânicos.
 Anunciou que uma certa
frequência de som produziria a
percepção de um cheiro
ambiente.
 Centenas de pessoas escreveram
à emissora reportando o cheiro.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

31

21/12/2016

63

este cheiro me faz mal

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Em 1999, 42 crianças na pequena
cidade de Nornem, na Bélgica,
sentiram-se mal depois de beber
Coca-cola. Os sintomas eram náusea,
tontura e dor de cabeça. Descobriu-se
que o CO2 usado no lote estava
contaminado com compostos
sulfúricos, que deram um cheiro de
ovo podre à bebida, mas numa
concentração muito baixa para
efetivamente causar mal-estar físico.

64

síndrome da Sensibilidade
Química Múltipla
 UFOs (Unindentified Foreign Odors), que posso traduzir como OVNIs (Odores Variados
Não-Indentificados) causam mais de 50% dos casos reportados de doenças psicogênicas.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Os sintomas mais comuns são fadiga, dificuldade de concentração, tontura, fraqueza,
respiração curta, ansiedade, dores musculares e nas articulações e aceleração dos
batimentos.
 Aparentemente, basta a pessoa acreditar que algo químico está em contato consigo que
já surgem sintomas.
 São pessoas que parecem ser sensíveis a qualquer tipo de estímulo. Estima-se que 75%
delas também sofram de ansiedade ou depressão.
 Nos EUA, estima-se que de 15-30% da população terá alguma vez uma queixa do tipo
SQM.

32

21/12/2016

65

hiperventilação
 Num experimento, foi
adicionado fragrância ao CO2
inalado.
 Apenas a fragrância foi capaz
de causar hiperventilação
posteriormente.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

afrodisíacos

feromônios, cheiros e sensualidade

66

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

33

21/12/2016

67

resposta que vale 1 bilhão
 Existe um perfume afrodisíaco?
 Desde o antigo Egito nos ornamos com perfumes para atrair sexualmente.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Mas nosso odor corporal é de longe a melhor química para atrair (ou respulsar!)
sexualmente.

68

investimento biológico feminino
 9 meses de gestação com 40% a mais de despêndio energético, mais 12 meses
de amamentação até que sua cria seja um bebê saudável e mais 13 anos até
que ela alcance a maturidade sexual. E sempre poderá combinar seus genes
com um homem de cada vez, numa estatística realista de 10 vezes com sucesso.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Para homens, combinar seus genes não importa os mesmos custos físicos e
psicológicos.

34

21/12/2016

Complexo Principal de
Histocompatibilidade

69

 CPH é uma família de mais de 50 genes que codificam nosso sistema
imunológico. É o material genético mais variado na natureza.
 CPH = genótipo do sistema imunológico; cheiro corporal = fenótipo do sistema
corporal.
Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Odorprint = assinatura olfativa única
 Gêmeos univitelinos terão o mesmo odor coporal, portanto, mas se, apenas se,
alimentarem-se de forma idêntica também.

preferências sexuais ratísticas

70

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016


CPH xya


CPH xyb

não-xya


CPH xya

35

21/12/2016

71

e humanos?
 Estudo feito na Universidade de Berna,
Suíça, por Claus Wedekind, mapeou o CPH
de homens e mulheres.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Mulheres deveriam escolher os parcerios
mais sexys com base no odor de suas
camisetas.
 As mulheres consistentemente escolheram
o odor dos homens que tinham o CPH mais
diferente de seus próprios.
 “Não existe um Brad Pitt do odor.”

72

atrapalhando a química

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Anticoncepcionais: as mulheres que estavam tomando pílula escolheram os
homens com o CPH mais semelhante aos seus.

36

21/12/2016

73

efeito de Bruce

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016


CPH xya


CPH xyb

74

Roedoras prenhes podem abortar espontaneamente
ao farejar um macho estranho.

não-xya

CPH
x@%


CPH xya

vantagens hormonais
 Mulheres cheiram melhor que homens mas apenas durante a ovulação, quando
engravidar é possível.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Mas durante a menstruação, a capacidade de detectar odores é pior que a dos
homens.

37

21/12/2016

75

cheiro do homem certo
 Uma grande pesquisa conduzida por RH nos EUA perguntou o que as mulheres
jovens procuravam fisicamente num homem para considerá-lo como um
parceiro sexual: o odor corporal ficou em primeiro lugar.
 Mas mulheres não diferenciam muito o odor corporal de perfumes usados.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Mas em outro estudo, RH descobriu que a preferência por determinados
perfumes costuma acompanhar o próprio CPH da pessoa.
 O trabalho de RH com neuroimagens também confirmou que a amígdala
cerebral se torna mais excitada com o cheiro da pessoa amada que com outros.

76

feromônios
 Palavra cunhada em 1959 por Peter Karlson, um bioquímico alemão, e por
Martin Lüscher, em entomologista suíço.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Vem do grego: pherein = carregar; e hormon = excitar. Algo como “aquilo que
carrega excitação”.
 Refere-se a substâncias químicas produzidas e percebidas por animais que
afetam sua fisiologia ou seu comportamento face a outros animais da mesma
espécie.
 Podem ou não ter um cheiro, mas seu processamento se dá no Órgão
Vomeronasal.

38

21/12/2016

77

Efeito de McClintock
 Martha McClintock, psicóloga norte-americana, observou que o ciclo menstrual
de mulheres dormindo num mesmo quarto entram em sincronia.
 Uma mulher, chamada de driving female, traz as demais para a sincronização
com seu ciclo menstrual.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Acredita-se que o suor seja o transmissor de uma hipotética substância que
possa causar esta sincronização.
 RH acredita-se que o suor seja transmitido por absorção dérmica.

78

outros reações quase-feromônio

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Regularização do ciclo menstrual quando uma mulher está saindo com um
homem. O suor da axila de homens podem alterar a ovulação e a duração da
menstruação em mulheres.
 O suor da axila de mulheres amamentando pode alterar a duração do ciclo
menstrual de outras mulheres e aumentar o desejo sexual delas. Também pode
aumentar a secreção de leite em outras lactantes, sobretudo se forem mães
pela primera vez.
 O cheiro de bebê pode facilitar a concepção de outro.

39

21/12/2016

79

androstadienona
 É uma substância derivada do feromônio androstenona, de porcos, que também
é encontrado no suor dos homens.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Estudos sugerem que mulheres se sentem mais positivas, sobretudo em volta
de homens, se forem expostas a ela.

o cheiro corporal

de onde vem, pra onde vai

80

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

40

21/12/2016

81

suor
 As glândulas écrinas estão espalhadas pelo corpo e produzem suor basicamente
composto por água e sais (suor sem cheiro). Regulam a temperatura do corpo e
diminuem com a idade.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Glândulas apócrinas estão nas axilas e região genital e já produzem suor
composto de água e proteínas que, ao serem digeridas por bactérias em nossa
pele, produzem o cheiro característico. Estas glândulas se desenvolvem na
puberdade, e também produzem secreções como resposta à excitação sexual e
a emoções, como o medo.
 As glândulas sebáceas produzem o substrato e a hidratação necessários para o
desenvolvimento das bactérias na pele. Sua secreção não tem cheiro.

82

suor

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 As glândulas écrinas estão espalhadas pelo corpo e produzem suor basicamente
composto por água e sais (suor sem cheiro). Regulam a temperatura do corpo e
diminuem com a idade.
 Glândulas apócrinas estão nas axilas e região genital e já produzem suor
composto de água e proteína que, ao serem digeridas por bactérias em nossa
pele, produzem o cheiro característico. Estas glândulas se desenvolvem na
puberdade, e também produzem secreções como resposta à excitação sexual e
a emoções, como o medo.
 As glândulas sebáceas produzem o substrato e a hidratação necessários para o
desenvolvimento das bactérias na pele. Sua secreção não tem cheiro.

41

21/12/2016

83

ccterapia
 Trastorno de Ansiedade por Separação em crianças: patente criada por uma
enfermeira em Oklahoma/EUA é uma camiseta que se transforma num cobertor
infantil. Ela deve ser usada pela mãe horas antes de ser passada para a criança,
para acalmá-la.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Na University of Oklahoma, Regina Sullivan e Paul Tobas pesquisaram recémnascidos incubados e descobriram que quando usavam a roupa que suas
próprias mães haviam usado no hospital, paravam de chorar.

84

laço suor mãe e filho
 Bebês conseguem identificar o cheiro da própria mãe 3 horas após terem nascido,
mas desde que tenham tido contato com ela. Bebês amamentados aprendem-no
com mais rapidez que aqueles que usam mamadeiras. RH acredita que a resposta é
porque o cheiro da mãe é muito parecido com seu próprio cheiro (líquido
aminiótico).

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 O cheiro do pai é mais lentamente aprendido, a menos que o bebê passe mais
tempo com o pai.
 Num estudo, 80% de mães cesariadas reconheceram o cheiro de seus próprios
bebês de 2 dias apenas cheirando a camiseta que vestiram.
 Outro estudo na Hebrew University em Jerusalem mostrou que 90% das mães que
dispenderam de meia-hora a 10 minutos com seus bebês recém-nascidos puderam
indentificá-los apenas pelo cheiro.

42

21/12/2016

85

o próprio cc
 Mulheres foram mais hábeis em reconhecer o cheiro do próprio suor que
homens em estudo na SUNY Albany.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Irmãos também foram capazes de se identificar pelo suor em outro estudo.

86

dieta e odor corporal

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Embora o CPH seja
fundamental na composição do
odor corporal, a dieta é capaz
de tornar reconhecíveis os
membros de uma mesma
família.
 A ingestão de alho é o melhor
exemplo de como a dieta altera
o odor corporal.

43

21/12/2016

87

conforto olfativo
 Don McBurney, da University of Pittsburgh, realizou pesquisa paa constatar que
de fato mulheres costumam dormir com uma peça de roupa de um ente
querido para se sentirem menos sozinhas, quando eles estão ausentes, e
homens fazem o mesmo, exceto que homens só o fazem com peças da
companheira, nunca de outros entes.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Outra pesquisa na Rice University do Texas, conduzida por Denise Chen, chegou
à conclusão de que entre os odores corporais de crianças de 5 anos, jovens de
20 anos, e idosos acima de 71 anos, o odor corporal de idosas foi o que mais
trouxe melhora no humor dos participantes, não necessariamente o mais
agradável: os participantes apenas o sentiram como o mais familiar.

88

questão de raça?

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Asiáticos têm menos glândulas apócrinas que caucasianos, e também menos
pelos no corpo. Mas isso não quer dizer que não cheirem, apenas que
transpiram menos nas axilas.

44

21/12/2016

89

bafo de onça

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 O termo halitose foi cunhado em
1921 pelo Lambert
Pharmaceuticals, criador do
Listerine. Originalmente
concebido como um antisséptico
para casas e hospitais, foi
reformulado como enxugatório
bucal e mau-hálito virou doença.

90

Síndrome do Odor de Peixes

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Trimetilaminuria é uma doença onde o indivíduo é incapaz de quebrar a
substância trimetilamina, que acaba conferindo-lhe odor de peixe corporal. É
uma doença genética recessiva.

45

21/12/2016

91

mau-cheiro ambiente
 Desde a Reforma Higienista realizada no século XIX, após a descoberta de que
maus hábitos de higiene favoreciam a contaminação por microorganismos,
lutamos contra o mau-cheiro nas cidades e ambientes públicos.
 Mascará-los é a primeira tentativa.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Para ter eficácia em mascarar um mau-cheiro, deve-se saber exatamente qual
sua composição química: por exemplo, a vanilina neutraliza o odor do cloro,
mas não o chocolate.

92

1920
 Ano da primeira tentativa de
perfumar o metrô em Paris.
 Após décadas, uma pesquisa de
5 anos no valor de 3 milhões de
dólares descobriu que o dióxido
de titânio, irradiado com luz
ultravioleta, destrói compostos
orgânicos voláteis.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

46

21/12/2016

93

50 milhões
Esta é a cifra que os EUA gastam
para diminuir o mau cheiro na rede
de esgoto. Fazem isso basicamente
usando carvão, perfumes e chemical
scrubbing.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

94

FeIII
Íon de ferro e uma bactéria
específica estão sendo usados para
desodorizar o esterco produzido nas
fazendas de criação de suínos.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

47

21/12/2016

95

OdorScreen
Desenvolvido pela empresa israelense
Patus Inc., é de uso tópico e interfere
no olfato e o torna insensível a
compostos pré-determinados. Foi
usado pelos socorristas nas regiões
atingidas pelo Katrina.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

ânsias

desejo de comer aquilo e aquilo só

96

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

48

21/12/2016

97

vício doce
 As estruturas cerebrais envolvidas na ânsia por uma comida específica são as
mesmas ativadas no vício por drogas: amígdala cerebral, hipocampo, lobo da
ínsula e o córtex orbitofrontal.
 Mulheres costumam ter mais ânsias por doces, e homens por petiscos (asa de
galinha, por exemplo).

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 As ânsias tendem a diminuir após os 65 anos de idade, talvez porque a
habilidade olfativa também caia.

98

sabor
 Mistura de gosto + textura + temperatura + cheiro, muito, muito cheiro.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 5 paladares: salgado (cloreto de sódio), azedo (ácido cítrico), doce (carboidratos
e alguns aminoácidos como aspartame), amargo (alcaloides) e umami
(glutamato monossódico).
 Interações: o sal bloqueia o amargo, incrementa o doce. Ingredientes da pasta
de dente bloqueiam receptores do doce.
 Toda a boca sente sabores e não apenas a língua. A boca toda tem cerca de 10
mil papilas, sendo metade na língua.
 Respostas ao paladar são inatas.

49

21/12/2016

99

ortonasal e retronasal
 Quando cheiramos a comida, sentimos com o chamado olfato ortonasal.
Quando ela está na boca, o cheiro que compõem o sabor é captado pelo que se
chama de olfato retronasal.
 Ambos dependem da passagem do ar na cavidade nasal, de forma que quando
o nariz está entupido, não é possível perceber direito o sabor do alimento.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Fragrância e aroma – odor e sabor (flavor).

100

super paladar

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Uma mutação genética no cromossomo 7 confere sensibilidade maior ou menor
ao amargo: em torno de 30% da população tem os dois genes dominantes,
então possuem uma super sensibilidade para o amargo; outros, um gene
dominante e outro recessivo; e quando têm dois recessivos são pouco sensíveis.
 O super paladar é mais comum em mulheres que em homens, e mais em
asiáticos que em quaisquer outras raças. Também se notou que há muitos super
paladares entre pacientes com pólipos no cólon. A explicação é que a dieta é
mais pobre pois tudo parece muito amargo. Alcóolatras tendem a ser recessivorecessivo.

50

21/12/2016

101

o adoçante perfeito
 Aspartame: 200x mais doce que açúcar, mas não pode ser aquecido porque se
desintegra.
 Neotame: da mesma NutraSweet, uma versão do aspartame que pode ser
cozida, 8 mil vezes mais doce que o açúcar, mas demora para ser reconhecido
pelas papilas.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Aposta atual é chegar num blend de açúcares naturais e artificiais que possam
ativar mais o gosto doce na boca com menos calorias.
 Substance 951: produzida pela empresa Senomyx é um potenciador do paladar
doce que age ativando mais receptores para o doce, de forma que pouca
quantidade de açúcar pareça muito.

102

sal do bem
 Quanto mais sal se come, mais sal se quer. Quando menos sal se come, mais se
percebe o sal.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 É difícil encontrar um substituto para o sal porque, ao contrário dos receptores
para o doce, os receptores para o sódio nas papilas ainda não foram
descobertos.

51

21/12/2016

nariz futurístico

tecnologias olfativas

103

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

104

e-narizes

Já existem há pelo menos 20 anos.

A sensibilidade de um e-nariz pode ser de 10 a 10 mil vezes mais acurada que um nariz
humano.

Indústria de alimentação os usam para detectar compostos venenosos na comida processada
ou armazenada.

Também já são testados para diagnóstico de doenças.

Também podem ser usados para checar armas químicas atmosféricas, e os EUA querem
mapear o CPH de terroristas com narizes eletrônicos.

E-Fido é um nariz eletrônico que cheira campos minados. Abelhas também têm sido treinadas
para isso.

Vespas também têm sido estudadas para detectar químicos em aeroportos, bagagens e
contêineres.

52

21/12/2016

105

ambientes olfativos

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Congruência temática: o cheiro deve ter a ver com o ambiente ou produtos
vendidos no ambiente, e talvez também com o gênero dos consumidores.
 Estudo conduzido por Eric Spangenberg da Washington State University
demonstrou como cheiros podem influenciar o comportamento de compra
numa loja de roupas para homens e mulheres. Nos dias de baunilha, mulheres
compraram mais e avaliaram melhor a loja; nos dias de rosa, ocorreu o mesmo
com homens.

106

1960
Mike Tood Jr. inventa o Smell-OVision, equipamento que permitiu
aromatizar salas de cinema. O
primeiro filme no cinema foi Scent of
Mistery. Foi o primeiro e último
filme no sistema.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

53

21/12/2016

107

Smell-O-Vision

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

108

1981
Junto com o filme Polyester, o
público ganhava uma cartela,
chamada odorama, com “scratch &
sniff” para assistir ao filme.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

54

21/12/2016

109

2006
O filme The New World coom Colin
Farrell ganha uma versão olfativa no
Japão. A empresa NTT
Communications combina cenas
mais emotivas com cheiros e os
asperge nas últimas três fileiras da
sala de cinema.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

110

Bravemind,
Virtual Reality
Exposure Therapy
Um consórcio entre o Departamento
de Defesa dos EUA, a University of
Southern California, Holywwod, e
The Institute for Creative
Technologies criou um videogame
de realidade aumentada para treinar
e terapeutizar soldados. Ele utiliza
cheiros emitidos pelo Scent Collar.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

55

21/12/2016

111

em busca dos cheiros primários
 A dificuldade em criar devices olfativos é que não se descobriu, nem se sabe se
teoricamente seria um conceito válido, “cheiros primários”, assim como há
“cores primárias”, a partir dos quais todos surgiriam.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

 Além disso, diferentemente da visão, o olfato é mais cinestésico.

Mayra Corrêa e Castro (R) - 2016

112

mensagem final
 Nosso sentido do olfato é um tesouro que
frequentemente tomamos como certo e
minha esperança é que, sem a devastadora
lição de perdê-lo, este livro possa ter
ajudado você a se engajar nele e apreciá-lo.
Reconhecer quão essenciais são os cheiros
para aquilo que nos torna humanos –
emocional, física, sexual e socialmente –, e o
quanto a experiência olfativa enriquece,
melhora e aprofunda nossas vidas em seus
vários e múltiplos aspectos traz um
significado notável para nossas vidas.

56

21/12/2016

Agradeço!
Mayra Corrêa e Castro
mayra2@casamay.com.br
www.casamay.com.br

57

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful