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TRABALHO INTERNO

Direção

Duração 108 min.

País

Gênero Documentário

Idioma Inglês

Charles H. Ferguson

Estados Unidos da América

O documentário está dividido em cinco partes. Ele começa examinando como a

Islândia estava altamente desregulada em 2000 e a privatização de seus bancos. Quando

o Lehman Brothers foi decretou falência e o American International Group, Inc. (AIG) entrou em colapso, a Islândia e o resto do mundo entraram em uma recessão global.

Parte I: Como chegamos aqui

A indústria financeira americana estava regulada de 1940 a 1980, seguida de um

longo período de desregulação. No fim da década de 1980, a crise de empréstimo e da economia custou aos contribuintes cerca de 124 bilhões de dólares. Nos finais da década de 1990, o setor financeiro se consolidou em algumas firmas gigantes. Em 2001, a bolha explodiu porque os bancos de investimento promoveram companhias de Internet, que sabiam que faliriam, resultando em 5000 bilhões de dólares em perdas de investidores. Nos anos 90, os derivativos se tornaram populares na indústria e aumentaram a instabilidade. Esforços em regular derivativos foram contrariados pelo Commodity Futures Modernization Act of 2000, apoiado por vários funcionários- chave. Nos anos 2000, a indústria foi dominada por cinco bancos de investimento:

(o Goldman Sachs, o Morgan Stanley, o Lehman Brothers, o Merrill Lynch e o Bear Stearns), dois conglomerados financeiros (o Citigroup, o JPMorgan Chase), três companhias de seguro securitizadas (AIG, MBIA, AMBAC) e as as três agências de classificação de risco de crédito: (Moody’s, Standard & Poors e Fitch).

Os bancos de investimento empacotaram hipotecas com outros empréstimos e débitos em obrigações de dívida colateralizada (CDOs), que eles venderam aos investidores. As

agências de classificação deram a muitos CDOs classificações AAA. Os empréstimos subprime levaram ao empréstimo predatório. A muitos proprietários de residência foram dados empréstimos que eles nunca poderiam saldar.

Parte II: A Bolha (2001-2007)

Durante o boom da habitação, a proporção de dinheiro pedida emprestada por um banco de investimento versus os próprios ativos do banco alcançaram níveis sem precedentes. A permuta padrão de créditos (CDS), era aparentada à uma política securitária. Os especuladores poderiam comprar CDSs para apostar contra CDOs que não possuíam. Numerosos CDOs foram apoiados por hipotecas subprime. O Goldman-

Sachs vendem mais ações do que valem. Venderam os 3000 milhões de dólares de CDOs na primeira metade de 2006. O Goldman também apostou contra os CDOs de baixo valor, dizendo aos investidores que eram de alta qualidade. As três maiores agências de classificação contribuíram para o problema. Os instrumentos de classificação subiram direto de um mero punhado em 2000 para mais que 4.000 em

2006.

Parte III: A Crise

O mercado para CDO colapsou e bancos de investimento foram deixados com centenas de milhares de milhões de dólares em empréstimos, os CDOs e o estado real que eles não poderiam se desfazer. A Grande Recessão começou em novembro de 2007 e em março de 2008 o Bear Stearns ficou sem dinheiro em espécie. Em setembro, o governo federal assumiu o Fannie Mae e o Freddie Mac, que tinham estado à beira do colapso. Dois dias mais tarde, o Lehman Brothers colapsou. Todas estas entidades tinham classificações AA ou AAA dias antes de serem socorridas. Merrill Lynch, na extremidade do colapso, foi adquirido pelo Bank of America. Henry Paulson e Timothy Geithnerdecidiram que o Lehman deveria entrar em falência, o que resultou em um colapso do mercado de notas promissórias. Em 17 de setembro, o insolvente AIG foi assumido pelo governo. No dia seguinte, Paulson e o presidente do Fed, Ben Bernanke, pediram ao Congresso US$ 700 bilhões para socorrer os bancos. O sistema financeiro global se tornou paralisado. Em 3 de outubro de 2008, o presidente Bush assinou o Troubled Asset Relief Program, mas os mercados de ações globais continuaram a despencar. Demissões e embargos continuaram com o desemprego crescendo a 10% nos EUA e na União Europeia. Por volta de dezembro de 2008, a GM e a Chrysler também enfrentaram a falência. Os embargos nos EUA atingiram níveis sem precedentes.

Parte IV: Responsabilidade

Os altos executivos das companhias insolventes se afastaram com suas fortunas pessoais intactas. Os executivos tinham escolhido a dedo seu quadro de diretores, que entregava bilhões em bônus após o socorro do governo. Os maiores bancos cresceram em força e duplicaram os esforços anti-reforma. Os economistas acadêmicos tinham defendido por décadas a desregulação e ajudaram a moldar a política dos EUA. Eles ainda se opuseram à reforma depois da crise de 2008. Algumas das firmas de consultoria envolvidas foram a Analysis Group, a Charles River Associates, a Compass Lexecon, e o Grupo Consultivo de Economia e Direito (LECG). Muitos destes economistas tinham conflitos de interesse, coletando dinheiro como consultores de companhias e de outros grupos envolvidos na crise financeira. [2]

Parte V: Onde estamos agora

Dezenas de milhares de trabalhadores de fábrica dos EUA estão demitidos. As novas reformas financeiras da administração Obama foram fracas e não havia nenhuma regulação importante sobre as práticas de agências de classificação, lobistas e compensação executiva. Geithner se tornou Secretário do Tesouro. Feldstein, Tyson e Summers também foram altos conselheiros econômicos de Obama. Bernanke foi reconduzido à presidência do Fed. As nações europeias impuseram regras limitantes na compensação bancária, mas os EUA resistiram a estas.

DISPARADA DO DÓLAR COMO CONSEQUÊNCIA DA CRISE DE 2008.

A desvalorização cambial é a perda de valor da moeda nacional em relação à outra moeda, ou, até mesmo, ao ouro. Geralmente, essa desvalorização ocorre como medida para corrigir o déficit no balanço de pagamentos de um país. Desde 2008, o mundo vem vivenciando diversos efeitos provenientes da crise econômica que atingiu, principalmente, os mercados europeu e norte-americano, com uma onda de desvalorização cambial.

Esse processo surgiu como tentativa de recuperação econômica, que estava sendo adotada por diversos países, uma vez que essa medida atua como uma forma de incentivo temporário, já que aumenta a oferta da moeda internamente, fazendo com que

ela se desvalorize. A cotação do dólar varia assim como qualquer outro preço de produto comercializado: segue a lei da oferta e da procura.

Em suma, quando existe dólar demais em circulação, o valor dele diminui, e vice-versa. Esse modelo vale para qualquer mercado internacional e é capaz de influenciar especialmente aqueles que investem ou comercializam em moeda estrangeira. Desde 2013, o governo norte-americano sinalizava que o Banco Central Americano iria retirar seu estímulo monetário, provocando a valorização desta moeda no mundo inteiro. Além disso, a economia americana está se reestabelecendo , o Japão está crescendo e a Europa está se recuperando, fazendo com que os capitais, que estavam vindo para os países emergentes (que é o caso do Brasil), começassem a voltar para essas economias. Dessa maneira, as saídas de capital estão ajudando na desvalorização na maioria das moedas desses países em desenvolvimento.

CRISE ECONÔMICA DE 2015

Atualmente falamos na crise econômica de 2015, não como uma possibilidade, mas sim como um fato consumado dependendo apenas de data exata para acontecer. Não se trata mais de indagar se a crise econômica irá acontecer ou não em 2015, pois essa questão já foi esclarecida, trata-se agora de saber quando ela terá início e qual será a sua dimensão. Tirando o governo atual, qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento de economia e finanças, vê tranquilamente os sinais da crise por todos os lados.

Um dos principais impactos da crise econômica de 2015 sobre a vida das pessoas e negócios das empresas será a retomada da inflação em um ritmo acelerado, principalmente no primeiro semestre. A inflação já está ai há muito tempo e vem sendo tratada com leniência e maquiada através de artifícios contábeis que não se sustentarão por muito tempo. Após as eleições, independentemente de quem venha a ganhar, preços básicos da economia, como luz e combustíveis precisarão sofrer um reajuste monstruoso para compensar os reajustes que não foram dados para conter de forma artificial os índices inflacionários atuais. É o “tarifaço” que vem sendo comentado por candidatos e dado como certo por analistas econômicos.

O resultado disso será um gigantesco salto na inflação com todas as consequências nefastas que isso pode trazer como perda real do poder aquisitivo dos salários e sérios problemas para a cadeia produtiva nacional. A atual situação econômica do Brasil dá nítidos sinais de que este é o cenário mais provável para 2015. A política cambial praticada pelo governo nos últimos tempos tem mantido o dólar em um nível artificial através da injeção diária de volumes gigantescos de recursos que compõem nossas reservas internacionais e manobras contábeis nas contas públicas, cinicamente chamadas de “contabilidade criativa”.

O resultado é um dólar barato que incentiva a importação, destruindo a indústria nacional, e prejudica as exportações contribuindo ainda mais para a estagnação da nossa economia. O resultado dessa combinação nefasta é um gigantesco rombo na balança comercial que precisará ser corrigido rapidamente. A crise econômica de 2015 provocará inevitavelmente um forte ajuste na cotação do Dólar e outras moedas fortes como o Euro, queira o futuro governo ou não. No caso da inteligência prevalecer, esse reajuste se dará de forma oficial. A continuar a política de se tapar o sol com a peneira, que temos visto nos últimos anos, o reajuste se dará através do câmbio negro.

As empresas sofrerão bastante com os efeitos da crise econômica de 2015, principalmente aquelas que dependem de crédito abundante para manutenção dos seus negócios. Por uma questão de coerência econômica, diretriz que rege as decisões do mercado financeiro, ao contrário do que acontece na equipe econômica atual, os bancos deverão reduzir suas linhas de crédito, tanto a pessoas físicas quanto jurídicas. Com a instabilidade na economia, o risco de inadimplência cresce e isso faz com que imediatamente os bancos aumentem a rigidez das suas condições para concessão de crédito. O resultado será um cenário muito mais difícil para se obter financiamento nas instituições privadas.

Como os bancos públicos estarão na mesma situação, e até mesmo, por imposições regulatórias, também não terão como evitar a redução de crédito, fazendo assim com que a obtenção de empréstimos se transforme em um desafio a mais para as empresas neste momento de crise. Para os empreendedores, a melhor recomendação é que se preparem para tempos difíceis. Não estou falando de desespero e desânimo, pois ao contrário do que muita gente imagina, momentos de crise podem ser épocas de

grandes oportunidades de negócios. O Barão de Rothschild dizia que o melhor

momento para ganhar dinheiro é quando o sangue corre nas ruas.

Talvez seja o momento de retardar alguns investimentos, adiar decisões

estratégicas que envolvam expansão de negócios onerosas, e esperar para que se tenha

uma visão melhor do que está para vir por ai. É certo que o Brasil não vai parar, mas

certamente observaremos uma redução do nível de atividade econômica maior ainda do

que a que já estamos sentindo nos últimos meses.

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

HILL, Logan. Is Matt Damon's Narration of a Cannes Doc a Sign that Hollywood is Abandoning Obama? Disponivél em:

<http://www.vulture.com/2010/05/is_matt_damons_narration_of_a.html?imw=Y&f=m

ost-viewed-24h10. Acesso em: 22 ago. 2015.

Disponivél

http://www.empiricus.com.br/o-fim-do-brasil/> Acesso em: 11 mai. 2015.

MIRANDA, Felipe.

O

Fim

do

Brasil.

em:

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