Visão Panorâmica da Bíblia

Por Pr. Daniel Durand ®
A Criação.
As Escrituras começam dizendo “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gn.1.1). A
única fonte de revelação que a humanidade tinha antes da Bíblia Sagrada era a criação.
Ela anuncia a glória de Deus (Sl.19.1); torna-se inescusável ao pecador incrédulo a
existência de Deus (Rm.1.19). Por isso, a Bíblia não poderia começar o seu texto por
outra parte a não ser por aquilo que deu início a existência do universo e do homem: A
criação. Que se apresenta nas Escrituras na seguinte ordem dos dias: 1º dia: a criação da
luz (Gn.1.3); 2º dia: a criação do ar e da água (idem v.6); 3º dia: a criação da Terra e
plantas (idem v.9-12); 4º dia: a criação dos astros, estrelas, corpos celestes (v.14-18); 5º
dia: a criação das aves e peixes (v.20); 6º dia: a criação dos animais (v.24,25) e do
homem (v.26); 7º dia: Deus “descansou”, isto é, do hebraico “shabath”: parar, descansar.
Como Deus não é homem que se canse e se fadigue (Is.40.28), ele apenas cessou suas
obras, separando (santificando) e abençoando esse dia ou momento que não se consta
que houve “tarde e manhã” (Gn.1.5,8,13,19,23,31; 2.1-3), esse dia é a eternidade, o
sábado de todos os remidos (Hb.4.1-11). Em fim, após a criação temos a informação que
“Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom. Houve tarde e manhã, o sexto dia”.
(Gn.1.31). Isso denota que o que há de ruim na natureza hoje não foi Deus quem criou.
Mas, resultado do pecado que entrou no mundo.
Deus fez duas árvores diferentes de todas que existem na Terra: A árvore da ciência do
bem e do mal e a árvore da vida. As Escrituras relatam: “Do solo fez o SENHOR Deus
brotar toda sorte de árvores agradáveis à vista e boas para alimento; e também a árvore
da vida no meio do jardim e a árvore do conhecimento do bem e do mal”. (Gn.2.9).
Dessas árvores o destino da humanidade seria decidido: Se Adão escolhesse obedecer
ao seu Criador não comendo da árvore da ciência do bem e do mal (Gn.2.17), teria a
árvore da vida (Gn.3.22,24), usufruindo assim da eternidade.
Ainda na criação temos a origem da mulher, relatada em Gn.2.18-25. Em parte alguma da
criação tem o relato de Deus fazer o homem para outro homem, nem mulher para a outra
mulher. Deus fez a mulher para o homem (idem v.18). Todavia, o que vemos hoje é um
desvio de conduta contrário a criação de Deus. As Escrituras relatam: “E criou Deus o
homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”. (Gn.1.27). E
esse desvio de conduta é relatado pelo apóstolo Paulo como “contrário a natureza”
(Rm.1.26,27).
A Queda.
Outro tema importante da Bíblia que não podemos deixar de citar aqui nessa visão
panorâmica é o relato da queda do homem, do seu fracasso em obedecer a ordem do
Criador em não comer da árvore da ciência do bem e do mal. Em escolher o pior para a
sua vida que, consequentemente, todos nós fomos atingidos por sua escolha (Rm.5.12).
Gostaria de começar desmitificando o ensino de que o “comer” do fruto da árvore da
ciência do bem e do mal significa fazer sexo. Esse relato é literal. Adão e Eva já haviam
sido liberados por Deus para terem relações sexuais. Basta lermos Gn.1.28 para
entendermos isso. Ordem essa expressa por Deus que veio a ser obedecida em Gn.4.1.
Outro ensino mais descabido é de que o fruto que Eva comeu foi de Satanás ter relação
com ela. Mais outro absurdo. Quando uma interpretação fica exageradamente fora de
contexto, não tem nem como refutar. O exagero da interpretação já se refuta por si
mesmo. Estes ensinos são exemplos de “heresias”. E por falar nisso, o Diabo usou desse
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tipo de artifício para levar o homem à queda. Isso se deu assim:
Visto que a árvore da ciência do bem e do mal foi posta no meio do jardim por Deus para
que Adão fosse experimentado afim que o obedecesse livremente. Nisso, o Diabo deu
logo conta de se intrometer em tentar o ser humano a “desobedecer” livremente.
Satanás era a serpente que tentou Eva e Adão? Antes de adentrarmos na parte da
tentação e queda do homem. Temos que responder essa pergunta. Como a Bíblia é a
Palavra de Deus e nossa melhor fonte de informação sobre Deus e tudo relacionado a
ele. Precisamos comparar palavra por palavra. Para que possamos ter uma conclusão. Ao
invés de no afixarmos em apenas um ponto. A Bíblia nos diz: “Disto também falamos, não
em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo
coisas espirituais com espirituais.” (1Co.2.13). Assim, temos nas Escrituras relatos que
colaboram com a resposta de que Satanás era a serpente: Ap.12.9 e 20.2 chama Satanás
de “antiga serpente”. Isso não anula a existência do “animal serpente”, pois as Escrituras
falam: “Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim
também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da
simplicidade que há em Cristo”. (2Co.11.3). As Escrituras relatam ainda que os demônios
que estavam no corpo de um homem se apoderaram dos porcos (Mc.5.12-14). Com
essas citações em mãos podemos concluir que Satanás estava na serpente. Atuando e
conduzindo todo diálogo tentador.
Momentos que levaram a queda do homem:
Satanás começou suas investidas para fazer o homem desobedecer a Deus “distorcendo
a Palavra de Deus”. Veja a pergunta capciosa que ele fez: “É assim que Deus disse: Não
comereis de toda árvore do jardim?” (Gn.3.1). Ele distorceu a palavra que Deus havia dito.
Que era apenas para não comer do fruto daquela árvore (Gn.2.17). Quanto às demais
árvores, Deus havia dito para comer livremente (idem v.16).
Em seguida Satanás parte para nova investida, agora levando o ser humano a
“desacreditar na Palavra de Deus”. Observe a sua sagacidade no engano: “É certo que
não morrereis”. (Gn.3.4). Ele mentiu. Por isso que Jesus o chamou de “pai da mentira”. E
também de “homicida” (Jo.8.44). Isso porque ele levou a humanidade a conhecer a morte.
Pois depois do homem acreditar em sua mentira em detrimento da verdade de Deus ele
morreu espiritualmente e logo em seguida a morte passou a reinar sobre Adão, vindo a se
consumar 930 anos depois (Gn.5.5) e sobre toda a humanidade com seus anos de vida
abreviados para 120 (Gn.6.3). Lá no Salmos 90.10 fala em 70 a 80 anos.
E finalmente Satanás usa daquilo que o havia seduzido também: “sereis como Deus”.
(Gn.3.5). Concluímos isso pelo seu desejo de pedir a Cristo para adorá-lo (Mt.4.9,10).
Pela descrição profética que Isaías dar dele: “subirei acima das mais altas nuvens e serei
semelhante ao Altíssimo”. (Is.14.14).
As consequências importantes da queda: a morte passou a existir (Gn.3.19), a mulher
ficou sujeita ao marido (v.16), a árvore da vida foi tirada do alcance do homem para que
não vivesse eternamente (v.22-24), a Terra foi amaldiçoada (v.17). Posteriormente veio:
enfermidades (Sl.38.3,4); problemas vivenciais (Lm.3.39); conduta pecaminosa e
intenções malignas (Gn.6.5; Gl.5.19-21; 1Co.6.9,10).
A esperança: Deus, ainda no jardim do Éden, deixou evidente que da “semente da
mulher” viria um descendente que feriria a cabeça da serpente. Isto é, daquele que estava
na serpente: Satanás. (Gn.3.15). Foi a primeira promessa de redenção dada por Deus ao
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homem. Essa “inimizade” presente no texto quer dizer uma luta entre o homem e o poder
que causou a sua queda. “Este te ferirá a cabeça” significa que o homem será vitorioso
por meio de seu representante, o filho do homem (1Jo.3.8; Rm.5.18,19; At.10.38). “E tu
lhe ferirás o calcanhar” significa que essa vitória será por meio de sofrimento, da morte da
semente da mulher, Jesus (Gl.4.4; Is.7.14; Mt.1.21). No decorrer de todo o livro de
Gênesis relata a promessa de redenção sendo desenvolvida por vários indivíduos,
famílias, por meio da nação de Israel.
A Primeira civilização (Gênesis 4).
A história de Caim mostra o surgimento da primeira civilização e o primeiro homicídio
(1Jo.3.12). Revelando que o pecado tornou-se hereditário. Todavia, em Abel nos mostra
que os que participam da culpa e do pecado de Adão podem ser aceitos por Deus por
meio da oferta de um sacrifício expiatório e consequente graça. Após sua morte, Caim
tornou-se fundador de uma civilização que incluiu cidade, agricultura, manufatura e arte
(Cf. v.20-22).
O Dilúvio.
Nessa época podiam-se distinguir as duas classes de homens no mundo. Os ímpios,
Caimitas (descendentes de Caim), e os piedosos, Setistas (descendentes de Sete, filho
seguinte de Adão que se destaca após a morte de Abel: Gn.4.25,26). Porém, a impiedade
prevaleceu e cresceu tanto que Deus deu fim aquela civilização, produzindo uma
sociedade corrompida onde Noé acha graça diante de Deus (Gn.6.1-8).
Assim, Deus anuncia a construção da arca (Gn.6.14), no tempo devido coloca-os para
dentro (idem 7.13-16), tempos depois eles saem da arca (idem 8.5-19) após todo ser vivo
ter expirado em toda terra (idem 7.21), as águas baixam (idem 8.1) e finalmente saem da
arca todos os tripulantes (Gn.8.13-22).
A distribuição das nações.
Quando Noé acorda lúcido de uma embriaguez ele lança palavras proféticas que se
cumpriram cabalmente na história das nações. Quando Noé disse ao filho de Cam:
“Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos”. (Gn.9.25). Assim,
entendemos melhor porque Deus expulsou os habitantes de Canaã para que Israel
habitasse. Onde muitos cananeus foram destruídos e outros expulsos para vários países,
inclusive alguns para a África levando com eles seus costumes. Noé também disse ao
seu filho Sem: “Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e seja-lhe Canaã por servo”.
(idem v.26). Revela a raiz de adoração ao verdadeiro Deus que nasce no judaísmo e se
consuma no cristianismo. Englobando a nação de Israel e todas as nações cristãs. Deus
preserva a “semente da mulher” para aquele que viria redimir a humanidade. E ainda
disse Noé a seu outro filho Jafé: “Alargue Deus a Jafé, e habite nas tendas de Sem; e
seja-lhe Canaã por servo”. (idem v.27). Revela todas as outras nações que dominaram
Israel em seus cativeiros e que subjugaram a Canaã. Essas palavras se cumpriram e
continuam se cumprindo até hoje.
Cam, filho de Noé, tinha outro filho chamado Cuxe, que gerou a Ninrode. Onde a Bíblia o
chama de “poderoso na Terra” (Gn.10.8). Chamado também de “poderoso caçador” (idem
v.9). Ele reinou sobre várias cidades: Babel, Ereque, Acade, Calné, Assíria, construiu
Nínive, Reobote-Ir, Calá e Resém (uma grande cidade). A que tudo indica que esse
Ninrode foi quem liderou a construção da Torre de Babel. Pois, após todos os filhos de
Noé terem se distribuído sobre a Terra (idem 10.32). Diz a Bíblia que: “eles” (os
descendentes de Noé), mas principalmente Ninrode, construtor da cidade de Babel, “do
Oriente, deram com uma planície na terra de Sinar; e habitaram ali. E disseram uns aos
outros: Vinde, façamos tijolos e queimemo-los bem. Os tijolos serviram-lhes de pedra, e o
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betume, de argamassa. Disseram: Vinde, edifiquemos para nós uma cidade e uma torre
cujo topo chegue até aos céus e tornemos célebre o nosso nome, para que não sejamos
espalhados por toda a terra”. (idem 11.2-4). Pelo que entendemos do contexto é que essa
atitude não agradou a Deus. Acredito porque essa “unidade” das nações anteciparia algo
que só no futuro deverá acontecer quando um líder mundial governe sobre a terra e
estabeleça seu reino iníquo por tempo determinado conforme nos ensina a “doutrina das
últimas coisas”. Assim, Deus confundiu as línguas dos descendentes de Noé. Dando
origem aos diversos idiomas, e forçadamente a divisão das nações. Pelo visto, quando os
homens não regenerados se unem, Deus repreende. Isso porque o pecado fica
organizado e com um alcance amplo de iniquidade e dos poderes de Satanás (Cf.
Gn.11.1.7,8).
Abraão, Isaque e Jacó: A escolha e criação de uma nação para vinda do redentor.
Depois de 2.000 anos de história humana Deus se dedica a Abraão em fazer dele uma
nação por uma razão evidente: a promessa da semente da mulher. Isso está explícito nas
palavras que Deus dirige a ele em seu chamado: “em ti serão benditas todas as famílias
da terra” (Gn.12.3). Em outras palavras, o redentor prometido de Gn.3.15 viria da
descendência de Abraão. A biografia de Abraão revela uma vida de fé; demonstrada
desde a época em que foi chamado até quando lhe é ordenado o sacrifício de seu filho
Isaque. Isso era Deus já revelando que a salvação seria pela fé (Abraão) através do
sacrifício da “semente da mulher” (Isaque). E que Deus escolheria uma das tribos de
Israel para enviar a semente (Judá). O Novo Testamento faz menção dessa ligação com
Abraão: Gl.3.8,29; Rm.4; Hb.11.8-19; Tg.2.21-24.
Fatos biográficos de Abraão: A chamada para ir a Canaã (Gn.12.1-5); a descida ao Egito e
os acontecimentos ali (idem 12.10-20); a separação de Ló e a libertação posterior dele
(idem 13.5-11; 14.14); O recebimento do pacto com Deus e sua justificação pela fé (idem
15.6,18); a circuncisão como sinal deste pacto (idem 17.9-14); a anunciação do
nascimento de Isaque (idem 17.15-19; 18.1-15); a intercessão em favor de Sodoma (idem
18.23-33); a despedida de Agar e Ismael (idem 21.14); o oferecimento de Isaque (idem
cap. 24); seus filhos com Cetura (idem 25.1-4); sua morte (idem 25.8).
Fatos biográficos de Isaque: Seu nascimento (idem 15.4; 17.19); amarrado sobre um altar
de sacrifício (idem 22.9); a escolha de uma esposa para ele (idem cap.24); Deus lhe
aparece e renova o pacto feito com seu pai (idem 26.2-5); enganado por Jacó (idem
27.18); sua morte (idem 35.28,29).
Fatos biográficos de Jacó: Comprou a primogenitura de seu irmão (idem 25.33); enganou
seu pai (idem 27.18-27); a fuga para Padã-Arã (27.43 a 28.5); a visão e o voto (28.10);
suas transações com Labão (idem cap.31); a luta com um anjo (32.24); a reconciliação
com Esaú (idem cap.33); a ida ao Egito e seu encontro com José (idem cap.46); sua
morte e sepultamento (idem 49.33; 50.13). Deixando a nação com doze (12) tribos,
respectivamente à seus filhos: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã,
Gade, Aser, Naftali, José e Benjamim (Gn.49.28).
Observação: A tradição situa que o livro de Jó foi escrito nesse período patriarcal.
José: Ida da nação eleita para o Egito.
A história de José, seus sonhos, suas experiências estavam intimamente ligadas com o
plano de redenção com a preservação da nação que veria a “semente da mulher”. Deus
permitiu que José fosse vendido para o Egito para de lá guardar sua família até a vinda do
libertador: Moisés. Até a promulgação de Lei divina. Parece que só o Egito teria suporte
sob a grande seca que houve naquela região.
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Fatos biográficos de José: Amado por seu pai (Gn.37.3); invejado por seus irmãos (idem
v.4); vendido aos Ismaelitas que vinham de Gileade (37.18-36); favorecido por seu senhor
(idem 39.1-6); tentado pela esposa de seu senhor (idem 39.7-19); encarcerado pelo seu
senhor (idem 39.20 a 41.13); elevado por Faraó (idem 41.1-44); não reconhecido por seus
irmãos no primeiro encontro (idem 42.7 a 44.34); revelado a seus irmãos no segundo
encontro (idem 45.1-15); reunido ao seu pai Jacó (idem 46.28-34); sua morte (idem 50.2226).
Moisés: A libertação de Israel rumo a terra de Canaã.
José, filho do Jacó, trás todo o povo de Israel para morar no Egito, nas terras de Gósen
(Gn.47.27). Após sua morte, as Escrituras nos informam que se levantou um novo rei
sobre o Egito que não conheceu José (Êx.1.8). E a partir daí eles ficam escravos de
Faraó. Onde esse passa a dominá-los com rigor (idem v.13).
Nesse contexto surge Moisés. Criado pela filha de Faraó por motivos circunstanciais
(idem 2.5). Defende seus compatriotas matando um egípcio (idem v.11,12). Em virtude
disso, ameaçado de morte por Faraó, foge para a terra de Midiã (idem v.15). Moisés tem
uma revelação de Deus com uma missão de retirar o povo de Israel para a terra
prometida a Abraão, Isaque e Jacó (Êx.3.2-10). Deus lhe revela o nome YHVH (v.15).
Assim Deus peleja por Israel. E vem a libertação da seguinte forma:
O conflito de Moisés com Faraó (Êxodo caps. 5 e 6);
As pragas divinas resultantes desse conflito (idem caps. 7 a 11);
A páscoa (idem cap.12);
A partida do Egito (idem cap.13);
A travessia do Mar Vermelho (idem cap.14 a 15.21).
Israel no Sinai: A Lei e o Tabernáculo.
No monte Sinai estabelece uma relação especial entre YHVH Deus e seu povo. Pela
mediação de Moisés, um povo liberto da escravidão do Egito e seu Deus foram unidos
nos santos laços de aliança. YHVH torna-se o Deus de Israel e Israel torna-se o povo de
YHVH Deus. Para que essa comunhão pudesse continuar, YHVH Deus promulgou a sua
Lei e ordenou a construção do Tabernáculo. Assim, a lei é dada a Israel (Êxodo caps. 1923). Desdobrando-se da seguinte forma:
A subida ao monte Sinai (idem cap.19);
Os Dez Mandamentos (idem cap.20); e
A lei civil (idem caps. 21-23).
Observação: Dessa época Moisés passa a escrever o Pentateuco (a Torah).
O tabernáculo exteriorizou aquilo que Deus queria fazer com a humanidade: morada.
Deus prefigura todo seu plano de redenção, reforçando a promessa da semente da
mulher (Gn.3.15). Deus habitando com os homens novamente, como no Éden. Temos nas
Escrituras os relatos sobre a sua construção (idem caps. 35-39) e finalmente ele é erigido
(idem cap.40). Chamado também de “Tenda da Congregação” ou tenda da reunião
(Êx.29.42,43); “Tabernáculo ou Tenda do Testemunho”, devido às tábuas da Lei que foram
colocadas dentro da arca (Êx.31.18; 34.29); “Santuário”, literalmente “lugar santo”, um
edifício separado para a morada divina entre os homens.
Israel vaga pelo deserto.
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Por causa de sua incredulidade, Israel passa a vagar 40 anos pelo deserto até surgir uma
nova geração para que, por meio dela, a terra de Canaã fosse conquistada.
O relato acontece assim:
Moisés manda 10 espias para verem a terra de Canaã (Números cap.13):
Samua, Safate, Calebe, Igal, Oséias, Palti, Gadiel, Gadi, Amiel, Setur, Nabi e Geuel;
Apenas Josué e Calebe falam positivamente (idem 14.6-9);
Deus despreza aquela geração (idem v.21-25);
Deus promete a conquista de Canaã à outra geração (idem v.31-35).
A conquista da terra de Canaã: Josué.
O nome de Josué na verdade é Oséias (Nm.13.16). Todavia Moisés passou a chamá-lo
de Josué, que em hebraico tem a semelhança do nome de Jesus. Ambos os nomes
surgem da palavra hebraica Yehovshua. Que quer dizer: YHVH é a salvação. Na
conquista da terra de Canaã Deus revela antecipadamente o nome daquele que viria para
redimir a humanidade. Note que as consoantes “YHVH” do Nome, estão no nome de
Jesus. Quem vem do grego Iesous, transliteração de Yeshua, abreviação do hebraico
YeHoVsHua.
Após a morte de Moisés a Escritura nos informa que Deus convoca Josué a tomar posse
da terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó (Js.1.1,2). E esse momento histórico está
distribuído nas Escrituras assim:
A passagem do Jordão (Josué cap.3);
A destruição de Jericó (cap.6);
A conquista de Ai (idem cap.8);
Conquista final da terra (idem caps. 11,12);
Divisão da terra (idem caps. 13-22).
Período dos juízes.
Após a morte de Josué, após a terra ser conquistada, a nação mergulha num quarteto
repetitivo de: pecado, servidão, tristeza e salvação. E para essa salvação Deus levantava
os “juízes” em Israel. Foram eles:
1. Otiniel, idem 3.9
2. Eúde, idem v.15
3. Sangar, idem v.31
4. Débora, idem 4.4
5. Gideão, idem 6.11,12
6. Abimeleque (um rei fora de época), idem 9.6
7. Tolá, idem 10.1,2
8. Jair, idem v.3
9. Jefté, idem 12.7
10. Ibsã, idem v.8
11. Elom, v.11
12. Abdom, idem v.13
13. Sansão, idem 15.20
14. Eli, 1Sm.4.18
15. Samuel, idem 7.15
16. Joel e Abdias, idem 8.1-2
Observação: Possivelmente foi nesse período que a história de Rute foi narrada.
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Período dos reis.
Israel rejeita o governo de Deus sobre suas vidas, e pedem um rei sobre eles. Para isso,
expuseram os erros dos filhos de Samuel e apontaram sua velhice (1Sm.8.5). Todavia
Deus tomou essa rejeição para si (idem v.7). Assim os reis de Israel passaram a existir na
seguinte ordem:
REINO UNIDO
1. Saul, 1Sm.10.24-26 – O início do reinado hebreu;
2. Davi, idem 16.13 – O estabelecimento das terras de Israel;
3. Salomão, 1Rs.1.39 – A construção do templo.
Profetas proeminentes desse reino: Samuel, Natã e Aías.
Observação: Nesse período foram escritos os Salmos (por Davi), Provérbios, Eclesiastes
e Cantares (por Salomão, seu filho).
REINO DIVIDIDO:
Após a morte de Salomão, Roboão (filho de Salomão), foi proclamado rei de Israel
(1Rs.12.1). Porém, Jeroboão, responsável sob todo trabalho forçado (1Rs.11.28), foi
ungido a rei pelo profeta Aías por causa dos pecados de Salomão (idem 11.29-33). Assim,
como Roboão queria aumento dos impostos contrariando os anciãos de Israel e a todo
povo (idem 12.11), Israel não lhe seguiu (idem v.16), e elegeram rei a Joroboão (idem
v.20). Mas, Roboão reinou sobre Judá e Benjamim (idem v.17,22-24). Dividindo em: reino
do sul (Roboão) e do norte (Joroboão).
REINO DO SUL: (chamado de Judá)
Os reis de Judá, foram 20 reis, a contar com Roboão, sucederam ao trono: Abias, Asa,
Josafá, Jeorão, Acazias, Atalia, Joás, Amazias, Azarias (Uzias), Jotão, Acaz,
Ezequias, Manassés, Amon, Josias, Jeoacaz, Jeoaquim, Joaquim e Zedequias.
Os reis fiéis a Deus, porém tolerantes com o culto aos ídolos das colinas, foram: Asa,
Josafá, Azarias e Jotão. Reis fiéis e firmes a Deus: Ezequias (2Rs.18.3,4), Josias (Idem
23.13,14). Ele resgatou a celebração da páscoa, algo negligenciado por todos os líderes
de Israel desde os juízes (Idem v.21-23). Os demais reis fizeram o que era mau diante de
Deus. Onde o pior foi Manassés. Colocou moradias para prostituição cultual (Na versão
ARC diz “rapazes escandalosos”; na versão ARA “prostitutos-cultuais”) e isso passou a
ser feito dentro do templo de YHVH Deus onde eram feitas casinhas para os ídolos do
bosque, que foram banidos posteriormente pelo rei Josias (Idem 23.7), no tempo do rei
Roboão já praticavam esse tipo de culto oriundo dos cananeus (1Rs.14.24). Mas, não
dentro do templo do Senhor. Manassés ainda colocou dentro do templo do YHVH Deus e
no pátio, altares aos deuses da astrologia (Idem 21.4,5,7) e sacrificou seu próprio filho em
rituais macabros de feitiçaria (Idem v.6).
Profetas que foram proeminentes desse reino: Sofonias, Naum, Habacuque, Miquéias,
Amós, Joel, Daniel, Ezequiel, Jeremias e Isaías.
REINO DO NORTE: (chamado de Israel)
Os reis de Israel, foram 19 reis, a contar com Joroboão, sucederam ao trono: Nadabe,
Baása, Elá, Zinri, Onri, Acabe, Acazias, Jorão, Jeú, Jeoacaz, Joás, Jeroboão II,
Zacarias, Salum, Menaém, Pecaías, Peca e Oséias.
Nesse reino só houve um rei fiel a Deus: Jeú, ele fez forte oposição do culto a Baal, da
feitiçaria que tinha se instalado por meio da viúva rainha Jezabel, inclusive matando o
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filho rei Jorão (2Rs.9.24) e a mãe rainha Jezabel (Idem 9.33), bem como exterminou os
descendentes do antigo rei Acabe (Idem 10.17) e do todos os sacerdotes de Baal e pôs
fim do culto à esse deus (Idem v.25-28). Os demais reis do norte fizeram o que era mau
diante de Deus. Onde o pior foi Acabe, que iniciou o culto a Baal, casou com filha de
Etbaal (significa: com Baal), rei de Sidom, e tentou até reconstruir Jericó (1Rs.16.30-34).
Pelo relato bíblico foi o pior rei do norte (1Rs.21.25,26).
Profetas que foram proeminentes desse reino: Oséias, Jonas, Elias e Eliseu. Em fim, a
nação geral de Israel (reino unido, reino do sul e do norte) teve ao todo, 42 reis.
Início do período dos cativeiros e dispersão.
Os reinos de Israel e Judá não faziam o que agradava a YHVH Deus. Por isso Deus
levanta o profeta Jeremias no tempo do rei Josias que profetiza toda a desolação da
nação pelo domínio babilônico nos reinos de Jeoacaz, Jeoaquim e Zedequias. Nessa
altura o reino do norte (Israel) já havia sido conquistado pelos Assírios, no reinado de
Oséias, e levado cativo (ver 2Rs.17.6; 18.11).
A invasão babilônica é narrada em 2Reis 24.10-12 no tempo de Joaquim, rei de Judá, o
reino do sul, que se rendeu e foi levado para Babilônia. O rei da Babilônia constituiu
Matanias, tio de Joaquim para ficar reinando, um reino subjugado. Seu nome foi alterado
pelos babilônicos para Zedequias (Idem 24.17). E finalmente, quando o rei Matanias se
rebela contra Babilônia, Jerusalém é sitiada e o motim debelado, com a prisão de
Matanias (Zedequias), os babilônicos mataram seus filhos e furaram seus olhos (Idem
25.1,4-7). O templo de YHVH Deus foi queimado (idem v.9), os muros em redor de
Jerusalém foram derrubados (idem v.10), tudo que era de ouro no templo foi levado (idem
v.15). Através desse fato, podemos assim dizer que a arca da aliança ou foi destruída ou
levada pelos babilônicos. Era de madeira, mas revestida em ouro (Êx.25.10-15). Ela é
citada 40 vezes no Antigo Testamento, a última citação dela foi da boca de Jeremias.
Profeta que previu e testemunhou o que houve sobre o domínio babilônico. Da arca ele
profetizou sobre a restauração de Israel: “Sucederá que, quando vos multiplicardes e vos
tornardes fecundos na terra, então, diz o SENHOR, nunca mais se exclamará: A arca da
Aliança do SENHOR! Ela não lhes virá à mente, não se lembrarão dela nem dela sentirão
falta; e não se fará outra”. (Jr.3.16). E o último lugar onde ela é citada, foi quando o rei
Salomão a coloca no templo e lá fica até a invasão (1Rs.8.6; 2Cr.5.7).
Na Babilônia: No cativeiro, o profeta Daniel tem a visão dos reinos que sucederam os
cativeiros sobre Israel, ele viu o leão (Babilônia), o urso (Pérsia), o leopardo (Grécia) e a
besta (Roma). (Ver Dn.7.2-12).
Profetas que foram proeminente no período pós-cativeiro Babilônico: Zacarias, Ageu e
Obadias.
Na Pérsia: Reconstrução de Jerusalém.
Nesse período foram atuantes os servos de Deus: Esdras (sacerdote e escriba), Neemias
(copeiro de Artaxedes II – rei da Pérsia) e Malaquias (último profeta do A.T.).
Observação: Nesse tempo, Ester, filha adotiva de Mordecai (que havia sido deportado de
Judá para Susã – Babilônia, que si tornou a capital do império Persa), primo de sua mãe
Abiail, tornou-se rainha da Pérsia casando-se com o rei Assuero (nome hebraico de
Xerxes, rei da Pérsia de 485 a 465 a.C.). Livra o povo de Israel de uma aniquilação total.
Conforme registra o livro de Ester.
Na Grécia: período “interbíblico” (surgimento dos apócrifos).
Nesse período a literatura rabínica registra que: "Após a morte dos últimos profetas, Ageu,
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 8

Zacarias e Malaquias, o Espírito Santo afastou-se de Israel...”. (Talmude Babilônico,
Yomah 9b repetido em Sota 48b, Sanhedrín 11a, e Midrash Rabbah sobre o Cântico dos
Cânticos, 8.9.3). Nesse período surgiram os livros não canônicos. Conhecidos como
“ocultos” (apócrifos). Reflexo de uma nação cativa que mergulhou numa era de ocultismo,
superstições e mitos religiosos. Que nos tempos de seus reis hebreus já praticavam,
como vimos anteriormente.
Por isso, esses livros estão cheios de misticismos e superstições. Vejamos um exemplo:
“... aconteceu que numa noite, acamparam à margem do rio Tigre. Tobias desceu ao rio
para lavar os pés, quando saltou da água um grande peixe, que queria devorar-lhe o pé.
Ele gritou e o anjo lhe disse: Agarra o peixe e segura firme! Tobias dominou o peixe e o
arrastou para a terra. E o anjo acrescentou: Abre o peixe, e tira-lhe o fel, o coração e o
fígado e guarda-os; joga fora os intestinos, pois o fel, o coração e o fígado são remédios
úteis... E Tobias perguntou ao anjo: Azarias, meu irmão, que remédio há no coração, no
fígado e no fel do peixe? Respondeu ele: Se si queima o coração ou o fígado do peixe
diante de um homem ou de uma mulher atormentados por um demônio ou por um espírito
mau, a fumaça afugenta todo mal e o faz desaparecer para sempre”. (Tobias 6.2-5, 7-8.
Bíblia Católica).
Se não bastasse tamanho fetiche, ainda relata-se o efeito numa ocasião oportuna: Tobias
procurou gente de sua família para casar-se: a moça chama-se Sara (Tobias 7.9).
Todavia, Ragüel, irmã de Sara, conta a Tobias que sua irmã já havia casado com sete
homens e todos morreram ao entrar no quarto para desposá-la. (Idem v.11). Então, Tobias
se lembra das palavras do anjo e no capítulo 8 verso 2,3 diz:
“Recordou-se Tobias dos conselhos de Rafael e, tirando o fígado e o coração do peixe de
dentro de um saco onde os guardara, colocou-os sobre as brasas do perfumador. O
cheiro do peixe expulsou o demônio, que fugiu pelos ares….”.
Isso se assemelha muito com as práticas das velhas “rezadeiras” do baixo espiritismo
atuantes aqui no Brasil. Bem como das práticas do xamantismo. Escritos de judeus
exilados desprovidos da inspiração divina não poderiam deixar de ter influência da magia
grega. De onde relata sobre os demônios: “espíritos menores levavam os pedidos dos
mortais aos deuses do subterrâneo e às vezes cumpriam, eles mesmos, a tarefa”. Os
gregos faziam vingança contra o próximo usando da magia. O livro de Tobias foi escrito
por volta do ano 200 a.C.
Essa época era desprovida de profetas verdadeiros. No livro apócrifo de Macabeus
(escrito cerca de 100 a.C.) relata sobre demolição do altar dos holocaustos: “Demoliramno, pois, e depuseram as pedras sobre o monte da Morada conveniente, à espera de que
viesse algum profeta e se pronunciasse a respeito” (1Mac.4.45-46). Aparentemente, eles
não conheciam ninguém que poderia falar com a autoridade de Deus como os profetas do
Antigo Testamento haviam feito. A lembrança de um profeta credenciado no meio do povo
pertencia ao passado distante, pois o autor podia falar de um grande sofrimento, "qual
não tinha havido desde o dia em que não mais aparecera um profeta no meio deles"
(1Mac.9.27; 14.41). E por não haver profeta, escritores judaicos de fala grega passaram a
relatar contos e histórias dessa época. Todos sem inspiração divina. Apenas escreviam
por conta própria. É o que percebemos em suas incertezas de palavras. Tipo: “Se fiz bem,
de maneira conveniente a uma posição escrita, era justamente isso que eu queria; se
vulgarmente e de modo medíocre, é isso que foi possível”. (2Mac.15.38). Sua importância
se dá a alguns relatos históricos. Que me serve bem para relatar essa época. Exemplo:
“Depois que Alexandre, filho de Filipe, macedônio saído da terra de Cetin, venceu Dario,
rei dos persas e dos medos, tornou-se rei em seu lugar, começando pela Hélade.
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 9

Empreendeu, então, numerosas guerras, apoderou-se de fortalezas e eliminou os reis da
terra. Avançou até as extremidades do mundo e tomou os despojos de uma multidão de
povos, e a terra silenciou diante dele”. (1Mac.1.1-3).
Por isso, Jerônimo, autor da tradução da LXX para o latim, fez uma clara distinção entre
os livros que ele considerava canônicos (os 39 livros do A.T.) e eclesiásticos (os
apócrifos). Quanto ao último grupo ele declarou que poderia circular pela igreja como
literatura útil, mas não foi reconhecida como Escritura Sagrada e autorizada para fins
doutrinários. O seu conteúdo é de uma época depois dos profetas e antes de João
Batista. Profetizado como “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do
SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”. (Is.40.3). E citado por Malaquias
como aquele que viria no mesmo espírito (motivação, força) de Elias (Ml.4.5). E
confirmada por Jesus Cristo quando dele falou: “Porque todos os Profetas e a Lei
profetizaram até João. E, se o quereis reconhecer, ele mesmo é Elias, que estava para
vir”. (Mt.11.13,14). Note que o termo “voz que clama no deserto” implica dizer que havia
total silêncio e abandono profético. Retratando bem esse período interbíblico. Ou seja,
entre a revelação do Antigo e o Novo Testamento.
Roma: Os profetas proeminentes nesse cativeiro foram: Simeão, Ana e João Batista. E no
domínio romano ocorre:
 O nascimento e infância de Jesus: Diferente do que muita gente pensa, Jesus
não nasceu no dia 25 de dezembro. Essa data vem de um sincretismo religioso feito
pela igreja Católica Romana com base no antigo culto pagão romano ao deus Mitra. O
deus do sol. Na véspera dessa data se fazia uma festa para esse deus, requintada de
orgias e embriaguez até ao amanhecer. Onde comemoravam o nascimento do sol. Isto
é, o “Natalis Solis Invicti” (nascimento do sol invencível). Essa falsa data foi adicionada
em 440 d.C. para representar o nascimento de Jesus Cristo. Jesus nasceu
aproximadamente ao período da “festa das cabanas” ou “festa dos tabernáculos”.
Essa festa era comemorada do dia 15 até 21 do mês de Tishri. Equivale a nosso
calendário aos meses setembro-outubro. Provas bíblicas? Vejamos:
Zacarias, pai de João, pertencia ao oitavo turno do grupo de Abias (Lc.1.5), e esse
exercia tarefas ministeriais no templo na função de sacerdote conforme 1Crônicas 24.
Eles foram divididos em 24 turnos de acordo com cada mês do calendário judaico.
Contando os turnos com 15 dias cada representante de grupo para os 24 turnos. O
grupo de Abias cai no mês Tamuz (equivale aos meses junho/julho) grupo de Zacarias,
justamente nessa época ele recebe a anunciação: “Zacarias, não temas, porque a tua
oração foi ouvida; e Isabel, tua mulher, te dará à luz um filho, a quem darás o nome de
João”. (Lc.1.13). Depois de sua saída do templo Isabel engravidou; e ela ficou cinco
meses sem sair de casa (idem v.24). No sexto mês da gravidez de Isabel, Maria, mãe
de Jesus, recebe também anunciação de sua gravidez (idem v.26). Ou seja, se Isabel
ficou grávida no mês Tamuz, Maria ficou grávida no mês Tebete (equivale aos meses
dezembro/janeiro). Só aqui já se desfaz a crença do nascimento de Cristo ser em
dezembro. Pois, nessa altura Maria começava a sua gestação. Podemos concluir isso
pela declaração de Isabel quando Maria vai visitá-la, pois o anjo havia dito que sua
prima se achava “também” grávida (idem v.36). E ao recebê-la Isabel já diz: “Bendita
és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre”. (idem v.42). E Isabel ainda diz
“mãe do meu Senhor” (idem v.43). Coloquemos agora nove meses de gestação:
Shebate (1º), ‘Adhar (2º), Nisã (3º), ‘Iyyar (4º), Siwãn (5º), Tamuz (6º), ‘Abh (7º), Elul
(8º), Tirsi (9º). Nove meses depois equivale ao mês Tirsi (setembro/outubro), época
da festa dos tabernáculos ou cabanas conforme Lv.23.34; Ne.8.14. Provavelmente
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 10

época do nascimento de Jesus Cristo. Não podia ser diferente, conforme Êx.23.14
havia três festas principais no Antigo Testamento. Eram elas: Páscoa (ou pães asmos),
Pentecostes (ou semana ou colheita) e Tabernáculos (ou cabanas). Em Dt.16.16 diz:
“Três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o SENHOR, teu Deus, no
lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa
dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR”. Essas
três festas têm significado no Novo Testamento:
Festa:
Mês judaico:
Significado:
Referência:
Mês ocidente:

Páscoa
Nisã ou Abibe
Jesus o cordeiro pascal
1Co.5.7
Março-abril

Pentecostes
‘Iyyar ou Zive
Descida do Espírito
At.2.1-4
Maio-junho

Tabernáculos
Tirsi ou ‘Ethãnim
O natal de Cristo
Jo.1.14
Setembro-outubro

Pontos importantes de seu nascimento:
Ele nasceu de modo sobrenatural (Mt.1.20). Uma estrela no céu deu coordenada há
onde ele nasceria (Mt.2.2,10,11). Jesus nasceu em Belém conforme havia predito o
profeta Miquéias (Mt.2.5,6; Mq.5.2). Anjos declaram seu nascimento (Lc.2.8-15).
Maria, mãe de Jesus, não conheceu intimamente José até o seu nascimento (Mt.1.25).
Jesus foi o filho primogênito de Maria (Lc.2.7). Pontos importantes de sua infância:
Seus irmãos e irmãs (Mt.13.55,56; Jo.7.1-5); sua circuncisão e apresentação ao
Senhor conforme manda a Lei (Lc.2.21-24); seu contato com o profeta Simeão
(Lc.2.25-30); com a profetiza Ana (idem v.36-38); sua consagração a “filho da Lei” aos
12 anos de idade (Lc.2.42-52).
 O Batismo de Jesus: O seu batismo ocorreu aproximadamente no ano 27 d.C.
Nesta data, Jesus tinha 30 anos. Os pontos importantes deste evento:
A manifestação clara e conclusiva das três pessoas da Trindade (Mt.3.16,17). A
revelação profética de João Batista sobre a missão de Cristo (Jo.1.29). A tentação de
Cristo após o batismo (Mt.4.1-11).
 O ministério de Jesus: O seu ministério começa logo após voltar do deserto, onde
ele jejuou 40 dias e 40 noites, e passou a recrutar seus discípulos. Todavia, podemos
citar como marco inicial de seu ministério dois fatos:
A transformação de água em vinho em Caná da Galiléia (Jo.2.1-11); e o seu famoso
discurso conhecido como “sermão do monte” (Mt.5-7). Considerar pontos importantes
no ministério de Jesus não é uma tarefa nada fácil, pois o que consta nos evangelhos
já são registros dos pontos importantes de seu ministério. Como disse o próprio
apóstolo João: “Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se todas elas
fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros
que seriam escritos”. (Jo.21.25). Assim, sugiro que você mesmo faça sua própria
seleção de pontos importantes.
 A morte, ressurreição e ascensão de Jesus: Sua morte se deu por volta do dia
14 do mês Nisã. Equivale ao nosso calendário aos meses de março-abril. Segundo o
evangelho de Marcos ele foi crucificado às 9h da manhã (Mc.15.25) e expirou às 15h
(idem v.34-37). Coincidindo esses horários com os dos sacrifícios da manhã e tarde
dispostos na lei mosaica. Os pontos importantes de morte de Jesus são:
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 11

A salvação dada a um dos ladrões que estavam crucificados com ele (Lc.23.43). A
confirmação do preço pago para nossa redenção dada por Cristo nas palavras: “Está
consumado!” (Jo.19.30). Essa frase no grego “tetelestai” (está consumado) era uma
frase costumeira entre os comerciantes gregos para expressar a quitação de uma
dívida dos seus compradores devedores que viam lhes pagar. Esse verbo (tetelestai)
está no tempo perfeito e corresponde ao perfeito na língua portuguesa, e descreve
uma ação que é vista como tendo sido completada no passado, uma vez por todas,
não necessitando ser repetida. Outro fato importante na morte de Jesus é a frase
aramaica que ele usa: “Eli, Eli, lamá sabactâni”. Essa frase, Deus meu, Deus meu, por
que me desamparaste (Mt.27.46) é uma citação do Salmo 22.1 onde o rei Davi,
inspirado pelo Espírito de Deus, profetizou sobre seu descendente (Cristo) sofrendo na
cruz. Provavelmente o abandono do Pai diante dos pecados da humanidade sobre
Jesus (Ver: Gn.3.23; Is.59.2).
Jesus ressuscitou ao terceiro dia (At.10.40; 1Co.15.4; Mt.12.40; Jo.2.19-21). Isso
parece ser contraditório para nós ocidentais. Pois ele faleceu na sexta-feira. Todavia, o
que estava em voga o método judaico de calcular o tempo. Para os escritores judeus,
qualquer parte do período era considerada um período total. Qualquer parte de um dia
era registrado um período completo. Levando em conta que um novo dia judaico se
inicia ao por do sol (como ocorre conosco às 0h ou meia-noite). Portanto, Jesus
falecendo às 15h de sexta-feira já se conta um dia e uma noite de sua morte.
Somando com o sábado, temos mais um dia e outra noite. E finalmente domingo.
Teremos três dias e três noites. Entendeu? Veja o gráfico abaixo que vai esclarecer
mais:
NOITE
SEXTA
18h às 6h
Ceia; ida ao
Getsêmani;
e sua prisão
01

DIA
SEXTA
6h às 18h
9h cruz; e
15h sua
morte

NOITE
SÁBADO
18h às 6h
Sepulcro

DIA
SÁBADO
6h às 18h
Sepulcro

02

Dia 14 do mês Nisã

Dia 15 do mês Nisã

NOITE
DOMINGO
18h às 6h
Sepulcro

DIA
DOMINGO
6h às 18h
Alvorada:
Ressurreição

03
Dia 16 do mês Nisã

Conforme Mateus 28.1 e Lucas 24.1 a palavra grega “epiphosko” está presente nos
dois textos para significar: clarear ou amanhecer. No caso, o amanhecer de domingo.
Pois a noite já ocorreu às 18h do que ainda chamamos sábado (em nossa contagem
ocidental). Pois as noites são contadas para trás e não para frente como contamos no
ocidente. Veja esse outro gráfico complementar:
Dia:
1º Sexta
2º Sábado
3º Domingo

Horário:
18h de quinta até 18h do dia seguinte
18h de sexta até 18h do dia seguinte
18h de sábado até 18h do dia seguinte

Acontecimento:
Às 15h: Jesus morre
Sepulcro
Alvorada: Jesus ressuscita

Pontos importantes da ressurreição de Cristo:
Um anjo de Deus, por descer do céu, causa tremor no lugar, remove a pedra onde
haviam sepultado Jesus e se assenta sobre ela (Mt.28.2). Esse feito não foi para
Jesus sair, pois já havia saído. Mas, para que as mulheres, e posteriormente seus
discípulos, pudessem ver o túmulo vazio. Segundo Mateus, os guardas do sepulcro
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 12

ficaram como mortos diante da presença desse anjo (idem v.4). Posteriormente desse
evento eles contam tudo aos sacerdotes e são subornados a se calarem (Mt.28.1115). Pelo visto, eles não guardaram segredo, pois no discurso de Paulo ao governador
da Judéia (Festo) ele diz ser o rei Agripa sabedor dos acontecimentos (At.26.25,26) e
que todos da Judéia sabiam do caso. Lucas cita dois seres reluzentes (Lc.24.4), João
cita dois anjos (Jo.20.12), sendo que um é focado por Mateus, provavelmente por ter
sido esse quem removeu a pedra do sepulcro. Marcos cita só um anjo (Mc.16.4,5),
creio que pelo mesmo objetivo. Não poderia me esquecer das aparições de Cristo: aos
discípulos que iam para Emaús (Lc.24.13-35), aos doze (idem v.36-43), a Pedro
(Jo.21.1-19), e a mais de 500 discípulos na Galiléia (Mt.28.7; 1Co.15.6). Esse período
que Jesus passa com seus discípulos após sua ressurreição dura um espaço de 40
dias (At.1.3).
A ascensão de Cristo se dá por volta do dia 26 do mês ‘Iyyar, conhecido como Zive no
período pré-exílico. O mês ‘Iyyar equivale aos meses de abril-maio. Fatos importantes
que ocorrem nesse advento:
Conforme havia marcado se despedir de seus discípulos na Galiléia (Mt.28.10), Jesus
dar suas últimas instruções para eles se focarem em quatro atividades: O “ide”
(evangelização); “fazei discípulos” (discipulado); “batizando-os” (batismo); “ensinandolhes” (doutrinação). Conforme Mt.28.18-20. Na narrativa de Lucas, Jesus faz
promessa aos discípulos sobre o “revestimento de poder” (Lc.24.49). Os discípulos
finalmente passam a atender o que as Escrituras diziam a respeito de Jesus Cristo
(idem v.45). Jesus revela que seus discípulos lhes seriam testemunhas em todos os
povos com o advento da descida do Espírito Santo sobre eles (At.1.8). Jesus foi
levado às alturas e ocultado em meio às nuvens do céu (idem v.9). Nesse mesmo
instante, dois anjos aparecem ao lado dos discípulos e afirmam que Jesus voltará do
mesmo modo (idem v.10,11). De acordo com Lucas a ascensão de Cristo ocorreu no
monde das Oliveiras (idem v.12).
 O nascimento da IGREJA de Cristo: O surgimento da igreja de Cristo se dá com
a vinda do Espírito Santo, por ocasião da festa de Pentecostes, por volta do dia 06 do
mês Siwãn (maio-junho). Aproximadamente oito (08) dias depois de sua ascensão.
Cumprindo-se o que Cristo havia dito: “…. convém-vos que eu vá, porque, se eu não
for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei”.
(Jo.16.7). Pontos se fazem importantes nesse evento:
A descida do Espírito Santo conforme prometera Jesus. Ocorrendo de forma
sobrenatural, com sinais: “um som”, “um vento impetuoso”, “línguas como de fogo”
repousaram sobre os discípulos (At.2.1,2). Estavam se reunindo nesse local até o
pentecostes cerca de 120 discípulos (idem 1.15). Outro ponto faz necessário citar aqui
é a escolha do substituto de Judas Iscariotes, onde se cai a sorte sobre Matias
(At.1.15-26). Nessa escolha para a vaga do ministério apostólico faz-se observar
alguns critérios: Convivência física com Jesus desde o batismo de João Batista (idem
v.21), presenciado sua ascensão (idem v.22) e testemunhado sua ressurreição (idem
v.22b). Ninguém deveria se aventurar hoje a ser intitulado apóstolo sem esses
critérios. Até o apóstolo Paulo foi questionado sobre seu apostolado em virtude de lhe
faltar dois critérios, apesar de um (ver Cristo ressurreto) depor a seu favor, não faltou
críticos para que ele escrevesse em carta se defendendo (1Co.9.1).
Ainda outro ponto se faz evidente é o cumprimento da profecia que Cristo deu a Pedro
(Mt.16.19) onde ele prega o evangelho para uma multidão e acolheram a palavra
quase três mil vidas (At.2.41). Então a igreja de Cristo passa a ser edificada conforme
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 13

ele prometeu (Mt.16.18). Por fim, não poderia deixar de citar o fenômeno das línguas.
Conforme Atos 2.4 ao presenciarem todos aqueles sinais da descida do Espírito
Santo, os discípulos ficaram cheios da Sua presença, e “começaram a falar em outras
línguas”. E depois, em um instante, passam a falar no idioma de cada povo que se fez
presente ali (At.2.6-11). Essa interpretação faz sentido porque o escritor Lucas usa as
palavras gregas “glossa” e “dialektos” onde fluem distintamente no texto grego:

Glossa – idioma ou dialeto usado por um grupo particular, diferente do usado por
outras nações.
Dialektos – língua própria de cada povo.

No verso 4 ele usa “glossa” e no verso 6 já usa “dialektos” e a repete no verso 8. Já no
verso 9 Lucas volta a usar “glossa”. O que houve lá? No primeiro momento (v.4) os
discípulos falavam em línguas estranhas, no modo particular, língua comum entre o
povo de Deus e espiritual (mencionadas em Mc.16.17; At.10.46; 19.6;
1Co.12.10,28,30; 14.5,6,18,22,23,39). No segundo momento os discípulos passam a
falar milagrosamente das grandezas de Deus no idioma daqueles povos que se
aglomeraram em torno deles por ocasião dos sinais ocorridos naquele singular dia de
pentecoste. No terceiro momento as pessoas que testemunham o sinal, de vários
povos (At.2.9,10), relatam que estão entendendo conforme a língua (idioma, glossa)
“particular” de seu povo.
Profetas que foram proeminentes nessa época: Ágabo (At.21.10). Único profeta citado
no N.T. após a crucificação de Jesus. Daqui em diante só vemos pessoas que tem o
dom de profecia. Por exemplo: as duas filhas de Filipe (At.21.8,9). Leia Lucas 16.16.
 O desenvolvimento da Igreja em Jerusalém: A igreja se desenvolve pela
provisão divina (At.2.47) e de baixo do poder de Deus, cooperando com eles em
virtude da grande tarefa de provar que Jesus não permaneceu morto com a
crucificação, mas RESSUSCITOU. Nesse contexto, torna-se necessário citar algumas
passagens: At.2.43; 3.1-8; 4.33; 5.12. A igreja se desenvolve também em unidade,
desapego e amor. Percebemos isso com clareza nas seguintes passagens: At.2.44-46;
4.32,34-37. Com o crescimento da igreja vem a necessidade de líderes para auxiliar
no serviço material e social. A passagem de Atos 6.1-6 torna-se referência para origem
e necessidade da liderança pós-apostólica. Eles não iam ficar para sempre conosco.
Deus providenciou tudo para sua igreja. Desses líderes nascem os diáconos e
posteriormente os presbíteros, que passam a ser citados após a conversão de Paulo.
Nesse primeiro momento da igreja surge o seu primeiro mártir, numa perseguição
iniciada pelos judeus: Estêvão (At.7.54-60) um entre os setes que foram escolhidos
(At.6.5). Possível diácono daquela igreja.
 A conversão de Paulo: Outro momento singular na vida da igreja de Cristo é a
conversão daquele que a perseguia: Saulo, de Tarso, capital da Cilícia (província
romana da Ásia menor). Um centro comercial e cultural. Aquele que havia consentido
com a morte de Estêvão (At.8.1). Saulo (futuramente Paulo) surge no cenário da igreja
numa época de forte perseguição judaica contra a igreja. Com a morte de Estêvão, a
igreja se dispersa (idem v.1b). Onde se cumpre o que Jesus havia predito que eles
iriam pela Judéia e Samaria (At.1.8). Saulo se destacou entre os que perseguiam a
igreja. Em Atos 8.3 diz que ele “assolava a igreja”. Em umas dessas perseguições
Saulo ia para Damasco levando carta para as sinagogas ordenando aos rabinos a
prisão de cristãos nessa localidade (At.9.2), onde a caminho, foi confrontado por Jesus
Cristo, nosso Senhor e Salvador (idem v.3-9). Depois desse advento, Saulo se
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 14

hospeda na casa de Judas, cristão que o recebeu, onde é visitado por Ananias, e
curado de sua cegueira temporal (idem v.10-19). Depois desse momento Saulo, que
trazia cartas para ordenar aos rabinos a perseguição dos cristãos em Damasco, agora
passa a anunciar Jesus nas ditas sinagogas (idem v.20-22).
Porque o chamamos de Paulo? Ele tinha duas cidadanias: judaica e romana (por ter
nascido em Tarso). Na cidadania judaica chamava-se Saulo (equivalente de Saul), era
israelita da tribo de Benjamim e fariseu (Fp.3.5). Foi educado aos pés de Gamaliel
(At.22.3), um fariseu e mestre da Lei muito famoso; já na cidadania romana chamavase Paulo. Em Atos 22.25-28 temos essa conclusão.
Depois da conversão de Paulo, não tem como não admitir que o evangelho tornou-se
muito mais divulgado entre os povos. E sua pessoa tornou-se motivação e inspiração
para igreja. Seu legado de textos inspirados contendo informações preciosas sobre a
prática da igreja, a volta de Cristo e a salvação, foram essências para a igreja da
época e atual.
 As viagens missionárias: A igreja dos gentios. Temos o registro nas Escrituras
da primeira viagem da igreja (ainda que informal), que foi realizada por Filipe, um dos
diáconos (idem 6.5), onde, por motivo de perseguição, partiu para Samaria (idem
8.4,5). Depois, temos a ida do apóstolo Pedro de Jope para Cesaréia em uma missão
evangelística. Jope era um Antigo porto marítimo cercado de muralhas, localizado 56
km a noroeste de Jerusalém em território filisteu, mas que pertencia à tribo de Dã.
Cesaréia fica localizada a 60 km de Jerusalém (idem 10.1,5). A igreja em Antioquia
cresce timidamente devido a perseguição que ocasionou na morte de Estêvão, por
isso muitos se refugiavam nessa cidade e anunciam Jesus aos judeus e gentios deste
lugar (idem 11.19-21). Antioquia era cidade da Síria, localizada ao sul do Orontes. Foi
nesse lugar onde os discípulos foram chamados pela primeira vez de “cristãos” (idem
11.26). Após esse relato, um dos apóstolos sofre martírio também, dessa vez Tiago,
irmão de João (idem 12.1,2). Finalmente encontramos Saulo de Tarso (apóstolo Paulo)
iniciando também investidas missionárias com uma envergadura maior e mais
completa. Vejamos:
A primeira viagem de Paulo ocorre junto com Barnabé partindo de Antioquia:
Selêucia, cidade da Síria, próxima à foz do Orontes, cerca de 25 Km de Antioquia.
Depois: Chipre, Ilha do mar Mediterrâneo. Lá concentra sua evangelização em
Salamina (porto de Chipre) e vai para Pafos, capital de Chipre (idem 13.4-6). Paulo
completa a travessia do mar mediterrâneo e chega a Perge, cidade da Panfília. Era um
centro de adoração a deusa Diana (idem v.13). Atravessam essa cidade até Antioquia
de Pisídia (idem v.14). E desprezados pelos judeus, partem para os gentios. Levando
a mensagem do evangelho. A viagem segue por: Icônio, capital da Licaônia, um distrito
situado na parte sul da Galácia (idem v.51). Tiveram que se refugiar de perseguições
em Listra, outra cidade da Licaônia. Onde Paulo é apedrejado e fica quase morto.
Também passam por: Derbe, outra cidade da Licaônia, nos confins de Isáuria (idem
14.6). Outra cidade que Paulo passou nessa viagem foi por: Atália, uma cidade
marítima da Panfília na Ásia, muito próxima das fronteiras com a Lícia, construída e
nomeada por Atalos Filadelfos, rei dos pérgamos, agora chamada de Antália (idem
v.25). E desta cidade navegaram de volta para Antioquia (idem v.26). Antes da
segunda viagem missionária de Paulo, a igreja em Jerusalém passa por conflitos de
interpretação das Escrituras, pois muitos gentios haviam se convertido. E não tinham
ainda uma resposta se os gentios deveriam guardar a Lei, se esta tinha algum papel
para salvação. E finalmente concluem: A salvação é pela graça (idem 15.11); e
deixaram algumas recomendações da Lei para os gentios observarem (idem v.20).
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 15

Essa conclusão foi levada em carta para a igreja em Antioquia, a igreja dos gentios.
Vale ressaltar aqui que os “presbíteros” eram tidos como os “pastores” das igrejas,
pois foram eles que se reuniram com os apóstolos para tratar a questão (idem v.6).
Não vemos mencionar o termo “pastores” nesse concílio.
A segunda viagem de Paulo tem Silas como auxiliar. Ele passa pela Síria, região da
Ásia limitada ao norte pelas cordilheiras do Taurus e Amanus; ao leste, pelo Eufrates e
Arábia; ao sul, pela Palestina; e ao oeste, pela Fenícia e o Mediterrâneo. E passa
também por Cilícia, província romana vizinha da Síria. Provavelmente foi a sua cidade
natal: Tarso. Ele trata de confirmar as igrejas que nessa região haviam se formado
(idem v.41). O mesmo fez em Derbe e Listra. Onde Paulo encontrou Timóteo (idem
16.1). Paulo passa por Trôade, porto situado na Mísia, um distrito da província romana
da Ásia, a 16 km das ruínas de Tróia. Em Trôade Paulo teve uma visão que o levou à
Europa (idem v.8). Ainda fez uma sequência em duas cidades: Samotrácia (ilha do mar
Egeu), Neápolis (porto de Filipos) e Filipos (idem v.11). Cidade da Macedônia fundada
por Felipe II, pai de Alexandre, o Grande, no ano 358 a.C. Foi a primeira cidade da
Europa que ouviu a pregação de um missionário cristão. Nesse lugar Paulo e Silas são
açoitados e presos. Após serem liberados, passaram por cidades da Macedônia:
Anfípolis, Apolônia, vindo a chegarem a Tessalônica, capital da Macedônia (idem
17.1). De lá foram para Beréia (idem v.10). Outra cidade Macedônia. Onde Paulo se
surpreende pelo cuidado dos moradores em examinar as Escrituras sobre o que ele
falara (idem v.11). Depois, Paulo vai para Atenas, nos tempos antigos, a capital da
Ática, um dos estados gregos. A cidade foi construída ao redor de uma colina rochosa
chamada Acrópole. Atenas era um famoso centro de cultura grega (idem v.15). Lugar
onde Paulo sabiamente usa um dos alteres em homenagem ao “deus desconhecido”
para proclamar o evangelho de Jesus (idem 17.22-31). Desta cidade, Paulo parte para
Corinto, cidade da Grécia, cheia de pecado e corrupção, destruída pelos romanos em
146 a.C. e reconstruída em 46 d.C. "Coríntio" era sinônimo de "imoral", "depravado".
Em Corinto havia um templo dedicado ao culto de Afrodite, deusa do amor. Nesse
templo havia mil prostitutas cultuais, que atraíam adoradores de todo o mundo antigo
(idem 18.1). Lugar onde conheceu o casal Priscila e Áquila que se refugiavam de
Roma. Então, juntamente com eles Paulo viajou para Éfeso (idem v.19). Capital da
província romana da ÁSIA, famosa por seu templo de Diana. Era um grande centro
comercial. Uma das sete cartas do Apocalipse foi dirigida à igreja de Éfeso. E
embarcando navegou de Éfeso para Cesaréia (porto construído por Herodes em
homenagem a César Augusto a 40 km de Samaria) e subiu para Jerusalém, indo parar
na igreja base em Antioquia.
A terceira viagem missionária de Paulo atravessa todas as regiões altas.
Provavelmente passou pelas cidades de: Tarso, Derbe, Listra, Icônio e Antioquia de
Pisídia. Chegando a Éfeso, Apolo, um judeu natural de Alexandria, eloquente e
poderoso nas Escrituras (idem v.24). Com grande poder, convencia os judeus que
Jesus era o Messias (idem v.28). Porém este parte para Corínto. Todavia, como ele
conhecia apenas o batismo de João deixou alguns discípulos em Éfeso que
precisaram receber novas instruções de Paulo sobre o Espírito Santo (idem 19.1-7).
Depois disso, Paulo permaneceu na Ásia (idem v.22), provavelmente ainda na cidade
de Éfeso. Partiu para Macedônia (idem 20.1), provavelmente ele fez o trecho pelas
cidades: Esmirna, Pérgamo, Trôade e Filipos. Diz o texto bíblico que Paulo atravessou
aquelas terras da Macedônia até Grécia (idem v.2). Isto é, ele passou provavelmente
pelas cidades de: Anfípolis, Apolônia, Tessalônica, Bereia, Atenas e Corinto. Naquele
tempo Grécia estava dividida em duas províncias romanas: a Macedônia, ao Norte, e a
Acaia, ao Sul. Paulo vem fazendo o percurso de volta, atravessa o mar Egeu do porto
de Filipos (Neápolis) e chega ao porto Trôade novamente (idem v.6), onde acontece
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 16

um acidente com um jovem chamado Êutico (idem v.9). Convém ressaltar aqui que
nessa terceira viagem, Paulo estava na companhia de Lucas. Pois ele relata: “Nós,
porém, prosseguindo, embarcamos e navegamos para Assôs, onde devíamos receber
Paulo, porque assim nos fora determinado, devendo ele ir por terra” (idem v.13). Assôs
era outro porto de Mísia (chamado também de Assom). Nesse porto se reencontram
com Paulo, pois ele faz a viagem de Filipos por terra. Desse porto eles vão para
Mitilene, capital de Lesbos, ilha do mar Egeu. Deste lugar passam ainda pelas ilhas de
Quios, Samos e chegam a Mileto, porto do mar Egeu, uns 50 km ao sul de Éfeso.
Nesse período Paulo dar ênfase aos presbíteros da igreja. Chamando-os de Éfeso
para se despedir deles. Onde se registra nessa reunião a palavra de Paulo: “Atendei
por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para
pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. (idem
v.28). Depois da despedida Paulo parte para Cós, pequena ilha do Mar Ageu.
Passando por Rodes, bem conhecida ilha das Cíclades. E também por Pátara, cidade
marítima de Licia, famosa por seu oráculo de Apolo (idem 21.1). Paulo navega ainda
para Tiro, porto da Fenícia situado numa ilha ao norte do Carmelo e ao sul de Sidom.
Paulo desembarca em Tiro e é alertado pelos discípulos de não ir para Jerusalém
(idem v.3,4). Ao se despedir desses discípulos Paulo embarca novamente, passando
por Ptolemaida e depois a Cesaréia. Lá Paulo recebe novo alerta, agora por um
profeta chamado Ágabo (idem v.10,11). Onde todos rogaram que Paulo não fosse para
Jerusalém (idem v.12). Todavia, Paulo foi concluir sua viagem em Jerusalém (idem
v.15). Lugar onde ele é preso (idem caps. 22, 23, 24, 25, 26) e recebe conforto do
próprio Senhor Jesus (idem 23.11). Segundo conta a tradição cristã, ele passou dois
anos preso em Cesaréia. Temos uma grande lição na prisão de Paulo: embora sendo
alertado em profecias do que iria acontecer com ele, Paulo leva em consideração o
seu chamado (idem 9.15,16) e parte para Jerusalém não temendo sua prisão. E ainda
apela para ir a César (Roma) atendendo ao pedido de Jesus. Pois bem, continuando:
sua viagem para Roma não foi nada fácil, sofreu naufrágio (idem cap.27), vindo a
parar em Malta (idem cap.28), ilha do mar Mediterrâneo, situada 100 km ao sul da
Sicília, Itália (Roma). E de lá seguiu para Roma por volta do ano 60 e passou mais
dois anos em prisão domiciliar. Contando esta vez, Paulo passou entre cinco e seis
anos preso em celas ou prisioneiro em casa. Vindo depois a ser morto. A Bíblia não
registra sua morte. De acordo com a tradição cristã, Paulo foi decapitado em Roma
durante o reino do imperador Nero. Eusébio de Cesaréia, que escreveu no século IV
d.C., confirma isso. Este evento tem sido datado ou no ano de 64 d.C., quando Roma
foi devastada por um incêndio, ou alguns anos depois, em 67 d.C.
Durante o período das viagens missionárias de Paulo foram escritas as cartas de sua
autoria (entre 51 d.C. a 67 d.C.), ele escreve as cidades de: Roma, Corinto, Galácia,
Éfeso, Filipos, Colossos, Tessalônica; e aos três companheiros e irmãos em Cristo que
conheceu em suas viagens: Timóteo, Tito e Filemon. Desses, Tito, seu fiel mensageiro
para as igrejas, muitas vezes confundido como pastor em Bíblias de estudo por levar
mensagens de Paulo aos bispos, líderes (pastores) da igreja. O mesmo ocorre com
Timóteo, encarregado pessoal de Paulo em sua prisão em Roma de levar
recomendações às igrejas (2Co.8.22-23) que tinha o ministério de evangelista
(2Tm.4.5) ambos cooperavam na implantação e confirmação das igrejas (1Tm.1.3,4;
Tt.1.5). É puramente hipotético a afirmação de Tito e Timóteo serem pastores.
Quanto às cartas escritas nessa época, temos também as escritas por Pedro (em 64 e
65 d.C.), Tiago (em 61 d.C.); e a anônima aos Hebreus (em 63 d.C). Já as cartas de
João, escritas posteriormente em 70 d.C (três cartas gerais) e 96 d.C. ele escreve o
Apocalipse com cartas para as igrejas das cidades de: Éfeso (Ap.2.1-7), Esmirna
(idem v.8-11), Pérgamo (idem v.12-17), Tiatira (idem v.18-29), Sardes (idem 3.1-6),
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 17

Filadélfia (idem v.7-13), Laodicéia (idem v.14-22). Temos ainda uma pequena carta de
Judas, escrita aproximadamente no ano 70 d.C. As cartas eram o único meio de
comunicação à distância na época. Foram escritas com o intuito de fortalecer, instruir e
informar os cristãos espalhados por toda região da: Palestina, Síria, Ásia, Macedônia,
Acaia, Itália e norte do Egito.
 As revelações de João: Fim da revelação divina. Aquele discípulo amado: João.
Sobreviveu ao martírio conforme Jesus havia dito a Pedro (Jo.21.20-22), todavia não
lhe faltaram privações. João foi exilado em Patmos, Pequena ilha do mar Egeu,
situada 45 km ao sul de Samos (Ap.1.9). As revelações que João teve podem ser
colocadas em duas partes: Primeira parte – voltada para o período da igreja.
Principalmente a igreja contemporânea de João (envolvem os capítulos 1 a 4).
Segunda parte – focada para após a era da igreja, futurista (envolvem os demais
capítulos). Essa conclusão se faz da exegese de Ap.4.1b: “... Sobe para aqui, e te
mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas”. Como a “igreja” é o tema
anterior, obviamente o tema posterior se refere a uma era sem a igreja ou de
participação de outro povo: Israel.
Primeira parte: Período da igreja. Pautada pelas cartas às igrejas da Ásia, conforme
já mencionei anteriormente. Dirigidas aos líderes das igrejas e também às mesmas.
Segunda parte: Período futurista. Pautada por VISÕES relatadas por João. As
principais são elas: A visão do livro com sete selos e a do Cordeiro (Ap.5); a abertura
dos selos (Ap.6); a visão dos cento e quarenta e quatro mil selados de Israel (Ap.7.18); a visão dos mártires glorificados na tribulação (idem v.9-17); a visão de sete anjos
com as suas trombetas (Ap.8); a visão das duas testemunhas (Ap.11.3-14); a visão da
mulher e o dragão (Ap.12); a visão da besta que emerge do mar e da que emerge da
terra (Ap.13); a visão dos sete flagelos (Ap.15 e 16); a visão da grande prostituta
(Ap.17); a visão da queda de Babilônia (Ap.18); a visão da vinda de Cristo para julgar
a besta, o falso profeta e seus exércitos (Ap.19.11-21); a visão da prisão de Satanás
(Ap.20.1-6); a visão da derrota final de Satanás (idem v.7-10); a visão do juízo final
(idem v.11-15); e por fim, a visão de novo céu e nova terra (Ap.21.1-8) e da nova
Jerusalém (idem v.9-27; cap.22.1-5). E assim encerra as visões e revelações de Jesus
Cristo aos seus servos e apóstolos.
O encerramento da revelação divina: As Escrituras nos dizem que Deus se revelou por
meio da criação: “porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles,
porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu
eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem,
desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas.
Tais homens são, por isso, indesculpáveis”. (Rm.1.19,20). Em seguida se revelou por
meio dos profetas: “sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura
provém de particular elucidação; porque nunca, jamais qualquer profecia foi dada por
vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo
Espírito Santo”. (2Pe.1.20). E finalmente encerra por meio de Jesus Cristo: “Havendo
Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas,
nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as
coisas, pelo qual também fez o universo”. (Hb.1.1,2). Onde Jesus dar suas últimas
revelações a João em Patmos: “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para
mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer e que ele,
enviando por intermédio do seu anjo, notificou ao seu servo João”. (Ap.1.1). E em suas
últimas palavras diz: “Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro,
testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos
Visão Panorâmica da Bíblia, página: 18

escritos neste livro”. (Ap.22.18).
Em fim, o período da revelação de Deus se encerrou. Jamais Deus fará algum sinal,
teofania ou manifestação sobrenatural, milagre exatamente igual ao que fez nesse
período. Não que tenha cessado o seu poder, mas a sua revelação. Ele continua o
mesmo: “Jesus Cristo, ontem e hoje, é o mesmo e o será para sempre”. (Hb.13.8). E
jamais haverá outro Cristo (Gl.1.7-9; 2Co.11.3,4).
Se eu perguntar a você: Tu crês que a Bíblia é a Palavra de Deus? E você me diz:
Sim. Porém, se você exige que se repita o que houve nos tempos bíblicos será que
está fazendo uso da fé ou da ciência? Creio que você está usando os mesmos
quesitos de Tomé (Jo.20.24-29).
Os dons encerraram? Não. O que se encerrou foi a revelação divina. Os dons citados
na Bíblia Sagrada (principalmente: Rm.12.6-8; 1Co.12.7-11, 28-31 e EF.4.11), seguem
seu curso até a vinda de Cristo. Não operam hoje com tanta frequência como
antigamente, pois o derramar de Deus são como a chuva temporã. Hoje, embora com
menos frequência, como ocorre na chuva serôdia. O profeta Joel associou essas
chuvas ao âmbito espiritual (Jl.2.23). O profeta Zacarias também chamava as últimas
chuvas de “serôdias” (Zc.10.1).
Fontes consultadas:
www.wikipedia.org
Através da Bíblia livro por livro – Myer Pearlman
Bíblia Online 3.0 com dicionário, léxico grego e hebraico de Strongs
Bíblias de estudos: John MacArthur, Genebra e NVI

Visão Panorâmica da Bíblia, página: 19

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