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Projeto: Curiosidades.

Lista de Exerc´ıcios Resolvidos

Ara´ujo, Pedro Miranda.

e-mail: igf23@yahoo.com.br

Santana-AP, 10 de outubro de 2013.

† † †

Exerc´ıcio 1 (UNIFAP). Seja um cilindro (ou obliquo), fechado, ou seja, com tampas de base

circular e limitada pela circunferˆencia 1 x 2 + y 2 2x + 6y + 6 = 0, de altura h e raio r, onde

este cilindro faz com o plano de base um anguloˆ de 60 o que ´e o anguloˆ de inclina¸c˜ao do cilindro.

60 o que ´e o anguloˆ de inclina¸c˜ao do cilindro. (a) (b) Figura 1: Cilindro inclinado

(a)

o que ´e o anguloˆ de inclina¸c˜ao do cilindro. (a) (b) Figura 1: Cilindro inclinado em

(b)

Figura 1: Cilindro inclinado em esquema

Pergunta-se: a) A superf´ıcie do cilindro

lateral e o volume do cilindro.

b) O volume do cilindro

c) A raz˜ao entre a superf´ıcie

Solu¸c˜ao. a) A superf´ıcie do cilindro: Observe a seguinte equa¸c˜ao 2 .

(x a) 2 + (y b) 2 = r 2

Por compara¸c˜ao.

(1)

x 2 + y 2 2ax 2by + a 2 + b 2 r 2 = x 2 + y 2 2x + 6y + 6

a = 1

,

b = 3

Observe atrav´es de (b) que

e

a 2 + b 2 r 2 = 6

=

tan 60 o = h

2

=

h = 2 3.

r = 2

Ent˜ao,

S = C · h = 4π · 2 3 = 8π 3

S = 8π 3

1 Circunferˆencia: Geom. Lugar geom´etrico dos pontos de um plano equidistantes de um ponto fixo. 2 Equa¸c˜ao da circunferˆencia.

b) O volume do cilindro: Considere o cilindro (ou obliquo) da Figura 1 semelhante 3 a um

Observe as f´ormulas a

cilindro reto de altura

seguir.

(2)

2 3,

ou seja, com mesma base e area´

A c = πr 2

e

V c = A c · h

lateral.

As f´ormulas correspondem `a area´

e ao volume do cilindro, respectivamente.

`a area´ e ao volume do cilindro, respectivamente. Figura 2: Cilindro reto de altura 2 √

Figura 2: Cilindro reto de altura 2 3

Logo,

V c = 4π · 2 3 = 8π 3

V c = 8π 3

c) A raz˜ao entre a superf´ıcie lateral e o volume do cilindro: A alternativa ´e resolvida

atrav´es das considera¸c˜oes anteriores.

S

=

V c

8π 3

8π

3 = 1

Raz˜ao = 1

Exerc´ıcio 2 (UEAP). Considere p(x) um polinˆomio do 2 o grau. Sendo p(0) = 10, p(1)+p(2) =

9 e p(1) 3p(2) = 3. Calcule o conjunto de todos x para os quais p(x) > 0.

Solu¸c˜ao. A equa¸c˜ao do 2 o grau ´e definida como,

p(x) = ax 2 + bx + c

(3)

Caso 1:

p(0) = 10.

p(0) = a(0) 2 + b(0) + c = 10

=

c = 10

Caso 2:

p(1) + p(2) = 9.

a(1) 2 + b(1) 10 + a(2) 2 + b(2) 10 = 9

a + b 10 + 4a + 2b 10 = 9

=

5a + 3b = 11

Caso 3:

p(1) 3p(2) = 3.

3 Princ´ıpio de Cavalieri.

a(1) 2 + b(1) 10 3 · [a(2) 2 + b(2) 10] = 3

a + b 10 3 · (4a + 2b 10) = 3

=

11a + 5b = 17

Atrav´es dos resultados anteriores,

5a + 3b = 11

  11a + 5b = 17

=

a = 11 3b

5

(1)

(2)

Usando o resultado de (1) em (2).

11 · 11 3b

5

+ 5b = 17

=

11 2

33b

+ 5b = 17

5

5

b · 5 33 = 17 11 2

5

5

=

b = 9

2

Em (1)

temos

5a + 3 · 9 = 11

=

a = 1

2

2

A equa¸c˜ao que satisfaz os trˆes casos ´e

p(x) = 1 2 · x 2 + 9

2

· x 10.

Atrav´es dos zeros da fun¸c˜ao podemos definir o conjunto dos x para os quais p(x) > 0.

Sabe-se que

2 · x 2 + 9

2

1

· x 10 = 0

=

∆ = (9) 2 4(20)(1)

x 2 + 9x 20 = 0

=

∆ = 1

x = b ±

2a

.

Logo

x = (9) ± 1

2(1)

=

x 1 = 4

e

x 2 = 5

± √ 1 2( − 1) = ⇒ x 1 = 4 e x 2 =

Temos como solu¸c˜ao

Figura 3: Sinal da fun¸c˜ao

S = {x R| 4 < x < 5}.

Exerc´ıcio 3 (EsSa). No ano “A”, as idades de um sargento e seu irm˜ao eram, numericamente,

A diferen¸ca entre suas idades ´e

de 6 anos e, nesse mesmo ano “A”, o produto das idades desses irm˜aos era 315. Assim, podemos

afirmar que o produto

as ra´ızes da equa¸c˜ao do 2 o grau dada por m 1 x 2 + m 2 x + 105 = 0.

m 1 · m 2

´e?

Solu¸c˜ao. O primeiro passo ´e descobrir a idade dos irm˜aos, no caso “a” e “b”, que s˜ao os zeros

da fun¸c˜ao. Segue,

a b = 6

a · b = 315

=

a = 6 + b

Como

anos.

Atrav´es do sistema temos

b 2

b 2 + 6b 315 = 0

com ra´ızes iguais a

b 1 = 15

e

b 2 = 21.

a = 21

n˜ao responde o problema a idade de

b ´e igual a 15 anos. Consequentemente,

Usando os zeros na fun¸c˜ao.

441m 1 + 21m 2 + 105

= 0

225m 1 + 15m 2 + 105 = 0

(1)

(2)

Uma das formas de resolver o sistema ´e usando a regra da adi¸c˜ao. Para isso multiplique

(2) por (1, 4). Veja,

441m 1 + 21m 2 + 105 = 0

315m 1 21m 2 147 = 0

Somando os valores das colunas obtemos

m 1

podemos responder o problema.

m 1 · m 2 = 1

3 · (12) = 4,

o produto ´e igual a

1

=

3

4.

e em (1)

m 2

= 12.

Com isso

Exerc´ıcio 4 (EsSa). A area´

do circulo inscrito em um triˆangulo retˆangulo de lados 9, 12 e 15?

Solu¸c˜ao. Observe a Figura 4, p´ag. 5.

Sabe-se que

A t = altura · base

2

(´area do triˆangulo).

Ent˜ao

A = 9 · 12

2

= 54

=

54 = r 2 + r · (12 r)

2

+ 15 · r + r · (9 r)

2

2

.

Temos

54

= r 2 + 6r r 2

2

+ 15r + 9r

2

2

A c = π · r 2

=

A c = 9π

r 2 2

=

r = 3

Figura 4: Triangulo retˆangulo com circulo inscrito E xerc´ıcio 5 (EsSa) . Estando afastado 6

Figura 4: Triangulo retˆangulo com circulo inscrito

Exerc´ıcio 5 (EsSa). Estando afastado 6 metros de um muro de 3 metros de altura, um menino

chuta uma bola que cai exatamente sobre o citado muro, ap´os percorrer a trajet´oria descrita pela

equa¸c˜ao y = ax 2 + (1 4a)x,

em rela¸c˜ao ao sistema de coordenadas usual. Nestas condi¸c˜oes, a

altura m´axima atingida pela bola ´e?

Solu¸c˜ao. O problema fornece como coordenada o ponto (6,3) que corresponde a posi¸c˜ao da bola.

Temos 3 = a · (6) 2 + (1 4a) · 6 que implica em a = 1

4 .

A equa¸c˜ao da trajet´oria ´e

1

y = 4 · x 2 + 2x.

O

v´ertice da fun¸c˜ao ´e V y = 4a

=

V y =

pela bola ´e igual a 4 metros.

4

1

4 · 4

= 4.

A altura m´axima atingida

Exerc´ıcio 6 (UNIFAP). Considere

8 32 · 25 10 2 8 · 5

50

Ent˜ao podemos dizer que

(10 · n) 2 889 2

´e?

= a · 10 n ,

com 1 a < 9,

sendo n N

e

a R.

Solu¸c˜ao. O problema pode ser resolvido atrav´es de compara¸c˜ao.

8 32 · 25 50 = (2 3 ) 32 · (5 2 ) 50

2 8 · 5 10

2 8 · 5 10

= 2 968 · 5 10010 = 2 88 · 5 88 · (10 · 2, 5)

(2 · 5) 88 · 10 · 2, 5 = (10) 89 · 2, 5

= a · 10 n

=

2, 5 · 10 89 = a · 10 n

Ent˜ao

a = 2, 5

e

n = 89.

Segue a resposta.

(10 · n) 2 889 2 = (10 · 89) 2 889 2 = 1779

Exerc´ıcio 7 (UNIFAP). Considere um trap´ezio is´osceles de v´ertices

da medida, das bases, menor e maior ´e

em que o valor

respectivamente e a medida do

ABCD

AB

= 5

e

DC

= 8

anguloˆ

deste trap´ezio?

A DC

´e a ter¸ca parte da medida do ˆangulo D AB,

pergunta-se: qual ´e o valor da ´area

Solu¸c˜ao. A soma dos angulosˆ

internos de um pol´ıgono de 4 lados ´e igual a 360 o .

de um pol´ıgono de 4 lados ´e igual a 360 o . Figura 5: Trap´ezio is´osceles

Figura 5: Trap´ezio is´osceles

Note que

D AB = A BC

e B CD = C DA.

2θ + 2ϕ = 2 · ϕ + 2ϕ = 360 o

3

Sabe-se que

θ = ϕ/3.

=

ϕ = 135 o

e

θ = 45 o

O comprimento

Ap (DpA

= 90 o ) ´e encontrado atrav´es do ˆangulo

Temos a area´

tan θ = tan 45 o = 1 =

Ap

3/2

=

do trap´ezio

A T = 2 · 3/2 · 3/2 + 5 · 3

2

2

Ap = 3 2
Ap = 3
2

= 9, 75

θ.

Exerc´ıcio 8 (UNIFAP). Considere o retˆangulo de v´ertices ABCD, sendo as medidas de seus

3 4 · DC.
3
4 · DC.

lados AD = e AB = 2 . Agora considere um ponto p 1 DC, tal que Dp 1 =

Considere tamb´em um ponto p 3 AB, tal que p 1 p 3 seja perpendicular a BD que ´e a diagonal

do retˆangulo, sendo o ponto de intersec¸c˜ao de p 1 p 3 e BD o ponto p 2 . Dadas estas informa¸c˜oes

pergunta-se: qual ´e a medida da area´ do triˆangulo de v´ertices Dp 3 p 2 ?

Solu¸c˜ao. Note que

B DC = A BD = θ.

2 3 cos θ = Dp 2 · = pois 4 · DC = 3
2
3
cos θ = Dp 2
·
=
pois
4 · DC = 3
·
3
DB ,
2
2
Por Pit´agoras temos
(2 ) 2 + 2 = (DB) 2
=⇒
DB = √ 5
Dp 2 · (DB) = 3 2
=⇒
Dp 2 · ( √ 5) = 3 2
Dp 2 = 3 √ 5
5
Logo, P 2 B = 2 √ 5 , pois 5
Logo,
P 2 B = 2 √ 5 ,
pois
5

Dp 2 + p 2 B = 5.

Observe a Figura 6.

5 Dp 2 + p 2 B = √ 5. Observe a Figura 6. Figura 6:

Figura 6: Detalhes do problema

cos θ = p 2 B

p 3 B

= Dp 2

3

·

2

=

2

5

5

p 3 B

=

3

5

5

3

2

·

Ent˜ao

(AD) 2 + (Ap 3 ) 2 = (Dp 3 ) 2

=

p 3 B = Ap 3 =

Dp 3 = 2

Concluindo,

e

(Dp 3 ) 2 = (Dp 2 ) 2 + (p 2 p 3 ) 2

A Dp 2 p 3 = (3 5 )/5 · ( 5)/5

2

=

2

= 3

10

p 2 p 3 = 5

5) / 5 2 = ⇒ 2 = 3 10 p 2 p 3 = √

5

Exerc´ıcio 9 (UNIFAP). Considere a matriz

A

do tipo 6 por 7, ou seja, 6 linhas e 7 colunas e

a matriz do tipo 7 por 3, ou seja, 7 linhas e 3 colunas. Sendo

A = (a i,j ),

onde

a i,j = i + j

e

B = (b i,j ),

onde

b i,j = i j.

Al´em disso, considere a matriz

C = (c i,j )

que ´e o resultado do

produto das matrizes

A

por

B. Qual ´e o elemento

c 5,2 ?

Solu¸c˜ao. Para evitar a constru¸c˜ao completa das matrizes A, B e C trabalharei somente com as

linhas e as colunas necess´arias. O leitor deve conhecer previamente a regra de multiplica¸c˜ao de

matrizes, pois a mesma n˜ao ser´a explicada nesse problema.

Caso 1: A linha 5 da Matriz A ´e obtida atrav´es da equa¸c˜ao a i,j = i + j.

quest˜ao.

a 51

a 52

a 53

a 54

a 55

a 56

a 57

Ap´os a aplica¸c˜ao da regra obtemos a seguinte linha.

6

7

8

9

10

11

12

Observe a linha em

A

coluna 2 da Matriz B ´e conseguida de forma semelhante atrav´es da equa¸c˜ao b i,j = ij.

b

b

b

b

b

b

b

12

22

32

42

52

62

72

=

1

0

1

2

3

4

5

O

passo seguinte ´e simples e consiste na multiplica¸c˜ao da linha 5 da Matriz A pela coluna

2 da Matriz B.

c 5,2 = 6 · (1) + 7 · 0 + 8 · 1 + 9 · 2 + 10 · 3 + 11 · 4 + 12 · 5 = 154

Exerc´ıcio 10 (EsSa). O Sargento Nilton recebeu a miss˜ao de distribuir 33 caixas de muni¸c˜ao,

com 100 cartuchos cada, para 46 soldados distribu´ıdos em 3 grupamentos. No grupamento “A

cada soldado dever´a receber 100 cartuchos e nos grupamentos “B” e “C”, 50 cartuchos cada um

dos soldados. Mas, na hora da distribui¸c˜ao, os grupamentos trocaram de posi¸c˜ao e o sargento

distribuiu 100 cartuchos para cada soldado do grupamento “C” e 50 cartuchos para cada um dos

soldados dos grupamentos “B” e “A”. Isso fez com que sobrassem 400 cartuchos. Percebendo o

erro, o Sargento refez a distribui¸c˜ao de modo correto e notou que n˜ao sobrou nenhum cartucho.

Baseando-se nessa situa¸c˜ao, pode-se afirmar que o n´umero de soldados do grupamento “B” ´e?

Solu¸c˜ao. Observe o sistema.

Usando (1) em (2).

A + B + C = 46

(1)

100A + 50B + 50C

= 3300

(2)

50A + 50B + 100C = 2900

(3)

100A + 50 · (46 A) =

3300

=

A = 20,

pois

(B + C)

=

46 A

Usando (1) em (3)

50 · (46 C) + 100C = 2900

=

C = 12,

pois

(A + B) = 46 C

Usando os resultados de (2) e (3) em (1).

A + B + C = 46

⇐⇒

20 + B + 12 = 46

B = 14.

Exerc´ıcio 11 (EsSA). Dividiu-se uma heran¸ca de R$ 62.000, 00 entre dois herdeiros de 7 e 13

anos, sendo as quantias depositadas em um banco a juros simples de 5% ao ano, de tal modo

que ao completarem 21 anos tenham quantias iguais. A parte da heran¸ca, em reais, que deve ser

deixada ao mais mo¸co ´e?

Solu¸c˜ao. Temos as seguintes informa¸c˜oes.

Capital = 62000

a = 7anos

b = 13anos

Note que

C a · 5 · (21 7)

100

Capital = C a + C b = 62000

+ C a = C b · 5 · (21 13)

100

+ C 2 =17C a = 14C b .

=

17C a = 14 · (6200 C a )

17C a + 14C a = 86800

=

C a = 28000

Exerc´ıcio 12 (EsSA). Considere duas circunferˆencias de raios iguais a 2 tal que, sobrepostas,

cada uma passa pelo centro da outra. A ´area da regi˜ao comum a ambas ´e?

Solu¸c˜ao. Observe a figura.

comum a ambas ´e? S olu¸c˜ao. Observe a figura. Figura 7: Circunferˆencias sobrepostas Note que Temos

Figura 7: Circunferˆencias sobrepostas

Note que

Temos 4

r 2 = 2

r 2 + x 2

=

sin θ = x

= 3

r

2

r

x = 2

=

· 3

θ = 60 o .

m = π · r 2 · 120

360

360 o

120 o

−→

π · r 2

−→ m m = π · r 2 .

3

=

´

4 Area referente ao arco de 120 o .

x = 3.

Segue,

O

´

Area comum,

restante ´e encontrado atrav´es da area´

4 · A T + n = m

A c = n + m = π · r 2

3

=

do triˆangulo retˆangulo.

n = π · r 2

3

2 3

= 8π

3

2 3

− 2 √ 3

2 3 + π · r 2

− 2 √ 3 − 2 √ 3 + π · r 2 3 E xerc´ıcio

3

Exerc´ıcio 13 (EsSA). No triˆangulo ABC abaixo, se M e N s˜ao pontos m´edios e a area´

triˆangulo DMC ´e

1dm 2 ,

ent˜ao a area,´

em

dm 2 ,

do triˆangulo

ABD ´e?

do

ent˜ao a area,´ em dm 2 , do triˆangulo ABD ´e? do Figura 8: Triˆangulo e

Figura 8: Triˆangulo e pontos m´edios

Solu¸c˜ao. O problema ´e resolvido atrav´es da no¸c˜ao de baricentro e da f´ormula da area´

triˆangulo qualquer.

de um

Defini¸c˜ao (Baricentro). As trˆes medianas de um triˆangulo interceptam-se num mesmo ponto que

divide cada mediana em duas partes tais que a parte que cont´em o v´ertice ´e o dobro da outra.

Tome A MC = D MC = θ

e

A T = a · b

2

Note que

A DMC = DM · MC · sin θ = 1

2

· sin C.

e

A AMC = 3 · DM · MC

2

· sin θ.

sin θ =

2

=

DM ·

MC

A AMC = 3 · DM · MC

2

·

2

DM · MC = 3

O leitor deve perceber que

A MC + B MA = 180 o .

aplicados a

ABM

os mesmos resultados ser˜ao obtidos, pois

Se os mesmos procedimentos forem

sin(180 o θ) = sin θ.

ABM AMC

e BDM DMC

=

A ABD = A AMC A DMC = 3 1 = 2

Exerc´ıcio 14 (UNIFAP). Considere uma esfera de raio

est´a inscrito numa esfera. Pergunta-se: qual ´e o valor da express˜ao

2

inscrita em um cilindro reto que

V E V e ?

V c

Observa¸c˜ao. V E

cilindro.

significa volume da esfera maior, V e volume da esfera menor e V c volume do

Solu¸c˜ao. Observe a figura.

menor e V c volume do S olu¸c˜ao. Observe a figura. Figura 9: Vis˜ao frontal: esfera,

Figura 9: Vis˜ao frontal: esfera, cilindro e esfera

O

raio da esfera maior

(r 2 ).

( 2) 2 + ( 2) 2 = (r 2 ) 2

=

r 2 = 2

O

volume da esfera menor

(Obs.:

V

= 4

·

πr 3 ).

 
 

3

 

V e = 4

3

·

π( 2) 3

=

V e = 8π 2

3

Volume do cilindro

(Obs.:

V

= π · r 2 · h).

V c = π · ( 2) 2 · 2 2

=

V c = 4π 2

O volume da esfera maior.

V E = 4

3

· π(2) 3

=

V E = 32π

3

Concluindo,

V E V e

V

c

=

32π

8π 2

3 3

4π 2

= 4 2 2

3

Exerc´ıcio 15. Considere duas retas perpendiculares r e s.

pontos (7, 1) e (2, 9) e que a reta r

qual ´e a equa¸c˜ao da reta r?

Sabe-se que a reta s possui como

Pergunta-se:

intercepta o eixo das ordenadas em (0, 2).

Solu¸c˜ao. Observe a Figura 10.

Figura 10: Retas no plano cartesiano e b ´e o coeficiente linear. O primeiro passo

Figura 10: Retas no plano cartesiano

e

b ´e o coeficiente linear. O primeiro passo ´e formar um triˆangulo retˆangulo com o ponto (0, 2) e

trabalhar com os angulosˆ

Observe a

´e descobrir o coeficiente ˆangular da reta

e 90 o . O objetivo

Note que a equa¸c˜ao da reta ´e definida por y = ax + b, onde a ´e o coeficiente angularˆ

internos do mesmo, ou seja, com os ˆangulos 5 θ,

ϕ,

r

atrav´es do coeficiente ˆangular da reta

s.

Figura 11.

r atrav´es do coeficiente ˆangular da reta s . Figura 11. Figura 11: Triˆangulo retˆangulo Temos

Figura 11: Triˆangulo retˆangulo

Temos

tan ϕ = tan(90 o θ),

tan(90 o θ) = cos sin θ θ

= (tan θ) 1

Sabe-se que o ˆangulo da reta

s

´e

γ

e que

pois

=

ϕ + θ + 90 o = 180 o .

tan ϕ = (tan θ) 1

(γ + θ = 180 o ).

tan γ = tan(180 o θ) = tan θ

=

Outrossim,

tan ϕ = (tan θ) 1 = (tan γ) 1

tan γ = 7 1 2 9

=

8

5

(os pontos da reta

s).

A reta

r

encontra o eixo das ordenadas em

Ent˜ao

y = 2.

5 Simbologia sugerida.

tan θ = tan γ

tan ϕ = (tan γ) 1

tan ϕ = 8

5

1 = 5

8 .

Conclui-se com isso que

b = 2.

Portanto, a equa¸c˜ao da reta

r

´e

y =

8 5 · x + 2.

Exerc´ıcio 16. Calcule a distˆancia entre o ponto P (da reta r) e a reta s (Figura 12).

entre o ponto P (da reta r ) e a reta s (Figura 12). Figura 12:

Figura 12: Distˆancia entre ponto e reta

Solu¸c˜ao. Note que as duas retas do problema s˜ao perpendiculares. Podemos montar, portanto,

um triˆangulo retˆangulo similar ao do Exerc´ıcio 21 (ver p´ag. 12).

tan ϕ = (tan γ) 1

=

tan γ = 2 0 0 3

=

3

2

tan ϕ = 3

2

Atrav´es do ponto

P (3, 4)

da reta

r

temos.

4 = 2 3 · 3 + b

=

b = 2

y r =

2

3

· x + 2

De forma an´aloga encontramos a fun¸c˜ao da reta

(s)

y s = 3

2

· x + 3 .

1 = 2

3

O proximo passo ´e descobrir o ponto de encontro.

2

3 · x + 2 = 3

2

· x + 3

A distˆancia

(d)

entre o ponto

P

=

e a reta

d 2 = 3

13 2 + 4 30

6

13 2 = 11 2 · 13

13

2

s.

x =

6

13

=

e

y = 30

13

d = 11 13

13

Exerc´ıcio 17. Ache b e a em fun¸c˜ao de n, de modo que b · x n+1 + ax n + 1 seja divis´ıvel

por

(x 1) 2 .

Solu¸c˜ao. Note que

x = 1

(zero da fun¸c˜ao) implica em

b + a + 1 = 0.

A express˜ao pode ser reescrita como

(a + 1) · x n+1 + ax n + 1,

Usando o dispositivo de Briot-Ruffini.

pois

b = (a + 1).

1 (a + 1)

a

0

0

.

.

.

1

1 (a + 1)

1

1

1

 

.

.

.

0

(a + 1)

(a + 2)

(a + 3)

.

.

.

(a + (n + 1))

O resto do processo (em azul) ´e igual a zero, pois a divis˜ao por

(x 1) 2

(a + (n + 1)) = 0

=

a = (n + 1)

e

b = n

Temos a express˜ao

n · x n+1 (n + 1) · x n + 1.

Exerc´ıcio 18. Qual ´e o resto da divis˜ao de

 

x 599

por

(x 2 1).

1

1 0

0

0

.

.

.

0

1

1 1

1

1

.

.

.

1

=

1 .

0

1

.

.

1

=

Solu¸c˜ao. Usando o dispositivo de Briot-Ruffini.

q

q

1

2

O

resto do processo (em azul) ´e igual a 1, pois o n´umero de casas ´e 599.

(q 2 · (x + 1) + 1) ·(x 1) + 1 = q 2 · (x + 1) · (x 1) + x

q 1

O resto da divis˜ao de

x 599

por

(x 2 1)

´e igual a

x.

´e exata.

Exerc´ıcio 19. Um polinˆomio p(x) dividido por (x + 1) d´a resto 1, por (x 1) d´a resto

1 e por (x + 2) d´a resto 1. Pergunta-se: qual ´e o polinˆomio p(x)?

Solu¸c˜ao. Usando o dispositivo de Briot-Ruffini.

Caso 1: p(x) dividido por (x + 1) d´a resto

1.

1

a

b

c

 

a

(b a)

(a b + c) = 1

Caso 2: p(x) dividido por

(x 1)

d´a resto

1.

1

a

b

c

 

a

(a + b)

(a + b + c) = 1

Caso 3: p(x) dividido por

Construindo uma matriz.

Note que.

1

4

1

1

1

2

1

1

1

(x + 2)

d´a resto

1.

2

a

b

c

a

(b 2a)

(4a 2b + c) = 1

1

1

4

1

1

2

1

1

1

·

b = 1

c

a

1

1

1

1

1

1

0

0

1

2

6

1

0

3

1

2

3

1

0

0

1

2

0

Temos

a = 1,

b = 1

e

c = 1.

Logo,

p(x) = x 2 + x 1.

1

0

3


1

2

3

Exerc´ıcio 20 (OBMEP). O trap´ezio ABCD foi dividido em dois retˆangulos AEGF e F GCD,

um triˆangulo GHC e um trap´ezio EBHG. As areas´ dos dois retˆangulos e do triˆangulo, em

cm 2 , est˜ao indicadas na figura. Qual ´e a area´ do trap´ezio EBHG?

na figura. Qual ´e a area´ do trap´ezio EBHG ? Figura 13: Trap´ezio ABCD S olu¸c˜ao.

Figura 13: Trap´ezio

ABCD

Solu¸c˜ao. As ´areas do retˆangulo e do triˆangulo podem ser obtidas atrav´es das f´ormulas.

A r = altura · base

e

A t = altura · base

2

Note que

CG · GH = 27, 2 10 CG · GE = 30
CG · GH
= 27,
2
10
CG ·
GE = 30

CG · F G = 30

=

CG

GE

= 3

1

e F G · GE = 10. 10 , pois F G = GE
e
F G · GE = 10.
10
, pois
F G =
GE

As medidas

GE

e

CG

s˜ao proporcionais a 1 e 3, respectivamente. Os dois retˆangulos

dos

do problema possuem o lado

retˆangulos e levando em considera¸c˜ao a raz˜ao citada temos

F G

em comum .

Portanto, decompondo o valor das areas´

F G = 10

3 · GH

2

= 27

=

GH = 27 · 2

= 10 3 · GH 2 = 27 = ⇒ GH = 2 7 · 2

3

= 18

O trap´ezio

EBHG

constitui-se de um retˆangulo e um triˆangulo similar a

seja, possuem angulosˆ

semelhantes.

GHC,

ou

tan θ = CG GH

=

1

6 = x 1

A ´area do trap´ezio ´e a soma

A T = A r + A t

=

x = 6

onde

x ´e a base do triˆangulo de area´

A t .

Temos

A T = 1 · 18 + 1 · 6

2

= 21

Exerc´ıcio 21 (UNIVERSA/BM). Na Figura 14 , o triˆangulo ABC est´a inscrito na circun-

ferˆencia de centro O, e AH ´e a altura relativa ao lado BC do triˆangulo. Se BH = n e

CH = m, com m > n, ent˜ao a medida OH ´e igual a?

= m , com m > n , ent˜ao a medida OH ´e igual a? Figura