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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE TECNOLOGIA CURSO DE ENGENHARIA ELETRICA

Laboratório de Conversão Eletromecânica de Energia

Relatório de Aula Prática

Máquina de Corrente Contínua de Ímãs Permanentes

Elias Francisco dos Santos

2016510492

Santa Maria, RS Setembro de 2016

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Sumário

INTRODUÇÃO

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RESUMO

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REVISÃO DA LITERATURA

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Características construtivas

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Classificação das MCC em relação à sua excitação

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Excitação independente

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Excitação em derivação, paralelo ou shunt

6

Excitação série

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Máquina elétrica elementar

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Transformações de energia no movimento de condutor num campo magnético

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MATERIAIS E MÉTODOS

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RESULTADOS

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CONCLUSÕES

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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INTRODUÇÃO

As máquinas de corrente contínua operando como motores CC são normalmente máquinas girantes constituídas, basicamente, de um rotor e um estator, que convertem energia elétrica em energia mecânica através da utilização de energia elétrica pelos condutores e do campo magnético da máquina, produzindo movimento relativo entre eles, ou convertem energia mecânica em elétrica, como um gerador de corrente contínua. Além de confiáveis, simples e flexíveis, as operações com máquinas CC trazem diversas vantagens, como o torque de partida elevado, ampla variação de velocidade que pode ser facilmente controlável. Contudo o alto custo de fabricação e manutenção constante faz com que os motores CC percam um pouco do seu espaço na indústria para os motores CA com acionamento através de inversores de frequência. Mesmo assim, alguns setores da indústria não abrem mão dos motores CC, utilizando-os em processos que necessitem de elevados torques de partida em baixas rotações aliado a um controle rígido de velocidade. Apesar das inúmeras aplicações industriais, justifica-se o estudo das MCC no LCEE pela grande aplicação didático- pedagógica para a formação técnica científica e profissional. Assim, dispensa-se maiores comentários sobre a necessidade de se estudar estas máquinas com grande atenção.

RESUMO

Neste experimento aprendemos sobre a máquina de corrente contínua, seus componentes, ligações e características. Inicialmente foi explanado sobre a máquina CC, suas partes, Campo, armadura e escovas. Em seguida foi nos apresentado as equações que regem as leis físicas numa máquina CC, bem como o cálculo de obtenção dessas equações. Por fim, utilizando equipamentos fornecidos pelo laboratório e máquinas CC fornecidas pelo professor, foram feitos ensaios de rotor bloqueado e rotor livre na máquina, de forma a averiguar os resultados fornecidos pelo professor sobre cada máquina.

REVISÃO DA LITERATURA

Características construtivas

O rotor é a parte girante dos motores, no caso da máquina de corrente contínua, é neste componente que caracteriza a armadura da máquina, e nela se encontram o eixo de armadura, o seu núcleo e enrolamentos e o comutador.

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A armadura é construída com camadas de lâminas de aço-silício laminado de baixa relutância que protegem os fios de cobre do enrolamento. Nela, a energia proveniente da fonte é transportada para que haja deslocamento relativo entre os campos do rotor e estator, assim realizando a função da máquina.

do rotor e estator, assim realizando a função da máquina. Fig. 1 - Armadura (rotor) de

Fig. 1 - Armadura (rotor) de uma máquina de corrente contínua com escovas.

Ainda no rotor, como visto na Fig. 1, ligado aos enrolamentos da armadura, tem-se o comutador que é responsável pelo chaveamento necessário para a principal ação da MCC, a rotação ou ação motora (ou geradora). O chaveamento do comutador ao longo do funcionamento e os condutores que providenciam o torque eletromagnético constante, fazendo com que a inversão da polaridade do estator não seja um problema; ele é constituido por um anel segmentado.

Já o estator, conhecido também como campo ou carcaça polar (em uma MCC com escovas) é responsável por dar sustentação aos pólos do campo magnético, que podem ser de imãs permanentes ou eletroimãs excitados por uma fonte de tensão CC, assim como aos enrolamentos de compensação e as escovas coletoras.

Também construído com material ferromagnético (ferro doce ou puro), o estator (de uma MCC com escovas) tem a função de produzir o campo magnético fixo da máquina, que combinado com o campo da armadura, produz a força motriz necessária para o funcionamento do mesmo (FIg. 2). Atualmente também se encontram motores em que o estator apresenta enrolamentos compensadores, os quais evitam a desmagnetização do campo e a reação da armadura, evitando assim o faiscamento do comutador e a perda de força do motor.

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5 Fig. 2 - Vista em corte de uma máquina de corrente contínua com escovas. Classificação

Fig. 2 - Vista em corte de uma máquina de corrente contínua com escovas.

Classificação das MCC em relação à sua excitação

Como dito anteriormente, para que o motor de corrente contínua funcione, é necessário que o seu circuito de campo, assim como o de armadura, sejam excitados a fim da corrente que passar pelos enrolamentos de campo e de armadura produzam o campo eletromagnético, que por sua vez reagirá produzindo torque e, consequentemente, a rotação da máquina. Estes fenômenos são explicados através das leis de Ampère, Faraday, Lenz e Fleming, e serão estudados mais detalhadamente nos próximos experimentos. Contudo há diferentes formas de excitação para que estes fenômenos aconteçam, e estas formas definem a classificação da MCC.

Excitação independente

Na alimentação independente os pólos são excitados com diferentes fontes, ou seja, esta deverá ser realizada com duas fontes de alimentação independentes. Na realização desta ligação devemos verificar o máximo de corrente suportada pelos circuitos de campo e de armadura. É importante salientar que o circuito de campo trabalha em baixa corrente.

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6 Fig. 3 - Esquema de uma MCC com excitação independente. Excitação em derivação, paralelo ou

Fig. 3 - Esquema de uma MCC com excitação independente.

Excitação em derivação, paralelo ou shunt

Na MCC tipo shunt, a fonte de excitação da armadura é a mesma do campo e a ligação

se dá com os circuito em paralelo conforme a Fig. 4.

se dá com os circuito em paralelo conforme a Fig. 4. Fig. 4 - Esquema de

Fig. 4 - Esquema de uma MCC com excitação shunt, em derivação ou paralelo.

Excitação série

A excitação da MCC tipo em série, se dá com o campo ligado em série com a armadura,

logo usase uma fonte e com isso a corrente que circula no campo é igual à da armadura

(Fig. 5).

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7 Fig. 5 - Esquema de uma MCC com excitação série. Máquina elétrica elementar Transformações de

Fig. 5 - Esquema de uma MCC com excitação série.

Máquina elétrica elementar

Transformações de energia no movimento de condutor num campo magnético

Quando um condutor atravessa um campo magnético, surgem dois fenômenos:

a. Um campo elétrico induzido

e uma força eletromotriz induzida φ . φ.

elétrico induzido e uma força eletromotriz induzida φ . onde q é a carga positiva (ou

onde q é a carga positiva (ou corrente elétrica) v é o vetor velocidade do condutor, e B a densidade de fluxo magnético. Observa-se na Fig. 1 que o sentido do campo E é tal que faz circular a corrente induzida I

Também se observa que a velocidade está orientada segundo a força externa aplicada, que é contrabalançada pela força magnética.do campo E é tal que faz circular a corrente induzida I Uma força magnética ,

Uma força magnética , que é dada pela equação vetorial: força magnética, que é dada pela equação vetorial:

força magnética , que é dada pela equação vetorial: onde E ′ é um campo elétrico

onde Eé um campo elétrico qualquer. Passando-se a derivada no tempo para fora do

parêntese, gira-se o campo de 90o, e encontra-se F corrente elétrica

m em termos da intensidade de

F corrente elétrica m em termos da intensidade de b. Enquanto o campo elétrico corresponde à

b. Enquanto o campo elétrico corresponde à força eletromotriz (que tende a movimentar as cargas ao longo do condutor), a força magnética pode ser

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pensada, inicialmente, como força magnetomotriz, porque tende a movimentar o condutor no campo magnético.

, porque tende a movimentar o condutor no campo magnético. Fig. 1 - Forças e energias

Fig. 1 - Forças e energias em condutor com campo magnético.

O diferencial do trabalho feito pelo campo magnético (conjugado entre o campo e a armadura) sobre o condutor é:

(conjugado entre o campo e a armadura) sobre o condutor é: pois B ℓ dz é

pois Bdz é o diferencial de fluxo magnético dϕ cortado pelo deslocamento do condutor na distância diferencial dz,

deslocamento do condutor na distância diferencial dz , Multiplicando-se e dividindo-se ( 4 ) por dt

Multiplicando-se e dividindo-se (4) por dt, encontra-se a energia como uma integral no tempo:

por dt , encontra-se a energia como uma integral no tempo: Esta equação pode ser interpretada

Esta equação pode ser interpretada da seguinte maneira:

A quantidade de energia elétrica não é transformada diretamente em energia mecânica, e vice-versa, mas precisa primeiro ser transformada em energia magnética. Se for fornecida uma potência elétrica (caso de um motor), acontece primeiro uma transformação em energia ou força motora magnética, cuja variação resulta em trabalho mecânico.

Assim, define-se o modelo da MCC de ímãs permanentes com as duas equações seguintes:

V = R a I a + ψ ω

T = ψ I a - K 1 ω - K 2

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MATERIAIS E MÉTODOS

Os materiais utilizados para realização do experimento foram:

Máquina CCmateriais utilizados para realização do experimento foram: Motor qualquer (utilizado um motor síncrono) 1 1 1

Motor qualquer (utilizado um motor síncrono)para realização do experimento foram: Máquina CC 1 1 1 1 Varivolt Reostato Wattímetro Amperímetro 1

1

1

CC Motor qualquer (utilizado um motor síncrono) 1 1 1 1 Varivolt Reostato Wattímetro Amperímetro 1

CC Motor qualquer (utilizado um motor síncrono) 1 1 1 1 Varivolt Reostato Wattímetro Amperímetro 1

1

1

Varivolt

Reostato

Wattímetro(utilizado um motor síncrono) 1 1 1 1 Varivolt Reostato Amperímetro 1 2 2 1 Voltímetro

Amperímetroum motor síncrono) 1 1 1 1 Varivolt Reostato Wattímetro 1 2 2 1 Voltímetro Tacômetro

1

2

1 1 1 1 Varivolt Reostato Wattímetro Amperímetro 1 2 2 1 Voltímetro Tacômetro Cabos longos

1 1 1 1 Varivolt Reostato Wattímetro Amperímetro 1 2 2 1 Voltímetro Tacômetro Cabos longos

2

1

Voltímetro

Tacômetro

Cabos longos com pinos bananas nos terminaisWattímetro Amperímetro 1 2 2 1 Voltímetro Tacômetro O experimento foi realizado de forma a determinar

O experimento foi realizado de forma a determinar duas variáveis da máquina síncrona:

a resistência de enrolamentos e a relação torque-corrente da armadura.

Para o cálculo da resistência de enrolamento foi travado o eixo do motor e aplicado uma tensão e medido a corrente. Este ensaio é chamado de rotor bloqueado. Para determinar a relação torque-corrente da armadura foi utilizado uma balança como torquímetro. Foi realizado também o ensaio de rotor livre.

RESULTADOS

Os resultados do experimento foram fornecidos pelo professor.

CONCLUSÕES

Como os resultados do experimento foram fornecidos pelo professor, pudemos averiguar os resultados obtidos com os ensaios de rotor bloqueado e rotor livre.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

STOUT,M.B., Electrical Measurements, 1960.10 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS MIODUSKI,A.L., Elementos e Técnicas de Medição Analógica e Digital, Guanabara Dois,

MIODUSKI,A.L., Elementos e Técnicas de Medição Analógica e Digital, Guanabara Dois, 1982.BIBLIOGRÁFICAS STOUT,M.B., Electrical Measurements, 1960. Dpto. de Física de la Materia Condensada. Cálculo de

Dpto. de Física de la Materia Condensada. Cálculo de errores en las medidas. Universidad del País Vasco. Leioa (Vizcaya)de Medição Analógica e Digital, Guanabara Dois, 1982. Taylor J. R. An Introduction to Error Analysis.

Taylor J. R. An Introduction to Error Analysis. The Study of Uncertainties in Physical Measurements. University Science Books (1982)en las medidas. Universidad del País Vasco. Leioa (Vizcaya) http://200.17.141.35/egsantana/unidades/medidas/medidas.htm

http://200.17.141.35/egsantana/unidades/medidas/medidas.htmin Physical Measurements. University Science Books (1982) Lima Junior, P. et al. O laboratório de mecânica.

Lima Junior, P. et al. O laboratório de mecânica. Porto Alegre: IF-UFRGS,http://200.17.141.35/egsantana/unidades/medidas/medidas.htm 2012. http://www.peb.ufrj.br/cursos/ErrosIncertezas.pdf

2012.

http://www.peb.ufrj.br/cursos/ErrosIncertezas.pdfO laboratório de mecânica. Porto Alegre: IF-UFRGS, 2012. Marcelo Eduardo de Carvalho Paulino. Ensaio de resistência

Marcelo Eduardo de Carvalho Paulino. Ensaio de resistência ôhmica de enrolamentos.2012. http://www.peb.ufrj.br/cursos/ErrosIncertezas.pdf Righi, A. L. Notas de Aula – Laboratório de Conversão

Righi, A. L. Notas de Aula – Laboratório de Conversão de Energia, UFSM (2016) – Disponível em: Laboratório de Conversão de Energia, UFSM (2016) Disponível em: http://coral.ufsm.br/righi/Conversao/LCEE_03.php.