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Abril emrey Corowa O MICROPROCESSADOR O MOTOR ELETRICO MONTAGEM SISTEMA DE poe DE SINAIS DE TV VELA MAGICA COMPONENTES MICROPROCESSADOR (2) | Depois de estudar a estrutura completa de um microcomputador, analisaremos agora o funcionamento de um microprocessador. ‘A Unidade Central de Processamento (UCP) exerce as fungées basicas de controle e processamento de dados num sisterna de computagao. Nos mi- croprocessadores monaliticos,a UCP & colocada num tinico Cl. Nos micropro- cessadores por segmentagao de bits (bit-slice, em inglés), a UCP é dividida or conjuntos de bits (por exemplo, 4) que formam um segmento da UCP to: tal. Dessa maneira, para formar uma UG? de 32 bits séo necessdrios 8 Cls contendo UCPs segmentadas em 4 bits (4.8 = 32, A fungao da UCP 6 controlar o funcio- namento das outras unidades do siste- ma, através de sua unidade de contro- le, @ analisar e operar os dados para ‘obtengao dos resultados, através de sua Unidade Légica Avitmética (ULA), Estes resultados so obtidos por meio de uma série de procedimentos esta- belecidos por um programa, © programa institul, portanto, a série de operagdes predeterminadas que, atuando sobre 03 dados, produzem os resultados, Para operar de um modo bem definido, a UCP necessita de um conjunto de instrugdes que ela saiba reconhecer & interpretar para, s6 entdo, executar a ‘operagao especiticada. Cada instrugao deve especificar nao 36 a operacao a ser executada, mas também os dacos que estdo envolvidos na operacdo. O Conjunto de instrugdes deve ser com- pleto, permitindo que a maquina cons ga executar as mais variadas fungoes. © conjunto ou repertério de instru- 6es 6 prefixed ao microprocessa- dor. Assim, 0 repertério passa a fazer arte do grupo de caracteristicas de cada tipo de microprocessador tanto quanto seus parametros elétricos (ten- sé0 elétrica de alimentagao, poténcia dissipada, etc.) ou mecénicos (tipo de carcaca, resisténcia a choques, etc.) repertério, assim como as préprias instrugoes, fazem parte da arquitetura do microprocessador. Por arquitetura do microprocessador entendemos suas caracteristicas sob 0 ponto de vis ta do usuario final. O repertéria fornece as instrugées indispenséveis para a execucéo de determinada fungdo. Com essa finalidade, as instrugdes 880 organizedas numa ordem seqencial de execugdo, denominada programa, © programa pode ser armazenado nu- ma memoria RAM ou numa meméria Figura 1. Subsistemas que normalmente estéo presentes em uma UCP de microprocessador monolitico de uso ger 489 ACIM: UCP. E'0 caso do circuito localizado ne 15 memsrias do sistema podem ser incorporadas ao interior da cépsula da ret j F— soucracta ne susexnseso tu — Te ene J TL ino be ewpEREGANENIS ¥ a 7 feeernroxe mente a0 duto. Figura 2. Configuragao de interligagao do microprocessador 8080. Apesar de dis or de E/S isolada, a8 interfaces dos dispositivos periféricos sao ligadas direta- Figura 3. Configuracéo de interligacao dos dutos do microprocessador 6800. Com excegao dos detalhes nos subsistemas, ola é idéntica 4 de figura 2. td Y - e170 be eeneag ve oe 490 ROM. Nessas memérias, as instrugdes s4o almazenadas em cédigo bindrio capaz de ser interpretado pela maqui- na, Dizemos, entao,que o programa es- ta om linguagem de maquina. Alinguagem de maquina, porém, nao 6 adequada a0 usuario do computador, ‘acostumado aos ntimeros decimais linguagem comum. Por isso, © progra- ma 6 inigiaimente escrito em lingua: gem de alto nivel peio usuario. Uma ‘ez interpretado no computador, o pro- grama de alto nivel é traduzido por tum ou mais programas tradutores pa- ra linguagem de maquina. S6 depois essa tradugao 6 que 0 programa & ‘executed. ALUCP deve contar com uma série de subsistemias (blocos) para poder exe- cutar cada uma das instrudes que su- cessivamente vai recebendo da memé- Tia, AS elapas basicas e os principals subsistemas e registradores presentes a UCP so os seguinies * contador de programa ou contador de instrugées; @ unidade de controles ‘ registrador de enderecos; ‘ registrador de dados; * Unidade Logica Aritmética © contador de programa ou conta- dor de instrugSes tem a funcao de for- ecer os bits que selecionam o endere- gorde meméria que contém a instru- G40. Na sua forma mais simples, esse Tegistrador é apenas um contador: dai © nome contador de instrugdes. © contador de instrugdes aponta as instrugdes uma apés a outra na memé- ria, Estas so retiradas da memoria e enviadas 2 unidade de controle, que as executa, Todas as instrugdes que esto fem saquéncia no programa s4o execu tadas dessa form Durante um ciclo de operacao do mi- croprocessador, denominado elclo de busea de instrucdo, as saidas do con- tador de instrugées' so conetadas no duto de enderegos e seus bits s20 en- caminhados & meméria, onde selecio- nam a locaogo que contém a instrugso a set executada. ‘A unldade de controle tem a fungéo de gerar todas as linhas e sinais de controle para que sejam realizadas to- das as opetagdes especiticadas pela instrugao em execucao. ‘A.unidade de controle possui um regi trador de instrugdes, que contém a instruggo em execugdo. Possui tam- bém um decodificador de instrugées cuja fungdo & decodificar e interpretar a instrugao contida no registrador de instrugoes @, assim, possibilitar sua execucao. Na unidade de controle, além de um Conjunto de portas légicas, existe um sistema de temporizacao que especifi- ca quando uma varidvel de controle de ve ter 0 valor digital 1 ou quando deve ter o valor 0. Assim, 0 sistema de ter: Porizagao assegura que todas as ape. ragGes se realizem no insiante correto, © conjunto de linhas das variavels de ACIMA: sistema de microprocessador com circuito especialmente projetado para video-Jogos. ABAIXO: simbolo Iégico utilizado para representar um microprocessador. controle, geradas pela unidade de con- tole, 6 chamado de duto de controle. Essas linhas irdo controlar a maior par- te dos subsistemas do microprocessa- dor. Em sintase, a unidade de controle tem a capacidade de interpretar qual- quer instrugdo pertencente ao reperté- Tio de instrugées da maquina e gerar, ‘entdo, todos os comandos para a reall: 2ago das operacées especificadas, © registrador de enderecos situa-se junto a meméria @ armazena tempora- COMPONENTE: riamente ou 0 enderego da instrugao a ser executada (que deve ser relirada da memoria) ou 0 endereco onde se encontra um dos dados a serem opera: dos pela UCP (0 outro dado esta no ‘acumulador). Esse registrador é alimentado pelo du- to de enderegos, se esid préximo da meméria, ou entao o alimenta, se est distante. (0 tempo que os enderegos permane- em ativos 0 tempo necessério para dutos de ender Figura 4, Organizacao de dutos do PPS-8, bastante semelhante ao anterior. Figura 5. Organizacao de dutos na UCP PACE. Aqui temos a particularidade onde os regos @ dados coincidem, sendo os respectivos bits multiplexados, Menor INTERHUPCAET SCRA 491 COMPONENTES a localizagao e selegao da informagao desejada na meméria @ a sua coloca- (¢80 No duto de dados. O registrador de dados é um registia- dor temporario que recebe os dados enviados pela meméria. Esses dados, or sua vez, foram selecionados ou en- ‘deregados pela instrucao. A Unidade Logica Aritmética (ULA) é a segdo encarregada de realizar todas a8 opetagdes com os dados recebidos, interpretando 0s comandos enviados ee i pela unidade de controle através do du- to de controle. ‘AULA 6 constituida de um somador! subtrator e de um registrador transits: rio de dados denominado acumulador. © acumulador armazena um dos dados ‘que participam da operagao e, apés a sua realizagao, armazena também o resultado. Esse registrador transitério pode reall Zar deslocamento dos dados & direita e a esquerda. ACIMA: aspecto da estrutura interna de um microprocessedor monolitico. Sao vis- 108 0 substrato e os fios de interconexao. ‘As ULAs mais sofisticadas costumam ter mais de um acumulador e, em al ‘guns casos, podem incorporar circui- os multiplicadores e divisores, Uma UCP monolitica 6 associada a ci versos subsistemas, para formar um microcomputador. Nas figuras mostradas neste capitulo, yéem-se as configuragdes mais co- muns usadas com os microprocessa- dores 8080, 8800, PPS-8, UCP PACE e 3850, todos de 8 bits. Que se¢do da Unidade Central de pprocessada? E 0 contador de instrupses, que indica sequencialmente os endereces da me imériasnos quals se encontvamn as Ist (es que devem ser executadss. Como so interpretadas as Instrucdes armazenadas em cédigo bindrlo na moméria? ‘través do decoallicador de nstrucoes a unidade de controle, ‘ue segdo garante que todas as ‘operagdes se reslizem de acordo com a soqiiéncia prevista e nos ‘momentos oportunos? Ea unidade de conto, que gera uma ‘série de sina, coordenados através do diulo de controle, Figura 6. Estrutura de dutos de UCP F-8 ow 3850. Os portals EIS foram incorporados & UCP e ao subsistema ROM. ABAIXO: diagrama em blocos do microcontrolador 8048, que incorpora todo o sistema na mesma cépsula, “2 O MOTOR ELETRICO (1) COMPONE! Ss Transformar a energia elétrica em energia mecénica: esta é a fungao principal do motor elétrico, que descreveremos neste e nos préximos capitulos. Aqui, conheca os diferentes tipos de motor e seu funcionamento. © motor elétrico é um componente in- dispensavel em um grande numero de equipamentos eletroeletrénicos, ‘A tungao basica de um motor elétrico & transformar a energia elétrica de ali- ‘mentagao do equipamento em trabalho mecanico. O motor elétrico 6 utilizado ara colocar em movimento os mais variados mecanismos do aparelho 20 qual esté ligado mecanicamente. © funcionamento de um motor baseia- se nas propriedades do eletromagne- tismo da corrente elétrica e na possibi- lidade de criar, a partir desses campos, forgas de atragao e repulsdo. Essas {orgas. agindo sobre um eixo rotor, pro: duzem um movimento rotatério, Ali bésica que orienta a operagao do motor elétrico é a Lei de Faraday. Essa lei estabelece que.em qualquer condu tor que se move na regio de infiuéncia de um campo magnético permanente ‘de um ima, ou entéo num campo mag- nético produzido por uma bobina, gera- se uma diferenca de potencial entre as suas extremidades. Essa diferenga é roporcional & velocidade de desloca. mento do condutor e proporcional 2 in- tensidade do campo magnético. Se, no lugar de um condutor retilineo, tivermos um anel condutor dentro do ‘campo, com suas extremidades liga~ das a um determinado resistor, fazen- dose girar este anel no interior do ‘campo, de modo que o fluxo magnético ‘compreendido pelo mesmo varie (ilu- x0 magnético concatenado), circular uma corrente elétrica pelo resistor. Es- ‘sa corrente cessard de circular quando ‘9 movimento do anel ou espira tam- bém cesar. Nesse caso, temos um. ‘exemplo de gerador eletromecdnico de enetgia elétrica ou dinamo. ‘Se aplicarmos na espira uma corrente elétrica que varie no tempo, de modo ‘que © campo produzido reaja com 0 ‘campo permanente de um ima, produ- Zindo uma forga que provoca a fotagao da espira, teremos um motor. AGIMA: estrutura basica de um motor elétrico, constituido por um enrolamento rota- torio no interior de um campo magnético. ABAIXO: conjunto de motores elétricos de diversos modelos, normalmente empre- ‘gados em equipamentos eletronicos. 493 ReUianes ‘motora com a distancia do seu eixo. iS ACIMA: 20 roceber uma corrente eléti ca externa, 0 enrolamento comeca @ gi- ‘ar. Obsewam-se aqui as posi¢6es de maximo @ de minimo fluxo magnético. ACIMA: um dos pardmetros essenciais do motor 6 o torque, que relaciona a forca ACIMA: detalhe do induzido ou rotor de um motor de corrente continua. Na par- te superior vé.se 0 coletor. ABAIXO: motores de corrente continua, Estes modelos sao usados principalmente ‘nos toca-discos. 498 Em um motor emprega-se um certo nd- mero de espiras enrolacas em torno de: um nucleo magnética. As vezes, subs: tituise o ima permanente, criador do ‘campo estator, por um eletroima. Cha: masse de rotor as partes giral6rias do motor @ de estator as partes fixas, prin cipaimente as bobinas, que criam o ‘campo que atua sobre o rotor. O eletroima & equivalente ao ima per: manente e produz um campo magnél co quando a corrente de excitagdo é aplicada. O ima ou eletroima é também denominado indulor, enquanto 0 cor junto formado palas espiras e polo ni: ‘cleo mével recebe o nome de induzido, O sentido da corrente elétrica circulan te no induzido 6 definido pela Lei de Lenz, seaundo a qual qualquer varia- (0 produzida em um campo magnéti- co cria um efeito na sentido oposto que tende a compensar e anular a causa que a produziu. Se aplicarmos a Lel de Lenz ao nosso ‘caso, veremos que a corrente induzida no rolamento rotor em curto gera um campo magnético que € oposio ao ‘campo original. Isso produz uma forga que tende a girar 0 rotor, reduzindo e equilibrando a corrente gerada € 0 campo e, assim, a prépria forca de tor. que. Desse modo, ¢ estabelecido um equillorio entre as forgas de atrito de rolagao e a energia que gera o. campo de indugao. Um gerador, em alguns ca- sos, tem uma estrutura interna igual & de um motor. Aplicando um movimento mecénico ao rotor, geraremos uma tensao entre os lerminais das espiras. Caso coloque- ‘mos uma carga entre esses terminals, teremos corrente elétrica. Nesse caso, devido a Lei de Lenz, quanto maior a corrente dronada na carga, maior sera © trabalho mecénico para girar o rotor. Se, em vez de extrairmos corrente do induzido, aplicarmos a ele uma tensa0 externa, haverd circulagao de uma cer- ta intensidade de corrente através das espiras. Assim, elas girardo, reagindo com 0 campo do estator, de modo que se obtenha um motor. Na operagao dos motores, quando a tensao ¢ aplicada inicialmente, com 0 rotor parado, temos uma solicitagao elevada de corrente, A medida que o rotor comega a girar, por efeito da Lei de Lenz, ele vai induzindo uma tensao elétrica nos enrolamentos do motor. Essa tenso ocorre em sentido contré: flo & tensao externa, que tende a opor- se a passagem da corrente. Com isso, menos corrente 6 solicitada pelo motor ‘operando em regime. A tensio induzi- da pelo rotor nos enrolamenios recebe © nome de forga contra oletromotriz. Geralmente, os motores sao caracteri zados por trés parémetros que expri- mem as suas propriedades: @ velocidade de roiacao; ‘torque motor; *estabilidade de rotagao. A velocidade de rotacao indica o nd- mero de rotagdes por unidade de tem: o produzido pelo motor. Ela depende das caracteristicas consirutivas do mo- tor, da tensdo de alimentagao e, tam: bém, da carga mecdnica aplicada ao seu eixo, Este ciltimo agpecto, porém, 1ndo se aplica a um tipo especial de mo- tor, denominado sincrono, que possui grande estabilidade de rotacao, inde- Pendentemente de certos parametros de sua carga. ‘As unidades de medida usuais sd0 a rotag4o (giro) por minuto (rpm) e a rote: {40 por segundo (rps). © torque motor exprime a forca do Motor € depende tanto da poténcia que ele & capaz de desenvolver como da sua velocidede de rotagéo. O conceito de torque & definido como a forga que ‘omotor & capaz de vencer,muttiplicada pelo ralo do eixo de rotacao. Isso significa que, se © motor move uma polia com um ralo de 5 cm, que transmite uma forga de 10 kg-forga, tem um torque de 50 kg-forgacm. Ca- 50 se tenha uma polia con um raio de 10 om, que exerga a mesma forca (10 kgrforga), 0 torque deverd ser de 100 kg-forca-cm, ou seja, 0 dobro em rela: 40 a0 primeiro. As unidades de medi- da sdo normaimente expressas_ em kg*cm (quilogramacforga por centime- tro) ou também em g*em (grama-forga por centimetro) Aestabilidade de rotagdo de um mo- tor é muito importante, principalmente ‘em equlamentos eletronicos. ‘Além dos fatores examinados, ha ou: tros, como as condigdes de aciona- mento, a poténcia absorvida e o fator de poténcia Possivel estabelecer uma relagao matematica entre 0 torque solicitado ‘a0 motor € a poténcia elétrica absorv'- da pelo motor, devido & Lei de Lenz. Esta relacdo € expressa assim: T = RP (telagao 1) onde Té 0 trabalho produzido pelo mo- tor, A é 0 seu rendimento e P é a potén- cia elétrica consumida. © trabaiho 6 dado por: T = 2x. LN. F ('elacdo 2) onde 2n = 6,28... 6 a relagdo entre o raio € 0 perimetro de uma circunterén- Gia, # 6 0 raio da polia, N é 0 niimero de rotagdes por segundo e F é a forca a ser vencida pelo motor. © torque do motor 6 dado por T = JF ('elagao 3) Considerando as relacbes 1, 2 ¢ 3, po demos esorever: T = RPI2nN Tendo em conta que R é sempre igual ‘ou maior que 0,9 que N deve ser civ ‘dio por 60 (por ser dado em rotagoes or minuto) e, finalmente, que a forca deve ser multiplicada por 9,8 (para ser dada em quilograme-forga), obtemos: T= 09.60 P 628.98 N SESE T = 0877 PIN Em fungéio da corrente ¢ da tenséo em- pregadas para a alimentagao do motor, os motores podem ser classificados em trés grandes grupos: ‘¢ motores de corrente continua; ‘motores de corrente alternada; © motores universais. Nos motores de corrente continua, Para obter movimento é necessério aplicar corrente continua ao induzido. O mesmo € feito em relagao ao indutor ‘quando se trata de um eletroima, Nes- se caso, a corrente toma o nome de cortente de excitagao. A construgao desses motores ¢ felta ‘com um estator, isto 6, indutor cilind ‘co c6ncavo (ima ou eletraima) que con- tém um certo numero de pares de po- los magnéticos (norte e sul), No seu in- terior & colocado o rotor, também cilin- Crico, em torno do qual se acha o enro- ou entao: yey arias) lamento. O eixo do estator 6 acoplado por meio de engrenagens ou mancais, de modo a permitir a rotacao. Ele ais. poe de uma superticie de contato mon- tada num coletor, sobre o qual passam 0s contatos extemos ou escovas. Os motores de corrente alternada S40 alimentados com esse tipo de exc- taco € ha dois tipos com caracterist- cas muito diferenciadas # motores assincronos; # motores sineronos. Os motores assincronos, conhecidos também como motores a indugao, ba- ‘seiam o préprio funcionamento no efei- to produzido por um campo magnético slternado quanco é aplicado a um indu- tor ou estator. Neste sistema € necesséria apenas a conexéo com a alimentacao, eliminan- doo sistema de escovas, indispensavel €em outros tipos de motores. Os motores sincronos sao constitu dos por um induzido fixo, formando 0 estator no qual se aplica corrente alte nada, e por um indutor ou rotor, forma- do por um ima ou eletroima contendo um certo niimero de pares de polos magnéticos. O campo varidvel do estar tor faz rodar 0 rotor numa velocidade fi- xa e com um sincronismo constante, ependente da frequéncia da tensao altermada aplicada, Por esta razéo, es- ses motores chamam-se sincronos. Os motores universais podem utilizar tanto alimentacao de corrente continua quanto de corrente alternada, sem que suas propriedades sejam alteradas. Baseiam-se no mesmo principio de constru¢ao dos motores alimentados or corrente continua. Com essa cor Tente, porém, excita tanto © induzido quanto 0 indutor, dispondo-os em série no Circuito de alimentacao. ‘Agora, analisaremos de que modo se origina o movimento num motor de car- rente continua e quais sao as diversas artes que 0 compéemn. ‘Se tomarmos como exemplo ur motor elementar, notamos que, se uma cor: rente passa através do enrolamento, Cig-se no seu interior um campo mag: ético que o faz girar pelas forcas de atragao @ de repulséo em relacdo ao ima do estator. Durante esta rotagdo, uma série de efeitos condiciona a construgao do mo- tor. O primeito é produzido quando se confrontam dois polos de sinais opos: tos, Neste instante, a atragdo ¢ maxi- ma, € 0 enrolamento tende a parar. Por forca da inércia, 0 enrolamento supera esse ponto de freamento, mas inverte o sentido da rotagao e retorna, parando depois de um certo numero de oscila {96es. Se, no momento em que os polos Opostos se acham frente a frente, 0 sentido da circulagao da correnie no interior do enrolamento é invertida, pro- duz-se automaticamente uma mutagao dos sinais nos polos magnéticos, pro- duzindo as forgas de repulsao recipro- EsTaTOR Rotor A ACIMA: corte de um motor em que sao vistos os dois geradores do movimento: 0 estator @ 0 rotor, ABAIXO: interior de um motor de corren- te continua, Vé-se o ima permanente do indutor, circundando o Induzido. 496 ABAIXO: detalhe dos contatos que for. necem a tensdo ea corrente de funcio- namento ao coletor do motor. ABAIXO: induzido do motor de corrente Continua. O coletor esté 4 direita. cas que forcam 0 enrolamento a exe- cuter um outro meio gira: inverte-se no- vamente 0 sentido da corrente e as: sim por diante, © metodo utilizado para produzir estas trocas consiste em dividir 0 anel cole- tor — através do qual 0 enralamento recebe a alimentacao — em duas par tes iguais, ou semi-anéis, separacos ‘com material isolante. Essas partes gi- ram deslizando sobre dois contatos elétricos fixos ou escovas, um ligado a0 pélo positivo e 0 outro ao negativo. No curso de uma rotagao, estes conta- tos cruzarao duas vezes a divisdo entre 08 dois semi-anéis, invertendo o senti- do de circulagao da corrente no interior do enrolamento. Um motor com um en- olamento tem um movimento muito pouco uniforme, jd que as forgas mag- néticas que o fazem girar variam de ‘acordo com a posigao relativa do enro- lamento e dos imas. Durante cada ro- tacao, veriticase um tranco no mo- I, ACIMA: motores de corrente altemada do tipo sincrono. mento em que a polaridade se inverte Para poder aumentar a poténcia e ob- ter um movimento mais constante, a parte mével ou rotor é formada de vé- Tios enroiamentos de fios isolados e re- ciprocamente independentes. Os fios ‘so enrolados numa armacao de ferro coce denominada armadura, e ligados ‘em duas segbes do coletor. Este ultimo 6 subdivicido em um nimero de pares upio em relagdo aos enrolamentos contidos no rotor. ‘Atualmente existe ura ampla varieda~ Ge de tipos e modelos de motores de corrente continua fabricados com d- versas versies de rotores e estatores, ‘cada um com as suas vantagens e des” vantagens. Entre esses tipos de moto- res destacam-se os seguintes: ‘¢ motores com indutor formado por um eletroima; ‘motores com indstor formado por um ima permanente; motores com rotor sem armaduras. O primeiro modelo ¢ utilizado para apii- cages em que se requer um motor de média ou grande poténcia e que, devi- do as suas dimensdes, necessita de imas de grande porte no estator. © segundo tipo de motor 6 composto or dois enrolamentos, aos quais pre: iso fornecer uma determinada corren: te (eletroima para estator @ rotor). Na pratica, ha tres sistemas dislintos de ‘conexao desses enrolamentos, com os quais obtém-se caracteristicas bem di- versas de funcionamento a) Motores série: aqui, 05 enrolamentos do indutor e do induzido sao colocados ‘em série, com as extremidades livres ligadas a tensao de alimentagao. principal problema apresentaco por essa forma de conexéo que, no mo- mento da partida, a intonsidade de cor- Tente é muito elevada, pois nao é cria- da a forga contra-eletromotriz. A Unica resisténcia real é a do fio, que normal- mente & muito baixa, AGIMA: rotor ou induzido de um motor de corrente alternada a indueso. Ele nao necessita de contato de excltacao, ABAIXO: rotagao de um motor de corrente continua na auséncia de comutagéo de polaridade no enrolamente: a) a forga de repul- ‘do & maxima; b) 0 induzido girou 90° e se mantém em rotagac; ¢) a atragao & maxima. a ENAOLAMENTO > 497 COMPONENTES Para diminuir 0 perigo apresentado por este fenémeno, emprega-se uma resi téncia variével ou reostato em série ‘com os enrolamentos, As caracterislicas mais importantes dosse motor so: grande torque de partida; # velocidade varidvel, de acordo com a carga aplicada ao seu eixo; nao se danifica facilmente em caso de sobrecarga b) Motores em derivacdo: este tipo de conexdo consiste em colocar o induzi- do € 0 indutor em paralelo ou deriva- 40, ligando embos & tensao de ali- Mentagao. Neste caso, cada enrola- mento irabaiha com uma tens30 cons- tante, @ fluxo magnético do indutor 6, or sua vez, constante, Consequente. mente, a velocidade resultante & sufi cientemente uniforme, mesmo que a caiga mecanica vari. ENROLAMENTO ACIMA: para obter a manutengao da rotacdo 6 necessario dividir 0 coletor em duas partes, com o objetivo de inverter a polaridede, ABAIXO: dois modelos de motor de cor- rente continua do tipo de baixa inércia, cujo induzido néo tem armadura. ABAIXO: ligacao entro indutor e induzi- do na configuragao em série, ABAIXO: outro motor sem armadura ‘acoplado a um redutor de velocidade. ABAIXO: ligacao entre indutor e induzi- do com motor em derivagao. Pelas mesmas razbes do caso anterior, no momento da partida circula uma corrente elevada através do induzi¢o, Por isso, emprega-se também agui um reostato para colocé-lo em movimento. Ha, porém, uma excecao: sto os pe: quenos motores em que o induzido & formado por um grande niimero de es- piras de fo fino. As caracteristicas des- te sistoma sao: ‘pequeno torque de partida; ‘no suportam bem as sobrecargas; evelocidade quase constante e inde- Pendente da carga. ©) Motores de excitagao composta: neste tipo ha uma combinacao entre a excitagao em série e a excitacao em derivagao, de modo a obter uma com binagao das propriedades de ambos. Para realizar essa conexao, a base é um indutor subdivicido em dois enrolamen tos, um em derivagao ouparalelo.com 0 induzido e 0 outro em série, mas de mo- do que a corrente circulante através desse semi-enrolamenio tenha sentido contrério & que passa pelo outro. Obtém-se, assim, uma maior uniform dade da velocidade, que se torna cons- tante para todas as cargas e com tor- ‘ue de partida bastante fraco, Os motores construidos com 0 indutor formado por um ima permanente com- portamse de modo muito parecido AaUeles que tém os enrolamentos em aralelo, ja que 0 tluxo magnético é constante. A corrente de alimentagao circula unicamente através do induzido ©, como nos casos anteriores, ocorre uma intensidade elevada no momento da partida, Tanto 0 torque quanto a ve- locidade dependem da tensdo aplicada 20 induzido. O terceiro tipo sao os motores sem ar- madura, Eles so compostos por um estator formado por um ima cllindrico, fem cujo interior se acha o rotor, sob @ forma de uma série de enrolamentos ue constituem ume estrutura também cilfndrica, sem nenhuma armadura, ABAIXO: ligacdo entre indutor e induz- do no sistema de excitacao composta. 0000-0 498 | INSTALAGAO DE UM SISTEMA DE RECEPCAO DE SINAIS DE TV MONTAGEM Se vocé tem varios aparelhos de TV em casa, sabe como 6 dificil garantir a boa recepcdo dos sinais e a qualidade da imagem. Para isso, é preciso instalar um sistema de recepcdo de sinais, como 0 que mosiraremos aqui. ‘As imagens que vocé vé na tela do seu televisor s80 getadas nos estidios das ‘emissoras de T/. € ai que as imagens € 05 sons, gerédos ao vivo ou em for- ma de flmes, ¢&0 modulados e envia- dos ao ampiificadores de poténcia. Es- ses, por intermédio de antenas trans- missoras apropriadas, langam os si- ais no espago A antenas transmissoras estao local- zadas, normalmente, em pontos estra- téaicos, sempre no topo de edificios ou morros, 0 que thes permite fomecer a cobertura de sinal mais ampla possivel. Na realidade, tsmos poucos meios de controlar esses sinais em espaco livre. Portanto, 6 difril avaliar como os sinals chegarao ao seu televisor. Os sinais trarismitidos sofrem cortos processos durante sua Jornada. Os mais importantes S80 os seguintes: #05 sinais tornam-se cada vez mais fracos & medida que se distanciam do seu ponto de origem:; ‘eles sofrem reilexos de obstéculos (diticlos @ terrenos montanhosos, por exemplo); #52 08 sinais S40 refletidos ou blo- ‘queados por qualquer _obstéculo, criamse tegides de sombra onde S80 muitos fracos (esse assunto ja foi abordado no capitulo Os Segredos do Televisor}, ‘#0 reflexo pode fazer com que o mes- mo sinal seja recebido cuas vezes de diferentes diregdes e, portanto, com _ defasagern| E muito importante considerar esses processos durante a instalacdo de urna antena receptora. Contudo, uma vez captados os sinais, 0 seu controle tor- nase mais facil Neste capitulo, nés nos preocupare- mos apenas com a melhor maneira de guiar e distruibuir os sinais desde a an- tena receptora até 0 seu aparelho de televisao. Uma instalacdo comum de recep¢ao consiste em uma antena, um pedago de cabo e, & claro, um aparelho de TV. Vamos comparar esta instalacdo de re cepeao com uma simples instalagao hidrdulica, formada por um funil, um tu- bo cheio de furos @ uma tomeira (veja figura. 1). Como voc8 pode perceber pela figura, a antena pode ser repre Sentada pelo funil, 0 Cabo pelo tubo, e a TV pela tomeira. Com essa compara- 40, podemos observar o seguinte: Quanto mais larga 2 boca do funil, mais agua de chuva podemos colher. Com a antena acontece o mesmo: ‘quanto mais comprida, mais sinais de RF podem ser captados. 0 tubo é um guia que leva a agua pa- a um lugar predeterminado (no ca- 0, para a tomeira). O cabo também serve como guia, s6 que de sinals de RF. Ele guia esses sinais até 0 apare. Iho de televisao, Na realidade, nés temos que conside: Tar 0 cabo como Um tubo cheio de pe- quenos furos em toda a sua extensao, isto €, nds temos que consideré-o co- mo um sistema vazante, jd que cle apresenta perdas de sinal em toda a sua extensio. Existem varios tipos de antenas de TV. A-escolha cerla vai depender basica mente do sinal — forte ou fraco — re- cebido em sua regido. Evite usar ante: 1.-Comparacdo entre uma instalagdo comum de recepedo (A) @ uma Instalagao hi- dréulica simples (B). as \ ‘ToRNERA 299 MONTAGEM 2. Antena para recepcéo de sinais de RF. = 3, Detalhe da antena mostrando os encaixes das varetas. 4. Casador de impedancias 3009175 2. Ts fe 5, Ligacdo do cabo coaxial numa extre- midade do casador de impedancias, com a outra extremidade livre para a Ii. ‘gacao na TV. nas com muitos parafusos de fixagéo porque, em geral, enferrujam depois de oucos meses de uso. Observe na figura 2 uma antena para Tecepeao de sinais de RF. Na figura 3, nota:se que as varetas nao sao fixadas No suporte com parafusos, mas encai: xadas em saliéncias de material plasti- co. Os contatos de encaixe, dessa ma- neira, além de mecanicamente resis- tentes, séo prova de corroso, Os Unicos parafusos de fixagdo s8o usa dos para prender a antena ao astro. Ha dois tipos de cabo para a distribui- 40 do sinal de TV: 0 cabo em forma de fita ou linha paralela (cabo paralelo) € 0 cabo coaxial Hé algumas diferengas basicas entre 08 dois tipos de cabo. O cabo paralelo tem uma impedancia de 300 2¢ o cabo coaxial uma impedancia de 75 2. Ao contrario da opiniao corrente, a fita paralela perde menos sinal em sua ex- tensao do que 0 cabo coaxial de mes- mo comprinento Entretanto, durante a Tecepodo, 0 cabo coaxial ¢ capaz de proteger 0 sinal de efeitos externos, co- mo as fortes interferéncias das esta- des de FM e de radicamador. Isso acontece porque o candutor externo ou malha age como um escudo e pro- tege 0 sinal que passa palo cabo. Como a fita paraiela nao possui esse e8cudo, ela nao oferece uma boa pro- tegao contra sinais parasitas. Ela nao deve, portanto, passar por dutos @ tu bos e precisa ser instalada longe de Paredes, muros ou outros obstaculos, para minimizar as interferéncias. E aconselhavel que 0 comprimento do cabo, paraleio ou coaxial, seja o menor Possivel. E importante lembrar que 0 cabo é como um tube vazante; quanto maior € 0 seu comprimento, maior € a perda de sinal Asvvezes, toma-se necessério interligar um cabo coaxial a um cabo paralelo. Como os dois possuem impedancia o estrutura diferentes, a jungao ¢ fella or meio de um ¢asador de Impedan- cia (balun). | © casador é um transformador que permite a interligacdo de cabos parale. los de 300 com cabos coaxiais de 75 (vela figura 4). Esse transformador pode, também, ser usado na interlige: a0 do receptor de TV ou FM, cuja en- trada seja de 300 9, ao cabo coaxial proveniente da antena (veja figura 6). Ja que 0s cabos, como as antenas, s20 expostos a aco da atmosfera, ¢ con- veniente adquirir cabos que possam suportar condigdes adversas de tem- po. Observe, também, a qualidade do piastico usado, evitando os que se tor. am quebradigos depois de alguns me- ses de exposigao a0 sol, ‘Apés essa breve abordagem, vamos analisar um sistema de distriouigao de sinal para 4 pontos de uma casa. Va- mos supor que uma antena esteja liga~ da a 4 aparelhos de televisao, um em cada cémodo. Nesse caso, nao se de- ve ligar diretamente 0 cabo aos apare- Ihos de televisaio. Para entender melhor essa ressalva, vamos utilizar um outro exemplo de instalagao hidréulica, na qual 4 torne- ras sao conetadas’ cirstamente no mesmo ponto (veja figura 6). Nesse ‘exemplo, 0 ato de abrir e fechar uma torneira ird influir na vazéo de gua das outres trés. No sistema de distribuigdo de sinal que estamos supondo, 0 ato de ligar e desigar uma televiséo ird infiuir nna qualidade da imagem e do som dos outros 3 apareinos. Para se evitar esses efeitos, 6 usada uma caixa de juneao, denominada div sor hibrido, Essa caixa divide o sinal original da antena ern até 4 pontos. Ca- da aparelho de TV passa a receber 1/4 do sinal original. Como cada saida do divisor ¢ isolada das outras, so elimi: nadas as interferéncias entre elas (veja figura 7). © divisor hibrido & acondicionado en uma caixa plastica pequena e nao ne: cessita de tensdo de alimentacao. Po- de ser fixado numa viga do telhado ou no rodapé. divisor pode ser adquirido tanto para uso com cabos paralelos de 300 2, quanto para uso com cabos coaxiais de 75 2 (veja a figura 8) Na figura 9, vé-se um divisor hibrido pa- a uso com cabos paralelos de 300.2. J KL Ge 6. Exomplo de um sistema hidraulico de 4 pontos. &. Varios modelos de divisor hibrido, 7. Sistema de distribuicao de sinal de 4 pontos. 9, Divisor hibrido para uso com cabos paralelos de 300 2 MONTAGEM Ele disiribui o sinal de RF entre duas ‘saidas, ndo alterando as respectivas impedancias. Para utilizar esse divisor, pegue 0 cabo Paralelo que vem da antena, desenca: e a ponta dos seus 2 condutores e in- {roduza-os nos terminais da caixa indi- ‘cados como ENTRADA. Pegue 2 peda- 0s de cabos paralelos, desencape os fios condutores e introduza-os nos ter- minais indicados como SAIDA. ‘Sobre os condutores jé encaixados, co- loque as presilhas, pressionando-as so- bre 08 condutores. Veja a montagem pronta na figura 10. 10. Fixagdo de trés cabos paralelos no divisor hibrido. 12. Prepara¢o do cabo coaxial para inser¢dono divisor hibrido. 502 (ote) _ ey Na figura 11, vé-se um divisor hibrido para uso com cabos coaxiais de 75 2 Ele distribui o sinal de RF entre duas saldas, no allerando as respectivas impedancias. Para a ligacao dos cabos nesse divisor, afrouxe 0s 4 paratusos da caixe e, com a chave de fenda, levante a tampa me- ‘alica (veja figura 11). Pegue a extremidade do cabo coaxial que vem da antena e corte a capa, to- mando cuidado para nao cortar a ma- tha do cabo. Puxe a malha para trés € corte a isolagao do tio condutor (veja fi- gura 12}, xiais de 752. @ i 11, Preparacao do divisor hibrido para cone» Introduza essa extremidade do cabo no terminal da caixa que esta indicado co- mo ENTRADA. Repita essa mesma operagao em ou- tos 2 cabos coaxiais, colocando-os nos terminais indicados como SAIDA Finalmente, com a chave de tenda, aperte os 4 parafusos para a fixacéo desses 3 cabos coaxiais na calxa (veja figura 13). Como vimos, se utiizarmos um divisor hibrido para 4 pontos, teremos 1/4 do nivel do sinal original em cada ponto. Se 0 sinal original é forte, essa diviséo no vai afetar aimagem vista no telev de cabos coa- 13, Fixagdo de trés cabos coaxiais no divisor hibrido. VHF/UHF AMPLIMATIC SA 8 ge Oo. B. zr ag inbUsTRIA'® cOMERCIO SAIDAS PARA 0 peer] 0 sor. Mas, se a qualidade do sinal cap tado pela antena for ruim, nao ha muito que se possa fazer para melhorda. Para que o sinal captado nao sofra per- das nos cabos € no divisor hibrido, po- 1ém, usa-se um aparelho denominado booster. © booster é um amplificador que au- menta 0 nivel do sinal captado sem melhorar a qualidade da imager. Co- mo jé dissemos, no é possivel contro- lar os sinais transmitidos pela emissora no espago livre. O que fol perdido néo é possivel recuperar. Com a utilizacao do booster, teremos, pelo menos, a garan: tia de que néo ocorrerdo mais perdas do sinal. Para que isto seja possivel, 0 booster deve ser conetado bem préximo da sai: a da antena, para reter as perdas preservar a qualidade do sinal captado (ela figura 14) Para 0 seu funcionamento, 0 booster requer uma fonte de alimentagao que ‘contenha um transformador de alimen- ago, uma lémpada para monitoragao contra sobrecarga da rede de forca um filtro para separacao VHFICA. Veja na figura 15 0 booster (caixa amarela)e a fonte de alimentagao (caixa cinze), com FONTE PARA BOOSTER FISaBS 14 14, Sistema de distribui¢ao de sinais de TV com booster. 15. Modelo de um booster e de uma fonte de alimentacao para o booster. AMPLiMaTiC 9 aOR MONTAGEM do. Temas muito pouco controle sobre (Sinai no aspaco ive, Fortanto, @ bas: fante diel avaliar como esse sinal che gard @ antens, Por que é importante uma bos instalagzo de um sistema de rocopcdo de sinais de TV? Qs sinais de TV, quando captados pela antena, tomnam.se mais controlavale 0 90, um bom sistema de receneao faz ‘Com que 0 sinal que chega ao telovisor seja 0 mais lel possivel ao ser captado pela antena, Por que o cabo para recepcao de fe TV forma um sistoma vazante? Porqua ele apresenta perdas de sinal (om toda a sua extensdo, Quals so 08 tipos de cabo para fecepcdo de sinals de TV? Hi dois tipos: 0 cane em forma de fit ou linha paralela, de inpedancia de 300 eo catocoaral de mpedtncia do 75 Qual 6 a utilizagéo de um divisor hibrido? 0 divisor hibrido deve sar usado toda ez que & conetado 4 antena receptora mais de um aparetho de televiseo. Esse divisor faz com que no hala interferer ig entre 0s receptores. ‘© que 6 um booster? Booster 6 um amplificader que aumonta © nivel do sioal capiado pela antena, ‘compensando as perdas que v0 ocor zeros cabos ¢ ne divisor. Para que seja possivel esta compensaca0, 0 booster Gove ser conelade 0 mais préximo pos. ‘hol da entena, 503 VELA MAGICA Na hora de acender, ela parece mesmo uma vela de verdade: basta encostar um fosforo ou isqueiro, Mas, em lugar do pavio, a vela magica tem uma lampada, que apaga com um toque de dedos nos parafusos do chassi. Esta auténtica brincadeira eletrénica 6 a montagem que vocé vai aprender aqui. 2, Trimpot (TP1) usado para ajustes no Circuito da vela. 1, Pegas necessaries para a montagem de vela magica. 3. Suporte de pilhas @ fios para ligacao. 4, Um transistor BD139 (Q3) ¢ dois tran 6, Chavo H-H om miniatura, parafusos sistores BC549 (Q1 e Q2). 5, Fototransistor TIL78 (FT1). de fixacao e lampada. i Avvela magica 6 um pequeno aparelho eletrénico que funciona como uma vela de verdade. Em vez de pavio, o disposi- tivo possui uma pequena lamoada in- candescente, préxima de um fototran- sistor, que é usado como sensor de in tensidade lurninosa. Ao aproximarmos, da lampada e, consequentemente, do sensor um fésforo ou isqueito acesos, a lampada se acende. Essa lampada pode ser apagada com um simples so- pro — como se faz com uma vela nor. mal — desde que, nesse mesmo ins tante, toque-se com 0 dedo os dois pa: rafusos que s4o localizados no chassi do aparelho. O circuito eletrénico da vela magica 6 baseado apenas em transistores, nu ma configuracao amplificadora muito simples, mas de funcionamento bas- tante eficiente. ‘Amontagem ca vela magica nao otere ce grandes dificuldades, pois trate-se de Um aparelho muito simples @ com oucas pecas. Seu custo também ndo 6 elevado, Ferramentas necessarias #11 ferro de soldar com poténcia maxi- ma de 30 W ‘#1 alicate de bico 1 alicate de corte ‘* 1 chave de fenda pequena ¢1 furadelra ‘#11 conjunto de brocas © 7 estilete estreito 7. Esquema elétrico da vela magica. 8. Colocaeao do trim-pot (TP1) na placa de circuito impresso, 8. Colocagdo dos transistores (Q1 a Q3) na placa de circuito impresso, Componentes \Vocé vai usar como componentes #1 placa de circuito impresso de 26 mm x 23 mm #1 trimpot de 1,5 M2, na posigao TP1 da placa de circuito impresso +2 transistores do tipo BC549, nas po- sig6es Q1 © Q2 da placa de circuito impresso 1 transistor 8D139, na posigao Q3 da placa de circuito impresso 1 fototransisior TIL78 1 ampada para 6 V - 40 mA #1 chave HH em miniatura 11 suporte para 6 pilhas pequenas, com os fios *6ppilhas pequenas 30 om de fio preto n? 22 O tracgado do circuito Tiagado do cireulta imeraceo, em tama ‘nho natural Para a construed do cirut fo, basta copiéio em pape! mitmmetraco. | Depo € 50 usio, segundo as expiica (9688 que ja foram da O desenho | do circuito | Este desenho mostra a posiego correta } ‘Bbra @ montagem des componentas na | placa de circute impresso. Siga‘o atenta- | mente, 1 | | | 1 10. Ligagdo de 7 pedacos de fios nos fu- ros da placa de circuito impresso. MONTAGEM '©.30 cm de fio vermeiho n¢ 22 ©.80 om de fio verde n° 22 ©.30 om de fio azul n? 22 © 15 cm de fio branco n? 22 1 chassi de pidstico com tampa de aluminio encaixével (altura = 45 mm; largura = 70 mm; profundidade = 8 mm) © 1 tubo de piastico transparente (altu- ra = 74mm, diametro = 30 mm) 2 parafusos de 3 mm x 15 mm, ©2 porcas de 3mm ©2 parafusos autc-atarraxantes de 3 mm x 10 mm © paratuso auto-atarraxante de 2,2 mm x 6 mm, © 1 tubo de cola #1 pedago de solda 60/40 Montagem Os passos sao os seguintes 19) Solde 0 trim-pot na posigao TP da placa (veja foto 8), 28) Monte os transistores Q1 e Q2 na placa de circulto impresso de modo ‘que 0s seus chantros coincidam com 0 lado reto do simbolo desenhado na pla- a (veja foto 9). 32) Monte 0 transistor Q3 na placa de Circuito impresso de tal maneira que 0 seu lado meiélico (sem a sigla) fique voltado para os furos () e L da placa (vela fo10 9) 42) Solde 7 pedagos de fios em 7 furos da placa de circuito impresso, orien- lando'se pelas duas colunas da direita da tabela | € pela foto 10. 52) Solde 0 fio vermetho ligado a placa num dos terminais centrais da chave H:H (veja foto 11). 62) Ligue o fio vermelho do suparte pa- ra pilhas num dos terminais da chave H-H, situados no mesmo lado em que {ol ligado 0 fio vermelho. 0 tio preto do suporie para pilhas devera ser ligado diretamente no furo marcado com 0 si- nal () da placa de circuito impresso (veja toto 12), 72) Solde o fio branco, ligado a placa, no terminal do fototransistor que fica do lado chanfrado do seu corpo (cole: tor) @ 0 fio preto, que também esta liga: do a placa, no outro terminal (emissor) do fototransistor, orientando-se pela ta: bela |e pela foto 13. 11, Ligagao do fio vermelho na chave H-H. 13, Ligaeao do tio branco e do tio preto nos terminals do foto transistor, 506 12. Ligacao dos tios do suporte para pilhas na chave H-H ena placa de circuit impresso. 14. Chassi com abertura retangular @ furos feitos para a fixa- $40 da chave H-H. 8°) Faga em seguida uma abertura re tangular e dois furos na parte lateral do chassi de plastico, para a fixagdo da chave HH Note que na lateral do chassi ja existe tum lugar preestabelecido para essa fi nalidade (veja foto 14) 99) Faga dois furos na parte traseira do chassi, orientando-se pela ilustracao 15 (veja foto 16). 108) Faca dois furos na parte superior a tampa do chassi, orlentando-se pela ilustragao 15 (veja foto 17). 112) Fike a placa de circuito impresso, ja montada, num dos ressaltos éxisten tes no fundo do chassi, usando para- fuso aulo-starraxante de 2,2 mm x 6 mm (veja foto 18) 122) Fixe os 2 parafusos de 8 mm x 15 mm na parte traseira do chassi e, em soguida, coloque as duas porcas de 3 mm nos parafusos (veja foto 18) 132) Enfole as duas pontas dos fids verdes uma em cade parafuso e, em seguida, aperte as duas poroas, para que se estabeleca um born contato elé- trioo (veja foto 19) 149) Fixe a chave HH no chassi, usan- do os 2 parafusos auto-atarraxantes de 3mm x 10 mm (veja foto 19). 152) Fixe a lémpada na tampa do chas- si e, em seguida, ligue os 2 fios azuis na lampada (veja foto 20). 16°) Corte os 2 ressaltos existentes no undo do chassi, para depois encaixar © suporte com as 6 pilhas e, assim, fr “4 IMENSOES En uM 18, Desentto das furagdes na parte traseira do chassie na parte superior da tampa. 17, Parte superior da tampa com sua furacao. 18. Fixagao de placa @ colocagéo de 2 arafusos e de duas porcas no chassi, Sina xar bem todo 0 conjunte (veja foto 20). 17°) Encaixe 0 fototransistor em seu furo na tampa do chassi, dobrando le- vernente os terminais. Para uma me- nor fixacdo, € aconselhavel colocar um pingo de cola entre 0 furo e 0 corpo do fotctransistor (veja foto 20). 182) Ligue 0 aparelho e verifique se a lampada acende. Se isso acontecer, toque os 2 parafusos com o dedo e ve- rifique se a lémpada apaga, e perma- nece apagada quando se retira 0 dedo dos parafusos. Tudo isso deve ser feito em um ambiente que tenha iluminagao normal Se a0 retirar 0 dedo dos parafusos a lampada permanecer apagada, o clr- cuito jd estaré devidamente ajustado 16. Parte traseira do chassi com sua furagao, 19, Ligaco dos dots fios verdes nos para- fusos e fixagdo da chave H-H no chassi 507 MONTAGEM equilibrado. No entanto, em seguida, aproxime um f6sforo aceso do fototran- sistor e teste 0 acendimento da lémpa da. Teste também 0 seu apagamento, com um novo toque nos parafusos. 19°) Se, por outro lado, a lampada per: manecer apagada ao ligar o aparelho, va ajustando 0 trim-pot TP1 lentamen: te. Aproxime um fésforo aceso do foto- transistor até obter 0 acendimento da lampada. Retire 0 fésforo aceso de per- to do fototransistor e teste o apaga. mento da lémpada, como jé fol explica- do. Repita, 202) Depois que o circuito estiver ajus- tado e equilibrado, encaixe a tampa de aluminio sobre 0 chassi (vela foto 21) 21) Corte o tubo transparente na altu- ra desejada, e depois esfregue um pe dago de palhinha de aco por toda 2 tea do interior do tubo, tomando- fos: 60 (opaco). 228) Finalmente, cole 0 tubo preparado sobre a tampa do chassi, de modo que fem seu interior fiquem a lampada @ 0 fototransistor. Repita os testes de acendimento © apagamento da lampa: da, agora com 0 tubo opaco. A sua montagem da vela magica esta pronta {veja foto 22), Sugestao: para tornar a brincadeira mais interessante e surpreender seus amigos, coloque no chassi varios pares de parafusos falsos @ sem fungao algu: ma, id€nticos aos que foram usados na montagem do aparetno. TABELA! — LIGACAO DE FIOS NA PLACA, NO FOTOTRANSISTOR, NA LAMPADA, NOS PARAFUSOS E'NA CHAVE HH. COMPONENTES Flos FUROS NA PLACA FOTOTRANSISTOR coeter 2.0m do io banca n° 22 te mor 2.6m de fo preter 22 Fis 15m de fo and a2 22 . ampaae 'Seme to ar a" 22 E ‘ 5 em de to vere ne 22 2 Patatuso de toque ee 5 CHAVE HH 10.¢m de fo vermolban? 22 + 20. Ligagao dos 2 fios azuis na lampada fixeda na tampa, encaixe do suporte de pilhas no chassi e do fototransistor na mpa. 21, Encaixe da tampa de aluminio no chassi. | Como funciona o clteulto da vola | magica pare que a lampada acenda? Depots que otim-pot TP1 estverajusia- do, ao incidirmos luz com maior inten) aia cobra a folotransistor, @ sua cor rents de coletor aumenta, devido a dim hnuigao da resistencia interna. Essa cor ronte 6 aplicada na base do transistor (2, {a que 0 transistor 1 esta cortaco, (O transistor 02 conduz e faz com que © transistor Q3 também canduza uma cor rente de coletor, suficiente para fazer ‘com que a lmpada acenda, Ela perma: nese acesa, pots sua luz mantém a in Tansidade luminosa inoidente sobre 0 fototransistor, | Como funciona o circulto da vela magica para quo a limpada se ‘apague? ‘Ao tocarmos simultaneamente no posit vo das pias @ na base de transistor 7, este satura e coloca em curto 0 trimpot TP1, jogando a base do transistor 02 pa 140 terra (terminal negativo des pitas). Conseqientements,o transistor 02 en: tra em corte e faz com que 0 transistor 3 tamoém entre em corte. Com a au: ‘s6ncia da corrente de coletor de C3, a lampada se epaga. Para que 2 vela aconda, pode-se ‘colocar um fésforo aceso om qualquer lugar préximo do tubo? Nao. chama db f6storo deve ser colo: ‘cada préxima 20 sensor de luminosiéa de (Jolotransistor, de maneira que a luz |. de intonsidace mais elevada posse inc dir dirstamente sobre seu topo. Porta to, ndo 6 0 calor, mas a intensidade lu rminosa que aciona 0 circuito de vela magica 22. Aspecto final da vela mégica monta- dae acesa,