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o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí vel i nsti tuci o nal i zar

eun

o s

em

r anc s co

(

) ,

c nq

enta

e

um

sta

o s

apr o var am a

ar ta

as

de 1945. A as r el açõ es

vi tó r i a co ntr a o Ei xo er a i m i nente 7 2 e to r nava- s e i nter naci o nai s. O s pr epar ati vo s datavam de vár i o s

ano s. Dur ante a f o r m ação da i m po r tante co al i zão

co ntr a o

nazi sm o ar ti cul ado

a par ti r

do

i ní ci o da Seg unda G uer r

a, o

Rei no

Uni do

e o s Estado s Uni do s, s eus pr i m ei r o s expo entes,

estabel ecer am o s pr i ncí pi o s que dever i am o r i entar as r el açõ es i nter naci o nai s apó s o co nf l i to .

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí

To davi a em 1º de j anei r o de 1942, apó s a entr ada ef eti va na g uer r a da Uni ão So vi éti ca e

do s Estado s Uni do s, um a co nf er ênci a é r eal i zada em Was hi ng to n, r euni ndo

vi nte e s ei s paí s es.

Ao r ei ter ar o s pr i ncí pi o s co nti do s na Car ta do Atl ânti co , a

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí

anunci a, pel a

pr i m ei r a

vez,

a

necessi dade de um a

f r ente

ao

s o l i dar i edade destas

Nações, a par ti r de

daquel e m o m ento

Uni das, par a f azer

Ei xo .

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí

Uni do e Uni ão So vi éti ca. Em s ua decl ar ação

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí

f i nal , o s Al i ado s i nsi stem na cr i ação

“o r g ani zação i nter naci o nal bas eada no pr i ncí pi o

da i g ual

s o ber ani a

de

to do s

o s

de um a Estado s

pací f i co s, pequeno s o u g r andes, co m o o bj eti vo de m anter a paz e a s eg ur ança i nter naci o nai s ”. Po r co ns eg ui nte, a O NU nas ce da g uer r a e s er á co nstr uí da par a co m bater a g uer r a.

Ao m esm o tem po em que as po tênci as al i adas esf o r çavam - s e par a o r g ani zar

as r el açõ es

eco nô m i cas i nter naci o nai s que r es ul to u na

Conf er ênci a de Bret t t on Woods ( j ul ho de 1944) ,

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí

7 3

o s r epr es entantes de Chi na, Estado s Uni do s, Rei no Uni do e Uni ão So vi éti ca enco ntr ar am - s e

no s ar r edo r es de Was hi ng to n par a def i ni r o s co nto r no s da o r g ani zação po l í ti ca das r el açõ es

i nter naci o nai s do

pó s- g uer r a. Nesta

o casi ão ,

f o i

s ubm eti do

à cham ada

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí

Dumbart on Oaks ( ag o sto - o utubr o de 1944) um texto pr epar ado pel o Depar tam ento de Estado ,

o Naçõ es Uni das em 25 de j unho i m pr es ci ndí
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss

i g ual dade. A m ai o r i a

destes Estado s po ss ui tão -

s o m ente um i nt eress e l i mi t ado pel as questõ es i nter naci o nai s.

i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss

co m i nt eress es gener al i z ados, s er ão r epr es entadas de f o r m a per m anente. Po r tanto , po dem o s

i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss

di zer que, em G enebr a, quando da cr i ação da SDN, a o r g ani zação i nter naci o nal s ustentava- s e

s o br e um a cer ta i déi a da j usti ça, enquanto

em Dum bar to n O aks, co m as Naçõ es Uni das, o

o bj eti vo ess enci al co nsi sti a na m anutenção da paz e da s eg ur ança i nter naci o nai s. 7 4 Super ada a questão do papel di f er enci ado a s er des em penhado pel as g r andes po tênci as

vencedo r as na no va o r g ani zação , um el em ento s upl em entar o s i nqui etava. Q ual s er i a a f o r m a

deci s ó r i a a s er ado tada? As po tênci as vencedo r as da g uer r a co r r i am o r i s co de s er em co m pel i das a acatar

i ni ci ati vas co l eti vas par a a m anutenção da paz, m esm o co ntr a a s ua vo ntade expr ess a, cas o as

deci s õ es f o ss em âm bi to do ó r g ão

to m adas bas eando - s e em qual quer cál cul o m aj o r i tár i o o u pr o po r ci o nal , no r estr i to .

Não

bastava, então ,

f azer par te de um ó r g ão deci s ó r i o r estr i to . Er a necess ár i o , i g ual m ente,

que as

po tênci as – de m anei r a i ndi vi dual o u co l eti vam ente – pudess em co ntr o l ar o r um o de

s uas deci s õ es.

 
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
i g ual dade. A m ai o r i a destes Estado s po ss
veto .
veto .

m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi l ”. 7 5

m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi
m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi
m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi

Ao s upr i m i r

o

di r ei to

da g uer r a ( i us ad bel l um) , a Car ta

da O NU co l o ca um

ter m o

ao

tr adi ci o nal

di r ei to i nter naci o nal de Vestf ál i a. Não s e tr ata, po r

evi dente, do s ur g i m ento

de um

g o ver no m undi al co m f o r m ato def i ni do . Mas bem , el a r epr es enta a co ncl us ão de um i nédi to

pacto o u co ntr ato s o ci al de

al cance uni ver s al , capaz de cr i ar um ver dadei r o o r denam ento

j ur í di co al ém e aci m a do s Estado s na s ear a f undam ental da s eg ur ança e do s di r ei to s f undam entai s. Co ntudo , a Car ta é pr ó di g a em co ntr adi çõ es e, co m o ver em o s a s eg ui r , el a não dei xa de enf ati zar o pr i nci pi o da “i g ual dade s o ber ana” entr e o s Estado s.

m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi

co l eti va entr e o s Estado s- Mem br o s. O u s ej a, o si stem a co nstr uí do s e s ustenta no pr i ncí pi o “da

m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi

paz pel o Di r ei to ”. Sua evo l ução f ez co m que atual m ente o di r ei to da s eg ur ança i nter naci o nal s ej a o di r ei to das Naçõ es Uni das.

 

Al ém

da

f o r te

pr es ença do

No vo Mundo

( vi

nte

e

do i s

Estado s) , a Co nf er

ênci a de

São

Fr

anci s co

co nto u co m

r epr es entantes eur o peus, al g uns asi áti co s e po uco s af r i cano s, po i s

s o m ente Áf r i ca do Sul , Eg i to , Eti ó pi a e Li bér i a er am paí s es i ndependentes. 7 6 Acl am ada po r unani m i dade e s audada co m o o advento de um no vo tem po par a as r el açõ es i nter naci o nai s,

a
a
m undo , l evando - o do estado de natur eza ao estado ci vi

s o l ene, co m a pr es ença do Pr esi dente Har r y Tr um an, em 26 de j unho de 1945. 7 7

 
 

que

a f or ça ar mada

não

s er á

us ada a

não s er

no i nt eress e comum

e

a em pr eg ar

um

m ecani sm o i nter naci o nal par a pr o m o ver o pr o g r ess o eco nô m i co e s o ci al de to do s o s po vo s ”.

que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s
que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s
que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s
que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s

Fo r am quatr o

o s

o bj eti vo s pr

i nci pai s per s eg ui do s pel a Car ta das Naçõ es Uni das. Sua

r edação enf ati zo u, em pr i m ei r o l ug ar , que a O NU l utar á par a “m anter

a paz e a s eg ur ança

i nter naci o nai s e, par a ess e f i m , to m ar co l eti vam ente, m edi das ef eti vas par a evi tar am eaças à

paz e r epr i m i r

o s ato s de ag r ess ão

o u o utr a qual quer

r uptur a da paz e cheg ar , po r

m ei o s

pací f i co s e de co nf o r m i dade co m o s pr i ncí pi o s da j usti ça e do

di r ei to i nter naci o nal , a um

aj uste o u s o l ução das co ntr o vér si as o u si tuaçõ es que po ss am l evar a um a per tur bação da paz”. A s eg ur ança apr es ento u- s e co m o o pr i m ei r o e pr i nci pal o bj eti vo da no va o r g ani zação . O

que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s

i m po r tante capí tul o VII da

Car ta f o i el abo r ado co m o f i m pr ecí puo de tr atar desta questão . A

i déi a ess enci al co nsi ste na po ssi bi l i dade de exi sti r em

ações prevent i vas po r par te das Naçõ es

que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s

Uni das. Po r co ns eg ui nte, a O NU não pr etende ag i r s o m ente de f o r m a a r estaur ar a paz, m as

i g ual m ente to m ar i ni ci ati vas que i m peçam a s ua r

uptur a. Nestas co ndi çõ es, o

i ni m i g o

a

co m bater não s er á apenas a g uer r a, m as a ameaça de guerr a. A desi g nação f áti ca da exi stênci a o u não de um a g uer r a é de f áci l

tr atar - s e- i a de um a g uer r a entr e Estado s- Mem br o s, o u a O NU dever i a,

co ns ecução . Co ntudo ,

tam bém , ag i r em cas o

de g uer r a ci vi l ? A Car ta, em

s eu pr eâm bul o , não

r es po nde a esta questão . Po r

o utr o l ado ,

co m o pr eveni r um a g uer r a? Pr o po ndo

um a m edi ação o u pr o pi ci ando um m ai o r

des envo l vi m ento eco nô m i co e s o ci al e o acess o à dem o cr aci a r epr es entati va par a a

o r g ani zação po l í ti ca do s Estado s- Mem br o s ? A O NU não estar i a, nestes cas o s, co m o

par ece

i ndi car o ar ti g o 2º , § 7º , i nter vi ndo “em ass unto s que dependem ess enci al m ente da j ur i s di ção ”

do s Estado s- Mem br o s ?

To das estas

i nter r o g açõ es s ão r es po ndi das pel o capí tul o VII da

Car ta. Ao def i ni r , em s eu

ar ti g o 39, que “o Co ns el ho de Seg ur ança deter m i nar á a exi stênci a de qual quer am eaça à paz

o u ato de ag r ess ão , e f ar á r

eco m endaçõ es o u deci di r á que m edi das dever ão s er to m adas de

aco r do

co m

o s

ar ti g o s

41

e

42,

a

f i m

de m anter

o u r estabel ecer

a

paz

e

a s eg ur ança

i nter naci o nai s ”, a Car ta abr i u

um am pl o l eque de i nter pr etação e atuação , di r eta e m ater i al ,

par a o s Estado s- Mem br o s, em

par ti cul ar o s per m anentes, do Co ns el ho de Seg ur ança.

que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s
que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s
que a f or ça ar mada não s er á us ada a não s
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas

Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas pr i m ei r as f as es,

Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas

po r par te das f o r ças aér eas, navai s o u ter r estr es do s m em br o s das Naçõ es Uni das ” ( ar t. 42) . A

Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas

i ndef i ni ção do vo cábul o “out r as oper ações ” del eg o u ao Co ns el ho um a am pl a l ati tude par a

ag i r . Po r tanto , é f acul tado

de i mpor a paz.

ao Co ns el ho de Seg ur ança, em qual quer hi pó tes e, a possi bi l i dade

Um a vez to m ada a deci s ão pel o Co ns el ho , el a

é o br i g ató r i a par a o co nj unto do s Estado s-

Mem br o s, po i s el es “s e co m pr o m etem a pr o po r ci o nar ao Co ns el ho de Seg ur ança, a s eu

pedi do e de co nf o r m i dade co m o aco r do o u aco r do s es peci ai s, f o r ças ar m adas, assi stênci a e f aci l i dades, i ncl usi ve di r ei to s de pass ag em ” ( ar t.43) . Do po nto de vi sta da Car ta, exi ste

s o m ente Tr ata- s e

um a po ssi bi l i dade par a que um Estado - Mem br o não co ntr i bua co m f o r ças ar m adas da não - co ncl us ão de aco r do es peci al o bj eti vando o per aci o nal i zar a i ni ci ati va. Co m o

tal aco r do deve s er “s ubm eti do à r ati f i cação , pel o s Estado s si g natár i o s, de co nf o r m i dade co m

s eus r es pecti vo s pr

o cess o s

co nsti tuci o nai s ” ( ar t. 43, par . 3º ) , a m á vo ntade de um

Estado -

Mem br o po de m ani f estar - s e na dem o r a deste tr âm i te l eg al .

O r i unda do Co ns el ho de Seg ur ança, a m ater i al i zação da i ni ci ati va m i l i tar co l eti va s o m ente s er á po ssí vel co m o apo i o do s m em br o s per m anentes nas duas etapas ess enci ai s: na pr i m ei r a, quando a unani m i dade dever á s er enco ntr ada e na s eg unda, quando s e tr atar da

o per aci o nal i zação . Po de o co r r er que

um m em br o per m anente

m edi das m i l i tar es, em bo r a não s e di s po nha a o f er ecer f o r ças

co nco r de co m a ado ção de

ar m adas. O cas o

do úl ti m o

co nf l i to do G o l f o Pér si co ( o u Ar ábi co ) é i l ustr ati vo desta hi pó tes e.

O

Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas

das Naçõ es Uni das, expl i ci tado no ar

ti g o 1º da Car ta, co nsi sti a em

Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas
Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas

A bus ca de r el açõ es am i sto s as entr e o s Estado s- Mem br o s deve s ustentar - s e no pr i ncí pi o da i g ual dade j ur í di ca entr e el es. Neste s enti do , cada Estado ter á di r ei to a um vo to na Ass em bl éi a G er al . To davi a, co m a exi stênci a de um ó r g ão r estr i to do tado de g r andes po der es, vê- s e, des de l o g o , que “a i g ual dade de di r ei to s ” é um a vã i ntenção .

Um a questão s e co l o co u de f o r m a ur g ente par a o s r edato r es da Car ta: o que dever i a s er

f ei to co m o s ter r i tó r i o s

co l o ni ai s do s paí s es der r o tado s nas duas g uer r as m undi ai s ?

Enco ntr avam - s e no centr o das di s cuss õ es tanto o s ter r i tó r i o s

que per tenci am a Tur qui a e a

Al em anha no f i nal da Pr i m ei r a G uer r a, quanto às co l ô ni as j apo nes as e i tal i anas no f i nal da

Seg unda. Mas, al ém destes, ter r i tó r i o s co l o ni zado s, e a

o s vencedo r es, em par ti cul ar Fr ança

e G r ã- Br etanha, deti nham

Car ta dever i a apo ntar cam i nho s que l evass em à i ndependênci a

destes po vo s. O pr i ncí pi o da auto deter m i nação do s po vo s é ess enci al . No m o m ento da assi natur a da

Abando nando o aco ns el ham ento e as pr ess õ es das duas

§

b) ,

a

Car ta el abo r o u um

Si st ema I nt er naci onal de Tut el a. El e s er á apl i cado , atr avés de

§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

aco r do s de tutel a, ao s s eg ui ntes cas o s:

§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

Co m

exceção

das

zo nas

co nsi der adas

estr atég i cas,

que

dependem

do

Co ns el ho

de

Seg ur ança ( ar t. 83, § 1º ) , as o utr as zo nas s o b tutel a s er ão adm i ni str adas po r um “Co ns el ho de

Tutel a, que

f unci o nar á

s o b

a

auto r i dade da Ass em bl éi a G er al ”

( ar t. 85,

§

2º ) .

 
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

i ndependênci a po l í ti ca do s ter r i tó r i o s. Co m o ver em o s po ster i o r m ente,

§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I
§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

, estabel eci do no ar ti g o 1º

da Car ta, pr o pug na que as Naçõ es Uni das

dever ão l utar par a “co ns eg ui r um a co o per ação i nter naci o nal par a r es o l ver o s pr o bl em as

i nter naci o nai s de car áter

eco nô m i co , s o ci al , cul tur al

o u hum ani tár i o ,

e

par a pr o m o ver

e

esti m ul ar

o r es pei to

ao s

di r ei to s

hum ano s

e

às

l i ber dades f undam entai s par a to do s, s em

di sti nção de r

aça, s exo , l í ng ua e r el i g i ão ”.

 

Econômi co e Soci al ( ECOSOC) , co m po sto po r

ci nqüenta e quatr o

m em br o s el ei to s

pel a

Ass em bl éi a G er al ( ar t. 61, § 1º ) . 7 9 Cada m em br o s er á el ei to par a um m andato de tr ês ano s, e

§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

as deci s õ es do ECO SO C s er ão to m adas po r m ai o r i a do s m em br o s pr es entes e vo tantes ( ar t 67, § 1º ) .

As

atr i bui çõ es do ECO SO C s ão am pl as e f azem par te da deno m i nada co o per ação f unci o nal

das Naçõ es Uni das. Entr e as m ai s per ti nentes s e destacam as s eg ui ntes:

  • a) a el abo r ação

de estudo s o u r el ató r i o s a r es pei to

de ass unto s i nter naci o nai s de car áter

eco nô m i co , s o ci al , cul tur al , educaci o nal e s ani tár i o ;

  • b) a pr epar ação de pr o j eto s de co nvençõ es a s er em s ubm eti do s à Ass em bl éi a G er al , s o br e

ass unto s de s ua co m petênci a;

c)

a

po ssi bi l i dade

co m petênci a;

de

co nvo car

co nf er ênci as i nter naci o nai s s o br e ass unto s de s ua

  • d) as r eco m endaçõ es à Ass em bl éi a G er al , ao s m em br o s das Naçõ es Uni das e às enti dades

es peci al i zadas i nter ess adas s o br e ass unto s de s ua co m petênci a, em par ti cul ar as

r eco m endaçõ es “desti nadas a

pr o m o ver o r es pei to

e a o bs er vânci a do s di r ei to s hum ano s e

das l i ber dades f undam entai s par a to do s ” ( ar t. 62, § 2º ) . As o r g ani zaçõ es uni ver s ai s do tadas de f i nal i dades es pecí f i cas, tam bém co nheci das co m o

§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

o r g ani zaçõ es es peci al i zadas, vi ncul am - s e às Naçõ es Uni das atr avés do ECO SO C. Par a tanto ,

§ b) , a Car ta el abo r o u um Si st ema I

Co ns el ho de Seg ur ança

( ar t. 53, § 1 ) .

O capí tul o VI da Car ta i ndi ca o s m ecani sm o s par a a s o l ução pací f i ca do s l i tí g i o s. Tanto

Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .

quanto as s ançõ es, a estr atég i a par a r es o l ver s em vi o l ênci a as co ntr o vér si as o bedece a vár i as

etapas. s o l ução

Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .
Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .
Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .

es co l ha” ( ar t. 33, § 1º ) .

Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .
Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .
Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .
Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 53, § 1 ) .

1º ) . No ta- s e que, co ntr ar i am ente ao s pr o cedi m ento s

pr evi sto s no

capí tul o VII ( m anutenção da paz) , o nde o Co ns el ho de Seg ur ança des em penha um papel f undam ental , no cas o da s o l ução pací f i ca das co ntr o vér si as, el e tentar á um a m edi ação e f ar á, no m áxi m o , r eco m endaçõ es.

A Car ta da O NU po de vi r a s er m o di f i cada atr avés de em endas, co m a co ndi ção de s er em

ado tadas pel o vo to de do i s ter ço s do s m em br

o s da Ass em bl éi a G er al , i ncl usi ve co m a

apr o vação de to do s o s m em br o s per m anentes do Co ns el ho de Seg ur ança. Po r tanto , o di r ei to

de veto destes po de s er uti l i zado co ntr a eventuai s m o di f i caçõ es i ntr o duzi das na Car ta, co m o , po r exem pl o , a pr ó pr i a co m po si ção do Co ns el ho de Seg ur ança.

  • 5.3. O S ESTADO S- MEMBRO S

A natur eza di pl o m áti ca da Co nf er ênci a de São Fr anci s co r evel a que a O NU é, apes ar de o pr eâm bul o da Car ta f azer m enção às nações e não aos Est ados, um a o r g ani zação

i nter naci o nal

de

car áter

i nter g o ver nam ental ,

na

qual

s o m ente

to m ar

ão

ass ento

o s

r epr es entantes do s Estado s.

 

Estes, s eg undo o capí tul o II da Car ta, s ão cl assi f i cado s em do i s g r upo s: pr i m ei r am ente, o s

ci nqüenta e um m em br o s o r i g i nár i o s

que

par ti ci par am da Co nf er ênci a de São Fr anci s co o u

assi nar am

“pr evi am ente a Decl ar ação

das

Naçõ es Uni das de pr i m ei r o de j anei r o de 1942”. 8 1

O o utr o é

f o r

m ado po r to do s o s dem ai s Estado s que,

“po r s er em am antes da paz e estar em

apto s a cum pr i r as o br i g açõ es deco r r entes da Car ta”,

f o r am adm i ti do s co m o

m em br o s po r

deci s ão da Ass em bl éi a G er al , m edi ante r eco m endação do Co ns el ho de Seg ur ança ( ar t. 4º ) .

i deo l ó g i cas, atr avés da uti l i zação do di

i deo l ó g i cas, atr avés da uti l i zação do di r ei to de veto po r par te do s m em br o s per m anentes. 8 2 O

i deo l ó g i cas, atr avés da uti l i zação do di

exem pl o m ai s cl ar o desta si tuação f o i o da Chi na co nti nental , s ubsti tuí da em 1949 pel a Chi na

naci o nal i sta ( Tai wan o u Fo r m o s a) , em r azão da vi tó r i a co m uni sta em Pequi m .

i deo l ó g i cas, atr avés da uti l i zação do di
i deo l ó g i cas, atr avés da uti l i zação do di
i deo l ó g i cas, atr avés da uti l i zação do di

Co ntr astando co m o ar ti g o 1º , § 3º , do Pacto da SDN, a Car ta não pr evê m ecani sm o s de

r eti r ada

de

um

Estado - Mem br o .

So m ente

um a

decl ar ação

par al el a

assi nada

em

São

Fr anci s co , i ndi ca a po ssi bi l i dade de um Estado - Mem br o r eti r ar - s e da o r g ani zação . 8 3 Mas a

expul s

ão

de

um

Estado - Mem br o

“que

ho uver

vi o l ado

per si stentem ente o s Pr i ncí pi o s

co nti do s ” na Car ta é pr evi sta pel o ar ti g o 6º . A deci s ão cabe à Ass em bl éi a G er al , que ag i r á

“m edi ante r eco m endação do Co ns el ho de Seg ur ança”. 8 4 Po r f o r ça do di r ei to

de

veto ,

o s

m em br o s per m anentes do Co ns el ho s ão o s úni co s Estado s não passí vei s de expul s ão . Um a di f er ença f undam ental s epar a a exper i ênci a da SDN e a da O NU. Enquanto a pr i m ei r a

exi bi a es cass o uni ver s al i sm o , a s eg unda, benef i ci ada pel o pr o cess o de des co l o ni zação ,

co ns eg ue, atual m ente, abar car to do s o s Estado s. Neste s enti do , a cur va

de ades õ es às Naçõ es

Uni das é as cendente, e as def ecçõ es, r ar í ssi m as. Ei s co m o s e apr es enta o uni ver s al i sm o

o nusi ano atr avés da cur va de ades õ es do s Estado s:

Qua d ro VIII

ESTADOS- M EM BROS DA ON U (1 9 4 5 - 2 0 0 8
ESTADOS-
M EM BROS DA ON U (1 9 4 5 - 2 0 0 8 ) 8 5

Al ém da co ndi ção

de Estado

– uti l i zada em s eu si g ni f i cado

técni co

i ng r ess o na O NU

devem r es po nder ao s s eg ui ntes

o utr o s r equi si to s:

– o s candi dato s

ao

a) o po stul ante deve s er “am ante da paz” – f o i i nter pr etado i ni ci al m ente s o b a ó ti ca de s ua

co nduta dur ante d

d

l

a Seg unda

Ei

8 6

G uer r a. Assi m , E

par a

d

M

Mo s co u, b

o s

l

candi dato s dever i am ã

d

i

i

ter

d

r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf

r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf i ci entes par a s eus i ng r ess o s. Co ntudo , ao detal har

r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf

s ua o pi ni ão , s ubl i nho u, co ntr adi to r i am ente, que o s Estado s- Mem br o s po dem

i nter pr etar ,

s eg undo cr i tér i o s po l í ti co s e s ubj eti vo s, s e o s po stul antes pr eenchem o u não o s r equi si to s.

Nestes cas o s é po ssí vel debater s o br

e as al eg açõ es de um Estado - Mem br o que r ecus a o

i ng r ess o de um candi dato . Mas o que f azer quando um m em br o per m anente do CS l ança m ão de s eu po der de veto e s e m antém em si l ênci o s o br e as r azõ es de s ua co nduta? Na s ear a j ur í di ca, abs o l utam ente nada.

A i m po ssi bi l i dade de s o l ução j ur í di ca par a um pr o bl em a po l í ti co f ez co m que a URSS

uti l i zass e de m anei r a co nstante s eu po der

de veto ao i ng r ess o de no vo s m em br o s. Assi m

a

to tal i dade do s

veto s do CS em s eus pr

i m ei r o s ano s de f unci o nam ento pr o vém da URSS e

a

g r

ande m ai o r

i a

deco r r ente de s ua o po si ção

ao i ng r ess o

de no vo s m em br o s ( co ns ul tar

o

g r

áf i co s o br e a Pr o g r ess ão do s Veto s no CS tr ans cr i to a s eg ui r ) .

 
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf

O pr o cess o

de des co l o ni zação , o

f i m

da G uer r a Fr i a a pr o vo car

o des apar eci m ento de

uni õ es po l í ti cas ar ti f i ci ai s – cas o s da Uni ão So vi éti ca e Iug o sl ávi a – e as s ecess õ es r es ul tantes

de g uer r as ci vi s f i zer am co m que s e m ul ti pl i cass e o núm er o de Estado s- Mem br o s das Naçõ es

Uni das. Atual m ente a entr e m i cr o estado s e

o r g ani zação co nta co m 191 Estado s. Tal evo l ução i m pl i ca a co abi tação

as g r andes Po tênci as.

r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf
r euni ndo assi m co ndi çõ es necess ár i as e s uf

e,

o nde

s e

destacam

e, o nde s e destacam Seg undo o s eg ui r , as Naçõ

Seg undo

o

s eg ui r , as Naçõ es Uni das di s põ em , em f o r m a de f l o r

de l ó tus,

ual vi ncul am - s e, po r um l ado , o s ó r g ão s de apo i o e po r o utr o ,

.

Qua d ro IX ORGAN OGRAM A DAS N AÇÕES U N IDAS 8 8

e, o nde s e destacam Seg undo o s eg ui r , as Naçõ

e a 216 r uss o s

.

A AG r eúne- s e anual m ente de f o r m a r eg ul ar , m as po de s er co nvo cada, tanto pel a m ai o r i a

do s Estado s- Mem br o s Estado s- Mem br o s s ão

quanto pel o Co ns el ho de

Seg ur ança, par a s ess õ es extr ao r di nár i as. O s

r epr es entado s po r , no m áxi m o ci nco del eg ado s e ci nco

s upl entes.

A
A
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m

s etem br o e estende- s e até o f i nal do ano . É pr axe que s uas pr i m ei r as s ess õ es apr es entem um a

e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m

cer ta po m pa, co m a pr es ença de Chef es de Estado o u de G o ver no .

Par a auxi l i ar a Ass em bl éi a G er al na o r g ani zação de s ua r euni ão anual , el a co nta co m s ete

co m i ss õ es: po l í ti ca,

po l í ti ca es peci al ( ad hoc) , eco nô m i ca, s o ci al , tutel ar , adm i ni str ati va

e

f i nancei r a e a co m i ss ão j ur í di ca. Em co ntr apo nto à exper i ênci a da g r ande m ai o r i a do s

Par l am ento s do s Estado s- Mem br o s, não há l i m i te na co m po si ção destas co m i ss õ es. Po r tanto ,

cada Estado - Mem br o po de s er r epr es entado . Apes ar do abs ur do desta

si tuação , co m

co m i ss õ es pes adas e i nef i ci entes, até o m o m ento não f o i enco ntr ado o utr o m ecani sm o de

r epr es entação s ati sf ató r i o . Entr e as s ess õ es r eg ul ar es, a Ass em bl éi a G er al é r epr es entada po r um Bur eau co m po sto

e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m

A to m ada

de deci s õ es

na Ass em bl éi a G er al

o bedece, par a as questõ es

pr o cess uai s, à

m ai o r i a si m pl es

do s

pr es entes e vo tantes. Mas par a as questõ es f undam entai s, co m o

po r

exem pl o as envo l vendo a s eg ur ança, a paz, a adm i ss ão de no vo s Mem br o s o u ai nda as f i nancei r as, é necess ár i a um a m ai o r i a de do i s ter ço s. As pr er r o g ati vas da Ass em bl éi a po dem s er def i ni das da s eg ui nte f o r m a: extr em am ente

e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
 

ef i ci entes. Assi m , o

ar ti g o

10 def i ne

que

el

a

“po der á di s cuti r

quai s quer questõ es o u

ass unto s que esti ver em dentr o das f i nal i dades da pr es ente Car ta o u que

s e

r

el aci o nar em

co m

as atr i bui çõ es

e f unçõ es

do s

ó r

g ão s nel a pr evi sto s ”. Co ntudo , tal

abr ang ênci a não é per m anente, po i s “enquanto o Co ns el ho de Seg ur ança

esti ver exer cendo ,

em

r el ação a qual quer co ntr o vér si a

o u si tuação , as f unçõ es que l he s ão

atr i buí das na pr es ente

Car ta, a Ass em bl éi a G er al não f ar á

nenhum a r eco m endação a r es pei to dess a co ntr o vér si a o u

si tuação , a m eno s que o Co ns el ho de Seg ur ança a s o l i ci te”. 9 1

 

Em

r azão da par al i si a pr o vo cada pel o veto da Uni ão So vi éti ca no Co ns el ho ,

a Ass em bl éi a

G er al

ado to u a

Res o l ução nº 377, em 3 de

 

manut enção da paz. Pr o po sta pel o s Estado s

no vem br o de 1950, deno m i nada A uni ão par a a Uni do s, el a tr ansf er i u par a a Ass em bl éi a G er al

a

co m petênci a par a tr atar de ass unto da paz e s eg ur ança i nter naci o nai s, até então excl usi vas do Co ns el ho de Seg ur ança. Co nheci da tam bém pel a deno m i nação de Res ol ução Aches on, 9 2 a Ass em bl éi a G er al deci di u

e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
e a 216 r uss o s . A AG r eúne- s e anual m
A par ti r da ado ção da Res ol ução Aches on, a Ass em
A par ti r da ado ção da Res ol ução Aches on, a Ass em
A par ti r da ado ção da Res ol ução Aches on, a Ass em
A par ti r da ado ção da Res ol ução Aches on, a Ass em
A par ti r
da ado ção
da Res ol ução Aches on, a Ass em bl éi a po der i a s er
co nvo cada, pel a
m ai o r i a de s eus m em br o s o u pel a m ai o r i a do Co ns el ho , par a tr atar de questõ es envo l vendo a
paz
e
a s eg ur ança i nter naci o nai s.
Um
a
das pr i nci pai s l i çõ es o r i undas da pr áti ca da AG é a o co r r ênci a de r uptur as
entr e as
Naçõ es
o f i ci al m ente Uni das e a co nsti tui ção de g r upo s o u bl o co s de paí s es. Pr edo m i nando

um f o r te s enti m ento anti - co l o ni al i sta, que o r i ento u s uas r eco m endaçõ es, a g r ande

m ai o r i a

do s Estado s f o r m a g r upo s r eg i o nai s e ( o u) da Ass em bl éi a G er al . Até o f i nal de década í

i d

t i

i

l i t

l

ti

i deo l ó g i co s par a atuar co nj untam ente no âm bi to de 1980, enco ntr avam - s e o s s eg ui ntes g r upo s de

i

f

i áti

9 3

O

í l

d

g uer r a pr o cur a

e

a

paz

do s

Estado s- Mem br o s

das

r el açõ es i nter

naci o nai s. Po r

r azão ,

– de expl i caçõ es de s eu des em penho não deve r estr i ng i r - s e tão - s o m ente ao s as pecto s

e

esta

a

f o r m ai s

e de r edação

da Car ta. O g r áf i co tr ans cr i to a s eg ui r r ef l ete a evo l ução hi stó r i ca das

Res o l uçõ es

ado tadas

pel o

CS

deve

s er

co nf r o ntado

à

pr

ó pr i a

evo l ução

das

r el açõ es

i nter naci o nai s no pó s- Seg unda G uer r a Mundi al .

Qua d ro X HISTÓRICO DE RESOLU ÇÕES ADOTADAS P ELO CS

g uer r a pr o cur a e a paz do s Estado s- Mem

Apó s um a pr i m ei r a f as e de i m po r tante pr o dução , o s tr abal ho s do CS i ng r ess am num l o ng o

per í o do no qual dem o nstr am m ar cante i ncapaci dade de o per ar

no si stem a i nter naci o nal

( 1948- 1989) . A m édi a anual de Res o l uçõ es ado tadas dur ante este per í o do não al cança duas dezenas. O r a, no per í o do s ubs eqüente esta m édi a é m ul ti pl i cada po r tr ês, po dendo ati ng i r pi co s de quas e um a centena de Res o l uçõ es anuai s. Po r tanto , na atual i dade o si stem a pr evi sto

em 1945 tende a s er m ai s ef i caz, e o s eu bl o quei o , m eno s co r r ente. Em

o utr as pal avr as, o

po der de veto do s m em br o s per m anentes

é uti l i zado co m m eno r i ntensi dade.

5.4.3. O po der de vet o

O exer cí ci o

do po der

de veto

Co nsti tuci o nal do s Estado s. Co m

nas o r g ani zaçõ es

i nter naci o nai s

s e

i ns pi r a

no

Di r ei to

ef ei to , o veto do Executi vo é a m ani f estação de s ua

o po si ção a um a deci s ão ado tada pel o Leg i sl ati vo , i m pedi ndo s ua execução . To davi a, no cas o

das O I não s e tr ata de o po r - s e a um a deci s ão to m ada, m as um a i ni ci ati va que i m peça s eu

nas ci m ento . Em o utr as

pal avr as, o veto nas O I é um vo to neg ati vo no i nter i o r do pr o cess o

deci s ó r i o que tem co m o ef ei to i ni bi r e i m pedi r a ado ção de um a deci s ão . O veto s ur g e então

co m o r es ul tante da exi g ênci a de deter m i nado s vo to s, co m o co ndi ção par a que s e po ss a ado tar

dentr o de

um o r g ani sm o i nter naci o nal um a r es o l ução que tenha val i dade.

A m ai o r i a do s Estado s pr es entes em São Fr anci s co acei tava a i déi a de um m í ni m o de

g o ver no no pl ano m undi al . To davi a, as ci nco

Po tênci as

s e

o pus er am , po i s

não

pr etendi am s er

co m

em co nf r o ntadas co m deci s õ es

G r andes m aj o r i tár

i as

to m adas no

CS que vi ess em

co nf r o ntar

s eus s upo sto s

i nter ess es naci o nai s. Po r

co ns eg ui nte, há

do i s

ti po s

de

co m po nentes do pr i nci pal ó r g ão

das Naçõ es Uni das: o s m em br o s per m anentes, em núm er o

de ci nco , e o s m em br o s não - per m anentes, em núm er o de dez. Apenas par a o s pr i m ei r o s,

pr eval ece a r eg r a da unani m i dade no pr o cess o de to m ada de deci s õ es. Daí deco r r e um

ver dadei r o di rei t o de vet o, m ei o pel o qual po dem bl o quear

to das as deci s õ es do Co ns el ho .

São el es: Chi na, Estado s Uni do s, Fr ança, Ing l ater r a e Rússi a. 9 4

Di ante da i m po ssi bi l i dade de co ns ens o entr e po tênci as de m ati zes i deo l ó g i co s di ver s o s, a

r eg r a da unani m i dade entr e o s m em br o s per m anentes

f o i

r es po ns ável

pel a par al i si a

que

pr edo m i no u nesta i nstânci a dur ante a G uerr a Fri a. Indubi tável tam bém a heg em o ni a

do s

m em br o s, em f r anca di ss o nânci a co m o ar

ti g o 2º

cham ado s ci nco gr andes s o br e o s dem ai s da pr ó pr i a Car ta das Naçõ es Uni das, que f undam ental do di r ei to i nter naci o nal .

pr es cr eve a i g ual dade entr e o s

Estado s, pr i ncí pi o

Estado s Uni do s, Fr ança e Ing l ater r a to m am s uas deci s õ es em r euni õ es pr évi as, cham adas

de

i nst ânci a P3,

que

si nteti za

a

po si ção

o ci dental . Po ster i o r m ente o s

ci nco

m em br o s

per m anentes r eúnem - s e em pet i t comi t é no que s e co nvenci o no u cham ar de i nst ânci a P5. Há,

po r tanto ,

do i s

rounds,

def i ni do s

não

s o m ente

no

tem

po

e

no

es paço ,

m as

tam bém

po l i ti cam ente, que po dem r

es ul tar

em bl o quei o

da atuação

co l eti va, antes m esm o

que

s e

cheg ue à r euni ão do o r g ani sm o . Este pr o cedi m ento i ndi ca que há m ui to s tem as e questõ es que

não al cançam o CS po r abs o l uta f al ta de co ns ens o nas i nstânci as P3 o u P5. To davi a, o po der

de veto

f o i uti l i zado 214 vezes em debates s o br e 179 tem as dur ante o per í o do 1946- 2004,

assi m di str i buí do s

po r m em br o per m anente.

Qua d ro XI REPARTIÇÃO DOS VETOS N O CS P OR M EM BRO P ERM AN EN TE 9 5

São el es: Chi na, Estado s Uni do s, Fr ança, Ing l ater r

O utr a i ndi cação i m po r tante s o br e a uti l i zação do veto no CS deco r r e de s ua i nci dênci a ao l o ng o do tem po . O g r áf i co a s eg ui r i ndi ca a evo l ução da i ntensi dade do us o do veto e s eu ar r ef eci m ento apó s o f i m da bi po l ar i dade.

Qua d ro XII P ROGRESSÃO DOS VETOS DO CS

São el es: Chi na, Estado s Uni do s, Fr ança, Ing l ater r

Tr ans po si ção

di r eta,

e

a

m ai s

f l ag r ante, do

po der

do s

vi to r i o s o s

na Seg unda G uer r a

Mundi al , a di f er ença de st at us entr e o s co m po nentes do Co ns el ho é cr i ti cável a par ti r de

i nco ntávei s pr i sm as. Não s e deve co nsi der ar s o m ente a j á m enci o nada par al i si a que ass o l o u a

o r g ani zação i nter naci o nal , atr avés de

s ua i nsti tui ção - chave, no m o m ento em que a pr ó pr i a

auto destr ui ção do pl aneta esteve em j o g o . A atual i dade m ar cada pel o o cas o da bi po l ar i dade co nf i r m a um a evi dente i m pr o pr i edade estr utur al . Entr e tantas ver tentes pel as quai s s e po der i a f azer um a anál i s e cr í ti ca deste o r g ani sm o , es co l heu- s e o pens am ento de Hans Kel s en, si stem ati zado po r Céci l e To ur naye num ens ai o dedi cado à pr o po sta kel s eni ana par a um a no va estr utur a das Naçõ es Uni das, bas eado em texto s es cr i to s entr e 1943 e 1952, al ém das o br as f undam entai s do auto r , es peci al m ente a

Teori a Pur a do Di rei t o. 9 6

Do no de si ng ul ar co ncepção s o br e o di r ei to i nter naci o nal , Kel s en per cebeu co m o pr i m ei r o g r ave pr o bl em a da O NU a es co l ha de um a i nstânci a execut i va co m o s eu ó r g ão m ai s i m po r tante, do tado pel a pr i m ei r a vez na hi stó r i a do m o no pó l i o da vi o l ênci a l eg í ti m a na esf er a i nter naci o nal ( ei s que a SDN apenas auto r i zava o s Estado s a executar s ançõ es m i l i tar es) .

Seg undo

Kel s en, s o m ente um ó r g ão j ur i s di ci o nal po der i a s er detento r deste po der , cuj a

co m pr eens ão depende da capaci dade de di f er enci ar tr ês di m ens õ es num a si tuação co nf l i tuo s a:

a) o j uí zo s o br e a exi stênci a o u não de um a i nf r ação na o r dem i nter naci o nal ; b) exi sti ndo um del i to , o j uí zo s o br e qual s anção s er á apl i cada ao Estado f al to s o ; c) o j uí zo s o br e quem apl i car á e em que co ndi çõ es s er á apl i cada tal s anção .

Par a o auto r , não i m po r tar i a que um ó r g ão executi vo f o ss e r es po ns ável pel a s eg unda e pel a ter cei r a f as es, em bo r a um estág i o avançado de evo l ução o r g âni ca não o r eco m endass e. Mas o pr i m ei r o m o m ento , qual s ej a o da def i ni ção da exi stênci a de del i to que i m pl i que a r eação

i nsti tuci o nal , co m petênci a,

s ó po der i a estar a car g o de um ó r

g ão co m po sto de j uí zes, el ei to s s eg undo s ua

em vez de r epr es entantes hi er ar qui zado s de

g o ver no s naci o nai s.

Um a vez i m par ci al e

tecni cam ente co r r eto , o j uí zo de exi stênci a de del i to f r ear i a a ati tude

bel i co s a do s Estado s m ai s exer cer a f o r ça, s o zi nho s

f o r tes. Isto o co r r er i a

po r que o s Estado s não per der i am o di r ei to a

o u em al i anças, des de que o

ó r g ão j ur i s di ci o nal entendess e pel a

exi stênci a de del i to a s er r epar ado . Haver i a, assi m , um a des centr al i zação da execução da

s anção , es péci e de j usti ça pr i vada, em bo r a s ej a el a co nsi der ada um ato co l eti vo , da

o r g ani zação , quando co nstatada s ua

l eg i ti m i dade.

Entr etanto , ao ass um i r f ei çõ es po l í ti cas, co m desi g ual di str i bui ção de po der entr e m em br o s de pr i m ei r a e de s eg unda categ o r i a, f i ca ní ti da a par ci al i dade do atual Co ns el ho de Seg ur ança, ó r g ão ti pi cam ente executi vo . Resta cl ar o que este detém um po der di s cr i ci o nár i o ,

não técni co - j ur í di co , par

a co nstatar um a vi o l ação da o r dem , o que co l o ca em dúvi da a

co ndi ção Face à

j ur í di ca de s uas m edi das co er ci ti vas.

heg em o ni a i nsti tuci o nal i zada do s detento r es do po der de veto , po l í ti co e par ci al , o

Co ns el ho l eva o s Estado s

do que r es pei tar o que co ntr ar i am o

a co nsi der ar m ai s i m po r tante estar pr o teg i do s po r um

do s gr andes e s ubm i ss ão

di r ei to . Lo g o , s e pr o duzem r el açõ es de cl i entel i sm o , bar g anha

es pí r i to da pr ó pr i a Car ta das Naçõ es Uni das e r es ul tam em par al i si a, o u

ação pal i ati va, o u ai nda r eação tar di a.

Po r

o utr o

l ado , r eti r ando

do s Estado s, em benef í ci o

do

Co ns el ho , a pr er r o g ati va

de

r eco r r er à g uer r a, ass um e um a tar ef a i m po ssí vel de s er executada, qual s ej a bani r to do s o s

co nf l i to s em to do s o s l ug ar es do m undo , exceto po r um a es péci e

pr er r o g ati vas a o r g ani zação i nter naci o nal nem de l o ng e

po ss ui . É

de gover no mundi al , cuj as evi dente que o m o no pó l i o

da f o r ça i nter naci o nal em benef í ci o de um ó r g ão po l í ti co não

é nada al ém de um s o nho , o

que pr i va o Co ns el ho de m ei o s par a r eal i zação de s uas f unçõ es.

A di sto r ção ag r ava- s e, po i s, s ua co m petênci a par a co nhecer

s eg undo o ar ti g o 36 da Car ta, o Co ns el ho é que deci de s o br e dado l i tí g i o . Po r tanto , co nsi der ando - s e i nco m petente, pr i va- s e

o Estado ví ti m a da po ssi bi l i dade de uti l i zar a f o r ça de f o r m a l eg í ti m a, f ace ao m o no pó l i o

exer ci do pel o Co ns el ho . Estes s er i am o s po nto s deter m i nantes da i nef i cáci a a que

está f adada

 

tal estr utur a, co m pr o vada pel as

duas centenas de co nf l i to s que

o casi o nar am vi nte e ci nco

m i l hõ es de m o r tes

e um núm er o

equi val ente de r ef ug i ado s, o co r r i do s des de s ua

não ter a o r g ani zação al cançada a

i nsti tuci o nal i zar a di s puta

cr i ação , que

 

dem o nstr am ai nda

do po der na

esf er a i nter naci o nal . A es co l a que s e auto deno m i na r eal i sta def ende a atual

estr utur a das Naçõ es Uni das

e o

po der co nf er i do , atr avés do di r ei to de veto , ao s m em br o s per m anentes do Co ns el ho de Seg ur ança, enf ati zando que o veto não é um i nstr um ento de po der , m as si m pl esm ente um a m ani f estação de r es po ns abi l i dade. So m ente el e s er i a capaz de “ass eg ur ar um a ação i m edi ata e ef i caz” pr evi sta pel o ar ti g o 24, § 1º . Mesm o que ess a ação não r epr es ente a m ani f estação da m ai o r i a o u da j usti ça, el a po ss ui o i ndi s pens ável i ng r edi ente da r api dez.

Um do s def ens o r es m ai s enf áti co s do po der de veto f o i o s enado r no r te- am er

i cano To m

 

Co nnal y. Ao par ti ci par da r edação da Car ta de São Fr anci s co , el e l anço u ao s s eus

adver s ár i o s: “Vo cês po dem r eto r nar ao s s eus paí s es decl ar ando que der r o tar am o veto

m as

tam bém acr es centar : nó s r as g am o s a Car ta”. El e

 

Uni do s que, em

s eu

r el ató r i o

s o br e

a

Car ta,

qual quer natur eza co ntr a um a nação que r o m pa a paz po de s er to m ada s em a i nteg r al apr o vação do s Estado s Uni do s m ani f esta atr avés de s eu del eg ado no Co ns el ho de Seg ur ança”.

Mai s adi ante, em 1956, o Senado

r ei ter a s ua i nter pr etação do

di r ei to de veto . Co ntudo ,

excl ui a s ua uti l i zação par a o s cas o s de s o l ução pací f i ca do s l i tí g i o s e par a a adm i ss ão do s

no vo s m em br o s. Tanto o g o ver no do s Estado s Uni do s quanto a Uni ão So vi éti ca i g no r ar am a i ntenção do Senado , po i s f i zer am am pl o us o do di r ei to de veto par a i m pedi r o acess o às Naçõ es Uni das de cer to s candi dato s.

O CS s o f r e atual m ente pes adas e j ustas cr í ti cas da m ai o r i a do s es peci al i stas. A r ecente pr o po sta de r ef o r m a das Naçõ es Uni das apr es entada po r Ko f i Annan é r ef l exo da vo ntade de

m udança do si stem a. Co ntudo o

m o del o de to m ada de deci s õ es ado tado em 1945 deve s er

i ns er i do no co ntexto do i m edi ato pó s- g uer r a e, s o br etudo , s er per cebi do co m o um a es péci e

de s eguro mút uo que o s vencedo r es da g uer r a f i r m am entr e si . Tal si stem a co ns eg ui u evi tar que um Estado - Mem br o per m anente s e benef i ci ass e do benepl áci to do CS – o btendo ,

po r tanto , um a j usti f i cati va l eg al – par a s e o po r di r

etam ente, atr avés das

ar m as,

a

o utr o

Estado - Mem br o per m anente. Po der - s e- i a i m ag i nar quai s s er i am as f unçõ es de um Co ns el ho de Seg ur ança am pl i ado , co m s eus m em br o s em pé de i g ual dade? Cer tam ente s uas deci s õ es s er i am m ai s l entas e m ai s j ustas, em bo r a pr o vavel m ente, m eno s ef i cazes. Um a g r ande po tênci a co m pel i da a f azer , em r azão do s co m pr o m i ss o s ass um i do s nas Naçõ es Uni das, al g o que co nsi der a co ntr ár i o ao s eu i nter ess e naci o nal , uti l i zar i a um a g am a i nf i ni ta de s ubter f úg i o s par a exi m i r - s e de s ua r es po ns abi l i dade.

A o r g ani zação das r el açõ es i nter naci o nai s, em par ti cul ar as Naçõ es Uni das, apr es enta,

to davi a, um a pr o f unda anem i a. Assi m , as g r andes po tênci as “não s ão m em br o s do Co ns el ho

de Seg ur ança po r que

a

el e cabe

a f unção

pr i m o r di al de m anter

m em br o s, que o Co ns el ho tem esta f unção pr i m o r di al ”. 9 7

a paz;

é

po r

el as s er em

Em def i ni ti vo , a r ef o r m a do CS deve f azer co m que as Naçõ es Uni das co nti nue a r ef l eti r ,

de um a cer ta m anei r a, as i m per f ei çõ es do m undo e das r el açõ es entr e o s Estado s. O u s ej a,

a

i nsti tui ção dever á co nti nuar em

s ua tar ef a

de r euni r

g o ver no s de di f er entes s ensi bi l i dades

e

m ati zes i deo l ó g i cas. Co ntudo , é cheg ado o

m o m ento

de f azer co m que el a s e tr ansf o r m e num

ef eti vo i nstr um ento de s eg ur ança co l eti va, tal co m o havi a si do pr evi sto pel o s r edato r es da

Car ta de São Fr anci s co e não co m o um m er o es paço s upl em entar da ação di pl o m áti ca do s Estado s- Mem br o s. 9 8

  • 5.4.4. O Co ns elho Eco nô mico e So cial

O

pr o j eto

o r i g i nal

das Naçõ es

Uni das, r edi g i do em Dum bar to n O aks, centr ava s eus

o bj eti vo s

nas questõ es envo l vendo a m anutenção da paz e da s eg ur ança i nter naci o nai s. Apes ar

de pr o po r

a cr i ação

de um Co ns el ho

Eco nô m i co

e

So ci al ,

el

e

não i ndi cava s eu al cance,

i nstr um ento s e co m petênci as.

 

A i nsi stênci a do s pequeno s

e m édi o s Estado s

f ez co m

que

a

Car ta das Naçõ es Uni das,

apr o vada na Co nf er ênci a de São Fr anci s co , co nsi der ass e tanto a r uptur a da paz quanto as

caus as l o ng í nquas das g uer r as, o u s ej a, o s des equi l í br i o s

s o ci ai s e eco nô m i co s que af etam a

Hum ani dade. O ar ti g o 55 ( capí tul o IX) da

Car ta esti pul a que, bus cando “cr i ar co ndi çõ es de

estabi l i dade e bem - estar necess ár i as às r el açõ es pací f i cas e am i sto s as entr e as Naçõ es,

bas eadas no r es pei to ao pr i ncí pi o da i g ual dade as Naçõ es Uni das f avo r ecer ão :

de di r ei to s e da auto deter m i nação do s po vo s,

a)

ní vei s

e co ndi çõ es de pr o g r ess o e des envo l vi m ento

eco nô m i co

m ai s al to s de vi da, tr abal ho ef eti vo e s o ci al ;

b)

a s o l ução do s pr o bl em as i nter naci o nai s eco nô m i co s, s o ci ai s,

s ani tár i o s e co nexo s; a

co o per ação i nter naci o nal , de car áter cul tur al e educaci o nal ;

c)

o r es pei to uni ver s al e ef eti vo do s di r ei to s hum ano s e das l i ber dades f undam entai s par a

to do s, s em di sti nção de r aça, s exo , l í ng ua o u r el i g i ão ”. 9 9 Par a al cançar estes o bj eti vo s f o i cr i ado o Co ns el ho Eco nô m i co e So ci al

( ECO SO C) , que s e

r eúne duas vezes po r ano . A pr i m ei r a o co r r e na pr i m aver a do hem i sf ér i o No r te, em No va

Io r que, e encar r eg a- s e das

questõ es s o ci ai s e eco nô m i cas. A s eg unda aco ntece em j ul ho , em

G enebr a, e tr ata das questõ es r el ati vas ao s di r ei to s hum ano s.

Ini ci al m ente co m po sto

po r

18

m em br o s, num

m o m ento

em

que

as

Naçõ es

Uni das

co ntavam co m apenas m andato de tr ês ano s,

51 Estado s, s eus i nteg r antes s ão el ei to s pel a Ass em bl éi a G er al par a um

po dendo s er r eco nduzi do s. Este si stem a per m i ti u que to do s o s Estado s

pudess em i nteg r á- l o num si stem a de r o dí zi o .

O r a, a r eco ndução

auto m áti ca das g r andes po tênci as

e

o

cr

es ci m ento expo nenci al do

núm er o de Estado s m em br o s da O NU, f ez co m que r api dam ente a co m po si ção do ECO SO C

vi ess e a s er

questi o nada. Um a pr i m ei r a r ef o r m a o co r r eu em 1965, el evando

o

núm er o de

i nteg r antes

a

27 e, po ster i o r m ente,

um a

no va al ter ação

f az

co m

que 54 Estado s tenham

atual m ente r epr es entação no Co ns el ho .

Res po ns ável po r um a adm i ni str ação am pl a
Res po ns ável po r um a adm i ni str ação am pl a
Res po ns ável po r um a adm i ni str ação am pl a
Res po ns ável po r um a adm i ni str ação am pl a
Res po ns ável po r um a adm i ni str ação am pl a
Res po ns ável po r um a adm i ni str ação am pl a

Res po ns ável

po r

um a adm i ni str ação

am pl a

e

pes ada, co m

m ui tas

r

es po ns abi l i dades

bur o cr áti cas e técni cas,

do s

Estado s- Mem br

o s.

i nter naci o nai s

estão

a

i

i d

d

di

l

á i

o Secr etár i o - G er al da O NU não deve s er i nf l uenci ado po r nenhum

Al ém

del

e,

s er vi ço

da

d

s eus o r g ani zação

o s

ass ess o r es

e i nter naci o nal .

o

co nj unto

Par a

do s

tanto ,

N

õ

U

i d

1 0 0

f unci o nár i o s

di s põ em

de

Esta co ntr adi ção f o i bem expl i ci tada na cr i
Esta co ntr adi ção f o i bem expl i ci tada na cr i

Esta co ntr adi ção

f o i

bem

expl i ci tada na

cr i s e

de

1961, entr e

o

Secr etár i o - G er al Dag

Ham m ar ksj ö l d e a Uni ão So vi éti ca. Mo s co u def endi a a i déi a que o Secr etar i ado

dever i a

s er

adm i ni str ado

de f o r m a co l eg i ada, em to do s o s ní vei s. Ser i a um a r epr es entação tr i par ti te:

um

r epr es entante do s paí s es co m uni stas, o utr o do s paí s es capi tal i stas e o ter cei r o do s paí s es não -

al i nhado s. Ham m ar ksj ö l d entendi a que a co ncepção s o vi éti ca r epo us a “na do utr i na s ecul ar do s Estado s naci o nai s s o ber ano s que f azem co nco r r ênci a entr e si atr avés das ar m as, do s quai s

po dem o s es per ar , no m áxi m o , que el es co nsi g am um a co exi stênci a pací f i ca”. 1 0 1 As Naçõ es

Uni das não

s er i am um a

o r g ani zação i nter naci o nal , m as si m pl esm ente m ai s um es paço de l uta

o nde s e

m ani f estar i am

o s

co nf l i to s

de i nter

ess e

e

de

i deo l o g i as. Co m esta co ncepção , o

Secr etar i ado da O NU dever i a s er , tanto pel a s ua f i l o s o f i a de tr abal ho quanto pel a f o r m a de

r ecr utar , tão - s o m ente o r etr ato f i el do em bate entr e o s tr ês m undo s.

 

Par a Ham m ar ksj ö l d, a esta vi s ão

deve s er

co ntr apo sta a r eal i dade de um m undo

o nde a

i nter

dependênci a entr e as naçõ es é cada vez m ai o r . Nestas co ndi çõ es, a o r g ani zação

i nter naci o nal deve “co ntem pl ar f o r m as cada vez m ai s evo l uí das e ef i cazes

de co o per ação

i nter naci o nal co nstr uti va”. Assi m , estas açõ es devem s er cada vez m ai s o r ef l exo da vo ntade

de to do s o s

Estado s- Mem br o s e tem co m o o bj eti vo “pr eveni r o s co nf l i to s o u r es o l vê- l o s

quando s ur g i r em ”. 1 0 2

Al ém

de s uas f unçõ es adm i ni str ati vas, o Secr etár i o - G er al po de exer cer g r ande i nf l uênci a

dentr o da o r g ani zação , j unto ao s Estado s- Mem br

o s

e

per ante o

m undo exter i o r . Suas

i ni ci ati vas, decl ar açõ es e to m adas de po si ção tr ansf o r m am - no num do s m ai s i m po r tantes per s o nag ens da po l í ti ca i nter naci o nal . É evi dente que s ua f o r m ação i ntel ectual , a m anei r a pel a

qual s e pr o cess o u s ua el ei ção e s uas car acter í sti cas pess o ai s, f o r necem o s par âm etr o s de s ua

atuação .

Esta co ntr adi ção f o i bem expl i ci tada na cr i
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,

Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente, pr evi stas na Car ta,

o Secr etár i o - G er al tem

i ni ci ati va di pl o m áti ca par

a

m edi ar

o u

co nf l i to s. Pess o al m ente o u atr avés de

r epr es entantes, o Secr etár i o po de estar

à

co nci l i ar f r ente do s

esf o r ço s

par

a

a

s o l ução

pací f i ca das

co ntr o vér si as.

Tr ata- s e de ati vi dades ess enci al m ente di pl o m áti cas.

 

O

Secr etár i o

po ss ui ,

ai

nda,

f unçõ es

o per aci o nai s

de

ti po

po l í ti co

e

m i l i tar .

São

r es po ns abi l i dades di r etas e pess o ai s do Secr etár i o no s cas o s de i nter venção m i l i tar co l eti va

das Naçõ es

Uni das, co m o o co r r eu no O r i ente Médi o ( 1956) , no Lí bano ( 1958) , no Co ng o

( 1960- 61) e o co r r e atual m ente no Hai ti .

O Secr etár i o - G er al exer ce, i g ual m ente, um a ação di pl o m áti ca pr eventi va. Di s po ndo da co nf i ança do s Estado s- Mem br o s po r ag i r co m di s cr i ção , bo m - s ens o , auto no m i a e s er i edade, el e po de tr ansf o r m ar - s e num pó l o i ndependente de ati vi dades di pl o m áti cas. Tr ata- s e de um

esf o r ço co nstante que, ao f ug i r do o l har da m í di a e s er

des co nheci da po r par cel a po nder ável

da o pi ni ão públ i ca, enco ntr a a r azão de s er da adm i ni str ação po l í ti ca e di pl o m áti ca das Naçõ es Uni das.

Po de- s e co nco r dar co m um papa s em i g r ej a” 1 0 3 o

a m áxi m a s eg undo a qual , m esm o s endo um “g ener al s em tr o pa o u

Secr etár i o - G er al da O NU po de des em penhar um papel pr i m o r di al .

Basta que el e i denti f i que co m exati dão a po l í ti ca do s m em br o s per m anentes do Co ns el ho e bus que, atr avés do di ál o g o , da per s uas ão e, quando necess ár i o , da i ni ci ati va pr ó pr i a, o s i nter ess es da co m uni dade i nter naci o nal . A hi stó r i a de s ucess o o u de f r acass o do s Secr etár i o s está estr ei tam ente vi ncul ada a esta co m pr eens ão .

  • 5.5. A CO RT E INT ERNACIO NAL DE J UST IÇA

Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,

Estado s. Estes s ão co m petentes par a entender e deci di r s o br e quai s ass unto s des ej a s ubm eter à

Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,

j ur i s di ção da Co r te, i ndependentem ente

da co nf o r m i dade e ass enti m ento das o utr as Par tes.

Po r tanto , par a que a Co r te di s po nha de j ur i s di ção

é i m pr es ci ndí vel que to das as Par tes no

l i tí g i o r eco nheçam s ua co m petênci a. A

i ncapaci dade da Co r te de i m po r s uas s entenças

ao

co l eti vo i nter naci o nal deco r r e das pecul i ar i dades do pr ó pr i o di r ei to i nter naci o nal e de s eu car áter , em m ui tas s ear as, am pl am ente vo l untar i sta. O f unci o nam ento da Co r te o r i enta- s e po r s eu Estatuto . 1 0 4 El e deter m i na que s o m ente o s

Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,

g o ver nam entai s. Sua co m petênci a é am pl a po i s co m pr eende “a) a i nter pr etação de tr atado s; b)

Al ém das f unçõ es des cr i tas anter i o r m ente,
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l

Po r tanto , a am pl i tude

da

co m petênci a é l i m i tada pel as

co ndi çõ es

de abr ang ênci a. De

nenhum m o do , um Estado s er á s uj ei to à deci s ão da Co r te s em que par a tanto apr es ente s eu

co ns enti m ento , s ej a pr évi o o u co nco m i tante. É este o s enti do

co nti do na “cl áus ul a f acul tati va

de j ur i s di ção o br i g ató r i a”. O u s ej a, a

j ur i s di ção é o br

i g ató r

i a s o m ente par a o s Estado s que

m ani f estar em de m anei r a expr ess a e i nequí vo ca s ua co nco r dânci a.

Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l

Mesm o custeada pel a O NU ( ar t. 33) , entr e o s 185 Estado s m em br o s da o r g ani zação apenas

  • 59 r eco nhecem na Co r te a j ur i s di ção

o br i g ató r i a. Entr e el es, o

úni co

Estado que i nteg r a o

Co ns el ho de Seg ur ança da O NU co m o m em br o per m anente é o paí s es po dem denunci ar a decl ar ação de s ubm i ss ão à j ur i s di ção

Rei no Uni do . Al ém di ss o , o s

da Co r te. Isto o co r r eu co m a

Fr ança, em 1974, no pr i m ei r o cas o s ubm eti do à Co r te envo l vendo testes nucl ear es, e tam bém

co m o s Estado s

Uni do s, quando

co ndenado s a i ndeni zar

a

Ni car ág ua pel o s

pr ej uí zo s

caus ado s co m o f i nanci am ento do s “co ntr a”, em deci s ão de 1985. So br e tal ati tude, Mo ni que Chem i l l i er - G endr eau co m enta: “Cur i o s a m anei r a a dess es do i s paí s es, co m par ável à ati tude

do s m aus j o g ado r

es que s e r eti r am do j o g o po r que o per der am ”. 1 0 6

Po r

o utr o l ado , a co m po si ção da Co r te não es capa a um o l har

m ai s atento .

 
 
 

( ar t. 3º ) . O s

j uí zes devem

g o zar

de “al ta

co nsi der ação m o r al ”, assi m co m o des em penhar

al tas f unçõ es j udi ci ár i as em

s eu paí s

o u

s er em r eco nheci do s j ur i s co ns ul to s em di r ei to i nter naci o nal ( ar t. 2º , i n f i ne) .

 

O

pr o cess o

el ei to r al

pr evi sto

 

entr e

o s

ar ti g o s

a

15,

tenci o na g ar anti r a

r epr es entati vi dade e a i ndependênci a do s j uí zes. El es s ão

el ei to s po r

m ai o r

i a

abs o l uta da

Ass em bl éi a G er al

e

do

Co ns el ho

de

Seg ur ança

da

O NU, a

f unci o na o

par di r ei to

ti r

de l i stas, atr avés

de veto

de um

pr o cedi m ento l o ng o e co m pl exo . Neste cas o , não

do s m em br o s

per m anentes do Co ns el ho de Seg ur ança, po r f o r ça do ar ti g o 10, i tem 2, do Estatuto .

Entr etanto , per cebe- s e que, entr e o s qui nze j uí zes, ci nco r ef l etem f i el m ente a naci o nal i dade do s ci nco m em br o s per m anentes do Co ns el ho de Seg ur ança da O NU. Um ter ço do s ass ento s é o cupado po r naci o nal i dades eur o péi as, r estando a m i no r i a das vag as par a to do s o s dem ai s

paí s es do m undo . 1 0 7 As

deci s õ es s ão to m adas po r m ai o r i a de j uí zes pr es entes ( ar t. 55) , co m

quor um m í ni m o de no ve j uí zes ( ar t. 25, i tem 3) .

Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l
Po r tanto , a am pl i tude da co m petênci a é l

um a vez que tem j ul g ado , em m édi a, m eno s de do i s cas o s po r ano , em s eus ci nqüenta ano s de

exi stênci a.

Po r o utr o l ado , há um a di sto r ção da ati vi dade pr o pr i am ente j udi ci ár i a co m a i ntenção de

s ati sf azer to das as par tes envo l vi das, i ncl usi ve e

es peci al m ente o per dedo r . Neste s enti do , a

Co r te ag e co m o s e f o ss e um f o r o de ar bi tr ag em , quando dever i a ter a i ndependênci a e a

auto r i dade de um Tr i bunal . Isto s e tem acentuado co m o f unci o nam ento de Câm ar as pr ó pr i as

par a este f i m , po r s o l i ci tação das par tes, pr evi stas pel o s ar ti g o s 26 autênti co s Tr i bunai s ar bi tr ai s ad hoc.

a 29 do Estatuto , que s ão

So m am - s e ao m éto do

o

per f i l do s j uí zes, que não

r ar as vezes r epr es entam , na Co r te, as

po si çõ es po l í ti cas de s eu g o ver

no , num a co m pl eta di sto r

ção de s uas f unçõ es. O s j uí zes do s

pequeno s paí s es, pel o que s e o bs er va das decl ar açõ es de vo to , que s ão o br i g ató r i as, tendem a s er m ai s i ndependentes.

Lo g o ,

o s g r andes co nf l i to s i nter naci o nai s têm pass ado

à m ar g em

do

pr i nci pal ó r

g ão

j udi ci ár i o da O NU, caus ando um a s ens ação de i m puni dade do s i nf r ato r es do di r ei to

i nter naci o nal e um m al - estar g ener al i zado , po i s pr i o r i za m eno s o di r ei to e m ai s a

neg o ci ação . J ustam ente po r esta r azão , o tr

abal ho da Co r te é es cass am ente co nheci do

e

eco nheci do co ntr astando co m o

r r el açõ es i nter naci o nai s.

g r ande núm er o

de di s putas

e

l i tí g i o s que atr avess am

as

  • 5.6. AS NAÇÕ ES UNIDAS EM MO VIMENT O :

UM BALANÇO DE SUAS REALIZAÇÕ ES

Co m par ando co m a f r acass ada exper i ênci a da Li g a das Naçõ es, a O NU po de apr es entar i m po r tantes co nqui stas:

  • a) s ua uni ver s al i dade, po i s r eúne quas e duas centenas de Estado s;

  • b) nenhum Estado f undado r

abando no u- a;

  • c) a am pl i ação de s uas ati vi dades, s o br etudo o auxí l i o ao des envo l vi m ento ;

  • d) e a co di f i cação do di r ei to i nter naci o nal ;

a pr o m o ção

e)

as

m i ss õ es par a a m anutenção da paz no s co nf l i to s r eg i o nai s;

f ) af i r m o u o

s eu car áter

de i ndi s pens abi l i dade, po i s as cr í ti cas

o bj eti vam s ua r ef o r m a, e não s ua exti nção .

que l he s ão ender eçadas

Neste m ei o s écul o , o m undo co nheceu pr o f undas tr ansf o r m açõ es. A eco no m i a cr es ceu de

f o r m a

co ntí nua,

aum entando

o

ní vel

de

vi da

a

no s

paí s

es

i ndustr i al i zado s. Apes ar

das

r

i val i dades

Leste/ O este,

que

do m i nar am

m ai o r

par te

do

per í o do ,

um

a

ter cei r a

e

pr o vavel m ente def i ni ti va g uer r a m undi al po de s er

evi tada. No

entanto , o equi l í br i o

pel o

ter r o r que to r no u as r el açõ es i nter naci o nai s, co m o bem def i ni u Raym o nd Ar o n, co m o um a

si tuação

“de

paz i m po ssí vel

e

de

g uer r a

i m pr o vável ”, r el eg o u tr ês

quar tas par tes

da

hum ani dade à co ndi ção de si m pl es co adj uvante, o u s ej a, m ui to m ai s o bj eto s do que s uj ei to s

do si stem a i nter naci o nal . Seg undo a per s pecti va

da

m ai o r i a

do s

paí s es que co m põ em

as Naçõ es

Uni das, s uas

r eal i zaçõ es enco ntr am - s e

l o cal i zado s, s o br

m ui to di stantes das es per anças nel a depo si tadas.

O s

co nf l i to s

Ter

cei r o

Mundo , pr o ss eg ui r am . No

pl ano

eco nô m i co , a quas e

to tal i dade

do s

etudo paí s es

no l o cal i zado s

no

Sul

do

pl aneta

co nti nuam

apr es entando

bai xo s

i ndi cado r es s o ci o eco nô m i co s. O u s ej a, o f o ss o que o s s epar a do s paí s es i ndustr i al i zado s não

cess o u af astar

de aum entar . Po r estas r azõ es, um bal anço s o br e as açõ es das Naçõ es Uni das não po de um cer to s enti m ento de f r ustr ação .

  • 5.6.1. A impo ssível s o cialização

do des envo lviment o

O pr o cess o de des co l o ni zação f ez co m que o cenár i o i nter naci o nal f o ss e do m i nado ,

num er i cam ente, pel o s paí s es em des envo l vi m ento .

To davi a, o f l ag r ante co ntr aste entr e um

g r ande e po pul o s o núm er o f az s ur g i r a necessi dade de

de paí s es e o es cass o ní vel de des envo l vi m ento po r el es al cançado

açõ es co ncer tadas par a tentar r em edi ar tal si tuação . Num pr i m ei r o

m o m ento , estas açõ es po ss uem um car áter excl usi vam ente bi l ater al , m o r m ente entr e

as ex-

m etr ó po l es e as ex- co l ô ni as.

 

Ao

tr

ansi tar

par a

o

âm bi to

m ul ti l ater

al ,

tanto

no s

o r g ani sm o s r eg i o nai s quanto

no s

uni ver s ai s, a pr o bl em áti ca do des envo l vi m ento enf r enta, num pr i m ei r o

m o m ento , um des af i o

de co nteúdo e s em ânti co . Co m r el ação ao pr i m ei r o , to r na- s e necess ár i o i denti f i car cr i tér i o s

o bj eti vo s, i ncl usi ve quanti tati vo s, que

po ssi bi l i tem a hi er ar qui zação

paí s es i nteg r antes da s o ci edade i nter naci o nal .

s o ci o eco nô m i ca do s

Al i nham - s e í ndi ces s o br e as

di s par i dades s o ci ai s,

m o r tal i dade i nf anti l , es co l ar i dade, ní vel

de i nstr ução , es per ança de vi da, pr o duto i nter no br uto , r enda per capi t a, cr es ci m ento dem o g r áf i co , pi r âm i de de i dade, co m ér ci o exter i o r , di vi s ão entr e o s s eto r es de pr o dução , s aneam ento bási co , i nf r a- estr utur a do s s er vi ço s públ i co s, pr o dução técni co - ci entí f i ca,

r eg i str o de i nvençõ es f i nancei r o s, f o r m ação

e co ncess ão de patentes, co ns um o de j o r nai s, i nvesti m ento s, s er vi ço s

de ter cei r o g r au

e o utr o s i tens de m eno r i m po r tânci a. s eg undo estes cr i tér i o s, per m i te i denti f i car no cenár i o

A hi er ar qui zação m undi al , cal cul ada

i nter naci o nal a exi stênci a de do i s g r upo s de paí s es. Po r um l ado , o s paí s es des envo l vi do s o u

i ndustr i al i zado s, que po ss uem í ndi ces s o ci o eco nô m i co s al tam ente expr essi vo s. Pr o m o ver am r evo l uçõ es pr o duti vas e detêm atual m ente tr ês quar tas par tes das r i quezas m undi ai s. Co ntudo , co ntr i buem co m s o m ente um quar to da po pul ação do pl aneta. Lo cal i zado s ess enci al m ente no hem i sf ér i o No r te, s o b cl i m a tem per ado , apr es entam f o r m as dem o cr áti cas de o r g ani zação po l í ti ca. Po r o utr o l ado , um num er o s o g r upo de paí s es, que abr i g am tr ês quar tas par tes da

po pul ação e das s o ber ani as,

m ani f esta bai xo s í ndi ces de des envo l vi m ento s o ci o eco nô m i co .

Apr es enta m ar cantes di s par i dades s o ci ai s no i nter i o r de cada s o ci edade que

o co m põ e, co m Sul . na m edi da em

es cass a r epr es entação po l í ti ca e l o cal i za- s e, pr edo m i nantem ente, no hem i sf ér i o

Dur ante m ui tas décadas, o m undo s ubdes envo l vi do f o i tam bém cham ado de ,

que o s do i s pr i m ei r o s r epr es entavam o s paí s es des envo l vi do s capi tal i stas e o s s o ci al i stas.

Al ém di ss o , a expr ess ão tentava tr açar um par al el o entr e a si tuação do m undo

s ubdes envo l vi do e a vi venci ada pel o Ti ers- Ét at no

per í o do pr é- r evo l uci o nár i o f r ancês. O u

s ej a, tr atava- s e do g r upo m ai s num er o s o e ao m esm o tem po o m eno s i m po r tante. Tanto estas def i ni çõ es quanto as m udanças que o co r r er am no s do i s m undo s na úl ti m a década, tendem a to r nar vazi o s o s debates s em ânti co s s o br e esta r ude dual i dade. Co ntudo , devem o s r eco nhecer que a l i ter atur a es peci al i zada nas questõ es do des envo l vi m ento r ef l eti u dur ante m ei o s écul o o s di l em as e as co ntr adi çõ es entr e estas dí s par es r eal i dades. Al ém da tentado r a em bo r a i m pr eci s a expr ess ão Tercei ro M undo, o utr as f o r am cunhadas, tai s co m o paí s es s ubdes envo l vi do s, paí s es po br es, paí s es r i co s, paí s es i ndustr i al i zado s, paí s es

( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD)
( PNUD)

5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o e o Des en- vol vi ment o – Atr avés da Res o l ução 1995 da XIX Sess ão da Ass em bl éi a G er al , a CNUCED, a par ti r de 30 de dezem br o de 1964, to r na- s e órgão per manent e da O NU, co m s ede na s ua centr al eur o péi a de G enebr a.

O s eu pr i m ei r o Secr etár i o - G er al f o i o eco no m i sta ar g enti no Raul Pr ebi s ch. A i déi a centr al

da CNUCED co nsi sti a em tr atar de

f o r m a di f er enci ada o s

paí s es

des envo l vi do s

e

o s

em

des envo l vi m ento . O u s ej a, o s paí s es po br es ter i am di r ei to s pr ef er enci ai s par a o co m ér ci o e

der r o g açõ es do di r ei to i nter naci o nal . O Aco r do G er al de Co m ér ci o e Tar i f as ( G AT T ) acei ta,

no m esm o ano , a i ncl us ão de um no vo capí tul o ( IV)

co ncedendo um si stem a de co m ér ci o

exter i o r di f er enci ado par a o s paí s es em vi a de des envo l vi m ento .

Do po nto de vi sta de s uas f unçõ es i nsti tuci o nai s, a CNUCED po de s er def i ni da co m o s endo

um a

i nstânci a

de

aval i ação ,

estudo s

e

del i ber

açõ es s o br e as questõ es envo l vendo o

des envo l vi m ento eco nô m i co e s o ci al do s paí s es m em br o s da O NU, co m abs o l uta aus ênci a de

co er ção . Tr ês s ão o s ní vei s i nsti tuci o nai s da CNUCED. A Conf er ênci a, ó r g ão pl eno , r eúne- s e a cada

( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
( PNUD) 5.6.1.1.1. Conf er ênci a das Nações Uni das par a o Comérci o
CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti
CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti
CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti
CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti

CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti - O MC. 1 0 8

 
 

5.6.1.1.2. Progr ama das Nações Uni das par a o Des envol vi ment o ( PNUD) – Fo i cr i ado atr avés da r es o l ução 2029 da XX Ass em bl éi a G er al da O NU, em 22 de no vem br o de 1965, j unto à adm i ni str ação centr al da O NU, em No va Io r que. O bj eti vando uni f i car as o per açõ es de aj uda ao des envo l vi m ento exi stentes, o PNUD

pr

o põ e- s e a r aci o nal i zar

o s pr o g r am as m ul ti l ater

ai s de pr é- i nvesti m ento . Tr ata- s e de um

pr

o g r am a de assi stênci a técni ca

que o bj eti va

o f er

ecer co ndi çõ es par a que o s ver dadei r o s

i nvesti m ento s par a o des envo l vi m ento s ej am r eal i zado s. Po r esta r azão , as açõ es do PNUD

r estr i ng em - s e ao s cham ado s pr é- i nvesti m ento s.

Par a al cançar s eus o bj eti vo s, o

PNUD pr etende des envo l ver e tr ansf er i r tecno l o g i a, f o r m ar

r ecur s o s hum ano s, cr i ar estr utur as aptas par a enf r entar o s des af i o s de um a po l í ti ca de des envo l vi m ento e auxi l i ar na i denti f i cação e no aum ento do s r ecur s o s natur ai s do s paí s es- m em br o s.

Co l o cado s o b a auto r i dade do ECO SO C e da Ass em bl éi a G er al , o PNUD é di r i g i do po r um Co ns el ho Adm i ni str ati vo co m po sto po r quar enta e o i to m em br o s, s endo vi nte e s ete do s paí s es em vi a de des envo l vi m ento e vi nte e um do s paí s es i ndustr i al i zado s. À f r ente do PNUD está um Di r eto r auxi l i ado pel o Secr etár i o - G er al da O NU e po r um Es cr i tó r i o Co ns ul ti vo co m po sto po r r epr es entantes do s o r g ani sm o s es peci al i zado s das Naçõ es Uni das e do Banco

Mundi al . O

Di r eto r do PNUD co nta co m r epr es entantes- r esi dentes no s paí s es o nde s ua

atuação é m ai s i m po r tante. O PNUD não executa s eus pr o g r am as de assi stênci a técni ca. El e si m pl esm ente f i nanci a,

CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti
CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti
CNUCED é m ui tas vezes apr es entada co m o s endo a anti

Co ns el ho de Seg ur ança, o m o vi m ento pel a l i ber tação do s po vo s

co l o ni zado s r ecebe am pl a

si m pati a e apo i o . O s Estado s Uni do s, a Uni ão So vi éti ca, a Chi na, a Am ér i ca Lati na e al g uns

paí s es af r o - asi áti co s co nsti tuem a m ai o r i a. Lo g o é el abo r ada um a do utr i na da i ndependênci a naci o nal co m a apl i cação do pri ncí pi o da

aut odet er mi nação dos povos. Este pr i ncí pi o , co m o s eu no m e i ndi ca, pr evê que a po pul ação de

um deter m i nado ter r i tó r i o co l o ni al deve

s er co ns ul tada s o br e s ua o r g ani zação po l í ti ca e

adm i ni str ati va e s e to r no u um do s pi l ar es do s di r ei to s f undam entai s do ho m em e do s no vo s

Estado s. A Indo nési a l i ber ta- s e da Ho l anda

em co l ô ni as i tal i anas l o cal i zadas na Áf r i ca.

1949.

A s eg ui r , há a i ndependênci a das anti g as

Em 1952, a Lí bi a to r na- s e a pr i m ei r a co l ô ni a

af r i cana a al cançar a i ndependênci a. A Er i tr éi a é to r nada um a f eder ação co m a Eti ó pi a. Lo g o

a s eg ui r a Fr ança per de o Mar r o co s e a Tuní si a ( 1956) .

Par a f azer f ace às si tuaçõ es do s ter r i tó r i o s que não s e enco ntr am ai nda em co ndi çõ es de

acess o à i ndependênci a, a O NU cr i a um regi me de t ut el a que o bj eti vava adm i ni str á- l o s

pr o vi s o r i am ente. Estes s ão num er o s o s:

Cam ar õ es e Tang ani ca ( G r ã- Br etanha) ; Cam ar õ es e

To g o ( Fr ança) ; Ruanda e Bur undi ( Bél g i ca) ; No va G ui né ( Austr ál i a) ; Sam o a O ci dental ( No va

Zel ândi a) ; i l has Mar s hal l , Car o l i nas e Mar i anas ( Estado s Uni do s) e Sudo este Af r i cano , atual Nam í bi a ( Áf r i ca do Sul ) . Havi a um g r ande núm er o de t erri t óri os não- aut ônomos, s etenta e quatr o s eg undo as i ndi caçõ es de 1946, que não di s punha de capaci dade par a adm i ni str ar - s e e er a o bj eto de

i nter ess e m ani f esto das po tênci as capazes de o r i entá- l o s. Estes ter r i tó r i o s não estavam

s o b o

 

r eg i m e de tutel a, po i s desf r utavam de al g um as l i ber dades. Par a el es, a Ass em bl éi a G er al

cr i o u um Co m i tê de

Inf o r

m açõ es que o bj eti vava i denti f i car

s ua evo l ução

em di r eção

à

auto no m i a adm i ni str ati va.

Mui to s

destes ter r i tó r i o s, co m o o cas o da G ui ana Fr ances a, f o r am anexado s à m etr ó po l e a

par ti r da el i m i nação de to das as di s cr i m i naçõ es

que s ua po pul ação s o f r i a, co m par adas ao

r eg i m e apl i cado A apl i cação des co l o ni zação ,

ao s habi tantes da m etr ó po l e.

e co nduzi u o pri ncí pi o da aut odet er mi nação dos povos

o

de m anei r a abs o l uta

i ndi s cr i m i nada

dur ante

per í o do

hi stó r i co

da

a l eg i ti m ar si tuaçõ es de

evi dente s ecess ão que af etar am , i ncl usi ve, o s paí s es que r ecentem ente

havi am co nqui stado s ua

i ndependênci a. Assi m , des de 1960 ( Res o l ução 1514 da AG ) o s Estado s em des envo l vi m ento

i ndi cam que o pr o cess o de i ndependênci a das co l ô ni as é i nco m patí vel

co m qual quer tentati va

“de destr ui r par ci al o u to tal m ente a uni dade naci o nal e a i nteg r i dade ter r i to r

i al ”.

Po r

co ns eg ui nte, a auto deter m i nação deve expr ess ar um a am pl a vo ntade naci o nal e não

s o m ente

de s eto r es da s o ci edade l o cal i zado s em par cel as do ter r i tó r i o . Data- s e de m anei r a cl ar a a

apl i cação do pr i ncí pi o às si tuaçõ es co l o ni ai s e des car ta- s e a po ssi bi l i dade que el e venha a s er uti l i zado no s m úl ti pl o s pr o cess o s de s ecess ão que am eaçam um g r ande núm er o de Estado s.

  • b) O est abeleciment o de no rmas e a def es a do s direit o s do ho mem

Um a das tar ef as m ai s i m po r tantes des em penhadas pel as Naçõ es Uni das co nsi sti u na

el abo r ação

de

texto s

j ur í di co s

s o br e

questõ es

i nter naci o nai s

que

não

havi am

si do

r eg ul am entadas. O di r ei to do m ar e as co nvençõ es s o br e m ei o am bi ente, que f o r am assi nadas a par ti r da r eal i zação de i m po r tantes co nf er ênci as i nter naci o nai s, r epr es entam um pass o f undam ental na co di f i cação das no r m as do di r ei to i nter naci o nal . To davi a, f o i na def es a do s

di r ei to s do ho m em que a O NU m ai s avanço u.

Em

10 de dezem br o

de

1948, a Ass em bl éi a G er al

ado to u a Decl ar ação uni vers al dos

di rei t os do homem, s ustentada pel a i déi a de que o s di r ei to s e a di g ni dade do ho m em

co nsti tuem pi l ar es da j usti ça, da paz e da l i ber dade. Tr ata- s e de um extens o e am bi ci o s o texto

que enum er a o s di r ei to s eco nô m i co s e s o ci ai s, tai s co m o o di r

ei to ao tr abal ho , ao des cans o , à

educação , à s eg ur ança s o ci al e à l i ber dade si ndi cal . O s di r ei to s e as l i ber dades i ndi vi duai s cl ássi cas f o r am m ar cantes na Decl ar ação : di r ei to à vi da, à l i ber dade, à s eg ur ança pess o al ; pr o i bi ção da es cr avi dão e de tr atam ento s des um ano s;

i g ual dade per ante a l ei ; pr o i bi ção de pr i s ão ar bi tr ár i a e do exí l i o f o r çado ; di r ei to de l i vr e

ci r cul ação e de asi l o ; di r ei to à naci o nal i dade, à pr o pr i edade; l i ber dade

co ns ci ênci a, de r el i g i ão , de ass o ci ação , de

cas am ento e l i ber dade po l í ti ca.

de pens am ento , de

So b a di r eção das Naçõ es Uni das o u de s uas i nsti tui çõ es es peci al i zadas, co nvençõ es

es pecí f i cas f o r uni ver s al . Entr

am assi nadas co m o

o bj eti vo de vi abi l i zar

o s tem as tr atado s na Decl ar ação

e

as

m ai s i m po r tantes, devem

s er

ci tadas as s eg ui ntes: Co nvenção s o br e a

pr evenção e r epr ess ão do cr i m e de g eno cí di o ( 1948) ; Co nvenção r ef er ente ao estatuto do s

r

ef ug i ado s ( 1951) ; Co nvenção r ef er ente ao estatuto do s apátr i das ( 1954) e a Co nvenção

r ef er ente à

abo l i ção da es cr avi dão ( 1956) .

c)

As iniciat ivas humanit árias

As

i m ens as

necessi dades

hum ani tár i as

o br i g am

as

Naçõ es

Uni das

a

tr abal har

co nj untam ente co m as i nsti tui çõ es es peci al i zadas, co m o Co m i tê Inter naci o nal da Cr uz

Ver m el ha e co m as o r g ani zaçõ es não - g o ver nam entai s de al cance tr ans naci o nal ( O NG AT ) . O

Al to Co m i ss ar i ado par a o s Ref ug i ado s, cr i ado em 1951,

é encar r eg ado de f o r necer

um a

pr o teção j ur í di ca, bem co m o bus ca o r eag r upam ento f am i l i ar e a r ei nstal ação de m i l hõ es de

ci vi s ví ti m as i no centes das g uer r as.

 
 

A FAO

o r

g ani za a di str i bui ção

de pr o duto s

de

pr

i m ei r a necessi dade, co m o al i m ento s,

m edi cam ento s e m ater i al s ani tár i o . Par al el am ente, a O MS auxi l i a no co m bate às epi dem i as, e

a O IT s e esf o r ça par a m el ho r ar as co ndi çõ es

l abo r ai s no s paí s es m ai s atr as ado s.

 

d)

As dif iculdades para a manut enção da s eg urança e da paz int ernacio nais

Em r azão da G uer r a Fr i a que vi g o r a no per í o do 1948- 1989, as tar ef as que a Car ta de São Fr anci s co i ncum bi u ao CS na m anutenção da paz e s eg ur ança i nter naci o nal s o f r e pes adas

l i m i taçõ es. Po de- s e, i ncl usi ve, co nstatar que a O r g ani zação das Naçõ es Uni das pr i nci pai s pr o cess o s de s o l ução pací f i ca do s l i tí g i o s i nter naci o nai s.

f o i

al i j ada do s

Apes ar da exi stênci a de

um a Co m i ss ão de Des ar m am ento , o s aco r do s par a

a l i m i tação da

co r r i da ar m am enti sta entr e o s Estado s Uni do s e a ex- Uni ão So vi éti ca f o r am al cançado s à

m ar g em da o r g ani zação . A i nter venção da O NU f o i po ssí vel s o m ente em co nf l i to s l o cal i zado s g r aças a um a co nj unção de f ato r es que per m i ti u a uti l i zação do es paço

 

po r al g um as po tênci as.

m ul ti l ater al Em m ai o

de 1948, a O NU i ni ci o u s uas o per açõ es de m anutenção da paz co m a co nsti tui ção

encar r eg ado de o bs er var e co ntr o l ar a tr ég ua estabel eci da na Pal esti na. Des de

o per açõ es f o r am r eal i zadas. Al g um as del as s e estendem até

o s no ss o s di as. Sua

de um ó r g ão

então , m ui tas

di str i bui ção g eo g r áf i ca é a s eg ui nte: Áf r i ca – 7 o per açõ es; Am ér i cas – 1 o per ação ; Ási a –

2

o per açõ es; Eur o pa – 3 o per açõ es; O r i ente Médi o – 3 o per açõ es. O m apa abai xo i ndi ca l o cal i zação pr eci s a de cada co nf l i to em cur s o atual m ente.

a

Qua d ro XIV M APA DAS M ISSÕES DE PAZ

Qua d ro XIV M APA DAS M ISSÕES DE PAZ Q uas e duas m

Q uas e duas m i l pess o as, entr e m i l i tar es, po l i ci ai s e ci vi s, f o r am m o r tas em o per açõ es de m anutenção de paz a s er vi ço das Naçõ es Uni das entr e 1948 e 2008. 1 0 9 O custo f i nancei r o to tal destas o per açõ es s e el eva a US$ 32 bi l hõ es em val o r es da épo ca de s ua r eal i zação . O quadr o abai xo tr ans cr i to dem o nstr a o cr es ci m ento i m po r tante do núm er o de o per açõ es de m anutenção da paz na atual i dade, po i s das dezess ete m i ss õ es o r a em cur s o , m ai s da m etade teve s eu i ní ci o a par ti r de 1999.

Qua d ro XV OP ERAÇÕES DE M AN U TEN ÇÃO DA PAZ DA ON U EM CU RSO (2 0 0 8 ) 11 0

 

No me

Iníc io

Efe

tiv o s*

P

e r d a s* * O r ç a me nto * * *

ON

U ST

ma io d e 1 9 4 8

3 7 7 3 7 5

 

4 9

6 2 , 2 7

U

N

M OGIP

ja ne iro d e 1 9 4 9

 

11 4

11

1 5 , 8 0

U

N

FICYP

ma rç o d e 1 9 6 4

1 .0 6 8

1 7 7

4 8 , 8 5

FN U OD

junho d e 1 9 7 4

1 .2 0 5

4 2

4 1 , 5 9

FIN U L

ma rç o d e 1 9 7 8

1 4 .1 3 3

2 6 8

7 4 8 , 2 0

M

IN U RSO

a b ril d e 1 9 9 1

5 0 4

1 5

4 6 , 4 7

M

ON U G

a g o sto

d e

1 9 9 3

4 3 6

11

3 6 , 7 1

M

IN U K

junho d e 1 9 9 9

 

4 .6 1 8

4 9

2 2 0 .8 9 7

M

ON U C

no v e mb ro d e 1 9 9 9

2 1 .9 8 2

11 6

1 .1 6 6 , 7 2

M

IN

U

EE

jul

ho d e 2 0 0 0

2 .0 8 8

2 0

11 8 , 9 9

M

IN

U

L

s e te mb ro d e 2 0 0 3

2 4 .9 5 1

1 0 0

7 2 1 , 7 2

ON U CI

a b ril d e 2 0 0 4

1 0 .4 2 2

3 6

4 9 3 , 7 0

M

IN U STAH

junho d e 2 0 0 4

1 0 .6 8 7

3 3

5 6 1 , 3 4

U

N

M

IS

ma rç o d e 2 0 0 5

1 3 .7 5 4

2 9

8 8 7 , 3 3

U

N

M

IT

a g o sto d e 2 0 0 6

2 .7 2 4

2

1 6 0 , 5 9

U

N

AM ID

jul

ho d e 2 0 0 7

3 1 .8 6 1

-

1 .2 8 0 , 0 0

M

IN U RCAT

s e te mb ro d e 2 0 0 7

3

-

1 8 2 .4 4

T O TAL

1 0 0 . 5 9 5

9 5 8

5 . 2 9 9

* Os e fe tiv o s inc l ue m mil ita re s, po l ic ia is, pe sso a l c iv il ** M o rto s na o pe ra ç ã o .

inte rna c io na l e l o c a l .

** * Orç a me nto a nua l (d e jul

ho d e 2 0 0 4 a junho d e 2 0 0 5 ) e x pre sso e m mil hõ e s d e U

S$ .

ON U

a nismo d a s N U e nc a rre g a d o

d e o b s e rv a d o re s mil ita re s

d e o b s e rv a r a tré g ua na P a l e stina

 

U N M

d a s N U na Índ ia e no P a q uistã o

U N

rç a d a s N U e nc a rre g a d a d a ma nute nç ã o d a pa z no Chipre

FN U

rç a

d a s N U e nc a rre g a d a s d e o b s e rv a r o d e s e ng a ja me nto na fro nte ira

Isra e l /Sí ria

FIN U

M IN U

rç a iss ã o d a s N U pa ra a o rg a niz a ç ã o d e

inte rina d a s N U no

Lí b a no

um re fe re nd o no

Sa a ra Oc id e nta l

M ON U

iss ã o d e Ob s e rv a ç ã o d a s N U na Ge ó rg ia

 

M IN U

iss ã o a d ministra tiv a

inte rina d a s N U no Ko so v o

M ON U

iss ã o d a s N U na Re púb l ic a De mo c rá tic a d o Co ng o

 

M IN U

iss ã o d a s N U na Etió pia e na Eritré ia

 

M IN U

iss ã o d a s N U na Lib é ria

ON U

ra ç ã o d a s N U na Co sta d o M a rfim

U N M

iss ã o d a s N U no Sud ã o .

M IN U

iss ã o d a s N U

pa ra a e sta b il iz a ç ã o no Ha iti

 

M IN U

iss ã o d a s N U

na Re púb l ic a Ce ntro - Afric a na e Cha d e

 

U N AM

a ç ã o c o njunta d a s N U e U niã o Afric a na

e m Da rfur

U N M

iss ã o d a s N U no Sud ã o .

A i nter venção na s eg unda G uer r a do G o l f o ( 1991) e a auto r i zação co ncedi da à O TAN par a

i nter vi r no

co nf l i to

da ex- Iug o sl ávi a par ecem i ndi car que as Naçõ es

Uni das po der ão co l o car

em pr áti ca

as pr er r o g ati vas que detêm s eg undo a Car ta. Po r o utr o l ado , a r ecente uti l i zação

do capí tul o VII da Car ta par a açõ es hum ani tár i as i m po si ti vas, i ncl usi ve no cas o de g uer r as

ci vi s, co m o r ef er i do anter i o r m ente, i ndi ca que a o r g ani zação po der á des em penhar um papel

i m po r tante na s o l ução

do s co nf l i to s

s o br e

a m eto do l o g i a

de

i nter venção

i nter naci o nai s. Co ntudo , é f undam ental um r epens ar na m edi da em que há m ui to s co nf l i to s que exi g em

r ei ter adas i nter vençõ es do co l eti vo i nter naci o nal . A l o cal i zação e car acter í sti cas pr ó pr i as

destes co nf l i to s i m põ em a apr eci ação de um no vo enf o que do que po der í am o s deno m i nar de

O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m
O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m
O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m
O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m
O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m
O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m
O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m

O co ncei to de s ol i dari edade po de s er co m pr eendi do hi sto r i cam ente. A i ng er ênci a s o l i dár i a

e a di pl o m aci a s o l i dár i a s ão f o r m as de m ani f estação de al g o m ai s g er al que é a pr ó pr i a

s o l i dar i edade. Po r tanto po de- s e extr ai r

do

debate s o br e

o

co ncei to

de s o l i dar i edade um

f undam ento teó r i co que f o r neça s ustentação ao pr i ncí pi o .

E

1648

P

d

V

f ál i

111

i

d

h

d

b

i

l i

i ncess ante em bate entr e a uni l ater al i dade expr ess a pel a vo ntade do Estado , m ar cado pel a

g uer r

a

de

to do s co ntr

a

to do s,

e

a necessi dade de r el açõ es

m ul ti l ater ai s capazes de cr i ar

no r m as e r eg r as que pr

o m o vess em o di ál o g o e a paz.

 

O l o ng o per í o do que s e estendeu até o pr i m ei r o quar to do s écul o pass ado s e car acter i zo u

pel a

uni l ater al i dade – m ar ca r eg i str ada

das r el açõ es i nter naci o nai s.

A cr i ação de no r m as,

co m o po r exem pl o , às deco r r entes do di r ei to do s tr atado s, r estr i ng i u- s e a co nteúdo e al cance

que não punha em questão o pr edo m í ni o da vo ntade do m ai s f o r te. Cer tam ente f r o ntei r as f o r am del i neadas, al i anças co ncl uí das e o r g ani zaçõ es i nter naci o nai s es bo çadas. Co ntudo , as pr i m ei r as po der i am – e o f o r am co nstantem ente – s er co ntestadas; as s eg undas o bj eti vavam

do m i nar

i ni m i g o s

co m uns, po i s

co nti nham

cl áus ul as s ecr etas

de natur eza

m i l i tar ,

e

as

ter cei r as co nsti tuí am m er o s es paço s de atuação s upl em entar

di pl o m aci a par l am entar .

11 2

estatal atr avés da nas cente

Em 1928, co m a assi natur a do Pacto Br i and- Kel l o g , al g uns Estado s r eco nhecem a i l eg al i dade da g uer r a de co nqui sta e a co nsi der am co ntr ár i a ao s f undam ento s do Di r ei to Inter naci o nal e ao s pr i ncí pi o s que r eg em as r el açõ es i nter naci o nai s. Sur g e pel a pr i m ei r a vez um do cum ento j ur í di co – aber to à ades ão do s dem ai s Estado s – pr evendo r eg r as co m po r tam entai s e, po r co ns eg ui nte, estabel ecendo anteci padam ente l i m i taçõ es à atuação

exter na do s Estado s. To davi a, s er á a par ti r da cr i ação das Naçõ es Uni das, em 1945,

que o

m ul ti l ater al i sm o i ni ci a um a cam i nhada que dever á co nduzi - l o a s upl antar o ar r ai g ado uni l ater al do s Estado s.

po der

O pr epo nder ante papel do CS da O NU na m anutenção da paz adi ci o nado à uni ver s al i zação

de que s e benef i ci a a O r g ani zação das Naçõ es Uni das, f az co m que o m ul ti l ater al i sm o

co nsi g a s o br epuj ar o uni l ater al i sm o que m ar cava

até então as r el açõ es i nter naci o nai s. O CS

po de, i ncl usi ve, ag i r pr eventi vam ente, po i s a el e f o i co ncedi da a f acul dade de aval i ar a

co nveni ênci a de um a i nter venção m i l i tar s ustentada uni cam ente na s ua per cepção s o br e a exi stênci a de um co nf l i to o u de um a m er a ameaça à paz.

Não é necess ár i o enf ati zar , po r evi dente, que as co ndi çõ es que der am o r i g em à O NU e ao co ns eqüente po der do CS, atr i buí r am a um núm er o r estr i to de Estado s – o pent ágono co m di r ei to à r epr es entação per m anente no Co ns el ho – um papel tr ans cendente e s uper i o r na

m edi da em que j am ai s um a deci s ão do co l eti vo po der á Mal g r ado ess e pecado o r i g i nal s ur g e um a no va o r dem

s er to m ada aus ente s ua co nco r dânci a. i nter naci o nal – cer tam ente i m per f ei ta

– que af asta do ho r i zo nte o s per i g o s de um a g uer r a to tal . 11 3 Cas o vi ess e a