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Em relação à questão 4.c da Análise em Corrente Alternada, assumindo os seguintes valores

R=201.1, C=17µF V p =179.6, podemos calcular:

I = V p / (R – jX c ) = 0.5575+j0.4326 A = 705.62 e jθ mA,

θ=37.808 o .

V c = -jX c I = 67.4939 –j86.9875 V = 110.10 e jϕ , ϕ=-52.192 o .

Defasagem teórica = θ - ϕ = 90 o .

Para obter medidas mais precisas, precisamos buscar chegar a valores mais próximos dos picos teóricos acima, I=705.62 mA e V c =110.10 V

Nas medidas obtive:

I=703.661 mA e V c =109.885 V nos instantes 118.997 ms e 123.157 ms. A diferença nos tempos é 4.16 ms 89.85 o .

(4.16*21.6 = 89.85, 360 o 1/60, teta 4.16*10 -3 )

Análise de um Circuito RC

1) Corrente Contínua

Consideremos um Circuito RC alimentado por uma bateria de 10V, R=2010, C=15µF. A constante de tempo do circuito é τ = RC = 0,03015s. O capacitor está inicialmente descarregado, v c (0)=0. A corrente inicial é máxima, igual a 10V/R e vai diminuindo à medida que o capacitor se carrega, A tensão final no capacitor é v c ()=10V. A equação que rege a carga do capacitor é dada por

(1) v c (t) = v c () – (v c () – v c (0)) e -t/τ , τ=RC

Substituindo os valores acima em (1)

Chegamos a v c (t) = 10(1 – e -t/τ )

Verificamos que após 5 constantes de tempo, t=5τ, o capacitor está completamente carregado, v c (t) = 99,33%V = 9,933V

Para descobrir em quanto tempo a tensão do capacitor atinge 99% do seu valor final é só resolver a equação 10(1 – e -t/τ ) = 0.99*10 t = ln(100) τ = 4,6 τ

Para determinar experimentalmente o valor de τ, podemos verificar em que instante, ele atinge sua tensão final e dividir por 5. Outra maneira é verificar que a tangente à curva de carga na origem tem inclinação igual a V/τ.

− t / τ d v ( ( t )) d ( V (1 −
− t /
τ
d v
(
( t ))
d ( V
(1
e
))
V
d ( v
( t ))
V
c
− t /
τ
c
=
=
e
=
d
t
d
t
T
d
t
t = 0
τ

Assim, a constante de tempo τ pode ser obtida da equação V/τ = tg(α), onde α é o ângulo que a reta tangente faz com o eixo horizontal. No gráfico abaixo, considerando V = 10, temos

tg(α) = 6,63/0.02 = 331,68 τ =10 / tg(α) = 10 / 331,68 0,03015s

Curva de carga de um circuito RC e reta tangente

10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0 0 0.05 0.1 0.15
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
0
0.05
0.1
0.15
vc(t)

t

2) Corrente Alternada

Apliquemos uma tensão alternada com valor eficaz igual 127V Valor máximo, V p =127 × 2 1/2 179,6. O módulo da reatância capacitiva X c é dada por 1/(wC), onde w = 2πf. Considerando a frequência de 60 Hz, w 377 rd/s.

A Lei de Ohm se escreve como x(t) = Z I, onde x(t) = V p sen(wt) é a tensão de

entrada, Z = R – j X c é a impedância do circuito e I é a corrente do circuito.

Considerando os valores anteriores R=2010, C=15µF, X c = 176,84. O valor de pico da tensão no capacitor, v c , é dada pelo divisor de tensão:

v =

c

v

c

=

jX

c

j 176.84

V =

p

R jX

c

2010

j

176.84

15,74e

-1,48j

179.6

= (1,38 -15,68j)

Vemos assim que a tensão no capacitor está atrasada de 1,48 rd = 84,97º. Uma defasagem de 90º corresponde a ¼ do período, 4,17ms. Este ângulo corresponde a 3,94ms (84,97 x 4,17 / 90). O valor eficaz da tensão no capacitor é 0,707 x 15,74 = 11,13.

Podemos calcular a corrente do circuito e assim a tensão no capacitor. Utilizando os valores de pico, temos:

I = V / Z = 179,6 / (2010 – 176,84 j) = 0.0887 + 0.0078j = 89 e jϕ mA, ϕ = 0,088rd

= 5º

v c = -jX c I = 1,38 – 15,68j

Os valores acima se referem ao regime permanente. Uma análise completa requer a solução da equação diferencial correspondente ao sistema linear invariante no tempo correspondente ao circuito RC. A maneira mais simples de obter os resultados desejados é utilizar a Transformada de Laplace. A variável s=jw e assim a reatância capacitiva (1 / (sC)) e o divisor de tensão é dado por

1/( sC ) 1 V w 1/( RC ) V w p p V (
1/(
sC
)
1
V w
1/(
RC
)
V w
p
p
V
( s )
=
X
( s ) =
=
c
2
2
2
2
R
+ 1/(
sC
)
RCs + 1 s
+
w
s
+ 1/(
RC
) s
+
w
D
As B
+
V
( s ) =
+
c
2
2
s
+ 1/(
RC
)
s
+
w
t T
/
(1)
v
( )
t
=
De
+
A
cos(
wt
)
+
Bsen wt w
(
) /
c
t T
/
(2)
v
( )
t
=
De
+
Y sen wt
(
+
θ
)
T
=
RC
c
2
2
-1
Y
=
(A
+
(
B w
/
)
θ
=
tg
(
Aw B
/
)

X(s), a Transformada de Laplace da tensão de entrada x(t) = V p sen(wt) é dada por V p w / (s 2 +w 2 ), onde V p =179,6V e w=377rd/s. Os valores dos parâmetros (resíduos) A, B, D são

A = -V p X w /(X 2 +w 2 ),

B = -AX,

D = V p τ w / (1+w 2 τ 2 ), onde τ=RC e X=1/τ.

A transformada inversa de V c (s) produz v c (t). A forma (2) de v c (t) pode ser

obtida igualando a soma das duas últimas parcelas de (1) ao desenvolvimento de sen(wt+θ), obtendo-se assim Y e a fase θ. Observa-se que a primeira parcela de v c (t) corresponde ao transitório, exponencial decrescente. Uma vez

que τ=RC está definido, para anular este transitório, é necessário esperar que t atinja pelo menos 5RC. Deste modo, faz-se necessário considerar um grande número de ciclos, visto que o período T=16,6ms. No nosso caso 5RC150ms,

e após 10 ciclos, t=10T=166ms, o transitório terá desaparecido.

Valores medidos:

v c = 15,87V (valor de pico) no instante 158,11ms x = 179,28 (valor de pico) no instante 154,16ms (tensão aplicada)

A tensão no capacitor está, pois, atrasada de 3,95ms em relação à tensão de

entrada. Isto está de acordo com o valor previsto 3,94ms. O valor de pico

medido, 15,87V, está próximo do valor calculado acima 15,74V.

A corrente medida foi de 88,8mA, valor também próximo do calculado, 89mA.