Você está na página 1de 27

AVALIAÇÃO COGNITIVA E

DISTÚRBIOS DO ENVELHECIMENTO

UMA BREVE REVISÃO SOBRE ASPECTOS CONCEITUAIS

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

Comumente chamado de derrame, refere-se a um problema neurológico, temporário ou permanente, focal e abrupto, decorrente de um processo patológico dos vasos sanguíneos encefálicos.

dois tipos de AVC:

1. Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI) ou infarto cerebral. É o mais

frequente (80% dos casos). Decorre do entupimento dos vasos cerebrais devido a

uma trombose (formação de placas numa artéria principal do cérebro) ou embolia (quando um trombo ou uma placa de gordura originária de outra parte do corpo se solta e chega aos vasos cerebrais através da rede sanguínea).

Os ataques isquêmicos transitórios (AITs) são obstruções temporárias do sangue a uma determinada área do cérebro, originadas do acúmulo de plaquetas agregadas em placas nas paredes dos vasos ou formação de coágulos no coração. Os sintomas são os mesmos do AVC, contudo tem duração de poucos minutos. Nesses casos o risco de um AVC é iminente.

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL (AVC)

2. ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL HEMORRÁGICO. Corresponde a 20% dos

casos de AVC. Ocorre devido ao rompimento dos vasos sanguíneos no interior do

cérebro (hemorragia intracerebral). Em outros casos ocorre a hemorragia

subaracnóide, ou seja, o sangramento entre o cérebro e a aracnoide (uma das membranas que compõe a meninge). Há um aumento de pressão intracraniana, que pode resultar em maior dificuldade para a chegada de sangue em outras áreas não afetadas e agravar a lesão. Esse subtipo de AVC é o mais grave e com altos índices

de mortalidade.

ALTERAÇÕES COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS

RELACIONADAS AO AVC DA ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA

ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA ESQUERDA

1.

ALEXIA, AFASIA, ACALCULIA, APRAXIA IDEATÓRIA, AGRAFIA;

2.

MEMÓRA EPISÓDICA VERBAL,

 

3.

CONFUSÃO

ENTRE

ESQUERDA E

DIREITA,

4.

SÍNDROME

DE

GERSTMANN

E

MUTISMO.

ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA DIREITA

1. MEMÓRIA TOPOGRÁFICA, MEMÓRIA EPISÓDICA VISUOESPACIAL;

2. APROSÓDIA, ANOSOGNOSIA, AGNOSIA APERCEPTIVA;

3. HEMINEGLIGÊNCIA, PROSOPAGNOSIA, DÉFICIT VISUOESPACIAL E

VISUOCONSTRUTIVO.

ALTERAÇÕES COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS

RELACIONADAS AO AVC DA ARTÉRIA CEREBRAL MÉDIA

ARTÉRIA CEREBRAL ANTERIOR

1.

PLANEJAMENTO,

INICIAÇÃO,

MONITORAMENTO,

2.

FLEXIBILIDADE

MENTAL,

APATIA,

CONTROLE INIBITÓRIO,

3.

CONCEITUAÇÃO,

4.

MUTISMO ACINÉTICO.

ARTÉRIA CEREBRAL POSTERIOR

1. ALEXIA SEM AGRAFIA, AGNOSIA PARA CORES E AGNOSIA APERCEPTIVA;

2. SÍNDROME DE BALINT, SÍNDROME DE ANTON,

3. MEMÓRIA EPISÓDICA E PROSOPAGNOSIA.

TCE- DEFINIÇÃO

É uma agressão ao cérebro causada por uma força física externa que pode produzir um estado alterado ou diminuído de consciência (golpe/contragolpe, aceleração/desaceleração, e lesão axonal difusa).

Principais objetivos da avaliação neuropsicológica do TCE:

1. identificar a natureza e extensão dos déficits neuropsicológicos e presença de amnésia pós-traumática (APT);

2. monitorar se há declínio ou melhora da performance cognitiva;

3. avaliar a presença de Síndrome Pós-Traumática;

4. elaborar metas de reabilitação neuropsicológica para as queixas e sequelas cognitivas e comportamentais e,

5. realizar laudos de perícia médica para a avaliação da capacidade de retorno a

atividades prévias.

TIPOS DE LESÕES CEREBRAIS

São 3 tipos:

1. Concussão: é um TCE fechado com alteração temporária da função cerebral, podendo

haver alteração breve de consciência, alterações cognitivas, principalmente de memória.

2. Lesão Axonal Difusa (LAD): é o estiramento dos neurônios em decorrência dos movimentos de aceleração e desaceleração, que pode provocar uma alteração na

transmissão axonal, portanto uma alteração transitória, ou então uma lesão anatômica.

3. Contusão Cerebral: lesão estrutural do tecido encefálico visualizado como áreas de hemorragia, edema cerebral com sintomas neurológicos focais e alterações cognitivas (memória, linguagem, F.E, atencionais) e de comportamento.

AMNÉSIA PÓS-TRAUMÁTICA (APT)

É um estado transitório de confusão e desorientação, caracterizado por amnésia anterógrada (dificuldade de reter novas informações) e distúrbios do

comportamento, entre eles: insônia, agitação psicomotora, fadiga, confabulação e

ocasionalmente sérios sintomas afetivos e psicóticos.

Em resumo, a APT é um período durante o qual a habilidade do paciente em armazenar novas informações é mínima ou inexistente.

ALTERAÇÕES COGNITIVAS E COMPORTAMENTAIS

EM TCE LEVE A MODERADO

COGNITIVAS

-DÉFICITS na velocidade de processamento de informações, na atenção seletiva, alternada e sustentada e de funções executivas. Alterações na memória episódica verbal e viso espacial, como também na memória de curto prazo e operacional.

COMPORTAMENTAIS

Fadiga, irritabilidade, depressão, ansiedade, oscilação de humor, Transtorno do Stress Pós-

Traumático (podendo ser demonstrado pela ocorrência de flashbacks do acidente, memórias perturbadoras intrusivas, pesadelos, fobia e irritabilidade.

PRINCIPAIS TRANSTORNOS DO HUMOR

1.

ESQUIZOFRENIAS e outros transtornos psicóticos

2.

TRANSTORNO BIPOLAR e transtornos relacionados

3.

TRANSTORNOS DEPRESSIVOS

4.

TRANSTORNOS DE ANSIEDADE

5.

TRANSTORNOS OBSESSIVOS-COMPULSIVOS e transtornos relacionados

6.

TRANSTORNOS RELACIONADOS A TRAUMAS E OUTROS ESTRESSORES

7.

TRANSTORNOS DISSOCIATIVOS

8.

OUTROS TRANSTORNOS

ALTERAÇÕES COGNITIVAS

Depressão:

Memória: memória de trabalho, memória episódica e memória verbal.

Funções Executivas

Velocidade de Processamento

Transtorno Afetivo Bipolar:

Atenção (principalmente a atenção sustentada)

Memória: memória de trabalho, memória episódica e memória verbal

Funções executivas

Velocidade de Processamento

Cognição Social e Linguagem

ALTERAÇÕES COGNITIVAS

Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC)

Atenção Sustentada

Funções Executivas

Velocidade de Processamento

Memória Procedural

Extinção do Medo. Obs.: memória de trabalho está mais ou menos alterada.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

Atenção Sustentada

Velocidade de Processamento

Extinção de medo

Esquizofrenia:

Memória de Trabalho

Velocidade de Processamento

Aprendizado/memória verbal e memória visual

Funções Executivas

Atenção/vigilância

Cognição Social

Em resumo: déficit de atenção,

memória e funções executivas.

CCL OU TRANSTORNO COGNITIVO LEVE

É uma condição clínica na qual o indivíduo pode apresentar comprometimento em um

ou mais domínios cognitivos em relação ao esperado para a idade, porém sem

atender critérios para demência, ou seja, é um estágio intermediário entre a cognição normal e a demência.

Indivíduos com CCL nem sempre evoluem para a síndrome demencial, podendo

apresentar quadros estáveis ou ainda melhora do déficit cognitivo, isto porque o CCL

pode estar relacionado a outros quadros clínicos, como doenças metabólicas, traumatismos, doenças vasculares e psiquiátricas, como por exemplo, a depressão.

Os critérios diagnósticos para CCL são: queixa de alteração cognitiva relatada pelo

informante próximo ou profissional; evidência de comprometimento em um ou mais

domínios cognitivos através do exame cognitivo/neuropsicológico: memória, funções executivas, linguagem, funções viso-espaciais, preservação da independência nas atividades funcionais e não preencher critérios para demência.

SUBTIPOS DO CCL

1) CCL AMNÉSTICO DOMÍNIO ÚNICO:

- comprometimento significativo apenas da memória (episódica com alteração mais acentuada em evocação tardia).

2)

DOMÍNIOS:

- comprometimento da memória e de ao

menos outra função cognitiva, como por exemplo, linguagem, funções executivas, atenção, visuo-construção, velocidade de processamento.

CCL

AMNÉSTICO

MÚLTIPLOS

3) CCL NÃO AMNÉSTICO DOMÍNIO ÚNICO:

- comprometimento significativo de uma função cognitiva que não seja a memória, ou seja, não há alteração da memória e sim de uma função cognitiva, incluindo linguagem, atenção, f.e, praxias ou viso-percepção.

4)

CCL

NÃO

AMNÉSTIVO

MÚLTIPLOS

DOMÍNIOS

- comprometimento significativo de mais de

uma função que não a memória (linguagem e funções executivas, por exemplo).

DOENÇA DE ALZHEIMER

É uma patologia neurodegenerativa mais frequente associada à idade, cujas manifestações

cognitivas e neuropsiquiátricas resultam em deficiência progressiva e incapacitação. Em sua forma mais comum, a Doença de Alzheimer inicia-se com comprometimento da capacidade de memorizar novas informações, que pode ser evidenciada pelo desempenho comprometido em

testes de memória diferida.

Com a progressão da doença surgem transtornos das funções executivas (incapacidade para realizar tarefas por falta de planejamento ou de correção ao longo da realização), da

orientação topográfica (perder-se em caminhos conhecidos), dificuldade para cálculos simples e

alterações leves de linguagem, em que predominam as dificuldades de nomeação para nomes

próprios ou comuns.

A tomografia ou a ressonância magnética devem ser realizadas para refutar outras possibilidade diagnósticas e outras comorbidades, principalmente a Doença Vascular Cerebral.

ASPECTOS COGNITIVOS NA DA

Na Demência Leve temos a alteração da memória episódica verbal e viso espacial, memória prospectiva e memória operacional; linguagem de nomeação, funções

executivas, atenção: alternada, sustentada, dividida e seletiva, praxia

visuoconstrutiva e sintomas neuropsiquiátricos, tais como: apatia, redução da iniciativa e depressão.

Na Demência Moderada há um declínio global da cognição e outros sintomas neuropsiquiátricos, como a psicose e a agressividade.

Na Demência grave o prejuízo cognitivo global é crítico, tendo redução cognitiva da fala, disfagia, dificuldade de marcha e incontinência esfincteriana.

DESEMPENHO QUANTO AS AVDS

No estágio inicial da DA verifica-se o declínio das atividade de vida instrumentais (capacidade de preparar uma refeição, cuidar das finanças, administrar a própria medicação, realizar trabalhos domésticos, etc.) e a avaliação funcional com propósito diagnóstico deve focalizar estes aspectos por meio de entrevista com o informante ou através da avaliação direta do paciente.

Na fase mais avançada da doença o indivíduo fica totalmente dependente para a

realização tanto das atividades básicas de vida diária (ex.: alimentar-se, vestir-se, tomar banho) quanto das atividades instrumentais de vida diária.

ASPECTOS COMPORTAMENTAIS E

PSICOLÓGICOS NA DA

Paciente com DA apresentam frequentemente sintomas depressivos, apatia e

ansiedade, particularmente nas fases iniciais. Sintomas depressivos podem inclusive

anteceder os problemas de memória.

Delírios, agitação (com ou sem agressividade) e distúrbios do sono ocorrem em parcela significativa dos pacientes e são causas importantes de sofrimento para o paciente e cuidadores. Alucinações são menos frequentes na DA, mas podem ocorrer,

sobretudo nas fases moderada e grave da doença.

De modo geral apresentam agressividade, alucinações, hiperatividade, irritabilidade, depressão, lentificação motora, perda de peso, insônia e agitação.

DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL

É uma síndrome clínica caracterizada por alterações comportamentais e cognitivas progressivas associadas com a atrofia dos lobos frontais e porções

anteriores dos lobos temporais. Manifesta-se principalmente no período pré-senil,

mas um número significativo de pacientes manifesta a doença após a oitava década de vida.

Nos pacientes com DFT, as modificações comportamentais são precoces, enquanto que as funções cognitivas são relativamente preservadas nas fases iniciais da

doença.

Os sintomas comportamentais podem incluir apatia, desinibição do comportamento,

impulsividade, infrações penais, gastos financeiros vultuosos, embotamento afetivo, perda de crítica (insight), perda de modos e de decoro social, comportamentos

estereotipados e perseverativos, e/ou mudanças no comportamento alimentar.

DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAL

O perfil neuropsicológico caracteriza-se por uma disfunção executiva com preservação relativa de memória e habilidades viso espaciais.

A linguagem, por sua vez, é progressivamente afetada, podendo ocorrer dificuldades na compreensão e na expressão verbal, com redução da fluência ou mesmo até mesmo mutismo.

Não é raro que pacientes com Demência Frontotemporal variante comportamental

tenham desempenho normal em testes neuropsicológicos.

AFASIAS PROGRESSIVAS PRIMÁRIAS

(APPS)

É uma síndrome clínica neurodegenerativa cujo sintoma mais proeminente é a dificuldade com a linguagem. A afasia deve ser o déficit mais proeminente no início dos sintomas, e nas fases iniciais da doença. Esses déficits são a causa principal de limitação nas atividades de vida diária.

Em seu início pacientes com APPS apresentam “esquecimento” de palavras, com dificuldades de nomear objetos e se expressar. Com o tempo as dificuldades vão se tornando cada vez mais acentuadas e podem comprometer outras habilidades como a compreensão da linguagem, a capacidade de formar frases corretamente, a

pronúncia de palavras, a melodia da fala, a leitura e a escrita. Em fases avançadas,

os pacientes podem ficar mudos.

Com o avanço da doença, outras habilidades mentais que estavam preservadas nos primeiros anos da doença podem ficar comprometidas, no entanto, o comprometimento da linguagem permanece como o sintoma mais grave.

APPS- SUBTIPOS

Afasia Progressiva Primária variante Semântica:

prejuízo na compreensão de palavras, dislexia de superfície (dificuldade de leitura de palavras irregulares), gramática preservada e profunda alteração na nomeação.

Afasia Progressiva Primária variante Agramática (ou não fluente):

estrutura gramatical alterada e fala não fluente; há preservação da compreensão.

Afasia Progressiva Primária variante Logopênica:

gramática e compreensão preservadas, hesitação para achar palavras, parafasias fonêmicas, dificuldade para repetir frases.

ENVELHECIMENTO NORMAL

O cérebro do idoso apresenta modificações em seu volume e peso, na vascularização, nas estruturas celulares e moleculares e na neurotransmissão. Por volta de 50 anos a categorização, organização, planejamento e solução de problemas e memória de trabalho tornam-se menos eficientes. Aos 65 anos a tomada de decisão afetiva e a teoria da mente tornam-se também menos eficientes.

As funções executivas seja no envelhecimento cognitivo normal ou no envelhecimento cognitivo patológico apresentam um declínio progressivo, sendo mais pronunciado neste último e acompanhado de comprometimento funcional.

No envelhecimento normal as funções que se mantém estáveis são a atenção sustentada,

habilidades comunicativas, habilidades de linguagem (vocabulário) e habilidades de percepção

visual. A memória semântica se mantem estável e a leitura é preservada.

Há uma redução na velocidade de processamento das informações e, sendo assim, o idoso requer mais tempo para aprender novas informações e para lembrá-las. Também ocorre a redução da

memória episódica, memória operacional, habilidades viso espaciais e da atenção seletiva. Leve

redução da fluência verbal, nomeação e capacidade de compreensão.

ENCEFALITE VIRAL

Inflamação no encéfalo ocasionada comumente pelo vírus da Herpes Simples tipo 1 (HSV-1) associada a alterações cognitivas, comportamentais e sinais neurológicos

(febre, cefaleias e convulsões).

Alterações cognitivas: déficit de memória episódica e semântica, disfunção executiva, déficit de nomeação, amnésia retrógrada (dificuldade de recordar de eventos passados).

Alterações comportamentais: apatia, depressão, ansiedade e ideias suicidas.

ENCEFALITE HERPÉTICA

É uma doença de alta mortalidade que apresenta uma tríade clássica dos sintomas:

febre, cefaleia e alterações de comportamento.

Alterações comportamentais: apatia, agressividade, desinibição, depressão, ansiedade e agitação psicomotora.

Prejuízos cognitivos: amnésia anterógrada (dificuldade de reter novas informações),

prejuízo da memória semântica e de funções executivas, existência de confabulações

e afasias.

DEMÊNCIA POR CORPÚSCULOS DE LEWY

uma doença neurodegenerativa que apresenta declínio cognitivo associado à parkinsonismo,

alucinações visuais (tendem a ser complexas e detalhadas), flutuação cognitiva (é comum observar

episódios recorrentes de delirium- estado confusional agudo- com interferência nos níveis de

consciência e de atenção, sem uma causa aparente) e está relacionada com a agregação anormal da proteína sináptica α-sinucleína.

Outros sinais que sugerem o diagnóstico de DCL incluem distúrbios do sono, quedas repetidas e

grande sensibilidade desses pacientes ao uso de neurolépticos, que podem agravar o quadro de

É

parkinsonismo.

O perfil cognitivo mescla características corticais e subcorticais. Predominam desde o início, déficits de atenção, funções executivas e visuo-espaciais. A memória de reconhecimento e de retenção pode

estar comprometida de modo mais leve. O comprometimento leve a moderado se dá na

recordação livre (memória). Temos um comprometimento moderado nas áreas de atenção e fluência verbal semântica e fonêmica. As funções executivas, velocidade psicomotora e visuopercepção encontram-se com grau de comprometimento moderado a grave. Por último, tempo o

comprometimento grave da praxia construtiva.

DEMÊNCIA CORTICOBASAL

É caracterizada por sinais motores e disfunção cortical assimétricos. Os sinais motores

correspondem ao parkinsonismo assimétrico (pouco responsivo a levodopa) e

distonia. Como manifestação de disfunção cortical temos a apraxia ideomotora, membro alienígena, perda sensitiva cortical, heminegligência e/ou afasia.

Alterações neuropsicológicas: apraxia ideomotora e melocinética. Déficits na

manutenção da atenção e da fluência verbal, com apraxia e dificuldades de

tamborilar os dedos e na programação motora. Comprometimentos precoces e proeminentes na linguagem também foram descritos, especialmente comprometimentos fonológicos. O aprendizado e a memória episódica podem estar

levemente comprometidos, mais é particularmente visto nos estágios intermediários.

Sintomas neuropsiquiátricos: depressão, apatia, irritabilidade, agitação, bem como ansiedade, desinibição e delírio.